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Finalidade de Textos Diversos

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D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros

1. Leia o texto:
Sabor da infância (Fragmento)
Sinto-me bastante respeitada e valorizada por contar com uma revista de alta qualidade,
bem-humorada, diversificada, de excelente impressão e... bela! Quando está na época de
receber meu exemplar de assinatura, sinto o mesmo entusiasmo que sentia quando,
ainda bem jovem, visitava a caixa de correspondência à espera de encontrar uma carta
de minha querida tia Zinda. Suas cartas, além de matarem saudades, traziam momentos
únicos de prazer com suas novidades vindas de um mundo que, embora eu soubesse de
sua existência, não o havia experimentado. Pantanal, índios, macacos, onças, besouros,
gigantes... Tia Zinda inundava minha vida de fantasia e prazer. Receber a edição mensal
de Língua reproduz em mim essa mesma satisfação. Quando do meu primeiro contato
com essa revista, ela já estava em seu quarto número e foi “amor à primeira vista”.
Tratei de ligar para a editora e encomendar os números anteriores...
OLIVEIRA, Zaida Castro e Silva de. Língua portuguesa, outubro de 2007.

A finalidade principal desse texto é:


a. comparar as cartas da tia Zinda com a revista.
b. falar sobre as impressões acerca da revista.
c. informar sobre a aquisição da revista.
d. relatar o assunto das cartas da tia Zinda.
2. Leia o texto:
Mente quieta, corpo saudável
A meditação ajuda a controlar a ansiedade e a aliviar a dor? Ao que tudo indica, sim.
Nessas duas áreas os cientistas encontraram as maiores evidências da ação terapêutica
da meditação, medida em dezenas de pesquisas. Nos últimos 24 anos, só a clínica de
redução do estresse da Universidade de Massachusetts monitorou 14 mil portadores de
câncer, AIDS, dor crônica e complicações gástricas. Os técnicos descobriram que,
submetidos a sessões de meditação que alteraram o foco da sua atenção, os pacientes
reduziram o nível de ansiedade e diminuíram ou abandonaram o uso de analgésicos.
Revista Superinteressante, outubro de 2003.

O texto tem por finalidade:


a. criticar a ação terapêutica da meditação.
b. conscientizar sobre a redução do nível de ansiedade.
c. denunciar a clínica de redução do estresse.
d. informar sobre os benefícios da meditação.
3. Ano: 2019 Banca: CETREDE Órgão: Prefeitura de Juazeiro do Norte – CE
É verdade que o açaí é uma das frutas mais calóricas que existem?
Não é, não. Só para comparar, 100 gramas da fruta têm em média 65 calorias. É o
mesmo que 100 gramas de manga ou de maçã, e bem menos que 100 gramas de banana
(105 calorias), de abacate (162 calorias) ou do supercalórico tamarindo (230 calorias).
Mas de onde vem a má fama do açaí? “O que torna o açaí consumido nas lanchonetes
bastante calórico é a adição de outros ingredientes no preparo da polpa, como açúcar e
xarope de guaraná”, explica o químico Hervé Rogez, da Universidade Federal do Pará
(UFPA) e autor do livro Sabor Açaí.
O famoso açaí “na tigela”, popular na Região Sudeste, é preparado justamente com essa
polpa turbinada. E com uma agravante: muitas vezes, o açaí vem acompanhado de
outras delícias, como banana e granola, que aumentam muito o total de calorias [...].
Mas não entre na neura de ficar contando calorias que nem louco. Vale a pena comer
açaí de vez em quando, porque ele é supernutritivo. “Primeiro, o açaí tem ação
antioxidante – ele é tão bom quanto o vinho para retardar o envelhecimento. Segundo,
sua gordura é saudável, semelhante à do azeite de oliva, e faz bem ao sistema
cardiovascular”, afirma a nutricionista Cynthia Antonaccio [...]. Sem contar que a fruta
é rica em fibras, manganês, cobre, cálcio, magnésio, proteínas e potássio.
Uma última curiosidade sobre a fruta é que seu modo de consumo no Norte e Nordeste
do país é bem diferente. Nessas regiões, suco de açaí é misturado à farinha de mandioca
ou tapioca. O produto final é um mingau meio doce, que os nortistas adoram comer com
peixe frito.

Disponível em [Link]

Qual a finalidade do texto?

A. Mostrar o modo como o açaí é consumido.

B. Popularizar o açaí.

C. Esclarecer que o açaí não é a fruta mais calórica.

D. Divulgar um livro sobre o açaí.

E. Vender mais açaí.

4. Ano: 2019 Banca: INSTITUTO PRÓ-MUNICÍPIO Órgão: ISGH

A grande árvore e o bambu

O mestre e seu jovem discípulo caminhavam em silêncio pela estrada que ligava o
templo ao vilarejo. Na noite anterior uma forte tempestade havia caído na região e havia
muitas folhas e galhos espalhados pelo caminho. A certa altura, os dois foram obrigados
a saltar o tronco de uma grande árvore que havia tombado e expunha um emaranhado de
raízes retorcidas.
– Há certas coisas que não compreendo – disse o discípulo. – Como é possível que uma
árvore tão forte, com raízes assim robustas, tombe por causa da tempestade, enquanto
outras plantas frágeis continuam de pé?
O mestre parou de caminhar e olhou ao seu redor, como se procurasse alguma coisa.
Depois de instantes, disse ao discípulo:

– Vê aquela moita de bambus ali adiante, na margem do caminho?


