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O impacto da neuroiluminação em ambientes residenciais
Ana Carolina Rebouças Pires – carolpiresarquitetura@[Link]
Neuroarquitetura
Instituto de Pós-Graduação - IPOG
Jundiaí, SP, 26/11/2021
Resumo
O seguinte trabalho consiste em apresentar a importância de uma iluminação
adequada em ambientes residenciais e o papel que esse aspecto do projeto exerce
na concepção dos espaços pelos usuários com a finalidade de aumentar a qualidade
de vida do indivíduo. Desenvolve-se através de uma breve revisão bibliográfica
sobre a luz natural e luz artificial, seguido por estudo sobre as maneiras de iluminar,
o emprego correto dessas formas e seus efeitos biológicos e sobretudo psicológicos
no usuário. O efeito da luz no organismo humano é tema pouco conhecido entre
arquitetos e projetistas. Pesquisas sobre a relação da luz no organismo foram
intensificadas, com a descoberta de conexões nervosas entre o cérebro e células
fotorreceptoras da retina. Os resultados virão a contribuir para a comunidade
acadêmica no sentido de esclarecer pontos essenciais ao entendimento da
influência da iluminação enquanto conforto ambiental e conforto individual.
Palavras-chave: Iluminação. Luz natural. Luz artificial. Organismo humano.
1. Introdução
A luz sempre exerceu um papel fundamental na existência do ser humano: sabe-se
que a luz manipula diversos processos bioquímicos corporais (LOSS, 2013), além de
afetar notoriamente todos os outros aspectos da existência humana, entre estes, a
Arquitetura. De acordo com Costa (2013), ao percorrer da história, observa-se que a
arquitetura sempre se orientou conforme o Sol, “desde o período Neolítico da pedra
de Stonehenge, aos grandes conjuntos pré colombianos de Teotithuacán, desde o
templo de Carnaque destinado ao Deus Amón-Rá [...]”, utilizando-se do astro não
apenas como fonte de luz e calor, mas conferindo significados de poder e divindade,
além de outras associações culturais. Na Arquitetura Romântica, Gótica e Barroca, a
luz natural era empregada de acordo com os partidos arquitetônicos dos edifícios e
utilizada como elemento expressivo (COSTA, 2013).
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Sabe-se que a luz é um elemento substancial e fundamental no cotidiano do usuário
da edificação, seja na de execução de atividades, ou no bem estar e qualidade
emocional do indivíduo. O papel da iluminação na Arquitetura se dá a partir da
relação mútua entre luz e espaço (MENEZES, 2013, p. 67). Nascimento (2014) cita
a iluminação como “ferramenta fundamental de apresentação do produto
arquitetônico”; afirma que bem empregada, essa ferramenta desperta os sentidos
dos usuários e defende que dê-se devida relevância a esse aspecto ao projetar para
que a identidade do projeto seja mantida em si e que o cliente se identifique com ela.
Ainda assim, a iluminação é um fator que pode exaltar ou não a estética de uma
edificação e trazer diversas percepções aos seus usuários.
Segundo a NBR 5413, uma iluminância adequada depende das características da
tarefa a ser executada e do observador. As variáveis que compõem essas
características são: a velocidade e precisão do trabalho a ser realizado, a idade dos
usuários e a refletância do fundo da tarefa. Além disso, um bom projeto
luminotécnico depende da escolha apropriada dos aparelhos de iluminação, da cor
da luz e seu rendimento e das características de execução do teto, piso e parede.
Assim, de acordo com Bragatto (2013), é de suma importância que a iluminação
natural e artificial, a arquitetura e o design de interiores do espaço estejam
combinados e compondo o projeto. A mesma destaca ainda que, a forma como um
ambiente é iluminado influencia diretamente na percepção do espaço, no
comportamento dos usuários e muda de acordo com a finalidade almejada, podendo
causar sensações ligadas ao bem-estar ou desconforto.
