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A História de Iago e sua Adoção

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Os primeiros brilhos do céu surgem quando um bebê dá o seu

primeiro sorriso, então significa que quando o céu está sem estrelas
foi por quê toda uma geração nasceu sem poder sorrir? — Perguntei
em voz alta. Meu corpo jogado sobre o gramado, enquanto meus
olhos buscavam a salvação do céu. Como um chamado, uma
expectativa. Bem eu sempre fui um desses adolescentes melancólicos
que precisavam de um motivo para estar vivo, ou nunca tive coragem
para me matar de fato – Mas por quê tocar em um assunto tão triste
naquele momento? Bom eu estava entre a vida e a morte, e
simplesmente queria chorar e talvez conseguisse finalmente.

Bom vamos do início, nascido em 2005 no meio de alguma estrada


brasileiro, dentro de um carro velho, exatamente um Fiat Monza 87.
Sua mãe uma mulher sem muita visão de futuro, Lila, uma protista
que amava drogas o acaraciou na bochecha e beijou na testa, mesmo
depois de ele fazer ela sofrer tanto durante aquela últimas horas. A
criança tinha os olhos castanhos escuros que chamavam atenção por
serem grandes, seu nariz perfeito dava vontade de aprtar e seu
buchinho era grande e fofo assim como a mão e o pezinho. Entre o
sorriso bobo e o caminho incerto do futuro havia um problema- eles
teriam que se separar. Na manhã seguinte, sua mãe foi socorrida por
uma família que a ajudou por mais dois dias, até que semanas depois,
ela criou coragem e voltou depois de anos para casa de sua mãe
adotiva onde já havia deixado mais duas crianças desde a última
visita, ela se sentia culpada, mas sempre se sentiu um fardo – e eles
a faziam a sentir cada vez mais.

— Preciso da sua ajuda. — Ela disse, suplicando com a criança no


colo.

— Eu não posso, minha filha. Tenho que sustentar os outros dois, mais
uma criança seria demais. — Suspirou Iraci, querendo ajudar.

— Não teria como deixar ele com alguém? Ele já foi separada da irmã.

— não tem como, menina. Deveria deixar que você que você ficasse
logo com os três, mas sei que não cuida nem de si mesma sozinha.
Aproveite que teve mais dois, e pelo menos cuide de um para criar
vergonha na cara. — Impaciente quase grita. Duas crianças
brincavam no quintal, curiosas para saber sobre o irmão mais novos.
— Talvez você também pudesse ficar.

— Não posso, você sabe como eles me tratariam.

— Então não tenho como ajudar.

Então de repente, a porta principal se abre e uma figura adentra a


cozinha daquela casa que tinha histórias mais desconhecidas que
seus moradores. Era uma das doze filhas da família, maria amaraci, a
que talvez tivesse dado certo se não fosse ela a agonia de ter um
filho de forma prematura. Seu sonho era ter uma criança, dar a vida a
um ser pequeno que ela pudesse chamar de seu mas nunca
conseguiu por não confiar em homens, e não gostar de como era
tratada no sexo. Seu olhar era um pouco mais escuro do que o
pequeno Iago, e suas madeixas cacheadas em um tom achocolatado.
Ao entrar na cozinha, antes mesmo de olhar sua mãe ou irmã que
pareciam pálidas ao serem descobertas, olhou para o pequeno bebê
nos braços de lila, ambos se olharam e como se fossem almas
gêmeas se apaixonaram – não era um amor romântico, era algo mais
profundo, uma conexão não descrita pelas estrelas e que nem a
ciência ou a religião pudessem explicar.

— Posso segurar? — perguntou ela, olhando o bebê.

— Mara? — iraci a olhou, chamando sua atenção.— Venha e se junte


a conversa, acabei de finalizar uma garrafa de café.

— Mara... — Disse lila, com os olhos lacrimejantes. Segurando-se para


não chorar. Ela não gostava, assim como eu não gosto hoje.

— Lila. — disse Amaraci, se aproximando da irmã e lhe dando um


beijo forte, e segurando suas lágrimas.

Por algum motivo, ninguém naquele momento queria chorar. Todos


seguravam as lágrimas, não queriam sentir a tristeza do momento ou
não queria mostrar suas verdadeiros sentimento; Como a
preocupação de mara com Íris que havia desaparecido, e ela achava
que ela estava morta, ou iraci, a mãe que via uma de suas filhas
voltando para casa em mais um momento crítico. Mas mesmo com a
tensão no ar, tudo estava calmo, leve.

— venha, se sente minha filha. — Disse Iraci, puxando mara para se


sentar-se como eram crianças. — Lila, passe o iago para cá. Vocês
duas tem muito a conversar. Vou colocar ele no berço que era de
isabel.

E assim alguns dias se passaram, e após muita conversa e situações


envolvendo a justiça, Lila passou a guarda de seu bebê para Mara,
que adotou iago como seu filho e o levou para sua casa. Então eles
começaram a viver juntos e bem, e assim foi, até que a criança
começou a crescer e após um tempo foi descobrindo seus irmãos que
vivam com a avó e seus familiares – o ruim de não ter contato com
eles, é que em um momento a corda se quebra como uma linha
invisível cortada e você não consegue mais sentir empatia pelos seus
atos. Iago sempre quis manter o contato com os familiares, queria ter
aquele estereótipo de familia perfeita, mas sempre acreditou que não
gostassem dele assim como mara falava, que eles não gostavam por
sua mãe ser adotada. Eles foi crescendo em um lar amoroso, mas
perigoso, tudo era como uma melodia tenda para os Oliveiras,
brigando por qualquer motivo e no fim voltavam como se nada
tivesse acontecido e não foi diferente com mara, ela mesmo amando-
o manteve alguns atos em seu crescimento que eram tóxico para a
criança em seus cuidados. Logo se mudaram para caruaru, e eles
cortaram totalmente contato com outros familiares. Quer dizer, iago
acaboi cortando.

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