Exercícios sobre Espaços de Sobolev
Exercícios sobre Espaços de Sobolev
Belém - PA
6 de novembro de 2019
Universidade Federal do Pará
Programa de Doutorado em Matemática
Romário Silva Duarte
Belém - PA
6 de novembro de 2019
Sumário
Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
3
Exercícios
Questão 1
Seja a função
ϕ: RN → R
1
−
e 1−kxk2 se kxk < 1
x 7−→ ϕ(x) =
0 se kxk ≥ 1
1
− 1
∂ e 1−kxk2 −
∂ϕ e 1−kxk2
= = −2|xi |
∂xi ∂xi (1 − kxk2 )2
∂ϕ
Note que ∂x i
, é contínua e admite ponto de máximo para todo x ∈ RN tal que
kxk < 1. Além disso,
1 1
− −
e 1−kxk2 e 1−kxk2 1
= ln[(1−kxk2 )2 ] = 1
+ln[(1−kxk2 )2 ]
→ 0 , kxk → 1− e kxk → −1+
(1 − kxk )
2 2 e e 1−kxk2
Isto nos indica que a derivada de ϕ também possui um decaimento suave para zero
em B1 (0). Assim, podemos definir,
∂ϕ
: RN → R
∂xi
1
− 2
e 1−kxk
∂ϕ −2|xi | (1−kxk
se kxk < 1
x 7−→ (x) = 2 )2
∂xi
0 se kxk ≥ 1
Questão 2
Mostre que o conjunto das funções contínuas com suporte compacto C0 (RN ), é
denso em Lp (RN ), para 1 ≤ p < ∞.
Solução:
Vamos dividir prova em quatro partes:
(i) O espaço das funções simples é denso em Lp (RN ), para 1 ≤ p < ∞.
(ii) Podemos aproximar funções simples por funções contínuas C 0 (RN ) no espaço
Lp (RN ).
(iii) Podemos aproximar uma função contínua C 0 (RN ) por uma função contínua e
de suporte compacto C0 (RN ) na norma Lp (RN ).
(iv) O espaço das funções contínuas de suporte compacto C0 (RN ), é denso em
Lp (RN )
Demonstração do item (i):
De fato, seja f ∈ Lp (Ω), vamos provar que existe uma sequência de funções simples
tais que ϕn → f , em Lp (Ω), isto mostra que para toda f ∈ Lp (Ω), dado ε > 0, existe uma
função simples ϕf , tal que
ϕn ∈ Lp (RN ) , ∀n ∈ N
De fato,
Z Z
ϕn ≤ f ⇒ ϕpn p
≤f ⇒ ϕpn dx ≤ f p dx < ∞
RN RN
Ou seja,
Exercícios 5
Z
ϕpn dx < ∞ , ∀n ∈ N
RN
ϕn → f , em Lp (RN )
Ou seja,
Z
kf − ϕn kLp (RN ) = (f (x) − ϕn (x))p dx → 0
RN
f = f+ − f−
onde, f + = sup{f (x), 0} e f − = sup{−f (x), 0}. Note que estas funções são não-
negativas e facilmente podemos observar que
|f | = f + + f −
ε
kf + − ϕf + kLp (RN ) < (2)
2
Exercícios 6
ε
kf − − ϕf − kLp (RN ) < (3)
2
Como a soma de funções simples e o produto de uma escalar por uma função
simples é também uma função simples, então podemos definir a seguinte função simples:
ϕf = ϕf + − ϕf −
g: RN → R
d(x, AC )
x 7−→ g(x) =
d(x, AC ) + d(x, F )
Note que
(I) g está bem definida
Exercícios 7
(II) g é contínua
(III) 0 ≤ g(x) ≤ 1 , ∀x ∈ RN
(IV) g(x) = 1 , ∀x ∈ F
(V) g(x) = 0 , ∀x ∈ AC
Para deonstrar o item (I), vamos mostrar que esta função está bem definida, pois o
denominador se anula se e somente se d(x, F ) = 0 e d(x, AC ) = 0, no entanto, como F é
fechado:
d(x, F ) = 0 ⇔ x ∈ F
d(x, AC ) = 0 ⇔ x ∈ AC
Z
kχE − gkpLp (RN ) = |χE (x) − g(x)|p dx
RN
Note que
χE (x) − g(x) = 0 , ∀x ∈ AC
χE (x) − g(x) = 0 , ∀x ∈ F
Z
kχE − gkpLp (RN ) = |χE (x) − g(x)|p dx
A−F
Z
kχE − gkpLp (RN ) = |χE (x) − g(x)|p dx ≤ M ed(A − F ) < εp
A−F
Ou seja,
N
p
|Ci |p χEi (x)
X
|ϕ(x)| =
i=1
Logo,
Z N
|ϕ(x)|p dx = |Ci |p M ed(Ei )
X
RN i=1
N
|Ci |p M ed(Ei ) < +∞
X
i=1
Assim,
Portanto, dado ε > 0 e para cada i ∈ {1, . . . , N }, de acordo com o que demonstra-
mos acima, existe gi ∈ C 0 (RN ), tal que
N
X N
X
kϕ − gkLp (RN ) = k Ci (χEi − gi )kLp (RN ) ≤ |Ci |kχEi − gi kLp (RN )
i=1 i=1
Ou seja,
Exercícios 9
kϕ − gkLp (RN ) ≤ εC
PN
onde, C = i=1 |Ci |, é uma constante.
