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Coordenação e Subordinação em Frases

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5 - Período composto: Coordenação/Subordinação

1. O que é Coordenação?

Na coordenação, temos duas ou mais orações que são


independentes. Cada oração tem sentido completo e não depende da
outra para fazer sentido. Em uma frase coordenada, as orações podem
ser ligadas por conjunções como "e", "mas", "ou", etc.

Exemplo de Coordenação:
Acordei atrasado para o trabalho e saí sem tomar café.
Observe que:
Acordei atrasado para o trabalho tem sentido completo.
Saí sem tomar café também tem sentido completo.
As duas orações são coordenadas e independentes.

2. O que é Subordinação?

Na subordinação, temos uma oração que depende de outra para fazer


sentido. A oração subordinada geralmente complementa ou modifica o
sentido da oração principal.

Exemplo de Subordinação:
Apesar de ter esse contratempo, cheguei ao trabalho no horário.
Aqui:
Cheguei ao trabalho no horário é a oração principal e tem sentido
completo.
Apesar de ter esse contratempo é subordinada, pois precisa da
principal para fazer sentido.

3. O que é Período Misto?

O período misto ocorre quando temos orações coordenadas e


subordinadas juntas. Esse tipo de estrutura é mais complexo, pois
mistura orações independentes e dependentes.

Exemplo de Período Misto:


Assim que saí, percebi que tinha esquecido meu celular porque deixei
em cima da mesa e nem lembrei...
Aqui:
Assim que saí é uma oração subordinada (depende de percebi).
Percebi é a oração principal.
Que tinha esquecido meu celular também é subordinada
(completa o sentido de percebi).
Porque deixei em cima da mesa é subordinada (explica a
anterior).
E nem lembrei é coordenada (independente).

4. Dicas para Contar Orações

Para contar orações em um período:

Conte os verbos: Cada verbo geralmente indica uma oração.


Locuções Verbais: Verbos juntos que formam uma ideia única (ex:
"tentar ser feliz") contam como uma única oração.
Verbos Causativos e Sensitivos: Se eles estiverem seguidos de
outro verbo, formam duas orações, como em "mandei sair" (uma
oração para "mandei" e outra para "sair").

1. O que são Orações Coordenadas?

Orações coordenadas são aquelas que não dependem sintaticamente


uma da outra para fazer sentido. Em outras palavras, cada oração é
independente e completa em si mesma.

Existem dois tipos principais:

Sindéticas: Têm uma conjunção (palavras como "e", "mas", "ou")


que as liga.
Assindéticas: Não têm conjunção para ligar as orações.

As orações coordenadas sindéticas podem ser de diferentes tipos,


dependendo da conjunção que as conecta e da relação entre as ideias.
Vamos ver cada tipo:

2. Tipos de Orações Coordenadas Sindéticas


1. Conclusivas: Expressam uma conclusão ou consequência da oração
anterior.
Conjunções usadas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por
conseguinte, por isso, assim.
Exemplo: Estudei pouco, por conseguinte não passei.
Aqui, a segunda oração ("não passei") é uma conclusão do que
foi dito na primeira ("Estudei pouco").
2. Explicativas: Indicam uma explicação ou justificativa para a oração
anterior.
Conjunções usadas: que, porque, pois (antes do verbo),
porquanto.
Exemplo: Estude muito, porque a prova não será fácil.
A segunda oração explica por que se deve "estudar muito".
3. Aditivas: Adicionam uma ideia à oração anterior.
Conjunções usadas: e, nem (= e não), não só... mas também, não
só... como também, bem como.
Exemplo: Comprei não só frutas, como legumes.
A segunda oração adiciona mais informação sobre o que foi
comprado.
4. Adversativas: Expressam uma oposição ou contraste com a ideia
anterior.
Conjunções usadas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto,
no entanto, não obstante.
Exemplo: Estudei pouco, mas passei no concurso.
A segunda oração contrasta com a expectativa gerada pela
primeira.
5. Alternativas: Oferecem uma alternativa ou escolha.
Conjunções usadas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer,
seja... seja.
Exemplo: Ou você mergulha no projeto, ou desiste de vez.
Aqui, são dadas duas opções: se envolver no projeto ou desistir.

Resumo Simplificado

Conclusiva: conclusão (portanto, logo)


Explicativa: explica (porque, pois)
Aditiva: adiciona (e, também)
Adversativa: oposição (mas, porém)
Alternativa: escolha (ou... ou)

1. O que são Orações Subordinadas Substantivas?

As orações subordinadas substantivas dependem da oração principal


para fazer sentido completo e desempenham uma função típica de
substantivo, como sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento
nominal, entre outras. Geralmente, elas começam com as conjunções
“que” ou “se”.

Uma dica prática: normalmente, você pode substituir uma oração


subordinada substantiva por palavras como "isso", "disso" ou "nisso"
para entender sua função.

2. Tipos de Orações Subordinadas Substantivas

a) Oração Subordinada Substantiva Subjetiva

O que é: Funciona como o sujeito da oração principal.


Exemplo Desenvolvida: É importante que se estude sempre.
Aqui, "que se estude sempre" é o sujeito da oração. Se você
substituir por "isso", a frase ainda faz sentido: "Isso é importante".
Exemplo Reduzida de Infinitivo: É importante estudar sempre.
Na forma reduzida, a oração está no infinitivo (estudar) e não tem
conjunção. A frase continua funcionando como se fosse "Isso é
importante".
Observação: Quando a oração é o sujeito, o verbo fica no singular,
independentemente do conteúdo.

b) Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta

O que é: Atua como o objeto direto de um verbo transitivo direto


na oração principal.
Exemplo Desenvolvida: Disse que ele deveria procurar ajuda.
Aqui, "que ele deveria procurar ajuda" completa o sentido do verbo
"disse". Substituindo por "isso", temos: "Disse isso".
Exemplo Reduzida de Infinitivo: Mandei-o procurar ajuda.
Nesta frase, a forma reduzida é "procurar ajuda", completando o
verbo "mandei".
Detalhe: Em casos como este, o pronome oblíquo "o" age como
sujeito da oração subordinada, o que é raro em português.
Conjunção “Se” em Oração Objetiva Direta: Quando usamos "se",
ela indica incerteza e completa o verbo da oração principal:
Exemplo: Não sei se ele vem.
Substituindo por “isso”: "Não sei isso."
Exemplo com Conjunção Implícita: Às vezes, a conjunção "que"
não aparece, mas a oração ainda é objetiva direta.
Exemplo: Esperamos (que) tomem vergonha os eleitores!
"Esperamos isso", onde o "isso" refere-se a "que tomem
vergonha os eleitores".

1. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta

O que é: Age como objeto indireto de um verbo (completa o verbo


da oração principal com uma preposição).
Exemplo Desenvolvida: Desconfio de que ela conversa com a
tartaruga.
A oração "de que ela conversa com a tartaruga" completa o sentido
do verbo “desconfio” e inclui a preposição “de”.
Exemplo Reduzida de Infinitivo: Insisti em falar com o médico.
Aqui, a oração subordinada é reduzida: “em falar com o médico”
completa o sentido do verbo "insisti" com a preposição “em”.

2. Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal

O que é: Completa o sentido de um nome que exige complemento


(não de um verbo).
Exemplo Desenvolvida: Tenho desconfiança de que ela conversa com
a tartaruga.
A expressão "de que ela conversa com a tartaruga" completa o
nome "desconfiança" com a preposição “de”.
Exemplo Reduzida de Infinitivo: Tenho receio de falar com o médico.
"de falar com o médico" completa o nome “receio”, mantendo a
preposição "de".

