APRESENTAÇÃO
As palavras de abertura da Declaração Universal dos
Direitos dos Humanos são inequívocas: “todos os seres
humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.”
Os dois princípios fundamentais que sustentam o regime
internacional de direitos humanos – igualdade e não discri-
minação – aplicam-se também à pessoas lésbicas, gays,
bissexuais e transgêneros (LGBT).
A homofobia1 provocou a morte de, pelo menos, 216 pesso-
as de janeiro até setembro, em 2014, segundo o Grupo Gay
da Bahia, conforme matéria publicada pelo jornal O Globo
em seu portal na internet. E esse não é um número certo,
já que os números de mortes são subnotificados por não
existir no Brasil um banco de dados governamental sobre
mortes de LGBT2.
Dados como esse, impulsionaram o desejo da criação
dessa cartilha, a fim de contribuir para a desconstrução de
imagens estereotipadas sobre lésbicas, gays, bissexuais,
travestis e transexuais, principalmente em um momento
da vida onde aprendemos sobre o mundo e suas variadas
formas, como na infância.
1 Ao usarmos o termo homofobia, estamos abrangendo nele a lesbofobia e a transfobia
(forte rejeição a lésbicas e a travestis e transexuais, respectivamente). Também quando
usamos homofóbica/o, estamos incluindo lesbofóbica/o e transfóbica/o e identidades de
gênero não binárias.
2 Os termos “lésbica”, “gay”, “bissexual” e “transgênero” são usados do início ao fim
dessa cartilha – frequentemente abreviados para “LGBT”. Esses termos têm apelo global,
embora existam outros termos dependendo da cultura, e são usados para descrever
comportamentos, identidades e relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo e identi-
dades de gênero não binárias.
A ideia não é trazer respostas prontas, dizer o que é certo
ou errado, se o educador deve agir desse ou daquele modo.
Antes de qualquer coisa, queremos que todos se dispam,
previamente, de seus preconceitos e compreendam que,
primeiramente, estaremos tratando de questões que en-
volvem diretamente pessoas, na perspectiva dos direi-
tos humanos. Um dos objetivos fundamentais de nossa
Constituição é “promover o bem de todos, sem preconcei-
tos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras for-
mas de discriminação” (Art. 3º, IV).
O que a gente espera é que, depois de ler este material, de
alguma forma, você possa repensar, reconstruir o seu olhar
sobre alguns dos assuntos abordados. E que este trabalho
não sirva apenas como um material de leitura, mas como
um incentivo à ação, à ação transformadora e um estímulo
para aqueles que quiserem se aprofundar em algum dos
temas.
O mais importante aqui é que a gente consiga diferenciar
na nossa cabeça o que são esses quatro conceitos: SEXO /
GÊNERO / ORIENTAÇÃO SEXUAL E AFETIVA / IDENTIDADE
SEXUAL.
01/ MENINO OU MENINA?
PÁG. 08
02/ SOMOS PLURAIS
PÁG. 16
03/ SEM MAIS FOBIAS
PÁG. 24
04/ OS PINGOS NOS IS
PÁG. 34
05/ AINDA MAIS AFUNDO
PÁG. 40
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
PÁG. 46
8
01 /
MENIN
OU MEN
9
NO
NINA?
10
“
O sonho da igualdade só cresce
no terreno do respeito pelas
diferenças
Augusto Cury
11
MENINO OU MENINA?
Azul é cor de menino, rosa é cor de menina. Homem usa
calça, mulher usa saia. O homem é o chefe da família,
a mulher dona-de-casa. Menina brinca de boneca, meni-
no brinca de carrinho. O homem tem que pagar a conta.
Homens são mais brutos. Mulheres mais delicadas.
Desde o momento do nascimento de uma criança, as rela-
ções de gênero já demonstram o impacto que exercem so-
bre a sociedade através de uma tradicional indagação: qual
será o sexo do bebê? Será menino ou menina? Se for me-
nino, receberá comentários do tipo: “Como é forte!” ou “Já
nasceu com cara de macho!” Sendo menina, desde peque-
na, ela ouvirá frases como: “Que linda! É uma princesinha!”
ou então “Olha como é meiga, tão quietinha!”. Crenças
e atitudes como essas são repetidas quase inconsciente-
mente, como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo,
mas sem que saibamos de onde surgiram. Basta reparar-
mos em outros povos ou em nossa própria história para
que a gente perceba como esses conceitos são relativos.
Afinal, no início, o salto alto era usado por homens.
Observando essas questões sobre as relações de gênero,
podemos constatar o quão forte é em nossa sociedade,
que ainda possui o costume de separar as pessoas pelo
sexo feminino ou masculino, reproduzindo um estereótipo
que cada dia se distancia mais da realidade, uma vez que
surgem identidades de gênero que não se encaixam exata-
mente em nenhum dos dois extremos.
Isso acaba refletindo dentro das escolas. Temos grupos
bem definidos que separam meninas de meninos, tanto nas
atividades dentro de sala de aula quanto nos intervalos em
12
que ocorrem as brincadeiras livres. Temos a ‘fila dos meni-
nos’ e a ‘fila das meninas’. Meninos jogam futebol, meninas
jogam vôlei.
Se analisarmos com mais atenção os livros didáticos, por
exemplo, veremos que eles constantemente veiculam uma
ideia de família formada por um casal adulto heterossexual
com filhos. Esse é o modelo entorno do qual giram as situ-
ações apresentadas como exemplos nas aulas de todas as
disciplinas. Constrói-se um ideal do que é ser homem e do
que é ser mulher, usando-se a diferença biológica para jus-
tificar uma hierarquia que, no fundo, é social e cultural.
