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Exercícios sobre Complemento Nominal

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EXERCÍCIOS DE PORTUGUÊS – 8º ANO

COMPLEMENTO NOMINAL
Complemento nominal é o termo complementar reclamado pela significação transitiva, incompleta,
de certos substantivos, adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição.
Exemplos:
Aliança com o estrangeiro.
A luta contra o mal.
G. Bell foi o inventor do telefone.
O amor ao trabalho.
Nossa fé em Deus.
Gosto pela arte.
Disposição para o trabalho. Suas atenções para com todos. Teve raiva de si mesmo.
Apto para o trabalho. Útil ao bem comum. Contente com a sorte.
Precavido contra os males. Insaciável de vingança.
Confiante na vitória.
Tudo ficou reduzido a cinzas. Responsável pela ordem.
Impróprio para menores. Atencioso para com todos. Relativamente a alguém. Favoravelmente ao
réu.

“O ódio ao mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino. ” (Rui Barbosa) “Ah, não
fosse ele surdo à minha voz! ” (Cabral do Nascimento)
"A sensibilidade existe e está a serviço da harmonia, da beleza e do equilíbrio." (Luís Carlos
Lisboa) "Pois bem, nada me abala relativamente ao Rubião." (Machado de Assis)
A grande rodovia corre paralelamente às fronteiras setentrionais do Brasil.

Observações:
O complemento nominal representa o recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de assaltos, a remessa de cartas, útil ao
homem, compositor de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas no objeto
indireto. Difere deste apenas porque, em vez de complementar verbos, completa nomes
(substantivos, adjetivos e alguns advérbios em -mente.
A nomes que requerem complemento nominal correspondem, geralmente, verbos de mesmo
radical: amor ao próximo, amar o próximo; perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos
pais, obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; remessa de cartas, remeter cartas;
criação de impostos, criar impostos; queima de fogos, queimar fogos; recordação do passado,
recordar o passado; resistência ao mal, resistir ao mal, etc.

1. Numere as frases de acordo com a função sintática dos termos em destaque.


(1) objeto indireto
(2) complemento nominal

( ) Todo homem tem direito a liberdade.


( ) O povo se opunha à instalação da usina nuclear.
( ) Necessitamos da ajuda de todos.
( ) O povo tem necessidade de alimento.

2. Sublinhe os complementos nominais nas frases abaixo:


a) Teresa tinha medo das trovoadas.
b) Ninguém está contente com a sua sorte.
c) Tem muita disposição para música.
d) Estávamos ansiosos pelos resultados.
e) Tende amor ao próximo e não vos esqueçais da assistência aos desamparados.
f) "Os moleques se atropelavam na disputa dos papéis." (Aníbal Machado)
g) "Há silêncio relativamente àquela nobre personagem." (Carlos de Laet)
h) "Os pretos sofriam como predestinados à dor." (Monteiro Lobato)
i) Piscava e mordia os beiços, num tique comum aos que bebem.
j) "Quem me pôs no coração este amor da vida, senão tu?" (Machado de Assis)
k) A ciência deve ser aplicada em benefício do homem.

3. Complete as frases abaixo com complementos nominais adequados:


a) Sônia tem alergia *.
b) O gás é nocivo *.
c) Ele é versado *.
d) José foi afável *.
e) Estou quite *.
f) És responsável *.
4. Reescreva as frases trocando o complemento nominal pelo verbal, como no exemplo:
O visitante fez elogios à beleza da moça.
O visitante elogiou a beleza da moça.

a) Tais práticas são contrárias à boa convivência.


b) Motorista não deve ter ódio a pedestre.
c) Joel demonstrou interesse pela campanha.
d) Não tenha demasiado apego às riquezas.
e) Se tens amor à vida, não entres nas águas deste mar.
f) Ninguém fez referência ao namoro de Susana.
g) Há plantas resistentes à seca

5. No período "Jerônimo foi atencioso com os dois turistas e apontou-lhes a casa que
procuravam", as palavras em destaque são respectivamente.
( A ) objeto indireto - objeto direto - complemento nominal
( B ) complemento nominal - objeto indireto – sujeito
( C ) complemento nominal - objeto indireto - objeto direto

6. Qual a função da palavra desfile no período abaixo? Complemento nominal, objeto direto ou
objeto indireto?

"Garoto participa do desfile esforçando-se em tirar som da tuba." (Jornal do Brasil)

7. Dê a função sintática das palavras em destaque:


"Cabiam a Simon Bolivar tarefas não só de comandante militar, mas também de governante e
organizador." (Moacir Werneck de Castro)

8. Dê a função sintática dos termos destacados:


a) Os garotos procuravam seus amigos há horas.
b) Os jovens sonhavam com uma profissão melhor.
c) Carla contou a história aos pais.
d) "Abri cavernas no mar/construí segredos/teci com teias de luz/as mais delicadas roupagens."
(Roseana Murray)
e) A luta contra os poderosos consumia todos os seus momentos.
9. Dê a função sintática dos pronomes destacados:
a) O ator criticou-o pelas observações.
b) Diga-me apenas a verdade.
c) Eu sempre o encontro perto da pracinha.
d) Obedeça-me sem reclamar!
e) Não lhe devolvi ainda o livro de inglês.

