Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Centro de Tecnologia (CTEC)
Engenharia Ambiental e Sanitária | Engenharia Civil
GEOPROCESSAMENTO
Professor: Manoel Mariano Neto
Tutorial 01 – Modelos Digitais de Elevação (MDE)
Parte 1 – Obtenção do MDE
Passo 01 – Solicitar uma “API Key” no OpenTopography, através do site: [Link]
Passo 02 – Instalar o complemento Opentopography DEM: Complementos > Gerenciar e instalar
complementos.
Obs: caso o complemento não apareça quando fizer a busca, verifique se a opção está selecionada).
Com o complemento instalado sua localização dentro do Qgis pode ser feita clicando no ícone do
complemento ou seguindo o caminho descrito a seguir: Raster > OpenTopography DEM.
Passo 03 – Selecionando o MDE
Com o uso do OpenTopography é possível obter diferentes modelos digitais de elevação (MDE) para a área
de interesse.
Obs: a base de dados mais utilizada, inclusive na disciplina, é o SRTM 30m).
A área de interesse para obtenção do MDE pode ser delimitada através dos comandos “calcular a partir da
camada”, “usar extensão de tela do mapa” ou “desenhar na tela”.
Obs: costumamos delimitar a área a partir de uma camada vetorial (limites de um município, estado, bacia
hidrográfica, etc) ou desenhando a região de interesse na tela.
Com a chave API adicionada e a área de interesse definida, basta clicar em executar.
Nesse primeiro momento, será disponibilizado um MDE para a região previamente selecionada, contudo, esse
produto estará salvo como arquivo temporário.
Parte 02 – Reprojetar o MDE
O MDE disponibilizado está projetado em um sistema de coordenadas geográficas (com as informações em
graus) e usa um DATUM Global (WGS 84). Para determinados usos, faz-se necessário reprojetar para um
sistema de coordenadas planas (que adota como unidade de medida o metro).
Para efetuar a reprojeção, devemos identificar o Fuso UTM no qual a região de estudo está inserida. Essa
informação pode ser obtida a partir do seguinte link: [Link]
utm-zone-am-i-in-#
Para modificar o sistema de projeções da camada raster (neste caso um MDE), deve-se acessar o seguinte
caminho: raster > projeções > reprojetar camadas.
Na página seguinte, basta modificar o “SRC de destino”, onde vamos selecionar o Datum e a zona no sistema
de coordenadas clicando em na região .
Com isso, é necessário pesquisar o sistema de coordenadas pelo nome (Ex: SIRGAS 2000 UTM Zone 25S)
ou pelo Código EPSG (Ex: 31985) e executar o comando.
Com a camada raster reprojetada recomenda-se definir o SRC do projeto a partir desta camada. Para tanto,
deve-se clicar com o botão direito do mouse sobre a camada reprojetada e seguir o caminho: SRC da camada
> Definir o SRC do projeto a partir da camada.
Parte 03 – Obtenção da hipsometria
Passo 01 – Selecionar os valores de altitude
O produto hipsométrico da área de estudo pode ser obtido a partir do recorte da camada reprojetada com
auxílio da camada vetorial. Esse procedimento pode ser realizado a partir dos seguintes direcionamentos:
Raster > Extrair > Recortar raster pela camada de máscara.
Na janela seguinte, a “Camada de entrada” corresponde ao raster reprojetado e a “camada de máscara” é uma
camada vetorial que determina os limites da área de interesse (um município, estado ou outra delimitação).
Adicionalmente, é recomendado utilizar o 0 (zero) na caixa
e assim executando o comando.
Passo 02 – Modificar a simbologia
Após recortar o mapa hispométrico, é pertinente modificar as cores para melhorar a representação das
informações. Para tanto, as propriedades da camada precisam ser acessadas.
Em seguida, na aba “Simbologia, deve-se alterar o tipo de renderização de “Banda simples cinza” para “Banda
simples falsa-cor”. Nessa região é possível escolher diferentes gradientes de cores para representar a variação
de altitude na área de interesse.
Com o mapa hipsométrico recortado, utiliza o “Sombreamento” para melhorar os aspectos visuais do mapa.
Para tanto, deve seguir o caminho: Raster > Análise > Sombreamento.
Alterando a caixa para 5, podemos executar o comando.
Com o sombreamento executado precisamos alterar a “transparência”. Deve clicar duas vezes sobre a camada
sombreamento e alterando a para uma faixa entre 14% a 20%.
Obs: Caso o efeito de sombreamento não apareça, verifique se a camada sombreamento está acima da camada
raster.
Parte 04 – Cálculo da declividade e reclassificação
Passo 01 – Cálculo da declividade
A declividade pode ser calculada em graus e porcentagem. Inicialmente é necessário está com a camada
REPROJETADA selecionada e após, executar o seguinte caminho: Raster > Análise > Declividade.
Caso a intenção seja calcular a declividade em graus, somente é necessário conferir se a camada de entrada é
o “Reprojetado” e executar.
Para calcular a declividade em porcentagem, é necessário conferir se a camada de entrada é o “Reprojetado”,
selecionar “Declividade expressa em porcentagem (ao invés de graus)” e executar.
Obs: para evitar confusões entre os produtos, é recomendável renomear as camadas de declividade
imediatamente após a geração.
Passo 02 – Recortar a região de interesse
Nessa etapa, o procedimento é o mesmo apresentado no Passo 01 da Parte 03. O que muda é a camada de
entrada, que neste caso é a declividade.