Este tipo de relação desigual imposto pela sociedade é co-
mum no espaço escolar, que apenas reforça os preconcei-
tos e privilégios de um sexo sobre outro e ajuda na cons-
trução da identidade sexual das meninas e dos meninos.
DISTRIBUIÇÃO DE TAREFAS
Arrumar a Cama Lavar a Louça Limpar a Casa Trabalhar Fora
81,4% 76,8% 65,6% 4,3%
MENINAS
11,6% 12,5% 11,4% 12,5%
MENINOS
Levantamento realizado pela ONG Plan International Brasil, que promove a campanha Por Ser
Menina. A pesquisa entrevistou duas mil meninas com idades entre 06 e 14 [Link]ível
em: <[Link]
domestico-meninas-tem-menos-tempo-para-brincar-e-estudar/>
13
Esse padrão pré estabelecido de separação de gêneros,
acaba por reproduzir um costume milenar de enaltecer o
masculino como superior, fazendo com que as mulheres
ainda recebam 73,7% do salário dos homens, segundo
a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de
2013. É o que tenta culpar a mulher que usa roupas justas
ou curtas por sofrer assédio e agressão sexual, estimulan-
do a cultura do estupro, onde a mulher é tradada como um
mero objeto para deleite do homem.
Levantamento
realizado pela
Expertise. A pes-
quisa entrevistou
1.259 candida-
tos em todo o
brasil.3
1 em cada 3 homens ad- 1 em cada 5 brasileiros
mite ser machista ou um considera inaceitável que
pouco machista. as mulheres usem roupas
justas ou decotadas.
A escola reproduzindo essas características da sociedade
e, por meio de sua negligência, enfatiza um comportamento
que sugere a separação e submissão de gêneros e precon-
ceitos, reforçando a inferiorização da mulher e a exclusão
de pessoas que não se encaixam dentro de algum grupo
considerado normal ou em padrões.
SEXO: MASCULINO SEXO: FEMININO
+ +
GÊNERO: MASCULINO GÊNERO: FEMININO
+ X +
ORIENTAÇÃO: HETERO ORIENTAÇÃO: HETERO
+ +
SEXO: HOMEM HETERO SEXO: MULHER HETERO
3 Disponível em: <[Link]
14
A maioria de nós, desde criança foi ensinada que só exis-
tiam duas possibilidade de combinações, conforme descri-
tas. A noção de identidade de gênero nos possibilita per-
ceber que não é pelo simples fato de possuirmos genitais
de um ou de outro sexo que automaticamente nos identifi-
camos como pertencentes a este ou àquele. Somos seres
sociais, de modo que vivemos imersos numa cultura que
nos guia por meio de linguagens, regras, costumes, valores
e sentimentos aprendidos. O problema é quando eles são
reprimidos e proibidos.
Portando, podemos definir a identidade de gênero como as
diversas maneiras que o indivíduo tem de se sentir e de se
apresentar para si e para os demais na condição de mulher
ou de homem ou, em muitos casos, como uma mescla de
ambos, que não necessita possuir uma conexão direta
e inescapável com o sexo biológico. Não é o órgão genital
que define a personalidade de uma pessoa – este é apenas
uma parte do corpo.
Agora que temos o conhecimento de que cada indivíduo
pode se reconhecer dentro de uma identidade de gênero
que difere de masculino e feminino, precisamos entender
que essa identificação não se trata de uma mera escolha
ou um capricho. É algo que já nasce com a pessoa, é natu-
ral dela.
Conforme noticiado pela Association for Psychological
Science em janeiro de 2015, um estudo realizado pela
Universidade de Washington com 32 crianças transexuais,
com idades entre 5 e 12 anos, indica que a identidade de
gênero é uma característica consistentemente mantida pe-
los indivíduos desde muito cedo. A pesquisa, liderada pela
psicóloga Kristina Olson, é uma das primeiras a utilizar um
teste que mede a velocidade em que os participantes as-
sociam aspectos de gênero com a sua própria identidade,
muitas vezes de forma automática e subconsciente,
15
e ao mesmo tempo em que crianças cisgênero4. As crian-
ças vivem em tempo integral como o sexo identificado por
elas e em ambientes de total apoio da família e nenhum
deles tinha atingido a puberdade ainda.
A psicóloga ainda ressalta a importância dos pais apoiarem
a identidade de gênero de seus filhos e destaca no estudo
a forma como muitos dos pais tiveram reações negativas
inicialmente, quando seus filhos afirmaram que eles eram
um gênero diferente do que o que nasceram.
A falta de aceitação por parte dos pais e familiares pode
causar graves consequências na saúde mental da criança,
incluindo a fuga, auto-mutilação, e até mesmo suicídio.
É muito importante prestar atenção nos sinais que os alu-
nos dão e saber ponderar entre nossas próprias crenças,
concepções e o respeito ao próximo. O que estamos pro-
pondo aqui não é que você deva mudar suas convicções,
mas sim, que em situações que envolvam o bem estar de
alguém, principalmente de crianças, devemos ser mais
imparciais e tolerantes, ajudando a propagar respeito
e tolerância, mostrando ainda às outras crianças e colegas
de trabalho, que todo ser humano deve ser respeitado in-
dependente de como ele se identifica, da sua sexualidade,
da sua raça, classe ou religião. Crianças são seres livres
de amarras sociais e não devem ser alimentadas com ódio,
indiferença e repressão por motivos que, talvez, até elas
ainda não compreendam.
4 Termo utilizado para se referir às pessoas cujo gênero é o mesmo que o designado em
seu nascimento.