Com isso, pode-se inferir que a luz influencia os humanos de maneira psicológica,
comportamental e fisiológica, induzindo tanto respostas visuais como não visuais
(TOLEDO; CÁRDENAS, 2015) e, assim, os projetos têm de levar em conta os vários
aspectos dos quais o ser humano é constituído. Para isso, o arquiteto e sua equipe
precisam ter uma gama de conhecimentos interdisciplinar para que possam ser
contempladas as necessidades do usuário como um todo e que o ser humano seja
levado em conta em todas as suas dimensões: biológica, psicológica e social.
Pretende-se também, especificar-se o uso da iluminação nas residências, afim de
que se trace novas estratégias inteligentes e funcionais para que os projetos de
iluminação possam trazer maior conforto e não tragam danos à saúde.
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1.2 Metodologia
Para a realização desse trabalho, será utilizada a forma exploratória de pesquisa,
incluindo levantamento e revisão bibliográfica por meio de monografias, livros,
revistas científicas e artigos, seguido por estudos de caso e realização de projeto
luminotécnico, com o objetivo de aplicar as hipóteses levantadas ao longo da análise
bibliográfica. Segundo Gil (1995, apud BRAGATTO, 2013, p. 9), a metodologia tem o
intuito de fornecer os meios técnicos ao pesquisador a fim de garantir a objetividade,
clareza e rigor diante do estudo. E, de acordo com Andrade (2003, apud
BRAGATTO, 2013, p. 9), a pesquisa exploratória tem o objetivo de fornecer maior
quantidade de referências, auxiliar na definição e formulação de temas, hipóteses e
objetivos de um estudo.
2.1 A iluminação e sua importância na saúde e bem-estar
Nesse capítulo serão apresentados os conceitos luminotécnicos que devem ser
levados em conta no desenvolvimento de um projeto. Os conceitos auxiliarão na
escolha do tipo de luminária e da lâmpada mais adequados ao ambiente a ser
iluminado.
2.1.1 Fluxo Luminoso (Ø)
O fluxo luminoso é uma das unidades básicas em engenharia de iluminação,
expresso pela quantidade total de luz emitida por uma fonte de luz em todas as
direções do espaço. Sua unidade de medida é o lúmen. O lúmen é a quantidade de
luz irradiada através de uma abertura de 1m² em uma esfera de 1m de raio. Como
referência, considera-se que uma fonte luminosa uniforme de intensidade de 1
candela emite 12,56 lúmens, ou seja, 4πR lúmens, sendo 1 lúmen para cada área
de 1m² na superfície dessa esfera.
Figura 1 – Fluxo Luminoso
Fonte: OSRAM, apud FERREIRA, 2014.
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2.1.2 Intensidade luminosa (I)
É a quantidade de luz emitida por uma fonte em uma certa direção. O seu valor está
diretamente relacionado à direção dessa fonte de luz, pois pode-se notar que fontes
luminosas usualmente não emitem quantidade de luz proporcional em todas as
direções. A sua unidade é dada em Candela (cd) ou, em algumas situações,
candela/1000 lúmens, e é avaliada utilizando-se como fonte de luz um corpo negro
aquecido a temperatura de solidificação da platina, que é de 1.773°C, à pressão
constante de 101.325 13 N/m² , e, cuja intensidade luminosa, incide
perpendicularmente sobre uma área plana igual a 1/600.000 m2.
Figura 2 – Intensidade Luminosa
Fonte: OSRAM, apud FERREIRA, 2010.
2.1.3 Iluminância (E)
“É a razão entre o fluxo luminoso emitido por uma fonte e a superfície iluminada a
certa distância da fonte” (LOSS, 2013). Em outras palavras, é o fluxo luminoso (lm)
que incide perpendicularmente numa superfície por unidade de área (m²) (Figura
11). Pereira (2010) afirma que o melhor conceito a ser empregado ao termo é “uma
densidade de luz necessária para realização de uma determinada tarefa visual”. Sua
unidade é o lux (1 lux = 1 lm / m²).
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Figura 3 – Diferença entre luminância e iluminância
Fonte: OSRAM, apud FERREIRA, 2014.
