RESUMO MATÉRIA DE DIREITO CIVIL
Art. 5 o A menoridade cessa aos dezoito
anos completos, quando a pessoa fica
habilitada à prática de todos os atos da
PODER FAMILIAR- pai vida civil.
ARTIGO 5º-
Emancipação : dar a uma pessoa a capacidade plena enquanto menor de idade, aquisição de
capacidade plena para menores.
Emancipação se faz no cartório de notas -> registro civil
EMANCIPAR NÃO É
Tutores: quando não tem ninguém para exercer o poder familiar (pai, mãe, avó, avô) GANHAR
MAIORIDADE E SIM
a) Emancipação Voluntária: vem da vontade dos pais, tutores
CAPACIDADE PLENA.
b) Emancipação Judicial : a emancipação vem do juiz
c) Emancipação Legal: a emancipação que se consegue na maioridade REVISÃO: CAPACIDADE
PLENA OU ABSOLUTA É
EMANCIPAÇÃO É IRREVOGAVEL! QUANDO A PESSOA
CONSEGUE EXERCER
SOZINHA TODOS OS
Interpretação restrita “Numerus clausus” : so serve nos casos expostos: DEVERES DA VIDA CIVIL.
• Abandono de vulneraveis
• Sem alimentação
• Pais sentenciados
• Perder o poder familias- pai
Artigo 5º
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento
público, independentemente de homologação(autorização) judicial, ou por sentença do juiz,
ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;
II - pelo casamento; ( os pais autorizam- ganha capacidade plena)
III - pelo exercício de emprego público efetivo;
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; ( se formar com menos de 18 anos)
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego,
desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia
própria. ( independência financeira)
UNIÃO ESTÁVEL É DIFERENTE DE CASAMENTO
• UNIÃO ESTÁVEL: é reconhecida como entidade familiar, assim como o casamento.
Vivem sob o mesmo teto
• CASAMENTO: é um vínculo jurídico estabelecido entre duas pessoas, para
constituírem uma família
No âmbito civil idade não põe fim a
nada.
ARTIGO 6º - fim da personalidade civil
A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos
em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva.
TRANSMISSÃO DE TUDO QUE A PESSOA DEIXOU PARA OS HERDEIROS ( cada minuto conta)
MORTE NATURAL:
• Morte comprovada que a pessoa morreu
• É diferente de morte por causas naturais
• É quando a pessoa natural morre
• A personalidade termina através da morte de uma pessoa natural
• Tem atestado de Óbito ( assinado por um profissional)
• Possui o corpo ou fragmentos
PROVAS # PRESUNÇÃO: imagina que pode ter
MORTE PRESUMIDA acontecido
• Não tem prova Atestado de óbito # Certidão de óbito
• Não tem atestado de óbito
• Juiz pode declarar a morte Cartório de registro civil-> registro de
óbito -> certidão de óbito-> funeral
a. SEM DECLARAÇÃO DE AUSÊNCIA:
• dúvida em relação a existência de alguém
• Sentença do juiz-> cartório-> certidão de óbito
Art. 7 o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência:
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida;
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois
anos após o término da guerra.
DECLARAR
Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser MORTE
requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data PRESUMIDA
provável do falecimento.
#
DECLARAÇÃO DE
b. MORTE COM DECLARÇÃO DE AUSÊNCIA AUSENCIA
Ocorre uma declaração de que uma pessoa desapareceu e ninguém sabe o seu paradeiro.
• Ausência: uma pessoa em primeiro lugar some sem dar notícia ou desaparece
• Ausente: passado um determinado tempo e a pessoa continua desaparecida, a família
ou parente pede ao juiz uma ação judicial para declarar ausência
• Procurador : a pessoa que escolhe : alguém para resolver os seus problemas na sua
ausência-> de 1 a 3 anos na ausência da pessoa
• Curador: administrar os bens do ausente -> o juiz que escolhe
Passou um tempo, houve a declaração da morte com ausência da pessoa, se inicia o processo
de sucessão :
I. Sucessão provisória: os sucessores não são donos de nada, entra os herdeiros:
descendentes, ascendentes e cônjuge. Não são donos de nada pois não houve
morte de fato declarada. E necessitam prestar garantia, ou seja, se forem
usufruir dos bens devem mostrar que conseguem recuperar o dinheiro
gastado caso o ausente volte. E não podem vender nada!
II. Sucessão definitiva: depois de 10 anos passado a julgado a sentença que
concedeu a abertura da sucessão provisória, declara o ausente como morto
pelo juiz ( morte presumida), ai vem a sucessão definitiva. Regressando dentro
do prazo de 10 anos.
Comoriencia – comrientes: situação que implica e dizer que duas ou mais pessoas morreram
ao mesmo tempo. Morte simultânea , no mesmo contexto e com o mesmo motivo.
• Hora e minuto da morte importa
• Analise clinico
• Mesmo modo de morte
Artigo 8 C.C
Art. 8 o Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos
comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos.
Terá importância se forem da mesma família pois assim se inicia o direito de sucessão
• Morte de um pai e uma mãe juntos -> abertura da sucessão -> herança
• Morte 1 -> herança do 1 -> morte do 2 -> herança do 1 e do 2-> sucessório
• Morte de ambos juntos não terá sucessão de bens de ambos
1. Atos registrados : é necessário registrar, comprovar no cartório, no cartório. Pessoa
civil é registrada.