16
02 /
SOMOS
PLURA
17
S
AIS
18
“
Se uma pessoa é gay, busca Deus
e tem boa vontade, quem sou eu
para julgá-la?
Papa Francisco
19
SOMOS PLURAIS
Diferente das relações de identidade de gênero, existe
a orientação sexual, que se caracteriza pela atração que
sentimos afetiva e sexualmente por outras pessoas.
Vamos dividir essa orientação sexual em três categorias
para nos organizarmos:
HOMOSSEXUAL
Quem sente atração pelo mesmo gênero.
HETEROSSEXUAL
Quem sente atração pelo gênero oposto.
BISSEXUAL
Se atrai por ambos os gêneros.
Assim como todas as classificações, apenas essas três
não dão conta da enorme diversidade humana. Existe uma
gama de variações entre a homossexualidade
e a heterossexualidade.
Nossa cultura – muito impulsionada por questões religio-
sas – nos ensina que o desejo sexual só deve existir quan-
do vinculado a um sentimento “maior”. Nos emprega
20
a idealização de um casamento na igreja, véu, grinalda,
uma família constituída por um marido, esposa e filhos.
Porém, a realidade que nos cerca hoje está cada vez mais
distante dessa realidade-idealizada que nos propuseram
desde quando nascemos.
Embora a heterossexualidade ainda seja considerada como
o padrão, sendo vista como a única maneira correta de
expressão sexual, não podemos ignorar que o termo di-
versidade sexual, hoje, representa as reais características
da nossa sociedade. É inevitável que tenhamos que lidar
com ela, seja em festas, shoppings, escolas e, até mesmo,
igrejas. Identificamos tanto casais heterossexuais como
homossexuais.
O problema que temos à nossa frente é o de como lidar
com a diversidade sexual, seja na escola, seja na sociedade
em geral, considerando que são múltiplas as formas de vi-
venciar os afetos e a sexualidade.
Para início de conversa, precisamos deixar claro que
a orientação sexual não é uma opção e muito menos
sem-vergonhice. Há uma série de estudos, discussões
e debates sobre o que leva uma pessoa a ser homossexu-
al. Há quem atribua a características biológicas, mesmo
genéticas; há quem defenda que toda a sexualidade é uma
construção social; há os que juntem um pouco de tudo.
Seja como for, todas essas questões estão ligadas a pro-
cessos (físicos ou psicológicos) que estão para além da
simples vontade. Talvez o melhor seja pensarmos que as
orientações sexuais, todas elas, têm origens e determinan-
tes que ainda não conhecemos muito bem, mas que, mais
importante do que isso, é podermos viver a nossa sexuali-
dade, seja qual for, de uma forma livre, respeitosa, tranquila
e saudável, encarando-a como um elemento tão comum
quanto a cor dos olhos ou o formato do nariz.
21
Nem todo mundo é ou homossexual, ou heterossexual, ou
bissexual. Existem pessoas que sequer se atraem por al-
guém – consideradas assexuadas. A sociedade, no entan-
to, por ter dificuldade de lidar com essa complexidade, em-
purra os indivíduos para esteriótipos pré-definidos, ditando
que todos têm de se encaixar em um ou em outro.
HOMOSSEXUALISMO
HOMOSSEXUALIDADE
O sufixo ISMO é de origem grega e car- a homossexualidade como doença
rega dois sentidos principais: a idéia de todas suas listas. Em 2001
de uma doutrina, seita ou conjunto o Conselho Federal de Psicologia do
de ideias (Cristianismo, Judaísmo, Brasil proibiu todos os profissionais
Marxismo) ou a idéia de doença (ta- da área de realizarem qualquer trata-
bagismo, alcoolismo, botulismo). Já mento que vise umapossível “cura” da
o sufixo DADE traz um sentido de ex- homossexualidade,visto que não
pressão, manifestação humana (iden- é uma doença. O profissional que faça
tidade, felicidade, espontaneidade, isso pode atémesmo ter seu registro
sexualidade). Assim, o termo homos- cassado. Se prestarmos mesmo
sexualismo carrega uma ideia conser- atenção aos termos que as pessoas
vadora que enxerga os homossexuais geralmente usam nessas discussões
como doentes. Já a palavra homos- isso já vai ficando claro o quanto
sexualidade nos remete à ideia de que é estigmatizada: sintomas
ela é apenas mais uma expressão da de homossexualidade (o que tem
sexualidade ou da identidade humana. sintoma é doença), indícios (o que
O termo homossexualismo foi criado tem indício é crime) e suspeitas
no final do século XIX por médicos, (você suspeita de quem cometeu
como a classificação de uma doença. algum delito). Agora que estamos es-
Em 1990, a Organização Mundial de clarecidos, que tal sempre utilizar
Saúde (OMS) aboliu o termo correto?
A confusão entre orientação sexual e identidade de gênero
é recorrente. Para que está de fora, pode ver a ser o diferen-
ças muito sutis e ao mesmo tempo, delicadas, visto que es-
tamos lidando com o sentimento e a auto estima de outras
pessoas. Quando achamos que um rapaz é gay por ser de-
licado ou revelar trejeitos efeminados, na verdade estamos
22
assumindo equivocadamente que, por não se comportar de
acordo com o rígido padrão masculino dominante, ele não
é um ’homem de verdade’. Ou uma garota interessada por
determinados esportes, com opiniões definidas, cheia de
iniciativa e que goste da companhia dos rapazes não
é necessariamente lésbica.
