7- Regência verbal e nominal: Relação entre verbo/nome e
seus complementos.
8- Crase: Uso correto do acento grave.
Claro! Vamos simplificar a explicação sobre regência e a relação
com os complementos que um verbo ou nome pode exigir.
O que é Regência?
Regência é a relação entre palavras em uma frase, onde um
termo (o regente) pede um complemento (o regido). O
regente pode ser um verbo, um substantivo ou um adjetivo
que exige um complemento para fazer sentido.
Tipos de Regência
1. Regência Verbal:
Verbos Transitivos: Precisam de um complemento para
ter um significado completo.
Exemplo: “Eu gosto ___ pizza.” (O verbo "gostar" pede a
preposição "de": “Eu gosto de pizza.”)
Objeto Direto: Não precisa de preposição.
Exemplo: “Eu vi o filme.” (Aqui, "o filme" é o objeto
direto.)
Objeto Indireto: Precisa de preposição.
Exemplo: “Eu desisti ___ viagem.” (O verbo "desistir"
pede a preposição "de": “Eu desisti de viagem.”)
2. Regência Nominal:
Substantivos, adjetivos e advérbios também podem exigir
complementos.
Exemplo: “Ela está repleta ___ comida.” (O adjetivo
"repleta" pede a preposição "de": “Ela está repleta de
comida.”)
Exemplos de Lacunas e Preposições
Eu concordo ___ você. (Resposta: "com")
Seu pai acredita ___ vida após a morte. (Resposta: "em")
Ela gosta ___ doces, mas é alérgica ___ chocolates.
(Respostas: "de" e "a")
Regência de Verbos em Diferentes Contextos
A mesma palavra pode ter regências diferentes dependendo
do contexto.
Exemplo:
"João fala muito bem." (não precisa de preposição)
"João fala em mandarim." (a preposição "em" é
necessária)
Importante: Crase
Crase é a fusão da preposição "a" com o artigo definido "a"
ou "as".
Isso acontece quando um verbo pede "a" e o complemento é
feminino.
Exemplo:
“Semelhante a + o prédio”: fica semelhante ao prédio.
“Semelhante a + a casa dela”: fica semelhante à casa
dela (a crase ocorre aqui).
Resumo
Regência é sobre como os termos se relacionam e se
complementam em uma frase.
Regência verbal: envolve como os verbos precisam de
complementos (diretos ou indiretos).
Regência nominal: envolve substantivos e adjetivos que
precisam de complementos.
Crase: um fenômeno que acontece quando "a" se encontra
com "a" ou "as" e deve ser identificado em situações
específicas.
Esse conhecimento é fundamental para escrever e falar
corretamente! Se tiver mais perguntas ou precisar de exemplos,
é só avisar!
Vamos simplificar a explicação sobre regência verbal e a
relação com pronomes relativos. Isso vai te ajudar a entender
melhor como as palavras se conectam e se complementam nas
frases.
O que é Regência Verbal?
A regência verbal trata da relação entre os verbos e os
complementos que eles exigem. Essa relação pode ser:
1. Verbos Transitivos Diretos (VTD): Não exigem preposição.
Exigem um complemento direto.
Exemplo: "Eu comprei um carro." (o verbo "comprar" pede
um complemento direto, "um carro").
2. Verbos Transitivos Indiretos (VTI): Exigem preposição para
seus complementos.
Exemplo: "Eu gosto de música." (o verbo "gostar" pede a
preposição "de").
3. Verbos Intransitivos: Não exigem nenhum complemento,
pois têm sentido completo.
Exemplo: "Ela morreu." (o verbo "morrer" é completo por
si só e não precisa de complemento).
Exemplos de Verbos e Suas Regências
VTI:
Acreditar em: "Ele acredita em Deus."
Obedecer a: "As crianças obedecem a seus pais."
VTD:
Fazer: "Ela fez o dever."
Ter: "Nós temos um plano."
Intransitivos:
Nascer: "Ele nasceu."
Sair: "Ela saiu."
Pronomes Relativos
Os pronomes relativos (como "que", "o qual", "os quais") são
usados para substituir um termo anterior na frase. Eles ajudam
a conectar ideias.
1. Função de Sujeito:
Se o pronome se refere a um sujeito, ele será o sujeito do
verbo na oração que vem a seguir.
Exemplo: "O aluno queestuda muito passará no
concurso."
Aqui, "que" se refere a "aluno" e é o sujeito da ação de
"estudar".
2. Função de Complemento:
O pronome pode também funcionar como um
complemento, seja de um verbo ou de um nome.
Exemplo:
"Eu luto por meus ideais." (verbo "lutar" que exige "por")
"Meus ideais são inegociáveis."
Ao unir essas frases: "Os ideais por que(ou 'pelos quais')
luto são inegociáveis."
Aqui, "que" funciona como objeto indireto do verbo
"lutar".
Analisando o Exemplo
Frases:
1. Eu luto por meus ideais.
2. Meus ideais são inegociáveis.
Conexão:
"Os ideais por queluto são inegociáveis."
O pronome "que" retoma "ideais" e funciona como
objeto indireto do verbo "lutar".
Resumo
Regência Verbal é sobre como os verbos se conectam a
seus complementos (diretos ou indiretos).
Pronomes Relativos ajudam a fazer essas conexões,
substituindo termos anteriores e assumindo funções
sintáticas em frases.
Se precisar de mais exemplos ou esclarecimentos, estou aqui
para ajudar!
O que é Regência Verbal?
A regência verbal se refere à relação entre os verbos e os
complementos que eles precisam. Dependendo do verbo, ele
pode precisar ou não de preposição para se conectar a seu
complemento.
Tipos de Verbos
1. Verbos Transitivos Diretos (VTD): Não precisam de
preposição.
Exemplo: "Eu compreium livro."
Aqui, "um livro" é o complemento direto do verbo
"comprar".
2. Verbos Transitivos Indiretos (VTI): Precisam de preposição.
Exemplo: "Eu gosto desorvete."
O verbo "gostar" exige a preposição "de" para se
conectar ao complemento "sorvete".
