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Ranking E-commerce Brasil 2018

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2018

UMUM
ESTUDO
ESTUDOCOMPLETO DO E-COMMERCE
COMPLETO SOBRE O SETOR
A SBVC AGRADECE
AOS APOIADORES DO RANKING
Apoio:

PANTONE Pantone 300 C

Pantone 179 C

Pantone 1655 C

Pantone 151 C

Pantone 1235 C

Pantone Cool Gray 11 C

CMYK
C 90% M 55% Y 0% K 0%

C 0% M 90% Y 90% K 0%

C 0% M 80% Y 100% K 0%

C 0% M 60% Y 100% K 0%

C 0% M 30% Y 100% K 0%

C 0% M 0% Y 0% K 80%

Negativa e Positiva

Apoio técnico:

Realização:
2018

EDITORIAL

O varejo da
transformação digital

Eduardo Terra
Presidente da Sociedade Brasileira
de Varejo e Consumo (SBVC)

4 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

O e-commerce vem se consolidando como pelo online, realizando buscas e comparando preços
uma das principais forças motrizes do varejo brasileiro. e produtos. Não ter uma presença digital significa não
Em 2017, em meio a uma crise econômica que demora estar próximo do cliente. E esse é mais um motivo para
a ceder, o segmento apresentou uma expansão de 7,5%. estudar este Ranking: os dados mostram os caminhos de
Mas sua importância não está somente na oportunidade sucesso do varejo online brasileiro.
de encontrar um novo caminho para a expansão das
vendas em um período de investimentos restritos. O Boa leitura e bons insights!
crescimento do e-commerce é apenas a ponta do iceberg
de um intenso processo de transformação digital pelo Eduardo Terra
qual as empresas estão passando. Presidente da
Sociedade Brasileira de Varejo
Nos últimos anos, a insistente crise econômi- e Consumo (SBVC)
ca colocou no topo das prioridades estratégicas uma
agenda de inovação, eficiência e produtividade. Para o
varejo, um reflexo muito positivo deste momento é o
amadurecimento de uma visão mais pragmática dos ne-
gócios, em que a gestão e o uso de dados para entender
o comportamento dos consumidores supera opiniões
e achismos. Essa visão está na base da criação de uma “Nos últimos
cultura digital, que impulsiona as empresas, traz trans-
formações que agregam valor à experiência de compra anos, a insistente
crise econômica
dos clientes e, em última instância, modificam a maneira
como o varejo faz negócios.

Esta edição do Ranking 50 Maiores Empresas


do E-Commerce Brasileiro é um reflexo desse cenário. Os colocou no topo
números que você tem em mãos mostram um aumento
da concentração do varejo online, com um crescimento das prioridades
estratégicas
mais acelerado das empresas que colocaram a agenda
de transformação digital como sua prioridade máxima.
Temos certeza de que mudanças ainda maiores estão a
caminho. O crescimento do e-commerce cross border e
sua consolidação como um driver importante de vendas uma agenda
de inovação,
(tanto para dentro quanto para fora do País), a expansão
da Amazon (iniciada em 2018 com fortes investimentos

eficiência e
em logística e marketplace) e a intensificação do uso de
aplicativos para oferecer aos clientes uma experiência
integrada online e offline são alguns vetores de transfor-
mação que impactam empresas de todos os segmentos
e tamanhos.
E ficar fora desse jogo não é uma opção: o con-
produtividade.”
sumidor, cada vez mais, inicia sua jornada de compras

Ranking E-commerce SBVC § 2018 5


2018

Sumário

VAREJO PRINCIPAIS RECORTES

O conceito de varejo....................................................................10 Uma brevíssima história do e-commerce brasileiro...44

Varejo restrito..................................................................................11 Concentração de mercado.......................................................46

O emprego no varejo..................................................................12 Multicanal X E-commerce puro............................................48

O desemprego no varejo..........................................................14 Multicategorias X Especializados........................................50

DADOS DO E-COMMERCE Controle estrangeiro X Controle Nacional......................52

Internet e o e-commerce..........................................................18 Capital aberto X Capital fechado.........................................54

O comércio eletrônico no mundo........................................22 O crescimento da governança corporativa....................56

O comércio eletrônico no Brasil.............................................24 As líderes em crescimento......................................................58

Sumário Executivo........................................................................28 A força dos marketplace...........................................................60

MÉTODO DO ESTUDO Os maiores empregadores do ecommerce....................62

Coleta de dados...............................................................................32
CONCLUSÕES DO RANKING
DESTAQUES DOS 50 MAIORES
Brasil, Comércio Eletrônico e Transformação Digital..64

As 50 Maiores do e-commerce................................................36
RELAÇÃO GERAL

Índice das Empresas em Ordem Alfabética....................66

EQUIPE TÉCNICA

Ficha Técnica....................................................................................68

6 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

Uma entidade aberta, sem fins Ranking e Estudos Especiais


lucrativos, multissetorial e com
atuação complementar às demais
Pesquisas e Relatórios
entidades de classe do varejo.

Boletim com as principais


A SBVC foi constituída com o notícias do Varejo e Snapshot
propósito de contribuir para o
aumento da competitividade do Promoção de relacionamento
entre os diversos associados
varejo, trazendo conteúdos e
estudos de mercado, promovendo Comissões de discussões
de trabalho
networking entre executivos
varejistas de todos os segmentos e
Realização e apoio em eventos
apoiando ações sociais. nacionais e internacionais

Para se associar ou receber mais Associação gratuita para


informações, entre em contato através
empresas varejistas
do email: mariaodete@[Link]

[Link]
Ranking E-commerce SBVC § 2018 7
Rua Afonso de Freitas, 377 - 2º andar - Sala 205 - Paraíso - São Paulo - SP - CEP: 04006-051 - Telefone: (11) 2597-0068
2018

DADOS DO
VAREJO
2018

DEFINIÇÃO

O conceito
de varejo
C onsiderado como um canal de distribuição
de produtos pela literatura mais tradicional
de marketing, o varejo ganhou destaque nas
últimas décadas, tendo em vista sua posição estratégica
na distribuição de produtos e serviços e sua proximida-
No Brasil o IBGE apresenta os dados do varejo segmen-
tando de uma forma um pouco diferente:

1. Varejo Restrito ( Todos os bens de consumo


menos carros e construção);
de junto aos consumidores finais.
2. Varejo Ampliado (Todos os bens de consumo
Para Kotler (2012, pág. 482), “o varejo inclui todas as ativi- incluindo carros e construção);
dades relativas à venda de bens e serviços diretamente ao
consumidor final, para uso pessoal”. Já Richter (1954) define 3. Serviços em geral;
o varejo como“o processo de compra de produtos em quan-
tidade relativamente grande dos produtores atacadistas Neste Ranking, apresentamos as 300 Maiores
e outros fornecedores e posterior venda em quantidades empresas do Varejo Restrito e Ampliado com exceção
menores ao consumidor final”. Outra definição é trazida de automóveis.
por Spohn (1977): “uma atividade comercial responsável
por providenciar mercadorias e serviços desejados pelos
consumidores”.

De acordo com a equipe técnica da SBVC e pelos


entendimentos da literatura e de associações mundiais,
o varejo é toda atividade econômica da venda de um
bem ou um serviço para o consumidor final, ou seja,
uma transação entre um CNPJ e um CPF.

A partir desse conjunto maior de atividades, co-


merciais, o varejo é tradicionalmente no mundo
segmentado da seguinte forma:

1. Bens de consumo (menos carros e combus-


tíveis);

2. Carros e Combustíveis;

3. Serviços oferecidos ao consumidor final;

10 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

VAREJO RESTRITO

Varejo restrito
(varejo de bens de consumo, exceto
carros e construção)

P elos dados oficiais do IBGE, o Consumo das


Famílias, principal referência do volume
que o varejo como um todo movimenta
no País, alcançou R$ 4,18 trilhões em 2017, com
crescimento de 1% em relação ao ano anterior. Esse
R$ 1,34 trilhão em 2017, com crescimento real de
2% em relação ao ano anterior, e respondeu por
20,3% do PIB brasileiro. Para estimarmos o valor
agregado do varejo no PIB, precisamos utilizar como
referência uma média da margem bruta utilizada no
número representa 63,3% do Produto Interno Bruto setor. Partindo de uma Margem de Valor Agregado
(PIB) de R$ 6,6 trilhões em 2017. (MVA) média de 40%, o valor agregado do varejo
O Varejo Restrito (varejo total, excluindo au- brasileiro corresponde a aproximadamente 8,1% do
tomóveis e materiais de construção) movimentou PIB nacional.

DESEMPENHO DO VAREJO RESTRITO – 2007 a 2017

Fonte: IBGE-PMC

Ranking E-commerce SBVC § 2018 11


2018

EMPREGO

O emprego
no varejo
De acordo com os dados do CAGED, o setor de A importância do varejo como base da econo-
comércio (organizado em atacado e varejo de merca- mia formal aumenta ainda mais quando é considera-
dorias) foi o de melhor resultado em 2017, contratan- do o contexto da geração de empregos no País. Em
do 40 mil pessoas a mais do que demitiu. Segundo o 2017, houve uma perda total de 208 mil vagas em
IBGE, o comércio emprega 22,3% dos trabalhadores toda a economia brasileira, um resultado melhor que
formais brasileiros (incluindo o segmento de venda e o do ano anterior (perda de 1,32 milhão de vagas) e
reparação de veículos automotores e motocicletas), que marca uma melhora nesse indicador desde 2015.
sendo o maior empregador brasileiro e se constituin- Aliado a isso, o cenário de envelhecimento da
do em um importante pilar da economia nacional. população, com aumento da média de idade, traz

Geração anual de postos de trabalho - em milhares

Fonte: CAGED

novos desafios. Nas últimas décadas, a População são acompanhados por uma mudança no perfil dos
Economicamente Ativa (PEA) cresceu não apenas profissionais do setor. O desenvolvimento do varejo
em termos absolutos, como também relativamente online e a integração das operações online e offline
à população total do país, o que gerou um impulso aumentam a demanda por profissionais com forma-
extra para o desenvolvimento de toda a economia ção mais voltada ao setor de tecnologia, ao mesmo
devido à oferta de mão de obra mais acessível. Espe- tempo em que a redução da necessidade de expansão
cialmente no varejo, que tem um grande contingente da rede de lojas físicas reduz a demanda por profissio-
de trabalhadores em primeiro emprego, a chegada nais de vendas. Nos próximos anos, o varejo precisará
de mão de obra jovem em um cenário em que o buscar profissionais com um perfil mais técnico e em
mercado em expansão facilitou o desenvolvimento novas especialidades, como Ciências da Computação
das empresas do setor. e Estatística, o que trará impactos sobre a estrutura
O envelhecimento da população e a redução de custos das empresas.
do número de vagas disponíveis em toda a economia

12 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

Parabenizamos a SBVC pela iniciativa do


Ranking 50 Maiores Empresas
E-commerce Brasileiro.

A BTR é uma consultoria de Educação Corporativa com expertise no mercado de varejo e


consumo e acredita que por meio do desenvolvimento de seus executivos e líderes, as
empresas poderão conquistar resultados significativos e se destacarem no mercado.

Nossas soluções são customizadas, aderentes a linguagem e estratégia de cada um de nossos


clientes, permitindo assim fazer a ponte entre a teoria e prática.

PALESTRAS EDUCAÇÃO CONSULTORIA CURADORIA DE


• O varejo no Brasil e CORPORATIVA EDUCACIONAL CONTEÚDO
no mundo: desafios, • Workshops presenciais • Arquitetura de • Convenções internas
tendências e oportunidades Universidade Corporativa

• Desenvolvimento e • Convenções externas


• Transformação digital
• Modelagem de
aplicação de programas
competências
• A construção de e trilhas de aprendizagem • Eventos para clientes
uma cultura digital
• Trilhas de aprendizagem
• Self Guided Visits:
• O futuro do varejo
visitas, insights e
• Programas de
benchmark
• Pagamentos móveis transformação e cultura
e criptomoedas digital

• Revolução digital • Fábrica de conteúdos


no varejo da China

• Vale do Silício: insights


do maior ecossistema
digital do mundo

Ranking E-commerce SBVC § 2018 13


atendimento@[Link] [Link]
2018

DESEMPREGO

O desemprego
no varejo
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (Pnad) do IBGE, o índice médio de desemprego no
País, que alcançou 7,2% em 2014, se aproximou dos 11% em 2016 e continua em alta, tendo fechado 2017 com
12,7% e, em abril de 2018, alcançado 12,9%. A deterioração do cenário macroeconômico fez com que em 2017,
mesmo no período de fim de ano (em que tradicionalmente o comércio realiza contratações de temporários), o
índice de desemprego alcançasse o maior índice dos 12 meses anteriores. Para 2018, segundo dados do Caged,
varejo deve confirmar a abertura de mais postos de trabalho depois do fechamento líquido de vagas por dois
anos consecutivos, em que grandes empresas demitiram pelo menos 750 mil pessoas e o total de demissões
no varejo chegou próximo dos 230 mil em 2016, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

ÍNDICE MÉDIO DE DESEMPREGO NO PAÍS

Fonte: PNAD

SALDO DE CONTRATAÇÕES/DEMISSÕES (abr/2018)

Fonte: CAGED

14 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

RETROSPECTIVA

Panorama da economia brasileira


nos últimos 10 anos
POSIÇÃO NA VAREJO TAXA DE CARGA
PIB CRESCIMENTO VAREJO
ANO ECONOMIA AMPLIADO INFLAÇÃO (%) DESEMPREGO TRIBUTÁRIA
(TRILHÕES) (%) RESTRITO (%)
MUNDIAL (%) (%) (%)
2007 2,661 6,10% 10º 9,70% 13,60% 4,46% 9,30% 33,8%

