Semiotécnicas da Geriatria e Envelhecimento
Semiotécnicas da Geriatria e Envelhecimento
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA
EPIDEMIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
Gerontologia x geriatria:
A gerontologia é o estudo do envelhecimento não só pelos aspectos médicos, mas também pelos aspectos
biológicos, psicológicos, antropológicos. Trata-se de uma área de atuação exercida por outros profissionais, além
dos médicos, como fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeuta ocupacional, arquitetos, etc.
Já a geriatria é o estudo clínico da velhice (medicina); consiste no ramo da medicina que enfoca o estudo,
a prevenção e o tratamento das doenças e da incapacidade em idades avançadas.
Geriatra é o médico; gerontólogo é todo profissional responsável por compreender e estudar os processos
relacionados ao envelhecimento.
Conceitos:
Idoso:
Idoso, no Brasil e em outros países subdesenvolvidos, é definido como um indivíduo acima de 60 anos de
idade. Em países desenvolvidos, o valor varia para acima de 65 anos.
Senescência e senilidade:
A senescência é a soma das alterações orgânicas e funcionais resultantes do envelhecimento (ex.: cabelo
branco, ruga); diz respeito ao envelhecimento fisiológico, pois são alterações inerentes ao próprio
envelhecimento.
A senilidade consiste nas alterações determinadas por afecções que, frequentemente, acometem a pessoa
idosa, mas que não são inerentes a elas, ou seja, não obrigatoriamente vão acometer todos os idosos (ex.: catarata,
HAS, osteoporose); diz respeito ao envelhecimento patológico.
Objetivos da geriatria:
Os principais objetivos da geriatria são: prevenção de doenças; detecção e tratamento precoce; manutenção
da saúde em idades avançadas; manutenção da funcionalidade e independência; cuidado e apoio durante doenças
terminais; tratamentos seguros.
O que é envelhecimento?
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
SEMIOLOGIA GERIÁTRICA
Envelhecimento:
Devemos ter em mente que o envelhecimento é um processo multifatorial, que envolve fatores
psicossociais, ambientais, extrínsecos (estilo de vida) e base genética.
O envelhecimento é variável nos diversos indivíduos e, no mesmo indivíduo, é variável entres seus
sistemas.
As mudanças do envelhecimento são:
Deletérias: reduzem a funcionalidade.
Progressivas: estabelecem-se gradualmente.
Intrínsecas: de modo que o ambiente/fatores externos podem ter forte influência sobre o aparecimento e
velocidade dessas mudanças, mas não são sua causa.
Universais: acontece dentro de uma mesma espécie.
Índice de envelhecimento:
Consiste no número de pessoas com 60 anos ou mais, para cada 100 pessoas menores de 15 anos de idade,
na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.
Valores elevados desse índice indicam que a transição demográfica se encontra em estágio avançado.
Sobrevida:
É o tempo médio de vida esperado para uma geração, a partir de determinada idade.
Epidemiologia:
A ONU diz estarmos vivendo a era do envelhecimento.
Há um maior crescimento da população idosa com relação as demais, em razão da alta fecundidade no
passado (anos 50 e 60), redução de mortalidade, implementação de políticas de saúde pública (saneamento,
vacinas) e avanço tecnológico.
Karen Franca Soares de Oliveira Gadelha Agra (P5-A)
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Como resultado, teremos problemas futuros relacionados aos gastos da Previdência (aposentadorias e
pensões) e à maior utilização de serviços públicos (ex.: maior tempo de internação em hospitais).
As principais causas de mortalidade são em decorrência de doenças do aparelho circulatório, doenças do
aparelho respiratório, neoplasias e doenças endócrinas (DM).
Prevenção:
Longevidade com saúde se conquista com estratégias cumulativas de prevenção. Essa prevenção pode ser
primária, secundária ou terciária:
Prevenção primária: estilo de vida, nutrição, exercício, repouso, vacinas, controle da obesidade e não-
tabagismo.
Prevenção secundária: prevenção de doenças cardiovasculares, cânceres (próstata, mama, útero, pulmão),
distúrbios metabólicos e nutrição.
Prevenção terciária: prevenir recidivas de quadros já existentes e seu impacto na qualidade de vida,
reeducação de estilo de vida e prevenção.
FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
Introdução:
Nem todas as alterações que serão estudadas nesse capítulo serão vividas na mesma intensidade por todos
os idosos, pois o envelhecimento é um processo individualizado de acordo com a vida de cada um: velocidade,
grau de alterações físicas, emocionais, psicológicas e sociais.
O envelhecimento sofre modificações por fatores genéticos, ambientais, dietéticos, estressantes. Desse
modo, no envelhecimento, são vistas: redução gradual do número de células funcionais, diminuição da água
intracelular (15 a 20%) e aumento (20 a 40%) e redistribuição da gordura.
