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Equipes Multiprofissionais na Saúde Pública

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WBA0128_v2.

Atuação multiprofissional
em saúde
Composição e atuação das
equipes de ESF e NASF
Bloco 1
Hellen Emília Peruzzo
Atenção Primária à Saúde (APS)

Figura 1 – Rede de atenção a saúde

Alta
complexidade

Média
complexidade APS
Baixa
complexidade

Fonte: adaptada de Mendes (2011).


APS

Surgindo com o objetivo de:


• Proporcionar melhorias nos indicadores de saúde da população.
• Reduzir a crescente desigualdade social existente no país.
• Garantir acesso universal aos serviços de saúde por toda a comunidade.
• Oferecer atenção integral, de maneira efetiva, estimulando a autonomia
das pessoas.

(BRASIL, 2017)
APS
Figura 2 – Atividades da APS

Tratamento
Prevenção Promoção Diagnóstico e
reabilitação

Práticas gerenciais e sanitaristas, democráticas e


participativas direcionadas a comunidade

Fonte: adaptada de Brasil (2017).


Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS)

Figura 3 – Criação do Programa Saúde da Família (PSF)

PACS Movimentos
reformistas PSF
(1991) (1970/80) (1993)

Fonte: adaptada de Vianna e Dal Poz (1998). Enfoque nas


famílias
PSF
• Tinha com o objetivo de reorganizar o modelo de atenção à saúde por
meio da atenção básica.
• Fundamentou-se na elaboração de uma equipe multiprofissional.
• O movimento direcionado para o “olhar à família”, também, aconteceu
em outros países: Cuba, Canadá, Suécia e Inglaterra.
• O PSF, depois de ser implantado e consolidado no contexto de saúde
nacional em 2006, mudou sua nomenclatura e passou a ser
compreendido como Estratégia Saúde da Família (ESF).

(VIANNA; DAL POZ, 1998; BRASIL, 2007)


ESF

• Promover a integralidade do cuidado com um foco especial no


desenvolvimento do trabalho em equipe interdisciplinar.
• Criar vínculo entre a comunidade e os profissionais de saúde.
• Fortalecimento da corresponsabilização.
• Direcionar a família como eixo central da atenção, de maneira integral e
contínua.
• Conhecer o território e mantê-lo atualizado.

(BRASIL, 2017)
ESF
Equipe básica:
• Um médico generalista ou especialista em Saúde da Família ou Família e
Comunidade.
• Um enfermeiro generalista ou com especialização em Saúde da Família.
• Um auxiliar ou técnico de enfermagem.
• O número de ACS por equipe, considera-se: base populacional, critérios
demográficos, epidemiológicos e socioeconômicos (Áreas vulneráveis 750
pessoas por ACS).
Equipe completa: mais um cirurgião-dentista, com ou sem especialidade, e um
auxiliar e/ou técnico de saúde bucal.
(BRASIL, 2017)
ESF

São itens necessários para a atuação das equipes da ESF:


• População adscrita por ACS deve ser de 2.000 a 3.500 pessoas.
• Cada profissional deve estar vinculado a apenas uma equipe da ESF, com
exceção do profissional médico.
• Todos os profissionais devem cumprir uma carga horária total de 40 horas
semanais, com exceção dos profissionais médicos.

(BRASIL, 2017)
Atribuições comuns a todos os profissionais da ESF
• Participação da territorialização. • Participar do planejamento e avaliação das
atividades.
• Realizar cuidados e ser corresponsável pelo
território de abrangência. • Promover a participação social.

• Garantir a integralidade da atenção. • Identificar parceiros e recursos para ações


Intesetoriais.
• Realizar busca ativa e notificar as doenças e
agravos de notificação compulsória. • Assegurar qualidade dos registros.

• Oferecer escuta qualificada, com incentivo • Envolver-se nas atividades de educação


a criação de vínculo. permanente.

(BRASIL, 2017)
Composição e atuação das
equipes de ESF e NASF
Bloco 2
Hellen Emília Peruzzo
Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família (ESF)

Figura 4 – Incorporação da Saúde Bucal na ESF

Saúde
PSF/ESF Bucal
(2000)

Fonte: adaptada de Brasil (2000).

