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Métodos de Levantamento Topográfico

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Aula 05

Arquitetura para Concursos - Curso


Regular

Autor:
Moema Machado

03 de Maio de 2023

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Moema Machado
Aula 05

1 – Introdução ...................................................................................................................2
2 – Conceitos Básicos.........................................................................................................9
3 - Métodos de Levantamento Topográfico .....................................................................34
3.1 - Métodos de Levantamento Planimétrico ...............................................................................34
3.2 - Métodos de Levantamento Altimétrico (Nivelamento) ..........................................................41
4 - Métodos de Cálculo de Área ....................................................................................... 50
5 - NBR 13133/2021 - Execução de Levantamentos Topográficos ....................................55
6 - NBR 14166/2022 - Rede de Referência Cadastral Municipal – Requisitos e
Procedimento................................................................................................................ 114
7 - Locação de Obras ..................................................................................................... 124
8 - Resolução de Questões............................................................................................. 132
9 - Lista de Questões ..................................................................................................... 251
10 – Gabarito ................................................................................................................ 271
11 - Anexo – Noções de Levantamento Arquitetônico e Urbanístico.............................. 272
12 - Bibliografia ............................................................................................................. 282

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Oi pessoal! Tudo bem? Como vão os estudos?


Eu considero essa matéria um pouco difícil, mas são raras as questões que a abordam mais
profundamente.
Para variar, é muito ampla, logo, vou tentar dar uma resumida e focar nos exercícios comentados.
Então, não deixem de ler todos os comentários, mesmo tendo acertado as questões, pois eles
complementam a teoria.
E aí? Vamos tatuar? kkkkk

1 – INTRODUÇÃO
O homem sempre necessitou conhecer o meio em que vive, por questões de
sobrevivência, orientação, segurança, guerras, navegação, construção etc. No princípio a
representação do espaço baseava-se na observação e descrição do meio. Cabe salientar
que alguns historiadores dizem que o homem já fazia mapas antes mesmo de desenvolver
a escrita. Com o tempo surgiram técnicas e equipamentos de medição que facilitaram a
obtenção de dados para posterior representação. A Topografia foi uma das ferramentas
utilizadas para realizar estas medições.
Etimologicamente a palavra TOPOS, em grego, significa lugar e GRAPHEN descrição,
assim, de uma forma bastante simples, Topografia significa descrição do lugar. A seguir
são apresentadas algumas de suas definições:
“A Topografia tem por objetivo o estudo dos instrumentos e métodos utilizados para
obter a representação gráfica de uma porção do terreno sobre uma superfície plana”
DOUBEK (1989)
“A Topografia tem por finalidade determinar o contorno, dimensão e posição relativa de
uma porção limitada da superfície terrestre, sem levar em conta a curvatura resultante
da esfericidade terrestre” ESPARTEL (1987).
O objetivo principal é efetuar o levantamento (executar medições de ângulos, distâncias
e desníveis) que permita representar uma porção da superfície terrestre em uma escala

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adequada. Às operações efetuadas em campo, com o objetivo de coletar dados para a


posterior representação, denomina-se de levantamento topográfico.
A Topografia pode ser entendida como parte da Geodésia, ciência que tem por objetivo
determinar a forma e dimensões da Terra. (Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)
A Cartografia, parte da engenharia que trata da representação gráfica da superfície terrestre, divide-
se em topografia e geodésia.
O conceito da Cartografia, hoje aceito sem maiores contestações, foi estabelecido em
1966 pela Associação Cartográfica Internacional (ACI), e posteriormente, ratificado pela
UNESCO, no mesmo ano: "A Cartografia apresenta-se como o conjunto de estudos e
operações científicas, técnicas e artísticas que, tendo por base os resultados de
observações diretas ou da análise de documentação, se voltam para a elaboração de
mapas, cartas e outras formas de expressão ou representação de objetos, elementos,
fenômenos e ambientes físicos e socioeconômicos, bem como a sua utilização." (IBGE, 1998)
A Geodésia tem por objetivo o estudo da forma e dimensões da terra. O levantamento geodésico
leva em consideração a esfericidade da terra e a refração do raio visual.
A Geodésia divide-se em geodésia superior (cunho científico) e geodésia elementar ou geodésia
aplicada (procura determinar, com precisão, a posição de pontos sobre a superfície terrestre,
levando em consideração a sua forma. Fornece, para a topografia, uma rede de pontos nos quais
essa apoia seus levantamentos.
Devido às irregularidades da superfície terrestre, utilizam-se modelos para a sua
representação, mais simples, regulares e geométricos e que mais se aproximam da forma
real para efetuar os cálculos. Cada um destes modelos tem a sua aplicação, e quanto
mais complexa a figura empregada para a representação da Terra, mais complexos serão
os cálculos sobre esta superfície.
Em diversas aplicações a Terra pode ser considerada uma esfera, como no caso da
Astronomia. Um ponto pode ser localizado sobre esta esfera através de sua latitude e
longitude. Tratando-se de Astronomia, estas coordenadas são denominadas de latitude
e longitude astronômicas. A figura 1.6 ilustra estas coordenadas.
- Latitude Astronômica (ф): é o arco de meridiano contado desde o equador até o ponto
considerado, sendo, por convenção, positiva no hemisfério Norte e negativa no
hemisfério Sul.
- Longitude Astronômica (λ): é o arco de equador contado desde o meridiano de origem
(Greenwich) até o meridiano do ponto considerado. Por convenção a longitude varia de
0º a +180º no sentido leste de Greenwich e de 0º a -180º por oeste de Greenwich.

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A Geodésia adota como modelo o elipsóide de revolução (figura 1.7). O elipsóide de


revolução ou biaxial é a figura geométrica gerada pela rotação de uma semi-elipse
(geratriz) em torno de um de seus eixos (eixo de revolução), se este eixo for o menor tem-
se um elipsóide achatado. Mais de 70 diferentes elipsóides de revolução são utilizados
em trabalhos de Geodésia no mundo.

As coordenadas geodésicas elipsóidicas de um ponto sobre o elipsóide ficam assim


definidas (figura 1.8):
Latitude Geodésica (f): ângulo que a normal forma com sua projeção no plano do
equador, sendo positiva para o Norte e negativa para o Sul.
Longitude Geodésica (l): ângulo diedro formado pelo meridiano geodésico de Greenwich
(origem) e do ponto P, sendo positivo para Leste e negativo para Oeste.
A normal é uma reta ortogonal ao elipsóide que passa pelo ponto P na superfície física.

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No Brasil, o atual Sistema Geodésico Brasileiro (SIRGAS2000- Sistema de Referência


Geocêntrico para as Américas) adota o elipsóide de revolução GRS80 (Global Reference
System 1980), cujos semieixo maior e achatamento são:
a = 6.378.137,000 m
f = 1/298,257222101
O modelo geoidal é o que mais se aproxima da forma da Terra. É definido teoricamente
como sendo o nível médio dos mares em repouso, prolongado através dos continentes.
Não é uma superfície regular e é de difícil tratamento matemático. A figura 1.9
representa de forma esquemática a superfície física da Terra, o elipsóide e o geóide.

(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

Na topografia supõe-se a Terra como sendo plana. Para isto é necessário que se fixem limites.
O limite para se considerar uma superfície terrestre como plana é 55 km2 (BORGES, 1992, v.1, p.4),
para trabalhos de grande precisão. Para medições aproximadas, pode-se considerar até o dobro
desta área. Acima destes limites, a curvatura da Terra produzirá erros de fechamento. Na prática,
tem-se adotado como limite para este plano a dimensão de 20 a 30 km. A NRB 13133 (Execução
Levantamento Topográfico) admite um plano com até aproximadamente 80 km.

O Plano Topográfico é uma projeção ortogonal da porção da superfície terrestre em questão.


Serão projetados sobre um plano horizontal os limites desse terreno e todas as suas particularidades

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naturais e artificiais. Observe na figura abaixo (ESPARTEL, 1987) a relação da superfície terrestre e
de sua projeção sobre o papel, Plano Topográfico.

==2d1a8b==

Uma vez que a Topografia busca representar um conjunto de pontos no plano é


necessário estabelecer um sistema de coordenadas cartesianas para a representação dos
mesmos. Este sistema pode ser caracterizado da seguinte forma:
Eixo Z: materializado pela vertical do lugar (linha materializada pelo fio de prumo);
Eixo Y: definido pela meridiana (linha norte-sul magnética ou verdadeira);
Eixo X: sistema dextrógiro (formando 90º na direção leste).
A figura 1.11 ilustra este plano.
Em alguns casos, o eixo Y pode ser definido por uma direção notável do terreno, como o
alinhamento de uma rua. (figura 1.12)

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(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

 Divisão da Topografia
Classicamente a Topografia é dividida em Topometria e Topologia. A Topologia tem por
objetivo o estudo das formas exteriores do terreno e das leis que regem o seu modelado.
A Topometria estuda os processos clássicos de medição de distâncias, ângulos e desníveis,
cujo objetivo é a determinação de posições relativas de pontos. Pode ser dividida em
planimetria e altimetria. Tradicionalmente o levantamento topográfico pode ser divido
em duas partes: o levantamento planimétrico, onde se procura determinar a posição
planimétrica dos pontos (coordenadas X e Y) e o levantamento altimétrico, onde o
objetivo é determinar a cota ou altitude de um ponto (coordenada Z). A realização
simultânea dos dois levantamentos dá origem ao chamado levantamento
planialtimétrico.

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(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

O livro “Topografia para Arquitetos” (que notei ser cobrado pela FGV e FCC) divide a topografia em
topologia, topometria e fotogrametria. A fotogrametria tem por objetivo fotografar pequenos
trechos da superfície terrestre para representação num plano (carta topográfica). A fotogrametria
pode ser aérea (aerofotogrametria) ou terrestre.
 Objetivos e aplicações da Topografia
A Topografia tem por objetivo principal representar o relevo do solo através de plantas
com curvas de nível, apresentando as elevações e depressões existentes no terreno.
Possibilita o cálculo da diferença de nível entre dois pontos e do volume de terra a ser
retirado (corte) ou colocado (aterro) quando da necessidade de se planificar parte de um
terreno. É através da Topografia que se determina o traçado de uma estrada, uma ponte,
uma barragem, um túnel, uma edificação, etc. (Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

A Topografia é a base para diversos trabalhos de engenharia, onde o conhecimento das


formas e dimensões do terreno é importante. Alguns exemplos de aplicação:
• projetos e execução de estradas;
• grandes obras de engenharia, como pontes, portos, viadutos, túneis, etc.;
• locação de obras;
• trabalhos de terraplenagem;
• monitoramento de estruturas;
• planejamento urbano;
• irrigação e drenagem;
• reflorestamentos; etc.
Em diversos trabalhos a Topografia está presente na etapa de planejamento e projeto,
fornecendo informações sobre o terreno; na execução e acompanhamento da obra,
realizando locações e fazendo verificações métricas; e finalmente no monitoramento da
obra após a sua execução, para determinar, por exemplo, deslocamentos de estruturas.
(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

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2 – CONCEITOS BÁSICOS

Azimute de uma direção é o ângulo


formado entre a meridiana de origem
que contém os Pólos, magnéticos ou
geográficos, e a direção considerada. É
medido a partir do Norte, no sentido
horário e varia de 0º a 360º.
Azimute É o ângulo que um alinhamento
orientado forma com o Norte
verdadeiro, medido no sentido
horário, a partir do norte. Varia de 0º
a 360º.
Ao lado, temos 2 representações de
azimute em plantas.

É o ângulo que a projeção horizontal


da direção do Sol forma a partir do
Norte, contado no sentido horário,
Azimute solar podendo variar de 0° a 360°. Em
qualquer ponto da superfície
terrestre, ao meio-dia o Sol se
encontra sobre o eixo Norte-Sul.

É o ângulo vertical que a direção do Sol


forma com a sua projeção horizontal.
Altura solar Nos momentos em que o Sol está
nascendo e em que está se pondo a
altura solar será 0°.

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Rumo é o menor ângulo formado pela


meridiana que materializa o
alinhamento Norte Sul e a direção
considerada. Varia de 0° a 90°, sendo
contado do Norte ou do Sul por leste e
oeste. Este sistema expressa o ângulo
Rumo em função do quadrante em que se
encontra.
É o menor ângulo que um alinhamento
orientado forma com o eixo Norte/Sul,
acrescido do quadrante em que se
encontra o alinhamento. Varia de 0° a
90°

É o ângulo que o prolongamento do


alinhamento anterior faz com o
alinhamento seguinte.
Ângulo de deflexão – sentido horário – D (Direita)
– sentido anti-horário – E (Esquerda)

Norte Magnético e
Geográfico

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O planeta Terra pode ser considerado um gigantesco imã, devido à circulação


da corrente elétrica em seu núcleo formado de ferro e níquel em estado
líquido. Estas correntes criam um campo magnético.
Este campo magnético ao redor da Terra tem a forma aproximada do campo
magnético ao redor de um imã de barra simples, conforme figura acima.
Tal campo exerce uma força de atração sobre a agulha da bússola, fazendo
com que a mesma entre em movimento e se estabilize quando sua ponta
imantada estiver apontando para o Norte magnético.

Declinação magnética é o ângulo


formado entre o meridiano verdadeiro e
o meridiano magnético; ou também
pode ser identificado como desvio entre
o azimute ou rumo verdadeiros e os
correspondentes magnéticos.
É o ângulo existente entre o Norte
verdadeiro e o Norte magnético, para
um mesmo ponto.
A declinação magnética não é constante
para o mesmo local. O pólo norte
magnético desloca-se em torno do pólo
norte verdadeiro (ou geográfico)
seguindo aproximadamente um círculo.
Esses deslocamentos são
aproximadamente constantes num
certo tempo, sendo que o valor deles
num mesmo ano é diferente para os
Declinação diversos pontos da Terra.
Magnética A declinação magnética varia não só
conforme o local, mas também em
função do tempo ou em função do tipo
de solo. Todo local tem a sua própria dm
em função da sua posição geográfica no
globo terrestre. Se a declinação
magnética está a oeste (W) 28 do Norte
verdadeiro, é considerada negativa, se
está a Leste (E), é positiva. Quando
houver coincidência entre o Norte
magnético e o Norte verdadeiro, a
declinação será nula.
Para se calcular a declinação magnética
entre dois pontos é necessário se
conhecer a data e o local em que foi
feito o levantamento topográfico.

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É o mapa que contém as curvas de


Carta isogônica mesma declinação magnética (curvas
isogônicas).

É o mapa que contém as curvas de


Carta isopórica mesma variação anual da declinação
magnética (curvas isopóricas).

A bússola é um instrumento idealizado


para determinar a direção dos
alinhamentos em relação à meridiana
dada pela agulha magnética.
Uma bússola consiste essencialmente
Bússola
de uma agulha
magnetizada, livremente suportada
no centro de um círculo horizontal
graduado, também conhecido como
limbo.

É todo e qualquer plano que contém a


linha que passa pelos pólos Norte e Sul
da Terra.
Plano Meridiano
Na figura ao lado, temos a
representação do meridiano local do
observador.

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Linha Norte-Sul ou É a intersecção do plano meridiano


Meridiana com o plano do horizonte.

Ponto da esfera celeste,


imediatamente acima do observador,
Zênite
perpendicular ao horizonte do
mesmo.

Vertical do lugar

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Linha que partindo do ponto que nos


encontramos liga-se ao centro da
terra. Esta linha é representada pelo
fio de prumo.
Na figura ao lado, V1 e V2 são
consideradas as verticais do plano
topográfico β, embora as verdadeiras
sejam o prolongamento do raio
terrestre.

Um plano é chamado horizontal


Plano horizontal quando é perpendicular à vertical do
lugar

É o plano horizontal onde são


Plano topográfico projetados os pontos de um trecho da
superfície terrestre.

“A planimetria estuda e estabelece os


procedimentos e
métodos de medida, no plano
horizontal, de distâncias e ângulos, e a
consequente determinação de
coordenadas planas (X, Y) de pontos de
interesse.” (Jucilei Cordini). “Consiste
Planimetria ou em obter os ângulos azimutais e as
Placometria distâncias horizontais para a
determinação das projeções dos pontos
do terreno para a representação do
plano topográfico. Atua no plano
horizontal (plano topográfico) e não leva
em consideração o relevo. Os trabalhos
provenientes da planimetria dão origem
às plantas planimétricas” (Mauro Silva).

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“A altimetria estuda e estabelece os


procedimentos e métodos de medida
de distâncias verticais ou diferenças
de nível, incluindo-se a medida de
ângulos verticais. A operação
topográfica que visa o levantamento
de dados altimétricos é o
nivelamento.” (Jucilei Cordini). “As
Altimetria ou
medidas são efetuadas num plano
Hipsometria
vertical, onde se obtém os ângulos
horizontais e verticais, as distâncias
horizontais e as diferenças de nível. Os
trabalhos de altimetria conjugado a
planimetria dão origem às plantas
planialtimétricas. A Altimetria
isoladamente, dá origem ao perfil do
terreno.” (Mauro Silva).

É a parte da Topografia que trata dos


ângulos. É dividida em:
Goniometria: tem como objetivo a
medição do ângulo horizontal (plano
Goniologia
horizontal) e do ângulo vertical (plano
vertical).
Goniografia: trata do transporte do
ângulo para o desenho (planta).

Em terra, é representado por um


piquete de madeira cravado no chão.

Ponto topográfico

Em cidades, é representado por


marcações pintadas no calçamento.

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São marcos em concreto, com pino de


bronze numerado, de onde se é capaz
de saber as coordenadas geográficas
do ponto e sua altitude.

Marcos geodésicos

Métodos de
medição de
distâncias
horizontais

De acordo com (Veiga, Zanetti, &


Faggion, 2007), a medida de distâncias
de forma direta ocorre quando a
mesma é determinada a partir da
comparação com uma grandeza
padrão, previamente estabelecida,
através de trenas ou diastímetros.
Leitura de distância Durante a medição de uma distância
direta utilizando uma trena, é comum o uso
de alguns acessórios como: piquetes,
estacas testemunhas, balizas e níveis
de cantoneira.
Segundo Borges, se emprega o
método direto quando, para se
conhecer a distância AB, mede-se a
própria distância AB, percorrendo-se a

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linha com qualquer tipo de


diastímetro ou com a aplicação de
aparelhos especiais.
Entre os instrumentos que dão as
distâncias pela medição direta
(diastímetros) pode-se citar as
correntes (cadeias) de agrimensor, as
trenas de pano, de aço ou fibra, além
dos taqueômetros, os distanciômetros
e as trenas eletrônicas.