Impressão geral:
Atrofia da gordura corporal, contornos do corpo com aparência óssea, aprofundamento dos espaços ocos
(intercostais, supraclaviculares, axilas, órbitas).
Orelhas prolongadas – pavilhões auriculares aumentam por acúmulo de gordura, queixo duplo.
Crânio pode aumentar de tamanho na Doença de Paget.
Diminuição e embranquecimento de cabelos, aparecimento de rugas.
Marcha senil: aumento da flexão de cotovelos, cintura e quadril; diminuição do balanço dos braços, do
levantamento dos pés e do comprimento dos passos (marcha de pequenos passos – afastar patologias).
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Alterações musculoesqueléticas:
Diminuição da massa muscular (sarcopenia);
Diminuição da velocidade do movimento;
Diminuição da capacidade aeróbica;
Diminuição flexibilidade articular;
Diminuição da massa óssea;
Degeneração da cartilagem;
Aumento da fadiga;
Somatopausa: redução do hormônio do crescimento (GH) no idoso (50%), o que provoca aumento de gordura
e redução de massa magra tecidual.
Sarcopenia:
A sarcopenia está relacionada com a atrofia, com a perda de força e com a perda de funcionalidade do
tecido muscular; por essa razão, sarcopenia difere de atrofia muscular que ocorre pelo desuso.
Na sarcopenia, não há apenas redução do tamanho das fibras, mas também redução do número de fibras
musculares, principalmente as de contração rápida (tipo II-B).
Essa perda pode ser atenuada com o estilo de vida.
Evolução da massa muscular:
Com o envelhecimento, o tecido celular subcutâneo diminui nos membros e aumenta no tronco.
Dos 20 aos 70 anos, há diminuição da massa livre de gordura (massa magra), principalmente massa
muscular, e aumento da gordura visceral mesmo sem alterações no peso corporal.
Após 70 anos, a massa isenta de gordura (massa magra) e a massa gorda diminuem em paralelo.
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Nos idosos com mais de 80 anos (octogenários), a prevalência de obesidade é cerca da metade da observada
em indivíduos de 50 a 59 anos.
A diminuição da massa muscular compromete o diafragma e a panturrilha; diminui a destreza de
movimentos com as mãos; e diminui a força de mastigação, por redução da força do masseter e pterigoide.
Púrpura senil: ocorre pela redução da espessura de pele e do subcutâneo. Ao menor trauma, surgem manchas
vermelhas e salientes.
Hematomas e equimoses, que podem ser fisiológicos ao envelhecimento; todavia, deve-se atentar para sinais
de violência e efeitos colaterais de medicamentos.
Onicogrifose: unhas espessas e curvas nos pés que prejudicam deambulação e predispõem a quedas.
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Presbiacusia: é uma condição que leva à diminuição da capacidade auditiva em idosos, uma vez que as
articulações entre o martelo e bigorna e entre esta e estribo calcificam-se.
Diminuição da discriminação de tons e das altas frequências (Mais comumente o déficit auditivo começa
para altas frequências (1000 a 8000 Hz) progredindo para as médias e as baixas).
A revista The Lancet aponta a perda auditiva não corrigida como um dos fatores modificadores que
predispõem à demência.
Zumbido.
Labirintopatias (mais comum em idosos).
Alterações na boca:
Aparecimento de queilose ou queilite angular, caracterizada por inflamação e fissura/ulceração nas
comissuras labiais.
Cuidados com a higiene oral (deve-se fazer pesquisa de monilíase/candidíose oral/sapinho).
Elementos dentários e próteses.
Recesso gengival, que indica retração da gengiva, provocando exposição da raiz dos dentes.
Glossite atrófica: atrofia papilar em mais de 50% do dorso da língua, dando aspecto mais liso; é resultado da
deficiência de B12 e ácido fólico.
A deficiência de ferro e de vitaminas do complexo B levam à alteração no paladar ou sensação de
queimação.
Língua saburrosa: placa esbranquiçada e removível no dorso da língua, resultado do acúmulo de células
mortas colonizadas por bactérias, tendo relação direta com a higiene inadequada.
Alterações no pescoço:
Observar sopros carotídeos, maior evidência de vasos.
Observar nodulações e gânglios.
Palpação da tireoide.
Aumento da cifose.
Aumento do diâmetro anteroposterior.
Presença de ruídos adventícios em bases.
Se paciente desidratado: pode não haver ausculta de estertores.
Alterações endócrinas:
T4 e T3 em níveis normais baixos, TSH em níveis normais altos (ação protetora contra o catabolismo).
Maior suscetibilidade à hipotermia por diminuição do efeito calorigênico dos hormônios tireoidianos.
