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O Divino Três: Consciência e Manifestação

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O DIVINO TRÊS 

DEUS É COMO O VENTO QUE PASSA;


SENTÍMO-LO EM TODA PARTE E NÃO
O VEMOS EM LUGAR ALGUM".
JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO. FRC.
1975 - 3328

T E M A 0 7
8

Quando observamos um fenômeno qualquer e dele nos conscientizamos inegavelmente ele já


está na fase dois, conseqüentemente terá polaridade evidente, do contrário poderia existir apenas sob
uma forma indetectável.
Tudo começa por um ponto, fase um, inconscientizável; daí vai se expandindo e criando
polaridade, podendo essa expansão ser maior ou menor, conforme a natureza do fenômeno e sua am -
plitude.
Vamos supor a cor .De início apareceria algo vibrando em um ponto dentro da faixa corres-
pondente às cores. Daquele ponto a freqüência iria se expandindo atingir num dos extremos
freqüência de [Link].000 c/s aproximadamente, que é a freqüência mas baixa da luz visí vel
e corresponde à cor vermelha; e, no outro sentido até aproximadamente l.1000.[Link] c/s a
freqüência mais alta da faixa de luz visível e correspondente a cor violeta.
Quando necessitamos examinar um fenômeno devemos delimita-lo de alguma forma. Para
um fenômeno que pode se expandir em todos os sentidos a melhor figura para delimita-lo é uma es-
fera ou, em sua projeção plana, um circulo.
Tracemos um círculo e delimitemos uma área na qual situamos o evento es estudo.
Estamos delimitando a faixa das cores, delimitando a faixa das cores. Na fig. 1 está
representado o fenômeno.

fig. 1
Na fig. 1 representamos o " universo das cores" que nada mais é do que
do que a vibração de
MA dentro da faixa compreendida entre [Link].000 c/s e [Link].000.000 c/s.,
portanto a circunferência que delimita o fenômeno deve passar pelas extremidades dos dois pólos
opostos da linha representativa das oscilações das cores.
Neste caso é fácil delimitar o tamanho do círculo, calcular o tamanho do campo do universo
das cores, porém há casos bem mais difíceis por se desconhecer onde algo começa e termina.
O DIVINO TRÊS ( TEMA - 078 )

O tamanho do círculo corresponde ao tamanho do campo do próprio fenômeno. Se este


abranger poucas faixas vibratórias, será pequeno; se muitas, será amplo. Isto eqüivale a dizer que
quando uma coisa qualquer já de se desenvolveu completamente o seu campo terminou ali o universo
de tal evento. Por exemplo: os limites para o universo material é, de um lado, a freqüência mais baixa
que pode ser reconhecida como matéria, e do outro, a freqüência mais alta.
Já referimos que é necessário para a existência de algo conscientizavel, além das duas
polaridades representadas pelos números " um " e" dois ", uma terceira condição, uma forma de
consciência para assinalar a sua existência, podendo ser representada numericamente pelo três.
Se situarmos a linha representativa com as extremidades localizadas nos limites desse
círculo, teremos um círculo cujo diâmetro eqüivale aos limites daquilo que é examinado.
Se um fenômeno foi evidenciado, necessariamente houve uma terceira condição, houve algo
que tomou consciência disto, do contrário não se saberia da sua existência.
Igualmente na representação gráfica a consciência que detecta o evento deve ser também ex -
pressa na figura e assim formaremos um triângulo inscrito no círculo. Este terceiro ponto pode ser
localizado em qualquer lugar do círculo desde que a consciência pode estar nos mais diversos
lugares, exceto na linha representativa do fenômeno porque ela nunca está dentro do evento por
sempre ser de natureza diferente. A partir daquele terceiro ponto é possível se construir um triângulo
inscrito no campo em que o fenômeno se desenvolve. Se a consciência estiver fora do campo não de-
tecta o fenômeno e este não é o caso em estudo.. Vide Fig. 2
Com estas considerações pensemos no seguinte: Se todas as coisas que se manifestam
segundo a lei da polaridade existem, se não houver alguma forma de consciência para registra-las?
Aquelas coisas podem ser consideradas como
manifestações completas ? Em outras palavras, mesmo existindo algo mas sem que haja alguém para
tomar ciência disto é o mesmo que a fase um. Até mesmo o bipolo um e dois só se torna manifesto
quando há alguma espécie de consciência para registrá-lo.
Existiria beleza, mesmo existindo os dois extremos bonito e feio, se não existisse alguém
para ter idéia disso? Existiria idéia de grandeza, embora existindo o grande e o pequeno, se não hou -
vesse alguém para conscientiza-la ? O quente e o frio, se não houvesse alguma forma consciente para
tomar ciência disto? Um tiro existiria como tal sem um ouvido para detecta-lo ? Haveria sim a
explosão mas estamos indagando é se existiria o efeito sonoro. Todas essas indagações têm respostas
negativas, obviamente.
Neste ponto temos duas situações a serem consideradas:
1 - Mesmo havendo consciência algo só se manifesta pela lei da polaridade ( pelo um e
pelo dois ) Não se manifesta quando somente um dos pólos existe ( o que eqüivale a não
existir)
2 - Havendo os pólos, um e dois, mas não havendo consciência, o três para registrar o
evento ele passa como se inexistisse.