3. Verbos Intransitivos: Não precisam de complemento, pois
têm sentido completo.
Exemplo: "Ele morreu."
O verbo "morrer" não precisa de nenhum complemento
para fazer sentido.
Pronomes Relativos
Os pronomes relativos (como "que", "o qual") são usados para
fazer referência a um termo mencionado antes. Eles ajudam a
conectar as partes da frase.
Função do Pronome Relativo
Se o pronome se refere a um sujeito, ele será o sujeito do
verbo na frase que vem depois.
Exemplo: "O aluno queestuda muito passará no
concurso."
"Que" se refere a "aluno" e é o sujeito da ação de
"estudar".
Se o pronome se refere a um complemento, ele vai assumir
essa função.
Exemplo:
1. "Eu luto por meus ideais." (verbo "lutar" exige "por")
2. "Meus ideais são inegociáveis."
Ao juntar essas frases, podemos dizer:
"Os ideais por queluto são inegociáveis."
Aqui, "que" refere-se a "ideais" e funciona como
complemento do verbo "lutar".
Análise do Exemplo
Frases:
1. Eu luto por meus ideais.
2. Meus ideais são inegociáveis.
Combinação:
"Os ideais por queluto são inegociáveis."
O pronome "que" se refere a "ideais" e age como objeto
indireto do verbo "lutar".
Resumo
Regência Verbal é sobre como os verbos se conectam aos
seus complementos (diretos ou indiretos).
Pronomes Relativos conectam ideias, substituindo termos
anteriores e assumindo funções em frases.
amos analisar algumas das principais regências verbais e os
diferentes sentidos que os verbos podem ter, dependendo do
contexto. Aqui estão alguns exemplos com explicações sobre a
regência e o significado:
1. Agradar
VTD: Quando usado como verbo transitivo direto, significa
"acariciar" ou "fazer carinho".
Exemplo: "Eu agradei o gatinho." (Aqui, "gatinho" é o
objeto direto da ação de agradar.)
VTI: Quando usado como verbo transitivo indireto, significa
"satisfazer" ou "contentar", requerendo a preposição "a".
Exemplo: "Eu agradei aos patrões." (Neste caso, "aos
patrões" é o complemento indireto, e a preposição "a" é
necessária.)
2. Aspirar
VTD: Neste caso, o verbo "aspirar" significa "sugar", "cheirar",
"inspirar" ou "sorver", e não precisa de preposição.
Exemplo: "O aspirador não aspira a poeira do canto."
(Aqui, "poeira" é o objeto direto.)
VTI: Usado com a preposição "a", significa "desejar" ou
"almejar".
Exemplo: "Estudo porque aspiro ao cargo de Auditor."
(Aqui, "cargo de Auditor" é o complemento indireto, e a
preposição "a" é necessária.)
Exemplo: "Não aspiro mais àquela glória." (Novamente,
"àquela glória" é o complemento indireto.)
Observações
É importante estar atento ao contexto, pois a mesma palavra
pode ter significados e regências diferentes. O uso da
preposição correta é fundamental para transmitir o sentido
adequado.
Em questões de concursos, essas nuances são
frequentemente exploradas, então é importante praticar e
familiarizar-se com os diferentes contextos em que os verbos
podem ser utilizados.
Se você tiver mais verbos específicos ou outros tópicos que
gostaria de explorar, fique à vontade para perguntar!
Vamos analisar os verbos "implicar", "preferir" e "assistir",
destacando suas diferentes regências e significados de forma
simples.
3. Implicar
O verbo "implicar" pode ter diferentes sentidos, dependendo da
preposição usada ou se é usado sem preposição.
VTI com "com": Significa "provocar", "hostilizar" ou
"zombar".
Exemplo: "Mãe, ele está implicando com!" (Aqui, "com"
indica que alguém está provocando ou zombando de outra
pessoa.)
VTI com "em": Refere-se a "se envolver", "se comprometer"
ou "se associar".
Exemplo: "Lula foi implicado em um esquema." (Nesse
caso, significa que Lula está envolvido em algo.)
VTD (sem preposição): Indica "gerar", "resultar" ou
"acarretar".
Exemplo: "Estudar implica sacrifícios." (Aqui, "implica"
significa que estudar gera ou resulta em sacrifícios.)
4. Preferir
O verbo "preferir" é mais simples, pois tem uma regência fixa:
Estrutura: "Preferir uma coisa A outra" (usa sempre a
preposição "a").
Exemplo: "Prefiro axé a rock." (Isso significa que você
prefere axé em relação ao rock.)
Exemplo: "Prefiro o axé ao rock." (Aqui, "o" é um artigo
que mantém a estrutura paralela.)
Importante: Evite usar "preferir" com outras preposições,
como:
Errado: "Prefiro mais sertanejo do que bossa nova." (O
correto é usar "a".)
Errado: "Prefiro antes cerveja a destilados." (Novamente,
deve-se usar "a" corretamente.)
5. Assistir
O verbo "assistir" também tem diferentes sentidos e regências:
VTI (com "a"): Significa "ver", "ouvir" ou "presenciar".
Exemplo: "Assisti ontem ao novo filme do Tarantino."
(Aqui, "ao" indica que você presenciou o filme.)
VTI (caber ou pertencer): Significa que algo é da
competência de alguém.
Exemplo: "Assiste razão ao réu." (Isso quer dizer que a
razão pertence ao réu.)
VI (sem preposição): No sentido arcaico de "residir".
Exemplo: "Ela assiste em outro bairro." (Aqui, "em outro
bairro" indica onde ela reside.)
VTD: Significa "ajudar" ou "dar assistência".
Exemplo: "A enfermeira assiste o idoso." (Isso significa
que a enfermeira está ajudando o idoso.)
Obs: Também é aceitável usar "a" aqui: "A enfermeira
assiste ao idoso."
Resumo
Implicar pode significar "provocar" (com), "envolver" (em) ou
"gerar" (sem preposição).
Preferir sempre usa a preposição "a" para comparar duas
coisas.
Assistir pode significar "ver" (com a), "caber" (com a) ou
"ajudar" (direto ou com a).
