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Sistema de Instrução Militar 2012

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MINISTERIO DA DEFESA

EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO DE OPERAÇÕES TERRESTRES

SISTEMA DE INSTRUÇÃO
MILITAR DO EXÉRCITO
BRASILEIRO

(SIMEB)

2012
MINISTERIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO DE OPERAÇÕES TERRESTRES

SISTEMA DE INSTRUÇÃO
MILITAR DO EXÉRCITO BRASILEIRO

(SIMEB)

Edição 2012
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO DE OPERAÇÕES TERRESTRES

PORTARIA Nº 009 - COTER, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2011.

Aprova o Sistema de Instrução Militar


do Exército Brasileiro (SIMEB).

O COMANDANTE DE OPERAÇÕES TERRESTRES, no uso


da delegação de competência, conferida pela letra e) do item XI do Art.1º da Portaria
nº 727, de 8 de outubro de 2007, do Comandante do Exército, resolve:

Art. 1º Aprova o Sistema de Instrução Militar do Exército Brasileiro


(SIMEB), Edição 2012.

Art. 2º Determina que esta Portaria entre em vigor na data de sua


publicação.

Art. 3º Revoga a Portaria nº 008 - COTER, de 29 de setembro de


2010.

Gen
n Ex
xAAMÉRICO
MÉRICO O SALVADOR DE OLIVEIRA
OL
Coma
Comandante
maannddantee de Operações Terrestre
Terrestres
ÍNDICE

Pag
CAPÍTULO 1 - PRESSUPOSTOS BÁSICOS

1.1 - Missão do Exército .....................................................................................1 - 1


1.2 - O Ensino Profissional no Exército ..............................................................1 - 1
1.3 - Objetivo do Sistema de Instrução Militar do Exército Brasileiro ..............1 - 2
1.4 - Considerações Gerais .................................................................................1 - 2
1.5 - Documentos de Referência .........................................................................1 - 2
1.6 - Conceitos ....................................................................................................1 - 3
1.7 - Orientação Geral do SIMEB.......................................................................1 - 3
1.8 - Direção de Instrução ...................................................................................1 - 3
1.9 - Observações de Caráter Geral ....................................................................1 - 4

CAPÍTULO 2 – O ANO DE INSTRUÇÃO

2.1 - Considerações Iniciais ................................................................................ 2 - 1


2.2 - O Ano de Instrução ..................................................................................... 2 - 1

CAPÍTULO 3 – INSTRUÇÃO INDIVIDUAL

3.1 - Instrução Individual .................................................................................... 3 - 1


3.2 - Objetivos da Instrução Individual............................................................... 3 - 3
3.3 - Instrução Individual Básica (IIB) ............................................................... 3 - 6
3.4 - Instrução Individual de Qualificação (IIQ) ................................................. 3 - 7
3.5 - Instrução Individual de Requalificação e Nivelamento (IIRN) .................. 3 - 8
3.6 - Curso de Formação de Cabos (CFC) .......................................................... 3 - 9
3.7 - Curso de Formação de Sargentos Temporários (CFST) ............................. 3 - 10
3.8 - Assuntos que Exigem Cuidados Especiais ................................................. 3 - 11
3.9 - Instrução Religiosa ..................................................................................... 3 - 18
3.10 - Proteção e Instrução sobre Meio Ambiente .............................................. 3 - 18
3.11 - Atividades de Instrução em Unidades de Conservação (UC) ................... 3 - 19
3.12 - Instrução de Mobilização.......................................................................... 3 - 20
3.13 - Atividades de Instrução em Áreas Indígenas ............................................ 3 - 20

CAPÍTULO 4 – CAPACITAÇÃO TÉCNICA E TÁTICA DO EFETIVO


PROFISSIONAL (CTTEP)

4.1 - Conceito ......................................................................................................4 - 1


4.2 - Objetivos da CTTEP...................................................................................4 - 1
4.3 - Definição do Universo ................................................................................4 - 2
4.4 - Orientação para o Planejamaneto ...............................................................4 - 2
4.5 - Desenvolvimento da Instrução ...................................................................4 - 3
4.6 - Prescrições Diversas ...................................................................................4 - 4

CAPÍTULO 5 – ADESTRAMENTO

5.1 - Finalidade ................................................................................................... 5 - 1


5.2 - Objetivos..................................................................................................... 5 - 1
5.3 - Considerações Gerais ................................................................................. 5 - 1
5.4 - Formas de Adestramento ............................................................................ 5 - 2
5.5 - Execução do Adestramento ........................................................................ 5 - 3
5.6 - Adestramento Básico .................................................................................. 5 - 7
5.7 - Adestramento Avançado ............................................................................. 5 - 9
5.8 - Adestramento para Op GLO ....................................................................... 5 - 11
5.9 - Mapa de Adestramento ............................................................................... 5 - 12
5.10 - Adestramento na Mobilização .................................................................. 5 - 14
5.11 - Adestramento nas OM de Artilharia de Campanha .................................. 5 - 14
5.12 - Adestramento nas OM de Artilharia Antiaérea ......................................... 5 - 14
5.13 - Exercício Tático com Apoio de Sistema de Simulação (ETASS) ............ 5 - 15
5.14 - Exercícios Conjuntos ................................................................................ 5 - 19
5.15 - Exercícios Combinados com Nações Amigas .......................................... 5 - 19
5.16 - Prescrições Diversas ................................................................................. 5 - 20

CAPÍTULO 6 - INSTRUÇÃO MILITAR DE ELEMENTOS DE NATUREZA


DIVERSA

6.1 - Aviação do Exército .................................................................................... 6 - 1


6.2 - Brigada de Operações Especiais ................................................................. 6 - 7
6.3 - Artilharia Antiaérea..................................................................................... 6 - 8
6.4 - OM de Guerra Eletrônica ........................................................................... 6 - 8
6.5 - Pelotões Especiais de Fronteira .................................................................. 6 - 9
6.6 - Organizações Militares Não-Operacionais ................................................. 6 - 10
6.7 - Tiros-de-Guerra e Escolas de Instrução Militar .......................................... 6 - 11

CAPÍTULO 7 - PREVENÇÃO E SEGURANÇA

7.1 - Prevenção de Acidentes .............................................................................. 7 - 1


7.2 - Segurança Orgânica .................................................................................... 7 - 2
7.3 - Segurança na Instrução ............................................................................... 7 - 3
CAPÍTULO 8 - SISTEMAS DE APOIO À INSTRUÇÃO MILITAR

8.1 - Finalidade ................................................................................................... 8 - 1


8.2 - Sistemas de Apoio à Instrução Militar ........................................................ 8 - 1
8.3 - Sistema de Avaliação das Organizações Militares Operacionais
(SISTAVOP)........................................................................................................ 8 - 1
8.4 - Sistema de Lições Aprendidas (SISLA) ..................................................... 8 - 3
8.5 - Sistema de Validação dos Programas-Padrão e Cadernos de Instrução
(SIVALI-PP/CI) .................................................................................................. 8 - 4

CAPÍTULO 9 – PLANEJAMENTO DE RECURSOS PARA A INSTRUÇÃO

9.1 - Finalidade ................................................................................................... 9 - 1


9.2 - Tipos de Recursos ....................................................................................... 9 - 1
9.3 - Levantamento e Solicitação das Necessidades ........................................... 9 - 2
9.4 - Sistema de Apoio ao Planejamento (SAP) ................................................. 9 - 5
9.5 - Prescrições Diversas ................................................................................... 9 - 9

CAPÍTULO 10 – ESTÁGIOS

10.1 - Definição..................................................................................................10 - 1
10.2 - Generalidades ..........................................................................................10 - 1
10.3 - Estágios de Orientação ............................................................................10 - 3
10.4 - Estágios de Instrução ...............................................................................10 - 3
10.5 - Estágio de Preparação Específica para Cadestes da AMAN ...................10 - 5
10.6 - Estágio de Preparação Específica para Alunos da EsSA e EsLog ...........10 - 5

CAPÍTULO 11 – COMPETIÇÕES DE INSTRUÇÃO MILITAR E DESPORTIVAS

11.1 - Finalidade ................................................................................................11 - 1


11.2 - Objetivos ..................................................................................................11 - 1
11.3 - Competições de Instrução ........................................................................11 - 1
11.4 - Competições Desportivas ........................................................................11 - 3

CAPÍTULO 12 – ATIVIDADES CONJUNTAS

12.1 - Aspecto Doutrinário.................................................................................12 - 1


12.2 - Exercícios Conjuntos entre as Forças Armadas .......................................12 - 1
12.3 - Seminários sobre Atividades Conjuntas ..................................................12 - 2
CAPÍTULO 13 – RELATÓRIOS

13.1 - Finalidade ............................................................................................... 13 - 1


13.2 - Relatórios de Instrução ........................................................................... 13 - 1
13.3 - Relatório de Informações Doutrinárias Operacionais (RIDOP) ............. 13 - 2
13.4 - Modelos de Relatório.............................................................................. 13 - 3

CAPÍTULO 14 – MOBILIZAÇÃO E DESMOBILIZAÇÃO DE PESSOAL

14.1 - Finalidade ...............................................................................................14 - 1


14.2 - Objetivos.................................................................................................14 - 1
14.3 - Considerações Iniciais ............................................................................14 - 2
14.4 - Mobilização de Recursos Humanos .......................................................14 - 2
14.5 - Desmobilização de Pessoal Temporário .................................................14 - 16

CAPÍTULO 15 – ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O APOIO DA MARINHA E


DA FORÇA AÉREA

15.1 - Conceituações Gerais .............................................................................15 - 1


15.2 - Apoio da Marinha ...................................................................................15 - 1
15.3 - Apoio da Força Aérea .............................................................................15 - 2
1-1 SIMEB

CAPÍTULO 1

PRESSUPOSTOS BÁSICOS
1.1 MISSÃO DO EXÉRCITO

a. A missão norteia todas as atividades do EB e está orientada, primordialmente,


pela Constituição Federal e pela Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1997,
alterada pela Lei Complementar nº 117, de 2 de setembro de 2004 e nº 136, de 25 de
agosto de 2010.
b. As políticas e as estratégias implementadas pelo Comandante Supremo das
Forças Armadas, bem como as estratégias e doutrinas elaboradas pelo Ministério da
Defesa, condicionam o detalhamento da Missão.
c. Segundo o SIPLEx 1, aprovado pela Portaria nº 766 - Cmt Ex, de 7 de dezem-
bro de 2011, a missão do Exército é “Defender a Pátria, Garantir os Poderes Consti-
tucionais, a Lei e a Ordem. Apoiar a Política Exterior do País. Cumprir Atribuições
Subsidiárias.”
d. Dentre as condicionantes para o cumprimento da Missão do Exército, confor-
me documento supracitado, o Adestramento - “capaz de transformar homem, tropa
e comando - desde os escalões elementares - num conjunto harmônico operativo e
determinado no cumprimento de qualquer missão.” é extremamente dependente do
ensino profissional no Exército.

1.2 O ENSINO PROFISSIONAL NO EXÉRCITO

a. O Ensino Profissional no Exército é realizado por meio de dois sistemas distin-


tos, porém integrados: o Sistema de Ensino Militar e o Sistema de Instrução Militar
do Exército Brasileiro (SIMEB).
b. O Sistema de Ensino Militar é voltado, em sua maior dimensão, para formar,
aperfeiçoar, especializar e ampliar os conhecimentos profissionais dos militares de
19 DEZ 11 COTER
1-2 SIMEB
carreira. Paralelamente, forma os oficiais da reserva das Armas, do Serviço de Inten-
dência e do Quadro de Material Bélico. Esse sistema possui uma estrutura técnica
especializada na atividade de ensino e é coordenado pelo Departamento de Educação
e Cultura do Exército (DECEx).
c. O Sistema de Instrução Militar do Exército Brasileiro (SIMEB) é voltado para
o adestramento da Força Terrestre como instrumento de combate, para a formação das
praças temporárias e para a adaptação de técnicos civis à vida militar. Esse sistema é
coordenado pelo Comando de Operações Terrestres (COTER).

1.3 OBJETIVO DO SISTEMA DE INSTRUÇÃO MILITAR DO EXÉRCITO


BRASILEIRO

Regular o desenvolvimento da Instrução Militar (IM), em conformidade com as


diretrizes do Comandante do Exército e do Estado-Maior do Exército.

1.4 CONSIDERAÇÕES GERAIS

a. O Sistema de Instrução Militar do Exército (SIMEB) é o documento de alto nível


da atividade de Preparo da Força Terrestre, de caráter normativo e doutrinário, que
estabelece os fundamentos e a sistemática da Instrução Individual e do Adestramento.
b. O Programa de Instrução Militar (PIM) é o documento decorrente do SIMEB,
de periodicidade anual, por meio do qual o Comandante de Operações Terrestres,
observando a realidade da conjuntura, principalmente a orçamentária, orienta
o planejamento do ano de instrução e assegura a coordenação e a avaliação das
atividades.
c. Os Programas-Padrão (PP) constituem-se em instrumentos fundamentais para
o acionamento da IM e definem o modo ideal de conduzi-la. No entanto, torna-se
imperativo promover uma constante otimização do custo e do benefício da atividade-
fim, conciliando diversos fatores, tais como: a duração dos períodos de instrução, a
evolução qualitativa dos contingentes incorporados, a racionalização na aplicação dos
recursos financeiros e a redução do desgaste do material.

1.5 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

Os conceitos, dados e orientações constantes do SIMEB originam-se da legislação


existente e de outros documentos que tratam do Preparo Operacional da Força Terrestre
e das demais Forças Singulares, com destaque para os seguintes:
a. Sistema de Planejamento do Exército (SIPLEx);
b. Diretrizes do Comando do Exército;
c. Diretrizes do Estado-Maior do Exército;

19 DEZ 11 COTER
1-3 SIMEB
d. Diretrizes específicas do Comando de Operações Terrestres; e
e. Diretrizes e instruções emanadas da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira
no que interessa ao adestramento da F Ter.

1.6 CONCEITOS

a. Instrução Militar (IM): é a parte do preparo militar de caráter predominantemente


prático, que visa à formação do líder em todos os escalões, à capacitação dos
combatentes e ao adestramento das U e GU. Deve permitir o cumprimento de todos
os objetivos previstos na Política de Instrução Militar, constantes da Política Militar
Terrestre.
b. Operacionalidade: é a capacidade que uma OM operacional ou GU adquire
para atuar como um todo integrado, a fim de cumprir as missões previstas em sua base
doutrinária e inerentes à sua natureza e escalão, para as quais foi organizada, dotada
de pessoal, instruída, adestrada e equipada. A operacionalidade da F Ter é um dos
fatores fundamentais para a Estratégia da Dissuasão.
c. Adestramento: é o conjunto de atividades realizadas para desenvolver ou
treinar capacidades individuais ou coletivas que contribuirão para que uma OM atinja
a condição de participar de Operações Militares.
d. Vários outros conceitos são encontrados no PPB/1 - Planejamento, Execução
e Controle da Instrução Militar, que é um dos documentos que complementam o
SIMEB e que deve ser de leitura obrigatória por todos os envolvidos na Instrução.

1.7 ORIENTAÇÃO GERAL DO SIMEB

A IM visa o adestramento da F Ter e está voltada para:


a. Adestramento para as operações de Defesa Externa
1) O principal objetivo da Instrução Militar é adestrar a Força Terrestre para
cumprir missões de Defesa Externa.
2) Ao término do Ano de Instrução, todas as OM Operacionais deverão ter
cumprido os objetivos de adestramento previstos para o período.
b. Adestramento para as operações de Garantia da Lei e da Ordem
A IM deverá ser conduzida de modo a assegurar, o mais cedo possível, o
adestramento da Força Terrestre para a realização de Operações de Garantia da Lei e
da Ordem (Op GLO).

19 DEZ 11 COTER
1-4 SIMEB
1.8 DIREÇÃO DE INSTRUÇÃO

a. Os Comandos Militares de Área executam, além da própria instrução, a


orientação, o acompanhamento e o controle das atividades de instrução dos escalões
subordinados.
b. Cabe-lhes, também, implementar ações que busquem a racionalização e
simplificação de procedimentos, permitindo-lhes, em qualquer situação, atingir os
objetivos que caracterizam o adestramento.
b. A Direção da Instrução de uma OM é composta pelo Comandante, Estado-Maior
e Comandantes de Subunidade e deverá planejar e executar a Instrução Militar da OM,
buscando atingir os objetivos estabelecidos. O Comandante é o Diretor da Instrução
da OM. Cabe-lhe, assessorado pelo Chefe da 3ª Seção, orientar o planejamento e
fiscalizar a execução da instrução, corrigindo os erros e as distorções que porventura
ocorram.

DIREÇÃO DE INSTRUÇÃO = COMANDANTE + OF EM + CMT SU

1.9 OBSERVAÇÕES DE CARÁTER GERAL

a. Capacitação Individual e Coletiva


A efetividade da F Ter, como instrumento de combate, está baseada na
capacitação de suas tropas. Para uma tropa estar capacitada é preciso:
1) preparo físico-mental e espírito de corpo;
2) preparo profissional;
3) preparo logístico e organizacional; e
4) busca permanente da excelência operacional.
b. Excelência Operacional
Uma tropa que, em face do perigo real, combate em cada centímetro do terreno,
nunca se amedronta com receios imaginários, é disciplinada, não perde a confiança
em seus chefes nem deixa de respeitá-los, conta com poderes físicos fortalecidos
pela privação e pelo exercício, conhece e segue seus princípios de gestão e possui
comandantes criativos, inovadores, ousados, perseverantes e determinados, em todos
os níveis, é uma tropa imbuída de excelência operacional.
c. Padrão do Combatente Terrestre
O princípio pelo qual se deve conduzir um exército é estabelecer um padrão
de preparo militar que todos devem atingir. Esse padrão será obtido ao exigirmos dos
combatentes elevados índices de conhecimento profissional, preparo físico, preparo
mental, abnegação, vontade de lutar, espírito de corpo, crença na profissão e paixão
pelo que realiza.

19 DEZ 11 COTER
1-5 SIMEB
O Padrão do Combatente é um objetivo a atingir, em permanente desafio a ser
superado.
Os Comandantes Militares de Área deverão estabelecer e padronizar
procedimentos para controle e acompanhamento da obtenção do Padrão do Combatente
Terrestre, observado o ambiente operacional de atuação e as peculiaridades das OM
enquadradas.
d. Liderança Militar
Com suas características e peculiaridades especiais, é indispensável, tanto
na paz como na guerra, devendo ser estabelecida e praticada em todos os escalões,
aproveitando-se, ao máximo, todas as atividades de instrução, com ênfase para o
Adestramento Básico, Marchas e Estacionamentos, TFM, Ordem Unida, Patrulhas e
Instrução Peculiar de Qualificação.
e. Cultura Militar
As atividades culturais no âmbito do Exército devem ser direcionadas para
dar suporte à atividade fim, pois o desaparecimento do acervo ou o desinteresse pela
cultura militar representam indiscutível risco para a preservação da identidade da
Instituição e do País, e portanto para a segurança nacional.
Para o cumprimento de sua missão constitucional a Força necessita estar
equipada, adestrada, motivada e coesa. As ações culturais devem ser conduzidas para
incidir favoravelmente sobre a motivação e união da tropa, fortalecendo-as, e para
consolidar a imagem da Instituição junto à população. Os públicos interno e externo
devem ser estimulados para conhecer os feitos de nossa História Militar. Deve ser
incentivado o culto aos símbolos da Pátria e aos heróis nacionais.
Além das ações voltadas para a preservação do patrimônio cultural material,
devem ser planejadas e conduzidas atividades que preservem o patrimônio cultural
imaterial, entendido o composto pelas tradições, a memória, os valores morais,
culturais e históricos, as datas cívicas memoráveis, os feitos e as personalidades
consagradas na História do Brasil, e outras manifestações da cultura militar, dentre
elas o linguajar, a música, e “causos” militares.
f. Cerimonial Militar
Tem por objetivo desenvolver a disciplina, a coesão e o espírito de corpo, pela
execução de movimentos que exigem energia, precisão e marcialidade. As formaturas
gerais permitem aos Comandantes, em todos os níveis, verificar a apresentação de
seus comandados e exercer liderança sobre eles.
g. Manutenção
Essa atividade deve ter sua execução regulada no Programa Anual de
Manutenção, constando, obrigatoriamente, nos Quadros de Trabalho durante todo o
decorrer do Ano de Instrução.

19 DEZ 11 COTER
1-6 SIMEB
h. Segurança na Instrução
Deve ser obtido o mais alto índice de segurança na instrução (Prevenção de
Acidentes de Instrução), evitando-se, porém, que o excesso de zelo prejudique a
obtenção dos reflexos desejados.
i. Outras
Somente a fiel observância, em todos os níveis, das prescrições metodológicas
do SIMEB conduz à aquisição de habilidades e reflexos indispensáveis ao militar e ao
adestramento dos diversos grupamentos.
A leitura dos manuais do Exército Brasileiro e do Ministério da Defesa é
fundamental para o perfeito entendimento do SIMEB e para a confecção de documentos
relacionados com a Instrução Militar da Força Terrestre.
As propostas de modificações, correções e (ou) sugestões a este documento e (ou)
aos PP deverão ser remetidas ao COTER em qualquer época.

19 DEZ 11 COTER
2-1 SIMEB

CAPÍTULO 2

O ANO DE INSTRUÇÃO

2.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O presente capítulo tem por finalidade apresentar os fundamentos do Ano de


Instrução e seu planejamento.

2.2 O ANO DE INSTRUÇÃO

a. O Ano de Instrução
Considerando a incorporação anual do contingente de conscritos, o Ano
de Instrução pode ser considerado como o período compreendido entre março e
dezembro, para o Grupamento Alfa; e entre agosto do ano “A” e maio de “A+1”, para
o Grupamento Bravo.
O ano de Instrução é dividido em duas grandes fases, que são subdividas em
períodos e subperíodos, como abaixo se oberva:
1) Fase de Instrução Individual
a) Período de Instrução Individual Básica (IIB) - formação do Combatente
Básico.
b) Período de Instrução Individual de Qualificação (IIQ) - formação do
Combatente Mobilizável.
(1) 1º Subperíodo – Qualificação de GLO; e
(2) 2º Subperíodo – Qualificação de Defesa Externa.
2) Fase de Adestramento
a) Período de Adestramento Básico (PAB)
(1) Subperíodo de Adestramento Básico de Pelotões (PAB/Pel);
(2) Subperíodo de Adestramento Básico de Subunidades (PAB/SU); e
19 DEZ 11 COTER
2-2 SIMEB
(3) Subperíodo de Adestramento Básico de Unidades (PAB/U).
b) Período de Adestramento Avançado (PAA).
b. Programas executados
Durante o ano de instrução, são desencadeados, nos corpos de tropa, programas
de instrução, que possuem peculiaridades e objetivos bastante diferenciados entre si.
Os programas podem ser sucessivos ou simultâneos, dependendo do grau de
necessidade da conclusão de um para o início do outro. Entre os principais programas
estão:
1) Instrução Individual;
2) Capacitação Técnica e Tática do Efetivo Profissional (CTTEP);
3) Adestramento;
4) Aplicação e Conservação de Padrões (PACP);
5) Desmobilização de Militares Temporários;
6) IIRN (SFC); e
7) Outros que sejam voltados para a adaptação ou formação de oficiais e
sargentos temporários.
O conteúdo de cada programa de instrução, normalmente, estará contido em
documento específico denominado Programa-Padrão (PP). No caso de tal documento
ainda não ter sido editado, diretrizes específicas serão emanadas pelos Comandos
responsáveis.
c. Programa de Instrução Individual
O Programa de Instrução Individual desenvolve-se durante a Fase de Instrução
Individual e destina-se a habilitar o conscrito para o desempenho das funções
correspondentes ao cargo que vai ocupar no QO da OM, tornando-o capaz de ser
integrado aos diversos grupamentos que constituem a Organização Militar.
d. Programa de Capacitação Técnica e Tática do Efetivo Profissional (CTTEP)
O Programa da CTTEP desenvolve-se desde o período destinado à preparação
intelectual e física da OM para o início do Ano de Instrução, até o início do PAB. Visa
a manutenção e o aprimoramento dos conhecimentos Técnico e Táticos já adquiridos
pelo Efetivo Profissional (EP), deixando-o em estado permanente de pronta resposta,
assegurando à OM um elevado nível de eficiência organizacional e técnica.
e. Programa de Adestramento
O Programa de Adestramento desenvolve-se durante a Fase de Adestramento
e destina-se a capacitar a OM ao cumprimento das missões previstas em sua base
doutrinária, sejam as de Defesa Externa ou de GLO.
O foco do Programa deve estar voltado para as frações constituídas.
f. Programa de Aplicação e Conservação de Padrões (PACP)

19 DEZ 11 COTER
2-3 SIMEB
O PACP é realizado nas OM não-operacionais, onde não ocorre o adestramento,
no período que coincide com a Fase do Adestramento nas OM Op. Visa à aplicação e
à conservação de padrões pelos militares do EV e do EP, possuindo, assim, um caráter
eminentemente prático.
Seu planejamento e supervisão estão a cargo dos C Mil A, que poderão delegar
esta missão às Regiões Militares.
g. Programa de Desmobilização de Militares Temporários (PDMT)
A instrução para a desmobilização de militares temporários é uma atividade de
vital importância no processo de preparação do futuro reservista. Esse programa deve
ser estabelecido com vistas a proporcionar as melhores condições para o reingresso
à vida civil.
Poderá ser atendido pelo Programa Soldado-Cidadão, Programa de Inclusão
Digital ou de Multiplicadores de Tecnologias Sociais, ou por outros de iniciativa do
Comandante de OM, GU ou G Cmdo.
h. Programa de Instrução Individual de Requalificação e Nivelamento (IIRN)
O Programa de IIRN ocorre no mesmo período da IIB e destina-se a preparar
os Cb/Sd que foram transferidos de outras OM ou que mudaram suas funções no QCP.

19 DEZ 11 COTER
3-1 SIMEB

CAPÍTULO 3

INSTRUÇÃO INDIVIDUAL

3.1 INSTRUÇÃO INDIVIDUAL

a. Fundamentos
Instrução Individual é a atividade fundamental do processo de formação do
combatente, que objetiva a sua habilitação para o desempenho das funções corres-
pondentes ao cargo que vai ocupar, tornando-o capaz de ser integrado aos diversos
grupamentos que constituem a Organização Militar. É conduzida durante os Períodos
de Instrução Individual Básica (IIB) e de Instrução Individual de Qualificação (IIQ).
Os Comandantes de OM devem dedicar especial atenção à instrução dos re-
crutas, particularmente durante a IIB. Não obstante, a CTTEP tem prioridade sobre a
instrução do Efetivo Variável.
A Instrução Individual Básica é destinada, exclusivamente, aos soldados recru-
tas.
O Efetivo Variável (EV) e os Soldados do NB que realizarão o Curso de For-
mação de Cabos (CFC) constituem o universo-alvo da Instrução Individual de Qua-
lificação.
O desenvolvimento da Instrução Individual deverá ocorrer o máximo possível
de forma centralizada, considerando os seguintes fatores: efetivo do grupamento de
instruendos, as QMG/QMP a serem formadas na qualificação, as instalações e meios
disponíveis, o apoio a ser recebido ou a ser dado a outras OM, o nível de capacitação
da equipe de instrutores e outros peculiares à Guarnição.
É desejável, quando possível, que os recrutas sejam centralizados em uma mes-
ma SU, facilitando o desenvolvimento das instruções individuais e permitindo que as
19 DEZ 11 COTER
3-2 SIMEB
demais SU sejam constituídas somente por efetivo NB, concorrendo para a constante
condição de prontidão da OM, por meio das SU profissionais, as quais terão maior
facilidade para realizar as atividades da CTTEP e do PAB.
Na IIQ, as instruções comuns devem ser conduzidas, sempre que possível, de
forma centralizada para o CFC e o Curso de Formação de Soldados (CFSd).
b. Generalidades
A Instrução Individual deve assegurar a obtenção da qualificação do combatente
mobilizável e de padrões coletivos necessários ao Adestramento.
Por tratar-se de atividade fundamental no processo de formação do soldado, a
Direção da Instrução deverá exercer rigoroso controle da instrução do EV, verificando
se os OII previstos estão sendo alcançados e providenciando a recuperação daqueles
que não foram atingidos satisfatoriamente.
As sessões de Instrução Individual devem colocar o soldado em situações
semelhantes às que ocorrerão no desempenho de suas atividades. Os exercícios devem
simular, sempre que possível, uma situação de combate ou de apoio ao combate,
com uma visão bem próxima da realidade, conforme preconizado nas seguintes
publicações: PPB, PPQ, T 21 – 250 e CI 20-10/4.
Os PP das séries BRAVO e QUEBEC apresentam carga horária estimada por
matéria, cabendo à Direção da Instrução distribuí-la pelos diversos OII, obedecidas as
prescrições dos escalões superiores. A grade de tempo poderá ser alterada em função
de diversos fatores, em particular daqueles que dizem respeito à rapidez com que os
recrutas atinjam, individualmente, os padrões estabelecidos para os OII, bem como a
ocorrência de atividades não previstas no calendário de instrução.
O mais importante na instrução é o desempenho do instruendo, e não,
propriamente, o número de horas destinadas ou consumidas em sua execução.
Deve-se atentar para o que preconiza o CI 20-10/4 e, em especial, para o
seguinte questionamento: “Esta instrução, efetivamente, preparará o combatente para
a realização de suas tarefas?”.
A Direção da Instrução deverá conduzir, em período anterior à Seleção
Complementar, no contexto da Capacitação Técnica e Tática do Efetivo Profissional
(CTTEP), um Estágio para os Oficiais, Subtenentes e Sargentos da OM, destinado
à preparação e nivelamento dos quadros para o Ano de Instrução, com ênfase nos
fundamentos e metodologia da Instrução Militar.
O Estágio Básico de Combatente das FAR (EBCFAR) deve ser realizado,
prioritariamente, na Fase de Instrução Individual.