A ‘clara homossexualidade’ percebida por alguns educa-
dores está muito mais no olhar destes professores do que
no seu aluno de fato. Meninos que brincando de boneca,
vestindo roupas femininas nas brincadeiras, etc, nada disso
define a orientação sexual ou afetiva dessas crianças, mas
sim aos papéis de gênero que nós atribuímos a eles e que,
de alguma forma, eles estão contradizendo.
Uma criança de cinco anos é nova demais para saber se vai
querer casar ou fazer sexo com homens ou com mulheres.
O que todos esses relatos trazem são comportamentos que
vão contra as normas de gênero estabelecidas. O que as-
susta nessas brincadeiras é a fuga dessas normas as quais
o educador está acostumado, ou seja, do que o professor
espera que meninos façam e que meninas façam. Esta
contradição está muito mais em quem vê do que na crian-
ça. E varia de pessoa para pessoa, dependendo dos seus
próprios conceitos de gênero. Para alguns um menino brin-
cando de boneca é um claro ‘indício de homossexualidade’.
Para outros, é apenas um menino brincando de boneca.
O importante aqui é perceber o quanto essa questão está
muito mais ligada ao conceito de gênero – o papel social
do homem e da mulher – do que à orientação sexual em si.
Os educadores devem ter cuidado ao se depararem com
casos desse tipo, preocupando-se sempre em não discri-
minar ou repreender a criança caso ela tenha uma atitude
diferente do esperado. Crianças são seres em formação,
inocentes e muito influenciáveis. Uma atitude opressora
pode vir a desencadear uma frustração ou complexo nessa
criança, afetando diretamente no seu rendimento escolar.
23
O Ministério da
Saúde, desde
1986, possui um UM PAPO RÁPIDO SOBRE AIDS
departamento
que trabalha AIDS é coisa de prostitutas, usuários de drogas e homos-
para reduzir sexuais. Esses são os grupos de risco. Não. Relação sexual
a transmissão
da AIDS e pro- desprotegida com alguém portador do vírus é a única for-
move qualidade ma de contágio, sexualmente falando. O pensamento de
de vida para os que existem grupos com maior risco de contaminação
pacientes infec-
tados com é uma ilusão. E essa ideia ainda faz com que muitos ho-
o vírus. Você mens e mulheres heterossexuais mantenham relações
pode obter mais desprevenidas. O que torna vulnerável a contaminação pelo
informações
e tirar dúvidas HIV não é a sua orientação sexual, sua profissão, o número
sobre dados es- de parceiros ou nada disso, mas comportamentos de ris-
pecíficos, formas co, como manter relações sem camisinha e compartilhar
transmissão
e contágio atra- seringas.
vés do site
[Link]
[Link]/
Diante dessas informações apresentadas, frisamos
a importância dos profissionais da educação colaborarem
para uma escolarização que tenha como fundamento
a valorização da diversidade, em busca de uma prática
social que não privilegie referenciais etnocêntricos, hete-
rossexistas, machistas, homofóbicos, racistas, elitistas,
ou qualquer forma de descriminação que presenciem em
sala de aula. A ação faz proporciona mudanças. Por mais
que você não compreenda ou não esteja de acordo com
um aluno ou aluna que fuja do padrão que você esteja ha-
bituado, pensar no bem estar daquela criança pregando
respeito à diferença junto aos outros alunos e funcionários,
colabora no combate à rejeição e discriminação no âmbito
escolar.
24
03 /
SEM M
FOBIAS
25
MAIS
S
26
“
Eu sempre tive a convicção de que
gays e lésbicas devem ser tratados
de forma justa e igual
Barack Obama
27
SEM MAIS FOBIAS
Homofobia. Assim como toda palavra terminada com
o sufixo ‘fobia’, nos causa um incômodo, traz uma sensa-
ção de aflição. E é exatamente isso que ela expressa para
os homossexuais.
Homofobia é a palavra que caracteriza rejeição, aversão ou
ato contra o homossexual e à homossexualidade, podendo
ser aplicada também a bissexuais, travestis e transexuais,
enfim a pessoas que de algum modo não se encaixam às
convenções de gênero e de sexualidade. A homofobia
é uma decorrência da heteronormatividade – ideia social-
mente difundida e aceita de que, a princípio, tomos somos
heterossexuais e, portanto, a heterossexualidade é a se-
xualidade nata, natural ou padrão dos seres humanos, de
modo que todas as demais manifestações da sexualidade
são desvios da normalidade – que funciona como um
modo de identificar e tentar punir todo e qualquer afasta-
mento ou desvio em relação ao padrão heterossexual insti-
tucionalizado. A homofobia rotula e inferioriza uma imensa
categoria de indivíduos e tem por consequência imediata
suprimir ou impedir o exercício de direitos que são acessí-
veis a todas as demais pessoas. A força social da homofo-
bia está no fato de ela conferir vantagens aos heterossexu-
ais, assim como o racismo implica benefícios aos brancos
e o machismo dá poderes aos homens, fazendo que tudo
o que se refere a lésbicas, bissexuais, gays, transexuais
e travestis não seja considerado digno de ser pensado, dito
ou lembrado. É uma opressão que funciona pela negligên-
cia, omissão, supressão e distorção.
A escola é, se não o primeiro, um dos primeiros lugares que
descobrimos o que é viver em sociedade. E dentro dessa
28
sociedade a discriminação e o preconceito sempre foi algo
muito comum. Tratamentos preconceituosos, medidas
discriminatórias, ofensas, constrangimentos, ameaças
e agressões físicas ou verbais têm sido uma constante na
vida escolar e profissional de jovens e adultos LGBT.
