Seção 1 ISSN 1677-7042 Nº 176, quarta-feira, 11 de setembro de 2019
II - definir, em conjunto com os coordenadores regionais e mediante anuência
Ministério Público da União do Vice-Procurador-Geral Eleitoral, as tarefas necessárias ao cumprimento do Plano de
Ação da Função Eleitoral;
ATOS DA PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA III - acompanhar a execução das tarefas e tomar medidas corretivas; e
IV - solicitar informações e providências necessárias à execução do plano de
PORTARIA Nº 1, DE 9 DE SETEMBRO DE 2019 ação da função eleitoral aos demais membros do Ministério Público Eleitoral.
§ 1º. Estende-se, a critério do coordenador nacional, a competência prevista
A PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA E PROCURADORA-GERAL ELEITORAL, no inciso IV deste artigo aos coordenadores regionais.
no exercício de suas atribuições constitucionais e legais, em especial, nos termos dos § 2º. O coordenador nacional poderá, sempre que entender pertinente,
artigos 26, inciso XIII, e 75 da Lei Complementar n° 75, de 20 de maio de 1993, bem como delegar a coordenação nacional de projetos aos coordenadores regionais (Portaria
o artigo 24, VIII, do Código Eleitoral, e considerando: PGR/MPF n. 206/2013, art. 3º).
os deveres assumidos pelo Brasil na Convenção Americana sobre Direitos Art. 12. Incumbe ao representante da Procuradoria-Geral Eleitoral no
Humanos ou Pacto de San Jose da Costa Rica (Decreto n. 678/1992), especialmente em GENAFE:
seu art. 23; I - representar a Procuradoria-Geral Eleitoral nos fóruns e debates do
os deveres assumidos pelo Brasil no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e GENAFE;
Políticos (Decreto n. 592/1992), especialmente em seu art. 25; II - acompanhar a execução das tarefas previstas no plano de ação da função
que o Ministério Público é instituição permanente e essencial à função eleitoral e propor medidas corretivas ao Procurador-Geral Eleitoral;
jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica e do regime III - solicitar ao coordenador nacional do GENAFE relatório semestral com
democrático (Constituição da República, art. 127, caput); informações e indicação das providências necessárias - à execução do plano de ação da
que compete ao Ministério Público Federal exercer perante a Justiça Eleitoral função eleitoral;
as funções do Ministério Público, atuando em todas as fases e instâncias do processo IV - apresentar ao Procurador-Geral Eleitoral dados de desempenho e alcance
eleitoral (LC n. 75/93, art. 72, caput; Código Eleitoral, arts. 18, 24, 27); de metas do plano de ação da função eleitoral (Portaria PGR/MPF n. 206/2013, art.
que o Procurador-Geral da República é o chefe do Ministério Público da União 4º).
e do Ministério Público Federal (Constituição da República, art. 128, I, a, § 1º), bem como Título III
Procurador-Geral Eleitoral e chefe do Ministério Público Eleitoral (Código Eleitoral, art. 24, Das Procuradorias Regionais Eleitorais
caput; LC n. 75/93, art. 73); Capítulo 1
que ao Procurador-Geral Eleitoral compete expedir instruções aos órgãos do Polos Eleitorais
Ministério Público (Código Eleitoral, art. 24, VII); Art. 13. Junto ao Ofício da Procuradoria Regional Eleitoral poder-se-ão instituir,
que a Justiça Eleitoral integra o Poder Judiciário da União (Constituição da de forma permanente ou temporária, ofícios especializados de atuação concentrada em
República, arts. 92, V, 118 ss.); polo, com vistas ao exercício de atribuições específicas, sem caráter exclusivo, por
o disposto na LC n. 75/93, especialmente em seus arts. 72 a 80; investidura em mandato, de modo a conferir-se trato prioritário e resolução a questões
o disposto na Lei n. 8.625/93, especialmente seus arts. 10, IX, "h", 32, III, 50, complexas ou de maior especialização, otimizando a eficiência e a efetividade da atuação
VI, 70 e 73; institucional do Ministério Público Eleitoral.