19 DEZ 11 COTER
3-3 SIMEB
3.2 OBJETIVOS DA INSTRUÇÃO INDIVIDUAL

a. Objetivos Gerais
São os que devem ser atingidos ao final de cada fase do Período de Instrução
Individual.
1) Objetivos Gerais da IIB
a) Preparar o Soldado para iniciar a instrução em qualquer qualificação mi-
litar.
b) Formar o reservista de segunda categoria, também chamado “combatente
básico”.
c) Desenvolver o valor moral dos instruendos.
d) Iniciar o estabelecimento de vínculos de liderança entre comandantes (em
todosos níveis) e comandados.
2) Objetivos Gerais da IIQ
a) Capacitar o Soldado a ser empregado em ações de GLO.
b) Formar o Cabo e o Soldado, aptos a ocuparem cargos afins, de determina-
daQMP ou QMG.
c) Formar o reservista de primeira categoria.
d) Prosseguir no desenvolvimento do valor moral dos instruendos.
e) Prosseguir no estabelecimento de vínculos de liderança entre comandantes
e comandados.
b. Objetivos Parciais da Instrução Individual
São definidos por áreas do processo ensino-aprendizagem (cognitiva-psicomo-
toraafetiva)e pela natureza didática dos assuntos.
Ao ser atingido o conjunto de objetivos parciais, caracteriza-se a consecução
dos Objetivos Gerais.
Os Objetivos Parciais não são objetivos de matérias, mas relacionam-se a con-
juntosde assuntos da mesma natureza.
1) Objetivos Parciais da IIB
a) Ambientar o Soldado à vida militar.
b) Iniciar a formação do caráter militar do Soldado.
c) Iniciar a criação de hábitos adequados à vida militar.
d) Obter padrões de procedimento adequados à vida militar.
e) Adquirir conhecimentos básicos indispensáveis ao Soldado.
f) Obter reflexos na execução de técnicas e táticas individuais de combate.
g) Desenvolver habilitações técnicas necessárias ao Soldado.
h) Obter padrões adequados de ordem unida (OU).
19 DEZ 11 COTER
3-4 SIMEB
i) Iniciar o desenvolvimento da capacidade física do Soldado.
2) Objetivos Parciais da IIQ
a) Completar a formação individual do Soldado e formar o Cabo.
b) Aprimorar a formação do caráter militar do futuro Cabo e do Soldado.
c) Prosseguir na formação de hábitos adequados à vida militar.
d) Prosseguir na obtenção de padrões de procedimento adequados à vida mi-
litar.
e) Adquirir conhecimentos básicos necessários ao desempenho de funções
relativasa cargos específicos.
f) Desenvolver habilitações técnicas necessárias ao desempenho de funções
relativasa cargos específicos.
g) Aprimorar os reflexos necessários à execução de técnicas e táticas indivi-
duais decombate.
h) Aprimorar os padrões de OU obtidos na IIB.
i) Prosseguir no desenvolvimento da capacidade física do futuro Cabo e do
Soldado.
3) Explicação dos Objetivos Parciais da Instrução Individual
a) Formação do Caráter Militar (FC)
A formação do caráter militar consiste no desenvolvimento de atributos da
área afetiva e em atitudes voltadas para a aceitação de valores julgados necessários
para que um indivíduo se adapte às exigências da vida militar, incluindo-se aí aquelas
peculiares às situações de combate.
Essa atuação na área afetiva se fará por meio da contínua ação de coman-
do dos oficiais e dos graduados, que deverão, em todas as situações, dar o exemplo
daquilo que se deseja, e, ainda, pela Instrução Militar que, conduzida de maneira
correta e enérgica, possibilitará aos instruendos vencerem suas naturais limitações e
dificuldades.
Os objetivos estabelecidos nos Programas-Padrão (PP), para a atuação na
área afetiva (desenvolvimento de atributos), estão diretamente relacionados com este
objetivo parcial.
b) Criação de Hábitos (CH)
Os hábitos significam disposição permanente à execução de determinados
procedimentos adequados à vida militar, adquiridos e consolidados pela freqüente
repetição.
Esse trabalho será executado durante todo o Ano de Instrução.
c) Obtenção de Padrões de Procedimento (OP)
Os padrões de procedimento são definidos pelo conjunto de ações e
reações adequadas ao militar, diante de determinadas situações.
19 DEZ 11 COTER
3-5 SIMEB
A assimilação destes padrões permitirá a perfeita integração do militar às
atividades da vida diária do aquartelamento.
d) Aquisição de conhecimentos
Deve ser entendida como a assimilação de conceitos, dados e ideias
necessárias à formação do militar.
Esse objetivo será atingido por meio de efetiva ação dos instrutores e
monitores, mormente durante as sessões de instrução, devendo ser consolidado pela
prática (o saber fazer).
e) Desenvolvimento de habilitações técnicas
As habilitações técnicas correspondem aos conhecimentos e às habilidades
indispensáveis ao manuseio de materiais de emprego militar (MEM), assim como à
operação dos equipamentos empregados pela Força Terrestre.
f) Obtenção de reflexos na execução de técnicas individuais de combate
Uma técnica individual de combate caracteriza-se por um conjunto de
habilidades que proporcionam a consecução de um determinado propósito militar de
forma vantajosa para o combatente.
Para ser desenvolvida ou aprimorada, não há necessidade de se criar uma
situação tática (hipótese do inimigo, variações do terreno e imposições de tempo).
g) Obtenção de reflexos na execução de táticas individuais de combate.
Uma tática individual de combate caracteriza-se por um conjunto de
procedimentos com efeito tático, ou seja, aqueles que respondem a uma situação em
que se tem uma missão a cumprir e um inimigo a combater, sendo consideradas as
variações do terreno e o tempo disponível.
As atividades de instrução voltadas para esse objetivo parcial deverão
aumentar, progressivamente, a capacidade de solucionar os problemas impostos por
situações táticas diferentes e cada vez mais complexas, capacitando o instruendo à
tomada de decisões no nível que lhe for adequado.
h) Obtenção de padrões de Ordem Unida
A Ordem Unida (OU), atividade de natureza essencialmente militar,
constitui importante referência da situação da disciplina. Por meio da OU, obtêm-se
padrões coletivos de uniformidade, sincronização e garbo militar, podendo-se, também,
avaliar o desenvolvimento de alguns atributos dos militares integrantes da tropa que a
executa, tais como o entusiasmo profissional, a cooperação e o autocontrole.
i) Capacidade física
O desenvolvimento da capacidade física visa a habilitar o indivíduo ao
cumprimento de missões de combate.
É obtida pela realização do treinamento físico militar (TFM) de forma
sistemática, gradual e progressiva. Também concorrem para esse objetivo atividades
como as pistas de aplicações militares, as marchas a pé e os acampamentos e bivaques,
19 DEZ 11 COTER
3-6 SIMEB
que aumentam a rusticidade e a resistência, qualidades que possibilitam “durar na
ação” em situações de esforços físicos prolongados e de estresse.
c. Objetivos Parciais da IIQ
1) Completar a formação individual do Soldado e formar o Cabo.
2) Aprimorar a formação do caráter militar dos Cb e Sd.
3) Prosseguir na criação de hábitos adequados à vida militar.
4) Prosseguir na obtenção de padrões de procedimentos necessários à vida
militar.
5) Continuar a aquisição de conhecimentos necessários à formação do militar e
ao desempenho de funções e cargos específicos das QMG/QMP.
6) Aprimorar os reflexos necessários à execução de técnicas e táticas individuais
de combate.
7) Desenvolver habilitações técnicas que correspondem aos conhecimentos
e as habilidades indispensáveis ao manuseio de materiais bélicos e a operações de
equipamentos militares.
8) Aprimorar os padrões de Ordem Unida obtidos na IIB.
9) Prosseguir no desenvolvimento da capacidade física do combatente.
10) Aprimorar reflexos na execução de Técnicas e Táticas Individuais de
Combate.

3.3 INSTRUÇÃO INDIVIDUAL BÁSICA (IIB)

Inicia-se, imediatamente, após a incorporação em todas as OM, podendo ser


desenvolvida em SU de EV no âmbito do “Núcleo de Instrução de Recrutas”, de
forma centralizada.
a. Orientação
Será orientada pelos Programas-Padrão da série BRAVO.
b. OM de Emprego Peculiar
Nas OM de Emprego Peculiar, será complementada por instrução adicional,
característica do tipo da tropa ou do ambiente operacional.
c. Planejamento
A IIB deverá ser cuidadosamente planejada, montada e executada, de forma a se
alcançarem os Objetivos de Instrução Individual (OII) propostos. É importante ressaltar
que, nesse período, já deve haver grande preocupação com a segurança nas instruções,
bem como com a proteção ambiental. Há que se buscar elevados padrões de rendimento
individual.
As sessões de instrução deverão ser planejadas de sorte a privilegiar a presença
constante dos combatentes em atividades no campo.

19 DEZ 11 COTER
3-7 SIMEB
Ao término da IIB, deverá ser realizado um acampamento com cinco jornadas, no
qual será verificado se os OII das matérias ministradas foram atingidos pela realização de
pistas e oficinas de instrução.
d. Avaliação
Ao longo da IIB, os OII das matérias ministradas deverão ser verificados em
atividades no campo (jornadas de serviço em campanha), sempre que possível.
Será também o Período da Instrução em que a Direção de Instrução iniciará a
avaliação do caráter militar dos soldados recém-incorporados, levando em consideração
os atributos da área afetiva, todos definidos no PPB/2.
Findo o Período de Instrução Individual Básica, caberá à Direção de Instrução,
por intermédio do Cmt do Grupamento de Instrução, publicar em BI a conclusão
da atividade, garantindo ao conscrito a condição de combatente básico, apto ao
certificado de 2ª categoria.

3.4 INSTRUÇÃO INDIVIDUAL DE QUALIFICAÇÃO (IIQ)

a. Sistemática de Funcionamento
Os PP da série QUEBEC (PPQ) são únicos para os cabos e soldados de uma
mesma qualificação militar. Isto permite o nivelamento da formação de ambos a partir
patamar mais elevado. Para otimizar o processo, racionalizar os meios empregados e
assegurar as melhores condições possíveis de execução, nas instruções comuns, a IIQ
desenvolver-se-á, sempre que possível, centralizadamente.
b. Planejamento
O 1º Subperíodo da IIQ destina-se à formação do Combatente de GLO. A
segunda parte do atual PPB/2 deve ser compulsada pela Direção da Instrução para
planejar o programa específico da matéria. A IIQ de GLO culmina com a realização
de um exercício, como parte do Período de Adestramento Básico para Operações de
Garantia da Lei e da Ordem (PAB GLO), de forma antecipada. Esta medida assegura
ao Cmt OM a possibilidade de contar, o mais cedo possível, com todo o efetivo (EP e
EV) em operações desta natureza.
O 2º Subperíodo da IIQ, chamado de IIQ de Defesa Externa, é voltado para
a formação do combatente mobilizável, ou seja, para a qualificação do conscrito ao
desempenho das funções referentes ao cargo que vai ocupar no QO da fração a que
pertence.
As sessões de instrução deverão ser planejadas de sorte a privilegiar a presença
constante dos combatentes em atividades de campanha.
A IIQ deverá estar vinculada à CTTEP, particularmente na condução da
Instrução Peculiar. O soldado recruta obterá seus conhecimentos no âmbito de uma
fração elementar, sendo instruído e orientado pelo Comandante daquela fração, por
outros graduados e também pelos soldados antigos.

19 DEZ 11 COTER
3-8 SIMEB
Durante a IIQ, deverá, também, ser conduzido o Curso de Formação de Cabos
(CFC).
Nos casos das QM de difícil formação ou de pequeno efetivo, a qualificação
poderá ser realizada de forma centralizada (numa SU da OM ou numa OM da guarni-
ção) e/ou antecipada, de acordo com a Diretriz da Direção de Instrução. A antecipação
visa a disponibilizar, o quanto antes, os Recursos Humanos imprescindíveis à vida
administrativa da OM.
c. Desenvolvimento
A Instrução Comum deverá ser conduzida, o máximo possível, de forma cen-
tralizada.
A IIQ deverá ser encerrada com um acampamento de, pelo menos, cinco
jornadas. Cabe ao Cmt de OM estabelecer, os OII criteriosamente, para este
acampamento e a forma como os objetivos serão avaliados. As instruções programadas
nesta oportunidade deverão ser conduzidas com atividades diurnas e noturnas. Um
dos objetivos desse treinamento será a verificação da resistência e da capacidade de
durar na ação alcançada pelos instruendos. A ênfase na segurança da instrução e na
proteção do meio ambiente deverá ser mantida neste período.
O Tiro das Armas Coletivas, conforme as IGTAEx, deverá ser realizado,
no âmbito das frações constituídas, conjuntamente com a CTTEP. Esta atividade
constitui uma oportunidade singular de integração e prática das atividades inerentes
ao desempenho coletivo das pequenas frações.
d. Requalificação
A Requalificação poderá ser realizada conforme prescreve a Portaria nº 148 -
EME, de 17 dezembro 1998.

3.5 INSTRUÇÃO INDIVIDUAL DE REQUALIFICAÇÃO E NIVELAMENTO


(IIRN)

a. As OM possuidoras, em seus respectivos QCP, de elevados percentuais de cabos


e soldados NB podem recompletar seus efetivos com militares remanejados de outras
OM. Caso estes militares não estejam qualificados para os cargos de destinação, será
necessário requalificá-los.
b. Quando militares da mesma OM mudam suas funções no QCP, faz-se necessário
a realização de suas requalificações.
c. Mesmo que já qualificados, é normal que cabos e soldados oriundos de outras
OM apresentem diferentes níveis de conhecimentos e habilidades. Disso decorre a
necessidade da instrução de nivelamento.
d. Para solucionar essa situação, as OM realizarão a IIRN na fase da Instrução
Individual.

19 DEZ 11 COTER
3-9 SIMEB
e. A Direção de Instrução de cada OM elaborará um programa de instrução, utili-
zando os PP das séries BRAVO e QUEBEC, selecionando os OII que melhor atendam
às suas necessidades e peculiaridades.

3.6 CURSO DE FORMAÇÃO DE CABOS

a. A seleção para matrícula no CFC, além de se basear na sistemática legal prevista,


deve considerar os seguintes parâmetros:
1) avaliação do nível de conhecimento;
2) avaliação da capacidade física;
3) avaliação do caráter militar; e
4) responsabilidade e liderança evidenciadas.
b. No caso de QMG com pequeno efetivo a ser formado, entre cabos e soldados, ad-
mite-se que todos os militares sejam matriculados no CFC desta QMG, não funcionando
a IIQ para os soldados. Ao término do curso, aqueles que atingirem os níveis estipulados
serão considerados aprovados e aqueles que não estiverem aptos à promoção, deverão ter
publicado a inaptidão para a promoção e a qualificação na respectiva QM como soldado.
c. Ao final do CFC, será declarado apto à promoção a cabo o soldado que tiver alcan-
çado Nota Final de Curso (NFC) superior a 5,0.
d. A formação dos cabos deverá, também, observar os seguintes aspectos:
1) deverá ser efetivada a triagem dos candidatos correspondentes aos claros
existentes, mais um acréscimo de 20%. Isso permitirá uma judiciosa seleção daqueles que
serão promovidos;
2) em princípio, os candidatos deverão ser voluntários;
3) além dos soldados do EV, poderão ser matriculados soldados do NB, considerando
o previsto na letra “a.” do Nº 3.4 deste Capítulo.
4) os selecionados constituirão um grupamento especial denominado Curso de
Formação de Cabos (CFC);
5) o nível de conhecimento dos candidatos, entre os que atingiram todos os OII na
fase anterior, deverá ser avaliado pela Direção de Instrução , de forma equânime e objetiva;
6) deverá ser atribuída maior importância à avaliação dos conhecimentos de natureza
profissional-militar auferidos durante a IIB, atribuindo-se uma segunda prioridade aos
conhecimentos gerais;
7) a avaliação da capacidade física deverá ser realizada conforme o previsto no
Manual C 20-20 - Treinamento Físico Militar;
8) a avaliação do caráter militar do candidato far-se-á mediante a conceituação dos
atributos da área afetiva. Entre tais atributos, a cooperação, a disciplina, o entusiasmo
profissional e a responsabilidade, de modo geral, poderão ser mais facilmente avaliados
nos trabalhos diários. Quanto aos demais, dever-se-ão criar situações em que seja possível
19 DEZ 11 COTER
3 - 10 SIMEB
observar o militar e, assim, levar a efeito as avaliações decorrentes; e
9) em toda oportunidade em que houver um destaque, positivo ou negativo, que
caracterize a manifestação ou a falta de algum dos atributos que se quer avaliar, o oficial
ou sargento que presenciar ou tomar conhecimento do fato deverá transmiti-lo à Direção
de Instrução.
e. Classificação
O PPQ/2 estabelece normas a serem observadas para fins de Classificação Final de
curso, devendo ser respeitadas as prescrições abaixo:
1) Os instruendos do CFC serão, também, avaliados por meio de uma Ficha de
Conceito (FC), a ser preenchida com as observações realizadas durante o curso, contendo
os atributos da área afetiva estabelecidos no PPB/2. A avaliação de cada atributo será
expressa em um grau que deve variar de 0 (zero) a 10 (dez), sendo que o grau abaixo de
4 (quatro), em quaisquer dos atributos avaliados da área afetiva, inabilitará o militar à
promoção a cabo.
2) A Nota de Conceito (NC) será obtida por meio da média aritmética de todos os
atributos da FC com aproximação decimal.
3) O resultado final do CFC será expresso pela Nota Final de Curso (NFC), obtida
por meio de média aritmética da Nota de Verificação Final (NVF) e da Nota de Conceito
(NC), com aproximação centesimal [NFC = (NVF + NC) / 2]. As NFC, dessa forma ela-
boradas, serão submetidas à aprovação da Direção de Instrução e publicadas em Boletim
Interno, devendo constar a classificação individual dentro de cada QMG/QMP.
4) Para fins de promoção, a Direção da Instrução providenciará a publicação em BI
de uma relação geral, contendo a classificação de todos os concludentes, com aproveita-
mento, dos CFC realizados no corrente Ano de Instrução e nos anos anteriores.
5) Por ocasião do licenciamento, os concluintes considerados aptos à promoção à
cabo serão promovidos a “cabo da reserva”, conforme o nº 33 da Portaria nº 148 - EME,
de 17 de dezembro de 1998.

3.7 CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS TEMPORÁRIOS (CFST)

a. O CFST tem como objetivos:


1) Formar o 3º Sgt Temporário.
2) Habilitar o aluno a ocupar cargos de 3º Sgt que não exijam habilitação especial.
3) Proporcionar a iniciação e o treinamento para o desempenho das funções de
instrutor e de monitor de tropa.
b. Considerações Gerais
Deve ser considerada a Portaria nº 148 - EME de 17 de dezembro de 1998.
Cada OM formará os seus próprios sargentos temporários, selecionando os can-
didatos entre os cabos e soldados engajados que tenham frequentado o CFC com apro-
veitamento, conforme as normas em vigor. Quando a relação de custo benefício indicar,

19 DEZ 11 COTER
3 - 11 SIMEB
observadas as diretrizes do EME e dos C Mil A, admite-se a centralização da formação dos
sargentos temporários de determinadas especializações, em OM diferente daquela onde o
militar serve.
Na primeira fase dos CFST, Preparo Técnico-Profissional, deverão ser acrescidos,
na matéria fundamental “METODOLOGIA DA INSTRUÇÃO”, os seguintes assuntos:

ASSUNTO Nº DE HORAS OBSERVAÇÕES


Concepção, objetivos e estrutura da IM,
o ano de instrução, períodos, princípios
SIMEB 3
metodológicos, assim como as ações de
caráter permanente e de curto prazo.
Ênfase em exercícios individuais,
PROCESSOS DE
5 demonstrações, palestras e ao contido no
ENSINO
CI 20-10/4 (Instrutor de Corpo de Tropa).
DOCUMENTOS Quadro de trabalho, registros e fichas de
1
DE INSTRUÇÃO avaliação.
PREVENÇÃO DE CI 32/1 Prevenção de Acidentes de
ACIDENTES DE 6 Instrução e o CI 32/2 Gerenciamento de
INSTRUÇÃO Risco Aplicado às Atividades Militares.

3.8 ASSUNTOS QUE EXIGEM CUIDADOS ESPECIAIS

a. Armamento, Munição e Tiro


1) A documentação básica que regula o assunto é o C 23-1 TIRO DAS ARMAS
PORTÁTEIS e as INSTRUÇÕES GERAIS DE TIRO COM O ARMAMENTO DO
EXÉRCITO (IGTAEx).
2) Os recrutas só estarão habilitados a executar o serviço de escala, armados de
fuzil, após terem realizado a quarta sessão do Tiro de Instrução Básico (TIB).
3) Devem ser observadas as prescrições contidas nos seguintes documentos:
a) CI 32/1 (PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE INSTRUÇÃO);
b) CI 32/2 (GERENCIAMENTO DE RISCO APLICADO ÀS ATIVIDADES
MILITARES);
c) Portaria nº 009 - COTER (Prevenção de Acidentes na Instrução por
efeito das condições climáticas), de 16 de dezembro de 2009, Pub no BE nº 52, de
31 de dezembro de 2009;
d) Port nº 011 - COTER, de 16 de dezembro de 2009 (Diretriz para o
Atendimento Pré-Hospitalar no âmbito da Força Terrestre), Pub no BE nº 08, de
26 de fevereiro de 2010; e

19 DEZ 11 COTER
3 - 12 SIMEB
e) Portarias n° 057 e 058 - EME, de 17 de março de 2010, (alteram dispositivos
dos manuais C 23-1 - Tiro das Armas Portáteis e C 20-20 – Treinamento Físico
Militar, e regulam a utilização da Equipe de Atendimento Pré-Hospitalar (APH)
nas atividades de Tiro, TFM, TAF e Treinamento de Equipes Desportivas,
dispensando a obrigatoriedade da presença do Oficial Médico nestas atividades),
Pub no Boletim do Exército n° 20, de 21 de maio de 2010; e
4) A instrução de tiro com simuladores e com subcalibres deve ser intensificada.
5) A Dotação de Munição Anual (DMA) é a quantidade de munição necessária
para a OM desenvolver as atividades de instrução e de adestramento, conforme
previsto nas IGTAEx e diretrizes específicas. Ao final do Ano de Instrução, o total da
DMA deve ter sido consumida.
6) O COTER, a partir de 2007, em virtude dos baixos níveis dos estoques de
munição, emitiu uma Diretriz de Consumo de Munição, estabelecendo alterações
nas IGTAEx, necessárias ao ajustamento à DMA. Convencionou-se chamar de
DMA Reduzida (DMA-R) o cálculo de munição necessária para cumprir a diretriz
supracitada.
7) Para a defesa do aquartelamento, utilizar-se-á parte da munição da DMA-R
existente na OM.
8) A validade da munição deve ser sempre verificada, de forma que não haja
desperdício por destruição devido a sua inequabilidade para o consumo. Dessa forma,
a munição mais antiga deve ter prioridade.
9) É conveniente que as OM analisem, com atenção, os relatórios de munição,
comparando os com os cálculos da própria OM e com inspeções nos paióis, em face
das possíveis diferenças que possam existir.
10) A Instrução Preparatória para o Tiro (IPT) deve ser ministrada, obedecendo-
se à sequência lógica das oficinas, do mais simples para o mais complexo, do
conhecimento elementar para o integrado. Assim, a primeira oficina deverá ser
referente à tomada da linha de mira e de visada; e a última, a de controle do gatilho,
antecedendo o Tiro de Instrução Preparatório (TIP). Para possibilitar o desenvolvimento
da IPT nessas condições, a turma de instrução deve ser dividida em um número de
equipes igual ao número de Instrutores disponíveis. Cada Instrutor deverá conduzir os
trabalhos da sua equipe gradualmente e, ao final, acompanhá-la no estande, durante os
exercícios de tiro real. Os atiradores que não demonstrarem desempenho satisfatório
deverão ser, imediatamente, alvo de instrução de recuperação, a ser conduzida pelo
Instrutor da respectiva equipe.
11) O Teste de Aptidão de Tiro (TAT) deverá ser realizado após a execução do
TIA.
12) Os Comandantes de todas as OM, que possuam espingarda calibre 12,
poderão autorizar a sua utilização nas ações de proteção e segurança de instalações,
devendo observar o previsto no PPB/2 e nas IGTAEx. É fundamental o controle da

19 DEZ 11 COTER
3 - 13 SIMEB
habilitação dos usuários para o emprego deste armamento.
b. Ordem Unida (OU)
1) É recomendada a observância irrestrita do manual C 22-5 (ORDEM
UNIDA) e das IG 10-60 (INSTRUÇÕES GERAIS PARA A APLICAÇÃO DO
REGULAMENTO DE CONTINÊNCIAS, HONRAS, SINAIS DE RESPEITO E
CERIMONIAL DAS FORÇAS ARMADAS).
2) No início da instrução, o processo monitor-instruendo é o que melhor motiva
o recruta para as minúcias dos diferentes movimentos que precisam ser executados
com absoluta correção.
3) A cadência deve ser atentamente observada. Os passos e os movimentos não
regulamentares devem ser abolidos, mesmo nos deslocamentos de pequenos grupos
ou das guarda-bandeiras.
4) É conveniente que as OM, por ocasião de suas formaturas gerais, desfilem
por frações, durante a IIB, e por subunidade, durante a IIQ.
5) Os comandantes, em todos os níveis, devem exigir a correta execução dos
movimentos com arma e com espada.
c. Prevenção Contra Vícios e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)
1) As instituições e as secretarias de saúde estaduais e municipais são
importantes veiculadores dessas prevenções, por intermédio de visitas realizadas às
OM, exercendo influência, tanto na tropa como na família militar. As OM poderão
fazer uso de material gráfico e didático de campanhas públicas, como forma de
incentivar a criação de hábitos saudáveis e responsáveis.
2) O MD possui o Programa de Prevenção e Controle das DST/AIDS das
FA, cuja gerência cabe ao Departamento de Saúde e Assistência Social (DESAS).
A participação das OM da F Ter no programa deve ser coordenada pelos C Mil A,
mediante contato com os Gestores Regionais do Programa designados pelo MD.
O Cmdo do Exército autorizou o contato direto dos C Mil A com o DESAS/MD
responsável pela condução do programa.
3) A legislação brasileira proíbe o fumo em ambientes públicos, desta forma as
OM devem caracterizar esta proibição nas instalações militares e estabelecer locais
apropriados para a prática em tela, permitindo assim a melhoria da limpeza e da
segurança no aquartelamento. Vale ressaltar, ainda, a restrição do cigarro nos serviços
de escala e nos exercícios no terreno.
4) Os Cmt de OM deverão paralelamente prever outras atividades fora da
instrução militar que permitam o desenvolvimento de atitudes voltadas para a melhoria
das condições de saúde dos militares.
d. Minas e Armadilhas
1) A “Convenção sobre a Proibição do Uso, Armazenamento, Produção,
Transferência e Distribuição de Minas Antipessoal” (Convenção de Otawa e Protocolo

19 DEZ 11 COTER
3 - 14 SIMEB
de Bruxelas) estabelece sérias restrições ao emprego de minas e armadilhas. O Brasil,
como país-membro, comprometeu- se a:
a) não usar minas antipessoal (AP), exceto para desenvolver técnicas de
desminagem, detecção ou destruição de minas; e
b) observar as demais prescrições quanto ao emprego de minas anticarro
(AC) e armadilhas, as quais não podem ser empregadas onde haja ou possa haver
presença de civis.
2) O Manual de Campanha C 5-37, MINAS E ARMADILHAS, adapta o
assunto aos protocolos internacionais e aos novos meios de lançamento, detecção,
remoção e destruição de minas.
3) Deve ser enfatizada a instrução individual do EP e do EV, visando:
a) ao lançamento de minas AC (enterradas ou na superfície), ativadas e (ou)
armadilhadas e com dispositivos de antimanipulação;
b) às técnicas de desminagem, detecção e destruição de minas para abertura de
trilhas e brechas, em campos com minas AC e AP, empregando todos os equipamentos
disponíveis;
c) à demarcação de áreas minadas; e
d) à sinalização de trilhas e brechas.
4) Para o lançamento de campos de minas mistos, deve-se substituir as minas
antipessoal por Dispositivos de Segurança e Alarme (DSA), que podem ser de efeito
Acústico (DSAA) ou Visual (DSAV). Esses dispositivos substituirão as minas sem
causar seus efeitos. Enquanto esse tipo de equipamento não constar das dotações das
OM, deve ser incentivada a utilização de sistemas de alarme improvisados.
5) Como não há norma ou manual técnico que regule a distância de segurança
para a detonação das minas de sinalização, elas não devem ser utilizadas em exercícios
com tropa.
e. Explosivos e Destruições
1) Por sua natureza essencialmente técnica, pela exigência de rigorosas
medidas de segurança e em virtude da limitada dotação anual de material, a instrução
de explosivos e destruições deve ser conduzida por pessoal habilitado e experiente,
primando pela segurança e execução com objetividade.
2) As prescrições sobre a segurança no transporte, no manuseio e na manipulação
devem ser objeto do fiel cumprimento do contido no manual específico e no CI 32/1
- PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE INSTRUÇÃO.
f. Instrução de Motoristas
1) Deve fazer parte da formação do motorista militar o aprendizado das matérias
“Direção Defensiva” e “Primeiros Socorros para Acidentados no Trânsito”.
2) Na formação do motorista militar, deve ser observado o contido no Código
de Trânsito Brasileiro.
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3 - 15 SIMEB
3) As OM, sob coordenação dos G Cmdo/GU enquadrantes, deverão envidar
esforços no sentido de estruturar um Centro de Formação de Condutores,
empregando militares credenciados pelo órgão ou entidade executiva de trânsito
do Estado ou do DF, como Instrutores de Trânsito, Diretor Geral e de Ensino, e
Examinadores, e meios próprios ou a serem adjudicados.
4) A resolução Nº 358, de 13 de agosto de 2010, do CONTRAN, regulamenta o
credenciamento de instituições ou entidades públicas para o processo de capacitação,
qualificação e atualização de profissionais para o funcionamento dos Cursos de
Formação de Condutores (CFC) em Unidades das Forças Armadas.
g. Técnicas Especiais
1) O objetivo principal dos exercícios realizados na IIB e IIQ é observar e
avaliar se os instruendos atingiram ou não os OII ligados às necessidades mínimas
para o soldado sobreviver e combater em situações desfavoráveis.
2) O Cmt de OM deve:
a) ministrar instrução específica, antes da realização dos exercícios,
ressaltando suas diretrizes sobre os objetivos, finalidades e condições de execução e,
principalmente, enfatizando aspectos de segurança;
b) proibir, terminantemente, maus tratos e castigos físicos, bem como a
prática de ações que atinjam a honra pessoal;
c) controlar a pressão psicológica, para que não haja exageros, aplicando
apenas a que for necessária para simular as condições de combate;
d) exigir sempre o fiel cumprimento da hierarquia e da disciplina, bem como
dos princípios morais e éticos, a fim de preservar a dignidade dos militares;
e) considerar a sua presença e participação nos exercícios, como Diretor da
Instrução, ou, se impossibilitado, a do SCmt ou S3 da Unidade;
f) proibir, expressamente, a reprodução de imagens desse tipo de instrução
por meio de filmagens e fotografias, mesmo quando realizadas pelos instruendos,
instrutores e monitores, com o intuito ou não de recordação. Somente por sua
determinação direta, qualquer tipo de reprodução poderá ser realizado e, mesmo
assim, a título de meio auxiliar para a realização de Análise Pós-Ação (APA), ficando
responsável por seu uso;
g) proibir o uso de qualquer meio eletrônico pelos participantes do exercício,
particularmente aparelhos celulares, de forma a proteger a Direção de Instrução contra
o uso indevido de imagens e áudios; e
h) instaurar sindicância ou IPM, sempre que constatar alguma irregularidade
com relação ao anteriormente exposto.
h. Comunicações
1) O Manual de Campanha, C 24–2 ADMINISTRAÇÃO DE
RADIOFREQUÊNCIAS, regula os planejamentos e o emprego dos equipamentos de

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3 - 16 SIMEB
comunicações e não-comunicações.
2) Considerando que a matéria Comunicações consta dos PP que tratam da
instrução individual básica, nos diversos níveis de formação, todos os militares do EV
e, particularmente, os do EP devem ser instruídos sobre as condições de emprego de
emissores de radiofrequências e cientificados da existência de penalidades decorrentes
do uso indevido do espectro eletromagnético.
i. Segurança Orgânica
1) Logo após a incorporação, noções elementares sobre o assunto devem ser
transmitidas ao EV, de modo a, gradativamente, capacitá-lo a preservar e contribuir
com a segurança do aquartelamento, em todos os aspectos que lhe são pertinentes.
2) Ao final da Instrução Individual Básica (IIB), o EV deverá estar apto, no seu
nível, a participar da segurança orgânica da OM, contribuindo positivamente para a
segurança do pessoal, da documentação, do material, das comunicações, das áreas e
instalações e da informática.
3) A Direção de Instrução deve prever uma sessão na Fase de Instrução
Individual para toda a OM, abordando aspectos práticos, no nível considerado, que
atendam ao Plano de Segurança Orgânica da OM.
4) O Manual de Contra-Inteligência (C 30-3, 2ª Ed 2009) e a cartilha de
Segurança Orgânica do CIEx são ferramentas importantes que orientam as OM para o
aperfeiçoamento da atividade no âmbito da Força Terrestre.
j. Segurança dos Aquartelamentos
1) Especial atenção deve ser dada à segurança dos aquartelamentos.
2) A ação de comando, em todos os níveis, é de vital importância para se evitar
a ocorrência de incidentes nessa área sensível.
3) O COTER emitiu, em março de 2009, uma Diretriz para a Conduta na Defesa
dos Aquartelamentos contra Incursões de Grupos Criminosos Armados, remetida aos
C Mil A com o Of nº 0679 – S Cmt-Circ, de 10 de março de 2009, orientando o
procedimentos a serem adotados nas OM para intensificar as medidas de proteção das
instalações militares.
k. Treinamento Físico Militar (TFM)
1) A preparação física do militar deve levar em conta a destinação do emprego
de sua OM.
2) Observar, fielmente, as prescrições do C 20-20 - Manual de Campanha do
Treinamento Físico Militar, aprovado pela Portaria nº 089 - EME, de 07 de novembro
de 2002, e da Diretriz para o Treinamento Físico Militar do Exército e sua Avaliação,
aprovada pela Portaria nº 032 - EME, de 31 de março de 2008.
3) O TFM do EP, durante a Instrução Individual, deverá buscar os melhores
índices de desempenho, respeitando-se a faixa estária e o condicionamento físico
de cada militar. O objetivo do EV é de atingir os índices mínimos necessários para

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3 - 17 SIMEB
desempenhar as funções previstas em QCP.
Assim sendo, é indicado que as seções de TFM sejam realizadas em grupamentos
destintos, visando desenvolver o condicionamento de forma crescente e homogênia.
l. Prevenção da Prática de Crimes Militares
1) A instrução sobre Justiça e Disciplina ministrada aos soldados deve ser
orientada, prioritariamente, à transmissão de informações que auxiliem a prevenção
da prática dos crimes militares.
2) O assunto deve ser abordado, ainda, em matérias correlatas, como “Boas
maneiras e Conduta do Militar”, “Conhecimentos Diversos” e “Hierarquia e Disciplina
Militar”.
3) Deverá ser utilizado, como meio auxiliar de instrução, o Manual do Soldado,
publicação produzida pela Justiça Militar da União e disponibilizada no portal do
COTER (endereço eletrônico: [Link]. [Link]).
4) A referida publicação deverá ser utilizada, ainda, como subsídio para as
instruções da CTTEP e para palestras destinadas aos quadros das OM.
m. Marchas e Estacionamentos
1) Entre outras finalidades, as marchas e os estacionamentos visam a
desenvolver rusticidade, liderança, resistência à fadiga e ao desconforto e espírito de
corpo.
2) As marchas devem ser encaradas como excelente oportunidade para
desenvolver a liderança nos diversos níveis, devendo, para tal, ser realizada por
frações constituídas, reunindo o EV e o EP, dentro de um quadro tático.
3) Quando da realização em áreas urbanas, deverão ser adotadas, de acordo
com a área, medidas de segurança para evitar ações de Forças Adversas contra o
pessoal e o roubo de material, em particular armamento.
4) Os estacionamentos, em particular os acampamentos, deverão ser
meticulosamente planejados, com destaque para a segurança orgânica das instalações.
As atividades da tropa estacionada deverão ser realizadas nas mesmas condições
de uma tropa empregada em campanha, principalmente no que concerne ao uso do
material. Portanto, não é aceitável a utilização de meios que visam a privilegiar o
conforto em detrimento da rusticidade, tais como: material de alojamento, pratos e
talheres, etc.
n. Contrainteligência
Por ocasião dos exercícios de campanha, o uso de meios eletrônicos de
comunicação, particularmente celulares, por parte dos executantes, deverá ser objeto
de controle rigoroso, de forma a evitar-se a divulgação indevida de imagens e áudios,
restringindo o uso desses equipamentos ao envolvido no Comando e Controle.