Se precisar de mais exemplos ou explicações, é só avisar!
Uso do Pronome "Lhe"
1. O que é o pronome "lhe"?
"Lhe" substitui os pronomes "a ele", "a ela", "a eles", "a
elas" e também "para ele", "para ela", etc. É sempre um
objeto indireto.
Exemplo: "Entregou-lhe o pacote." (Aqui, "lhe" substitui "a
ele".)
2. Não pode ser usado como objeto direto!
Errado: "Quero lhe ver." (Correto seria: "Quero ver a ele".)
3. Verbos que não aceitam "lhe":
Alguns verbos transitivos indiretos não aceitam "lhe" como
objeto indireto. Para esses verbos, usamos os pronomes
tônicos (a ele, a ela, etc.):
Exemplos:
Assistir (no sentido de ver): "Vou assistir a ele."
Aspirar (no sentido de almejar): "Aspiro a ele."
Formas Reduzidas de Pronomes Oblíquos
Quando um verbo é seguido por um pronome oblíquo que é
objeto direto, a forma muda um pouco dependendo do verbo.
Aqui estão algumas regras:
1. Com verbos terminados em -r, -s, -z:
A última letra cai e entra um “L”.
Exemplos:
Revisar + eles → "Revisá-los"
Refazer + eles → "Refazê-los"
Quis + ele → "Qui-lo"
Fiz + ele → "Fi-lo"
2. Com som nasal:
Se o verbo termina em som nasal, adicionamos um “N”.
Exemplos:
Dão + ele → "Dão-no"
Põe + ele → "Põe-no"
3. Eliminação do "s":
Quando o pronome “nos” (1ª pessoa do plural) segue um
verbo, o “s” do verbo é eliminado.
Exemplo:
Perdemos + nos na floresta → "Perdemo-nos na
floresta"
Resumo
"Lhe" é um pronome que sempre se refere a alguém de
forma indireta (nunca direta).
Pronomes oblíquoscomo "o", "a", "os", "as" podem ser
reduzidos:
Para verbos terminados em -r, -s, -z: a última letra cai e
entra "L".
Para verbos com som nasal: adicionamos "N".
Em casos com "nos", eliminamos o "s" do verbo.
Se você tiver mais perguntas ou precisar de mais exemplos, é só
avisar!
Verbo Responder
1. Responder como verbo transitivo direto (VTD):
Aqui, o verbo "responder" não precisa de preposição. Ele é
usado quando a resposta é algo direto, como uma
informação ou declaração.
Exemplos:
"Ele respondeu apenas mentiras." (respondeu algo:
mentiras)
"Ele respondeu que não era culpado." (respondeu algo:
que não era culpado)
2. Responder como verbo transitivo indireto (VTI):
Nesse caso, o verbo precisa da preposição "a" e é usado
para indicar a quem ou ao que a pessoa está
respondendo.
Exemplos:
"Responderei a muitos alunos na aula." (a quem vou
responder: alunos)
"Responderei a muitas dúvidas na aula." (ao que vou
responder: dúvidas)
3. Responder como verbo transitivo direto e indireto (VTDI):
Em frases em que "responder" indica a quem e também o
que foi respondido, ele aceita tanto objeto direto quanto
indireto.
Exemplo:
"Interrogado pelo juiz, respondi-lhe que não era
culpado." (respondi a ele — objeto indireto, que não era
culpado — objeto direto)
Verbo Chamar
1. Chamar como verbo transitivo direto (VTD):
Quando "chamar" tem o sentido de convocar, convidar ou atrair, ele não precisa de
preposição.
Exemplos:
"Ele chamou os alunos ontem." (convocar)
"Energia negativa chama pessoas tristes." (atrair)
2. Chamar como verbo transitivo indireto (VTI):
Quando usamos "chamar" no sentido de invocar ajuda, ele vem com a preposição
"por".
Exemplo:
"Na hora do sufoco, não chame por mim." (não peça minha ajuda)
3. Chamar para dar uma qualidade a alguém (transobjetivo):
Quando "chamar" qualifica alguém, ele é um verbo transobjetivo, ou seja, ele usa um
objeto (a pessoa/objeto a que se refere) + uma qualificação (predicativo do objeto) e
pode ou não ter a preposição "de".
Exemplo:
"Ele chamou a moça de estúpida." (deu uma qualidade: estúpida)
Outros verbos transobjetivos: considerar, tachar, supor, declarar. Exemplo: "Acusaram
o amigo de traidor."
Verbos Pronominais
Verbos pronominais são aqueles que obrigatoriamente vêm acompanhados de
pronomes (me, te, se, nos, vos) em todas as conjugações.
Esses pronomes fazem parte do verbo, e isso muda a regência.
1. Exemplos de verbos pronominais:
suicidar-se, queixar-se, esforçar-se, atrever-se, arrepender-se, candidatar-se.
Esses verbos precisam desses pronomes para fazer sentido, como em: "Ele se
arrependeu do erro."
2. Regência dos verbos pronominais que mudam com o pronome:
Quando os verbos lembrar e esquecer têm o pronome se, passam a precisar da
preposição "de".
Exemplos:
"Esqueci a resposta." (sem pronome, sem preposição)
"Esqueci-me da resposta." (com pronome, exige "de")
Verbo Intransitivo (VI):
Chegar é geralmente um verbo intransitivo, ou seja, não
precisa de um objeto direto.
Exemplo: "O Natal chegou cedo!" (não exige complemento,
apenas informa que chegou)
Acompanhamento de Adjuntos Adverbiais:
Como "chegar" implica deslocamento, é comum usá-lo com
um adjunto adverbial de lugar ou tempo, dando mais
contexto sobre onde ou quando alguém ou algo chega.
Exemplo: "Cheguei hoje." (adjunto adverbial de tempo)
Verbo Transitivo Indireto (VTI) com a preposição "a":
Em alguns contextos, principalmente em linguagem mais
formal, chegar pode ser considerado transitivo indireto,
necessitando da preposição "a" para indicar o destino ou
limite.
Exemplo: "A produtividade pode chegar a limites
improváveis."
