EB10-R-01.
003
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO DO EXÉRCITO
REGULAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO DO EXÉRCITO
(RAE)
1ª Edição
2021
EB10-R-01.003
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO DO EXÉRCITO
REGULAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO DO EXÉRCITO
(RAE)
1ª Edição
2021
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO DO EXÉRCITO
PORTARIA – C Ex No 1.555, DE 9 DE JULHO DE 2021
EB: 64689.003469/2021-24
Aprova o Regulameno de Adminisração do
Exércio (RAE), EB10-R-01.003, 1ª Edição, 2021.
O COMANDANTE DO EXÉRCITO, no uso da aribuição que lhe conere o ar. 1º do Decreo
de 24 de maio de 1994, combinado com o ar. 19 da Lei Complemenar nº 97, de 9 de junho de 1999,
resolve:
Ar. 1º Fica aprovado o Regulameno de Adminisração do Exércio (RAE), EB10-R-
01.003, 1ª Edição, 2021, que com esa baixa.
Ar. 2º Esa Poraria enra em vigor em 2 de agoso de 2021.
(Publicado no Bolem do Exércio nº 29, de 23 de julho de 2021)
FOLHA REGISTRO DE MODIFICAÇÕES
NÚMERO DE ATO DE PÁGINAS
DATA
ORDEM APROVAÇÃO AFETADAS
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO DO EXÉRCITO
REGULAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO DO EXÉRCITO (RAE) – EB10-R-01.003
ÍNDICE DOS ASSUNTOS
Ar.
CAPÍTULO I - DAS GENERALIDADES
Seção I - Da Finalidade.............................................................................................................................1º
Seção II - Das Conceiuações...................................................................................................................2º
Seção III - Dos Princípios Fundamenais.............................................................................................3º/6º
Seção IV - Da Esruura do Exércio....................................................................................................7º/8º
CAPÍTULO II - DA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DAS ORGANIZAÇÕES MILITARES
Seção I - Das Generalidades....................................................................................................................9º
Seção II - Da Criação, Localização de Sede, Subordinação, Organização, Transormação e Exnção de
Organizações Miliares......................................................................................................................10/15
Seção III - Da Concessão e Cassação de Auonomia Adminisrava.................................................16/19
Seção IV - Da Delegação de Compeência...............................................................................................20
CAPÍTULO III - DOS AGENTES DA ADMINISTRAÇÃO E SEUS AUXILIARES
Seção I - Dos Agenes da Adminisração...........................................................................................21/41
Seção II - Dos Auxiliares dos Agenes da Adminisração........................................................................42
CAPÍTULO IV - DOS PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS
Seção I - Das Generalidades....................................................................................................................43
Seção II - Dos Bens Parimoniais........................................................................................................44/47
Seção III - Do Suprimeno..................................................................................................................48/56
Seção IV - Do Recebimeno e Exame.................................................................................................57/64
Seção V - Da Inclusão no Parimônio.................................................................................................65/68
Seção VI - Dos Regisros Conábeis...................................................................................................69/71
Seção VII - Da Disribuição às Frações da Organização Miliar.........................................................72/75
Seção VIII - Da Descarga....................................................................................................................76/85
Seção IX - Dos Recolhimenos...........................................................................................................86/87
Seção X - Da Alienação.......................................................................................................................88/90
Seção XI - Da Movimenação de Pessoal...........................................................................................91/96
CAPÍTULO V - DAS RESPONSABILIDADES
Seção I - Dos Princípios Básicos.......................................................................................................97/114
Seção II - Da Responsabilidade Funcional.............................................................................................115
Seção III - Da Responsabilidade Pessoal........................................................................................116/121
Seção IV - Da Responsabilidade Coleva.......................................................................................122/123
Seção V - Da Passagem de Função................................................................................................124/133
Seção VI - Dos Prejuízos e Indenizações........................................................................................134/138
CAPÍTULO VI - DAS PRESCRIÇÕES DIVERSAS.................................................................................139/143
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 2/32)
CAPÍTULO I
DAS GENERALIDADES
Seção I
Da Finalidade
Ar. 1º O Regulameno de Adminisração do Exércio (RAE), EB10-R-01.003, em por
nalidade esabelecer os preceios gerais para as avidades adminisravas do Comando do Exércio.
§ 1º Prescrições parculares relavas ao raameno pormenorizado de quesões
anenes à gesão orçamenária, nanceira, parimonial e conábil, consuirão legislação especíca,
complemenar a ese Regulameno.
§ 2º As avidades adminisravas em campanha obedecerão a manuais de campanha e
a ouras publicações especícas.
Seção II
Das Conceiuações
Ar. 2º Para eeios dese Regulameno, são adoados os seguines conceios básicos:
I - adianameno ou suprimeno de undos - designação genérica para enrega de
numerário a servidor, sempre precedida de empenho na doação própria, para o m de realizar
despesas que, pela excepcionalidade, a criério do Ordenador de Despesas (OD) e sob sua ineira
responsabilidade, não possa subordinar-se ao processo normal de aplicação, assim considerada
conorme legislação em vigor;
II - Adminisração Pública - adminisração direa e indirea da União, dos esados, do
Disrio Federal e dos municípios, inclusive as endades com personalidade jurídica de direio privado
sob conrole do poder público e as undações por ele insuídas ou mandas;
III - Adminisração Direa - a exercida pelos serviços inegrados na esruura
adminisrava da Presidência da República e dos minisérios;
IV - Adminisração Indirea - exercida por endades doadas de personalidade jurídica
própria, ais como auarquias, undações, empresas públicas e sociedades de economia misa;
V - Adminisração do Exércio - conjuno ormado por odas as organizações inegranes
do Comando do Exércio, nas quais agenes designados pracam os aos necessários à gesão dos
recursos humanos, maeriais e nanceiros, visando ao alcance dos Objevos Esraégicos do Exércio;
VI - agene da adminisração - odo miliar ou servidor civil que planeja, execua, parcipa
ou conrola avidades de gesão orçamenária, nanceira, conábil, parimonial ou de recursos
humanos;
VII - avidades adminisravas - conjuno de procedimenos que viabiliza a práca dos
aos e aos adminisravos resulanes da ação dos agenes da adminisração, em odos os níveis
considerados;
VIII - ao adminisravo - maniesação de vonade da Adminisração Pública que, agindo
nessa qualidade, enha por objevo a produção de eeios jurídicos para implemenação do ineresse
público e, no âmbio da conabilidade, não decorre aleração do parimônio;
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 3/32)
IX - aribuições - obrigações inerenes a um cargo, denro dos limies da legislação
especíca;
X - auonomia adminisrava - compeência aribuída a uma organização miliar (OM)
para a práca de aos e aos conábeis e adminisravos decorrenes da gesão de bens e valores da
União e de erceiros;
XI - cargo - conjuno de aribuições, deveres e responsabilidades aeos ao miliar ou
servidor civil, especicado na esruura organizacional de uma OM;
XII - comandane - designação genérica, equivalene a chee, direor ou oura
denominação dada a miliar que, invesdo de auoridade legal, or responsável pela adminisração,
emprego, insrução e disciplina de uma OM;
XIII - comissão - aribuição emporária de serviço a um ou mais agenes, não exisene na
esruura organizacional de uma OM;
XIV - comissão de conraação/liciação - conjuno de agenes da adminisração
designados em caráer permanene ou especial, com a unção de receber, examinar e julgar
documenos relavos às liciações e aos procedimenos auxiliares;
XV - conrao adminisravo - ajuse enre órgãos ou endades da adminisração pública
e parculares, em que há um acordo para a ormação de vínculo e a espulação de obrigações
recíprocas, regulados pelas cláusulas e pelos preceios de direio público;
XVI - encargos - obrigações comedas a um agene que, pela sua generalidade,
peculiaridade, duração, vulo ou naureza, não são caalogadas nas esruuras organizacionais das OM
ou em ouros diplomas legais;
XVII - exercício nanceiro - período coincidene com o ano civil, denido para ns de
segregação e organização dos regisros relavos à arrecadação de receias, à execução de despesas e
aos aos gerais de adminisração orçamenária, nanceira e parimonial da adminisração pública;
XVIII - ao adminisravo - evenos maeriais que repercuem na esera jurídico-
adminisrava e, no âmbio da conabilidade, do qual decorre aleração do parimônio;
XIX - unção - exercício das aribuições, deveres e responsabilidades inerenes a um cargo
ou comissão;
XX - gesão - planejameno, execução, conrole, avaliação e apereiçoameno dos
processos e procedimenos relavos à aplicação de quaisquer recursos colocados à disposição de uma
OM, para a consecução de seus objevos insucionais, exigindo o cumprimeno de meas e a busca
incessane da ecácia e eciência das ações implemenadas;
XXI - liciação - é o processo adminisravo ormal, por meio do qual a adminisração
pública realiza:
a) alienação e concessão de direio real de uso de bens;
b) compra, inclusive por encomenda;
c) locação;
d) concessão e permissão de uso de bens públicos;
e) conraações de presação de serviços, inclusive os écnico-prossionais
especializados;
) obras e serviços de arquieura e engenharia; e
g) conraações de ecnologia da inormação e de comunicação;
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 4/32)
XXII - maerial carga ou carga - bens do parimônio público que esão sob a gesão de uma
OM;
XXIII - órgãos gesores responsáveis - são os órgãos de direção seorial e de apoio do
Comando do Exércio e os órgãos de assessorameno direo e imediao ao Comandane do Exércio,
responsáveis por planejar e promover ações direcionadas à gesão dos recursos colocados à sua
disposição;
XXIV - Órgão Provedor (OP) - OM incumbida da execução das avidades de suprimeno,
manuenção e conrole de maeriais de ineresse do Exércio;
XXV - parimônio público - conjuno de direios e bens, angíveis ou inangíveis,
adquiridos, ormados, produzidos, recebidos, mandos ou ulizados pelas OM, que represene um
benecio presene ou uuro, inerene ao cumprimeno da missão insucional do Exércio Brasileiro;
XXVI - pedido provisório - é a soliciação não realizada por inermédio das erramenas
disponíveis no sisema corporavo de conrole parimonial ulizado no Comando do Exércio;
XXVII - responsabilidade solidária - ocorre quando há mulplicidade de devedores, os
quais esão obrigados pela oalidade da dívida, e cada ular, isoladamene, responde pela oalidade
do valor devido, embora assisa o direio de regresso aos demais;
XXVIII – responsabilidade subsidiária - ocorre quando há uma ordem a ser observada para
cobrar a dívida, na qual o devedor subsidiário só pode ser acionado após aquela não er sido oalmene
adimplida pelo devedor principal, endo caráer acessório ou suplemenar;
XXIX - segregação de unções - é a separação de unções, de al orma que esejam
segregadas enre pessoas dierenes, a m de reduzir o risco de erros ou de ações inadequadas ou
raudulenas, e implica, normalmene, dividir as responsabilidades de auorização, execução, regisro e
conrole de ransações, bem como de manuseio dos avos relacionados;
XXX - sindicância - é o procedimeno ormal, apresenado por escrio, que em por
objevo a apuração de aos de ineresse da adminisração miliar, quando julgado necessário pela
auoridade compeene, ou de siuações que envolvam direios;
XXXI - Termo Circunsanciado Adminisravo (TCAdm) - é um insrumeno de apuração
simplicado, que pode ser ulizado como alernava à sindicância, endo como requisios:
a) prejuízo de pequeno valor;
b) responsável pelo dano previamene idencado;
c) ausência de indícios de condua dolosa ou de má-é, ainda que de orma subjeva; e
d) inexisência de documeno normavo especíco, que deermine a insauração
obrigaória de sindicância;
XXXII - Tomada de Conas Especial (TCE) - é um processo adminisravo devidamene
ormalizado, com rio próprio, para apurar responsabilidade por ocorrência de dano à adminisração
pública ederal, com apuração de aos, quancação do dano, idencação dos responsáveis e
obenção do respecvo ressarcimeno;
XXXIII - omada de conas exraordinária - é o processo de conas consuído por ocasião
da exnção, liquidação, dissolução, ransormação, usão, incorporação ou desesazação de unidades
jurisdicionadas, cujos responsáveis esejam alcançados pela obrigação previsa no ar. 70, parágrao
único, da Consuição Federal de 1988, para apreciação pelo Tribunal de Conas da União (TCU), nos
ermos da Lei Orgânica do TCU, sendo, no Comando do Exércio, insaurada somene pelo Comandane
do Exércio ou auoridade delegada; e
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 5/32)
XXXIV - Unidade Gesora (UG) - organização miliar cadasrada no Sisema Inegrado de
Adminisração Financeira do Governo Federal (SIAFI), invesda do poder de gerir recursos
orçamenários, nanceiros e/ou parimoniais, bem como de realizar aos e aos de gesão de bens da
União e de erceiros.
