UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS
FACULDADE DE QUÍMICA
LABORATÓRIO DE FÍSICO-QUÍMICA II
ADRIANNY DA SILVA SODRÉ (202110840026)
BRUNO DE SOUZA BEZERRA (201410840028)
ESTER CARDIAS GEMAQUE PINHO DE SOUZA E SILVA (201910840077)
LARISSA CRISTINE PEREIRA SOARES (201910840007)
RUBENS COSTA DA SILVA (202110840043)
DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE VISCOSIDADE PELO VISCOSÍMETRO DE
OSTWALD
BELÉM-PA
2023
ADRIANNY DA SILVA SODRÉ (202110840026)
BRUNO DE SOUZA BEZERRA (201410840028)
ESTER CARDIAS GEMAQUE PINHO DE SOUZA E SILVA (201910840077)
LARISSA CRISTINE PEREIRA SOARES (201910840007)
RUBENS COSTA DA SILVA (202110840043)
DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE VISCOSIDADE PELO VISCOSÍMETRO DE
OSTWALD
Trabalho apresentado ao curso de licenciatura
em química da Universidade Federal do Pará
como requisito avaliativo.
Profa Dra. Roseli da Rocha Paixão de
Almeida.
BELÉM-PA
2023
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………04
2 OBJETIVOS………………………………………………………………………….…05
2.1 Geral……………………………………………………………………………………..05
2.2 Específico………………………………………………………………………………..05
3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA………………………………………..………………..05
3.1 Panorama geral…………………………………………………………………………05
3.2 Densidade associadas aos líquidos-problema…………………………………………08
3.3 Tensão superficial aplicada à água destilada, etanol e acetona…….………………..09
3.4 Viscosímetro de Cannon-Fenske…………………………………………….…………10
4 MATERIAIS E REAGENTES…………………………………………………………11
4.1 Materiais………………………………………………………………………………...11
4.2 Reagentes………………………………………………………………………………..12
5 METODOLOGIA………………………………………………………………………12
5.1 Viscosímetro de Ostwald……………………………………………………………….12
5.2 Princípio do método…………………………………………………………………….13
6 RESULTADOS E DISCUSSÃO………………………………………………………..13
7 CONCLUSÃO……………………………………………………………………….….16
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS…………………………………………….…..17
4
1 INTRODUÇÃO
A determinação do coeficiente de viscosidade é uma etapa essencial na caracterização
de fluidos e materiais viscosos. O viscosímetro de Ostwald, uma ferramenta valiosa nesse
contexto, oferece um método confiável para medir a viscosidade de líquidos. Esse
procedimento é particularmente relevante em diversas áreas, como química, engenharia,
biologia e indústrias alimentícias, onde a viscosidade é uma propriedade crítica que influencia
o comportamento e desempenho de muitos materiais.
O viscosímetro de Ostwald opera com base no princípio da viscosidade capilar.
Consiste em um tubo capilar conectado a um bulbo em uma extremidade e graduado na outra.
O líquido a ser testado é aspirado para dentro do tubo capilar por meio de sucção capilar, e a
taxa de fluxo do líquido é medida. A viscosidade é então determinada usando a lei de
Poiseuille, que relaciona o fluxo volumétrico, a pressão e o raio do tubo capilar. A equação
fundamental de Poiseuille para o fluxo viscoso em um tubo capilar é expressa por:
onde Q é o fluxo volumétrico, r é o raio do capilar, ΔP é a diferença de pressão ao
longo do capilar, η é o coeficiente de viscosidade e L é o comprimento do capilar. Ao medir o
tempo que um determinado volume de líquido leva para percorrer uma distância específica no
tubo capilar, é possível calcular a viscosidade. O coeficiente de viscosidade obtido é crucial
para a caracterização de fluidos newtonianos, aqueles que exibem uma relação linear entre
tensão de cisalhamento e taxa de deformação.
A determinação do coeficiente de viscosidade é fundamental em inúmeras aplicações
práticas. Em setores como o farmacêutico, a indústria de alimentos e a produção de polímeros,
a viscosidade desempenha um papel significativo na formulação e processamento de
5
produtos. Além disso, na pesquisa científica, entender a viscosidade de líquidos biológicos é
vital para compreender processos biológicos complexos. Em resumo, o viscosímetro de
Ostwald oferece uma abordagem confiável e eficaz para a determinação do coeficiente de
viscosidade. Sua aplicação abrange uma ampla gama de setores, fornecendo informações
cruciais para a manipulação e otimização de materiais que dependem das propriedades de
viscosidade para sua funcionalidade e desempenho.
