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Violência Obstétrica: Conhecimento e Práticas

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ÍNDICE

INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 1

FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA ...................................................... 2

JUSTIFICATIVA ............................................................................................................. 3

OBJECTIVOS .................................................................................................................. 4

1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................... 5

1.1. Noção de violência obstétrica .................................................................................... 5

1.2. Tipos de violência obstétrica ..................................................................................... 7

1.3. Actos que caracterizam violência obstétrica ........................................................... 10

1.4. Consequências da violência obstétrica .................................................................... 11

1.5. O papel do enfermeiro no combate contra à violência obstétrica............................ 13

2. Modo de prevenção e de combate .............................................................................. 14

[Link] de denúncia.................................................................................................... 16

2.2. Responsabilidade civil e penal ................................................................................ 16

2.2.1. Responsabilidade penal do profissional de saúde................................................. 17

3. METODOLOGIA ....................................................................................................... 19

3.1. Tipo de estudo ......................................................................................................... 19

3.2. Local de estudo ........................................................................................................ 19

3.3. População em estudo ............................................................................................... 19

3.4. Amostra ................................................................................................................... 19

3.5. Critério de inclusão .................................................................................................. 19

3.6. Critérios de exclusão ............................................................................................... 19

3.7. Procedimentos éticos ............................................................................................... 19

3.8. Procedimento de recolha de dados .......................................................................... 19

3.9. Processamento de dados .......................................................................................... 20

3.10. Principais variáveis ................................................................................................ 20


4. APRESENTAÇÃO, INTERPRETAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS DO
TRABALHO DE PESQUISA ........................................................................................ 21

CONCLUSÃO ................................................................................................................ 29

CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................... 30

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................... 31

APÊNDICE .................................................................................................................... 32
INTRODUÇÃO
A violência obstétrica vem sendo entendida como toda violência física, moral, ou
psicológica praticada contra as mulheres no momento do parto, pós-parto e puerpério,
sendo constatada em diversas práticas que ocorrem nos sistemas de saúde, tanto público
quanto privado. Podendo ser praticado pelo médico, pelo enfermeiro, pela equipe do
hospital, e até mesmo por um familiar ou acompanhante. A violência obstétrica é uma
acção cotidiana na prática assistencial do profissional de saúde e muitas vezes passa
despercebida, pois, a maioria das mulheres também não reconhecem a violência
obstetrica, sendo de suma importância a orientação das mesmas para que busquem
informações e manifestem suas opiniões, minimizando possíveis consequências no pós-
parto, retomando assim o seu protagonismo, diante do parto e das escolhas e valores de
vida. Por isso, é importante que a mulher conheça mais sobre o assunto, para que possa
identificar e procurar ajuda, caso necessário.

A violência obstétrica é um agrupamento de maus-tratos, sejam eles físicos,


psicológicos ou verbais à mulher em trabalho de parto, além da prática de
procedimentos que não são necessários e invasivos. A violência obstétrica é uma acção
ou omissão recorrente que colocam as mulheres em situações de abuso, desrespeito,
negligências e violações de seus direitos, causando consequências psicológicas,
emocionais e físicas tanto para a mulher, como também para o recém-nascido. Dessa
forma, é considerada violência obstétrica desde o comportamento do enfermeiro, que
fala para a mulher não gritar no decorrer do parto normal, até ao médico que realiza
uma episiotomia indiscriminada. As consequências dos desrespeitos sofridos pela
mulher durante o trabalho de parto são muitas, desde cicatrizes a traumas emocionais.

1
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA
A gestação é um evento biologicamente natural, que representa uma fase importante
na vida de qualquer mulher que passa pela experiência, marcada por diversas
alterações psicofisiológicas, de modo que todo o processo e o contexto em que a
mulher está inserida desde a concepção até a hora do parto, exercerá influência no
desenvolvimento e na percepção da gestante perante esse evento.

Tendo em conta alguns os procedimentos desnecessários, a comunicação inadequada


e o aumento do número de queixas por parte das mulheres gestantes, e não só, que
referiram ter sofrido maus-tratos em várias unidades sanitárias, surgiu em nós uma
questão pertinente:

‘‘Quais são os conhecimentos, atitudes e práticas dos Enfermeiros do Hospital


Municipal de Viana “Kapalanga” sobre a Violência Obstétrica?’’

2
JUSTIFICATIVA
A violência obstétrica é um assunto sério e que vem ganhando mais visibilidade com
reclamações e repercussões de casos decentes. Falar sobre o tema é importante, já que é
alto o número de mulheres que sofrem com abusos, físicos e psicológicos, durante a
gravidez e não sabem, muitas vezes, nem sequer identificar que estão passando por
situações de agressão. No geral, há um grande número de pessoas que desconhecem que
algumas, senão mesmo muitas, práticas adoptadas pelos enfermeiros, médicos e outros
profissionais da área da saúde podem constituir violência obstétrica, por isso se calam e
diante destas práticas e não denúnciam.

3
OBJECTIVOS

Objectivo geral:

 Conhecer as atitudes e práticas dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana


“Kapalanga” sobre os violencia obtétrica no segundo trimestre de 2024.

Objectivos específicos:

 Identificar os sinais de violência obstétrica práticados pelos profissionais de


saúde do Hospital Municipla de Viana sobre a violência obstétrica;
 Avaliar o nível de conhecimento dos Enfermeiros Obstétricos em relação a
violência obstétrica;
 Identificar as consequências da violência obstétrica, bem como o modo de
prevenção.

4
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1.1. Noção de violência obstétrica


A O. M. S. define a violência obstétrica como sendo o conjunto de actos desrespeitosos,
abusos, maus-tratos e negligência contra a mulher e o bebé, antes, durante e depois do
parto, que “equivalem a uma violação dos direitos humanos fundamentais”. O termo
violência obstétrica (V. O.) é utilizado para descrever e abranger diversas formas de
maus-tratos durante a prática profissional da obstetrícia. Inclui abusos físicos,
psicológicos e verbais, além de comportamentos desnecessários e prejudiciais.

A V. O. é um tipo de violência contra a mulher, praticada pelos profissionais da saúde,


que se caracteriza pelo desrespeito, abusos e maus-tratos durante a gestação e/ou no
momento do parto, bem como no pós parto, seja de forma psicológica ou física,
impactando negativamente na qualidade de vida das mulheres.