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3 - 18 SIMEB
3.9 INSTRUÇÃO RELIGIOSA

a. Deverão ser observadas:


1) a liberdade religiosa prevista na Constituição Federal; e
2) as orientações contidas na IG 10-50 (Instruções Gerais para Funcionamento
do Serviço de Assistência Religiosa do Exército).

3.10 PROTEÇÃO E INSTRUÇÃO SOBRE MEIO AMBIENTE

a. Os integrantes da F Ter são levados a tomar precauções adicionais para não


incidirem no descumprimento das normas e das leis sobre proteção ambiental.
b. Os responsáveis pelas atividades nas áreas de instrução deverão orientar todos
os participantes sobre a conservação do meio ambiente, principalmente no tocante
à flora, à fauna e aos recursos hídricos (cursos d’água, lagos e lagoas), e fiscalizar o
rigoroso cumprimento da legislação ambiental.
c. A instrução de sobrevivência será realizada nas seguintes condições:
1) restrita a utilização de animais e vegetais de consumo comercial ou silvestres
permitidos. A Direção da Instrução deverá guardar as notas fiscais de compra para
apresentar em caso de fiscalização. Nos casos em que não for possível adquirir
no comércio animais ou plantas silvestres, a Direção da Instrução deverá solicitar
autorização ao IBAMA, para manuseio e abate, e seguir as orientações daquele órgão.
2) a atividade deverá ser desenvolvida empregando, preferencialmente, a
demonstração como técnica de ensino, de sorte a minimizar os efeitos danosos ao meio
ambiente. As OM do CMA e do CMO, o 72º BI Mtz e o 11º BI Mth poderão executar
prática supervisionada de sobrevivência nos respectivos ambientes operacionais.
3) é proibido o consumo de carne, sangue e vísceras “in natura”.
d. Os instrutores devem estar conscientes de que a proteção ambiental não deve
impedir as operações militares. Em tempo de paz, deve ser despertada a consciência
dos instruendos no sentido da preservação dos recursos não-renováveis, especialmente
nas áreas destinadas à instrução, sem desconsiderar aquelas onde a F Ter realizará o
seu necessário adestramento.
e. Devido ao seu caráter transdisciplinar, o assunto MEIO AMBIENTE não
deverá ser abordado como matéria isolada, devendo constar em todas as instruções
militares.
f. O RISG (R-1), em seu Título IV, Capítulo IX - Do Controle Ambiental,
especifica providências e responsabilidades que as OM devem cumprir.
g. A Direção de Instrução deve ter conhecimento da seguinte legislação:
1) Portaria nº 1.138-CmtEx, de 22 de novembro de 2010, que dispõe sobre a
Política de Gestão Ambiental do Exército;
2) Portaria nº 386-CmtEx, de 9 de junho de 2008, que aprova as Instruções
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3 - 19 SIMEB
Gerais para o Sistema deGestão Ambiental no Âmbito do Exército (IG 20-10); e
3) Portaria nº 001 - DEC, de 26 de setembro de 2011, que aprova as Instruções
Reguladoras para o Sistema deGestão Ambiental no Âmbito do Exército (IR 50 - 20),
especialmente o disposto no Capítulo VII – Dos Cuidados Ambientai no Preparo e
Emprego da Força.

3.11. ATIVIDADES DE INSTRUÇÃO EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO


(UC)
a. Quando houver atividade de tropa em unidade de conservação (Parques
Nacionais, Reservas Biológicas e Extrativistas, etc), a Direção de Instrução das OM
deverá observar a legislação pertinente e, sempre que possível, estar acompanhada de
integrantes da Polícia Federal e do IBAMA.
b. Normas de gestão ambiental a serem obedecidas
1) Recolher os resíduos sólidos decorrentes das atividades militares.
2) Identificar as áreas degradadas para posterior recuperação, se for o caso.
3) Não caçar animais silvestres.
4) Cuidados especiais com as latrinas e aterros sanitários.
5) Não abandonar materiais que possam causar focos de incêndio.
6) Evitar danos ao meio ambiente, exercendo o controle das seguintes ações:
- corte de árvores;
- realização de trabalhos de Organização do Terreno (OT);
- realização de tiros de armas de qualquer calibre com munições que
possam provocar incêndios ou outros danos ambientais;
- limpeza de campos de tiro;
- controle da instrução de defesa química, bacteriológica e nuclear, quanto
ao uso adequado de artefatos bélicos lesivos ao meio ambiente e quanto ao seu grau
de poluição;
- uso de áreas para estacionamento de tropas; e
- uso de cursos d’água.
7) Fazer a coleta seletiva de lixo (plástico, papelão, papel, alumínio, vidro,
etc).
8) Aprimorar a coleta do lixo de material de saúde.
9) Cuidados com os mananciais e com as nascentes dos cursos de água.
10) Fazer o controle de incêndios, empregando turma específica para tal fim.
11) Fazer a divulgação dessas normas e fiscalizar seu cumprimento.

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3 - 20 SIMEB
3.12 INSTRUÇÃO DE MOBILIZAÇÃO

a. O Brasil e suas Forças Armadas devem estar prontos para tomar medidas de
resguardo do território, devendo, para tanto, estar aptas a aumentar rapidamente os
meios humanos e materiais disponíveis para a defesa, por intermédio da capacidade
de mobilização nacional e militar.
b. A mobilização militar demanda a organização de uma força de reserva,
mobilizável em tais circunstâncias, com base na Lei do Serviço Militar.
c. O conhecimento da legislação e dos encargos da mobilização por parte das
Organizações Militares é fundamental para o efetivo funcionamento do Sistema de
Mobilização do Exército (SIMOBE). Assim, todas as OM, desde o escalão SU, devem
incluir o tema Mobilização no Programa de Instrução, de maneira que todos militares
conheçam os seguintes assuntos:
1) Lei e regulamentação do Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB);
2) SIMOBE e suas instruções reguladoras; e
3) Encargos da OM e da Seç Mob Gu na mobilização e na Defesa Territorial.
d. Antes do licenciamento do EV, as OM deverão realizar palestras enfocando
a Mobilização de Recursos Humanos e os direitos e deveres do Reservista. Na
oportunidade, deverá, também, ressaltar a possibilidade de participação nos Exercícios
de Adestramento da Reserva Mobilizável.

3.13 ATIVIDADES DE INSTRUÇÃO EM ÁREAS INDÍGENAS

Quando houver atividade de tropa em área indígena, a Direção de Instrução da


OM deverá tomar todas as medidas administrativas e cautelares na área, assim como
observar a Portaria nº 020 - EME, de 02 de abril de 2003, que aprova a diretriz
para o relacionamento do Exército Brasileiro com as comunidades indígenas. Especial
atenção deve ser dada aos aspectos abaixo transcritos:

“4. ORIENTAÇÃO GERAL


..........................................................................................................................................
b. É importante que todos os militares, especialmente aqueles que terão contato
direto com as comunidades indígenas, conheçam e respeitem os hábitos, os costumes
e as tradições, de forma a tornar harmônica e proveitosa para a Força Terrestre a
convivência com os indígenas em o todo território nacional.
c. Por conhecer melhor a região onde vive e estar a ela perfeitamente adaptado, o
índio pode constituir-se em um valioso aliado na obtenção de dados sobre a região, nas
operações e nas ações rotineiras da tropa.
..........................................................................................................................................

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3 - 21 SIMEB
5. ATRIBUIÇÕES
g. Comandos Militares de Área (C Mil A)
1) Estabelecer normas próprias de convivência, quando for o caso, com vistas a
orientar a conduta de militares ao tratar com os silvícolas, considerando as características
e diversidade de cada grupo indígena.
2) Programar estágios para todos os militares que possam vir a ter contato com
as comunidades indígenas, sempre que possível, com a participação de antropólogos,
representantes da FUNAI e de outras autoridades no assunto.”
3.14 ÉTICA PROFISSIONAL MILITAR
a. Os Comandantes, Chefes e Diretores, em todos os níveis e escalões da hierar-
quia, deverão ministrar a todos os seus subordinados sessões de instrução de Ética
Profissional Militar, com carga horária de 20 (vinte) horas, com ênfase na temática
dos Direitos Humanos.
b. A ética profissional militar, conforme expresso no Estatuto dos Militares, deve
ser debatida e exemplificada da forma mais direta e franca possível. Meios auxiliares
como o Vade-Mécum de Cerimonial Militar do Exército - Valores, Deveres e Ética
Militares (VM 10), aprovado pela Portaria nº 156, de 23 abril 2002, deverão ser uti-
lizados. O PPQ/1 (QUALIFICAÇÃO DO CABO E DO SOLDADO - INSTRUÇÃO
COMUM, 4ª Edição - 2006), por meio da matéria Nr 8 - Valores, Deveres e Ética
Militares, estabelece os Objetivos Individuais de Instrução (OII) a serem alcançados
e orienta as condições de desenvolvimento dos assuntos.
c. Ademais, as OM deverão compartimentar as informações dentro dos respecti-
vos círculos hierárquicos. As instruções terão o caráter obrigatório para todos os mili-
tares que estejam designados para Missões de Paz e de GLO. Para o cumprimento da
carga horária, os Cmt deverão conciliar as atividades normais e os tempos destinados
ao Cmdo para a execução do programa de palestras, abordando os seguintes assuntos:
1) Convenções, Acordos e Tratados Internacionais dos quais o Brasil é signa-
tário;
2) Legislação Brasileira sobre Direitos Humanos; e
3) Direito Internacional dos Conflitos Armados (DICA), com base no Manual
de Emprego do DICA nas Forças Armadas – MD 34-M-03 (1ª Ed/2011), Portaria
Normativa nº 1.069 - MD, de 5 de maio de 2011.
d. O COTER emitirá uma Diretriz regulando a execução do Programa de Ética
Profissional Militar, com ênfase nos Direitos Humanos, para todas as OM, a ser rea-
lizado a partir de 2012.

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3 - 22 SIMEB

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4-1 SIMEB

CAPÍTULO 4

CAPACITAÇÃO TÉCNICA E TÁTICA DO EFETIVO PROFISSIONAL


(CTTEP)

4.1 CONCEITO

a. A CTTEP é tão importante quanto a IIB, cabendo ao Cmt OM programar


asinstruções de modo a aprimorar e manter os padrões do EP e, concomitantemente,formar
o recruta da OM.
b. O Programa da CTTEP desenvolve-se desde o mês de fevereiro, período
destinadoà preparação intelectual e física de seus integrantes, com vistas à preparaçãoda
OM para o Ano de Instrução, até o início do PAB.
c. Deve ser estimulada a liderança no âmbito das pequenas frações. Para tanto,nas
instruções previstas para a CTTEP, deve-se preservar ao máximo a integridadedas frações
e conduzi-las sob a responsabilidade de seus Comandantes. Nas demaisatividades de
rotina, essa integridade deve, igualmente, ser observada.

4.2 OBJETIVOS DA CTTEP

a. Objetivos Gerais
1) Aperfeiçoar e manter os padrões individuais do EP.
2) Manter a instrução do EP da OM durante todo o ano de instrução.
3) Sanar deficiências na instrução individual e no adestramento do EP em
qualquer época do ano de instrução.
4) Participar do desenvolvimento e da consolidação do valor profissional dos
Comandantes em todos os níveis.
5) Manter parcela da tropa em condições de ser empregada em qualquer época

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4-2 SIMEB
do ano, quer em operações de Defesa Externa, quer em operações de GLO.
6) Realizar o treinamento específico.
b. Objetivos Parciais
1) Aprimorar habilitações técnicas e capacitar o EP a operar corretamente todo
o armamento e o material de comunicações existentes na OM.
2) Proporcionar aos quadros oportunidades e situações para exercitarem os
atributos da área afetiva que favoreçam o desenvolvimento da liderança militar.
3) Desenvolver em todos os integrantes do EP a autoconfiança, a disciplina, a
persistência, a combatividade e o entusiasmo profissional.
4) Manter e aprimorar a capacidade física.
5) Ampliar a cultura geral e profissional.
6) Preparar o instrutor e o monitor de corpo de tropa.

4.3 DEFINIÇÃO DO UNIVERSO

Denomina-se Efetivo Profissional (EP) o grupamento composto pelos quadros de


oficiais, subtenentes, sargentos e pelos Cb/Sd do Núcleo-Base (NB).

4.4 ORIENTAÇÃO PARA O PLANEJAMENTO

a. Responsabilidade
A responsabilidade pelo planejamento, coordenação e execução da CTTEP é
do Cmt OM.
b. Participantes
Participam das instruções da CTTEP todos os integrantes do EP.
c. Instruções Previstas
O PP – Capacitação Técnica e Tática do Efetivo Profissional, edição 2009, baliza
o planejamento do Programa do CTTEP (Assuntos Comuns), por meio de sugestões a
serem adequadas às necessidades operacionais e à conjuntura de cada OM.
O Cmt da OM deverá participar, diretamente, dos temas da atualidade para
compor o bloco de assuntos “Conjuntura Geral“.
d. Capacitação Técnica
Os Assuntos Peculiares deverão ser estabelecidos pela Direção da Instrução,
observando as diretrizes do escalão superior e as características da OM.
O tiro das Armas Coletivas, conforme a IGTAEx, deverá ser realizado no âmbito
das frações constituídas, sendo uma oportunidade de convergência da Instrução
Individual e a CTTEP.

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4-3 SIMEB
Devem ser praticados os fundamentos da instrução individual do combatente
(orientação, avaliação de distância, designação de alvos e objetivos, utilização do
terreno para progredir, etc).
e. Capacitação Tática
Os exercícios táticos, a serem planejados pela Direção da Instrução, visam à
prática da doutrina e poderão ser desenvolvidos sem tropa no terreno (exercício
na carta, exercício de PC, ETTAS, etc). Os reconhecimentos são fundamentais para
o planejamento e a condução das operações, e se caracterizam como uma excelente
oportunidade para a consolidação dos conhecimentos doutrinários. Cabe ressaltar que
o PAB, valor Pel e SU, é uma excelente oportunidade, no terreno, para a consolidação
dos conhecimentos sobre o emprego tático das frações, relembrados e praticados na
CTTEP.

4.5 DESENVOLVIMENTO DA INSTRUÇÃO

a. Marcando o início do ano de instrução, deverá ser conduzido um programa


de atividades voltadas para a preparação física e organizacional das OM para o Ano
de Instrução e para o nivelamento dos instrutores e monitores, com destaque para os
assuntos referentes à metodologia da Instrução Militar, IPT, Tiro das armas portáteis e
estudo das IGTAEx, TFM, OU, Segurança e Prevenção de Acidentes na Instrução,
Planejamento do Ano de Instrução, Diretrizes do Cmt OM e do Escalão Superior, PIM
e SIMEB, entre outras, a critério do Cmt OM.
b. O Programa da CTTEP desenvolve-se desde o período destinado à preparação
intelectual e física da OM, com vistas ao início do Ano de Instrução, até o início
do PAB. Portanto, não há CTTEP durante a Fase de Adestramento, que assinala o
momento em que o EV e o EP atuarão de forma coletiva, para cumprir missões de
combate previstas na base doutrinária da OM. É a oportunidade para consolidação,
prática e avaliação de conhecimentos adquiridos na CTTEP.
c. A CTTEP deverá ser desenvolvida paralelamente às atividades da Instrução
Individual. As formaturas e as marchas devem ser exploradas como uma oportunidade
para o enquadramento do EV.
d. O TFM deve ser mantido como parte da CTTEP, realizada por um grupamento
de EP, de modo a possibilitar a melhoria do desempenho físico dos militares
profissionais.
e. Durante o Período de Instrução Individual de Qualificação, a CTTEP deverá
se desenvolver, alternando as seguintes condições de execução: ora nas mesmas
condições anteriores, ora se engrazando na IIQ, particularmente durante o 1º
Subperíodo – IIQ GLO – e na Instrução Peculiar do 2º Subperíodo, quando a formação
técnica do recruta, direcionada para o desempenho das funções inerentes ao cargo que
vai ocupar, é conduzida no âmbito da fração em que se enquadra.

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4-4 SIMEB
4.6 PRESCRIÇÕES DIVERSAS

a. É desejável, desde que possível, que as SU operacionais de uma OM sejam


constituídas somente por EP, e que o EV se concentre em uma ou mais SU, facilitando os
períodos de instrução individual, bem como as atividades da CTTEP.
b. Para que isso seja viável, estando o EP instruído e atualizado pela CTTEP, será
suficiente que o Cmdo saiba quais elementos comporão estas SU ou Frações, bem como
quais Subunidades fornecerão o material necessário à constituição desta organização
temporária.
c. Especial atenção deve ser dada aos assuntos “Prevenção de Acidentes de Instrução”
e “Gerenciamento de Risco Aplicado às Atividades Militares”, contidos no CI 32/1 e no CI
32/2, respectivamente.
d. Os novos armamentos e equipamentos que chegarem às OM deverão ser objeto de
instrução e estudo para todo o EP, de modo que a OM fique em condições de empregá-los
no mais curto prazo.
e. A capacitação técnica e tática do EP para atuar nas missões da base doutrinária da
OM deve ser priorizada em relação ao emprego em GLO.
f. O desempenho individual na instrução deverá ser registrado e aproveitado para servir
de subsídio na Avaliação de Pessoal. A sistematização do processo de registro da avaliação
do desempenho é atribuição da Direção da Instrução.
g. A programação periódica da CTTEP deve ser expedida em Quadro de Trabalho
Semanal (QTS), elaborado pela 3ª Seção do EMG/OM, ser aprovada pelo Cmt OM e
encaminhada ao escalão superior, para conhecimento e acompanhamento.
h. Para o sucesso da CTTEP, é fundamental a observação constante dos seguintes
procedimentos:
1) planejamento antecipado e disponibilizado para toda a OM, de modo a possibilitar
o agendamento de eventos administrativos (sindicância, licitação, SFPC, etc) em períodos
sem instrução, evitando eventos sobrepostos e liberando o máximo efetivo possível para a
instrução;
2) centralização das instruções da IIB e IIQ, reduzindo o efetivo de instrutores
e monitores nas atividades com o recruta, possibilitando uma presença maior do EP na
instrução; e
3) implantar o sistema de rodízio, de forma a possibilitar que os militares envolvidos
com a vida vegetativa da OM também participem da CTTEP.

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5-1 SIMEB

CAPÍTULO 5

ADESTRAMENTO

5.1 FINALIDADE

Orientar o planejamento, a execução, o controle e a avaliação do adestramento da


Força Terrestre.

5.2 OBJETIVOS

a. Padronizar o desenvolvimento das atividades de adestramento no âmbito da F


Ter, com o intuito de otimizar:
1) a distribuição de recursos para o Adestramento;
2) a coordenação de ações que envolvam mais de um C Mil A; e
3) a avaliação da operacionalidade das GU e U.
b. Priorizar objetivos de adestramento (OA) compatíveis com os Planos de
Campanha e com a disponibilidade de recursos.

5.3 CONSIDERAÇÕES GERAIS

a. O Adestramento visa capacitar a tropa a ser empregada em duas situações: a


primeira, identificada com a missão precípua do Exército, em missões clássicas de sua
base doutrinária, chamadas de Defesa Externa, e a segunda, em missões relacionadas
à Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
b. O adestramento é desenvolvido em dois períodos:
1) Básico: capacitar fracões, SU e U ao emprego em Op de Def Ext.
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5-2 SIMEB
2) Avançado: capacitar GU e Cmdos superiores ao emprego em Op Def Ext.
c. O Adestramento Básico em GLO é antecipado, seguindo-se imediatamente
após o 1º subperíodo da IIQ, objetivando capacitar a tropa para ser empregada neste
tipo de operação o mais cedo possível.
d. Considerando, ainda, a preparação da tropa para ser empregada em Operações
de GLO, no período que se estende do licenciamento do EV incorporado no ano
anterior até o Adestramento em GLO do ano corrente, há necessidade de que todas
as OM Operacionais disponham de um planejamento para organizar uma fração
constituída com elementos do efetivo profissional, apta a cumprir esse tipo de missão,
sendo desejável a dosagem de uma SU por OM valor U e um Pel por OM valor SU,
conforme previsto no Cap 4, item 4.6.
e. O Adestramento em Operações de Defesa Externa deve ser priorizado em
relação ao Adestramento em GLO, em que pese a ênfase recebida pelo segundo.
f. O Adestramento ocupa parcela importante do Ano de Instrução e, diferentemente
da Instrução Individual que o precede, não deve estar voltado para os soldados. Deve,
entretanto, considerá-los indispensáveis participantes.
g. O PPB/1 e os PP da série Alfa contêm importantes conceitos e orientações
sobre o planejamento e execução do Adestramento.

5.4 FORMAS DE ADESTRAMENTO

O adestramento visa a capacitar a F Ter como um instrumento de combate em


consonância com a concepção estratégica do Exército. A sua execução é baseada em
simulações e exercícios no terreno.
O adestramento pode ser executado de uma das seguintes modalidades:
a. Adestramento por Escalão
1) Procura-se capacitar, gradualmente, as frações, Subunidades, Unidades,
Grandes Unidades e Grandes Comandos Operacionais.
2) Cumpre esclarecer que no adestramento de cada escalão, todos os Sistemas
Operacionais que o integram têm de ser adestrados simultaneamente.
b. Adestramento por Sistema Operacionais (S Op)
O foco do adestramento está voltado para a interação, integração e capacitação
eficiente, eficaz e efetiva dos sistemas operacionais. Para tal, procura-se adestrar,
concomitantemente, os integrantes dos S Op articulados nos diferentes escalões (Exc
PC, Exc Ap F, Exc de C², Exc Log, etc).

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5-3 SIMEB
5.5 EXECUÇÃO DO ADESTRAMENTO

O Adestramento será desenvolvido em Módulos Didáticos de Adestramento.


a. Módulo Didático de Adestramento (MDA)
O MDA, que corresponde a cada exercício tático programado, se compõe das
seguintes etapas: Instrução Preliminar, Exercício Propriamente Dito e Análise Pós-
Ação.
1) Instrução Preliminar
É a parte integrante do adestramento que visa à preparação dos comandantes,
dos quadros e grupamentos para a realização de determinado exercício de campanha.
A instrução preliminar será executada imediatamente antes do exercício de
campanha, de acordo com a orientação contida em cada OA.
O desempenho coletivo e as tarefas críticas estabelecidos nos OA constituem
os padrões para os quais a Instrução Preliminar deve ser orientada.
Deverá ser desenvolvida por meio das seguintes atividades:
a) Revisão Doutrinária
Revisão dos fundamentos doutrinários referentes à operação de combate
que é objeto do exercício de campanha a se realizar.
Essa revisão destina-se, principalmente, aos Quadros e será fundamentada
nos manuais de campanha e em outras publicações oficiais que contenham a doutrina
em vigor.
Parte dessa instrução poderá ser ministrada para toda a tropa com o auxílio
de um “caixão de areia”.
b) Estudo de Caso Esquemático
Após a revisão doutrinária e ainda com os Quadros, deve ser explorado
um caso esquemático, empregando-se um “caixão de areia” modelado numa escala
que permita abordar o emprego das Subunidades e das pequenas frações.
c) Ambientação
A ambientação é o estudo do tema tático que será aplicado no exercício
de campanha programado.
É fundamental o entendimento de todos os participantes sobre o que será
feito. Num exercício de Unidade, a ambientação deverá ser, inicialmente, voltada ao
Estado-Maior da OM, aos Capitães e aos Oficiais Subalternos. Na sequência, cada
Comandante de Subunidade fará a ambientação para sua tropa, explicando o que fará
a Unidade como um todo e enfatizando a missão específica de sua Subunidade. Após
isso, será verificado se todos entenderam o que foi explanado.
d) Prática Coletiva Fora de Situação e Demonstração.
A prática coletiva é um exercício preparatório, fora de situação, destinado

19 DEZ 11 COTER
5-4 SIMEB
ao treinamento tático até o escalão Subunidade, no qual as técnicas individuais e
coletivas são executadas em ritmo inicialmente mais lento, até serem bem absorvidas
e poderem ser feitas na velocidade normal. Esse exercício poderá ser conduzido
com frente e profundidade reduzidas e será um ensaio dos momentos mais críticos
do exercício de campanha que se irá realizar. Nessa ocasião, deve ser seguida,
preferencialmente, a mesma situação tática do exercício de campanha.
A demonstração é um outro tipo de instrução que pode ser empregada
para auxiliar o adestramento das pequenas frações. Nela serão recordados aspectos
técnicos e táticos, individuais e coletivos das diversas frações e sistemas operacionais.
O Tiro de Combate Avançado (TCA) e a escola de fogo de instrução,
regulados nas IGTAEx (IG 80-01), poderão ser executados durante a instrução
preliminar ou durante o próprio Exc Cmp programado.
A execução do tiro real não deverá condicionar a escolha do terreno para
a execução do exercício de campanha. Deve, assim, prevalecer a necessidade de
escolher-se o terreno mais adequado à situação tática criada em função do OA a ser
alcançado.
2) Exercício Propriamente Dito
Quando realizados com tropa no terreno, destinam-se ao treinamento
coletivo por intermédio da imitação do combate, visando à consecução de um ou mais
objetivos de adestramento.
No PAB de Pelotão e Subunidade, os Comandantes de Unidade devem
empregar, ao máximo, os Observadores, Controladores e Avaliadores (OCA) para as
diversas frações, Pelotões e Subunidades que participam do exercício, empregando
os oficiais e sargentos das Subunidades que não estejam envolvidas diretamente
no exercício para cumprir essas missões. Dessa forma, os OCA também estarão se
adestrando pela observação e participação no exercício da outra Subunidade.
Os Exercícios Táticos podem ser desenvolvidos nas seguintes modalidades:
Exercício no Terreno, Exercício de Campanha, Manobra no Terreno, Exercício de PC
ou Exercício na Carta, apoiados, ou não, por meios informatizados.
A duração dos Exercícios de Campanha deverá ser dimensionada de maneira
a explorar ao máximo possível a oportunidade de integrar OA, executando transmissão
de ordens, reconhecimentos, deslocamentos táticos, desdobramentos e emprego das
frações no terreno, não devendo, portanto, condicionar-se aos dias úteis da semana.
Dessa forma, o COTER entende que a duração mínima para um exercício de
campanha de Pel é de 03 (três) jornadas e o de SU / U é de 05 (cinco) jornadas.
O Manual de Campanha “Exercícios Táticos” (C105-5) contém orientações
para a organização e a condução de exercícios de Adestramento, ainda muito
pertinentes.

19 DEZ 11 COTER
5-5 SIMEB
3) Análise Pós-Ação (APA)
É parte integrante do adestramento e tem por objetivos:
a) permitir a participação dos próprios elementos avaliados no processo de
busca dos ensinamentos colhidos no exercício;
b) apontar às forças avaliadas procedimentos e técnicas operacionais que
deverão ser retificados para o aperfeiçoamento de seu adestramento; e
c) identificar as “lições aprendidas”, evitando a repetição dos erros.
Deve sempre ser levado em consideração que a APA constitui-se em elo
entre o adestramento e a avaliação. Ela deve ser conduzida por meio de um diálogo
franco e produtivo entre os participantes da ação e não tem o objetivo de julgar
sucessos ou fracassos. É um instrumento do qual se beneficiam todos os integrantes
da fração, cujo objetivo principal é evitar repetições dos erros e não o levantamento
de responsabilidades pela sua ocorrência.
O Objetivo da APA é verificar “o que aconteceu”. Concentra-se no “por que
aconteceu” e no “como corrigir os erros” para os exercícios seguintes.
O processo é completamente interativo, devendo o elemento (tropa)
executante e os observadores identificar e corrigir suas próprias deficiências.
Assim, da interação entre o comando aplicador e os executantes deve surgir
a solução mais adequada para o cumprimento da missão imposta.
b. Ordem de Marcha
Os exercícios de Ordem de Marcha deverão anteceder os exercícios de
campanha, pois se constituem excelentes instrumentos de treinamento e de verificação
da ordenação, quantificação e preparação dos efetivos e materiais da Organização
Militar.
Uma OM em Situação de Ordem de Marcha (SOM) está preparada, com todos
os recursos necessários à sua existência fora da guarnição, e em condições de deslocar-
se e desempenhar qualquer missão.
Uma OM deve permanecer sempre em Situação de Apronto Operacional
(SAO), isto é, sem modificar suas atividades normais, permanecer em condições de
passar, no mais curto prazo, à SOM.
A passagem de SAO para SOM caracteriza o Apronto Operacional da OM.
Por ocasião da execução do Apronto Operacional, as OM deverão lançar sua
realização e seu desempenho detalhado no campo Adestramento do SISTAVOP. Tais
medidas visam proporcionar o acompanhamento da realização e situação de pessoal e
material da OM, por parte de seu Cmt, Esc Sp e COTER.
c. Controle e Avaliação por Escalão ou Sistema Operacional
O controle e a avaliação do Adestramento Básico é encargo do escalão
enquadrante da tropa adestrada.

19 DEZ 11 COTER
5-6 SIMEB
Os Cmt G Cmdo/GU devem coordenar o adestramento de suas OM subordinadas,
observando a relação de OA e de missões de combate do PIM, de forma a assegurar a
consecução do adestramento completo ao cabo do ciclo previsto.
Os Cmt OM, igualmente, devem realizar o planejamento, acompanhar a
execução e avaliar o adestramento de suas SU e frações por meio do mapa de
adestramento, de forma a assegurar a consecução do adestramento completo ao cabo
do ciclo previsto.
O COTER acompanhará e avaliará o adestramento da Força Terrestre empregando
o Sistema de Avaliação Operacional de Organizações Militares (SISTAVOP), por meio
do acompanhamento dos principais exercícios de adestramento das GU e G Cmdo,
além das observações dos relatórios das avaliações do CAAdEx, particularmente das
FAR estratégicas.
d. Premissas
1) Aspectos conjunturais poderão influir no adestramento da tropa,
comprometendo a realização do adestramento. A minimização desses efeitos poderá
ser obtida, considerando-se o seguinte:
a) deve-se priorizar o adestramento das pequenas frações em relação aos
escalões mais altos, o que significa que entre a possibilidade de se realizar 1 MDA de
SU ou 3 de Pel, deve-se optar pela segunda alternativa;
b) no âmbito da F Ter, o adestramento deve observar a seguinte ordem de
prioridade:
(1) GU e OM das FAR Estrt;
(2) GU e OM das Forças de Segurança Estratégicas;
(3) GU e OM das Forças de Emprego Estratégico;
(4) GU e OM das Forças de Emprego Regional; e
(5) GU e OM das Forças de Emprego Geral.
c) deve-se buscar a otimização dos Exc Cmp por meio de exercícios
integrados, conforme o PPA (dupla ação, ações sucessivas, ações simultâneas e de
participação);
d) deve-se priorizar a participação do EP nos exercícios táticos;
e) o Adestramento Básico, até o nível SU, inclusive, requer, necessaria-
mente, a realização de exercícios de campanha;
f) sempre que possível o Adestramento, nível U, deverá ser realizado
nas mesmas condições do Adestramento das pequenas frações, ou seja, por meio de
exercícios de campanha; e
g) o Adestramento Avançado deve priorizar os trabalhos de Estado-Maior
das U e GU, o funcionamento do sistema de C² e a integração entre os diversos
sistemas operacionais. Em virtude das restrições de toda ordem e, coerentemente
com a sua destinação, deve ser desenvolvido por meio de exercícios de quadros, ou
19 DEZ 11 COTER
5-7 SIMEB
seja, sem tropa no terreno, nas seguintes modalidades: Exercício no Terreno (ET),
Exercício de PC ou Exercício na Carta, apoiados, ou não, por meios informatizados.
2) Unidades Amv e de Av, apoiando-se mutuamente, deverão procurar conduzir
o PAB de suas OM Op, fazendo coincidir os Exc Ades das tripulações com os Exc
das OM Amv.