2 OBJETIVOS
2.1 Geral
Compreender os mecanismos que envolvem a viscosidade de Ostwald tais como
densidade, tensão superficial e viscosidade
2.2 Específico
● Determinar o coeficiente de viscosidade de alguns líquidos a várias temperaturas,
utilizando o viscosímetro de Ostwald.
3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
3.1 Panorama geral
Viscosidade é uma grandeza física frequentemente associada às propriedades
dinâmicas dos fluidos, nos quais incluem os gases, vapores, líquidos, materiais plásticos ou
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mesmo grãos de matéria sólida e a matéria sólida no estado fundido. Em uma linguagem
refinada, a viscosidade é a propriedade dos fluidos correspondente ao transporte microscópico
de quantidade de movimento por difusão molecular. Quanto maior a viscosidade, menor a
velocidade em que o fluido se movimenta. Ou ainda podemos dizer que a viscosidade é a
medida da resistência de um fluido à deformação causada por um torque (momento estático).
É comumente percebida como a “grossura”, ou resistência ao despejamento. Dessa forma,
quanto maior a viscosidade, menor a velocidade em que o fluido se movimenta, onde menor
será a quantidade de matéria transportada pelo líquido.
Na literatura, podemos encontrar uma verdadeira gama de informações a respeito da
viscosidade das substâncias, havendo a reunião de vários conceitos sobre otema, facilitando a
compressão pela seleção da linguagem mais acessível. A viscosidade de um líquido, o inverso
da fluidez, estaticamente mede a resistência interna oferecida ao movimento relativo de
diferentes partes desse líquido.
Assim como na maioria das substâncias, vários fatores influenciam nas características
físicas e químicas destas. Podemos citar a densidade, relação massa/volume das substâncias.
Para a viscosidade, a densidade não está ligada diretamente, havendo líquidos com densidades
relativamente próximas, possuindo discrepantes coeficientes para viscosidade, contudo,
sempre deve ser considerada, pois para líquidos com características físico-químicas parecidas,
podem influenciar na viscosidade.
Um exemplo de uma grande diferença de viscosidade pode ser observado entre a água
e o óleo. Ambos possuem coeficientes de viscosidade iguais, porém, o óleo apresenta grande
viscosidade em relação à água. Isso pode ser explicado pela diferença de polaridade de suas
moléculas, bem como, as forças coexistentes sobre elas.
Matematicamente, a viscosidade (η) é a derivada do gráfico da força de cisalhamento
por unidade de área entre dois planos paralelos do líquido em movimento relativo (tensão de
7
cisalhamento, T) versus o gradiente de velocidade dv/dx (taxa de cisalhamento, Y) entre os
planos, isto é T = η Y, onde:
𝑑𝑣 𝑣𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑖𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑙
𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑦 = 𝑑𝑥
= 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑖𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑙
𝑑𝑡 𝐹 (𝑓𝑜𝑟ç𝑎) 𝑑𝑡 𝐹/𝐴
𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑡 𝑑𝑦
= 𝐴 (Á𝑟𝑒𝑎)
𝑉𝑖𝑠𝑐𝑜𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑛 = 𝑑𝑦
= 𝑑𝑣/𝑑𝑥
A unidade de viscosidade comumente utilizada no sistema cgs é a poise (g/cm.s= P),
definido como a viscosidade de um líquido em que a unidade de força por unidade de área,
agindo sob as duas camadas líquidas de área unitária e separadas pela unidade de
comprimento, provocando um deslocamento que ocorre com a unidade de velocidade.
Atualmente, como a viscosidade da água a 20 0C é muito próxima de um centipoise (um cp;
valor exato: 1,002 cP) os valores de viscosidade eram frequentemente tabelados em cP. A
relação entre a atual unidade SI e a antiga unidade é 1 mPa • s = 1 cP.
Habitualmente, podemos expressar a viscosidade de um líquido observando-se a
velocidade de escoamento através de alguma forma de tubo capilar. Para determinação exata,
deve-se manter um escoamento paralelo ao eixo do tubo, e a velocidade não deve exceder a
certo valor, o qual ficará dependendo da viscosidade do líquido e do raio do tubo. A
viscosidade de fluido pode ser determinada por vários métodos experimentais,como por
exemplo, a medida do tempo de vazão de um líquido através de um capilar, a medida do
tempo de queda de uma esfera através de um líquido. Podemos ainda determinar a viscosidade
cinemática, expressa por:
𝑛
θ = 𝑝
onde n é a viscosidade dinâmica e p é a massa específica do líquido. Tem por unidade
o Stokes (g/cm.s). Um método que atende bem as essas expectativas é o procedimento
8
utilizando o viscosímetro de Ostwald. O viscosímetro de Ostwald permite uma determinação
simples do coeficiente de viscosidade a partir de uma substância padrão. Neste caso as
medidas de viscosidade são feitas por comparação entre o tempo de vazão de um líquido de
viscosidade conhecido, geralmente a água, e do líquido cuja viscosidade se deseja determinar.