Apesar de não haver uma lei específica que trate desta matéria, a V. O. constitui uma
violação de direitos humanos e deve ser abordada com a seriedade que se impõe. Toda
mulher tem o direito de escolha da assistência obstétrica e deve, portanto, ter o direito
a todos os procedimentos médicos, tendo assim a sua dignidade assegurada. O parto
sempre foi uma actividade própria da humanidade, principalmente das mulheres,
durante um longo tempo foi considerada como uma prática feminina, sendo
considerado um acto natural desde os primórdios das civilizações, ao longo do tempo
foram adicionados outros significados de valor cultural, através de inúmeras
gerações, e ao longo desse tempo foram sofrendo variadas alterações (WOLFF &
WALDOW, 2008 citado por TEIXEIRA, 2023).

Assim, no contexto do nascimento, a segurança da mulher tornou-se necessária para a


sociedade médica. Mas a vivência de um modelo de parturição em favor da redução
dos riscos maternos e neonatais vem prejudicando a mulher cidadã em seu direito de
escolha, sendo impedida de ser a autora do processo parturitivo ao deixá-la em
segundo plano, resultando na ascensão, pela classe médica, com as suas intervenções,
do papel principal na cena do nascimento.

Considera-se que a maternidade segura é um direito universal da mulher, sendo um


projecto institucional aderido pela O. M. S. a fim de combater a mortalidade materna
e do seu concepto. Desse modo, o aumento da cobertura de melhorias para a

5
qualidade do atendimento nos serviços de saúde representa estratégias a serem
priorizadas para a redução do índice de mortalidade.

Uma vez que a organização dos hospitais é marcada pela imposição aos pacientes, no
sentido de isolamento; submissão em relação aos seus corpos e à sua própria
subjetividade; despersonalização; diminuição do convívio familiar e social;
desrespeito à sua própria capacidade de tomar decisões, surgem obstáculos a essa
nova cultura de atendimento que a política de humanização tenta promover na saúde.
A temática da humanização apresenta-se como antítese da violência e da
incomunicabilidade, reafirmando a importância de ações centradas na ética, no
diálogo e na negociação dos sentidos e rumos de produção de cuidados (MELO et al,
2020).

Existem diversas formas de o serviço de saúde ser prejudicial à mulher durante a


gestação ou no puerpério desde intimidação ou agressão verbal ao negligenciamento de
tratamentos. Os maus-tratos podem incluir violência física ou psicológica, podendo
fazer da experiência do parto um momento traumático para a mulher ou o bebé. A V.
O. está relacionada não apenas ao trabalho de profissionais de saúde, mas também a
falhas estruturais de clínicas, hospitais e do sistema de saúde como um todo. Os
procedimentos desnecessários ou não autorizados pela gestante também se encaixam no
quadro de V. O.; A paciente não pode ser desrespeitada ou não informada sobre
quaisquer procedimentos. Entre os exemplos:

 Abusos físico, sexual ou verbal;


 Discriminação por idade, raça, classe social ou condições médicas;
 Más condições do sistema de saúde, como falta de recursos;
 Recusa na oferta de tratamentos à gestante ou ao bebé;
 Não informar a paciente sobre procedimentos ou desrespeitar a decisão da
mesma.

De acordo com a O. M. S., é considerada V. O. desde abusos verbais, restringir a


presença de acompanhante, procedimentos médicos não consentidos, violação de
privacidade, recusa em administrar analgésicos, violência física, entre outros. A
declaração diz ainda que mulheres solteiras, adolescentes, de baixo poder aquisitivo,
migrantes e de minorias étnicas são as mais propensas a sofrerem abusos, desrespeito e
maus-tratos. A O. M. S. revela ainda que a V. O. é uma violação dos direitos humanos

6
fundamentais. No mundo inteiro, muitas mulheres experimentam abusos, desrespeito,
maus-tratos e negligência durante a assistência ao parto nas instituições de saúde. Isso
representa uma violação da confiança entre as mulheres e suas equipes de saúde e pode
ser também um poderoso desestímulo para as mulheres procurarem e usarem os
serviços de assistência obstétrica.

1.2. Tipos de violência obstétrica

Existem várias formas, maneiras ou modos mediantes os quais a V. O., ou seja, no


quotidiano existem vários actos, comportamentos e/ou práticas que podem configuram
numa V. O.. De salientar que o aqui será quases que impossível esgotar todas as
possibilidades de condutas que constituem essa forma de violência, e sim citar as que
são mais comuns.

Foram encontradas formas de V. O. como: desrespeito, preconceito, manobra de


Kristeller, uso de ocitocina para acelerar o trabalho de parto, episiotomia e cesárea sem
indicação clínica. Quanto aos procedimentos, será preciso rever o uso rotineiro da
tricotomia, infusão intravenosa de rotina no trabalho de parto, administração de
ocitócicos antes do parto de um modo que não se permita controlar seus efeitos, posição
de litotomia, manobra de Kristeller ou similar, com pressões inadequadamente aplicadas
ao fundo uterino no período expulsivo, uso liberal ou rotineiro da episiotomia, posição
de litotomia, prática liberal de cesariana são procedimentos claramente prejudiciais ou
ineficazes e que devem ser eliminadas do trabalho de parto no ponto de vista de alguns
profissionais e doutrinadores.

A O. M. S. reconheceu a V. O. como questão de saúde pública em 2014, bem como


definiu que a V. [Link] ser caracterizada por diversos tipos de comportamentos
abusivos, incluindo violência verbal, restrição da presença de acompanhantes,
realização de procedimentos médicos sem o devido consentimento, violação da
privacidade, negação de analgésicos e violência física, entre outros. Além disso, admitiu
que essa forma de violência representa uma grave violação dos direitos humanos
fundamentais, uma vez que afeta a saúde física, psicológica e social das mulheres e dos
seus bebés.

Considerando que a V. O. pode ocorrer em todas as fases do ciclo gravídico-puerperal,


convém descrever as condutas que podem ser enquadradas como essa forma de
violência, e separar os períodos em que podem ser praticadas. Durante o período de

7
gestação, toda mulher tem direito a um pré-natal e atendimento de qualidade, que visa o
bem-estar da gestante e da criança. Todavia, aquelas condutas que neguem à gestante
tratamentos de qualidade, podem ser caracterizadas como V. O.. Assim, durante a
gravidez, essa forma de violência pode ser praticada por meio das seguintes condutas:

 Negligenciar atendimento de qualidade;


 Negar atendimento nos postos de saúde ou hospitais;
 Violência verbal, por meio de comentários constrangedores à mulher, que a
humilhe, ou ofenda;
 Agendamento de cesárea sem justificativa baseada em evidências científicas.

Teixeira (2023), enumera as seguintes condutas que podem ser praticadas


durante o parto, seja ele normal, natural ou cesárea:

 Amniotomia: indução do trabalho de parto.