2008 3,032 5,20% 8º 9,10% 9,90% 5,90% 7,90% 33,5%

2009 3,143 -0,2% 8º 5,90% 6,80% 4,31% 8,10% 32,3%

2010 3,675 7,50% 7º 10,90% 12,20% 5,91% 6,70% 32,4%

2011 4,143 2,70% 6º 6,70% 6,60% 6,50% 6,00% 33,4%

2012 4,403 1,00% 7º 8,40% 8,00% 5,84% 5,50% 32,7%

2013 4,84 2,50% 7º 4,30% 3,60% 5,91% 5,40% 32,7%

2014 5,1 0,02% 8º 2,20% -3,7% 7,14% 4,80% 32,4%

2015 5,9 -3,8% 8º -4,3% -17,8% 10,67% 6,80% 33,7%

2016 6,3 -3,6% 7º -6,2% -8,7% 6,3% 11,5% 33,4%

2017 6,6 1,00% 9º 2,00% 4,00% 2,95% 12,7% 32,4%

Ranking E-commerce SBVC § 2018 15


2018

16 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

2018

DADOS DO
E-COMMERCE Ranking E-commerce SBVC § 2018 17
2018

INTERNET E O E-COMMERCE

Conectividade é condição essencial para o O fato de que hoje o e-commerce representa


desenvolvimento do e-commerce. A existência de cerca de 8,1% das vendas do varejo online americano e
computadores, tablets e smartphones é pré-condição apenas 3% no Brasil não reflete a relevância dos canais
para as vendas online, em um processo no qual os con- digitais no processo de compra. A jornada de consumo
sumidores primeiramente se habituam ao ambiente dos clientes inclui o digital, em algum ponto das etapas
online, navegando em redes sociais e sites, para depois de pesquisa, consulta e escolha de produtos, em prati-
utilizar sites de varejistas inicialmente para consultas camente 100% dos casos. A pesquisa Total Retail 2017,
e, em um momento posterior, iniciar suas compras a produzida pela PwC, mostra que 53% dos brasileiros
partir de categorias que oferecem menos possibilidade utilizam seus smartphones para pesquisar produtos,
de erro e que tenham um processo de compras menos 45% compararam preços com a concorrência por meio
complexo, como é o caso de livros, CDs e DVDs. Histori- do dispositivo móvel e 32% pagaram por suas compras.
camente, a evolução do e-commerce em todo o mundo O brasileiro pesquisa e compara pelo celular mais que
se deu dessa forma, com um fluxo constante de novos a média mundial, mesmo que não feche a compra
consumidores e intensificação de volume e número de por meios digitais. Os canais digitais se tornaram um
categorias presentes nas compras online. poderoso auxílio no processo de compras dos consu-
Conforme o consumidor aprofunda seu relacio- midores, o que evidencia o comportamento omnicanal
namento com as empresas do setor e percebe que suas dos consumidores.
marcas de preferência no varejo físico também estão
disponíveis online, oferecendo experiências de consu- “O brasileiro pesquisa e
mo confiáveis, aumenta sua disposição em usar canais
digitais de compra, o que cria novas oportunidades compara pelo celular mais
de relacionamento para as marcas nascidas no varejo
físico, como também abre a possibilidade de interação que a média mundial,
com novos players do mundo online, tanto nacionais
quanto internacionais (no Brasil, 22,4 milhões de con- mesmo que não feche a
sumidores gastaram US$ 2,7 bilhões em compras em
sites estrangeiros em 2017, segundo a Ebit). compra por meios digitais. “

ÍBRASILEIROS USAM SMARTPHONE ACIMA DA MÉDIA

Fonte: PwC Total Retail 2017 ([Link]

18 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

A INOVAÇÃO QUE VOCÊ


TRAZ NA BAGAGEM FAZ
TODA A DIFERENÇA PARA
O VAREJO BRASILEIRO.

ANÚNCIO 3

NRF RETAIL’S BIG SHOW NOVA YORK | RETAIL LABS VALE DO SILÍCIO | ÁSIA-CHINA

Sua experiência nos maiores eventos e polos do varejo mundial ganha um


novo significado com a curadoria da BTR-Varese. Por meio do conceito
Retail Think Tank, Alberto Serrentino e Eduardo Terra fomentam uma
reflexão de alto nível que engloba geração de conhecimento, discussão
de conceitos e troca de experiências para a aplicação das principais
tendências mundiais no varejo brasileiro. Conheça e faça a diferença.

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Ranking E-commerce SBVC § 2018 19


2018

INTERNET E O E-COMMERCE

O estudo “Varejo no Brasil: a influência do digi- O smartphone, mais especificamente, é


tal sobre o consumo”, realizado pelo Boston Consul- o principal meio de contato dos clientes com as
ting Group (BCG), comprova que quase todos os 106 marcas. Segundo o IBOPE Nielsen, os horários em
milhões de internautas usam a internet em alguma que os celulares são mais utilizados são o almoço
parte de seu processo de compra, mesmo que não (53%), a saída do trabalho (55%) e após chegar em
seja especificamente para a realização da transação casa (63%), embora se mantenha relativamente alto
financeira. O maior impacto ocorre na fase de pré- durante todo o dia, demonstrando que o celular está
-compra, uma vez que de 60% a 70% das pesquisas na vida dos usuários o tempo todo e torna-se, assim,
em sites, redes sociais e ferramentas de busca dizem um canal relevante de contato com marcas, produtos
respeito à localização de marcas, produtos, serviços e serviços.
e lojas online.

HORÁRIO EM QUE OS CELULARES SÃO MAIS UTILIZADOS

Fonte: IBOPE Nielsen

Se há alguns anos fazia muito sentido falar em A presença do varejo nos mundos online e
compras online e compras offline, essas fronteiras offline reforça a relevância dessa empresa junto aos
estão rapidamente desaparecendo. O estudo Total consumidores. Não à toa, em todo o mundo varejis-
Retail mostra que, para 80% dos brasileiros pesquisa- tas nascidos no ambiente online estão abrindo lojas
dos, a capacidade de verificar rapidamente o estoque físicas (Warby Parker e Everlane são exemplos nos
em outra loja da rede ou online é considerado um Estados Unidos; Mobly e Oppa no mercado brasileiro).
atributo importante na experiência de compras, en- Quem não está online fica fora do processo de escolha
quanto 73% querem receber ofertas personalizadas dos clientes nas categorias mais importantes, mas a
em tempo real desenvolvidas especialmente para presença física continua sendo essencial para tangi-
eles e 58% gostam de poder verificar ou encomen- bilizar a promessa das marcas e para oferecer uma
dar, no PDV, produtos por meio de monitores/telas. experiência mais relevante para os consumidores.
respeito à localização de marcas, produtos, serviços
e lojas online.

20 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

INTERNET E O E-COMMERCE
ÍMPORTÂNCIA E SATISFAÇÃO DOS CONSUMIDORES COM SERVIÇOS OFERECIDOS

O estudo Omnishopper, desenvolvido pela O estudo também revelou que 85% dos con-
SBVC e pela AGP Pesquisas para quantificar aspectos sumidores percebem a loja virtual como mais barata,
relacionados aos hábitos de compra online da popu- mas 35,5% acreditam que as marcas deveriam praticar
lação, barreiras e aspectos mais valorizados, mostra o mesmo preço independente do canal de compra.
que a maioria dos consumidores entrevistados com- Para uma parcela importante dos consumidores, o
pra online por meio de varejistas online (apenas 9,9% que importa é a marca, não o canal. Além disso, a pos-
dos pesquisados nunca usaram esse formato), mas sibilidade de trocar, nas lojas físicas, produtos com-
46,7% nunca experimentaram os sites das marcas prados online é vista como um atributo importante
da indústria e 45,8% nunca compraram a partir das para quase 70% dos consumidores entrevistados,
mídias sociais, mostrando que o perfil de consumo reforçando a visão omnichannel que os consumidores
online continua bastante concentrado nas lojas já têm e que o varejo ainda busca implementar. O con-
virtuais. Segundo o estudo, porém, o uso das mídias sumidor é mais digital que as marcas e as empresas
sociais como canal de compra é mais relevante para têm acelerado sua transformação para atender a essa
os Millennials (31% deles afirmam consumir even- demanda de seu público.
tualmente por esse canal, contra 24,9% da média),
enquanto os e-commerces convencionais são prefe-
ridos pela geração X, o que pode ser um indicativo
do caminho que o varejo online precisará percorrer
nos próximos anos para se manter relevante junto à
população mais jovem. Trata-se de um público que
utiliza as mídias sociais de uma forma mais intensa
como canal de comunicação, relacionamento e, cada
vez mais, consumo.

Ranking E-commerce SBVC § 2018 21


2018

O COMÉRCIO ELETRÔNICO NO MUNDO

A importância do comércio eletrônico como fechou 2016 representando 8,1% das vendas totais
canal de vendas e de relacionamento com os con- do varejo.
sumidores é crescente. Ainda assim, ele continua No mercado americano, o varejo online
representando uma parcela minoritária das receitas movimentou US$ 322,17 bilhões no ano de 2016,
das empresas em todo o mundo. Com exceção da número que deverá avançar para US$ 485,27 bilhões
China, Reino Unido, Coréia do Sul e Dinamarca, mer- em 2021, com um crescimento médio anual de pouco
cados nos quais o desenvolvimento tecnológico e a mais de 10%. Ainda que esse índice seja bem superior
disseminação do click & collect (no caso britânico) ao crescimento médio do varejo americano (abaixo
levaram as vendas online a um patamar diferente, em de 3% ao ano, de acordo com projeções da Trading
todo o mundo a participação do comércio eletrônico Economics), as vendas em lojas físicas continuarão
no total das receitas do varejo é inferior a 10%. Mesmo representando, por muitos anos, a maioria absoluta
no varejo americano, onde tudo começou, números do faturamento do varejo.
do US Census Bureau indicam que o e-commerce

VENDAS DO E-COMMERCE NOS EUA DE 2015 A 2021 (EM BILHÕES DE DÓLARES)

Fonte: Statista

A comparação das vendas em lojas físicas e do comércio eletrônico, porém, conta apenas uma parte
da história. No mercado europeu, um estudo da Forrester Research indica que as vendas em lojas físicas in-
fluenciadas por canais digitais já representam três vezes mais que as vendas online propriamente ditas, e que,
em 2021, 46% das vendas em pontos de venda físicos serão, de alguma forma, influenciados pelo digital. Isso
significa que a presença online será, em pouco tempo, fundamental para o sucesso do varejo. Quem não tem
uma presença forte no online ou não consegue levar esse público para as lojas físicas simplesmente não entrará
na equação de consumo dos clientes. Se no passado o varejo podia se dar ao luxo de não ter presença online,
hoje ela é condição essencial para entrar no jogo.
O chamado “apocalipse do varejo americano”, com a projeção de fechamento de 25% dos shopping centers
nos próximos cinco anos e uma lista imensa de empresas em dificuldades financeiras, é consequência do profundo
impacto do comércio eletrônico sobre as decisões de venda dos clientes. A consultoria L2 estima que, em 2017,
56% das pesquisas sobre produtos no mercado americano tiveram início na Amazon, contra 46% dois anos antes.
A velocidade da aceleração da preferência pela empresa de Jeff Bezos surpreende, mas seu impacto é ainda maior:
se mais da metade das buscas se dá na Amazon e nos participantes de seu marketplace, quem não está nesse canal
já perde, de início, mais de metade das oportunidades de aparecer para o público. Com uma jornada de compras
que inevitavelmente passa pelo digital, as regras do varejo mudaram. Não à toa, o varejo americano (e o mundial,
como consequência) será profundamente transformado nos próximos cinco anos.

22 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

O COMÉRCIO ELETRÔNICO NO BRASIL

De acordo com o relatório Webshoppers, Vários fatores explicam a diferença de desem-


da Ebit, as vendas online somaram R$ 47,7 bilhões penho do varejo total e do comércio eletrônico. A
no ano passado, com um crescimento de 7,5% em possibilidade de encontrar mais facilmente ofertas
termos nominais. Para 2018, a expectativa é de uma e promoções que ampliassem o poder de compra
expansão nominal da ordem de 12%, para R$ 53,5 em tempos recessivos impulsionou o e-commerce,
bilhões. Em 2017, o crescimento do varejo online o que ficou evidenciado pela Black Friday, quando
foi impulsionado pelo aumento de 5% no número as vendas cresceram 17% em relação à mesma data
de pedidos (para 111,2 milhões) e pela elevação de do ano anterior, para R$ 1,9 bilhão (o equivalente a
3% no tíquete médio, para R$ 429. Considerando 13 dias comuns de vendas), e contribuíram para a
que os preços no varejo online fecharam 2017 com entrada de novos consumidores. Em 2017, segundo
uma deflação de 2,01%, de acordo com o índice FIPE a Ebit, 55 milhões de pessoas fizeram compras pela
Buscapé, nota-se um movimento dos consumidores internet pelo menos uma vez, um crescimento de
de compra de itens de maior valor. 15% em relação a 2016.
Esse crescimento decorre de três fatores prin- Os smartphones ganham espaço rapidamente
cipais: como canal de compra pelos consumidores brasilei-
• Aumento do volume de vendas de categorias ros. Em 2017, 27,3% das transações online se deram
de maior valor agregado, como eletrodomésticos; por meio dos celulares, contra 21,5% no ano anterior.
• Elevação do percentual de frete grátis ofere- A popularização do acesso à internet por meio dos
cido pelo varejo como forma de estimular as vendas smartphones contribuiu para que os consumidores
em um momento de baixo crescimento da economia. ampliassem a possibilidade de consulta a produtos
Em 2017, a oferta de frete grátis subiu dois pontos e serviços, o que, aliado à melhora da experiência
porcentuais em relação ao ano anterior, voltando de compra, impulsionou o desempenho do mobile
ao nível de 2015. Esse movimento foi puxado pelos commerce no mercado brasileiro. A expectativa da
maiores e-commerces, que têm mais capacidade de Ebit é que as compras por meio de celulares alcancem
absorver os custos de entrega. 37% do número total de pedidos do e-commerce no
• Mudança no perfil dos consumidores, com final de 2018.
diminuição da participação de consumidores de Vale destacar também o fato de que 22,4
menor poder aquisitivo, em virtude da situação milhões de consumidores fizeram compras em sites
econômica do País. internacionais, com crescimento de 6% em relação
Outro dado de grande destaque é a expansão ao ano anterior. Mesmo com a valorização do dólar
do uso de dispositivos móveis, que representaram ante o real, a possibilidade de encontrar produtos
27,3% das transações online realizadas no ano pas- em condições mais interessantes de preço em locais
sado. Para o final de 2018, o share deverá apresen- inacessíveis ao mundo físico tem impulsionado o e-
tar um crescimento robusto, chegando a 37% das -commerce cross border.
compras.
TOTAL DE FATURAMENTO NO E-COMMERCE (EM BILHÕES)

Fonte: Ebit

24 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

O COMÉRCIO ELETRÔNICO NO BRASIL

Em um dado bastante relacionado ao momen- CATEGORIAS MAIS VENDIDAS EM VOLUME DE PEDIDOS


to da economia, praticamente metade (49,8%) dos
consumidores optaram por fazer compras à vista,
contra 42,2% no ano anterior, mesmo com a redu-
ção da taxa Selic ao longo do ano. Na outra ponta,
o porcentual de consumidores com parcelamento
acima de quatro vezes caiu de 33,4% para 31,5% do
total, mostrando uma insegurança dos clientes em
comprometer renda por um prazo mais longo. Com
isso, o número médio de parcelas caiu de 3,5 para 3,3
ao longo de 12 meses. Esse movimento também foi
impulsionado pelos varejistas online, que, buscan-
do antecipar fluxo de caixa, optaram por reduzir os
prazos de parcelamento e cobrar juros. Dessa forma,
houve um aumento dos incentivos ao pagamento
em boleto bancário ou em parcelamentos abaixo
de três parcelas, além de uma maior limitação dos CATEGORIAS MAIS VENDIDAS EM VOLUME FINANCEIRO
parcelamentos em até 10 vezes, à exceção daqueles
feitos em cartões private label.
Aproveitando a oportunidade apresentada
por um ambiente de compras conveniente, repleto
de ofertas e promoções, amplo mix de produtos e
frete grátis em ações promocionais, o consumidor
brasileiro busca, cada vez mais, a internet como parte
de sua jornada de compras. Seja na pesquisa sobre
produtos, preços e condições, seja para a compra
propriamente dita, o comércio eletrônico é parte
importante do dia a dia do consumidor.
Em 2017, a categoria Moda e Acessórios man-
teve a liderança do e-commerce nacional em número
de pedidos (14,2% do total). Por outro lado, Telefonia
e Celulares, que tiveram uma expansão de 15,7% no
faturamento no ano passado, agora lideram o fatu-
ramento do comércio eletrônico (21,2%), superando
os Eletrodomésticos (19,3%).
Outra categoria que se beneficia do alto tí-
quete médio é a de Eletrônicos, que respondeu por
10% do faturamento e apenas 3,6% dos pedidos
realizados. No sentido oposto, a categoria Saúde,
Cosméticos e Perfumaria representou 12% dos pe-
didos, mas somente 4,8% do faturamento, e Casa e
Decoração concentraram 10,5% dos pedidos e 8,4%
do faturamento total do e-commerce.

