0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações22 páginas

Semiotécnicas da Geriatria e Envelhecimento

Enviado por

Camila Maria
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações22 páginas

Semiotécnicas da Geriatria e Envelhecimento

Enviado por

Camila Maria
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)

SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
Gerontologia x geriatria:
A gerontologia é o estudo do envelhecimento não só pelos aspectos médicos, mas também pelos aspectos
biológicos, psicológicos, antropológicos. Trata-se de uma área de atuação exercida por outros profissionais, além
dos médicos, como fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeuta ocupacional, arquitetos, etc.
Já a geriatria é o estudo clínico da velhice (medicina); consiste no ramo da medicina que enfoca o estudo,
a prevenção e o tratamento das doenças e da incapacidade em idades avançadas.
Geriatra é o médico; gerontólogo é todo profissional responsável por compreender e estudar os processos
relacionados ao envelhecimento.

Conceitos:
Idoso:
Idoso, no Brasil e em outros países subdesenvolvidos, é definido como um indivíduo acima de 60 anos de
idade. Em países desenvolvidos, o valor varia para acima de 65 anos.

Idade cronológica, biológica e psicológica:


A idade cronológica diz respeito à idade real; a idade biológica diz respeito à idade fisiológica; já a idade
psicológica diz respeito não só a questão cognitiva, mas também à auto avaliação.

Senescência e senilidade:
A senescência é a soma das alterações orgânicas e funcionais resultantes do envelhecimento (ex.: cabelo
branco, ruga); diz respeito ao envelhecimento fisiológico, pois são alterações inerentes ao próprio
envelhecimento.
A senilidade consiste nas alterações determinadas por afecções que, frequentemente, acometem a pessoa
idosa, mas que não são inerentes a elas, ou seja, não obrigatoriamente vão acometer todos os idosos (ex.: catarata,
HAS, osteoporose); diz respeito ao envelhecimento patológico.

Objetivos da geriatria:
Os principais objetivos da geriatria são: prevenção de doenças; detecção e tratamento precoce; manutenção
da saúde em idades avançadas; manutenção da funcionalidade e independência; cuidado e apoio durante doenças
terminais; tratamentos seguros.

O que é envelhecimento?
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

 Envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo, com mudanças morfológicas, funcionais,


bioquímicas, psicológicas, que determinam uma perda da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio
ambiente, causando maior vulnerabilidade e maior incidência de processos patológicos, que terminam por levá-
lo à morte.
 Envelhecimento é a redução da capacidade de adaptação homeostática, perante situações de sobrecarga
funcional do organismo.
 Envelhecimento é a última fase da vida.

Envelhecimento:
Devemos ter em mente que o envelhecimento é um processo multifatorial, que envolve fatores
psicossociais, ambientais, extrínsecos (estilo de vida) e base genética.
O envelhecimento é variável nos diversos indivíduos e, no mesmo indivíduo, é variável entres seus
sistemas.
As mudanças do envelhecimento são:
 Deletérias: reduzem a funcionalidade.
 Progressivas: estabelecem-se gradualmente.
 Intrínsecas: de modo que o ambiente/fatores externos podem ter forte influência sobre o aparecimento e
velocidade dessas mudanças, mas não são sua causa.
 Universais: acontece dentro de uma mesma espécie.

Índice de envelhecimento:
Consiste no número de pessoas com 60 anos ou mais, para cada 100 pessoas menores de 15 anos de idade,
na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.
Valores elevados desse índice indicam que a transição demográfica se encontra em estágio avançado.

Sobrevida:
É o tempo médio de vida esperado para uma geração, a partir de determinada idade.

Epidemiologia:
A ONU diz estarmos vivendo a era do envelhecimento.
Há um maior crescimento da população idosa com relação as demais, em razão da alta fecundidade no
passado (anos 50 e 60), redução de mortalidade, implementação de políticas de saúde pública (saneamento,
vacinas) e avanço tecnológico.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

Como resultado, teremos problemas futuros relacionados aos gastos da Previdência (aposentadorias e
pensões) e à maior utilização de serviços públicos (ex.: maior tempo de internação em hospitais).
As principais causas de mortalidade são em decorrência de doenças do aparelho circulatório, doenças do
aparelho respiratório, neoplasias e doenças endócrinas (DM).