o disposto na Resolução n. 30/2008, do Conselho Nacional do Ministério Capítulo 2
Público (CNMP); Designação dos Procuradores Regionais Eleitorais
o processo eleitoral, a realização de eleições e a garantia do direito Art. 14. O Procurador Regional Eleitoral, juntamente com o seu substituto, será
fundamental de sufrágio; designado pelo Procurador-Geral Eleitoral, dentre os Procuradores Regionais da República
e, finalmente, a necessidade de se uniformizar a atuação do Ministério Público no Estado e no Distrito Federal, ou, onde não houver, dentre os Procuradores da
Eleitoral em todo o país, conferindo-se segurança jurídica ao processo eleitoral, bem como República vitalícios, para um mandato de dois anos.
agilidade e efetividade na proteção dos direitos políticos fundamentais;, resolve: § 1º. O Procurador Regional Eleitoral poderá ser reconduzido uma vez.
Regulamentar a atuação do Ministério Público Eleitoral na forma seguinte. § 2º. O Procurador Regional Eleitoral poderá ser destituído, antes do término
Título I do mandato, por iniciativa do Procurador-Geral Eleitoral, desde que haja anuência da
Do Ministério Público Eleitoral maioria absoluta dos membros do Conselho Superior do Ministério Público Federal (LC n.
Art. 1º. Compete ao Ministério Público Federal exercer, no que couber, 75/93, art. 76).
perante a Justiça Eleitoral, as funções do Ministério Público, atuando em todas as fases e Art. 15. A designação do Procurador Regional Eleitoral e seu substituto será
instâncias do processo eleitoral (LC n. 75/93, art. 72). precedida de processo eletivo para escolha dos membros a serem indicados ao
Parágrafo único - O Ministério Público Eleitoral tem legitimação para propor, Procurador-Geral Eleitoral (Portaria PGR/MPF n. 89/2016, art. 2º).
perante o órgão eleitoral competente, as ações para declarar ou decretar a nulidade de § 1º. São elegíveis os membros lotados e em exercício na respectiva
negócios jurídicos ou atos da administração pública, infringentes de vedações legais Procuradoria Regional da República ou, onde essa não existir, na Procuradoria da
destinadas a proteger a normalidade e a legitimidade das eleições, contra a influência do República do respectivo Estado da federação (Portaria PGR/MPF n. 89/2016, art. 3º).
poder econômico ou o abuso do poder político ou administrativo (LC n. 75/93, art. 72, § 2º. O colégio eleitoral é composto por todos os membros do MPF lotados na
parágrafo único). respectiva unidade, incluindo as Procuradorias da República em Municípios.
Art. 2º. A filiação a partido político impede o exercício de funções eleitorais Art. 16. A eleição deverá ser coordenada por comissão eleitoral, composta por
por membro do Ministério Público até dois anos depois de seu cancelamento (LC n. 75/93, três membros da unidade, nomeados por ato do Procurador-Geral Eleitoral.
art. 80). Parágrafo único - Compete à comissão eleitoral a definição do procedimento
Título II eleitoral, observadas as disposições deste capítulo, incumbindo-lhe, também, a resolução
Da Procuradoria-Geral Eleitoral dos casos omissos, com recurso para o Procurador-Geral Eleitoral, no prazo de 5 (cinco)
Capítulo 1 dias (Portaria PGR/MPF n. 89/2016, art. 4º).
Do Procurador-Geral Eleitoral Art. 17. Os candidatos deverão formalizar chapa em que conste,
Art. 3º. O Procurador-Geral Eleitoral é o Procurador-Geral da República (CR, necessariamente, os nomes dos membros que disputam, respectivamente, as funções de
art. 128, I, a, §1º; LC n. 75/93, art. 73). Procurador Regional Eleitoral e dos demais titulares dos ofícios do polo de atuação
Parágrafo único - O Procurador-Geral Eleitoral designará, dentre os concentrada junto à Procuradoria Regional Eleitoral.