3.2 Densidade associadas aos líquidos-problema
A densidade é uma propriedade fundamental que descreve a quantidade de massa
contida em um determinado volume de uma substância. Quando aplicada à viscosidade de
líquidos como água, etanol e acetona, a densidade desempenha um papel importante na
compreensão do comportamento fluido dessas substâncias. A água, com sua densidade de
aproximadamente 1 g/cm³ a 20°C, serve como referência padrão para muitas comparações.
Sua natureza polar contribui para uma alta coesão molecular, resultando em uma viscosidade
relativamente baixa. A densidade da água é afetada pela temperatura, diminuindo à medida
que a temperatura aumenta, o que pode influenciar sua viscosidade, embora não de forma
linear.
O etanol, um líquido comumente usado em laboratórios e em diversas aplicações
industriais, possui uma densidade em torno de 0,789 g/cm³ a 20°C. Sua estrutura molecular,
semelhante à da água, contribui para uma viscosidade moderada. No entanto, a influência da
densidade na viscosidade do etanol também está relacionada à sua composição química e à
presença de grupos funcionais, que podem afetar as interações moleculares e, por conseguinte,
a fluidez do líquido. A acetona, por sua vez, apresenta uma densidade mais baixa,
aproximadamente 0,785 g/cm³ a 20°C. Essa substância é conhecida por sua baixa viscosidade,
sendo utilizada como solvente em muitas aplicações industriais. Sua estrutura molecular
9
simples e a falta de ligações de hidrogênio significativas contribuem para uma fluidez notável,
apesar da densidade relativamente baixa.
A relação entre densidade e viscosidade não é direta, e outros fatores, como
temperatura e composição química, desempenham papéis cruciais. Em geral, líquidos com
densidades mais baixas tendem a ter viscosidades mais baixas, mas as características
específicas de cada substância devem ser consideradas. Em conclusão, ao analisar a densidade
aplicada à viscosidade de água, etanol e acetona, é possível perceber como essas propriedades
estão interconectadas e influenciam o comportamento fluido desses líquidos. A compreensão
dessas relações é essencial em diversas áreas, desde a indústria química até a pesquisa
científica, permitindo a manipulação e otimização eficaz desses líquidos em várias aplicações.
3.3 Tensão superficial aplicada à água destilada, etanol e acetona
A tensão superficial é uma propriedade física de líquidos que reflete a energia
necessária para aumentar a área superficial de uma substância. Esse fenômeno é
especialmente evidente na interface entre o líquido e o ambiente gasoso, formando uma
"película" na superfície do líquido. Quando aplicada a líquidos como água, etanol e acetona, a
tensão superficial desempenha um papel crucial em várias aplicações científicas, industriais e
cotidianas. A água é um exemplo marcante de uma substância com alta tensão superficial.
Essa característica é atribuída às fortes interações de hidrogênio entre as moléculas de água na
superfície. A presença dessas ligações resulta em uma "película" elástica na superfície da
água, conferindo-lhe propriedades únicas, como a capacidade de suportar objetos leves na
superfície sem afundar imediatamente. Esta qualidade é evidente, por exemplo, ao observar
pequenos insetos que conseguem caminhar sobre a água devido à sua tensão superficial
elevada.
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O etanol, por sua vez, exibe uma tensão superficial moderada. Sua estrutura molecular,
semelhante à da água, permite certa coesão entre as moléculas na superfície, mas em uma
escala menor em comparação com a água. Isso implica que o etanol também pode suportar
uma "película" na sua superfície, embora com menos intensidade do que a água. A acetona,
um solvente comum, apresenta uma tensão superficial relativamente baixa. Sua estrutura
molecular simples, sem grupos funcionais que promovam fortes interações intermoleculares,
contribui para uma superfície mais "frágil". Isso significa que a acetona tem uma tendência
menor de formar uma película resistente na superfície em comparação com a água e o etanol.
