Violência Obstétrica: Conhecimento e Práticas
Violência Obstétrica: Conhecimento e Práticas
INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 1
JUSTIFICATIVA ............................................................................................................. 3
OBJECTIVOS .................................................................................................................. 4
[Link] de denúncia.................................................................................................... 16
3. METODOLOGIA ....................................................................................................... 19
CONCLUSÃO ................................................................................................................ 29
APÊNDICE .................................................................................................................... 32
INTRODUÇÃO
A violência obstétrica vem sendo entendida como toda violência física, moral, ou
psicológica praticada contra as mulheres no momento do parto, pós-parto e puerpério,
sendo constatada em diversas práticas que ocorrem nos sistemas de saúde, tanto público
quanto privado. Podendo ser praticado pelo médico, pelo enfermeiro, pela equipe do
hospital, e até mesmo por um familiar ou acompanhante. A violência obstétrica é uma
acção cotidiana na prática assistencial do profissional de saúde e muitas vezes passa
despercebida, pois, a maioria das mulheres também não reconhecem a violência
obstetrica, sendo de suma importância a orientação das mesmas para que busquem
informações e manifestem suas opiniões, minimizando possíveis consequências no pós-
parto, retomando assim o seu protagonismo, diante do parto e das escolhas e valores de
vida. Por isso, é importante que a mulher conheça mais sobre o assunto, para que possa
identificar e procurar ajuda, caso necessário.
1
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA
A gestação é um evento biologicamente natural, que representa uma fase importante
na vida de qualquer mulher que passa pela experiência, marcada por diversas
alterações psicofisiológicas, de modo que todo o processo e o contexto em que a
mulher está inserida desde a concepção até a hora do parto, exercerá influência no
desenvolvimento e na percepção da gestante perante esse evento.
2
JUSTIFICATIVA
A violência obstétrica é um assunto sério e que vem ganhando mais visibilidade com
reclamações e repercussões de casos decentes. Falar sobre o tema é importante, já que é
alto o número de mulheres que sofrem com abusos, físicos e psicológicos, durante a
gravidez e não sabem, muitas vezes, nem sequer identificar que estão passando por
situações de agressão. No geral, há um grande número de pessoas que desconhecem que
algumas, senão mesmo muitas, práticas adoptadas pelos enfermeiros, médicos e outros
profissionais da área da saúde podem constituir violência obstétrica, por isso se calam e
diante destas práticas e não denúnciam.
3
OBJECTIVOS
Objectivo geral:
Objectivos específicos:
4
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Apesar de não haver uma lei específica que trate desta matéria, a V. O. constitui uma
violação de direitos humanos e deve ser abordada com a seriedade que se impõe. Toda
mulher tem o direito de escolha da assistência obstétrica e deve, portanto, ter o direito
a todos os procedimentos médicos, tendo assim a sua dignidade assegurada. O parto
sempre foi uma actividade própria da humanidade, principalmente das mulheres,
durante um longo tempo foi considerada como uma prática feminina, sendo
considerado um acto natural desde os primórdios das civilizações, ao longo do tempo
foram adicionados outros significados de valor cultural, através de inúmeras
gerações, e ao longo desse tempo foram sofrendo variadas alterações (WOLFF &
WALDOW, 2008 citado por TEIXEIRA, 2023).
5
qualidade do atendimento nos serviços de saúde representa estratégias a serem
priorizadas para a redução do índice de mortalidade.
Uma vez que a organização dos hospitais é marcada pela imposição aos pacientes, no
sentido de isolamento; submissão em relação aos seus corpos e à sua própria
subjetividade; despersonalização; diminuição do convívio familiar e social;
desrespeito à sua própria capacidade de tomar decisões, surgem obstáculos a essa
nova cultura de atendimento que a política de humanização tenta promover na saúde.
A temática da humanização apresenta-se como antítese da violência e da
incomunicabilidade, reafirmando a importância de ações centradas na ética, no
diálogo e na negociação dos sentidos e rumos de produção de cuidados (MELO et al,
2020).