Prevenção:
Longevidade com saúde se conquista com estratégias cumulativas de prevenção. Essa prevenção pode ser
primária, secundária ou terciária:
 Prevenção primária: estilo de vida, nutrição, exercício, repouso, vacinas, controle da obesidade e não-
tabagismo.
 Prevenção secundária: prevenção de doenças cardiovasculares, cânceres (próstata, mama, útero, pulmão),
distúrbios metabólicos e nutrição.
 Prevenção terciária: prevenir recidivas de quadros já existentes e seu impacto na qualidade de vida,
reeducação de estilo de vida e prevenção.

FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
Introdução:
Nem todas as alterações que serão estudadas nesse capítulo serão vividas na mesma intensidade por todos
os idosos, pois o envelhecimento é um processo individualizado de acordo com a vida de cada um: velocidade,
grau de alterações físicas, emocionais, psicológicas e sociais.
O envelhecimento sofre modificações por fatores genéticos, ambientais, dietéticos, estressantes. Desse
modo, no envelhecimento, são vistas: redução gradual do número de células funcionais, diminuição da água
intracelular (15 a 20%) e aumento (20 a 40%) e redistribuição da gordura.

Impressão geral:
 Atrofia da gordura corporal, contornos do corpo com aparência óssea, aprofundamento dos espaços ocos
(intercostais, supraclaviculares, axilas, órbitas).
 Orelhas prolongadas – pavilhões auriculares aumentam por acúmulo de gordura, queixo duplo.
 Crânio pode aumentar de tamanho na Doença de Paget.
 Diminuição e embranquecimento de cabelos, aparecimento de rugas.
 Marcha senil: aumento da flexão de cotovelos, cintura e quadril; diminuição do balanço dos braços, do
levantamento dos pés e do comprimento dos passos (marcha de pequenos passos – afastar patologias).
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

 IMC do idoso: < 22 (baixo peso); ≥ 22 e ≤ 27 (peso adequado); > 27 (sobrepeso).

Alterações musculoesqueléticas:
 Diminuição da massa muscular (sarcopenia);
 Diminuição da velocidade do movimento;
 Diminuição da capacidade aeróbica;
 Diminuição flexibilidade articular;
 Diminuição da massa óssea;
 Degeneração da cartilagem;
 Aumento da fadiga;
 Somatopausa: redução do hormônio do crescimento (GH) no idoso (50%), o que provoca aumento de gordura
e redução de massa magra tecidual.

Sarcopenia:
A sarcopenia está relacionada com a atrofia, com a perda de força e com a perda de funcionalidade do
tecido muscular; por essa razão, sarcopenia difere de atrofia muscular que ocorre pelo desuso.
Na sarcopenia, não há apenas redução do tamanho das fibras, mas também redução do número de fibras
musculares, principalmente as de contração rápida (tipo II-B).
Essa perda pode ser atenuada com o estilo de vida.
Evolução da massa muscular:
Com o envelhecimento, o tecido celular subcutâneo diminui nos membros e aumenta no tronco.
Dos 20 aos 70 anos, há diminuição da massa livre de gordura (massa magra), principalmente massa
muscular, e aumento da gordura visceral mesmo sem alterações no peso corporal.
Após 70 anos, a massa isenta de gordura (massa magra) e a massa gorda diminuem em paralelo.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

Nos idosos com mais de 80 anos (octogenários), a prevalência de obesidade é cerca da metade da observada
em indivíduos de 50 a 59 anos.
A diminuição da massa muscular compromete o diafragma e a panturrilha; diminui a destreza de
movimentos com as mãos; e diminui a força de mastigação, por redução da força do masseter e pterigoide.

Alterações na pele e nos anexos:


 Canície: a medula do cabelo se enche de ar e o córtex perde o pigmento (embranquecimento de cabelos e
pelos).
 Nos homens, há perda de pelos, com exceção de nariz, sobrancelhas e orelhas, nos homens. Nas mulheres,
há diminuição dos pelos das axilas, pernas e púbis, e aumento dos pelos no lábio superior e mento.
 Calvície: dependendo dos hormônios sexuais e da hereditariedade, a quantidade de bulbos capilares diminui.
 Ceratose: é uma alteração da camada mais superficial da pele, que deixa um aspecto escamoso ou verrucoso,
avermelhado ou castanho, além de áspero e ressecado.
 Adelgaçamento da pele.
 Diminuição da espessura da derme.
 Diminuição da temperatura da pele.
 Dificuldade na termorregulação, em razão da diminuição dos vasos sanguíneos da derme, atrofia de glândulas
sudoríparas e diminuição da espessura do tecido celular subcutâneo.
 Rede vascular mais visível.
 Cutis romboidal: algumas áreas com aumento da espessura da pele com acentuação do seu quadrilátero
normal.

