MD VI - Cardiologia
Definição: É uma síndrome clínica complexa de Continuum cardiovascular:
caráter sistêmico, definida como disfunção
cardíaca que ocasiona inadequado suprimento
sanguíneo para atender necessidades metabólicas
tissulares, na presença de retorno venoso normal,
ou fazê-lo somente com elevadas pressões de
enchimento.
A IC é toda condição que leva a disfunção
de bomba (função sistólica) ou de
relaxamento (função diatólica) ou
disfunção de valva.
A doença começa no coração, mas a
A síndrome da IC é uma desordem progressiva
repercussão/perpetuação é sistêmica.
desencadeada a partir de um insulto inicial que
acomete o músculo cardíaco com resultante perda
de massa muscular ou prejuízo na habilidade
do miocárdio de gerar força e manter sua
função contrátil adequada.
A ativação de mecanismos adaptativos
neuro-hormonais na IC, que a princípio Para manter o DC, é necessário lançar mão de
promove efeito benéfico para manutenção mecanismos neuro-hormonais SRAA, S.
do DC, acaba sendo deletéria em longo Adrenérgico, aldosterona... Inicialmente é bom,
prazo pela estimulação do porém, na fase crônica é ruim.
remodelamento ventricular, sobrepondo
maior deterioração a um coração já
debilitado.
Epidemiologia
A prevalência está aumentando, pois
estamos vivendo mais.
São mais prevalentes em homens e idosos.
↑Taxas de internações e reinternações.
História natural
da doença!
Fonte: Tratado SOCESP
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Desequilíbrio entre a pré-carga, a pós-carga, Aumento da espessura das paredes.
contratilidade e tônos simpático. VE hipertrofiado ↑PAE ↑Vv.
↑Volume = Pré-carga Pulmonares Congestão.
Resistência Vascular = Pós-Carga Geralmente é secundário ao aumento de
PÓS-CARGA, ou seja, sobrecarga
pressórica.
Exemplos: Estenose Aórtica e HAS.
Cascata neuro-endócrina-inflamatória
IC Sistólica
BOM!
Remodelamento Cardíaco
SRAA
Remodelamento EXCÊNTRICO. SNS
FE REDUZIDA. Depleção dos peptídeos natriuréticos
Coração dilatado e adelgaçamento das atriais (Neprelisina)
paredes. Citoquinas: TNF-α, IL-1,2,6.
Falha de bomba.
Geralmente é secundário ao aumento de
PRÉ-CARGA, ou seja, sobrecarga
volumétrica.
Exemplos: Insuficiência Aórtica e I.
Mitral.
IC Diastólica
Remodelamento CONCÊNTRICO.
FR PRESERVADA.
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TC
Diagnóstico diferencial de
Anamnese e Exame Físico (Exame Clínico)
dispneia na sala de emergência:
Sintomas
TEP, pneumotórax, dissecção de
Dispneia progressiva
aorta.
Ortopneia (pelo aumento da pré- USG de Tórax
carga)
Diagnóstico diferencial de
DPN dispneia na sala de emergência:
Edema de extremidades congestão pulmonar (linhas B);
Tosse seca Especificidade de 90%.
Exame Físico Ecocardiograma
Desvio do ictus cordis para baixo Ferramenta essencial na
e para esquerda. investigação etiológica inicial,
Presença da 3ª bulha Ritmo de permitindo a diferenciação entre
galope. IC com FE reduzida e preservada.
Sopros* BNP
Estertores crepitantes Quanto pior o ICC, maior o BNP.
Turgência jugular Indicação: Prognóstico e dúvida
Refluxo hepatojugular diagnóstica (em especial na
O paciente pode ter IC esquerda, direita ou ambas. diferenciação de dispneia de
IC Esquerda: Congestão pulmonar, ritmo de galope...
- Estenose Mitral origem pulmonar e cardíaca).
IC Direita: Turgência, Edema de membros, ascite e
hepatomegalia.
- Embolia pulmonar
-Infarto de VD
Fração de Ejeção
ECG – Alterações que podem ter:
BRE
Supra de ST Insuficiência Ventricular
aguda pós-IAM
QRS largo.
Exames Complementares
RX
Aumento do índice CT. Estágios de Doença
Infiltrados reticulo-alveolares
bilaterais.
Inversão de tramas vasculares
Linhas B de Kerley
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Classe Funcional
Bloquear o remodelamento!