2.1.4 Luminância (L)
“É a luz refletida pelas superfícies em direção aos olhos do observador. Depende
tanto da iluminância quanto das propriedades reflexivas das superfícies” (ELEKTRO,
2014 apud FERREIRA, 2014). É graças a iluminância que uma pessoa consegue
enxergar (PEREIRA, 2010). Sua unidade é cd/m².
2.1.5 Eficiência Luminosa (η)
É a relação entre o fluxo total emitido por uma fonte luminosa e a potência em watts
consumida por ela, ou seja, a quantidade de luz que uma fonte pode gerar a partir
da potência elétrica de 1 watt (W) (PROCEL, 2002 apud PEREIRA, 2010). Sua
unidade é lm/w.
2.1.6 Temperatura de Cor (T)
É a qualidade que produz a aparência da cor da luz. Abaixo de 3000K, as lâmpadas
ganham características mais amareladas. Já 6000K ou superior, as lâmpadas
ganham aparência mais azuladas. As lâmpadas com temperatura de cor mais baixa,
usualmente chamadas de lâmpadas quentes, são associadas ao nascer e ao pôr do
sol, quando o mesmo, assume cores mais amareladas. São ligadas, então, com
atividades do início e fim do dia. Iluminações com esses tons, tornam o ambiente
mais aconchegante e acolhedor, sendo aplicadas em ambientes como quartos e
salas de estar. Já as lâmpadas com temperatura de cor mais altas, comumente
denominadas de lâmpadas frias por apresentaram cor bastante azulada, são
relacionadas à iluminação do meio dia, sendo associadas, por isso, a períodos de
maior produção, pois essa temperatura de cor estimula a produção do hormônio
cortisol. Esse tipo de iluminação é empregada em ambientes onde irá realizar-se
alguma atividade de alta precisão ou concentração, como, por exemplo, escritórios e
cozinha. Existem, atualmente, diversos escritórios na Europa, que utilizam uma
composição de lâmpadas halógenas e fluorescentes. Pela manhã, elas funcionam
de forma simultânea. Existe, porém, um dimmer que diminui gradativamente, ao
longo da manhã, a lâmpada halógena, até ficar somente a luz branca. Ao longo da
tarde, o dimmer faz que a halógena volte a funcionar, gradativamente. Esse
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processo remete ao usuário a sensação do correr do dia e, por isso, uma sensação
de conforto, melhorando assim o seu rendimento profissional, uma vez que nosso
corpo foi programado para acompanhar as fases do sol, com o ciclo circadiano.
Segundo a projetista de iluminação Rosane Haron, as lanchonetes usualmente
utilizam, intencionalmente, iluminação mais fria, o que induz o consumidor a fazer
sua refeição de maneira mais rápida e, ir embora mais rápido, liberando espaço para
novos consumidores. Um restaurante com iluminação ambarizada, mais cênica e
aconchegante, estimula o bate-papo, a descontração e, portanto, a permanência.
Com isso acabam consumindo mais ou, pela maior quantidade de tempo
desprendida no local, os preços dos itens são mais altos, devida a baixa rotatividade
de clientes.
2.1.7 Índice de Reprodução de Cores (IRC)
É a relação entre o fluxo total emitido por uma fonte luminosa e a potência em watts
consumida por ela, ou seja, a quantidade de luz que uma fonte pode gerar a partir
da potência elétrica de 1 watt (W) (PROCEL, 2002 apud PEREIRA, 2010). Sua
unidade é lm/w.
O tom da cor exibida por objetos sob luz natural, normalmente não são iguais ao tom
apresentado sob uma iluminação artificial. Devido a esse fato, adotou-se uma
escala. Essa escala compara a fidelidade das cores apresentadas por um
determinado objeto iluminado por uma luz qualquer em relação à cor apresentada
sob a luz natural. Essa relação foi nomeada Índice de Reprodução de Cores (IRC).
Quanto mais alto for o IRC de uma lâmpada, mais próxima à natural a cor vai
parecer aos olhos do observador. Lâmpadas que possuem o IRC máximo, ou seja
100%, usualmente possuem alto consumo energético, baixa eficiência luminosa e
grande dissipação de calor. A figura abaixo mostra frutas iluminadas,
respectivamente, por uma lâmpada de IRC de 100% e 40%.