5.6 ADESTRAMENTO BÁSICO

a. Considerações
1) O Adestramento Básico, que abrange as atividades de treinamento coletivo
para o combate, de acordo com a base doutrinária da OM, desenvolve-se até o nível
Unidade. Constitui-se na mais importante oportunidade de desenvolvimento da
Liderança Militar, quando os oficiais e sargentos praticam as atividades inerentes ao
Comando de suas frações e ao cargo que desempenham, num ambiente de imitação
da guerra.
2) O Adestramento Básico deve ser entendido como o processo de capacitação
operacional que permitirá à OM alcançar a almejada condição de eficaz instrumento
de combate a serviço da Força Terrestre.
3) O Adestramento Básico tem prioridade sobre o Adestramento Avançado.
4) O desempenho coletivo final desejado é obtido nos exercícios de campanha.
Um exercício de campanha nível Unidade não terá êxito se as frações e Subunidades
não tiverem cumprido seus respectivos OA.
5) O Adestramento Básico recebe parcela dos recursos financeiros e físicos
(combustível e ração operacional) da rubrica Recursos-Padrão, os quais são
quantificados de acordo com as características de cada OM.
6) Os MDA nível Pel e SU, nesta ordem, devem ser priorizados em relação aos
MDA nível Unidade. Como tal, para ele devem convergir os esforços da OM como
um todo, sejam administrativos, logísticos, incluindo pessoal, e operacional, a fim de
assegurar as melhores condições para execução da capacitação das pequenas frações
e do desenvolvimento da liderança dos comandantes nos diferentes níveis.
7) O Adestramento Completo de uma OM operacional, ou seja, o cumprimento
integral da relação de OA (previstos no respectivo PPA) e missões de combate (não
incluídas no PPA, mas constantes da base doutrinária), correspondente à sua vocação
operacional dentro do grupo de emprego a que pertence, deverá ser desenvolvido em
um período de 1(um), 2 (dois) ou 3 (três) anos (ciclo de adestramento anual, bienal
ou trienal).
8) O Adestramento Básico das OM que tiverem participação em ações críticas
nos Exercícios de Adestramento Conjunto poderá ser reorientado pelos respectivos
Cmt GU enquadrantes de modo a alcançar os OA específicos.

19 DEZ 11 COTER
5-8 SIMEB
9) Sempre que possível, a GU enquadrante deverá apoiar, conduzir e avaliar o
Exc tático nível U.
b. Ciclos de Adestramento Básico (período necessário para que as OM cumpram
todos os OA previstos)
1) Ciclo Anual (OM FAR Estratégica e OM das GU Inf Sl e Fron das Forças de
Segurança Estratégica).
2) Ciclo Bienal (OM das GU Inf Mtz e C Mec das Forças de Segurança
Estratégica, OM das GU das Forças de Emprego Estratégico, OM de Emprego
Estratégico e OM das Forças de Emprego Regional).
3) Ciclo Trienal (OM das Forças de Emprego Geral).
4) Quadro de ciclos de Adestramento
OM das 12ª Bda Inf L, Bda Inf Pqdt,
FAR Estratégicas
Bda Op Esp, CAvEx
ANUAL
Forças de Segurança OM das 1ª, 2ª, 16ª e 17ª Bda Inf Sl, 18ª
Estratégicas Bda Inf Fron
Forças de Segurança
OM das 15ª Bda Inf Mtz, 1ª, 2ª , 3ª e 4ª
Estratégicas Bda C Mec
OM das 3ª, 9ª e 10ª Bda Inf Mtz, 11ª
Forças de Emprego
Bda Inf L, 6ª Bda Inf Bld, 5ª Bda C Bld,
Estratégico
BIENAL 1ª Bda AAAe
OM de Emprego 6º GLMF, 1ª Cia GE, Cia C² e Cia
Estratégico DQBN
Forças de Emprego OM das 13ª e 14ª Bda Inf Mtz, 23ª Bda
Regional Inf Sl, AD/3, AD/5, AD/6, 2º Gpt E
Forças de Emprego OM das 4ª e 7ª Bda Inf Mtz, AD/1, 1º
TRIENAL
Geral Gpt E
c. Objetivos Gerais
1) Capacitar as frações, Subunidades e Unidades para a execução de missões
de combate, fundamentais a sua natureza e ao seu escalão, previstas na sua base
doutrinária.
2) Integrar o adestramento de mobilização e de prorrogação do tempo de
serviço militar inicial.
3) Prosseguir no adestramento das frações, Subunidades e Unidades, conforme
o mapa de adestramento, buscando atingir os níveis de adestramento completo ao
término do ciclo previsto.
d. Concepção
1) O Período de Adestramento Básico (PAB) é progressivo e se divide em três
partes (subperíodos): Pelotão, Subunidade e Unidade.
19 DEZ 11 COTER
5-9 SIMEB
2) Os Programas-Padrão da série Alfa (PPA) das diversas armas, quadros e
serviços regulam os Objetivos de Adestramento (OA) que devem ser atingidos.
3) O Programa de Instrução Militar (PIM) estabelecerá, para cada ano do ciclo
de adestramento, a relação dos OA e missões da base doutrinária que deverão ser alvo
do adestramento das OM. Alinhado com esta relação, caberá à Direção da Instrução
da OM compor o mapa de adestramento das suas frações e SU.
4) Apesar de os subperíodos do PAB serem sequenciais, é admitido, em
virtude da carência de material de emprego militar das OM, distância do Campo de
Instrução e outras condicionantes, que a cronologia seja alterada para se aproveitar as
oportunidades. Destarte, uma SU poderá concluir seu adestramento, enquanto outra
ainda não iniciou o de seus pelotões. Tal decisão é da Direção da Instrução da OM,
que deverá informar ao seu escalão superior.
5) O Adestramento das Subunidades de Comando, Serviços e Apoio deve ser
orientado da seguinte forma:
a) durante o subperíodo pelotão – voltado à parte técnica, em complemento
ao período de qualificação; frações poderão integrar o adestramento dos Pel Fuz/Pel
Fuz Bld/Pel C Mec/Pel CC.
b) durante o subperíodo Subunidade – voltado, principalmente, para o apoio
logístico e de fogo a ser realizado por suas frações, integrando o adestramento das
demais Subunidades; e
c) durante o subperíodo Unidade – adestrar a sua estrutura de comando, de
apoio logístico e de fogo, inclusive com a realização do tiro real das armas coletivas
orgânicas da Subunidade.
e. Duração do Adestramento Básico
Será regulada, anualmente, no Programa de Instrução Militar (PIM).

5.7 ADESTRAMENTO AVANÇADO

a. Considerações
1) O Adestramento Avançado abrange as atividades de treinamento coletivo
para o combate a partir do escalão Grande Unidade. Constitui-se na mais importante
oportunidade de verificar a capacitação operacional atingida pelo módulo de combate
básico da F Ter (Bda), num ambiente de imitação da guerra, quando deverá ser
enfatizado o adestramento dos sistemas em relação ao adestramento dos escalões,
particularmente o C2, Logístico e Ap F.
2) As Operações Conjuntas, coordenadas pelo MD, normalmente com
participação de 1 (um) Comando Militar de Área, como Força Terrestre Componente
(FTC) ou Comando Conjunto, devido ao calendário do MD, poderão ser desenvolvidas
fora do Período de Adestramento Avançado (PAA), apesar do escalão e da natureza

19 DEZ 11 COTER
5 - 10 SIMEB
da atividade.
O Adestramento avançado deverá contemplar Exercícios de Defesa Externa e
Exercícios de Garantia da Lei e da Ordem.
b. Ciclos para a montagem e execução de exercícios do Adestramento Avançado
O ciclo para montagem dos Exc de Adestramento Avançado passou a ser anual a
partir de 2011, ou seja, o planejamento, os reconhecimentos necessários e a execução
deverão ter início e fim no mesmo ano.
c. Objetivos Gerais
1) Capacitar os Grandes Comandos e as Grandes Unidades, como um todo, ao
emprego em operações de combate.
2) Exercitar e testar o planejamento operacional da F Ter.
d. Objetivos Específicos
1) Desenvolver a capacidade de emprego integrado dos Grandes Comandos,
das Grandes Unidades e dos Comandos de Apoio Logístico.
2) Exercitar a ação de comando e a capacidade de liderança dos Quadros em
todos os níveis.
3) Promover a integração de Comandos e Estados-Maiores em todos os níveis.
4) Preservar e ampliar a experiência operacional da Força Terrestre.
5) Adquirir experiência para planejar e executar preparações específicas da
Força Terrestre, que serão desencadeadas quando se fizer necessário.
6) Desenvolver a capacidade de planejar e executar Operações Conjuntas e
Combinadas.
7) Testar os Sistemas Operacionais: Comando e Controle; Manobra; Logística;
Inteligência; Defesa Antiaérea; Apoio de Fogo; Mobilidade, Contramobilidade e
Proteção.
e. Condicionantes
1) Os C Mil A deverão planejar o desenvolvimento do Adestramento Avançado
em Operações de Defesa Externa de suas DE e GU, de forma isolada ou integrada,
no contexto de um Plano de Campanha, ainda que este não seja afeto a sua área de
responsabilidade, mas com possibilidade de emprego real de tropa em reforço, como
é o caso dos CML, CMSE, CMNE e CMP.
2) O COTER acompanhará o desenvolvimento do Adestramento Avançado em
Operações de Defesa Externa, desde o planejamento e levantamento das necessidades
de recursos financeiros e físicos, até a sua execução.
3) Durante o Período de Adestramento Avançado poderão ser, eventualmente,
realizadas as seguintes atividades:
a) continuação do Adestramento Básico;
b) realização de competições de instrução; e
19 DEZ 11 COTER
5 - 11 SIMEB
c) recuperação de instruções.

5.8 ADESTRAMENTO PARA OP GLO

a. Considerações Fundamentais
1) A F Ter, no cumprimento da missão constitucional de Garantia da Lei e da
Ordem, poderá ser empregada, isoladamente ou combinada com as demais Forças
Armadas, em ambiente urbano ou rural.
2) O emprego de tropa poderá ocorrer com ou sem a decretação de uma das
salvaguardas constitucionais.
3) O conhecimento integral dos fundamentos legais das Op GLO, dos
procedimentos técnicos e táticos e das Regras de Engajamento e Normas de Conduta,
bem como o seu treinamento, conduzirá o emprego da tropa dentro dos aspectos
legais, facilitando as ações empreendidas.
4) O modo de atuação da tropa em Operações de Polícia Judiciária Militar
e contra delitos transfronteiriços e ambientais na faixa de fronteira terrestre será
semelhante ao emprego em GLO. Entretanto, há que se destacar que se tratam de duas
operações distintas.
5) O Adestramento Básico em GLO realiza-se após o 1º subperíodo da IIQ -
Instrução Individual de Qualificação do Combatente em GLO. Na oportunidade, a
CTTEP deverá ser interrompida para que as atividades se desenvolvam no âmbito
das frações constituídas, nas mesmas condições que o PAB de Defesa Externa. Em
razão das características especiais deste tipo de operação, normalmente com emprego
descentralizado das pequenas frações, nível Pelotão, o PAB GLO poderá ser realizado
nos níveis Pel ou SU, a ser definido pelo mais alto escalão de comando executante.
6) O Adestramento Avançado em GLO deverá restringir-se aos trabalhos de
EM, podendo ser desenvolvido por meio de Exercícios de PC ou Exercícios na Carta,
apoiados, ou não, por meios informatizados. É desejável que os exercícios sejam
embasados nos cenários peculiares de cada Área de Segurança Integrada e que os
planos de operações sejam retificados ou ratificados por meio de reconhecimentos no
terreno.
7) Considerando, excepcionalmente, as demandas operacionais das respectivas
áreas de responsabilidade de segurança integrada e, mediante aprovação do COTER
e inserção no Contrato de Objetivos, o Adestramento Avançado em Op GLO por meio
de exercícios com tropa no terreno poderá ser desenvolvido em qualquer período
do Ano de Instrução, exceto PAB, devendo ser considerado que o EV só poderá ser
empregado após o PAB GLO (1º subperíodo da Instrução Individual de Qualificação).
Nesta situação, quando realizado somente com o EP e fora do PAA, poderá fazer parte
da CTTEP.

19 DEZ 11 COTER
5 - 12 SIMEB
b. Condicionantes do Preparo
1) Os C Mil A deverão atentar, na implementação da instrução relativa à GLO,
para os seguintes aspectos: concepção de emprego em GLO, fundamentos legais
do emprego da tropa, limites de ação da tropa, emprego dos sistemas operacionais,
integração de meios e de órgãos destinados à GLO, segurança orgânica, segurança nas
comunicações, operações psicológicas, comunicação social, procedimentos, técnicas
e táticas em GLO e uso proporcional da força.
2) Os estágios de área sobre GLO deverão abordar os assuntos acima citados,
além daqueles que os C Mil A julgarem apropriados, em razão das peculiaridades
locais.
3) As Regras de Engajamento deverão ser, exaustivamente, estudadas e
praticadas, por meio de demonstrações e prática controlada de conduta da tropa frente
às diversas situações hipotéticas ou de possível ocorrência em um quadro de Op GLO.
4) Nas OM Inf, Cav, Art e Eng , o EV a ser qualificado em QM logístico-técnicas
(00, 08,09,10 e11) deverá integrar uma das frações constituídas para desempenhar,
como recompletamento, as funções comuns ao combatente de GLO ou, como reforço,
a suas funções específicas de destinação no QC da OM.
5) Em todas as OM, independentemente de sua natureza (combatente ou técnico-
logística), a constituição das frações, onde se desenvolverá a preparação específica e o
adestramento, deve manter a maior fidelidade possível ao QO.
6) Até que um novo PP específico seja distribuído, o PPB/2 – 2ª parte (GLO)
deverá ser utilizado para o planejamento e para a orientação das instruções de GLO.

5.9 MAPA DE ADESTRAMENTO

a. O Mapa de Adestramento tem por finalidade balizar o planejamento de todos


os exercícios que serão realizados no Ano de Instrução, desde o PAB GLO até o
PAB de Unidade. Possibilita uma visualização dos OA geradores e dos realizados por
participação e integração. Assegura, também, a continuidade no planejamento dos
exercícios anuais da Unidade e a certeza da realização de todos os OA durante o Ciclo
de Adestramento.
b. As OM deverão confeccionar o seu Mapa de Adestramento, no qual devem
constar todos os MDA a serem cumpridos no ano A, devendo dar entrada na GU
enquadrante até 30 dias antes do início da Fase de Adestramento.
A identificação dos MDA é feita por um grupo de caracteres alfanuméricos com
até 3 caracteres.
c. O primeiro caractere é representado por um número e indica a natureza do
MDA.

19 DEZ 11 COTER
5 - 13 SIMEB

1 DEFESA EXTERNA
2 GARANTIA DA LEI E DA ORDEM
O segundo caractere é representado por uma letra maiúscula do alfabeto,
separada do primeiro por hífen, e indica o nível do MDA
A FRAÇÃO
B SUBUNIDADE
C UNIDADE
O terceiro caractere é representado por um número diferente de “zero”, separado
do segundo por hífen, e que indica o número do MDA dentro do nível em execução.
MODELO DO MAPA DE ADESTRAMENTO DE OM
OA Descrição do
MDA Fração/SU Data Tipo Exc Obs
Gerador Exercício
1-A-1 1º/1º Esqd C Mec 10-12 Set
1-A-2 2º/1º Esqd C Mec Realizar um reconheci- 14-17 Set
121.02 mento de eixo e área;
1-A-3 3º/1º Esqd C Mec 19-21 Set Ações
121.03 estabelecer uma PIR,
1-A-4 1º/2º Esqd C Mec 23-25 Set Sucessivas
121.04 retardar o Ini e acolhi-
..... ..... mento no LAADA. .....
1-A-9 3º/3º Esqd C Mec 09-11 Out
Pel AC/Esqd Apoiar um Esqd C Mec MDA
1-A-10 ..... .....
Cmdo Ap na F Cob Avçd 1-B-1
Pel Sau/Esqd
1-A-11 ..... ..... .....
Cmdo Ap
Pel Com/Esqd
1-A-12 ..... ..... .....
Cmdo Ap
Defender um ponto sen-
111.01 1º/1º Esqd C Mec
sível, estabelecer PBCE
2-A-13 111.02 2º/1º Esqd C Mec 16-18 Out Participação
e realizar escoltas de
111.03 3º/1º Esqd C Mec
comboio.

Participa-
Realizar uma F Cob 20-24 Out ção do Pel
1-B-1 120.04 1º Esqd C Mec
Avçd em Op Ofs, Ações AC/ Esqd
120.05
devendo reconhecer Simultâneas Cmdo Ap
120.06
eixos e áreas.
..... ..... .....
1-B-3 3º Esqd C Mec .....
2-B-4 1º Esqd C Mec
Defender um ponto
110.01 Ações
..... ..... sensível e interditar .....
110.04 Simultâneas
uma área.
2-B-6 3º Esqd C Mec 08-12 Out

19 DEZ 11 COTER
5 - 14 SIMEB
5.10 ADESTRAMENTO NA MOBILIZAÇÃO

a. Em face da escalada de uma crise, as OM a serem ativadas, criadas ou


completadas pela mobilização serão submetidas a um Programa de Instrução Militar,
que será regulado pelo COTER.
b. O Programa estabelecerá instruções particulares para OM destinadas a atuar no
Teatro de Operações e na Zona de Defesa.

5.11 ADESTRAMENTO NAS OM DE ARTILHARIA DE CAMPANHA

a. Em face das peculiaridades das OM de Art, este item estabelece algumas


diretrizes particulares quanto à forma pela qual deverá ser conduzido o seu
adestramento.
b. A fim de orientar o planejamento e a execução do adestramento nas Unidades
de Artilharia de Campanha, os Cmt AD deverão propor, por intermédio das DE e
em coordenação com os Cmt Bda, o adestramento dos sistemas de Art no PAB,
incluindo-se aí os OA a serem cumpridos.
c. É de todo conveniente que oficiais das armas-base participem desse exercício,
principalmente na fase de planejamento de fogos.
d. A inserção desses exercícios no “Quadro de Adestramento de Sistema” não
impede a criação de situação tática que oriente a sua realização.
e. Oficiais de Art (O Lig e OA) deverão participar dos exercícios de adestramento
das SU e Unidades das Armas Base. Da mesma forma, Comandantes de Subunidade
da arma base deverão participar dos exercícios de bateria dos Grupos.
f. As Artilharias Divisionárias, em coordenação com as Brigadas, realizarão
inspeções técnicas nos Grupos de Artilharia de Campanha e nas Baterias de Artilharia
Antiaérea das Brigadas.
g. As OM de Artilharia, tendo em vista as restrições de munição, deverão explorar
ao máximo o uso de simuladores e dispositivos de subcalibre no adestramento dos
diversos subsistemas.

5.12 ADESTRAMENTO NAS OM DE ARTILHARIA ANTIAÉREA

a. As OM da 1ª Bda AAAe, dotadas do sistema Radar SABER e Msl IGLA,


tendo em vista a dualidade de emprego no TO e na ZA, poderão ter o adestramento
complementado com objetivos previstos no PPA das Bia AAAe de Bda Inf/Cav.
b. As Bia AAAe das Bda Inf/Cav seguem as diretrizes de instrução do COTER,
por intermédio das Grandes Unidades às quais estão subordinadas.
c. As Diretrizes de Instrução (DI) da 1ª Bda AAAe regularão o planejamento da

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5 - 15 SIMEB
utilização dos simuladores do Msl Ptt IGLA, do aproveitamento das horas de voo das
Anv de baixa (turbo-hélices) e alta performance (jato) destinadas pelo COMDABRA,
bem como dos encargos de inspeção.
d. O canal técnico se estende às atividades peculiares da AAAe, tais como:
sanar dúvidas referentes aos sensores (radares) quanto à composição dos meios (Can/
Msl); orientar a melhor forma de emprego desses meios; otimizar suas possibilidades
apresentando sugestões ou difundindo experiências observadas em determinada OM;
e realizar ligações com o SISDABRA, para fins de adestramento operacional das OM,
empregando os meios aéreos da Força Aérea.
e. Nos exercícios de adestramento de DE, que possuam GAAAe na suas áreas
de responsabilidade, sempre que possível, deverão ser estabelecidas as ligações entre
a 1ª Bda AAAe e as Bia AAAe das GU, respeitando-se a subordinação operacional.
f. Os exercícios operacionais das OM de AAAe têm como maior escalão presente
a 1ª Bda AAAe que, por intermédio de seu Centro de Operações Antiaéreas Principal
(COAAe P), estabelece o sistema de controle e alerta das Def AAe, ligando-as com a
Defesa Aeroespacial.

5.13 EXERCÍCIO TÁTICO COM APOIO DE SISTEMA DE SIMULAÇÃO


(ETASS)

a. Finalidade
- Orientar o planejamento e a execução dos ETASS.
b. Tipos de Simulação
1) Simulação virtual – realizada com emprego de dispositivos de simulação
de apoio à instrução (DSAI).
2) Simulação viva – realizada com emprego de dispositivos de simulação de
engajamento tático (DSET).
3) Simulação construtiva – realizada por intermédio de ETASS.
c. Simulação Virtual
1) A utilização de simuladores para a formação e para o treinamento coletivo e
individual deve ser estimulada ao máximo, considerando as possibilidades oferecidas
pelo meio auxiliar de instrução e, principalmente, as vantagens da relação custo-
benefício.
2) Não se pode considerar que a utilização de um simulador torne o operador
adestrado na utilização do equipamento. Ela é a parte inicial de um processo que
possibilita a prática contínua, a experimentação e a formação, mas que deve ter
sempre o adestramento realizado no equipamento propriamente dito como última
etapa do processo.
3) Quando houver insuficiência de simuladores, o treinamento deverá, sempre

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que possível, ser coordenado pelos Comandos enquadrantes das OM que disponham
desses equipamentos.
d. Simulação Viva
1) O CAAdEx é a OM do Exército Brasileiro dotada de DSET e pessoal
capacitado a realizar avaliação do adestramento de OM Op, nível SU e frações.
A previsão das OM a serem avaliadas será regulada, anualmente, no Programa de
Instrução Militar.
2) Como os seus meios são insuficientes para avaliar todas as OM Op da F
Ter, o COTER estabelece a relação das OM a serem avaliadas, priorizando as OM da
FAR Estrt e, pelo menos, 01 (uma) OM Inf Sl, e a melhor OM Inf ou C Mec avaliada,
exceto Pqdt e L, segundo o SISTAVOP.
e. Simulação Construtiva
1) Objetivos:
a) adestrar os Cmt e seus Estados-Maiores (EM), nos escalões FTC, DE,
GU, U e SU independente, no planejamento e na condução de operações militares, em
um quadro de defesa externa, empregando elementos de combate, apoio ao combate
e apoio logístico;
b) exercitar e testar o planejamento operacional para emprego da F Ter;
c) exercitar e desenvolver os atributos de chefia e liderança em cenários
operacionais simulados;
d) praticar a sincronização dos sistemas operacionais de combate;
e) avaliar o desempenho técnico e profissional dos quadros envolvidos nos
exercícios;
f) exercitar a integração das armas, quadro e serviços; e
g) exercitar a integração das Forças Armadas, por intermédio dos trabalhos
em EM conjuntos.
2) Considerações gerais
a) Atualmente, o COTER dispõe dos seguintes sistemas de simulação de
combate:
(1) SABRE – para os escalões Btl/Rgt (organização e aplicação a cargo
das Bda);
(2) SISTAB – para o escalão Bda e, com restrições, para o escalão DE
(organização e aplicação a cargo dos C Mil A ou RM/DE); e
(3) COMBATER – para os escalões FTC, DE e Bda.
b) A busca da realidade deve ser uma preocupação constante do Comando
Aplicador do ETASS. Para tanto, devem ser executados todos os planejamentos
previstos para o tema tático proposto. O ideal é que o exercício seja desenvolvido
sob o regime de operações continuadas e por meio da instalação e do funcionamento

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5 - 17 SIMEB
dos PC de todos os escalões participantes, preferencialmente no terreno. Os C Mil A
deverão, em suas Diretrizes de Instrução, estabelecer os objetivos dos Exercícios e
designar os Cmdo aplicadores.
c) Cada Comando Aplicador deverá se encarregar do planejamento,
montagem e direção do exercício, buscando a maior fidelidade possível à sua vocação
dentro do Grupo de Emprego a que pertence, bem como aos respectivos Planejamentos
Operacionais para emprego da F Ter.
d) Para a aplicação dos ETASS, o COTER apoiará os Comandos
Aplicadores (treinamento de controladores e execução da simulação), de forma
presencial ou a distância, dependendo do grau de complexidade do sistema a ser
empregado e da capacidade local de condução do exercício.
e) Anualmente, o COTER promoverá um Estágio de ETASS em Brasília,
com os seguintes objetivos:
(1) habilitar um capitão por GU a difundir os conhecimentos necessários
aos controladores dos exercícios apoiados pelo SABRE;
(2) orientar os oficiais de Operações dos Comandos Aplicadores sobre
o planejamento e a condução dos exercícios; e
(3) orientar os oficiais técnicos de informática das GU no suporte
especializado aos exercícios e difundir os aperfeiçoamentos introduzidos nos Sist Sml
Cmb em uso no Exército Brasileiro. Tal situação permanecerá em vigor até que a
estrutura necessária à execução remota esteja em operação.
f) Posteriormente, as GU deverão promover um estágio de 2º nível para
a preparação dos controladores do SABRE. Essa atividade deverá ser realizada em
02 (dois) dias, antecedendo o exercício, visando a um melhor aproveitamento dos
recursos.
g) Por ocasião dos exercícios apoiados pelo SISTAB ou COMBATER, uma
equipe do COTER fará o treinamento dos controladores 02 (dois) dias, antecedendo
o exercício.
3) Planejamento dos Exercícios
a) Anualmente, os escalões enquadrantes de Bda (exceto Bda AAAe e
Bda Op Esp) deverão planejar a aplicação dos ETASS, empregando o SISTAB para
todas as brigadas subordinadas, podendo, a seu critério, centralizar a execução em um
único evento. Da mesma forma, os escalões enquadrantes de OM de Inf/Cav deverão
planejar a aplicação do ETASS para essas Unidades.
b) Os C Mil A deverão propor as datas de realização de seus ETASS na
Reunião de Contrato de Objetivos, a fim de possibilitar o apoio doutrinário, técnico e
financeiro a esse adestramento. A realização ficará condicionada à disponibilidade de
recursos destinados a esse fim.
c) A designação dos controladores necessários à realização dos ETASS é
encargo dos Grandes Comandos responsáveis pela aplicação dos exercícios (Comando
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5 - 18 SIMEB
Aplicador).
d) Os ETASS para os Btl/Rgt que utilizam o SABRE devem ser realizados
antes do início do PAB, uma vez que independem de apoio presencial de militares do
COTER, para não interferirem no adestramento de Pel e SU.
e) Os ETASS, nível FTC e DE ou nível Bda (utilizando o SISTAB),
deverão ser realizados, prioritariamente, no segundo semestre, em coordenação com
o COTER no Contrato de Objetivos.
f) Os sistemas de simulação empregados pelo Exército, atualmente,
utilizam cartas vetorizadas. Para tanto, o Of planejador do exercício, com a maior
antecedência possível, consultará a Div Sml Cmb do COTER para identificar as áreas
que possuem essas cartas, antes de definir a região do Exc.
g) A página do COTER na Internet mantém informações atualizadas sobre
os mosaicos disponíveis. O Cmdo Aplicador que desejar realizar um Exc em uma área
nova, não vetorizada, deverá solicitar ao COTER, em A-1, a produção dos arquivos
vetorizados necessários. O ideal é realizar uma consulta à Divisão de Levantamento
responsável pela área, verificando se já há trabalho realizado sobre a área desejada, o
que poderá reduzir os prazos do processo.
h) O Of planejador do ETASS deverá escolher, entre as folhas de cartas
disponíveis no COTER, o mosaico formado apenas pelas cartas realmente necessárias
para o Exc, e informar ao COTER, com pelo menos 60 (sessenta) dias de antecedência,
as atualizações necessárias para o exercício (obstáculos, estradas, vegetação, etc).
Quanto menor o mosaico utilizado, melhor o processamento da simulação nos
computadores.
i) As folhas das cartas (em papel) deverão ser solicitadas à DSG, mediante
canal de comando. É importante a disponibilidade de cartas impressas idênticas às
utilizadas no sistema de simulação, pois nem todos os comandos executantes poderão
dispor de cartas vetorizadas para o seu planejamento.
j) O CI 105 5-1 Simulação de Combate (experimental – disponível na
página do COTER) orienta o Comando Aplicador para que o Exc seja planejado e
conduzido nas melhores condições.
k) Recursos
Os recursos necessários serão descentralizados pelo COTER, até 90 dias
antes da realização do exercício, conforme o planejamento dos respectivos C Mil A e
as informações existentes no banco de dados da 1ª Subchefia.
Por ocasião da Reunião de Contrato de Objetivos, os C Mil A deverão
propor a distribuição detalhada dos recursos necessários para os ETASS.
4) Análise Pós-Ação (APA) nos ETASS
a) A APA é o coroamento de um exercício, oportunidade em que deverão
ser universalizados e consolidados os ensinamentos obtidos pelos participantes.
Deverá ser planejada e conduzida pelo Comando Aplicador, considerando o seguinte:
19 DEZ 11 COTER
5 - 19 SIMEB
(1) os objetivos a atingir nos Exc são aqueles que foram estabelecidos na
Diretriz do Comando do Exercício e na Diretriz do Comando Aplicador, antecedendo à
realização do exercício, em consonância com o previsto no SIMEB e no PIM COTER;
(2) a APA deverá abordar a concepção e o emprego de cada Comando
participante, sob a ótica da observância dos Princípios de Guerra e dos Fundamentos
das Operações em curso, sejam elas de caráter ofensivo ou defensivo;
(3) de modo análogo ao que ocorre nas batalhas reais, é natural que um
vença e que o outro seja derrotado. Assim, quanto mais dinâmicos forem os ETASS,
maior será o aprendizado. Nesse caso, aprender é muito mais importante que vencer
ou ser derrotado;
(4) se as eventuais falhas de planejamento e execução observadas não
forem abordadas de forma transparente, sutil e prática, perder-se-á o grande objetivo
visualizado pelo Exercício: o adestramento resultante do aprendizado;
(5) os recursos disponíveis nos Sist Sml Cmb em uso, para apoio à APA
(geração e visualização de históricos), devem ser intensivamente explorados, a fim
de serem aproveitadas as informações disponíveis para uma melhor compreensão da
manobra como um todo; e
(6) os ensinamentos colhidos e as discussões realizadas durante o
exercício deverão ser encaminhados ao COTER, por meio do Relatório do ETASS.
b) É importante que, após o regresso dos comandos participantes às
suas sedes, seja feita uma APA particular de cada elemento, sendo os resultados
posteriormente remetidos ao Comando Aplicador para análise, consolidação e
divulgação.

5.14 EXERCÍCIOS CONJUNTOS

a. Operações Conjuntas são aquelas empreendidas por elementos ponderáveis


de mais de uma Força Armada, sob a responsabilidade de um comando único.
b. O Exercício Conjunto constitui-se, portanto, de um exercício planejado,
coordenado e controlado pelo Ministério da Defesa (MD), e conta com a participação
de elementos de, pelo menos, duas forças singulares. A participação dos G Cmdo Op
e das OM da F Ter é coordenada pelo COTER, por intermédio de diretriz específica.