Provando assim que podemos aproximar funções simples por funções contínuas na
norma Lp (RN ).
Demonstração do item (iii):
Vamos provar que podemos aproximar uma função contínua g ∈ Lp (RN ), por uma
função contínua e de suporte compacto na norma de Lp (R.
De fato, seja g ∈ Lp (RN ) contínua e defina a seguinte função:
ψn : RN → R
C )
d(x, B2n
x 7−→ ψn (x) = C ) + d(x, B )
d(x, B2n n
ϕn = g.ψn
Assim, dos itens (I), (II) e (III) e sabendo que g é contínua temos que ϕn é contínua
e possui suporte compacto. Além disso, para cada x ∈ RN , podemos escrever:
Z
|g − ϕn |p dx → 0 , n → ∞
RN
ε
kf − ϕf kLp (RN ) < (4)
3
Por outro lado, do item (ii), para a função ϕf , existe ψf ∈ C 0 (RN ) contínua, tal
que
ε
kϕf − ψf kLp (RN ) < (5)
3
Por sua vez, do item (iii) para ψf ∈ C 0 (RN ), existe gf ∈ C0 (RN ) uma função
contínua e com suporte compacto, tal que
ε
kψf − gf kLp (RN ) < (6)
3
Assim, dado f ∈ Lp (RN ) e ε > 0, tomando gf ∈ C0 (RN ) dada acima, de 4, 5 e 6
podemos escrever:
Ou seja,
Provando assim que o espaço C0 (RN ) das funções contínuas e com suporte compacto
é denso em Lp (RN ). Finalizando assim a demonstração.
Exercícios 11
Questão 3
O conjunto C0∞ (Ω) é denso em Lp (Ω), para todo 1 ≤ p < ∞.
Solução:
Sabemos das propriedades demonsrtradas em sala de aula que
Propriedade
C0∞ (RN ) é denso em Lp (RN ), para todo 1 ≤ p < ∞.
Assim, dado f ∈ Lp (Ω), vamos definir :
f: RN → R
f (x) se x∈Ω
x −
7 → f (x) =
0 se x ∈ RN \ Ω
1
Xn = B 1 (x0 ) = {x ∈ RN ; |x − x0 | ≤ }
n n
Para algum x0 ∈ Ω. Note que Xn são compactos de RN .
Vamos então definir as seguinte as funções:
gn : RN → R
f (x) se x ∈ X ∩ Ω
n
x −
7 → gn = (χXn f (x)) =
0 se x ∈
/ Xn ∩ Ω
fn : RN → R
R
RN ϕn (x − y)f (y)dy se y ∈ Xn ∩ Ω
x 7−→ fn (x) = (ϕn ∗ gn )(x) =
0 se y ∈
/ Xn ∩ Ω
y + x ∈ B 1 (0) + B 1 (x0 )
n n
1 1 2
ky + x − x0 k ≤ kx − x0 k + kyk ≤ + =
n n n
De onde,
y + x ∈ B 2 (x0 )
n
Assim, para x0 ∈ Ω
supp(fn ) ⊂ B 2 (x0 ) , ∀n ∈ N
n
supp(fn ) ⊂ B 2 (x0 ) ⊂ Ω
n
fn ∈ C0∞ (Ω)
kfn − f kLp (Ω) = kfn − f kLp (RN ) = k(ϕn ∗ gn ) − (ϕn ∗ f ) + (ϕn ∗ f ) − f kLp (RN )
≤ k(ϕn ∗ gn ) − (ϕn ∗ f )kLp (RN ) + k(ϕn ∗ f ) − f kLp (RN )
Questão 4
Sejam α ∈ N e u ∈ L1loc (Ω). Mostre que a função
T0 : D(Ω) → R
Z
ϕ 7−→ hT 0 , ϕi = (−1)|α| uDα ϕdx
Ω
Z Z Z
0 |α| α |α| α |α|
hT , ϕ1 + λϕ2 i = (−1) uD (ϕ1 + λϕ2 )dx = (−1) uD (ϕ1 )dx + λ(−1) uDα (ϕ2 )dx
Ω Ω Ω
= hT 0 , ϕ1 i + λhT 0 , ϕ2 i
Z Z
0 0 |α| α
|hT , ϕn i − hT , 0i| = |(−1) uD (ϕn )dx| = | uDα (ϕn )dx|
Ω Ω
Z
|hT 0 , ϕn i − hT 0 , 0i| ≤ |u||Dα (ϕn )|dx
K
Exercícios 14
Z
0 0
|hT , ϕn i − hT , 0i| < ε |u|dx
K
Questão 5
Seja x0 ∈ Ω e ρn (x) = ϕn (x − x0 ), onde (ϕn )N é uma sequência regularizante.