Disto advém uma grande verdade: O TRÊS É O NÚMERO SIMBÓLICO DAS


MANIFESTAÇÕES PERFEITAS.
Algo só é plenamente manifesto quando se apresenta como um, dois e três ( os dois pólos
simbolizados pelo um e pelo dois e a conscientização do evento pelo três )
O simbolismo do três é tão alto, tão transcendentes, que aquele que senti-lo em toda sua
plenitude aquele que penetrar em seu mistério, será um iluminado, um liberto e terá respondido à

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O DIVINO TRÊS ( TEMA - 078 )

muitimilenar indagação: Quem somos, para que estamos aqui, por que viemos, por que sofremos , e
para onde vamos.
Vamos supor um planeta hipotético em que agora acontecesse um cataclismo fenomenal que
o destruísse totalmente. Se estivesse acontecendo isso neste exato momento, por acaso aquele planeta
e aquilo tudo existira como realidade se não houvesse concomitantemente alguma forma de
consciência para se interior do evento? Certamente não, pois tudo o que existe somente é real
segundo a sua aparência, segundo uma forma de aceitação pela consciência. Se esta não esti ver
presente o fenômeno não existirá como realidade.
Até aqui comentamos sobre a manifestação trina no campo da existência e na conscientiza-
ção a respeito das coisas. Vamos agora nos aprofundar um pouco mais. Analisamos um fenômeno
isolado, contudo podemos analisar todas as coisas de uma só vez, de uma forma global.
Ora, todas as coisas que existem constituem o universo completo. Então, vamos considera-lo
com todas as suas transformações e ocorrências. Já sabemos que tudo no universo é resultante da ação
de RA sobre MA ocasionando as vibrações cósmicas constitutivas da existência , detectáveis pelo
bipolo universal expresso numericamente pelo um e pelo dois .Mas o um e o dois só se tornam uma
manifestação perfeita quando está presente o três, normalmente representado pela consciência que
detecta o evento. Sem consciência as fases um e dois existem como atualidade mas não como
realidade. Em outras palavras: Existem mas não se manifestam.
O Universo seria uma realidade se não houvesse uma parcela de consciência em todas as
coisas para evidencia-lo? Se não houvesse a consciência também não haveria manifestação perfeita e
tudo se passaria como se nada existisse. Suponhamos que haja um outro universo idêntico a este
algures no cosmos e que dele não tenhamos consciência. Ele existe para nós? Poderá existir para as
consciências que nele se situem. Mas, se não houver alguma forma consciente nele? Se assim for ele
não existe para nós e não existe para ninguém, portanto é como se fosse inexistente de uma forma
absoluta.
Nos seres vivos e, talvez, também nos inanimados sempre existe uma parcela de consciência
que é parte da Consciência Cósmica. Ou melhor, todas as frações de consciência juntas são parte da
Consciência Cósmica; assim como todas as coisas do universos juntas perfazem o próprio universo.
Por essa razão tudo aquilo que tiver alguma parcela de consciência tem conseqüentemente
algo de divino pois é através da consciência de todas as coisas que se manifesta a Consciência
Cósmica. Como dizia o Mestre Jesus: " VÓS SOIS DEUS ". Neste sentido, como parcela da
Consciência Cósmica, o homem é uma criatura divina e perfeita. Toda imperfeição reside na
personalidade humana e na consciência envolvida, no EGO e nunca no EU Cósmico e eterno.
Mas como justificar as imperfeições dos seres humanos ? Ocorre que a consciência
manifesta no indivíduo torna-se dominante no plano material da vida , onde as injeções da matéria, do
corpo, determinam as atitudes errôneas permissíveis pelo livre arbítrio. O ser em sua missão no
mundo da matéria densa tem que tomar decisões objetivas por isto ele é dotado de duas formas de
expressão da consciência. Uma é a consciência clara, pura, perfeita que aflora como intuição e outra
é a exteriorização através da razão, sujeito as emoções. Uma flui pela coluna de Hochma da árvore da
Vida, pela coluna da misericórdia, perfeita e intuitiva. A outra se manifesta pela coluna da es querda,
pela coluna de Binah, pela coluna do rigor, do intelecto cerebral. Como o ser tem que se desenvolver
num mundo material denso e grosseiro naturalmente nele há o predomínio do lado mais grosseiro da
árvore da Vida.
Se o homem não houvesse esquecido de sua missão cósmica, certamente nele existiria
equilibro entre as duas formas de manifestação da consciência. Esse equilíbrio deixou de existir pela
" queda". A QUEDA do homem implicou num mascaramento da mais importante parcela da sua