Seção III
Dos Princípios Fundamenais
Ar. 3º A Adminisração do Exércio é pare inegrane da Adminisração Pública Direa e
a ela se subordina, segundo legislação especíca.
Ar. 4º O Comando do Exércio adminisra suas avidades, propõe a sua organização e
prepara o Exércio para o cumprimeno de sua desnação consucional e avidades subsidiárias.
Ar. 5º As avidades adminisravas do Comando do Exércio obedecerão aos mesmos
princípios previsos no ordenameno jurídico para a Adminisração Federal e, ainda, a ouros princípios
parculares necessários ao aendimeno de suas peculiaridades.
Parágrao único. Publicações especícas proporcionarão a permanene aualização e o
pereio enendimeno de odos os princípios de que raa o capu dese argo.
Ar. 6º Sisemas corporavos inormazados especícos do Comando do Exércio,
inegrados ou não a sisemas do Governo Federal, proporcionarão os insrumenos necessários ao
desenvolvimeno das suas avidades adminisravas.
Parágrao único. Documenos especícos denirão os sisemas corporavos necessários
às avidades adminisravas do Comando do Exércio, os órgãos inernos responsáveis pelo seu
uncionameno e suas possíveis vinculações a sisemas corporavos do Governo Federal.
Seção IV
Da Esruura do Exércio
Ar. 7º O Comando do Exércio em sua esruura denida por legislação especíca,
compreendendo órgãos próprios e endades vinculadas.
Ar. 8º A esruura e as avidades adminisravas das endades vinculadas ao Comando
do Exércio são regidas por legislação própria.
CAPÍTULO II
DA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DAS ORGANIZAÇÕES MILITARES
Seção I
Das Generalidades
Ar. 9º A Organização Miliar (OM) é oda esruura do Comando do Exércio que possua
denominação ocial, quadro de organização (QO) e quadro de cargos previsos (QCP) próprios.
§ 1º OM valor unidade é aquela cujo comando, chea ou direção é privavo de ocial
superior, exceo as subunidades independenes.
§ 2º A OM com auonomia adminisrava é denominada UG no SIAFI.
§ 3º A OM é denominada Unidade de Adminisração dos Serviços Gerais (UASG) quando
cadasrada no Sisema Inegrado de Adminisração dos Serviços Gerais (SIASG).
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 6/32)
§ 4º OM com auonomia adminisrava plena é a que, esando cadasrada no SIAFI com
um Código de Unidade Gesora (CODUG), em compeência para realizar aos e aos de gesão
orçamenária, nanceira, parimonial e de pessoal, próprios ou sob descenralização, bem como emir
parecer e julgar direios, cujo ular esá sujeio à presação de conas, em conormidade com o
disposo no parágrao único do ar. 70 da Consuição Federal de 1988.
§ 5º OM com auonomia adminisrava parcial é a que, esando cadasrada no SIAFI
com CODUG, enconra-se vinculada a uma OM com auonomia adminisrava plena, para ns
especícos, conorme deerminado em poraria de concessão ou cassação de auonomia adminisrava.
§ 6º OM sem auonomia adminisrava é a que, não sendo UG, não execua qualquer
ao de gesão, devendo esar vinculada a uma OM com auonomia adminisrava plena, para o exercício
de sua vida vegeava.
Seção II
Da Criação, Localização de Sede, Subordinação, Organização, Transormação e Extnção de
Organizações Miliares
Ar. 10. A criação, localização de sede, subordinação, ransormação e exnção de OM de
valor superior a unidade são processadas por ao presidencial, mediane proposa do Comandane do
Exércio, por inermédio do Minisro de Esado da Deesa.
Parágrao único. Os aos a que se reere o capu dese argo, relavos às OM de valor
unidade ou inerior, são da compeência do Comandane do Exércio.
Ar. 11. O ao de organização de uma OM criada e demais aos complemenares
necessários à execução da decisão presidencial ou do Comando do Exércio serão baixados pelo
Comandane do Exércio, mediane proposa do Esado-Maior do Exércio (EME).
Ar. 12. A criação, organização, aleração de sede e ransormação de OM subordinam-se
à legislação em vigor, ao planejameno esraégico do Exércio e à sisemáca que assegure desno, em
empo oporuno, aos seus recursos humanos e maeriais.
§ 1º O planejameno para a exnção de uma OM incluirá, ambém, a previsão dos
recursos orçamenários necessários à movimenação de pessoal e ao ranspore de maeriais.
§ 2º Os documenos e os bens perencenes a uma OM exna serão raados conorme
legislação especíca.
Ar. 13. Os órgãos compeenes do Comando do Exércio expedirão documenos
especícos, dealhando, na esera de sua compeência, as providências a serem omadas, em
decorrência da criação, organização, aleração de sede, ransormação ou exnção de OM.
Ar. 14. Os aos de criação e organização de uma OM serão ranscrios no seu primeiro
bolem inerno.
Ar. 15. Os aos de ransormação, aleração de sede ou exnção de uma OM serão
ranscrios no seu bolem inerno de encerrameno de avidades.
Seção III
Da Concessão e Cassação de Auonomia Adminisratva
Ar. 16. Compee ao Comandane do Exércio, ou ao chee do órgão que receber
delegação de compeência, conceder ou cassar a auonomia adminisrava de OM.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 7/32)
Ar. 17. O ao de concessão de auonomia adminisrava indicará se a OM erá
auonomia adminisrava plena ou parcial, ciando, nese úlmo caso, as avidades adminisravas nas
quais poderá agir de orma auônoma e a OM à qual esará vinculada para execução das demais
avidades.
Ar. 18. Os aos de concessão ou cassação de auonomia adminisrava e de vinculação
ou desvinculação adminisrava de uma OM serão ranscrios em seu bolem inerno e divulgados, por
meio de documeno ocial, a odos os órgãos direamene ligados às suas avidades.
Ar. 19. Legislação especíca esabelecerá as condições de execução das medidas
decorrenes do ao de aleração da siuação adminisrava de uma OM.
Seção IV
Da Delegação de Compeência
Ar. 20. A delegação de compeência é ulizada como insrumeno de descenralização
adminisrava para assegurar maior rapidez e objevidade às ações decisórias.
§ 1º A delegação de compeência, no âmbio do Comando do Exércio, sempre será
realizada para miliar de menor precedência hierárquica que o delegane, respeiando-se a segregação
de unções.
§ 2º O ao de delegação indicará, com precisão, a auoridade delegane, a auoridade
delegada, as aribuições objeo da delegação e, se or o caso, o seu prazo de vigência.
§ 3º O prazo de vigência será indeerminado, quando não or indicado no ao da
delegação.
§ 4º O ao de delegação poderá ser revogado a qualquer empo pela auoridade
delegane.
§ 5º Para obenção de maior eeio descenralizador, o ao de delegação poderá
auorizar a subdelegação, à qual se aplicam odas as disposições relavas à delegação.
§ 6º A delegação de compeência da unção de OD será regulada em legislação
especíca.
CAPÍTULO III
DOS AGENTES DA ADMINISTRAÇÃO E SEUS AUXILIARES
Seção I
Dos Agenes da Adminisração
Ar. 21. Para ns dese Regulameno, são agenes da adminisração:
I - dirigene máximo;
II - gesor de ação orçamenária;
III - ordenador de despesas;
IV - scal adminisravo;
V - encarregado do seor de pessoal;
VI - encarregado do seor de conabilidade;
VII - encarregado do seor nanceiro (esoureiro);
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 8/32)
VIII - encarregado do seor de maerial (almoxarie);
IX - encarregado do seor de aprovisionameno (aprovisionador);
X - encarregado da seção de aquisições, liciações e conraos (SALC);
XI - agene de conraação;
XII - encarregado da conormidade dos regisros de gesão;
XIII - gesor de conrao;
XIV - scal de conrao;
XV - comandane de Subunidade (SU) incorporada;
XVI - chee de serviços;
XVII - miliares e servidores públicos civis em geral;
XVIII - ocial de dia;
XIX - encarregado de maerial da SU;
XX - encarregados de depósios, de ocinas ou de maerial; e
XXI - qualquer pessoa sica a que se enha aribuído compeência para exercer avidade
adminisrava, de acordo com a legislação em vigor.
Parágrao único. As aribuições dos agenes da adminisração e a capaciação exigida
para o exercício dessas unções serão reguladas pela Secrearia de Economia e Finanças (SEF).
Ar. 22. O dirigene máximo, ainda que delegue compeências a erceiros, é o principal
responsável:
I - pela gesão da OM, omando odas as providências de caráer adminisravo
necessárias ao desempenho das avidades m e meio da OM;
II - pelos aos e aos adminisravos pracados na sua OM; e
III - pelo angimeno de meas esabelecidas.
§ 1º Para ns dese Regulameno, o dirigene máximo é o Comandane, Chee ou Direor
da OM.