 Púrpura senil: ocorre pela redução da espessura de pele e do subcutâneo. Ao menor trauma, surgem manchas
vermelhas e salientes.
 Hematomas e equimoses, que podem ser fisiológicos ao envelhecimento; todavia, deve-se atentar para sinais
de violência e efeitos colaterais de medicamentos.
 Onicogrifose: unhas espessas e curvas nos pés que prejudicam deambulação e predispõem a quedas.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

 Diminuição do crescimento longitudinal das unhas.


 Aumento da incidência de CA de pele, em razão da diminuição do número de melanócitos; alentecimento da
reposição das células da epiderme; tempo de exposição aos raios UV; diminuição das células de Langerhans
(especializadas na defesa e processamento de antígenos estranhos).
 Lesões pré e neoplásicas: carcinoma basocelular (CBC – tipo mais comum de câncer de pele) e
carcinoma espinocelular (CEC).
 Ao nos deparamos com uma lesão de pele, esta deve ser investigada, para saber se se trata de um
melanoma. O melanoma é assimétrico, apresenta bordas irregulares, coloração variada, diâmetro maior que
6mm e evolui com o tempo (lesão que muda de aspecto com o passar do tempo).
 Melanose solar (manchas senis): lesões benignas que surgem em áreas expostas cronicamente ao sol.

Alterações nos olhos:


 Arco senil: alteração ocular formada pelo acúmulo de lipídios (gordura) na periferia da córnea.
 Maior opacidade do cristalino (catarata).
 Diminuição da pupila.
 Diminuição da acuidade visual, da sensibilidade às cores, da percepção de profundidade; são fatores que
favorecem a ocorrência de quedas.
 Degeneração macular (área central da retina): depósitos de lipofucsina na retina e diminuição do humor
vítreo.
 Xeroftalmia, conhecida como ‘’olho seco’’, por redução da secreção lacrimal.
 Atrofia da aponeurose do elevador da pálpebra, o que causa lentidão ao olhar o retrovisor; fator de risco para
a ocorrência de acidentes.
 Atrofia da fáscia palpebral, que pode levar à herniação da gordura orbitária para dentro do tecido palpebral,
produzindo ‘’bolsas’’ embaixo dos olhos.
 Limitação do campo visual lateral por flacidez das pálpebras superiores, podendo o idoso não ver objetos ao
seu lado, não ver veículos se aproximando ao atravessar a rua; fator de risco para a ocorrência de acidentes.
 Deslocamento do orifício do canal lacrimal por flacidez das pálpebras inferiores: lacrimejamento
incomodativo.

Alterações nos ouvidos:


 Cerume, o que pode causar diminuição da capacidade auditiva.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

 Presbiacusia: é uma condição que leva à diminuição da capacidade auditiva em idosos, uma vez que as
articulações entre o martelo e bigorna e entre esta e estribo calcificam-se.
 Diminuição da discriminação de tons e das altas frequências (Mais comumente o déficit auditivo começa
para altas frequências (1000 a 8000 Hz) progredindo para as médias e as baixas).
 A revista The Lancet aponta a perda auditiva não corrigida como um dos fatores modificadores que
predispõem à demência.
 Zumbido.
 Labirintopatias (mais comum em idosos).

Alterações na boca:
 Aparecimento de queilose ou queilite angular, caracterizada por inflamação e fissura/ulceração nas
comissuras labiais.
 Cuidados com a higiene oral (deve-se fazer pesquisa de monilíase/candidíose oral/sapinho).
 Elementos dentários e próteses.
 Recesso gengival, que indica retração da gengiva, provocando exposição da raiz dos dentes.
 Glossite atrófica: atrofia papilar em mais de 50% do dorso da língua, dando aspecto mais liso; é resultado da
deficiência de B12 e ácido fólico.
 A deficiência de ferro e de vitaminas do complexo B levam à alteração no paladar ou sensação de
queimação.
 Língua saburrosa: placa esbranquiçada e removível no dorso da língua, resultado do acúmulo de células
mortas colonizadas por bactérias, tendo relação direta com a higiene inadequada.

Alterações no pescoço:
 Observar sopros carotídeos, maior evidência de vasos.
 Observar nodulações e gânglios.
 Palpação da tireoide.

Alterações no sistema cardiovascular:


 Leve hipertrofia cardíaca, salvo em cardiopatias. O peso do coração aumenta. Há acúmulo de gordura no
miocárdio (átrios e SIV).
 Aorta alongada e dilatada.
 Espessamento e rigidez de válvulas AV por esclerose e fibrose.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

 Queda do débito cardíaco, por diminuição da força e contratilidade do músculo cardíaco.