Mostre que
Solução:
Seja ψ ∈ D(Ω) e da definição da sequência regularizante que vimos em sala, temos:
Z
nN
hTρn , ψi = ϕn (x − x0 )ψ(x)dx = ϕ(n(x − x0 ))ψ(x)dx
Ω K
Fazendo, z = n(x − x0 ), então dz = nN dx. De onde, esta última igualdade se torna:
nN Z z 1
hTρn , ψi = ϕ(z)ψ( − x0 ) N dz
K Ω n n
Ou seja,
1 Z z
hTρn , ψi = ϕ(z)ψ( − x0 )dz
K Ω n
Vamos então definir:
fn : Ω→R
z
z 7−→ fn (z) = ϕ(z)ψ( − x0 )
n
Exercícios 15
1 Z 1 Z
hTρn , ψi → ϕ(z)ψ(x0 )dz = ψ(x0 ) ϕ(z)dz
K Ω K Ω
R
Como por definição K = Ω ϕ(x)dx, então,
Assim,
Questão 6
Mostre que existe (un )N ⊂ L1loc (Ω) e T ∈ D0 (Ω), tais que
ρn : Ω→R
x 7−→ ρn (z) = ϕn (x − x0 )
Z Z Z Z
ρn (x)dx = ϕn (x0 − x)dx = ϕn (x0 − x)dx ≤ ϕn (x0 − x)dx
K K K∩supp(ρn ) supp(ρn )
Z Z
ρn (x)dx ≤ ϕn (z)dz < ∞
K B 1 (x0 )
n
De onde,
ρn ∈ L1loc (Ω)
ρn → δx0 em D0 (Ω)
e sabemos do curso que a Delta de Dirac não é definida por uma função localmente
integrável.
Questão 7
Seja (un )n∈N ⊂ Lp (Ω) e u ∈ Lp (Ω) tais que
un → u , em D0 (Ω)
un → u , em Lp (Ω)
Solução:
Seja (un )n∈N uma sequência limitada de Lp (Ω). Como 1 < p < ∞. Como nestas
condições temos que Lp (Ω) é reflexivo, a menos de subsequência, temos que
un * u em Lp (Ω)
Z Z
1 1
un (x)w(x)dx → u(x)w(x)dx , ∀w ∈ Lq (Ω) e + =1
Ω Ω p q
Z Z
un (x)ϕ(x)dx → u(x)ϕ(x)dx , ∀ϕ ∈ C0∞ (Ω)
Ω Ω
Ou seja,
De onde,
un → u em D0 (Ω)
un * u em Lp (Ω) ⇒ un → u em D0 (Ω)
Questão 8
Para cada α ∈ NN , mostre que a aplicação:
Dα : D0 (Ω) → D0 (Ω)
T 7−→ Dα (T )
hDα (Tn ), ϕi = (−1)α hTn , Dα (ϕ)i → (−1)α hT, Dα (ϕ)i = hDα (T ), ϕi , ∀ϕ ∈ D(Ω)
Ou seja,
Dα (Tn ) → Dα (T ) em D0 (Ω)
Questão 9
Calcule a derivada no sentido das distribuições de
f: R→R
f1 (x) se −∞ < x < x0
f (x) se x0 ≤ x < x1
2
x −
7 → f (x) =
f3 (x) se x1 ≤ x < x2
f4 (x) se x2 ≤ x < +∞
Z
0 0
hf , ϕi = −hf, ϕ i = − f ϕ0 dx
R
Z x0 Z x1 Z x2 Z +∞
0 0 0
= − f1 ϕ dx − f2 ϕ dx − f3 ϕ dx − f1 ϕ0 dx
−∞ x0 x1 x2
Z x0 Z x1
0
hf , ϕi = − lim f1 ϕ|xt 0 − f10 ϕdx − f2 ϕ|xx10 − f20 ϕdx
t→−∞ t x0
Z x2 Z t
− f3 ϕ|xx21 − f30 ϕdx − lim f4 ϕ|tx2 − f40 ϕdx
x1 t→+∞ x2
Exercícios 19
Sabendo que ϕ ∈ C0∞ (R), então ϕ(t) → 0 quanto t → +∞ e t → −∞. Daí, esta
última igualdade se tornará:
Z x0 Z x1
0
hf , ϕi = −f1 ϕ(x0 ) + f10 ϕdx + [f2 ϕ(x0 ) − f2 ϕ(x1 )] + f20 ϕdx (7)
−∞ x0
Z x2 Z +∞
+[f3 ϕ(x1 ) − f3 ϕ(x2 )] + f30 ϕdx + f4 ϕ(x2 ) + f40 ϕdx
x1 x2
Definimos então,
∂f
: R→R
∂x
f10 (x) se −∞ < x < x0
∂f f 0 (x) se
x0 ≤ x < x1
2
x −
7 → (x) =
∂x f30 (x) se
x1 ≤ x < x2
0
f4 (x) se x2 ≤ x < +∞
Ou seja, definimos a função que representa a derivada de f onde for ela existir, isto
é, onde for possível derivar.
