REPÚBLICA DE ANGOLA
INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO DO HUAMBO
ISCED-HUAMBO
TEMA:
Historial de derivada
Regras de derivação
Derivadas sucessivas
Aplicação de derivada
CURSO: Ensino da Matemática
REGIME: Regular
1º ANO
Huambo, 2020
Introdução
No presente trabalho abordaremos sobre a história de derivas, destacando os autores que
fizeram parte dessas evoluções e seus contributos. Falaremos das regras de derivação
que nos facilitam a resolver determinadas derivas e também da sua aplicação.
RELAÇÃO NOMINAL
1-Honório Ribeiro
2-Sandra António
HISTÓRIAL DE DERIVADA
A introdução O desenvolvimento dos estudos matemáticos acompanhou a necessidade
do homem de conhecer melhor o universo físico que o cerca. Particularmente, o Cálculo
teve sua aplicação estendida aos fenómenos físicos mensuráveis. O Cálculo Diferencial
surgiu no final do século XVII por estudos de Isaac Newton e Gottfried Leibniz,
tornando-se a base para o desenvolvimento de vários campos da Matemática, além de
possuir aplicação em quase todas as áreas do conhecimento científico. Muitos
fenómenos físicos envolvem grandezas que variam, por exemplo: a posição e a
velocidade de um foguete ou satélite, a inflação da moeda, o crescimento do número de
bactérias em uma cultura, a população de um país, a intensidade de terramotos, a
voltagem de um sistema eléctrico, e assim por diante. A noção de derivada aparece sob
dois aspectos: um ligado à ideia geométrica de tangente a uma curva e o outro relativo
ao conceito de “taxa de variação” de uma grandeza, por exemplo, a “velocidade
instantânea” em Cinemática. Esses dois aspectos têm consequências, tanto na análise de
gráficos e na variação das funções, como no estudo da evolução de grandezas que
possuem regularidades expressas por leis matemáticas de grande precisão. Dessa forma,
observamos que a derivada é uma ferramenta matemática usada para estudar taxas nas
quais variam as grandezas físicas. Assim é importante estudar a estreita relação que
existe entre taxas de variação e rectas tangentes a gráficos. Muitos problemas
importantes de Cálculo envolvem a determinação da teta tangente a uma curva dada, em
um determinado ponto dela. Conhece-se da Geometria Plana que a recta tangente em
um ponto de uma circunferência é a recta que tem com essa circunferência um único
ponto comum. Essa definição não se aplica a uma curva em geral.
Foi quando se dedicava ao estudo de algumas destas funções que Fermat deu conta das
limitações do conceito clássico de recta tangente a uma curva como sendo aquela que
encontrava a curva num único ponto. Tornou-se assim importante reformular tal
conceito e encontrar um processo de traçar uma tangente a um gráfico num dado ponto,
esta dificuldade ficou conhecida na História da Matemática como o problema da
tangente.
Fermat resolveu esta dificuldade de uma maneira simples: para determinar uma tangente
a uma curva num ponto P considerou outro ponto Q sobre a curva; considerou a recta
PQ secante à curva. Seguidamente fez deslizar Q ao longo da curva em direcção a P,
obtendo deste modo rectas PQ que se aproximavam duma recta t a que Fermat chamou
a recta tangente à curva no ponto P.
Fermat notou que certas funções, nos pontos onde a curva assumia valores extremos, a
tangente ao gráfico devia ser uma recta horizontal, já que ao comparar o valor assumido
pela função num desses pontos P(x,f(x)) com valor assumindo no outro ponto
Q(x+E,f(x+E)) próximo de P, a diferença entre f(z+E) e f(x) era muito pequena, quase
nula, quando comparada com o valor de E, diferença das abcissas de Q e P. assim, os
problemas de determinar extremos e tangente a curvas passam a estar intimamente
relacionados .