Ranking E-commerce SBVC § 2018 25


2018

O COMÉRCIO ELETRÔNICO NO BRASIL

Mesmo em um ano em que houve valorização estável entre 2015 e 2016, e com isso o principal fator
do dólar em relação ao real, os consumidores brasi- responsável pelo aumento do e-commerce cross
leiros aumentaram o volume de compras em sites in- border foi o crescimento do número de consumi-
ternacionais em 17%, para US$ 2,4 bilhões (excluindo dores. Mesmo com uma experiência de consumo
viagens e turismo). Um total de 22,4 milhões de pes- que ainda deixa a desejar, devido ao longo prazo de
soas fizeram compras online em sites internacionais, entrega e atrasos no recebimento dos produtos, as
uma expansão de 6% em relação ao ano anterior e o vendas em sites internacionais vêm se beneficiando
equivalente a 48% do total de e-consumidores, com de fatores como produtos exclusivos e preços com-
um tíquete médio de US$ 36,80 (cerca de R$ 117,80). petitivos.
Houve, por outro lado, uma ligeira diminuição Os sites chineses continuam na preferência
na frequência de compras em sites internacionais. dos consumidores brasileiros, que buscam preços
Em 2017, cada consumidor realizou, em média, 3,7 baixos (mesmo com a variação cambial) e produtos
compras cross border, contra 3,8 em 2016. Esse nú- não encontrados em sites nacionais. Segundo a Ebit,
mero, porém, está bem acima do índice médio de 2,2 o AliExpress continua sendo o site internacional
compras anuais em sites nacionais, indicando que os preferido pelos brasileiros, seguido pela Amazon e
consumidores que compram em sites internacionais pelo eBay. A liderança do AliExpress aumentou e a
(heavy users online) tendem a fazê-lo com mais fre- participação da Amazon teve uma queda de 40%, o
quência, enquanto os light users consomem online que foi creditado pela Ebit ao lançamento de mais
com menos constância e iniciam suas experiências categorias no site nacional da empresa e à redução
online por sites já conhecidos. O tíquete médio das de viagens internacionais (principalmente para os
compras subiu 3,1% em dólar, depois de se manter EUA) nos últimos meses do ano.
COMPROU EM SITES INTERNACIONAIS

Fonte: Ebit

26 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

O COMÉRCIO ELETRÔNICO NO BRASIL


COMPRAS INTERNACIONAIS – SITES MAIS POPULARES

Fonte: Ebit

Houveram algumas mudanças nas categorias mais consumidas no e-commerce cross-border entre 2016 e 2017.
A categoria de Informática foi a que apresentou maior queda em 2016, em comparação ao ano anterior, com redução
de 6,4 pontos percentuais. Por outro lado, Moda e Acessórios; Casa e Decoração e Joalheria cresceram, respectivamente,
9,1, 5,9 e 4,4 pontos percentuais, refletindo uma maior diversificação das compras internacionais. Com isso, é possível
projetar um aumento da concorrência global com sites brasileiros, já que o consumidor percebe opções interessantes de
compras cross-border em mais categorias de produtos.

TOP 10 CATEGORIAS MAIS COMPRADAS EM SITES INTERNACIONAIS

Fonte: Ebit

Ranking E-commerce SBVC § 2018 27


2018

SUMÁRIO EXECUTIVO

OS DESTAQUES DO RANKING AS 50 MAIORES EMPRESAS DO


E-COMMERCE BRASILEIRO 2018

Seja bem-vindo à edição 2018 do Ranking 50


Maiores do E-Commerce, um trabalho desenvolvido
1 As 50 maiores operações de e-commerce
do país movimentaram, em 2017, um total de R$
pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) 36,2 bilhões. Esse número corresponde a 75,89%
com apoio técnico da BTR – Educação e Consultoria das vendas totais do comércio eletrônico, calcu-
e da Varese Retail. Realizado pelo quarto ano, o ladas em R$ 47,7 bilhões (Ebit).
ranking apresenta os dados mais importantes sobre
as principais empresas do comércio eletrônico no
Brasil e mostra as empresas que se destacam em 2 As 10 maiores do e-commerce nacional
um segmento que continua a crescer bem acima da somam R$ 29,91 bilhões em vendas, o equiva-
média do varejo. lente a 62,7% do comércio eletrônico no País.
Em um mundo cada vez mais integrado, é
preciso levar em conta o estímulo que o e-commerce
traz para a experiência de compra e para o relacio-
namento com os clientes nas lojas físicas. A meto-
3 As 50 maiores empresas do e-commerce ti-
veram um crescimento de 8,74% na comparação
dologia deste Ranking oferece um olhar não apenas com as 50 maiores da edição 2017 do Ranking,
sobre as operações online, mas também indica seu sensivelmente acima da expansão de 7,5% do
impacto sobre a geração de negócios multicanais, a setor como um todo.
competitividade do varejo e aspectos ligados à pro-
fissionalização e governança corporativa.
Neste momento em que a agenda de transfor- 4 Nas empresas multicanal que fazem parte
mação digital ganhou importância estratégica para do Ranking, as vendas via e-commerce represen-
as empresas de varejo, as oportunidades abertas tam 11,7% do faturamento, índice bem superior
pelo desenvolvimento de operações online permi- aos cerca de 5% que o varejo online representa
tem que o varejo amplie sua atuação, indo além da do varejo brasileiro total.
compra e venda de produtos para aprofundar seu
conhecimento dos clientes e, a partir daí, desen-
volvendo verdadeiras plataformas de serviços que 5 Entre as 10 maiores empresas do e-com-
complementam a oferta de produtos e melhoram a merce brasileiro estão 6 empresas multicanal e
experiência dos consumidores. Tanto nas lojas físicas 4 operadores pure play.
quanto no e-commerce.
Confira os principais destaques desta edição
do Ranking: 6 Dos 50 maiores e-commerces, 36 são
multicanal e 14 são operações exclusivamente
online.

7 Os varejistas multicanal representam


57,7% das vendas dos 50 maiores e-commerces.

28 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

O COMÉRCIO ELETRÔNICO NO BRASIL

8 Em 21 dos varejistas multicanal, o e-com-


merce tem uma participação superior à média
14 24 empresas listadas no ranking operam
marketplaces.
do varejo (de 5%).
15 Das 50 maiores empresas do e-commerce

9 Os 13 e-commerces multicategorias entre


brasileiro, 26 foram fundadas (ou chegaram ao
Brasil) nesta década, mostrando um amadureci-
os top 50 do varejo online somam um fatura- mento do setor mesmo durante o período recente
mento de R$ 26,9 bilhões, ou 74,31% das vendas de crise econômica.
das 50 maiores e 56,3% de todo o e-commerce.

10 As 12 empresas de capital aberto presen-


tes entre os 50 maiores e-commerces movimen-
taram R$ 24,16 bilhões. O número representa
66,74% do faturamento do grupo das 50 maiores
e 50,64% de todo o e-commerce brasileiro.

11 Apenas 4 das 10 maiores varejistas online


têm capital fechado. As três líderes do setor têm
capital aberto.

12 Mais da metade (62%) das 50 empresas


listadas conta com Conselho de Administração.
Esse grupo de empresas é responsável por R$
28,5 bilhões em vendas online, ou 79,63% do
faturamento das top 50 e 59,74% de todo o e-
-commerce brasileiro.

13 Oito empresas listadas no ranking tiveram,


em 2017, um crescimento de vendas acima de
100%. As líderes em crescimento foram Carre-
four, Livraria Cultura e Supermercados Mambo,
seguindo estratégias e vivendo momentos de
maturidade diferentes em suas operações on-
line.

Ranking E-commerce SBVC § 2018 29


2018

MÉTODO DO
ESTUDO
2018

MÉTODO DE COLETA DE DADOS

Coleta de dados

A SBVC – Sociedade Brasileira de


Varejo e Consumo constituiu um
grupo de trabalho, composto por
especialistas em varejo e e-commerce que con-
tribuiu com uma extensa relação de empresas
Em seguida, a equipe técnica de estudos e
pesquisas da SBVC iniciou a coleta de dados necessá-
rias a elaboração do estudo, buscando informações
primárias (Balanços e dados divulgados no site das
empresas ou informações fornecidas diretamente
atuantes no setor de varejo brasileiro, abran- pelos representantes das próprias empresas). Comple-
gendo empresas com operações em âmbito mentarmente, foram adicionadas informações
local, regional e nacional, cujo faturamento no secundárias, divulgadas por reconhecidos veículos
e-commerce estaria potencialmente colocado de imprensa e mídia. Nos casos de eventuais conflitos
entre as maiores 50 empresas do e-commerce de dados, sempre foram privilegiados os dados
brasileiro. Em continuação, o grupo segmentou primários, quando disponíveis.
as empresas listadas, de acordo com os princi- Este estudo não está posicionado como um
pais ramos de atuação, procurando ratificar e/ relatório contábil, bem como a sua emissão e seu
ou retificar a lista original, de acordo com conteúdo não constituem uma asseguração dos
as informações de entidades, associações e ins- dados coletados, arquivados e apresentados. Logo,
titutos de pesquisa de cada segmento, quando o resultado do estudo destina-se a fornecer somente
existentes e com informações disponibilizadas. um panorama geral da dinâmica do mercado de

32 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

MÉTODO DE COLETA DE DADOS

e-commerce brasileiro a partir dos critérios e limitações


expostas na metodologia.

Dos critérios e das premissas adotadas

O Ranking das 50 maiores empresas do e-commerce


brasileiro tem como variável tronco o Faturamento Bruto no
e-commerce das empresas no exercício de 2017. De forma de-
crescente foram listadas as empresas do 1º ao 50º lugar.
As empresas foram segmentadas no estudo de acordo com
alguns critérios;
- Sortimento: classificamos as empresas como especializadas
quando a oferta de produtos está restrita a poucas categorias. As
empresas com sortimento mais amplo foram chamadas de mul-
ticategorias e foram classificadas também aquelas que operam
no sistema de marketplace.
- Origem do Capital: As empresas foram classificas também pela
origem do controle do seu capital, temos empresas listas de
capital nacional, capital estrangeiros e controle difuso.
- Canais: foram separadas as empresas que operam apenas no
e-commerce das empresas do varejo tradicional que tem no
comércio eletrônico um de seus canais de venda. Neste segundo
caso o percentual do e-commerce relativo ao faturamento
total foi levantado e listado neste estudo.
Mesmo as empresas que operam apenas no e-com- Nos casos de empresas que não publicam balanços, foram
merce, mas que pertencem a grupos econômicos do varejo utilizadas informações de outros rankings e institutos de
tradicional como a B2W, foram consideradas neste trabalho pesquisa que apuram dados das empresas listadas, tais como:
como empresas“apenas e-commerce”. Com relação à origem das Euromonitor, Internet Retailer, entre outros. Nos casos em
informações coletadas, foi dada prioridade aos dados primários que nenhuma das fontes acima indicadas foi encontrada,
enviados pelas próprias empresas ou pelas áreas de Relaciona- foram utilizados dados publicados em matérias de veículos
mento com investidores e quando não informados pelas empre- de imprensa conhecidos. Todos os documentos relacionados
sas, seja por negativa, seja por não resposta, foram utilizados os à coleta dos números estão arquivados na área de pesquisas
balanços divulgados. da SBVC – Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo.

