PELASGOS
PELASGOS
19 These are the generations of Shem; Shem begat Arpachshad and Arpachshad begat
Shelach, and Shelach begat Eber and to Eber were born two children, the name of one was
Peleg, for in his days the sons of men were divided, and in the latter days, the earth was
divided. BOOK OF JASHER, FAITHFULLY TRANSLATED (1840)
Shem > Arpa-ch-(sh)ad > Shel-ach > Eber > Peleg.
A segunda coisa para notar nesta secção da genealogia é a nota sobre Peleg:
"por aqueles dias a terra foi dividida". As interpretações desta nota breve foram tão
largas quanto interessantes. Recentemente, começou a parecer que o Pelasgios da
antiguidade, que eram grandes comerciantes e marinheiros e às vezes piratas, em
tempos mais recuados podem ter recebido o nome de Peleg. (…)
O Pelasgios são um grande mistério pois, embora pareça terem sido bastante
poderosos, não está claro de onde vieram ou o que lhes aconteceu. Quando os Trácios
desceram até ao Egeu vindos do norte no 14º século A. C., deslocaram o Pelasgios do
território que eles tinham entre o Hebrus e o Strymon. É curioso encontrar o Pelasgios
a ocuparem um território adjacente do rio Hebro, um nome que faz pensar em Eber
que, de acordo com Gênese 10:25, era o pai de Peleg.
Assim que foram deslocados, este povo parece ter sido substituido pela
população grega com quem foram confundidos posteriormente, ao ponto de Munro
dizer: "A nação Pelasgia deixou de existir como tal e o nome jónio foi adoptado,
provavelmente entre as comunidades que se misturaram no lado Asiático”. (…)
O antepassado de Peleg, recebeu o nome por causa de um evento que foi
interpretado de forma diversa. No Livro de Jasher (2:11) que é atribuido a Alcuin e é
muito provavelmente espúrio, há uma observação interessante a respeito a deste
2 The Roots of the Nations, A STUDY OF THE NAMES IN GENESIS 10 by Arthur C. Custance.
3 The Roots of the Nations, A STUDY OF THE NAMES IN GENESIS 10 by Arthur C. Custance.
Ou seja os pelágios teriam sido antes de mais os que percorriam os «lagos» do
mar Egeu?
Ebirti < Weirtu < *Kertu > Creta.
«Cortesão» < It. Cortigiano < Kaurtikian < *Kertu-ki-an.
> Kur-tu-ki > Phurkuki
> Pulukku.
Os pelásgicos, que seriam afinal os marinheiros egeus que se espalhavam por
todas as costas do mundo particularmente da Europa e do norte de África, reportam-
nos para as «prais» (parte da costa, geralmente coberta de areia, confinando com o
mar, beira-mar; litoral) lusitanas onde eles terão aportado também dando a este
recanto à beira mar plantado o nome de Ofiussa.
«Praia» < prov. playa < plajia < Lat. plagiu < Gr. Plágios
=lado, costa, locais habitados por pelágios.
Por outro lado, Pulukku Sha ebirti poderá eventualmente se traduzido duma
forma muito mais directa e literal como «cortesão» «cortesão» (= Pulukku) de
«Creta». De qualquer modo não nos podemos esquecer que o semantema básico destes
conceitos e termos residia por, um lado no conceito pragmático da “navegação
marítima” a que os povos ribeirinhos péri-mediterrânicos e, quiçá do atlântico ibérico,
se dedicavam com sucesso e fortuna desde os finais do paleolítico e, por outro, com o
mitema da “barca de transporte solar”. Na verdade, acaba por ser este semantema
mítico a justificação da razão de ser do nome dos pelásgios pois que Ishkur não era
senão o nome relativo ao mitema do “filho de deus” que era o sol quotidianamente
transportado numa barca para os abismos do inferno ocidental. Porém, a marca de
água cretense de todos estes termos, desde o acádico Pulukku ao grego Pelasgoi
reside na tendência linguística dos povos do mar Egeu de transformarem as consoantes
guturais do tipo K em Ph e depois em P!
PELESETAS / FILISTEUS
Figura 2: Relevo de Medinet Habu retratando cativos *pelesetas ou filisteus. (Foto
retocada pelo autor)
Um grupo de pessoas registradas como participantes da Batalha do Delta foram os
Peleset; após este ponto no tempo, os "Povos do Mar" como um todo desaparecem dos
registros históricos, o Peleset não sendo excepção.