§ 2º Nas OM com auonomia adminisrava, o comandane poderá exercer ou delegar a
unção de OD, conorme legislação especíca.
Ar. 23. O gesor de ação orçamenária é o responsável por um conjuno de operações,
do qual resula produo ou serviço necessário à manuenção da ação do Exércio ou concorre para sua
expansão ou apereiçoameno.
Ar. 24. O OD realiza aos que resulam em alerações do parimônio, emissão de
empenho, auorização de pagameno, suprimeno de undos ou dispêndio de recursos da União ou
pelos quais responda.
Ar. 25. O scal adminisravo é responsável pelo assessorameno ao OD, nos assunos
de gesão parimonial e, no que couber, orçamenária e nanceira.
Ar. 26. O encarregado do seor de pessoal (gesor de pessoal) é o principal assessor do
comando na adminisração e direção do pessoal miliar e civil da OM.
Ar. 27. O encarregado do seor de conabilidade é o responsável pela orienação, análise
e proposa de solução para corrigir evenuais inconsisências nos regisros conábeis dos aos e aos da
gesão orçamenária, nanceira e parimonial, de acordo legislação especíca.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 9/32)
Ar. 28. O encarregado do seor nanceiro (esoureiro) é o responsável pela execução
das avidades conábeis e nanceiras na OM, de acordo com os preceios dese Regulameno e na
orma da legislação especíca.
Ar. 29. O encarregado do seor de maerial (almoxarie) é o responsável pela gesão do
maerial recebido pela OM, compreendida pela guarda, localização, segurança e preservação, a m de
suprir adequadamene as necessidades.
§ 1º Aos gesores de quaisquer depósios ou ocinas vinculados à adminisração direa
das OM cabem as aribuições do encarregado do seor de maerial, no que lhes or aplicável.
§ 2º Incluem-se enre os depósios e ocinas a que se reere o § 1º dese argo, os
localizados nos OP, parques regionais, baalhões de manuenção, arsenais de guerra e ouras OM que
auam em proveio regional ou do Comando do Exércio.
Ar. 30. O encarregado do seor de aprovisionameno (aprovisionador) é o responsável
pela gesão das avidades relacionadas à alimenação do pessoal e à segurança alimenar.
Ar. 31. O encarregado da SALC é o responsável pela condução dos processos e
procedimenos das conraações públicas e alienações realizadas pela OM, bem como pela elaboração
dos ermos de conrao.
Ar. 32. O agene de conraação é o responsável por omar decisões, acompanhar o
râmie da liciação, dar impulso ao procedimeno liciaório e execuar quaisquer ouras avidades
necessárias ao bom andameno do cerame, aé a homologação.
§ 1º O agene de conraação será auxiliado por equipe de apoio e responderá
individualmene pelos aos que pracar, salvo quando induzido a erro pela auação da equipe.
§ 2º Em liciação que envolva bens ou serviços especiais, desde que observados os
requisios esabelecidos em legislação especíca, o agene de conraação poderá ser subsuído por
comissão de conraação ormada por, no mínimo, 3 (rês) membros.
§ 3º Em liciação na modalidade pregão, o agene responsável pela condução do
cerame será designado pregoeiro.
Ar. 33. O encarregado da conormidade dos regisros de gesão é o responsável pela
cercação dos regisros dos aos e aos de execução orçamenária, nanceira e parimonial realizados
pela OM e da exisência de documenos hábeis que suporem as operações regisradas.
Ar. 34. O gesor de conrao é o agene da adminisração designado para coordenar e
comandar o processo de gesão e scalização da execução conraual.
Ar. 35. O scal de conrao é o agene da adminisração responsável pelo
acompanhameno da execução dos conraos nos aspecos previsos em norma especíca.
Ar. 36. O comandane de SU incorporada é o execuor das avidades adminisravas
dessa ração e responsável, porano, por odos os aos e aos adminisravos que resularem de sua
ação.
Ar. 37. Os chees de serviços são os execuores das avidades de saúde, de veerinária e
ouras especiais, bem como responsáveis pela adminisração dos respecvos seores, segundo o
esabelecido na legislação pernene.
Ar. 38. Os miliares e servidores civis em geral, além dos seus encargos uncionais,
podem ser designados para inegrar grupos de rabalhos, comissões, represenações e ouras missões
na área da adminisração, que sejam compatveis com a sua habiliação e posição hierárquica.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 10/32)
Ar. 39. O ocial de dia, como represenane do comando, direção ou chea, omará
conhecimeno, ora das horas de expediene ou mesmo durane ese, quando or o caso, de odas as
ocorrências que possam redundar em aos adminisravos.
Ar. 40. O encarregado de maerial da SU é o auxiliar do comandane da SU na
adminisração desa e deenor direo de sua carga.
Parágrao único. Quando a SU incorporada se desacar para local onde que sem poder
ligar-se, diariamene, com a sede da OM a que perence, o encarregado de maerial erá aribuições
análogas às do encarregado do seor de maerial e do encarregado do seor de aprovisionameno,
desde que não seja poso um ocial à disposição da SU para o desempenho dessas aribuições.
Ar. 41. O encarregado de depósio, de ocina ou de maerial é o agene responsável
pela execução dos regisros de conrole, pela guarda dos bens esocados, pela manuenção dos
equipamenos, bem como pela adminisração das avidades do respecvo seor.
Seção II
Dos Auxiliares dos Agenes da Adminisração
Ar. 42. Os auxiliares dos agenes da adminisração são miliares ou servidores civis,
designados pelo comandane da OM, para auxiliá-los em suas respecvas unções.
CAPÍTULO IV
DOS PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS
Seção I
Das Generalidades
Ar. 43. Os procedimenos adminisravos relavos aos crédios, recursos nanceiros,
aquisições, despesas, liciações, conraos, pessoal e conabilidade parimonial (regisros conábeis) são
raados em legislação especíca expedida pelo Governo Federal, Minisério da Deesa e Comando do
Exércio.
Parágrao único. Os procedimenos adminisravos, cuja divulgação possa prejudicar ou
causar risco a ações das Forças Armadas, serão regidos por legislação especíca.
Seção II
Dos Bens Parimoniais
Ar. 44. Todos os bens parimoniais sob gesão de qualquer OM do Comando do Exércio
perencem à União.
Parágrao único. Os bens parimoniais adquiridos por orça de convênios podem
consuir exceção ao disposo nese argo, desde que em ais convênios consem cláusulas especícas,
regulando a propriedade desses bens.
Ar. 45. Para eeio dese Regulameno, os bens parimoniais da União classicam-se em:
I - quano ao cuso:
a) de alo cuso - os que orem avaliados a valor líquido conábil superior a cinco vezes o
limie espulado para aquisições de maeriais, por meio de dispensa de liciação pelo valor previso na
lei que regula a realização de liciações e conraos na adminisração pública;
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 11/32)
b) de baixo cuso - os que orem avaliados a valor líquido conábil igual ou inerior ao
previso na alínea “a” dese inciso; e
c) bens a valor juso de mercado - os que orem avaliados por comissão insuída para
esse m, com base no preço que seria recebido pela venda do bem no mercado na daa de mensuração;
II - quano à angibilidade:
a) bens angíveis - ambém chamados corpóreos ou maeriais, são aqueles que exisem
sicamene, ou seja, passíveis de serem ocados; e
b) bens inangíveis - ambém chamados incorpóreos ou imaeriais, são aqueles que não
exisem sicamene, somene de orma absraa, ou seja, não podem ser ocados;
III - quano ao movimeno, os bens parimoniais angíveis classicam-se em:
a) bens imóveis - os vinculados ao erreno (solo), que não podem ser rerados sem
desruição ou danos; e
b) bens móveis - os que êm exisência maerial e que podem ser ransporados por
movimeno próprio ou removidos por orça alheia, sem aleração da subsância ou da desnação
econômico-social;
IV - quano à caegoria, os bens móveis classicam-se em:
a) maerial permanene - os que êm durabilidade previsa superior a dois anos e que,
em razão de seu uso, não perde sua idendade sica, nem se incorpora a ouro bem; e
b) maerial de consumo - o iem, peça, argo ou gênero alimentcio, que se desna à
aplicação, ransormação, ulização ou emprego imediao e, quando ulizado, perde suas caraceríscas
individuais e isoladas.
§ 1º Cabe aos órgãos gesores responsáveis do Comando do Exércio cadasrar e
conrolar o ciclo de vida e siuação parimonial do maerial de sua gesão, caalogando-o ou
idencando-o pelo sisema corporavo de conrole parimonial ulizado no Comando do Exércio.
§ 2º Os procedimenos para inclusão em carga, descarga e aribuição de valores
conábeis para os bens hisóricos serão regulados em norma especíca.
Ar. 46. As providências para a manuenção e conrole dos bens parimoniais são da
responsabilidade da OM que maném sua guarda, obedecidas as prescrições condas na legislação
pernene.
§ 1º O comandane da OM deerminará, sempre que julgar conveniene, a conerência
quanava e qualiava do maerial permanene em uso na sua organização, por meio de publicação
em bolem inerno.
§ 2º O comandane da SU deerminará, pelo menos semesralmene, a conerência
quanava e qualiava do maerial carga sob sua responsabilidade.
Ar. 47. A variação parimonial é decorrene da inclusão em carga, reavaliação, descarga
ou depreciação de bens parimoniais da OM.
Seção III
Do Suprimeno
Ar. 48. Suprimeno é o iem de maerial adminisrado, movimenado, armazenado,
processado e ransporado, necessário às OM.
Ar. 49. O ornecimeno de maerial, pelos OP, pode ser auomáco ou evenual.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 12/32)
§ 1º O ornecimeno auomáco é realizado por meio do planejameno, endo por base
legislação especíca, não sendo necessária a elaboração do pedido.
§ 2º O ornecimeno evenual é desnado a aender necessidade não previsa,
emergencial ou ocasional.
Ar. 50. As guias de ornecimeno, de remessa, de ranserência ou de recolhimeno
serão elaboradas, disnamene, para maerial permanene e de consumo, por meio do sisema
corporavo de conrole parimonial ulizado no Comando do Exércio, conendo, enre ouros, os
seguines dados:
I - número da guia;
II - origem e desno do maerial;
III - daa de expedição;
IV - descrição de acordo com o caálogo vigene;
V - quandade;
VI - unidade de medida;
VII - preços (uniário e oal);
VIII - valor oal da guia;
IX - assinaura dos agenes da adminisração envolvidos no processo; e
X - NEE (Número de Esoque do Exércio)/NSN (NATO Sock Number) do maerial.
Ar. 51. O iem de suprimeno deverá coner especicação écnica, ser idencado no
sisema corporavo de conrole parimonial ulizado no Comando do Exércio e gerido de modo a
possibiliar o conrole.
Ar. 52. O conrole do suprimeno desnado às necessidades de mobilização será
regulado em legislação especíca.