 Enema: lavagem intestinal que costumava ser realizada rotineiramente.
 Episiotomia: corte cirúrgico realizado no reto ou lateralmente, no momento da
expulsão do bebé. Trata-se de uma prática ainda comum, que contraria as
recomendações do Ministério da Saúde.
 Fórceps: instrumento utilizado para desprender a cabeça do bebê.
 Manobra de Kristeller: procedimento que consiste em colocar os braços e
cotovelos na parte superior do útero, e colocar pressão para a expulsão do bebé.
Tal manobra é perigosa, principalmente em mãos inexperientes. Além de não
haver provas científicas do seu benefício. Traz inúmeros traumas para mulher no
momento do parto.
 Ocitocina sintética: hormónio que causa contrações uterinas, e é utilizado no
início do parto, quando a frequência de contrações está baixa. O uso da ocitocina
vai contra as recomendações da O.M.S.
 Violência psicológica e verbal: ações, palavras ou xingamentos que causem
sentimento de inferioridade, insegurança, ou vulnerabilidade na mulher. Falas
ofensivas e/ou constrangedoras a mulher, relacionadas a sua sexualidade,
número de filhos, cor da pele, religião, ou escolhas no parto.
 Peregrinação por leito: negar a admissão da gestante no hospital ou maternidade.
 Restringir a entrada do acompanhante escolhido pela mulher.
 Dificultar o contato físico entre mãe e o bebé logo após o parto.

8
 Impedir ou dificultar o aleitamento materno.

Os procedimentos ou manobras citados não possuem base científica que justifique a sua
utilização, pelo contrário, a maioria deles não são recomendados pela O. M. S., uma vez
que os seus impactos negativos podem ter consequências gravosas. Ademais, o abuso
verbal como humilhação praticada pelos trabalhadores da saúde, as frases que dizem
profissionais de saúde relacionados ao facto de as mulheres não conseguirem se
expressar durante o parto, como o grito, não receber resposta ou frases ofensivas
como quando é hora de "fazer", fazer sexo, a mulher não gritou e outras do mesmo tipo.
Estes actos realizados em contexto hospitalar não respeitam a mulher em seu
momento de vulnerabilidade durante o parto e pode traumatizá-la por toda a vida
(NASCIMENTO et al, 2017).

A dificuldade de acesso ao pré-natal nas unidades públicas de saúde está directamente


ligada à insatisfação aos atendimentos, a falta de informações necessárias para a
gestação parto e puerpério também foram citadas por outras participantes, já as
participantes que tiveram a oportunidade de ter consultas em rede privada relatam
sentirem-se acolhidas e ter recebido todas as informações necessárias. O pré-natal é uma
ferramenta de aprendizado, de trocas de conhecimentos, experiências, em prol do
melhor desenvolvimento do bebé e saúde da mãe. Assim, realizar educação em saúde a
fim de prevenir a V.O. torna-se fundamental na diminuição dessa prática, empoderando
a mulher acerca de seus direitos, preservando sua autonomia e fortalecendo sua
autoconfiança frente à gravidez. (COSTA et al., 2020 citado por TEIXEIRA, 2023).

Durante o parto, as mulheres ficam sensibilizadas e vulneráveis a sofrer violência.


Trata-se, muitas vezes, de uma violência consentida, pois movidas pelo medo e a
subordinação ao profissional, algumas acabam esquecendo momentaneamente o que
sofrem, movidas pela alegria do nascimento.

Nota-se que é indispensável que haja uma reavaliação da eficácia e da necessidade na


realização dessas intervenções obstétricas, levando em conta os riscos e desconfortos
para as mulheres que passam por esses procedimentos, no intuito de permitir que o parto
normal aconteça de forma mais natural possível.

9
1.3. Actos que caracterizam violência obstétrica

A V. O. tem como característica uma grande falta de respeito aos direitos da mulher,
sejam de ordem sexual, de reprodução ou os próprios direitos humanos, isso acontece
de forma mais contundente nas maternidades públicas, sendo que este facto vem
sendo estudado no enfoque das mulheres durante o parto e nascimento, a falta de
cuidado com as parturientes durante o nascimento de seus filhos, que não raramente
são submetidas frequentemente a procedimentos e intervenções sem necessidade,
causando uma forma de V. O. (NASCIMENTO et al, 2017).

A V. O. é um sério problema de saúde pública que acfeta as mulheres durante a


gestação, parto ou puerpério. Pode caracterizar-se por abusos físicos, procedimentos não
consensuais, quebra da confidencialidade, atendimento desumano, abandono de
cuidados e aprisionamento da paciente. Eis alguns actos que levam identificar ou
originam a violência obstérica:

 Tratar a gestante ou parturiente de forma agressiva, não empática, grosseira,


zombeteira, ou de qualquer outra forma que a faça se sentir mal pelo tratamento
recebido;
 Fazer graça ou recriminar a parturiente por qualquer comportamento como
gritar, chorar, ter medo, vergonha ou dúvidas;
 Fazer graça ou recriminar a mulher por qualquer característica ou acto físico
como, por exemplo, obesidade, pelos, estrias, evacuação e outros;
 Não ouvir as queixas e dúvidas da mulher internada e em trabalho de parto;
 Tratar a mulher de forma inferior, dando-lhe comandos e nomes infantilizados e
diminutivos, tratando-a como incapaz;
 Fazer a gestante ou parturiente acreditar que precisa de uma cesariana quando
esta não se faz necessária, utilizando de riscos imaginários ou hipotéticos não
comprovados e sem a devida explicação dos riscos que alcançam ela e o bebé;
 Recusar atendimento de parto, haja vista este ser uma emergência médica;
 Promover a transferência da internação da gestante ou parturiente sem a análise
e a confirmação prévia de haver vaga e garantia de atendimento, bem como
tempo suficiente para que esta chegue ao local;

