Deadpool e Wolverine
Sendo um dos filmes mais aguardados do verão americano, Deadpool e
Wolverine é o mais recente e único lançamento da Marvel para os cinemas em 2024.
Com Ryan Reynolds reprisando seu papel como Deadpool e marcando o retorno de
Hugh Jackman como Wolverine após sete anos desde seu último trabalho e declarações
de que não voltaria a interpretar o personagem, o filme promete revitalizar o universo
cinematográfico da Marvel Studios e mudar a trajetória de uma franquia bilionária em
decadência.
Após a aquisição da Fox pela Disney, muitos fãs discutiram como seria a
adaptação de Deadpool no universo Marvel dos cinemas, ou até mesmo se seria
realizada, devido ao seu linguajar extremamente ofensivo e piadas politicamente
incorretas, algo que até então era impensável em uma franquia family-friendly como o
UCM. Entretanto, felizmente, o encerramento da trilogia do mercenário tagarela traz
mais do mesmo humor irreverente e ação intensa que os fãs adoram, mantendo a
essência do personagem intacta.
Ryan Reynolds parece ter nascido para interpretar Wade Wilson, e agora, ao
lado de Hugh Jackman, ambos exibem uma química incrível que intensifica ainda mais
os personagens, seja nos momentos de comédia, ação ou até mesmo no drama. Essa
parceria proporciona uma dinâmica maravilhosa em todos os momentos da história.
Vale destacar também a aparição de alguns personagens surpresa durante a trama, que,
apesar de possuírem pouco peso narrativo, são importantes para o andamento da
história.
Quanto ao roteiro do filme, ele segue um padrão que também está presente nos
filmes anteriores do Deadpool, não se levando a sério na maior parte do tempo, com
diversas conveniências, artifícios para fazer a história progredir e diálogos
extremamente expositivos. Apesar de ser um filme de um personagem tão cômico como
o Deadpool, esse fator pode afetar os fãs que esperam uma história mais pé no chão e
um roteiro mais bem escrito. Porém, os arcos dramáticos dos protagonistas são muito
bem realizados, sendo esse o ponto forte da trama.
No fim, Deadpool e Wolverine entrega exatamente o que os fãs esperavam:
uma mistura de humor irreverente, ação frenética, participações inesperadas e uma
química inegável entre Ryan Reynolds e Hugh Jackman. O filme consegue manter a
essência do mercenário tagarela enquanto introduz elementos novos ao UCM. Apesar de
algumas conveniências no roteiro, a força das atuações, a comédia metalinguística e o
desenvolvimento dos arcos dramáticos garantem uma experiência muito divertida a todo
momento. Este filme é uma prova de que a Marvel ainda pode voltar aos seus tempos de
glória dos cinemas, apenas precisam investir nos personagens certos.