 Diminuição de células marcapasso.

Alterações da elasticidade das artérias:


 Túnica externa: sem alterações.
 Túnica média: afinamento e calcificação das fibras de elastina + aumento de colágeno = enrijecimento dos
vasos.
 Túnica íntima: fibrose, acúmulo de cálcio e lipídios.

Na semiologia cardiovascular do idoso são observados:


 Ictus cordis menos evidente.
 Ausculta cardíaca com frequente abafamento de bulhas.
 Arritmias (pode haver B4 sem significado patológico).
 São comuns sopros sistólico, diastólico e carotídeos.
 Aumento da pressão sistólica, em razão da rigidez da túnica média.
 Hipotensão postural: redução de 20mmHg na PAS e 10 na PAD.
 Na aferição da frequência de pulso (FP), é esperado um aumento de 6 a 12 bpm ao ficar de pé. Se o aumento
for maior que 20 bpm, pode ser indicativo hipovolemia; já a falta de elevação na vigência de queda da PA indica
falha do Sistema Nervoso Autônomo.
 Pulsos: palpação para investigar insuficiência vascular, decorrente de HAS, DM e tabagismo.
 Edema em MMII: pode ser decorrente de estase venosa por imobilidade, agravado por veias varicosas.

Alterações no sistema respiratório:


 Diminuição dos reflexos de tosse e laríngeos.
 Diminuição do número e da elasticidade dos alvéolos.
 Pulmões mais rígidos e menores, menor expansão.
 Dificuldade para expelir corpos estranhos e eliminar secreções.
 Maior susceptibilidade à pneumonia.

Alterações no exame do tórax:


 Rigidez da caixa torácica e diminuição da expansibilidade, decorrentes da anquilose das articulações
costocondrais.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

 Aumento da cifose.
 Aumento do diâmetro anteroposterior.
 Presença de ruídos adventícios em bases.
 Se paciente desidratado: pode não haver ausculta de estertores.

Alterações endócrinas:
 T4 e T3 em níveis normais baixos, TSH em níveis normais altos (ação protetora contra o catabolismo).
 Maior suscetibilidade à hipotermia por diminuição do efeito calorigênico dos hormônios tireoidianos.
 Incompetência termorregulatória por diminuição da resposta febril.
 Redução dos níveis de melatonina.
 Aumento da glicemia de jejum de 1mg/dl/década.
 Alteração nos receptores de insulina – intolerância à glicose.
 Diminuição da insulina e menor resposta dos tecidos.

Alterações hematopoiéticas:
 Diminuição da celularidade da medula óssea.
 Contagem celular no sangue periférico é mantida no idoso saudável.
 Diminuição da hemoglobina, do hematócrito e do número de hemácias.
 Diminuição da secreção de eritropoietina (hormônio glicoproteico que regula a eritropoiese).
 O envelhecimento é um estado pró-coagulante, sendo fatores de risco para TVP, pois há aumento do
fibrinogênio, dos fatores V, VII, VIII e IX, do D-dim
́ ero, da pré-calicreína e do cininogênio.

Alterações gastrointestinais:
 Perda de elementos dentários.
 Atrofia de papilas gustativas: diminuição do paladar; daí a preferência por doces.
 Diminuição da produção de saliva.
 Diminuição da motilidade esofagogástrica.
 Diminuição das secreções gástricas por atrofia da mucosa gástrica.
 Redução das secreções mucosas e da elasticidade da mucosa retal.
 Diminuição do tônus e da força do esfíncter anal, além da menor complacência retal, o que leva à maior
chance de incontinência fecal.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

Na semiologia do trato gastrointestinal do idoso são observados:


 Orofaringe e abdome.
 Abdome: cicatrizes, circulação colateral, hérnias.
 Abdome: fraqueza da musculatura da parede abdominal; o Sinal de Murphy tem sensibilidade diminuída
com a idade.
 Apendicite: menos de 1/3 dos idosos tem dor na FID (quadrante inferior direito do abdome).
 Pielonefrite: pode ter defesa abdominal em ângulo costovertebral acometido.
 Ausculta do pulso aórtico abdominal mais evidente.