Subprocuradores-Gerais da República, o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, que o substituirá Parágrafo único. A inscrição das chapas deve ser formalizada por intermédio de
em seus impedimentos e exercerá o cargo em caso de vacância, até o provimento requerimento subscrito por seus integrantes junto à comissão eleitoral (Portaria PGR/MPF
definitivo (LC n. 75/93, art. 73). n. 89/2016, art. 5º, com redação dada pela Portaria PGR/MPF nº 751/2019 ).
Art. 4º. Compete ao Procurador-Geral Eleitoral exercer as funções do Art. 18. O voto dos membros da unidade será secreto, permitido o voto em
Ministério Público nas causas de competência do Tribunal Superior Eleitoral (LC n. 75/93, trânsito na respectiva unidade da federação, vedado o exercício do sufrágio por
art. 74). procuração.
Parágrafo único - Além do Vice-Procurador-Geral Eleitoral, o Procurador-Geral Parágrafo único - Às Procuradorias da República em Municípios, serão enviadas
poderá designar, por necessidade de serviço, membros do Ministério Público Federal para cédulas rubricadas pela comissão eleitoral, acompanhadas de sobrecarta, salvo se adotada
oficiarem, com sua aprovação, perante o Tribunal Superior Eleitoral (LC n. 75/93, art. 74). votação eletrônica (Portaria PGR/MPF n. 89/2016, art. 6º).
Art. 5º. Incumbe ao Procurador-Geral Eleitoral (LC n. 75/93, art. 75): Art. 19. Havendo mais de uma chapa concorrente, será considerada vitoriosa
I - designar o Procurador Regional Eleitoral em cada Estado e no Distrito aquela que obtiver a maioria simples dos votos válidos.
Federal; §1º. Em caso de empate, considerar-se-á eleita a chapa cujo titular for mais
II - acompanhar os procedimentos do Corregedor-Geral Eleitoral; antigo.
III - dirimir conflitos de atribuições; § 2º. Para os fins do parágrafo anterior, a antiguidade do titular da chapa será
IV - requisitar servidores da União e de suas autarquias, quando o exigir a determinada conforme a regra do art. 202, § 3º, da LC n. 75/93.
necessidade do serviço, sem prejuízo dos direitos e vantagens inerentes ao exercício de §3º. No caso de haver somente uma chapa inscrita até o término do prazo
seus cargos ou empregos. para inscrições, esta será automaticamente considerada eleita, sendo dispensada a
Art. 6º. O Vice Procurador-Geral Eleitoral atuará com exclusividade nas funções votação e os procedimentos descritos no artigo anterior (Portaria PGR/MPF n. 89/2016,
eleitorais, podendo o Procurador-Geral da República delegar-lhe outras funções. art. 7º).
Capítulo 2 Art. 20. Procedida a apuração, o resultado deverá ser comunicado ao
Dos Procuradores Eleitorais Auxiliares da PGE Procurador-Geral Eleitoral no prazo de dois dias úteis, até 1º setembro do ano anterior ao
Art. 7º. A Procuradoria-Geral Eleitoral poderá designar Procuradores Eleitorais da eleição, para que seja providenciada a designação coletiva (Portaria PGR/MPF n.
Auxiliares da PGE para exercerem a função eleitoral perante os Ministros Auxiliares 89/2016, art. 8º).
nomeados pelo Tribunal Superior Eleitoral nos termos do art. 96, §3º, da Lei n. Art. 21. Os mandatos dos Procuradores Regionais Eleitorais e dos seus
9.504/97. substitutos iniciar-se-ão, simultaneamente, no dia 1º de outubro do ano anterior ao da
§ 1º. O Procurador Eleitoral Auxiliar que ajuizar ação, representação ou eleição, e vigorarão por um biênio, permitida uma recondução.
reclamação acompanhará o respectivo processo até decisão final. §1º. Os biênios serão contados de forma contínua e ininterrupta.