Correção da Preposição:
Embora seja comum no dia a dia, a expressão "chegar em
[lugar]" (ex.: "chegar em Brasília") é considerada incorreta na
norma culta.
O correto é: "chegar a Brasília."
Aqui está um resumo fácil para entender o uso do verbo caber:
1. Verbo Transitivo Indireto (VTI) com a preposição "a":
Quando "caber" significa competir ou ser de direito de
alguém fazer algo, ele precisa da preposição "a" para
indicar quem tem essa responsabilidade.
Exemplo: "Cabe a nós aproveitar nosso tempo." (É nosso
dever aproveitar o tempo)
2. Verbo Intransitivo (VI):
Em outros casos, caber pode ser intransitivo, ou seja, não
precisa de complemento. Nesse sentido, indica
admissibilidade ou cabimento.
Exemplo: "No seu caso, não cabe recurso." (O recurso não
é admissível)
Esses usos ajudam a escolher a estrutura certa de acordo com o
contexto.
12. Referir-se
Referir-se a: Esse verbo é pronominal e usa a preposição “a”.
Significa mencionar ou aludir a algo.
Exemplo: "O texto refere-se ao atentado de 11 de
setembro."
Pense também no verbo aludir, que pede a mesma
preposição “a”, enquanto mencionar não precisa de
preposição.
13. Contribuir
Contribuir para ou contribuir com: Quando falamos de
ajudar ou doar, usamos essas duas formas.
Exemplo: "Contribuir para a Igreja." / "Contribuir com
dinheiro."
14. Obedecer e Desobedecer
Obedecer a e Desobedecer a: Esses verbos pedem a
preposição “a”, indicando que alguém (não) segue ordens
ou acata algo.
Exemplo: "O brasileiro obedece a leis absurdas." /
"Desobedeci ao patrão."
Importante: Esses verbos permitem voz passiva, o que é
menos comum para verbos transitivos indiretos.
Exemplo: "As leis não são obedecidas." / "Os alunos
foram atendidos."
Essas dicas podem te ajudar a lembrar as preposições e o uso
passivo com esses verbos!
1. Proceder
Esse verbo tem diferentes significados dependendo do
contexto:
Sem complemento(Intransitivo):
Ter fundamento ou cabimento: Se algo faz sentido ou é
justificável. Exemplo: "Suas alegações não procedem."
(ou seja, elas não têm fundamento).
Agir ou se comportar: Diz como alguém se comportou.
Exemplo: "Você procedeu bem nessa situação." (ou seja,
você agiu de maneira adequada).
Vir de algum lugar: Refere-se à origem de algo. Exemplo:
"De qual país procede essa fortuna?" (ou seja, de onde
vem essa fortuna?).
Com a preposição "a"(Transitivo indireto):
Executar ou fazer algo: Exemplo: "Procedam à citação
das partes." (ou seja, façam a citação).
2. Simpatizar e Antipatizar
Esses verbos sempre precisam da preposição "com" e não
aceitam o pronome reflexivo ("me", "te", etc.).
Exemplo certo: "Simpatizo com ela" ou "Antipatizo com o
pai."
Exemplo errado: "Eu me simpatizo com ela".
3. Visar
O verbo "visar" pode significar coisas diferentes, dependendo
do uso:
Com a preposição "a"(Transitivo indireto) quando quer dizer
"ter como objetivo":
Exemplo: "Estudo visando ao primeiro lugar." (ou seja,
meu objetivo é o primeiro lugar).
Sem preposição(Transitivo direto) quando quer dizer "dar
um visto" ou "mirar":
Exemplo: "Vise o cheque, por favor." (dar um visto no
cheque) ou "O policial visou o alvo." (mirou no alvo).
Essas diferenças de uso ajudam a deixar o sentido do verbo
claro em cada frase!
1. Quando "servir" significa "prestar um serviço"
Sem complemento(Intransitivo):
Exemplo: "Servidores públicos ganham para servir."
(não precisa dizer quem ou o quê, o sentido já está
completo: prestar serviço).
Com preposição "a" ou sem preposição(Transitivo direto
ou indireto):
Exemplo: "Servidores públicos ganham para servir ao
país" (ou seja, prestar serviço ao país, com preposição).
Exemplo: "Servidores públicos ganham para servir o
país." (também pode ser sem preposição, com o mesmo
sentido).
2. Quando "servir" significa "levar algo a alguém"
Com duas informações(VTDI - verbo transitivo direto e
indireto): o que está sendo servido e para quem:
Exemplo: "Lá eles servem peixe cru aos clientes." (ou
seja, levam peixe cru para os clientes).
3. Quando "servir" significa "ser útil" ou "vestir"
Com preposição(VTI - verbo transitivo indireto):
Exemplo: "A farda não serve mais em você." (ou seja, não
cabe mais, não veste).
Também pode ser usado com "a" em outras situações:
"Essa ideia não serve a você." (ou seja, não é útil para
você).
4. Quando "servir" significa "ter a função de"
Com preposição(VTI):
Exemplo: "A pobreza não lhe pode servir de desculpa."
(ou seja, não pode ter a função de desculpa).
Esses exemplos ajudam a ver como o verbo "servir" se adapta
ao sentido que queremos dar na frase!
1. Concernir
Esse verbo é usado para expressar que algo tem relação ou diz
respeito a outra coisa.
Exemplos:
"Seu argumento não concerne ao tema." (Aqui, significa
que o argumento não está relacionado ao tema).
"No que concerne ao seu estudo, você agiu bem!" (Isso
indica que, em relação ao estudo da pessoa, a ação foi
boa).
Regência: "Concernir" exige a preposição "a."
2. Querer
Esse verbo expressa o desejo ou a vontade de ter algo.
Exemplos:
"Toda mãe quer bem aos filhos." (Significa que a mãe
ama ou se importa com os filhos).
"Quero tudo o que mereço e mais." (Aqui, significa que a
pessoa deseja ou almeja ter tudo o que considera que
merece).
Regência: Pode usar a preposição "a" quando se refere a
querer bem a alguém (como no primeiro exemplo) ou pode ser
direto, sem preposição, como no segundo.
