CURSO DE EDUCA��O MEDI�NICA
Aula n.r 02 - continua��o
DESENVOLVIMENTO PR�TICO MEDI�NICO
As cinco Fases. Percep��o de Fluidos - 1.a parte
A parte pr�tica do treinamento medi�nico � composta de cinco fases.
No primeiro ano do Curso de Educa��o Medi�nica as cinco fases s�o desenvolvidas
separadamente para que o aluno tenha um melhor aproveitamento.
O m�todo das cinco fases � utilizado h� muitos anos pela Federa��o Esp�rita do
Estado de S�o Paulo e preenche todas as necessidades do desenvolvimento medi�nico.
As cinco fases s�o compostas e divididas da seguinte maneira:
1. Percep��o de fluidos;
2. Aproxima��o;
3. Contato;
4. Envolvimento;
5. Manifesta��o;
I - FASE DA PERCEP��O DE FLUIDOS
Os instrutores espirituais estudam o m�dium, anotam os pontos sens�veis e medem
a sensibilidade de cada um. Quando o dirigente encarnado pede a colabora��o dos
Esp�ritos, eles projetam um jacto de fluido sobre esses pontos e o m�dium pode
sentir a proje��o.
Se o m�dium n�o sentir a proje��o, � porque n�o possui mediunidade em condi��es
de desenvolvimento ou se encontra embotada face a fatores:
a) F�sico
b) Mental
c) Espiritual
F�sico: quando h� bloqueio de energia pelos v�cios do fumo, �lcool, gula, sexo
desajustado, drogas ou outros...
Mental: quando o m�dium sente medo, inseguran�a, incerteza, ansiedade ou
impaci�ncia. � confiando no orientador e no Instrutor Espiritual, que o m�dium vai
perceber ou sentir os fluidos.
O fator espiritual decorre do envolvimento espiritual e o m�dium pode ficar com
seu campo f�sico e mental sem qualquer rea��o � proje��o dos fluidos.
O m�dium sentir� ou perceber� a proje��o dos fluidos que podem ser: frios,
quentes, suaves, sutis, pesados, a exemplo de brisa, ar frio ou quente etc.
Para que o m�dium com algum bloqueio possa perceber os fluidos, � necess�rio
refletir, observar a causa e elimin�-la.
O progresso dessa percep��o consiste em o aluno perceber ou sentir os fluidos.
Essa capacidade permite ao m�dium determinar no seu pr�prio organismo o ponto ou os
pontos de incid�ncia, segundo a natureza dos fluidos, selecionando-os por sua
categoria vibrat�ria: bom ou mau, fino ou pesado, excitante ou calmante, frio ou
quente etc.
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II - Fase da Aproxima��o
Na vida di�ria in�meros encarnados e desencarnados, aproximam-se de m�diuns:
amigos, inimigos, conhecidos, desconhecidos, sofredores, obsessores, credores,
mistificadores etc.
Numa sala de aula muito bem preparada no interc�mbio inicial de
desenvolvimento, somente se faz com Esp�ritos destinados a cooperar, pois o Plano
Espiritual regula e disciplina essas aproxima��es.
O Instrutor Espiritual, que na 1.a fase lan�ava sobre o m�dium, um jato de
fluido, para verificar e medir sua sensibilidade, agora dele se aproxima para
fazer-se sentido.
Esta fase � mais dif�cil que a primeira, porque nela o Instrutor Espiritual n�o
executa nenhuma a��o direta sobre o m�dium, cabendo unicamente � sensibilidade
deste, perceber sua aproxima��o ou afastamento; mas, como na 1.a fase, tudo foi
estudado previamente e somente se aproximam dos m�diuns Esp�ritos cujas vibra��es
se afinam com as deles, justamente para que possam ser sentidas as aproxima��es sem
maiores dificuldades. Neste caso, a maior ou a menor capacidade radiante do
instrutor influi poderosamente no �xito da experi�ncia.
Como na 1.a fase, o dirigente medi�nico da classe deve organizar o mapa de
anota��es para controlar e interpretar os resultados.
A aproxima��o pode ser sentida do lado direito ou do lado esquerdo do m�dium,
dependendo do dirigente determinar o exerc�cio. Se o m�dium n�o sentiu a
aproxima��o, pode estar ocorrendo alguma inibi��o que conv�m verificar. Se sentiu a
1.a fase, o bloqueio pode ser moment�neo. Se n�o sentiu a 1.a fase, nem a 2.a fase,
poder� continuar tentando a concentra��o e percep��o de fluidos.