Estas ideias constituíram o embrião do conceito e derivada e levou Laplace a considerar
Fermat `` o verdadeiro inventor de cálculo diferencial. Contudo, Fermat não dispunha
de notação apropriada e o conceito de limite não estava ainda claramente definido
No século. XVII Leibniz algebriza o Cálculo Infinitesimal, introduzindo os conceitos de
variável, constante e parâmetro, bem como notação dx e dy para designer a menor
possível das diferenças em x e y. Desta notação surge o nome do ramo da Matemática
conhecida hoje como Cálculo Diferencial.
Assim embora só no século. XIX Cauchy introduzia formalmente o conceito de limite e
o conceito e derivada, a partir do século. XVII, com Leibniz e Newton, o cálculo
diferencial torna-se um instrumento cada vez mais indispensável pela sua aplicabilidade
aos mais diversos campos da ciência.
REGRAS DE DERIVAÇÃO
Para evitar um trabalho longo e rotineiro, deduzimos várias regras que tornam mais
simples e rápido o cálculo de derivadas. Existem porém situações, como você verá mais
à frente, em que não se pode empregar as regras de derivação. Nesses casos, a derivada
deve ser calculada através da definição, como vinha sendo feito até aqui.
Proposição 1: sejam f , g : D ⊂ R→ R Função deriváveis em a ∈ D e k ∈ R , então :
1. k ( x ) é deriv á vel em a e k ´ ( a )=0
k−k 0
Demonstração: k ´ ( x )=lim =lim =0
x →0 x x→ 0 x
Exemplo:
. f ( x )=−3⇔ f ´ ( x )=0 f ( x )=2 √ 2 ⇔ f ´ ( x )=0
−1
. f ( x )= ⇔ f ´ ( x )=0 f ( x )=14 ⇔ f ´ ( x )=0
6
2. ( kf )( x ) é deriv á vel ema e ( kf ) ´ ( a ) =kf ´ ( a )
( kf ) ( x ) −( kf ) (a) f ( x )−f (a)
Demonstração: ( kf ) ´ ( a )=lim =k lim =kf ´ (a).
x →a x−a x→a x −a
3. ( f ± g ) ´ ( x ) é deriv á vel em a e ( f ± g ) ´ ( a )=f ´ ( a ) ± g ´ ( a ) .
Demonstração:
( f ± g ) ( x )−( f ± g ) (a) f ( x )−f (a) g ( x )−g(a)
( f ± g ) ´ ( a ) =lim =lim ( ¿± )=f ´ ( a ) ± g ´ (a)¿ .
x→ a x−a x →a x−a x−a
4. ( f × g ) ( x ) é deriv á vel em a e ( f × ) ´ ( a )=f ´ ( a ) × g ( a )+ f ( a ) × g ´ ( a ) .
Demonstração:
( f × g ) ( x )−( f × g ) (a) f ( x ) g ( x )−f ( a ) g ( x ) +f ( a ) g ( x ) +f ( a ) g (a)
( f × g ) ´ ( a )=lim =lim =lim ¿ ¿
x→a x −a x →a x−a x→ a
5. ( fg ) ( x ) é deriv á vel em a se g ( a) ≠ 0 e( fg ) ´ ( a )= f ´ ( a) . g ( a)−f
¿¿
( a ) . g ´ (a)
Demonstração:
f
() ()
( x )−
f
( a)
f ( x ) f (a )
−
() f
g
´ ( x )=lim
x→ a
g
x−a
g
=lim
x →a
g ( x ) g (a)
x−a
=lim
x→ a
f ( x ) g ( a )−g ( x ) f ( a ) −f ( a ) g ( a )+ f ( a ) g ( a )
( x−a ) g ( x ) g ( a )
=lim
x →a g
Derivada da função potência para expoente inteiro positivo
Para demonstramos a proposição seguinte, utilizaremos a fórmula do binómio de
Newton. Lembremos símbolo ( nk) represente a combinação de n elementos na taxa k e é
calculando através da fórmula( ) =
n n!
.
k k ! (n−k )!