Ranking E-commerce SBVC § 2018 33


2018

50 MAIORES DO
E-COMMERCE
2018

50 MAIORES DO E-COMMERCE

As 50 maiores empresas do
e-commerce brasileiro
O e-commerce é uma das grandes forças Embora tenha ficado somente um ponto
motoras do varejo brasileiro. As facilidades trazidas percentual acima da média do crescimento do e-
pela comparação instantânea de preços e caracte- -commerce brasileiro, em grande parte devido ao
rísticas de produtos, mais a conveniência de evitar o desempenho da líder B2W, vale a pena destacar
trânsito e os riscos da violência urbana, com ganho que 34 das 50 empresas cresceram acima da média
de tempo no dia a dia cada vez mais frenético das do e-commerce brasileiro e seis listadas no Ranking
grandes cidades brasileiras, tem feito com que as aparecem pela primeira vez. Das 50 maiores do
vendas online continuem avançando, praticamente Brasil, apenas quatro tiveram declínio de vendas
imunes ao cenário macroeconômico do País. em 2017, mesmo em mais um ano marcado por
Em 2017, as vendas do e-commerce brasileiro um desempenho ruim da economia e dificuldades
tiveram um crescimento de 7,5% em relação a 2016, logísticas em diversas regiões do País (especial-
de acordo com o relatório Webshoppers da Ebit, mente no Rio de Janeiro).
alcançando R$ 47,7 bilhões. O número de pedidos Mais da metade das 50 maiores (26 delas)
avançou 5% na comparação anual, para 50,3 milhões, iniciaram suas operações nesta década e desen-
e 23,7% das compras foram feitas a partir de smar- volveram, mesmo em anos difíceis para o varejo,
tphones e tablets. Falar em e-commerce é, cada vez uma história de eficiência, competitividade e
mais, falar em m-commerce: o aumento do tamanho agressividade comercial para ganhar espaço e
das telas e da capacidade de processamento dos relevância no mercado. Entre as dez maiores do e-
celulares, aliado à boa experiência de utilização dos -commerce brasileiro, porém, somente duas foram
aplicativos e à praticidade de consultar informações criadas a partir de 2011, mostrando que se de um
a qualquer momento e em qualquer lugar, tem lado é possível alcançar escala em pouco tempo,
feito com que o celular ganhe predominância no também é preciso ter experiência para ocupar um
relacionamento dos consumidores com produtos, espaço no top 10.
serviços e marcas.
As 50 empresas listadas neste Ranking repre-
sentam um grupo ainda mais seleto de varejistas que
têm explorado os limites do varejo online, investindo
no desenvolvimento de plataformas, na criação de
melhores experiências de consumo e, em muitos
casos, integrando online e offline para que a jornada
de compras aconteça com o mínimo de atrito. As
operações de e-commerce aqui apresentadas mo-
vimentaram, em 2017, um total de R$ 36,2 bilhões,
valor 8,74% superior aos R$ 33,29 bilhões das top 50
da edição passada do Ranking. Esse grupo de vare-
jistas responde por 75,89% de todo o e-commerce
brasileiro, ligeiramente acima dos 74,98% da edição
de 2017.

36 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

50 MAIORES DO E-COMMERCE

No grupo dos 50 maiores e-commerces do Brasil, seus números, podemos inferir que a relevância dos
a relevância das vendas online é bastante superior à varejistas multicanais é ainda maior. Entretanto, mesmo
média do varejo: os R$ 36,2 bilhões representam 19,62% sem levar em conta essas três varejistas, percebe-se a
do faturamento total dessas 50 empresas. As opera- grande força do varejo de eletroeletrônicos no mercado
ções 100% online, verifica-se que, no varejo multicanal brasileiro. Vale destacar também a presença de duas re-
listado neste Ranking (37 varejistas), o e-commerce des de supermercados entre as 10 maiores: isso, porém,
representa 11,7% das receitas. Esse índice não é apenas não decorre de uma forte venda de alimentos, e sim da
sensivelmente superior aos 8,93% registrados na edição opção de Walmart e Carrefour por uma estratégia de
passada do Ranking, como fica bem acima da estimativa marketplace para ganhar musculatura no e-commerce.
de 5% para a representatividade do comércio eletrônico O crescimento da Amazon é outro fator que
no total de vendas do varejo brasileiro. precisa ser levado em conta pelo varejo brasileiro.
Apesar disso, as oportunidades de crescimento Embora a empresa não tenha divulgado seus núme-
do e-commerce no Brasil são imensas. Basta levar em ros oficiais, a imprensa estima que o faturamento da
conta o fato de que, no Ranking 300 Maiores Empre- empresa no Brasil em 2017 tenha sido da ordem de R$
sas do Varejo Brasileiro, também desenvolvido pela 410 milhões, mais que o dobro do ano anterior (o que a
SBVC, somente 119 varejistas (40% do total) vendem coloca no top 15 do varejo online nacional). Seu marke-
online. No setor de supermercados, apenas 18 das tplace entrou em operação em outubro de 2017, com
144 empresas listadas têm e-commerce. Certamente, foco em eletroeletrônicos, e em 2018 foi ampliado para
o e-commerce brasileiro terá anos de sólida expansão casa, cozinha e cosméticos, entre outros segmentos.
pela frente. A abertura de um Centro de Distribuição de 50
Assim como na edição anterior deste Ranking, mil metros quadrados no interior de São Paulo mostra
seis das 10 líderes do e-commerce brasileiro são em- que a empresa terá um impacto cada vez maior no
presas multicanal (Via Varejo, Magazine Luiza, Walmart varejo brasileiro.
Brasil, Máquina de Vendas, Carrefour e Saraiva). Conside-
rando que três das empresas no top 10 do ano passado
(Dell, Polishop e Fast Shop) preferiram não divulgar

Ranking E-commerce SBVC § 2018 37


2018

As 50 maiores empresas do e-commerce brasileiro 01 - 16

% do
Faturamento Faturamento Bruto e-commerce Faturamento Faturamento Bruto
2017 2016 Empresa Bandeiras
e-commerce 2017 2017 nas vendas e-commerce 2016 2016
totais 2017
[Link], Submarino,
Shoptime e SouBarato. B2W
Marketplace (Americanas.
com Marketplace, Submarino
Marketplace e Shoptime
Marketplace), BIT Services:
1 1 B2W Digital ¹ Sieve, Site Blindado, Sky Hub, B R$[Link],00 R$[Link],00 100,0% R$[Link],00 R$[Link],00
Seller, Admatic e InfoPrice. B2W
Fulfillment: LET’S, Direct, BFF
B2W Fulfillment e B2W Entrega.
Pagamentos: Ame Digital,
Submarino Finance e Digital
Finance.
Casas [Link], [Link],
2 2 Via Varejo ³ [Link], [Link], R$[Link],00 R$[Link],00 16,7% R$[Link],00 R$[Link],00
[Link]

3 3 Magazine Luiza ¹ [Link] R$[Link],00 R$[Link],00 30,40% R$[Link],00 R$[Link],00

4 12 Walmart Brasil ⁴ [Link] R$[Link],00 R$[Link],00 10,6% N.D. R$[Link],00

5 6 Grupo Netshoes ¹ [Link], [Link] R$[Link],00 R$[Link],00 100,0% R$[Link],00 R$[Link],00

[Link], Insinuante.
6 5 Máquina de Vendas ⁴ [Link], [Link], Salfer. R$[Link],00 R$[Link],00 38,0% R$[Link],00 R$[Link],00
[Link], [Link]

7 Carrefour¹ [Link] R$[Link],00 R$[Link],00 3,5% R$412.456.800,00 R$[Link],00

[Link], [Link],
8 9 GFG LatAm - Dafiti ⁴
[Link]
R$[Link],00 R$[Link],00 100,0% R$884.350.000,00 R$884.350.000,00

9 11 Saraiva ³ [Link]; [Link] R$708.153.000,00 R$[Link],00 37,6% R$605.074.880,00 R$[Link],00

10 4 Privalia ⁴ [Link] R$500.000.000,00 R$500.000.000,00 100,0% N.D. N.D.

11 17 Lojas Colombo ¹ [Link] R$450.612.369,90 R$[Link],00 30,7% R$318.387.267,40 R$[Link],00

12 13 Grupo Herval ⁴ [Link], [Link] R$418.950.000,00 R$[Link],00 15,0% R$315.000.000,00 R$[Link],00

13 Amazon ⁴ [Link] R$410.000.000,00 R$410.000.000,00 100,0% R$200.000.000,00 R$200.000.000,00

14 15 [Link] ⁴ [Link], [Link] R$400.000.000,00 R$400.000.000,00 100,0% R$375.000.000,00 R$375.000.000,00

15 20 Madeira Madeira ⁴ [Link] R$350.000.000,00 R$350.000.000,00 100,0% R$200.000.000,00 R$200.000.000,00

Câmbio euro 31/12/17 R$3,60 (1) Dados declaratórios fornecidos pelas empresas, formalmente recebidos e arquivados pela SBVC; OBS: e-mails que as empresas nos enviaram (2) Dados publicados por
site, Supermercado Moderno e Ranking Exame (4) Publicações em veículos de notória reputação; OBS: Reportagens (5)

38 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

Ano de
% do Crescimento
início das possui Funcionário Funcionário Variação
e-commerce e-commerce e-commerce / Controle
atividades no Sortimento capital conselho de Markeplace E-commerce E-commerce do nº de
nas vendas 2017 vs Multicanal Nacional
e-commerce administração 2016 2017 funcionários
totais 2016 2016
no Brasil

100,0% -16,7% 2006 e-commerce Multicategorias Aberto Sim Sim Sim 12903 7390 -43%

13% 66,9% 2008 Multicanal Multicategorias Aberto Não Sim Sim N.D. N.D. -

24,1% 63,0% 2000 Multicanal Multicategorias Aberto Sim Sim Sim N.D. N.D. -

- - 2008 Multicanal Multicategorias Fechado Não N.D. Sim N.D. N.D. -

100,0% 18,2% 2000 e-commerce Especializado Aberto Não Sim Sim 2455 2728 11%

30,0% 1,3% 2010 Multicanal Multicategorias Fechado Sim Sim Sim 2687 2687 0%

1% 325,0% 2016 Multicanal Multicategorias Aberto Não Sim Sim 200 300 50%

100,0% 24,4% 2011 e-commerce Especializado Fechado Não N.D. Sim 2900 N.D. -

32,0% 17,0% 1998 Multicanal Multicategorias Aberto Sim Sim Sim N.D. N.D. -

100,0% - 2008 e-commerce Especializado Fechado Não N.D. Sim 350 350 0%

23,2% 41,5% 2000 Multicanal Multicategorias Fechado Sim Sim Não 54 52 -4%

15,0% 33,0% 2005 Multicanal Especializado Fechado Sim N.D. Não N.D. N.D. -

100,00% 105,0% 2016 e-commerce Multicategorias Aberto Não N.D. Sim N.D. N.D. -

100,0% 6,7% 2008 e-commerce Especializado Fechado Sim Sim Não 54 N.D. -

100,0% 75,0% 2009 e-commerce Especializado Fechado Sim N.D. Sim N.D. N.D. -

r entidades setoriais represetativas; OBS: relatório América 500 e Euromonitor (3) Balanços contábeis publicados pelas empresas; OBS: Balanços que conseguimos no

Ranking E-commerce SBVC § 2018 39


2018

As 50 maiores empresas do e-commerce brasileiro 16- 33

% do
Faturamento Faturamento Bruto e-commerce Faturamento Faturamento Bruto
2017 2016 Empresa Bandeiras
e-commerce 2017 2017 nas vendas e-commerce 2016 2016
totais 2017

[Link], Fnac.
16 27 Livraria Cultura ¹
[Link], [Link]
R$336.000.000,00 R$800.000.000,00 42,0% R$95.000.000,00 R$380.000.000,00

17 18 Web Fones ¹ [Link] R$320.000.000,00 R$320.000.000,00 100,0% R$300.000.000,00 R$300.000.000,00

18 35 Drogaria Onofre 4 [Link] R$315.000.000,00 R$700.000.000,00 45,0% N.D. N.D.

Panvel Farmácias
19 19
(Dimed) ¹
[Link] R$259.244.196,00 R$[Link],00 12,4% R$224.971.210,80 R$[Link],00

20 31 Evino ⁴ [Link] R$254.000.000,00 R$254.000.000,00 100,0% R$104.000.000,00 R$104.000.000,00

[Link], oqvestir.
21 25 Icomm Group ⁴
[Link]
R$250.000.000,00 R$250.000.000,00 100,0% R$200.000.000,00 R$200.000.000,00

22 Central Ar ⁴ [Link] R$240.368.000,00 R$240.368.000,00 100% R$232.095.000,00 R$232.095.000,00

(Leveros - MultiAr)
23 21
Refrigelo ¹
[Link] R$216.000.000,00 R$360.000.000,00 60,0% R$195.000.000,00 R$300.000.000,00

24 14 Mobly ⁴ [Link] R$213.840.000,00 R$213.840.000,00 100,0% N.D. N.D.

25 Livrarias Curitiba ⁴ [Link] R$195.377.480,22 R$300.580.738,80 65,0% N.D. R$291.825.960,00

Grupo Soma de [Link] , [Link],


26 24 Moda ¹ [Link], [Link]
R$184.837.500,00 R$[Link],00 15,9% R$131.254.200,00 R$[Link],00

27 Passarela Modas ¹ [Link] R$163.400.000,00 R$380.000.000,00 43,0% R$198.000.000,00 R$450.000.000,00

28 22 Novo Mundo ¹ [Link] R$159.645.300,00 [Link] 13,6% R$142.363.000,00 R$[Link],00

Arezzo Indústria e [Link], [Link],


29 30 Comércio S.A. ¹ [Link]
R$142.704.205,00 R$[Link],00 8,5% R$119.669.319,00 R$[Link],00

30 BFFC ¹ [Link] 123.789.589,57 [Link],09 8,2% N.D. R$[Link],49

31 28 Lojas KD ¹ [Link] R$112.553.888,00 R$112.553.888,00 100,0% R$106.351.763,34 R$106.351.763,34

[Link], [Link].
32 26 Grupo Boticário ¹ br, [Link], R$98.400.000,00 R$[Link],00 0,8% R$134.956.161,81 R$[Link],00
[Link]

33 39 Angeloni ¹ [Link] R$92.186.179,16 R$[Link],61 3,5% R$70.152.726,80 R$[Link],44

Câmbio euro 31/12/17 R$3,60 (1) Dados declaratórios fornecidos pelas empresas, formalmente recebidos e arquivados pela SBVC; OBS: e-mails que as empresas nos enviaram (2) Dados publicados p
site, Supermercado Moderno e Ranking Exame (4) Publicações em veículos de notória reputação; OBS: Reportagens (5)

40 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

Ano de
% do Crescimento
início das possui Funcionário Funcionário Variação
e-commerce e-commerce e-commerce / Controle
atividades no Sortimento capital conselho de Markeplace E-commerce E-commerce do nº de
nas vendas 2017 vs Multicanal Nacional
e-commerce administração 2016 2017 funcionários
totais 2016 2016
no Brasil