3. Prescindir
Esse verbo significa dispensar ou abrir mão de algo.
Exemplo:
"A vida dos ricos não prescinde de trabalho." (Isso quer
dizer que, mesmo os ricos, precisam de trabalho; não
podem abrir mão dele).
Regência: "Prescindir" exige a preposição "de."
Observação sobre a grafia:
Lembre-se da grafia correta: prescindir tem um "s" e não um
"c".
O que é Regência Nominal?
Regência nominal é o uso de preposições que acompanham
substantivos, adjetivos e advérbios. Esses complementos
geralmente esclarecem ou especificam a ideia expressa pelo
nome.
Exemplos:
1. Substantivos:
Obediência a alguém: "A obediência a Deus é importante."
Aqui, "a" é a preposição que se junta ao substantivo
"obediência."
2. Adjetivos:
Obediente a algo: "Ela é obediente a suas regras."
O adjetivo "obediente" exige a preposição "a" para
esclarecer a quem ou a quê a pessoa é obediente.
3. Advérbios:
Contrariamente a algo: "Ele agiu contrariamente a
expectativa."
O advérbio "contrariamente" também requer a preposição
"a" para indicar a relação.
Crase:
Quando a preposição "a" se junta a um artigo feminino "a(s),"
ocorre o fenômeno da crase, que é a junção das duas letras
"a" em "à" (por exemplo, "obediência à Deus" — mas na
verdade, o correto é "obediência a Deus" sem crase porque
"Deus" é um substantivo masculino).
Importante:
Não há uma regra fixa para quais preposições usar com cada
nome, e muitos verbos e nomes aceitam diferentes
preposições que podem mudar o sentido da frase. Por isso, é
importante aprender cada caso.
Dicas de Estudo:
Em vez de decorar listas longas, procure praticar com frases
e questões, assim você vai entendendo como cada nome se
relaciona com a preposição correta em diferentes contextos.
Isso ajuda a fixar o conhecimento de forma mais natural!
O que é Crase?
A crase é a fusão da preposição "a" com o artigo definido
feminino "a." Isso acontece quando você tem uma expressão
que exige a preposição e, ao mesmo tempo, o substantivo
que vem depois aceita o artigo "a."
O símbolo da crase é o acento grave (à).
Exemplos de Crase:
1. Assisti à novela.
Aqui, "assistir" pede a preposição "a" e "novela" aceita o
artigo feminino "a." Portanto, usamos "à."
2. Estou visando à remuneração.
"Visar" pede a preposição "a" e "remuneração" aceita o
artigo "a," resultando em "à."
3. Esse é o livro ao qual me referi.
Neste caso, "se referir" pede a preposição "a" e "qual" (que
é um pronome) se torna "ao" porque está se referindo a
"livro," que é masculino.
Como Identificar se Deve Haver Crase?
Teste do Artigo: Pergunte se o substantivo após a
preposição "a" aceita o artigo "a."
Exemplo: Aludi ( ) crianças.
Pergunta: "Crianças aceita artigo?" (Sim, "As crianças")
Conclusão: Como "crianças" aceita o artigo feminino, a
resposta é aludi às crianças.
Importância do Artigo:
O artigo definido (o, a, os, as) é usado para se referir a algo
específico e conhecido. Se o termo exige artigo e também a
preposição, isso indica que a crase deve ser usada.
Por exemplo, "a" sem crase é usada quando se refere a algo
de forma mais genérica ou indefinida.
Resumo:
1. A crase ocorre quando há a preposição "a" + artigo feminino
"a."
2. Para saber se deve haver crase, verifique se o substantivo
aceita o artigo feminino "a."
3. Use o teste do artigo para ajudar a identificar a crase em
frases.
Com esses pontos, você deve conseguir entender melhor como
funciona a crase e quando usá-la!
O que é Crase Obrigatória?
A crase obrigatória ocorre quando precisamos usar a fusão da
preposição "a" com o artigo feminino "a." Aqui estão os casos
mais importantes onde a crase é obrigatória:
1. Antes de palavras femininas: Quando a preposição "a" é
exigida e a palavra seguinte é feminina que aceita o artigo
"a."
Exemplo: "Vou à escola." (a + a = à)
2. Antes de locuções prepositivas, conjuntivas e adverbiais
femininas:
Exemplo: "Estava ansiosa à espera de notícias." (à espera)
3. Diante de pronomes possessivos femininos que exigem o
artigo:
Exemplo: "Entreguei o livro à minha amiga." (à minha
amiga)
Importância do Artigo Definido “a”
O artigo "a" ajuda a definir ou especificar um substantivo.
Isso dá um sentido de familiaridade ou conhecimento.
Diferença entre Substantivos Definidos e Indefinidos:
Substantivo Indefinido: Quando não sabemos ou não
estamos nos referindo a algo específico.
Exemplo: "Na praça sempre havia crianças." (aqui
"crianças" é genérico, sem artigo)
Substantivo Definido: Quando sabemos exatamente a que
estamos nos referindo, ou seja, é algo específico ou já
mencionado.
Exemplo: "Após o atentado, as crianças não ficam mais lá."
(aqui "as crianças" se refere a um grupo específico,
conhecido)
Resumo
1. Crase obrigatória é quando a preposição "a" se une ao
artigo "a" antes de palavras femininas que aceitam o artigo.
2. O artigo "a" ajuda a definir substantivos, dando a eles um
sentido de familiaridade.
3. Substantivos podem ser indefinidos (sem artigo, genéricos)
ou definidos (com artigo, específicos).
Com essa explicação, você deve entender melhor a crase
obrigatória e a importância do artigo na definição de
substantivos!
1. Fusão da Preposição e do Artigo
Quando um verbo exige a preposição "a" e a palavra seguinte é
um substantivo feminino que aceita o artigo "a," acontece a
crase (a + a = à).
Exemplo: "Agradei à plateia."
Aqui, "agradei" pede a preposição "a," e "plateia" é um
substantivo feminino que aceita o artigo "a." Assim, a frase
se torna "agradei a + a plateia = à plateia."