Todo e qualquer instrumento


destinado à medição direta de
distâncias. Os mais usuais em
topografia são: trenas, fitas de aço e
Diastímetros corrente de agrimensor.
As trenas de aço têm mais precisão
que as de lona.

Os piquetes são necessários para


marcar convenientemente os
extremos do alinhamento a ser
medido. Estes apresentam as
seguintes características:
- fabricados de madeira roliça ou de
seção quadrada com a superfície no
topo plana;
- assinalados (marcados) na sua parte
superior com tachinhas de cobre,
pregos ou outras formas de marcações
Piquetes
que sejam permanentes;
- comprimento variável de 15 a 30 cm
(depende do tipo de terreno em que
será realizada a medição);
- diâmetro variando de 3 a 5 cm;
- é cravado no solo, porém, parte dele
(cerca de 3 a 5 cm)
deve permanecer visível, sendo que
sua principal função é a materialização
de um ponto topográfico no terreno.

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São utilizadas para facilitar a


localização dos piquetes, indicando a
sua posição aproximada. Estas
normalmente obedecem as seguintes
características:
- cravadas próximas ao piquete, cerca
de 30 a 50 cm;
Estaca testemunha
- comprimento variável de 15 a 40 cm;
- diâmetro variável de 3 a 5 cm;
- chanfradas na parte superior para
permitir uma inscrição, indicando o
nome ou número do piquete.
Normalmente a parte chanfrada é
cravada voltada para o piquete.

São utilizadas para manter o


alinhamento, na medição entre
pontos, quando há necessidade de se
executar vários lances.
Características:
- construídas em madeira ou ferro,
arredondado, sextavado ou oitavado;
- terminadas em ponta guarnecida de
ferro;
Balizas - comprimento de 2 m;
- diâmetro variável de 16 a 20 mm;
- pintadas em cores contrastantes
(branco e vermelho ou branco e preto)
para permitir que sejam facilmente
visualizadas à distância;
Devem ser mantidas na posição
vertical, sobre o ponto
marcado no piquete, com auxílio de
um nível de cantoneira.

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Equipamento em forma de cantoneira


e dotado de bolha circular que permite
Níveis de
ao auxiliar segurar a baliza na posição
cantoneira
vertical sobre o piquete ou sobre o
alinhamento a medir

Afetado pela tensão aplicada em suas


extremidades e também pela
temperatura ambiente. A correção
depende dos coeficientes de
elasticidade e de dilatação do material
Erro relativo ao comprimento com que o mesmo é fabricado.
nominal da trena Portanto, deve-se utilizar
dinamômetro e termômetro durante
as medições para que estas correções
possam ser efetuadas ou, proceder a
aferição do diastímetro de tempos em
tempos.

à catenária: curvatura ou barriga que


se forma ao tensionar o diastímetro e
que é função do seu peso e do seu
comprimento. Para evitá-la, é
necessário utilizar diastímetros leves,
não muito longos e aplicar tensão
Erro de catenária apropriada (segundo normas do
fabricante) às suas extremidades.
Principais Erros na
Medida Direta de
Distâncias

Quando posicionada sobre o ponto do


alinhamento a ser medido, o que
provoca encurtamento ou
alongamento deste alinhamento. Este
erro é evitado utilizando-se um nível
de cantoneira.

Falta de verticalidade da baliza

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Uma distância é medida de maneira


indireta, quando no campo são
observadas grandezas que se
relacionam com esta, através de
modelos matemáticos previamente
conhecidos. Ou seja, é necessário
Leitura de distância
realizar alguns cálculos sobre as
indireta
medidas efetuadas em campo, para se
obter indiretamente o valor da
distância.
Temos a Medição Ótica e a Medição
Eletrônica de Distâncias.

Ponto de Estação

Ponto de onde se realizam as visadas de Ré e de Vante.

Visada no sentido contrário ao do



caminhamento.

Vante Visada no sentido do caminhamento.

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As observações de campo são


realizadas com o auxílio de teodolitos.
Com o teodolito realiza-se a medição
do ângulo vertical ou ângulo zenital, o
qual, em conjunto com as leituras
efetuadas, será utilizado no cálculo da
distância.
“É a parte da Topografia que trata da
medida indireta da distância
horizontal e diferença de nível. Os
Taqueometria ou aparelhos usados na Taqueometria
Estadimetria chamam-se taqueômetros e são
classificados em óticos e eletrônicos.
Um bom exemplo de taqueômetro
ótico é o teodolito que possui na
luneta fios estadimétricos.
Com relação aos taqueômetros
eletrônicos podemos citar o medidor
eletrônico de distância (MED) ou
distanciômetro, desenvolvido na
década de 50 e atualmente muito
empregado nas medições
topográficas.” (Mauro Silva)

Os teodolitos são equipamentos


destinados à medição de ângulos
verticais ou direções horizontais,
objetivando a determinação dos
ângulos internos ou externos de uma
poligonal, bem como a posição de
determinados detalhes necessários ao
levantamento.
Atualmente existem diversas marcas e
modelos de teodolitos, os quais
Teodolitos podem ser classificados em:
• Pela finalidade: topográficos,
geodésicos e astronômicos;
VV : Eixo vertical, principal ou de
rotação do teodolito; • Quanto à forma: ópticos-mecânicos
ou eletrônicos;
ZZ : Eixo de colimação ou linha de
visada; • Quanto à precisão: A NBR 13133
(ABNT, 1994, p. 6) classifica os
KK : Eixo secundário ou de rotação teodolitos segundo o desvio padrão de
da luneta. uma direção observada em duas
posições da luneta.

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Aula 05

É uma régua de madeira, alumínio ou


PVC, graduada em m, dm, cm e mm;
utilizada na determinação de
distâncias horizontais e verticais entre
pontos.

Estádias ou miras
estadimétricas

Entre os acessórios mais comuns de


um teodolito ou nível estão: o tripé
(serve para estacionar o aparelho); o
fio de prumo (serve para posicionar o
aparelho exatamente sobre o ponto
Acessórios no terreno); e a lupa (para leitura dos
ângulos).
É interessante salientar que para cada
equipamento de medição existe um
tripé apropriado.

Tripé

Medição Eletrônica
de Distâncias

Baseados no princípio de funcionamento do RADAR, surgiram em 1948 os


Geodímetros e em 1957 os Telurômetros, os primeiros equipamentos que
permitiram a medida indireta das
distâncias, utilizando o tempo e a velocidade de propagação da onda
eletromagnética.

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Aula 05

Em 1968 surgiu o primeiro distanciômetro óptico-eletrônico. O princípio de


funcionamento é simples e baseia-se na determinação do tempo t que leva a
onda eletromagnética para percorrer a distância, de ida e volta, entre o
equipamento de medição e o refletor.

Um Nível é essencialmente
constituído por uma luneta que pode
ser rotacionada ao redor de um eixo
vertical; ele é usado para criar uma
Nível
linha de visada horizontal de maneira
a permitir a determinação de
diferenças de altitudes e a realização
de locações de pontos.

Uma Estação Total é constituída por


um teodolito com um distanciômetro
e um coletor de dados acoplados,
podendo dessa maneira medir e
gravar ângulos e distâncias ao mesmo
tempo. As Estações Totais eletrônicas
atuais possuem um distanciômetro
óptico-eletrônico (EDM) e um
dispositivo de varredura de ângulos
eletrônico. As escalas codificadas dos
círculos horizontal e vertical são
varridas eletronicamente e, em
seguida, os ângulos e as distâncias são
exibidos em um visor digital. A
Estação Total distância horizontal, a diferença de
cota e as coordenadas são calculadas
automaticamente e todas as medições
e informações adicionais podem ser
gravadas na memória interna ou
através de um dispositivo externo
denominado caderneta eletrônica.
De maneira geral pode-se dizer que
uma estação total nada mais é do que
um teodolito eletrônico (medida
angular), um distanciômetro
eletrônico (medida linear) e um
processador matemático, associados
em um só conjunto.

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É o ângulo medido no plano horizontal


(Plano Topográfico).
Ângulo formado por dois planos
verticais que contém as direções
formadas pelo ponto ocupado e os
pontos visados.
Ângulo horizontal
Para a realização destas medições
emprega-se um equipamento
denominado de teodolito. Direções
são medidas em campo, e a partir
destas direções são calculados os
ângulos.

É o ângulo medido no plano vertical


(plano perpendicular ao plano
topográfico).

O ângulo vertical pode ser:

- Zenital: origem no Zênite (direção


contrária ao fio de prumo);

Ângulo vertical Zenital - Nadiral: origem no Nadir (direção do


Ângulo vertical fio de prumo)

- Horizontal: origem no horizonte.

A medida de ângulos verticais é


afetada quando a vertical do
equipamento, apesar deste estar
corretamente centrado e nivelado,
não coincide com a vertical da estação.

Ângulo vertical Horizontal ou de


altura

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Ângulo vertical Nadiral

Grau de conformidade de um valor


medido ou calculado em relação à sua
Acurácia
definição ou com respeito a uma
referência padrão.

Grau de concordância entre o


Acurácia de
medição resultado de uma medição e um valor
verdadeiro do mensurando.

Acurácia de um Aptidão de um instrumento de


instrumento de medição para dar respostas próximas
medição a um valor verdadeiro.

O grau de concordância mútua entre


uma série de medidas individuais. A
Precisão precisão é muitas vezes, mas não
necessariamente, expressa pelo
desvio padrão das medidas.

Conjunto de operações,
compreendendo o exame, a marcação
ou selagem (ou) emissão de um
Verificação certificado e que constate que o
instrumento de medir ou medida
materializada satisfaz às exigências
regulamentares.

Causados por engano na medição,


leitura errada nos instrumentos,
identificação de alvo, etc.,

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Aula 05

normalmente relacionados com a


desatenção do observador ou uma
falha no equipamento. Cabe ao
observador cercar-se de cuidados para
evitar a sua ocorrência ou detectar a
sua presença. A repetição de leituras é
uma forma de evitar erros grosseiros.
Erros Grosseiros Alguns exemplos de erros grosseiros:
• Anotar 196 ao invés de 169;
• Engano na contagem de lances
durante a medição de uma distância
com trena.

Erros de São aqueles erros cuja magnitude e


observação sinal algébrico podem ser
determinados, seguindo leis
matemáticas ou físicas. Pelo fato de
serem produzidos por causas
conhecidas podem ser evitados
através de técnicas particulares de
observação ou mesmo eliminados
mediante a aplicação de fórmulas
específicas. São erros que se
acumulam ao longo do trabalho.
Exemplo de erros sistemáticos, que
podem ser corrigidos através de
fórmulas específicas:
• Efeito da temperatura e pressão na
Erros Sistemáticos
medição de distâncias com medidor
eletrônico de distância;
• Correção do efeito de dilatação de
uma trena em função da temperatura.
Um exemplo clássico apresentado na
literatura, referente a diferentes
formas de eliminar e ou minimizar
erros sistemáticos é o posicionamento
do nível a igual distância entre as miras
durante o nivelamento geométrico
pelo método das visadas iguais, o que
proporciona a minimização do efeito
da curvatura terrestre no nivelamento
e falta de paralelismo entre a linha de
visada e eixo do nível tubular.

São aqueles que permanecem após os


Erros Acidentais ou Aleatórios erros anteriores terem sido
eliminados. São erros que não seguem
nenhum tipo de lei e ora ocorrem num

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sentido ora noutro, tendendo a se


neutralizar quando o número de
observações é grande.
Exemplo de erros acidentais:
• Inclinação da baliza na hora de
realizar a medida;
• Erro de pontaria na leitura de
direções horizontais.

Causados pelas variações das


condições ambientais, como vento,
Condições ambientais temperatura, etc. Exemplo: variação
do comprimento de uma trena com a
variação da temperatura.

Causados por problemas como a


imperfeição na construção de
Fontes de erros equipamento ou ajuste do mesmo. A
maior parte dos erros instrumentais
Instrumentais
pode ser reduzida adotando técnicas
de verificação/retificação, calibração e
classificação, além de técnicas
particulares de observação.

Causados por falhas humanas, como


Pessoais falta de atenção ao executar uma
medição, cansaço, etc.

É o lugar geométrico dos pontos de


mesma cota, ou seja, são linhas que
ligam pontos, na superfície do terreno,
que têm a mesma cota em relação a
um plano horizontal. O princípio
básico da representação consiste em
seccionar a superfície terrestre por
planos paralelos e equidistantes, cujas
interseções projetadas
Curva de nível ou ortogonalmente num plano horizontal
Isolinha irão determinar as curvas de nível.

As curvas de nível podem ser


classificadas em curvas mestras ou
principais e secundárias. As mestras
são representadas com traços
diferentes das demais (mais espessos,
por exemplo), sendo todas
numeradas. As curvas secundárias
complementam as informações.

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Algumas regras básicas a serem


observadas no traçado das curvas de
nível:

a) As curvas de nível são “lisas”, ou


seja, não apresentam cantos.

b) Duas curvas de nível nunca se


cruzam.

c) Duas curvas de nível nunca se


encontram e continuam em uma só.

d) Quanto mais próximas entre


si, mais inclinado é o terreno que
representam.

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Aula 05

Na realização de um levantamento
topográfico deve-se levantar pontos
no terreno sempre que houver
mudança de inclinação, para que se
possa assimilar o trecho do terreno a
um segmento de reta. O resultado
desse levantamento será
Plano representado em planta através de
diversos pontos marcados conforme
cotado sua posição em relação ao Norte ou a
um outro referencial pré-
estabelecido. A cota do ponto deve vir
sempre escrita ao seu lado. Estes
pontos são denominados pontos
cotados e sua representação em
planta recebe o nome de plano
cotado.

Quando se observa uma planta


topográfica, é necessário identificar os
Linhas notáveis de
acidentes topográficos que
um terreno
determinarão a implantação de um
projeto.

São as superfícies laterais das


elevações ou depressões (são também
chamadas: flancos ou encostas). As
Vertente partes mais baixas das vertentes
chamam-se fraldas.

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É a linha que une os pontos mais


baixos de uma região (ex. leito dos
Linha de Talvegue rios). As águas das chuvas descem
pelas vertentes e se escoam pelos
talvegues.

É a que une os pontos mais altos de


uma região; divide as águas da chuva
Linha de cumeada
para as vertentes (também chamada:
divisor de águas).

É o local da interseção da linha de


Garganta talvegue com a de cumeada (também
chamada: colo).

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Também conhecida por colina, é


Elevação formada por uma elevação de terra
(superfície convexa).

Também conhecida por cavidade, é


Depressão formada por uma depressão na terra
(superfície côncava).

Jusante e montante são lugares


referencias de um rio pela visão de um
observador. A jusante é o lado para
Jusante e onde se dirige a corrente de água e
montante montante é a parte onde nasce o rio.
Foz de um rio é o ponto mais a jusante
deste rio, e nascente é o seu ponto
mais a montante.

É a menor distância entre duas


curvas de nível consecutivas. Para se
determinar a linha de maior declive de
Linha de maior uma região, partindo de um ponto
declive qualquer, liga-se este ponto a um
outro pertencente à curva seguinte,
desde que possuam a menor distância
entre si, e daí por diante.

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Moema Machado
Aula 05

A declividade entre dois pontos de um


terreno é determinada através da
relação entre a diferença de nível
entre esses dois pontos e a distância
em planta (distância horizontal) entre
eles.
Declividade Pode ser expressa em forma de fração,
de percentagem ou de
ângulo.
A declividade corresponde à tangente
do ângulo 𝛼. (tangente é cateto
oposto sobre cateto adjacente).

Para se determinar o perfil de uma


superfície topográfica, considera-se
um plano vertical imaginário cortando
esta superfície.
A interseção da superfície com o plano
é denominada de perfil

Traçado de perfil longitudinal (ao longo do terreno) ou


seção transversal (perfil perpendicular
ao perfil longitudinal).
Nos perfis longitudinais, para se
acentuar o relevo do solo, em
desenhos com escala reduzida, usa-se
a escala vertical, normalmente, 10
vezes maior que a horizontal.

São as superfícies inclinadas


resultantes de um corte ou aterro que
servem de ligação entre a plataforma
que se vai executar e a superfície
Taludes original do terreno, ou seja, são as
superfícies que têm por finalidade
servir como sustentação natural para
os movimentos de terra.

Ponto de encontro do talude com a


Ponto de Off-Set
superfície original do terreno.

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Lugar geométrico dos pontos de off-


Linha de Off-Set
set.

Quando a construção que se quer


executar tem cota menor do que a
superfície natural do terreno faz-se
Talude de corte
uma escavação que recebe o nome de
CORTE. No corte o talude também é
chamado de rampa.

Quando a construção que se quer


executar tem cota maior do que a
superfície natural do terreno faz-se
Talude de aterro
um enchimento que recebe o nome de
ATERRO. No aterro o talude também é
chamado de saia.

É o aumento de volume que o solo


sofre ao ser retirado de seu estado
natural. Varia de acordo com o tipo de
solo. Para se saber a quantidade de
caminhões necessária para carregar o
solo que sairá de uma determinada
Empolamento área, deve-se acrescentar o
percentual relativo ao empolamento
do material. Os empolamentos médios
dos solos são:

Tabela elaborada por: Moema Machado.


