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Simbolismo do Número 077

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SIMBOLISMO GEOMÉTRICO DOS NÚMEROS ZERO, UM, DOIS E TRÊS

" EMBORA TUDO SEJA "UM", EM REALIDADE


E ESSÊNCIA, TUDO DE MANIFESTA E APARECE
COMO "DOIS"
JORGE ADOUM
JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO. FRC .

1987

T E M A 0 7
7


Nas ordens Iniciáticas encontramos símbolos de várias naturezas, tais como objetos,
gravuras, desenhos geométricos e outros.
Em todas as ciências iniciáticas e especialmente na Cabala os algarismos têm uma gran de
importância simbólica porque podem representar conceitos e ensinamentos que devem ser
cuidadosamente guardados.
Em palestra futura comentaremos sobre o Universo Primitivo em que apenas existia uma
"Essência" especial susceptível de vibrar. Aquela "essência", de uma certa forma, comporta-se como
o "nada" pois coisa alguma se manifesta nela, nenhum evento acontece em seu seio, porém, por outro
lado, também não é um o "nada" absoluto desde que existe a própria essência. É um "nada" como
manifestação, mas não como existência. Não é um "nada" absoluto pois que existe um princípio
imanifesto contido.
Se quisermos representar graficamente uma situação de tal natureza a figura geométrica que
melhor se presta para esse fim é um círculo vazio, e numericamente o zero.
O zero absoluto não pode existir porque onde nada houver ainda existe MA. Porém como MA
deve estar imanifesto é equivalente a não existência de algo, logo se eqüivale a zero. Em outras
palavras, MA sem a ação exercida por RA eqüivale à não existência, portanto a zero.
MA sob ação de RA, quando não se polariza eqüivale ao UM, à existência não conscientizavel.
MA sob a ação de RA mas com polaridade eqüivale à manifestação completa, isto é, ao TRÊS, à
existência conscientizavel. Só pode existir o zero relativo. Relativo porque existe algo, mas que não
pode ser detectado por qualquer órgão ou aparelho.
Vimos que em dado momento ocorre uma alteração de freqüência no seio de MA. Em algum
ponto daquele "oceano" incomensurável de MA se faz presente a ação de RA e acontece uma modi-
ficação de vibração e a partir daí passa a existir algo. Aquilo que passa a existir depende da freqüência
vibratória provocada. Para o nosso raciocínio é bastante entender que passa a existir algo onde antes
só existia imanifesto. Essa situação pode ser representada por um ponto dentro de um circulo vazio.
O ponto é MA vibrando e o circulo o espaço onde o evento está ocorrendo.
No simbolismo numérico se diz que essa situação corresponde ao UM pois retrata o ponto de
origem de um evento, ainda sem polaridade alguma, ainda inconscientizavel, dentro do grande " oce-
ano cósmico".( Obs.: Usamos o termo universo para expressar tudo aquilo que está presente no es-
paço, a soma de tudo quando foi criado, ou seja a existência positiva que se somarmos com a
"existência negativa" denominamos cosmos ).
SIMBOLISMO GEOMÉTRICO DOS NÚMEROS ZERO , UM , DOIS, TRÊS ( TEMA 077 ) 2