6
fundamentais. No mundo inteiro, muitas mulheres experimentam abusos, desrespeito,
maus-tratos e negligência durante a assistência ao parto nas instituições de saúde. Isso
representa uma violação da confiança entre as mulheres e suas equipes de saúde e pode
ser também um poderoso desestímulo para as mulheres procurarem e usarem os
serviços de assistência obstétrica.
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gestação, toda mulher tem direito a um pré-natal e atendimento de qualidade, que visa o
bem-estar da gestante e da criança. Todavia, aquelas condutas que neguem à gestante
tratamentos de qualidade, podem ser caracterizadas como V. O.. Assim, durante a
gravidez, essa forma de violência pode ser praticada por meio das seguintes condutas:
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Impedir ou dificultar o aleitamento materno.
Os procedimentos ou manobras citados não possuem base científica que justifique a sua
utilização, pelo contrário, a maioria deles não são recomendados pela O. M. S., uma vez
que os seus impactos negativos podem ter consequências gravosas. Ademais, o abuso
verbal como humilhação praticada pelos trabalhadores da saúde, as frases que dizem
profissionais de saúde relacionados ao facto de as mulheres não conseguirem se
expressar durante o parto, como o grito, não receber resposta ou frases ofensivas
como quando é hora de "fazer", fazer sexo, a mulher não gritou e outras do mesmo tipo.
Estes actos realizados em contexto hospitalar não respeitam a mulher em seu
momento de vulnerabilidade durante o parto e pode traumatizá-la por toda a vida
(NASCIMENTO et al, 2017).
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1.3. Actos que caracterizam violência obstétrica
A V. O. tem como característica uma grande falta de respeito aos direitos da mulher,
sejam de ordem sexual, de reprodução ou os próprios direitos humanos, isso acontece
de forma mais contundente nas maternidades públicas, sendo que este facto vem
sendo estudado no enfoque das mulheres durante o parto e nascimento, a falta de
cuidado com as parturientes durante o nascimento de seus filhos, que não raramente
são submetidas frequentemente a procedimentos e intervenções sem necessidade,
causando uma forma de V. O. (NASCIMENTO et al, 2017).
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Impedir que a mulher seja acompanhada por alguém de sua preferência durante
todo o trabalho de parto;
Impedir a mulher de se comunicar com o "mundo exterior", tirando-lhe a
liberdade de telefonar, fazer uso de aparelho celular, caminhar até a sala de
espera, conversar com familiares e com seu acompanhante;
Submeter a mulher a procedimentos dolorosos, desnecessários ou humilhantes,
como lavagem intestinal, raspagem de pelos pubianos, posição ginecológica com
portas abertas, exame de toque por mais de um profissional;
Deixar de aplicar anestesia na parturiente quando esta assim o requerer;
Proceder a episiotomia quando esta não é realmente imprescindível;
Manter algemadas as detentas em trabalho de parto;
Fazer qualquer procedimento sem, previamente, pedir permissão ou explicar,
com palavras simples, a necessidade do que está sendo oferecido ou
recomendado;
Após o trabalho de parto, demorar injustificadamente para acomodar a mulher
no quarto;
Submeter a mulher e/ou bebê a procedimentos feitos exclusivamente para treinar
estudantes;
Submeter o bebé saudável a aspiração de rotina, injeções ou procedimentos na
primeira hora de vida, sem que antes tenha sido colocado em contato pele a
pele com a mãe e de ter tido a chance de mamar;
Retirar da mulher, depois do parto, o direito de ter o bebé ao seu lado no
Alojamento Conjunto e de amamentar em livre demanda, salvo se um deles, ou
ambos necessitarem de cuidados especiais;
Não informar a mulher, com mais de 25 (vinte e cinco) anos ou com mais de 2
(dois) filhos sobre seu direito à realização de ligadura nas trompas gratuitamente
nos hospitais públicos;
Tratar o pai do bebé como visita e obstar seu livre acesso para acompanhar a
parturiente e o bebê a qualquer hora do dia.