Referências: (Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003), (Brandalize), (Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007), (SENAI, 2009),
(Borges), (Zeiske, 2000)

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3 - MÉTODOS DE LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO

3.1 - MÉTODOS DE LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO

Nesta fase, temos a determinação das coordenadas planas, ou seja, as coordenadas x e y. A


obtenção da coordenada z é usada na altimetria.
As projeções planas são obtidas em função da distância entre os vértices de um alinhamento e o
azimute ou rumo, magnético ou geográfico, deste mesmo alinhamento.
ETAPAS: (há diferenças entre os autores, logo, deve-se usar o bom senso na hora de resolver a
questão)
1. Reconhecimento;
2. Levantamento da Poligonal;
3. Levantamento das Feições Planimétricas;
4. Fechamentos, Área, Coordenadas;
5. Desenho da Planta e Memorial Descritivo.
Abaixo, trago o que vem descrito no Livro: “Topografia para arquitetos”, pois, notei ser cobrado
pela FGV.
ETAPAS: Reconhecimento, Levantamento da Poligonal Básica e Levantamento dos
Detalhes.
Reconhecimento: Consiste em percorrer a região que vai ser trabalhada, selecionando-
se o ponto de partida e os principais vértices da poligonal básica do levantamento.
Levantamento da Poligonal Básica: É a parte de campo do levantamento propriamente
dito, sendo os trabalhos iniciados no ponto de partida escolhido, utilizando-se o método
do caminhamento.
Os elementos que marcam os limites da área (cercas, valas, etc.), assim como os pontos
característicos, são definidos pela medição de ângulos e distâncias. distâncias. Os
ângulos são obtidos pela diferença das visadas vante (próxima futura) e ré (próxima
passada). Registram-se dados numéricos em caderneta apropriada, denominada
caderneta de campo, e faz-se um croqui do levantamento realizado, anotando-se os
detalhes que interessam. Estes dados depois são transportados para a caderneta de
cálculo de poligonal. Lançam-se poligonais fechadas, com o objetivo de comprovar a
precisão do levantamento.
Levantamento dos Detalhes: É realizado após o fechamento da poligonal básica.
Consiste em lançar uma série de poligonais abertas, interseções ou irradiamentos na área
levantada, partindo de vértices escolhidos na poligonal para obter dados que esclareçam
os detalhes (casas, benfeitorias, estradas, córregos etc.), que se deseja representar em
planta.

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Para levantamento dos detalhes, ou mesmo em pequenos levantamentos isolados,


usamos os métodos rápidos ou expeditos, como ordenada, interseção, irradiamento e
triangulação. (Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)
Os métodos mais cobrados são:
1. Caminhamento;
2. Coordenada;
3. Interseção;
4. Irradiação;
5. Triangulação.

 Método por Caminhamento


Segundo ESPARTEL (1977) este é o método utilizado no levantamento de superfícies relativamente
grandes e de relevo acidentado. Requer uma quantidade maior de medidas e oferece maior
confiabilidade no que diz respeito aos resultados.
Método trabalhoso, porém, de grande precisão, o Caminhamento adapta-se a qualquer tipo e
extensão de área, sendo largamente utilizado em áreas relativamente grandes e acidentadas.
Associam-se ao caminhamento, os métodos de irradiação e intersecção como auxiliares.
No levantamento por caminhamento as distâncias normalmente são obtidas indiretamente, isto é,
por estadimetria, a não ser quando são pequenas, ocasiões em que se utiliza a trena para obtê-las.
Já os ângulos horizontais podem ser obtidos por dois processos: pelas deflexões as quais permitem
calcular os azimutes, que é o caso mais comum, ou pelos ângulos internos dos vértices do polígono.
O método em questão inclui as seguintes etapas:
1. Reconhecimento do Terreno: durante esta fase, costuma-se fazer a implantação dos
piquetes (também denominados estações ou vértices) para a delimitação da superfície a ser
levantada. A figura geométrica gerada a partir desta delimitação recebe o nome de
POLIGONAL.
As poligonais podem ser dos seguintes tipos:
a) Aberta: o ponto inicial (ponto de partida ou PP) não coincide com o ponto final (ponto de
chegada ou PC).
b) Fechada: o ponto de partida coincide com o ponto de chegada (PP = PC).
c) Apoiada: parte de um ponto conhecido e chega a um ponto também conhecido. Pode ser
aberta ou fechada.
d) Semi Apoiada: parte de um ponto conhecido e chega a um ponto do qual se conhece
somente o azimute. Só pode ser do tipo aberta.
e) Não Apoiada: parte de um ponto que pode ser conhecido ou não e chega a um ponto
desconhecido. Pode ser aberta ou fechada.
Obs.: um ponto é conhecido quando suas coordenadas UTM (E, N) ou Geográficas (ф, 𝜆)
encontram-se determinadas. Estes pontos são implantados no terreno através de blocos de
concreto (denominados marcos) e são protegidos por lei. Normalmente, fazem parte de uma rede

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geodésica nacional, de responsabilidade dos principais órgãos cartográficos do país (IBGE, DSG,
DHN, entre outros). Quando destes pontos são conhecidas as altitudes (h), estes são denominados
RN - Referência de Nível.
Levantamento da Poligonal: durante esta fase, percorre-se as estações da poligonal, uma a uma,
no sentido horário, medindo-se ângulos e distâncias horizontais. Estes valores, bem como o croqui
de cada ponto, são anotados em cadernetas de campo apropriadas ou registrados na memória do
próprio aparelho. A escolha do método para a medida dos ângulos e distâncias, assim como dos
equipamentos, se dá em função da precisão requerida para o trabalho e das exigências do
contratante dos serviços (cliente).
Levantamento dos Detalhes: nesta fase, costuma-se empregar o método das perpendiculares ou
da triangulação (quando o dispositivo utilizado para amarração é a trena), ou ainda, o método da
irradiação (quando o dispositivo utilizado é o teodolito ou a estação total).
Orientação da Poligonal: é feita através da determinação do rumo ou azimute do primeiro
alinhamento. Para tanto, é necessário utilizar uma bússola (rumo/azimute magnéticos) ou partir de
uma base conhecida (rumo/azimute verdadeiros).
Computação dos Dados: terminadas as operações de campo, deve-se proceder a computação, em
escritório, dos dados obtidos. Este é um processo que envolve o fechamento angular e linear, o
transporte dos rumos/azimutes e das coordenadas e o cálculo da área.
Desenho da Planta e Redação do Memorial Descritivo: depois de determinadas as coordenadas (X,
Y) dos pontos medidos, procede-se a confecção do desenho da planta.
No desenho devem constar:
- as feições naturais e/ou artificiais (representados através de símbolos padronizados ou
convenções) e sua respectiva toponímia
- a orientação verdadeira ou magnética
- a data do levantamento
- a escala gráfica e numérica
- a legenda e convenções utilizadas
- o título (do trabalho)
- o número dos vértices, distância e azimute dos alinhamentos
- os eixos de coordenadas
- área e perímetro
- os responsáveis pela execução
O desenho pode ser:
- monocromático: todo em tinta preta.
- policromático:
Azul: hidrografia.

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Vermelho: edificações, estradas, ruas, calçadas, caminhos ...


Verde: vegetação.
Preto: legenda, malha e toponímia.
O Memorial Descritivo é um documento indispensável para o registro, em cartório, da superfície
levantada. Deve conter a descrição pormenorizada desta superfície no que diz respeito à sua
localização, confrontantes, área, perímetro, nome do proprietário, etc.
 Coordenada
Consiste em obter, no campo, duas distâncias ortogonais entre si, partindo de um ponto da
poligonal (na falta de teodolito, menor custo). Nas coordenadas oblíquas, pode ser utilizado um
ângulo diferente de 90º.

(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

 Interseção
Segundo ESPARTEL (1977), o Método da Interseção também é conhecido como método
das Coordenadas Bipolares.
É empregado na avaliação de pequenas superfícies de relevo acidentado.
Uma vez demarcado o contorno da superfície a ser levantada, o método consiste em
localizar, estrategicamente, dois pontos (P) e (Q), dentro ou fora da superfície
demarcada, e de onde possam ser avistados todos os demais pontos que a definem.
Assim, mede-se a distância horizontal entre os pontos (P) e (Q), que constituirão uma
base de referência, bem como, todos os ângulos horizontais formados entre a base e os
demais pontos demarcados.
A medida da distância poderá ser realizada através de método direto, indireto ou
eletrônico e a medida dos ângulos poderá ser realizada através do emprego de teodolitos
óticos ou eletrônicos.
A precisão resultante do levantamento dependerá, evidentemente, do tipo de dispositivo
ou equipamento utilizado.
A figura a seguir ilustra uma superfície demarcada por sete pontos com os pontos (P) e
(Q) estrategicamente localizados no interior da mesma. De (P) e (Q) são medidos os
ângulos horizontais entre a base e os pontos (1 a 7).

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De cada triângulo são conhecidos dois ângulos e um lado (base definida por PQ). As
demais distâncias e ângulos necessários à determinação da superfície em questão são
determinados por relações trigonométricas.
(Brandalize)
Pelo livro “Topografia para Arquitetos”, de forma simplificada, é a determinação de um ponto
através do cruzamento de duas direções dadas por dois ângulos, ou por duas distâncias.
 Interseção dos ângulos:

 Interseção dos lados:

 Irradiação
Determinação de um ponto por meio de uma distância e um ângulo, partindo de
um ponto e alinhamento conhecidos.

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Este processo é utilizado para levantamento de pequenas áreas ou, principalmente como método
auxiliar à Poligonação, e consiste em escolher um ponto conveniente para instalar o aparelho,
podendo este ponto estar dentro ou fora do perímetro, tomando nota dos azimutes e distâncias
entre a estação do teodolito e cada ponto visado.
Além de ser simples, rápido e fácil, ele tem a vantagem de poder ser associado a outros métodos
(como o do caminhamento, por exemplo) como auxiliar na complementação do levantamento,
dependendo somente dos cuidados do operador, já que não há controle dos erros que possam ter
ocorrido.
Segundo ESPARTEL (1977), o Método da Irradiação também é conhecido como método da
Decomposição em Triângulos ou das Coordenadas Polares. É empregado na avaliação de pequenas
superfícies relativamente planas.
A medida das distâncias poderá ser realizada através de método direto, indireto ou eletrônico e a
medida dos ângulos poderá ser realizada através do emprego de teodolitos óticos ou eletrônicos.
A figura a seguir ilustra uma superfície demarcada por sete pontos com o ponto (P)
estrategicamente localizado no interior da mesma. De (P) são medidos os ângulos horizontais (Hz1
a Hz7) e as distâncias horizontais (DH1 a DH7).

De cada triângulo (cujo vértice principal é P) são conhecidos dois lados e um ângulo. As demais
distâncias e ângulos necessários à determinação da superfície em questão são determinados por
relações trigonométricas.
Este método é muito empregado em projetos que envolvem amarração de detalhes e na
densificação do apoio terrestre para trabalhos topográficos e fotogramétricos.
 Triangulação
O triângulo é a figura geométrica que pode ser determinada conhecendo-se as medidas dos seus
três lados, não necessitando, assim, de se medir ângulos. Logo, quando for realizado um
levantamento exclusivamente com medidas lineares, a amarração deste deverá ser através da
triangulação.
Dentro da área que se deseja levantar, escolhem-se pontos que formem, entre eles, triângulos
principais encostados uns aos outros, de modo a abranger toda a região. Dentro destes triângulos

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determinam-se triângulos secundários subdividindo os principais, a fim de permitir a amarração dos


detalhes. Desta forma diminui-se a margem de erros.
Segundo Borges, serve para levantamento de pequenas propriedades.

(Borges)

(Borges)

(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

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3.2 - MÉTODOS DE LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO (NIVELAMENTO)

É a operação realizada com o objetivo de determinar a diferença de nível entre dois ou mais pontos.
A altimetria ou hipsometria tem por fim a medida da distância vertical ou diferença de nível entre
diversos pontos.
Sempre há necessidade de se estabelecer um plano de referência para comparar alturas de pontos
diferentes. Logo, seguem as seguintes definições:
 Quando um ponto é medido verticalmente em relação à superfície de nível verdadeira, ou
seja, nível médio das marés, esta distância vertical pode ser chamada de altitude, ou cotas
absolutas, por permitirem comparações entre pontos situados em quaisquer locais, já que
sua superfície de referência é a mesma em qualquer lugar. (Método Barométrico)
 Agora quando se mede a distância entre um ponto e um plano de referência arbitrário, que
é a superfície de nível aparente, essa distância vertical pode ser chamada de cota, ou cota
relativa. Essas só permitem comparações dento de um sistema homogêneo. (Método
geométrico e trigonométrico)
Segundo (Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007), os conceitos de cota e altitude podem ser assim
definidos:
Cota: é a distância medida ao longo da vertical de um ponto até um plano de referência qualquer.
Altitude ortométrica: é a distância medida na vertical entre um ponto da superfície física da Terra e
a superfície de referência altimétrica (nível médio dos mares).

De acordo com a Norma 13133/94, o levantamento topográfico altimétrico ou nivelamento é


definido por:
“levantamento que objetiva, exclusivamente, a determinação das alturas relativas a uma
superfície de referência dos pontos de apoio e/ou dos pontos de detalhe, pressupondo-se
o conhecimento de suas posições planimétricas, visando a representação altimétrica da
superfície levantada.”

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Basicamente três métodos são empregados para a determinação dos desníveis: nivelamento
geométrico, trigonométrico e taqueométrico.
 Nivelamento geométrico ou nivelamento direto:
“nivelamento que realiza a medida da diferença de nível entre pontos no terreno por intermédio
de leituras correspondentes a visadas horizontais, obtidas com um nível, em miras colocadas
verticalmente nos referidos pontos.” (ABNT, 2021)
O nivelamento geométrico é a operação que visa a determinação do desnível entre dois pontos a
partir da leitura em miras (estádias ou em código de barras) efetuadas com níveis ópticos ou digitais.
Este pode ser executado para fins geodésicos ou topográficos. A diferença entre ambos está na
precisão (maior no caso do nivelamento para fins geodésicos) e no instrumental utilizado.
Os níveis são equipamentos que permitem definir com precisão um plano horizontal ortogonal à
vertical definida pelo eixo principal do equipamento. As principais partes de um nível são:
 Luneta;
 Nível de bolha;
 Sistemas de compensação (para equipamentos automáticos);
 Dispositivos de calagem.
Quanto ao funcionamento, os equipamentos podem ser classificados em ópticos e digitais, sendo
que para este último a leitura na mira é efetuada automaticamente empregando miras em código
de barra. Os níveis ópticos podem ser classificados em mecânicos e automáticos. No primeiro caso,
o nivelamento "fino ou calagem" do equipamento é realizado com o auxílio de níveis de bolha bi-
partida. Nos modelos automáticos a linha de visada é nivelada automaticamente, dentro de um
certo limite, utilizando-se um sistema compensador (pendular). Os níveis digitais podem ser
enquadrados nesta última categoria.
Existem no mercado diversos modelos de miras, as mais comuns são fabricadas em madeira,
alumínio ou fiberglass. Estas podem ser dobráveis ou retráteis. A figura a seguir apresenta alguns
exemplos.

Durante a leitura em uma mira convencional devem ser lidos quatro algarismos, que
corresponderão aos valores do metro, decímetro, centímetro e milímetro, sendo que este último é
obtido por uma estimativa e os demais por leitura direta dos valores indicados na mira.

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4.2.1 NIVELAMENTO GEOMÉTRICO


Usado para terrenos pouco movimentados e/ou para distâncias pequenas. Utiliza-se do
nível e da mira. Se executado em itinerário aberto, deve ser feito em seguida um
contranivelamento para correção. A tolerância será de acordo com o instrumento
utilizado. A precisão do nivelamento geométrico é em centímetros.
Procedimento em campo: Estaciona-se e cala-se o nível no ponto A efetuando a leitura
da mira no RN (referência de nível) em visada a ré; em seguida lê-se a mira nos demais
pontos visíveis a partir do ponto A em visada a vante. O último ponto visado a vante do
ponto A é chamado de vante de mudança. Transfere-se o nível para o ponto B e repete-
se todo o procedimento anterior, iniciando pela visada a ré no ponto A4 (a nomenclatura
dos pontos está relacionada ao exemplo da Fig. 4.7).
Visada ré: visada que se faz no RN ou num ponto de cota ou altitude conhecida.
Visada vante: visada feita nos pontos de altitude ou cota a determinar e pode ser
intermediária ou de mudança.
Visada vante intermediária: visada feita nos pontos visíveis do ponto em que estiver
estacionado o nível, com exceção da última delas, que será denominada visada vante de
mudança.
Visada vante de mudança: visada efetuada no último ponto visível de uma determinada
estação. Corresponderá à visada a ré na próxima estação.
(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

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Alguns conceitos importantes para o nivelamento geométrico:


o Visada: leitura efetuada sobre a mira.
o Lance: é a medida direta do desnível entre duas miras verticais.

(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

o Seção: é a medida do desnível entre duas referências de nível e é obtida pela soma algébrica
dos desníveis dos lances.

(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

o Linha de nivelamento: é o conjunto das seções compreendidas entres duas RN chamadas


principais (figura 12.15).
o Circuito de nivelamento: é a poligonal fechada constituída de várias linhas justapostas.
Pontos nodais são as RN principais, às quais concorrem duas ou mais linhas de nivelamento.
o Rede de nivelamento: é a malha formada por vários circuitos justapostos (figura 12.15).

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(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

Segundo (Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007), para a determinação do desnível entre dois pontos
inicialmente deve-se posicionar as miras sobre os mesmos. Estas devem estar verticalizadas, sendo
que para isto utilizam-se os níveis de cantoneira. Uma vez posicionadas as miras e o nível
devidamente calado, são realizadas as leituras.
Devem ser feitas leituras do fio nivelador (fio médio) e dos fios estadimétricos (superior e inferior).
A média das leituras dos fios superior e inferior deve ser igual à leitura do fio médio, com um desvio
tolerável de 0,002 m.
O método de nivelamento geométrico por visadas iguais pressupõe que as miras estejam posicionas
a igual distância do nível. Na prática se aceita uma diferença de até 2m. É o método mais preciso e

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de larga aplicação em engenharia. Nele as duas miras são colocadas à mesma distância do nível,
sobre os pontos que se deseja determinar o desnível, sendo então efetuadas as leituras (figura
12.9). É um processo bastante simples, onde o desnível será determinado pela diferença entre a
leitura de ré e a de vante.

(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

Os dados observados em campo devem ser anotados em cadernetas específicas para este fim.

(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

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Roteiro de cálculos:
1) Determina-se a cota do Plano de Referência (PR = altitude do RN + visa da ré).
2) Determinam-se as cotas dos pontos onde foram feitas visadas vante (cota = PR - visada vante).