25,0% 253,7% 1995 Multicanal Especializado Fechado Sim Sim Sim 40 120 200%

100% 6,7% 2012 e-commerce Especializado Fechado Sim Sim Sim 58 64 10%

N.D. - 1999 Multicanal Especializado Fechado Sim N.D. Não 53 N.D. -

12,4% 15,2% 2008 Multicanal Especializado Aberto Sim Sim Não 210 185 -12%

100,0% 144,0% 2013 e-commerce Especializado Fechado Sim N.D. Não 129 300 133%

100% 25,0% 2016 e-commerce Especializado Aberto Sim N.D. Sim N.D. N.D. -

100,00% 17,2% 2008 e-commerce Especializado Fechado Sim N.D. Não N.D. N.D. -

65% 10,8% 2009 Multicanal Especializado Fechado Sim Sim Sim 120 95 -21%

- - 2011 e-commerce Especializado Fechado Sim N.D. Não N.D. 700 -

N.D. - 2017 Multicanal Especializado Fechado Sim N.D. Não N.D. N.D. -

12,6% 40,8% 2008 Multicanal Especializado Fechado Sim Sim Sim 81 102 26%

44% -17,5% 2005 Multicanal Especializado Fechado Sim Não Não 300 250 -17%

12,2% 12,1% 2005 Multicanal Multicategorias Fechado Sim Sim Sim 29 26 -10%

7,7% 19,2% 2011 Multicanal Especializado Aberto Sim Sim Não 90 90 0%

N.D. - 2017 Multicanal Especializado Fechado Sim Sim Sim N.D. 8 -

100,0% 5,8% 2003 e-commerce Especializado Fechado Sim Não Não 90 90 0%

1,2% -27,1% 2011 Multicanal Especializado Fechado Sim Sim Não 47 52 11%

2,8% 31,4% 1999 Multicanal Multicategorias Fechado Sim Sim Não 129 129 0%

por entidades setoriais represetativas; OBS: relatório América 500 e Euromonitor (3) Balanços contábeis publicados pelas empresas; OBS: Balanços que conseguimos no

Ranking E-commerce SBVC § 2018 41


2018

As 50 maiores empresas do e-commerce brasileiro 34-50

% do
Faturamento Faturamento Bruto e-commerce Faturamento Faturamento Bruto
2017 2016 Empresa Bandeiras
e-commerce 2017 2017 nas vendas e-commerce 2016 2016
totais 2017

[Link]; [Link].
34 56 Grupo Trigo ¹
[Link]
R$75.643.393,19 R$933.869.051,69 8,1% R$41.879.704,53 R$872.493.844,41

35 42 Ri Happy/PBKids ¹ [Link], [Link] R$66.600.000,00 R$[Link],00 3,6% R$53.700.000,00 R$[Link],00

36 Gazin ¹ [Link] R$64.769.952,26 R$[Link],62 2,9% R$119.412.164,94 R$[Link],99

37 50 Reserva ¹ [Link] R$47.190.000,00 R$363.000.000,00 13,0% R$25.228.400,00 R$213.800.000,00

[Link], heringforyou.
[Link], [Link],
38 45 Cia Hering¹
[Link], [Link],
R$45.328.752,00 R$[Link],00 2,8% R$37.346.526,00 R$[Link],00
[Link]

39 55 Decathlon¹ [Link] R$35.000.000,00 R$[Link],00 3,5% R$20.801.602,50 R$594.331.500,00

40 Ecadeiras ¹ [Link] R$30.650.414,00 R$30.650.414,00 100,0% R$16.455.290,00 R$16.455.290,00

[Link], [Link],
41 Restoque ³ [Link], [Link]. R$29.977.224,00 R$[Link],00 2,4% R$14.940.000,00 R$[Link],00
br, [Link]
Grupo Lins Ferrão
[Link] e [Link].
42 Artigos do Vestuário
br
R$28.667.484,39 R$858.307.915,99 3,3% R$24.654.734,09 R$803.085.800,91
Ltda.¹

[Link],
43 61 Grupo Paquetá ¹
[Link]
R$27.274.731,00 R$[Link],00 2,5% R$12.538.895,00 R$[Link],00

44 65 Mambo ¹ [Link] R$26.560.526,00 R$501.142.000,00 5,3% R$10.814.071,00 R$470.177.000,00

45 57 Telhanorte¹ [Link] R$24.750.000,00 R$[Link],00 1,5% R$24.000.000,00 R$[Link],00

46 64 Petz ¹ [Link] R$24.006.444,00 R$727.468.000,00 3,3% R$10.152.820,00 R$507.641.000,00

47 60 Le Postiche ¹ [Link] R$23.928.190,81 R$413.982.540,00 5,8% R$15.427.590,98 R$395.579.256,00

Lojas Lebes (Drebes


48 63
& Cia) ¹
[Link] R$23.120.000,00 R$[Link],00 1,36% R$14.300.000,00 R$[Link],00

49 66 Chilli Beans ¹ [Link] R$11.924.722,00 R$596.236.100,00 2,0% R$11.144.600,00 R$557.230.000,00

Calcenter Calçados
50 Centro Oeste Ltda. ¹
[Link] R$3.092.177,58 R$644.203.661,60 0,5% R$2.065.189,11 R$590.054.030,37

Câmbio euro 31/12/17 R$3,60 (1) Dados declaratórios fornecidos pelas empresas, formalmente recebidos e arquivados pela SBVC; OBS: e-mails que as empresas nos enviaram (2) Dados publicados p
site, Supermercado Moderno e Ranking Exame (4) Publicações em veículos de notória reputação; OBS: Reportagens (5)

42 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

Ano de
% do Crescimento
início das possui Funcionário Funcionário Variação
e-commerce e-commerce e-commerce / Controle
atividades no Sortimento capital conselho de Markeplace E-commerce E-commerce do nº de
nas vendas 2017 vs Multicanal Nacional
e-commerce administração 2016 2017 funcionários
totais 2016 2016
no Brasil

4,8% 80,6% 2015 Multicanal Especializado Fechado Sim Sim Sim 4 3 -25%

3,0% 24,0% 1998 Multicanal Especializado Fechado Não Sim Não 30 27 -10%

6,25% -45,8% 2015 Multicanal Multicategorias Fechado Sim Sim Sim 25 27 8%

11,8% 87,1% 2011 Multicanal Especializado Fechado Sim Não Sim 58 67 16%

2,3% 21,4% 1998 Multicanal Especializado Aberto Difuso Sim Não 41 44 7%

3,5% 68,3% 2012 Multicanal Especializado Fechado Não Não Não 10 31 210%

100% 86,3% 2014 e-commerce Especializado Fechado Sim Não Não 20 25 25%

1,4% 100,7% N.D. Multicanal Especializado Aberto Sim Sim Não N.D. N.D. -

3% 16,3% 2016 Multicanal Especializado Fechado Sim Não Não 28 31 11%

1,1% 117,5% 2010 Multicanal Especializado Fechado Sim Sim Não 30 51 70%

2% 145,6% 2015 Multicanal Multicategorias Fechado Sim N.D. Sim 49 136 178%

1,2% 3,1% 2014 Multicanal Especializado Fechado Não Sim Não 18 18 0%

2,0% 136,5% 2015 Multicanal Especializado Fechado Não Sim Não 15 21 40%

3,9% 55,1% 2014 Multicanal Especializado Fechado Sim Sim Sim 9 11 22%

1,43% 61,7% 2011 Multicanal Especializado Fechado Sim Sim Não 9 8 -11%

2,0% 7,0% 2012 Multicanal Especializado Fechado Sim Sim Não 5 5 0%

0,4% 49,7% 2015 Multicanal Especializado Fechado Sim Sim Não 13 10 -23%

por entidades setoriais represetativas; OBS: relatório América 500 e Euromonitor (3) Balanços contábeis publicados pelas empresas; OBS: Balanços que conseguimos no

Ranking E-commerce SBVC § 2018 43


2018

PRINCIPAIS RECORTES

Uma brevíssima história do


e-commerce brasileiro
Nas edições anteriores deste Ranking, mostra-
mos que a evolução do e-commerce no Brasil pode ser
dividida em quatro períodos. O primeiro deles é o dos
pioneiros: até 2001, muitas empresas surgiram na primei-
ra onda mundial de desenvolvimento do e-commerce,
buscando espaço em uma nascente Web que convivia
com conexões discadas e limitados recursos interativos.
A mais antiga é a Livraria Cultura, cujo braço online data
de 1995, refletindo o fato de que, há quase 25 anos, livros
eram uma das poucas categorias de produtos em que já
existia grande viabilidade para o e-commerce.
O estouro da bolha do e-commerce em 2001
marcou o final do período de desbravamento do varejo
online. O crash da Nasdaq marcou um momento de
refluxo no mercado, com racionalidade nas estratégias
de negócios e a desconfiança de boa parte dos investi-
dores a respeito da viabilidade do conceito de comércio
eletrônico. Poucas empresas desse período estão entre
as maiores do e-commerce brasileiro atualmente.
O período entre 2003 e 2012 marca a “Década Nesta edição do Ranking, chama a atenção o fato de mais
de Ouro” do varejo. Um período de expansão contínua da metade das 50 empresas listadas terem surgido após
das vendas acima do PIB e, no e-commerce, um período 2010. Doze dessas 26 varejistas surgiram (ou lançaram
de crescimento ainda mais acelerado, frequentemente seus braços online) antes que os ventos da economia
acima dos 20% na comparação anual. O momento posi- virassem. O desaquecimento da economia a partir de
tivo da economia contribuiu para a geração de diversos 2014 não impediu, porém, que grandes varejistas do
novos negócios que, em um ambiente mais sólido e mundo físico, como Telhanorte, Le Postiche, Gazin,
impulsionados pela maior disponibilidade de recursos Mambo, Petz e Carrefour, investissem nos canais online,
para investimento, puderam prosperar. uma vez que o processo de transformação digital das
Nessa época, o surgimento da B2W a partir da empresas necessariamente passa por dar aos clientes a
fusão de diversos players de destaque (Submarino, Ame- possibilidade de comprar pelo computador ou celular. As
[Link], [Link]) marca o primeiro grande empresas listadas no Ranking que têm operação online
movimento de consolidação do varejo online nacional, criada no período da crise são, sem exceção, multicanais,
a partir de uma visão de mercado de capitais, em que se uma vez que o ambiente de negócios se tornou muito
pretendia criar uma espécie de “Amazon brasileira”, com mais restritivo e somente empresas com musculatura e
escala e visão estratégica. solidez financeira conseguiram desenvolver operações
online de porte.

44 Ranking E-commerce SBVC § 2018


/hapvidasaude /[Link] [Link]

O Hapvida nasceu com


um grande propósito:
acolher você.
Na história do Hapvida, os números só são
expressivos quando fazem bem pra você.

Os 25 hospitais só tem sentido porque


ajudam também com 25 milhões de afagos.

Os 19 prontos atendimentos também são pra


oferecer 19 milhões de pensamentos positivos.

As 75 hapclínicas existem também pra


cantar 7,5 milhões de músicas de ninar.

83 centros de diagnóstico por imagem e postos de


coleta laboratorial existem também pra levar 830 mil
boas notícias.

E, claro, os milhares de dentistas credenciados


são pra espalhar milhões de sorrisos pelo Brasil.

Porque, há 25 anos, grandiosidade


pro Hapvida é cuidar bem de você.

Mais de 3,8 milhões de


clientes em todo o Brasil.
2018

PRINCIPAIS RECORTES

CONCENTRAÇÃO DE MERCADO

O varejo online brasileiro é fortemente con- Entre as maiores varejistas, à exceção da B2W, que
centrado. As 50 empresas listadas neste Ranking mo- teve um declínio de 16,7% no faturamento; e da Máquina
vimentaram R$ 36,2 bilhões em 2017, o equivalente de Vendas, que, envolvida em uma complicada reestru-
a 75,89% de todo o e-commerce brasileiro. As cinco turação de seus negócios, avançou apenas 1,3%, a tônica
maiores do setor (B2W, Via Varejo, Magazine Luiza, é de forte expansão. No top 10, seis empresas apresenta-
Walmart e Netshoes) faturaram R$ 23,57 bilhões, ou ram crescimento de dois dígitos nas vendas. Entre as 20
49,41% do volume total do e-commerce nacional (um maiores, são 14. Grandes oportunidades se apresentam
ponto percentual acima da edição passada do Ranking). no varejo especializado, em que o entendimento das
Embora cinco empresas concentrem praticamente necessidades e desejos do público, aliado à oferta de
metade das vendas online no País, oportunidades exis- produtos exclusivos, alavanca o desempenho das marcas.
tem por toda parte, uma vez que a participação total
do e-commerce no varejo nacional é da ordem de 5%.

Os 10 maiores e-commerce do País somam um


faturamento de R$ 29,91 bilhões, o equivalente a 62,7%
das vendas totais do setor em 2017 e dois pontos per-
centuais mais que na edição passada deste Ranking. O
processo de consolidação do varejo online continua “Os 10 maiores e-commerce
a ocorrer, em grande parte impulsionado pela criação
de marketplaces pelos grandes varejistas, que buscam do País somam um faturamento
apresentar uma grande oferta de produtos para, em
paralelo com o desenvolvimento de serviços financeiros, de R$ 29,91 bilhões, o equiva-
criar plataformas de negócios que sejam atraentes tanto
para os pequenos sellers quanto para os consumidores. lente a 62,7% das vendas totais
No grupo dos 10 maiores, chama atenção a entra- do setor em 2017 e dois pontos
da do Walmart, que pela primeira vez teve seu faturamen-
to revelado. Também se destaca o crescimento de 325% percentuais mais que na edição
no faturamento do Carrefour, que alçou a companhia ao
sétimo posto do Ranking já em seu primeiro ano comple- passada deste Ranking.”
to de vendas online. Ainda assim, o faturamento online
da empresa representa apenas 3,5% de suas vendas to-
tais, mostrando o potencial de expansão de seu negócio.

46 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

PRINCIPAIS RECORTES

2017 2016 Empresa Bandeiras Faturamento e-commerce 2017

[Link], Submarino, Shoptime e SouBarato. B2W Marketplace (Americanas.


com Marketplace, Submarino Marketplace e Shoptime Marketplace), BIT Services: Sieve,
1 1 B2W Digital ¹ Site Blindado, Sky Hub, B Seller, Admatic e InfoPrice. B2W Fulfillment: LET’S, Direct, BFF R$[Link],00
B2W Fulfillment e B2W Entrega. Pagamentos: Ame Digital, Submarino Finance e Digital
Finance.
2 2 Via Varejo ³ Casas [Link], [Link], [Link], [Link], [Link] R$[Link],00
3 3 Magazine Luiza ¹ [Link] R$[Link],00
4 12 Walmart Brasil ⁴ [Link] R$[Link],00
5 6 Grupo Netshoes ¹ [Link], [Link] R$[Link],00
[Link], [Link], [Link], [Link], Eletroshopping.
6 5 Máquina de Vendas ⁴
[Link]
R$[Link],00

7 Carrefour¹ [Link] R$[Link],00


8 9 GFG LatAm - Dafiti ⁴ [Link], [Link], [Link] R$[Link],00
9 11 Saraiva ³ [Link]; [Link] R$708.153.000,00
10 4 Privalia ⁴ [Link] R$500.000.000,00

Ranking E-commerce SBVC § 2018 47


2018

PRINCIPAIS RECORTES

MULTICANAL X E-COMMERCE PURO


Os chamados varejistas pure players, que já nasceram no ambiente digital, são 14 das 50 empresas listadas neste Ranking.
Entre elas estão duas das cinco líderes (B2W e Netshoes) e quatro das top 10 (ambas, mais Dafiti e Privalia). Com isso, a participação
das empresas nascidas online continua a ser muito relevante no panorama do e-commerce brasileiro: as 14 varejistas listadas fatura-
ram, em 2017, R$ 15,5 bilhões, ou 32,49% do total das vendas online brasileiras e 42,8% das vendas das 50 maiores do e-commerce.
A participação dos pure players vem caindo, porém, à medida em que mais e mais varejistas multicanal aproveitam a força de suas
marcas e aceleram seus esforços de transformação digital, aproveitando sua presença física para estimular vendas online. Movimentos
como o click & collect e a “prateleira infinita” (que usa estoques online para complementar o mix das lojas físicas) são contabilizados
como vendas online, mas só são possíveis em empresas que contam com uma operação física.