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pode até levar ao óbito materno”, Impactos podem ser ainda maiores quando esse tipo
de violência é praticada contra adolescentes pobres, negras e com baixo nível
educacional. Pode-se considerar a violência obstétrica como um novo campo de
estudo a nível mundial, mas ela sempre esteve presente tornando-se um problema
para a sociedade e causando uma mobilização governamental para incentivar as boas
práticas no momento do parto (SILVA et al., 2017).
Os resultados dessas agressões são inúmeros a depender do caso concreto, porém, o que
todos eles possuem em comum é a deturpação da autonomia da mulher de modo
a mitigar a faculdade inerente a esta de decidir de forma livre sobre o seu corpo e
estabelecer seus limites individuais sobre quais procedimentos devem ou não ser
efectuados. (ALVES et al., 2023 citado por MELO et al, 2020).
Importa referir que grande parte das mulheres acreditam que a V. O. traz
consequências para a vida da mulher, principalmente consequências psicológicas.
Os casos de V. O. não são raros no país e acarretam diversas consequências na vida da
mãe e da criança. Os estudos e pesquisas levantados analisaram e identificaram, dentro
da literatura, a assistência pautada no cuidado integral humanizado para a diminuição
de práticas desnecessárias no contexto do parto e nascimento, visando, justamente, a
prevenção da V. O. (ANTUNES et al., 2022 citado por MELO et al, 2020).
Assim, há que se enfatizar a importância pelo zelo da saúde da mulher durante toda a
gestação, principalmente no trabalho de parto, evitando essa violência que ocorre e vem
a causar danos na mulher ao longo de sua vida. Portanto, ao falar sobre a violência, o
que é, quando ocorre e quais são as possíveis consequências e danos que eles podem
causar na saúde física e psicológica da mulher, buscamos trazer e discutir mais sobre
esse assunto, o qual é pouco discutido e compreendido.
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Sendo assim, quando se fala sobre quais danos essa violência pode causar a mulher,
Silva e colaboradores (2017), trazem em suas análises que os sofrimentos advindos da
violência sofrida na gestação e no trabalho de parto, perpassam por prejuízos psíquicos
que podem se tornar duradouros, ocasionando traumas que refletem nas mulheres como
o medo de uma nova gestação, por terem experienciado de forma negativa a anterior.
Outras consequências que foram citadas nas pesquisas, em virtude da V. O., foram em
relação a sexualidade da mulher após o procedimento de episiotomia, o qual acaba
afectando tanto a vida sexual, quanto a autoestima, trazendo incómodos físicos como a
dor.
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dúvidas e minimizar medo que circundam a gravidez, o parto e pós-parto. Nestes
espaços, o enfermeiro obstetra pode promover o empoderamento através da informação
(MAIA, 2014 citado por NASCIMENTO et al, 2017).
Na área da saúde, a violência não deveria existir por parte de nenhum profissional, pois
o mesmo deve isentar-se de julgamentos e disponibilizar a assistência com qualidade e
dignidade, propiciando satisfação, qualidade de vida e protagonismos aos pacientes. É
importante a atualização dos profissionais de saúde, para que os mesmos sejam capazes
de conhecerem e reconhecerem os direitos das parturientes. Desta forma o enfermeiro
apresenta condições e preparo para o acolhimento destas, atuando de forma ética e
respeitosa, garantindo proteção; orientação; efetividade na comunicação; uso adequado
de protocolos e intervenções além de reduzir a mecanização do cuidado, conduzindo
uma assistência humanizada, integral e holística.
O enfermeiro deve buscar em sua assistência, construir vínculo com a parturiente para
proporcionar um parto saudável, evitando-se casos de violência obstétrica e
proporcionando a autonomia da mulher gestante. A constatação de atitudes
caracterizadas pela desumanização do cuidado, medicalização e patologização de
processos naturais e pela violência de género demonstram a necessidade importante do
combate a V. O., na busca por uma assistência digna e de qualidade a mulheres e recém-
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nascidos. Para prevenção de tal violência foram propostas mudanças como: formação
acadêmica, conhecimento na prática educativa, assistência de qualidade, descasos
científicos, tecnológicos e humanísticos, fortalecimento do modelo assistencial,
planejamento estratégico no setor saúde, base humanista e olhar clínico do profissional,
corroborando para um processo fisiológico, que pode reduzir a V. O..