5.15 EXERCÍCIOS COMBINADOS COM NAÇÕES AMIGAS

a. Constitui-se de um exercício planejado, coordenado e controlado pelas F Ter


do Brasil e de nações amigas, e conta com a participação de suas respectivas forças
militares.
b. A participação dos G Cmdo Op e OM da F Ter brasileira será coordenada pelo
COTER por intermédio de diretriz específica.
19 DEZ 11 COTER
5 - 20 SIMEB
5.16 PRESCRIÇÕES DIVERSAS

a. A participação de efetivos da Bda Inf Pqdt, 12ª Bda Inf L (Amv), Bda Op Esp
e do CAvEx em exercícios táticos, excluídos os Pedidos de Cooperação de Instrução
(PCI), somente ocorrerá com a autorização do COTER, mediante solicitação pelo
canal de comando.
b. A repetição de um MDA, nos níveis Pel e SU, quando for constatada sua
necessidade na APA parcial, deverá ser realizada imediatamente, sempre que houver
disponibilidade de recursos e de tempo.
c. Em todos os escalões, na preparação dos exercícios de adestramento, deverão
ser incluídas as Atividade de Apronto Operacional e SOM.
d. Nos MDA de SU, sempre que possível, deverá haver participação de Frç das
SU Cmdo, Sv e Ap em Exc Cmp por integração.
e. Por meio de PCI, desde que haja disponibilidade de recursos, as GU da FAR
Estratégicas deverão realizar, anualmente, o adestramento de, pelo menos, uma SU
Fuz em ambientes de selva e pantanal, precedido de um estágio de adaptação à região.
f. Mesmo não havendo disponibilidade em meios de DQBN, GE, Op Psc e de Av
Ex, estes deverão ser considerados nos Plj de Exc GLO e Def Ext.
g. As ligações com os Comandos de Operações da F Ae (COMGAR) e da
Marinha do Brasil (CON) deverão ser realizadas por intermédio do COTER.

19 DEZ 11 COTER
6-1 SIMEB

CAPÍTULO 6

INSTRUÇÃO MILITAR DE ELEMENTOS DE NATUREZA DIVERSA

6.1 AVIAÇÃO DO EXÉRCITO

a. Conceituações
1) Aviação do Exército (Av Ex)
Conjunto de todas as Organizações Militares envolvidas diretamente com o
apoio, a logística e a operação de aeronaves do Exército.
2) Esforço Aéreo (Esf Ae)
Número de horas de vôo estabelecido para cada órgão responsável pelo
desenvolvimento de determinada atividade aérea.
3) Hora de Vôo (HV)
Tempo transcorrido entre o acionamento e o corte dos motores de uma
aeronave.
4) Habilitação Técnica (HT)
Na Aviação do Exército, é utilizada para designar determinado manuseio
de materiais bélicos e, também, a operação de equipamentos militares que o
aeronavegante, ou qualquer outro especialista na área de aviação, deve estar habilitado
a executar, de acordo com a sua qualificação e exigências da função exercida.
5) Organização Militar Apoiada
Organização Militar que participa em conjunto com Organizações Militares
da Av Ex (OM Av Ex) ou Elementos da Av Ex (Elm Av Ex) de Exercícios, Operações
ou Missões Aeromóveis.

19 DEZ 11 COTER
6-2 SIMEB
6) Pedido de Missão Aérea (PMA)
Documento pelo qual as OM, seguindo o canal de comando, discriminarão
suas necessidades de missões aéreas, conjuntas com a Av Ex, a serem analisadas e
priorizadas pelo Comando Militar de Área/ Órgão de Direção Setorial (C Mil A/
ODS), com base em orientações do COTER.
7) Pedido de Missão Aérea Extraordinária (PMAE)
Documento pelo qual as OM, seguindo o canal de comando, a qualquer tempo,
se houver excepcionalidade que exija a missão, discriminarão suas necessidades de
missões aéreas, conjuntas com a Av Ex, a serem analisadas pelo COTER ou por um C
Mil A (se houver BAvEx diretamente subordinado, mas exclusivamente relacionado
aos pedidos das suas OM subordinadas).
8) Proposta para Emprego da Aviação do Exército (PpAvEx)
Documento confeccionado anualmente pelo C Mil A/ODS, no qual constam
os PMA propostos para o ano em curso, apenas das suas OM subordinadas, com base
em orientações do COTER.
9) Plano de Emprego da Aviação do Exército (PEAvEx)
Documento confeccionado anualmente pelo COTER, no qual constam os
PMA, Exercícios e Operações pré-aprovadas de todo o Exército, para o ano em curso,
com base nos PpAvEx, necessário aos planejamentos das OM envolvidas.
10) Ordem para Emprego da Aviação do Exército (OEAvEx)
Documento periódico confeccionado pelo COTER, com base no PEAvEx,
que autoriza a execução dos PMA e o emprego da Aviação do Exército em Exercícios
e Operações.
11) Ordem para Emprego Extraordinário da Aviação do Exército (OEEAvEx)
Documento confeccionado pelo COTER ou por um C Mil A (se houver
BAvEx diretamente subordinado, mas exclusivamente relacionado aos pedidos das
suas OM subordinadas), que autoriza a execução do PMAE.
b. O Preparo e o Emprego da Aviação do Exército
O Preparo Operacional da Av Ex deverá ter como orientação o adestramento
integrado e conjunto com a tropa em proveito da qual atua, ambas sendo empregadas
com suas frações constituídas.
Deverá ser evitado o emprego da Av Ex em missões:
1) que não sejam voltadas para a atividade-fim;
2) nas quais a presença do meio aéreo não seja absolutamente indispensável;
e
3) quando não estiver em consonância com a doutrina vigente.
O preparo e o emprego da Aviação do Exército deverão ser planejados e
realizados conforme as orientações do COTER.

19 DEZ 11 COTER
6-3 SIMEB
Os C Mil A e os G Cmdo Op deverão prever a participação e buscar o
assessoramento do CAvEx, desde as fases iniciais, nos planejamentos de exercícios e
planos operacionais que envolvam o emprego da Av Ex.
Em princípio, a fração mínima de emprego é a Seção de Helicópteros (Seç
He), exceto em missões de natureza exclusivamente administrativa.
As missões aéreas que requeiram o cumprimento de técnicas especiais, como
Rappel, Mc Guire, Helo Casting, Fast Hope, Penca, etc, por parte da Força de
Superfície, não serão priorizadas, exceto quando forem realizadas em conjunto com
as tropas de emprego especial ou Estabelecimentos de Ensino.
1) Instrução Militar da Aviação do Exército
A SEGURANÇA DE VÔO deverá ser priorizada em todas as atividades
aéreas, conforme a legislação vigente.
O CAvEx deverá planejar, coordenar e controlar a padronização de
procedimentos operacionais, o adestramento específico, a logística e a segurança de
vôo na Aviação do Exército.
Os Batalhões de Aviação do Exército poderão realizar algumas atividades
de ensino, desde que estas sejam definidas, coordenadas e controladas pelo CAvEx.
Além disso, essas OM deverão ser assessorados pelo Centro de Instrução de Aviação
do Exército (CIAvEx).
O planejamento do preparo da Aviação do Exército deverá ser remetido ao
COTER anualmente para acompanhamento.
A Aviação do Exército, nos meses de janeiro a abril, intensificará a CTTEP
e as instruções de segurança de vôo para todos os seus componentes.
A Aviação do Exército deverá realizar Operações e Exercícios que enfatizem
as missões previstas na IP 1-1 (Emprego da Aviação do Exército).
c. Esforço Aéreo da Aviação do Exército
Os C Mil A e os ODS remeterão ao COTER, anualmente, suas necessidades de
HV para o ano “A+1”, para atender aos PMA, Exercícios e Operações.
O COTER, após consolidar e estudar as necessidades de esforço aéreo, informará
aos C Mil A/ODS responsáveis o quantitativo de HV para atender ao esforço aéreo da
F Ter no ano “A+1”.
O esforço aéreo da Aviação do Exército deverá ser empregado com a seguinte
prioridade:
PRIORIDADE ESFORÇO AÉREO
Treinamento de Habilitações Técnicas (HT) e de emergências nas
1
aeronaves.
2 Adestramento operacional de frações aéreas (valor Subunidade).
3 Formação e especialização dos recursos humanos para a Av Ex.

19 DEZ 11 COTER
6-4 SIMEB

Adestramento de Organizações Militares Aeromóveis em conjunto


4
com a Av Ex.
Preparo e participação das OM nos exercícios de G Cmdo Op/Op
5
Conjuntas previstas para o Ano de Instrução.
6 Adestramento das tropas especiais do Exército.
Formação, especialização e aperfeiçoamento dos alunos dos
7
Estabelecimentos de Ensino (EE).
Adestramento da Av Ex em exercícios de GLO. A distribuição
do esforço aéreo será informada aos C Mil A/ ODS, anualmente,
8 para fins de planejamento dos PMA e remessa da Proposta para
Emprego da Aviação do Exército (PpAvEx), após ser definida
pelos C Mil A/ODS responsáveis.
d. Atribuições
1) COTER
a) regular os processos e procedimentos específicos;
b) informar aos C Mil A/ODS responsáveis o quantitativo de HV para
atender ao esforço aéreo necessário para o ano A+1;
c) orientar o preparo e o emprego da Aviação do Exército;
d) receber, diretamente do CAvEx, as necessidades de HV para o ensino e os
treinamentos específicos de todas as Unidades Aéreas;
e) receber dos C Mil A/ODS as necessidades de HV para o ano A+1, para
fins de PMA, Exercícios e Operações;
f) maximizar o emprego das HV em proveito da Força Terrestre;
g) analisar a necessidade de emprego da Aviação do Exército nos Exercícios
e Operações da Força Terrestre;
h) distribuir o esforço aéreo para o preparo da Aviação do Exército, os
PMA, os Exercícios e Operações da Força Terrestre, bem como o específico para o
adestramento das OM Aeromóveis e de Operações Especiais;
i) analisar as PpAvEx dos C Mil A/ODS, assessorado pelo CAvEx;
j) elaborar PEAvEx e a OEAvEx;
k) distribuir o PEAvEx e as OEAvEx aos Órgãos interessados;
l) analisar os PMAE;
m) elaborar e distribuir as OEEAvEx; e
n) registrar no PEAvEx as missões canceladas por solicitação dos C Mil A/
ODS.

19 DEZ 11 COTER
6-5 SIMEB
2) C Mil A/ODS
a) informar ao COTER, até 15 de julho do ano A, suas necessidades de HV
para o ano A+1, para atender ao previsto nos PMA, Exercícios e nas Operações;
b) estudar, consolidar, OTIMIZAR e priorizar os PMA recebidos dos
escalões subordinados;
c) elaborar a PpAvEx e encaminhá-la ao COTER;
d) redistribuir o PEAvEx, as OEAvEx e as OEEAvEx recebidas aos elementos
subordinados;
e) regular para as OM sob seu comando a execução do previsto no presente
capítulo;
f) informar ao COTER o cancelamento dos PMA inseridos no PpAvEx, se
for o caso;
g) analisar os PMAE recebidos;
h) encaminhar os PMAE ao COTER, se for o caso, para fins de possível
aprovação e confecção da OEEAvEx;
i) elaborar as OEEAvEx (se houver BAvEx diretamente subordinado, mas
exclusivamente para suas OM subordinadas) e informar ao COTER;
j) informar ao COTER a necessidade de cancelamento de qualquer missão
aérea constante do PEAvEx; e
k) observar todas as orientações do COTER.
3) Comando de Aviação do Exército
a) consolidar, estudar e propor diretamente ao COTER as necessidades
de HV para o ensino e os treinamentos específicos de todas as Unidades Aéreas
(exclusivamente o CAvEx);
b) assessorar o COTER na elaboração do PEAvEx;
c) participar, efetivamente, dos planejamentos das Operações Aeromóveis
ou do emprego isolado de aeronaves, executado pela Força Terrestre;
d) assessorar a OM participante das missões aéreas conjuntas no planejamento
e no emprego dos meios aéreos;
e) informar diretamente ao COTER, com antecedência, as eventuais
alterações na execução da missão aérea autorizada na OEAvEx, particularmente nas
mudanças de datas e localidades;
f) observar todas as orientações do COTER;
g) informar diretamente ao COTER o cancelamento de qualquer missão
aérea constante da OEAvEx, por solicitação da OM apoiada ou por motivos logísticos
internos da Av Ex;
h) informar diretamente ao COTER o consumo de HV das unidades Aéreas;
e
19 DEZ 11 COTER
6-6 SIMEB
i) coordenar diretamente com as OM Aeromóveis e com as de Operações
Especiais o emprego do esforço aéreo específico para o seu adestramento.
4) OM Aeromóveis e de Operações Especiais
a) receber do COTER esforço aéreo para o seu adestramento específico;
b) coordenar diretamente com a Aviação do Exército o emprego do esforço
aéreo para o seu adestramento; e
c) coordenar com a Aviação do Exército, no que couber, sua participação nos
adestramentos das Unidades da Aviação do Exército.
5) Organização Militar Apoiada
a) confeccionar o PMA ou PMAE;
b) encaminhar o PMA ou PMAE ao C Mil A/ODS para fins de processamento;
c) receber do escalão superior as OEAvEx;
d) remeter à Aviação do Exército o planejamento da Operação Aeromóvel/
Exercício que regulará o emprego da tropa com a F Helcp, após a divulgação da
OEAvEx, no mínimo 30 dias antes da execução da missão aérea;
e) estabelecer contato telefônico com a Aviação do Exército, após receber
a OEAvEx, no mínimo 15 dias antes da execução da missão aérea, com o intuito de
coordenação pormenorizada;
f) planejar, coordenar e executar todo o apoio administrativo às Unidades
Aéreas; e
g) informar diretamente à Aviação do Exército o cancelamento de qualquer
missão aérea constante da OEAvEx, além de cumprir as normas do escalão superior.
e. Prescrições Diversas
1) O Estado-Maior do Exército (EME) seguirá os mesmos procedimentos
previstos para os Órgãos de Direção Setorial (ODS) em relação à solicitação de
missões aéreas.
2) O emprego do esforço aéreo específico para o adestramento das Organizações
Militares Aeromóveis e de Operações Especiais não será objeto das PpAvEx.
3) Os PMA serão atendidos no período de maio a dezembro do ano A.
4) Os PMA que deixarem de ser atendidos na PpAvEx/PEAvEx/ OEAvEx não
poderão ser objeto de PMAE.
5) As PpAvEx e os PMAE remetidos ao COTER, após a análise de fatores
operacionais ou logísticos, poderão sofrer alterações para fins de aprovação e
autorização da missão aérea.
6) O C Mil A que eventualmente tenha BAvEx diretamente subordinado deverá
seguir todos os procedimentos de segurança de vôo e operacionais, preconizados pelo
CAvEx, e somente poderá confeccionar OEEAvEx autorizando PMAE das suas OM
subordinadas.

19 DEZ 11 COTER
6-7 SIMEB
6.2 BRIGADA DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

a. Considerações Gerais
A Brigada de Operações Especiais (Bda Op Esp) deve estar em condições de
atuar em qualquer parte do Território Nacional, a qualquer momento, e com prazos
exíguos para o início da operação.
A 3ª Cia F Esp, subordinada ao CMA, vincula-se à Bda Op Esp para fins de
orientação técnica e doutrinária, podendo reforçar aquela Brigada em caso de emprego
na Área Amazônica, desde que autorizado pelo CMA.
b. Condução da Instrução
A instrução individual será ministrada em módulos e direcionada para grupos
específicos, conforme o universo a ser incorporado ou reengajado.
A Instrução Individual Básica (IIB) e a Instrução Individual de Qualificação
(IIQ), para os recrutas da B Adm Ap e do Pel PE, e a Instrução Individual de
Requalificação e Nivelamento (IIRN), para os soldados do núcleo base, serão
realizadas de acordo com o previsto para todas as OM do Exército.
No 1º BAC a IIB será realizada para os candidatos ao Curso de Formação de
Cabos Comandos (CFCC), sendo diferenciada no Treinamento Físico Militar, em
especial, com as instruções de natação.
O CFCC será desenvolvido no BAC com a realização de instrução semelhante a
um CFC normal, complementado por assuntos específicos de uma tropa de Comandos,
inclusive com a realização de exercícios em ambientes especiais.
A Capacitação Técnica e Tática do Efetivo Profissional (CTTEP) e o
Adestramento transcorrerão de forma simultânea ao longo de todo o ano de instrução.
O adestramento para o salto livre operacional, para operações aquáticas e para
missões contraterror, será realizado em princípio por frações constituídas.
O Centro de Instrução de Operações Especiais (CI Op Esp) será a Unidade
encarregada de ministrar os Cursos de Ações de Comandos (CAC), de Forças
Especiais (CFEsp) e Estágios Gerais relacionados às Operações Especiais, habilitando
os recursos humanos para o desempenho dos cargos e funções existentes na Bda Op
Esp. O CI Op Esp deverá, também, desenvolver pesquisas técnicas e doutrinárias de
interesse da Força Terrestre, em proveito das Operações Especiais.
c. Emprego
O emprego da Bda Op Esp ocorrerá conforme o estabelecido em diretriz
específica do COTER, visando a atender as seguintes premissas básicas:
1) mobilidade estratégica e pronta-resposta: Reação Ampliada/ SIPLEx 4;
2) eficiência e eficácia em diversos ambientes operacionais; e
3) flexibilidade , versatilidade e mobilidade de sua estruturas.

19 DEZ 11 COTER
6-8 SIMEB
6.3 ARTILHARIA ANTIAÉREA

a. Considerações Gerais
A instrução das OM da 1ª Bda AAAe segue as diretrizes do COTER, tendo
o seu adestramento conjugado com o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro
(SISDABRA).
b. Condução da Instrução
A IIB e a IIQ deverão ser completas, sendo a supervisão e a inspeção do Período
de Instrução Individual encargos das GU, às quais se encontram subordinadas as Bia
AAAe.
Para que as OM de AAAe possam cumprir suas missões com uniformidade e
eficiência, a 1ª Bda AAAe difundirá diretrizes de instrução para todas as OM, para
fins de planejamento e utilização dos simuladores do Msl IGLA, aproveitamento das
horas de vôo das Anv de baixa e alta performance, orientação técnica às OM AAAe,
centralização de exercícios de adestramento e de apoio logístico (quando possível),
manutenção e controle de munição e distribuição adequada de alvos aéreos e birutas.
As AD deverão supervisionar a instrução de qualificação e o adestramento das
Bia AAAe subordinadas às GU do Grande Comando Operacional enquadrante.

6.4 OM DE GUERRA ELETRÔNICA

a. Considerações Gerais
A inexistência de outras OM operacionais de GE condiciona a 1ª Cia GE a
prestar apoio a todos os C Mil A, em seu planejamento para o adestramento avançado,
coordenado e orientado pelo Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército
(CCOMGEx).
Os conhecimentos básicos para o planejamento tático de GE encontram-se
descritos nos Cap 1 e 3 do manual C 34-1 (Emprego da Guerra Eletrônica).
b. Condução da Instrução
A Instrução Individual deverá ser completa (IIB e IIQ).
O Adestramento deverá ser desenvolvido segundo um Programa de Adestra-
mento que considere as peculiaridades da Unidade e as restrições impostas pela con-
juntura vigente.
A participação nas Operações Conjuntas, coordenadas pelo Ministério da
Defesa, é uma excelente oportunidade para aprimorar o adestramento da 1ª Cia GE,
devendo ser aproveitada ao máximo.
c. Solicitação de Apoio de GE
1) Visando ao aproveitamento adequado das possibilidades da 1ª Cia GE, o seu
apoio deve ser solicitado pelos C Mil A, por intermédio do COTER, que coordenará

19 DEZ 11 COTER
6-9 SIMEB
com o CComGEx, utilizando-se o Pedido de Missão de Guerra Eletrônica (PMGE).
2) Eventuais pedidos de missões, encaminhados diretamente ao CCOMGEx,
deverão ser desconsiderados.

6.5 PELOTÕES ESPECIAIS DE FRONTEIRA

a. Considerações Gerais
A missão de um Pelotão Especial de Fronteira (PEF) é sintetizada pela harmo-
nia de três atividades: VIDA, COMBATE e TRABALHO.
A vida é expressa pelas ações ligadas à sobrevivência, tais como: exploração
de recursos locais (caça e pesca), criação de animais, plantio de hortaliças e árvores
frutíferas e exploração de armazém reembolsável (desde que possível e sempre sob o
controle da Fiscalização Administrativa da Unidade enquadrante).
O combate – atividade-fim – é voltado para ações de natureza militar. Assim, os
PEF deverão estar aptos a cumprir missões de vigilância e controle de acessos.
O trabalho é expresso pelas ações voltadas para a conservação e melhoria da
qualidade de vida. Nesse contexto, estão inclusos serviços de pedreiro, marceneiro,
bombeiro e de limpeza, entre outros.
b. Condução da Instrução
1) Instrução Individual
Deverá ser completa (IIB e IIQ) e conduzida nas sedes das OM de Fronteira.
A cargo dos PEF estarão o Adestramento e o Programa de Aplicação e Conservação
de Padrões (PACP).
2) Adestramento Básico
Deverá ser desenvolvido segundo um Programa de Adestramento Básico,
elaborado pela OM enquadrante, concomitante com o cumprimento das missões do
Pelotão, que deve levar em consideração as peculiaridades e restrições impostas pela
missão do Pel.
c. Assuntos que merecem atenção especial para os PEF
1) Realização anual dos tiros previstos nas IGTAEx, com armamento individual
e coletivo
2) TFM e OU.
3) instrução geral: Estatuto dos Militares (E1), RISG (R1), RCont (R2) e RDE
(R4).
4) Patrulha, Orientação e Vigilância.
5) Plano de Defesa do PEF e Evacuação de Pessoal.
6) Utilização dos meios de comunicações existentes no PEF, especialmente nas
ligações com a OM enquadrante, com a Brigada, com o CMA e com Aeronaves da
FAB, quando necessário.

19 DEZ 11 COTER
6 - 10 SIMEB
c. Prescrições Diversas
1) As RM são responsáveis pelo planejamento, pela coordenação e pelo controle
da instrução dos TG e EsIM.
2) Os relatórios atinentes aos TG e EsIM serão elaborados pelas RM e analisados
pelos C Mil A, não devendo ser remetidos para o COTER. Observações relevantes
referentes ao preparo e ao emprego deverão ser inseridas nos relatórios do C Mil A
para o COTER.
7) Relacionamento com as Comunidades Indígenas.
8) Legislação Ambiental.

6.6 ORGANIZAÇÕES MILITARES NÃO-OPERACIONAIS

a. Considerações Gerais
OM não-operacional é aquela que não pertence à estrutura de emprego da F Ter
e à qual o conceito de Adestramento não se aplica. Os C Mil A são responsáveis pela
direção geral da Instrução Militar das OM não-operacionais, podendo delegar esta
atribuição para as Regiões Militares.
b. Condução da Instrução
Nas OM cujos QC não exijam qualificações militares para os conscritos incor-
porados, a Instrução Individual limitar-se-á à Fase da IIB, e os soldados farão jus ao
Certificado de Reservista de 2ª Categoria.
No caso de Contingentes, a instrução de soldados recrutas limitar-se-á à Ins-
trução Individual Básica e será ministrada em OM formadoras de reservistas de 1ª
categoria.
Quando os QC exigirem qualificação militar para os conscritos incorporados,
a Instrução Individual será desenvolvida ao longo de toda a Fase de Instrução Indi-
vidual (IIB e IIQ), e os cabos e soldados farão jus ao Certificado de Reservista de 1ª
Categoria.
Como as OM não-operacionais não realizam o Adestramento, ao término da
Instrução Individual, os cabos e soldados desempenharão suas funções no âmbito da
organização militar. Desse modo, deverá ser realizado um Programa de Aplicação e
Conservação de Padrões (PACP).
O PACP será regulado por diretrizes da RM, quando receber delegação do C
Mil A para tal, e planejado, organizado e executado pela OM, visando aos seguintes
objetivos:
1) aprimoramento dos padrões de desempenho;
2) consolidação do caráter militar;
3) criação de hábitos adequados;

19 DEZ 11 COTER
6 - 11 SIMEB
4) desenvolvimento da capacidade física;
5) desenvolvimento de habilitações; e
6) desenvolvimento de padrões de ordem unida.

6.7 TIROS DE GUERRA E ESCOLAS DE INSTRUÇÃO MILITAR

a. Considerações Gerais
1) Os Tiros de Guerra (TG) são Órgãos de Formação da Reserva (OFR),
localizados em municípios que não possuem OM. Destinam-se à formação do
Combatente Básico de Força Territorial e são subordinados, diretamente, às Regiões
Militares, a quem cabe controlar todas as suas atividades.
2) As Escolas de Instrução Militar têm a mesma destinação e subordinação dos
Tiros de Guerra e funcionam em escolas de nível médio.
3) O COTER, de acordo com o Regulamento para os Tiros de Guerra e Escolas
de Instrução Militar (R-138), tem a responsabilidade de orientar o preparo dos TG
para o emprego nos planejamentos de Defesa Territorial, Garantia da Lei e da Ordem,
Defesa Civil e Ação Comunitária.
b. Condução da Instrução
1) A instrução nos TG e EsIM tem por objetivo:
a) formar o reservista de 2ª Categoria (Combatente Básico de Força
Territorial);
b) colaborar para estimular a permanência do jovem em seu município;
c) tornar o atirador um pólo difusor do civismo, da cidadania e do patriotismo;
d) preparar reservistas aptos a desempenhar tarefas limitadas, na paz e na
guerra, nos quadros de Defesa Territorial e na Garantia da Lei e da Ordem, Ação
Comunitária e Defesa Civil;
e) preparar munícipes esclarecidos interessados nas aspirações e realizações
de sua comunidade e integrados à realidade nacional, para lidar com problemas locais,
visando à formação de futuros líderes comunitários;
f) cooperar na formação da mão-de-obra em regiões culturalmente
extrativistas; e
g) dispor de contigentes mobilizáveis em regiões estrategicamente
importantes da Amazônia, cujos custos contraindiquem a criação de Organizações
Militares da Ativa.
2) A instrução das EsIM deverá ser conduzida de acordo com o PPB-5/3 Escola
de Instrução Militar - EsIM - ajustado para os objetivos e os limites de carga horária
impostos para o funcionamento desses OFR.

19 DEZ 11 COTER
6 - 12 SIMEB

19 DEZ 11 COTER
7-1 SIMEB

CAPÍTULO 7

PREVENÇÃO E SEGURANÇA

7.1 PREVENÇÃO DE ACIDENTES

a. Devido ao aumento do número de acidentes envolvendo militares conduzindo


motocicletas, as OM deverão atentar para o fiel cumprimento da legislação do Código
Brasileiro de Trânsito, principalmente no que concerne à documentação necessária
para condução de veículos ciclomotores, ao uso dos equipamentos de segurança
(capacete e cinto de segurança) e à difusão dos conhecimentos relativos à prática da
direção defensiva e da pilotagem segura de veículos.
b. As inspeções de armamento do pessoal de serviço e ao final de todas as
atividades de instrução devem ser realizadas em locais previamente designados, de
forma a proporcionar as melhores condições de segurança, seja pelo isolamento e
pela proteção ao pessoal não participante, seja pelo dispositivo de proteção (caixas
de disparo) aos participantes da atividade. Especial atenção deverá ser dada aos
militares, do efetivo profissional, envolvidos em atividades administrativas por meio
de sua participação obrigatória em instruções de tiro e de manejo, proporcionando a
manutenção de sua destreza com o armamento.
c. Tem sido crescente o número de acidentes na Instrução Militar com graves
danos à saúde física do pessoal envolvido, particularmente de instruendos em situação
de avaliação e adestramento, nos quais a inadequação da intensidade do esforço às
condições climáticas reinantes pode ser apontada como um dos fatores contribuintes
prevalentes de maior ocorrência. A Portaria nº 009 - COTER, de 16 dezembro 2009,
publicada no BE nº 52, de 31 dezembro 2009, orienta o planejamento e a execução das
Atividades de Instrução Militar no que concerne à prevenção de acidentes por efeito
das condições climáticas.

19 DEZ 11 COTER
7-2 SIMEB
d. A rabdomiólise é uma síndrome provocada pela ruptura de células musculares,
e consequente necrose, resultando em extravasamento para o plasma do conteúdo
das células musculares. A gravidade pode variar de casos sem repercussão clínica
significativa até casos complicados de insuficiência renal aguda e arritmias
ventriculares com óbito. Suas causas mais comuns são o uso de álcool, o excesso de
atividade física, a compressão muscular traumática, a temperatura ambiente elevada
somada à alta umidade e, principalmente, o uso de determinadas drogas ilícitas ou
não. Para prevenir a sua ocorrência, a Direção da Instrução deverá incluir o assunto no
Programa da CTTEP e na Instrução Individual, visando sensibilizar a tropa por meio
da difusão dos conceitos da síndrome, de suas causas e efeitos.
e. O APH, na área de urgências médicas, é conceituado como o atendimento
que busca chegar mais rápido possível à vítima, após ter ocorrido o agravo de sua
saúde, sob a coordenação, regulação e supervisão direta e a distância de um Médico
Regulador. A decisão de emprego do militar habilitado em APH ou de uma Equipe de
Saúde chefiada por um Médico em determinada atividade de instrução, ou de serviço
ou de emprego operacional, cabe ao Diretor da Instrução da OM (Cmt OM) e deve
ter em conta o risco inerente à atividade considerada, o qual é desejável que seja
estimado pelo responsável imediato pela atividade por meio do preenchimento da
Ficha de Gerenciamento de Risco na Instrução (FGRI). A Portaria nº 129 - EME, de
15 de setembro de 2011, orienta o planejamento e as ações a serem realizadas, para
a implementação do Atendimento Pré-Hospitalar (APH) nas atividades de risco no
Exército. O COTER, por meio de Diretriz específica, regulará o emprego do APH nas
atividades de instrução, de serviço e de emprego operacional da Força Terrestre.
f. As Portarias n° 057 e 058 - EME, de 17 de março de 2010, publicadas no
Boletim do Exército n° 20, de 21 de maio de 2010, alteram dispositivos dos manuais
C23-1 - Tiro das Armas Portáteis e C20-20 - Treinamento Físico Militar, e regulam
a utilização da Equipe de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) nas atividades de Tiro,
TFM, TAF e Treinamento de Equipes Desportivas, dispensando a obrigatoriedade da
presença do Oficial Médico nestas atividades.

7.2 SEGURANÇA ORGÂNICA

a. Segurança Orgânica (Seg Org) é um grau de proteção ideal, obtido pela adoção
eficaz e consciente de um conjunto de medidas preventivas, destinado a prevenir e
obstruir as ameaças possíveis, dirigidas contra qualquer segmento do Sistema EB,
e estabelecido mediante criterioso estudo da situação, a ser adotado por todos os
integrantes do sistema a ser protegido.
b. Objetivando impedir a execução de ações hostis contra as instalações e os
materiais do Sistema Exército, os Cmt/Ch/Dir das OM deverão:
1) implementar, o mais cedo possível, o Programa de Desenvolvimento da
Contra-inteligência (PDCI), mediante consulta do manual C 30-3 Contra-inteligência,

19 DEZ 11 COTER
7-3 SIMEB
2ª Edição – 2009; e
2) conforme orientações contidas nas IGTAEx – 2004, executar as 1ª, 2ª , 3ª e 4ª
seções do TIB, antes do início do serviço de guarda pelos soldados recrutas, de acordo
com as instruções do C 23-1 Tiro das Armas Portáteis.
c. Os Cmt OM deverão designar, periodicamente, um oficial para realizar uma
auditoria da Segurança das Áreas e das Instalações por meio de inspeções programadas
e inopinadas com o auxílio da respectiva Lista de Verificação do PDCI.
d. O C 30-3 e a Cartilha de Segurança Orgânica do CIEx são importantes
ferramentas que orientam o planejamento e a execução da Seg Org no âmbito da FTer.

7.3 SEGURANÇA NA INSTRUÇÃO

a. Antes do início do Ano de Instrução, os Cmt OM deverão prever instrução


sobre esse assunto para todo o seu efetivo.
b. Os procedimentos de segurança preconizados neste capítulo, nos manuais
técnicos de cada equipamento e em outras publicações específicas, em particular no
RISG, no Caderno de Instrução 32/2 (Gerenciamento de Risco Aplicado às Atividades
Militares) e no Caderno de Instrução 32/1 (Prevenção de Acidentes de Instrução),
não devem ser considerados como medidas restritivas à execução da Instrução
Militar.
c. O gerenciamento de risco em todas as atividades de instrução deverá ser
realizado durante o processo de planejamento e execução das tarefas, de modo a
constituir-se em mais uma ferramenta de apoio às decisões do Cmt sobre as medidas
preventivas a serem adotadas.
O objetivo deste gerenciamento é transformar o risco inerente a uma determinada
atividade em um índice numérico (grau de risco), facilitando o levantamento e a
identificação da probabilidade de sua incidência e permitindo, mais claramente, que o
Comandante lance mão dos recursos disponíveis para minorá-lo ou evitá-lo.
O gerenciamento de risco não deve se restringir às atividades de instrução
que impliquem na utilização de munição real, pista de obstáculos, natação e outros
que, pela natureza, requerem atenção especial. O treinamento físico, as marchas e
os acampamentos, quando realizados sob calor intenso, podem provocar acidentes,
inclusive fatais. Nessas condições, a umidade e o calor, associados ao horário em que
a atividade será realizada, podem levar um militar à exaustão, com perdas eletrolíticas
irreversíveis e possível óbito.
O Caderno de Instrução 32/2 – Gerenciamento de Risco Aplicado às
Atividades Militares prevê a confecção e o preenchimento de formulários de risco.
Compete à Direção da Instrução levantar os fatores de risco e elaborar o respectivo
formulário, preenchendo-o e envidando todos os esforços para reduzir ao mínimo a
probabilidade de acidentes durante a atividade.