Se n é um inteiro positivo e f ( x )=x n , ent ã o f ´ ( x ) =nx n−1
Demonstração:
n n
f ( x +h )−f (x ) (x +h) −x
f ´ ( x )=lim , ent ã é claro que se f ( x ) =x n ⇒ f ´ ( x ) =lim
h →0 h h→0 h
Recorremos ao polinómio de Newton para desenvolver a expressão
()
(x +h)n , assim temos que (x +h)n=∑ n x n−k h n , desenvolvendo temos:
k=0 k
¿+
(n1) x n−1
()
2 3 ()
n−1 n
n
( )
n n n−1
2 ()
h+ n x h + n x h +…+ n x h + n h ⇒ (x +h) =x +nx h+ n x h + n x h +…
n −2 2 n−3 3 n−1 n−2 2
3
n−3 3
() ()
Substituindo, temos
.
f ´ ( x )=lim
[ ()
x n+ nx n−1 h+ n x n−2 h2 +…+ hn −x n
2 ] =lim
[ () ]
nx n−1+ n x n−2 h+…+ hn−1 −x n
2
h →0 h h →0 h
h →0
n −1
2[
n n−2 2
. f ´ ( x )=lim nx + x h +…+h =[ nx ]
n−1 n−1
() ]
Conclusão: f ´ ( x )=nx n−1
Derivada da função potência para expoente inteiro negativo
Seja a função f ( x )=x −n . ent ã o f ´ ( x )=−nx−n−1
1
Demonstração. Como potência é de expoente negativo temos f ( x )= n , pela propriedade
x
do quociente temos a seguir:
n n−1 n−1
0. x −nx −n x
=[−nx ] x =[−n x ]
n−1 −2n −n−1
( )
.f ´ x = 2n
= 2n
x x
Exemplos:
. se f ( x )=x , ent ã o f ´ ( x ) =1 x 0=1
. se f ( x )=x 2 , ent ã o f ´ ( x ) =2 x
. se f ( x )=x 4 ,ent ã o f ´ ( x )=4 x 3
1 −1 −2 −1
. se f ( x )= =x , ent ã o f ´ ( x )=−1 x = 2
x x
1 2 −1
x 1− 2 2
. se f ( x )= 3 = x 3 =x 3 , ent ã o f ´ ( x )= x 3 = 3
√x 3 3√x
Derivada da função potência para expoentes racionais
1 1
1 −1
Se a função f ( x )=x , ent ã o f ´ ( x ) = x p , ∀ p ∈ Z +
n
p
DERIVADA DE FUNÇÕES TRIGONOMÉTICAS
Vamos lembrar de três identidades trigonométricas importantes:
. sen2 x+cos 2 x =1
. sen ( x+ y )=senx. cosy+ cosx . seny
.cos ( x + y ) =cosx . cosy−senx . seny
Derivada da função seno
Sejam f : R → [ −1, 1 ] ; f ( x )=senx e x ∈ R .
f ( x+ h )−f (x )
Vamos examinar o quociente bem
h
sen ( x +h )−senx senx .cos ( h ) +sen ( h ) . cosx−senx
=
h h
senx (cos ( h ) −1) sen ( h ) . cosx senx ( cos ( h )−1 ) (cos ( h ) +1) sen (h)
= + = + cosx .
h h h(cos ( h ) +1) h
Multiplicamos e dividimos a primeira expressão por (cos ( h ) +1)
2
cos (h)−1
. senx .
h¿¿
2 2
sen ( h )=1−cos ( h )
sen (h) sen(h) sen(h)
.=−senx . . +cosx . . Aplicando o limite, temos
h cos ( h ) +1 h
.lim
h→ 0
f ( x +h )−f (x)
h
=−senx . lim
h →0 (
sen ( h )
h
.
sen ( h )
cons ( h )+ 1)+cosx . lim
h→0
sen (h)
h
0
.= senx .1 + cosx .1=cosx .
2
Portanto, f é derivável em x e f´(x)=cosx.
Observação: De modo geral, se u é fun çã o de x e y , ent ã o y ´ =cosu .u ´ .
Derivada da função cosseno
Sejam f : R → [ −1, 1 ] ; f ( x )=cosx e x ∈ R .