Assim usando esta definição e sabendo que f1 (x0 ) = f2 (x0 ),f2 (x1 ) = f3 (x1 ) e
f3 (x2 ) = f4 (x2 ), então a igualdade 8, nos indica que
Z
∂f
hf 0 , ϕi = ϕdx + f2 ϕ(x0 ) − f3 ϕ(x2 )
RN ∂x
∂f
hf 0 , ϕi = h , ϕi , ∀ϕ ∈ D(Ω)
∂x
Ou seja,
∂f
f0 =
∂x
De maneira geral, a derivada no snetido das distribuições de uma função que possui
uma quantidade finita de pontos onde a função é não diferenciável, é a derivada da função
onde ela existe, isto é, onde é possível derivar.
Exercícios 20
Questão 10
Seja ρ ∈ C ∞ (Ω), T ∈ D0 (Ω). Definimos a seguinte aplicação:
ρT : D(Ω) → R
ϕ 7−→ hρT, ϕi = hT, ρϕi
hρT, ϕ1 + λϕ2 i = hT, ρ(ϕ1 + λϕ2 )i = hT, ρϕ1 + λρϕ2 i = hT, ρϕ1 i + λhT, ρϕ2 i
= hρT, ϕ1 i + λhρT, ϕ2 i
Por outro lado, para provar o item (ii), fazendo uso do item (i), basta provamos
que ρT é contínua em ϕ = 0. Vamos mostrar então que dado (ϕn )n∈N ⊂ D(Ω) com ϕn → 0
em D(Ω), temos que hρT, ϕn i → 0, em R.
Da definição de ρT , basta mostrarmos que
hρT, ϕn i → 0 em R
e como ϕn ∈ C0 (Ω), então ρϕn ∈ C0 (Ω). De onde, podemos concluir que ρϕn ∈
C0∞ (Ω).
Por outro lado, como ϕn → 0 em D(Ω), temos:
Exercícios 21
Portanto,
α!
Dα (ρϕn ) = Dα (ρ)Dα−β (ϕn ) → 0 , unif ormemente sobre K
X
(9)
β≤α β!(α − β)!
ρϕ → 0 em D(Ω)
Questão 11
Sejam Ω ⊂ U ⊂ RN aberto. para ϕ ∈ C0∞ (Ω), defina a seguinte função:
ϕe : U →R
ϕ(x) se x∈Ω
x −
7 → ϕ(x)
e =
0 se x ∈ U \ Ω
Mostre que
(i) ϕe ∈ C0∞ (U )
(ii) Dα (ϕ) ^
e =D α (ϕ).
Exercícios 22
Solução:
O item (i) é trivial, uma vez que ϕ ∈ C0∞ (Ω) e da definição de ϕ.
e
Por outro lado, para provar o item (ii), notamos que da definição de derivada total,
temos:
∂ |α|
Dα (ϕ)
e = (ϕ)
∂xα1 1 . . . ∂xαnn
e
∂ |α|
α
α1
∂x1 ...∂xα n (ϕ) se x∈Ω
D (ϕ)
e = n
0 se x ∈ RN \ Ω
Portanto,
Dα (ϕ) ^
e =D α (ϕ)
Questão 12
Se T ∈ D0 (Ω), definimos a restrição de T a D(Ω), denotada por T |Ω como a seguinte
função:
T |Ω : D(Ω) → R
ϕ 7−→ hT |Ω , ϕi = hT, ϕi
e
= hT, ϕ
f1 i + λhT, ϕ
f2 i
= hT |Ω , ϕ1 i + λhT |Ω , ϕ2 i
Por outro lado, para provar o item (ii), vamos fazer uso do item (i), de onde como
T |Ω é linear, então basta provar a continuidade em ϕ = 0.
Assim, seja (ϕn )n∈N ⊂ D(Ω), com ϕn → 0 em D(Ω), vamos provar que
hT |Ω , ϕi = hT, ϕi
e → 0 , em R
fn ) ⊂ supp(ϕn ) ⊂ K , ∀n ∈ N
supp(ϕ (10)
Dα (ϕ α (ϕ ) , ∀α ∈ NN , ∀n ∈ N
fn ) = D^ n
|D
^ α ϕ (x)| = |D α ϕ (x)| < ε , n ≥ n
n n 0
b) x ∈ RN \ Ω, de onde:
|D
^ α ϕ (x)| = 0 < ε , n ≥ n
n 0
|D
^ α ϕ (x)| < ε , ∀x ∈ K e n ≥ n
n 0
Ou seja,
D
^ α ϕ → 0 , unif ormemente sobre K , ∀α ∈ NN (11)
n
fn → 0 em D(Ω)
ϕ
hT |Ω , ϕn i = hT, ϕ
fn i → 0 em R
Questão 13
Prove que Dα (T |Ω ) = Dα (T )|Ω
Solução:
De fato, seja ϕ ∈ D(Ω), então
= hDα T, ϕi
e
= hDα T |Ω , ϕi
Ou seja,
Dα (T |Ω ) = Dα T |Ω
Questão 14
a) Sejam (E1 , k · k1 ), (E2 , k · k2 ), · · · , (Ek , k · kk ) espaços vetoriais normados. Mostre
que a função
k
X
k(x1 , . . . , xk )kE = kxi ki
i=1
Exercícios 25
é uma norma em
E = E1 × E2 × . . . × Ek
∞
lp = {(xn )n∈N ; |xn |p < ∞} , 1 ≤ p < ∞
X
n=1
Munido da norma
∞
!1
p
|xn |p
X
k(xn )n∈N kp = , 1≤p<∞
n=1
ou
k
! p1
kxn kpp
X
k(x1 , . . . , xk )kE = , 1≤p<∞
n=1
é uma norma em E1 × E2 × . . . × Ek .