2. Pronomes Relativos
Além de substantivos, essa fusão também pode ocorrer com
pronomes que são femininos, como "aquela" ou "a que."
Exemplo: "Dedique-se àquela vida que você gostaria de ter."
Aqui, "dedique-se" pede a preposição "a," e "aquela" é um
pronome que se refere a uma vida específica.
3. Cuidado com o Pronome Demonstrativo
Às vezes, o "a" pode ser um pronome demonstrativo em vez de
um artigo. Nesse caso, ainda usamos a preposição "a" e a crase
continua válida.
Exemplo: "Entre as líderes, segui a de maior experiência."
O "a" aqui é um pronome demonstrativo que se refere à
líder de maior experiência. Podemos entender isso como
"aquela de maior experiência."
4. Uso com o Verbo que Pede Preposição
Quando o verbo pede a preposição "a," podemos também usar
pronomes relativos ou demonstrativos. Aqui estão alguns
exemplos:
Exemplo: "Entre as líderes, obedeci à de maior experiência."
A frase significa "obedeci àquela que tinha maior
experiência."
Exemplo: "Entre as líderes, obedeci à que tinha maior
experiência."
Aqui, "a que" também é equivalente a "aquela que."
5. Observação dos Gramáticos
Alguns gramáticos, como Bechara e Celso Pedro Luft,
consideram que o "a" pode ser interpretado como artigo,
especialmente antes de palavras omitidas. Isso significa que a
interpretação pode variar, mas o uso da crase continua correto.
Resumo
A crase ocorre quando a preposição "a" se junta ao artigo "a"
ou a pronomes femininos, formando "à."
Essa fusão é comum com verbos que pedem a preposição
"a" e com substantivos ou pronomes femininos que aceitam
o artigo "a."
Fique atento ao uso do "a" como pronome demonstrativo,
pois ele também pode causar a crase.
1. Nomes de Lugares e Artigos
A crase depende de o nome do lugar aceitar ou não o artigo
definido "a." Se o nome do lugar é especificado (ou seja,
determinado), então ele terá artigo e, consequentemente,
poderá ocorrer a crase.
Exemplo: "Gosto de Recife."
Aqui, "Recife" é mencionado de forma genérica, sem artigo.
Não há crase porque não estamos falando de uma Recife
específica.
Exemplo: "Vou à Recife que ninguém conhece ainda."
Neste caso, "a Recife" está especificada ("aquela que
ninguém conhece ainda"). Como é um lugar determinado,
usamos a crase: "a + a Recife = à Recife."
2. Macete da Crase
Um truque comum para lembrar quando usar a crase é: "Quem
vai 'a' e volta 'da', crase há. Mas quem vai 'a' e volta 'de',
crase para quê?"
Exemplo: "Quem vai à Bahia, volta da Bahia."
Aqui, a crase é válida porque "Bahia" aceita artigo e é
especificada.
Exemplo: "Quem vai a Brasília, volta de Brasília."
Nesse caso, "Brasília" não aceita artigo, então não usamos
a crase.
3. Nomes que Aceitam e Não Aceitam Artigo
Para determinar se devemos usar a crase, podemos fazer o
teste com frases como:
"*A Recife é uma cidade bela." (estranho)
"*A Brasília é uma cidade cinza." (estranho)
Essas frases ficam estranhas porque esses nomes não aceitam
artigo. Se um lugar não aceita o artigo, não haverá crase.
4. Especificação dos Nomes de Lugares
Quando especificamos um nome de lugar, ele naturalmente se
torna determinado, pedindo o artigo.
Exemplo: "A Bahia é linda."
Aqui, "Bahia" aceita o artigo, então usamos a crase.
Exemplo: "Vou à Bahia curtir o bloco dos concurseiros."
"Bahia" está especificada, então usamos a crase: "Vou a + a
Bahia = à Bahia."
Exemplo: "A Recife que amei não existe mais."
"A Recife amada" se refere a uma Recife específica. Por
isso, usamos a crase.
Exemplo: "Vou à Recife que amei."
Assim como no exemplo anterior, a crase é válida porque
estamos falando de uma Recife específica.
Resumo
A crase ocorre em nomes de lugares quando eles aceitam o
artigo definido "a."
Se o lugar é mencionado de forma genérica, não há crase.
O macete ajuda a lembrar quando a crase é usada, com base
na volta e na aceitação do artigo.
Nomes de lugares podem se tornar determinados, e a crase
aparece quando isso ocorre.
O que são locuções femininas?
Locuções femininas são expressões que têm um “núcleo
feminino” e sempre usam crase, ou seja, o acento grave (à).
Essas locuções podem ter diferentes funções na frase, como
adverbiais, adjetivas ou prepositivas. Vamos ver alguns
exemplos:
Exemplos de locuções femininas com crase:
1. Locução adverbial: indica circunstâncias (tempo, lugar,
modo, etc.).
Exemplo: "Vire à direita depois à esquerda."
Aqui, "à direita" e "à esquerda" estão indicando direções.
2. Locução adverbial de tempo:
Exemplo: "Chegue às duas horas, por favor."
"Às duas horas" indica um tempo específico.
3. Locução adjetiva: descreve uma característica.
Exemplo: "A menina gostava de ficar à toa."
"À toa" significa "sem fazer nada" ou "desocupada".
4. Locução prepositiva: funciona como preposição.
Exemplo: "Estude para não ficar à espera de um milagre."
"À espera" indica a situação de aguardar algo.
5. Locução conjuntiva: conecta orações.
Exemplo: "Seu humor melhorava à medida que lia."
"À medida que" indica uma relação de
proporcionalidade.
Locuções adverbiais com sentido de meio ou instrumento
Algumas expressões que indicam meio ou instrumento também
podem usar crase, mas a crase é facultativa, o que significa que
você pode usar ou não, dependendo do contexto. É melhor
optar pela crase para evitar confusões.
Exemplo: "Desenhei à mão."
Aqui, "à mão" indica o meio pelo qual foi feito o desenho.
Exemplo: "Desenhei a mão."
Isso poderia sugerir que "a mão foi desenhada," mudando
o sentido.