Ar. 53. Os seguines suprimenos erão a disribuição e o desazimeno conrolados pelo
órgão gesor responsável:
I - de alo cuso;
II - alamene écnicos;
III - periculosos;
IV - escassos no mercado inerno ou exerno (maerial críco); e
V - que exigirem medidas especiais para a obenção, produção, indusrialização e
comercialização (maerial esraégico).
§ 1º A classicação de um bem como conrolado poderá ser emporária, razão pela qual
as relações desses maeriais deverão ser mandas aualizadas.
§ 2º Para que uma OM possa adquirir maerial classicado como conrolado, deverá
soliciar auorização ao respecvo órgão gesor responsável.
§ 3º Compee ao EME classicar os bens como conrolados.
Ar. 54. Os maeriais que, no ineresse da deesa e do desenvolvimeno nacionais, devam
ser submedos à scalização e conrole permanenes do Comando do Exércio (produos conrolados),
serão objeo de regulamenação especíca.
Ar. 55. Nível de suprimeno é a quandade de maerial manda em esoque em
deerminado OP ou OM, da seguine orma:
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 13/32)
I - nível operacional - quandade auorizada, como esoque normal de rabalho, enre
recebimenos sucessivos de suprimeno;
II - nível mínimo - quandade mínima de deerminado suprimeno a ser manda em
esoque, consuindo reserva de suprimeno para aender as necessidades em qualquer caso de
inerrupção ocasional do fuxo de ornecimeno; e
III - nível máximo - soma das quandades reerenes aos níveis mínimo e operacional e
que, normalmene, não deverá ser excedido.
Ar. 56. Os níveis de suprimeno mínimo e operacional e os procedimenos de conrole
serão regulados por legislação especíca.
Seção IV
Do Recebimeno e Exame
Ar. 57. O maerial que der enrada na OM será recebido e examinado:
I - individualmene, pelo encarregado do seor de maerial, encarregado de depósio,
encarregado do seor de aprovisionameno ou qualquer agene execuor designado pelo OD, com a
supervisão do scal adminisravo; ou
II - por comissão de recebimeno e exame de maerial (CREM) nomeada para esse m.
Parágrao único. Será nomeada comissão nos casos previsos em legislação especíca
ou, a criério do OD, considerando-se o alo cuso e/ou a complexidade écnica do maerial.
Ar. 58. A CREM será consuída por, no mínimo:
I - 3 (rês) ociais, admindo-se, em casos excepcionais, a criério do OD, ser composa
por, no mínimo, 1 (um) ocial e 2 (dois) graduados (subenene/sargeno); ou
II - 2 (dois) membros, na siuação previsa no § 3º do ar. 73 dese Regulameno.
§ 1º O encarregado do seor de maerial e o provável deenor direo do maerial em
causa inegrarão a comissão, a criério do OD, que poderá ser assessorada por especialisas ou écnicos,
civis ou miliares, julgados necessários.
§ 2º A CREM ou o agene execuor encarregado do recebimeno e exame erá o prazo de
8 (oio) dias úeis para apresenar ao scal adminisravo o Termo de Recebimeno e Exame de Maerial
(TREM) ou o recibo passado no documeno de recebimeno, podendo ese prazo ser prorrogado,
conorme o previso no ar. 140 dese Regulameno.
§ 3º A CREM poderá ser designada para cada recebimeno especíco ou recebimenos
em deerminado período, nunca superior a 90 (novena) dias.
§ 4º A impossibilidade de realização de eses de maerial no processo de recebimeno
será inormada no TREM.
§ 5º As aquisições, em que orem previsas a realização do Termo de Recebimeno
Provisório (TRP) e Termo de Recebimeno Denivo (TRD), serão reguladas em legislação especíca.
Ar. 59. Todo e qualquer maerial desnado à OM será enregue nos almoxariados ou
depósios, acompanhados, conorme o caso, da noa scal, guia de remessa, de ranserência, de
recolhimeno, de ornecimeno ou documeno equivalene.
§ 1º Cabe aos encarregados das dependências a que se reere o capu dese argo
ormalizar ao scal adminisravo, de imediao, a enrega do maerial.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 14/32)
§ 2º Quando houver conveniência para a OM, o recebimeno e o exame de maerial
poderão ser eios no próprio local de procedência, sendo eia a ormalização imediaa ao scal
adminisravo.
§ 3º O recebimeno do maerial será ormalizado pelo agene execuor que o recebeu
individualmene, ou pelo presidene da comissão, exceo quando houver divergências.
§ 4º O scal adminisravo despachará os documenos de recebimeno do maerial com
o OD, para inclusão em carga ou regisro do maerial.
§ 5º Ao documeno de ormalização de que raam os §§ 1º, 2º e 3º dese argo serão
anexadas a guia de remessa, de ranserência, de recolhimeno ou de ornecimeno, noas scais ou
documenos equivalenes.
§ 6º Os documenos relavos ao processo de recebimeno e exame de maerial serão
arquivados na seção de conormidade dos regisros de gesão.
Ar. 60. Se o maerial ver que ser submedo a exame ou análise, os responsáveis pelo
recebimeno adoarão as providências necessárias, denro dos prazos esabelecidos em legislação
especíca.
§ 1º Quando a OM não possuir laboraórios, os responsáveis pelo recebimeno
soliciarão ao OD que o exame ou análise sejam eios na OM mais próxima que dispuser de recursos
para al ou em insuição comprovadamene capaciada.
§ 2º Os responsáveis pelos exames ou análises apresenarão seus pareceres visados pelo
respecvo chee, denro dos prazos esabelecidos em legislação especíca.
§ 3º O maerial será idencado conorme esabelecido em legislação especíca.
Ar. 61. As obras, serviços, locações de equipamenos e maerial adquirido ou ornecido
serão recebidos na OM:
I - nos casos de obras e serviços:
a) provisoriamene pelo responsável por seu acompanhameno e scalização, de acordo
com legislação especíca, mediane ermo circunsanciado, assinado pelas pares em aé 15 (quinze)
dias da comunicação escria do conraado; e
b) denivamene pelo agene ou comissão designada pelo OD, composa nos moldes do
ar. 58 dese Regulameno, mediane ermo circunsanciado, assinado pelas pares, após o decurso do
prazo de observação, ou visoria que comprove a adequação do objeo aos ermos conrauais,
observado o disposo no § 1º dese argo;
II - nos casos de maeriais e locação de equipamenos:
a) provisoriamene, para eeio de poserior vericação da conormidade do maerial
com a especicação; e
b) denivamene, por agene ou comissão designada pelo OD, composa nos moldes do
ar. 63 dese Regulameno, após a vericação da qualidade e quandade do maerial e consequene
aceiação.
§ 1º O conraado é obrigado a reparar, corrigir, remover, reconsruir ou subsuir, às
suas expensas, no oal ou em pare, o objeo do conrao em que se vericarem vícios, deeios ou
incorreções resulanes da execução ou de maeriais empregados.
§ 2º Nos casos de aquisição e locação de alo cuso o recebimeno será eio mediane
TREM e, nos demais, mediane recibo na noa scal correspondene.
§ 3º Nos casos de aquisição e locação com valores iguais ou ineriores às despesas de
alo cuso, ca a criério do OD designar a comissão para o recebimeno do maerial.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 15/32)
§ 4º O recebimeno provisório ou denivo não exclui a responsabilidade civil pela
solidez e segurança da obra ou do serviço, nem éco-prossional pela pereia execução do conrao,
denro dos limies esabelecidos pela lei ou pelo conrao.
§ 5º O prazo de recebimeno, provisório ou denivo, deverá ser inormado no edial de
liciação correspondene.
Ar. 62. O recebimeno provisório poderá ser dispensado nos casos previsos em
legislação especíca.
Ar. 63. Quando se raar de maerial ornecido pelos OP, os agenes que procederem ao
recebimeno e exame do maerial adoarão as seguines providências:
I - quano às guias de remessa, ranserência ou de ornecimeno quiadas:
a) uma via acompanhará o documeno de recebimeno, para que sejam regisradas no
sisema corporavo de conrole parimonial ulizado no Comando do Exércio, de acordo com o
esabelecido em legislação especíca;
b) uma via será remeda ao OP que orneceu o maerial; e
c) serão eias reerências às alerações dealhadas nos TREM, para que sejam regisradas
no sisema corporavo de conrole parimonial ulizado no Comando do Exércio, de acordo com
legislação especíca;
II - quano aos ermos:
a) uma via para a scalização adminisrava da OM;
b) uma via para o OP que orneceu o maerial;
c) as demais, às pares ineressadas, segundo o previso em legislação especíca; e
d) mencionarão as irregularidades enconradas e os bens rejeiados, com declaração dos
movos da rejeição;
III - remeer às demais pares ineressadas cópias das olhas do bolem onde conse a
ordem para inclusão em carga ou regisro no sisema corporavo de conrole parimonial ulizado no
Comando do Exércio, auencadas pelo scal adminisravo, de acordo com legislação especíca; e
IV - realizar a inclusão em carga e o regisro conábil do maerial.
Ar. 64. Toda divergência no recebimeno e exame, no que se reerir ao esado, à
quandade, à qualidade ou a qualquer ouro aspeco dos maeriais, serviços e obras, deverá ser levada
imediaamene ao conhecimeno do OD, que omará a decisão, em sua esera de compeência.
§ 1º Se a má qualidade dos maeriais, serviços e obras, ou qualquer alha somene vier a
ser consaada poseriormene, a responsabilidade caberá:
I - aos membros da comissão que os enham recebido e examinado, em parecer unânime;
II - ao OD, se ver decidido, em denivo, em divergência com o parecer unânime da
comissão;
III - subsidiariamene, aos membros da comissão que colaboraram na decisão divergene
do OD;
IV - ao scal adminisravo e ao agene execuor, nos casos previsos no inciso I do ar. 57
dese Regulameno, ou ao OD, quando ver solucionado em denivo qualquer divergência surgida,
dela comparlhando o agene cujo pono de visa houver sido esposado por ele; e
V - aos especialisas ou écnicos, quano à qualidade e uncionameno, se verem dado
parecer avorável à aceiação dos bens.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 16/32)
§ 2º Se os especialisas ou écnicos opinarem pela não aceiação de qualquer argo,
nenhuma responsabilidade lhes caberá, se ese or aceio.
§ 3º O parecer do écnico ou especialisa será enregue ao presidene da comissão.
§ 4º Nos casos de haver aleração no recebimeno de maerial oriundo de oura OM,
caberá à OM de origem realizar o respecvo processo apuraório, cuja solução deverá ser encaminhada
ao escalão imediaamene superior para ns de racação ou recação, e ouras providências cabíveis.