19 DEZ 11 COTER
7-4 SIMEB
d. O item 4 do Caderno de Instrução 32/1 - Prevenção de Acidentes de Instrução
- apresenta o modelo de Ficha de Comunicação de Dados sobre Acidente
de Instrução, que deve ser preenchido sempre que a Direção da Instrução julgar
conveniente, considerando a relevância e a oportunidade da informação a ser
transmitida, no mais curto prazo, ao respectivo C Mil A, por meio do canal de
comando, e ao COTER, diretamente, nos casos em que a gravidade do acidente e/
ou a possibilidade de recorrência em outras OM indicarem a necessidade de assim
proceder.
Este caderno estipula, também, diversas medidas a serem tomadas, visando à
prevenção de acidentes de instrução, e institui a Investigação Técnica de Acidente,
a qual deverá ser dissociada da investigação policial-militar e da sindicância, uma
vez que se destina à apuração das causas e conseqüências do acidente, e não das
responsabilidades pessoais.
Após ter sido concluída a Investigação Técnica, a Ficha de Comunicação
de Dados sobre Acidente de Instrução deve ser complementada com o relatório da
investigação, o que permitirá ao respectivo C Mil A e ao COTER adotarem medidas
preventivas para evitar a repetição do acidente.
Os C Mil A deverão incluir no relatório da IIB, IIQ, PAB e PAA e CTTEP, a
ser encaminhado até 30 dias após o término de cada período, os dados sobre Acidentes
na Instrução e nos Serviços, com os Fatores Contribuintes e as Lições Aprendidas.
e. Fatores Contribuintes para Acidentes na Instrução e nos Serviços
1) Fisiológicos
Variáveis físicas ou fisiológicas no desempenho dos envolvidos. Exemplos:
horas de sono, execução de esforços intensos e prolongados antecedendo o ocorrido,
atividade com grande esforço físico, enfermidade, baixa resistência orgânica,
sobrepeso corporal, utilização de medicamento, ingestão de bebida alcoólica e
deficiência audiovisual (uso de óculos, aparelho de surdez).
2) Psicológicos
Variáveis psicológicas individuais, psicossociais ou organizacionais no
desempenho dos envolvidos. Exemplos: irritabilidade, apatia, estresse, depressão,
euforia, confiança exacerbada, egocentrismo e medo.
3) Materiais
a) Manuseio deficiente uso indevido de material, devido à falha prematura
decorrente de manuseio, estocagem ou utilização sob condições inadequadas até a
sua entrada em operação, provocando alterações no seu comportamento previsto em
projeto.
b) Perda das características próprias – material novo, mas a muito tempo
parado ou estocado; material acondicionado de maneira errada; material que não foi
limpo, seco e vistoriado ao final da atividade.
c) Inadequação à atividade de emprego – o material em questão torna-se
19 DEZ 11 COTER
7-5 SIMEB
inadequado sob determinada situação ou conjunto de eventos.
d) Perda da funcionalidade – excesso de peso, condições meteorológicas ou
contato com produtos químicos.
e) Seleção incorreta da quantidade – a quantidade de material utilizado
poderia ser acrescida para maximizar a segurança, ou reduzida para evitar sobrecarga.
4) Operacionais
a) Condições climáticas adversas e influência de fenômenos meteorológicos-
interferência na operação conduzindo-a a circunstâncias anormais. Exemplos: um
tempo bom gerou falsa noção de tranquilidade, o que levou ao descuido quanto à
segurança; o tempo adverso influiu na utilização do material ou da técnica.
b) Infraestrutura deficiente – utilização de infraestrutura inadequada,
incluindo as condições físicas e operacionais da instalação utilizada. Exemplos: a
estrutura utilizada não possuía esquema de emergência; a estrutura foi submetida a um
esforço inédito; condições adversas comprometeram a estrutura; o risco de utilizar a
estrutura foi considerável e não aceitável.
c) Instrução deficiente – falha no processo de treinamento, por deficiência
quantitativa ou qualitativa, não atribuindo ao instruendo a plenitude dos conhecimentos
e demais condições técnicas necessárias para o desempenho da atividade. Exemplos:
a instrução prevista não atende às nuanças exigidas para o desempenho da função;
o militar ainda se encontrava em treinamento; faltam meios para avaliar se o militar
atingiu os objetivos da instrução.
d) Manutenção deficiente – insuficiência na manutenção, por inadequação
dos serviços realizados, preventivos ou corretivos, e do trato ou da interpretação de
relatórios, boletins, ordens técnicas, e similares. Exemplos: material não seguiu o
ciclo de manutenção previsto; material não sofreu manutenção preditiva; a leitura
equivocada de normas técnicas levou à execução de procedimentos errados; a
documentação que acompanha o equipamento não contempla todas as situações de
uso; procedimento adotado por analogia não atendeu às necessidades.
e) Aplicação deficiente dos comandos – erro cometido pelo piloto,
motorista, chefe de viatura, Cmt de fração, por uso inadequado dos comandos
previstos. Exemplos: os comandos emitidos estavam errados, pois não se aplicavam
ao meio ou não foram entendidos pelos envolvidos; os meios utilizados para emitir
os comandos (voz, bandeirolas, fumígenos e outros) não eram os mais indicados ou
foram atrapalhados por algum imponderável; o material, o local, a atividade dificultam
o uso de sinais.
f) Julgamento deficiente pelo perito responsável – erro decorrente da
inadequada avaliação da situação. Exemplos: não avaliou as condicionantes para
emprego de pessoal ou material; julgou, erroneamente, que os riscos eram menores
que os fatores para o sucesso.
g) Participação deficiente do pessoal de apoio – Exemplos: a quantidade de

19 DEZ 11 COTER
7-6 SIMEB
pessoal empregado, mesmo seguindo o previsto, poderia ter sido superior para evitar
imponderáveis; a falta de elemento qualificado contribuiu para o sinistro.
h) Preparação deficiente para a instrução ou parte dela – Exemplo: o plane-
jamento não contemplou todas as situações possíveis.
i) Supervisão deficiente – presença de pessoas não envolvidas diretamente
na instrução, devido à falta de supervisão adequada no planejamento ou na execução
da operação, em nível administrativo, técnico ou operacional. Exemplos: havia
assistência não controlada no local; os locais previstos para assistência não ofereciam
segurança; a assistência ocupou lugar não autorizado, dificultando ou prejudicando
a atividade; a assistência gerou uma sobrecarga na preocupação do encarregado da
atividade.
j) Esquecimento – erro cometido pelo responsável, decorrente do esqueci-
mento de algo conhecido, da realização de procedimento, ou parte dele. Exemplos: o
encarregado esqueceu de algum procedimento ou parte dele, comprometendo a execu-
ção; situações já catalogadas (lições aprendidas, recomendações, diretrizes) deixaram
de ser consultadas e continham orientações que evitariam o ocorrido.
k) Pouca experiência de condução – erro cometido pelo responsável,
decorrente de pouca experiência na atividade ou especificamente nas circunstâncias
da operação. Exemplo: a pouca experiência na execução da atividade gerou problemas
para o executante e (ou) encarregado.
5) Indeterminados e outros:
a) Indeterminados – quando, mesmo se sabendo da existência de algum
fator contribuinte, este não foi identificado.
b) Outros - é a contribuição de algum aspecto não identificado com qualquer
fator contribuinte conhecido.

19 DEZ 11 COTER
8-1 SIMEB

CAPÍTULO 8

SISTEMAS DE APOIO À INSTRUÇÃO MILITAR

8.1 FINALIDADE

Estabelecer orientações gerais para o funcionamento dos Sistemas de Apoio à


Instrução Militar .

8.2 SISTEMAS DE APOIO À INSTRUÇÃO MILITAR


a. Sistema de Avaliação das Organizações Militares Operacionais (SISTAVOP).
b. Sistema de Lições Aprendidas (SISLA).
c. Sistema de Validação dos Programas-Padrão e Cadernos de Instrução (SIVALI-
PP/CI).

8.3 SISTEMA DE AVALIAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES MILITARES OPE-


RACIONAIS (SISTAVOP)

a. Considerações Gerais
Embora o SISTAVOP seja um sistema de apoio à decisão, ele também pode ser
empregado como valioso apoio à Instrução.
A operacionalidade de qualquer Organização Militar está ligada a quatro
aspectos:
1) estrutura organizacional;
2) pessoal;
3) adestramento; e
19 DEZ 11 COTER
8-2 SIMEB
4) material.
Com a finalidade de avaliar a operacionalidade da Força Terrestre, foi criado o
SISTAVOP. Por ser um sistema informatizado, possibilita:
1) facilidade da coleta de dados junto às OM;
2) auxílio ao Comandante na avaliação de sua própria OM;
3) agilidade no fluxo das informações ao longo da cadeia de comando; e
4) apoio ao processo decisório em questões relacionadas com o preparo e o
emprego das OM Operacionais, isoladamente, e das Brigadas, módulo de combate
básico da Força Terrestre.
b. Avaliação
O processo consiste na mensuração dos registros lançados no programa
SISTAVOP On Line, dentro de regras estabelecidas pelo COTER, de forma a
possibilitar a avaliação do nível operacional de todos os escalões da Força Terrestre.
O programa permite o acompanhamento em tempo real ou com atualizações
diárias das alterações de pessoal, material, instalações, segurança e adestramento de
cada unidade operacional por seus respectivos escalões superiores.
As informações lançadas devem estar de acordo com as atividades previstas
nos PP, CI e Programa de Instrução Militar (PIM) para o ano considerado, cabendo
às OM Op lançar os dados referentes às condições em que essas atividades foram
executadas.
c. Preenchimento do SISTAVOP On Line
Os campos referentes à Instrução e ao Tiro deverão ser preenchidos de acordo
com o previsto nos PP das séries Bravo e Quebec, e IGTAEx, respectivamente.
Os campos referentes aos Planejamentos Operacionais deverão ser preenchi-
dos imediatamente após as atividades serem realizadas e no máximo dentro do prazo
previsto no PIM.
Todos os registros e períodos deverão ser apreciados no sistema pelo Cmt OM.
Os comandos enquadrantes, por sua vez, deverão apreciar os periodos do escalão
imediatamente subordinado.
Em todos os casos, deverão ser seguidas às orientações contidas no quadro
ajuda geral localizado no canto superior direito da página do programa.
d. Remessa das Avaliações
Os resultados da avaliação da operacionalidade não deverão ser divulgados para
outras OM e GU, sendo de interesse apenas das próprias OM e escalões superiores
enquadrantes. Tal medida visa evitar a distorção dos registros.
O SISTAVOP On Line dispensa os expedientes para remessa dos registros
lançados, pois estes são imediatamente visualizados pelos escalões superiores
enquadrantes no Programa.

19 DEZ 11 COTER
8-3 SIMEB
8.4 SISTEMA DE LIÇÕES APRENDIDAS (SISLA)

a. Considerações Iniciais
O Sistema de Lições Aprendidas (SISLA) destina-se a captar, validar e difundir
as experiências profissionais vivenciadas por oficiais e praças no desempenho de
atividades operacionais que convenham ser do conhecimento de todos os integrantes
da Força Terrestre.
b. Definição de Lições Aprendidas
1) Lições Aprendidas são experiências profissionais, positivas ou negativas,
que convêm ser do conhecimento de todos os integrantes da Força Terrestre e que
podem vir a complementar, atualizar ou, até mesmo, modificar a doutrina. Experiência
positiva se relaciona, fundamentalmente, com procedimentos inovadores exitosos,
enquanto a experiência negativa está associada à prática de condutas previstas em
manuais ou inovações que não se traduzem nos resultados previstos.
2) Não deve ser considerada Lição Aprendida, para fins de inclusão no SISLA,
a experiência que apenas ratifica preceitos ou técnicas já compilados nos manuais
e publicações do Exército, ou que é de entendimento comum e prática universal (o
óbvio).
c. Finalidades
1) Manter um registro de novas experiências vividas no desempenho de
atividades militares.
2) Contribuir para o aperfeiçoamento da doutrina.
3) Divulgar para a F Ter as experiências positivas e negativas vividas na
execução de atividade militares.
4) Incentivar a iniciativa e a criatividade de todos os escalões na busca de novas
soluções para as atividades militares.
d. Fontes de Lições Aprendidas
1) Experiências pessoais obtidas na execução de atividades militares.
2) Experiências de Exercícios e Operações.
3) Experiências das outras Forças Singulares, das Forças Auxiliares e dos
Órgãos de Segurança Pública.
4) Experiências internacionais.
5) Trabalhos obtidos no meio civil, em especial no acadêmico.
e. Funcionamento do SISLA
1) A partir de 2012, no que diz respeito ao Preparo e Emprego da Força Terrestre,
2) o SISLA ficará sob a responsabilidade do Centro de Doutrina do Exército, que
deverá normatizar o seu funcionamento, principalmente no que se refere à captação,
certificação e consulta.

19 DEZ 11 COTER
8-4 SIMEB
3) O SISLA On Line administrado pelo COTER foi desativado em 2011 e seu
o banco de dados migrará para o Centro de Doutrina do Exército.

8.5 SISTEMA DE VALIDAÇÃO DOS PROGRAMAS-PADRÃO E CADERNOS


DE INSTRUÇÃO (SIVALI-PP/CI)

a. Considerações iniciais
O Sistema de Validação de Programas-Padrão e Cadernos de Instrução destina-
se a manter os PP e os CI permanentemente atualizados com a evolução da doutrina.
b. Finalidades do SIVALI
1) Coletar dados decorrentes da aplicação dos Programas-Padrão e Cadernos
de Instrução.
2) Implementar as modificações doutrinárias que exijam atualização na
Instrução Militar.
c. Responsáveis pelo SIVALI
Os militares, em geral, e, em particular, os oficiais de operações, instrutores
e monitores, são responsáveis pelo levantamento das necessidades de modificações
nos PP e CI. Os Comandantes, em todos os níveis, deverão incentivar a participação
de todos os usuários de PP e CI na busca constante do aperfeiçoamento desses
documentos.
d. Remessa das propostas de atualização dos PP e CI
No corpo dos Relatórios de Instrução, em especial o de Informações Doutrinárias
(RIDOP), ou a qualquer tempo, aproveitando o princípio da oportunidade. Na página
do COTER na Internet, estão disponíveis orientações para a remessa das propostas de
atualização dos PP e CI.

19 DEZ 11 COTER
9-1 SIMEB

CAPÍTULO 9

PLANEJAMENTO DE RECURSOS PARA A INSTRUÇÃO

9.1 FINALIDADE

a. Apresentar o processo de atendimento das necessidades de recursos


financeiros e combustível operacional destinados às atividades de preparo da F Ter.
b. Orientar o uso do Sistema de Apoio ao Planejamento (SAP), disponível na
intranet do COTER, no cadastramento das atividades a serem realizadas no âmbito
do C Mil A, visando quantificar e especificar os seguintes recursos necessários ao
preparo:
1) Orçamentários destinados à Capacitação Operacional da Força Terrestre e
à Formação e Adestramento da Reserva Mobilizável;
2) Combustível operacional (Gasolina e Óleo Diesel); e
3) Ração operacional.

9.2 TIPOS DE RECURSOS

a. Recursos-Padrão
São recursos previamente definidos pelo COTER e de repasse automático, sem
a necessidade de solicitação, cujos valores são calculados com base na natureza e no
tipo de OM.
Destinam-se ao atendimento das seguintes atividades de instrução:
1) SIIB, IIQ, IIRN, CFST, CFC e estágios/atividades que visem à adaptação
do EV às peculiaridades de emprego da OM ou do ambiente operacional em que ela

19 DEZ 11 COTER
9-2 SIMEB
se situa;
2) CTTEP e outras atividades voltadas para o aprimoramento do EP;
3) Adestramento em GLO e em Defesa Externa, nível Pel/SU/U, exceto FAR
e OM Emprego Estratégico; e
4) Exercícios Táticos apoiados com o SABRE.
b. Recursos Específicos
São recursos destinados a atender as necessidades dos C Mil A, das FAR, da 1ª
Bda AAAe e das OM Emprego Estratégico para as atividades de preparo específico
de interesse da Força Terrestre, que devem ser acordados, anualmente, no Contrato de
Objetivos do COTER.
Contemplam as seguintes rubricas:
1) Estágios previstos no PIM;
2) Estágios de interesse dos C Mil A;
3) Adestramento Específico das FAR, da 1ª Bda AAAe e das OM Emprego
Estratégico;
4) Adestramento Avançado (GLO e Def Ext);
5) Exercícios Táticos com Apoio de Sistema de Simulação, nível GU/G Cmdo;
6) Exercícios de Adestramento da Reserva Mobilizável;
7) Manutenção da Infraestrutura de Apoio à Instrução Militar (MIAIM); e
8) Avaliação de Adestramentos conduzidos pelo CAAdEx.
c. Outros Recursos
As Operações Conjuntas e de Intensificação da Presença na Faixa de Fronteira
são realizados com recursos descentralizados pelo Ministério da Defesa; e
As experimentações doutrinárias e os compromissos internacionais são
definidos pelo Estado-Maior do Exército.

9.3 LEVANTAMENTO E SOLICITAÇÃO DAS NECESSIDADES

a. Recursos financeiros
1) Recursos-padrão
Os recursos-padrão não necessitam ser solicitados, uma vez que serão repas-
sados, automaticamente, até o início da atividade a que se destinam.
2) Recursos específicos
Os recursos específicos serão repassados pelo COTER diretamente às OM
Operacionais. O planejamento das necessidades será efetuado pelo C Mil A, levando
em consideração as especificidades operacionais e organizacionais de cada OM.
A OM contemplada com créditos destinados à manutenção da infraestrutura
19 DEZ 11 COTER
9-3 SIMEB
deve solicitar o apoio técnico das Comissões ou Serviços Regionais de Obras. Esse
apoio especializado visa à correta aplicação dos créditos, no que diz respeito às normas
vigentes, para evitar a aplicação inadequada ou comprometer a segurança.
As obras de construção ou reformas de grande porte não estão enquadradas
na rubrica da MIAIM. Portanto, nesses casos, os projetos deverão ser orçados pela
CRO de jurisdição e encaminhados à Diretoria de Obras Militares, por intermédio das
Fichas Mod 18 (OM) e 20 (RM), utilizando o Sistema Unificado de Projetos e Obras
(OPUS).
Os “limites” dos recursos físico-financeiros das diversas rubricas, a serem
descentralizados em A, serão estabelecidos e divulgados pelo COTER, antecedendo
ao Contrato de Objetivos em “A-1”.
Os C Mil A deverão analisar e consolidar no SAP (versão web) as
necessidades de recursos específicos das suas OM, GU e G Cmdo, estabelecendo
uma ordem de prioridade para o atendimento de cada evento. A MIAIM deverá ser
cadastrada especificando o tipo de trabalho a ser realizado na instalação, por exemplo:
“recuperação da PPM”.
Os recursos financeiros serão repassados via SIAFI, por intermédio de Notas
de Crédito (NC), e o combustível será repassado por meio de ofícios aos Órgãos
Controladores (OC), até dois meses antes do início de cada atividade a ser contemplada
com o aporte de recursos. Os C Mil A deverão realizar seus planejamentos detalhados
para “A” em “A-1”.
As OM poderão solicitar ao COTER, via mensagem SIAFI, eventuais
mudanças de finalidade no emprego dos recursos repassados, bem como transposições
ou mudanças na natureza de despesas.
Os recursos financeiros destinados aos Exercícios de Mobilização serão
repassados pelo COTER nas ND 33.90.15, 30, 33 e 39. Os recursos financeiros
destinados ao pagamento do pessoal mobilizado, ND 31.90.12, serão repassados
pela SEF/CPEx diretamente às OM executantes, por intermédio de Requisição de
Pagamento Complementar de Militar da Ativa (RPCMA).
As necessidades de recursos financeiros na ND 31.90.12, destinadas ao
pagamento da gratificação de representação aos militares participantes dos Exercícios
de Campanha do PAB e do PAA do ano “A”, deverão ser levantadas pelos C Mil A,
em “A-2”, e informadas diretamente à SEF, observadas as condições previstas na Port
Cmt Ex reguladora dessa gratificação.
b. Combustível Operacional
O Combustível Operacional é o suprimento classe III (Gasolina e Óleo Diesel)
gerenciado pelo COTER e descentralizado às OM para atender às demandas de Preparo
e Emprego da Força Terrestre. Contempla, normalmente, as seguintes atividades:
1) Instrução Individual;
2) CTTEP;

19 DEZ 11 COTER
9-4 SIMEB
3) Adestramento Básico e o Adestramento Avançado das GU e G Cmdo Op;
4) Exercícios de Mobilização;
5) Exercícios Táticos com Apoio de Sistema de Simulação;
6) Estágios Setoriais do COTER e de Área;
7) Avaliações de Adestramento;
8) Experimentações Doutrinárias;
9) Exercícios Combinados com Nações Amigas (Compromissos Internacio-
nais);
10) Operações de Adestramento Conjunto; e
11) Emprego de Tropa no cumprimento das missões constitucionais.
A distribuição é realizada por meio dos órgãos controladores (OC).
O levantamento das necessidades pelas OM interessadas e o repasse do
combustível operacional seguem a mesma metodologia dos recursos financeiros –
padrão e específico.
Visando a subsidiar o planejamento do Comando Logístico (COLOG), os C
Mil A deverão informar ao COTER, durante a Reunião de Contrato de Objetivos, suas
necessidades em combustível operacional específico para o ano “A +1”.
O OC deverá informar, mensalmente, ao COTER e ao C Mil A o saldo de
combustível operacional hipotecado ao COTER.
c. Rações Operacionais
1) Cabe ao COTER controlar o nível de rações destinadas às atividades de
instrução e adestramento das OM operacionais e estabelecer as prioridades de
atendimento.

19 DEZ 11 COTER
9-5 SIMEB
2) As rações operacionais adotadas pela F Ter são as seguintes:

TIPO EFETIVO EMPREGO


PROVISIONADO
Ração - 01 refeição;
Operacional de - reserva individual durante manobras,
1 militar por 6 horas
Adestramento instrução militar, operações e ações
(RA) subsidiárias de curta duração.
Ração
Operacional - 02 refeições, 01 café da manhã e 01 ceia
de 12 militares por 24 por homem;
Adestramento horas - operações diversas, manobras militares e
Coletiva ações subsidiárias;
(RCA tipo I) - consumida quando a situação
Ração táticapermitir a utilização de recursos para
Operacional aquecimento e término do preparo; e
de 4 militares por 24 - alimentação de tripulação embarcada das
Adestramento horas tropasBlde Mec(VBTP, VBR, VBC, VBE,
Coletiva etc).
(RCA tipo II)
- 02 refeições, 01 café da manhã e 01 ceia;
Ração - empregada quando o militar não puder
Operacional 1 militar por 24 utilizar outro tipo de alimentação; e
de Combate horas - operações diversas, deslocamentos
(R2) motorizados e manobras militares de longa
duração.
- 01 refeição e 01 café da manhã ou ceia;
Ração - empregada quando o militar não puder
Operacional 1 militar por 12 utilizar outro tipo de alimentação; e
de Emergência horas - reserva individual para operações diversas
(R3) e deslocamentos motorizados de média
duração.

9.4 SISTEMA DE APOIO AO PLANEJAMENTO (SAP)


Aplicativo On-line de gestão dos recursos físico-financeiros do COTER. Possibi-
lita cadastrar os eventos previstos para serem realizados com recursos específicos, de
acordo com o PIM, detalhando as condições de execução, os meios empregados e as
necessidades em recursos financeiros, combustível operacional e horas de voo.

19 DEZ 11 COTER
9-6 SIMEB
a. Acesso ao SAP
O link de acesso ao SAP está disponível na intranet do COTER, no endereço
[Link] seção “Links Interessantes”. Também está disponível
um tutorial de orientação para o uso do SAP.

b. Cadastramento de Eventos

1) Após selecionar o C Mil A, registrar os eventos, discriminados por rubricas


(Exc GLO PIM, Estágios C Mil A, MIAIM, outros), os nomes dos referidos eventos,
com períodos de realização (Op GUAIPIMIRIM, Op SENTINELA, Estg GLO – 1ª
19 DEZ 11 COTER
9-7 SIMEB
DE, outros), tudo em ordem de prioridade para atendimento.
2) No campo “Conceito da Operação” apresentar um resumo do planejamento
do exercício ou estágio a ser realizado, os objetivos a serem atingidos, as peças de
manobra empregadas, os participantes, o local e o período de realização.
3) No campo “Cidades”, registrar o local onde será realizado o evento;
4) No campo “OM Participante”, deve-se registrar as OM envolvidas no
evento, discriminando o respectivo efetivo de Of, S Ten/Sgt e Cb/Sd. Somente após o
registro das OM participantes, que o Sistema permitirá o cadastramento dos recursos
financeiros, combustível e Apoio Aéreo/Naval para a cada OM no evento.

5) No campo “Sist Op”, registrar os Sistemas Operacionais que serão desdobra-


dos no terreno;

19 DEZ 11 COTER
9-8 SIMEB
6) No campo “Rec Fin”, registrar a necessidade de recursos financeiros de cada
OM, detalhando os valores e as Naturezas de Despesas (ND) 15, 30, 33, 39 e 52.
Os eventos previstos pelo MD (Op Cj e Fx Fron) terão suas necessidades em HV,
combustível e apoio do COLOG expressos em valores monetários, registrados como
consumo na ND 30.

7) No campo “Combustível”, inserir as viaturas a serem empregadas e as quilo-


metragens a serem percorridas – o SAP calculará os quantitativos de combustível a
serem descentralizados pelo COTER. É recomendável buscar o auxílio de ferramentas
como o Google Maps ou Google Earth para o cálculo das distâncias a serem percor-
ridas durante o exercício.

19 DEZ 11 COTER
9-9 SIMEB
8) No campo “Ração”, registrar as necessidades de ração operacional para o even-
to, selecionando o tipo de ração desejado e inserindo quantas jornadas serão provisio-
nadas com ração.
9) No campo “Ap Ae/Nav”, registrar o tipo de missão, a aeronave e a cota que
subsidiará as horas de voo necessárias para o cumprimento da missão.

9.5 PRESCRIÇÕES DIVERSAS

a. Atividades de instrução como Competições Desportivas ou de Instrução,


Demonstrações de Instrução, Inspeções de Instrução, PCI e PCE, entre outras, deverão
ser executadas com os recursos-padrão distribuídos para a Instrução Individual e o
Adestramento Básico.
b. Os eventos “Aguardando Recursos” poderão ser ativados caso existam recursos
disponíveis para tal. Sendo assim, o planejamento deve ser o mais detalhado possível,
incluindo todas as necessidades de recursos físico-financeiros para a realização do
evento.
c. Os recursos distribuídos pelo COTER destinam-se, exclusivamente, às
atividades que visam à capacitação operacional da Força Terrestre. Portanto, não
devem subsidiar a execução de atividades administrativas.
d. A necessidade de recursos financeiros e combustível operacional de uma OM
que participará de um exercício ou operação, enquadrada por uma Força pertencente
a outro C Mil A, deverá ser registrada no SAP desse C Mil A. Tal fato ocorre
particularmente na participação das FAR e OM Emp Estrt em eventos no CMA, CMO
e CMS.
e. Os recursos-padrão do PAB, nível Pel, SU e U, serão distribuídos diretamente
para as OM. Uma cópia do quadro de repasses será remetida aos Cmdo de GU
enquadrantes.
f. As GU que julgarem necessário deverão solicitar recursos específicos aos C Mil
A, necessários para o apoio de outras OM com tropa e para o acompanhamento e a
coordenação do adestramento nível U de um Btl/Rgt no terreno. Devendo, para tanto,
ser lançado no SAP em “Aguardando Recursos”.

19 DEZ 11 COTER
9 - 10 SIMEB

19 DEZ 11 COTER
10 - 1 SIMEB

CAPÍTULO 10

ESTÁGIOS

10.1 DEFINIÇÃO

Estágio é uma atividade técnico-pedagógica destinada a desenvolver a capacitação


cultural e profissional em determinada área do conhecimento, devendo ser regido
por programa próprio, confeccionado de acordo com as Normas para Elaboração e
Revisão de Currículos (NERC).

10.2 GENERALIDADES

Os estágios são desenvolvidos nas seguintes modalidades:


a. Estágios Gerais
São criados por portaria do EME, de forma a atender às necessidades gerais
do Exército Brasileiro. Integram o Calendário Anual de Cursos e Estágios Gerais e a
Portaria de Fixação de Vagas do EME e, em princípio, têm as despesas de movimen-
tação de pessoal atendidas por cota do DGP.
b. Estágios Setoriais
São criados por portaria dos Órgãos de Direção Setorial (Departamentos,
Secretarias, COTER e COLOG) ou do Gab Cmt Ex (CCOMSEx e CIE), para atender
aos seus interesses e às necessidades específicas dos elementos por eles apoiados.
Podem ser realizados em OM subordinada a outro Órgão ou Comando,
mediante coordenação entre os interessados, e têm as despesas de movimentação de
pessoal atendidas por cota do respectivo ODS.

19 DEZ 11 COTER
10 - 2 SIMEB
Os Estágios setoriais visam, também, a:
1) preparar os quadros para operar e empregar novos Materiais de Emprego
Militar (MEM) e atualizá-los acerca das inovações doutrinárias, sejam elas táticas,
técnicas ou de procedimentos;
2) homogeneizar e atualizar conhecimentos, procedimentos, técnicas e
práticas, bem como proporcionar sua difusão em todos C Mil A, simultaneamente; e
3) promover, com o máximo de oportunidade, a transmissão dos conhecimentos
e experiências adquiridas por militares em missões, cursos e estágios, no Brasil e no
exterior, quando identificados pelos órgãos competentes como evolução doutrinária
ou Lição Aprendida.
c. Estágios de Área
São criados, conduzidos, e têm suas vagas fixadas por um Comando Militar de
Área, com o objetivo de atender às necessidades da Instrução Militar e à difusão de
técnicas, com vistas ao aprimoramento do desempenho profissional dos militares que
estejam servindo no C Mil A. Podem ser realizados em 3 (três) níveis para otimizar os
recursos e aumentar a difusão dos conhecimentos:
a) Nível 1 – realizado nos C Mil A para preparar os instrutores e monitores
das DE, RM e Bda;
b) Nível 2 – ministrado nas DE, RM e Bda, pelos instruendos do nível 1, para
preparar instrutores e monitores das Unidades; e
c) Nível 3 – ministrado nas diversas Unidades do Exército, pelos instruendos
do Nível 2, para possibilitar a mais ampla difusão dos conhecimentos.
São apoiados pelo COTER, segundo o acordado na Reunião de Contrato de
Objetivos, e têm suas despesas de movimentação de pessoal, em princípio, atendidas
com recursos específicos repassados pelo COTER ao C Mil A.
Nos estágios, as avaliações da aprendizagem não serão realizadas com o intuito
de eliminar os estagiários com desempenho insuficiente, mas, sim, de apreciar o
resultado global e os critérios de seleção.
Eventualmente, um estagiário que não evidenciar o desempenho exigido no
estágio poderá ser inabilitado, mas antes deverá ser feita a tentativa de recuperação,
por meio de sessões de instrução complementares.
A seleção dos estagiários tem relevante importância na medida em que estes
militares serão os multiplicadores dos conhecimentos a serem transmitidos nos
estágios subsequentes. Por isso, a seleção deve ser pautada na experiência profissional
obtida no desempenho de cargo/ função, na execução de uma atividade (curso, estágio
ou missão) correlata e na maturidade profissional do militar.
O planejamento dos Estágios de Área serà realizado pelos C Mil A, que
organizarão e executarão, no mínimo, 05 (cinco) estágios de área anualmente. O
COTER destinará recursos para sua realização. Estágios de caráter obrigatório

19 DEZ 11 COTER
10 - 3 SIMEB
serão regulados no Programa de Instrução Militar. Os Estágios de Área deverão ser
planejados e apresentados ao COTER na Reunião de Contrato de Objetivos, realizada
em A-1.
Os orçamentos apresentados pelos C Mil A serão apreciados, e, por ocasião da
Reunião de Contrato de Objetivos, serão definidos os valores a serem repassados para
cada solicitante, visando à execução das atividades. Deve-se evitar a proliferação de
Estágios de Área, devendo ser considerada no planejamento a relação custo-benefício,
a importância do assunto e a existência de massa crítica de pronto emprego. Os
orçamentos a serem encaminhados ao COTER deverão conter os dados constantes da
respectiva planilha do Sistema de Apoio ao Planejamento (SAP).