Dica: Em provas, é melhor manter a preposição (“de” em “desconfiança


de”), mas saiba que algumas vezes ela pode ser omitida sem mudar o
sentido.

3. Oração Subordinada Substantiva Apositiva

O que é: Atua como aposto, uma explicação ou nomeação de algo


mencionado anteriormente, como em “João, o mecânico, cobra
caro.” Aqui, “o mecânico” é o aposto de “João”.
Exemplo Desenvolvida: Tenho um sonho: que eu passe logo no
concurso.
A oração "que eu passe logo no concurso" explica o “sonho”.
Exemplo Reduzida de Infinitivo: Tenho um sonho: passar logo no
concurso.
Aqui, a oração apositiva está na forma reduzida: "passar logo no
concurso" ainda explica o “sonho”.

1. Oração Subordinada Substantiva Predicativa

O que é: É uma oração que funciona como predicativo do sujeito


(ou seja, diz algo sobre o sujeito).
Exemplo Desenvolvida: A intenção é que eu gabarite a prova.
Nesse caso, "que eu gabarite a prova" é o predicativo que atribui
uma característica à intenção.
Exemplo Reduzida de Infinitivo: A intenção é gabaritar a prova.
A oração reduzida "gabaritar a prova" ainda atribui um predicativo
à intenção.

Observação importante:

Quando a oração principal inclui um artigo (como “O” ou “A”) antes


do verbo, a oração será classificada como Predicativa. Exemplo: O
certo é que todos querem passar.
Sem o artigo, a oração passa a ser uma Subjetiva: Certo é que todos
querem passar.

2. Oração Subordinada Substantiva de Agente da Passiva

O que é: Age como agente da passiva (aquele que executa a ação


em uma oração na voz passiva).
Exemplo: As vagas foram conquistadas por quem se preparou.
Aqui, "por quem se preparou" é o agente da passiva, indicando
quem foi responsável por “conquistar as vagas”.

3. Orações Subordinadas Substantivas Justapostas

O que é: São orações que não têm conjunção ligando-as à oração


principal, mas aparecem ao lado de pronomes ou advérbios
interrogativos (como quem, quanto, como, onde, quando, por que),
que introduzem a oração subordinada.
Exemplo: Ignoro quem economizou.
Nessa frase, "quem economizou" é uma oração justaposta que
completa o sentido do verbo "ignoro" sem uso de uma conjunção,
apenas sendo ligada pelo pronome "quem".
Outros exemplos:
Falava a quem quisesse ouvir. — Oração subordinada substantiva
justaposta iniciada por "quem".
Descobri quando ele começou a desconfiar. — "quando ele começou a
desconfiar" completa o sentido de “descobri” e é introduzida pelo
advérbio interrogativo “quando”.

As orações subordinadas adjetivas têm a função de adjetivar ou


qualificar um substantivo da oração principal. Elas são introduzidas
por pronomes relativos (como que, o qual, cujo, etc.) e têm como
característica se referirem diretamente ao substantivo antecedente,
funcionando como um adjunto adnominal. As orações subordinadas
adjetivas podem ser classificadas em restritivas ou explicativas.

1. Oração Subordinada Adjetiva Restritiva


O que é: Qualifica ou delimita um substantivo de forma que ele se
destaca entre outros do mesmo grupo. Ela é usada sem vírgulas e
restringe o grupo, focando em uma parte específica.
Exemplo: Meu aluno que mora no interior estuda on-line.
Aqui, a oração "que mora no interior" limita o grupo de "meus
alunos" para indicar um aluno específico, aquele que mora no
interior. Ou seja, há outros alunos, mas só esse que mora no
interior estuda online.
Uso: Sem vírgulas, indicando uma característica necessária para
identificar o sujeito.

2. Oração Subordinada Adjetiva Explicativa

O que é: Acrescenta uma informação extra sobre o substantivo,


sem restringir seu sentido. É uma ampliação, que ajuda a esclarecer,
mas sem delimitar ou separar o substantivo em um grupo específico.
Exemplo: Meu aluno, que mora no interior, estuda on-line.
A oração "que mora no interior" aqui apenas acrescenta uma
informação adicional sobre o aluno, mas não o separa de outros
alunos. Dá a entender que há apenas um "meu aluno" e que ele
estuda online.
Uso: Com vírgulas, e adiciona um detalhe que não é essencial para
definir o substantivo.

Diferença entre Restritiva e Explicativa

A diferença entre as orações restritiva e explicativa está na


presença ou ausência de vírgulas e no sentido que elas trazem:

Restritiva (sem vírgula): Restringe o sentido do substantivo a um


grupo específico.
Exemplo: O menino cansado foi dormir. — Indica um menino
específico, aquele que estava cansado.
Explicativa (com vírgula): Dá uma informação extra, sem restringir.
Exemplo: O menino, cansado, foi dormir. — Apenas explica que o
menino (único ou já identificado) estava cansado.
Casos de Restrição Impossível

Há situações em que não é possível usar uma oração adjetiva


restritiva porque o substantivo já é individualizado, único, como é o
caso de nomes próprios ou termos específicos.

Exemplo com Nome Próprio: Machado de Assis, que escreveu Quincas


Borba, era um gênio.
Aqui, não faz sentido restringir “Machado de Assis”, pois só há um.
Então, a vírgula é necessária.
Outro Exemplo: O romance "O Guarani", de José de Alencar, narra as
aventuras do índio Peri.
Aqui, "O Guarani" com vírgulas indica um romance específico, o
único "O Guarani" de José de Alencar. Se tirássemos as vírgulas,
pareceria que há vários romances chamados “O Guarani” e que
apenas o de José de Alencar tem aventuras do índio Peri.

As orações subordinadas adverbiais temporais e concessivas trazem


informações que complementam a oração principal, mas cada uma
cumpre um papel específico. Vamos ver cada uma:

1. Oração Subordinada Adverbial Temporal

Indica tempo, respondendo “quando” a ação ocorre em relação à


oração principal. São introduzidas por conjunções como quando,
enquanto, antes que, depois que, logo que, assim que, etc.

Exemplo: Assim que ela chegar, conte toda a verdade.


Explicação: A ação de "contar toda a verdade" vai acontecer
assim que "ela chegar" — indicando o momento em que ocorre
a ação principal.

2. Oração Subordinada Adverbial Concessiva

Indica concessão, ou seja, apresenta uma situação contrária à


esperada. Mesmo que haja um obstáculo, a ação acontece. Usam
conjunções como embora, mesmo que, ainda que, por mais que,
posto que, não obstante, etc. O verbo costuma estar no subjuntivo.
Exemplo: Embora fosse mulato, gago e epilético, Machado de Assis
fundou a Academia Brasileira de Letras.
Explicação: A concessão aqui está em “embora fosse mulato, gago
e epilético”. Apesar dessas características (que poderiam ser vistas
como obstáculos), Machado de Assis fundou a Academia.

Observação sobre o Uso de "Não Obostante" e Locuções Prepositivas

"Não obstante" pode aparecer em dois contextos:


Conjunção concessiva com verbo no subjuntivo (Ex: Não
obstante tenha medo, nunca deixo de tentar.).
Conjunção adversativa com verbo no indicativo (Ex: Estudei
pouco, não obstante fui aprovado.).
Quando usamos locuções prepositivas concessivas, como apesar de,
o verbo deve estar no infinitivo:
Exemplo: Apesar de ser engenheiro, errava todas as contas.
Isso tem o mesmo sentido de concessão, mas com o verbo
adaptado para o infinitivo em vez do subjuntivo.