(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

 Nivelamento trigonométrico:
“nivelamento que realiza a medição da diferença de nível entre pontos no terreno,
indiretamente, a partir da determinação do ângulo vertical da direção que os une e da
distância entre estes, fundamentando-se na relação trigonométrica entre o ângulo e a
distância medidos, levando em consideração a altura do centro do limbo vertical do
teodolito ao terreno e a altura sobre o terreno do sinal visado.” (ABNT, 2021)
O nivelamento trigonométrico baseia-se na resolução de um triângulo retângulo. Para tanto, é
necessário coletar em campo, informações relativas à distância (horizontal ou inclinada), ângulos
(verticais, zenitais ou nadirais), além da altura do instrumento e do refletor.
Este método de determinação de desnível pode ser dividido em nivelamento trigonométrico de
lances curtos e lances longos.
Utilizam-se lances curtos, visadas de até 150 m, para levantamento por caminhamento,
amplamente aplicado nos levantamentos topográficos em função de sua simplicidade e agilidade.
Quando o ângulo zenital é menor que 90º, a representação do levantamento pode ser vista através
da figura seguinte.

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(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

O nivelamento trigonométrico para lances longos está vinculado com a determinação dos desníveis
entre os vértices da triangulação de segunda ordem. Nestes casos deve-se levar em consideração a
influência da curvatura da Terra e refração atmosférica.
 Nivelamento taqueométrico:

“nivelamento trigonométrico em que as distâncias são obtidas taqueometricamente e a


altura do sinal visado é obtida pela visada do fio médio do retículo da luneta do teodolito
sobre uma mira colocada verticalmente no ponto cuja diferença de nível em relação à
estação do teodolito é objeto de determinação.” (ABNT, 2021)

Quando o terreno é íngreme deve-se mudar o aparelho de estação várias vezes.


Para evitar a execução de um procedimento extremamente trabalhoso como esse,
efetuamos então um nivelamento taqueométrico. Ao contrário do geométrico, o
nivelamento taqueométrico não utiliza o nível, mas sim o teodolito, porque mede os
ângulos verticais para poder chegar à diferença de nível entre dois ou mais pontos. A
precisão do nivelamento taqueométrico é em decímetros.
Obs.: Devemos ter em mente que os nivelamentos que se utilizam da taqueometria (uso
da leitura dos 3 fios estadimétricos) não devem ser executados em distâncias maiores que
150m, tendo em vista a dificuldade em estimar o milímetro na mira.
(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

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(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

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Os nivelamentos taqueométricos têm sobre os outros processos a vantagem de rapidez e exatidão,


visto que todas as medidas são tomadas pelo operador no Teodolito com uma maior independência
na escolha e distribuição dos pontos essenciais do terreno a fixar na planta. Aqui as distâncias são
medidas estadimetricamente.

4 - MÉTODOS DE CÁLCULO DE ÁREA


A avaliação de áreas é uma atividade comum na Topografia. Por exemplo, na compra e
venda de imóveis rurais e urbanos esta informação se reveste de grande importância.
Basicamente os processos para determinação de áreas podem ser definidos como
analíticos, gráficos, computacionais e mecânicos. (Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)
Vamos ao livro “Topografia para arquitetos”, o qual explica 5 métodos: figuras geométricas (método
gráfico), pontos (método gráfico), desenho eletrônico (método computacional), planímetro
(método mecânico) e Gauss (método analítico).
 FIGURAS GEOMÉTRICAS
Consiste em subdividir a área a ser calculada em figuras geométricas conhecidas: retângulos,
trapézios, círculos, triângulos etc. Deve ser feita uma aproximação dos cantos arredondados da
figura, ora passando por dentro, ora passando por fora da mesma, buscando um equilíbrio de
condições. Somando-se as diversas partes, tem-se a área total.
O triângulo é o elemento mais utilizado neste método e pode ter sua área calculada pela seguinte
forma:

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(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

 PONTOS
Seja a figura dada, cuja área deseja-se conhecer. Desenha-se a figura num papel milimetrado.
Desenha-se também um quadrado na mesma escala cuja área seja conhecida. No caso, pode ser
um quadrado com 10m de lado (na mesma escala que o terreno) e 100m² de área. Conta-se quantas
quadrículas cabem dentro desse quadrado cuja área é conhecida e depois conta-se quantas
quadrículas cabem dentro da figura.

(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

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 DESENHO ELETRÔNICO
A informática, já há algum tempo, vem facilitando em muito o trabalho dos profissionais. Na área
de desenho, não é diferente. Através de vários softwares podemos conhecer automaticamente a
área da figura em que se está trabalhando. Dentre os vários disponíveis no mercado, com
finalidades diferentes, podem ser citados: Autocad, Micro Station, Topograph, Data Geosis etc.
 PLANÍMETRO
Utiliza-se um equipamento denominado de planímetro. Este consiste em dois braços articulados,
com um ponto fixo denominado de pólo e um cursor na extremidade dos braços, o qual deve
percorrer o perímetro do polígono que se deseja calcular a área. Também apresenta um tambor
giratório. De acordo com CINTRA (1996), "pode-se demonstrar que o giro do tambor e, portanto, a
diferença de leituras, é proporcional à área envolvida pelo contorno percorrido".

(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

 GAUSS
É um processo analítico, no qual a área é avaliada utilizando fórmulas matemáticas que permitem,
a partir das coordenadas dos pontos que definem a feição, realizar os cálculos desejados.
Este método é totalmente numérico, não havendo necessidade de se trabalhar graficamente sobre
a figura. Ele a analisa fazendo o cálculo da área pelas coordenadas da própria figura. Para
entendermos como é feito esse cálculo, será criado um exemplo em que se desenha a figura cuja
área se deseja conhecer, situando-a junto com os eixos Norte/Este, já que as coordenadas estão
amarradas a eles.
A seguir, figuras ilustrando o método. Só fiquem com o conceito...

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(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

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Segundo (Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007), temos uma explicação um pouco diferente:
O cálculo da área de poligonais, por exemplo, pode ser realizado a partir do cálculo da
área de trapézios formados pelos vértices da poligonal (fórmula de Gauss). Através da
figura 10.3 é possível perceber que a área da poligonal definida pelos pontos 1, 2, 3 e 4
pode ser determinada pela diferença entre as áreas 1 e 2.

A área 1 pode ser calculada a partir das áreas dos trapézios formados pelos pontos 2', 2,
1, 1´ e 1', 1, 4, 4'. Na figura 10.4 é apresentada a fórmula de cálculo da área de um
trapézio qualquer.

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5 - NBR 13133/2021 - EXECUÇÃO DE LEVANTAMENTOS TOPOGRÁFICOS

1 Escopo
Esta Norma estabelece os procedimentos a serem aplicados na execução de
levantamentos topográficos e os requisitos que compatibilizam medidas angulares,
lineares, desníveis e respectivas tolerâncias em função dos erros.
Esta Norma estabelece, em função dos requisitos, os métodos, as técnicas e os
instrumentos para a obtenção de resultados compatíveis com a destinação do
levantamento, assegurando que a propagação de variâncias não exceda os limites de
segurança inerentes a esta destinação.
Esta Norma se aplica aos levantamentos topográficos que se destinam a obter
informações geométricas do terreno para caracterizar seus elementos naturais e
artificiais, incluindo o relevo, limites e confrontantes, área, localização, amarração e
posicionamento, dentre outros, para fins de:
a) estudos preliminares de projetos;
b) elaboração de anteprojetos ou projetos básicos; e
c) elaboração de projetos executivos.
2 Referências normativas

(...)

3. Termos e Definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

Vou trazer esse item em forma de quadro para facilitar a visualização. Geralmente, a parte de
definições é a mais cobrada em provas.

1. grau de aderência das medidas, em relação ao seu valor


acurácia verdadeiro que, se for desconhecido, a média aritmética destas
medidas é considerada o valor mais provável

2. alinhamento predial
alinhamento de via
linha divisória que separa o lote de terreno do logradouro público

3. distância entre a superfície física e a elipsoidal, observada sobre


altitude geodésica h a normal do lugar, considerada sobre o plano tangente ao
elipsoide

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NOTA O termo altitude geodésica substitui os termos altitude


geométrica e altitude elipsoidal.

4. distância entre a superfície física e o quase geoide, tomada ao


altitude normal HN
longo da normal

5. distância entre a superfície física e a geoidal, observada na


altitude ortométrica H
vertical do lugar

6. anomalia de altitude distância que separa as superfícies elipsoidal e quase geoidal, ao


longo da normal
 zêta

7. conjunto de pontos materializados de referências de nível


(RRNN), que proporciona o controle de posição altimétrica dos
apoio geodésico altimétrico
levantamentos topográficos e o seu referenciamento ao datum
(origem) altimétrico do país

8. conjunto de pontos materializados no terreno, de referência


planimétrica e de nível, que proporciona o controle de posição
horizontal e vertical dos levantamentos topográficos em relação
à superfície terrestre determinada pelas fronteiras do país, em
apoio geodésico planialtimétrico coordenadas geodésicas ou planas, referenciando-os aos data
planimétrico e altimétrico.

NOTA Para mais informações, consultar o exemplo de monografia de


vértice de apoio geodésico no Anexo A.

9. conjunto de pontos referenciados planimétricos, altimétricos ou


apoio geodésico planimétrico planialtimétricos, que servem de base ao levantamento
topográfico

10. conjunto de pontos materializados no terreno, com suas alturas


referidas a uma superfície de nível arbitrária (cota) ou ao nível
apoio topográfico
médio do mar (altitude), que serve de base altimétrica para o
levantamento topográfico

11. conjunto de pontos materializados no terreno, com suas alturas


referidas a uma superfície de nível arbitrária (cota) ou ao nível
apoio topográfico altimétrico
médio do mar (altitude), que serve de base altimétrica para o
levantamento topográfico

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12. conjunto de pontos materializados no terreno, com coordenadas


cartesianas (x e y) determinadas a partir de uma origem no plano
apoio topográfico planimétrico
topográfico local, que serve de base planimétrica ao
levantamento topográfico

13. dois ou mais pontos de apoio geodésico que permitem


base de referência geodésica posicionar, orientar e controlar o levantamento, atendendo aos
seus objetivos

14. conjunto estável de pilares de concreto, alinhados e


convenientemente espaçados, nos quais os instrumentos de
medição eletrônica e os prismas são estacionados com centragem
forçada, realizando-se medições superabundantes das distâncias
base linear para aferição de
interpilares, gerando um número redundante de equações de
medidor eletrônico de distância
observação que, devidamente ajustadas pelo método dos
(MED)
mínimos quadrados (MMQ), determinam os elementos básicos
de aferição, como o valor da constante aditiva (Z) (erro zero) com
seu desvio-padrão e o fator de escala (K  10-6 ppm) com seu
desvio-padrão

15. conjunto de pontos formando uma base linear para aferição de


MED, estação total e nível, bem como uma base estável de
campo de provas multipilares (mínimo de cinco) de concreto e dispositivo de
centragem, forçada para classificação angular de teodolito e
estação total, conforme a ISO 17123 (Partes 2 a 5)

16. representação no plano, em escala média ou grande, dos


aspectos artificiais e naturais de uma área tomada de uma
superfície planetária, subdividida em folhas delimitadas por
carta
linhas convencionais – paralelos e meridianos ‒ com a finalidade
de possibilitar a avaliação de pormenores, com grau de acurácia
compatível com a escala

17. circuito polígono fechado determinado por uma sequência de linhas

18. distância vertical de um ponto a uma superfície horizontal de


cota referência

NOTA A cota é expressa em metros (m).

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19. esboço gráfico sem escala, em breves traços, que facilita a


croqui
identificação de detalhes

20. representação altimétrica, por uma linha contínua, dos pontos


curva de nível
com a mesma cota ou altitude ortométrica ou altitude normal

21. peça gráfica ou digital, quadriculada previamente, em formato


estabelecido na ABNT NBR 16752, com área útil adequada à
representação de todos os elementos do levantamento
topográfico e identificadores, conforme o modelo determinado
desenho topográfico final pela destinação do levantamento

NOTA Quando o desenho topográfico final é realizado na forma


gráfica, convém indicar a sua escala, o sistema de projeção, o sistema
de coordenadas e a orientação.

22. raiz quadrada positiva da variância. Para fins desta Norma a


estimativa da precisão de uma variável aleatória associada ao
desvio-padrão, pode ser calculada considerando o intervalo dado
pela seguinte equação:

desvio-padrão


23. linha que passa pelos pontos mais elevados do terreno e ao longo
do perfil mais alto entre eles, dividindo as águas de um e de outro
curso d’água
divisor de águas
NOTA O divisor de águas é determinado pela linha de cumeeira
que separa as bacias.

24. erro máximo admissível na elaboração de desenho topográfico


erro de graficismo para lançamento de pontos e traçados de linhas, com valor de 0,2
mm, que equivale a duas vezes a acuidade visual

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25. pontos de apoio de levantamento topográfico, onde são


estação
instalados os instrumentos de medição

26. método para obtenção da posição da estação ocupada a partir de


estação livre observações à no mínimo dois pontos, sendo recomendados três
ou mais pontos para um melhor ajustamento

27. valor da variação das anomalias de altitude por unidade de


gradiente de zêta
distância entre dois pontos com alturas quase geoidais
 conhecidas, ou mesmo entre alturas geoidais, conforme a análise
dos aspectos físicos da distribuição de massa e observando o
espaçamento máximo de 5 km entre os pontos

28. lance de nivelamento intervalo entre miras a ré e avante

29. texto explicativo que acompanha os mapas, as cartas e as plantas,


com o objetivo de informar seus dados técnicos, como
legenda
coordenadas geodésicas, projeções cartográficas ou topográficas
e demais informações cadastrais

30. pista de rolamento de um logradouro, pavimentada ou não,


leito carroçável
determinada pelos meios-fios construídos ou não

31. emprego de métodos para determinar as coordenadas dos


levantamento cadastral territorial
vértices de limites de imóveis ou parcelas

32. emprego de métodos para determinar as coordenadas


topográficas de pontos, relacionando-os com os detalhes,
visando à sua representação planimétrica em escala
levantamento topográfico
predeterminada e à sua representação altimétrica por intermédio
de curvas de nível, com equidistância também predeterminada
e/ou com pontos cotados

33. nivelamento

método que objetiva, exclusivamente, a determinação das


levantamento topográfico
alturas, relativas a uma superfície de referência, dos pontos de
altimétrico
apoio e/ou dos pontos de detalhes, pressupondo-se o
conhecimento de suas posições planimétricas, visando à
representação altimétrica da superfície levantada

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34. método exploratório do terreno, com a finalidade específica de


levantamento topográfico expedito
seu reconhecimento, sem prevalecerem os critérios de acurácia

35. método planimétrico acrescido da determinação altimétrica do


levantamento topográfico
relevo do terreno e da drenagem natural, incluindo os detalhes
planialtimétrico
que são especificados de acordo com a finalidade

36. levantamento topográfico método que projeta no plano horizontal os detalhes topográficos
planimétrico especificados de acordo com a finalidade

37. Fronteira

Linde
limite
divisa

linha que separa dois territórios contíguos

38. linha de nivelamento sequência de seções entre dois nós

39. espaço livre, inalienável, destinado à circulação pública de


logradouro veículos e/ou de pedestres, reconhecido pela municipalidade,
que lhe confere denominação oficial

40. parcela de terra autônoma, cuja testada é voltada para um


lote
logradouro público reconhecido ou projetado

41. representação no plano, normalmente em escala pequena, dos


aspectos geográficos, naturais, culturais e artificiais de uma área
mapa tomada na superfície de uma figura planetária, delimitada por
elementos físicos e político-administrativos, destinada aos usos
temáticos, culturais e ilustrativos

42. medições angulares horizontais com visadas nas direções


determinantes nas posições direta e inversa da luneta (leituras
conjugadas) de um medidor de ângulos
método das direções
NOTA Uma série de leituras conjugadas consiste na observação
sucessiva de todas as direções a partir da direção de origem, fazendo o
giro no sentido horário. Cada série é iniciada com outra leitura do limbo
horizontal. Os valores dos ângulos horizontais medidos são as médias

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aritméticas dos valores obtidos nas diversas séries (ver exemplo no


Anexo B).

43. modelo quase geoidal conjunto de valores de anomalias de altitude

44. descrição única de um ponto, marco, vértice ou referência de


monografia
nível, contendo seus dados, metadados, imagens e croqui.

45. altitude ou cota do nível d’água, normalmente medida sobre uma


régua limnimétrica em um determinado momento, em relação a
nível d’água uma superfície horizontal de referência

NOTA O nível d’água é expresso em metros.

46. referência de nível pertencente a três ou mais seções,



excetuando-se o caso de referência de nível de partida de ramal

diferença entre o potencial de gravidade na superfície de


47. número geopotencial C referência (Wo) e no ponto consideradona superfície terrestre

48. distância aproximada, medida ao longo da normal, entre as


ondulação geoidal N
superfícies elipsoidal e geoidal

49. proporção dada entre uma variável e uma grandeza de mesma


partes por milhão ppm natureza, sendo equivalente à milímetros por quilômetros
(mm/km)

50. representação gráfica de uma parte limitada da superfície


terrestre, sobre um plano horizontal local, em escalas maiores
planta topográfica
que 1:10 000, para fins específicos, na qual não se considera a
curvatura da Terra

51. poligonal básica


poligonal principal
figura geométrica determinada com os pontos materializados do
apoio topográfico

52. figura geométrica determinada com os pontos materializados do


poligonal secundária
apoio topográfico e apoiada na poligonal principal

53. posição de destaque na superfície a ser levantada


ponto
topograficamente

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54. ponto cotado ponto com valor de cota ou altitude conhecida

55. pontos convenientemente distribuídos, que vinculam o terreno


ao levantamento topográfico e, por isso, são materializados com,
pontos de apoio
por exemplo, estacas, piquetes, marcos de concreto, pinos de
metal ou tinta, dependendo da sua importância e permanência

56. pontos que determinam os acidentes naturais e/ou artificiais


ponto de detalhe necessários para estabelecer a forma do detalhe e/ou do relevo,
indispensáveis à sua representação gráfica

57. materializados entre duas referências de nível (RRNN) para


ponto de segurança PS
controle do nivelamento

58. precisão valores que expressam o grau de aderência das medidas entre si

59. regra básica da geodésia que deve ser aplicada à topografia,


estabelecendo que cada ponto novo determinado deve ser
princípio da vizinhança amarrado ou relacionado a todos os pontos vizinhos mais
próximos já determinados, para que haja uma otimização da
distribuição dos erros

60. superfície estabelecida a partir da anomalia de altitude plotada


superfície quase geoide
com referência à superfície elipsoidal ao longo da normal

61. conjunto de estações maregráficas, instaladas e operadas pelo


provedor de informações geográficas e estatísticas do país, com
a finalidade de monitorar a relação entre o Datum Vertical
rede maregráfica permanente para
Brasileiro e outros níveis de referência maregráficos, bem como
geodésia
subsidiar os estudos de modernização das altitudes brasileiras e
RMPG de variação do nível do mar.