10.3 ESTÁGIOS DE ORIENTAÇÃO

a. Estágio de Aspirante-a-Oficial Egresso da AMAN - deverá ser conduzido de


acordo com a legislação vigente.
b. Estágio para Tenente Recém-Formado pelo IME e EsFCEx - deverá ser condu-
zido de maneira análoga ao Estágio de Aspirante-a-Oficial egresso da AMAN.
c. Estágio de 3º Sargento Egresso das Escolas de Formação - a Direção da Ins-
trução da OM deve dispensar especial atenção ao desenvolvimento e ao acompanha-
mento deste estágio, uma vez que os conhecimentos militares auferidos limitam-se
somente ao período de formação. Deve, assim, haver eficaz envolvimento do EP de
toda a OM para complementar a formação dos 3º Sgt egressos das escolas de forma-
ção, assim como para adaptá-los à vida na caserna.
d. Durante o período do estágio deverão ser enfatizados, em especial, os aspectos
concernentes aos valores, aos deveres e à ética militar. Deficiências injustificadas ou
inadequação às servidões inerentes à carreira militar devem ser identificadas, o mais
cedo possível, para se evitar a permanência, na Força, daqueles não vocacionados,
dispensando-os por ocasião dos engajamentos e reengajamentos.

10.4 ESTÁGIOS DE INSTRUÇÃO

a. Estágio de Instrução e de Preparação para Oficiais Temporários (EIPOT) e


Estágio de Instrução Complementar (EIC)
1) O EIPOT é realizado, em caráter voluntário, pelos concludentes dos Órgãos
de Formação da Reserva (OFOR) que possuem conceito para serem convocados, a
fim de aprimorar a formação em OM, sob supervisão dos Órgãos Formadores e em
período fixado pelo Departamento-Geral do Pessoal (DGP).
2) O EIC é realizado pelos Aspirantes- a-Oficial convocados, de forma
voluntária, que foram considerados aptos no EIPOT para preencher, em tempo de paz,
os claros de oficiais subalternos de carreira nas OM, sob coordenação das Regiões

19 DEZ 11 COTER
10 - 4 SIMEB
Militares, para o ano da primeira convocação.
3) O Regulamento para o Corpo de Oficiais da Reserva do Exército e os
respectivos Programas-Padrão regulam os estágios.
b. Estágios de Adaptação e Serviço (EAS) e Estágio de Instrução e Serviço (EIS)
1) O EAS é realizado pelo Médico, Dentista, Farmacêutico e Veterinário
(MDFV), em caráter obrigatório, convocado para prestar o Serviço Militar Inicial,
de forma a prepará-los para a vida militar e preencher os claros de Of MDFV nas
OM. É composto de uma 1ª fase (instrução) sob supervisão dos C Mil A e de uma
2ª fase (aplicação) sob coordenação das Regiões Militares, em período fixado pelo
Departamento-Geral do Pessoal (DGP).
2) O EIS é realizado pelos oficiais MDFV convocados, em caráter voluntário,
que já possuem o EAS para atualizar e ampliar a instrução e preencher os claros
existentes nas OM, sob coordenação das Regiões Militares, com duração de 12 (doze)
meses.
3) O Regulamento para o Corpo de Oficiais da Reserva do Exército e os
respectivos Programas-Padrão regulam os estágios.
c. Estágio de Serviço Técnico (EST)
1) O EST é realizado, em caráter voluntário, por integrantes de categorias
profissionais de nível superior (homens ou mulheres) de interesse do Exército, exceto
MDFV, convocados para aplicação de seus conhecimentos técnico-profissionais nas
OM. É composto de uma 1ª fase (instrução militar) sob supervisão dos C Mil A e de
uma 2ª fase (aplicação) sob coordenação das Regiões Militares, por um período de 12
(doze) meses, podendo haver prorrogações do tempo de serviço.
2) O Programa-Padrão PPE 07/3 regula o estágio.
d. Estágio Básico de Sargento Temporário (EBST)
1) O EBST é realizado, em caráter voluntário, por todos os integrantes de
categorias profissionais de nível técnico (homens ou mulheres) de interesse do
Exército, convocados para aplicação de seus conhecimentos técnico-profissionais nas
OM. É composto de uma 1ª fase (instrução militar) sob supervisão dos C Mil A e de
uma 2ª fase (aplicação) sob coordenação das Regiões Militares, por um período de 12
(doze) meses, podendo haver prorrogações do tempo de serviço.
2) Os respectivos Programas-Padrão regulam os estágios.
e. Orientação Geral aos Cmt OM
A orientação deverá dar atenção especial ao acompanhamento do desempenho
dos estagiários, no que concerne à instrução militar, enfocando prioritariamente os
seguintes assuntos:
1) Armamento, Munição e Tiro;
2) Instrução Geral;
3) Serviços de Escala; e

19 DEZ 11 COTER
10 - 5 SIMEB
4) Segurança Orgânica.

10.5 ESTÁGIO DE PREPARAÇÃO ESPECÍFICA PARA CADETES DA AMAN

a. O objetivo do Estágio é de ambientar o Cadete do 4º ano - futuro oficial - às


funções de oficial subalterno, submetendo-o aos trabalhos rotineiros de um oficial
subalterno integrante de uma OM, entre os quais se destacam:
1) recebimento do comando e da carga de um pelotão ou seção de sua Arma,
Quadro ou Serviço;
2) exercício do serviço de Oficial-de-Dia à OM;
3) prática como instrutor, com o emprego de monitores; e
4) prática como instrutor de tiro e de TFM de SU.
b. Ao término do estágio, deverá ser preenchida, para cada Cadete, a Ficha
de Observação do Cadete no Estágio de Preparação Específica (entregue à OM no
início do Estágio), restituindo-se tais documentos à AMAN, por intermédio dos
instrutores daquela Escola que acompanham os estágios. As condições de execução e
a distribuição dos cadetes pelas diversas OM serão reguladas no PIM.

10.6 ESTÁGIO DE PREPARAÇÃO ESPECÍFICA PARA ALUNOS DA EsSA e


EsLog

a. O objetivo do Estágio é de ambientar os alunos da Escola de Sargento das


Armas - futuros sargentos - às funções de sargento, submetendo-os aos trabalhos
rotineiros de uma OM, entre os quais se destacam:
1) recebimento do comando e da carga de uma fração ou seção de sua Arma,
Quadro ou Serviço;
2) exercício do serviço de Sargento-de-Dia à subunidade e comandante da
guarda da OM;
3) prática como instrutor, com o emprego de monitores;
4) prática como monitor, com o emprego dos meios auxiliares de instrução
disponíveis; e
5) prática como monitor de tiro e de TFM de SU.
b. As condições de execução e a distribuição dos alunos pelas diversas OM serão
reguladas no PIM.

19 DEZ 11 COTER
10 - 6 SIMEB

19 DEZ 11 COTER
11 - 1 SIMEB

CAPÍTULO 11

COMPETIÇÕES DE INSTRUÇÃO MILITAR E DESPORTIVAS

11.1 FINALIDADE
Orientar a programação de Competições de Instrução Militar e Desportivas no
âmbito dos C Mil A.

11.2 OBJETIVOS

a. Estabelecer as condições gerais de execução para Competições de Instrução e


para Competições Desportivas.
b. Fornecer os elementos básicos para a conciliação das Competições Desportivas,
no âmbito dos C Mil A, com as Instruções Gerais para os Desportos no Exército - IG
10-39.
c. Incentivar a prática de Competições Desportivas e de Instrução nas OM, como
fator do desenvolvimento do espírito de corpo, importante força agregadora que
sustenta a disciplina e o moral.

11.3 COMPETIÇÕES DE INSTRUÇÃO

a. Natureza das Competições


As Competições de Instrução compreenderão provas individuais e de equipes,
assim distribuidas:
1) Provas individuais
São aquelas executadas, individualmente, computando-se o resultado de
cada executante para o estabelecimento da classificação final. Exemplos de provas:

19 DEZ 11 COTER
11 - 2 SIMEB
a) Pista de Cordas;
b) Pista de Obstáculos;
c) Pista de Pentatlo Militar;
d) Pista de Orientação;
e) Pista de Combate;
f) Pista de Combate em Área Edificada; e
g) Prova de Tiro.
2) Provas de Equipe
São aquelas executadas por frações constituídas ou por agrupamentos
de executantes, computando-se, para fins de classificação final da competição, o
resultado coletivo da fração ou do agrupamento, ou ainda, o somatório dos resultados
individuais de seus integrantes. Exemplos de provas:
a) Patrulha de Combate;
b) Escola de Tiro para as OM de Artilharia e para as guarnições de armas
coletivas, em geral;
c) Depanagem de Viaturas e Manobras de Força (para Unidades e frações
de Manutenção); e
d) Pista de Comunicações para os Pel Com.
b. Condições de Execução
As Competições de Instrução poderão ser realizadas em todos os níveis.
As provas de equipes deverão envolver frações (Grupo, Seç, Pel, SU)
constituídas dentro das OM.
A programação deverá servir aos interesses da Instrução Militar, sem
interrompê-la ou desvirtuá-la, em termos de oportunidade na realização das provas
e de tempo necessário para o treinamento dessas atividades. Além disso, deverá ser
coerente com os propósitos indicados para essas competições.
c. Regulamentação das Provas
O Comandante regulará a realização de Competições de Instrução (regulamento
das provas, época de realização, apuração de resultados, arbitragem, etc).
Algumas provas poderão ser realizadas no quadro de uma situação tática
simples, de fácil compreensão, obedecendo às mesmas normas empregadas para a
organização e a montagem dos exercícios táticos com tropa.
A avaliação dos resultados deverá levar em conta as ações positivas e negativas
observadas em cada fase de execução, devendo ser considerado, com rigor, o
conhecimento da situação durante toda a competição.
É desejável que as provas técnicas envolvam a fração como um todo.
Nas provas com execução do tiro e com lançamento de granadas de mão,

19 DEZ 11 COTER
11 - 3 SIMEB
deverão ser considerados, além dos resultados nos alvos, aspectos importantes como
progressão sob vistas e fogos do inimigo, avaliação de distâncias, rapidez de execução
etc.
Nas provas de equipes por fração constituída, deverão ser considerados
como fatores relevantes: a ação dos elementos em função de comando, a eficácia e a
eficiência da fração, o desempenho individual dos componentes, e outros, a critério
da Direção da Instrução.

11.4 COMPETIÇÕES DESPORTIVAS

a. Natureza das Competições


Poderão abranger todas as modalidades de esportes coletivos ou individuais,
devendo ser enfatizadas, entretanto, as previstas para os Jogos Marciais:
1) Tiro;
2) Atletismo;
3) Pentatlo Militar;
4) Orientação;
5) Natação;
6) Corrida rústica; e
7) Judô.
b. Condições de Execução
A Direção da Instrução, ao selecionar a semana para a realização das Competi-
ções Desportivas, deverá considerar as semanas comemorativas (Dia do Exército, Dia
do Soldado e Dia da Arma, Quadro ou Serviço) e de recuperação (R1 ou R2) como
preferenciais, a fim de racionalizar o tempo e minimizar o prejuízo decorrente para a
programação de instrução.
As condições de treinamento e o calendário desportivo do escalão superior
também deverão ser considerados na definição do período de realização das
Competições Desportivas.
A regulamentação das competições deverá observar as Instruções Gerais para
os Desportos no Exército e as Diretrizes Anuais para os Desportos, aprovadas pelo
Comandante do Exército.

19 DEZ 11 COTER
11 - 4 SIMEB

19 DEZ 11 COTER
12 - 1 SIMEB

CAPÍTULO 12

ATIVIDADES CONJUNTAS

12.1 ASPECTO DOUTRINÁRIO

a. As Operações Conjuntas são operações empreendidas por elementos


ponderáveis de mais de uma FA, sob a responsabilidade de um comando único. O
Comando Conjunto é o comando de mais alto nível com responsabilidade de cumprir
determinada missão e que terá como subordinados, quando necessário, elementos de
mais de uma FA. Caracteriza-se pelo comando único e pela existência de um Estado-
Maior Conjunto. O Estado-Maior Conjunto é o órgão composto de pessoal militar
qualificado, pertencente às forças componentes, que tem por finalidade assessorar o
comandante.
b. A Força Conjunta é a força composta por elementos ponderáveis de mais
de uma FA, sob um comando único. A Força Componente (F Cte) é o conjunto de
unidades e organizações de uma mesma FA que integra uma força conjunta.

12.2 EXERCÍCIOS CONJUNTOS ENTRE AS FORÇAS ARMADAS

a. Os exercícios conjuntos são coordenados pela Chefia do Preparo e Emprego


do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e são concebidos,
preferencialmente, para o adestramento dos Estados-Maiores nos níveis Comando
Conjunto e Forças Componentes, bem como a padronização e integração das estruturas
de comando e controle, de inteligência e de logística entre as Forças Armadas.
b. O COTER tem a missão de orientar o preparo da Força Terrestre para o
adestramento em operações conjuntas. Os exercícios conjuntos podem abranger áreas
marítimas, terrestres e espaço aéreo sob jurisdição e de interesse nacional.
c. As FAR e OM estratégicas, vinculadas ao COTER, têm participação prioritária
19 DEZ 11 COTER
12 - 2 SIMEB
nos exercícios conjuntos e serão empregadas, preferencialmente, com tropas no
terreno. Essas OM poderão ser orientadas a executar ações críticas, visualizadas no
planejamento da manobra ou realizar experimentações doutrinárias de interesse do
Exército.
d. A tropa participante será organizada como parte da composição dos meios
de uma Força Componente, conjunta ou não, terrestre ou naval, e receberão tarefas
planejadas pelo Estado-Maior daquela F Cte. As ações planejadas para a tropa
executante visam à consecução dos objetivos estratégicos, operacionais e táticos do
Comando Conjunto.
e. Os recursos financeiros destinados para a execução dos exercícios conjuntos
são descentralizados pelo MD, por intermédio da 2ª Subchefia do COTER, por ocasião
da Reunião de Contrato de Objetivos.

12.3 SEMINÁRIOS SOBRE ATIVIDADES CONJUNTAS

a. Os Seminários abordam temas de interesse da Doutrina de Emprego Conjunto,


sendo coordenados e supervisionados pela Chefia do Preparo e Emprego do EMCFA.
Os Seminários são desenvolvidos com o objetivo de elaborar o estudo e permitir a
coordenação doutrinária de temas que carecem de documentação normativa para
aplicação imediata nos planejamentos e nas Operações Conjuntas. Nesse contexto,
podem identificar necessidades, possibilidades e limitações para interação entre as FA
e integração sistêmica, no tocante aos temas tratados e debatidos pelos Seminários.
b. A Chefia do Preparo e Emprego do EMCFA emite instruções gerais para
permitir o planejamento do respectivo seminário, e o Estado-Maior da FA, encarregada
de realizar a atividade, elabora as instruções para a realização do Seminário, de acordo
com as condições estabelecidas em Contrato de Objetivos celebrado entre o Com Op
Nav, o COTER e o COMGAR.

19 DEZ 11 COTER
13 - 1 SIMEB

CAPÍTULO 13

RELATÓRIOS

13.1 FINALIDADE

a. Os relatórios são documentos necessários aos processos de avaliação da


Instrução Individual e do Adestramento da F Ter, ao registro e aproveitamento dos
ensinamentos colhidos e à validação e evolução da Doutrina Militar Terrestre(DMT).
b. É fundamental que os relatórios transmitam, com precisão, os principais
óbices, estruturais e circunstanciais, à consecução dos objetivos propostos, bem como
os fatores de êxito, propondo, ao final, medidas de melhoria a serem implementadas.
c. Os relatórios não devem se limitar aos aspectos definidos nos modelos
diversos, considerando que se trata de uma oportunidade, a ser explorada pela Direção
da Instrução, para multiplicar o conhecimento de experiências exitosas, sistematizar
práticas inovadoras e corrigir rumos equivocados.

13.2 RELATÓRIOS DE INSTRUÇÃO

a. Tipos de Relatórios de Instrução


Os relatórios abaixo deverão ser elaborados e remetidos ao COTER pelos C
Mil A, após análise e consolidação dos relatórios de seus subordinados, conforme o
calendário de obrigações do PIM e até 30 (trinta) dias após o término das seguintes
atividades:
1) Relatório do Período de Instrução Individual Básica;
2) Relatório do Período de Instrução Individual de Qualificação;
3) Relatório da CTTEP;
19 DEZ 11 COTER
13 - 2 SIMEB
4) Relatório do Período de Adestramento Básico;
5) Relatório de Exercício Tático com Apoio de Sistema de Simulação, nível
GU/G CmdoOp;
6) Relatório de Exercício de Mobilização;
7) Relatório do Período de Adestramento Avançado;
8) Relatório da Instrução dos TG e EsIM; e
9) Relatório de outras atividades relacionadas ao Preparo da F Ter (Ex:
Estágios de Área), a critério dos respectivos C Mil A.

b. Estrutura dos Relatórios de Instrução


Os modelos constantes no presente capítulo apresentam uma estrutura básica,
podendo ser incluído quaisquer outros itens necessários a uma melhor elucidação do
evento a que se refere.

13.3 RELATÓRIO DE INFORMAÇÕES DOUTRINÁRIAS OPERACIONAIS


(RIDOP)

a. O assunto é regulado pela IG 20-13 Instruções Gerais para a Organização e


Funcionamento do Sistema de Doutrina Militar Terrestre (SIDOMT).
b. Segundo as IG 20-13, “O COTER consolida, anualmente, as informações
levantadas pelos C Mil A, em um documento denominado Relatório de Informações
Doutrinárias Operacionais (RIDOP) e o remete ao EME. São informações sobre as
principais deficiências, observações e sugestões ligadas à doutrina, particularmentenas
áreas de material e de adestramento”.
c. O RIDOP, elaborado pelos C Mil A, deverá dar entrada no COTER até o
último dia útil do mês de janeiro, e seguir o modelo constante deste capítulo.
d. É importante que os Comandos encarregados de elaborar ou fornecer subsídios
para o RIDOP mantenham, ao longo do Ano de Instrução, um registro atualizado das
atividades relativas aos tópicos constantes do modelo.
e. Os C Mil A deverão atentar para os Elementos Essenciais de Informações
Doutrinárias (EEID), quando estabelecidos pelo Estado-Maior do Exército e remetidos
aos C Mil A.
f. Deverão ser incluídas no RIDOP as observações sobre os novos materiais
adquiridos pelo Exército e distribuídos às OM (adequação, desempenho, implicações
sobre a doutrina, problemas encontrados e outras).
g. Constatações relacionadas aos novos MEM, julgadas relevantes e oportunas
pela Direção da Instrução, deverão ser transmitidas ao COTER, pelo canal de
comando, no mais curto prazo, além de constar no respectivo RIDOP.

19 DEZ 11 COTER
13 - 3 SIMEB
ANEXOS

A - Relatório de Instrução Militar (Modelo);


B - Relatório do Exercício Tático com Apoio de Simulação de Combate (Modelo);
C - Relatório de Exercício de Mobilização (Modelo); e
D - Relatório de Informações Doutrinárias Operacionais (RIDOP) (Modelo).

19 DEZ 11 COTER
13 - 4 SIMEB
ANEXO A - RELATÓRIO DE INSTRUÇÃO MILITAR (Modelo)

Armas nacionais
Cabeçalho

RELATÓRIO DO PERÍODO DE INSTRUÇÃO (INDIVIDUAL BÁSICA,


INDIVIDUAL DE QUALIFICAÇÃO, DA CTTEP, DE ADESTRAMENTO
BÁSICO OU DE ADESTRAMENTO AVANÇADO)

1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS (a critério do C Mil A)


2. PONTOS FRACOS E PONTOS FORTES
3. AMEAÇAS E OPORTUNIDADES
4. DOCUMENTOS QUE PRECISAM SER ATUALIZADOS OU ALTERADOS
(Ex: manuais de campanha, cadernos de instrução, diretrizes, programas-
padrão de instrução, PIM, distribuição de tempo e carga-horária, entre outros).
5. ACIDENTES NA INSTRUÇÃO
6. PRÁTICAS DE INSTRUÇÃO CONSAGRADAS QUE POSSAM SER ÚTEIS
NO ÂMBITO DA FORÇA TERRESTRE.
7. MEDIDAS PROPOSTAS PARA MELHORIA DO SIMEB E PIM

19 DEZ 11 COTER
13 - 5 SIMEB
ANEXO B - RELATÓRIO DO EXERCÍCIO TÁTICO COM APOIO DE
SIMULAÇÃO DE COMBATE (Modelo)

Armas nacionais
Cabeçalho

RELATÓRIO DO EXERCÍCIO TÁTICO COM APOIO DE SISTEMA DE


SIMULAÇÃO

(Comando Aplicador)

1. PARTICIPANTES DO EXERCÍCIO
PARTICIPANTES
OM (GU/G Cmdo)
OF SGT CB/SD
Efetivos adestra-
dos (Cmt e EM)
Efetivo de contro-
ladores
Efetivos em apoio

2. CARTAS
a. Cartas utilizadas (MI)
b. Problemas levantados
c. Atualizações necessárias
d. Necessidade de novas folhas

3. APLICAÇÃO DE RECURSOS
a. Destinação dos recursos
Destinação
Recs/Dados ND R$
Recursos
ND 30
Recursos ND 33
Repassados ND 39
ND 52

19 DEZ 11 COTER
13 - 6 SIMEB
b. Necessidade de acréscimo de recursos com justificativa

4. SISTEMA
a. Necessidade de aperfeiçoamento do SISTAB/SABRE
b. Qualificação de controladores e técnicos
c. Sugestões de novas ferramentas para o novo Sistema COMBATER

5. EXECUÇÃO
a. Instalações físicas
b. Cronograma de atividades

6. OBSERVACÕES DOUTRINÁRIAS
a. Tipos de Operações Realizadas
1) Operação realizada (citar por exemplo: Foi realizado uma marcha para o com-
bate, com ataque de oportunidade e ataque coordenado, empregando duas brigadas e
um RCMec realizando flancoguarda.)
2) Módulo de Adestramento empregados no planejamento das ações.
OM (tipo de OM) PPA MDA

b. Lições aprendidas durante o exercício


Descrever as observações sobre fatos realizados que necessitam ser difundidos
para a Força Terrestre (SFC).
c. Observações para evolução doutrinária
Descrever as observações sobre o QCP e QDM das OM tipo envolvidas e sobre
ações que não estão previstas na doutrina e precisam ser reguladas, ou sobre aspectos
previstos na doutrina e que devem ser melhorados ou modificados decorrentes de
fatos ocorridos no ETASS (SFC).

7. CONCLUSÃO
a. Sucinta, de forma a apresentar a opinião do Comando aplicador sobre a validade
do Exc.
b. Apresentar sugestões para a realização no ano seguinte, como mudanças de data,
modificação de modelo de exercício e outros.
c. Outras julgadas pertinentes.

19 DEZ 11 COTER
13 - 7 SIMEB
ANEXO C -RELATÓRIO DE EXERCÍCIO DE MOBILIZAÇÃO (Modelo)

Armas nacionais
Cabeçalho

RELATÓRIO DO EXERCÍCIO DE MOBILIZAÇÃO DA OPERAÇÃO


_____________________________
1. FINALIDADE
2. REFERÊNCIAS
3. OBJETIVOS
4. QUADRO RESUMO DA MOBILIZAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS

NECESSIDADE INCORPORADO (B/A)


EFETIVOS CONVOCADOS APRESENTADO
(A) (B) %
Ten
3º Sgt
Cb
Sd
Atdr (SFC)
Total

5. PRINCIPAIS OBSERVAÇÕES
a. Planejamento
b. Pessoal
c. Saúde e Perícias Médicas
d. Pagamento
e. Instrução
f. Resultado do Tiro de Instrução Básico
g. Logística
h. Transporte
i. Aplicação dos Recursos Financeiros
j. Comunicação Social

19 DEZ 11 COTER
13 - 8 SIMEB
6. PONTOS FORTES

7. OPORTUNIDADES DE MELHORIA

8. ANEXOS
a. Resultado da Pesquisa de Opinião
b. Fotos

19 DEZ 11 COTER
13 - 9 SIMEB
ANEXO D -RELATÓRIO DE INFORMAÇÕES DOUTRINÁRIAS OPERA-
CIONAIS (RIDOP) (Modelo)

Armas nacionais
Cabeçalho

RELATÓRIO DE INFORMAÇÕES DOUTRINÁRIAS OPERACIONAIS

1. COMANDO MILITAR DE ÁREA

2. ANO

3. ANEXOS

4. RESPOSTAS AOS ELEMENTOS ESSENCIAIS DE INFORMAÇÕES


DOUTRINÁRIAS(EEID)

5. OUTRAS INFORMAÇÕES DOUTRINÁRIAS (Colocar, como título, somente


o setor da doutrina relacionado com o assunto a ser tratado. Exemplo: Setor de Dou-
trinade Combate):
a. Manuais e Outras Publicações
1) Que necessitam ser elaborados
2) Que necessitam ser revisados
3) ................................................
b. Quadros de Organização (QO)
1) Compatibilização dos QO em vigor com os manuais
2) QO que necessitam ser elaborados
3) QO que necessitam ser revisados
4) ...............................................
c. Material
1) Compatibilização do material existente ou previsto com o emprego doutrinário
(deficiências, problemas, vulnerabilidades, etc);
2) ................................................
d. Outros Assuntos
1) Setor de Doutrina de Apoio ao Combate;

19 DEZ 11 COTER
13 - 10 SIMEB
2) Setor de Doutrina de Apoio Logístico;
3) Setor de Doutrina de C2 - Guerra Eletrônica;
4) ...............................................
OBSERVAÇÃO: fazer uma breve apreciação em cada item e, se possível,
apresentar observações e sugestões.
ANEXOS: “A” ..................................

19 DEZ 11 COTER
14 - 1 SIMEB

CAPÍTULO 14

MOBILIZAÇÃO E DESMOBILIZAÇÃO DE PESSOAL

14.1 FINALIDADE

Estabelecer a orientação geral para o planejamento e a execução da Mobilização


e Desmobilização de Pessoal no âmbito da Força Terrestre.

14.2 OBJETIVOS
a. Criar uma mentalidade de mobilização, com vistas a conscientizar os militares
sobre a importância do potencial de mobilização militar para assegurar a capacidade
dissuasória e operacional da FTer e sua relevância no contexto da Estratégia
Nacional de Defesa, proporcionando à tropa os conhecimentos indispensáveis a uma
mobilização eficaz.
b. Adestrar os integrantes do Sistema de Mobilização do Exército (SIMOBE)
na prática da mobilização de pessoal, que permita, em curto prazo, a ampliação da
estrutura militar da F Ter.
c. Reciclar os reservistas, reforçando não somente as técnicas e táticas militares,
mas, principalmente, os conceitos comportamentais relacionados com as virtudes e
atitudes militares.
d. Preparar o militar a ser desmobilizado das fileiras do Exército, com a aquisição
ou o aperfeiçoamento de habilitações profissionais, para o reingresso na vida civil.
e. Proporcionar aos reservistas, por intermédio do Programa de Desmobilização
do Militar Temporário (PDMT), a possibilidade de comprovar as habilitações e os
ensinamentos adquiridos no Exército que sejam aproveitados na iniciativa privada.
f. Estabelecer parâmetros referentes aos custos de mobilização e de
desmobilização.
19 DEZ 11 COTER
14 - 2 SIMEB
14.3 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

a. A Mobilização Nacional é entendida como um processo pelo qual toda a


Nação se prepara para um conflito armado, tendo, portanto, um caráter nacional. Está
regulamentada pelo Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB).
b. A mobilização de pessoal deve ser baseada na Lei do Serviço Militar e nas
Instruções Reguladoras da Mobilização dos Recursos Humanos (IR 20-20).
c. O planejamento para o emprego do pessoal mobilizado deve estar pronto desde
o tempo de paz, bem como a definição de recursos e efetivos necessários a atender o
emprego da F Ter.
d. A desmobilização de militares temporários compreende o conjunto de medidas
adotadas pelo Exército que visa a preparar para a vida civil os oficiais temporários,
sargentos temporários, cabos e soldados engajados, podendo ser estendido aos Cb e
Sd do EV que, por força de dispositivos legais ou em decorrência da necessidade do
serviço, não venham a ter prorrogado o seu tempo de permanência no serviço ativo.
e. A criação de mecanismos para que o militar temporário tenha condições, ainda
durante o serviço ativo, de participar de atividades de formação e de capacitação
profissional civil, possibilita aos comandantes, em todos os níveis, soluções simples e
criativas com resultados efetivos para a F Ter.