Essas pessoas sofrem, desde cedo, insultos constituídos
de piadas, brincadeiras, jogos, apelidos, insinuações, ex-
pressões desqualificantes. Um jovem pode se tornar cha-
cota antes mesmo de se identificar como gay, tendo seu
nome escrito em banheiros, carteiras e paredes da escola ,
permanecendo alvo de comentários e outras variadas for-
mas de assédio e violência ao longo de sua vida escolar.
HOMOFOBIA NA ESCOLA
27% 13% 87%
Dos homossexuais Deles afirmam que Da comunidade escolar
e bissexuais declaram a escola foi o primeiro (alunos, professores
sofrer ou ter sofrido lugar onde sofreram e pais) tem algum grau
preconceito no ambiente discriminação de homofobia
escolar
39% 35% 60%
Dos estudantes do sexo Dos pais não gostariam Dos professores admi-
masculino não gosta- que o filho estudasse tem não ter base para
riam de ter um colega com um homossexual lidar com a diversidade
homossexual sexual
Estudo realizado pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo
Stiftung (RLS), em 150 municípios brasileiros em todas as regiões do País. Disponível em: <http://
[Link]/educacao/escola+e+determinante+para+o+fim+da+homofobia+di-
z+pesquisador/[Link]>
29
No entanto, essa discriminação se dá, não só através de
regras e posturas institucionais homofóbicas, como
em atos explícitos e muitas vezes recorrentes, principal-
mente no uso de uma linguagem pejorativa por parte dos
alunos – que visa humilhar, discriminar, ofender, ignorar,
isolar, tiranizar e ameaçar – geralmente tolerada e muitas
vezes assumida pelos educadores.
Os educadores acabam por não considerar estes casos
como relevantes. Encaram como brincadeiras, coisa sem
importância. Muitas vezes esses professores não só silen-
ciam, mas colaboram ativamente na reprodução dessas
violências.
A tolerância, quando se dá, se expressa de uma forma
curiosa. Os/as alunos/as homossexuais são bem aceitos
desde que ‘se comportem’, ou seja, desde que não expres-
sem ou aparentem, em nenhum momento, a sua sexualida-
de. São aceitos/as como alunos/as assexuados/as, tolera-
dos/as como estudantes, mas tendo a sua sexualidade
e afetividade totalmente reprimidas e rejeitadas. Eles po-
dem ser gays ou lésbicas, desde que não pareçam, que não
incomodem os olhos dos outros. Uma inclusão onde
a condição é que eles abram mão de suas identidades e se
enquadrem em determinados padrões de comportamento;
padrões estes que não têm nada a ver com o papel de um
aluno – se comportar, fazer o dever, estudar, etc – mas com
papéis de gênero. Padrões de gênero que não constam
em nenhuma lei ou norma escolar. Padrões de gênero que
são reproduzidos pelas escolas e estão baseados quase
sempre nas concepções pessoais dos educadores. Obrigar
um aluno ou aluna a modificar o seu jeito íntimo de ser, de
falar, de se fazer ‘normal’ para poder estudar, é condicionar
um direito que é incondicional. É abuso de poder. É des-
respeito. E é sinal de que o educador ainda não entendeu
que a identidade sexual daquele aluno não é um capricho
ou uma brincadeira, mas parte constitutiva da sua própria
personalidade.
30
Esse padrão social subjuga e marginaliza gays, lésbicas,
travestis e transexuais, fazendo com que cinco jovens ata-
cassem outros dois jovens com lâmpadas fluorescentes no
rosto em plena luz do dia, no meio da Av. Paulista, no ano
de 2008, pelo simples fato de serem homossexuais, confor-
me noticiado pelo portal Último Segundo5, ou um grupo de
vinte homens agredirem dois jovens heterossexuais que se
abraçaram para tirar uma foto juntos no calçadão da Praia
do Recreio dos Bandeiras, na cidade do Rio de Janeiro, em
2015, de acordo com matéria divulgada pelo portal online
do jornal carioca Extra6.
Esta e outras
Segundo uma pesquisa de 2009, realizada pela Organização informações
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura você encontra
(Unesco), mais de 40% dos homens homossexuais brasilei- no caderno de
boas políticas
ros foram agredidos fisicamente durante a vida escolar por e práticas, cria-
conta de sua orientação. do pela UNESCO
em 2013, com
o intuito de
permitir que
professores, ad-
Esses problemas se agravam muito mais em relação a tra- ministradores,
formuladores
vestis e a transexuais. A transfobia8, que costuma ser de políticas
a manifestação mais letal da homofobia e do heterossexis- e outros atores
da área de edu-
mo, na escola encontra maneiras bastante perversas para cação desen-
se manifestar, negar a humanidade e excluir. volvam ações
concretas para
tornar a educa-
ção mais segu-
Travestis e transexuais não são iguais. Travestis são ra para todos.8
pessoas que buscam formas e comportamentos do sexo
oposto, o que implica no uso de roupas, acessórios ou um
corte de cabelo característicos. Podem fazer mudanças
corporais como aplicação de silicone, cirurgias faciais ou
tratamentos hormonais. Não sentem necessidade de reali-
zar cirurgia para mudança de seu sexo biológico.
5 Disponível em: Em <[Link]
+para+agredir+jovens+em+sao+paulo/[Link]>
6 Disponível em: Em <[Link]
7 Disponível em: Em <[Link]
-[Link]>
8 Palavra que caracteriza rejeição, aversão ou ato contra o transexuais, travestis e
transgêneros.
31
Transexuais são pessoas que buscam formas e compor-
tamentos do sexo oposto, o que implica no uso de roupas,
acessórios ou um corte de cabelo característicos. Sentem
necessidade de fazer mudanças corporais como aplicação
de silicone, cirurgias faciais, tratamentos hormonais e de
realizar cirurgia para mudança de seu sexo biológico.