10. Classifique os termos destacados em objetos indiretos ou complementos nominais:


a) Lembrem de nós ao visitarem os museus.
b) A luta contra o câncer tornara-o lutador e destemido.
c) Gosto muito de pinturas surrealistas.
d) Não tinham nenhum gosto pela arte.
e) Sempre tiveram necessidade de afeto, mas nunca o receberam.

11. Reescreva as orações transformando os complementos nominais em objetos indiretos ou


diretos. Faça as necessárias adaptações.
a) Era famoso por seu respeito às convenções sociais.
b) Estava confiante na vitória.
c) Os moradores tinham necessidade de mais verde.
d) A condenação da violência aparecia em todos os manifestos.
e) O perdão das dívidas não foi sequer cogitado.
APOSTO / VOCATIVO APOSTO
Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, desenvolve ou resume outro termo
da oração. Exemplos:
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio.
"Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência" (Carlos Drummond de Andrade) "No
Brasil, região do ouro e dos escravos, encontramos a felicidade." (Camilo Castelo Branco) "No
fundo do mato virgem nasceu Macunaíma herói de nossa gente. ” (Mário de Andrade) Casas e
pastos, árvores e plantações, tudo foi destruído pela enchente.
“O pastor, o guarda, o médico, todos olham e não dizem nada. ” (Ricardo Ramos) Prezamos acima
de tudo duas coisas: a vida e a liberdade.
"Cada casa arrumava, no terreiro em frente, a sua fogueira: uma pirâmide de toros de madeira
decepados pela manhã. ” (Povina Cavalcânti)
"Ele, Caúla, não ficaria ancorado como uma canoa." (Adonias Filho)
“E isso exigiria estratagemas, coisas a que era avesso." (José Geraldo Vieira)
O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome substantivo. Exemplos de apostos expressos
pelos pronomes:
Foram os dois, ele e ela.
Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
O dia amanheceu chuvoso, o que me obrigou a ficar em casa.
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases seguintes, por exemplo, não há aposto,
mas predicativo do sujeito:
Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num bale de cores.
Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na escrita, por vírgulas, dois-pontos ou
travessões. Não havendo pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia; O rio Amazonas; a Rua Osvaldo
Cruz; O Colégio
Tiradentes, etc.
"Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?" (Graciliano Ramos)
O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às vezes, está elíptico. Exemplos:
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da alma humana. "Irmão do mar, do
espaço,
Amei as solidões sobre os rochedos ásperos." (Cabral Do Nascimento)
O aposto em destaque, no último exemplo, refere-se ao sujeito oculto eu.
O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de tempestade iminente. O espaço e
incomensurável, fato que me deixa atônito.
Simão era muito espirituoso, o que me levava a preferir sua companhia. Um aposto pode referir-se
a outro aposto:
Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do velho coronel Tavares, senhor de
engenho." (Ledo Ivo) O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto é, a saber, ou da
preposição acidental como:
Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai, não são banhados pelo mar. Este
escritor, como romancista, nunca foi superado.
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento nominal ou adjunto adverbial vem precedido
de preposição:
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
"Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das coisas." (Raquel Jardim) De cobras,
morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.

VOCATIVO
Vocativo [do latim vocare = chamar] é o termo (nome, título, apelido) usado para chamar ou
interpelar a pessoa, o animal ou a coisa personificada a que nos dirigimos:
"Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!" (Maria de Lourdes Teixeira) "A ordem, meus
amigos, é a base do governo." (Machado de Assis)
"Correi, correi, ó lágrimas saudosas!" (Fagundes Varela) "Ei-lo, o teu defensor, ó liberdade!"
(Mendes Leal) "Vocês por aqui, meninos?!" (Afonso Arinos)
"Meu nobre perdigueiro, vem comigo!" (Castro Alves) “Serenai, verdes mares!" (José de Alencar)
"Voltem para sua floresta, seus antropófagos!" (Rubem Braga)
Observação:
Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. Na escrita é separado por vírgula(s).
No exemplo inicial, os pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e prolongado.
O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso, que pode ser uma pessoa, um animal, uma
coisa real ou entidade abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de apelo (Ó,
olá, eh!):
"Tem compaixão de nós, ó Cristo!" (Alexandre Herculano)
"Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!" (Graciliano Ramos) "Esconde-te, ó sol de
maio, ó alegria do mundo!" (C. Castelo Branco) Eh! rapazes, são horas!
"Olá compadre, mais alto, mais alto!" (Augusto Meyer)
O vocativo é um termo à parte. Não pertence à estrutura da oração, por isso não se anexa ao
sujeito nem ao predicado.