§ 2º. É ressalvada a atribuição do Procurador-Geral Eleitoral e de seu vice para §2º. Em caso de vacância do cargo de titular por qualquer motivo (renúncia,
atuar nas hipóteses a que se refere o caput deste artigo. desprovimento de cargo, aposentadoria, remoção, promoção), o substituto assumirá a
§ 3º. Não se incluem entre as atribuições dos Procuradores Eleitorais Auxiliares titularidade até o termo final do mandato originário, podendo indicar um novo
da PGE o assento em sessões do Tribunal Superior Eleitoral, a atuação em feitos criminais substituto;
e a prerrogativa de recorrer ao Supremo Tribunal Federal. §3º. Em caso de vacância dos cargos de titular e substituto, serão designados
Art. 8º. As atribuições dos Procuradores Eleitorais Auxiliares definidas no artigo para essas funções novos membros, observado o processo eleitoral para tanto
anterior não afastam a prerrogativa do Procurador-Geral Eleitoral de atuar de forma estabelecido. Nesse caso, os membros eleitos exercerão as respectivas funções até o
supletiva ou concomitante naquelas mesmas matérias. termo final do mandato originário (Portaria PGR/MPF n. 89/2016, art. 9º).
Capítulo 3 Art. 22. O Procurador-Geral Eleitoral poderá designar, por necessidade de
Do Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral serviço, outros membros do Ministério Público Federal para oficiar, sob a coordenação do
Art. 9º. O Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral (GENAFE) é composto Procurador Regional, perante os Tribunais Regionais Eleitorais (LC n. 75/93, art. 77,
por um coordenador nacional, seis coordenadores regionais e um representante da parágrafo único).
Procuradoria-Geral Eleitoral, todos indicados pelo Procurador-Geral Eleitoral Capítulo 3
independentemente de mandato como Procurador Regional Eleitoral, com o objetivo de Atribuições dos Procuradores Regionais Eleitorais
coordenar a execução do plano de ação da função eleitoral, além de outras atribuições Art. 23. Ao Procurador Regional Eleitoral incumbe exercer as funções do
que lhe forem conferidas. Ministério Público nas causas de competência do Tribunal Regional Eleitoral respectivo,
Parágrafo único - O plano de ação da função eleitoral deverá ser reavaliado além de dirigir, no Estado, as atividades do setor (LC n. 75/93, art. 77).
periodicamente, durante encontro nacional de Procuradores Regionais Eleitorais, em §1º. Sem prejuízo de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei,
especial para adequar o plano à atuação do Ministério Público nas eleições, à defesa da incumbe ao Procurador Regional Eleitoral:
ordem jurídica, do regime democrático e das garantias políticas fundamentais (Portaria I - assistir às sessões do Tribunal Regional Eleitoral e participar das
PGR/MPF n. 206/2013, art. 2º). discussões;
Art. 10. O Procurador-Geral Eleitoral designará os membros do GENAFE, II - exercer a ação pública e promovê-la até final, em todos os feitos de
ouvidos o Vice-Procurador-Geral Eleitoral e os Procuradores Regionais Eleitorais (Portaria competência originária do TRE;
PGR/MPF n. 206/2013, art. 5º). III - oficiar em todos os recursos e conflitos de competência submetidos ao
Art. 11. São atribuições do coordenador nacional do GENAFE: TRE;
I - propor, em conjunto com os coordenadores regionais, a ordem de IV - manifestar-se, por escrito ou oralmente, em todos os demais assuntos
prioridade das metas e o cronograma de atividades do plano de ação da função eleitoral submetidos à deliberação do TRE, quando solicitada sua audiência por qualquer dos Juízes,
ao Procurador-Geral Eleitoral; ou por iniciativa própria, se entender necessário;
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