Solução a)
Para provarmos que é norma, temos que provar:
(N1 ) k(xn )n∈N kE = 0 ⇔ u = 0
(N2 ) kλ(xn )n∈N kE = |λ|kuk∗ ∀u ∈ W m,p (Ω) e λ ∈ RN
(N3 ) k(xn )n∈N + (yn )n∈N kE ≤ k(xn )n∈N kE + kukE , (xn )n∈N , (yn )n∈N ∈ W m,p (Ω)
Como cada (Ei , k · |i ) é um espaço vetorial normado, então para cada parcela do
somatório que define a função k · kE é uma norma, de onde vai verificar cada uma dessas
propriedades e o somatório também verificará. Assim, (E, k · kE ) é um espaço normado.
caso 1 ≤ p < ∞
O espaço
Exercícios 26
∞
lp = {(xn )n∈N ; |xn |p < ∞} , 1 ≤ p < ∞
X
n=1
é um espaço vetorial. Vamos provar que este espaço munido da seguinte norma
∞
!1
p
p
X
k(xn )n∈N kp = |xn | , 1≤p<∞
n=1
é um espaço de Banach.
De fato, seja (xnk )k∈N ⊂ lp uma sequência de Cauchy. Então, dado ε > 0, existe
k0 ∈ N, teremos
∞
!1
p
|xnk − xns |p
X
< ε , k, s ≥ k0
n=1
De onde,
Assim, (xnk )k∈N ⊂ R é uma sequência de Cauchy para cada n ∈ N,de onde para
cada n ∈ N, existe xn0 ∈ R, tal que
xnk → xn0 em R , k → ∞
Daí, definimos
1
|xn0 |p ≤ − |xnk |p
2n
De onde,
∞ ∞ ∞
1
|xn0 |p ≤ |xnk |p < ∞
X X X
n
−
n=1 n=1 2 n=1
Assim,
(xn0 )n∈N ∈ lp
Exercícios 27
∞
!1 ∞
!1
p p
xn0 klp xn0 |p xn0 |p
X X
kxn − = |xn − ≤ |xn − , ∀k ∈ N
n=1 n=k
Assim,
xn → x0 em lp
e portanto, lp é Banach.
Caso l∞ :
Vamos provar que o espaço
Munido da norma
é um espaço de Banach.
De fato, seja (xnk )k∈N ⊂ l∞ uma sequência de Cauchy. Então, dado ε > 0, existe
k0 ∈ N, tal que
Assim, (xnk )k∈N ⊂ R é uma sequência de Cauchy para cada n ∈ N,de onde para
cada n ∈ N, existe xn0 ∈ R, tal que
xnk → xn0 em R , k → ∞
Daí, definimos
Note que
Assim,
(xn0 )n∈N ∈ l∞
Ou seja,
xn → x0 em l∞
Portanto, l∞ é Banach.
Solução c):
Temos que demonstrar :
(N1 ) k(xn )n∈N kE = 0 ⇔ u = 0
(N2 ) kλ(xn )n∈N kE = |λ|kuk∗ ∀u ∈ W m,p (Ω) e λ ∈ RN
(N3 ) k(xn )n∈N + (yn )n∈N kE ≤ k(xn )n∈N kE + kukE , (xn )n∈N , (yn )n∈N ∈ W m,p (Ω)
Para os itens (N1 ), (N2 ) e (N3 ) segue diretamente do fato de cada parcela do
somatório ser uma norma.
Para demonstrar o item (N4 ) temos que
k
! p1
yn kpn
X
kx + ykE = kxn + , 1≤p<∞
n=1
k
! p1
|kxn kp + kyn kp |p
X
kx + ykE = , 1≤p<∞
n=1
k
! p1 k
! p1
kxn kpp kyn kpp
X X
kx + ykE ≤ + , 1≤p<∞
n=1 n=1
Ou seja,
Questão 15
Mostre que as funções abaixo são nomrmas em W m,p (Ω) e que sãoequivalentes a
norma k · km,p .