10
 Impedir que a mulher seja acompanhada por alguém de sua preferência durante
todo o trabalho de parto;
 Impedir a mulher de se comunicar com o "mundo exterior", tirando-lhe a
liberdade de telefonar, fazer uso de aparelho celular, caminhar até a sala de
espera, conversar com familiares e com seu acompanhante;
 Submeter a mulher a procedimentos dolorosos, desnecessários ou humilhantes,
como lavagem intestinal, raspagem de pelos pubianos, posição ginecológica com
portas abertas, exame de toque por mais de um profissional;
 Deixar de aplicar anestesia na parturiente quando esta assim o requerer;
 Proceder a episiotomia quando esta não é realmente imprescindível;
 Manter algemadas as detentas em trabalho de parto;
 Fazer qualquer procedimento sem, previamente, pedir permissão ou explicar,
com palavras simples, a necessidade do que está sendo oferecido ou
recomendado;
 Após o trabalho de parto, demorar injustificadamente para acomodar a mulher
no quarto;
 Submeter a mulher e/ou bebê a procedimentos feitos exclusivamente para treinar
estudantes;
 Submeter o bebé saudável a aspiração de rotina, injeções ou procedimentos na
primeira hora de vida, sem que antes tenha sido colocado em contato pele a
pele com a mãe e de ter tido a chance de mamar;
 Retirar da mulher, depois do parto, o direito de ter o bebé ao seu lado no
Alojamento Conjunto e de amamentar em livre demanda, salvo se um deles, ou
ambos necessitarem de cuidados especiais;
 Não informar a mulher, com mais de 25 (vinte e cinco) anos ou com mais de 2
(dois) filhos sobre seu direito à realização de ligadura nas trompas gratuitamente
nos hospitais públicos;
 Tratar o pai do bebé como visita e obstar seu livre acesso para acompanhar a
parturiente e o bebê a qualquer hora do dia.

1.4. Consequências da violência obstétrica

O sofrimento advindo da V. O. leva ao adoencimento emocional materno, à dificuldade


de estabelecimento de vínculos da mãe com o bebé e, em alguns casos mais graves,

11
pode até levar ao óbito materno”, Impactos podem ser ainda maiores quando esse tipo
de violência é praticada contra adolescentes pobres, negras e com baixo nível
educacional. Pode-se considerar a violência obstétrica como um novo campo de
estudo a nível mundial, mas ela sempre esteve presente tornando-se um problema
para a sociedade e causando uma mobilização governamental para incentivar as boas
práticas no momento do parto (SILVA et al., 2017).

Desta feita, torna-se imprescindível a explicação do que está acontecendo e do


que irá acontecer com a parturiente, este acto deve partir da equipe de enfermagem em
sua assistência, visto que ela é a que está mais presente da mulher no momento de
seu parto, o enfermeiro não deve criticar os actos cometidos por elas, visto que
cada mulher é única e age de forma diferente no momento do parto. Dar apoio
nesse momento único na vida dela é fundamental para o parto humanizado e para
a experiência positiva (MELO et al., 2020).

Os resultados dessas agressões são inúmeros a depender do caso concreto, porém, o que
todos eles possuem em comum é a deturpação da autonomia da mulher de modo
a mitigar a faculdade inerente a esta de decidir de forma livre sobre o seu corpo e
estabelecer seus limites individuais sobre quais procedimentos devem ou não ser
efectuados. (ALVES et al., 2023 citado por MELO et al, 2020).

Importa referir que grande parte das mulheres acreditam que a V. O. traz
consequências para a vida da mulher, principalmente consequências psicológicas.
Os casos de V. O. não são raros no país e acarretam diversas consequências na vida da
mãe e da criança. Os estudos e pesquisas levantados analisaram e identificaram, dentro
da literatura, a assistência pautada no cuidado integral humanizado para a diminuição
de práticas desnecessárias no contexto do parto e nascimento, visando, justamente, a
prevenção da V. O. (ANTUNES et al., 2022 citado por MELO et al, 2020).

Assim, há que se enfatizar a importância pelo zelo da saúde da mulher durante toda a
gestação, principalmente no trabalho de parto, evitando essa violência que ocorre e vem
a causar danos na mulher ao longo de sua vida. Portanto, ao falar sobre a violência, o
que é, quando ocorre e quais são as possíveis consequências e danos que eles podem
causar na saúde física e psicológica da mulher, buscamos trazer e discutir mais sobre
esse assunto, o qual é pouco discutido e compreendido.

12
Sendo assim, quando se fala sobre quais danos essa violência pode causar a mulher,
Silva e colaboradores (2017), trazem em suas análises que os sofrimentos advindos da
violência sofrida na gestação e no trabalho de parto, perpassam por prejuízos psíquicos
que podem se tornar duradouros, ocasionando traumas que refletem nas mulheres como
o medo de uma nova gestação, por terem experienciado de forma negativa a anterior.
Outras consequências que foram citadas nas pesquisas, em virtude da V. O., foram em
relação a sexualidade da mulher após o procedimento de episiotomia, o qual acaba
afectando tanto a vida sexual, quanto a autoestima, trazendo incómodos físicos como a
dor.

No entanto, os prejuízos à saúde psicológica da mulher são muitos, principalmente


voltados a diminuição, prejuízo e perturbação do desenvolvimento, ou seja, a partir do
momento que a esta é vítima de V. O., ela passa a mudar seus comportamentos por
conta deste ocorrido, podendo desenvolver depressão, se sentir insegura, mas além
disso, pode gerar um trauma que faz com que as mesmas não queiram ter outros filhos
ou até mesmo se sintam incapazes de gerar uma nova vida. Em meio a isso, outro
prejuízo que pode ocorrer é em relação ao vínculo mãe-bebé, onde esta mulher pode ter
dificuldades em amamentar e pode também não conseguir produzir ocitocina.

1.5. O papel do enfermeiro no combate contra à violência obstétrica

O conhecimento científico aliado à habilidade técnica é importante na assistência à


mulher durante o ciclo gravídico puerperal, mas não é suficiente para garantir uma
assistência de qualidade. É preciso que esse saber científico esteja baseado em
evidências e que as habilidades técnicas estejam integradas às habilidades interpessoais
como o respeito ao outro e aos seus desejos e diferenças. empatia; escuta ativa
valorizando dúvidas, queixas e conhecimentos. Todo esse conjunto pode ser
considerado como uma assistência humanizada.

É imprescindível que na formação dos enfermeiros obstetras haja estímulo para a


realização de práticas educativas como grupos de gestantes e casais grávidos. Sabemos
que há por parte das mulheres uma valorização das consultas de pré-natal em grupo,
porém, a maioria delas saem das consultas com dúvidas, medos e ansiedade,
principalmente com a proximidade do parto. E, mesmo quando o profissional tem uma
escuta ativa e faz orientações individuais em consultório, é necessário promover espaço
que possibilite a troca de experiência entre as mulheres, a oportunidade de retirar

13
dúvidas e minimizar medo que circundam a gravidez, o parto e pós-parto. Nestes
espaços, o enfermeiro obstetra pode promover o empoderamento através da informação
(MAIA, 2014 citado por NASCIMENTO et al, 2017).

A experiência violenta do parto pode desencadear danos, impactando negativamente na


vida da mulher e sua percepção diante da gestação. Para que ocorra uma mudança desse
cenário é necessário que a mulher tenha conhecimento acerca de seus direitos e de todo
o processo por qual ela passará, garantindo sua autonomia sobre o ciclo gravídico.

