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Fundamentos do BIM na Construção Civil

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Gustavo da Silva
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Unidade 1

Fundamentos de BIM
Abertura

Apresentação

O BIM (Building Information Modeling) ou Modelagem da Informação da Construção é


uma metodologia inovadora que revoluciona a forma como os projetos são
concebidos, construídos e gerenciados. Nessa disciplina, os alunos aprenderão os
princípios do BIM, como a modelagem paramétrica e a interoperabilidade, que
permitem a troca de informações entre diferentes disciplinas. Também serão
abordados os padrões existentes para essa troca de informações e os principais
programas de BIM disponíveis. Estudos de caso serão utilizados para mostrar como o
BIM é aplicado na prática em projetos de Arquitetura e Engenharia, além da gestão de
empreendimentos com BIM, que podem melhorar a eficiência e reduzir os custos. Ao
final da disciplina, os estudantes estarão preparados e conscientizados para usar o BIM
como uma ferramenta estratégica em suas futuras carreiras, podendo trabalhar de
forma mais integrada e eficiente.

Apresentação do Professor
Sou Caroline Waldhelm, graduada Arquiteta e Urbanista pelo Centro Universitário
Filadélfia - UniFil (2002), especialista na área de Metodologia do Ensino Superior pela
Universidade Norte do Paraná (2010) e Mestre em Engenharia de Edificações e
Saneamento pela Universidade Estadual de Londrina (2014). Trabalho como docente
no Centro Universitário Filadélfia, no departamento de Arquitetura e Urbanismo desde
o ano de 2011, nas disciplinas de Detalhamento da Construção, Desenho Projetivo,
Ferramentas Digitais: Autocad e BIM (Archicad e Revit). Trabalho também como
docente na UEL na área de projeto e representação. Como arquiteta, atuo como
autônoma na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Projetos de Edificação
e Arquitetura de Interiores, elaborando e desenvolvendo projetos e detalhamento de
obras residenciais e comerciais.

Caso achem interessante, o link para o currículo Lattes:


[Link]

Objetivos

● Compreender os princípios e conceitos fundamentais do BIM - Building


Information Modeling e sua aplicação na Arquitetura, Engenharia e Construção,
analisando e reconhecendo os benefícios e desafios do BIM.

● Identificar os princípios da modelagem paramétrica no contexto do BIM, para


explorar sua aplicação prática em projetos arquitetônicos e de construção.
● Entender a importância da interoperabilidade e dos padrões no contexto do
BIM, explorando as melhores práticas para a troca de informações em projetos
colaborativos.
● Analisar os estudos de caso de aplicação do BIM em projetos reais de
Arquitetura, Engenharia e Construção, compreendendo como o BIM pode
melhorar a gestão de empreendimentos, desde a concepção até a operação.

Videoaula Apresentação da Disciplina


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Introdução da Unidade

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Neste módulo, vamos aprender os conceitos básicos do BIM - Building Information Modeling.
Iremos aprofundar nossos conhecimentos na metodologia revolucionária que está
transformando a forma como projetos são concebidos, construídos e gerenciados na área da
Arquitetura, Engenharia e Construção.

Objetivos

 Compreender os princípios e conceitos fundamentais do BIM - Building Information


Modeling e sua aplicação na Arquitetura, Engenharia e Construção.

 Reconhecer os princípios da modelagem Bim.

Conteúdo Programático

Aula 1 – Introdução a Modelagem da Informação da Construção - BIM

Aula 2 – Conceitos e Princípios da Modelagem Paramétrica


Introdução a Modelagem da
Informação da Construção - BIM

O conceito de BIM - Building Information Modeling (ou Modelagem da Informação da


Construção, como é oficialmente traduzido o termo no Brasil) surgiu na década de 70, como
resultado de pesquisas científicas desenvolvidas em países com tecnologias avançadas
voltadas à construção civil. Inicialmente, a metodologia teve poucos adeptos, em função do
alto custo de aquisição e baixo desempenho dos computadores da época. Somente na década
de 90, com a melhoria do processamento de dados das máquinas e com preços mais
acessíveis, deu-se início à disseminação da metodologia BIM, mesmo período em que a
terminologia passou a ser adotada. (LIMA, 2018)

O termo BIM é um conceito cuja aplicação na prática é relativamente recente, mas que tem
potencial para revolucionar a construção civil. De acordo com Santos (2012), embora o senso
comum indique que blocos, areia e cimento são os principais insumos da Construção, um olhar
atento mostra que a informação, apesar de muitas vezes negligenciada, é componente
essencial do projeto, do planejamento e para a própria execução da construção e de sua
manutenção futura.

Ainda de acordo com Santos (2012), Modelagem da Informação da Construção (BIM) é o


processo de produção, uso e atualização de um modelo de informações da edificação durante
todo o seu ciclo de vida. Esse modelo, além da geometria da construção, contém numerosas
informações sobre seus diferentes aspectos, potencialmente abrangendo todas as disciplinas
envolvidas num empreendimento. Dessa forma, serve a diferentes propósitos, desde os
estudos de viabilidade, passando pelo desenvolvimento do projeto, simulações,
orçamentação, planejamento, controle, (pré-) fabricação, construção, visualização,
colaboração, representação e registro, até a manutenção, reforma e, eventualmente,
demolição da edificação.