Pelo que já estudamos vemos que uma coisa única, sem um oposto, pode existir mas não
pode ser conscientizado diretamente. Isto difere, portanto, do zero, do círculo vazio, aquela
delimitação de MA que sob nenhuma forma pode ser detectado. A fase zero corresponde à essência
primordial em repouso, sem vibração que dá origem a tudo. Já na fase um ela pode ser de tectada
porém não pode ser conscientizada espontaneamente conforme exemplificamos em palestra anterior
com um mundo de uma só temperatura em que as pessoas não perceberiam a exis tência daquilo que
chamamos temperatura.
O primeiro momento da criação, a primeira manifestação é representada pelo número UM e
já vimos que ele não tem existência real para a nossa consciência. O UM no nível das criações
representa a existência imanifesta, o princípio. No plano cósmico significa o princípio, a criação, o
primeiro momento da ação de RA sobre MA antes que a polaridade da coisa criada se haja es -
tabelecido.
Uma situação isoladamente nunca será perceptível, por isto se diz que o um não existe, isto
é, a fase um de alguma coisa não tem existência conscientizavel..
Quando nos propomos a analisar algo inicialmente devemos de uma certa forma isolar aquilo
que vamos estudar. Para estudar o universo e todos os seus eventos a melhor representação é uma
esfera cuja representação plana é o círculo. Por isto tracemos um circulo representado o universo ou
uma parte definida dele.
Na Fig. 1 a circunferência representa a delimitação de uma parte ou mesmo de todo o
cosmos, num momento em que ainda não havia qualquer coisa manifesta. Não se deve admitir ser
essa a situação do "nada" pois ali havia MA. Como MA não estava vibrando conseqüentemente não
podia ser conscientizado nem detectado qualquer evento; apenas havendo uma essência indefinível,
que já os egípcios chamavam MA e que pode graficamente ser representado pelo círculo vazio e
numericamente pelo zero.
No momento em que a ação de RA ( = consciência ) se fez sentir no seio de MA houve o
princípio, o primeiro evento da criação, então a primeira LUZ ( = vibração )surgiu, embo ra nesta
etapa ela ainda fosse indetectável. Ocorreu, assim, o primeiro ponto de criação que por isto pode ser
representado por um ponto dentro de um círculo ( Fig. 2 ). Naquela etapa já existia algo embora
imanifesto. Existia porque a ação de RA sobre MA já se fizera sentir, embora nada pudesse ser ain da
detectado, por carência de polaridade ( Era a fase um do evento).Por isto graficamente a
representação do um é um ponto dentro de um círculo.
Agora vamos estabelecer o paralelismo existente entre o que dissemos do ponto de vista
místico com aquilo que diz a ciência contemporânea.
A ciência diz que o universo teve início a partir de um ponto, de um átomo primitivo que
continha tudo aquilo que existe, toda a matéria e energia do universo, mas ela não diz o que havia
antes. Em dado momento aquele ponto ( singularidade) explodiu e numa sucessão de rea ções físicas
as coisas foram se formando. Inicialmente houve uma mistura de fotons e elétrons, das partículas mais
elementar da matéria. Os fotons eram detidos pelos elétrons e assim nada se manifestava, a luz não se
manifestava porque não existiam fotons livres ( a luz se manifesta pelos fotons). Somente após um
pequeno intervalo de tempo houve um esfriamento e os elétrons puderam se estruturar em átomos e
assim os fotons ficaram livres possibilitando a manifestação da luz.
Vemos que o ponto de vista da ciência não difere muito do místico, tudo prende-se a simples
forma de expressão.
Tudo aquilo que existe se origina de um ponto e como tudo provém, do PODER SUPERIOR
simbolicamente podemos também representá-lo por um ponto no centro de um círculo. Tudo parte de
Poder, tudo tem origem Nele, logo tudo parte do ponto central para a periferia. ( Na realidade infinito

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SIMBOLISMO GEOMÉTRICO DOS NÚMEROS ZERO , UM , DOIS, TRÊS ( TEMA 077 ) 3