LEI
6.015/73 Art. 9 o Serão registrados em registro público:
DOS I - os nascimentos, casamentos e óbitos;
REGISTROS II - a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz;
PÚBLICOS III - a interdição por incapacidade absoluta ou relativa;
IV - a sentença declaratória de ausência e de morte presumida.
2. Atos averbados: Anotação em cima de um registro , alguma coisa mudou no registro
• Ato Nulo: nunca existiu
• Anulação: desconsideração
• Separação: não pode se casar, só após o divorcio -antigamente não era possível
• Divórcio: pode se casar novamente
• Não existe certidão de divórcio ou separação
Art. 10. Far-se-á averbação em registro público:
I - das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento, o divórcio, a
separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal;
II - dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação;
III - (Revogado pela Lei nº 12.010, de 2009)
Extrajudiciais: não precisa de investigação paterna
Judiciais: investigação paterna
Filiação: pai e mãe
Declarar: reconhecer que é o pai do indivíduo
QUALIFICAÇÃO DA PESSOA NATURAL
1. NOME: Direito de personalidade, direito intrínseco: que faz parte da pessoa
Exemplo: Ana Maria Oliveira de Andrade Neta
AGNOME
PRENOME SOBRENOME
OU
PATRONÍMICO
• PRENOME: vem antes do sobrenome
• SOBRENOME: depois do pronome
• AGNOME: para não ter homonimo, é o termo utilizado para diferenciar pessoas de
nomes iguais em uma mesma família. Exemplos: Júnior, Filho, Neto
• Pseudomio: apelido
i. O sobrenome antigamente era apenas do pai( patronímico)
ii. Depois o da mãe entrou vindo antes do sobrenome do pai, mas o sobrenome do pai
ainda era o ultimo e o único “importante”.
iii. Atualmente tanto faz em relação ao sobrenome se é do pai ou da mãe.
O nome era imutável -> principio da inalterabilidade do nome
A lei de 73 possibilitou a alternância do nome em alguns casos, atualmente pode se alterar o
nome facilmente no registro civil.
lei de 1973 estabeleceu que qualquer pessoa podia pedir a mudança do prenome sem
explicações assim que completasse 18 anos de idade. Alguns estados permitiam que se fizesse
isso diretamente no cartório. A maioria dos estados, porém, exigia ação judicial. Em qualquer
caso, tal janela se fechava depois de um ano, assim que chegava o 19º aniversário.
Mais recentemente, em 2018, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) baixou uma norma que
estendeu a mesma possibilidade aos transgêneros, tendo eles feito ou não a cirurgia de
redesignação sexual. Nesse caso, o que muda nos documentos oficiais não é apenas o prenome,
mas também o gênero da pessoa.
Lei de 1973
Possibilidades de alteração do nome, exceções:
Obs: o principio da inalterabilidade está no art. 58 da lei 6.015
1) Quando o prenome exponha o seu portador ao ridículo, ao vexame, ao constrangimento
ou que seja considerado exótico. (Art 55 da lei 6.015 , paragrafo 1)
2) Quando o nome contenha erro gráfico
3) Alteração do nome para incluir apelido publico e notório ( art.58 )
4) Alteração do prenome por conta de homonios
5) Alteração do nome para proteção de vitimas ou testemunhas de crime
6) Alteração do sobrenome pelo casamento
7) Por ocasião de adoção – porem não tem direito a sucessão da família biológica
• Direito de alteridade : sobre sexualidade e gênero
• No brasil so podia mudar o nome se tivesse feito a cirurgia
• Nome social: Não altera o documento, só no nome social
• Como faço para alterar o nome:
I. Menores de 18 anos: acompanhado dos pais
II. Com 18 anos: sozinho
III. Maiores de 18 anos: poder judicial
SÓ PODE MUDAR 1 VEZ O NOME, SE FOR MUDAR DE NOVO PRECISA DE PODER JUDICIAL
2. ESTADO: STATUS DA PESSOA
Situação da pessoa
I. ESTADO INDIVIDUAL: idade, cpf, data de nascimento, trabalho- vem da pessoa, não
tem influencia de outra pessoa
II. ESTADO FAMILIAR: casamento, comunhão de bens, união stável
III. ESTADO NACIONAL: nacionalidade( país) e naturalidade ( cidade e estado)
3. DOMICILIO : é o local onde a pessoa natural pratica negócios jurídicos, habitualmente,
onde ela dorme, sua casa
I. DOMICILIO APARENTE: Ultimo lugar que tem informação de onde a pessoa estava,
ex: circo, nômades.
II. DOMICILIO VOLUNTARIO: depende da vontade da pessoa
III. DOMICILIO NECESSÁRIO: ou legal, a lei determina onde é o domicilio de algumas
pessoas.
Art. 76 C.C
Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso.
Parágrafo único. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o do servidor
público, o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e,
sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar imediatamente
subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que
cumprir a sentença.
IV. PLURIDADE DE DOMICLIO: mais de um domicilio . ex: escola, trabalho, onde
dorme.
V. MUDANÇA DE DOMICILIO: quando altera o local que prática negociações jurídicas,
casa. De modo voluntário, acontece no domínio legal também mas a lei que vai
decidir a mudança.
VI. PERDA DE DOMICILIO: perdeu o domicilio- motivos:
• Morte
• Decidiu ter domicilio aparente
• Em função da lei
ELEMENTO SUBJETIVO: residência – casa, prédio
MORADIA # RESIDENCIA # DOMICÍLIO
ELEMENTO OBJETIVO
Caráter de Animus de permanência
eventualidade
Tem endereço Vem da sua vontade
Residência dentro dele Habito