Indicação de Vídeo

Agora, assista ao vídeo de 5:22 - O que é BIM | Escola de BIM

[Link]

Os sistemas baseados na tecnologia BIM podem ser considerados uma nova evolução dos
sistemas CAD, pois gerenciam a informação no ciclo de vida completo de um empreendimento
de construção, através de um banco de informações inerentes a um projeto, integrado à
modelagem em três dimensões. Conforme apontado em Coelho (2008), nos sistemas CAD, a
geometria é baseada em coordenadas para o desenvolvimento de entidades gráficas,
formando elementos de representação (paredes, portas, lajes, etc.). A alteração de um projeto
desenvolvido em CAD (2D e 3D) implica em diversas modificações “manuais” dos objetos
representados.
Os sistemas BIM adotam modelos paramétricos dos elementos construtivos de uma edificação
e permitem o desenvolvimento de alterações dinâmicas no modelo gráfico, que refletem em
todas as pranchas de desenho associadas, bem como nas tabelas de orçamento e
especificações.

A base de um sistema BIM é o banco de dados que, além de exibir a geometria dos elementos
construtivos em três dimensões, armazena seus atributos e, portanto, transmite mais
informação do que modelos CAD tradicionais. Além disso, como os elementos são
paramétricos, é possível alterá‐los e obter atualizações instantâneas em todo o projeto. Esse
processo estimula a experimentação, diminui conflitos entre elementos construtivos, facilita
revisões e aumenta a produtividade (FLORIO, 2007) apud (COELHO, 2008).

Para Ferreira (2007) apud Coelho (2008), o BIM é mais que a modelagem de um produto, já
que procura englobar todos os aspectos relativos à edificação: produtos, processos,
documentos, etc. A implementação de um sistema BIM em escritório de projeto reflete na
alteração do método de trabalho convencional e, através dos recursos disponíveis, pode
proporcionar:

• Favorecimento à fase de concepção, devido ao apoio de dados dinâmicos;

• Aumento de produtividade;

• Melhoria da qualidade nas apresentações gráficas.

Assim, em síntese o conceito BIM envolve a construção virtual de uma edificação, antes da sua
construção física real, objetivando reduzir as incertezas, melhorar a segurança, resolver
problemas, simular e analisar seus potenciais impactos. A figura 1, demonstra todas as fases
do ciclo de vida da edificação desde o projeto até sua utilização nas quais o BIM pode ser
aplicado.

Figura 1 – BIM em todo Ciclo de vida das edificações

Fonte: [Link]

Segundo o Prof. Dr. Sérgio Scheer da Universidade Federal do Paraná:

Modelagem da Informação da Construção ou BIM deve ser entendida como um novo


paradigma de desenvolvimento de empreendimentos de construção envolvendo todas
as etapas do seu ciclo de vida, desde os momentos iniciais de definição e concepção,
passando pelo detalhamento e planejamento, orçamentação, construção até o uso
com a manutenção e mesmo as reformas ou demolição. É um processo baseado em
modelos paramétricos da edificação visando a integração de profissionais e sistemas
com interoperabilidade de dados e que fomenta o trabalho colaborativo entre as
diversas especialidades envolvidas em todo o processo, do início ao fim

(CAMPESTRINI, 2015 p 3).

Videoaula 1
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Agora, assista ao vídeo que aborda os


Conceitos iniciais referentes ao BIM

Usos do BIM

O modelo BIM vai além das definições geométricas e dos materiais designados aos modelos
3D, as dimensões são denominadas devido à diversidade de atividades que acompanham a
vida útil de um empreendimento, criando classificação em diferentes camadas de informação.

Essas camadas são denominadas dimensões e representam o nível de informações,


funcionalidades de contexto de utilização no ciclo de vida do projeto. Atualmente há definidas
dimensões que vão do 3D ao 7D. (MIRANDA e SALVI, 2019). Entretanto, as dimensões 8D, 9D e
10D já são consideradas por alguns autores. Na Figura 3, estão retratadas as dimensões da
metodologia BIM, sendo que o intuito desta abordagem é alinhar todos os agentes que
participam do ciclo de vida de um edifício.

Figura 2 - Usos e dimensões do BIM

Fonte: [Link]

A Teoria das 10 Dimensões é sumarizada a seguir:


• Dimensão 1D:

Implica a implantação de protocolos BIM em um país ou organização;

• Dimensão 2D:

É baseada na introdução de fluxos de trabalho colaborativos e envolve novas maneiras de


contratar e criar um compromisso com soluções de gerenciamento integradas;

• Dimensão 3D:

Trata da modelagem digital e, a essa dimensão, adiciona-se o 3D + que traz identificação de


inconsistências, captura de realidade e produtos BIM;

• Dimensão 4D:

Trata do planejamento temporal precisamente vinculado a cada um dos elementos modelados


e vinculado;

• Dimensão 5D:

Lida com a economia do projeto ou como cada elemento BIM é sincronizado com seu preço,
sua origem, sua instalação e os custos de sua implantação e manutenção;

• Dimensão 6D:

Trata da sustentabilidade dos projetos e da construção focada em seu vértice ambiental, tal
como a sua contabilidade de CO2;

• Dimensão 7D:

É dedicada à operação e manutenção de instalações construídas e ativos manufaturados;

• Dimensão 8D:

Diz respeito a primeira prioridade nos países nórdicos, que é sobre o conceito de Acidente
Zero, para segurança e saúde durante o projeto, trabalho e fase de manutenção. Bem como, o
fluxo de trabalho para alcançar real como construído da construção, as built.