não tem centro, portanto é apenas uma maneira de explicar.) Já numa etapa imediatamente depois da
criação foi se estabelecendo polaridade, então o evento já se torna passível de ser detectado
( corresponde à fase em que os elétrons deixaram livres os fotons, segundo a hipótese científica). O
evento vem se expandindo. Após ser criado o evento progressivamente se expande e essa expansão
pode ser representada por uma linha em que os extremos opostos assinalam a polaridade de que todas
as coisas são dotadas, circunscrita como pode ser visto na Fig. 3.
Qualquer coisa isolada partindo de um ponto para a periferia vai traçando
uma linha, daí se
dizer que uma linha dentro de um círculo é a representação gráfica da fase dois de qualquer
manifestação.
A representação simbólica da lei da polaridade é numericamente o dois e graficamente o
círculo com uma semi-reta em seu interior. Fig. 3
" Embora tudo seja UNO em essência e realidade, tudo porém só se manifesta como DOIS .
Unidade e dualidade estão assim intimamente entrelaçados indicando o Reino absoluto, e segundo
sua expressão aparente e relativa, sem que haja nenhuma separação verdadeira entre es tes dois as-
pectos ( ou distintas percepções) da mesma realidade".
"Assim como a unidade caracteriza o Ser, igualmente a dualidade expressa a existência em
suas múltiplas formas, os pares de opostos que constituem o selo que marca o mundo dos efeitos. É a
lei que governa toda manifestação ".
Mais uma vez usemos o exemplo dado em palestra anterior sobre a não conscientização de
uma temperatura uniforme.
Uma temperatura única seria um ponto de partida na escala dos diversos níveis de calor. A
representação da temperatura uniforme seria feito por um ponto dentro do círculo. Ocorrendo a
mínima variação de temperatura a representação já não seria feito por um ponto, que teoricamente
não tem dimensão alguma, mas por uma semi-reta. Esta linha poderia ser ou não ser conscientizada,
dependendo da existência de um detector que poderia ser ou ser um órgão sensorial. Poderia ser o
tato ou um termômetro. No primeiro momento uma mui pequena variação já faz o ponto se estender
formando uma linha, mas que só não pode ainda ser conscientizada diretamente apenas por
deficiência da percepção sensorial. Somente quando houver se estendido suficiente, quando a tem-
peratura apresentar um desnível capaz de ser detectado, é que será evidenciado a lei da polaridade.
Haverão dois pólos evidentes, duas situações de idêntica natureza mas em níveis diferentes.
Quando tal ocorrer é que poderá o evento ser registrado. Graficamente os dois pólos podem
ser representados pelas extremidades da semi-reta e fariam parte dela. Quanto ao terceiro ponto, a
consciência do fenômeno estaria fora da linha. Estaria no universo mas completamente fora do
fenômeno. Enquanto os dois pólos são de idêntica natureza do evento, o terceiro ponto, no exemplo a
consciência, não o seria, por isto no gráfico esse terceiro elemento deve ser colo cado em um ponto
fora da linha.
Ligando-se o ponto em que se situa a consciência que registra o evento aos extremos desta
linha que o constitui, forma-se o desenho de um triângulo dentre de um círculo( Fig. 3). Portanto, um
triângulo dentro de um círculo é a representação do mundo das formas com suas três dimensões, é a
representação de uma manifestação completa, é o simbolismo geométrico do número três..
Somente quando a segunda condição aparece é que o fenômeno se manifesta de forma
consciente.
Somente quando se estabelece uma união entre o positivo e o negativo é que flui cor rente
elétrica; somente quando se estabelece uma ligação entre os desníveis d'água é que surge a força
hidrodinâmica; do contraste entre o escuro e o claro é que surge a noção de luz, e assim por diante.

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SIMBOLISMO GEOMÉTRICO DOS NÚMEROS ZERO , UM , DOIS, TRÊS ( TEMA 077 ) 4