Sinais de alerta na história clínica:


DISFAGIA PODE LEVAR À PNEUMONIA ASPIRATIVA.
 Pneumonias frequentes;
 Perda de peso recente;
 Recusa alimentar;
 Estenose esofágica ou RGE;
 Síndromes demenciais ou parkinsonianas avançadas;
 Neoplasias da cabeça e pescoço;
 Esclerose lateral amiotrófica;
 Miastenia grave;
 Decúbito persistente;
 Delirium;
 Redução do nível de consciência: AVC, TCE, encefalopatias, efeito de medicamentos.
 Presença de SNE (sonda nasoenteral), GTT (gastrostomia) ou traqueostomia.
 Presença de bócio volumoso.
 Presença de xerostomia (ressecamento da boca).
 Voz baixa.
 Tosse fraca.
 Presença de restos de alimento ou de medicamentos na cavidade oral.

Alterações geniturinárias:
 Aterosclerose e diminuição do crescimento do tecido renal: queda da função renal.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

 Perda da capacidade de concentrar e diluir urina.


 Diminuição da resposta do túbulo coletor ao ADH.
 Declínio da habilidade para retardar micção e aumento de contrações vesicais não inibidas do detrusor.
 Diminuição da capacidade de concentração e conservação do sódio – poliúria noturna.
 Esvaziamento mais difícil da bexiga.
 Contratilidade e capacidade de armazenar urina reduzidas.
 Aumento do volume residual de urina (que pode levar à infecção urinária).
 Aumento da próstata.
 Atrofia da vulva, com adelgaçamento de mucosa, ressecamento, risco de infecções pelo hipoestrogenismo.
 Cistocele, prolapso uterino, retocele.

Alterações osteoarticulares:
 Diminuição de mobilidade.
 Acentuação de curvaturas.
 Deformidades articulares.
 Crepitações.
 Desvios da coluna.
 Alterações na tíbia, com arqueamento das pernas, é sugestivo de Doença de Paget.
 Nódulos de Bouchard: interfalangeanas proximais, presentes na artrite reumatóide, junto com deformidade
em pescoço de cisne, desvio ulnar dos quirodáctilos e atrofia de músculos interósseo.
 Nódulos de Heberden: articulações interfalangeanas distais, presentes na osteoartrose.
Nódulos de Bouchard

Nódulos de Heberden

Alterações neurológicas:
 Distúrbios da marcha, que podem ser decorrentes de alterações neurológicas ou osteoarticulares. Ex.:
parkinsonismo (bradicinesia, rigidez, festinação); AVC (marcha ceifante com ou sem ataxias).
 Tontura/vertigem – sinal de Romberg (há diferença de equilíbrio com os olhos abertos e fechados).
 Tremores patológicos.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

 Paresias/plegias.
 Função cerebelar, que é examinada através do teste dedo-nariz.
 Estado cognitivo – demência.
 A velocidade de condução nervosa diminui, havendo atenuação dos reflexos profundos patelares e aquileus.
 Diminuição da mielina nos nervos sensoriais, que leva à diminuição da sensação vibratória, do tato e da dor.
 Memória episódica e operacional.
 Funções executivas são as mais afetadas no envelhecimento (conjunto de processos cognitivos que de forma
integrada permitem ao sujeito dirigir intencionalmente comportamento a metas).
 Sono REM: leve redução.
 Sono não-REM: aumento dos estágios 1 e 2 (facilidade no despertar); diminuição dos estágios 3 e 4 (períodos
de sono mais profundo).

Tontura:
 30% dos idosos com idade acima de 65 anos, e 50% dos idosos com idade acima de 85 anos referem tontura.
 17% das mulheres idosas e 40% dos homens idosos têm tontura ao levantar-se para sentar na cama.
 Consiste na diminuição do fluxo sanguíneo labiríntico, em razão da redução do número de células ciliadas
sensoriais e ganglionares vestibulares.
 O idoso pode expressar: ilusão de movimento, desorientação, instabilidade postural, vertigem, sensação de
desmaio, sensação de cabeça vazia, fadiga, dificuldade de concentração, flutuação, tendência a quedas.
 As causas mais comuns são medicamentos, ansiedade, depressão, limitações da estabilidade ao andar,
problemas visuais.

Tremores patológicos:
O Parkinson é caracterizado por:
 Bradicinesia: redução da velocidade do movimento.
 Pronossupinação com as mãos e finger taps.
 Tremor em repouso: melhor avaliado quando o paciente executa ação com membro contralateral ou durante
a marcha. Inicia unilateral.
 Rigidez da roda denteada (resistência na movimentação passiva do membro): o tônus muscular encontra-se
aumentado, determinando rigidez; assim, a resistência aos movimentos é como um ceder de ‘’catraca ou roda
denteada’’.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

 Instabilidade postural: é avaliada pelo teste de retropulsão, em que avaliador, por trás do paciente, desloca-o
pelos ombros e conta quantos passos são necessários para que este recupere seu equilíbrio. Até 03 passos para
trás é normal.

