JEFFERSON ALLAN SOUZA ALMEIDA
TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSSIVO
Causas, sintomas e tratamentos
FEIRA DE SANTANA
2022
JEFFERSON ALLAN SOUZA ALMEIDA
TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSSIVO
Causas, sintomas e tratamentos
Trabalho para conclusão do
segundo semestre do curso de
Psicologia da Universidade do
Salvador – UNIFACS.
Professoras: Roberta Machado
e Ariana Bitencourt
FEIRA DE SANTANA
2022
Transtorno Obsessivo Compulsivo
O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é uma doença mental grave,
caracterizada por ações e atitudes de personalidade obsessivas e compulsivas. Ele
está diretamente relacionado aos distúrbios de ansiedade. A pessoa com esse
transtorno reflete a sua obsessão em pensamentos, imagens recorrentes e impulsos
persistentes que são vivenciados de forma intrusiva e não controlada.
Com relação à compulsão, estão os comportamentos e atos mentais repetitivos
relativos a essa sua obsessão desenvolvida, ou seja, a pessoa com esse transtorno
não consegue controlar esses pensamentos obsessivos e acaba por adotar atitudes
repetitivas que, de certa forma, trás um pseudo-alívio a essas necessidades e os
sintomas de ansiedade relacionados à doença. Esses atos são considerados
popularmente como rituais, acontecem várias e várias vezes, repetidamente e de
maneira sistemática que interferem em suas atividades pessoais, profissionais e
inclusive nas rotinas comuns do dia a dia. Além de que, o não cumprimento desses
"rituais" provocam uma sensação de que algo ruim possa acontecer.
As principais causas do Transtorno Obsessivo Compulsivo, assim outras condições
mentais como o transtorno de ansiedade generalizada, ainda não são totalmente
compreendidas, mas incluem três fatores principais: a) Biologia, quando resulta na
alteração da química do corpo ou nas funções cerebrais nos indivíduos; b) Genética,
apesar de não terem sido identificados de forma específica, pode ocorrer; c) Meio
Ambiente, pode desencadeador do transtorno, mas também não há necessidade de
mais pesquisas a respeito. De forma geral, compreende-se que o Transtorno
Obsessivo Compulsivo como uma manifestação de um conjunto de fatores, desde
características hereditárias ao estilo de vida, estrutura familiar e exposição a
situações de estresse. Enfim, o TOC é um transtorno complexo e heterogêneo, pois
pode se manifestar através de uma grande variedade de sintomas.
Há alguns fatores que podem aumentar o risco de desenvolver ou desencadear
Transtorno Obsessivo Compulsivo, a saber: histórico familiar, situações do dia a dia
da vida estressantes, ou ainda outros transtornos mentais, como a ansiedade, a
depressão, o abuso de substâncias, tiques, etc.
Muitos são os sintomas do Transtorno Obsessivo Compulsivo e entre os principais
temos: I) as Obsessões: alterações do pensamento, dúvidas e a necessidade de ter
certeza; preocupação excessiva com sujeira, germes ou contaminação;
pensamentos, cenas ou impulsos indesejáveis e impróprios relacionados a sexo;
preocupação com simetria, exatidão ou ordem; superstição com números, cores,
datas e horários que podem causar desgraças. II) Compulsões. III) Rituais e
repetições. IV) Indecisão. V) Lentidão. VI) Aflição. VII) Medo. VIII) Culpa. Entre
outros.
Como já citamos anteriormente o Transtorno Obsessivo Compulsivo é uma condição
complexa que muitas vezes não é simples para se diagnosticar. Mas, com o objetivo
de trazer a luz, profissionais de saúde mental, estabeleceram um diagnóstico mais
preciso e, consequentemente, orientar o melhor tratamento, definiram-se dois
subtipos principais da condição, que são:
Transtorno Obsessivo Compulsivo Subclínico, em que as obsessões e rituais se
repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa;
Transtorno Obsessivo Compulsivo, em que as obsessões persistem até o
exercício da compulsão que alivia a ansiedade.
Esses subtipos podem ser diagnosticados previamente aos 18 anos.
Vale ressaltar que os sintomas apresentados e relatados pelo próprio paciente,
destacando-se principalmente por:
1) Medo de contaminação, esse subtipo aumentou no contexto delicado de saúde
que se vive hoje por conta da pandemia da COVID-19.