Exceção: A distância
A expressão "a distância" normalmente não usa crase, a menos
que você especifique a distância.
Exemplo sem crase: "Estudo a distância."
Aqui, "distância" é uma ideia geral e não precisa de crase.
Exemplo com crase: "A universidade pública mais próxima
da minha casa fica à distância de 40 km."
Neste caso, "à distância" está especificada, então usamos
crase.
Resumindo:
Locuções femininas sempre têm crase (à).
Expressões de meio ou instrumento podem ter crase, mas
é facultativa.
“A distância” não leva crase, a menos que seja especificada.
Com essas dicas, fica mais fácil saber quando usar a crase em
locuções femininas!
O que é crase?
A crase é a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a".
Para que a crase ocorra, precisamos ter essas duas condições:
1. Haver a preposição "a".
2. Haver o artigo definido "a".
Casos em que a crase é proibida
1. Diante de palavras masculinas ou verbos:
Exemplo: "Paguei meu carro metade à vista e metade a
prazo."
Aqui, "a prazo" não tem crase porque "prazo" é
masculino e não admite artigo feminino. Você não diz "a
menino", certo? O mesmo se aplica aqui.
Exemplo: "Cheguei a duvidar de você."
Novamente, não há crase antes do verbo "duvidar".
2. Diante de formas de tratamento:
Exemplo: "Não fui apresentado a Vossa Excelência."
Não usamos crase porque "Vossa Excelência" é uma
forma de tratamento, não um substantivo que pode ser
precedido por artigo.
Observação: Formas de tratamento como "senhora,"
"senhorita," "doutora," e "madame" admitam crase:
Exemplo: "Enviei a carta às senhoritas."
Neste caso, "senhoritas" aceita artigo, então temos
crase.
3. Diante de pronomes pessoais:
Exemplo: "O ele morreu." ou "A ela é bonita."
Não usamos crase porque pronomes pessoais (como
"ele" e "ela") não aceitam artigo.
4. Diante de pronomes indefinidos e demonstrativos:
A maioria dos pronomes indefinidos e demonstrativos não
aceita crase, mas há exceções:
Exemplo de pronomes que aceitam crase:
Indefinidos: pouca(s), muitas, demais, outra(s), várias
Demonstrativos: aquele(a/s), aquilo, mesma(s),
própria(s)
Exemplo: "Entreguei o presente às
outras/demais/várias/mesmas meninas que encontrei."
Aqui, a crase é usada porque "outras", "demais",
"várias" e "mesmas" aceitam artigo e têm sentido
definido.
Resumo:
Não há crase diante de palavras masculinas, verbos,
pronomes pessoais e certas formas de tratamento.
Crase é permitida antes de formas que aceitam artigo
(como "senhorita") e alguns pronomes indefinidos ou
demonstrativos que começam com "a".
Com essas dicas, você consegue identificar quando a crase é
proibida de forma mais fácil!
O que é crase?
A crase ocorre quando a preposição "a" se une ao artigo
definido feminino "a". Para que a crase aconteça, precisamos
das duas partes: a preposição e o artigo. Se o substantivo for
genérico, não haverá artigo, e, portanto, não haverá crase.
1. Substantivos Genéricos (sem crase)
Quando um substantivo é mencionado de forma geral, não se
usa artigo e, consequentemente, não se usa crase.
Exemplos:
"Nunca doei dinheiro a partido político."
Aqui, "partido político" é mencionado genericamente. Pode
ser qualquer partido, não um específico.
"Nunca doei dinheiro a entidade filantrópica."
"Entidade filantrópica" também é genérico. Refere-se a
qualquer entidade desse tipo.
2. Substantivos Específicos (com crase)
Quando o substantivo é específico e conhecido pelo falante e
pelo contexto, usa-se o artigo, e, por isso, a crase é aplicada.
Exemplos:
"Nunca doei dinheiro ao partido político."
Aqui, "o partido político" refere-se a um partido específico,
já conhecido.
"Nunca doei dinheiro à entidade filantrópica."
"A entidade filantrópica" refere-se a uma entidade
específica que é conhecida.
Resumo das Regras
Sem crase: Quando o substantivo é genérico (sem artigo).
Com crase: Quando o substantivo é específico (com artigo).
Atenção
Apenas porque um substantivo feminino está no singular
não significa que você deve usar crase. O uso da crase
depende do contexto. Se o substantivo é tratado como
genérico, não haverá crase.
Exemplo de confusão:
"Nunca doei dinheiro a entidade filantrópica."
Aqui, "entidade" é genérica, então não há crase.
A crase ocorre quando a preposição "a" se une ao artigo
definido feminino "a". Para que a crase aconteça, precisamos
das duas partes: a preposição e o artigo. Se o substantivo for
genérico, não haverá artigo, e, portanto, não haverá crase.
1. Substantivos Genéricos (sem crase)
Quando um substantivo é mencionado de forma geral, não se
usa artigo e, consequentemente, não se usa crase.
Exemplos:
"Nunca doei dinheiro a partido político."
Aqui, "partido político" é mencionado genericamente. Pode
ser qualquer partido, não um específico.
"Nunca doei dinheiro a entidade filantrópica."
"Entidade filantrópica" também é genérico. Refere-se a
qualquer entidade desse tipo.
2. Substantivos Específicos (com crase)
Quando o substantivo é específico e conhecido pelo falante e
pelo contexto, usa-se o artigo, e, por isso, a crase é aplicada.
Exemplos:
"Nunca doei dinheiro ao partido político."
Aqui, "o partido político" refere-se a um partido específico,
já conhecido.
"Nunca doei dinheiro à entidade filantrópica."
"A entidade filantrópica" refere-se a uma entidade
específica que é conhecida.
Resumo das Regras
Sem crase: Quando o substantivo é genérico (sem artigo).
Com crase: Quando o substantivo é específico (com artigo).
Atenção
Apenas porque um substantivo feminino está no singular
não significa que você deve usar crase. O uso da crase
depende do contexto. Se o substantivo é tratado como
genérico, não haverá crase.
Exemplo de confusão:
"Nunca doei dinheiro a entidade filantrópica."