AVALIAÇÃO CLÍNICA DO IDOSO


Definição:
A avaliação geriátrica ampla (AGA) é um processo diagnóstico multidimensional, frequentemente
interdisciplinar (envolve médicos, psicólogos, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogos,
enfermeiros), que serve para determinar as deficiências e as habilidades dos pontos de vista médico, psicossocial
e funcional.
O principal objetivo da avaliação geriátrica ampla é formular um plano terapêutico e de acompanhamento,
coordenado e integrado, a longo prazo, visando a recuperação e/ou a manutenção da capacidade funcional (física
e mental).
A avaliação geriátrica ampla (AGA), também chamada avaliação geriátrica global, avaliação geriátrica
multidimensional ou avaliação geriátrica abrangente, difere do exame clínico padrão por enfatizar a avaliação
das capacidades cognitiva e funcional e dos aspectos psicossociais da vida do idoso e por basear-se em
escalas e testes que permitem quantificar o grau de incapacidade.
A avaliação ampla é necessária porque o idoso é complexo, podendo apresentar:
 Doenças ocultas;
 Coexistência de múltiplas doenças;
 Polifarmácia;
 Incapacidade e perda funcional;
 Fragilidade;
 Maior probabilidade de morte / final da vida / doença sem perspectiva de cura.
 Apresentações atípicas/sintomas inespecíficos.
 Por exemplo, quando alguém diz ter doença cardiovascular, que sintomas tipicamente são vistos?
Dispneia, dor, taquicardia, tosse, broncoespasmo, síncope e edema. Ocorre que o idoso pode ter uma doença
cardiovascular e apresentar, ao invés dos sintomas típicos, sintomas atípicos, tais como confusão mental
inapetência, incontinência, declínio funcional, insônia, depressão, desconforto abdominal e quedas.

A avaliação geriátrica ampla (AGA) é uma ferramenta composta por escalas que dimensionam globalmente
o idoso. Essas escalas de avaliação complementam a anamnese. Na geriatria, a anamnese deve envolver:
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

1. Identificação.
2. Queixa principal (QP) e duração.
3. História da doença atual (HDA).
4. Interrogatório sistemático.
5. Antecedentes pessoais fisiológicos:
 Antecedentes de quedas no último ano;
 Independência para AVD – atividades da vida diária (banho, alimentação, deambulação);
 Queixa de solidão;
AVD (atividades da vida diária)
 Antecedente de viuvez, aposentadoria. vs.
6. Antecedentes pessoais patológicos: AIVD (atividades instrumentais da vida
diária)
 Doenças da infância: geralmente não se lembram.
AVD = tarefas básicas de autocuidado, como
 Doenças apresentadas na vida adulta. alimentar-se, ir ao banheiro, escolher a roupa,
 Cirurgias. arrumar-se e cuidar da higiene pessoal,
manter-se continente, vestir-se, tomar banho,
 Hospitalizações: época, diagnóstico. andar e transferir.
AIVD = habilidades complexas necessárias
 Medicações atuais e passadas. para se viver de forma independente, como
7. Antecedentes familiares. gerenciar finanças, lidar com transporte
(dirigir ou navegar o transporte público), fazer
8. Hábitos e costumes. compras, preparar refeições, usar telefone,
gerenciar medicações, manter as tarefas
9. Exame físico (aula anterior). domésticas.

Parâmetros avaliadas na AGA:


Os parâmetros avaliados na AGA são:
 Capacidade funcional;
 Deficiências sensoriais (visão e audição): a acuidade auditiva e visual são os fatores de risco mais importantes
para o declínio cognitivo e emocional.
 Deficiências nutricionais;
 Equilíbrio e mobilidade;
 Função cognitiva;
 Estado emocional e afetivo;
 Disponibilidade e adequação de suporte familiar e social.

Conceitos envolvidos:
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

 Autonomia: capacidade de decisão; ou seja, é a capacidade de autogoverno associada à liberdade de escolha.