Seção V
Da Inclusão no Parimônio
Ar. 65. As inclusões no parimônio de uma OM decorrem de:
I - aquisições direas de bens móveis e imóveis;
II - recebimeno de maerial ornecido pelos OP;
III - ranserência de maerial de oura OM;
IV - doações; e
V - maeriais abricados, ransormados, recuperados ou enconrados em excesso nas
conerências de carga.
Ar. 66. A inclusão em carga de maerial e/ou conjunos será realizada com o valor
conábil uniário, conorme o documeno de origem, e com odas as especicações que permiam a sua
ácil idencação, obedecida a nomenclaura regulamenar exisene.
§ 1º O maerial será regisrado em moeda nacional e com a daa de aquisição ou
recebimeno.
§ 2º Os bens em condições de uso e que não esejam em carga serão incluídos no
parimônio, endo por base o valor juso de mercado.
§ 3º Quando não exisr argo correspondene no comércio, as inclusões serão
procedidas após a xação dos preços por comissão nomeada para esse m, inclusive para os argos
cujos valores não consem de documeno hábil.
§ 4º Ouras siuações reerenes à inclusão de maerial em carga serão reguladas por
legislação especíca.
Ar. 67. Os bens imóveis serão incorporados ao parimônio com base no valor expresso
na escriura ou em ouro documeno apropriado, conorme legislação ederal especíca, acrescido,
quando or o caso, do valor das beneiorias.
Ar. 68. A ordem para inclusão de maerial em carga será exarada pelo OD, nos ermos
apresenados pelas comissões ou documenos emidos pelos agenes que receberem os maeriais,
devendo essa ordem ser publicada em bolem adminisravo.
Parágrao único. Da publicação em bolem adminisravo consarão:
I - número e daa do TREM ou do documeno de origem;
II - número do documeno que auorizou a despesa, quando or o caso;
III - origem do maerial (nome e endereço do OP ou do ornecedor);
IV - quandade, nomenclaura e especicações do maerial, de maneira a permir sua
ácil idencação;
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 17/32)
V - preço uniário, em algarismos;
VI - número e daa do documeno de enrega (noa scal ou documeno equivalene) e
valor oal do maerial nele consane; e
VII - alerações assinaladas, com as medidas adequadas a cada caso.
Seção VI
Dos Regisros Conábeis
Ar. 69. As normas e procedimenos conábeis são esabelecidos pelo Órgão Cenral do
Sisema de Conabilidade Federal.
§ 1º Cabe à Seorial Conábil do Comando do Exércio expedir orienações acerca dos
procedimenos para os regisros conábeis dos aos e aos da gesão orçamenária, nanceira e
parimonial no âmbio do Comando do Exércio.
§ 2º Os regisros conábeis serão realizados no SIAFI e no sisema corporavo de
conrole parimonial em uso no Comando do Exércio.
Ar. 70. Os regisros esarão em ordem quando observarem os princípios conábeis e as
disposições que regulam o assuno, e em dia quando converem odos os regisros eeuados aé a
véspera da daa de vericação ou de passagem de unção.
Parágrao único. Os regisros conábeis serão encerrados no úlmo dia úl de cada mês,
no encerrameno do exercício nanceiro, na exnção de unidade gesora e, quando or o caso, na
realização de omada de conas exraordinária ou especial.
Ar. 71. A recação dos regisros conábeis será realizada por meio de lançameno de
esorno ou complemenar no respecvo sisema corporavo em uso no Comando do Exércio, com base
em documeno hábil especíco, e conerá um hisórico sucino dos ajuses realizados.
Seção VII
Da Disribuição às Frações da Organização Miliar
Ar. 72. Os seores de maerial (almoxariados) e depósios da OM arão enregas dos
suprimenos necessários às rações e dependências inernas, mediane ordem de disribuição publicada
em bolem adminisravo da OM ou, em casos excepcionais, ordem verbal do comandane.
§ 1º O responsável pela ração ou dependência receberá o bem, mediane quiação no
documeno de remessa, e ormalizará o recebimeno do maerial disribuído, denro do prazo de 5
(cinco) dias úeis, dealhando se esá sem ou com aleração.
§ 2º Em caso de ordem verbal, o responsável pelo recebimeno do maerial emirá,
imediaamene, o pedido, devendo a ordem de disribuição ser conrmada em bolem adminisravo
da OM.
§ 3º No caso de indisponibilidade do sisema corporavo de conrole parimonial em uso
no Comando do Exércio, a disribuição de maerial poderá ser realizada mediane pedido provisório,
devendo al ao ser regisrado em aé 8 (oio) dias úeis, após cessarem os movos do impedimeno de
lançameno no sisema.
§ 4º No âmbio da OM, o deenor do maerial somene poderá redisribuí-lo, mediane
auorização do chee imediao ou comandane da OM, e pedido ormal encaminhado ao scal
adminisravo.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 18/32)
§ 5º A disribuição de peças do ardameno será procedida conorme legislação
especíca.
Ar. 73. O maerial necessário às SU e rações desacadas será ornecido pela OM a que
perençam.
§ 1º A OM que ver diculdade para o apoio à SU ou ração desacada poderá soliciar,
por inermédio dos canais de comando e da Região Miliar (RM), que a SU ou ração seja suprida por
oura OM ou direamene pelo OP.
§ 2º Quando a SU ou rações desacadas receberem maeriais direamene dos OP ou
ornecedores, os comandanes desas emirão o TREM, de acordo com o ar. 57 dese Regulameno, no
que or aplicável, remeendo-o para a OM de vinculação, a m de ser realizado o respecvo regisro
conábil.
§ 3º Na ocorrência da siuação previsa no § 2º dese argo, quando houver eevo
insuciene de ociais na SU ou ração desacada, a CREM poderá ser composa por dois membros,
sendo um deles o respecvo comandane.
Ar. 74. No âmbio da OM, a disribuição de maerial para emprego e uso individual é
eia pelas SU, sob a responsabilidade dos encarregados de maerial e a scalização dos seus respecvos
comandanes.
§ 1º Anes da disribuição para emprego ou uso individual, as rações da OM
idencarão os maeriais permanenes.
§ 2º Quano ao ardameno, serão observadas as prescrições da legislação especíca.
Ar. 75. Os maeriais que esverem em depósio há mais empo erão, obrigaoriamene,
a preerência nas disribuições, conorme legislação especíca.
§1º As disribuições normais de argos devem obedecer às abelas organizadas pelos
respecvos órgãos gesores responsáveis.
§2º Os argos não consanes das abelas ciadas no § 1º dese argo, serão
organizados e disribuídos pela adminisração da OM, conorme os recursos disponíveis.
Seção VIII
Da Descarga
Ar. 76. A descarga do maerial é ordenada pelo OD, em ace dos ermos das comissões,
pareceres do scal adminisravo, relaórios de sindicâncias, ermos circunsanciados adminisravos,
inquérios ou omadas de conas.
§ 1º Os movos gerais para descarga de maerial são:
I - inservibilidade para o m a que se desna, não sendo suscetvel de reparação,
recuperação ou ransormação;
II - perda ou exravio;
III – uro, roubo, peculao, apropriação indébia ou demais delios conra o parimônio; e
IV - ouros movos juscados.
§ 2º A descarga dos bens classicados como conrolados, conorme disposo no ar. 53
dese Regulameno, cará sujeia à auorização dos escalões superiores, segundo legislação especíca.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 19/32)
§ 3º A homologação da descarga de maerial conrolado será procedida pelo órgão
gesor responsável, mediane soliciação da RM, Grupameno de Engenharia (Gp E) ou Grupameno
Logísco (Gp Log) de vinculação da OM deenora, de acordo com legislação especíca.
Ar. 77. A descarga do maerial, pelos movos a que se reere o § 1º do ar. 76 dese
Regulameno, será soliciada pelo deenor direo ao scal adminisravo.
Parágrao único. Quando se raar de SU incorporada, o documeno será visado pelo seu
respecvo comandane.
Ar. 78. O scal adminisravo encaminhará a soliciação da descarga ao OD, com o seu
parecer.
Ar. 79. O OD examinará os documenos a que se reerem os ar. 77 e 78 dese
Regulameno e, conorme o caso, deerminará as seguines providências:
I - nos casos de inservibilidade:
a) descarga, quando o maerial preencher, simulaneamene, as rês condições abaixo:
1. or de empo de duração indeerminado ou ver angido o empo mínimo de duração
previso;
2. or de valor líquido conábil igual ou inerior a 10% (dez por ceno) do limie espulado
para aquisições de maeriais, por meio de dispensa de liciação, previso na legislação que regula a
realização de liciações e conraos na adminisração pública; e
3. não or conrolado;
b) nomeação de comissão de exame e averiguação do maerial (CEAM), quando ocorrer
com o maerial qualquer uma das condições abaixo:
1. não ver angido o empo mínimo de duração;
2. or de valor líquido conábil superior ao previso no iem “2.” da alínea “a” do inciso I
do capu dese argo; ou
3. or conrolado;
c) aberura de sindicância, sempre que houver indício de imperícia, imprudência ou
negligência;
d) aberura de ermo circunsanciado adminisravo, em subsuição à sindicância,
desde que reunidos os seguines requisios:
1. prejuízo de baixo cuso;
2. responsável pelo dano previamene idencado;
3. ausência de indícios de condua dolosa ou de má-é, ainda que de orma subjeva; e
4. inexisência de ao normavo especíco que deermine a insauração obrigaória de
sindicância;
e) insauração de Inquério Policial Miliar (IPM), sempre que houver indício de crime;
II - nos casos de perda ou exravio:
a) descarga, quando se raar de maerial que preencha, simulaneamene, as rês
condições reeridas nos iens da alínea “a” do inciso I do capu dese argo e enha sido indicado, em
documeno circunsanciado, o responsável pelo ressarcimeno do prejuízo ou a exisência de causa que
jusque sua impuação à União; e
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 20/32)
b) aberura de sindicância, quando não esver caracerizada a responsabilidade pelo
ressarcimeno do prejuízo;
III - nos casos de uro, roubo, peculao, apropriação indébia ou demais delios conra o
parimônio, será insaurado IPM.
§ 1º Nos casos de maerial excedene ou obsoleo, poderá ser realizada a descarga, para
ns de alienação, após auorização ou deerminação do escalão superior.
§ 2º Os bens móveis inservíveis, os ociosos e os recuperáveis poderão ser
reaproveiados, mediane ranserência inerna ou exerna.
§ 3º No despacho do OD que deerminar a descarga consará o desno da maéria-
prima, quando or o caso, e a impuação do prejuízo a erceiros ou à União.
Ar. 80. A descarga de bens ornecidos pelos OP será regisrada no SIAFI e no sisema
corporavo de conrole parimonial em uso no Comando do Exércio, de acordo com a legislação
especíca.
Parágrao único. Quando a descarga resular de ermo circunsanciado adminisravo,
sindicância ou inquério, cópias auencadas das olhas do bolem inerno onde conse a solução do
processo serão remedas aos órgãos compeenes.