NOTA O provedor de informações geográficas e estatísticas do Brasil


é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

62. apoio básico de âmbito municipal para todos os levantamentos


destinados a projetos, cadastros ou implantação de obras, sendo
rede de referência cadastral constituído por pontos materializados no terreno com
coordenadas planialtimétricas, referenciados a uma única origem
[Sistema Geodésico Brasileiro (SGB)] e a um mesmo sistema de
representação cartográfica, permitindo a amarração e

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consequente incorporação de todos os trabalhos de topografia


em um mapeamento de referência cadastral

63. trecho de nivelamento determinado entre dois pontos de


seção de nivelamento
referência de nível (RN)

64. plano topográfico local

sistema topográfico local


sistema de projeção topográfica
STL

sistema de projeção plano horizontal, conforme Anexo N

65. sistemas de projeção transversa de conjunto de projeções cilíndricas, transversas, conformes e


Mercator TM secantes, de acordo com o Anexo O

66. infraestrutura de referência ao posicionamento geodésico no


território brasileiro

NOTA 1 O SGB e o Sistema Cartográfico Nacional (SCN) adotam o


Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas (SIRGAS), em sua
Sistema Geodésico Brasileiro SGB
realização do ano de 2000 (SIRGAS 2000), época 2000,4, conforme IBGE
RPR 01/15.

NOTA 2 Os data anteriores do Sistema Geodésico Brasileiro eram


Córrego Alegre e SAD 69.

67. conjunto de drenagem natural constituído por elementos


sistema hidrográfico
naturais ou construídos

68. sistema viário conjunto de vias interligadas entre si, formando uma rede

69. terreno inclinado, cujo limite superior é denominado crista e o


talude
inferior é denominado pé

70. designação dos lugares para a identificação textual das


toponímia
representações físicas

71. trilha caminho estreito que permite andar a pé ou a cavalo

72. valo de divisa espécie de fosso usado como divisa

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73. ponto planimétrico da rede de referência cadastral, implantado e


vértice geodésico materializado no terreno com a respectiva monografia (ver Anexo
A)

74. local onde trafegam qualquer tipo de veículo e pedestres, cuja


via
largura é determinada pelos alinhamentos

Vamos nos aprofundar na definição de erro de graficismo vista na NBR 13133.

 Erro de graficismo (ou precisão do levantamento)


Erro máximo admissível na elaboração de desenho topográfico para lançamento de
pontos e traçados de linhas, com o valor de 0,2 mm, que equivale a duas vezes a acuidade
visual. (ABNT, 2021)
Acuidade visual, ou simplesmente a sigla AV, é a aptidão do olho para distinguir os
detalhes espaciais. Em outras palavras, é a capacidade de identificar a forma e o contorno
dos objetos.
[Link]

Acuidade visual (AV) é uma característica do olho de reconhecer dois pontos muito
próximos. Vários fatores especificam a esta acuidade, em especial, a distância entre os
fotorreceptores na retina e também da precisão da refração.
Ela é determinada pela menor imagem retiniana percebida pelo indivíduo. Sua medida é
dada pela relação entre o tamanho do menor objeto (optotipo) visualizado e a distância
entre observador e objeto.
[Link]
O erro de graficismo (eg) é uma função da acuidade visual, habilidade manual e qualidade do
equipamento de desenho.
O desenho topográfico é a projeção de todas as medidas obtidas no terreno sobre o plano do papel.
Neste desenho, os ângulos são representados em verdadeira grandeza e as distâncias são reduzidas
segundo uma razão constante. A esta razão constante denomina-se ESCALA.
O valor da escala é adimensional, ou seja, não tem dimensão (unidade). Escrever 1:200 significa que
uma unidade no desenho equivale a 200 unidades no terreno. Assim, 1 cm no desenho corresponde
a 200 cm no terreno ou 1 milímetro do desenho corresponde a 200 milímetros no terreno.
Ora, se o erro máximo admitido pela NBR na representação do desenho é de 0,2 mm, para sabermos
qual é a precisão do desenho, é só multiplicarmos 0,2 mm pelo módulo da escala. Assim sendo, a
representação de uma região na escala 1:50.000, considerando o erro de graficismo igual a 0,2mm,
permite que a posição de um ponto do terreno possa ser determinada com um erro relativo de até
10 m sem que isto afete a precisão da carta.

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Cálculo: 50.000 x 0,2 mm = 10.000 mm.


Transformando para metro: 10.000/1000= 10 m.
Em função do valor do erro de graficismo, é possível definir o valor da precisão da escala (pe), ou
seja, o menor valor representável em verdadeira grandeza, em uma escala.

Adaptado de: (Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

O erro admissível na determinação de um ponto do terreno diminui à medida em que a escala


aumenta.
Em casos onde é necessário representar elementos com dimensões menores que as estabelecidas
pela precisão da escala, podem ser utilizados símbolos, como os abaixo:

(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

Vou trazer outro conceito, pois, quero que vocês entendam bem e não confundam na hora da prova.
Na realidade, dá tudo na mesma e quero que vocês raciocinem e não fiquem decorando fórmula.
Já fiz vocês raciocinarem, agora, uma explicação através de fórmula, para, caso apareça na prova,
não estranhem: (Brandalize)
Segundo DOMINGUES (1979) o Erro de Graficismo (ε), também chamado de Precisão
Gráfica, é o nome dado ao raio do menor círculo no interior do qual se pode marcar um
ponto com os recursos do desenho técnico.
O valor de (ε), para os levantamentos topográficos desenhados manualmente, é da
ordem de 0,2mm (1/5mm). Para desenhos efetuados por plotadores automáticos, este
erro, em função da resolução do plotador, poderá ser maior ou menor.
Assim, a escala escolhida para representar a porção do terreno levantada, levando em
consideração o erro de graficismo, pode ser definida pela relação:

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Onde:
P: é a incerteza, erro ou precisão do levantamento topográfico, medida em metros, e que
não deve aparecer no desenho.
Por exemplo: a representação de uma região na escala 1:50.000, considerando o erro de
graficismo igual a 0,2mm, permite que a posição de um ponto do terreno possa ser
determinada com um erro relativo de até 10m sem que isto afete a precisão da carta.
Analogamente, para a escala 1:5.000, o erro relativo permitido em um levantamento
seria de apenas 1m.
Desta forma, pode-se concluir que o erro admissível na determinação de um ponto do
terreno diminui à medida em que a escala aumenta.
(Brandalize)

Vamos fazer o cálculo juntos:

𝜺 𝟏 𝟎, 𝟐
𝑬≤ ≤ 𝑷 = 𝟏𝟎. 𝟎𝟎𝟎𝒎𝒎
𝑷 𝟓𝟎. 𝟎𝟎𝟎 𝑷

Ou seja, 10 m.
Resolvemos o mesmo exemplo anterior de duas formas “diferentes”.
 Escala
Vou “bater” nessa tecla de escala, pois é onde sinto que mais há confusão, e esses conceitos básicos
são bons para a vida. rs
A representação da superfície terrestre sob a forma de carta implica na representação de
uma superfície muito grande sobre outra de dimensões bastante reduzidas. Daí decorrem
2 problemas:
1. Determinados detalhes não permitem uma redução pronunciada, pois se tornam
imperceptíveis.
Solução: Convenção Cartográfica
Exemplos: aeroportos, templos, escolas, campo de futebol, etc.
2. Necessidade de reduzirmos as proporções dos acidentes a representar a fim de que
seja possível representá-los dentro das dimensões que foram estabelecidas para a carta.
Solução: Escala
Assim, podemos definir escala como uma relação constante entre uma medida na carta
e a mesma dimensão no terreno. Esta relação é traduzida por uma fração em que o
numerador (invariavelmente a unidade) representa uma distância no mapa, e o
denominador a distância correspondente no terreno.
Exemplo: 1/25.000, 1:25.000

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Qualquer medida linear na carta é no terreno 25.000 vezes maior. Se considerarmos como
unidade o centímetro (cm), teremos que 1 cm na carta corresponde à 25.000 cm no
terreno, ou 250 m.

[Link]

Uma escala é dita grande quando apresenta o denominador pequeno (por exemplo,1:100, 1:200,
1:50, etc.). Já uma escala pequena possui o denominador grande (1:10.000,1:500.000, etc.).
Para a representação de uma área do terreno, terão que ser levadas em consideração as dimensões
reais desta (em largura e comprimento), bem como, as dimensões x e y do papel onde ela será
projetada.
Quando a área levantada e a ser projetada é bastante extensa e, se quer representar
convenientemente todos os detalhes naturais e artificiais a ela pertinentes, procura-se, ao invés de
reduzir a escala para que toda a área caiba numa única folha de papel, dividir esta área em partes e
representar cada parte em uma folha. É o que se denomina representação parcial.
Principais escalas e suas aplicações:

(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

 Escala gráfica
A escala gráfica é utilizada para facilitar a leitura de um mapa, consistindo-se em um segmento de
reta dividido de modo a mostrar graficamente a relação entre as dimensões de um objeto no

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desenho e no terreno. Segundo JOLY (1996) é um ábaco formado por uma linha graduada dividida
em partes iguais, cada uma delas representando a unidade de comprimento escolhida para o
terreno ou um dos seus múltiplos.
Para a construção de uma escala gráfica a primeira coisa a fazer é conhecer a escala do mapa. Por
exemplo, seja um mapa na escala 1:4000. Deseja-se desenhar um retângulo no mapa que
corresponda a 100 metros no terreno. Aplicando os conhecimentos mostrados anteriormente deve-
se desenhar um retângulo com 2,5 centímetros de comprimento:

Isto já seria uma escala gráfica, embora bastante simples. É comum desenhar-se mais que um
segmento (retângulo), bem como indicar qual o comprimento no terreno que este segmento
representa, conforme mostra a figura a seguir.

No caso anterior determinou-se que a escala gráfica seria graduada de 100 em 100 metros. Também
é possível definir o tamanho do retângulo no desenho, como por exemplo, 1 centímetro.

Existe também uma parte denominada de talão, que consiste em intervalos menores, conforme
mostra a figura abaixo.

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Uma forma para apresentação final da escala gráfica é apresentada a seguir.

 Sistema de projeção Universal Transversa de Mercator (UTM)


Esse é outro ponto bem chatinho de entender...

É um sistema de coordenadas planoretangulares, onde existem 60 meridianos-central,


múltiplos de 6, que fazem parte de 60 fusos de amplitude 6º (fig. 3.6). A projeção se dá
numa superfície secante ao globo terrestre (fig. 3.7). A origem das medidas de seu
quadriculado é o cruzamento do Meridiano Central (MC) com o Equador. O eixo Norte
será deslocado 500Km a leste do MC, determinando as distâncias no sentido Este/Oeste,
e para o Equador, 10.000km para o hemisfério sul e ↓m para o hemisfério Norte (fig.
3.8). O meridiano central do Rio de Janeiro é 45º, e seu esquema é mostrado na fig. 3.9.

Fig. 3.6 – Esquema dos fusos UTM.

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Fig. 3.7 – Cilindro secante ao globo

Fig. 3.8 – Valores de origem para o cálculo de coordenadas numa zona UTM. Fonte: Santos, 1989.

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Fig. 3.9 – Esquema de coordenadas UTM para o meridiano central 45º.

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Voltando à Norma... Confesso que, quando estudei para minha prova, só dei uma lida rápida na
Norma para ter uma visão geral. Vou inserir aqui alguns trechos, mas, quem puder, dá uma lida na
Norma na íntegra para garantir.

4 Instrumentos
4.1 Instrumentos básicos
Para a execução das operações topográficas previstas nesta Norma, são indicados os
seguintes instrumentos:
a) teodolitos;
b) níveis;
c) estações totais (ET) ou taqueômetros eletrônicos e medidores eletrônicos de distâncias
(MED);
d) receptores Global Navigation Satellite System (GNSS);
e) escâneres.
4.2 Precisão de instrumentos básicos

(...)

4.3 Instrumentos auxiliares


4.3.1 Para a execução das operações topográficas, são necessários os seguintes
instrumentos auxiliares:
a) baliza;
b) nível de cantoneira, de bastão e de mira;
c) trena;
d) mira;
e) refletor (prisma), bastão com bipé, com base nivelante com suporte, alvo refletor e
tripé;
f) termômetro;
g) barômetro;
h) psicrômetro;
i) sapata;
j) guarda-sol;
k) bateria, cabo e carregador;
l)rádio de comunicação;

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m) equipamento de segurança pessoal e de trânsito, como placa de sinalização, cone,


colete e fita sinalizadora.
NOTA Alguns dos instrumentos auxiliares sofrem revisões periódicas, principalmente após os serviços
de longa duração e viagens.
4.3.2 A trena deve ser aferida no ato de sua aquisição e periodicamente.
4.3.3 A mira do tipo dobrável, de encaixe e de invar, deve ser aferida no ato de sua
aquisição e periodicamente.
4.3.4 A utilização de prisma nas medições eletrônicas deve ser precedida da verificação
da sua constante para a correção das distâncias medidas.
4.3.5 A sapata deve ser utilizada como suporte às miras, sempre que se executar
transporte de altitude ou cota, devendo ter peso adequado à sua finalidade.
4.3.6 Na medição de distâncias eletrônicas, devem ser evitadas possíveis
interferências, por exemplo, rádio, emissoras de rádio, redes de transmissão elétrica ou
de telecomunicação.
4.3.7 Verificar a verticalidade do instrumento topográfico com o do prumo óptico ou a
laser incorporado na alidade ou na base do instrumento utilizado, conforme as instruções
prescritas nos manuais do fabricante.
5 Fases para execução do levantamento topográfico
5.1 Generalidades
O levantamento topográfico, em qualquer de suas finalidades, deve ter no mínimo as
fases descritas em 5.2 a 5.8.
5.2 Planejamento, seleção de métodos e instrumentos
5.2.1 O levantamento topográfico, em qualquer de suas finalidades, deve obedecer ao
princípio da vizinhança e às condições específicas descritas nesta Seção.
5.2.2 Antes do início dos trabalhos de campo, recomenda-se estudar sobre a
documentação cartográfica disponível, como:
a) localização dos marcos planimétricos e das referências de nível (RRNN);
b) conexão desses marcos e das RRNN com o apoio geodésico;
c) intervisibilidade dos marcos;
d) desenvolvimento das poligonais e nivelamentos do apoio básico a ser implantado
conforme 5.2.5 e 5.5;
e) análise de propagação de variâncias e tolerâncias em função da finalidade do
levantamento.
5.2.3 A vinculação (ou amarração) do levantamento topográfico ao SGB e/ou às redes
oficiais a ele vinculadas deve levar em conta a propagação dos variâncias ao longo dos
trabalhos a serem realizados, conforme descrito em 5.3.1 e 5.3.7.

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5.2.4 No caso de as medições e cálculos dos apoios topográficos resultarem em


discrepâncias, quando comparadas com a informação do provedor de informações
geográficas e estatísticas do país, isso deve ser comunicado a esse provedor.
NOTA O provedor de informações geográficas e estatísticas do Brasil é o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
5.2.5 Considerando as finalidades do levantamento topográfico, a densidade de
informações a serem representadas, as dimensões e a acurácia necessária a cada
finalidade, tem-se duas classes de poligonais planimétricas:
a) poligonal principal (PP);
b) poligonal secundária (PS).
NOTA As classes de poligonais são materializadas utilizando-se instrumento, procedimento,
desenvolvimento e monumentalização adequados, apresentados na Tabela 4, ou com tecnologia GNSS,
conforme 5.3.1. A Figura 1 exemplifica uma classe de poligonal apoiada em duas bases formadas por
pontos distintos. A Figura 2 exemplifica as classes de poligonais apoiadas em dois pontos distintos.

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5.2.6 Para estabelecer a metodologia de um levantamento topográfico, devem-se


considerar a sua finalidade básica e as dimensões da área a ser levantada, enquadrando
o levantamento topográfico em uma das seguintes classes: cadastral territorial,
topográfico altimétrico, topográfico planimétrico e topográfico planialtimétrico.
5.2.7 Em se tratando de levantamento topográfico altimétrico ou planialtimétrico,
devem ser consideradas a equidistância das curvas de nível e a densidade de pontos
cotados para a modelagem do terreno (modelo digital de terreno), de acordo com o grau
de detalhamento suscitado pela finalidade do levantamento ou pelas condições
ambientais.
5.2.8 Cuidados especiais devem ser tomados ao estacionar o instrumento nas
medições de campo, para se evitarem os erros de centragem e da posição do sinal a ser
visado, pois estes representam a maior fonte de erros na medição angular. Estes erros
são tanto maiores quanto mais curtos forem os lados das classes de poligonais. Nos casos
que requeiram maior rigor nas medições angulares, é recomendado o emprego de pilares
com dispositivos de centragem forçada ou adotar o método dos três tripés.
5.2.9 As medições angulares horizontais para fins de poligonação devem ser feitas pelo
método das direções, em séries de leituras conjugadas (luneta nas posições direta e
inversa).
5.2.10 Para o nivelamento trigonométrico, as medições angulares verticais devem ser
feitas em séries de leituras conjugadas (luneta nas posições direta e inversa).
5.2.11 Para efeito de validação de uma série qualquer, deve ser feito, no campo, o
cálculo do desvio dos ângulos em relação ao valor médio de todas as séries. Rejeitam-se,
uma por vez, as séries que se afastarem mais de três vezes da precisão nominal do
instrumento.

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5.2.12 O escâner a laser terrestre (LST) pode ser utilizado para levantamentos de
detalhes, desde que o registro das cenas seja apoiado em pontos implantados com GNSS
ou com poligonais com estação total, permitindo a análise da acurácia do ajustamento.
A acurácia deve atender à finalidade do levantamento topográfico.
Para a extração de dados, o software deve prever a análise de ruído na nuvem, evitando
o uso de pontos discrepantes em relação ao elemento escaneado.
5.2.13 A determinação de coordenadas de pontos com o uso de receptores Global
Navigation Satellite System (GNSS) pode ser realizada por diferentes métodos e conforme
a acurácia que atenda à finalidade do levantamento. Sua classificação depende do
movimento do receptor em relação aos pontos de interesse durante a medição, do
número de receptores empregados, dos sinais utilizados e do intervalo entre o rastreio e
o cálculo das coordenadas. Da combinação destes diferentes critérios derivam as técnicas
de posicionamento que determinam as coordenadas de pontos de interesse com
diferentes precisões.
[Link] A escolha do método empregado deve considerar: a acurácia da posição a
determinar; a precisão nominal dos receptores conforme fabricante; a influência de
fatores como a refração atmosférica, o multicaminhamento, a obstrução de sinais, o
número de satélites visíveis e a geometria entre satélites e receptor(es), entre outros.