• Dimensão 9D:

É sobre a introdução da filosofia de gestão lean no setor da construção, chamada de


Construção Enxuta.

• Dimensão 10D:

Por fim, todas as dimensões têm como objetivo comum a dimensão 10D, para industrializar e
tornar o setor da construção civil mais produtivo, integrando as novas tecnologias por meio de
sua digitalização.

Indicação de Vídeo

Agora, assista ao vídeo de 2:42 sobre Dimensões x Usos do BIM / BIM Fórum Brasil

[Link]
Prática Integrada

As Potencialidades de todo sistema BIM permitiram abrir um novo caminho a ser explorada
pelos profissionais em direção a um novo conceito definido como prática integrada, composta
pela integração entre projeto, construção e gerenciamento da edificação e tem como peças-
chave a colaboração, interoperabilidade e reutilização da informação (CRESPO; RUSCHEL,
2007; JERNIGAN, 2007, p. 58) apud Martins (2011).

Sendo então umas das premissas, vamos entender um pouco mais sobre os conceitos
embutidos na prática integrada:

• Interoperabilidade:

É uma das características fundamentais para a existência do BIM, e trata da capacidade de


trocar informações entre os softwares de maneira transparente, possibilitando que
especialistas de várias áreas possam contribuir com o projeto em questão. Para que as
informações fossem entendidas, criou-se um padrão de comunicação, uma linguagem comum,
para que os softwares conseguissem se comunicar.

A BuildingSMART International (BSI) idealizador do openBIM é uma organização internacional


que foca em padronizar processos, fluxos de trabalho e procedimentos de BIM. A
BuildingSMART (2023), foi quem desenvolveu o Industry Foundation Classes (IFC), que nada
mais é do que o padrão de comunicação utilizado entre os softwares.

Indicação de Leitura

Acesse p site da BuildingSMART International Alliance for Interoperability, para se manter


atualizado

[Link]

BuildingSMART International Alliance for Interoperability (Aliança Internacional BuildingSMART


pela Interoperabilidade é uma organização internacional neutra e sem fins lucrativos que
suporta o Open BIM através de todo o ciclo de vida de uma edificação, provendo atividades
que suportam a implementação do Open BIM. A BuildingSMART desenvolveu, mantém e emite
certificações para o padrão de modelo de dados conhecido como Industry Foundation Classes
(IFC).
• OPENBIM:

A BuildingSMART expõe que OpenBIM é uma abordagem universal para projeto colaborativo,
realizações e operações de edificações baseadas em normas e fluxos de trabalho abertos, a
qual conta com a parceria de inúmeras empresas fornecedoras de softwares, da indústria AEC
e de organizações, sendo que todas são beneficiadas ao aderir o uso desse padrão. (figura 2)

Figura 4 - Profissionais envolvidos com o processo de implantação de um empreendimento

Fonte: [Link]

Ao longo de todo o ciclo de vida de um ativo, o openBIM ajuda a conectar pessoas, processos e
dados para atingir as metas de entrega, operação e manutenção do ativo. O openBIM e os
fluxos de trabalho digitais integrados tornam as informações críticas do projeto acessíveis aos
participantes em tempo hábil para apoiar a tomada de decisões em várias fases do projeto,
desde o início até a entrega, reforma e até demolição. O openBIM remove o problema
tradicional dos dados BIM que normalmente são limitados por formatos de dados de
fornecedores proprietários, por disciplina ou pela fase de um projeto.

Ao aderir aos padrões e procedimentos de trabalho internacionais, o openBIM® aumenta a


amplitude e a profundidade do uso do BIM, criando alinhamento e linguagem comuns. As
aplicações técnicas desenvolvidas para openBIM® melhoram a gestão de dados e eliminam
fluxos de trabalho desconexos. Benchmarks de qualidade independentes garantem trocas
confiáveis de dados abertos.

O openBIM permite fluxos de trabalho digitais baseados em formatos neutros de


fornecedores, como IFC, BCF, COBie, CityGML, gbXML, etc. Permite ainda, um gêmeo digital
acessível que fornece a base principal para uma estratégia de dados de longo prazo para ativos
construídos. Isso proporciona uma melhor sustentabilidade para os projetos e para uma
gestão mais eficiente do ambiente construído.

Os princípios do openBIM reconhecem que:

 A interoperabilidade é a chave para a transformação digital na indústria de ativos


construídos;

 Padrões abertos e neutros devem ser desenvolvidos para facilitar a interoperabilidade;

 Trocas de dados confiáveis dependem de benchmarks de qualidade independentes;

 Os fluxos de trabalho de colaboração são aprimorados por formatos de dados abertos


e ágeis;

 Flexibilidade de escolha de tecnologia cria mais valor para todas as partes


interessadas;

 A sustentabilidade é protegida por padrões de dados interoperáveis de longo prazo.

Ainda de acordo com a BuildingSMART (2023), os benefícios para a indústria de ativos


construídos são:

 Podem aumentar muito a colaboração para a entrega do projeto;

 Permitem uma melhor gestão de ativos;

 Fornece acesso aos dados BIM criados durante o projeto para todo o ciclo de vida do
ativo construído;

 Amplia a amplitude e a profundidade dos produtos BIM, criando alinhamento e


linguagem comuns, aderindo a padrões internacionais e processos de trabalho
comumente definidos;

 Facilita um ambiente de dados comum que oferece oportunidades para os usuários


desenvolverem novos fluxos de trabalho, aplicativos de software e automação de
tecnologia.