Tem relação direta com a aptidão mental da pessoa.
 Independência: é a capacidade de realizar tarefas ou atividades do dia a dia, sejam elas simples ou complexas.
Tem relação direta com a habilidade física.
 Dependência.
Tem doenças que afetam a dependência, mas não a autonomia. O paciente com Parkinson, por exemplo,
fica dependente mais rápido, mas fica com autonomia preservada por muitos anos (só no final começa a apresentar
a demência do Parkinson).
Do mesmo modo, tem doenças que afetam a autonomia, mas não a dependência, como o Alzheimer. O
paciente com Alzheimer perde a autonomia cedo, mas só perde a independência após muitos anos de progressão
da doença.

Escalas de funcionalidade:
Avaliam o aspecto físico do paciente. São quatro: Katz; Barthel; Pfeiffer; Lawton-Brody.

KATZ E BARTHEL: funcionalidade básica (AVD)


As escalas de Katz e Barthel avaliam a funcionalidade básica (AVD – atividades da vida diária).
 KATZ: quanto mais alta a pontuação, maior o nível de independência do paciente – pontuação
máxima de 6 pontos.
 BARTHEL: quanto mais alta a pontuação, maior o nível de independência do paciente – pontuação
máxima de 100 pontos.

PFEIFFER E LAWTON-BRODY: funcionalidade instrumental (AIVD)


As escalas de Pfeiffer e Lawton-Brody avaliam a funcionalidade instrumental (AIVD – atividades
instrumentais da vida diária), ou seja, a capacidade de uma vida independente na comunidade.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

 LAWTON-BRODY: quanto mais alta a pontuação, maior o nível de independência do paciente –


pontuação máxima de 27 pontos. A pontuação mais baixa do Lawton-Brody é 9. É uma escala muito usada
para comparar a evolução do paciente.
 PFEIFFER: quanto maior a pontuação, pior o nível de dependência do paciente. É uma escala
respondida, geralmente, pelo cuidador ou familiar.

Avaliação da acuidade auditiva:


Utiliza-se o TESTE DO SUSSURRO.
O idoso deverá ser orientado sobre o teste para que esteja atento ao comando. O avaliador deve se posicionar
atrás e fora do alcance visual do idoso, a uma distância de 33 cm. Deve-se “sussurrar”, em cada ouvido, uma
questão breve e simples como, por exemplo, “qual o seu nome?” e checar se o idoso consegue perceber o contato
verbal e responde adequadamente.
Se o paciente fizer uso de aparelho auditivo, o teste deve ser aplicado com o aparelho, certificando-se que
esteja ligado.

Avaliação da acuidade auditiva:


Utiliza-se o TESTE DE SNELLEN. O paciente deve se posicionar a uma distância de 5 metros da projeção
da tabela de Snellen; o normal é que ele possa ler até a 8ª linha. Na prática, é feita pelo oftalmologista.

Mini avaliação nutricional (MAN):


A MINI AVALIAÇÃO NUTRICIONAL é um teste que se aplica exclusivamente para idosos. Essa
avaliação é dividida em duas partes: a primeira é a triagem, em que são feitas 6 perguntas; se o paciente fizer a
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

pontuação entre 12 e 14, apresenta estado nutricional normal/adequado e não precisa prosseguir com a avaliação.
Entretanto, se paciente pontuar menos que 11 na triagem, deve prosseguir com a avaliação.
Na segunda etapa, a pontuação total é de 30 pontos. Se o paciente pontua < 17, considera-se desnutrido; se
o paciente pontua entre 17 e 23,5, considera-se em risco de desnutrição; se o paciente pontua > 24, considera-se
em bom estado nutricional.

Avaliação nutricional:
Como o paciente idoso perde 1cm de altura a cada 10 anos, depois dos 60 anos, o IMC desse paciente é um
pouco mais abrangente.
IMC DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
≤ 22 Baixo peso
> 22 e < 27 Adequado ou eutrófico
≥ 27 a 29,9 Sobrepeso
> 30 Obesidade

Na prática, o mais importante a ser feito é medir circunferência de panturrilha, pois valores menores que
31 cm geralmente indicam sarcopenia.

Equilíbrio, mobilidade e risco de quedas:


Os principais testes relacionados ao equilíbrio, mobilidade e risco de queda são: velocidade de marca
(normal > 0,8 m/s); força de preensão palmar (valores variam de acordo com gênero e IMC); TUG teste (normal
< ou = a 10s); circunferência de panturrilha (normal > 31cm) e avaliação do equilíbrio e da marcha de Tinetti.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

Vejamos cada uma delas:

Velocidade de marcha:
A velocidade da marcha é um importante indicador de funcionalidade dos idosos, pois é capaz de predizer
eventos adversos como: perda de independência; aumento de fraturas e quedas; maior frequência de
hospitalizações, incapacidade e mortalidade.
O normal é que o paciente consiga andar 0,8 metros em 1 segundo. Como fazer na prática? Uma opção é
pedir para o paciente andar 4 metros, desconsiderando o espaço de aceleração e de desaceleração, e calcular
quanto tempo ele leva para isso.