A relação entre a tensão superficial e a composição química dos líquidos é complexa e
influenciada por vários fatores, como a presença de impurezas, temperatura e pressão. No
entanto, compreender essas diferenças é fundamental para diversas aplicações, desde
processos industriais, como revestimento de superfícies, até fenômenos naturais, como a
capilaridade em plantas.
3.4 Viscosímetro de Cannon-Fenske
O viscosímetro de Cannon-Fenske é um instrumento utilizado para medir a
viscosidade de líquidos, especialmente aqueles que apresentam características não
newtonianas. Esse dispositivo é uma evolução dos viscosímetros capilares, proporcionando
maior precisão em medições de viscosidade em uma ampla variedade de aplicações
industriais e laboratoriais. O princípio de funcionamento do viscosímetro de Cannon-Fenske é
baseado na taxa de escoamento de um líquido através de um capilar calibrado. A amostra é
inserida no tubo capilar e, em seguida, a temperatura é controlada de maneira precisa para
garantir condições padronizadas. O tempo que o líquido leva para percorrer uma determinada
distância no capilar é medido e utilizado para calcular a viscosidade da substância.
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Uma característica distintiva do viscosímetro de Cannon-Fenske é a presença de uma
ampola de bulbo invertido na extremidade do capilar. Esse bulbo atua como um reservatório,
permitindo que a amostra flua uniformemente para o capilar, evitando assim variações no
fluxo. A forma do bulbo também contribui para a precisão nas medições, especialmente em
líquidos viscosos. O viscosímetro de Cannon-Fenske é amplamente utilizado em indústrias
que envolvem a produção de produtos químicos, petróleo, alimentos e farmacêuticos. Sua
aplicação é valiosa em situações em que a viscosidade precisa ser medida em diferentes
condições de temperatura e para uma variedade de líquidos, desde óleos até polímeros.
Uma das vantagens significativas do viscosímetro de Cannon-Fenske é sua capacidade
de lidar com líquidos não newtonianos, nos quais a viscosidade varia com a taxa de
cisalhamento. Isso o torna uma escolha ideal para amostras que exibem comportamentos
viscoelásticos, como polímeros fundidos ou géis. No entanto, é importante observar que,
assim como outros viscosímetros capilares, o viscosímetro de Cannon-Fenske pode ter
limitações em relação à precisão em líquidos extremamente viscosos ou em situações onde a
amostra contém partículas sólidas que podem obstruir o capilar.
4 MATERIAIS E REAGENTES
4.1 Materiais
● Viscosímetro (modelo Cannon-Fenske)
● Pipeta de 25 mL
● Béquer
● Banho termostático para viscosidade
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4.2 Reagentes
● Acetona
● Água destilada
● Etanol
5 METODOLOGIA
5.1 Viscosímetro de Ostwald
O viscosímetro de Ostwald é um dispositivo clássico e importante para a determinação
da viscosidade de líquidos. Desenvolvido por Wilhelm Ostwald, um renomado químico
alemão e ganhador do Prêmio Nobel, este instrumento é utilizado em laboratórios e indústrias
para medir a resistência de um fluido ao fluxo, ou seja, sua viscosidade. O princípio de
funcionamento do viscosímetro de Ostwald é relativamente simples, mas eficaz. Ele consiste
em um tubo capilar longo e fino, muitas vezes feito de vidro, que é preenchido com o líquido
em questão. O tubo é graduado para permitir a medição precisa do tempo que o líquido leva
para fluir através do capilar. Este tempo é então utilizado para calcular a viscosidade da
amostra.
O viscosímetro de Ostwald é especialmente adequado para líquidos newtonianos, ou
seja, aqueles cuja viscosidade permanece constante independentemente da taxa de
cisalhamento. Exemplos de líquidos newtonianos incluem água, óleo mineral e muitos
solventes. Para esses casos, o viscosímetro de Ostwald oferece resultados confiáveis e é
amplamente utilizado. A precisão do viscosímetro de Ostwald reside na relação entre a taxa
de cisalhamento e a tensão de cisalhamento, conforme descrito pela lei de Newton para
13
fluidos. À medida que o líquido flui através do capilar, a resistência ao fluxo é diretamente
proporcional à viscosidade do líquido. Portanto, medir o tempo de fluxo através do capilar
proporciona uma maneira eficaz de avaliar a viscosidade.
Embora o viscosímetro de Ostwald seja uma ferramenta valiosa em muitas situações,
ele tem algumas limitações. Por exemplo, não é tão eficaz para medir a viscosidade de
líquidos não newtonianos, nos quais a viscosidade varia com a taxa de cisalhamento. Para
esses casos, outros tipos de viscosímetros, como o viscosímetro rotacional, podem ser mais
adequados.