BIM no Brasil

Convicto de que o BIM é um instrumento positivo para o setor da construção civil no Brasil, o
Governo Federal vem editando decretos, desde 2017, com a clara intenção de criar um
ambiente adequado para o investimento e a difusão do BIM como ferramenta relevante para a
inovação do setor. Destaca-se o Decreto Federal nº 9.377/2018, responsável por instituir a
Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling, conhecida como
Estratégia BIM BR, e por definir as finalidades da política pública criada, e também o Decreto
Federal nº 10.306/2020, que estrutura uma das ramificações da Estratégia BIM BR ao dispor
sobre o dever de utilização do BIM na execução de obras e serviços de engenharia e
arquitetura realizados pela Administração Pública Federal.

No final de 2017, a ABDI e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços lançaram


uma Coletânea BIM para orientar o planejamento, projeto, contratação, fiscalização e
aceitação de obras públicas ou privadas com o BIM.
São seis volumes (Fundamentos BIM, Implementação BIM, Colaboração e Integração BIM,
Fluxos de Trabalho BIM, Formas de Contratação BIM, 10 Motivos para Evoluir para o BIM), que
nasceram com o objetivo de serem ponto de referência para capacitação e qualificação técnica
na metodologia.

Indicação de Leitura

Para aprofundar seus conhecimentos, leia a Coletânea BIM BR:

[Link]

Composta por cinco volumes, a coletânea BIM encontra-se no site da CBIC gratuitamente.
Basta preencher o cadastro com seu e-mail e iniciar o download.

Alinhado com essa Estratégia - e como resultado de ação conjunta entre o então Ministério da
Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento
Industrial (ABDI) – foi lançada a Plataforma BIMBR, sendo um dos objetivos expressos da
Estratégia BIM BR, a Plataforma, além de possuir conteúdo dinâmico sobre a Modelagem da
Informação da Construção, hospeda a Biblioteca Nacional BIM (BNBIM), com o objetivo de se
tornar um repositório de bibliotecas virtuais BIM no Brasil. Esta iniciativa é um marco
importante para o incentivo à expansão do BIM nacionalmente, fomentando o uso destes
processos por órgãos públicos, instituições, organizações privadas e profissionais da AEC, por
meio de objetos e componentes BIM condizentes com a realidade do mercado e com critérios
de qualidade definidos. (PLATAFORMA BIM BR, 2023)

Curiosidades

Acesse a Plataforma BIM BR:

[Link]

A Plataforma BIMBR possui conteúdo dinâmico sobre a Modelagem da Informação da


Construção, cursos e hospeda ainda a Biblioteca Nacional BIM (BNBIM), cujo propósito é
tornar-se um repositório de bibliotecas virtuais BIM no Brasil.

A finalidade da Estratégia BIM é promover um ambiente adequado para uso do BIM no Brasil
em um período de 10 anos. As ações incluem:

● Difusão do BIM e seus benefícios;

● Coordenar a estruturação do setor público para a adoção do BIM;

● Criar condições favoráveis para o investimento, público e privado, em BIM;

● Estimular a capacitação em BIM;

● Propor atos normativos que estabeleçam parâmetros para as compras e as contratações


públicas com uso do BIM;

● Desenvolver normas técnicas, guias e protocolos específicos para adoção do BIM;

● Desenvolver a Plataforma e a Biblioteca Nacional BIM;


● Estimular o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias relacionadas ao BIM;

● Incentivar a concorrência no mercado por meio de padrões neutros de interoperabilidade


BIM.

Assim, o uso e disseminação do BIM no Brasil vem caminhando para proporcionar uma
indústria construtiva cada vez mais organizada, eficiente, sustentável do ponto de vista
ambiental e financeiro e com mais eficiência.

Videoaula 2
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Agora, assista ao vídeo que aborda as


estratégias de disseminação do BIM

Normatização

De acordo com Campestrini (2015), duas ações no sentido de normatização da tecnologia BIM
no Brasil já estão sendo feitas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Diferentemente do CAD, um modelo BIM não é formado por um conjunto de linhas, círculos e
textos, mas sim por um conjunto de componentes, também chamados de famílias, como
portas, janelas, paredes, tubulações, etc.

O Grupo de Trabalho de Componentes BIM da Comissão de Estudo de Modelagem da


Informação da Construção (ABNT/CEE-134) trabalha com o objetivo de padronizar os
componentes BIM. Assim, os fornecedores do setor poderão criar e disponibilizar os
componentes dos seus produtos, já baseados em um padrão, garantindo que quaisquer
profissionais que utilizem softwares normatizados poderão incluir tais componentes em seus
modelos. Outra norma em desenvolvimento é a NBR 15965, cujo objetivo é “definir a
terminologia, os princípios do sistema de classificação e os grupos de classificação para o
planejamento, projeto, gerenciamento, obra, operação e manutenção de empreendimentos
da construção civil”.

Na prática, todos os termos utilizados na construção civil (materiais, equipamentos, serviços,


espaços, unidades etc.) estão sendo padronizados facilitando a troca de informações entre
agentes nacionais e internacionais.