Então, cosx =sen ( π2 −x) e senx=cos ( π2 −x) . Com efeito, aplicando a fórmula
. sen ( A + B )=senAcosB+ senB . cosA . À expressão sen · ,temos :
. sen ( π2 −x)=sen π2 . cos (−x ) + sen (−x ) . cos π2 =1. cosx +(−senx ) 0=cosx .
De maneira análoga, verifica-se a outra igualdade.
π
Seja f ( x )=cosx=sen( −x) . Aplicando a fórmula
2
da derivada do seno e a regra da cadeia, temos:
. f ´ ( x )=cos ( π2 −x) (−1)=−cos( π2 −x)=−senx portanto , f ´ ( x )=−senx
Observação. De modo geral, se u é uma fun çã o de x e y=cosu , ent ã o y ´=−senu .u ´ .
Derivada da função tangente
π
{ } π
{
Sejam f : R− kπ + ; k ∈ Z → R ; f ( x )=tgx e x ∈ R− kπ + ; k ∈ Z .
2 2 }
senx
Como f ( x )= , aplicando a regras do quociente:
cosx
cosxcosx−senx (senx ) cos 2 x +sen 2 x 1 2
f ´ ( x )= 2
= 2
= 2
=sec x .
cos x cos x cos x
Portanto, f ´ ( x )=sec 2 x .
Observação. De modo geral, se y=tgu , ent ã o y ´ =sec 2 u .u ´ .
Derivada da função cotagente
Sejam f : R−{ kπ ; k ∈ Z } → R ; f ( x ) =cotgx e x ∈ R−{ kπ ; k ∈ Z } .
cosx
Como f ( x )= , aplicando a regras do quociente:
senx
senx (−senx)−cosxcosx 2
−sen x−cos x
2
−1 2
f ´ ( x )= 2
= 2
= 2 =−cossec x .
sen x sen x sen x
Portanto, f ´ ( x )=−cossec2 x .
Observação. De modo geral, se y=cotgu, ent ã o y ´ =−cossec 2 u . u ´ .
Derivada da função secante
{π
} π
{
Sejam f : R− kπ + ; k ∈ Z → (−∞ ,−1 ) ∪ ( 1 , ∞ ) ; f ( x )=sec x e x ∈ R− kπ + ; k ∈ Z
2 2 }
1
A partir da relação sec x= ,podemos escrever f ( x )=(cosx )−1 e derivar f usando a
cos x
regra da cadeia. Então
. f ´ ( x )=−1¿ ¿
Observação. De modo geral, se y=secu ,ent ã o y ´ =tgu . secu . u ´ .
Derivada da função cossecante
Sejam f : R−{ kπ , k ∈ Z } → (−∞ ,−1 ) ∪ ( 1 , ∞ ) ; f ( x )=cossec x e x ∈ R− { kπ ; k ∈ Z }
1 −1
Como cossec= =(sen x ) ,vamos aplicar a regra da cadeia para derivar f:
sen x
−2 −cos x cos x 1
f ´ ( x )=−1 ( sen x ) . cos x = = . =cotgx . cossec x ou seja, f ´ ( x )=−cotg x . cossec x .
sen x
2
senx sen x
Observação. De modo geral, se y=cossec u , ent ã o y ´=−cotgu. cossec u . u ´ .
DERIVADA DA FUNÇÃO COMPOSTAS
Seja y= ( f ° g )( x) uma função composta das funções f e g.
Se g derivada num ponto Xo e se f tem derivada no ponto correspondente a Xo , g(Xo),
então fog é derivavel em Xo, e
y ´= [ ( f ° g )( Xo ) ] ´ =f [ g ( Xo ) ] × g ´ ( Xo )
Exemplo: f ( x )=¿ ¿
DERIVADA DAS FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGAÍITMICAS
Definição do número e
h
e −1
O número de Neper, e , é um número tal que lim =1
h⟶0 h
Derivada de y=e x aplicando a definição vem
x +h x x h x
e −e e (e −1) x e −1 x
y ´= lim = = lim e . lim =e −1=e x
h⟶ 0 h h h⟶ 0 h⟶0 h
Logo, se y=e x , y ´=e x ; se y=eu , y ´ =u ´ . e u
Derivada de y=a x
Seja y=a x ⇔ y=e xlna
. y ´=¿
. y ´=ln a . e xlna
Logo se y=a x , ⇔ y ´ =¿
Derivada de y=ln x
Seja y=ln x aplicando a definição vem:
x+ h
ln
.