14.4 MOBILIZAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS

a. Tipos de exercícios
1) Exercício de Mobilização da Força de Defesa Territorial (EDT)
a) Exercício planejado e conduzido por DE/RM/GU, orientado pelos C Mil
A, com mobilização de reservistas de 2ª categoria e da reserva de 1ª e 2ª classes, a fim
de compor uma ou mais Companhias de Guarda Territorial.
b) Destina-se a testar o Planejamento de Defesa Territorial dos C Mil A,
elaborado, normalmente, pelas RM.
c) À guisa de treinamento, os exercícios de Op GLO de C Mil A/DE/RM/
GU poderão ser aproveitados para a execução do EDT, desde que a tropa mobilizada
seja empregada em suas missões específicas (PSE).
2) Exercício de Mobilização de OM Operacional.
a) Exercício planejado pelos Cmdo enquadrantes e executado por OM
Operacionais, orientado pelos C Mil A, com mobilização de reservistas de 1ª categoria
e da reserva de 2ª classe, afim de compor uma ou mais SU / Pel de OM Op.
b) A OM executante deverá direcionar a reciclagem da instrução para as
missões planejadas pelo escalão enquadrante no exercício no terreno.
c) Destina-se a avaliar a capacidade de recompletamento imediato das OM

19 DEZ 11 COTER
14 - 3 SIMEB
Operacionais.
3) Exercício de Mobilização da Força de Resistência (EFR)
a) Modalidade experimental de Exercício de Mobilização de OM
Operacionais, voltado para a validação da Doutrina e dos Planejamentos referentes
à IP 100-3 (BASES PARA MODERNIZAÇÃO DA DOUTRINA DE EMPREGO
DA FORÇA TERRESTRE – DOUTRINA GAMA), particularmente nos aspectos
relativos à mobilização de pessoal para compor a Força de Resistência.
b) Devido ao caráter confidencial do exercício, este será regulado em
Diretriz específica pelo COTER.
4) Exercício de Mobilização da Força de Mobilização (EFM) - Exercício
planejado e executado por uma Divisão de Exército (DE), orientado pelos C Mil A,
com mobilização de militares da reserva de 1ª classe, a fim de compor o Comando de
uma Brigada e os Cmdo de OM valor Btl. Considerando a natureza da mobilização
dos Recursos Humanos, exclusivamente de oficiais, sua aplicação é mais adequada
nos ETASS.
5) Exercício de Adestramento de Grande Comando Logístico (Exe Adst G
Cmdo Log)
a) Exercício planejado pelos C Mil A e executado por uma RM dentro do
contexto Operação de Adestramento Conjunto.
b) Visa avaliar a capacidade de mobiliar um Cmdo RMTO e Comandos de
Bases Logísticas (Ba Log).
6) Exercício de Apresentação da Reserva (EXAR)
a) Exercício de mobilização que consiste apenas na apresentação dos reser-
vistas para atualização dos dados pessoais.
b) É planejado e conduzido pela Diretoria do Serviço Militar.
7) Sempre que possível, os Exercícios de Mobilização de Recursos
Humanos(Exc MRH) deverão ser realizados no contexto de exercícios de campanha
que envolvam o emprego de GU.
b. Prescrições Comuns aos Exercícios de Mobilização
1) Cada exercício compreenderá duas fases:
a) 1ª fase: Preparo (Planejamento, Determinação de Carências, Seleção e
Convocação); e
b) 2ª fase: Execução (Apresentação, Instrução, Exercício no Terreno e
Desmobilização).
2) Pessoal
a) A convocação deverá ser feita com uma majoração da ordem de 50%
para os soldados; de 70% para os graduados e de 100% para os oficiais, de forma
a compensar possíveis faltas na apresentação ou incapacidade física detectada na

19 DEZ 11 COTER
14 - 4 SIMEB
inspeção de saúde, exceção feita ao pessoal pertencente às Qualificações Militares
(QM) cuja reserva mobilizável seja considerada pelas RM como pequena nas
respectivas zonas de mobilização. Estas deverão ter sua majoração estipulada em
100% do efetivo previsto do elemento mobilizado, independentemente do posto ou
graduação.
b) Os claros porventura existentes, particularmente de oficiais (Cel, TC, Maj
e Cap) e de praças (ST, 1º e 2º Sgt), deverão ser preenchidos com militares da ativa.
c) A fim de abreviar o período de atualização da Instrução Militar, os
reservistas deverão pertencer, preferencialmente, às turmas licenciadas nos anos A-1,
A-2, A-3 e A-4, considerando-se “A” o ano do exercício, nas proporções aproximadas
de 50%, 25%, 15% e 10%, respectivamente.
d) O pessoal convocado para o Exercício de Mobilização terá assegurado
o retorno ao cargo, função ou emprego que exercia ao ser convocado, nos termos do
art.196 do RLSM e do art. 472 do Decreto Lei Nr 5.452, de 1º de maio de 1943 (CLT).
e) Remuneração de Pessoal
(1) Os militares da Reserva Remunerada, quando mobilizados, continuarão
a receber seus proventos normais. Os outros direitos remuneratórios previstos em Lei
serão regulados, oportunamente.
(2) O reservista mobilizado fará opção pelos vencimentos com base nas
prescrições contidas na LSM e no RLSM. Caso opte pelos vencimentos devidos ao
militar da ativa, deverá perceber remuneração proporcional aos dias de mobilização
nos respectivos postos ou graduações para os quais foram convocados.
3) Instrução
a) A reciclagem da instrução visa a permitir, em curto prazo, que os
mobilizados sejam:
(1) readaptados à vida militar;
(2) capacitados ao exercício de tarefas fundamentais inerentes ao militar
em combate; e
(3) preparados para o desempenho de cargos que lhes são afetos no QO
da OM.
b) Os Objetivos Individuais de Instrução, constantes dos PP das séries
BRAVO e QUEBEC, deverão ser selecionados a fim de atingir os objetivos da
reciclagem e cumprir as missões previstas para o exercício.
c) As condições físicas dos convocados devem ser permanentemente
avaliadas e consideradas.
d) O exercício de campanha deverá ser conduzido no quadro de uma situação
hipotética.
4) Logística
a) Saúde
19 DEZ 11 COTER
14 - 5 SIMEB
(1) As atividades relativas às inspeções de saúde deverão ser pautadas
rigorosamente nas Instruções Gerais para a Inspeção de Saúde de Conscritos das
Forças Armadas (IGISC) e nas Instruções Reguladoras das Perícias Médicas no
Exército (IR30-33).
(2) As Inspeções de Saúde deverão ser realizadas, obrigatoriamente, por
uma Junta de Inspeção de Saúde Especial (JISE) nomeada pela Região Militar. A
JISE utilizará o Sistema Informatizado de Perícias Médicas (SIPMED), disponível na
internet, seguindo as orientações da Diretoria de Saúde.
(3) No SIPMED, as Juntas deverão utilizar, no campo grupo geral, a
finalidade “Mobilização da Reserva não Remunerada”, e no campo parecer, deverão
ser exarados os seguintes pareceres, de acordo com as condições do reservista:
(a) Apto A;
(b) Incapaz B1;
(c) Incapaz B2; e
(d) Incapaz C.
(4) Os membros da JISE responsáveis pelas inspeções deverão ser
extremamente criteriosos durante o exame físico, haja vista que não contará com
exames complementares, como subsídio à emissão dos pareceres.
(5) Deverão ser previstas a prestação de apoio médico e a evacuação,
prioritariamente, para hospitais militares.
b) Transporte
(1) Deverá ser efetuado, preferencialmente, em viaturas militares durante
o período do exercício.
(2) O convocado deverá ser ressarcido do valor da passagem, em meio
de transporte terrestre, de sua residência até a OM de vinculação ou para o Centro de
Reunião e vice-versa.
(3) Poderão ser utilizados meios de transporte locados necessários aos
exercícios.
c) O fardamento e a munição deverão ser solicitados às Regiões Militares
pela OM executante em A-1, para inserção no Contrato de Objetivos Logístico junto
ao COLOG, podendo ser fornecido aos mobilizados o suprimento disponível naquela
OM.
d) O recompletamento de material de campanha, de comunicações e equi-
pamento individual necessários deverão ser solicitados às Regiões Militares, sob a
forma de empréstimo.
e) As OM, em princípio, concederão dispensa total da instrução e do serviço
a um efetivo de militares igual ao de convocados, de forma que não haja acréscimo na
quantidade de etapas de alimentação.
f) Atividades de Comunicação Social e Relações Públicas
19 DEZ 11 COTER
14 - 6 SIMEB

DATA PÚBLICO ALVO EVENTO VEÍCULO DE COM


Até Palestras sobre
Público Interno Palestra
D-30 mobilização
Matéria reportando e
População dos
esclarecendo a - Rádio e Jornais
D-15 Municípios
realização do - Faixas
Tributários
Exc Mob
Informação e difusão
População da R do da importância do
D-1 Folder
Exc Cmp Exercício – ACISO,
SFC.
Palestra de
Término Reservistas - Palestra
desmobilização e
Exc Mobilizados - Pesquisa
pesquisa de opinião
5) Prescrições Diversas
a) Durante todo o exercício, será adotado o regime de internato, exceção feita
ao Exercício da Força de Mobilização (EFM) e da Força de Resistência (F Res).
b) Especial atenção deverá ser dada à desmobilização dos reservistas.
c) A apresentação do reservista convocado para o exercício será registrada e
considerada como enquadrada pela legislação em vigor e o dispensará, no respectivo
ano, da apresentação no EXAR.
d) Os elementos convocados para o exercício que, sem justificativa, deixarem
de comparecer incorrerão no pagamento de multa prevista na LSM e no RLSM.
e) Os C Mil A deverão remeter ao COTER, até 30 dias após o término de cada
exercício, um relatório sobre seu desenvolvimento.
f) Sugere-se que os Cmt OM que realizaram ExcMob enviem ofício ao
empregador, agradecendo a liberação do empregado e enaltecendo, quando for o caso,
a participação do reservista no referido exercício.
g) O COLOG poderá propor, mediante coordenação com o COTER, a
realização de exercícios de mobilização de recursos logísticos (ExcMob RL) em
complemento aos ExcMob Recursos Humanos.
c. Atribuições para os Exercícios de Mobilização
1) EME
- Expedir a Portaria de Convocação, até 60 (sessenta) dias antes da
realização do exercício.
2) Comando de Operações Terrestres
a) Assessorar o EME no tocante ao adestramento da reserva mobilizável e
sua regulamentação.

19 DEZ 11 COTER
14 - 7 SIMEB
b) Regular, no Programa de Instrução Militar a realização dos exercícios
de adestramento da reserva mobilizável, conforme as orientações do EME.
c) Analisar e remeter ao EME os relatórios dos exercícios de mobilização.
d) Acompanhar o planejamento e a execução dos exercícios.
e) Provisionar as OM/UG executantes com os recursos financeiros (ND15,
30, 33 e 39) e o combustível operacional necessários à realização do exercício.
f) Confirmar junto ao COLOG, DGP e SEF a realização dos exercícios
de mobilização previstos no PIM, detalhando, quando possível, os efetivos a serem
mobilizados e as OM executantes.
3) Comandos Militares de Área
a) Inserir no SAP o planejamento dos exercícios de mobilização previstos
no PIM, a fim de serem consolidados no Contrato de Objetivos.
b) Elaborar a Diretriz particular regulando a atividade de instrução e a
preparação da tropa mobilizada no exercício em sua Área.
c) Acompanhar o planejamento e a execução dos exercícios em sua Área.
d) Remeter, de acordo com o calendário estabelecido pelos Órgãos de
Direção Setorial respectivos, as necessidades para a realização dos exercícios de
mobilização, particularmente quanto aos itens que se seguem:
(1) ao Comando Logístico suprimentos Cl I, II e V.
(2) ao Departamento-Geral do Pessoal recursos financeiros para
pagamento de diárias e transporte, quando for o caso.
(3) ao COTER
(a) Recursos financeiros para aquisição de material de consumo e
de prestação de serviços (exceto para o EXAR) nas atividades de mobilização e de
instrução.
(b) Combustível.
4) Comando Logístico
- Provisionar as OM executantes com os suprimentos solicitados.
5) Departamento-Geral do Pessoal
a) Provisionar as RM com os recursos financeiros para pagamento do
transporte dos reservistas, por ocasião da convocação e desmobilização, quando estes
residirem fora da guarnição da OM executante.
b) Acompanhar e expedir orientações para o uso do SERMILMOB, por
intermédio da Diretoria de Serviço Militar, nos exercícios mobilização dos recursos
humanos.
c) Orientar, por intermédio da Diretoria de Saúde, a execução de perícias
médicas com o SIPMED pela Junta de Inspeção de Saúde Especial (JISE).

19 DEZ 11 COTER
14 - 8 SIMEB
6) Secretaria de Economia e Finanças
- Provisionar as OM/UG, por intermédio do CPEx, com os recursos
financeiros necessários ao pagamento do pessoal mobilizado.
7) Regiões Militares
a) Coordenar os trabalhos de convocação dos reservistas e executar o apoio
dos recursos logísticos necessários aos exercícios.
b) Elaborar a Diretriz particular, regulando a mobilização de recursos
humanos e logísticos.

14.5 DESMOBILIZAÇÃO DE PESSOAL TEMPORÁRIO

a. Programa de Desmobilização de Militares Temporários (PDMT)


1) Período
No ano em que o militar, por força de dispositivo legal, ou por necessidade
do serviço, vier a deixar o serviço ativo.
2) Atividades
Voltadas para a qualificação dos recursos humanos, podendo, ou não,
utilizar convênio com instituições civis especializadas.
3) Horário de realização das atividades
Durante parte do expediente diário da OM.
4) Local de realização das atividades
A ser definido pelo Cmdo OM, sob Coor do Cmt da Guarnição (quando for
o caso).
5) Participantes do programa
Todos os militares que estejam no último período de engajamento, por força
de lei ou por interesse do serviço, e os Cb e Sd do EV, que desejarem, a critério do
Cmt OM.
6) Despesas com o programa
Não há previsão de serem distribuídos recursos financeiros da F Ter
para a realização do PDMT. Os diversos escalões de comando deverão, quando da
operacionalização das parcerias necessárias à realização das atividades do PDMT,
procurar reduzir,ao máximo, os custos repassados aos participantes do programa, a
quem caberá arcar com estes no seu próprio interesse. Um dos exemplos dessa busca
por economia pode ser o uso das instalações da OM.
Os estados e municípios, quando devidamente motivados, poderão dispor
de mecanismos que contribuam para diminuir os custos de realização dos cursos
previstos no PDMT.
7) Comprovantes da participação no PDMT
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14 - 9 SIMEB
a) Por ocasião do licenciamento do militar participante do programa, ser-
lhe-á fornecido um documento com as seguintes informações.
b) Desempenho no Curso de Qualificação de Soldado e/ou de Cabo
(resultados, qualificação obtida, matérias cursadas, carga horária e aproveitamento
final).
c) Funções e cargo(s) desempenhados durante o seu tempo de permanência
no serviço ativo e a correspondência com as atividades civis.
d) Comprovante da habilitação técnica obtida pela conclusão de curso,
em estabelecimento de ensino e/ou instituição profissionalizante, reconhecido pelos
órgãos governamentais competentes.
8) Responsabilidade
A responsabilidade de planejar e coordenar o PDMT é do Cmt OM,
sendo seu executor o Chefe da 3ª Seção, que irá viabilizá-lo, considerando os meios
disponíveis e as demais atividades nas quais a OM esteja engajada.
O Programa de Desmobilização de Militares Temporários, elaborado pelo
Cmt da OM, deverá ser encaminhado ao escalão superior, para fins de conhecimento
e aprovação.
b. Programa “Projeto Soldado-Cidadão” (PSC)
1) O “Projeto Soldado-Cidadão” é um programa de governo que tem por
finalidade oferecer capacitação técnico-profissional básica aos jovens brasileiros
durante a prestação do Serviço Militar, visando a proporcionar melhores condições
para a inserção no mercado de trabalho, por intermédio de cursos de formação
profissionalizante.
2) O público alvo a ser atingido deve ser constituído por militares de perfil
socioeconômico carente e que necessitem de formação profissional básica que os
habilite à inserção no mercado de trabalho, no momento de seu licenciamento das
fileiras do Exército.
3) O Programa é conduzido pelo COTER. Para tanto, fixa os efetivos dos
Estados a serem contemplados, realiza a distribuição e o acompanhamento dos
recursos financeiros e a execução do PSC e determina o período de realização dos
cursos.
4) São empregadas Organizações Militares selecionadas, que designam Oficiais
Coordenadores Estaduais com as seguintes atribuições:
a) levantar os cursos de interesse. Os cursos profissionalizantes escolhidos
devem proporcionar empregabilidade, com rápida inserção no mercado de trabalho e/
ou geração de renda;
b) distribuir as vagas, por município/OM; e
c) realizar a contratação e acompanhamento dos cursos.
5) Os Coordenadores Estaduais empregam Coordenadores Locais (por

19 DEZ 11 COTER
14 - 10 SIMEB
Guarnição e/ou OM), para a distribuição de vagas e acompanhamento dos cursos.
c. Ações a Serem Desenvolvidas
1) COTER e C Mil A: buscar parcerias, em nível nacional ou regional, com
entidades de ensino e instituições profissionalizantes qualificadas no preparo de mão-
de-obra.
2) Cmdo RM, DE e Bda: estabelecer contatos e formalizar parcerias com os
diversos estabelecimentos de ensino e instituições profissionalizantes existentes em
suas áreas de atuação, visando à operacionalização de cursos de preparação de mão-
de-obra.
3) Cmdo OM:
a) Buscar parcerias, em nível local, com entidades de ensino e instituições
profissionalizantes qualificadas no preparo de mão-de obra.
b) Elaborar e implementar um programa de desmobilização de militares
temporários, de forma a proporcionar-lhes as melhores condições para o retorno à
vida civil, com a devida aprovação do escalão superior.
c) Fazer constar em Boletim Interno todas as atividades relacionadas com o
PDMT, desde que não interfiram no funcionamento e na segurança da OM.

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15 - 1 SIMEB

CAPÍTULO 15

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O APOIO DA MARINHA E DA


FORÇA AÉREA

15.1 CONCEITUAÇÕES GERAIS

a. Missão Conjunta (Mis Cj) é a missão que se caracteriza pelo emprego


coordenado de embarcações da Marinha do Brasil ou aeronaves da Força Aérea
Brasileira para operações, exercícios, adestramento e atividades administrativas, sem
que haja, no escalão considerado, a constituição de um Comando único.
b. Organização Militar Apoiada (OM apoiada) é a Organização Militar (OM) que
solicitou apoio da outra Força.
c. Organização Militar Apoiadora (OM apoiadora) é a Organização Militar da
Marinha ou Força Aérea que apoia uma OM do Exército.

15.2 APOIO DA MARINHA

a. Considerações iniciais
1) A Força Terrestre poderá contar com o Apoio Naval na realização de seus
exercícios de Adestramento.
2) Este apoio poderá ser realizado pelo transporte de tropas ou material e,
também, pelo Apoio de Fogo Naval.
b. Atribuições para a solicitação de apoio à Marinha do Brasil
1) C Mil A e DECEx

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a) Elaborar as Solicitações de Missões Conjuntas (SMC), que deverão conter:
(1) o tipo de apoio pretendido (Trnp Mat , Pes ou Ap F Nav);
(2) período, área ou porto envolvido;
(3) unidade participante e sua organização;
(4) necessidade de Adestramento preparatório;
(5) necessidade de participação da MB nos Plj da tropa terrestre; e
(6) efetivo de Pes, nº e tipo de Vtr; Eqp a embarcar, peso e volume, entre
outros dados julgados relevantes.
b) Remeter as SMC ao COTER.
c) Após recebido o Plano de Missões Conjuntas já aprovado:
(1) realizar todas as ligações relativas ao apoio com o Distrito Naval
correspondente; e
(2) estabelecer, ou delegar às OM apoiadas, contato com o Distrito Naval
ou OM-MB encarregada da missão, para coordenação de detalhes, utilizando-se dos
meios de ligação disponíveis. Observação: O Comando de Operações Navais (CON)
orienta para que seja feito um contato preliminar com o Distrito Naval ou OM de
Marinha, antes da confecção da SMC, para se verificar a viabilidade técnica para o
apoio solicitado pelo EB.
2) COTER
a) Receber a documentação remetida pelos C Mil A e DECEx, consolidá-
la e remetê-la ao Comando de Operações Navais (CON) para aprovação.
b) Informar aos C Mil A / DECEx as SMC aprovadas pelo CON.

15.3 APOIO DA FORÇA AÉREA

a. Conceituações específicas
1) Esforço Aéreo Disponibilizado junto à Força Aérea (Esf Ae - FAB) é
o número de horas de vôo estabelecido, anualmente, pelo Comando-Geral de
Operações Aéreas (COMGAR), por tipo de aeronave, por Comando Aéreo Regional
(COMAR) e por Unidade Aérea da FAB. Tem por objetivo permitir o planejamento
e o cumprimento dos Planos de Missões Conjuntas (PMC), do Plano de Missões
Aeroterrestres (PMAet) e dos Planos de Apoio à Amazônia (PAA), com base nas
necessidades apresentadas pelo COTER.
2) Hora de voo (HV): é o tempo transcorrido entre a decolagem (trem de pouso
fora do solo) e o pouso (trem de pouso toca o solo) da aeronave.
3) Solicitação de Missão Conjunta (SMC): é o documento elaborado pela OM
para discriminar suas necessidades de Missões Conjuntas com a Força Aérea. Deve
ser encaminhado ao Comando Militar de Área / Órgão de Direção Setorial (C Mil

19 DEZ 11 COTER
15 - 3 SIMEB
A / ODS), seguindo o canal de comando, para análise e priorização por parte deste,
baseado nas orientações do COTER.
4) Quadro Anual de Missões Conjuntas (QAMC - FAB): é o documento
elaborado anualmente pelo C Mil A/ODS para discriminar todas as Missões Conjuntas
propostas para o ano “A+1” das suas OM subordinadas. Exceção feita às missões
aéreas previstas para serem cumpridas pelos respectivos COMAR.
5) Proposta de Missões Conjuntas com as Forças Aéreas (PpMCFAe): é o
documento elaborado trimestralmente pelo COTER, baseado no QAMC-FAB, para
discriminar e propor as Missões Conjuntas às II, III e V FAe para fi ns de aprovação e
confecção do PMC de um determinado trimestre.
6) Plano de Missões Conjuntas das Forças Aéreas (PMC-FAe): é o documento
elaborado trimestralmente pelas II, III e V FAE para discriminar as Missões Conjuntas
do Exército aprovadas para execução.
7) Proposta de Missões Conjuntas junto ao COMAR (PpMCCOMAR): é o
documento elaborado pelo C Mil A para discriminar e propor as Missões Conjuntas a
um Comando Aéreo Regional (COMAR), caso tenha sido contemplado pelo COTER
com esse esforço aéreo específico.
O C Mil A consolidará as necessidades de suas OM e dos ODS sediados
em sua área de responsabilidade, respeitando as cotas de horas de vôo por tipo de
aeronaves distribuídas pelo COTER, e encaminhará a PpMC diretamente ao COMAR,
conforme periodicidade e normas estabelecidas por esse órgão da Força Aérea, para
fins de aprovação e confecção do PMC.
8) Plano de Missões Conjuntas do COMAR (PMC-COMAR): é o documento
elaborado por um COMAR para discriminar as Missões Conjuntas de um determinado
C Mil A aprovadas para execução. A periodicidade deste documento obedece às
normas estabelecidas por esse órgão da Força Aérea.
9) Missão Aeroterrestre (Mis Aet): missão que se caracteriza pelo deslocamento
e lançamento aéreo de tropas e equipamentos das Unidades Aeroterrestres, para o seu
emprego imediato em Adestramentos, Exercícios e Operações Militares.
10) Solicitação de Missão Aeroterrestre (SMAet): é o documento elaborado
pela OM Aet para discriminar suas necessidades de Missões Aeroterrestres com a
Força Aérea. Deve ser encaminhado ao C Mil A, seguindo o canal de comando, para
análise e priorização por parte deste, baseado nas orientações do COTER.
11) Proposta de Missões Aeroterrestres (PpMAet): é o documento elaborado,
mensalmente, pelo COTER, baseado na consolidação das SMAet da Brigada
de Infantaria Paraquedista, da Brigada de Operações Especiais e 3ª Cia de Forças
Especiais para fins de aprovação e confecção do PMAet de um determinado mês junto
à Força Aérea e aos demais COMAR.
12) Plano de Missões Aeroterrestres (PMAet): é o documento elaborado,
mensalmente, pela V FAe e pelos COMAR para discriminar as Mis Aet do Exército

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15 - 4 SIMEB
aprovadas para execução.
13) Plano de Apoio à Amazônia (PAA): é o documento elaborado pela V FAe
pelo I e VII COMAR para discriminar as missões de apoio logístico às Organizações
Militares sediadas na região Norte, com base nas propostas apresentadas diretamente
pelo Comando Militar da Amazônia (CMA) e no esforço aéreo distribuído pelo
COTER.
14) Solicitação de Missão Conjunta Extraordinária (SMCE): é o documento
elaborado pela OM, a qualquer tempo, para discriminar suas necessidades de Missões
Conjuntas Extraordinárias junto à Força Aérea, se houver excepcionalidade que exija
a missão. Quando se tratar de Mis Cj junto às FAe ou Mis Aet, deve ser encaminhado
ao COTER, seguindo o canal de comando, para processamento, análise e remessa para
fins de aprovação e execução. Quando se tratar de Mis Cj junto a um COMAR, deve
ser encaminhada ao C Mil A correspondente, para processamento, análise e remessa
para fins de aprovação e execução.
b. O Esforço Aéreo Disponibilizado
Os C Mil A / ODS remeterão ao COTER, até 1º de junho do ano A, suas
necessidades de HV para o ano A+1, para fins de PMC, PMAet e PAA. O COTER
informará ao COMGAR o quantitativo de HV para atender ao esforço aéreo do
Exército no ano A+1, após consolidar e analisar as informações.
c. Atribuições
1) COTER:
a) regular os processos e procedimentos específicos;
b) planejar, realizar e coordenar as reuniões trimestrais para tratar das
Missões Conjuntas;
c) receber dos C Mil A/ODS as necessidades de HV para o ano A+1, até 1º
de junho do ano A, para fins de PMC, PMAet e PAA;
d) informar ao COMGAR, até 30 Jun do ano A, o quantitativo de HV para
atender ao esforço aéreo necessário para cumprir os PMC, PMAet e PAA no ano A+1;
e) informar aos C Mil A, ODS e ODG o esforço aéreo autorizado pelo
COMGAR para os PMC-COMAR e PAA;
f) maximizar o emprego do esforço aéreo disponibilizado pelo COMGAR;
g) participar das reuniões de coordenação previstas pelas II, III e V FAe;
h) analisar os QAMC-FAB elaborados pelos C Mil A/ODS;
i) elaborar as PpMC-FAe e remeter às II, III e V FAe, para fins de aprovação;
j) elaborar as PpMAet e remeter à V FAe e aos COMAR, para fins de
aprovação;
k) analisar as SMCE remetidas pelos C Mil A/ODS e, se for o caso,
encaminhá-las às II, III e V FAe ou aos COMAR (Missão Aet), para fins de aprovação;

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15 - 5 SIMEB
l) receber e distribuir os PMC-FAe e os PMAet aos Órgãos interessados; e
m) estabelecer os contatos necessários com a II, III e V FAE e com os
COMAR (Missão Aet), a fim de coordenar as alterações no PMC-FAe e PMAet.
2) C Mil A/ODS:
a) regular para as OM sob seu comando a execução do previsto no presente
capítulo;
b) participar das reuniões de coordenação previstas pelo COTER para
tratar sobre as Missões Conjuntas, por meio de um representante, quando julgar
conveniente;
c) receber, consolidar, estudar e priorizar as SMC dos escalões subordinados;
d) regular para as OM sob seu comando e para os ODS sediados em sua
área de responsabilidade os procedimentos específicos para as Missões Conjuntas
que serão cumpridas pelo COMAR;
e) informar ao COTER as suas necessidades de HV para o ano A+1, para
fins de PMC, PMAet e PAA, até 1º de junho do ano A;
f) estabelecer os contatos necessários com o COMAR, caso tenha esforço
aéreo alocado junto a ele, visando a coordenar o emprego das HV disponibilizadas
pelo COTER;
g) especificamente o CMA deverá informar, diretamente à V FAe, ao I e ao
VII COMAR as Missões Conjuntas que deverão constar nos PAA;
h) OTIMIZAR o emprego das HV. Para isso, por ocasião da elaboração
do QAMC-FAB, deve-se realizar um planejamento que evite o deslocamento de
aeronaves sem pessoal ou material embarcado pois, até o retorno à sede da aeronave,
todas as horas são contabilizadas na cota do Exército;
i) elaborar o QAMC-FAB e encaminhá-lo ao COTER;
j) analisar as SMCE recebidas e encaminhar ao COTER, caso a missão
não possa ser cumprida com o esforço aéreo disponibilizado junto ao COMAR para
emprego direto pelo C Mil A;
k) remeter, diretamente ao COMAR, se for o caso, as PpMCCOMAR
(necessidades de suas OM e dos ODS sediados em sua área de responsabilidade) e as
SMCE que possam ser cumpridas com o esforço aéreo disponibilizado junto àquele
Órgão para emprego pelo C Mil A;
l) redistribuir os PMC e os PMAet recebidos aos elementos subordinados;
m) informar ao COTER o cancelamento das SMC inseridas no QAMC-
FAB, se for o caso;
n) informar ao COTER, trimestralmente, as HV consumidas do esforço
aéreo alocado junto ao COMAR;
o) informar ao COTER, em 48 horas, as Missões Conjuntas previstas no

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PMC-FAe e canceladas por solicitação das OM apoiadas ou determinação desse
escalão; e
p) informar ao COTER as Missões previstas no PMC-FAe ou no PMAet
canceladas pela OM apoiadora.
3) Bda Inf Pqdt - Bda Op Esp - 3ª Cia F Esp:
a) regular, para as OM sob seu comando, a execução do previsto no presente
anexo;
b) informar ao CML, ao CMP e ao CMA, respectivamente, as suas
necessidades de HV para ano A+1, para fins de PMAet;
c) participar das reuniões de coordenação previstas pelo COTER para
tratar sobre as Missões Aeroterrestres, por meio de um representante, quando julgar
conveniente;
d) estabelecer os contatos necessários com a V FAe e com os COMAR para
ajustar as missões já aprovadas em PMAet;
e) remeter ao C Mil A correspondente as SMAet que deverão constar nos
PMAet;
f) redistribuir os PMAet recebidos, aos elementos subordinados;
g) informar ao C Mil A as missões aéreas previstas no PMAet canceladas
pela OM apoiadora; e
h) informar ao COTER, trimestralmente, as HV consumidas do esforço
aéreo alocado junto à V FAe e aos COMAR para fins de PMAet.
4) Organização Militar Apoiada:
a) planejar as Linhas de Ação (LAç) alternativas para todas as SMC, pois,
eventualmente, mesmo constando no PMC, a missão poderá ser abortada pelas FAB;
b) informar ao C Mil A/ODS a quantidade de HV necessárias para o ano
A+1, para fins de PMC, seguindo o canal de comando;
c) confeccionar as SMC ou SMCE;
d) encaminhar as SMC ou SMCE ao C Mil A/ODS para fins de análise;
e) receber do escalão superior os PMC e o PMAet;
f) solicitar ao COTER em tempo útil, via canal de comando, a alteração
de qualquer missão prevista no PMC-FAe ou no PMAet (a solicitação pode ser
diretamente à OM apoiadora, desde que não acarrete aumento de HV e tenha sua
concordância e autorização);
g) estabelecer contato telefônico com a II, III ou V FAe e com o COMAR
(Missão Aet), após receber os PMC-FAe e o PMAet, no mínimo 15 dias antes da
execução da missão aérea, com o intuito de coordenação pormenorizada;
h) informar diretamente à OM apoiadora a necessidade de cancelamento
de qualquer Missão constante dos PMC ou PMAet, além de cumprir as normas do

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escalão superior;
i) informar ao C Mil A/ODS, em 24 horas, as Missões Conjuntas previstas
no PMC-FAe ou no PMAet e canceladas por solicitação da própria OM apoiada; e
j) informar ao C Mil A/ODS, em 24 horas, as Missões Conjuntas previstas
no PMC-FAe ou no PMAet e canceladas pela OM apoiadora.
d. Tipos de Missões Aéreas
Para fins de Solicitação de Missão Conjunta (SMC) junto à Força Aérea,
devem ser considerados os seguintes tipos de missões aéreas.
MISSÃO SIGLA MISSÃO EM QUE:
Uma aeronave exerce a vigilância
de uma área marítima em busca de
Antissubmarino MAS
submarinos, mediante observação visual
e(ou) sensores.
Ataque a alvos de Uma aeronave efetua ataque, simulado
MAT
superfície ou não, a alvo de superfície.
Uma aeronave armada, ou não, exerce
a vigilância de uma área marítima, em
Esclarecimento aéreo MEA
busca de alvos de superfície, mediante
observação visual e(ou) por sensores.
Uma aeronave efetua voo com altura,
velocidade e direção definidas, para
Exercício antiaéreo MAA
acompanhamento por parte da Artilharia
Antiaérea.
Uma aeronave efetua lançamentos de
Lançamento de material MLM
carga adequadamente preparada.
Uma aeronave efetua o lançamento
Lançamento de
MLP de militares adestrados em saltos com
paraquedistas
paraquedas.
Destina-se ao emprego da aeronave
para ligar os Comandos entre si e entre
estes e seus elementos subordinados,
Ligação e comando MLC
transportando militares ou mensagens
indispensáveis ao Comando e Controle
das Forças.

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Uma aeronave conduz um oficial,


com curso de observador aéreo, com
a finalidade de proporcionar informes
Observação aérea MOA
sobre o movimento e o dispositivo das
Forças de Superfícies e objetivos de
interesse militar.
O observador de Artilharia executa,
Observação de tiro MOT em aeronave, a condução do tiro de
artilharia.
Uma aeronave reboca um alvo para
Reboque de alvo MRB
treinamento da Artilharia Antiaérea.
Uma aeronave busca informações,
com o objetivo de planejar e executar
Reconhecimento aéreo MRA missões, dentro de uma área de interesse,
mediante de observação visual e(ou)
sensores.
Uma aeronave transporta material com
Transporte de material MTM cubagem, peso e dimensões de maior
volume, conhecidos.
Uma aeronave efetua o transporte de
Transporte de pessoal MTP
militares.
É efetuado o treinamento, em aeronave,
Treinamento de embarque
MED de embarque e desembarque de carga e
e desembarque
de tropa, devidamente adestrada.
e. Prescrições Diversas
1) As Missões Aeroterrestres e as de Apoio à Amazônia não serão objeto do
QAMC-FAB.
2) Após a aprovação dos PMC-FAe e a conseqüente distribuição aos C Mil A/
ODS, todas as ligações de coordenação com a OM apoiadora devem ser estabelecidas
pela OM apoiada.
3) Os QAMC-FAB remetidos ao COTER, após a análise de fatores operacionais
ou logísticos, poderão sofrer alterações por ocasião da elaboração das Propostas de
Missões Conjuntas com as Forças Aéreas (PpMC-FAe), visando à otimização do
emprego das aeronaves.
4) Quando houver superposição de missões e o conseqüente conflito entre o
PAA, PMC e PMAet, caberá ao COTER definir e informar às II, III ou V FAe e aos
COMAR a missão prioritária.

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O EMPREGO DE AERONAVES DA FAB NÃO DEVERÁ CONSTAR NAS SOLICITAÇÕES DE


PCI. CASO SEJA NECESSÁRIO O EMPREGO DE AERONAVES PARA ATENDER A DETERMINADO
PCI (APROVADO), DEVERÁ SER SOLICITADO VIA SMC (INFORMAR QUE VISA A ATENDER PCI).

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Mais uma realização da Seção de Editoração Gráfica
1ª Subchefia/COTER

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