Incompetência termorregulatória por diminuição da resposta febril.
Redução dos níveis de melatonina.
Aumento da glicemia de jejum de 1mg/dl/década.
Alteração nos receptores de insulina – intolerância à glicose.
Diminuição da insulina e menor resposta dos tecidos.
Alterações hematopoiéticas:
Diminuição da celularidade da medula óssea.
Contagem celular no sangue periférico é mantida no idoso saudável.
Diminuição da hemoglobina, do hematócrito e do número de hemácias.
Diminuição da secreção de eritropoietina (hormônio glicoproteico que regula a eritropoiese).
O envelhecimento é um estado pró-coagulante, sendo fatores de risco para TVP, pois há aumento do
fibrinogênio, dos fatores V, VII, VIII e IX, do D-dim
́ ero, da pré-calicreína e do cininogênio.
Alterações gastrointestinais:
Perda de elementos dentários.
Atrofia de papilas gustativas: diminuição do paladar; daí a preferência por doces.
Diminuição da produção de saliva.
Diminuição da motilidade esofagogástrica.
Diminuição das secreções gástricas por atrofia da mucosa gástrica.
Redução das secreções mucosas e da elasticidade da mucosa retal.
Diminuição do tônus e da força do esfíncter anal, além da menor complacência retal, o que leva à maior
chance de incontinência fecal.
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Alterações geniturinárias:
Aterosclerose e diminuição do crescimento do tecido renal: queda da função renal.
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Alterações osteoarticulares:
Diminuição de mobilidade.
Acentuação de curvaturas.
Deformidades articulares.
Crepitações.
Desvios da coluna.
Alterações na tíbia, com arqueamento das pernas, é sugestivo de Doença de Paget.
Nódulos de Bouchard: interfalangeanas proximais, presentes na artrite reumatóide, junto com deformidade
em pescoço de cisne, desvio ulnar dos quirodáctilos e atrofia de músculos interósseo.
Nódulos de Heberden: articulações interfalangeanas distais, presentes na osteoartrose.
Nódulos de Bouchard
Nódulos de Heberden
Alterações neurológicas:
Distúrbios da marcha, que podem ser decorrentes de alterações neurológicas ou osteoarticulares. Ex.:
parkinsonismo (bradicinesia, rigidez, festinação); AVC (marcha ceifante com ou sem ataxias).
Tontura/vertigem – sinal de Romberg (há diferença de equilíbrio com os olhos abertos e fechados).
Tremores patológicos.
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Paresias/plegias.
Função cerebelar, que é examinada através do teste dedo-nariz.
Estado cognitivo – demência.
A velocidade de condução nervosa diminui, havendo atenuação dos reflexos profundos patelares e aquileus.
Diminuição da mielina nos nervos sensoriais, que leva à diminuição da sensação vibratória, do tato e da dor.
Memória episódica e operacional.
Funções executivas são as mais afetadas no envelhecimento (conjunto de processos cognitivos que de forma
integrada permitem ao sujeito dirigir intencionalmente comportamento a metas).
Sono REM: leve redução.
Sono não-REM: aumento dos estágios 1 e 2 (facilidade no despertar); diminuição dos estágios 3 e 4 (períodos
de sono mais profundo).
Tontura:
30% dos idosos com idade acima de 65 anos, e 50% dos idosos com idade acima de 85 anos referem tontura.
17% das mulheres idosas e 40% dos homens idosos têm tontura ao levantar-se para sentar na cama.
Consiste na diminuição do fluxo sanguíneo labiríntico, em razão da redução do número de células ciliadas
sensoriais e ganglionares vestibulares.
O idoso pode expressar: ilusão de movimento, desorientação, instabilidade postural, vertigem, sensação de
desmaio, sensação de cabeça vazia, fadiga, dificuldade de concentração, flutuação, tendência a quedas.
As causas mais comuns são medicamentos, ansiedade, depressão, limitações da estabilidade ao andar,
problemas visuais.
Tremores patológicos:
O Parkinson é caracterizado por:
Bradicinesia: redução da velocidade do movimento.
Pronossupinação com as mãos e finger taps.
Tremor em repouso: melhor avaliado quando o paciente executa ação com membro contralateral ou durante
a marcha. Inicia unilateral.
Rigidez da roda denteada (resistência na movimentação passiva do membro): o tônus muscular encontra-se
aumentado, determinando rigidez; assim, a resistência aos movimentos é como um ceder de ‘’catraca ou roda
denteada’’.
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Instabilidade postural: é avaliada pelo teste de retropulsão, em que avaliador, por trás do paciente, desloca-o
pelos ombros e conta quantos passos são necessários para que este recupere seu equilíbrio. Até 03 passos para
trás é normal.