a) kuk∗ = max{kDα ukp ; 0 ≤ |α| ≤ m}
P 1
α p p
b) kuk∼ = 0≤|α|≤m kD ukp ,1 ≤ p < ∞
Solução a)
Para provarmos que é norma, temos que provar:
(N1 ) kuk∗ = 0 ⇔ u = 0
(N2 ) kλuk∗ = |λ|kuk∗ ∀u ∈ W m,p (Ω) e λ ∈ RN
(N3 ) ku + vk∗ ≤ kuk∗ + kuk∗ , u, v ∈ W m,p (Ω)
De fato, para o item (N1 ), temos que
Para o item (N2 ), seja u ∈ W m,p (Ω) e λ ∈ R, então sabendo que k · kp é uma norma
e da linearidade da derivada no sentido das distribuições, vamos obter :
Por fim, para o item (N3 ), seja u, v ∈ W m,p (Ω), então sabendo que k · kp é uma
norma e da linearidade da derivada no sentido das distribuições, então:
Ou seja,
Vamos mostrar agora que esta norma é equivalente a norma k · km,p . De fato, seja
m,p
u ∈ W (Ω), então:
Exercícios 30
0≤|α|≤m
kDα ukp ≤ C(α, m) max kDα ukp = C(α, m)kuk∗ , C(α, m) > 0
X
kukm,p =
0≤|α|≤m
0≤|α|≤m
1
p
α
ukpp = 0 ⇔ kDα ukp = 0 , 0 ≤ |α| ≤ m
X
kuk∼ = 0 ⇔ kD
0≤|α|≤m
⇔ u=0
Para o item (N2 ), seja 1 ≤ p < ∞, u ∈ W m,p (Ω) e λ ∈ R, então sabendo que k · kp
é uma norma e da linearidade da derivada no sentido das distribuições, vamos obter :
1 1
p p
α
(λu)kpp |λ|p α
ukpp
X X
kλuk∼ = kD = kD
0≤|α|≤m 0≤|α|≤m
1
p
α
ukpp
X
= |λ| kD
0≤|α|≤m
= |λ|kλuk∼
Por fim, para o item (N3 ), seja 1 ≤ p < ∞ e u, v ∈ W m,p (Ω), então sabendo que
k · kp é uma norma e da linearidade da derivada no sentido das distribuições, então:
Exercícios 31
1 1
p p
1 1
p p
α
(u)kpp α
(v)kpp
X X
ku + vk∼ ≤ kD + kD = kuk∼ + kvk∼
0≤|α|≤m 0≤|α|≤m
p
1 1
kukp∼ = kDα ukpp = kDα uk1p kDα ukpq ,
X X
+ =1
0≤|α|≤m 0≤|α|≤m
p q
De onde,
p p
1 1
kukp∼ ≤ max kDα ukp kDα ukpq = kuk∗ kDα ukpq ,
X X
+ =1
0≤|α|≤m
0≤|α|≤m 0≤|α|≤m
p q
1
q
1 1
kukp∼ α
ukpp
X
≤ D(α, m, p)kuk∗ kD , + =1
0≤|α|≤m
p q
Ou seja,
p
1 1
kukp∼ ≤ D(α, m, p)kuk∗ kuk∼q , + =1
p q
Ou ainda,
p− pq 1 1
kuk∼ ≤ D(α, m, p)kuk∗ , + =1
p q
De onde,
Exercícios 32
Como provamos que a norma k · k∗ e k · km,p são equivalentes, então existe c > 0,
tal que
kukm,p ≤ ckuk∗
Assim,
Questão 16
Seja u ∈ W m,p (Ω) e A ⊂ Ω um aberto de RN , com
u = 0 , q.t.p. em A
Mostre que
conclua que
Solução:
Exercícios 33
Z
α |α|
hD , ϕi = (−1) uDα ϕdx , 0 ≤ |α| ≤ m
A
Como, por hipótese, u = 0 q.t.p. sobre A,então desta última igualdade, temos:
Z
(−1)|α| uDα ϕdx = 0 , 0 ≤ |α| ≤ m
A
Ou ainda,
Z
Dα uϕdx = 0 , 0 ≤ |α| ≤ m , ∀ϕ ∈ D(Ω)
A
ou ainda,
No entanto, como provamos que esta igualdade é válida para todo aberto A ⊂ Ω e
o conjunto [supp(u)]C é a união de todos os abertos onde u = 0 em quase todo ponto e
portanto é um aberto, então esta igualdade também é válida.
Questão 17
a) Seja I ⊂ R, um intervalo aberto. Mostre que existe c > 0 tal que
1 1 1
|u(t) − u(s)| ≤ |t − s| q kukW 1,p (I) , q.t.p. em I com 1 ≤ p ≤ ∞ e + =1
p q
Conclua que toda função em W0m,p (I) pode ser ESCOLHIDA como uma função
contínua.