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Figura 4 – Visualização de objeto sob iluminação com IRC’s diferentes.
Fonte: Lumicenter. 2006.
2.3 O olho humano e sua visão
A retina é a parte do olho responsável pela formação de imagens. A retina possui
dois tipos de receptores: os cones e os bastonetes. Eles são responsáveis por
transformar a energia radiante em energia química que produz impulsos elétricos
que são enviados ao cérebro pelo nervo ótico. A retina possui uma região chamada
Fóvea que contém, quase que exclusivamente, cones. Essa região é responsável
pela visão das cores.
Figura 5 – Visualização de objeto sob iluminação com IRC’s diferentes.
Fonte: Lumicenter. 2006.
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2.3 A iluminação em ambiente residencial
Hoje em dia, a maior parte do tempo do indivíduo é despendido no interior de
edificações iluminadas de maneira artificial ou natural e, por conta disso, de acordo
com Halliday (1997 apud LOSS), estas devem ser funcionais, eficientes e saudáveis,
capazes de proporcionar bem-estar aos usuários. Com a crescente tendência do
homeoffice, a necessidade de maior conforto em seus lares vem aumentando de
maneira diretamente proporcional.
Bragatto (2013) afirma que, para que o projeto de iluminação seja de fato eficiente, é
necessário que ele aproveite ao máximo a iluminação natural, estimule um conceito
de iluminação artificial embasado em cálculos concretos, produza diferentes circuitos
de iluminação que possibilitem o uso de diferentes sistemas em momentos
específicos, prevendo os pontos de luz e cargas e gerando maior economia
financeira e energética. “Assim, com as informações definidas, inicia-se o
desenvolvimento das soluções, elegendo os objetivos visuais, compondo os
ambientes, criando efeitos” (GODOY, 2000, p. 4 apud BRAGATTO, 2013).
Pereira (2010) declara que a iluminação residencial é fundamental para que haja
uma melhoria na qualidade de vida e no bem-estar dos habitantes da residência e
outros eventuais usuários. Assim, ao se projetar levando em conta os conceitos de
iluminação, sabendo das possibilidades de aplicação e os componentes a serem
empregados, são projetados espaços mais convidativos, confortáveis, seguros e,
sobretudo, saudáveis. Ainda de acordo com o autor, a iluminação residencial tem
como principais funções iluminar, obter boas condições de visão em cada ambiente
de acordo com as diferentes tarefas visuais a serem realizadas (como, por exemplo,
ler, escrever, cozinhar, assistir TV, trabalhar, etc), além de criar um tipo de
atmosfera e ambientação específica, deixando os espaços agradáveis e destacando
objetos, detalhes, superfícies e, não obstante, oferecendo segurança, orientação e
visibilidade.
De acordo com Silva (2013), os projetos arquitetônicos devem fornecer condições
favoráveis para o desenvolvimento dos projetos de iluminação, que por sua vez
devem valorizar a parte arquitetônica. O projeto de iluminação deve começar com
perguntas sobre os usuários, funções do espaço e as atividades às quais ele está
destinado, bem como os elementos que pretende destacar. Com base na resposta
obtida, determina-se o tipo de luz necessária para o local e, a seguir, determine o
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equipamento que fornece o efeito desejado. “Dificilmente um só sistema consegue
suprir as necessidades luminosas de um espaço. Normalmente, utiliza-se um
sistema principal, focado na funcionalidade, e um ou mais sistemas secundários
[...]”, responsáveis pelos efeitos emocionais mais específicos (SILVA, 2013) (Figuras
16 e 17). Pereira (2010) acrescenta que, para dar flexibilidade, é sempre importante
instalar vários focos de luz no ambiente de forma a obter uma iluminação específica
para cada atividade que se realiza naquele local. O progresso material e o conforto
proporcionados pela industrialização e aproveitamento da energia elétrica são
aspirações dos contemporâneos. (MENEZES, 2013). De acordo com Silva (2013),
entre os novos desejos em relação às residências está uma iluminação adequada,
fruto do recente reconhecimento do valor funcional e estético que um projeto de
iluminação adequado pode agregar, em detrimento do simples e convencional ponto
de luz central. A autora completa dizendo que essas novas exigências de inovação e
qualidade conduzem os projetistas a investigar diferentes formas de reformular
soluções antiquadas, refinando-as. Além disso, os novos materiais e tecnologias que
têm se desenvolvido, as aplicações criativas e maiores possibilidades de adaptação
de usos permitem mais de possibilidades projetuais e pluralidade de efeitos (SILVA
2013).