Os varejistas multicanal (empresas nascidas em outros modelos que não o e-commerce, e que posteriormente abriram lojas
online) somam 36 das 50 empresas do Ranking e respondem por 43,2% das vendas online do País. Além disso, correspondem a
57,7% das vendas das 50 maiores. Três das cinco maiores varejistas online são multicanal (Via Varejo, Magazine Luiza e Walmart),
com grande foco no setor de eletroeletrônicos. A preponderância dos operadores multicanal continua ao longo de todo o Ranking,
mostrando que as empresas nascidas no varejo físico já obtêm uma parcela significativa de suas vendas a partir do e-commerce.
É comum, especialmente entre as líderes, que o braço online responda por mais de 15% das vendas, índice muito acima do varejo
brasileiro. Em alguns casos, como Livraria Cultura, Onofre e Passarela, esse índice já supera os 40%, tornando essas empresas, de
fato, híbridas entre online e offline.

Dos 36 varejistas multicanal que estão na lista dos 50 maiores e-commerces brasileiros, 21 têm uma participação das vendas
online acima de 5% do faturamento total e nove delas já têm pelo menos 30% de sua receita advinda dos canais digitais. São empresas
que investiram pesado na digitalização de seus negócios e estimulam que os consumidores as vejam como negócios que os atendem
onde quer que eles estejam. Dessa forma, buscam solucionar os problemas dos clientes da maneira mais conveniente para o público.

Posição
no Posição e-commerce /
Empresa Bandeiras
Ranking Recorte Multicanal
2017
[Link], Submarino, Shoptime e SouBarato. B2W Marketplace (Americanas.
com Marketplace, Submarino Marketplace e Shoptime Marketplace), BIT Services: Sieve,
1 1 B2W Digital ¹ Site Blindado, Sky Hub, B Seller, Admatic e InfoPrice. B2W Fulfillment: LET’S, Direct, BFF e-commerce
B2W Fulfillment e B2W Entrega. Pagamentos: Ame Digital, Submarino Finance e Digital
Finance.
5 2 Grupo Netshoes ¹ [Link], [Link] e-commerce
8 3 GFG LatAm - Dafiti ⁴ [Link], [Link], [Link] e-commerce
10 4 Privalia ⁴ [Link] e-commerce
13 5 Amazon ⁴ [Link] e-commerce
14 6 [Link] ⁴ [Link], [Link] e-commerce
15 7 Madeira Madeira ⁴ [Link] e-commerce
17 8 Web Fones ¹ [Link] e-commerce
20 9 Evino ⁴ [Link] e-commerce
21 10 Icomm Group ⁴ [Link], [Link] e-commerce
22 11 Central Ar ⁴ [Link] e-commerce
24 12 Mobly ⁴ [Link] e-commerce
31 13 Lojas KD ¹ [Link] e-commerce
40 14 Ecadeiras ¹ [Link] e-commerce

48 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

Ranking E-commerce SBVC § 2018 49


2018

PRINCIPAIS RECORTES

MULTICATEGORIAS X ESPECIALIZADOS
21 - 37

Entre os maiores e-commerces do País, a tônica é Os 13 e-commerces multicategorias listados


o desenvolvimento de operações mutlicategorias, verda- neste Ranking somaram um faturamento, em 2017,
deiros “shopping centers” que oferecem o mix mais am- de R$ 26,9 bilhões, o equivalente a 74,31% das vendas
plo possível na expectativa de serem soluções completas das 50 maiores e a 56,3% das vendas totais do e-com-
para seus clientes. Essa característica reflete um processo merce brasileiro. O número é fortemente impactado
histórico de desenvolvimento do e-commerce em todo pela força dos quatro maiores operadores (B2W, Via
o mundo: normalmente, os pioneiros bem-sucedidos Varejo, Magazine Luiza e Walmart), que respondem,
ganharam escala ao ampliar seu sortimento para múl- sozinhos, por quase R$ 21 bilhões em vendas online.
tiplas categorias de produtos e se transformaram em
verdadeiras lojas de departamentos online. Nesse senti- O varejo especializado é representado, neste
do, Amazon, Alibaba e B2W são páginas de uma mesma Ranking, por 37 empresas, somando um faturamento
história: elas gradativamente ampliaram seu sortimento de R$ 9,29 bilhões, ou 25,66% das vendas das varejistas
para múltiplas categorias, aproveitando sua estrutura de que constam no Ranking. O número representa 19,47%
distribuição e a escala de sua comunicação e marketing. do faturamento total do e-commerce brasileiro. Apenas
três das dez maiores operações de e-commerce do Brasil
A análise do Ranking mostra que o mundo dos são especializadas, mostrando que o mercado brasileiro
varejistas online Multicategorias é para poucos: ape- vem se concentrando no varejo multicategorias (espe-
nas 13 das 50 empresas listadas. Por outro lado, é um cialmente devido à expansão dos marketplaces). Por
caminho para a relevância: sete delas estão entre as 10 outro lado, continua a existir potencial de mercado para
primeiras do Ranking. Também fica nítido que os setores operações relevantes e focadas. O destaque fica para o
de eletroeletrônicos e supermercados costumam ser setor de vestuário, que conta com três das 10 maiores
o nascedouro das grandes empresas Multicategorias. varejistas online (Netshoes, GFG/Dafiti e Privalia), mas isso
também vale para outros segmentos, como farmácias,
No caso dos eletroeletrônicos, isso se deve à materiais de construção, eletrônicos, móveis e vinhos.
relevância do setor para as vendas online, que permi-
tiu construir operações sólidas que depois avançaram
para outros segmentos (especialmente nos últimos
dois anos, por meio dos marketplaces). Já quanto aos
supermercados, sua relevância no dia a dia da po-
pulação faz com que faça muito sentido oferecer no
ambiente online a mesma amplitude de categorias que
nas lojas físicas. As duas varejistas multicategorias que
atuam somente no e-commerce são B2W e Amazon:
em todos os demais casos, a estratégia de desenvolver
operações online foi adotada por varejistas relevan-
tes no cenário tradicional do varejo brasileiro para
explorar uma crescente oportunidade de mercado.

50 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

PRINCIPAIS RECORTES

Posição
no Posição
Empresa Bandeiras Sortimento
Ranking Recorte
2017
[Link], Submarino, Shoptime e SouBarato. B2W Marketplace (Americanas.
com Marketplace, Submarino Marketplace e Shoptime Marketplace), BIT Services: Sieve,
1 1 B2W Digital ¹ Site Blindado, Sky Hub, B Seller, Admatic e InfoPrice. B2W Fulfillment: LET’S, Direct, BFF Multicategorias
B2W Fulfillment e B2W Entrega. Pagamentos: Ame Digital, Submarino Finance e Digital
Finance.
2 2 Via Varejo ³ Casas [Link], [Link], [Link], [Link], [Link] Multicategorias
3 3 Magazine Luiza ¹ [Link] Multicategorias
4 4 Walmart Brasil ⁴ [Link] Multicategorias
[Link], [Link], [Link], [Link], Eletroshopping.
6 5 Máquina de Vendas ⁴
[Link]
Multicategorias

7 6 Carrefour¹ [Link] Multicategorias


9 7 Saraiva ³ [Link]; [Link] Multicategorias
11 8 Lojas Colombo ¹ [Link] Multicategorias
13 9 Amazon ⁴ [Link] Multicategorias
28 10 Novo Mundo ¹ [Link] Multicategorias
33 11 Angeloni ¹ [Link] Multicategorias
36 12 Gazin ¹ [Link] Multicategorias
44 13 Mambo ¹ [Link] Multicategorias

Ranking E-commerce SBVC § 2018 51


2018

PRINCIPAIS RECORTES

CONTROLE ESTRANGEIRO X CONTROLE NACIONAL


Por definição, o comércio eletrônico não conhe- sido cada vez mais exploradas pelo varejo multicanal,
ce fronteiras físicas. Esse fator faz com que exista um especialmente em suas estratégias de click & collect.
ambiente de negócios mais propenso à atuação de Doze das 50 empresas listadas no Ranking não
operadores internacionais, ainda que as características têm controle nacional, sendo quatro delas puramente
do País dificultem uma entrada ainda mais acelerada online (Netshoes, Privalia, Dafiti e Amazon). Vale des-
de empresas estrangeiras e o e-commerce brasileiro tacar a Netshoes, que abriu seu capital na Bolsa de
esteja nitidamente se consolidando. Das 50 empresas Nova York em abril de 2017, em uma operação que
listadas no ranking, 38 têm controle nacional, das quais levantou quase US$ 140 milhões, mas que não foi
10 são e-commerces “puros”. As outras 28 empresas de acompanhada por uma posterior valorização de seus
atuação multicanal refletem o crescimento de varejistas papeis. Um aspecto comum a essas empresas de con-
regionais ou nacionais que nasceram no mundo físico e trole estrangeiro ou difuso está no fato de que se trata
têm incorporado a estratégia online em suas operações. de varejistas líderes em seus segmentos de mercado.
As 38 empresas com controle nacional listadas Embora estejam em diferentes estágios de
no ranking somaram um faturamento, em 2017, de R$ desenvolvimento de suas operações online (Via Vare-
21,79 bilhões, ou 60,19% das vendas dos 50 maiores e- jo e Walmart têm mais de 10% das vendas advindas
-commerces nacionais e 45,68% do e-commerce do País. do online, mas as restantes giram em torno dos 3%),
Entre as dez maiores empresas do e-commerce essas empresas entendem que a importância do e-
brasileiro, porém, somente quatro têm controle na- -commerce vai muito além de um canal de vendas.
cional (B2W, Magazine Luiza, Máquina de Vendas e Para elas, a presença digital é uma forma de reforçar o
Saraiva). Três delas são multicanal, o que exemplifica relacionamento com os consumidores, entender seus
a força que as empresas nascidas no varejo físico têm hábitos e necessidades e ampliar a força de suas mar-
em atrair clientes, a partir da força de suas marcas e cas. Hoje a jornada de compras passa necessariamente
da maior segurança trazida por empresas já conheci- pelo digital e as líderes dos principais segmentos do
das dos clientes. Essas são fortalezas que companhias varejo estão posicionadas para aproveitar esse fato.
puramente online não conseguem replicar e que têm

Posição no
Posição
Ranking Empresa Bandeiras Controle Nacional
Recorte
2017

2 1 Via Varejo ³ Casas [Link], [Link], [Link], [Link], [Link] Não

4 2 Walmart Brasil ⁴ [Link] Não


5 3 Grupo Netshoes ¹ [Link], [Link] Não
7 4 Carrefour¹ [Link] Não
8 5 GFG LatAm - Dafiti ⁴ [Link], [Link], [Link] Não
10 6 Privalia ⁴ [Link] Não
13 7 Amazon ⁴ [Link] Não
35 8 Ri Happy/PBKids ¹ [Link], [Link] Não
39 9 Decathlon¹ [Link] Não
45 10 Telhanorte¹ [Link] Não
46 11 Petz ¹ [Link] Não

52 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

Crescer
é um ótimo
negócio
para qualquer
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Ranking E-commerce SBVC § 2018 53
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2018

PRINCIPAIS RECORTES

CAPITAL ABERTO X CAPITAL FECHADO


Entre os 50 maiores e-commerces do Brasil, exis- senta 37,6% das vendas, enquanto no Magazine Lui-
tem 12 empresas de capital aberto, que movimentaram za o número chega a 30,4%. Em ambos os casos, são
R$ 24,16 bilhões em 2017. Esse número corresponde a empresas que têm presença online desde os anos 90
66,74% do faturamento das top 50 e 50,64% de todo e contam com experiência e cultura digital, ao mesmo
o e-commerce brasileiro. Não surpreende que seis das tempo em que estão em segmentos em que o varejo
top 10 do Ranking sejam empresas de capital aberto analógico não encontra muito espaço para prosperar.
(eram apenas três em 2017), incluindo quatro das cin- Vale destacar também a rede de farmácias PanVel,
co primeiras: abertura de capital é praticamente um cujas vendas online saltaram em um ano de 8,7% para
sinônimo de sucesso no varejo online. B2W, Netshoes, 12,4% do faturamento e demonstram o forte potencial do
Amazon e Icomm Group são exclusivamente onli- e-commerce para a venda de medicamentos e cosméticos.
ne, mas a abertura de capital conta apenas parte da A lista das empresas de capital fechado é formada
história: em todo o Ranking, tanto em pure players por 38 empresas, quatro delas entre as 10 maiores do
quanto em varejistas multicanal, existe uma grande varejo online nacional. É um grupo heterogêneo, mas
presença de fundos de investimentos, que adquiriram que tem como característica principal ser formado por
participações em empresas nos últimos anos e vêm varejistas especializados de controle nacional. Grande
acelerando o processo de profissionalização do varejo. parte dessas empresas, tanto pure players quanto
É de se esperar que, com um cenário ma- multicanais, conta com fundos de investimento que as
croeconômico mais favorável nos próximos anos, ajudaram a crescer e a superar os desafios do amadu-
mais empresas busquem na abertura de capital recimento. Para elas, crescer sem contar com um forte
um caminho para a expansão de seus negócios. braço online não faz sentido, uma vez que o consumi-
É interessante notar, também, que cinco dor inicia grande parte de suas jornadas de compra
das oito empresas multicanal de capital aberto no no celular, realizando buscas ou acessando aplicativos.
Ranking têm no e-commerce um canal de vendas
com participação acima de 5% no faturamento total.
Na rede de livrarias Saraiva, o e-commerce repre-

Posição
no Posição
Empresa Bandeiras Capital
Ranking Recorte
2017
[Link], Submarino, Shoptime e SouBarato. B2W Marketplace (Americanas.
com Marketplace, Submarino Marketplace e Shoptime Marketplace), BIT Services: Sieve,
1 1 B2W Digital ¹ Site Blindado, Sky Hub, B Seller, Admatic e InfoPrice. B2W Fulfillment: LET’S, Direct, BFF Aberto
B2W Fulfillment e B2W Entrega. Pagamentos: Ame Digital, Submarino Finance e Digital
Finance.
2 2 Via Varejo ³ Casas [Link], [Link], [Link], [Link], [Link] Aberto
3 3 Magazine Luiza ¹ [Link] Aberto
5 4 Grupo Netshoes ¹ [Link], [Link] Aberto
7 5 Carrefour¹ [Link] Aberto
9 6 Saraiva ³ [Link]; [Link] Aberto
13 7 Amazon ⁴ [Link] Aberto
Panvel Farmácias
19 8
(Dimed) ¹
[Link] Aberto

21 9 Icomm Group ⁴ [Link], [Link] Aberto

54 Ranking E-commerce SBVC § 2018


PENSAR SIMPLES
EM AMBIENTE
COMPLEXO:
ESSE É O
FUTURO DO
VAREJO.