Objetivo: ampliar o acesso aos serviços de prevenção,


promoção e recuperação da saúde buccal, além de
melhorar os índices epidemiológicos da população.
(BRASIL, 2000)
Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família (ESF)
Motivos que levaram a incorporação da saúde bucal na ESF:
• Os apoios financeiros oferecidos pelo Ministério da Saúde.
• A confiança dos gestores em acreditarem que esse novo modelo de
assistência poderia melhorar a saúde bucal da comunidade.
• A possibilidade de reestruturar as atividades de saúde bucal
fundamentadas na prevenção, promoção e recuperação da saúde.

(MATTOS et al., 2014)


Política Nacional de Saúde Bucal (BRASUL2004)

Princípios: Ações:
• Gestão participativa. • Ações de Promoção e Proteção de
Saúde.
• Ética.
• Fluoretação das águas.
• Acesso.
• Educação em Saúde.
• Acolhimento.
• Higiene Bucal Supervisionada.
• Vínculo.
• Aplicação Tópica de Flúor.
• Responsabilidade Profissional. • Ações de Recuperação/reabilitação.
(BRASIL, 2004)
Desafios da implementação da Saúde Bucal na ESF
• A concretização do trabalho em equipe e da integração/interação entre
os profissionais.
• Sentimento de exclusão em relação ao restante da equipe.
• Dificuldade em redirecionarem o foco para a prevenção e promoção da
saúde.
• Fragilidade na formação dos profissionais de saúde para o trabalho em
equipe.
• As equipes ainda precisam incorporar melhor os conceitos de
territorialização.
(MATTOS et al., 2014; PERUZZO et al., 2018)
Configurações da Saúde Bucal
Portaria nº 99, de 7 de fevereiro de 2020:
• A Equipe de Saúde Bucal (ESB) foi desvinculada da
ESF.
• Equipe independente no Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de Saúde (CNES).
• Formadas por: cirurgiões-dentistas, técnico em
saúde bucal ou auxiliar em saúde bucal ou técnico
em saúde bucal da ESF, ou auxiliar em saúde bucal
da ESF.

(BRASIL, 2020)
Composição e atuação das
equipes de ESF e NASF
Bloco 3
Hellen Emília Peruzzo
Do SUS ao Núcleo de Apoio à Saúde da Família e Atenção Básica
(NASF-AB)

Figura 5 - Implementação dos programas na APS ao longo do tempo

Contexto cronológico
SUS PSF ESF
1988 1994 2006

PACS ESB NASF


1991 2000 2008
Portaria nº
154

Fonte: adaptada de Brasil (2008; 2012).


NASF-AB
Objetivo:
• Ampliar a abrangência e as possibilidades de resolubilidade das ações da
atenção básica.
• Atuação integrada e partilhada, transpassando a lógica da fragmentação
da assistência.
• Complementar e agregar valor à assistência já oferecida pelos
profissionais atuantes na ESF, também, nas ações da atenção básica
direcionadas às populações específicas, como os Consultórios na Rua e as
equipes Ribeirinhas e Fluviais, além da Academia da Saúde.
(BRASIL, 2017)
Ações de apoio desenvolvidas pelo NASF-AB
• Participar de forma conjunta no planejamento,
com as equipes vinculadas à Atenção Básica.

• Por meio da ampliação da clínica, propiciar a


integralidade do cuidado aos usuários do SUS,
visando as análises e intervenções frente às
necessidades (clínicas e sanitárias) de saúde.

• Construção de projetos terapêuticos em


conjunto.
(BRASIL, 2017)
Ações de apoio desenvolvidas pelo NASF-AB
• Promover a educação permanente.

• Realizar intervenções nos territórios de


abrangência e na saúde de grupos populacionais
e da coletividade.

• Desenvolver ações intersetoriais.

• Oferecer ações preventivas e de promoção da


saúde.

• Promover discussões sobre o processo de


trabalho das equipes de saúde.
(BRASIL, 2017)
Aspectos importantes sobre o NASF-AB

• As seguintes categoria poderão fazer parte:


• Assistente social; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo;
médico ginecologista/obstetra; médico acupunturista, homeopata,
geriatra, internista (clinica médica), do trabalho, pediatra,
psiquiatra e médico veterinário; nutricionista; psicólogo;
profissional com formação em arte e educação;
profissional/professor de educação física; terapeuta ocupacional;
profissional de saúde sanitarista.

(BRASIL, 2017)
Aspectos importantes sobre o NASF-AB
• Portaria nº 2.979, de 12 de novembro de 2019:

• A formulação de equipes multiprofissionais deixa de estar


vinculada às tipologias de equipes do NASF-AB.
• O gestor do município passa a possuir autonomia para formular
suas equipes multiprofissionais, definindo quais serão os
profissionais vinculados, a carga horária deles e, até mesmo, a
composição dos arranjos das equipes.