Essas orações trazem ao texto uma camada adicional de tempo e


concessão, contribuindo para a riqueza dos significados.

A Oração Subordinada Adverbial Final traz uma ideia de finalidade


ou propósito em relação à ação da oração principal. É como se
respondesse à pergunta “para quê?” e indica o motivo ou objetivo pelo
qual a ação principal ocorre. Ela é introduzida por conjunções como
para que, a fim de que, de modo que, de sorte que, e porque (nesse
caso, com o sentido de “para que”).

Exemplos e Explicação:

1. Exemplo: Dou exemplos para que você entenda tudo.


Explicação: A finalidade de "dar exemplos" é ajudar você a
"entender tudo". Ou seja, a oração "para que você entenda tudo"
explica o propósito de dar exemplos.
2. Exemplo: Estude todo dia a fim de que acumule conhecimento ao longo
do mês.
Explicação: A finalidade de "estudar todo dia" é "acumular
conhecimento". A expressão a fim de que mostra o objetivo da
ação.
3. Exemplo: Fiz o que pude porque você passasse logo.
Explicação: Aqui, porque tem o sentido de "para que", indicando
a finalidade. O propósito de “fazer o que pude” era "que você
passasse logo".

Essas orações expressam o motivo pelo qual a ação é realizada,


enriquecendo o sentido da frase ao adicionar um objetivo específico

Oração Subordinada Adverbial Proporcional

Essas orações indicam uma relação de proporcionalidade com a ação


da oração principal. Ou seja, à medida que uma coisa acontece, outra
acontece em proporção. As conjunções mais comuns são à medida
que, quanto mais e quanto menos.

Exemplos:

1. Quanto mais eu rezo, mais assombrações me aparecem.


Aqui, existe uma relação direta: quanto mais uma coisa acontece
(rezar), mais a outra coisa também acontece (aparecer
assombrações).
2. À medida que o tempo passa, a confiança vai aumentando.
Neste caso, conforme o tempo passa, a confiança aumenta
proporcionalmente.

Oração Subordinada Adverbial Comparativa

Essas orações fazem uma comparação com a oração principal.


Geralmente, usa-se como, tanto quanto, tal qual, etc. É comum que o
verbo fique subentendido (implícito) porque é o mesmo da oração
principal.

Exemplos:

1. Essa matéria é mais fácil do que a que estudamos ontem.


Comparação entre duas matérias: a matéria atual é mais fácil em
relação à de ontem.
2. Ele estuda tanto quanto seu tio médico (estuda).
Aqui comparamos o estudo de "ele" com o estudo do tio. O verbo
"estuda" está subentendido na segunda parte.

Oração Subordinada Adverbial Conformativa

Essas orações mostram que a ação ocorre de acordo com algo já


planejado ou previsto. As conjunções mais usadas são como,
conforme, consoante, segundo.

Exemplos:

1. A prova se desenrolou como tínhamos treinado!


A prova aconteceu do jeito que foi treinado.
2. Tudo correu conforme o que planejamos.
As coisas aconteceram de acordo com o plano.

Essas orações são uma forma de mostrar que algo acontece em uma
proporção, comparação ou em conformidade com outra ação ou fato.

1. Definições Básicas

Período Composto: É aquele que contém mais de uma oração. As


orações podem ser:

Independentes (orações coordenadas).


Dependentes (orações subordinadas).

As orações subordinadas se dividem em:

1. Substantivas: Introduzidas por conjunções integrantes e


substituíveis por "isto".
Exemplo: É importante que você estude.
2. Adjetivas: Introduzidas por pronomes relativos, referem-se a um
substantivo anterior.
Exemplo: O livro que você me deu é interessante.
3. Adverbiais: Introduzidas por conjunções subordinativas, têm valor
de advérbio e indicam circunstâncias (tempo, causa, condição, etc.).
Exemplo: Vou sair se você terminar.

2. Oração Reduzida vs. Oração Desenvolvida

Orações Desenvolvidas:

Contêm conjunções ou pronomes relativos.


O verbo está sempre conjugado.

Exemplo:

Quando me vi, não me cumprimente! (conjunção "quando" + verbo


conjugado "vi").

Orações Reduzidas:

Não têm conectivos e o verbo aparece em forma nominal:


infinitivo, gerúndio ou particípio.

Exemplo:

Ao me ver, não me cumprimente! (verbo no infinitivo "ver", sem


conjunção).

3. Como Converter entre Orações

De Reduzida para Desenvolvida

1. Insira uma conjunção ou pronome relativo.


2. Conjugue o verbo.

Exemplos:

Ao me ver, não me cumprimente! ➜ Quando me vi, não me


cumprimente!
Vi alguém chorando! ➜ Vi alguém que chorava.

De Desenvolvida para Reduzida

1. Remova a conjunção ou pronome relativo.


2. Coloque o verbo na forma nominal.

Exemplos:

Quando cheguei, você saiu. ➜ Chegando, você saiu.


Ela que está fazendo o trabalho. ➜ Ela fazendo o trabalho.

4. Tipos de Orações Subordinadas

4.1. Subordinadas Substantivas

Exercem funções de substantivo.

Subjetivas: É necessário que estudemos.


Objetivas Diretas: Ela disse que viria.
Objetivas Indiretas: Agradeço por você ter vindo.
Predicativas: A única maneira de aprender é estudando.
Completivas Nominais: Ele tinha medo de falhar.
Apositivas: A decisão é difícil: estudar ou não.

4.2. Subordinadas Adjetivas

Referem-se a um substantivo e são introduzidas por pronomes


relativos.

Exemplo: O filme que assistimos é bom. ➜ Assistimos a um filme


interessante.

4.3. Subordinadas Adverbiais

Indicando circunstâncias como tempo, causa, condição, etc.

Causais: Não fui ao parque porque chovia.


Concessivas: Mesmo que chova, irei ao parque.
Consecutivas: Ele estudou tanto que passou no teste.
Condicionais: Se você estudar, passará.
Finais: Estudo para passar no concurso.
Temporais: Quando chegar, avise.

5. Estruturas Comuns de Orações Reduzidas


1. Ao + infinitivo (tempo):

Ao chegar, avise.

2. A + infinitivo (condição):

A persistirem os sintomas, consulte um médico.

3. Por + infinitivo (causa):

Por ser muito capacitado, ganhava bem.

4. Sem + infinitivo (concessão):

Sem se preparar, passou no concurso.

6. Exemplos de Conversão

Exemplo de Oração Reduzida para Desenvolvida

Reduzida: Terminando o trabalho, fui para casa.


Desenvolvida: Assim que terminei o trabalho, fui para casa.

Exemplo de Oração Desenvolvida para Reduzida

Desenvolvida: Assim que terminar o trabalho, irei para casa.


Reduzida: Terminando o trabalho, irei para casa.

7. Dicas Importantes

Tempo e voz verbal: Ao converter, mantenha a correlação do tempo


e a voz do verbo.
Expressões fixas: Algumas reduções são fixas e não podem ser
facilmente transformadas, como:
Não há mais tentar ou negociar agora.
Ele, além de ser bonito, era gentil.

Resumo Final

Orações desenvolvidas têm conectivos e verbos conjugados;


reduzidas não têm conectivos e usam formas nominais.
A conversão de uma forma para outra envolve a adição ou remoção
de conectivos e a conjugação do verbo.
Existem diferentes tipos de orações subordinadas que
desempenham funções específicas na frase.