Entender as mudanças do varejo, decodificar os maiores desafios da


transformação digital e aperfeiçoar seus modelos de negócios com
simplicidade, foco e inovação. Essa é a proposta da Varese Retail, uma
boutique de estratégia de varejo criada com o objetivo de ajudar a sua
empresa a se preparar para o futuro.
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2018

PRINCIPAIS RECORTES

O CRESCIMENTO DA GOVERNANÇA CORPORATIVA


A maturidade da governança no e-commerce brasileiro vem crescendo: há dois anos, 50% das empresas listadas no
Ranking contavam com Conselho de Administração, índice que subiu para 55,7% no ano passado e, agora, para 62%. Esse grupo
de 31 empresas soma um faturamento de R$ 28,5 bilhões, o equivalente a 59,74% de todo o varejo online brasileiro e 79,63% das
vendas dos 50 maiores e-commerces brasileiros. Todos esses indicadores representam uma evolução em relação aos números
da edição 2017 deste Ranking e refletem um amadurecimento não apenas do varejo online, mas de todo o varejo brasileiro.

O Ranking 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro, também da SBVC, mostra que, em 2017, as 66 empresas listadas que
contam com Conselho de Administração representaram 53,2% do faturamento bruto das 300 maiores, embora fossem apenas 22%
do número de empresas. Algo semelhante ocorre no varejo online, em que sete das 10 líderes possuem um Conselho implementado.

A necessidade de realização de contínuos investimentos em logística e marketing para dar suporte ao cresci-
mento das operações online levou as empresas do setor a amadurecer suas estruturas de gestão, especialmente ao
contar com capital proveniente de fundos de investimento ou da oferta de ações ao mercado. Trata-se de um ciclo
virtuoso no qual o investimento em estruturas mais sólidas de gestão e controle dão mais segurança aos investido-
res, que aportam recursos que permitem acelerar o crescimento e enfrentar um ambiente cada vez mais competitivo.

Posição
no Posição Possui conselho de
Empresa Bandeiras
Ranking Recorte administração
2017
[Link], Submarino, Shoptime e SouBarato. B2W Marketplace (Americanas.
com Marketplace, Submarino Marketplace e Shoptime Marketplace), BIT Services: Sieve,
1 1 B2W Digital ¹ Site Blindado, Sky Hub, B Seller, Admatic e InfoPrice. B2W Fulfillment: LET’S, Direct, BFF Sim
B2W Fulfillment e B2W Entrega. Pagamentos: Ame Digital, Submarino Finance e Digital
Finance.
2 2 Via Varejo ³ Casas [Link], [Link], [Link], [Link], [Link] Sim
3 3 Magazine Luiza ¹ [Link] Sim
5 4 Grupo Netshoes ¹ [Link], [Link] Sim
[Link], [Link], [Link], [Link], Eletroshopping.
6 5 Máquina de Vendas ⁴
[Link]
Sim

7 6 Carrefour¹ [Link] Sim


9 7 Saraiva ³ [Link]; [Link] Sim
11 8 Lojas Colombo ¹ [Link] Sim
14 9 [Link] ⁴ [Link], [Link] Sim
16 10 Livraria Cultura ¹ [Link], [Link], [Link] Sim
17 11 Web Fones ¹ [Link] Sim
Panvel Farmácias
19 12
(Dimed) ¹
[Link] Sim

(Leveros - MultiAr)
23 13
Refrigelo ¹
[Link] Sim

Grupo Soma de
26 14
Moda ¹
[Link] , [Link], [Link], [Link] Sim

56 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

PRINCIPAIS RECORTES

Posição
no Posição Possui conselho de
Empresa Bandeiras
Ranking Recorte administração
2017
28 15 Novo Mundo ¹ [Link] Sim
Arezzo Indústria e
29 16
Comércio S.A. ¹
[Link], [Link], [Link] Sim

30 17 BFFC ¹ [Link] Sim


32 18 Grupo Boticário ¹ [Link], [Link], [Link], [Link] Sim
33 19 Angeloni ¹ [Link] Sim
34 20 Grupo Trigo ¹ [Link]; [Link] Sim
35 21 Ri Happy/PBKids ¹ [Link], [Link] Sim
36 22 Gazin ¹ [Link] Sim
[Link], [Link], [Link], [Link], [Link],
38 23 Cia Hering¹
[Link]
Sim

41 24 Restoque ³ [Link], [Link], [Link], [Link], [Link] Sim


43 25 Grupo Paquetá ¹ [Link], [Link] Sim
45 26 Telhanorte¹ [Link] Sim
46 27 Petz ¹ [Link] Sim
47 28 Le Postiche ¹ [Link] Sim
Lojas Lebes (Drebes
48 29
& Cia) ¹
[Link] Sim

49 30 Chilli Beans ¹ [Link] Sim


Calcenter Calçados
50 31
Centro Oeste Ltda. ¹
[Link] Sim

Ranking E-commerce SBVC § 2018 57


2018

PRINCIPAIS RECORTES

AS LÍDERES EM CRESCIMENTO
Mostrando que o e-commerce brasileiro continua sendo pródigo em oportunidades de expansão, mesmo em
um período de expansão de apenas um dígito nas vendas de todo o e-commerce brasileiro, o Ranking apresenta oito
empresas com crescimento de mais de 100% em suas vendas. No total, 34 das 44 varejistas online com números compa-
ráveis (algumas estão pela primeira vez na listagem) se expandiram acima da média de 7,5% do e-commerce brasileiro.

A líder em crescimento em 2017 foi o Carrefour, com um avanço de 325% em seu faturamento online em rela-
ção ao ano anterior. Relançado no quarto trimestre de 2016, depois de anos com presença online apenas institucio-
nal, o e-commerce da varejista movimentou R$ 1,75 bilhão, suficiente para colocar a empresa na sétima colocação do
Ranking nacional. Trata-se de um fenômeno alavancado por uma marca muito forte no varejo brasileiro e uma estra-
tégia de vendas muito bem definida, com alimentos e não-alimentos (boa parte via marketplace), uma plataforma de
e-commerce robusta e um olhar atento às oportunidades cross channel: o aplicativo da marca para celular oferece
ofertas personalizadas para quem compra na loja física e estimula a interação digital do cliente com a rede varejista.

A segunda empresa com maior expansão nas vendas online foi a Livraria Cultura, com um avanço de 253,7%. Esse movi-
mento foi impulsionado pela aquisição das operações do grupo francês Fnac em julho de 2017. Um ano depois, as lojas físicas
da marca francesa foram descontinuadas e, por fim, o site da rede foi incorporado ao da Livraria Cultura, em um movimento que
diz muito tanto sobre a estratégia de desinvestimento da Fnac quanto sobre o momento atual do varejo de eletroeletrônicos no
Brasil. Esse é um negócio de altíssimo volume, desafiador até mesmo para empresas tradicionais e com longo histórico online.

A rede de supermercados Mambo foi a terceira empresa de maior crescimento das vendas online em 2017, com uma
expansão de 145,6% na comparação anual. Focada no público de maior poder aquisitivo e no varejo de vizinhança, a em-
presa também conta com uma estratégia de digitalização de seu relacionamento com o cliente, seja por meio do aplicativo
de ofertas, seja pelo delivery. Com um posicionamento digital e de vizinhança, o Mambo reforça seu relacionamento com
os consumidores e aumenta o volume de dados disponível para o conhecimento dos padrões de compra de seu público.

Vale destacar o e-commerce de vinhos Evino, que ampliou suas vendas em 144% depois de ter mais que duplicado o fatu-
ramento no ano anterior. Em acelerada expansão, baseada em uma política de preços agressiva, a empresa saltou da 31ª para a 19ª
posição no ranking geral do e-commerce brasileiro, rapidamente polarizando o segmento de vinhos com a [Link], 15ª colocada.

Petz, Paquetá e Restoque são outras empresas brasileiras com expansão acima de 100% em 2017, mas em todos esses casos
a importância do canal online para o faturamento desses varejistas ainda é pequena, abaixo dos 2%. O forte crescimento demons-
tra, porém, que continua a existir demanda nos segmentos de produtos para pet, calçados e vestuário, respectivamente. As opor-
tunidades são ainda maiores para empresas já solidamente presentes no varejo físico e com uma forte relação com o consumidor.

A oitava empresa com expansão acima de 100% nas vendas é a Amazon, que, mesmo antes de expandir suas operações
para se tornar também por aqui a “loja de tudo”, já se mostra muito relevante no mercado nacional. Ocupando um lugar entre
as 15 maiores do setor mesmo durante um período “de testes”, em que a empresa vem medindo a temperatura do mercado e
entendendo melhor as complexidades tributárias e logísticas, a Amazon abriu seu marketplace no fim de 2017 e vem, ao longo
de 2018, ampliando suas operações. Em breve, a empresa de Seattle passará a provocar grandes mudanças no varejo brasileiro.

58 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

Posição no Posição Crescimento e-commerce


Empresa Bandeiras
Ranking 2017 Recorte 2017 vs 2016

7 1 Carrefour¹ [Link] 325,0%


16 2 Livraria Cultura ¹ [Link], [Link], [Link] 253,7%
44 3 Mambo ¹ [Link] 145,6%
20 4 Evino ⁴ [Link] 144,0%
46 5 Petz ¹ [Link] 136,5%
43 6 Grupo Paquetá ¹ [Link], [Link] 117,5%
13 7 Amazon ⁴ [Link] 105,0%
41 8 Restoque ³ [Link], [Link], [Link], [Link], [Link] 100,7%
37 9 Reserva ¹ [Link] 87,1%
40 10 Ecadeiras ¹ [Link] 86,3%
34 11 Grupo Trigo ¹ [Link]; [Link] 80,6%
15 12 Madeira Madeira ⁴ [Link] 75,0%
39 13 Decathlon¹ [Link] 68,3%
2 14 Via Varejo ³ Casas [Link], [Link], [Link], [Link], [Link] 66,9%
3 15 Magazine Luiza ¹ [Link] 63,0%
Lojas Lebes (Drebes
48 16
& Cia) ¹
[Link] 61,7%

47 17 Le Postiche ¹ [Link] 55,1%


Calcenter Calçados
50 18
Centro Oeste Ltda. ¹
[Link] 49,7%

11 19 Lojas Colombo ¹ [Link] 41,5%


Grupo Soma de
26 20
Moda ¹
[Link] , [Link], [Link], [Link] 40,8%

12 21 Grupo Herval ⁴ [Link], [Link] 33,0%


33 22 Angeloni ¹ [Link] 31,4%
21 23 Icomm Group ⁴ [Link], [Link] 25,0%
8 24 GFG LatAm - Dafiti ⁴ [Link], [Link], [Link] 24,4%
35 25 Ri Happy/PBKids ¹ [Link], [Link] 24,0%
[Link], [Link], [Link], [Link], [Link],
38 26 Cia Hering¹
[Link]
21,4%

Arezzo Indústria e
29 27
Comércio S.A. ¹
[Link], [Link], [Link] 19,2%

5 28 Grupo Netshoes ¹ [Link], [Link] 18,2%


22 29 Central Ar ⁴ [Link] 17,2%
9 30 Saraiva ³ [Link]; [Link] 17,0%
Grupo Lins Ferrão
42 31 Artigos do Vestuário [Link] e [Link] 16,3%
Ltda.¹
Panvel Farmácias
19 32
(Dimed) ¹
[Link] 15,2%

28 33 Novo Mundo ¹ [Link] 12,1%


(Leveros - MultiAr)
23 34
Refrigelo ¹
[Link] 10,8%

49 35 Chilli Beans ¹ [Link] 7,0%


14 36 [Link] ⁴ [Link], [Link] 6,7%
17 37 Web Fones ¹ [Link] 6,7%
31 38 Lojas KD ¹ [Link] 5,8%
45 39 Telhanorte¹ [Link] 3,1%
6 40 Máquina de Vendas ⁴ [Link], [Link], [Link], [Link], [Link] 1,3%

Ranking E-commerce SBVC § 2018 59


2018

PRINCIPAIS RECORTES

A FORÇA DOS MARKETPLACES


Os marketplaces são uma das forças aceleradoras do e-commerce em todo o mundo. Por isso, não sur-
preende que os cinco maiores varejistas online do País abram espaço em suas estruturas para que operadores
independentes comercializem seus produtos. Essa estratégia permite que os grandes ampliem seus sortimen-
tos sem incorrer em pesados custos de estoque, especialmente para itens de cauda longa. Essa simbiose en-
tre pequenos e grandes já é um modelo de negócios utilizado por 24 dos 50 maiores e-commerces brasileiros.
Nascido como uma forma de ampliação de sortimento para varejistas multicategorias, o conceito de marketplace vem
sendo apropriado também por varejistas especializados. Treze das 24 empresas com marketplaces têm atuação focada
em uma única categoria de produtos (eram somente 5 na edição passada deste Ranking), abrindo a pequenos varejistas
e produtores a possibilidade de expor seus produtos a uma audiência maior e incrementando suas próprias vendas. O
objetivo dessa estratégia é aumentar a força gravitacional do grande varejo como destino naquela determinada categoria.