2. Formatação geral
Entramos na parte do Desenvolvimento do trabalho. Vou aproveitar para detalhar o
formato geral do seu Artigo.
O artigo completo deve possuir um mínimo de 15 (quinze) páginas de texto e
referências bibliográficas e não deve exceder 20 (vinte) páginas. As margens
(superior, inferior, lateral esquerda e lateral direita) devem ter 2,5 cm. O tamanho de
página deve ser A4, impreterivelmente.
O artigo deve ser escrito no programa Word for Windows, em versão 6.0 ou superior.
Se você está lendo este documento, significa que você possui a versão correta do
10
programa. Na sequência, passo a passo, serão especificados os detalhes da
formatação.
Cabeçalho: é aquele que está na primeira página deste texto, descrito a seguir:
Título: deve estar na primeira linha da primeira página, em posição centralizada, com
tipo de fonte Arial, tamanho 15, em negrito, com a primeira letra em maiúscula e as
demais letras em minúsculo.
Nome: o nome do autor deve vir duas linhas abaixo do título (ou 24 pontos),
centralizado, com letra Arial, tamanho 12, em negrito e email do autor. Nas linhas
seguintes, deve-se repetir o mesmo procedimento para o nome do curso, nome da
Instituição de Ensino, cidade (UF) e data completa de quando entregou o Artigo (dia,
mês e ano).
Resumo: duas linhas (ou 24 pontos) abaixo do nome da cidade e data. O resu mo
deve ser em língua portuguesa, com no máximo 200 palavras. Deve-se utilizar texto
com fonte Arial tamanho 12, com espaçamento entre linhas simples.
Palavras-chave: devem ser informadas imediatamente abaixo do resumo. São
aceitas até cinco palavras-chave, separadas por ponto, com a primeira letra de cada
palavra em maiúsculo.
Títulos das seções: os títulos das seções do trabalho devem ser posicionados à
esquerda, em negrito, numerados com algarismos arábicos (1, 2, 3, etc.). Deve-se
utilizar texto com fonte Arial, tamanho 12, em negrito. Não coloque ponto final nos
títulos. O título da primeira seção deve ser posicionado duas linhas (ou 24 pontos)
abaixo das palavras-chaves.
Corpo do texto: o corpo do texto deve iniciar imediatamente abaixo do título das
seções. O corpo de texto utiliza fonte tipo Arial, tamanho 12, justificado na direita e
esquerda, com espaçamento entre linhas simples.
Paginação: as páginas são numeradas no canto superior direito.
3. Formatação de tabelas e figuras
Figuras e tabelas não devem possuir títulos (cabeçalhos), mas sim legendas. Para
melhor visualização dos objetos, deve ser previsto um espaço simples entre texto-
objeto e entre legenda-texto. As legendas devem ser posicionadas abaixo das
Figuras e Tabelas. Esses objetos, bem como suas respectivas legendas, devem ser
centralizados na página (ver, por exemplo, a Figura 1). Use, para isso, os estilos pré-
definidos “Figura” ou “Tabela”. Para as legendas, deve-se utilizar fonte Arial,
tamanho 10, centralizada (ou, alternativamente, o estilo “Legenda”). Legendas não
levam ponto final.
Figura 1 – Exemplo de figura
Fonte: Dados produzidos pelo o autor (2011)
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Nas tabelas deve ser usada, preferencialmente, a fonte Arial, tamanho 10. Os estilos
utilizados no interior de Tabelas devem ser “Tabela Cabeçalho” e “Tabela Corpo”, os
quais podem ser editados (alinhamento, espaçamento, tipo de fonte) conforme as
necessidades (como, por exemplo, a fim de centralizar o conteúdo de uma coluna).