Dentro desta perspectiva, a O. M. S. destaca o papel da enfermagem obstétrica na
prevenção da V. O., dada a proximidade e vínculo dessa categoria profissional com
as gestantes. Dessa forma, é de suma importância que enfermeiros actuem:
Explicando de forma clara à mulher todos os processos a serem
realizados, com esclarecimento de dúvidas;
Evitando a realização de procedimentos invasivos, que causem dor e que tragam
riscos, salvo indicação estrita;
Ouvindo a paciente e junto à equipe, garantindo um tratamento equânime, sem
discriminações e humilhações;
Respeitando o direito de acompanhante da escolha da mulher;
Orientando a gestante acerca dos direitos relacionados à maternidade e
reprodução;
Aperfeiçoando seu próprio conhecimento técnico, com constante actualização.
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2.1. Forma de denúncia
Caso sejas vítima, presencies ou sejas parentes de uma vítima de V. O., efectue uma
denúncia, pois esta é uma das formas de evitar que tais práticas repitam-se e que surjam
novas vítimas ou que haja redução do número de casos. A realização de denúncia é
um instrumento fundamental na prevenção e redução de casos, podendo ser feita no
hospital ou serviço de saúde em que foi realizado o atendimento à paciente, na
secretaria de saúde responsável ou nos conselhos de classe. Outra medida essencial
na prevenção e combate à VO é o aperfeiçoamento deste instituto, que carece de
regulamentação urgente, com vistas a promover segurança jurídica na relação médico-
gestante-sociedade (ZANARDO et al., 2017).
De acordo com o Ministério da Saúde, muitas vítimas desse tipo de abuso não tem
consciência de tal violência que pode ser física e/ou psicológica e atinge boa parte das
mulheres e bebés em todo o país e que geralmente resulta em sequelas e até mesmo
morte. Os profissionais de saúde são coadjuvantes desta experiência e desempenham
importante papel. Têm a oportunidade de colocar seu conhecimento a serviço do bem-
estar da mulher e do bebé, reconhecendo os momentos críticos em que suas
intervenções são necessárias para assegurar a saúde de ambos. Podem minimizar a dor,
ficar ao lado, dar conforto, esclarecer, orientar, enfim, ajudar a parir e a nascer.
Precisam lembrar que são os primeiros que tocam cada ser que nasce e ter
autoconsciência dessa responsabilidade.
Realizadas as exposições das diversas situações que podem ser consideradas V. O., faz-
se necessário ponderar sobre a responsabilidade jurídica que surgirá para aquele que
praticá-la, uma vez que isso poderá acarretar uma responsabilidade jurídica civil, penal
ou ambas. Assim, importa diferenciar a responsabilidade civil da responsabilidade
penal. A responsabilidade, seja civil ou penal, pressupõe a prática de actos ilícitos,
sustentados de uma conduta perante o ordenamento jurídico. Sendo que, a
responsabilidade civil se ocupará com as relações jurídicas entre indivíduos no âmbito
do direito privado, enquanto a responsabilidade penal corresponde a uma conduta
proibida, que envolva o Estado e o indivíduo, no âmbito do direito público.
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Para os doutrinadores Rosenvald e Neto (2018), enquanto a responsabilidade civil visa
uma resposta ao dano injusto, e busca sua reparação, a responsabilidade penal tem como
intuito punir uma conduta ilegal e educar o ofensor, a fim de garantir a proteção da
sociedade e eliminar a ofensa causada pelo crime. Ademais, no ilícito civil o agente o
comete por ação ou omissão de maneira voluntária com negligência, imprudência ou
imperícia, enquanto o ilícito penal é cometido pelo agente que por ação ou omissão
culpável viola uma conduta tipificada pelo Direito Penal. Convém ressaltar que o direito
penal deverá ser aplicado apenas quando for indispensável, ou seja, quando o grau de
reprovação da conduta praticada for elevado, e ofender bem jurídico relevante e
indisponível.