Posição
O e-commerce
no Posição
Empresa Bandeiras funciona como
Ranking Recorte
marketplace
2017
C
[Link], Submarino, Shoptime e SouBarato. B2W Marketplace (Americanas.
com Marketplace, Submarino Marketplace e Shoptime Marketplace), BIT Services: Sieve, M

1 1 B2W Digital ¹ Site Blindado, Sky Hub, B Seller, Admatic e InfoPrice. B2W Fulfillment: LET’S, Direct, BFF Sim
B2W Fulfillment e B2W Entrega. Pagamentos: Ame Digital, Submarino Finance e Digital Y

Finance.
CM

2 2 Via Varejo ³ Casas [Link], [Link], [Link], [Link], [Link] Sim


MY

3 3 Magazine Luiza ¹ [Link] Sim


CY
4 4 Walmart Brasil ⁴ [Link] Sim
5 5 Grupo Netshoes ¹ [Link], [Link] Sim CMY

[Link], [Link], [Link], [Link], Eletroshopping.


6
K
6 Máquina de Vendas ⁴ Sim
[Link]
7 7 Carrefour¹ [Link] Sim
9 8 Saraiva ³ [Link]; [Link] Sim
8 9 GFG LatAm - Dafiti ⁴ [Link], [Link], [Link] Sim
10 10 Privalia ⁴ [Link] Sim
13 11 Amazon ⁴ [Link] Sim
15 12 Madeira Madeira ⁴ [Link] Sim
16 13 Livraria Cultura ¹ [Link], [Link], [Link] Sim
17 14 Web Fones ¹ [Link] Sim
21 15 Icomm Group ⁴ [Link], [Link] Sim
(Leveros - MultiAr)
23 16
Refrigelo ¹
[Link] Sim

Grupo Soma de
26 17
Moda ¹
[Link] , [Link], [Link], [Link] Sim

28 18 Novo Mundo ¹ [Link] Sim


30 19 BFFC ¹ [Link] Sim
34 20 Grupo Trigo ¹ [Link]; [Link] Sim
36 21 Gazin ¹ [Link] Sim
37 22 Reserva ¹ [Link] Sim
44 23 Mambo ¹ [Link] Sim
47 24 Le Postiche ¹ [Link] Sim

60 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

Ranking E-commerce SBVC § 2018 61


2018

PRINCIPAIS RECORTES

OS MAIORES EMPREGADORES DO E-COMMERCE


O comércio eletrônico é, por excelência, um negócio de estruturas enxutas e equipes altamente produtivas. Apenas
13 das 36 empresas do Ranking que divulgaram esse dado contam com mais de 100 colaboradores, e a B2W, líder também
nesse parâmetro, é um ponto fora da curva, com sua equipe formada por 7.390 pessoas. Apenas outras duas empresas
(Netshoes e Máquina de Vendas) contam com mais de mil funcionários alocados exclusivamente em sua operação online.

Com o desenvolvimento de operações omnichannel pelo varejo (tanto com empresas nascidas no mundo físico que im-
plementam e-commerces quanto companhias que seguem o caminho oposto), a definição de “colaboradores do e-commerce”
se torna mais difusa e menos significativa. Em um varejo no qual a loja funciona como ponto de retirada das compras online e
as equipes no PDV físico podem direcionar os consumidores a complementar suas compras pelo canal online, cada vez mais
os profissionais “das lojas” realizarão atividades “do e-commerce” e os profissionais “do online” tratarão do fulfillment de com-
pras iniciadas no ponto de venda. E, para o consumidor, isso importa menos que a boa experiência vivida com aquela marca.

Ainda assim, é interessante perceber que o varejo brasileiro vem sendo capaz de desenvolver operações de e-
-commerce sólidas a partir de estruturas pequenas, ganhando escala pelo uso intensivo de tecnologia e processos
bem definidos. Esse mindset vem sendo transferido para o varejo tradicional, a partir da transformação digital dos ne-
gócios, e gerará um varejo ainda mais sólido, eficiente e capaz de entregar experiências excelentes para seu público.

62 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

Posição
no Posição Funcionário
Empresa Bandeiras
Ranking Recorte E-commerce 2017
2017
[Link], Submarino, Shoptime e SouBarato. B2W Marketplace (Americanas.
com Marketplace, Submarino Marketplace e Shoptime Marketplace), BIT Services: Sieve,
1 1 B2W Digital ¹ Site Blindado, Sky Hub, B Seller, Admatic e InfoPrice. B2W Fulfillment: LET’S, Direct, BFF 7390
B2W Fulfillment e B2W Entrega. Pagamentos: Ame Digital, Submarino Finance e Digital
Finance.
5 2 Grupo Netshoes ¹ [Link], [Link] 2728
[Link], [Link], [Link], [Link], Eletroshopping.
6 3 Máquina de Vendas ⁴
[Link]
2687

24 4 Mobly ⁴ [Link] 700


10 5 Privalia ⁴ [Link] 350
7 6 Carrefour¹ [Link] 300
20 7 Evino ⁴ [Link] 300
27 8 Passarela Modas ¹ [Link] 250
Panvel Farmácias
19 9
(Dimed) ¹
[Link] 185

44 10 Mambo ¹ [Link] 136


33 11 Angeloni ¹ [Link] 129
16 12 Livraria Cultura ¹ [Link], [Link], [Link] 120
Grupo Soma de
26 13
Moda ¹
[Link] , [Link], [Link], [Link] 102

(Leveros - MultiAr)
23 14
Refrigelo ¹
[Link] 95

Arezzo Indústria e
29 15
Comércio S.A. ¹
[Link], [Link], [Link] 90

31 16 Lojas KD ¹ [Link] 90
37 17 Reserva ¹ [Link] 67
17 18 Web Fones ¹ [Link] 64
11 19 Lojas Colombo ¹ [Link] 52
32 20 Grupo Boticário ¹ [Link], [Link], [Link], [Link] 52
43 21 Grupo Paquetá ¹ [Link], [Link] 51
[Link], [Link], [Link], [Link], [Link],
38 22 Cia Hering¹
[Link]
44

39 23 Decathlon¹ [Link] 31
Grupo Lins Ferrão
42 24 Artigos do Vestuário [Link] e [Link] 31
Ltda.¹
35 25 Ri Happy/PBKids ¹ [Link], [Link] 27
36 26 Gazin ¹ [Link] 27
28 27 Novo Mundo ¹ [Link] 26
40 28 Ecadeiras ¹ [Link] 25
46 29 Petz ¹ [Link] 21
45 30 Telhanorte¹ [Link] 18
47 31 Le Postiche ¹ [Link] 11
Calcenter Calçados
50 32
Centro Oeste Ltda. ¹
[Link] 10

30 33 BFFC ¹ [Link] 8
Lojas Lebes (Drebes
48 34
& Cia) ¹
[Link] 8

49 35 Chilli Beans ¹ [Link] 5


34 36 Grupo Trigo ¹ [Link]; [Link] 3

Ranking E-commerce SBVC § 2018 63


2018

CONCLUSÕES DO RANKING

Varejo e o
e-commerce no Brasil

Alberto Serrentino
Vice-Presidente e Conselheiro
Deliberativo da SBVC, Fundador da
Varese Retail

64 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

CONCLUSÕES DO RANKING

A penetração do comércio eletrônico em relação Cross-border – o fenômeno de compras interna-


ao varejo brasileiro é de apenas 3,2%, apesar de apre- cionais via ecommerce realizadas por consumidores finais
sentar grandes variações entre segmentos e categorias vem crescendo de forma acelerada no mundo. No brasil,
de produtos. Os dados do Ranking das 300 Maiores Em- estima-se que cerca de R$ 12 bilhões em produtos sejam
presas do Varejo Brasileiro da SBVC ajuda a compreender comprados anualmente por consumidores a partir de sites
o baixo grau de penetração: apenas 42% das maiores fora do país. A realidade inversa é uma oportunidade para
empresas do varejo brasileiro vendem online. O atraso é marcas brasileiras desenvolverem novos e internacionali-
muito superior no varejo alimentar e food service, onde zarem seus negócios com níveis muito inferiores de risco e
apenas 13% e 31% das grandes empresas possuem investimento em relação à expansão de lojas em outros países.
operação de ecommerce, respectivamente. No varejo
não-alimentar, 71% das maiores empresas já vendem Transformação do varejo – o processo transformação
online, mas pode-se reforçar a avaliação que, em relação à do varejo vai muito além do comércio eletrônico. Envolve a
digitalização do varejo, os consumidores brasileiros estão transformação cultural e organizacional, mudança na relação
se movimentando com maior velocidade que as empresas. com clientes, mudança no papel da tecnologia e novo papel
da loja. O impacto do mundo digital nos negócios de varejo
O Ranking das 50 Maiores Empresas do ecommerce levará empresas a mudanças em seus modelos de negócio.
Brasileiro permite aprofundar alguns aspectos do nosso
mercado: O Ranking das Maiores do ecommerce confirma o
elevado grau de heterogeneidade na participação das vendas
Concentração - o varejo digital possui alto grau de online em empresas de varejo, mesmo entre os maiores do
concentração: as 5 maiores operações respondem por 49% País. No segmento de eletroeletrônicos, os números variam
e as 10 maiores por 63% das vendas do comércio eletrô- de 40% estimados na Fast Shop, 24% no Magazine Luiza, 23%
nico no Brasil. Para efeito de comparação, as 10 maiores na Colombo, 15% no Novo Mundo, 13% na Via Varejo e 5,5%
empresas de varejo só respondem por 11% e as 10 maiores no Zema; já em moda, partem de 16% do Grupo Soma, 9%
por 15% do ainda muito fragmentado varejo brasileiro. na Reserva, 6% na Arezzo, 2,4% na Renner e 1,8% na Marisa;
Em farmácias, enquanto a Panvel realiza 9% de suas vendas
Marketplaces – os grandes operadores globais de online, a RaiaDrogasil atinge 0,4%; no varejo alimentar, Gupo
ecommerce (como Amazon, Walmart e JD) vêm progressiva- Pereira e Zona Sul alcançam 5%, Muffato 1,7% e Mambo
mente incorporando marketplaces e investindo em aumen- 1%, mas a grande maioria sequer possui venda online.
to de participação no negócio. A tendência se confirma no
Brasil, onde 24 das 50 maiores empresas operam marketpla- Transformação digital – o impacto do mundo digital
ces. Os cinco maiores operadores de ecommerce já operam para o varejo vai muito além do comércio eletrônico. Consu-
marketplaces (B2W, Via Varejo, Magazine Luiza, Walmart e midores não se relacionam com canais, mas com marcas. O
Netshoes) e dois deles – B2W e Walmart - passaram a priorizar mundo digital permite transformar a maneira como marcas
o negócio em relação ao ecommerce direto (chamado 1P). de varejo se comunicam, informam, interagem, vendem
e se relacionam com consumidores. A transformação di-
Ecossistemas – a competição global no mundo gital é acima de tudo mudança organizacional e cultural,
digital será travada entre ecossistemas. Conglomerados pressupõe incorporação de cultura digital, mudança em
como Amazon, Alibaba, Tencent, JD, Google e Apple vêm estruturas, processos e modelos de gestão, foco em mobi-
estruturando plataformas de negócios que integram lidade e obsessão por clientes. Os consumidores brasileiros
comércio eletrônico, lojas físicas, marketplaces, meios de estão se movimentando mais rapidamente que o varejo
pagamento, mídia, conteúdo e entretenimento, suporta- na adoção do mundo digital e a agenda de transformação
dos por tecnologia em nuvem e infraestrutura logística. digital ainda está na intenção para a maioria das empresas.

Ranking E-commerce SBVC § 2018 65


2018

RELAÇÃO GERAL

ÍNDICE DAS EMPRESAS EM ORDEM ALFABÉTICA


Posição Empresa
A
29 Arezzo Indústria e Comércio S.A. ¹
13 Amazon ⁴
33 Angeloni ¹
B
1 B2W Digital ¹
30 BFFC ¹
C
50 Calcenter Calçados Centro Oeste Ltda. ¹
7 Carrefour¹
22 Central Ar ⁴
49 Chilli Beans ¹
38 Cia Hering¹
D
39 Decathlon¹
18 Drogaria Onofre 4
E
40 Ecadeiras ¹
20 Evino ⁴
G
36 Gazin ¹
8 GFG LatAm - Dafiti ⁴
32 Grupo Boticário ¹
12 Grupo Herval ⁴
42 Grupo Lins Ferrão Artigos do Vestuário Ltda.¹
5 Grupo Netshoes ¹
43 Grupo Paquetá ¹
26 Grupo Soma de Moda ¹
34 Grupo Trigo ¹

66 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

Posição Empresa
I
21 Icomm Group ⁴
L
47 Le Postiche ¹
16 Livraria Cultura ¹
25 Livrarias Curitiba ⁴
11 Lojas Colombo ¹
31 Lojas KD ¹
48 Lojas Lebes (Drebes & Cia) ¹
M
15 Madeira Madeira ⁴
3 Magazine Luiza ¹
44 Mambo ¹
6 Máquina de Vendas ⁴
24 Mobly ⁴
N
28 Novo Mundo ¹
P
19 Panvel Farmácias (Dimed) ¹
27 Passarela Modas ¹
46 Petz ¹
10 Privalia ⁴
R
23 Refrigelo ¹
37 Reserva ¹
41 Restoque ³
35 Ri Happy/PBKids ¹
S
9 Saraiva ³
T
45 Telhanorte¹
V
2 Via Varejo ³
W
4 Walmart Brasil ⁴
17 Web Fones ¹
14 [Link] ⁴

Ranking E-commerce SBVC § 2018 67


2018

FICHA TÉCNICA

EDUARDO TERRA Presidente da SBVC e sócio da BTR Educação e Consultoria

ALBERTO SERRENTINO Vice-presidente e Conselheiro Deliberativo da SBVC,


Fundador da Varese Retail

HÉLIO BIAGI Presidente do Conselho Deliberativo da SBVC e sócio da BTR Educação


e Consultoria

RONALD NOSSIG Vice-Presidente de Parcerias e Novos Negócios da SBVC

MARIA ODETE ALVES Gerente Executiva da SBVC

FERNANDA BESNOSOFF Coordenadora de Estudos e Pesquisas da SBVC

RENATO MÜLLER Cofundador da Käfer Content Studio e Jornalista especializado


em varejo

68 Ranking E-commerce SBVC § 2018


2018

AS 50 MAIORES EMPRESAS DO
E-COMMERCE BRASILEIRO

Apoio técnico:

Ranking E-commerce SBVC § 2018 69

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