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Teoria do Contrato Social de Rousseau

Aula de sociologia sobre Rousseau
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JEAN-

JACQUES
ROUSSEAU
Teoria do
Contrato Social

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RENASCIMENTO ILUMINISMO

SÉCS. XV-XVI SÉCS. XVII-XVIII

Literatura, arquitectura, humanismo, Método científico, industrialização,


economia mundial racionalidade, astronomia, cálculo

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Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)


Nasce na Suíça, numa família de relojoeiros. Será crítico da
aristocracia e abordará o problema das desigualdades sociais.

O seu principal argumento é que o ser humano é inerentemente bom
(no estado de natureza), mas é corrompido pela sociedade. Faz uma
crítica ao progresso.

Publica em 1762 O Contrato Social, que acaba condenado pelas
autoridades francesas. A obra abre com a frase “o homem nasce livre
e em todo o lado ele está acorrentado”.

Será crítico da democracia representativa e defensor da democracia
direta – esta última representada pelo conceito de “vontade geral”,
fundamental no seu pensamento.

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I. ESTADO DE NATUREZA


No estado de natureza, o ser humano é guiado por apenas dois
impulsos/paixões: auto-preservação (amor de si) e compaixão.

O estado de natureza é pacífico, os indivíduos são solitários, as
relações são casuais. Os recursos são suficientes. Não existe
moralidade, pois esta é uma construção social.

Duas características distinguem os seres humanos dos animais:
liberdade (de escapar ao instinto) e aperfeiçoamento (capacidade de
aprensizagem).

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II. ESTADO DE NATUREZA - TRANSIÇÃO


A transição não é fruto da razão (lei da natureza), mas sim do
aumento da densidade populacional e consequente
interdependência entre indivíduos (ex.: caça, agricultura, indústria).

Surge, nesta fase, um terceiro impulso/paixão: o amor-próprio. Este é
um sentimento negativo para Rosseau - um sentimento comparativo
que mede o sucesso ou falhanço social, com génese na conquista
sexual.

O amor-próprio terá as piores consequências na etapa seguinte de
desenvolvimento da sociedade, com a agricultura e a metalurgia.
Surge a divisão do trabalho, a propriedade privada e formam-se
classes sociais (desigualdade).

Surge também, com a sociedade, a moralidade: a aplicação da razão
na conduta humana, mas que pode ser enganadora, como sugerido
através da metáfora do teatro (pessimismo rousseauniano). Ou seja,
Rosseau reconhece a importância da razão mas não lhe atribui um
papel inerentemente positivo.
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III. O CONTRATO SOCIAL


Para evitar a degeneração em estado de guerra assim como um
governo Hobbesiano, é necessário um novo contrato social: uma forma
de associação que promova a democracia direta, guiada pela “vontade
geral”.

Surge uma distinção entre soberania e governo - o povo soberano
legisla e o governo apenas executa. Assim, todos os indivíduos
obedecem apenas a si próprios e são livres. O governo deve servir o
povo.

Rousseau defende que o governo representativo (de Hobbes e Locke)
irá privilegiar os ricos e poderosos – será um Estado de classe
(antecipação de Marx), que se serve da “razão” para submeter a
restante população.

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IV. O CONTRATO SOCIAL


Existem quatro vontades: a vontade privada, a vontade corporativa, a
vontade de todos (soma), e a vontade geral (interseção). A vontade
geral transcende as vontades privadas e faz convergir a população no
sentido de um interesse comum.

Para transcender a vontade privada, Rosseau recorre à figura do
legislador iluminado, assim como do educador iluminado, apontando
para a importância de pessoas formadas e altruístas (paradoxo).

Fragilidades teóricas: os indivíduos são “forçados a ser livres”…; e um
certo pessimismo latente (a classe aristocrática do governo acabaria
por assegurar o seu domínio elitista).

Fragilidades éticas: Rosseau defende a tolerância religiosa com
excepção para os ateus; Rosseau exclui as mulheres da participação
na democracia direta.

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V. CONCLUSÃO


Rosseau introduz uma atenção às desigualdades sociais e aos conflitos
de classe: “ninguém deve ser tão rico que possa comprar os outros,
nem tão pobre que tenha que se vender”.

A “vontade geral” é o seu conceito mais forte, mas ele é também
ambíguo e difícil de realizar, sobretudo em sociedades muito
populosas, gerando uma tensão entre o totalitário e o comunitário.

Destaca-se também a sua concepção mais aprofundada de cultura e
dos efeitos da vida em sociedade, com referência à densidade
populacional e às atividades económicas como factor explicativo da
passagem para uma sociedade política.

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