O “I” do BIM

Como verificamos, a informação é a palavra mais importante do termo BIM e é por causa de
todo o dado embutido no modelo que a implementação do BIM passou a ser estudada por
inúmeras empresas e governos de todo o mundo.
De acordo com Bim Handbook (2011) apud Fernandes et al (2020), abaixo alguns dos principais
usos e benefícios do BIM no ciclo de vida de uma edificação:

• Facilidade em modelar:

Ficou mais fácil desenhar com a ajuda dos softwares BIM pois neles existem famílias
específicas de cada elemento. Ou seja, o elemento já está pronto, você apenas deve atribuir as
características que deseja para cada um deles. É possível também criar novas famílias. Além da
existência de elementos específicos de projeto, os softwares BIM geram cortes e vistas
automáticas, facilitando o serviço do desenhista e reduzindo o tempo de trabalho.

• Atribuição de informação ao elemento:

Ao selecionar por exemplo uma parede, você pode atribuir informações a ela. Sendo assim,
você define quantas e quais camadas essa parede vai possuir, você determina que tipo de
material, a espessura e o valor. Essas características estarão vinculadas com aquele elemento
e, portanto, estarão relacionadas em tabelas de quantitativos e estimativas de obra.

• Identificação de conflitos:

Alguns softwares checam conflitos durante o processo de modelagem dos elementos, mas
existem também programas específicos para checagem de conflitos existentes. Esses conflitos
são detectados ainda em fase de projeto com o uso das ferramentas BIM, otimizando o
serviço, reduzindo o retrabalho no canteiro de obras, os custos e possíveis problemas de
disputas judiciais devido a erros ou mudanças na execução do projeto.

• Cronograma de obra:

A variável tempo é acrescida ao modelo 3D, ou seja, as fases de execução da obra são
definidas em projeto e é possível acompanhar se cada etapa está sendo feita no tempo
previsto. O planejamento da obra é facilitado com o uso das ferramentas de simulação.

• Redução de alterações de projeto no canteiro de obra:

Com o uso da ferramenta BIM, a construção do projeto é feita virtualmente por completo, o
que possibilita a visualização do projeto e das etapas de construção. Isso faz com que decisões
ou alterações importantes sejam tomadas ainda em fase de projeto, reduzindo o tempo de
execução da obra e aumentando a qualidade e o desempenho da construção.

• Melhor controle e previsão do custo da obra:

Tabelas de quantitativos são geradas a partir das informações embutidas no modelo em


qualquer etapa do projeto, facilitando a previsão do custo total ou parcial da obra. Nas fases
iniciais, as estimativas de custo são baseadas nos valores unitários por metro quadrado e com
o avanço do projeto, os quantitativos ficam mais detalhados e precisos.

• Análise energética da edificação:

É possível analisar a eficiência energética da edificação com a utilização de alguns softwares


BIM ainda em fase de projeto. É possível ainda fazer uma avaliação LEED para saber se o
modelo atende ou não as especificações da certificação.
• Planejamento do Canteiro de Obras:

Alguns programas BIM possibilitam fazer uma representação gráfica da disposição do canteiro
de obras, sendo diretamente ligado com o cronograma da obra. Ou seja, é possível visualizar e
decidir qual a melhor disposição para os elementos permanentes e provisórios, assim como, a
melhor maneira de utilizar os espaços existentes em um canteiro de obra através de uma
simulação virtual.

• Alteração automática:

Se houver alguma alteração nas características de algum objeto que seja controlado por regras
paramétricas, o mesmo será automaticamente alterado em todos os locais que ele estiver
presente no modelo. Por exemplo, se o tamanho de uma janela for alterado, todas as janelas
presentes no modelo, que possuíam as mesmas características da que foi mudada, serão
automaticamente alteradas. Se o preço unitário de um material for alterado, a valor total será
alterado automaticamente. Se a quantidade desse material for aumentada na obra,
consequentemente o valor total desse material será também alterado automaticamente.

• Colaboração entre múltiplas disciplinas de projeto:

Facilita o trabalho simultâneo de vários profissionais que modelam diferentes disciplinas. Isso
faz com que o tempo e as omissões no projeto sejam menores, tornando-se menos custoso.

Videoaula 3
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Agora, assista ao vídeo que aborda os


principais usos e benefícios do BIM
Conceitos e Princípios da
Modelagem Paramétrica

A ideia que sustenta o uso do BIM, na indústria da Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC),
se apoia nos conceitos de parametrização, interoperabilidade e na colaboração entre os
diversos profissionais deste setor. Assim, para a consolidação do BIM é necessário o
desenvolvimento das tecnologias de modelagem paramétrica e de interoperabilidade.

A modelagem paramétrica baseada em objetos é então uma parte essencial e natural do BIM.
De acordo com Andrade e Ruschel (2009), ela envolve o uso de parâmetros e regras para
descrever completamente um elemento modelado, incluindo suas propriedades geométricas e
não geométricas, como características físicas ou comerciais.

A importância dessa abordagem para o BIM reside na capacidade de manter a consistência das
informações do modelo e facilitar a automação da modelagem e extração de informações.

A informação presente em cada elemento modelado, tornando-se parte de sua característica,


o torna inteligente em sua relação com outros elementos, bem como o projeto como um todo.
E essa tecnologia é chamada modelagem paramétrica.

De acordo com Sacks; Eastman; Lee (2004) apud Ribeiro, Cesar Junior (2021), as raízes da
modelagem paramétrica baseada em objetos estão nas indústrias aeroespacial e de
manufatura, que, no início da década de 1970, desenvolveram a tecnologia de modelagem de
sólidos, visando aumentar a automação e eficiência nos seus processos. No entanto, a
modelagem se baseava na utilização de equações matemáticas ou na geração de geometria
não automatizadas. Foi somente a partir da incorporação do conceito de parametrização que a
modelagem de sólidos se tornou viável, simplificada e confiável. Com a popularização de
hardwares poderosos e acessíveis, essa tecnologia se tornou viável e interessante para outros
setores, como setor de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC).