O paralelismo sintático é um conceito importante na escrita e na


oratória, pois promove clareza e fluidez ao estabelecer uma estrutura
similar para ideias relacionadas. Vamos desmembrar suas principais
características, exemplos e dicas práticas para garantir que você escreva
de forma correta e eficaz.

1. Definição de Paralelismo Sintático

Paralelismo Sintático refere-se ao uso de estruturas semelhantes ou


idênticas em frases e orações que têm funções sintáticas equivalentes.
Isso torna o texto mais coeso e fácil de entender. A norma culta
recomenda que apenas elementos que têm a mesma função sintática
sejam coordenados.

2. Estruturas Paralelas

O paralelismo pode ocorrer em diversos níveis, incluindo:

Substantivos: Gosto de maçãs e laranjas.


Adjetivos: Ele é inteligente e dedicado.
Verbos: Fui ao cinema e assisti ao filme.
Advérbios: Ela fala rápido e claramente.
Orações: Ele estuda e trabalha ao mesmo tempo.

3. Exemplos de Falta de Paralelismo

Quando as estruturas não são equivalentes, temos uma falta de


paralelismo. Vamos analisar alguns exemplos:

Exemplo 1:

Falta de paralelismo: Tenho um primo inteligente e que tem muito


dinheiro.
Análise: O primeiro termo é um adjetivo (inteligente), enquanto o
segundo é uma oração adjetiva (que tem muito dinheiro).
Correção: Tenho um primo inteligente e rico. ou Tenho um primo que
é inteligente e que é rico.

Exemplo 2:

Falta de paralelismo: Estudo por estar desempregado e porque aspiro


a uma vida melhor.
Análise: O primeiro segmento é uma oração reduzida, e o
segundo é uma oração desenvolvida.
Correção: Estudo por estar desempregado e por aspirar a uma vida
melhor. (ambos em forma de oração reduzida) ou Estudo porque
estou desempregado e porque aspiro a uma vida melhor. (ambos em
forma de oração desenvolvida).

4. Estruturas Simétricas e Conectivos

Os conectivos aditivos (como e, nem) e as correlações (como não


só/somente... mas também, tanto... quanto) são essenciais para
manter o paralelismo:

É necessário que você estude e revise. (duas orações em paralelo).


Não só trabalho, como estudo. (duas orações em paralelo).
Comprei não só frutas, mas também legumes. (duas orações em
paralelo).

5. Exemplos de Coordenação Sem Paralelismo

Exemplo 1:

Não gosto de chuva nem de que faça sol.


Análise: O primeiro elemento é um substantivo, e o segundo é
uma oração, o que fere o paralelismo.

Exemplo 2:

Ricardo enriqueceu com investimentos arriscados, isto é, negociando


ações na bolsa de valores.
Análise: O primeiro termo é uma expressão nominal, e o segundo
é uma oração, ferindo o paralelismo.
Correção: Ricardo enriqueceu com investimentos arriscados, isto é,
com negociações de ações na bolsa de valores.

6. Importância do Paralelismo

O paralelismo é crucial porque:

Clareza: Facilita a compreensão ao apresentar ideias de forma


organizada.
Ritmo: Cria um fluxo mais agradável à leitura.
Ênfase: Destaca a relação entre as ideias.

7. Dicas para Praticar o Paralelismo

Identifique as funções sintáticas: Antes de coordenar elementos,


verifique se eles têm a mesma função.
Use conectivos corretamente: Escolha conectivos aditivos
apropriados para manter a estrutura paralela.
Reescreva frases que falhem no paralelismo: Sempre que
identificar uma falta de paralelismo, tente reescrever a frase de
forma que as estruturas se tornem equivalentes.

8. Prática

Tente identificar e corrigir as seguintes frases:

1. Gosto de correr e nadar, e que você cozinhe.


2. Ela é bonita, educada e que sempre ajuda os amigos.
3. Ele gosta de ler e de escrever, e também gosta de dançar.

Respostas:

1. Gosto de correr, nadar e cozinhar.


2. Ela é bonita, educada e sempre ajuda os amigos.
3. Ele gosta de ler, escrever e dançar.

O paralelismo é uma ferramenta poderosa na construção de frases e


textos claros e eficazes. Se precisar de mais exemplos ou
esclarecimentos, estou à disposição!

Ótimo, vamos analisar os exemplos que você trouxe, abordando a


importância do paralelismo nas frases, especialmente em relação à
concordância, regência e crase. O paralelismo é essencial para garantir
que as estruturas que você usa sejam consistentes, evitando confusões
e melhorando a clareza do texto. Vamos revisar cada um dos exemplos
que você mencionou.

1. Análise do Paralelismo em Exemplos de Provas

Exemplo 1:

Frase: Os empregados daquela firma planejam nova manifestação pública


e interditar o acesso pelo viaduto principal da cidade.

Análise:

Problema: O primeiro complemento de "planejam" (nova


manifestação pública) tem forma nominal, enquanto o segundo
complemento (interditar o acesso) tem a forma de uma oração.
Correção: Para manter o paralelismo, você pode usar a mesma
forma para ambos os complementos:
Os empregados daquela firma planejam uma nova manifestação
pública e uma interdição do acesso pelo viaduto principal da cidade.
Ou: Os empregados daquela firma planejam interditar o acesso pelo
viaduto principal da cidade e realizar uma nova manifestação
pública.

Exemplo 2:

Frase: Mande-me tudo que conseguir sobre as manobras de minha tia e se


meu tio encontrou os documentos que procurava.

Análise:

Problema: O segundo termo coordenado (se meu tio encontrou os


documentos que procurava) não se encaixa como complemento de
"mande-me".
Correção: Como sugerido, você pode incluir um verbo que aceite
ambos os complementos:
Descubra tudo que conseguir sobre as manobras de minha tia e
(descubra) se meu tio encontrou os documentos que procurava.

Exemplo 3:

Frase: Esse é o contrato que assinei e concordei.

Análise:

Problema: O verbo "concordar" exige preposição ("com"), enquanto


"assinar" pede um objeto direto.
Correção: Para manter a coerência:
Esse é o contrato que assinei e com que concordei.

2. Mais Exemplos de Paralelismo

Exemplo 4:

Frase: O tumulto começava na esquina de minha rua e que era perto dos
gabinetes do ministro e do secretário.

Análise:

Problema: O primeiro adjunto adverbial (na esquina de minha rua) é


uma estrutura nominal, enquanto o segundo (que era perto dos
gabinetes do ministro e do secretário) é uma oração adjetiva.
Correção: Para melhorar a fluidez e o paralelismo:
O tumulto começava na esquina de minha rua e perto dos gabinetes
do ministro e do secretário.

3. Dicas para Evitar Falhas de Paralelismo

Mantenha a mesma forma gramatical: Quando você coordena


termos, assegure-se de que todos têm a mesma estrutura (nomes
com nomes, orações com orações, etc.).
Verifique a regência: Certifique-se de que os complementos se
adequem aos verbos em termos de regência. Isso evita confusões e
torna a frase mais coesa.
Reescreva para clarificar: Se perceber que uma frase não tem
paralelismo, experimente reescrevê-la com um novo verbo ou uma
nova estrutura que mantenha a consistência.

4. Prática

Tente identificar e corrigir as seguintes frases para que fiquem


paralelas:

1. Ela gosta de correr e dançar, e que você cozinhe para nós.


2. O aluno estudou para a prova e que revisou a matéria.
3. Ele se interessa por matemática e que sempre tira boas notas.

