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Gestão de SST na Construção Civil

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PLANO DE PESQUISA

DISCIPLINAS: METODOLOGIA E TCC


PROFESSORA: MARTHA ALMEIDA EMAIL: marthacalmeida@[Link]
IDENTIFICAÇÃO DO TRABALHO E DA AUTORIA
AUTOR: Chenia dos Anjos Oliveira
EMAIL: [Link]@[Link]
ORIENTADOR: Almir Antônio Vieira
EMAIL: almir_antonio@[Link]
TÍTULO PROVISÓRIO DO TRABALHO:
Saúde e Segurança do Trabalho na Construção Civil: A importância da gestão de SST para minimizar os
riscos associados às atividades deste setor.
CURSO: Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho
ÁREA DA PESQUISA: Gestão de Riscos
DADOS SOBRE A PESQUISA
1 TEMA
A importância econômica da área da construção civil no Brasil é de fato reconhecida por muitos. Nesta área
estão envolvidas outras diversas áreas do ramo e o número de trabalhadores envolvidos nas atividades é
expressivo. O número de empresas envolvidas na indústria da construção civil engloba uma quantidade
considerável de trabalhadores que, por sua vez, necessita de um olhar atento da Segurança do Trabalho, a
fim de garantir adequada observância dos preceitos legais e regulamentares que certificam um trabalho
seguro.
A pesquisa anual na indústria da construção civil, PAIC, realizada em 2011 pelo IBGE, demostrou que:
Do total de 88.128 empresas ativas, 36.268 tinham de 1 a 4 trabalhadores (43,1%);
De 38.486 empresas, tinham de 5 a 29 trabalhadores (43,7%);
De 613 empresas de grande porte tinham de 500 ou mais trabalhadores (0,7%), mas com 904.235
trabalhadores (33,7% do total).
A pesquisa demonstrou ainda que a indústria da construção civil se concentrava na região Sudeste
(representando 49,6% das empresas no país e 56% dos trabalhadores).
O reconhecimento do número de trabalhadores na área da construção civil e dada sua relevante importância
econômica, instiga a pesquisa nesta área, alertando sobre a importância de práticas saudáveis e promoção de
um ambiente seguro para reduzir o número de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho e a importância
de se estabelecer um sistema de gestão eficaz.
Conforme relatado por SESI (2015, p.19), “dos 278 casos de AT fatal na IC entre 2007 e 2012, a causa de
morte mais comum foi acidente de transporte, envolvendo veículos terrestres automotores (27%), seguido
pelas quedas (24%), e eletrocussões (18%), enquanto agressões interpessoais foram responsáveis por 2% dos
casos”.
Ainda conforme SESI (2015, p.24), para os AT não fatais entre 2007 e 2012 foram 9.012 casos em homens e
1.196 entre as mulheres, e esclarece em citação:

As partes do corpo mais comumente afetadas foram extremidades superiores, membros inferiores, e
cabeça, nessa ordem, em ambos os sexos. Verificou-se que membros superiores e inferiores compõem
cerca de 70% dos casos, sendo as fraturas as lesões mais comuns, seguidas pelas contusões
superficiais e luxações, dentre outras. Amputações representaram cerca de 1% dos casos.

Realizar um diagnóstico do índice de acidentes no setor da construção civil permite identificar quais são os
tipos de acidentes mais recorrentes e fazer indicações de como utilizar um sistema de gestão, garantindo
eficácia na redução dos acidentes, fato este de suma importância. Pode assim, a Engenharia de Segurança do
Trabalho contribuir para a prevenção e minimização dos acidentes na construção civil, orientando políticas
de prevenção de acidentes e doenças do trabalho.
A Norma Regulamentadora NR-18: Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção,
aprovada pela portaria n° 3.214, de 08 de Junho de 1978, conforme disposto no art. 200, da consolidação das
Leis do Trabalho pela Lei n° 6.514, de 22 de Dezembro de 1977, estabelece diretrizes de ordem
administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e
sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria
da Construção.
A Norma Regulamentadora NR9: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais estabelece a
obrigatoriedade da elaboração e implementação por parte de todos os empregadores e instituições que
admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA),
visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento,
avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no
ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.
O cumprimento da legislação, seguindo suas normas e diretrizes é uma forma de demostrar que as empresas
estão comprometidas com a garantia de condições ideais de trabalho, e ainda apresenta o grau de maturidade
da empresa em relação à segurança dos seus colaboradores.
No contexto de prevenção, a gestão de SST na área da construção civil demonstra relevada importância,
pois, leva em consideração os seres humanos, os procedimentos de trabalho, os equipamentos e recursos
materiais que integram as atividades e que podem ou não afetar a realização de uma atividade.
De acordo com CARDELLA (1999, p.71), “cabe ressaltar a importância do equilíbrio entre a política – a
responsabilidade entre a gestão de riscos é dos responsáveis pela atividade – e o princípio – um indivíduo
não consegue sozinho controlar os riscos de sua atividade.” Neste sentido, as iniciativas voltadas para a
divulgação dos conceitos e métodos de prevenção de acidentes se mostra cada vez mais eficiente e eficaz de
forma que os objetivos das organizações sejam complementares aos objetivos dos colaboradores e que se
estabeleça um senso comum para a implementação e melhoria do sistema de gestão da SST em uma
organização e que este possa sempre contribuir para melhorar o desempenho da segurança.