(...)

5.3 Apoio topográfico e sua acurácia


5.3.1 O apoio topográfico planimétrico pode ser implantado com a utilização da
tecnologia GNSS ou de método convencional. Nessa implantação é requerida a
vinculação a dois ou mais pontos intervisíveis transportados da rede geodésica (SGB) ou
de redes oficiais a ela vinculadas. O Anexo D apresenta um exemplo de cálculo de
distâncias e azimutes no plano, para o método convencional.
5.3.2 Independentemente do método e da tecnologia adotados, a propagação das
precisões deve ser feita desde os vértices definidores das bases de referência até os
pontos de apoio implantados, podendo ser de forma simplificada. Os Anexos E e F
apresentam o cálculo simplificado da propagação das precisões para os métodos
convencionais.
5.3.3 A rede de poligonais apoiada na rede geodésica deve ser constituída por
poligonais principais, que ligam entre si os vértices geodésicos, seguindo, de acordo com
o terreno ou com a sua ocupação, uma linha próxima da reta. As poligonais secundárias
são materializadas preferencialmente entre as estações das poligonais principais.
5.3.4 O uso da tecnologia GNSS nas aplicações topográficas utiliza o método relativo
ou o diferencial, isto é, uma ou mais estações de coordenadas conhecidas servem de
apoio aos pontos a serem determinados (ver [Link]).

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5.3.5 No caso de levantamento planimétrico com existência de rede de referência


cadastral, as áreas levantadas devem ser amarradas aos vértices monumentalizados das
poligonais determinantes dos seus pontos topográficos.
5.3.6 A finalidade do levantamento determina a quantidade de pontos dos detalhes a
serem observados.
5.3.7 A acurácia planimétrica estabelecida para o levantamento topográfico está
relacionada com a sua finalidade. Os métodos, processos e instrumentos utilizados nos
trabalhos topográficos não podem conduzir a erros que comprometam a acurácia
inerente à finalidade do levantamento. Os pontos notáveis e de maior interesse podem
ter acurácia superior à adotada. Neste caso, estes pontos devem ser determinados por
suas coordenadas calculadas e não pelas obtidas graficamente.
5.3.8 Convém que os pontos planimétricos do apoio topográfico sejam utilizados
também como referências de nível. Nesse caso, as altitudes (preferencialmente) ou cotas
são determinadas por nivelamento geométrico duplo (nivelamento e contranivelamento)
ou por nivelamento trigonométrico ou por técnica de nivelamento GNSS relativo.
5.3.9 Os pontos planimétricos e as referências de nível do apoio topográfico devem ser
materializados em locais estáveis, de preferência de concreto, na forma tronco-piramidal,
enterrados com o topo ao nível do solo, local onde se deve encravar uma placa de
identificação contendo a materialização dos pontos. Dependendo da situação, estes
marcos podem ser substituídos por pinos metálicos ou de material sintético adequado.
5.3.10 Os pontos planimétricos do apoio básico e as referências de nível, ambos
materializados, devem ter monografias, conforme o exemplo no Anexo A, contendo
itinerários de acesso, croqui com orientação, amarrações, pontos de referência ou outras
informações que conduzam a uma fácil localização e identificação.
5.3.11 As referências de nível do apoio topográfico altimétrico devem estar vinculadas
às referências de nível do apoio geodésico de “alta precisão”, de “precisão” ou de “fins
topográficos”. A vinculação é realizada por nivelamento geométrico (nivelamento e
contranivelamento) ou por nivelamento trigonométrico ou nivelamento GNSS, neste caso
fazendo a devida transformação de altitude geodésica para altitude normal,
considerando o modelo oficial. De qualquer forma, deve-se atingir a acurácia definida
para o levantamento topográfico. O Anexo G apresenta um exemplo de transformação
com uso de GNSS.
5.3.12 Convém que, nas poligonais, sejam evitados lados longos e curtos, o que não é
favorável sob o ponto de vista da acurácia dos resultados.
5.3.13 Na determinação de uma rede básica, para qualquer projeto, recomenda-se que
as poligonais tenham o seu desenvolvimento o mais próximo possível da área de projeto.
5.4 Levantamento de detalhes
Os métodos clássicos (poligonais, irradiações, interseções ou ordenadas sobre uma linha-
base), com tecnologia GNSS ou com escâner, são destinados à determinação das posições

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planimétrica e/ou altimétrica dos pontos, para permitir a representação do terreno a ser
levantado a partir do apoio topográfico. Estes métodos podem conduzir,
simultaneamente, à obtenção da planimetria e da altimetria, ou então separadamente,
se condições especiais do terreno ou exigências do levantamento assim permitirem.
Independentemente do método e da tecnologia adotados, a propagação das precisões
deve ser feita desde os vértices do apoio até os pontos de detalhes medidos, podendo ser
de forma simplificada. O Anexo E apresenta um exemplo de cálculo da propagação das
precisões para os métodos clássicos.
5.5 Nivelamento
5.5.1 Generalidades
[Link] Havendo um modelo quase geoidal oficial ou realizado especialmente, podem-se
adotar as anomalias de altitude (ζ) para obtenção das altitudes normais, a partir de
altitudes geodésicas (h).
[Link] Em qualquer dos casos, devem ser observados previamente o objetivo do
nivelamento e a respectiva propagação de variâncias das operações.
[Link] Quando não houver a disponibilidade de um modelo quase geoidal, deve-se
executar a operação de nivelamento. Esta deve ser vinculada às RRNN oficiais (SGB) ou
mesmo ao número geopotencial (C). Este é obtido a partir de observações gravimétricas
nas RRNN oficiais.
[Link] Havendo disponibilidade de RRNN oficiais na região de interesse, no âmbito do
plano topográfico, podem-se realizar o nivelamento e o contranivelamento, a partir de
uma RN, transportando HN.
[Link] Para regiões que não atendam ao plano topográfico, devem-se consultar os
aspectos físicos da distribuição de massa, por meio de estudos gravimétricos da região
ou da análise do modelo quase geoidal.
[Link] Em obras que envolvam o armazenamento (por exemplo, barramentos) ou
transporte de líquidos (por exemplo, dutos e canais), mesmo havendo um modelo quase
geoidal, o nivelamento deve ser associado ao número geopotencial (C), sendo este
determinado a partir da associação de observações gravimétricas nas RRNN oficiais e
naquelas estabelecidas pela operação pertinente.
5.5.2 Nivelamento geométrico
[Link] O nivelamento geométrico é o método em que as diferenças de nível (altitudes
ou cotas) dos pontos visados são determinadas diretamente com uso de mira vertical,
com visadas a ré e avante. Na Tabela 5 são apresentadas as condições do nivelamento I
N de linhas, circuitos, seções e pontos.

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[Link] As referências de nível, espaçadas de acordo com o terreno, a área a ser


levantada e as condições peculiares em função da finalidade do levantamento, devem ser
materializadas por meio de nivelamento geométrico duplo (nivelamento e
contranivelamento) e a partir de referências oficiais, conforme tolerâncias e
procedimentos previstos na Tabela 5.
[Link] As miras devem ser posicionadas aos pares e equidistantes, com alternância
avante e a ré, de modo que a mira posicionada no ponto de partida (ré) seja posicionada,
em seguida, no ponto de chegada (lida avante), sendo conveniente que o número de
lances seja par.
[Link] As miras, devidamente verticalizadas, devem ser apoiadas sobre chapas ou pinos
e, no caminhamento, sobre sapatas, mas nunca diretamente sobre o solo.
[Link] Quando o instrumento utilizado for o nível automático óptico, em todas as
leituras devem ser lidos os três fios estadimétricos.
[Link] A qualidade do nivelamento geométrico é controlada com o contranivelamento,
seção a seção, observando-se os valores-limites contidos na Tabela 5.
[Link] Quando o nivelamento iniciar em uma RN conhecida e desenvolver-se para um
ponto de altitude ou cota não conhecida (linha aberta), é necessário fazer o
contranivelamento.
[Link] Para o transporte de altitudes, é necessário utilizar seção de duplo nivelamento
(ida e volta) ou circuitos fechados, desde que as origens (partidas e chegadas) sejam em
RRNN distintas e pertencentes e/ou vinculadas à rede do provedor de informações
geográficas e estatísticas do país. Distribuir ao longo do caminhamento do transporte os
chamados pontos de segurança (PS), com média de 1,0 km entre eles. As visadas máximas
de medidas nas miras não podem ultrapassar os 80 m e não podem ser feitas leituras
onde as visadas passem a menos de 30 cm de uma superfície, para se evitar o efeito da
refração.
NOTA O provedor de informações geográficas e estatísticas do Brasil é o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
[Link] As tolerâncias de fechamento apresentadas na tabela 5 decorrem dos erros
acidentais dos instrumentos e dos métodos empregados no nivelamento, e servem de
controle da acurácia das operações de campo.

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[Link] A acurácia do apoio topográfico altimétrico é expressa pela qualidade do


fechamento de circuitos ou linhas, formados por duplo nivelamento, conectando estações
de altitudes conhecidas.
[Link] A qualidade das operações de campo na determinação do apoio topográfico
altimétrico é constatada com o controle das diferenças de nível entre o nivelamento e o
contranivelamento geométricos, seção a seção, acumuladas na linha ou circuito,
observando-se os valores-limites apresentados na Tabela 5.
[Link] O ajustamento de uma seção, linha ou circuito nivelado e contranivelado
geometricamente é feito distribuindo-se o erro de fechamento proporcionalmente às
distâncias ou pelo método dos mínimos quadrados.
5.5.3 Nivelamento trigonométrico
O nivelamento trigonométrico é o método que realiza a medição da diferença de altura
entre os pontos do terreno, a partir da leitura do ângulo vertical gerado pela linha de
visada ao alvo. Essa medição considera a altura do instrumento e do alvo sobre o terreno
(mira vertical ou prisma), conforme as condições apresentadas na Tabela 6. As distâncias
entre os dois pontos podem ser medidas ou calculadas a partir das coordenadas. No caso
do método taqueométrico com teodolito, devem ser feitas as leituras correspondentes
aos três retículos da luneta (superior, inferior e médio), conforme os exemplos de cálculos
nos Anexos H e I. Pode-se usar o método da estação livre, pois ele dispensa a medição da
altura do instrumento e do prisma, quando esta altura for constante.
NOTA Recomenda-se que na aplicação do método da estação livre os pontos de
referência estejam em quadrantes distintos em relação à estação ocupada.

[Link] Este método pode ser usado para visadas acima de 300 m sobre a água e em
terrenos íngremes, com inclinação acima de 30 %. Para visadas maiores do que 125 m,

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devem ser considerados os efeitos da curvatura da Terra e a refração normal. Nesses


casos, o procedimento exige visadas recíprocas e simultâneas.
5.5.4 Nivelamento com uso da tecnologia GNSS
[Link] O nivelamento pode ser executado com o uso da tecnologia GNSS, desde que as
altitudes geodésicas sejam convertidas em altitudes normais, considerando os modelos
oficiais. Devem-se propagar as precisões variâncias para as altitudes convertidas,
considerando a consistência dos modelos, a fim de verificar se a acurácia obtida atende
à finalidade do nivelamento.
[Link] A conversão das altitudes obtidas a partir da anomalia de altitude ou da
ondulação geoidal deve ser realizada usando modelos matemáticos que especifiquem a
precisão destas variáveis. O órgão gestor do Sistema Geodésico Brasileiro (SGB) publica
modelos matemáticos de onde se obtém estas variáveis para todo o território nacional a
partir das coordenadas de um ponto. Os modelos matemáticos para os cálculos estão
indicados nas equações seguintes. O Anexo G possui um exemplo de cálculo.

(...)

5.7 Desenho topográfico final


5.7.1 A representação topográfica do relevo, dependendo da finalidade do
levantamento e do relevo, pode ser por curvas de nível, complementadas com pontos
cotados ou modelo digital de terreno.
5.7.2 As representações gráficas devem ser apresentadas em formatos estabelecidos
conforme a ABNT NBR 16752 ou conforme o contratante, adequadas à finalidade do
levantamento topográfico, considerando as suas dimensões. A representação gráfica
contempla quadrículas de 10 cm de lado, trazendo nas bordas da folha as coordenadas
plano-retangulares de identificação da linha que representam, comportando, ainda, a
moldura, as convenções e os identificadores conforme o modelo estabelecido pela
destinação do levantamento (ver Anexo M).
5.7.3 A toponímia, os números e outras referências devem ser desenhados de acordo
com a ABNT NBR 16861.
5.7.4 Os vértices do apoio topográfico e as referências de nível devem estar lançados
nas plantas, sendo estas com as suas altitudes normais.
5.7.5 No desenho final devem ser registradas as origens planimétrica e altimétrica,
bem como a finalidade do levantamento.
5.8 Relatório técnico
O relatório técnico, no término do levantamento topográfico, deve conter no mínimo o
seguinte:
a) objeto;
b) finalidade;

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c) período de execução;
d) localização;
e) Sistema Geodésico de Referência do sistema de coordenadas plano-retangulares,
com seu nível de referência altimétrico, conforme 5.3.1 e 5.3.11;
f) memorial descritivo dos serviços executados, contendo, no mínimo, precisões
obtidas, quantidades executadas, relação dos instrumentos utilizados, equipe técnica,
identificação do responsável técnico e documentos produzidos, incluindo as monografias;
e
g) memórias de cálculo, destacando-se as planilhas de cálculo das poligonais e das
linhas de nivelamento.
6 Inspeção
6.1 Deve ser realizada durante e após a execução do levantamento topográfico uma
inspeção com o objetivo de assegurar o desenvolvimento conforme esta Norma.
6.2 Especificamente, durante o processo, deve ser inspecionado o seguinte:
a) conexão ao apoio geodésico e/ou à rede de referência cadastral;
b) monografias dos vértices materializados da base de referência;
c) instrumental básico e auxiliar;
d) qualidade da materialização e intervisibilidade;
e) poligonais;
f) levantamento de detalhes;
g) nivelamentos;
h) cálculos e respectivos memoriais;
i) precisão das observações;
j) arquivos digitais;
k) peças gráficas;
l) convenções topográficas.
6.3 Deve ser estabelecido o número mínimo de pontos, de acordo com a Tabela 7, ou
outra amostragem determinada conforme acordo entre as partes interessadas. A
amostragem deve ser aleatória e distribuída uniformemente na área do levantamento. A
inspeção é realizada pelo contratante, exceto quando expressa em acordo entre as partes
interessadas.

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7 Aceitação
7.1 Generalidades
As condições de aceitação dos serviços e produtos elaborados, nas diversas fases do
levantamento topográfico, conforme a Seção 5, devem ser estabelecidas em decorrência
do resultado da inspeção, levando-se em conta, quando pertinente, as tolerâncias
estabelecidas nesta Norma e/ou conforme acordo entre as partes interessadas.
7.2 Aceitação relativa ao levantamento topográfico na sua parte planimétrica de
pontos
O critério de aceitação deve ser estabelecido a partir das discrepâncias entre as
coordenadas calculadas dos pontos e suas homólogas, medidas no terreno, por um
método de precisão igual ou superior ao utilizado na execução do apoio topográfico. O
ensaio deve assegurar que a discrepância calculada atenda à tolerância (até três vezes a
precisão) estabelecida nesta Norma ou conforme acordo entre as partes interessadas. Os
pontos definidores, que são objeto de ensaio, devem ser estabelecidos conforme 6.2.
7.2.1 Um levantamento topográfico planimétrico deve ser considerado aceito se 90%
dos pontos objeto da inspeção atenderem à tolerância considerada.
7.3 Aceitação relativa à altimetria do levantamento topográfico
O critério de aceitação deve ser estabelecido a partir das discrepâncias altimétricas, com
relação aos deslocamentos entre as altitudes ou cotas obtidas nas representações, de
pontos perfeitamente identificáveis nestas e no terreno, obtidos por nivelamento
geométrico, trigonométrico ou GNSS, apoiados nas referências de nível existentes na área
do levantamento, por um método de precisão igual ou superior ao utilizado na execução
do apoio topográfico. O ensaio deve assegurar que a discrepância calculada atenda à
tolerância (até três vezes a precisão) estabelecida nesta Norma ou conforme acordo entre
as partes interessadas. Os pontos definidores, que são objeto de ensaio, devem ser
estabelecidos conforme 6.2.
7.3.1 Um levantamento topográfico altimétrico deve ser considerado aceito se 90 %
dos pontos objeto da inspeção atenderem à tolerância considerada.

Para finalizar, vou trazer os anexos da Norma NBR 13133.

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6 - NBR 14166/2022 - REDE DE REFERÊNCIA CADASTRAL MUNICIPAL –


REQUISITOS E PROCEDIMENTO
Esta Norma estabelece os requisitos para a implantação e a densificação de uma Rede de Referência
Cadastral Municipal (RRCM) e compatibiliza os procedimentos para se estabelecer a infraestrutura
de apoio geodésico e topográfico.
As normas complementares são:
 NBR15777 - Convenções topográficas para cartas e plantas cadastrais - Escalas 1:10.000,
1:5.000, 1:2.000 e 1:1.000 - Procedimento
 NBR15309 - Locação topográfica e acompanhamento dimensional de obra metroviária e
assemelhada - Procedimento
 NBR14645-1 - Elaboração do "como construído" (as built) para edificações - Parte 1:
Levantamento planialtimétrico e cadastral de imóvel urbanizado com área até 25 000 m²,
para fins de estudos, projetos e edificação
 NBR17058 - Locação topográfica e controle dimensional de edificação - Procedimento
 NBR17047 - Levantamento cadastral territorial para registro público – Procedimento
A norma complementada é a NBR13133 - Execução de levantamento topográfico – Procedimento.
Abaixo, segue pequeno resumo da norma.
A implantação e a densificação de uma rede de referência cadastral municipal
Como fazer a materialização dos vértices de implantação? Qual é o tempo de rastreio em
função do tamanho da linha de base e do tipo de receptor do global navigation satellite
system (GNSS)? Qual é o método de levantamento para implantação da rede de
referência cadastral municipal (RRCM)? Como realizar o planejamento dos vértices
principais e de apoio? Essas indagações estão sendo solucionadas na NBR 14166 de
01/2022 - Rede de referência cadastral municipal - Requisitos e procedimento.