Passo 03 – Reclassificar a declividade
A reclassificação da declividade permite realizar análises quantitativas com maior propriedade. Na aula, esta
etapa foi executada de duas maneiras distintas: “reclassificação por regra” e “reclassificação por tabela”.
Na reclassificação por regra, utilizamos o algoritmo “[Link]” da plataforma GRASS, já associado ao QGis.
Para acessá-lo, deve-se buscar na “Caixa de ferramentas” disponível entre os ícones e no menu processamento.
Obs: Caso o r. reclass não apareça, siga: Complementos > Gerenciar e Instalar Complementos > Pesquisar por
GRASS e instalar. Após isso, tente novamente.
Na janela do [Link], identificar a camada de declividade. Posteriormente, em “Reclass rules text”, será
necessário colar as regras de classificação. Por fim, deve-se escolher salvar o arquivo reclassificado ou deixá-
lo como camada temporária, e executar.
Na reclassificação por tabela, devemos buscar na “Caixa de ferramentas” pela função “Reclassificar por
tabela”.
Na janela da função “Reclassificar por tabela” devemos selecionar a camada de declividade. E,
posteriormente, construir a tabela com os limites inferior e superior, e com o identificador de cada classe.
Após os dados serem inseridos na tabela, basta apertar o botão “Ok”, escolher entre salvar o arquivo
reclassificado ou deixar como camada temporária e executar a operação.
O resultado da reclassificação, por regra ou por tabela, é uma nova camada raster que permite calcular a área
referente a cada classe definida.
Para modificar a simbologia, devemos acessar as Propriedades da camada > Simbologia. Na sequência,
trocar “Paletizado valores únicos” por “Banda simples falsa-cor”.
Feito isso, devemos escolher um gradiente de cores que represente satisfatoriamente a declividade. Também
é necessário modificar o modo de classificação de “intervalo contínuo” para “intervalo igual” e igualar a
quantidade de classes com a quantidade de classes criadas.
Obs: note que nesse caso, estamos com 6 classes devido aos padrões adotados.
Obs: para esse exemplo, adotamos a declividade em porcentagem para efetuar a reclassificação.
Passo 04 – Extrair os dados de declividade
A extração dos dados da camada reclassificada permite analisar a área correspondente a cada classe de relevo.
Para tanto, utilizamos a função “Reporta camada raster de valor único”, na “Caixa de ferramentas”.
Em seguida, deve-se adotar o “reclassificado” como camada de entrada, escolher o formado para salvar o
arquivo de saída e executar. Recomendamos salvar no formato xlsx, por abrir como planilha pelo Excel.
O produto desta etapa consiste em uma planilha com a quantidade de pixels e a área correspondente, para cada
classe da camada raster.
Além do arquivo xlsx, também é gerado um link html com as mesmas informações.
Parte 05 – Perfis de elevação
Passo 01 – Instalar o complemento “Profile Tool”
Esse complemento deve ser instalado seguido o caminho: Complementos > Gerenciar e instalar
complementos.
O Profile tool, após instalado pode aparecer como “Terrain profile”.
Passo 2 – Gerar os perfis de elevação
Após essa etapa, faz-se necessário criar uma camada vetorial de linhas para demarcar as regiões de interesse
para a geração dos perfis de elevação. Normalmente, recomenda-se que essas linhas sejam perpendiculares
entre si, de modo a gerar perfis em sentidos distintos.
Ao abrir o Profile Tool, devemos selecionar a camada de interesse (geralmente a camada com os dados
hipsométricos) e clicar em Add Layer. Adicionalmente, deve mudar a “Temporary polyline” por “Selected
polyline”. Feito isso, basta clicar na camada referente às linhas que determinam os perfis de elevação e o
gráfico será gerado automaticamente.
É possível modificar as cores dos traços, salvar os dados e salvar o próprio gráfico.
Parte 06 – Curvas de nível
As curvas de nível são obtidas a partir da camada “Reprojetada”. Para tanto, faz-se necessário seguir o
caminho: Raster > Extrair > Contorno.
Na janela seguinte, deve-se atentar à camada de entrada (O MDE Reprojetado) e a equidistância entre os
contornos deve ser ajustada conforme a resolução espacial do MDE utilizado. Note que estamos utilizando
uma equidistância de 30 pelo fato de que a resolução espacial do MDE oriundo do SRTM é de 30 metros.
Realizados os ajustes indicados, basta clicar em executar para gerar as curvas de nível.
O produto resultante desse processo é uma camada vetorial com linhas que descrevem o relevo da área de
estudo. Para obter as curvas de nível específicas para a região de interesse é necessário realizar o recorte dos
contornos gerados: Vetor > Geoprocessamento > Recortar.
Na janela seguinte, a camada de entrada corresponde às curvas de nível recém-geradas e a camada de
sobreposição é a camada vetorial que delimita a região de interesse. Você deve optar por salvar o arquivo ou
deixar em formato de camada temporária. Por fim, bastar clicar em executar para recortar.
É possível inserir rótulos e modificar as cores das linhas nas propriedades da camada. Na opção “Rótulos”,
deve-se retirar de “Sem rótulos” e substituir por “Rótulos individuais”. Outros aspectos também podem ser
ajustados de acordo com a sua preferência, como a fonte e o buffer em volta da letra. Já na simbologia, é
possível modificar de “Simbologia simples” para “Categorizado”, criando um gradiente de cores de acordo
com a variação do relevo.
O produto desse conjunto de etapas consiste nas curvas de nível da região de interesse, devidamente
identificadas.