Importante: deve ser evitado o uso de objetos "flutuando sobre o texto". Em vez
disso, utilizar a opção “...formatar objeto ... layout ...alinhado” ao clicar-se com o
botão direito do mouse sobre o objeto em questão.
A Tabela 1 apresenta o formato indicado para as tabelas. É importante lembrar que
as tabelas devem estar separadas do corpo do texto por uma linha em branco (12
pontos). Para tanto, pode-se usar uma linha do estilo “Tabela Espaçamento” entre o
corpo de texto anterior à tabela e a mesma, conforme exemplificado a seguir.
Tabela 1 – Pesquisa qualitativa versus pesquisa quantitativa
Fonte: Adaptado de Mays apud Greenhalg (1997)
Essas são as principais informações sobre a formatação de tabelas e figuras, vale
lembrar que os autores precisam estar listados nas referências.
4. Citações e formatação das referências
De acordo com Fulano (1997), citar corretamente a literatura é muito importante.
Reparem que a citação de autores fora do parênteses é feita com a primeira letra em
maiúsculo, enquanto a citação de autores entre parênteses deve ser feita com todas
as letras em maiúsculo (FULANO, 1997:32) Ao citar uma fonte de referência,
solicita-se a inclusão do ano e da página. No exemplo anterior os algarismos 1997
significa o ano. A página é apresentada após a inserção de dois pontos após se
inserir o ano (1997:32). Ex.: No entender de Pereira (2005:58) “a citação onde são
reproduzidas todas as palavras do autor citado deve vir entre aspas. Usar aspas é
uma maneira de informar ao leitor que todas as palavras do autor citado foram
transcritas na íntegra, e significa uma citação direta”
...ou:
Ex.: “A citação onde são mantidas todas as palavras do autor citado deve vir entre
aspas. As aspas é uma maneira de informar ao leitor que todas as palavras do autor
citado foram transcritas na íntegra, e significa uma citação direta” (PEREIRA,
2005:58).
Ambos os exemplos acima são de citação direta curta, porque a frase possui até 3
linhas. Mas quando a citação direta for uma frase que ultrapasse três linhas, a ABNT
normatiza que a frase será deslocada do parágrafo e digitada a 4 cm da margem
esquerda, sem o uso de aspas e a fonte diminui para tamanho 10. A simples
inserção da citação fora do parágrafo por conter mais de três linhas de citação
direta, com fonte tamanho 10, torna desnecessário o uso de aspas. É uma citação
direta longa. Após a frase o SOBRENOME do autor citado deverá vir entre
parênteses, seguido de ano e página de onde foi extraída a frase.
Ex.:
12
As aspas é uma maneira de informar ao leitor que todas as palavras do
autor citado foram transcritas na íntegra, e significa uma citação direta.
Entretanto, quando a frase possuir mais de três linhas, as aspas não serão
usadas, já que fica fácil saber que se trata de uma citação direta longa uma
vez que a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), normatiza em
sua NBR 14724 o deslocamento da frase do parágrafo, além de preconizar
a diminuição do tamanho da fonte para 10 (PEREIRA, 2005:58).
O ano significa a data em que o texto do referido autor foi publicado por um editor.
Uma frase de Platão, filósofo da Grécia Antiga, pode ser citada em seu texto e nesse
caso, a referência ao ano diz respeito ao livro ou texto que você teve acesso (a
fonte), possivelmente editado em ano mais recente, pois sequer existia livro na
época de Platão. Assim fica entendido que o ano se refere ao ano de edição e
publicação da fonte de onde a citação foi extraída (livro, tese, internet, etc.). Após o
ano, sempre que for possível, é desejável inserir a página onde se localiza o trecho
citado, de modo a dar a oportunidade ao leitor para acessar na fonte o trecho citado.
Quando a página não está disponível em uma fonte bibliográfica ou documental,
como uma carta encontrada em um baú, um livro ou apostila sem paginação, então
basta colocar o ano de edição da fonte da qual você extraiu a citação.