– Sim!
– Durante as grandes tempestades, as varas do bambu se agitam de um lado para o
outro, chegam quase a tocar o chão. Elas se submetem à força dos ventos, mas, quando
a tormenta passa, estão novamente como sempre estiveram, firmes e intactas, como se
nada tivesse acontecido.
O discípulo contemplou a moita a alguns metros de distância. Por um instante, lembrou-
se das pescarias que fazia quando criança, usando uma fina vara de bambu. Lembrou-se
de como a vara vergava, sem jamais quebrar, quando um peixe grande abocanhava a
isca.
O mestre continuou:
– Já a árvore que acabamos de saltar não resistiu à tempestade porque seu tronco, grosso
e rígido, era incapaz de se curvar. Ao longo de toda a sua vida, ela veio resistindo,
imóvel, às tempestades violentas, perdendo muitas folhas e galhos. Até que, um dia, não
pôde suportar seu próprio peso e sucumbiu.
O discípulo, já habituado com as parábolas do mestre, permaneceu em silêncio,
aguardando o ensinamento que estava por vir.
– Assim também é com os homens – prosseguiu o mestre.
– Há os que procuram resistir às tormentas da vida e se enrijecem, se agarram com todas
as forças ao que conhecem, recusam-se a mudar. E há os que aceitam as adversidades,
adaptam-se às circunstâncias e sofrem mudanças, mas continuam inteiros.
‘‘Os primeiros temem as tempestades, mas não conseguem evitá-las. Os segundos
sabem que as tempestades são inevitáveis, mas não as temem’’

([Link]

A finalidade do texto é:

A. Mostrar de forma científica a diferença entre o bambu e as outras árvores;


B. Apresentar, em forma de artigo de opinião, a importância de nos adequarmos às
situações da vida;
C. Apresentar, através de um texto reflexivo, a necessidade de sermos humildes e
aceitarmos as adversidades, adaptando-nos às circunstâncias a fim de vencermos
os infortúnios;
D. Informar sobre a fisiologia e a vida útil das árvores.

5. (SAEPB). Leia o texto abaixo.

Universidade Monstros

Mike Wazowski (Billy Crystal) e James P. Sullivan (John Goodman) são uma dupla
inseparável em Monstros S.A., mas nem sempre foi assim. Quando se conheceram
na universidade, os dois jovens monstros se detestavam, com Mike sendo um sujeito
estudioso, mas não muito assustador, e Sulley surgindo como o cara popular e
arrogante, graças ao talento inerente para o susto. Após um incidente durante um
teste, os dois são obrigados a participar da mesma equipe na olimpíada dos sustos. A
equipe, por sinal, é formada por uma série de monstros desajustados, para o
desespero de Sulley, acostumado a conviver com os caras mais populares da escola.
Disponível em: <[Link]
Esse texto é um exemplo de
A) sinopse.
B) piada.
C) notícia.
D) bilhete.
6. ----------------
Leia o texto abaixo.

Fome e subdesenvolvimento

A fome é, de longe, o sintoma mais grave e mais geral do subdesenvolvimento. Resulta


de todo um conjunto de causas e provoca toda uma gama de consequências. Sendo a
alimentação a necessidade primeira do homem e a busca da alimentação tendo sido,
durante milênios, uma preocupação quase obsessiva, a fome é, entre as características
do subdesenvolvimento, aquela que mais profundamente choca a opinião dos países
ricos. É a manifestação mais flagrante da miséria, a expressão das privações que não é
possível eludir: admite-se que os homens fiquem nus (é, diz-se, “a tradição”), que se
alojem em cabanas (à primeira vista é “pitoresco”), que sejam doentios (não existe a
doença nos países desenvolvidos?), que não tenham trabalho (“certamente não gostam
de se cansar”) etc., mas não é possível admitir a fome. Sua denúncia é, de fato, o único
meio de levar a opinião pública dos países subdesenvolvidos a tomar consciência dos
problemas do subdesenvolvimento. Atualmente a fome caracteriza a totalidade dos
países subdesenvolvidos. Mesmo na Argentina, onde o regime alimentar médio é
contudo copioso, uma importante fração da população sofre de uma nítida insuficiência
alimentar.
LACOSTE, Yves. Geografia do subdesenvolvimento. São Paulo: Difel, 1975. P. 29. Adaptado: Reforma
Ortográfica.

Pela leitura global desse texto, pode-se concluir que sua finalidade é
A) convencer o público da dura realidade dos países subdesenvolvidos.
B) explicar as causas da miséria existente e suas possíveis soluções.
C) informar ao leitor a problemática da fome nos países subdesenvolvidos.
D) sensibilizar o governo a fim de que haja melhor distribuição de renda.

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