2 DELIMITAÇÃO/ PROBLEMA

O conhecimento sobre Saúde e Segurança do Trabalho abordado de forma direcionada para o setor da
construção civil pode contribuir para a implantação de um sistema de gestão nas organizações. Basear-se na
Série da Avaliação da Saúde e da Segurança do Trabalho – OHSAS 18.001 pode contribuir positivamente
para que as empresas do ramo possam demonstrar um desempenho sólido de saúde e segurança no trabalho e
garantir resultados satisfatórios neste sentido.
3 JUSTIFICATIVA

 Os índices de acidentes de trabalho no Brasil envolvem grande parte dos trabalhadores da construção
civil e abordar sobre um sistema de gestão de segurança pode contribuir para diminuição dos
mesmos.
 Os conceitos e definições sobre um SGSST (Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho)
proporciona adquirir conhecimentos que direcionam para práticas de prevenção de acidentes bem
como o amadurecimento dos trabalhadores envolvidos na indústria da construção civil.
4 OBJETIVOS
GERAL

 Discutir a importância da Saúde e Segurança do Trabalho na Construção Civil e como a implantação


da norma OHSAS 18.001 pode contribuir para o gerenciamento da gestão de segurança.

ESPECÍFICOS

 Apresentar conceitos e definições sobre Segurança do Trabalho.


 Apresentar relatório diagnóstico de acidentes de trabalho na construção civil.
 Descrever a norma OHSAS 18.001 e sua implementação na construção civil.

5 HIPÓTESE

Não há necessidade de hipótese inicial. Ela pode aparecer ao longo da pesquisa.


6 METODOLOGIA
Quanto ao raciocínio a pesquisa será por indução. A pesquisa exploratória permitirá adquirir conhecimento
sobre gestão de segurança do trabalho na construção civil, agregando conhecimentos e permitindo a
construção de hipóteses. Quanto aos meios, a pesquisa será bibliográfica, recorrendo à autores como Cardela
(2011), Seiffert (2010), Silva (2015) e instituições como SESI (2015) e também a normas nacionais e
internacionais (NR’s, OHSAS, ISO), permitindo englobar um referencial teórico objetivo. Quanto à
abordagem, a pesquisa será qualitativa no que diz respeito a implantação da norma OHSAS 18.001 no setor
da construção civil, analisando seus requisitos e certificando-se que ela pode ajudar as empresas atingir seus
objetivos de Saúde e Segurança do Trabalho. A pesquisa tem como sujeitos, os trabalhadores da construção
civil.
7 CRONOGRAMA

Data: Atividade:
17/11/2016 Definição de tema, delimitação do tema (problema) e elaboração do
esquema inicial do projeto.
21/11/2016 a 15/12/2016 Elaboração do Projeto de Pesquisa.
16/12/2016 Entrega da versão inicial do Projeto de Pesquisa.
01/01/2017 à 31/01/2017 Revisão e correções do Projeto de Pesquisa.
01/02/2017 Entrega da versão definitiva do Projeto de Pesquisa.
17/11/2016 a 31/01/2017 Leituras e fichamentos.
02/02/2017 a 05/02/2017 Estruturação do artigo. Definições metodológicas.
06/02/2017 à 28/02/2017 Elaboração do artigo.
01/03/2017 Entrega da primeira versão do artigo para avaliação
06/03/2017 à 24/03/2017 Revisão e correções do artigo.
(25/03) 08/03/2017 Entrega da versão definitiva do artigo para avaliação
25/03/2017 Entrega dos slides para avaliação
08/04/2017 Apresentação e defesa para a banca avaliadora

8) REFERÊNCIAS

CARDELA, Benedito. Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes. São Paulo: Atltas, 2011.

NORMA REGULAMENTADORA NR 9. Programa de prevenção de Riscos Ambientais. D.O.U,1978.


Disponível em: [Link]/legislacao/nr/[Link]. Acesso em: 05, dezembro, 2016.

NORMA REGULAMENTADORA NR 18. Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da


Construção. D.O.U,1978. Disponível em: [Link]/legislacao/trabalhista/nr/[Link].
Acesso em: 05, dezembro, 2016.

SEIFFERT, Mari Elizabete Bernar. Sistemas de Gestão Ambiental (ISSO 14001) e Saúde e Segurança
Ocupacional (OHSAS 18001): Vantagens da implantação integrada. São Paulo: Atlas, 2010.

SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA. DEPARTAMENTO NACIONAL. Segurança e saúde na indústria


da construção no Brasil: diagnóstico e recomendações para a prevenção dos acidentes de trabalho.
Brasília: SESI/DN, 2015.

SILVA, Adriano Anderson Rodrigues da. Segurança do Trabalho na Construção Civil: Uma Revisão
Bibliográfica. Belo Horizonte, v.1, n.1,Janeiro-2015.

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