Aqui, "entidade" é genérica, então não há crase.
Conclusão
O uso da crase deve ser sempre analisado de acordo com o
contexto da frase. Pergunte-se se o substantivo é específico ou
genérico para decidir se a crase deve ser usada.
Crase Proibida
Para haver crase, temos duas condições simultâneas. Se não
houver preposição “a” ou não houver artigo “a” ou um “a” inicial
dos pronomes vistos acima, não há como haver crase. As
proibições derivam dessa noção.
Diante de palavra masculina ou verbo
Ex.: Paguei meu carro metade à vista e metade a prazo.
Ex.: Cheguei a duvidar de você. Se a palavra é masculina, não
pode ter artigo feminino. Simples assim.
Você não diz “a menino”, diz? Então não vá inserir crase diante
de palavra masculina!!!
Diante de formas de tratamento
Ex.: Não fui apresentado a Vossa Excelência.
Atenção: as formas de tratamento senhora, senhorita, doutora,
madame admitem crase, porque poderiam ter artigo feminino
em posição de sujeito.
Vamos fazer aquele teste para ver se aceita artigo: Enviei a carta
(enviar a + as) às senhoritas>> As senhoritas morreram. Enviei a
carta (enviar a + X) a vocês>> As vocês morreram. (Não aceita
artigo)
Obs.: Também não cabe artigo antes de pronome pessoal.
Pense se você escreveria: o ele morreu; a ela é bonita.
Você certamente não usaria esse artigo, certo? Então não pode
haver crase. A maioria dos pronomes não aceita artigo, pois já
trazem em si mesmos sentido definido ou indefinido.
Também se repete muito por aí que não pode haver crase com
pronomes indefinidos nem demonstrativos. Isso não é
totalmente verdade, se o pronome aceitar artigo ou iniciar por
“a”, a crase é possível.
Portanto, pode haver crase antes de: Pronomes indefinidos:
pouca(s), muitas, demais, outra(s) e várias Pronomes
demonstrativos: aquele(a/s), aquilo, mesma(s), própria(s) Ex:
Entreguei o presente às outras/demais/várias/mesmas meninas
que encontrei
Diante de substantivo com sentido geral e indeterminado Se um
substantivo é mencionado genericamente, não poderá ter
artigo definido, pois logicamente o que é definido não pode ser
genérico. Não havendo artigo, não haverá crase também, pois
faltaria uma condição.
Ex.: Nunca doei dinheiro a partido político. (qualquer partido)
Ex.: Nunca doei dinheiro ao partido político. (partido específico,
conhecido do falante e mencionado antes)
Ex.: Nunca doei dinheiro a entidade filantrópica. (qualquer
entidade, genericamente considerada)
Ex.: Nunca doei dinheiro à entidade filantrópica. (entidade
específica, conhecida do falante e mencionada antes)
Observem que nesses casos a omissão da crase não prejudica a
correção gramatical, mas traz mudança no grau de
especificação do substantivo, tornando-o indefinido. Atenção
que essas são as exatas palavras que a banca usa quando cobra
esse ponto.
Cuidado: o fato de haver essa possibilidade não significa que
toda e qualquer crase diante de palavra feminina no singular vai
ser “dispensável”, a possibilidade de usar substantivo como
“genérico” deve ser vista com muita ressalva; quase sempre, se
ocorreu crase é porque o substantivo estava determinado no
contexto. Veja também que o fato de o substantivo estar
acompanhado de algum adjetivo ou determinante não garante
que seja um substantivo “determinado e específico”, como
percebemos no terceiro exemplo: “Nunca doei dinheiro a
entidade filantrópica. (qualquer entidade, genericamente
considerada)”. É o contexto que dirá se o autor usou o
substantivo como específico, familiar, conhecido.
Diante das palavras “casa” e “terra”, se não especificadas Se
não é especificada, não há como haver artigo “definido”. A
ausência do artigo sinaliza o uso não familiar ou genérico da
palavra.
Ex.: A fragata retornou a terra. (terra firme)
Ex.: A fragata retornou à terra prometida. (terra especificada)
Ex.: Vou a casa almoçar e já volto. (casa do falante)
Ex.: Vou à casa de meu pai e já volto. (casa especificada)
Entre palavras repetidas
Ex.: Vou ler uma a uma todas essas apostilas.
Ex.: Nunca fiquei face a face com um escritor.
Após preposição
Ex.: Liberaremos o curso mediante a comprovação do
pagamento.
Ex.: Fui contra a máfia dos sindicatos desde a inauguração.
Obs: é possível haver crase após a preposição “até”, inclusive
esse é um dos casos facultativos.
Antes de “uma”
Ex.: Leve-me a uma unidade desse curso. Se já existe um artigo
indefinido não pode haver um segundo artigo definido ligado ao
mesmo nome. Logo, falta uma condição para a crase.
Contudo, é possível usar crase antes de “uma” em locução
adverbial indicativa de hora exata: Ex: Sairei daqui à uma hora
da tarde, sem atrasos.
Crase Facultativa
Em essência, a crase é facultativa quando o artigo for facultativo
Antes de pronomes possessivos ‘adjetivos’: Antes de um
pronome possessivo adjetivo, isto é, de um pronome possessivo
que “acompanhe” um substantivo feminino, a crase é
facultativa, porque o artigo é facultativo.
Ex.: Levei flores à/a sua mãe.
Ex.: Cedi todos os meus direitos à/a sua filha. Porém, se o
pronome possessivo substituir outro termo que estiver elíptico
(isto é, se for um possessivo substantivo), a crase será
obrigatória.
Ex.: Referi-me à/a minha mãe, não à sua (mãe)
Diante de nomes próprios:
Ex.: Levei flores a/à Cecília.
Após a preposição “até”:
Há uma variante da preposição “até”, que é a locução
prepositiva “até a”.
Por essa razão, a crase é facultativa.
Se “até” tiver sentido de inclusão, não assume essa forma de
locução.
Ex.: Fui até a/à cidade vizinha atrás dessa mulher.
Ex.: Até a bruxa do 71 tinha sentimentos.