2) Simetria, nesses casos, o paciente imagina que a desorganização pode ter
consequências muito negativas;
3) Pensamentos proibidos abrangem as obsessões relacionadas à agressão, sexo,
religião e a temas considerados tabus;
4) Compulsões de checagem, ou seja, um medo do vazamento de gás leva a
checagem compulsiva do fogão;
5) Tiques, geralmente tem forte ligação com vivência da fase infantil, podendo ser
tiques ligados à ordem, posição ou classificação.
Às vezes, mesmo cientes do quadro de obsessão, os pacientes têm uma grande
resistência em procurar ajuda, mesmo tendo razóes para saber que o tratamento
pode trazer resultados incríveis. Infelizmente, isso nem sempre acontece, por várias
razões: as pessoas acham que ninguém irá compreendê-los; b) não se dão conta de
que os seus comportamentos repetitivos, popularmente considerados “manias” são,
na verdade, sintomas do TOC; c) sentem vergonha dos seus rituais, que eles
mesmos reconhecem como inapropriados; medo dos seus pensamentos recorrentes
e persistentes, “ruins” e invasivos; d) sentem culpa por imaginar que podem ser
pessoas más, que podem vir a por em prática as imagens ou impulsos absurdos.
Todavia, é de fundamental importância que, a quaisquer sinais dos sintomas do
TOC as pessoas busquem ajuda de um especialista: psicólogos e psiquiatras.
Existem formas típicas que as pessoas podem tentar conseguir reduzir ou até
mesmo eliminar, possíveis consequências associadas às obsessões em si mesmos.
Como por exemplo:
Evitar o contato com objetos ou situações que representam “perigo”;
Tentar vigiar e afastar “maus” pensamentos;
Anular um pensamento “ruim” com um pensamento “bom”
Contudo, mesmo que essas estratégias pareçam gerar um resultado imediato para
quem convive com o TOC, elas não tratam a causa dos eventos e do transtorno.
Para finalizar nossa abordagem, vamos falar um pouco sobre o tratamento do
Transtorno Obsessivo Compulsivo que, em geral, apenas um especialista pode
diagnosticar e interferir propondo um tratamento, mas você pode considerar alguns
aspectos para se compreender como tendo ou não o TOC. Vários profissionais
poderão ajudá-lo com tratamentos efetivos que aliviam o seu sofrimento e que,
dependendo do caso, podem levar à remissão parcial ou total dos sintomas, além de
ensiná-lo estratégias que poderão auxiliá-lo a prevenir eventuais recaídas, são eles:
clínicos gerais; neurologistas; psiquiatras; psicólogos; pediatras, no caso do
transtorno aparecer em crianças. O conjunto dessas especialidades ou de algumas
dessas categorias médicas, irão avaliar quais são os melhores tipos de tratamento
para cada caso e nível do transtorno. Por exemplo, algumas possibilidades de
tratamento são:
1. Medicamentos: remédios psicotrópicos são boas opções para tratar a maior parte
dos transtornos obsessivos compulsivos. A principal classe é a dos
antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina, que permitem, sobretudo
em doses mais elevadas, atuar diretamente na redução dos sintomas da
condição;
2. Terapia cognitiva comportamental: uma abordagem bastante prática orientada por
psicólogos que faz com que o paciente reconheça os ambientes e situações que
funcionam como gatilhos para deflagrar os tiques e respostas que trazem
prejuízos. Em poucas sessões, costuma-se ter ganhos interessantes para a
qualidade de vida.
Os especialistas garantem que ter pequenas manias de organização, e de escolhas
por caminhos e meios de executar uma função é normal; passa a ser um transtorno
obsessivo compulsivo quando se transforma em um ritual, que toma tempo, gere
angústia, desistência de compromissos e atrasos constantes. O importante é ter em
mente que buscar ajuda significa apostar em uma reconexão com você e com as
pessoas que convivem com você. Entretanto, o caminho da mudança depende da
sua iniciativa em romper o tabu próprio e deixar sua mente e vida aberta a
melhorias.
Buscar ajuda é sempre o melhor caminho.
Bibliografia
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tratamentos/
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