Outro exemplo de citação é a citação indireta. A única diferença é que você não
transcreve literalmente as palavras de um autor, mas apenas a ideia-chave com o
vocabulário que você decidiu adotar. Ou seja, após ler e reler o texto original você
irá reescrevê-lo, entretanto, a ideia-chave não é sua mas do autor. Na citação
indireta as aspas não são usadas, mas o sobrenome seguido do ano e página da
fonte devem ser informados. Ex.: Pereira (ano, página) ou (PEREIRA, ano, página).
A citação indireta não é deslocada do parágrafo, com margem de 4cm, portanto as
palavras que você escreve como fruto da interpretação de uma ideia-chave do autor
mantém-se no corpo do parágrafo. Lembre-se: sem aspas.
Quando você julgar que se faz necessário suprimir uma parte do texto que pretende
citar, seja de forma direta curta, direta longa ou indireta, porque entendeu que é um
trecho desnecessário para a compreensão e por isso resolveu omiti-lo, sem
desmanchar o argumento do autor, usam-se colchetes com reticências [...]. Ex.:
Pereira (2005:23) afirma que “o calendário é composto de doze meses [...] e são
quatro as estações do ano”.
Atenção: citar trechos de trabalhos de outros autores, sem referenciar
adequadamente, pode ser enquadrado como plágio (BELTRANO, 2002:39). Beltrano
é o sobrenome do autor do texto de onde foi extraída a citação. Reitera-se que é
necessário se colocar após o sobrenome o ano e página.
5. Desenvolvimento
Após a Introdução, faz-se o Desenvolvimento do texto. Você pode criar subtítulos do
tipo: Método adotado (você vai descrever o método que foi adotado par atingir o
objetivo da pesquisa. Informar em que região geográfica foi realizada a pesquisa, no
caso de pesquisa de campo; ou informar que se fez, diferente da pesquisa de
campo, uma pesquisa puramente bibliográfica a fim de elucidar questões que
diversos teóricos tenham pensado sobre o seu tema. Descrever o período de tempo
dedicado à coleta de dados. Apresentar a amostra que selecionou da qual retirou os
dados. Apresenta os dados que coletou. Cabe ressaltar que “um conceito” expresso
por algum teórico, ou um pensamento colhido durante uma entrevista, são dados,
além de outros tipos de dados materiais (objetos). Informar qual foi “a referência
teórica” adotada para realizar a análise dos dados. Nesse estágio você já entendeu
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que realizar uma pesquisa é, basicamente, levantar um debate com uma amostra de
pensamento produzido por teóricos (revisão de literatura, de onde retirou citações) e
comparar o que disseram os autores (teóricos citados) com os dados que você
colheu em determinada realidade. Uma pesquisa puramente bibliográfica indica que
os dados são “conceitos” colhidos na literatura que serão igualmente comparados,
de acordo com “o problema” que você decidiu investigar. Seja numa pesquisa
puramente bibliográfica ou pesquisa de campo, é necessário adotar uma referência
teórica para com ela realizar a análise dos dados. Ou seja, você vai testar como os
dados colhidos se comportam diante de uma referência teórica adotada para “medir”
os dados. Então, o desenvolvimento de seu texto vai se caracterizar por ter havido
uma comparação dos conceitos (citações) dos autores acompanhada de suas
observações que indica o seu posicionamento perante a discussão; por ter havido
comparação dos conceitos com os dados colhidos em determinada realidade; por ter
demonstrado que adotou uma referência teórica para lidar com a análise dos dados;
e por descrever os resultados encontrados após a análise dos dados.
Eu sugiro que ao partir para a coleta de dados, você tenha em mente quais dados
deseja analisar. Vou dar um exemplo. Imagine que seu médico lhe solicitou que faça
um exame de sangue (hemograma). O seu médico pretende analisar alguns dados
do seu sangue. Ele, previamente, já decidiu que vai investigar a relação de
quantidade entre glóbulos brancos e glóbulos vermelhos como forma de auxiliar no
diagnóstico de alguma infecção (os glóbulos brancos aumentam na circulação
sanguínea), ou para um diagnóstico de anemia (os glóbulos vermelhos diminuem na
circulação). Portanto, o laboratório vai coletar o seu sangue, porém seu médico já
decidiu que dados pretende investigar. Eu posso desejar fazer uma pesquisa sobre
história da arte. Vou escolher como amostra as pinturas europeias do século XV
para nelas coletar os meus dados. Que dados pretendo investigar? Essa decisão
precisa ser tomada previamente. Então, decido que os dados que vou coletar da
amostra serão as cores. Quero identificar “o padrão de cores que uma amostra de
pintores do século XV usou nas pinturas”. Caro aluno, entenda que fica mais fácil
analisar os dados quando previamente se decide quais serão esses dados.