Solução a):
Vamos provar primeiramente para I = R. De fato, seja v ∈ C01 (R) e considere para
1 ≤ p < ∞, a seguinte função:
Note que
Z x
G(v(x)) = p|v(t)|p−1 v 0 (t)dt
−∞
1 Z 1
1 1
Z
q p
|v(x)|p ≤ pq |v(t)|q(p−1) dt |v 0 (t)|p dt , + =1
R R p q
Ou seja,
1 Z 1
1 1
Z
q p
p q p 0 p
|v(x)| ≤ p |v(t)| dt |v (t)| dt , + =1
R R p q
Ou ainda,
Exercícios 35
p
1 1
|v(x)|p ≤ pkvkpq kv 0 kp , + =1
p q
Portanto,
0
|v(x)|p ≤ pkvkp−1
p kv kp
pkvkq(p−1)
p pkv 0 kpp 1 1
|v(x)|p ≤ + , + =1
q p p q
Ou seja,
pkvkpp 1 1
|v(x)|p ≤ + kv 0 kpp , + = 1
q p q
Daí, desde que tomemos 1 ≤ p ≤ q, teremos
Ou seja,
Por outro lado, sabendo que C01 (R) é denso em W01,p (R), então dado u ∈ W01,p (R),
existe uma sequência (un )n∈N ⊂ C01 (R), tal que un → u em W 1,p (R). Aplicando 14 podemos
concluir que (un )n∈N é uma sequência de Cauchy em L∞ (R) e portanto un → u em L∞ (R)
e ainda de 14 podemos concluir que
Aplicando diretamente o item (i), o item (iii) deste teorema e a desigualdade para
o caso geral, vamos obter:
kukL∞ (I) ≤ kP ukL∞ (R) ≤ C1 kP ukW 1,p (R) ≤ CkukW 1,p (I) , ∀v ∈ W01,p (I)
Ou seja,
Solução b):
Suponhamos que u ∈ W k,p (0, 2), para algum k ∈ N e 1 ≤ p ≤ ∞. Então pelo item
a), existe C > 0, tal que
Por outro lado, note que para todo N ⊂ (0, 2), tal que M ed(N ) = 0, temos que
o que é absurdo.
Solução c)
Seja u ∈ W0m,p (I), sem perda de generalidade, vamos considerar u contínua. Note
que do teorema fundamental do cálculo, para t, s ∈ I, temos que
Z t
du
|u(t) − u(s)| ≤ | |dx
s dx
Por outro lado, como u ∈ W0m,p (Ω), então du
dx
∈ Lp (s, t) ⊂ L1 (s, t). De onde, usando
a desigualdade de Holder nesta última desigualdade teremos:
Z t ! 1 Z 1
du p t q 1 1
|u(t) − u(s)| ≤ | |p dx dx q.t.p. em (s, t) , + =1
s dx s p q
Ou seja,
Exercícios 37
1 1 1
|u(t) − u(s)| ≤ |t − s| q kukW 1,p (I) q.t.p. em (s, t) , + =1
p q
Portanto, fora de conjuntos de medida nula temos que u é Lipschiziana e por-
tanto é contínua (na verdade Holder contínua). No entanto, como espaços de Lebesgue,
desconsideram conjuntos de medida nula, então podemos considerar u contínua.
Questão 18
Se Ω1 ⊂ Ω2 são abertos do RN , mostre que
Solução:
Seja ϕ ∈ C0∞ (Ω1 ), vamos definir
ϕe : Ω2 → R
ϕ(x) se x ∈ Ω1
x −
7 → ϕ(x)
e =
0 se x ∈ Ω2 \ Ω1
(II) kϕk
e W m,p (Ω2 ) = kϕkW m,p (Ω1 )
Portanto, da análise funcional, sabemos que existe uma isometria linear que prolonga
σ e é dada por:
Exercícios 38
onde, (ϕn )n∈N ⊂ C0∞ (Ω1 ) e ϕn → u em W m,p (Ω1 ). Além disso, note que
(III) σe (u) = ue q.t.p. em Ω2
De fato, note que pela definição de σe , temos que
ϕn → u em Lp (Ω1 )
e portanto,
e em Lp (Ω2 )
fn → u
ϕ
σϕnj = ϕ(x)
e → (ue)(x) , q.t.p. em Ω2 e j → ∞ (17)
De 16 e 17, teremos:
f =u
σu e ∈ W m,p (Ω2 )
e q.t.p. em Ω2 → u
Dα (σe u) = Dα ue = Dg
αu
Recorde que
Dα (σϕn ) = Dα ϕ
fn → D α (σ
e u) = D α u
e em Lp (Ω2 )
Exercícios 39
Dα ϕ
fn = D
^ αϕ → D
n
g α u em Lp (Ω )
2
Pois,
Dα ϕn → Dα u em Lp (Ω1 )
Dα ue = Dg
α u , 0 ≤ |α| ≤ m
Assim,
Mostrando que
Assim, a aplicação
σ
e: W0m,p (Ω1 ) → W m,p (Ω2 )
u 7−→ σ
e (u) = lim σ(ϕn )
n→+∞
é uma ismoetria linear, desta forma, W0m,p (Ω1 ) pode ser visto como um subespaço
de W m,p (Ω2 ) e usamos a notação:
Questão 19
Mostre que o espaço W m,p (Ω), com m ∈ N e 1 ≤ p < ∞ é separável.
Solução:
Vamos fazer uso do seguinte teorema:
Teorema 1 Seja E um espaço métrico separável e seja F ⊂ E, um subespaço de
E, então F também é separável.