Ao tratar do tema V. O., verifica-se que os profissionais de saúde que podem ser
responsabilizados são aqueles que estejam envolvidos no atendimento à mulher, durante
a gestação, parto, pós-parto, ou abortamento. Ademais, devido à natureza dos serviços
prestados, eventuais erros podem ocasionar consequências extremamente graves.
Mesmo não havendo uma lei específica que trata da V. O., os profissionais que a
praticarem podem responder a nível disciplinar, civil e penal. O ordenamento jurídico
angolano apresenta alguns tipos penais aplicáveis no caso de violência obstétrica, tais
como:
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Intervensão médico-cirúrgica sem consentimento (art.º 179.º do C. P. A.);
Abuso sexual de pessoa incosciente ou incapaz de resistir (art.º 184.º do C. P.
A.);
Discriminação, injúria, difamação, calúnia (art.º 212.ºss do C. P. A
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3. METODOLOGIA
3.4. Amostra
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Os dados foram recolhidos por intermédio de ficha de inquérito (questionário) que teve
perguntas abertas e fechadas.
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4. APRESENTAÇÃO, INTERPRETAÇÃO E ANÁLISE DOS
RESULTADOS DO TRABALHO DE PESQUISA
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Tabela 3. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
quanto ao nível académico, no segundo trimestre de 2024.
Nível académico Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
Técnico de Enfermagem 12 60
Enfermeiro 8 40
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito
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Tabela 5. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
relativamente à como podemos identificar a V. O., no segundo trimestre de 2024.
Como podemos Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
identificar a V. O.?
Sinais físicos na 14 70
parturiente
Apatia da parturiente 6 30
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito
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Tabela 7. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
quanto à Quais são os tipos V. O. que conheces, no segundo trimestre de 2024.
Quais são os tipos V. O. Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
que conheces?
Física, verbal e 8 40
psicológica 3 15
Física e psicológica 2 10
Física, verbal e sexual 7 35
Física e verbal
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito
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Tabela 8. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
quanto à Quais são os cuidados enfermagem em pacientes que apresentam sinais de
V. O. que conheces, no segundo trimestre de 2024.
Quais são os cuidados
de enfermagem em Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
pacientes que
apresentam sinais de V.
O. que conheces
Acompanhamento 8 40
psicológico
Avaliaçao dos sinais 4 20
vitais
Exame fisico e controle 3 15
de hemorragia
Garantir a privacidade 2 10
da paciente e
confidencialidade das
informaçoes
Orientar os 3 15
procedimentos, colocar
acesso venoso e
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito
25
Tabela 9. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
relativamente à o que é a violencia obstétrica, no segundo trimestre de 2024.
O que é a violencia Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
obstétrica?
Maus tratos durante a 18 90
assistencia do trabalho
de parto
Apatia dos enfermeiros 2 10
durante a assistencia
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito
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Tabela 10. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência
obstétrica, quanto aos cuidados de enfermagem durante o trabalho de parto. No
segundo trimestre de 2024.
Quais são os cuidados de Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
enfermagem durante o
trabalho de parto?
Acompanhamento 4 20
psicológico
Avaliação dos sinais vitais 8 40
e exame físico
Controle de hemorragias e 3 15
exame físico
Orientação dos seus 2 10
direitos e opções
disponíveis para buscar
ajuda e justiça
Garantir a privacidade e 3 15
confidencialidade das
informações
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito
Interpretação: de acordo com a tabela 10, podemos constatar que dos 20 Enfermeiros
inquiridos, 8 (40%) referiram que os cuidados de enfermagem durante o trabalho de
parto é a valiação dos sinais vitais e o exame físico e 2 (10%) referiaram que os
cuidados de enfermagem durante o trabalho de parto são as orientações sobre os seus
direitos e opções disponíveis para buscar ajuda.
27
Tabela 11. Distribuição da amostra dos Enfermeiros do Hospital Municipal de Viana
“Kapalanga” sobre o conhecimento, atitudes e práticas em relação à violência obtétrica,
relativamente à o que é a violencia obstétrica, no segundo trimestre de 2024.