y ´= lim
h⟶ 0
ln ( x +h ) −ln x
h
= lim
h⟶ 0 h
x 1
[
= . ln
h
x +h
x
=¿ ]
como a função é continua vem:
lim ¿ ¿ logo
. y ´=ln h⟶ 0
1 u
se , y=lnx ⇔ y ´ = se y=lnu ⇔ y ´ = ´
x ú
Derivada de y=log a x
1 1
seja y=log a x=ln x . log a e ⇔ y ´ = log a e= .
x x ln a
1 u
Logo se y=log a x , ⇔ y ´ = , se y =log a u ⇔ y ´ = ´
X ln a ú ln a
DERIVADAS SUCESSIVAS
Seja f uma função derivável num subconjunto A do seu domínio. A função f ´ : A ⟶ R
é também chamada de derivada primeira ou de derivada de primeira ordem de f.
Se f´ for derivável em um subconjunto A1 de A, fica definida a função
n n
f : A → R ; f ( x )=( f ´ ) ´ ( x), Chamada de derivada segunda de f ou derivada de segunda
ordem de f.
Suponhamos que, para algum n ∈ N , esteja definida a função derivada de ordem n-1de f
(n−1)
f : A n−2 → R
Suponhamos ainda que f (n−1)seja derivável em An−1 .Definimos f (n) : An−1 → R ; f (n ) ( x )
como sendo a derivada enésima de f. As funções f , f ´ ´ , f ' '' , … chamam-se derivadas
sucessivas de f
Exemplo: seja f ( x ) =x 4 +3 x2 −1. obtenha f´(x)¸f´´(x), f´´´(x) para n qualquer.
Resolução: sendo f ( x )=x 4+ 3 x 2−1
. f ´ ( x )=4 x 3 +6 x
. f ´ ´ ( x )=12 x 2+ 6
. f ´ ´ ´ ( x )=24 x .
APLICAÇÕES DE DERIVADAS
O cálculo aplica-se nas mais diversas áreas. A determinação dos máximos ou dos
mínimos de uma função é do maior interesse na tomada de muitas decisões de carácter
económico e social. As distribuições Gama são muito importantes em estudos de
controlo de tráfego e na teoria das propriedades. A estas distribuições está ligada a
−ax ¿
função f ( x )=c x n e¿
Neste tema começaremos por recordar as definições ligadas à monotonia e extremos de
uma função.
Taxa de variação
Seja f uma função definida em[ a , b ] . a taxa de variação média f em [ a , b ] é definida
f ( b )−f (a)
como , ou seja, é ou seja, é o quociente da variação de f(x) pela variação de x
b−a
Por exemplo, suponhamos que f(t) represente a população de certa comunidade t anos
após 1º de Janeiro de 2000. Sabendo-se que f(1)=1560 e f(5)=1788, a taxa de variação
f ( 5 )−f (1)
média da população de 01/01/2001 a 01/01/2005 foi de =57 pessoas por ano.
5−1
Poderíamos também dizer que a velocidade com que aumentou essa população naquele
período foi de 57 pessoas por ano.
Seja f uma função definida num intervalo aberto I que contém o ponto x o. Seja ∆ x tal
Δ y f ( x+ ∆ x )−f ( x)
que xo+∆ x ∈ I . O quociente = é a taxa de variação média de f no
Δx ∆x
intervalo de comprimento ∆ x .
Δy
Fazendo ∆ x . Tender a zero supondo que o lim exista, este independe de ∆ x e será
∆ x→ 0 Δx
chamado de taxa de variação de f em x o. Em particular, se f(t) é o espaço percorrido por
um móvel no tempo t, então a taxa de variação de f em t o. Quer dizer, a derivada f´(xo) é
o taxa de variação de f em xo
Máximos e mínimos
Existe uma grande variedade de problemas práticos cuja resolução
requer o conhecimento do maior ou do menor valor que determinada função assume em
todo o seu domínio ou em algum intervalo.