Respostas:

1. Ela gosta de correr, dançar e cozinhar para nós.


2. O aluno estudou para a prova e revisou a matéria.
3. Ele se interessa por matemática e sempre tira boas notas.

Conclusão

O paralelismo sintático é uma ferramenta poderosa para melhorar a


clareza e a qualidade do seu texto. Lembre-se sempre de verificar a
consistência nas estruturas que você utiliza. Se precisar de mais
exemplos ou quiser discutir mais sobre o tema, estou aqui para ajudar!

O paralelismo semântico se refere à coerência de sentido entre os


elementos que estão sendo coordenados em uma frase. Ele é
importante para garantir que a mensagem transmitida faça sentido e
que as ideias apresentadas estejam interligadas. Vamos explorar isso
mais a fundo com exemplos e explicações detalhadas.

1. O Que é Paralelismo Semântico?

O paralelismo semântico ocorre quando os termos ou ideias que estão


sendo comparados ou coordenados possuem uma relação lógica e
coerente entre si. Quando não há essa relação, a frase pode parecer
estranha ou incoerente.
2. Exemplos de Paralelismo Semântico

Exemplo 1:

Frase: O policial fez duas operações: uma no Morro do Juramento e outra


no pulmão.

Análise: Embora a estrutura seja paralela (duas operações), não há


coerência entre os elementos coordenados. Um se refere a um local
geográfico e o outro a um órgão do corpo. A frase é incoerente
porque não se pode ligar logicamente uma operação em um morro e
uma cirurgia em um pulmão.

Exemplo 2:

Frase: Heber tem um carro a diesel e um carro nacional.

Análise: Aqui, a relação entre "a diesel" e "nacional" não é coerente.


A correlação ideal seria entre duas características similares, como um
carro nacional e um importado, ou um carro a diesel e um a álcool.

Exemplo 3:

Frase: Rodrigo é gentil e técnico de informática.

Análise: Nesse caso, há uma ruptura semântica ao correlacionar


uma qualidade pessoal (gentil) com uma profissão (técnico de
informática). Não faz sentido listar uma característica pessoal ao
lado de uma função profissional como se fossem do mesmo nível
semântico.

3. Exemplos de Justificativa Contextual

É importante notar que, em alguns casos, essa incoerência aparente


pode ser justificada por uma lógica interna do contexto.

Exemplo Clássico de Machado de Assis:

Frase: Marcela amou-me durante quinze dias e onze contos de réis.


Análise: Aqui, a relação entre uma medida de tempo (quinze dias) e
uma quantia de dinheiro (onze contos de réis) causa estranhamento,
mas o sentido implícito é que ambos representam o "preço" do amor
de Marcela, que era interesseira.

Outro Exemplo Clássico:

Frase: Gastei trinta dias para ir do Rócio Grande ao coração de Marcela.

Análise: À primeira vista, parece incoerente comparar um lugar


físico (Rócio Grande) com um "coração" metafórico. No entanto, se
considerarmos "coração" como um "ponto de chegada" ou
"objetivo", a aparente incoerência se desfaz.

4. Importância do Paralelismo Semântico

A ausência de paralelismo semântico não torna a frase


automaticamente errada, mas pode dificultar a compreensão ou
transmitir uma mensagem confusa. O paralelismo é mais uma diretriz
estilística do que uma regra gramatical rígida, contribuindo para a
harmonia e fluidez do texto.

5. Como Avaliar Paralelismo em Provas

Ao analisar questões de provas sobre paralelismo semântico, é


importante:

1. Identificar a Relação: Verifique se os elementos coordenados


possuem uma relação lógica. Eles estão no mesmo nível semântico?
2. Contexto: Considere o contexto da frase. Existe uma lógica que
justifica a aparente incoerência?
3. Reescritura: Se perceber que a frase carece de paralelismo
semântico, pense em como você poderia reescrevê-la para torná-la
mais coerente.

6. Conclusão

O paralelismo semântico é fundamental para a clareza e coerência das


ideias em um texto. Embora não seja uma regra gramatical obrigatória,
sua presença torna a comunicação mais efetiva. Ao se preparar para
questões de provas, pratique identificar e corrigir frases que faltem com
o paralelismo semântico, além de explorar contextos que possam
justificar certas escolhas. Se precisar de mais exemplos ou tiver outras
dúvidas, fique à vontade para perguntar!

Claro! Vamos explorar as diversas funções da palavra "que" na língua


portuguesa, com exemplos e explicações de cada uso. A palavra "que" é
extremamente versátil e pode desempenhar diferentes papéis
dependendo do contexto.

Funções da Palavra "Que"

1. Preposição Acidental
Exemplo: Primeiro que tudo, tenho que passar na prova.
Análise: Aqui, "que" é usado como uma preposição acidental,
conectando a ideia da sequência de ações.
2. Pronome Relativo
Exemplo: O aluno que estuda passa.
Análise: "Que" refere-se a "aluno" e introduz uma oração relativa
que fornece mais informações sobre o sujeito.
3. Pronome Indefinido
Exemplo: Sei que (quais) intenções você tem com minha filha.
Análise: Neste caso, "que" indica indeterminação, equivalendo a
"quais".
Outros Exemplos:
Que ideia mais descabida!
Que mulher tinhosa, hein!
Análise: Aqui, "que" expressa uma ideia exclamativa.
4. Pronome Interrogativo
Exemplo: (O) Que houve aqui?
Análise: "Que" é utilizado como um pronome interrogativo para
perguntar sobre uma situação.
Interrogativa Indireta: Não sei que (quais) intenções você tem com
minha filha.
Análise: Neste caso, é uma pergunta indireta, que não requer o
uso de um ponto de interrogação.
5. Substantivo
Exemplo: Essa mulher tem um quê de cigana.
Análise: "Qüê" (sempre acentuado) refere-se a uma qualidade ou
traço distintivo.
6. Advérbio de Intensidade
Exemplo: Que chato!
Análise: Aqui, "que" intensifica o adjetivo "chato", expressando
uma forte emoção.
7. Interjeição
Exemplo: Que! Não acredito que fez isso!
Análise: Utilizado como interjeição, "que" expressa surpresa ou
admiração.
8. Partícula Expletiva
Exemplo: Você é que manda.
Análise: A palavra "que" pode ser retirada sem afetar a estrutura
da frase, servindo apenas para enfatizar a ideia.
Outros Exemplos:
Fui eu que te sustentei, seu ingrato!
Quase que caí da varanda. Que trágico que seria.
Naturalmente que disse sim.
Análise: Nesses casos, "que" dá ênfase ou realce à frase.
9. Conjunção Explicativa
Exemplo: Estude, que o edital já vai sair.
Análise: "Que" aqui estabelece uma relação de explicação entre as
duas orações.
10. Conjunção Alternativa
Exemplo: Que chova, que faça sol, irei à praia.
Análise: "Que" é usado como uma alternativa, indicando que não
importa as condições climáticas, a ação de ir à praia será mantida.

Resumo

A palavra "que" tem diversas funções na língua portuguesa, e entender


seu uso correto pode ajudar a melhorar a fluência e a clareza na
comunicação. Aqui estão algumas dicas para reconhecer suas funções:

Contexto: Sempre observe o contexto em que "que" está inserido.


Isso ajudará a determinar sua função.
Análise Sintática: Tente identificar se "que" está introduzindo uma
oração, funcionando como um pronome, ou se é apenas uma
partícula de ênfase.
Prática: Ler e praticar exemplos ajuda a fixar essas funções na
mente.