Exercícios 40
Y
T : W m,p (Ω) → Lp (Ω)
0≤|α|≤m
u 7−→ hT (u) = (u, u0α )
Onde, u0α é um vetor aramazena todas as derivadas para 0 < |α| ≤ m. Claramente
este operador é uma isometria de W m,p (Ω) em 0≤|α|≤m Lp (Ω).
Q
Desde que W m,p (Ω) é uma espaço de Banach, então, T (W m,p (Ω)) é fechado em
Q p
0≤|α|≤m L (Ω) e portanto é um subespaço de Banach. Assim, do Teorema 2 temos que
Lp (Ω) é separável para 1 ≤ p < ∞ e o produto cartesiano finito de espaços separáveis é
separável, então 0≤|α|≤m Lp (Ω) é separável. Assim, do Teorema 1, temos que T (W m,p (Ω))
Q
Questão 20
Mostre que o espaço W m,p (Ω), com m ∈ N e 1 < p < ∞ é reflexivo.
Solução 1:
Vamos fazer uso de dois teoremas:
Teorema 1: Seja E um espaço de Banach reflexivo e seja M ⊂ E, um subespaço
de Banach. Então M é reflexivo.
Teorema 2: Os espaços Lp (Ω), 1 < p < ∞ são reflexivos.
Lp (Ω) é reflexivo.
Q
Primeiramente, temos que claramente o espaço E = 0≤|α|≤m
Considere então o seguinte operador:
Y
T : W m,p (Ω) → Lp (Ω)
0≤|α|≤m
u 7−→ hT (u) = (u, u0α )
Onde, u0α é um vetor aramazena todas as derivadas para 0 < |α| ≤ m. Claramente
este operador é uma isometria de W m,p (Ω) em 0≤|α|≤m Lp (Ω).
Q
Desde que W m,p (Ω) é uma espaço de Banach, então, T (W m,p (Ω)) é fechado em
Q p
0≤|α|≤m L (Ω) e portanto é um subespaço de Banach. Assim, do Teorema 2 temos que
Exercícios 41
Lp (Ω) é reflexivo para 1 < p < ∞ e o produto cartesiano finito de espaços reflexivos é
reflexivo, então 0≤|α|≤m Lp (Ω) é reflexivo. Assim, do Teorema 1, temos que T (W m,p (Ω))
Q
Z
gα (x)Dα (u)dx
X
hT, ui =
Ω
0≤|α|≤m
Seja (un )n∈N , uma sequência limitada de W m,p (Ω). Então, pela definição da norma,
temos que (Dα un )n∈N é limitada em Lp (Ω) para 0 ≤ |α| ≤ m. Em particular, para α = 0,
temos que (un )n∈N é limitada em Lp (Ω).
Assim, sabendo que Lp (Ω) é reflexivo, então pelo teorema de Eberlin-Smullian,
existe uma subsequência (u0n )n∈N e u(0,...,0) ∈ Lp (Ω) tal que
un * u(0,...,0) em Lp (Ω)
∂u00n
* u(1,0,...,0) em Lp (Ω)
∂xi
Assim, por sucessivas aplicações deste argumento, encontra-se uma subsequência
(vn )n∈N ⊂ (un )n∈N e uma função uα ∈ Lp (Ω), tal que
Dα vn * uα , em Lp (Ω) , 0 ≤ |α| ≤ m
Z
α
Z
1 1
D vn wdx → uα w , ∀w ∈ Lq (Ω) , + =1
Ω Ω p q
Exercícios 42
Z Z
1 1
Dα vn ϕdx → uα ϕ , ∀ϕ ∈ D(Ω) , + =1
Ω Ω p q
De onde,
Dα vn → uα em D0 (Ω) (18)
vn * u em Lp (Ω)
Dα vn * Dα u em Lp (Ω) 0 ≤ |α| ≤ m
Dα vn → Dα u em D0 (Ω) (19)
Dα u = uα , 0 ≤ |α| ≤ m
vn * u em W m,p (Ω)
De fato, o Teorema 3, nos indica que para T ∈ (W m,p (Ω))0 , dual do espaço W m,p (Ω),
existem funções gα ∈ Lq (Ω) dual de Lp (Ω), tal que
Z
gα (x)Dα (u)dx , ∀u ∈ W m,p (Ω)
X
hT, ui =
Ω
0≤|α|≤m
Logo,
Z Z
gα (x)Dα (vn )dx → gα (x)Dα (u)dx
X X
hT, vn i =
Ω Ω
0≤|α|≤m 0≤|α|≤m
Visto que
Exercícios 43
Dα vn * uα = Dα u em Lp (Ω)
Ou seja,
vn * u em W m,p (Ω)
Referências
[1] Brézis, H.,2010, Functional Analysis and Partial Differential Equations, Springer -
USA. Nenhuma citação no texto.
[2] Marco,J.P.,Boumaza, H.,Collas, B.,2009, Mathématiques Analyse L3, Pearson Educa-
tion France-Frace. Nenhuma citação no texto.
[3] Cavalcanti, M.M., Cavalcanti, D.C.,2010, Introdução a Teoria das Distribuições e aos
Espaços de Sobolev, Noteas de Aula - Maringá - PR. Nenhuma citação no texto.