Conforme comentamos antes a consciência não tem percepção para um ponto isolado, isto é,
para o número UM, enquanto não houver esse ponto se transformado em uma linha, o que eqüivale a
existência de um certo nível de contraste representado pela polaridade da linha.
Usemos como explicação as cores. Tudo começa incolor, o meio básico vai sofrendo uma
modificação vibratória até atingir uma freqüência em que se manifesta a sensação luminosa de cor.
Isto é o ponto inicial. A cor vai se alterando na medida em que as oscilações vão se ampliando até
chegar ao negro passando por todas as etapas de cores intermediários. O branco seria uma exclusão,
uma ausência do preto. O fenômeno conscientizavel é tão somente cor e só temos ciência de sua
existência porque um ponto na linha serve de contraste para outro. Na linha representativa das cores,
num dos extremos está o branco e no outro o preto.
Na representação geométrica da manifestação da Divindade, a esfera representa o cosmos
primitivo, o " oceano de MA". Como esfera cósmica tem raio infinito e qualquer ponto dela pode ser
aceito como centro, por isto o ponto é colocado no centro da representação plana.
Como um evento qualquer pode ocorrer em qualquer ponto do universo se diz que a "
Suprema criação é Onipresente" e conseqüentemente Onisciente.
Em qualquer Ponto dentro da esfera há o meio básico, aquele meio vibrátil quando cicla a
l0.000 c/s é som, quando a 20 milhões é onda hertziana. Quando oscila numa determinada freqüência
é chumbo, quando noutra é prata, noutra é ferro e assim sucessivamente; mas basicamente a coisa tão
somente MA respondendo em diferentes níveis à ação de RA a Consciência Cósmica.
Em qualquer ponto dentro dessa esfera há o meio básico e ali pode agir a vontade cós mica
no sentido de provocar, ou de modificar a freqüência. Assim é como as coisas se criam, como algo
surge, desaparece ou se modifica. É a manifestação Onipotente da Divindade.
A ciência atual e tem chegado à idéia aproximada desse tipo de universo segundo um modelo
proposto pelo físico inglês P. Dirac.
Nesta palestra temos procurado esclarecer como um evento surge num ponto qualquer da
esfera cósmica como resultado da modificação no "oceano de MA" determinado pelo "querer"
Cósmico e a partir daquele ponto ela vai se prolongando em um sentido qualquer ao longo do eixo
do tempo.
Alguns estudiosos representam a fase dois graficamente por duas linhas confluentes
formando um ângulo ( Fig. 5). Este tipo de representação é errôneo porque não são duas semi-retas a
considerar, se fosse assim dariam a entender dois fenômenos diferentes oriundos de um mesmo ponto.
A situação dois não forma ângulo com a um . As duas situações são pólos opostos de uma mesma
coisa. É uma só linha porque se trata de uma mesma coisa, porque têm a mesma natureza. Se têm a
mesma natureza devem se situar numa mesma linha. A representação exata deve ser uma linha
única cujos extremos simbolizam as situações opostas contrastastes. São por estes pólos que a
consciência se inteira do evento.
O " ponto de consciência" se liga ao fenômeno conforme a fig. 5. A representação de acordo
com a lei da polaridade é feito por meio de um semi-reta cujos extremos representam as si tuações ex-
tremas opostas. É o que a cabala se refere como "Harmonia pela analogia dos contrários.

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[ Fig. 7

Todas as manifestações susceptíveis de serem conscientizadas diretamente são bipolares.


Tudo no mundo tem dois extremos. O branco é um extremo e o negro é o outro; a noite é um o dia é
o outro; de um lado o mal e do outro o bem. O bem é a ausência do mal. Em tudo há uma polaridade
pois isto é a manifestação dual das coisas conscientizaveis.
Uma observação importante diz respeito à representação de certas condições abstratas como
as emoções, os sentimentos, etc. Estas condições abstratas existem na mente, elas não têm existência
sem a mente desde que não são algo de natureza vibratória em si. Como não são vibratórias as
condições abstratas são representadas por uma linha reta, enquanto as vibratórias o são por uma linha
senoidal cujo "passo" indica a freqüência. Há uma figura ( Tai-Gi ) que representa o TAO, ou sejam,
as polaridades da energia Yin e Yang que além do significado simbólico também pode ser represen-
tativa de um fenômeno oscilatório no universo ( Fig. 7 ). Se as manifestações no Universo não
fossem de natureza vibratória a representação de um fenômeno seria como a fig. 2 mas como tudo
vibra, portanto a representação deve ser senoidal ( Fig. 6 ) que no conjunto forma a figura do Tai Gi
( Fig. 7 ).
Talvez um início absoluto nunca haja acontecido, pois este nosso universo antes de existir já
poderia haver um outro em evolução. Talvez nunca haja ocorrido um momento em que MA em sua
totalidade estivesse em repouso. É mais provável que aconteça da seguinte forma: Enquanto uma
porção do cosmos, do " oceano de MA" está em repouso uma outra está originando um universo e ou-
tra chegando ao fim. Agora mesmo, em alguém ponto do cosmos deve estar sendo iniciado a primeira
alteração de freqüência de uma certa porção de MA iniciando um universo, enquanto outro está em
repouso. Parece que nem tudo começou de uma só vez e sim de forma sucessiva, por isto nos livros
sangrados se lê :

O PODER SUPERIOR ESTÁ PERMANENTEMENTE CRIANDO

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