Quando se trata de funções bem conhecidas, como as afins, quadrá-
ticas, logarítmicas e exponenciais, recorremos ao seu gráfico para
obtermos tais informações.
Entretanto, a maior parte das funções requer justamente um estudo
dos seus valores máximos e mínimos para se fazer o gráfico. Neste
caso, utilizaremos a derivada como ferramenta principal.
Definição. Seja f : D → R Uma função. Dizemos que f assume um valor máximo
absoluto em c ∈ D , se f ( c ) ≥ f ( x ) ∀ x ∈ D . f(c) é o valor máximo absoluto de f. Dizemos
que f assume um valor mínimo absoluto em c ∈ D se f ( c ) ≤ f ( x ) ∀ x ∈ D. desta forma, c é
ponto de mínimo absoluto de f e f(c) é o valor mínimo absoluto de f
Funções estritamente crescentes e decrescentes
Seja f uma função real de variável real definida num intervalo E, e sejam a e b números
de E
f é estritamente crescente em E quando para todos os números reais a e b de E. se
a< b , então f (a)< f (b)
f é estritamente decrescente em E quando para todos os números reais a, b de E. se
a< b , então f (a)> f (b)
f é constante em E quando para todos os números reais a e b de E. se f ( a )=f ( b ) .
Intervalos de monotonia e primeira derivada de uma função
Teorema:
Seja f uma função continua em [ a , b ] e derivável em¿ a , b ¿
Se f ´ ( x ) >0 ∀ x ∈ ¿ a , b ¿então f é estritamente crescente em [ a , b ]
Se f ´ ( x ) <0 ∀ x ∈ ¿ a , b ¿, então f é estritamente decrescente em[ a , b ].
Extremos relativos e primeira derivada de uma função
A primeira derivada de uma função também pode ajudar a encontrar os extremos
relativos.
Seja c um ponto crítico de f, e suponhamos que f é contínua em c e derivável num
intervalo aberto E contido c, com a possível excepção de poder não ser diferenciável em
c.
Se f´ muda de positivo para negativo em c, então f(c) é um máximo relativo.
Se f´ muda de negativo para positivo em c , então f(c) é um mínimo relativo.
Se f´(x)˃0 ou f´(x)˂0 para todo o x do intervalo E excepto para x=c, então f´(x) não é
um extremo relativo de f.
Concavidade e segunda derivada de uma função
Uma função f tem ¿ a , b ¿ Df a concavidade voltada para cima(baixo) se o gráfico se
encontra para cima (baixo) da tangente ao gráfico em qualquer ponto de abcissa c
∈¿a,b¿
O ponto (c, f(c)) do gráfico de f é um ponto de inflexão se são verificadas as seguintes
condições:
f é continua em c.
Existe um intervalo aberto ¿ a , b ¿ contendo c de tal modo que o gráfico de f tem
concavidades voltadas para baixo em ¿ a , c ¿e a cocavidade voltada para cima em ¿ c , b ¿
ou vice-versa.
Estudo de uma função
Obter o gráfico usando a calculadora gráfica. A imagem obtida vai ajudar a
compreender e a dar sentido aos valores que se obtêm analiticamente.
Determinar o domínio.
Estudar a continuidade.
Determinar as coordenadas dos pontos de intersecção do gráfico com os eixos
coordenados.
Estudar a simetria do gráfico.
Determinar os extremos e estudar a monotonia.
Estudar o sentido da concavidade
Determinar uma equação das assimptotas.
Confrontar os dados obtidos analiticamente com o gráfico obtido com a
calculadora gráfica e indicar o contradomínio.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Barrolomeu C.D, Adelino.S.M; Euclides.F.C.F( 2008). Análise matemática Pra
Professores. Editora Novas Edições Acadêmicas.
Maria A.F.N.(2014). Matemática 12ª classe. Porto Editora
[Link]ê[Link]