Essas pessoas, ao construírem seus corpos, suas maneiras
de ser, expressar-se e agir, ficam sujeitas às piores formas
de desprezo, abuso e violência. Não por acaso, diversas
pesquisas têm revelado que as travestis constituem a par-
cela com maiores dificuldades de permanência na escola
de inserção no mercado de trabalho em função do precon-
ceito e da discriminação a que estão submetidas.
Privadas do acolhimento afetivo, por conta do abandono de
seus familiares e amigos, são alvo de inúmeras formas de
violência por parte de vizinhos, conhecidos, desconhecidos
e instituições. Na escola, precisam encontrar forças para
lidar com o estigma e a discriminação por parte de colegas,
professores/as, dirigentes e servidores/as escolares. Ainda
tendem a enfrentar obstáculos para se matricularem, parti-
ciparem das atividades pedagógicas, terem suas identida-
des minimamente respeitadas e conseguirem preservar sua
integridade física.
Os maiores debates dentro desse tema é em relação ao uso
do banheiro e o nome na chamada nas escolas. Mudar
o nome na chamada, compartilhar o banheiro das meninas,
tudo isso, no fundo, depende apenas se o educador reco-
nhece ou se rejeita a identidade feminina da travesti. Não
pode ser tão difícil reconhecer o direito de uma pessoa ser
tratada da forma em que ela se sente confortável. O nome
social não é um apelido, mas representa o resgate da digni-
dade humana, o reconhecimento social da legitimidade de
sua identidade tal como ela se percebe.
32
É importante lembrar que professores/as de-
sempenham papel de adultos de referência
para os alunos. Assim, creio ser importante
considerar que um/a docente, ao se recusar
a chamar uma estudante travesti pelo seu
nome social, está ensinando e estimulando os/
as demais a adotarem atitudes hostis em rela- 486
ção a ela e à diversidade sexual. Muitas vezes Travestis e transexuais
os professores vão justificar no preconceito foram assassinados
dos alunos ou dos responsáveis a impossibili- entre janeiro de 2008
dadede acolher uma aluna travesti. Em muitos e abril de 2013, fazendo
do Brasil o país onde
casos, o preconceito dos outros serve aí para
mais ocorrem assas-
acobertar a sua própria dificuldade de lidar sinatos de travestis e
com a questão. transexuais em todo
o mundo, segundo um
As experiências de chacota e humilhação, relatório da ONG inter-
as diversas formas de opressão e os proces- nacional Transgender
Europe.9
sos de exclusão, segregação e guetização
a que estão expostas se somam como uma
rede de exclusão, que vai se fortalecendo na
ausência de ações de enfrentamento ao estigma e ao preconceito, as-
sim como de políticas públicas que contemplem suas necessidades
básicas, como o direito de acesso aos estudos, à profissionalização
e a bens e serviços de qualidade em saúde, habitação e segurança.
Comentários do tipo “você é igualzinho a uma mulher” para uma mulher
travesti/transexual ou “você é igualzinho a um homem” para um homem
transexual são extremamente grosseiros e ofensivos. Alegar que uma
mulher transexual não é mulher pois ela não tem útero, por exemplo,
é definir uma pessoa apenas por uma parte de seu corpo. Uma mulher
biológica que venha a nascer sem útero deixa de ser uma mulher?
Reconhecer a identidade do outro é passo fundamental para podermos
iniciar qualquer relação equilibrada e solidária. Tentar impor os nossos
conceitos de gênero a um aluno é desrespeitoso e invasivo.
9 Disponível em: Em <[Link]
[Link]>
34
04 /
OS PIN
NOS IS
35
NGOS
S
36
“
O nosso grande desafio é construir
uma nova cultura social de respeito
à diversidade e a livre expressão da
sexualidade
Daniel Jacó e Fábio Felix
37
OS PINGOS NOS IS
A identidade de gênero, bem como as questões de sexua-
lidade, são assuntos muito vastos onde pode-se cometer
vários erros. O importante é se esclarecer e entender que
não somos apenas seres binários. Não estamos desig-
nados a ser masculinos ou femininos, heterossexuais ou
homossexuais. Somos seres humanos. Somos complexos.
Existe uma gama de variações e peculiaridades entre a he-
terossexualidade e a homossexualidade. Entre ser homem,
masculino, cisgênero, heterossexual ou mulher, feminina,
cisgênera, heterossexual. Se você ainda não entendeu mui-
to bem, o desenho abaixo vai ajudar a esclarecer de uma
forma mais direta algumas dessas questões.
Identidade de Gênero
Expressão Mulher Neutro Homem
Identidade
A Indetidade de gênero é como você se reco-
nhece na sua cabeça, como você gostaria de ser
visto pela sociedade
Expressão de Gênero
Orientação
Feminina Andrógina Masculina
É como você demonstra seu gênero (baseado
nos papéis tradicionais). Forma que age, se ves-
te, se comporta, interaje
Sexo Biológico
Mulher Intersex Homem
Diz respeito aos órgãos, hormônios e cromos-
Orientação somos. O sexo ao qual você foi designado
quando nasceu
Sexual
Orientação Sexual
Heterossexual Intersex Homossexual
Reflete por quem você se atrai fisicamente ou
emocionalmente. Baseia-se no sexo e gênero
da outra pessoa.
38
Como podemos ver ao longo dessa cartilha, existe um
mundo de diferenças e características que estão acima
do que eu ou você achamos. São realidades, são pessoas
diferentes e suas manifestações de sentimentos, amor,
compreensão e aceitação. O que queremos deixar claro
é que, do mesmo modo que queremos ter nossos valores
respeitados, devemos também respeitar os dos outros.