Um dos aspectos mais importantes da modelagem paramétrica, de acordo com Monedero


(2000), apud Ribeiro, Cesar Junior (2021), é a capacidade de se estabelecer relações entre
elementos de um modelo, sendo esta capacidade a diferença essencial de projetação em
sistemas tradicionais de desenho CAD. Este autor afirma que em um modelo paramétrico as
relações entre elementos se materializam na aplicação de restrições a um determinado
elemento.

Indicação de Vídeo

Para entender a diferença entre um projeto em CAD e o projeto em BIM, assista um vídeo de
5:04 minutos - Diferença entre CAD e BIM | Escola de BIM

[Link]
Conforme apontado em Sacks; Eastman; Lee (2004) apud Ribeiro, Cesar Junior (2021), estas
restrições podem referenciar outros elementos do modelo, criando inter-relações com o
objetivo de se manter a consistência geral do modelo. A utilização de restrições paramétricas
retira do projetista, ou do modelador, a responsabilidade pela onerosa manutenção da
consistência básica do modelo, viabilizando a criação de modelos complexos e ricos em
informação. Além disso, opções distintas de projeto podem ser testadas e visualizadas
rapidamente, pois a alteração de um parâmetro pode ser propagada por todo o modelo de
modo que as restrições impostas inicialmente permaneçam satisfeitas.

Videoaula 1
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Agora, assista ao vídeo que fala sobre os


princípios da modelagem paramétrica.

Um outro conceito trabalhado na modelagem paramétrica e apontada por Modenero (2000),


apud Ribeiro, Cesar Junior (2021), é o conceito de restrições na modelagem paramétrica,
abordando a noção de super-restrição, sub-restrição, e tolerância nos modelos.

Um modelo super-restrito, que possui restrições numerosas e pouco tolerantes, seria tão
prejudicial quanto um modelo sub-restrito, pois enquanto o primeiro torna a modelagem
extremamente complexa, o segundo é incapaz de garantir a consistência final.

O autor define que a eficiência de um sistema de modelagem paramétrica corresponde à sua


capacidade de identificar e indicar ao usuário quais restrições não estão sendo satisfeitas, no
caso de uma modelagem com parâmetros insuficientes ou contraditórios, e de gerenciar, o
mais automaticamente possível, tais situações.

Já um bom modelo paramétrico é aquele com restrições em quantidade estritamente


necessária e com uma margem de tolerância que permita uma modelagem fluida, mas que
evite problemas de consistência.

Segundo Sacks et al, (2018), apud Ribeiro, Cesar Junior (2021), diferentes tecnologias
combinadas possibilitam a modelagem paramétrica em BIM: a modelagem paramétrica da
geometria (do sólido), a modelagem paramétrica da composição (assembly) e a modelagem
paramétrica complexa baseada em topologia ou regras.

Para ilustrar a relação das restrições, ao fazer a modelagem, quando uma porta é colocada em
uma parede, uma abertura é criada nessa parede de forma automatizada. Se as dimensões da
porta forem modificadas, as dimensões da abertura também serão. Isso significa que a
modelagem não consiste em elementos individuais e independentes, mas sim em vários
componentes que se relacionam entre si de acordo com certas regras. Portanto, as alterações
nos parâmetros de um componente podem afetar diversos outros.
BIM e a modelagem paramétrica baseada em objetos

Na maioria das plataformas compatíveis com BIM, é adotado o conceito de modelagem


paramétrica baseada em objetos. Isso significa que os dados e parâmetros são incorporados
em geometrias tridimensionais, que são criadas separadamente do modelo de construção. São
criadas classes de objetos, que são importadas para o modelo de construção, e permitem a
criação de instâncias de objetos com base em suas definições. Essa abordagem permite uma
construção detalhada do modelo, utilizando elementos predefinidos que podem ser
configurados com base em seus parâmetros específicos.

No Autodesk Revit e no Archicad da Graphisoft, que são as plataformas BIM-compatíveis mais


difundidas no mercado brasileiro, o processo de trabalho é baseado neste conceito.

Nestas plataformas, a unidade básica de construção do modelo é denominada objeto. O objeto


é a instanciação, ou materialização, de uma determinada classe de objetos, composta por um
conjunto de parâmetros, que lhe conferem suas características particulares, e de regras
paramétricas relacionais, que definem seu comportamento em relação a outros objetos dentro
do modelo, associadas a uma geometria de base. A instanciação ocorre por meio da atribuição
de valores a tais parâmetros e regras.

Na figura 5, pode-se observar um objeto paramétrico, no caso uma porta no qual estão
listados os atributos do elemento, tais como largura, altura, espessura, materiais, entre outros.
Os atributos fixos são definidos a partir de propriedades como forma, custo, utilidade, entre
outras; os atributos variáveis são estabelecidos a partir de parâmetros e regras de forma que
os objetos possam ser automaticamente ajustados de acordo com as alterações do projeto
efetuadas pelo usuário.

Figura 5 - Objeto Paramétrico Porta com a listagem dos atributos


Fonte: [Link]

O importante no BIM é que os objetos são capazes de exportar os dados no IFC. Existem
algumas plataformas capazes de otimizar a produtividade de objetos paramétricos como o
PARAM-O da Graphisoft, DYNAMO da Autodesk e o GRASSHOPPER do Rhinoceros por
exemplo.