Vamos analisar as diferentes funções de "que" como conjunção,


categorizando-as conforme o tipo de relação que estabelecem entre as
orações. Aqui estão as funções mencionadas, com exemplos e
explicações:

Tipos de Conjunções com "Que"

1. Conjunção Adversativa
Exemplo: Culpem todos, que não a mim!
Análise: Aqui, "que" introduz uma ideia oposta à anterior,
significando "mas não a mim". As conjunções adversativas
expressam uma oposição ou contraste entre duas ideias.
2. Conjunção Aditiva
Exemplo: Você fala que fala, hein, meu amigo!
Análise: Neste caso, "que" acrescenta uma informação à ideia
anterior, funcionando de forma semelhante a "e".
3. Conjunção Consecutiva
Exemplo: Bebi tanto que passei mal.
Análise: "Que" aqui indica uma consequência do que foi
mencionado antes. A ideia é que a ação de "beber tanto" resultou
em "passar mal".
Outro Exemplo: Ele não sai à rua que não encontre um amigo.
Análise: Aqui, "que" sugere uma consequência que não se
concretiza, significando "sem encontrar um amigo".
4. Conjunção Comparativa
Exemplo: Estudo mais (do) que você.
Análise: "Que" é usado para fazer uma comparação entre o ato de
estudar de duas pessoas. O "do" é facultativo, mas pode reforçar a
comparação.
5. Conjunção Final
Exemplo: Estudo para que meu filho tenha uma vida melhor.
Análise: "Que" introduz uma oração que expressa a finalidade da
ação de estudar.
Outro Exemplo: Faço votos que sejas feliz!
Análise: Aqui, a conjunção introduz o desejo expresso na oração.
6. Conjunção Concessiva
Exemplo: Estude constantemente, pouco que seja.
Análise: "Que" aqui indica uma concessão, significando "ainda que
pouco". A ideia é que, mesmo que se estude pouco, ainda assim é
importante.
7. Conjunção Temporal
Exemplo: Agora que eu ia viajar, chove.
Análise: "Que" introduz uma oração temporal que explica o
momento em que a ação ocorre.
8. Conjunção Integradora
Exemplo: Quero que você se exploda!
Equivalente a: Quero [ISTO].
Análise: "Que" introduz uma oração substantiva que pode ser
substituída por um pronome ou expressão equivalente.
Outro Exemplo: É preciso que estudemos.
Equivalente a: É preciso [ISTO].
Análise: Neste caso, "que" também introduz uma oração
substantiva.

Resumo

As conjunções desempenham papéis fundamentais na ligação de ideias


e na construção de sentido nas frases. Compreender a função de "que"
como conjunção é importante para entender a relação entre as ideias
que expressamos.

Dicas para Identificar Conjunções


Identifique a Relação: Pergunte-se qual relação a oração
subordinada estabelece com a oração principal (oposição, adição,
consequência, etc.).
Analise o Contexto: O contexto em que "que" é utilizado pode
ajudar a determinar sua função específica.
Pratique: Ler textos e identificar as conjunções pode ajudar a
reforçar esse conhecimento.

Se precisar de mais informações ou exemplos, estou aqui para ajud

Vamos analisar as orações substantivas introduzidas por conjunções


integrantes, como "que" e "se", e suas funções sintáticas. Essas orações
desempenham papéis importantes dentro das frases e são
frequentemente substituídas pela expressão "isto".

Oração Substantiva

As orações substantivas são aquelas que atuam como um substantivo


dentro de uma frase. Elas podem desempenhar funções como sujeito,
objeto direto, objeto indireto ou complemento nominal. Vamos ver
alguns exemplos e suas análises:

1. Exemplo: Estava claro [que ele era preguiçoso].


Substituição: Estava claro [ISTO].
Função: A oração [que ele era preguiçoso] atua como sujeito da
oração principal, indicando o que estava claro.
2. Exemplo: Quero [que você se exploda!].
Substituição: Quero [ISTO].
Função: A oração [que você se exploda] atua como objeto direto,
pois responde à pergunta "O que eu quero?".
3. Exemplo: Não sei [se ele estuda seriamente!].
Substituição: Não sei [ISTO].
Função: A oração [se ele estuda seriamente] também é objeto
direto da ação de saber, pois responde à pergunta "O que eu não
sei?".
4. Exemplo: Discordo [de que eles aumentem impostos].
Substituição: Discordo [DISTO].
Função: A oração [de que eles aumentem impostos] tem a função de
objeto indireto, porque a preposição "de" exige um
complemento.
5. Exemplo: A certeza [de que vou passar na prova] me alivia.
Substituição: A certeza [DISTO] me alivia.
Função: A oração [de que vou passar na prova] atua como
complemento nominal, já que ela complementa o substantivo
"certeza". Nesse caso, o complemento preposicionado indica o
conteúdo da certeza.

Detalhe Importante: O "Se"

O pronome "se" também pode funcionar como conjunção


integrante, introduzindo orações que podem ser substituídas por
"isto". Por exemplo, na frase Não sei [se ele estuda seriamente], a
oração [se ele estuda seriamente] funciona como objeto direto, assim
como as outras orações substantivas.

Resumo das Funções Sintáticas

Sujeito: Quando a oração substantiva responde à pergunta "o que?"


em relação ao verbo principal.
Objeto Direto: Quando a oração substantiva responde à pergunta
"o que?" ou "quem?" em relação ao verbo transitivo.
Objeto Indireto: Quando a oração substantiva está ligada a um
verbo que exige preposição.
Complemento Nominal: Quando a oração substantiva
complementa um substantivo, geralmente introduzido por
preposição.

Dicas para Identificação

1. Substituição por "isto": Verifique se a oração pode ser substituída


por "isto" sem alterar o sentido geral.
2. Perguntas: Faça perguntas relacionadas à função da oração (O que?
Quem? De que? Para que?).
3. Identificação do verbo: Analise o verbo da oração principal para
entender se a oração substantiva está atuando como sujeito, objeto
direto ou indireto.

Compreender essas funções ajudará muito na análise sintática de


orações substantivas. Se precisar de mais exemplos ou tiver dúvidas,
estou à disposição!

Vamos simplificar o conceito das funções sintáticas do “que” quando ele


é usado como pronome relativo, ou seja, quando introduz orações
adjetivas que fazem referência a um termo anterior (chamado de
antecedente). Para isso, vamos seguir os três passos que você
mencionou e explicar cada função com exemplos.

Passos para Análise Sintática do Pronome Relativo "Que"

1. Isolar a Oração Adjetiva: Encontre e isole a oração que


começa com “que”.
2. Substituir o “Que” pelo Antecedente: Troque o “que” pelo
seu antecedente na oração adjetiva.
3. Analisar a Função do Antecedente: Veja qual função o
antecedente (que você substituiu) exerce na nova oração.
Essa será a função do “que”.