Na área da saúde, a violência não deveria existir por parte de nenhum profissional, pois
o mesmo deve isentar-se de julgamentos e disponibilizar a assistência com qualidade e
dignidade, propiciando satisfação, qualidade de vida e protagonismos aos pacientes. É
importante a atualização dos profissionais de saúde, para que os mesmos sejam capazes
de conhecerem e reconhecerem os direitos das parturientes. Desta forma o enfermeiro
apresenta condições e preparo para o acolhimento destas, atuando de forma ética e
respeitosa, garantindo proteção; orientação; efetividade na comunicação; uso adequado
de protocolos e intervenções além de reduzir a mecanização do cuidado, conduzindo
uma assistência humanizada, integral e holística.

A contribuição humanizada dos profissionais de saúde antes, durante e no pós-parto,


permite o acesso à informação, possibilitando as mulheres de exercerem sua cidadania e
a redução de riscos desnecessários a ela e ao bebé, desencadeando um maior
envolvimento com o processo da gestação e favorecendo sua experiência diante dos
acontecimentos. O apoio e a motivação da equipe de Enfermagem favorecem a atitude
da mulher em abandonar a submissão e retornar ao seu protagonismo, por meio do

estímulo à confiança e o autocuidado. Sendo assim, apoio, orientação e respeito são as


premissas que todos os enfermeiros devem seguir.

2. Modo de prevenção e de combate

O enfermeiro deve buscar em sua assistência, construir vínculo com a parturiente para
proporcionar um parto saudável, evitando-se casos de violência obstétrica e
proporcionando a autonomia da mulher gestante. A constatação de atitudes
caracterizadas pela desumanização do cuidado, medicalização e patologização de
processos naturais e pela violência de género demonstram a necessidade importante do
combate a V. O., na busca por uma assistência digna e de qualidade a mulheres e recém-

14
nascidos. Para prevenção de tal violência foram propostas mudanças como: formação
acadêmica, conhecimento na prática educativa, assistência de qualidade, descasos
científicos, tecnológicos e humanísticos, fortalecimento do modelo assistencial,
planejamento estratégico no setor saúde, base humanista e olhar clínico do profissional,
corroborando para um processo fisiológico, que pode reduzir a V. O..
Dentro desta perspectiva, a O. M. S. destaca o papel da enfermagem obstétrica na
prevenção da V. O., dada a proximidade e vínculo dessa categoria profissional com
as gestantes. Dessa forma, é de suma importância que enfermeiros actuem:
 Explicando de forma clara à mulher todos os processos a serem
realizados, com esclarecimento de dúvidas;
 Evitando a realização de procedimentos invasivos, que causem dor e que tragam
riscos, salvo indicação estrita;
 Ouvindo a paciente e junto à equipe, garantindo um tratamento equânime, sem
discriminações e humilhações;
 Respeitando o direito de acompanhante da escolha da mulher;
 Orientando a gestante acerca dos direitos relacionados à maternidade e
reprodução;
 Aperfeiçoando seu próprio conhecimento técnico, com constante actualização.

Levando-se em consideração a grande dificuldade de constatação da V. O., já


mencionada, na maioria dos casos, devido à falta de conhecimento técnico tanto da
vítima quanto de seu acompanhante, é notável, como forma de prevenção, a
elaboração e compartilhamento de cartilha explicativa, indicando possíveis situações de
desrespeito e agressões aos direitos da mulher no momento da parturição (TEIXEIRA,
2023, p. 18).
Da mesma maneira, a promoção de discussão em grupos de gestantes sobre a temática
se demonstra essencial para elevar o nível de conhecimento social e reduzir a
ocorrência das diversas formas de abuso. Esse compartilhamento de informações pode
ser potencializado através da conectividade, com o uso das mídias e tecnologias de
informação, como ferramentas importantes de comunicação entre as mulheres na
promoção da saúde feminina e combate contra a V. O.; O incentivo à visibilização desse
problema de saúde pública e a responsabilização dos envolvidos também se fazem
relevantes.

15
2.1. Forma de denúncia

Caso sejas vítima, presencies ou sejas parentes de uma vítima de V. O., efectue uma
denúncia, pois esta é uma das formas de evitar que tais práticas repitam-se e que surjam
novas vítimas ou que haja redução do número de casos. A realização de denúncia é
um instrumento fundamental na prevenção e redução de casos, podendo ser feita no
hospital ou serviço de saúde em que foi realizado o atendimento à paciente, na
secretaria de saúde responsável ou nos conselhos de classe. Outra medida essencial
na prevenção e combate à VO é o aperfeiçoamento deste instituto, que carece de
regulamentação urgente, com vistas a promover segurança jurídica na relação médico-
gestante-sociedade (ZANARDO et al., 2017).

De acordo com o Ministério da Saúde, muitas vítimas desse tipo de abuso não tem
consciência de tal violência que pode ser física e/ou psicológica e atinge boa parte das
mulheres e bebés em todo o país e que geralmente resulta em sequelas e até mesmo
morte. Os profissionais de saúde são coadjuvantes desta experiência e desempenham
importante papel. Têm a oportunidade de colocar seu conhecimento a serviço do bem-
estar da mulher e do bebé, reconhecendo os momentos críticos em que suas
intervenções são necessárias para assegurar a saúde de ambos. Podem minimizar a dor,
ficar ao lado, dar conforto, esclarecer, orientar, enfim, ajudar a parir e a nascer.
Precisam lembrar que são os primeiros que tocam cada ser que nasce e ter
autoconsciência dessa responsabilidade.

2.2. Responsabilidade civil e penal

Realizadas as exposições das diversas situações que podem ser consideradas V. O., faz-
se necessário ponderar sobre a responsabilidade jurídica que surgirá para aquele que
praticá-la, uma vez que isso poderá acarretar uma responsabilidade jurídica civil, penal
ou ambas. Assim, importa diferenciar a responsabilidade civil da responsabilidade
penal. A responsabilidade, seja civil ou penal, pressupõe a prática de actos ilícitos,
sustentados de uma conduta perante o ordenamento jurídico. Sendo que, a
responsabilidade civil se ocupará com as relações jurídicas entre indivíduos no âmbito
do direito privado, enquanto a responsabilidade penal corresponde a uma conduta
proibida, que envolva o Estado e o indivíduo, no âmbito do direito público.