De acordo com Sacks et al, (2018) apud Ribeiro, Cesar Junior (2021), a vantagem do conceito
de modelagem paramétrica baseada em objetos é a possibilidade de capturar as convenções
padrão das classes de objetos em múltiplos modelos, uma vez que a utilização dos mesmos
objetos em diferentes modelos se torna possível.

A existência independente das classes em relação aos modelos possibilita a criação de


bibliotecas, que consistem em conjuntos de classes contendo uma ampla variedade de objetos
virtuais representando materiais e produtos disponíveis no mercado. Espera-se que essas
bibliotecas sejam desenvolvidas, mantidas e distribuídas gratuitamente pelos fabricantes dos
elementos construtivos, substituindo os tradicionais catálogos de produtos. Essa tendência
tem sido apontada em diversos estudos e já nesse sentido a Agência Brasileira de
Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançou a Biblioteca Nacional BIM, uma base de dados online
que reúne vários objetos contratados pela própria ABDI ou modelados por profissionais da
área.

Curiosidades

Aqui estão alguns links para vocês visualizarem as bibliotecas de objetos BIM.

[Link]

[Link]

[Link]

Nível de desenvolvimento – LOD

O conceito de LOD utilizado no processo BIM, de acordo com Addor, et. al. (2015) apud
Ribeiro, Cesar Junior (2021), foi inicialmente interpretado como “nível de detalhamento”
(Level Of Detail), conceito criado pela AIA (Instituto Americano de Arquitetura) para organizar
as etapas do desenvolvimento de um projeto e suas fases em BIM. Entretanto, com o
aprimoramento e ampliação deste conceito, o termo utilizado e mais citado atualmente é
“nível de desenvolvimento” (Level Of Development).

A referência mais comum para diferenciação dos níveis desse conceito são as representações
gráficas.

O nível de desenvolvimento empregado no projeto abordará questões de comunicação e/ou


colaboração entre as partes envolvidas, em suma, os sistemas construtivos e componentes
evoluem de formas conceituais a um modelo completo e preciso, em informações e
geometria. Portanto, o LOD atua como uma referência de confiabilidade do modelo repassado,
onde é possível verificar a etapa em que o projeto ou a construção se encontram, de tal forma
que, os usuários possam compreender a clareza dos limites dos modelos que estão recebendo.
O LOD tem como principal objetivo desempenhar a função de referencial de modelo de
projeto, como dito anteriormente, de modo que as equipes possam também especificar os
documentos entregáveis em BIM, definindo claramente sua etapa e transmitindo a
confiabilidade entre profissionais, de modo que, o profissional consecutivo no fluxo de
trabalho possa confiar nas informações incorporadas pelo profissional predecessor.

Indicação de Vídeo

Agora, para ilustrar o assunto, um vídeo de 4:41minutos, sobre LOD: Detalhe x Confiabilidade
- BIM Fórum Explica #02

[Link]

Essa é uma característica peculiar e de extrema importância da metodologia BIM, que deve
ser definida e acordada entre o contratante e o projetista antes do início do fluxo de projeto,
uma vez que as definições impactam diretamente nos prazos e custos do projeto.

Como regra geral, quanto mais avançado o LOD, maior o número de informações envolvidas
no modelo da obra. Por isso, para evitar imprevistos ou situações de insatisfação do
contratante com as informações presentes no projeto, o ideal é que o LOD seja definido ainda
na contratação.

De acordo com a especificação da AIA, os níveis são divididos em:

ND 100: O elemento do modelo pode ser graficamente representado como um símbolo ou


outra representação genérica, mas não satisfaz os requerimentos para o ND 200. Informações
relacionadas a outro elemento do modelo, por exemplo, custo por metro quadrado, pode ser
derivada.

ND 200: O elemento de modelo é graficamente representado como um sistema genérico,


objeto ou montagem com quantidades aproximadas, tamanho, forma, localização e
orientação. Informações não-gráficas também podem ser anexadas ao elemento do modelo.

ND 300: O elemento do modelo é graficamente representado como um sistema específico,


objeto ou montagem em termos de quantidade, tamanho, forma, localização e orientação.
Informações não-gráficas também podem ser anexadas ao elemento do modelo.

ND 350: O elemento do modelo é graficamente representado como um sistema específico,


objeto ou montagem em termos de quantidade, tamanho, forma, localização, orientação e
interfaces com outros sistemas construtivos. Informações não-gráficas também podem ser
anexadas ao elemento do modelo.

ND 400: O elemento do modelo é graficamente representado como um sistema específico em


termos de tamanho, forma, localização, quantidade e orientação, com detalhamento,
informações para pré-fabricação e detalhes de instalação. Informações não-gráficas também
podem estar ligadas aos elementos do modelo.

ND 500: O elemento do modelo é uma representação de campo, verificada em termos de


tamanho, forma, localização, quantidade e orientação. Informações não-gráficas também
podem estar ligadas aos elementos do modelo.

Abaixo, um objeto de quadro de distribuição que exemplifica os níveis LOD:


Figura 6 Niveis de Desenvolvimento LOD

Fonte: [Link]

A utilização do LOD no modelo vai de encontro em que fase ele se encontra, conforme
ilustrado na Figura 7, que representa essa relação

Figura 7 - Aplicação do LOD relacionado com a etapa do projeto.