Exemplos de Funções Sintáticas do “Que”

1. Sujeito
Frase: A menina [que roubava livros] foi presa.
Isolando: [que roubava livros]
Substituindo: [A menina roubava livros]
Análise: O antecedente “menina” é o sujeito. Portanto,
“que” é sujeito.
2. Objeto Direto
Frase: Comprei o fone [que você queria].
Isolando: [que você queria]
Substituindo: [Eu queria o fone]
Análise: O antecedente “fone” é objeto direto. Portanto,
“que” é objeto direto.
3. Objeto Indireto
Frase: Este é o curso [de que preciso].
Isolando: [de que preciso]
Substituindo: [Preciso do curso]
Análise: O antecedente “curso” é objeto indireto. Portanto,
“que” é objeto indireto.
4. Complemento Nominal
Frase: Estas são as medicações [de que ele tem necessidade].
Isolando: [de que ele tem necessidade]
Substituindo: [Ele tem necessidade de medicações]
Análise: O antecedente “medicações” é complemento
nominal. Portanto, “que” é complemento nominal.
5. Predicativo do Sujeito
Frase: Ela era a esposa [que muitas gostariam de ser].
Isolando: [que muitas gostariam de ser]
Substituindo: [Muitas gostariam de ser a esposa]
Análise: O antecedente “esposa” é predicativo do sujeito.
Portanto, “que” é predicativo do sujeito.
6. Agente da Passiva
Frase: Este é o animal [por que fui atacado].
Isolando: [por que fui atacado]
Substituindo: [Fui atacado pelo animal]
Análise: O antecedente “animal” é agente da passiva.
Portanto, “que” é agente da passiva.
7. Adjunto Adverbial
Frase: O acidente ocorreu no dia [em que eles chegaram].
Isolando: [em que eles chegaram]
Substituindo: [Eles chegaram no dia]
Análise: O antecedente “dia” é adjunto adverbial. Portanto,
“que” é adjunto adverbial.

Resumo

Para identificar a função do “que” como pronome relativo:

1. Isolar a Oração Adjetiva: Encontre a oração que começa


com “que”.
2. Substituir o “Que”: Troque por seu antecedente.
3. Analisar a Função: Veja como o antecedente se comporta
na nova oração.

Dicas Adicionais

Sempre que você encontrar “que” em uma oração, pergunte-


se: A que termo ele se refere? Isso pode ajudá-lo a
identificar facilmente a função.
Pratique com diferentes frases, isolando e substituindo para
fixar melhor o conceito.

Vamos analisar as diferentes funções da palavra “se” de


maneira simplificada e organizada. A palavra “se” pode ter
várias funções na língua portuguesa, e a compreensão dessas
funções é importante para uma boa análise sintática. Aqui estão
as principais funções:

Funções da Palavra “Se”

1. Pronome Apassivador (PA)


Definição: Acompanha um verbo transitivo direto e indica
a voz passiva.
Exemplo: Vendem-se casas. (As casas são vendidas)
2. Partícula de Indeterminação do Sujeito (PIS)
Definição: Acompanha verbos intransitivos, transitivos
indiretos e de ligação, indicando um sujeito indeterminado.
Exemplos:
Vive-se bem aqui. (Não se sabe quem vive)
Trata-se de uma exceção. (Não se sabe quem trata)
Sempre se está sujeito a erros. (Não se sabe quem está)
3. Conjunção Integrante
Definição: Introduz uma oração substantiva, funcionando
como objeto direto.
Exemplo: Não quero saber se ele nasceu pobre. (Não quero
saber isso)
4. Conjunção Condicional
Definição: Introduz uma condição.
Exemplo: Se eu estudar sempre, serei aprovado. (A
aprovação depende do estudo)
5. Conjunção Causal
Definição: Equivale a “já que”, expressando uma causa.
Exemplos:
Se você gosta dela, por que não a procura? (Procuro
porque gosto)
Se não vale a pena desistir, eu devo concluir a missão.
(Concluo porque não vale a pena desistir)
6. Pronome Reflexivo
Definição: Indica que o agente realiza uma ação sobre si
mesmo.
Exemplos:
Minha tia se barbeia. (A tia se barbeia)
O menino feriu-se com a faca. (O menino se feriu)
Função Sintática: Nesse caso, “se” é objeto direto, pois o
sujeito e o objeto são a mesma pessoa.
7. Pronome Recíproco
Definição: Indica uma ação mútua entre os sujeitos.
Exemplo: Irmão e irmã se abraçaram. (Um ao outro)
Função Sintática: O “se” tem função de objeto direto.
8. Parte Integrante de Verbo Pronominal (PIV)
Definição: É parte do verbo e não pode ser removido.
Exemplos:
Candidatou-se à presidência e se esforçou para ser eleito.
Certifique-se do horário.
Ele sempre se queixa da família.
Observação: O “se” dos verbos pronominais não exerce
função sintática alguma.

Observações Importantes

Diferenciar Reflexivo e Pronominal:


O se reflexivo indica uma ação que o sujeito faz em si
mesmo.
O se dos verbos pronominais faz parte do verbo e não
pode ser retirado da conjugação.
Verbos Pronominais: São geralmente intransitivos ou
transitivos indiretos. Exemplos incluem atrever-se, alegrar-se,
admirar-se, entre outros.

Resumo

A palavra "se" é multifuncional e pode desempenhar papéis


diferentes dependendo do contexto. Reconhecer essas funções
ajuda a entender melhor a estrutura das frases e a realizar uma
análise sintática mais precisa.

A partícula expletiva de realce é um uso do “se” que não


altera o sentido da frase e pode ser retirada sem prejuízo
sintático ou semântico. Vamos detalhar esse conceito e fornecer
exemplos, além de alertas sobre as armadilhas que as bancas
podem apresentar.

Partícula Expletiva de Realce

1. Definição
O “se” é utilizado para dar ênfase ou realce a uma
expressão, sem que isso modifique o sentido da frase ou a
estrutura sintática.
2. Características
Pode ser retirado sem afetar a correção da oração.
Não está ligado a uma ação reflexiva, passiva ou
indeterminada.
3. Exemplos
Vão-se minhas últimas economias. (Pode-se dizer "Vão
minhas últimas economias.")
Passaram-se anos e ela não voltou. (Pode-se dizer "Passaram
anos e ela não voltou.")

Atenção às Armadilhas

As bancas de concurso costumam cobrar a identificação de


partículas expletivas e podem testar o seu conhecimento de
formas enganadoras. Aqui estão alguns pontos a serem
observados:

Confusão com Voz Passiva: O "se" pode aparecer em


construções que sugerem passiva, mas sua função pode ser
diferente:
Exemplo enganoso: Vendem-se casas. (Aqui, “se” é pronome
apassivador, e não expletivo.)
Condições ou Reflexividade: O “se” pode também indicar
condições ou reflexividade, então é preciso prestar atenção
ao contexto:
Exemplo com condição: Se você estudar, passará. (Aqui, “se”
é uma conjunção condicional, não expletiva.)
Exemplo reflexivo: Ela se feriu. (Aqui, “se” indica que a ação
recai sobre o sujeito, portanto, é reflexivo.)

Conclusão

Identificar corretamente a função do “se” em diferentes


contextos é crucial para a análise sintática e compreensão do
texto. Ao estudar para provas e concursos, esteja atento a como
as questões são formuladas e ao que se pede, evitando
confusões entre os diversos usos dessa partícula.

A classificação do "se" em relação a voz passiva, reflexiva e


verbo pronominal pode ser um tema complexo, especialmente
devido às diferenças nas interpretações entre gramáticos e
bancas de concurso. Vamos explorar as características de cada
uso do "se" e os critérios para diferenciá-los.

1. Voz Passiva

Na voz passiva, o sujeito da oração sofre a ação praticada por


um agente externo. O "se" é utilizado como um pronome
apassivador, geralmente acompanhado de um verbo transitivo
direto.

Critérios para identificar a voz passiva:

Verbo Transitivo Direto: O verbo deve ser transitivo direto


para que se possa formar uma passiva.
Agente Externo: Deve haver um agente que realiza a ação
sobre o sujeito.

Exemplo:
João se vacinou.
Aqui, "se" indica que alguém (o médico) vacinou João. O
sujeito (João) sofre a ação de "vacinar", portanto, está na
voz passiva.