Equipe Target

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NBR 14166 de 01/2022 – Rede de referência cadastral municipal — Requisitos e


procedimento
A NBR 14166 de 01/2022 – Rede de referência cadastral municipal — Requisitos e
procedimento estabelece os requisitos para a implantação e a densificação de uma rede
de referência cadastral municipal (RRCM) e compatibiliza os procedimentos para se
estabelecer a infraestrutura de apoio geodésico e topográfico. A rede de referência
cadastral municipal destina-se a apoiar a elaboração e a atualização de plantas
cadastrais municipais e da base cartográfica; vincular, de modo geral, os serviços de
topografia e de geodésia, visando as incorporações às plantas cadastrais do município;
referenciar os serviços topográficos de demarcação, de anteprojetos, de projetos, de
parcelamentos, de implantação e de acompanhamento de obras de engenharia em geral,
de urbanização, de levantamentos de obras como construídas, de cadastros territoriais e
de cadastros multifinalitários, e fornecer apoio aos serviços de aerolevantamentos.
Quanto à hierarquia, os vértices da RRCM devem ser ordenados em função do grau de
determinação (ou de densificação) posicional em relação ao SGB, por meio da seguinte
classificação descrita a seguir. Os marcos geodésicos do SGB: vértices já existentes,
devidamente homologados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e
pertencentes ao SGB. Os marcos geodésicos do SGB possuem coordenadas oficiais que
permanecem fixas no processo de determinação da RRCM.
Incluir os vértices superiores (VS): vértices da RRCM em cujo processo de ajustamento
para determinação de suas coordenadas consideram-se somente os marcos geodésicos
do SGB como pontos de referência (controle). Os vértices principais (VP): vértices da
RRCM em cujo processo de ajustamento para determinação de suas coordenadas utiliza
(m)-se de vértice (s) superior (es) como ponto (s) de referência (controle).
Os vértices de apoio (VA): vértices da RRCM em cujo processo de ajustamento para
determinação de suas coordenadas utilizam-se de vértice principal e/ou de apoio (já
existente) como pontos de referência (controle). Na determinação dos vértices principais
e dos vértices de apoio, podem ser utilizados marcos geodésicos do sistema geodésico
brasileiro (SGB) juntamente com os vértices da RRCM como pontos de referência
(controle).
A ordem hierárquica não está associada ao grau de precisão ou acurácia do vértice da
RRCM. A RRCM é implantada em primeiro plano por meio dos vértices superiores. Os
demais vértices (principais e de apoio) são realizados no processo de densificação da
RRCM.
Na implantação dos vértices superiores, devem-se considerar as etapas de planejamento;
de nomenclatura dos vértices; de materialização dos vértices e de métodos de medição
(levantamento). Estas etapas devem ser documentadas pelos respectivos projetos,
considerando no mínimo as seguintes informações: geométrico da rede, contendo no
mínimo disposição espacial dos vértices, vetores e poligonais, estratégia de controle de
qualidade e materialização de vértices; observação, contendo no mínimo o método de
observação, planejamento e logística das ocupações e sessão de observação por vetor;

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legislação, especificando o uso sistêmico por órgãos do município e contendo no mínimo


previsão de uso da rede tanto por secretarias como por projetos e obras, habitação,
administração e manutenção da rede, penalidades e incentivos ao uso; publicidade e
divulgação das monografias para acesso direto aos usuários, contendo no mínimo o
órgão responsável, monografia dos vértices, meios de localização deste documento e de
disponibilidade e metadados.
Para a escolha dos locais de implantação dos vértices, considerar, por exemplo, a
estabilidade da superfície, a segurança do local e a facilidade de acesso. Em geral,
consideram-se ainda as obstruções dos sinais e o efeito do multicaminho no
posicionamento do sistema global de navegação por satélite (GNSS). A quantidade de
vértices superiores e a distribuição espacial destes (ver figura abaixo) variam em função
da extensão e das características de cada município.
No planejamento da rede, deve ser atendido o seguinte: além dos marcos geodésicos do
SGB, a RRCM deve possuir no mínimo quatro vértices; a densidade mínima dos vértices
superiores deve ser de 1 vértice a cada 50 km² em áreas urbanas; o município pode
aumentar a quantidade de vértices superiores e/ou densificar a RRCM com vértices
principais e de apoio de acordo com a sua necessidade; em áreas rurais, a densidade
mínima de vértices superiores recomendada deve ser de 1 vértice a cada 200 km²; caso o
número de vértices superiores em áreas rurais seja maior do que 20 (conforme 5.2-d), a
quantidade e a distribuição espacial destes vértices devem ser determinadas de acordo
com as necessidades do município; núcleos urbanizados ou de características urbanas em
áreas rurais devem atender aos requisitos para áreas urbanas.
No planejamento do levantamento dos vértices superiores, considerar que somente
vetores (linhas de base) independentes devem ser posteriormente ajustados, sendo que
o número de vetores independentes por sessão de rastreio (VI) é dado por VI = r – 1, onde
r é o número de receptores do GNSS envolvidos na sessão de rastreio. A figura abaixo
ilustra um exemplo para r = 4 receptores simultâneos.
Caso o número de receptores envolvidos na sessão de rastreio seja maior do que três, os
vetores desta sessão, selecionados para o ajustamento, não podem formar um polígono
fechado. No planejamento do levantamento dos vértices superiores, considerar que
somente vetores (linhas de base) independentes devem ser posteriormente ajustados,
sendo que o número de vetores independentes por sessão de rastreio (VI) é dado por VI =
r – 1, onde r é o número de receptores do GNSS envolvidos na sessão de rastreio.
A figura abaixo ilustra um exemplo para r = 4 receptores simultâneos. Caso o número de
receptores envolvidos na sessão de rastreio seja maior do que três, os vetores desta
sessão, selecionados para o ajustamento, não podem formar um polígono fechado.

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A dimensão de qualquer vetor não pode ser maior do que duas vezes a dimensão do
menor vetor utilizado no ajustamento. Caso o menor vetor seja formado por dois vértices
superiores e outro vetor seja formado por um vértice superior e um marco geodésico do
SGB, a dimensão máxima recomendada para o vetor com o marco geodésico do SGB é de
três vezes a dimensão do menor vetor. A determinação da altitude dos vértices superiores
usando o modelo quase geoidal oficialmente adotado pelo município deve ser conforme
descrito a seguir.
O município fica encarregado de elaborar o seu próprio modelo quase geoidal ou de
adotar algum modelo com acurácia conhecida, por exemplo, modelo do SGB. O desvio-
padrão do modelo quase geoidal próprio deve ser proveniente da propagação das
covariâncias das altitudes geodésicas e das altitudes normais dos pontos de controle, e
deve ser divulgado para o nivelamento por GNSS tanto pelo método absoluto quanto pelo
método relativo.
Caso o município opte por elaborar o seu próprio modelo quase geoidal, recomenda-se
que os pontos utilizados no cálculo do modelo não estejam mais do que 5 km de distância
entre si. O modelo matemático para obtenção dos valores de anomalias de altitude fica
a critério do município.
As referências de nível (RRNN) do SGB no município, quando em bom estado e com boas
condições de rastreio GNSS, podem servir como pontos conhecidos na elaboração do
modelo quase geoidal. Recomenda-se a atualização periódica do modelo quase geoidal
adotado pelo município e, consequentemente, a atualização das altitudes normais dos
vértices da RRCM.
Para o RRNN do SGB como pontos de referência para o nivelamento geométrico dos
vértices superiores, a determinação da altitude dos vértices superiores usando as RRNN
do SGB como pontos de referência para o nivelamento geométrico dos vértices superiores
deve ser conforme descrito a seguir. Devem ser utilizadas no mínimo duas RRNN do SGB
para determinação da altitude normal dos vértices superiores da RRCM.
Os nivelamentos dos vértices superiores devem ter partida e chegada em RRNN distintas
pertencentes ao SGB, não admitindo o contranivelamento para uma mesma Referência
de Nível (RN). Pode ser realizado o nivelamento em linha de vértices superiores, ou seja,
com múltiplos vértices superiores, desde que o marco de RN de partida seja diferente do

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marco de RN de chegada. As seções de nivelamento devem possuir duplo nivelamento


com pontos de segurança a cada quadra ou a cada 200 m.
FONTE: Equipe Target
Abaixo, algumas partes da norma que considerei importante para nós.

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7 - LOCAÇÃO DE OBRAS
Segundo Yazigi, o terreno necessita estar limpo e terraplenado até proximamente às cotas de nível
definidas para execução das fundações. A locação tem de ser realizada somente por profissional
habilitado (utilizando instrumentos e métodos adequados), que deve partir da referência de nível
(RN) para demarcação dos eixos, A locação tem de ser global, sobre um ou mais quadros de madeira
(gabaritos), que envolvam o perímetro da obra. As tábuas que compõem esses quadros precisam
ser niveladas, bem fixadas e travadas, para resistirem à tensão dos fios de demarcação, sem oscilar
nem fugir da posição correta.

1.4 Locação de Prédios e outras Obras de Engenharia


Locação de uma obra é a operação inversa ao levantamento. O levantamento consiste
na obtenção, em campo, das medidas de ângulos e distâncias que permitirão, em
escritório, calcular e desenhar a superfície levantada. A locação consiste em tomarmos
os dados calculados em escritório, de um determinado projeto de obra, e implantá-lo no
terreno. O sucesso da obra dependerá de um correto levantamento, de um projeto bem
elaborado e de uma boa locação.
Existem diferentes métodos de locação, os quais variam em função do tipo de edificação.
É evidente que há diferenças em se locar um “shopping center” de 450x300m2 de área,
de um edifício de vários pavimentos de 30x38m2 de área ou uma habitação térrea de
8x12m2 de área.
No projeto de locação, a obra estará referenciada a um ponto conhecido e previamente
definido. A partir deste ponto, passa-se a locar no solo a projeção da obra desenhada na
planta.
É comum ter-se como referência, para a locação da obra, os seguintes pontos:
• o alinhamento da rua;
• um poste localizado no alinhamento do passeio;
• um ponto deixado pelo topógrafo quando da realização do controle da terraplenagem;
ou
• uma lateral do terreno quando este estiver corretamente localizado.
Para ilustrar estes referenciais, imagina-se a necessidade de locar uma casa de área
8x12m2, em um terreno de 15x40m2 de área. O projeto de locação deverá indicar o
referencial fixo adotado para a implantação da obra. Este referencial poderá ser o
alinhamento do terreno, se este estiver corretamente definido, o alinhamento do passeio,
ou um poste como exemplificado na figura 53 a.

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1.4.1 Locação de Estacas


Para que os diversos detalhes de um projeto, no caso a construção de um edifício ou de
uma casa, sejam locados sobre o terreno, é necessária a locação inicial dos elementos da
fundação, tais como as estacas, os tubulões, as sapatas isoladas ou corridas, entre outros.
Para efetuarmos isto, devemos, inicialmente, efetuar o estaqueamento da obra; somente
após, iremos locar as paredes da mesma.
Os cuidados com a locação dos elementos de fundação, de maneira precisa e correta são
fundamentais para a qualidade final da obra, pois a execução de todo o restante da obra
estará dependendo deste posicionamento, já que este é a referência para a execução da
estrutura que passa a ser referência para as alvenarias e estas, por sua vez são
referências para os revestimentos. O tempo empreendido para a correta locação dos
eixos da obra favorece uma economia geral de tempo e custo.
A demarcação dos pontos que irão definir a obra no terreno é feita a partir do referencial
previamente definido, considerando-se três coordenadas, sendo duas planimétricas e
uma altimétrica.
Deve-se levar em consideração em uma obra que utilizará o bate-estacas, que o mesmo,
por ser uma máquina pesada e que é transportada arrastando-se no terreno, irá destruir
qualquer locação prévia das paredes.
A demarcação poderá ser realizada com o auxílio de um teodolito ou nível, ou mesmo
com o auxílio de um nível de mangueira, régua, fio de prumo e trena. A definição por uma
ou outra técnica dependerá do porte da obra e das condições topográficas do terreno. O
processo topográfico é utilizado principalmente em obras de grande envergadura ou em
obras executadas com estruturas pré-fabricadas. Nestes casos qualquer erro poderá
comprometer seriamente a obra. Nos casos de obras de pequeno porte é comum o
emprego dos procedimentos manuais. Em qualquer um dos casos a materialização da
demarcação da obra exigirá um elemento auxiliar, o qual poderá ser constituído por

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simples piquete, por cavaletes ou pela tabeira (também denominada tapume, tábua
corrida ou gabarito) (Figura 53b).

O gabarito é montado com o auxílio de estacas de madeira de 7,5x7,5cm, espaçadas de


1,50 a 1,80m, nas quais são fixadas as tábuas de 15 ou 20cm de largura, as quais servirão
de suporte para as linhas que definirão os elementos demarcados.
O gabarito, devidamente nivelado, é colocado ao redor da obra a ser locada, a
aproximadamente 1,20 ou 1,50 do local da construção e com uma altura superior ao nível
do baldrame, variando de 0,40 a 1,50m acima do nível do solo.
O gabarito pode ser utilizado em terrenos acidentados ou com desnível acentuado.
Nestes casos, este deverá ser construído em patamares, conforme figura 53c.

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(...)
Deve-se estabelecer um ponto de origem para os eixos de coordenadas ortogonais e a
partir deste ponto, as distâncias marcadas serão acumulativas. Nos projetos que exigem
estrutura de concreto, caberá ao escritório de cálculo o fornecimento da planta de
locação das estacas.
(...)

Posteriormente, loca-se aleatoriamente dois eixos no sentido longitudinal e dois no


sentido transversal, amarrando-os às divisas do terreno e observando-se a perfeita
ortogonalidade dos mesmos (Figura 55a). Após tal locação, estica-se uma linha e verifica-
se a medida das duas diagonais do retângulo. Se estas diagonais apresentarem o mesmo
valor significa que a demarcação está corretamente feita. Caso contrario deverá ser
corrigido eventuais erros. Somente após a total correção é que deve-se continuar a
locação da obra.

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As estacas deverão ser cravadas no solo cerca de 0,60m para sua melhor fixação e
espaçadas de 2,50m, para que os vãos das tábuas das passarelas dos futuros andaimes
tenham resistência (Fig.56)

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Sobre o sarrafo serão medidas e demarcadas as diversas distâncias apresentadas na


planta. Estes pontos serão fixados por intermédio de pregos em ambos os lados do
retângulo. Isto acarreta que uma estaca necessita de quatro pontos demarcados sobre o
sarrafo de madeira para que o mesmo seja localizado sobre o terreno (Fig.57)

A estaca X da figura 57 tem seu local determinado pela interseção das duas linhas
esticadas, prego 1 ao prego 1 e prego 2 ao prego 2. Os pregos correspondentes e opostos
recebem a mesma denominação para facilitar a identificação na hora de se estabelecer
um ponto no terreno. Caso exista diversos pontos a serem locados no mesmo
alinhamento, o mesmo par de pregos servirá para todos eles. Ao esticar-se as linhas, o
ponto de interseção estará muito acima da superfície do solo; por intermédio de um fio
de prumo levamos a vertical até a superfície do solo e nele cravaremos um piquete, este
deverá estar pintado de uma cor bem marcante para facilitar sua identificação posterior.
Deverá, também, estar totalmente cravado no solo, para que o bate-estacas não o
arranque ao passar sobre ele.
Deve-se ainda, transferir a cota do RN para o gabarito. Com esta cota do gabarito pode-
se marcar todas as cotas de arrasamento das estacas (Figura 57a).

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Após a conclusão das locações dos eixos, caberá a colocação dos pregos laterais que
irão marcar a largura necessária para a abertura das valas, das vigas e das paredes. A
figura 57b mostra um conjunto de pregos que 2 a 2 marcam com 12cm a largura da
parede (só tijolo sem revestimento), com 20cm a largura da viga e com 40cm a largura
da vala. É importante também o controle da profundidade da vala, o qual é controlado
através de uma galga, nivelada com a cota do gabarito.

1.4.2 Locação de Paredes


A locação das paredes de uma obra deve ser feita com muito cuidado para que não haja
uma desarmonia entre o projeto e a execução. Ao marcar-se a posição das paredes, deve-
se fazê-la pelo eixo, para que se tenha uma distribuição racional das diferenças de
espessura das paredes, na planta e na realidade (Fig.58).

A locação das paredes da obra deve ser efetuada pelo processo da tábua corrida onde é
demarcada sobre a mesma, com pinos ou pregos, a posição do eixo de cada uma delas
como pode ser visto na figura 59.

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Seja qual for o método de locação empregado, é de extrema importância que ao final de
cada etapa de locação, seja devidamente conferido os eixos demarcados, procurando-se
evitar erros nesta fase. A conferencia pode ser feita através de equipamentos de
topografia ou mesmo de maneira simples, através da verificação do esquadro das linhas
que originam cada ponta da locação. Para isso pode-se utilizar o princípio do triângulo
retângulo (3,4,5) como ilustra a figura 59a.

(Corrêa, 2012)

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8 - RESOLUÇÃO DE QUESTÕES

(VUNESP – Prefeitura de Itapevi - 2019)


Um terreno deve ser analisado para se determinar a existência de declividades naturais
maiores que 30%, tendo em vista as restrições ao parcelamento legalmente estabelecidas. As
declividades naturais a serem consideradas podem ser definidas como
(A) a relação entre o desnível de dois pontos quaisquer do terreno e a distância horizontal
entre eles.
(B) a diferença entre a feição natural do terreno e a forma alterada pelo projeto, expressa
como relação percentual.
(C) a relação entre o desnível de dois pontos quaisquer do terreno e a distância direta entre
eles, medida na superfície do terreno.
(D) a relação entre o desnível entre pontos situados em uma linha de declividade natural
máxima e a distância horizontal entre esses pontos.
(E) a relação entre a equidistância vertical entre curvas de nível do levantamento topográfico
e a distância direta entre elas, medida na superfície do terreno.