No caso do professor, muitas vezes, por se acreditar mais
experiente que seus alunos, ele pode acabar considerando
que suas crenças, suas ideias valem mais, são mais certas
ou relevantes do que as de seus alunos. Não funciona des-
sa maneira. Se o professor quer construir a tolerância
e o respeito ele deve, antes de todos, ser tolerante e respei-
tar. Um educador que quer assumir uma postura ética, deve
saber distinguir seus valores/desejos dos de seus alunos,
saber ponderar sobre essas diferenças e agir com respeito
a essas condições.
Assim, não há certo ou errado absoluto, mas consensos
construídos nos grupos através do respeito aos valores
a todos que fazem parte daquela realidade social. E estes
consensos vão se transformando ao longo do tempo e da
história. A construção coletiva desses processos, com di-
álogo, numa relação, sem perder de vista o papel formador,
mas ao mesmo tempo assumindo uma postura de respeito
e tolerância é que faz um educador ético, para com quais-
quer questões, inclusive as relativas à sexualidade, homos-
sexualidade e transexualidade.
Sabemos que a escola não se resume em ser apenas o re-
flexo das posturas, dos valores e das crenças da sociedade
em que está inserida. Ela também tem grande potencial
para refletir sobre essa mesma sociedade e seus mecanis-
mos de exclusão social. É um dos espaços privilegiados de
transformação social e, nesse sentido, pode colaborar para
a construção de uma sociedade democrática, justa
e igualitária.
39
Assumir compromissos com mudanças não é tarefa sim-
ples, mas um bom começo pode ser a não aceitação de
ideias, posturas e condutas discriminatórias difundidas em
vários ambientes.
Não há dúvida de que estudantes de orientação sexual
distinta da ‘norma’ têm direito a estudar numa escola que
as/os receba, acolha e lhes ensine. A escola, como lugar
eleito para realizar tais mudanças, é um espaço de gestão
democrática, em que assuntos de magnitude que envolvam
a cidadania devem ser assumidos com toda a comunidade
escolar, mobilizando não só as/os gestoras/es e educado-
ra/es como também o conselho de escola e as/os funcio-
nárias/os de todos os níveis.
40
05 /
AINDA
AFUND
41
MAIS
DO
42
“
A educação é a arma mais poderosa
que você pode usar para mudar
o mundo
Nelson Mandela
43
AINDA MAIS AFUNDO
Para você que se interessou e quer entender e se apro-
fundar ainda mais nesse mar de diversidade que existe ao
nosso redor, deixamos alguns links que explicam mais so-
bre todos os conceitos, outras cartilhas e materiais diver-
sos que nos inspiraram e motivaram a criar esta cartilha.
Cartilha Escola Sem Homofobia
Encomendado pelo MEC, o kit era composto por três ma-
teriais: o caderno do educador, seis boletins para os estu-
dantes e cinco vídeos que circulam na internet. De acordo
com, o MEC, o material visava combater a violência contra
homossexuais nas escolas públicas do país.
Link: [Link]
-[Link]
Nascidos Livres e Iguais
Cartilha criada pela ONU (Organização das Nações Unidas)
que fala sobre Orientação Sexual e Identidade de Gênero no
Regime Internacional de Direitos Humanos
Link: [Link]
BornFreeAndEqualLowRes_Portuguese.pdf
Não é por ser gay que eu...
Vídeo cômico que brinca com esteriótipos criados a cerca
dos gays e tenta desconstruí-los.
Link: [Link]
44
As Melhores Cantadas de Rua
Vídeo cômico que mostra o desrespeito nas cantadas que
as mulheres recebem no dia a dia.
Link: [Link]
Sexualidade - Laert Coutinho
Para elucidar essas questões e discutir temas como acei-
tação, políticas para LGBTs, definições de gênero e sexuali-
dade, o Candeia entrevistou a cartunista Laerte Coutinho.
Link: [Link]
Transgêneros - Freud Explica
Um papo entre médico e psiquiatras falando sobre
trangêneros.
Link: [Link]
É Drag ou Trans?
Vídeo cômico que explica as diferenças entre drag queens,
travestis e transexuais.
Link: [Link]
Filme Ma Vie en Rose! (Minha Vida em Cor de Rosa)
Filme que mostra a história de Ludovic Fabre, um garoto de
sete anos que não se reconhece como menino, que se sen-
te e comporta como uma menina.
Link: [Link]
46
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALBERNAZ, Lady Selma; LONGHI, Márcia. tiki-download_file.php?fileId=1>. Acesso
Para compreender gênero: uma ponte em: 09 maio 2015.
para relações igualitárias entre homens
e mulheres. In: SCOTT, Parry; LEWIS, Conselho Nacional de Combate à
Liana; QUADROS, Marion Teodósio de. Discriminação. Brasil sem Homofobia:
Gênero, diversidade e desigualdades na programa de combate à violência e à
Educação: interpretações e reflexões discriminação contra gltb e promoção da
para a formação docente. Recife: Editora cidadania homossexual. Brasília,DF,2004.