Inclusive, antes mesmo da coleta eu vou criar uma tabela (Tabela 2) para ser
preenchida quando eu estiver na fase de coleta dos dados. Veja o exemplo abaixo.
Ocorrência de cores Ocorrência de cores Ocorrência de cores terciárias
primárias secundárias
Vermelho = Verde = Rosa=
Amarelo = Laranja = Verde azulado =
Azul = Violeta = Amarelo esverdeado =
Tabela 2 – Padrão de cores utilizadas pelos pintores do século XV.
Fonte: Dados produzidos pelo autor (ano)
No exemplo acima outros dados poderiam ser coletados se o objetivo fosse outro
(mobiliário de uma época; vestimentas; armamentos; símbolos religiosos; tipo de
pincelada usada pelo pintor; conteúdo figurativo; conteúdo abstrato; etc.). Por isso
eu sugiro que antes de você dar início à coleta de dados de sua pesquisa, você
decida antecipadamente o que quer procurar. É o mesmo comportamento de
quando buscamos algo no Google. Ninguém entra no Google e fica parado sem
saber o que quer buscar. Então, decida que dados quer encontrar para elucidar o
problema que encontrou no tema de sua pesquisa. Se você vai encontrar, ou não, os
dados que decidiu buscar somente a pesquisa vai responder. De posse dos dados,
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analise-os e apresente os resultados. Até esse momento, vamos considerar que
você cumpriu com a primeira parte do Desenvolvimento do texto. De posse dos
resultados você elabora a segunda parte do Desenvolvimento do texto. Basta
promover um debate, uma discussão sobre os resultados encontrados. Sugiro
comparar os resultados encontrados com citações que você pode lançar ainda, ou
com aquelas que tenha lançado na Introdução ou na primeira parte do
Desenvolvimento do texto. Para fazer as comparações, escolha autores que tenham
feito abordagens teóricas sobre a mesma classe de dados que você tem em mãos
(no exemplo acima: as cores). Compare as citações dos autores com os resultados
encontrados, interprete-os de modo a apresentar os pontos de convergência e
divergência. Compare os mesmos resultados com a(s) sua(s) hipótese(s), caso a(s)
tenha elaborado.
6. Conclusão
Sua conclusão será fundamentada nos resultados e na discussão anteriormente
abordadas. O autor deverá apresentar suas descobertas de maneira lógica. Por
exemplo: isso é consequência daquilo; isso causou aquilo. Use um vocabulário claro
e conciso. Nesta frase apresente a conclusão a que você chegou com base nos
resultados encontrados. Nesta frase informe se cada objetivo foi alcançado (informe
um por um). Nesta frase ofereça respostas no sentido de esclarecer se o problema
de pesquisa foi elucidado. Nesta frase informe se cada hipótese foi confirmada ou
negada pelos resultados encontrados, caso você tenha elaborado hipótese(s). Nesta
frase informe sobre as limitações encontradas no decorrer da pesquisa (na fase dos
procedimentos de coleta de dados, na fase de encontrar autores que abordassem o
tema – onde você buscou tais autores?). A ideia é que mesmo diante de limitações
que possam ter havido e com as quais não foi possível lidar, você apresente outros
aspectos que podem ser exploradas por outros pesquisadores, por outros trabalhos
no futuro. Nenhuma citação de outros autores deve ser feita na fase de conclusão.
Referências
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jan. 2015.
Anexo
Os anexos devem vir ao final do trabalho. Vale salientar que os anexos ao serem
inseridos não são contados como páginas.