16
Para os doutrinadores Rosenvald e Neto (2018), enquanto a responsabilidade civil visa
uma resposta ao dano injusto, e busca sua reparação, a responsabilidade penal tem como
intuito punir uma conduta ilegal e educar o ofensor, a fim de garantir a proteção da
sociedade e eliminar a ofensa causada pelo crime. Ademais, no ilícito civil o agente o
comete por ação ou omissão de maneira voluntária com negligência, imprudência ou
imperícia, enquanto o ilícito penal é cometido pelo agente que por ação ou omissão
culpável viola uma conduta tipificada pelo Direito Penal. Convém ressaltar que o direito
penal deverá ser aplicado apenas quando for indispensável, ou seja, quando o grau de
reprovação da conduta praticada for elevado, e ofender bem jurídico relevante e
indisponível.

2.2.1. Responsabilidade penal do profissional de saúde

Ao tratar do tema V. O., verifica-se que os profissionais de saúde que podem ser
responsabilizados são aqueles que estejam envolvidos no atendimento à mulher, durante
a gestação, parto, pós-parto, ou abortamento. Ademais, devido à natureza dos serviços
prestados, eventuais erros podem ocasionar consequências extremamente graves.

A responsabilização penal dos profissionais de saúde aparece quando o profissional, no


exercício da sua profissão comete um erro que é enquadrado em um tipo penal, sendo
que este erro é cometido quando o profissional adota uma conduta inadequada, que
poderá ocasionar um dano a vida, ou à saúde de alguém, caracterizada por imperícia,
negligência ou imprudência, tratando-se de uma conduta culposa. Essa responsabilidade
também surgirá quando o profissional tem a intenção de praticar aquele dano, refere-se
a conduta dolosa. Ressalta-se que deve haver um nexo causal entre o dano (o resultado
típico) e a conduta do profissional de saúde, bem como, a conduta danosa deve estar
tipificada como crime, para que este possa ser responsabilizado penalmente (NUCCI,
2022).

Mesmo não havendo uma lei específica que trata da V. O., os profissionais que a
praticarem podem responder a nível disciplinar, civil e penal. O ordenamento jurídico
angolano apresenta alguns tipos penais aplicáveis no caso de violência obstétrica, tais
como:

 Ofensa simples à integridade física (art.º 159.º do C. P. A.);


 Ofensa à integridade física por negligência (art.º 164.º do C. P. A.);
 Maus-tratos a menores, incapazes ou familiares (art.º 168.º do C. P. A.);

17
 Intervensão médico-cirúrgica sem consentimento (art.º 179.º do C. P. A.);
 Abuso sexual de pessoa incosciente ou incapaz de resistir (art.º 184.º do C. P.
A.);
 Discriminação, injúria, difamação, calúnia (art.º 212.ºss do C. P. A

18
3. METODOLOGIA

3.1. Tipo de estudo

Realizou-se um estudo observacional, descritivo e transversal com uma abordagem


qualitativa.

3.2. Local de estudo

A pesquisa foi realizada na província de Luanda, concretamente no Hospital Municipal


de Viana “Kapalanga” no segundo trimestre 2024.

3.3. População em estudo

A população em estudo foram os 40 enfermeiros do Hospital Municipal de Viana


“Kapalanga”.

3.4. Amostra

Usou-se o tipo de amostragem não probabilistica, costituida por 20 Enfermeiros.

3.5. Critério de inclusão

Foram incluidos no estudo, todos os enfermeiros que se fizerem presentes no local de


estudo, no dia da recolha de dados e os que concordaram fazer parte do estudo.

3.6. Critérios de exclusão

Foram excluidos todos os enfermeiros que estiverem ausente do local de estudo no


momento da recolha de dados e os que rejeitaram participar do estudo.

3.7. Procedimentos éticos


São considerados procedimentos éticos todos procedimentos que visa impedir agressão
física, psicologica, emocional ou invasiva de privacidade da pessoa envolvida no estudo
ou ainda que coloca em causa a funcionalidade da instituição.

Após a aprovação do protocolo ofício a direção do Instituto Técnico Privado de Sáude


Padre Martins Ferreira, entramos em contacto aqueles que se enquadram nos critérios
inclusão e foram informados sobre os objectivos do estudo, da confiabilidade dos dados,
assim como o modo de aplicação e o destino dos dados obtidos. Estando de acordo com
os Termos de Concentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

3.8. Procedimento de recolha de dados

19
Os dados foram recolhidos por intermédio de ficha de inquérito (questionário) que teve
perguntas abertas e fechadas.

3.9. Processamento de dados

Os dados foram processados em tabela no sistema informático Windows por onde


foram utilizados os seguintes programas:

1. Programa Microsoft word para elaboração do texto;


2. Programa Microsoft Excel para elaboração de tabelas;
3. Programa Microsoft powerpoint será utilizado para apresentação dos resultados.

3.10. Principais variáveis

1. Variáveis socio-demográfica: Idade, género e nível académico;


2. Variáveis de estudo: Conceito, causas, sinais e sintomas, tratamento, cuidados
de enfermagem e prevençao.

20
4. APRESENTAÇÃO, INTERPRETAÇÃO E ANÁLISE DOS
RESULTADOS DO TRABALHO DE PESQUISA

Tabela 1. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana


“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
quanto ao sexo, no segundo trimestre de 2024.
Gênero Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
Masculino 7 35
Feminino 13 65
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito

Interpretação: De acordo com a tabela 1, podemos constatar que do 20 Enfermeiro


inquiridos, 13 (65%) referiram ser do sexo feminino e 7 (35%) referiram ser do sexo
masculino.

Tabela 2. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana


“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
quanto à idade, no segundo trimestre de 2024.
Faixa etária/anos Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
22-27 5 25
28-33 5 25
34-39 3 15
40-46 7 35
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito

Interpretação: De acordo com a tabela 2, podemos constatar que dos 20 Enfermeiros


inquiridos, 7 (35%) referiram ter idade compreendidas entre 40 à 46 anos e 3 (15%)
referiram ter idades compreendidas entre 34 à 39 anos

21
Tabela 3. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
quanto ao nível académico, no segundo trimestre de 2024.
Nível académico Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
Técnico de Enfermagem 12 60
Enfermeiro 8 40
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito

Interpretação: de acordo com a tabela 3, podemos constatar que dos 20 Enfermeiros


inquiridos, 12 (60%) referiram ser Técnicos de Enfermagem e 8 (40%) referiram ser
Enfermeiros.

Tabela 4. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana


“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
relativamente ao conhecimento da violência obstétrica, no segundo trimestre de 2024.
Tem conhecimento Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
da V. O.?
Sim 18 90
Não 2 10
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito

Interpretação: de acordo com a tabela 4, podemos constatar que dos 20 Enfermeiros


inquiridos, 18 (90%) referiram ter conhecimento sobre a V. O. e 2 (10%) referiram não
ter conhecimento sobre a V. O..