Ar. 81. A CEAM erá composição e prazos conorme o previso nos ar. 58 e 140 dese
Regulameno.
§ 1º Quano ao exame, a CEAM vericará o esado do maerial e, principalmene, se ele
é suscetvel ou não de reparação, recuperação ou ransormação.
§ 2º Quano à averiguação, a CEAM vericará:
I - a causa do dano ou inulização, a m de impuar o prejuízo aos deenores, aos
usuários, ou à União, conorme o caso; e
II - se houve ou não movo de orça maior de que raa o ar. 135 dese Regulameno.
§ 3º O ermo de exame e averiguação de maerial (TEAM) será enviado para a seção de
conormidade dos regisros de gesão e órgãos compeenes, de acordo com o previso em legislação
especíca.
§ 4º Se o maerial ver sido adquirido pela própria OM, o TEAM será lavrado em uma só
via, desnada à seção de conormidade dos regisros de gesão, salvo se raar de bens conrolados,
caso em que será aplicado o disposo no § 3º dese argo.
Ar. 82. Na publicação de descarga de maerial em bolem adminisravo da OM
consará, conorme o caso:
I - o número e a daa do documeno de soliciação da descarga pelo deenor direo;
II - o número e a daa do TEAM;
III - a quandade, a especicação e o valor do maerial a descarregar;
IV - a decisão do ermo circunsanciado adminisravo, a solução da sindicância ou do
inquério;
V - o desno da maéria-prima;
VI - a impuação do prejuízo; e
VII - a daa da inclusão do maerial em carga.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 21/32)
Ar. 83. Os maeriais serão examinados nos lugares em que esverem deposiados, e os
que, porvenura, esverem danicados serão acompanhados, ano quano possível, de suas pares
componenes.
§ 1º Os maeriais serão descarregados se orem considerados em mau esado e não se
presarem a reparos ou ransormação, ressalvado o disposo no § 2º do ar. 76 dese Regulameno.
§ 2º Os maeriais que orem considerados em mau esado, porém suscetveis de
consero ou ransormação, connuarão em carga, com as observações pernenes.
§ 3º Os maeriais que verem sido ransormados em objeos de aplicação diversa à
original serão descarregados com a anga nomenclaura e incluídos em carga com a nova designação.
§ 4º As ransormações em bens oriundos dos OP somene serão realizadas com prévia
auorização do respecvo órgão gesor responsável.
Ar. 84. Os maeriais oriundos dos OP:
I - julgados em mau esado, com declaração de serem suscetveis de reparo ou
ransormação, serão raados de acordo com a legislação especíca; e
II - descarregados na orma dese Regulameno, serão subsuídos, mediane pedido
evenual da OM ao OP.
Parágrao único. O pedido evenual a que se reere o inciso II do capu dese argo não
será emido para bens cujo ornecimeno é auomáco, conorme legislação de cada órgão gesor
responsável, salvo nos casos excepcionais de subsuição resulanes de necessidade imprevisa.
Ar. 85. O maerial de consumo será deduzido no sisema corporavo de conrole
parimonial ulizado no Comando do Exércio, à medida que or disribuído, na orma do ar. 72 dese
Regulameno.
Seção IX
Dos Recolhimenos
Ar. 86. Os maeriais recolhidos ao almoxariado ou aos depósios da OM serão recebidos
pelo encarregado do seor de maerial ou de depósio, devendo a quiação ser realizada no documeno
de recolhimeno e o ao regisrado no sisema corporavo de conrole parimonial ulizado no
Comando do Exércio.
Parágrao único. No documeno de recolhimeno consarão:
I - quandade e espécie dos bens;
II - daa do recebimeno;
III - empo mínimo de duração;
IV - movo do recolhimeno;
V - prazo de validade do maerial, se houver; e
VI - ouros esclarecimenos julgados necessários.
Ar. 87. O maerial recolhido pelas OM aos OP será recebido neses por comissão
nomeada, que lavrará ermo de aberura, exame, avaliação e classicação.
§ 1º A classicação a que se reere o capu dese argo deve considerar o esado do
maerial, dividida em quaro classes:
I - 1ª Classe - maerial em bom esado e sem uso;
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 22/32)
II - 2ª Classe - maerial usado, podendo ser reulizado, depois dos reparos indispensáveis;
III - 3ª Classe - maerial inservível, com maéria-prima aproveiável pelo Comando do
Exércio; e
IV - 4ª Classe - maerial inservível, sem maéria-prima aproveiável pelo Comando do
Exércio.
§ 2º O maerial considerado de 1ª e 2ª Classes poderá ser redisribuído às OM, por
conveniência do serviço, depois de arbirado o novo valor uniário e xado o novo empo mínimo de
duração.
§ 3º Nos regisros conábeis realizados pelas OM que receberem maerial redisribuído,
na orma do § 2º dese argo, a inclusão em carga conerá as seguines observações:
I - “maerial de 1ª Classe - redisribuído sem uso”; e
II - “maerial de 2ª Classe - redisribuído usado”.
Seção X
Da Alienação
Ar. 88. As OM poderão alienar, mediane liciação ou de acordo com legislação
especíca, a maéria-prima que não enha previsão de ser ulizada, bem como os resíduos de ocina.
§ 1º Os maeriais adquiridos por qualquer OM e que orem considerados inservíveis, não
comporando reparo nem ransormação, poderão ser alienados na orma dese argo.
§ 2º Os resíduos de ocinas serão alienados, em princípio, por peso ou volume, levando-
se em cona a sua naureza.
§ 3º Nos casos especícos previsos em Lei, as alienações poderão ser realizadas
mediane dispensa de liciação.
Ar. 89. As imporâncias resulanes das alienações previsas no ar. 88 dese
Regulameno omarão os desnos previsos em legislação especíca.
Ar. 90. Os preços de reerência a serem aribuídos aos bens parimoniais desnados à
alienação serão esabelecidos por inermédio de laudos écnicos ou de acordo com a legislação
especíca.
Seção XI
Da Movimenação de Pessoal
Ar. 91. O miliar ou servidor civil movimenado erá suas conas ajusadas pela OM de
origem.
Ar. 92. O desligameno será eevado, conorme o caso, obedecendo-se à seguine
sisemáca:
I - após a passagem de unção, nos prazos previsos nese Regulameno;
II - na daa que houver sido xada pelo escalão superior para passagem de comando,
direção ou chea;
III - após o recebimeno de inormação da OM de desno, ou da OM gesora do Próprio
Nacional Residencial (PNR), que o imóvel oi liberado, quando previso pelo órgão movimenador;
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 23/32)
IV - após o movimenado comunicar ormalmene à OM a que esá vinculado, que deseja
seguir desno e receber, poseriormene, o que lhe é devido; e
V - na ocorrência de siuações previsas em legislação especíca.
§ 1º A daa de ajuse de conas será o úlmo dia do rânsio.
§ 2º O miliar ou servidor civil, quando movimenado, se or de seu ineresse, poderá
connuar no eevo de pagameno da OM de origem, aé o mês correspondene ao úlmo dia do
rânsio.
§ 3º No caso de não exisrem recursos para o pagameno da ajuda de cuso e para
realização do ranspore sob responsabilidade da União, o movimenado permanecerá adido à OM
como se eevo osse, aé que os recursos sejam disponibilizados.
§ 4º Exceção será abera, na siuação a que se reere o §3º dese argo, se o ineressado
maniesar, ormalmene, o desejo de seguir desno, e que esá ciene de que as despesas para cusear
as passagens somene serão resuídas mediane a apresenação da cópia dos bilhees ulizados pelo
miliar e/ou seus dependenes (rodoviário, aéreo e/ou fuvial), parndo da cidade da OM de origem
para a cidade da OM de desno.
§ 5º Caso o movimenado ope pelo recebimeno da imporância correspondene ao
valor do ranspore, ou pare dele, e não exisam recursos desnados para essa indenização, ese não
poderá deixar de seguir desno, desde que haja recursos para a realização do ranspore sob
responsabilidade da União.
§ 6º Na siuação descria no §5º dese argo, caso o movimenado não deseje realizar o
ranspore sob responsabilidade da União, deverá seguir desno e receber a indenização
poseriormene.
§ 7º As inormações de ordem nanceira, sobre o miliar ou servidor civil, serão
remedas à OM de desno, assim que o movimenado or excluído do eevo de pagameno da sua OM
de origem.
Ar. 93. A ajuda de cuso e as indenizações a que o pessoal movimenado ver direio
devem ser soliciadas, obrigaoriamene, assim que or publicado o ao de movimenação e serão pagas
nos prazos esabelecidos em legislação especíca.
Parágrao único. Nas movimenações, os miliares que possuírem condições de soliciar
a passagem para reserva remunerada a pedido, e que armarem mediane ermo próprio, regulado pelo
Deparameno-Geral do Pessoal (DGP), quano à volunariedade em permanecer no serviço avo do
Exércio Brasileiro, durane o período nele previso, deverão, no caso de seu descumprimeno, ressarcir
os recursos recebidos pela movimenação, conorme legislação especíca.
Ar. 94. A ajuda de cuso e ouras indenizações, reerenes à movimenação, serão pagas
pelos valores previsos na legislação especíca vigene na daa do ajuse de conas.
§ 1º A complemenação de ajuda de cuso, em unção da aualização de vencimenos ou
ouros movos, será calculada com base na daa do ajuse de conas.
§ 2º O miliar ou servidor civil poderá ser reincluído no eevo de pagameno, quando
or susada a movimenação por ordem superior e, se or o caso, resuirá a ajuda de cuso e demais
indenizações complemenares.
Ar. 95. No caso de movimenação urgene, por ordem superior e ouras siuações
equivalenes, a passagem de carga e encargos obedecerá às prescrições dese Regulameno e legislação
especíca.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 24/32)
Ar. 96. Os demais preceios sobre concessão e resuição de ajuda de cuso e de
indenizações, que se reram à movimenação de miliar ou servidor civil ou à ranserência para a
inavidade, serão regulados em legislação especíca.
CAPÍTULO V
DAS RESPONSABILIDADES
Seção I
Dos Princípios Básicos
Ar. 97. A responsabilidade dos agenes da adminisração decorre do princípio da
prevalência oal do ineresse público ou colevo sobre o parcular.
Ar. 98. Todo miliar ou servidor civil, invesdo em unção, cargo ou encargo, que vier a
causar prejuízos ou danos à União, a pessoas sicas e/ou jurídicas ou ao serviço, erá sua
responsabilidade adminisrava, civil e/ou criminal, vinculadas às omissões ou aos ilegais em que
incorrer ou pracar.
Ar. 99. A responsabilidade será civil quando ocorrer prejuízo ou dano passível de
reparação.
§ 1º A responsabilidade civil não isena o responsável da sanção adminisrava e/ou
criminal relava ao eveno.