Força de preensão palmar:


Se o paciente tem força de preensão (aperto) palmar, significa que ele também tem essa força nos membros
inferiores. Os valores normais variam de acordo com o gênero, idade e IMC.
De forma geral, mulheres devem ter força de preensão palmar ≥ 20kg e homens devem ter força de preensão
palmar ≥ 30kg.

TUG teste:
O TUG teste (Timed up and go test), assim como o de velocidade de marcha, também é um teste de
velocidade.
Nele, o paciente é instruído a se levantar de uma cadeia, andar 3 metros, fazer um giro, voltar os 3 metros
e sentar novamente. O paciente é orientado a fazer esse teste usando seus calçados habituais, a não conversar
durante a execução e a realizá-lo numa velocidade normal, de forma segura.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

Maiores valores de tempo representam maiores riscos de queda. O normal é que isso seja feito em menos
de 10 segundos. Se o paciente faz o teste em menos de 20 segundos, apresenta baixo risco de queda; se faz entre
21 a 29 segundos, apresenta médio risco de queda; se faz 30 segundos ou mais, apresenta alto risco de queda.

Circunferência de panturrilha:
Como já dito, é considerada atualmente o melhor indicador clínico de sarcopenia e está relacionada à
incapacidade funcional e ao risco de quedas. Normal > 31cm.

Avaliação do equilíbrio e da marcha de Tinetti:


As escalas de Tinetti são utilizadas para avaliar equilíbrio e marcha. Na escala de avaliação do equilíbrio,
o escore máximo é de 16 pontos; já na escala de avaliação da marcha, o escore máximo é de 12 pontos. Assim, o
total, considerando as duas escalas, é de 28 pontos. Pacientes com escore < 19 apresentam risco 5 vezes maior de
quedas.

Escala de depressão geriátrica (Yesavage):


É uma escala de fácil aplicação, feita entre 5-15 minutos, que consta de 15 perguntas respondidas com
sim/não.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

Avaliação da função cognitiva:


Mini Exame do Estado Mental (MEEM):
O Mini Exame do Estado Mental (MEEM) tem o intuito de avaliar cognição.

O escore máximo é de 30.

É considerado normal:

Para analfabetos, o escore de 20 ou mais.


Para pacientes com 1 a 4 anos de estudo, o escore de
25 ou mais.
Para pacientes com 5 a 8 anos de estudo, o escore de
26 ou mais.
Para pacientes com 9 a 11 anos de estudo, o escore de
28 ou mais.
Para pacientes com mais de 11 anos de estudo, o
escore de 29 ou mais.

Teste do relógio:
O Teste do Relógio também avalia a cognição. Nele, o avaliador fornece uma folha de papel em branco e
solicita que o paciente desenhe um relógio com os números e, depois disso, desenhe os ponteiros marcando, por
exemplo, 11h e 10min.

Pontuação/escore:
Desenho do círculo correto: 1 ponto
Números na posição correta: 1 ponto
Incluiu todos os 12 números: 1 ponto
Os ponteiros estão na posição correta: 1 ponto

Interpretação: pontuações abaixo de 4 pontos indiciam a


necessidade de maior investigação
Teste da fluência verbal:
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

Pede-se ao paciente que diga todos os animais que consegue lembrar, em 1 minuto. O esperado é que ele
diga > 13.

MOCA (Avaliação cognitiva de Montreal):


O MOCA, inventado no Canadá, é o mais completo, pois nele já está incluso o teste do desenho do relógio,
da nomeação de animais (fluência verbal), entre outros.

O resultado total final de 26 ou


mais é considerado normal.

Avaliação da memória imediata:


Pede-se ao paciente para nomear as figuras e memorizar por 30 segundos. O paciente deve dizer o que
lembrou. Depois de 5 minutos, pede-se que ele diga novamente de quais figuras lembra.

Avaliação da disponibilidade e adequação de suporte familiar e social:


Utiliza-se o APGAR familiar. Trata-se de um instrumento que avalia como o idoso percebe a funcionalidade
de sua família.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA

Pontuação de 0 a 3 = família com disfunção


acentuada.

Pontuação de 4 a 6 = família com moderada


disfunção.

Pontuação de 7 a 10 = família altamente


funcional.

Você também pode gostar