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Tabela 5. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
relativamente à como podemos identificar a V. O., no segundo trimestre de 2024.
Como podemos Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
identificar a V. O.?
Sinais físicos na 14 70
parturiente
Apatia da parturiente 6 30
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito

Interpretação: de acordo com a tabela 5, podemos constatar que dos 20 Enfermeiros


inquiridos, 14 (70%) referiram que a V. O. pode ser identificada pelos sinais físicos na
parturiente e 6 (30%) referiram que a V. O. pode ser identificada pela apatia da
parturiente.

Tabela 6. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana


“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
quanto à V. O. afecta o desenvolvimento do fecto , no segundo trimestre de 2024.
A V. O. afecta o Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
desenvolvimento do
fecto?
Sim 19 95
Não 1 5
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito

Interpretação: de acordo com a tabela 6, podemos constatar que dos 20 Enfermeiros


inquiridos, 19 (95%) referiram que a V. O. afecta o desenvolvimento do fecto e 1 (5%)
referiu que a V. O. não afecta o desenvolvimento do fecto.

23
Tabela 7. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
quanto à Quais são os tipos V. O. que conheces, no segundo trimestre de 2024.
Quais são os tipos V. O. Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
que conheces?
Física, verbal e 8 40
psicológica 3 15
Física e psicológica 2 10
Física, verbal e sexual 7 35
Física e verbal
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito

Interpretação: de acordo com a tabela 7, podemos constatar que dos 20 Enfermeiros


inquiridos, 8 (40%) referiram que os tipos de V. O. que conhecem são física, verbal e
psicológica e 2 (10%) referiaram que os tipos de V. O. que conhecem são física, verbal
e sexual.

24
Tabela 8. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
quanto à Quais são os cuidados enfermagem em pacientes que apresentam sinais de
V. O. que conheces, no segundo trimestre de 2024.
Quais são os cuidados
de enfermagem em Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
pacientes que
apresentam sinais de V.
O. que conheces
Acompanhamento 8 40
psicológico
Avaliaçao dos sinais 4 20
vitais
Exame fisico e controle 3 15
de hemorragia
Garantir a privacidade 2 10
da paciente e
confidencialidade das
informaçoes
Orientar os 3 15
procedimentos, colocar
acesso venoso e
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito

Interpretação: De acordo com a tabela 8, podemos constatar que dos 20 Enfermeiros


inquiridos, 8 (40%) referiram que os cuidados de enfermagem em pacientes que
apresentam sinais de V. O.. é o acompanhamento psicológico e 2 (10%) referiram que
os cuidados de enfermagem em pacientes que apresentam sinais de V. O. são as
orientações sobre os seus direitos e as opções desponiveis para buscar ajuda e justiça.

25
Tabela 9. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
relativamente à o que é a violencia obstétrica, no segundo trimestre de 2024.
O que é a violencia Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
obstétrica?
Maus tratos durante a 18 90
assistencia do trabalho
de parto
Apatia dos enfermeiros 2 10
durante a assistencia
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito

Interpretação: de acordo com a tabela 9, podemos constatar que dos 20 Enfermeiros


inquiridos, 18 (90%) referiram que a violencia obstétrica são os maus tratos durante a
assistencia do trabalho de parto e 2 (10%) referiaram que a violencia obstétrica é a
apatia dos enfermeiros durante a assistencia.

26
Tabela 10. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência
obstétrica, quanto aos cuidados de enfermagem durante o trabalho de parto. No
segundo trimestre de 2024.
Quais são os cuidados de Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
enfermagem durante o
trabalho de parto?
Acompanhamento 4 20
psicológico
Avaliação dos sinais vitais 8 40
e exame físico
Controle de hemorragias e 3 15
exame físico
Orientação dos seus 2 10
direitos e opções
disponíveis para buscar
ajuda e justiça
Garantir a privacidade e 3 15
confidencialidade das
informações
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito

Interpretação: de acordo com a tabela 10, podemos constatar que dos 20 Enfermeiros
inquiridos, 8 (40%) referiram que os cuidados de enfermagem durante o trabalho de
parto é a valiação dos sinais vitais e o exame físico e 2 (10%) referiaram que os
cuidados de enfermagem durante o trabalho de parto são as orientações sobre os seus
direitos e opções disponíveis para buscar ajuda.

27
Tabela 11. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
relativamente à o que é a violencia obstétrica, no segundo trimestre de 2024.
Quais são as Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
consequencias da
violencia obstétrica
Depressão e aborto 2 10
Depressão, aborto e 4 20
trauma
Adoecimento emocional 2 10
Transtornos psicológicos 1 5
Depressão e trauma 2 10
Mau desenvolvimento do 2 10
fecto
Trauma e depressão 3 15
Morte ou parto pré- 2 10
maturo
Morte do feto e 2 10
transtorno psicológico
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito

Interpretação: De acordo com a tabela 11, podemos constatar que dos 20 Enfermeiros
inquiridos, 4(20%) referiram que as consequencias dos maus tratos obstétricos são
depressão, aborto e trauma e 1 (5%) referiu que as consequencias da violencia obstétrica
são transtornos psicológicos.

28
CONCLUSÃO
Portanto, tendo em conta os dados obtidos durante a nossa pesquisa, no Hospital
Municipal de Viana Kapalanga, os cuidados de enfermagem em pacientes que
apresentam sinais de violencia obstétrica são: Avaliação dos sinais vitais, exame físico,
controle de hemorragias, garantir a privacidade, confidencialidade, preservação da
integridade da mulher e o acompanhamento psicológico, sendo que 8 (40%)
responderam acertivamente sobre os cuidados de enfermagem, logo os cuidados são
bem prestados.

No entanto, não cabe apenas aos psicólogos buscar a prevenção e o combate dessas
práticas reprováveis, que configuram a V. O., mas toda a equipa hospitalar precisa ou
deve buscar compreender aspestos sobre este assunto, evitar e combater tais práticas e
deve também zelar pelo seu código de ética, promovendo a saúde e bem-estar da
mulher, assim como do bebé. Os profissionais de saúde são coadjuvantes desta
experiência e desempenham importante papel na luta contra a V. O.. Vale realçar que a
V. O. pode ocorrer em todas as fases do ciclo gravídico-puerperal, ou seja, ela pode
ocorrer a durante o período de gestação, parto e pós-parto, e pode ser caracterizada por
diversas práticas abusivas e pelo tratamento desumanizado, por parte dos profissionais
de saúde.