A avaliação geriátrica ampla (AGA) é uma ferramenta composta por escalas que dimensionam globalmente
o idoso. Essas escalas de avaliação complementam a anamnese. Na geriatria, a anamnese deve envolver:
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1. Identificação.
2. Queixa principal (QP) e duração.
3. História da doença atual (HDA).
4. Interrogatório sistemático.
5. Antecedentes pessoais fisiológicos:
Antecedentes de quedas no último ano;
Independência para AVD – atividades da vida diária (banho, alimentação, deambulação);
Queixa de solidão;
AVD (atividades da vida diária)
Antecedente de viuvez, aposentadoria. vs.
6. Antecedentes pessoais patológicos: AIVD (atividades instrumentais da vida
diária)
Doenças da infância: geralmente não se lembram.
AVD = tarefas básicas de autocuidado, como
Doenças apresentadas na vida adulta. alimentar-se, ir ao banheiro, escolher a roupa,
Cirurgias. arrumar-se e cuidar da higiene pessoal,
manter-se continente, vestir-se, tomar banho,
Hospitalizações: época, diagnóstico. andar e transferir.
AIVD = habilidades complexas necessárias
Medicações atuais e passadas. para se viver de forma independente, como
7. Antecedentes familiares. gerenciar finanças, lidar com transporte
(dirigir ou navegar o transporte público), fazer
8. Hábitos e costumes. compras, preparar refeições, usar telefone,
gerenciar medicações, manter as tarefas
9. Exame físico (aula anterior). domésticas.
Conceitos envolvidos:
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Escalas de funcionalidade:
Avaliam o aspecto físico do paciente. São quatro: Katz; Barthel; Pfeiffer; Lawton-Brody.
pontuação entre 12 e 14, apresenta estado nutricional normal/adequado e não precisa prosseguir com a avaliação.
Entretanto, se paciente pontuar menos que 11 na triagem, deve prosseguir com a avaliação.
Na segunda etapa, a pontuação total é de 30 pontos. Se o paciente pontua < 17, considera-se desnutrido; se
o paciente pontua entre 17 e 23,5, considera-se em risco de desnutrição; se o paciente pontua > 24, considera-se
em bom estado nutricional.
Avaliação nutricional:
Como o paciente idoso perde 1cm de altura a cada 10 anos, depois dos 60 anos, o IMC desse paciente é um
pouco mais abrangente.
IMC DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
≤ 22 Baixo peso
> 22 e < 27 Adequado ou eutrófico
≥ 27 a 29,9 Sobrepeso
> 30 Obesidade
Na prática, o mais importante a ser feito é medir circunferência de panturrilha, pois valores menores que
31 cm geralmente indicam sarcopenia.
Velocidade de marcha:
A velocidade da marcha é um importante indicador de funcionalidade dos idosos, pois é capaz de predizer
eventos adversos como: perda de independência; aumento de fraturas e quedas; maior frequência de
hospitalizações, incapacidade e mortalidade.
O normal é que o paciente consiga andar 0,8 metros em 1 segundo. Como fazer na prática? Uma opção é
pedir para o paciente andar 4 metros, desconsiderando o espaço de aceleração e de desaceleração, e calcular
quanto tempo ele leva para isso.
TUG teste:
O TUG teste (Timed up and go test), assim como o de velocidade de marcha, também é um teste de
velocidade.
Nele, o paciente é instruído a se levantar de uma cadeia, andar 3 metros, fazer um giro, voltar os 3 metros
e sentar novamente. O paciente é orientado a fazer esse teste usando seus calçados habituais, a não conversar
durante a execução e a realizá-lo numa velocidade normal, de forma segura.
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Maiores valores de tempo representam maiores riscos de queda. O normal é que isso seja feito em menos
de 10 segundos. Se o paciente faz o teste em menos de 20 segundos, apresenta baixo risco de queda; se faz entre
21 a 29 segundos, apresenta médio risco de queda; se faz 30 segundos ou mais, apresenta alto risco de queda.
Circunferência de panturrilha:
Como já dito, é considerada atualmente o melhor indicador clínico de sarcopenia e está relacionada à
incapacidade funcional e ao risco de quedas. Normal > 31cm.
É considerado normal:
Teste do relógio:
O Teste do Relógio também avalia a cognição. Nele, o avaliador fornece uma folha de papel em branco e
solicita que o paciente desenhe um relógio com os números e, depois disso, desenhe os ponteiros marcando, por
exemplo, 11h e 10min.
Pontuação/escore:
Desenho do círculo correto: 1 ponto
Números na posição correta: 1 ponto
Incluiu todos os 12 números: 1 ponto
Os ponteiros estão na posição correta: 1 ponto
Pede-se ao paciente que diga todos os animais que consegue lembrar, em 1 minuto. O esperado é que ele
diga > 13.