(BRASIL, 2019)
Aspectos importantes sobre o NASF-AB
• O NASF-AB não oferecem livre acesso para
atendimento e acompanhamento do individual
ou coletividade.
• Para que um indivíduo ou comunidade receba
esse tipo de assistência, ele deve ser
referenciado pelas equipes de atenção básica.
• Todas as ações podem ser realizadas em todo o
território de abrangência das unidades, como
também nas próprias Unidades Básicas de
Saúde ou Academias da Saúde.

(BRASIL, 2017)
Teoria em Prática
Bloco 4
Hellen Emília Peruzzo
Reflita sobre a seguinte situação
O trabalho multiprofissional e interdisciplinar é um grande desafio
para todos os profissionais que atuam nas equipes de Estratégia
Saúde da Família (ESF). Além disso, a ESF tem como um de seus mais
importantes campos de atuação a promoção, a prevenção e o
tratamento de pacientes que vivenciam doenças crônicas,
principalmente por corresponderem a um quantitativo expressivo
dentre as demandas para atuação na comunidade.
Pensando que você faz parte desse processo de trabalho, como você
poderá garantir uma atenção integrada e resolutiva para os
pacientes crônicos, seus familiares e comunidade? Além disso, como
as equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) podem
ser inseridas nesse processo de cuidado?
Norte para a resolução...
• A integralidade na atenção à saúde é um dos pressupostos fundamentais da APS e da ESF,
podendo ser desempenhado a partir do estímulo ao trabalho em equipe multiprofissional,
valorizando cada umas das categoria e garantindo a continuidade da assistência. Nesse
sentido, envolvendo cuidado de promoção e mudança de comportamento em saúde;
prevenção, como a educação em saúde; cadastramento no HIPERDIA; entre outras ações.
• As equipes de NASF podem ser inseridas em todas as atividades que envolvem essa
população, desde as que envolvem promoção da saúde, como estímulo da atividade física e
das mudanças nos hábitos alimentares, até as que envolvem reabilitação por agravos da
doença, como sessões de fisioterapia e fonoaudiologia.
Dica da Professora
Bloco 5
Hellen Emília Peruzzo
Dica da Professora

• Filme:
Estratégia de Saúde da Família.
Disponível no Youtube, no canal: Conexão SUS.

• Manual:

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica.


Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2012.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção primária e promoção da saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2007.

BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual para a organização da atenção básica. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 99, de 7 de fevereiro de 2020. Redefine registro das Equipes de Atenção
Primária e Saúde Mental no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Brasília, DF: Ministério da
Saúde, [2020]. Disponível em: [Link]
242574079. Acesso em: 7 jan. 2021.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 154, de 24 de janeiro de 2008. Cria os Núcleos de Apoio à Saúde da Família –
NASF. Brasília, DF: Ministério da Saúde, [2008]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 7 jan. 2021.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Portaria nº 1.444, de 28 de dezembro de 2000. Estabelece incentivo financeiro para a reorganização da
atenção à saúde bucal prestada nos municípios por meio do Programa de Saúde da Família. Brasília, DF: Ministério da Saúde, [2000]. Disponível
em: [Link] Acesso
em: 7 jan. 2021.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.979, de 12 de novembro de 2019. Institui o programa Previne Brasil, que estabelece novo modelo
de financiamento de custeio da Atenção Primária à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde, por meio da alteração da Portaria de
consolidação nº 6/GM/MS, de 28 de setembro de 2017. Brasília, DF: Ministério da Saúde, [2019]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 7 jan. 2021.

MATTOS, G. C. M. et al. A inclusão da equipe de saúde bucal na estratégia saúde da família: entraves, avanços e desafios. Ciência & Saúde
Coletiva, Rio de Janeiro, v. 19, n. 2, p. 373-382, 2014. Disponível em: [Link]
81232014000200373&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 7 jan. 2021.

MENDES, E. V. As redes de atenção à saúde. Brasília: OPAS, 2011.

PERUZZO, H. E. et al. Os desafios de se trabalhar em equipe na estratégia saúde da família. Escola Anna Nery, v. 22, n. 4, 2018. Disponível em:
[Link] Acesso em: 7 jan. 2021.

VIANNA, A. L. A.; DAL POZ, M. R. Estudo sobre o processo de reforma em saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Abril, 1998.
Bons estudos!

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