III - Contato
Os instrutores espirituais, nesta fase, estabelecem contato com o Perisp�rito
do m�dium de forma a serem realmente sentidos, agindo indiretamente sobre os
Centros de For�a, ou diretamente sobre os plexos do corpo denso, ou nos seus pontos
de sensibilidade.
-Centros de For�a - s�o receptores e transmissores de energia c�smica e
espiritual, alimentadores do metabolismo perispiritual.
-Plexos - s�o conjuntos e aglomerados de nervos g�nglios do sistema nervoso
vago-simp�tico, regulador da vida vegetativa do corpo f�sico.
- Pontos de Sensibilidade - s�o locais do corpo f�sico onde o m�dium tem maior
sensibilidade, por exemplo: cabe�a, m�os, bra�os etc.
Esse contato, nesta fase de treinamento medi�nico, � feito pelos Esp�ritos com
menor ou maior interpenetra��o perispiritual, dependendo da sensibilidade do
m�dium.
Nesta fase, o m�dium adquire auto-controle pelo conhecimento deste processo que
lhe permite defender-se na vida di�ria ou quando h� proje��es de energias
delet�rias.
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IV - Envolvimento
O Instrutor Espiritual por si mesmo ou atrav�s de uma terceira entidade,
procurar� assenhorear-se primeiramente da mente do m�dium envolvendo em seguida,
caso poss�vel, todo o perisp�rito conforme o grau de afinidade que existir entre
ambos.
Quanto mais intenso e integral for o envolvimento, maior ser� o grau de
inconsci�ncia do transe.
Nos casos de mediunidade consciente ou semiconsciente o envolvimento n�o passa
do primeiro ato, bastando efetuar o envolvimento mental, que pode ser feito em
presen�a ou � dist�ncia, sem medida.]
Nestas formas citadas, a a��o dos agentes espirituais � mais r�pida, mais
imediata e mais f�cil, podendo eles prontamente transmitir mensagens, instru��es de
trabalho, advert�ncias, inspira��es, atitude a tomar em casos urgentes e outros.
Um dos obst�culos nessa fase � o bloqueio que o m�dium coloca em si mesmo por
achar-se rid�culo, ou ent�o, achar-se mission�rio de Jesus. Os dois extremos levam
a um comportamento anti-natural para perceber ou sentir o envolvimento.
No envolvimento o m�dium sente seu corpo f�sico como rodeado de uma luz, uma
energia que ele n�o sabe explicar de onde vem nem como se processou.
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V - Manifesta��o
Para ocorrer a manifesta��o � necess�ria a presen�a de:
-Esp�rito desencarnado (entidade): emissor da mensagem.
-Esp�rito encarnado (m�dium): receptor da mensagem.
O primeiro emite pensamento em dire��o ao 2.o (vontade-apelo) solicitando a
comunica��o. O segundo emite seu pensamento em dire��o ao 1.o, aceitando a
comunica��o (vontade-resposta), como ensina Andr� Luiz, "Mecanismos da
Mediunidade". Cap. VI.
A uni�o dessas correntes mentais chama-se circuito medi�nico.
O Instrutor que tem maior eleva��o moral que o m�dium, "abaixa" um pouco seu
padr�o vibrat�rio, por�m o m�dium tamb�m precisa elevar o seu, a fim de alcan�ar o
do mentor.
Nos casos de entidades com padr�o inferior ao m�dium, n�o � o m�dium que
"abaixo" seu padr�o, pois isso ele nunca deve faz�-lo, mas sim os Benfeitores
Espirituais que elevam o padr�o das entidades para alcan�arem o do m�dium para a
comunica��o se realizar. Conv�m lembrar que o m�dium pode causar bloqueios �s
comunica��es, atrav�s de sentimentos como:
-medo;
-inseguran�a;
-falta de f�;
-falta de preparo adequado;
-falta de confian�a;
-invigil�ncia.
NOTA: o texto acima foi tirado da apostila "Curso de Educa��o Medi�nica - 1.o ano -
�rea de Ensino da Federa��o Esp�rita do Estado de S�o Paulo.