12. Transcreva somente a análise correta dos termos em destaque.


Índios não vimos, durante a travessia da mata no interior do Pará, mas dormíamos armados, com
medo de algum ataque.
a) sujeito – complemento nominal – adjunto adnominal – predicativo do sujeito – adjunto
adnominal
b) objeto direto – adjunto adnominal – complemento nominal – predicativo do objeto – adjunto
adnominal
c) objeto direto – complemento nominal – adjunto adnominal – predicativo do sujeito complemento
nominal

13. Sublinhe os apostos.


a) "Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite.” (José de Alencar)
b) “Quando mais nada devêramos aos portugueses, nós estas duas coisas lhes deveríamos, a
religião e a língua ...” (Carlos de Laet)
c) Médico pobre, o Dr. Bento andava sempre a cavalo.
d) “A hoteleira colocou na minha mesa uma jarra de flores, privilégio, segundo me dissera, dos
hóspedes recém-chegados." (Aníbal Machado)
e) “Os pequenos são dois, um menino e uma menina.” (Artur Azevedo)
f) O irmão de Álvaro, o Jaime, esse viveu pouco tempo em nossa companhia, uns dois anos
g) “Tibiriçá, o líder da tribo, vivia na aldeia de Piratininga.” (Eduardo Bueno)
h) "Os meus cães, Rex e Rita, companheiros fiéis de todas as horas, como animais de puro
sangue, estão excluídos da competição.” (Vivaldo Coaraci)
i) Ente racional e livre, o homem é capaz de distinguir o bem do mal, o justo do injusto.
14. Como o exercício precedente.
a) O recente clube do bairro dera ao jovem outra alegria: a piscina.
b) A anta, ou tapir, animal pacato, não ataca o homem.
c) “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (Graciliano Ramos)
d) Possuímos, no Brasil, um barco magnífico, o saveiro.
e) “Tudo acabou: as casas, os jardins, as árvores." (Rubem Braga)
f) "De maio a agosto, os meses sem r, ninguém podia tomar banho no rio, dava febre.” (José
Veiga)
g) Só eles, os práticos, conhecem os segredos da baía e sabem orientar os comandantes dos
navios.
h) “Era gordo, alto e claro - três coisas que o envaideciam.” (Ledo Ivo)
i) Pobres e ricos, párias e marajás, todos se banham nas águas sagradas do Ganges.
j) "Mas onde há essas pontes, o mono não ousa passar porque ali enxameiam esses estranhos
monos sem cauda, os homens, bichos cruéis que matam outros bichos só pelo prazer de matar.”
(Rubem Braga)

15. Sublinhe com um traço os apostos e com dois os vocativos.


a) "Olhe, D. Evarista, disse-lhe o padre Lopes, vigário do lugar, veja se seu marido da um passeio
ao Rio de Janeiro.” (Machado de Assis)
b) “Ó grande mar - escola de naufrágios!
c) Chora um adeus em cada colo de onda!”(Geir Campos)
d) “Ei, você aí, ó sardento, esfrega aquele pedaço de tijolo nas lajes.” (Josué Guimarães)
e) “É tão igual ao nosso o teu semblante, ó Natureza!" (Cabral do Nascimento)
f) “Olá, meu rapaz, isto não é vida!” (Machado de Assis)
g) “Vai, minha alma, branco veleiro.
h) vai sem destino, a bússola tonta ...“ (Maria Fernanda de Castro)
i) “O Redentor do homem, Jesus Cristo, é o centro do cosmo e da História." (Joao Paulo II)

16. Dê a função sintática das palavras destacadas:


A disposição de enfrentar qualquer sacrifício para garantir o carnaval foi levada ao extremo,
ontem, pelas muitas pessoas que procuraram as agências da Caixa Econômica Federal a fim de
penhorar joias e outros objetos de valor, recurso que lhes garantiu o dinheiro necessário à
compra das fantasias ou ao ingresso nos bailes.

17. De a função sintática dos termos destacados:


a) O imenso mar azul deixava-o deslumbrado.
b) Naquele instante, o garoto começou a gritar.
c) O jeito, companheiros, é permanecermos unidos.
d) Ande mais devagar, Ana!
e) Clarice Lispector, grande escritora brasileira, nasceu em 1925 na Ucrânia.

18. Nas frases seguintes, identifique aposto e vocativo:


A. Meu amigo, você viu Tião, o rei do acarajé?
Aposto:
Vocativo:
B. O desastre deixou muitos feridos, coisa lastimável.
Aposto:
Vocativo:
C. Meu Deus, como agir neste momento?
Aposto:
Vocativo:

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