As cinco fontes conhecidas são:
c. 1150 aC: Templo Mortuário de Ramsés III: registra um povo chamado P-r-s-t
(convencionalmente Peleset) entre aqueles que lutaram contra o Egito no reinado de Ramsés
III.
c. 1150 aC: Papiro Harris I: "Estendi todas as fronteiras do Egito; Eu derrubei
aqueles que os invadiram de suas terras. Eu matei o Denyen em suas ilhas, o Thekel e o
Peleset (Pw-r-s-ty) foram transformados em cinzas. [4][5]
c. 1150 aC: Estela retórica a Ramsés III, Capela C, Deir el-Medina. [6]
c. 1000 aC: Onomasticon de Amenope: "Sherden, Tjekker, Peleset, Khurma".
c. 900 aC: Estátua de Padiiset, inscrição: "enviado - Canaã - Peleset". [8]
Em algumas traduções da Bíblia hebraica (Êxodo 15:14), a palavra Palaset é usada
para descrever os filisteus ou a palestina. [9] [10] Na Bíblia King James, é traduzido como
Palestina.
Assim, os «pelágos» / peleshet / peresetas mais não seriam do que os antigos
habitantes de Creta que se tornaram nos «povos do mar», supõe-se hoje que fugidos às
invasões dórias!
Chereth-(ites) < Ker Hati, guerreiros do país dos Hattis, os hititas, ou *Ker-
het(ites), lit. «guerreiros do palácio» <
*Kartu > «Creta») > Pherhet(ites) > Pelethites < pelekitas > peleshet.
Estes termos que parecem estranho no conjunto da toponímia antiga mas a
verdadeira estranheza do nome resulta mais da aparência fonética do que da essência
estrutural do nome.
Peleset, lit. «o palaciano» < Pher-ash-et < Ker heket
lit. “o guerreiro da Sr. da casa” < *Kartu-ish,
lit. “o filho da Sr.ª Mãe do sol, *Kartu”.
> *Kur-atu > Kerat > Creta.
> Pherat > Gr. peiratés > Lat. pirata.
«Pirata» = aquele que, por cruzar os mares para assaltar e roubar navios, teria
que ser grande marinheiro como era o caso dos cretenses. Ora, a verdade é que outras
conotações negativas andaram associadas a variantes do nome dos cretenses tais como
«cretino»4 (< Fr. crétin) e ainda «parasita»5 (< Lat. parasitu < Gr. parásitos,
comensal, indesejável ao terceiro dia.)
As voltas que a “roda da fortuna” não dá para repor a justiça redistributiva na
história que transforma os príncipes em vilões e os “filhos duma grande prostituta” em
filhos de deuses, como foi, entre outros, o caso de Hermes!
SA2 20:23 Now Joab was over all the host of Israel: and Benaiah the son of
Jehoiada was over the Cherethites and over the Pelethites:
Pois bem, parece da mais elementar evidência que a conotação de comensal do
termo grego derivaria não tanto do radical para- inerente ao acto de estar ao lado do
senhorio na mesa do banquete mas precisamente do facto de os parásitos < Phar-a-
ash-it(os) terem sido nos tempos de saturnina fartura conviventes de «faraós» nos
templos apalaçados das cidades minóicas =>
*pherish-at > peleshet > peleset > Filisteus.
> Palla-ash > «felá» Camponês egípcio, de casta inferior <= Ár. fallah
> «felá» nome que tem por feminino «felaína» < fallahina < Pallakin(a)
< pallak-inos, ho, = “filho duma concubina” > Pallatina >Pallas Atena!!!
4 s. m. que ou aquele que, por deformidade orgânica, tem absoluta incapacidade moral; • (por ext.) pacóvio,
lorpa, idiota. Seriam os cretenses tardios propícios a taras genéticas por excessiva promiscuidade consanguínea
num ambiente de confinamento insular já sem grandes alternativas de emigração colonial? Talvez nem tanto
porque à etimologia referida falta um elo que parece ter sido de origem suíça.
[French, cretin, from Swiss French, crestin, CHRISTIAN, hence human being (an idiot being nonetheless
human).] -- The American Heritage Illustrated Encyclopedic Dictionary
No entanto, os «cretinos» já existiam muito antes de todos os cristãos, pré e pés judaicos, porque o termo grego
Xρηστός era usado com esta conotação antitética já por Aristóteles e Apolodoro pelo que o francês suíço deve
ter sido, a este respeito, pouco inovador. A dúvida será então a de saber se Xρηστός teria algo a ver com Creta
como parece ressoar no temo cretino actual em língua lusa!
5 s. m. e f. organismo que vive à custa de outro (o hospedeiro).
endônimo filisteu já correspondia à forma P-L-S-T e, portanto, não exigia tal
modificação para ser traduzido como Peleset na língua egípcia.