Quais são as Frequência Absoluta (f) Frequência Relativa (%)
consequencias da
violencia obstétrica
Depressão e aborto 2 10
Depressão, aborto e 4 20
trauma
Adoecimento emocional 2 10
Transtornos psicológicos 1 5
Depressão e trauma 2 10
Mau desenvolvimento do 2 10
fecto
Trauma e depressão 3 15
Morte ou parto pré- 2 10
maturo
Morte do feto e 2 10
transtorno psicológico
Total 20 100
Fonte: Fichas de Inquérito
Interpretação: De acordo com a tabela 11, podemos constatar que dos 20 Enfermeiros
inquiridos, 4(20%) referiram que as consequencias dos maus tratos obstétricos são
depressão, aborto e trauma e 1 (5%) referiu que as consequencias da violencia obstétrica
são transtornos psicológicos.
28
CONCLUSÃO
Portanto, tendo em conta os dados obtidos durante a nossa pesquisa, no Hospital
Municipal de Viana Kapalanga, os cuidados de enfermagem em pacientes que
apresentam sinais de violencia obstétrica são: Avaliação dos sinais vitais, exame físico,
controle de hemorragias, garantir a privacidade, confidencialidade, preservação da
integridade da mulher e o acompanhamento psicológico, sendo que 8 (40%)
responderam acertivamente sobre os cuidados de enfermagem, logo os cuidados são
bem prestados.
No entanto, não cabe apenas aos psicólogos buscar a prevenção e o combate dessas
práticas reprováveis, que configuram a V. O., mas toda a equipa hospitalar precisa ou
deve buscar compreender aspestos sobre este assunto, evitar e combater tais práticas e
deve também zelar pelo seu código de ética, promovendo a saúde e bem-estar da
mulher, assim como do bebé. Os profissionais de saúde são coadjuvantes desta
experiência e desempenham importante papel na luta contra a V. O.. Vale realçar que a
V. O. pode ocorrer em todas as fases do ciclo gravídico-puerperal, ou seja, ela pode
ocorrer a durante o período de gestação, parto e pós-parto, e pode ser caracterizada por
diversas práticas abusivas e pelo tratamento desumanizado, por parte dos profissionais
de saúde.
29
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desafio para a elaboração e realisação desse trabalho foi para aprofundar o nosso
conhecimento sobre o tema, e encinou-nos a trabalhar de um modo mas colaborativo e
eficiente.
Porém, é importante que se promova todo o conhecimento adiquirido e não só, por isso
enfatizamos o seguimtes pontos:
30
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[Link]
NUCCI, Guilherme. Manual de Direito Penal. 18. ed. Rio de Janeiro - RJ: Grupo
GEN, 2022.
31
APÊNDICE
32
REPÚBLICA DE ANGOLA
APÊNDICE A GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
GABINETE PROVINCIAL DE EDUCAÇÃO/SAÚDE
«INSTITUTO MÉDIO DE SAÚDE PADRE MARTINS FERREIRA»
Por isso, estamos a pedir a sua colaboração para participar no estudo, respondendo
a um instrumento que contém várias questões relacionadas com conhecimento
sobre o assunto em epigrafe.
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_________________________
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1
APÊNDICE B REPÚBLICA DE ANGOLA
GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
GABINETE PROVINCIAL DE EDUCAÇÃO/SAÚDE
INSTITUTO MÉDIO DE SAÚDE PADRE MARTINS FERREIRA
FICHA DE INQUÉRITO
Título: Conhecimento, Atitudes e Práticas dos Enfermeiros do Hospital Municipal de
Viana “Kapalanga” sobre A Violência Obtétricos no Primeriro Trimestre de 2024.
3. Grau de Escolariadade
Auxiliar de Enfermagem
Técnico de
Enfermagem
Bacharel em
Enfermagem
Enfermeiro
Enfermeiro
Especialista
4. CONHECIMENTO SOBRE A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Alguma vez ouviu falar sobre a violência obstétrica?
1. SIM
2. NÃO
c) Febre
d) Hemorragia
O inquiridor O participante
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