Fonte: [Link]

Videoaula 2
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Agora, assista ao vídeo que fala sobre os


níveis LOD de acordo com a AIA.
Desenvolvimento de Objetos Paramétricos:

Para que uma biblioteca possa ser desenvolvida, diante da complexidade da tarefa, Lee, Sacks
e Eastman (2006) apud Antunes e Scheer (2015), constataram ser imprescindível a criação de
um processo de desenvolvimento de objetos paramétricos. O mesmo é exposto na Figura 1:

Figura 8 Diagrama de processo de desenvolvimento de objetos paramétricos.

Fonte: Lee, Sacks e Eastman (2006) Antunes e Scheer (2015),

O processo começa com o Levantamento de Conhecimento, onde os usuários descrevem o


objeto a ser utilizado na área específica. Não é necessário identificar os parâmetros, mas é
importante descrever como o objeto se comporta. No estágio de Projeto, os modeladores
transformam a descrição anterior em parâmetros e restrições geométricas dentro do software.
A Implementação traduz o comportamento do objeto para um aplicativo específico. É
importante destacar que as etapas de Projeto e Implementação podem ser repetidas,
dependendo das funções do software usado.

Por fim, a etapa de Validação avalia os parâmetros implementados em relação à descrição


inicial feita no Levantamento de Conhecimento. Os parâmetros podem ser otimizados de
acordo com o conhecimento de um usuário especializado na área. Na Figura 2, é mostrado um
exemplo de objeto paramétrico desenvolvido por Lee, Sacks e Eastman (2006) apud Antunes e
Scheer (2015), usando o processo descrito anteriormente. O objeto representa a conexão
entre um consolo e uma viga T invertida (Figura 9).

Figura 9 Objeto paramétrico de conexão entre pilar e viga


Fonte: Lee, Sacks e Eastman (2006) Antunes e Scheer (2015),

É importante destacar a descoberta feita por Lee, Sacks e Eastman (2006) apud Antunes e
Scheer (2015), de que quando o número de parâmetros dos objetos aumenta, a velocidade
dos aplicativos diminui consideravelmente. Além disso, lidar com um grande número de
parâmetros pode ser extremamente complicado para o usuário final. Portanto, é crucial avaliar
com cuidado quais elementos devem realmente ser considerados como parâmetros, a fim de
evitar problemas de desempenho e dificuldades para os usuários.

Existem várias pesquisas em andamento que abordam o tema da modelagem paramétrica


aplicada à indústria da AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção). Em duas séries de
experimentos relacionados ao projeto e detalhamento de estruturas de concreto armado
moldadas in loco, foi observado que é possível obter um aumento de produtividade projetual
variando de 21% a 61%. Além disso, é possível alcançar uma redução de 15% a 41% nas horas
gastas em cada projeto.

Enfim, a parametrização no BIM é muito importante, pois permite personalizar os modelos de


forma flexível e controlada, tornando o processo de projeto mais rápido. Quando um
parâmetro é modificado, isso é automaticamente refletido em todo o modelo, evitando erros
e retrabalho. Isso também garante que as informações estejam corretas e de acordo com o
que é necessário. Com menos tempo gasto em atualizações e mudanças, a produtividade
aumenta. Em resumo, usar a parametrização de forma eficaz no BIM traz benefícios reais para
a indústria da construção, melhorando a eficiência, a qualidade e a velocidade dos projetos.

Videoaula 3
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Agora, assista ao vídeo que fala sobre os


níveis LOD de acordo com a AIA.
Encerramento

Concluindo esta unidade, é importante destacar que o Building Information Modeling (BIM) é
uma forma colaborativa de gerenciar informações em todas as etapas de uma construção.
Com o BIM, é possível criar e compartilhar informações precisas e atualizadas sobre um
projeto, o que resulta em maior eficiência, menos erros e custos reduzidos durante todo o
processo de construção.

Além disso, existem alguns conceitos fundamentais relacionados ao BIM que vale a pena
mencionar. A interoperabilidade é um deles, que se refere à capacidade de diferentes
softwares e sistemas trabalharem juntos e trocarem informações de forma eficiente. Isso é
essencial para uma colaboração eficaz entre os diferentes profissionais envolvidos em um
projeto.

Outro conceito importante é o Nível de Desenvolvimento (LOD), que descreve o nível de


detalhe e precisão de um modelo BIM em diferentes estágios do projeto. Essa definição clara
dos níveis de desenvolvimento ajuda a garantir que as informações estejam corretas e úteis
em cada fase da construção.

A parametrização também é um aspecto fundamental do BIM, permitindo definir e controlar


os parâmetros dos objetos do modelo. Isso resulta em modelos flexíveis, automatização de
tarefas e melhor qualidade das informações.

Em resumo, o BIM oferece uma maneira colaborativa e eficiente de gerenciar informações em


um projeto de construção em todo ciclo de vida da edificação.

Videoaula Resolução de Exercícios


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Assista!

Referências

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Brasil e tendências. Simpósio Brasileiro de Qualidade do Projeto no Ambi ente Construído,
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15/07/2023

EASTMAN, C. et al. – Manual de BIM: Um guia de modelagem da informação da construção


para arquitetos, engenheiros, gerentes, construtores e incorporadores. Porto Alegre:
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técnicas para contratação e projetos em BIM–Edificações. Curitiba/PR: Secretaria Estadual de
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