Parte 1 - Arius Lesath
Nascido no ano de XXXX em uma vila próximas as montanhas ao norte de Gária, filho de
Baldan Lesath e Delaila Lesath camponeses criadores de ovelhas que possuíam uma humilde
casa afastada do centro. Arius era um garoto esguio de cabelos pretos, curtos olhos castanhos
e que teve uma infância normal para o padrão dos camponeses, começou a trabalhar cedo aos
7 anos ajudando seu pai Baldan a pastorear as 30 ovelhas que possuíam e que eram seu maior
tesouro. Logo quando criança Arius teve que apender a usar um arco para afugentar as
doninhas e raposas que durante a noite espreitavam os ovelhas, pois o cão da família havia
morrido no ultimo inverno e não possuíam outro para fazer o trabalho. Com o passar do
tempo agora aos 15 anos de idade suas habilidades com arco foram melhorando e aquele
trabalho perigoso e noturno de guardar as ovelhas se tornou seu robe “a caça noturna” como
Arius mesmo chamava, seu trabalho já era uma diversão. Agora um homem Arius juntava o
máximo de peles de seus abates noturnos para trocar na cidade por uma caneca de cerveja,
sim “o vicio em cervejas” que era a desculpa para visitar com frequência a taverna da vila, mas
bastava um momento para perceber que o interesse naquele local não era a cerveja e sim uma
bela jovem chamada Lian que trabalhava servindo os clientes, Arius ficava horas com a caneca
apenas para apreciar a beleza da jovem. Após muitas visitas e conversa jogada fora o coração
da jovem era seu, aos 16 anos de idade se casam, porem nesse mesmo ano seu pai Baldan foi
atacados por lobos durante uma das vigias noturnas protegendo as ovelhas, Arius se culpa por
não estar junto com seu pai nessa noite, pois tudo poderia ser diferente. Sua mãe Delaila
durante o inverno adoeceu, e após 47 dias morreu, algumas pessoas da vila dizem que ela
morreu de amor, pois não aguentava viver sem seu amado Baldan, mas claramente ela tinha
sintomas de algo muito mais grave pois, não possuía apetite, tinha uma tosse sanguinolenta
incessante e falta de ar .
Arius abalado com a morte de seus pais não queria mais viver naquela vila que trazia tantas
sensações de alegria e tristeza, agora que Lian estava gravida de seu primeiro filho erra hora
de sair e viver na capital de Gária. Arius vendeu todas as ovelhas, sua casa e demais pertences
com exceção de seu arco para o taverneiro Algaran, conseguindo uma boa quantia em ouro e
prata, pelo menos o suficiente para começar uma nova vida na capital. Partiu para a capital
junto com Lian na carroça de Tarus o vendedor de aboboras que sempre ia ao reino após a
colheita para vender as famosas aboboras doces.
No segundo dia de viagem ao entardecer Arius sentou-se na parte de trás da simples carroça
de lona de Tarus aguardando a parada noturna, por um momento Arius achou ter ouvido algo
como cavalos correndo ao longe, mas não conseguia ver através das sombras da floresta,
nesse mesmo momento uma flecha penetra em seu ombro esquerdo, um grito de dor abafado
saiu de seus pulmões, seu corpo guinou para fora da carroça o lançado ao chão, sua vista
escureceu, mas pode ver dois homem montados em cavalos pretos se aproximando, um dos
homens deu uma volta no corpo moribundo de Arius enquanto a carroça de Tarus junto com
Lian ganhava velocidade na tentativa de fuga.
- Esse não verá o sol da manha - Disse o homem que empunhava um grande arco de caça e
arrancaram rapidamente em direção da carroça ignorando Arius que estava gravemente ferido
ao chão.
Arius abre os olhos e entre as copas das arvores pode ver um céu estrelado sendo coberto com
uma camada de fumaça vinda do norte. Com muita dor e dificuldade Arius se levanta com a
mão verificando a flecha cravada em seu ombro, por um momento seus pensamentos estavam
confusos provavelmente pela perda de sangue. Não demorou muito para Arius entrar em
pânico e correm em direção onde a carroça de Tarus seguiu com sua amada que estava
esperando um filho seu, a cada passo agoniante o pânico e a raiva aumentava, pois a fumaça
vinha exatamente de onde a carroça havia ido. Após duas horas de uma caminhada lenta e
angustiante Arius se depara com a carroça em chamas e dois corpos carbonizados ao chão.
Rapidamente Arius examina os corpos com a esperança que nenhum deles fossem sua amada
Lian, mas no primeiro corpo examinado Arius cai de joelhos ao chão, um grito de desespero e
ódio ecoa pela floresta como que seu próprio corpo fosse queimado pelas chamas que
consumia o cadáver se sua amada Lian. Chorando agachado com a cabeça e as mãos no chão a
mão direita de Lian chama a sua atenção, ela estava fechada devido ao calor das chamas que
atrofiaram os músculos mas entre seus dedos havia algo brilhante, chorando e furioso Arius
abre a mão de Lian e encontra um anel que nunca havia visto, um anel de prata com duas mão
apertadas que provavelmente era de uns dos homes que haviam tirado a vida de sua amada.
Arius se enfureceu pensando na dor e no que Lian havia sofrido na mão dos assassinos, pois
para conseguir retirar o anel de uns deles ela provavelmente eles haviam a violentado antes de
atear fogo em seu corpo que provavelmente estava com vida.
Parte 2 – O Velho
Parte 3 – O Fugitivo