29
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desafio para a elaboração e realisação desse trabalho foi para aprofundar o nosso
conhecimento sobre o tema, e encinou-nos a trabalhar de um modo mas colaborativo e
eficiente.

Porém, é importante que se promova todo o conhecimento adiquirido e não só, por isso
enfatizamos o seguimtes pontos:

1. Maior apoio dos governos e de parceiros do desenvolvimento social para a


pesquisa e ação contra o desrespeito e os maus-tratos;
2. Começar, apoiar e manter programas desenhados para melhoras a qualidade dos
cuidados de saúde materna, com forte enfoque no cuidado respeitoso como
componente essencial da qualidade da assistência;
3. Enfatizar os direitos das mulheres a uma assistência digna e respeitosa durante a
gravidez e o parto;
4. Produzir dados relativos a práticas respeitosas e desrespeitosas na assistência à
saúde, com sistemas de responsabilização e apoio significativo aos profissionais;
5. Envolver todos os interessados, inclusive as mulheres, nos esforços para
melhorar a qualidade da assistência e eliminar o desrespeito e as práticas
abusivas.

30
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARVALHO V. F, et al. Direitos das parturientes: conhecimento da adolescente


e acompanhante. Saúde Soc. São Paulo, 2014; 23(2):572-581.

GARCIA APRF, et al. Processo de enfermagem na saúde mental: revisão


integrativa da literatura. Rev Bras Enferm. São Paulo, 2017; 70(1):209-18.

[Link]

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enfoque nos aspectos físicos e psicológicos. Brazilian Journal of Development, v. 6, n.
10, p.83635-83650, 2020. Disponível em:
[Link]

NASCIMENTO L. C. et al. Relato de puérperas acerca da violência obstétrica nos


serviços públicos. Rev. Enferm. UFPE on line., Recife, São Paulo, 2017;

NUCCI, Guilherme. Manual de Direito Penal. 18. ed. Rio de Janeiro - RJ: Grupo
GEN, 2022.

ROCHA M. J; GRISI EP. Violência Obstétrica e suas Influências na Vida de


Mulheres que Vivenciaram essa Realidade. Revista Multidisciplinar e de
Psicologia, São Paulo, 2017; 11(38):623-635.

ROSENVALD, Nelson; NETTO, Felipe Peixoto Braga. Curso de Direito Civil.


Responsabilidade Civil. 5 ed. Salvador: Editora JusPodivm, 2018.

SILVA T. M, et al. Sentimentos Causados pela Violência Obstétrica em Mulheres


de Município do Nordeste Brasileiro. Revista Prevenção de Infecção e Saúde,
Piauí, 2017; 3(4):25-34.

TEIXEIRA, Niceane dos Santos Figueiredo. Conhecendo os direitos e as violências


no parto: cartilha para a gestante. 1. ed. Belém: Neurus, 2023.

TESSER, C.D. et al. Violência obstétrica e prevenção quaternária: o que fazer?.


Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, v. 10, n. 35, p.1-12, 2015.
Disponível em:

31
APÊNDICE

32
REPÚBLICA DE ANGOLA
APÊNDICE A GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
GABINETE PROVINCIAL DE EDUCAÇÃO/SAÚDE
«INSTITUTO MÉDIO DE SAÚDE PADRE MARTINS FERREIRA»

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE ESCLARECIDO

Nós, abaixo assinado, finalista do curso Enfermagem do Instituto Técnico Privado de


Saúde Padre Martins Ferreira, referente ao ano letivo 2023/2024 estamos a realizar uma
pesquisa sobre o Conhecimento, Atitudes e Práticas dos Enfermeiros do Hospital
Municipal de Viana “Kapalanga” sobre A Violência Obtétrica no Primeriro
Trimestre de 2024.

Por isso, estamos a pedir a sua colaboração para participar no estudo, respondendo
a um instrumento que contém várias questões relacionadas com conhecimento
sobre o assunto em epigrafe.

A participação no estudo é voluntária e não terá nenhum custo ou risco para a


sua pessoa; a sua identidade será mantida no anonimo.

Declaro que, após ter recebido e entendido os esclarecimento, aceito participar no


estudo.

Luanda, aos_______de________________________de 20____.

Assinatura do/a entrevistado/a Assinatura dos pesquisadores

_________________________ _______________________
_________________________
___________________________
___________________________
___________________________
___________________________
___________________________
___________________________
___________________________

1
APÊNDICE B REPÚBLICA DE ANGOLA
GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
GABINETE PROVINCIAL DE EDUCAÇÃO/SAÚDE
INSTITUTO MÉDIO DE SAÚDE PADRE MARTINS FERREIRA

FICHA DE INQUÉRITO
Título: Conhecimento, Atitudes e Práticas dos Enfermeiros do Hospital Municipal de
Viana “Kapalanga” sobre A Violência Obtétricos no Primeriro Trimestre de 2024.

O presente inquérito é anónimo e confidencial, visando recolher informações sobre os


conhecimentos e práticas de Enfermagem sobre a violência obstétrica no hospital
municipal de Viana “Kapalanga”.

Responde com clareza as seguintes questões, marcando as verdadeiras com (x).


Inquérito
1. Sexo
Feminino
Masculino
2. Idade____anos

3. Grau de Escolariadade
 Auxiliar de Enfermagem
 Técnico de
Enfermagem
 Bacharel em
Enfermagem
 Enfermeiro

 Enfermeiro
Especialista
4. CONHECIMENTO SOBRE A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Alguma vez ouviu falar sobre a violência obstétrica?
1. SIM

2. NÃO

5. O QUE É A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA ?


a) É uma doença hereditária

b) É uma doença Infecciosa

c) É uma doença sexualmente transmissível

d) É o mal-trato durante a assistência do trabalho de parto

6. COMO PODEMOS IDENTIFICAR OS SINAIS DE VIOLÊNCIA


OBSTÉTRICA?
a) Sinais fisicos na paciente

b) Apatia da parturiente durante o parto

c) Febre

d) Hemorragia

7. A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA AFECTA O DESENVOLVIMENTO DO


FETO?
A) Sim
B) Não

8. QUAIS SÃO OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM UMA PACIENTES


QUE APRESENTA SINAS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA?
_____________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

9. QUAIS SÃO OS TIPOS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA QUE EXITEM?


______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
10. QUAIS SÃO OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM DURANTE O
TRABALHO DE PARTO?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

11. QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DA VIOLENCIA OBSTÉTRICA?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_________

Instituto Técnico Privado de Saúde Padre Martins Ferreira, aos_____de_____


2024

O inquiridor O participante
______________________ _______________________

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