Universitária UFPE, 2009, p. 75-95. Disponível em: <[Link]
[Link]/pdf/kit-gay-escola-sem-
AMARAL, Aurélio. Nova Escola. -[Link]>. Acesso em: 26 de
Diversidade se aprende na escola: Num novembro de 2014
contexto de respeito às diferenças, a
orientação sexual tanto dos alunos DANIELE, Adeline. Desigualdade sala-
quanto dos educadores precisa ser tra- rial entre homens e mulheres “é uma
tada com naturalidade. 2012. Disponível vergonha”, diz Papa Francisco. 2015.
em: <[Link] Disponível em: <[Link]
br/formacao/respeito-diversidade-se- noticias/carreira/2015/04/desigualda-
-[Link]>. Acesso de-salarial-entre-homens-e-mulheres-
em: 12 fev. 2015. -e-uma-vergonha-diz-papa-francisco.
shtml>. Acesso em: 29 abr. 2015.
ANGELO, Damaris. Estudo mostra que
crianças trans identificam seu gênero no DALLAPICULA Catarina; CASTRO, Maria
mesmo tempo que crianças cisgeneras. Cecília; COSTA, Simone. O cinema como
2015. Disponível em: <[Link] potencializador de leituras das redes
[Link]/estudo-mostra-que-criancas- imagéticas de significações sobre gênero
-trans-identificam-seu-genero-no-mes- e sexualidades. In: SOARES, Conceição;
mo-tempo-que-criancas-cisgeneras/>. BERINO, Aristóteles. Educação e imagem
Acesso em: 26 fev. 2015. II: currículos e dispositivos de produção
e circulação de imagens. Petrópolis: DP
APOLINÁRIO, Márcio. Grupo usou lâm- et Alli, 2013.
pada fluorescente para agredir jovens em
São Paulo Cinco. 2010. Disponível em: FERREIRA, Ana Maria Monteiro.
<[Link] Desigualdades de Género no Actual
sp/grupo+usou+lampada+fluorescen- Sistema Educativo Português. Sua
te+para+agredir+jovens+em+sao+paulo/ Influência no Mercado de Trabalho.
[Link]>. Acesso em: 12 Coimbra: Editora Quarteto, 2002.
jan. 2015.
GARCIA, Alexandra; (ORGS.), Inês
BORTOLINI, Alexandre. Diversidade Barbosa de Oliveira. Aventuras de conhe-
Sexual Na Escola. Rio de Janeiro: cimento: utopias vivenciadas nas pes-
Pró-reitoria de Extensão/ufrj, 2008. quisas em educação. Petrópolis: Faperj,
Disponível em: <[Link]/ 2014. 280 p.
47
GUIMARÃES, LetÍcia de Castro. Relações BornFreeAndEqualLowRes_Portuguese.
de gênero e sexualidade: Estudo sobre as pdf>. Acesso em: 07 jul. 2015.
relações de gênero e as contribuições da
prática docente para a desmistificação PSYCHOLOGICAL SCIENCE. Association
de diferenças e preconceitos em relação For Psychological Science (Org.).
ao sexo (sexismo) em sala de aula.. Transgender Kids Show Consistent
2010. 42 f. Monografia (Especialização) Gender Identity Across Measures. 2015.
- Curso de Pedagogia, Universidade Disponível em: <[Link]
Federal do Maranhão, São Luís, 2010. [Link]/[Link]/news/releases/
transgender-kids-show-consistent-gen-
JUNQUEIRA, Rogério Diniz (Org.). [Link]>.
Diversidade Sexual na Educação: pro- Acesso em: 29 fev. 2015.
blematizações sobre a homofobia nas
escolas. Brasília: Ministério da Educação, SANTOS, Dayana (Org.). SEXUALIDADE.
2009. Disponível em: <[Link] Curitiba, 2009. Disponível em: <http://
[Link]/dpesp/repositorio/39/ [Link]/arqui-
diversidade_sexual_na_educacao_e_ho- vos/File/cadernos_tematicos/sexualida-
mofobia_nas_escolas.pdf>. Acesso em: [Link]>. Acesso em: 08 jul. 2015.
03 jul. 2015.
SILVA, D. É. N. Projetando produtos so-
MALLMANN, E. M. Mediação pedagógica ciais. Recife: Ed. Universitária da UFPE,
em educação a distância: cartografia da 2009.
perfomance docente no processo de ela-
boração de materiais didáticos. Tese de SOARES, Wellington. Educação sexual:
doutorado. Programa de Pós-Graduação precisamos falar sobre Romeo...: ...Iana,
em Educação. Universidade Federal de Roberta e Emilson. A escola trata com
Santa Catarina, Florianópolis, 2008. preconceito quem desafia as normas de
papéis masculinos e femininos. A seguir,
NUNES, César; SILVA, Edna. A Educação uma discussão sobre sexo, sexualidade
Sexual da Criança: Polêmicas do nos- e gênero. 2015. Disponível em: <http://
so tempo. Campinas: Editora Autores [Link]/formacao/
Associados, 2000. (II). educacao-sexual-precisamos-falar-ro-
[Link]>. Acesso em: 11 fev.
NUNES, Marcos. Extra. Amigos se abra- 2015.
çam e são espancados por grupo homo-
fóbico na orla do Rio. 2015. Disponível UNESCO. Respostas do Setor de
em: <[Link] Educação ao Bullying Homofóbico.
-policia/amigos-se-abracam-sao-es- Brasília, 2013. Disponível em: <http://
pancados-por-grupo-homofobico-na-or- [Link]/new/pt/brasilia/abou-
[Link]>. Acesso em: t-this-office/single-view/news/educa-
15 maio 2015. tion_sector_responses_to_homopho-
bic_bullying_in_portuguese_pdf_only/#.
ONU. Nascidos Livres e Iguais: VaRu-vlVhBc>. Acesso em: 26 jun. 2015
Orientação Sexual e Identidade de
Gênero no Regime Internacional de
Direitos Humanos. Brasília, 2013.
Disponível em: <[Link]
[Link]/Documents/Publications/