A península Pallene, em cujo istmo está situada a cidade anteriormente chamada
Potidaea e agora Cassandreia, foi chamada de Phlegra em tempos ainda mais antigos.
Costumava ser habitada pelos gigantes de quem se fala nos mitos, uma tribo ímpia e sem lei,
que Hércules destruiu. - Estrabão, Geografia. Livro VII, fragmento 27.
Phlegra < φλέγω (phlégō, "queimar") Lat. flagrō
< proto-helénico *phlegō < *phelek- < Micen. pe-re-ke-we Peles / Pales
> Faleg > Peleg > *Phelekiku
> *pelasku > peleset > «filist(eu)» hebraico ( פְ ּלִ ְש ִׁתּיםPəlíštim) > «palestino».
> Πελασγός (Pelasgós) < origem pré-grega.
acadic. KURpi-lis-ta, KURpa-la-as-tu₂, KURpi-liš-ta-a-a.
The term 'Peleset' is linked to the Sea Peoples, noted in historical records like the Medinet Habu inscriptions and the Papiro Harris I as having confronted Egypt during Ramses III's reign . Historically, 'Peleset' has been associated with the Philistines or Palestine in some Hebrew Bible translations , reflecting the transition from ancient maritime marauders to settled peoples known as Philistines. These associations are debated due to linguistic hurdles such as the transformation of 'g' in 'Pelasgos' to 't' in 'Peleset' .
The Pelasgians, often considered pre-Indo-European inhabitants of regions like the Aegean, are linked with Crete through linguistic and mythological interpretations of terrestrial divisions . The concept of dividing lands, symbolically portrayed through the term 'Peleg' and associated early migrations, resonates with the Pelasgians’ maritime expansion. This reflects historical connections indicating the potential spread of these cultures across the sea as a form of terrestrial division .
Historical records, such as the mortuary temple of Ramses III and papyrus inscriptions, document the influence of the "Sea Peoples" through their conflicts with ancient Egypt . These records detail their prowess in maritime warfare, impacting several Mediterranean societies. Their ultimate decline, postulated in Egyptian records, is marked by their absorption into local cultures, such as the Philistines, reflecting the transient yet impactful nature of their existence as documented conquerors and settlers .
Myths of naval vessels often symbolized the solar chariot or barque of the sun god, as seen in the concept of Ishkur’s barge transporting the sun into the underworld . These narratives reflect ancient societies’ admiration for navigation as indicating divine favor, emphasizing the importance of maritime travel in cultural and economic exchanges. The symbolic nature of these myths demonstrates the interconnectedness between practical maritime prowess and spiritual narratives .
Ancient Crete, especially during its Minoan period, is perceived as lacking fortifications, relying instead on its powerful navy and insularity for protection . Modern interpretations support this view, confirming the Minoan's maritime dominance as a naval rather than fortress civilization. However, linguistic evidence suggests various interpretations of Crete's role as a center of seafaring and culture diffusion, highlighting ongoing debates about its geopolitical and cultural impact .
The Leleges, an aboriginal people of southwestern Anatolia, are often linked with the Carians in historical texts. Herodotus and later historians have mentioned close associations between the Leleges and Carians, suggesting shared origins or overlappings. The Leleges were considered distinct by Homer, but later Greek historians merged their identity with Carians as part of broader legends and migrations .
Pulukku is historically significant as it appears in various ancient records with potential connections to Peleg, a biblical figure. It is associated with the distribution of peoples across waters, possibly referring to early human migrations or trade networks . Geographically, it hints at linkages between cultures around the Aegean and Eastern Mediterranean, offering insights into historical identities and movement patterns .
The term 'Pelasgios' presents etymological challenges due to its uncertain origins and diverse historical usages. It is suggested to derive from a root meaning 'sea' or 'plain,' reflecting its association with maritime peoples . Various interpretations see it linked to the 'people of the sea,' pointing to possible cultural exchanges as the term appears across different regions. These challenges reflect ancient linguistic shifts and cultural interactions, especially the Indo-European expansion into areas with existing complex societies .
Modern etymological studies of 'Pelasgoí' highlight the fluidity and borrowing among Indo-European and pre-Indo-European languages. The association of Pelasgian names with sea peoples and plains offers insights into the expansive nature of Indo-European migrations and interactions. Through linguistic comparisons, scholars reconstruct ancient cultural exchanges, where terms transformed through contact with diverse languages and societies, showcasing the complex nature of ancient demographic shifts and identity constructions .
Peleg is credited with inventing methods of partitioning land, such as the hedge and ditch, and dividing lands among his brethren by drawing lots . This act is symbolically linked to the first migrations over waters, as suggested by the term 'pelagos' related to the sea, indicating a possible connection between the concept of dividing land and early seafaring .