Classificação Hemodinâmica Metade dos pacientes que tem IC descompensa por
CONGESTÃO - Úmido HIPOPERFUSÃO algum fator, o principal deles é a má aderência ao
- Ortopnéia - Hipotensão
- Distensão jugular - Pressão de pulso tratamento.
- Hepatomegalia reduzida
- ascite - Sonolência
- Edema - Obnubilação
- estertores - Extremidades frias
- Sudorese
- Oligúria
Sinais e Sintomas Sinais e sintomas de congestão
de Hipoperfusão
Ausente Presente
Ausente Perfil A (quente e Perfil B (quente e
seco) – Meta! úmido) Fatores precipitantes/desencadeantes/agravantes
Presente Perfil L (frio e Perfil C (frio e
da IC
seco) úmido)
- Não fazer - Tto com Drogas
Má aderência à restrição hidrossalina ou à
diurético! vasoativas/ medicação.
inotrópicas + Muitos medicamentos.
Cognição do paciente
Hipertensão arterial sistêmica não
controlada
Arritmias cardíacas (fibrilação atrial, por
ex.).
Isquemia ou infarto agudo do miocárdio
Infecção, incluindo endocardite infecciosa
Tromboembolismo pulmonar
Anemia
Hipertireoidismo
Estresse físico ou psíquico
Dosagem insuficiente de medicação
Gravidez
Obesidade
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Tratamento Não-farmacológico Casos em que o paciente já está
Identificar etiologia. com bloqueador, mas não baixa a
Eliminação/correção de fatores agravantes. FC, adere a Ivabradina.
Modificações no estilo de vida: (IIa/B) Glicofosina ↑glicosúria
Dieta Não usar com diurético.
Ingestão de álcool Tratamento Farmacológico – Melhoram SÓ
Atividade Física sintomas
Atividade Sexual Diuréticos de Alça: Furosemida Menor
Atividades Laborativas dose possível!
Vacinação: gripe e pneumonia Diuréticos tiazídicos: Hidroclorotiazida,
Tratamento Farmacológico – Melhoram os clortalidona, indapamida.
sintomas e aumentam a sobrevida. Antiarritmicos: Amiodarona
Digitais: Digoxina, deslanosíveo.
Resumindo tto:
IECA
β-bLOQUEADOR
Angiotensina II: IECA (Ramipril,
Espironolactona
Enalapril, Captopril e peindropil) /BRA
Se a FC
(valsartana, losartana, olmesartana)
persistir alta.
Aldosterona: Espironolactona, triantereno, IVABRADINA
amilorida.
SNP: β-bloqueadores Carvedilol,
Succinato de metoprolol (1x ao dia),
Bisoprolol (+ cardiosseletivo), Nebivolol
(+ idosos).
Congestão Volêmica: Diuréticos/
Vasodilatadores (IECA, BRA, Nitratos +
Hidralazina)
Contratilidade: Inotrópicos
Inibidor da Neprilisina (Sacubitril) + BRA
(Valsartana)
Inibidor dos Canais “f” do nó sinusal:
Ivabradina.
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( )
Diferente da IC com fração de ejeção reduzida 1. Livro – Texto da SBC – 2ª Edição
(ICFER), em que há forte evidencia de redução de 2. Tratado de Cardiologia SOCESP – 2ª Edição
mortalidade através do bloqueio neuro-humoral, o 3. Medcurso 2018 – Volume 2 (Cardiologia)
tratamento da ICFEP permanece empírico 4. Slides do professor Dr. Ivson Cartaxo Braga
apesar da alta prevalência e do prognóstico 5. Anotações de Sala por Bianca Santos.
ruim.
Fatores de Risco
Idosos (> 75 anos)
Mulheres
HAS
HVE
DM
Obesidade
DAC
FA
Remendações – Tratar a doença de base
Controle dos fatores de risco: exercício
físico e perda de peso.
As drogas de primeira escolha para tratar a
HAS na ICFEP são iECA/BRA,
espironolactona e diuréticos, pois reduzem
hospitalizações.
Controlar volemia: diuréticos
Controle da FC na FA: Betabloqueador.
Controle da isquemia: Betabloqueador,
BCC
Sildenafil pode ser usado em portadores
de hipertensão pulmonar secundária.
NÃO USAR COM NITRATO!
Valsartan/sacubitril SEM
BENEFÍCIO!
Bianca G. B. Santos| 6