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O DIVINO TRÊS ( TEMA - 078 )

consciência, e a partir disso ele passou a se deixar guiar fundamentalmente por uma parcela in-
completa, falha , e cheia de paixões predominante na coluna do rigor.
Se não existisse o universo, expressão das fases um e dois , certamente a consciência não
seria a fase três e sim a fase um
Em essência e em consciência anímica somos uma dessas unidades. É através de nós que a
Consciência Cósmica se torna plenamente manifesta. Tentáculos de parte da Consciência Cósmica,
exatamente o que somos em essência.
Viemos da Consciência Cósmica e para ela por certo voltaremos pois tudo no Universo está
preso à Tríade Imutável: Criação - Conservação - Destruição. Tudo nasce, vive , e morre, exceto o
ABSOLUTO.
Há um fluir eterno através da existência das coisas. O Supremo Ser sempre está criando a Si
mesmo, como dizem os livros sagrados da antigüidade. Tudo aquilo que foi criado retorna algum dia
para aquilo que lhe deu origem.
Se existissem todas as coisas do Universo sem que existissem formas de consciência para
registra-las, tudo seria como se nada existisse realmente. De igual modo, se existisse uma consci-
ência, mesmo Cósmica, mas se não existissem coisas para serem conscientizadas, ela seria estática e
imanifesta.
Deus teria existência se não houvesse a consciência das coisas para torná-Lo manifesto?
Existiria como aquele tipo de universo que exemplificamos antes, de uma forma absolutamente
imanifesta.
Se meditarmos sobre aquilo que está explícito neste raciocínio podemos compreender os
maiores enigmas da existência. Surge a explicação para o verdadeiro sentido da existência e assim
compreenderemos razão pela qual chamamos: O DIVINO TRÊS.
Nesta palestra falamos do simbolismo metafísico do numero três e podemos dizer que a sua
representação é o triângulo.. A consciência pode simbolicamente ser representada por um olho diri -
gindo a visão no sentido dos dois pólos de algum evento. Assim fica formado um triângulo, figura
sangrada para os místicos

O TRÊS É DIVINO E O TRIÂNGULO É SAGRADO PARA OS INICIADOS..

Falamos apenas na TRINDADE METAFÍSICA, porem vale salientar que mesmo no plano
material nós vivemos mergulhados nas situações trinas, pois tudo o que se manifesta é trino.
Quando algo não parece ser trino por certo se trata de alguma coisa complexa, composta que
ainda pode ser desdobrado em elementos mais simples.

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