2. Reflexividade

Na voz reflexiva, o sujeito realiza uma ação sobre si mesmo. O


"se" indica que o agente e o paciente da ação são a mesma
pessoa. Em geral, os verbos reflexivos são transitivos diretos.

Critérios para identificar a voz reflexiva:

Ação Sobre Si Mesmo: Deve ficar claro que o sujeito realiza


a ação e a recebe.
Verbo Transitivo Direto: Normalmente, os verbos reflexivos
são transitivos diretos.

Exemplos:

Maria se penteia cuidadosamente.


Aqui, Maria está praticando a ação de pentear em si
mesma, então "se" é reflexivo.
João se amarrou ao tronco durante o furacão.
Neste caso, João está realizando a ação de amarrar em si
mesmo. Ele se prende ao tronco, indicando reflexividade.

3. Verbos Pronominais

Os verbos pronominais são aqueles que utilizam "se" como


parte integrante do verbo. Esses verbos podem ter um sentido
que varia entre reflexivo e intransitivo.

Critérios para identificar verbos pronominais:


Sentido Pronominal: O verbo não pode ser usado sem o
"se", pois ele faz parte da construção do significado do verbo.
Intransitivos ou Transitivos Indiretos: Normalmente, esses
verbos não são transitivos diretos.

Exemplo:

Candidatar-se.
O verbo "candidatar-se" não tem sentido sem o "se" e é
considerado pronominal.

Resumo e Dicas

Voz Passiva: Presença de um agente externo; verbo


transitivo direto; "se" como pronome apassivador.
Voz Reflexiva: O sujeito realiza a ação em si mesmo; verbo
transitivo direto; "se" indica reflexividade.
Verbos Pronominais: O "se" é parte integrante do verbo;
geralmente intransitivos ou transitivos indiretos.

Considerações Finais

Devido às intersecções entre esses usos, sempre que você


analisar frases, considere o contexto e a intenção do autor. A
identificação correta do “se” pode ajudar a resolver questões de
gramática com maior segurança. Se precisar de mais exemplos
ou esclarecimentos, é só avisar!

Entender o uso da palavra "se" em diferentes contextos pode


ser complicado, especialmente quando o sujeito não é o agente
da ação. Vamos simplificar isso!

1. Quando o "se" é parte integrante do verbo


Às vezes, o "se" aparece com verbos em situações onde a ação
não é controlada pelo sujeito. Nessas situações, não devemos
pensar em voz reflexiva ou passiva. Em vez disso, o "se" faz
parte do verbo.

Exemplos:

A criança caiu do bote e se afogou.


Aqui, "se afogou" significa que a criança não estava
ativamente "afogando a si mesma"; ela simplesmente se
afogou porque caiu na água. A ação é espontânea e não há
um agente externo, então o "se" é parte integrante do verbo
"afogar-se".
O barco se partiu nas rochas.
O barco não está "partindo a si mesmo"; ele se partiu porque
bateu nas rochas. Novamente, não há um agente externo e a
ação é natural. Assim, "se partiu" também é parte do verbo.

2. Ações espontâneas e independentes

Quando o sujeito realiza uma ação que acontece de forma


espontânea ou independente da sua vontade, o "se" não indica
voz reflexiva ou passiva.

Exemplo:

As nuvens se movimentam rapidamente.


As nuvens se movem por causa do vento, não porque estão
"movimentando a si mesmas". Portanto, aqui o "se" também
é parte integrante do verbo "movimentar-se".

3. Quando podemos ter dúvidas entre voz passiva e


reflexiva
A confusão entre voz passiva e reflexiva só surge quando o
sujeito pode potencialmente praticar a ação sobre si mesmo.

Exemplo:

Consertam-se relógios.
Neste caso, "se" indica voz passiva porque um relógio não
pode consertar a si mesmo; é necessário que alguém (um
relojoeiro) faça isso.

4. Ambiguidade contextual

Às vezes, a frase pode ser interpretada de várias maneiras,


levando a diferentes análises.

Exemplo:

Após o primeiro ato, vestiram-se a moça e o rapaz.


Aqui, pode-se entender que:
Voz Passiva: Eles foram vestidos por alguém.
Voz Reflexiva: Eles vestiram a si mesmos.
Voz Reflexiva Recíproca: Eles vestiram um ao outro.

Resumindo

"Se" como parte integrante do verbo: Usado em ações


espontâneas (ex.: "se afogou", "se partiu").
Dúvidas entre voz passiva e reflexiva: Surge quando o
sujeito pode praticar a ação em si mesmo (ex.: "Consertam-
se relógios" é passiva).
Ambiguidade: Algumas frases podem ter mais de uma
interpretação.

Esses critérios ajudam a esclarecer os casos mais confusos em


que o "se" aparece. Se você tiver mais perguntas ou precisar de
mais exemplos, estou aqui para ajudar!

Vamos organizar as diferentes funções da palavra "como" de


forma clara e direta. Isso facilitará seu entendimento e estudo.
Aqui estão as principais classificações:

1. Interjeição

Exemplo: Como?! Não acredito no que estou ouvindo!


Uso: Expressa surpresa ou espanto.

2. Verbo

Exemplo: Eu não como carne!


Uso: Representa a primeira pessoa do singular do verbo
"comer".

3. Conjunção Aditiva

Exemplos:
Tanto corro de dia, como nado à noite.
Não só estudo, como reviso diariamente.
Juntos na alegria como na tristeza.
Uso: Estabelece adição, ligando ideias semelhantes.

4. Conjunção Comparativa

Exemplos:
Ele canta como um anjo.
Amou sua mulher como se fosse a última.
Uso: Estabelece comparações entre qualidades ou ações.

5. Conjunção Conformativa

Exemplos:
Como todos sabem, não existe milagre em concurso público.
O mundo é um moinho, como dizia Cartola.
Uso: Indica que um fato ocorre de acordo com outro.

6. Conjunção Causal

Exemplo: Como choveu, a rua está toda molhada.


Uso: Apresenta uma causa antes da oração que indica a
consequência.

7. Pronome Relativo

Exemplos:
A maneira como você fala magoa as pessoas.
Essa não é a forma como você deve estudar.
Uso: Retoma substantivos relacionados a modo, maneira,
forma, etc.

8. Preposição Acidental

Exemplos:
Ele joga como atacante.
Machado de Assis, como romancista, nunca foi superado.
Uso: Com sentido de "por" ou "na qualidade de".

9. Advérbio Interrogativo

Exemplo: Como lidar com as críticas desmedidas?


Uso: Usado em perguntas, indicando modo.

10. Oração Subordinada Substantiva Justaposta

Exemplos:
Desejo saber como vai.
Ignoramos como ele gastou tanto dinheiro.
Uso: Inicia orações que funcionam como substantivos e são
colocadas ao lado.
11. Advérbio de Intensidade

Exemplos:
Como é grande o meu amor por você.
Ninguém esquece como foi difícil passar.
Uso: Equivale a "quão", introduzindo uma oração
substantiva.

Dicas para Prova

Foque no sentido: Ao invés de se preocupar com as


nomenclaturas, concentre-se no significado da palavra
"como" em cada contexto.
Identifique a função: Pergunte-se qual papel "como"
desempenha na frase: é uma comparação? Está indicando
modo? É uma interjeição?

Resumo

Embora existam muitas classificações para a palavra "como",


entender seu uso prático em frases facilitará a identificação da
função correta durante a prova. Se precisar de mais exemplos
ou explicações, estou à disposição!

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