5.2 Princípio do método
Introduziu no interior do tubo ⅔ de solução solicitada para a prática. A princípio, o
primeiro líquido-problema usado foi água destilada de tal modo que o líquido ficou abaixo da
extremidade inferior do capilar. Colocou o viscosímetro, contendo em seu interior o volume
de água determinado acima, num banho termostático a 25°C. Aguardou o sistema atingir o
equilíbrio térmico. Em seguida, iniciou as determinações do tempo de escoamento.
Prosseguiu essa técnica com os líquidos-problema acetona e etanol.
6 RESULTADOS E DISCUSSÃO
No cronômetro do viscosímetro foram registrados os seguintes tempos de escoamento
(Tabela 1)
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Tabela 1: Dados obtidos do tempo com relação às amostras
Fonte: Autoria própria
O coeficiente de viscosidade e a densidade da água são determinados pela seguinte
tabela 2
Tabela 2: Coeficientes obtidos e densidades analisadas
Fonte: Autoria própria
Com o tempo médio de cada líquido podemos obter o coeficiente de viscosidade de
cada um.
η = (ρ.t.η0)/(ρ0.t0)
A uma temperatura de 25ºC a água possui aproximadamente igual a 1 g/cm-3, acetona
igual a 0,787 g/cm3 e etanol 0,789 g/cm3 . Com esses dados determinou-se o coeficiente de
viscosidade de cada líquido.
Água:
η = (1,0 . 89,2 . 8,904)/(0,99707 . 100,0)
η = 7,96571 mpoise
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Acetona:
η = (0,787 . 42,34 . 8,904)/(0,99707 . 100,0)
η = 2,97567 mpoise
Etanol:
η = (0,789 .151,396 . 8,904)/(0,99707 . 100,0)
η = 10,6673 mpoise
A viscosidade cinemática de cada líquido-problema foi obtida pela seguinte equação:
V = K . (t - v)
Água:
V = 0,015 . (89,2 - 0,27)
V = 1,33395
Acetona:
V = 0,015 . (42,34 - 0,27)
V = 0,63105
Etanol:
V = 0,015 . (151,396 - 0,27)
V = 2,2669
Assim, obteve-se a seguinte tabela 3
Tabela 3: Dados obtidos das amostras
Fonte: Autoria própria
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7 CONCLUSÃO
Em conclusão, a determinação do coeficiente de viscosidade pelo viscosímetro de
Ostwald desempenha um papel fundamental na caracterização de líquidos, oferecendo uma
abordagem confiável e acessível para medir a resistência dessas substâncias ao fluxo. O
princípio de funcionamento simples, baseado na lei de Newton para fluidos newtonianos,
proporciona resultados consistentes e precisos para uma ampla gama de líquidos, tornando-o
uma ferramenta valiosa em laboratórios e indústrias.
A simplicidade do viscosímetro de Ostwald, com seu tubo capilar graduado e
procedimento operacional direto, facilita sua utilização, mesmo em ambientes menos
sofisticados. Sua sensibilidade a variações na viscosidade torna-o particularmente útil para a
medição de pequenas diferenças entre líquidos de viscosidades próximas, contribuindo para
uma análise precisa em diversas aplicações.
No entanto, é crucial reconhecer as limitações do viscosímetro de Ostwald,
especialmente quando lidamos com líquidos não newtonianos, nos quais a viscosidade varia
com a taxa de cisalhamento. Para tais situações, outros métodos ou instrumentos, como
viscosímetros rotacionais, podem ser mais apropriados.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANJOS, Paulo R.; COLODEL, Cristiane.; GONÇALVES, Kátia S.; JACUMASSO,Tiago.;
Determinação da medida do coeficiente de viscosidade de um líquido. Universidade
Estadual de Ponta Grossa, 2009. Disponível em: <
[Link]
[Link]> Acesso em 15/12/2023.
ALMEIDA, Alexandre M.; BARAN, Franklin S.; MELO, Pamela T. H.; OLIVEIRA,Alisson
R.; SILVA, Rodrigo C.; Viscosidade e Número de Reynolds. Faculdade de Telêmaco Borba
– PR: 2009. Disponível em
<[Link] 15/12/2023.
PERRY, R. H.; CHILTON, C. Manual de Engenharia Química. Rio de Janeiro:Guanabara
Dois Ltda., 1980.