§ 2º A responsabilidade civil impuada ao agene ou auxiliar culpado acarreará o
ressarcimeno dos danos ou prejuízos causados à União ou a erceiros, com as cominações legais.
§ 3º Os débios resulanes de responsabilidade civil não se anulam pela absolvição
adminisrava ou criminal, exceo quando, após rânsio em julgado, a decisão penal enender pela
inexisência de ao ou de auoria da condua danosa.
§ 4º Os recursos inerposos pelos responsáveis para a suspensão de débios que orem
resulanes de apuração de responsabilidades não susam e não inerrompem os desconos que devem
sorer nas respecvas remunerações.
Ar. 100. A reparação do dano ocorrerá em relação àqueles que conribuíram,
direamene, de orma comissiva ou omissiva com o dano.
Parágrao único. Os agenes que enham negligenciado as providências de sua
compeência para adoção de medidas adminisravas com visas à caracerização ou elisão do dano,
apuração dos aos, idencação dos responsáveis, quancação do dano e obenção do ressarcimeno,
poderão vir a responder por responsabilidade solidária.
Ar. 101. A sanção adminisrava, conra o agene ou auxiliar responsável, observada a
prescrição do ar. 99 dese Regulameno, poderá processar-se, mediane as seguines providências:
I - imediao aasameno do cargo, quando, com base em provas documenais
inconesáveis, ornar-se incompatvel com a unção, por er comedo ações prejudiciais aos ineresses
da União, por desídia, condescendência ou má-é;
II - suspensão imediaa do cargo ou encargo, pelo prazo que se zer necessário à
apuração da irregularidade e normalização do serviço, quando deixar de cumprir, denro de oio dias
úeis, as exigências para corrigir alas vericadas nas suas presações de conas de recursos, valores e
ouros bens;
III - descono das imporâncias pagas indevidamene;
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 25/32)
IV - descono das imporâncias desviadas para consuírem caixas ilegais, reverendo,
ainda, o saldo desas ao Esado, como receia da União;
V - descono das imporâncias relavas às concessões ou liberalidades eias à cona de
recursos públicos; e
VI - descono das imporâncias que se reram a quaisquer erros que deram origem a
prejuízos ao Esado ou a erceiros.
Parágrao único. A sanção adminisrava não elide a aplicação de sanção disciplinar
previsa no Regulameno Disciplinar do Exércio (RDE).
Ar. 102. A isenção de culpa, quando or o caso, só caberá ao responsável que enha
adoado providências de sua alçada, adequadas e oporunas, para eviar o prejuízo ou dano.
Ar. 103. O ao de uma inspeção, vericação, apuração, presação de conas ou omada
de conas considerar regular a siuação de qualquer agene da adminisração não impede que ese se
orne responsável por irregularidades apuradas poseriormene.
Parágrao único. Na siuação descria no capu dese argo, os agenes encarregados da
inspeção, vericação, apuração, presação de conas ou omada de conas comparlharão da
responsabilidade em que ver incorrido o agene responsável, caso seja consaado que eses
encarregados veram conhecimeno da irregularidade e seja evidenciado o nexo causal, ou seja, a
relação de causa e eeio enre a condua do responsável e o resulado ilício ou a siuação que eria
dado origem ao dano.
Ar. 104. Compee ao dirigene máximo deerminar a realização dos desconos
decorrenes do dano, ou ainda aos órgãos compeenes, ex ofcio, quando consaarem, no exame dos
processos, que os desconos não esão sendo execuados.
Ar. 105. A apuração das irregularidades adminisravas será regulada por legislação
especíca expedida pelo Comandane do Exércio ou auoridade delegada.
Ar. 106. Os auxiliares dos agenes da adminisração respondem perane os respecvos
chees direos.
Ar. 107. A responsabilidade que resular de perda, dano ou exravio de recursos, valores
ou ouros bens enregues aos auxiliares do agene, será a eses impuada, exceo se car comprovada a
responsabilidade de seu chee ou de ourem.
Ar. 108. O Comando do Exércio responderá pelos danos que os agenes da
adminisração causarem a erceiros, cabendo-lhe ação regressiva conra os responsáveis, nos casos de
culpa ou dolo.
Ar. 109. Os casos de orça maior, de acordo com o ar. 135 dese Regulameno, quando
comprovados adequadamene, isenarão de responsabilidade os agenes.
§ 1º O caso oruio ou de orça maior verica-se no ao necessário, cujos eeios não
eram possíveis eviar ou impedir.
§ 2º Nos casos de roubo, uro, exorsão, incêndio ou dano maerial, a isenção de
responsabilidade ca dependene da ausência de culpa do agene da adminisração.
Ar. 110. Todo responsável pelo cumprimeno de ordens que, no seu enendimeno,
impliquem prejuízo para a União, ou conrariem a legislação vigene, deve ponderar sobre o assuno,
desacando as consequências de sua execução.
§ 1º Quando, não obsane a ponderação, a auoridade conrmar a ordem por escrio, o
subordinado a cumprirá.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 26/32)
§ 2º Após a execução da ordem a que se reere o § 1º dese argo, o subordinado
ormalizará, por escrio, que a deerminação oi eevada, cando, em consequência, iseno de
responsabilidade.
Ar. 111. A impuação da responsabilidade em relação às ocorrências a seguir, observada
a legislação vigene, será da alçada do dirigene máximo da OM:
I - omissão no dever de presar conas;
II - não comprovação da aplicação de recursos repassados pelo Comando do Exércio
mediane convênio, conrao de repasse, ermo de compromisso ou insrumeno congênere;
III - desalque, alcance, desvio ou desaparecimeno de dinheiro, bens ou valores públicos; e
IV - práca de ao ilegal, ilegímo ou aneconômico de que resule dano ao Erário da
Adminisração Pública Federal.
Ar. 112. A impuação da responsabilidade decorrene dos eeios da responsabilidade
civil ou adminisrava será aplicada aos agenes da adminisração por auoridade do escalão superior,
pelo dirigene máximo da OM ou pelo Comandane do Exércio, conorme o caso.
Ar. 113. Quando, por ocasião de uma inspeção, orem apuradas irregularidades
adminisravas movadas por desídia, condescendência, dolo ou má-é de agenes da adminisração, a
auoridade inspecionada poderá ordenar ou propor o imediao aasameno do cargo, em caráer
provisório, dos agenes implicados aé a decisão nal da auoridade compeene.
Ar. 114. O miliar ou o servidor civil que ver conhecimeno de irregularidade
adminisrava deverá inormar a ocorrência à auoridade a que esver subordinado.
Seção II
Da Responsabilidade Funcional
Ar. 115. O miliar ou servidor civil, no desempenho de qualquer unção adminisrava,
será responsabilizado, essencialmene:
I - pelos aos que execuar no exercício de suas unções, em desacordo com leis,
regulamenos e disposições vigenes;
II - pelas omissões nos seus deveres uncionais;
III - pela ineciência de sua adminisração em qualquer cargo ou encargo;
IV - pelas consequências da não observância, por negligência, de disposições legais ou de
ordens emanadas de auoridades compeenes;
V - pelos compromissos que assumir em nome da OM, sem esar auorizado;
VI - pelo emprego irregular de recursos públicos;
VII - pelas despesas ordenadas sem o respecvo crédio ou em desacordo com a
especicação orçamenária vigene;
VIII - pela consuição de caixa irregular e concessão de avores;
IX - pelos erros que resulem em pagamenos indevidos;
X - pelo cumprimeno de ordem de naureza adminisrava, que julgar ilegal ou
prejudicial ao Esado, sem providências para resguardar sua responsabilidade;
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 27/32)
XI - quando, previamene avisado, não omar providências oporunas e adequadas para
eviar e corrigir aos ilegais pracados por miliar ou servidor civil subordinado;
XII - pelo araso que causar às conerências e conciliações dos regisros conábeis,
presação de conas, omadas de conas, passagens de bens, enregas ou ransmissões de valores,
remessas de documenos e andamenos de processos;
XIII - pela não eevação de desconos obrigaórios ou auorizados;
XIV - pelas alas e irregularidades consaadas na passagem de bens, ransmissão de
recursos e ouros valores, omada e presação de conas, conerência e conciliações dos regisros
conábeis e, ainda, no recebimeno, disribuição, remessa, inclusão e exclusão de maerial;
XV- pelo desempenho incorreo das obrigações decorrenes do seu cargo ou encargo;
XVI - pelo irregular enquadrameno das despesas, em relação às nalidades básicas
exigidas pelas disposições pernenes;
XVII - pelas irregularidades nos regisros conábeis sob sua responsabilidade, sem a
observação das medidas correvas aplicáveis; e
XVIII - ouras siuações previsas em Lei.
Seção III
Da Responsabilidade Pessoal
Ar. 116. Quando o dirigene máximo decidir, endo por base inormação ou parecer de
agene da adminisração, ambos comparlharão da responsabilidade.
§ 1º Ficando comprovada que a inormação ou parecer oi incompleo ou inverídico, a
responsabilidade recairá apenas no auor da inormação ou parecer.
§ 2º O agene da adminisração somene poderá ser responsabilizado por suas decisões
ou opiniões écnicas se agir ou omir-se com dolo, direo ou evenual, ou comeer erro grosseiro, no
desempenho de suas unções.
Ar. 117. O dirigene máximo, salvo conivência, não é responsável por prejuízos ou danos
causados à União, em decorrência de aos pracados por agene da adminisração ou auxiliar
subordinado que se desviar ou exorbiar das ordens recebidas.
Ar. 118. Consaada qualquer divergência na conerência de bens, valores e recursos, na
presação de conas, na subsuição de agene ou auxiliar, ou por ocasião de omada de conas, será
impuada, ao agene ou auxiliar envolvido, responsabilidade pelo ressarcimeno dos prejuízos apurados.
Ar. 119. O agene encarregado da gesão de bens, valores e recursos públicos ou de
erceiros, responderá pelo(s):
I - recursos recebidos, aé a presação de conas;
II - erros de cálculos;
III - pagamenos que eeuar; e
IV - emprego indevido dos bens, valores e recursos a seu cargo.
Ar. 120. Os miliares e servidores civis, que subscreverem ou cercarem qualquer
documeno ou regisro em sisemas inormazados ulizados no âmbio do Comando do Exércio, são
responsáveis pela auencidade das inormações neles condas.
Ar. 121. Os agenes encarregados de conerir documeno adminisravo responderão
pela exadão dos cálculos e das quanas porvenura inseridas em desacordo com a legislação em vigor.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 28/32)
Seção IV
Da Responsabilidade Coletva
Ar. 122. A responsabilidade civil dos agenes da adminisração que parciparem de
deerminado eveno é, em princípio, solidária.
Parágrao único. A responsabilidade civil só não abrangerá aquele que, por meio da
indispensável e prévia ponderação, seguida de ormalização escria e proocolada, denir sua
discordância relava ao ao considerado, especicando os movos.
Ar. 123. Os membros de comissões serão odos responsabilizados quando, de comum
acordo, parciparem de qualquer ao lesivo aos ineresses da União ou de erceiros, ou conrário à
legislação vigene.
Seção V
Da Passagem de Função
Ar. 124. A avidade adminisrava da OM não sorerá solução de connuidade quando
ocorrer subsuição de agenes da adminisração.
Ar. 125. O agene da adminisração invesdo em cargo com unção de chea é
responsável pelos bens móveis e imóveis, recursos e valores recebidos na orma dese Regulameno.
§ 1º Deenor direo é o agene da adminisração que responde pela guarda,
manuenção e conrole de bens parimoniais.
§ 2º Deenor indireo é o agene da adminisração ou auxiliar que responde, perane
seu chee imediao, pela guarda, manuenção e conrole dos bens parimoniais.
§ 3º A aribuição conerida pelo deenor direo a agene ou auxiliar não o exime da
responsabilidade, caso não exerça o devido conrole e nem deermine que sejam sanadas as alerações
que venham a ser consaadas.
Ar. 126. As subsuições serão realizadas segundo as prescrições condas no
Regulameno Inerno e dos Serviços Gerais (RISG).
Ar. 127. Nas subsuições decorrenes de cargo vago ou de aasameno do deenor
eevo ou inerino, por prazo superior a 30 (rina) dias, haverá ransmissão de encargos, documenos
conrolados, bens e valores, que esverem sob a responsabilidade do agene subsuído.
Ar. 128. Nas subsuições emporárias do deenor direo, por prazo igual ou inerior a
30 (rina) dias ou por érias, não haverá ransmissão de encargos e de documenos conrolados.
Parágrao único. Nas siuações previsas no capu dese argo, os bens móveis carão
sob a responsabilidade de deenor indireo e supervisão do subsuo imediao do deenor direo,
sem necessidade de ransmissão.
Ar. 129. A passagem de unção de OD será eevada por meio de relaórios, elaborados
de acordo com legislação especíca.
Ar. 130. A ransmissão de responsabilidade por bens móveis será iniciada pela análise
dos relaórios exraídos do sisema corporavo de conrole parimonial ulizado no Comando do
Exércio, seguida de exame quanavo e qualiavo do maerial.
Parágrao único. Concluída a conerência dos regisros conábeis e do maerial, o
subsuo inormará ao scal adminisravo, ormalmene, o que oi apurado, com a concordância
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 29/32)
inegral ou parcial do subsuído, para que seja publicada em bolem adminisravo e adoadas as
providências por evenuais alerações.
Ar. 131. Os prazos para a passagem de maerial, ransmissão de encargos e de valores
são de:
I - aé 20 (vine) dias úeis para os encarregados de seor de maerial, encarregados de
depósio de órgãos provedores, chees de ocina e encarregados de seor de aprovisionameno;
II - aé 10 (dez) dias úeis para os OD, scais adminisravos, comandanes de SU e
encarregados de seor nanceiro; e
III - aé 4 (quaro) dias úeis para as demais rações e seções da OM.
§ 1º Ocorrendo acúmulo de unções ou cargos, os prazos serão consignados
separadamene para cada ransmissão de responsabilidade.
§ 2º O subsuo será considerado invesdo da unção quando ormalizar ao OD,
conorme o caso, denro dos prazos esabelecidos nese Regulameno, que assumiu a unção.
§ 3º Os prazos esabelecidos nese argo podem ser prorrogados conorme o que prevê
o ar. 140 dese Regulameno.
Ar. 132. Nos casos de aasameno súbio de agene deenor de bens do parimônio, a
ransmissão de maerial e valores será realizada por comissão nomeada em bolem Inerno, conorme
previso no ar. 58 dese Regulameno, logo após o ao ser conhecido.
§ 1º Consideram-se casos de aasameno súbio:
I - acidene ou doença;
II - suspensão das unções;
III - deserção;
IV - exravio;
V - desligameno que não ocorra por movimenação normal;
VI - sequesro; e
VII - alecimeno.
§ 2º A comissão designada observará os prazos xados nese Regulameno, e os
resulados apurados indicarão a responsabilidade do subsuído.
§ 3º Ocorrendo o aasameno súbio do OD, o subsuo legal, ao assumir a unção,
realizará uma reunião com os agenes responsáveis, na orma previsa em legislação especíca.
Ar. 133. Quando, em casos oruios ou de orça maior, ciados no ar. 135 dese
Regulameno, os prazos para a passagem de maerial, ransmissão de encargos e de valores não
puderem ser cumpridos, será nomeada uma comissão na orma esabelecida no ar. 58 dese
Regulameno.
Parágrao único. A comissão poderá desenvolver seus rabalhos a parr da siuação em
que a passagem oi inerrompida ou, se julgar necessário, iniciá-los desde a origem.
Seção VI
Dos Prejuízos e Indenizações
Ar. 134. Os prejuízos ou danos causados à União deverão ser indenizados.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 30/32)
§ 1º Exceuam-se os casos oruios ou de orça maior, quando orem observadas a
sisemáca dese Regulameno e/ou a legislação que regula a apuração de evenos especícos.
§ 2º Nos casos previsos no § 1º dese argo, devem ser levanadas as circunsâncias em
que ocorreram, visando idencar a condua dos agenes envolvidos e o nexo de causalidade, quano à
ação, à omissão, ou, ainda, à ala de aenção, cuidado ou erro na execução, para validação da siuação
ocorrida.
Ar. 135. Podem ser considerados casos oruios ou de orça maior, para isenção de
responsabilidade, os resulanes de:
I - incêndio, desmoronameno, inundação, submersão, ormena, erremoo e sinisros
erresres, aéreos, fuviais e marímos;
II - esragos produzidos por animais daninhos;
III - epidemias e molésas conagiosas;
IV - roubo, uro ou exorsão;
V - insolvência de esabelecimeno bancário, onde oram, na conormidade de legislação
especíca, aberas conas correnes para crédios de recursos ou auorizados depósios de valores;
VI - esragos produzidos em armas ou em qualquer ouro maerial, por explosão ou
aconecimeno imprevisível;
VII - acidene ou inulização em serviço ou insrução, comprovado em sindicância,
parecer écnico ou inquério;
VIII - saque ou desruição pelo inimigo, desruição ou abandono orçado pela
aproximação dese; e
IX - inulização decorrene de operações de cooperação e coordenação com agências,
mediane comprovação da siuação.
§ 1º O maerial conaminado por molésa conagiosa será incinerado ou desruído com
base em parecer escrio de médico miliar ou civil designado.
§ 2º Na avaria, dano ou inulização de imóvel, deverá ser soliciado parecer écnico da
RM.
§ 3º Os agenes devem omar odas as medidas e cuidados necessários para eviar danos
ou prejuízos.
§ 4º Nos casos previsos nese argo, o agene responsável levará imediaamene o ao
ao conhecimeno da auoridade a que esver direamene subordinado, por meio de documeno ou
verbalmene, presando-lhe odas as inormações e esclarecimenos acerca das circunsâncias em que
enha ocorrido.
Ar. 136. O valor do maerial, para eeio de indenização, será aquele que permia sua
reposição por ouro idênco ou semelhane, observados os criérios esabelecidos em legislação
especíca ou, quando adquirido pela OM, o xado pela adminisração.
Parágrao único. A reposição do maerial danicado ou exraviado poderá ser exigida do
responsável.
Ar. 137. As indenizações provenienes de alcance, resuições de recebimenos
indevidos, para reposição de bens ou qualquer ressarcimeno e indenização ao erário serão desconadas
de uma só vez ou, na sua impossibilidade, em parcelas mensais dos vencimenos ou quana que, a
qualquer tulo, os responsáveis pela indenização recebam do Comando do Exércio ou, ainda, mediane
parcela única ou em parcelas mensais, por meio de Guia de Recolhimeno da União (GRU), na
impossibilidade do descono nos vencimenos.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 31/32)
§ 1º Os desconos e a aualização do débio com o erário deverão ser mensais, de
acordo com a legislação em vigor.
§ 2º A indenização devida à União, que não or realizada pela via adminisrava, será
movo de cobrança judicial e, ainda, poderá acarrear a insauração de omada de conas especial, de
acordo com a legislação em vigor.
§ 3º O xado nese argo incidirá sobre os agenes da adminisração que deram causa
ao dano, quando não or possível alcançar o beneciado e, comprovadamene, or consaada a
responsabilidade subsidiária deses agenes, por meio de sindicância ou procedimeno similar que
garana o direio ao conradiório e à ampla deesa.
§ 4º A responsabilidade subsidiária de que raa o § 3º dese argo, em relação à
devolução dos valores indevidos (ou ao ônus pela recomposição do erário), ca limiada ao valor do
dano apurado em relação aos pagamenos indevidos já eeuados, por ocasião da consaação da
responsabilidade subsidiária dos agenes da adminisração, respeiada a legislação em vigor.
§ 5º Caso seja demonsrado, concomianemene, que o agene da adminisração agiu
com boa é, que havia dúvida plausível sobre a inerpreação, validade ou incidência da norma em que
se undamenava a concessão da verba, e que era razoável, ainda que errônea, a inerpreação da
legislação, não haverá como responsabilizar o agene, devendo a União absorver os prejuízos de que
raam o § 4º dese argo.
Ar. 138. As indenizações a impuar ou impuadas aos miliares serão dimensionadas,
sempre que possível, de modo a permir que o saldo devedor seja quiado anes da sua exclusão do
serviço avo.
CAPÍTULO VI
DAS PRESCRIÇÕES DIVERSAS
Ar. 139. Os agenes da adminisração deverão observar, ao execuar aos e aos de
gesão no âmbio do Comando do Exércio, os princípios consucionais da adminisração pública, os
liciaórios e a segregação de unções.
Ar. 140. Para eeio dese Regulameno, quano aos prazos concedidos para
recebimeno e descarga de maerial, passagem de carga, ransmissão de encargos e de valores, será
observado o seguine:
I - o OD poderá prorrogar sucessivamene, a pedido, os prazos concedidos, de acordo
com legislação especíca;
II - o pedido de prorrogação de prazo será realizado ormalmene, mediane juscava
undamenada; e
III - a conagem dos prazos será iniciada no dia úl subsequene à publicação do ao em
bolem inerno.
Ar. 141. Os órgãos gesores responsáveis do Comando do Exércio, no âmbio de suas
compeências, expedirão e aualizarão a legislação especíca complemenar às prescrições dese
Regulameno.
Ar. 142. Todos os aos e aos dos agenes da adminisração esarão sujeios a exame
pelo sisema de conrole inerno do Comando do Exércio e pelo TCU.
Ar. 143. Os casos omissos dese Regulameno serão solucionados pelo Comandane do
Exércio.
(Regulameno de Adminisração do Exércio - EB10-R-01.003 32/32)