Comentários
A declividade entre dois pontos de um terreno é determinada através da relação entre a diferença
de nível entre esses dois pontos e a distância em planta (distância horizontal) entre eles.
Mas, como a questão pede para analisarmos se há declividades naturais maiores que 30%, temos
que partir de uma linha de declividade natural máxima analisando as distâncias entre as curvas de
níveis. Lembrando que, quanto mais próximas as curvas de níveis estiverem, mais inclinado será o
terreno.
A resposta é a alternativa (D).
Aproveito para trazer um trecho do livro “Topografia para Arquitetos”, comprei o e-book, pois, já foi
cobrado em concursos: (Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, Topografia para Arquitetos, 2003)

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Abaixo, conceito de curva de nível:

Gabarito: alternativa D

(VUNESP – Prefeitura de Itapevi - 2019)


Um arquivo contendo a topografia de determinado terreno contém curvas de nível
vetorizadas, geradas por um programa específico de topografia e exportadas para formato
compatível com o programa AutoCAD™. Para que o terreno possa ser modelado
tridimensionalmente no AutoCAD™, é necessário que
(A) todas as curvas de nível sejam movidas para a cota 00,00.
(B) a topografia seja inserida como imagem raster e, em seguida, moldada por meio da
variação da elevação (comando elev).
(C) a variação da coordenada “z” entre curvas de nível do levantamento planialtimétrico
corresponda à sua equidistância vertical.
(D) as polilinhas correspondentes às curvas de nível tenham espessura (thickness) equivalente
à cota de nível em que se encontram os pontos do terreno correspondentes.
(E) as entidades que correspondem a elementos da topografia sejam explodidas (comando
explode) e colocadas em sua respectiva altura por meio do comando thickness.

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Comentários
Para que um terreno seja modelado, tanto no AutoCad, quanto no REVIT, é necessário que as curvas
de níveis estejam, no eixo “z”, ou seja, o da altura, com o seu nível correspondente.
Estamos mais acostumados a trabalhar no AutoCad somente nos eixos “x” e “y”, ou seja, com o
desenho planificado.
Na imagem abaixo, podemos perceber que as curvas de níveis estão com a altura na coordenada “z”
de acordo com seus níveis correspondentes.

Gabarito: alternativa C

(VUNESP – Prefeitura de Campinas - 2019)


Para a elaboração de um estudo urbano, foram fornecidos arquivos de ortofotos da área de
projeto. Esse tipo de arquivo
(A) por utilizar uma projeção cônica, evita as distorções características da fotografia aérea.
(B) permite medir distâncias, posições, ângulos e áreas, como em um mapa convencional.
(C) somente pode ser obtido a partir de imagens de satélite, as quais são referenciadas a uma
rede GPS.
(D) por conta dos avanços tecnológicos, tem precisão adequada para o desenvolvimento de
projetos até o nível executivo.

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(E) apresenta menor grau de detalhamento da informação relativamente a mapas


convencionais.

Comentários

O que é Ortofoto
Ortofoto é a foto corrigida de todas as deformações presentes na fotografia aérea,
decorrentes da projeção cônica da fotografia- que dá à foto um aspecto distorcido,
como se a imagem tivesse sido arrastada do centro para as bordas da foto – e das
variações do relevo, que resultam em variação na escala dos objetos fotografados. A
ortofoto eqüivale geometricamente ao mapa de traço, todos os pontos se apresentam
na mesma escala, podendo seus elementos serem medidos e vetorizados com precisão.
É possível medir distâncias, posições, ângulos e áreas, como num mapa qualquer.
Para obter a ortofoto é preciso converter a imagem original (fotografia aérea), de
projeção cônica, em uma projeção ortogonal, e corrigir as deformações do relevo.
Sendo assim, é necessário que a imagem seja digitalizada, que haja pontos de controle
para orientação e um modelo digital do terreno.
(...)

[Link]

Gabarito: alternativa B

(VUNESP – Prefeitura de Campinas - 2019)


Para a definição de um projeto, foi fornecido um Modelo Digital do Terreno, sobre o qual serão
feitas as simulações tridimensionais de projeto, também por modelagem digital. Esse tipo de
arquivo
(A) é composto por pixels de imagem, aos quais é associada uma coordenada tridimensional
(x, y, z), o que permite um grau de visualização do terreno próximo do real.
(B) contém uma modelagem tridimensional do terreno e das edificações, permitindo a
produção de maquetes eletrônicas nas quais o projeto poderá ser inserido.
(C) não permite a produção direta de cartas de declividades, por não ser baseado em curvas
de nível equidistantes.
(D) permite calcular volumes de corte e aterro decorrentes do projeto proposto, por meio de
comparação de superfícies.
(E) apresenta elevado grau de detalhamento da informação, decorrente do uso obrigatório
de imagens de satélite.

Comentários

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Quando temos a modelagem Digital do Terreno, há a possibilidade de calcular-se os volumes de


corte e aterro do projeto proposto. No REVIT, programa no qual trabalho, projetando-se os platôs
no terreno original duplicado, podemos criar uma tabela que já nos dá o volume de corte e aterro
automaticamente. A alternativa (D) é a correta, as outras, não fazem sentido.

Gabarito: alternativa D

(FGV – Câmara Municipal de Salvador - 2018)


Método de locação aplicado em obras de grande porte onde são empregados equipamentos
de topografia e uma estrutura de madeira, composta por pontaletes nos quais são pregadas
tábuas ao longo de todo o perímetro da edificação, para posicionar os elementos de obra.
A descrição se refere ao método:
(A) do Gabarito;
(B) da Poligonal;
(C) do Cavalete;
(D) do Esquadro;
(E) da Envoltória.

Comentários
O processo topográfico é utilizado principalmente em obras de grande envergadura ou em obras
executadas com estruturas pré-fabricadas. Nestes casos qualquer erro poderá comprometer
seriamente a obra. Nos casos de obras de pequeno porte é comum o emprego dos procedimentos
manuais. Em qualquer um dos casos a materialização da demarcação da obra exigirá um elemento
auxiliar, o qual poderá ser constituído por simples piquete, por cavaletes ou pela tabeira (também
denominada tapume, tábua corrida ou gabarito).

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(Corrêa, 2012)

Gabarito: alternativa A

(Consulplan – TRF 2ª Região - 2017)


“O levantamento planialtimétrico ‘deve retratar a conformação da superfície do terreno, bem
como as dimensões dos lotes, com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados
confiáveis que, interpretados e manipulados corretamente, podem contribuir no
desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação’. Também chamado de
levantamento topográfico, é geralmente apresentado através de desenhos de planta com
curvas de nível e de perfis.”
(Pinto [Link] al, apud Milito, 2009, p. 5.)
Referente a aspectos do levantamento planialtimétrico de terrenos, assinale a alternativa
correta.
A) A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de cotas diferentes e altitudes
diversas de uma superfície qualquer.
B) Quanto mais inclinada for a superfície do terreno, menores serão as distâncias entre as
curvas; quanto menos inclinada, maiores serão as distâncias.
C) No caso de terrenos planos, deve-se verificar se há vielas sanitárias nas divisas laterais do
lote, já que a presença dessas vielas é muito comum nestes casos.
D) Para se conseguir as medidas de lotes de formato irregular com muita profundidade deve-
se incluir junto à medição dos quatro lados, também a medida simples das duas diagonais.

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Comentários

(A) Errada. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou
altitude de uma superfície qualquer. Quando relacionadas a outras curvas de nível
permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem
apresentar as ondulações, depressões, inclinações etc. de uma superfície. (Figura 1.5)

(MILITO, 2009)

(B) Correta! Podemos observar na Figura 1.5 que quanto mais inclinada for a superfície do
terreno, as distâncias entre as curvas serão menores, menos inclinada, as distâncias serão
maiores d1 < d2. (MILITO, 2009)
(C) Errada. Sendo o terreno com inclinação acentuada, em declive, deve-se verificar se há
viela -sanitária vizinha do lote, em uma das divisas laterais ou fundo.
(D) Errada. Para se conseguir as medidas de lotes de formato irregular com pouca
profundidade deve-se incluir junto à medição dos quatro lados, também a medida
simples das duas diagonais.

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Medir os quatro lados e as duas diagonais.

Neste caso, a medição da diagonal se torna imperfeita devido à grande distância, sendo assim,
utiliza-se um ponto intermediário diminuindo o comprimento da diagonal.

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(MILITO, 2009)

Para se levantar o trecho em curva, o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central).
Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da
corda. Medir a corda e a flecha no local. E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório)
construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda.
Vamos à apostila “Técnicas de construção civil e construção de edifícios”
(MILITO, 2009)
1.2 - EXAME LOCAL DO TERRENO
Sem sabermos as características do terreno, é quase impossível executar-se um bom projeto.
As características ideais de um terreno para um projeto econômico são:
a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção;
b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência;
c) Ser seco;
d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua;
e) Ser resistente para suportar bem a construção;
f) Ter facilidade de acesso;
g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos;
h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão;
i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica.
Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos, devemos levá-las em
consideração quando da visita ao lote, levantando os seguintes pontos:

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a) Deve -se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura, colhendo-se todas as
informações necessárias;
b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade, se o loteamento onde se situa o terreno, foi devidamente
aprovado e está liberado para construção;
c) Números das casas vizinhas ou mais próximas do lote;
d) Situação do lote dentro da quadra, medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima.
e) Com bússola de mão, confirmar a posição da linha N-S.
f) Verificar se existem benfeitorias. (água, esgoto, energia)
g) Sendo o terreno com inclinação acentuada, em declive, verificar se existe viela -sanitária vizinha do lote, em
uma das divisas laterais ou fundo;
h) Verificar se passa perto do lote, linha de alta tensão, posição de postes, bueiros, etc...
i) Verificar se existe faixa non edificandi. (de não construção)
j) Verificar a largura da rua e passeio.
Geralmente, estes dados colhidos na visita ao terreno não são os suficientes, e na maioria das vezes, devemos
pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento planialtimétrico.

Gabarito: B

(Consulplan – TRF 2ª Região - 2017)


A topografia é a base para diversos trabalhos de engenharia e arquitetura, na qual o
conhecimento das formas e dimensões do terreno é de suma importância. São exemplos de
aplicação da topografia:
I. Monitoramento de estruturas.
II. Projetos e execução de estradas, pontes, viadutos, túneis e portos.
III. Locação de obras e trabalhos de terraplenagem.
IV. Irrigação e drenagem.
V. Reflorestamentos.
VI. Planejamento urbano.
Estão corretas as alternativas:
A) I, II, III, IV, V e VI.
B) II, III e V, apenas.
C) I, III, IV e V, apenas.
D) II, III, V e VI, apenas.

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Comentários
Todas estão certas! A topografia se aplica a todos os itens.

A Topografia é a base para diversos trabalhos de engenharia, onde o conhecimento das


formas e dimensões do terreno é importante. Alguns exemplos de aplicação:
• projetos e execução de estradas;
• grandes obras de engenharia, como pontes, portos, viadutos, túneis, etc.; • locação de
obras;
• trabalhos de terraplenagem;
• monitoramento de estruturas;
• planejamento urbano;
• irrigação e drenagem;
• reflorestamentos;
• etc.
Em diversos trabalhos a Topografia está presente na etapa de planejamento e projeto,
fornecendo informações sobre o terreno; na execução e acompanhamento da obra,
realizando locações e fazendo verificações métricas; e finalmente no monitoramento da
obra após a sua execução, para determinar, por exemplo, deslocamentos de estruturas.
(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

Um pouco mais sobre topografia...


Fonte: [Link] (Brandalize)

1. Topografia
1.1. Conceitos
Definição: a palavra "Topografia" deriva das palavras gregas "topos" (lugar) e "graphen" (descrever), o que
significa, a descrição exata e minuciosa de um lugar. (DOMINGUES, 1979).
Finalidade: determinar o contorno, dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície terrestre,
do fundo dos mares ou do interior de minas, desconsiderando a curvatura resultante da esfericidade da Terra.
Compete ainda à Topografia, a locação, no terreno, de projetos elaborados de Engenharia. (DOMINGUES,
1979).
Importância: ela é a base de qualquer projeto e de qualquer obra realizada por engenheiros ou arquitetos. Por
exemplo, os trabalhos de obras viárias, núcleos habitacionais, edifícios, aeroportos, hidrografia, usinas
hidrelétricas, telecomunicações, sistemas de água e esgoto, planejamento, urbanismo, paisagismo, irrigação,
drenagem, cultura, reflorestamento etc., se desenvolvem em função do terreno sobre o qual se assentam.
(DOMINGUES, 1979). Portanto, é fundamental o conhecimento pormenorizado deste terreno, tanto na etapa
do projeto, quanto da sua construção ou execução; e, a Topografia, fornece os métodos e os instrumentos que
permitem este conhecimento do terreno e asseguram uma correta implantação da obra ou serviço.

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Diferença entre Geodésia e Topografia: a Topografia é muitas vezes confundida com a Geodésia pois se
utilizam dos mesmos equipamentos e praticamente dos mesmos métodos para o mapeamento da superfície
terrestre. Porém, enquanto a Topografia tem por finalidade mapear uma pequena porção daquela superfície
(área de raio até 30km), a Geodésia, tem por finalidade, mapear grandes porções desta mesma superfície,
levando em consideração as deformações devido à sua esfericidade. Portanto, pode-se afirmar que a
Topografia, menos complexa e restrita, é apenas um capítulo da Geodésia, ciência muito mais abrangente.

Gabarito: A

(Consulplan – P.M. Venda Nova do Imigrante/ES - 2016)


Devido a algumas condições ambientais, instrumentais e pessoais é possível que as medidas
de grandeza (direção, distância e desnível) possam eventualmente apresentar erros durante a
elaboração de levantamentos topográficos. De acordo com o exposto, marque V para as
afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Existe a possibilidade de variação do comprimento de uma trena com a variação da
temperatura.
( ) A maior parte dos erros instrumentais pode ser reduzida adotando técnicas de
verificação/retificação, calibração e classificação.
( ) Os erros podem ser classificados em grosseiros, sistemáticos e aleatórios.
( ) Engano na contagem de lances durante a medição de uma distância com trena é
considerado erro aleatório.
( ) Inclinação da baliza na hora de realizar a medida é considerado erro grosseiro.
( )Erro de pontaria na leitura de direções horizontais é considerado erro aleatório ou acidental.
( ) A precisão está ligada à repetibilidade de medidas sucessivas feitas em condições
semelhantes, estando vinculada somente a efeitos aleatórios.
( ) A acurácia expressa o grau de aderência das observações em relação ao seu valor
verdadeiro, estando vinculada a efeitos aleatórios e sistemáticos.
A sequência está correta em:
A) F, V, F, V, F, F, F, F.
B) V, F, V, F, V, F, V, F.
C) F, F, F, V, V, V, F, V.
D) V, V, V, F, F, V, V, V.

Comentários
Verdadeiro: Existe a possibilidade de variação do comprimento de uma trena com a variação da
temperatura.

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Verdadeiro: A maior parte dos erros instrumentais pode ser reduzida adotando técnicas de
verificação/retificação, calibração e classificação.
Verdadeiro: Os erros podem ser classificados em grosseiros, sistemáticos e aleatórios (também
chamado de erros acidentais).
Falso: Engano na contagem de lances durante a medição de uma distância com trena é considerado
erro grosseiro.
Falso: Inclinação da baliza na hora de realizar a medida é considerado erro acidental.
Verdadeiro: Erro de pontaria na leitura de direções horizontais é considerado erro aleatório ou
acidental.
Verdadeiro: em condições semelhantes, estando vinculada somente a efeitos aleatórios.
Verdadeiro: A acurácia expressa o grau de aderência das observações em relação ao seu valor
verdadeiro, estando vinculada a efeitos aleatórios e sistemáticos.
Apostila de topografia UFBA
(UFBA, 2011)

Medições
Podemos obter medidas diretamente e indiretamente.
 Diretas-quando o aparelho (instrumento) pode ser aplicado no terreno.
 Indireta -quando se obtêm a medição após a realização de cálculos.
CLASSIFICAÇÃO DOS ERROS DE OBSERVAÇÃO
Para representar a superfície da Terra são efetuadas medidas de grandezas como
direções, distâncias e desníveis.
Estas observações inevitavelmente estarão afetadas por erros.
As fontes de erro poderão ser:
 Condições ambientais:
Causados pelas variações das condições ambientais como vento, temperatura, etc.
Exemplo: variação do comprimento de uma trena com a variação da temperatura.
 Instrumentais:
Causados por problemas como a imperfeição na construção de equipamento ou ajuste
do mesmo.
A maior parte dos erros instrumentais pode ser reduzida adotando técnicas de
verificação/retificação, calibração e classificação, além de técnicas particulares de
observação.
 Pessoais:

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Causados por falhas humanas, como falta de atenção ao executar uma medição, cansaço,
etc.
Os erros, causados por estes três elementos poderão ser classificados em:
• Erros grosseiros
• Erros sistemáticos
• Erros aleatórios
ERROS GROSSEIROS
Causados por engano na medição, leitura errada nos instrumentos, identificação de alvo,
etc.,normalmente relacionados com a desatenção do observador ou uma falha no
equipamento.
A repetição de leituras é uma forma de evitar erros grosseiros.
Alguns exemplos de erros grosseiros:
anotar 196 ao invés de 169;
engano na contagem de lances durante a medição de uma distância com trena.
ERROS SISTEMÁTICOS
São aqueles erros cuja magnitude e sinal algébrico podem ser determinados, seguindo
leis matemáticas ou físicas.
Pelo fato de serem produzidos por causas conhecidas podem ser evitados através de
técnicas particulares de observação ou mesmo eliminados mediante a aplicação de
fórmulas específicas. São erros que se acumulam ao longo do trabalho.
Exemplo de erros sistemáticos, que podem ser corrigidos através de fórmulas específicas:
 efeito da temperatura e pressão na medição de distâncias com medidor eletrônico de
distância;
 correção do efeito de dilatação de uma trena em função da temperatura.
ERROS ACIDENTAIS OU ALEATÓRIOS
São aqueles que permanecem após os erros anteriores terem sido eliminados.
São erros que não seguem nenhum tipo de lei e ora ocorrem num sentido ora noutro,
tendendo a se neutralizar quando o número de observações é grande.
Quando o tamanho de uma amostra é elevado, os erros acidentais apresentam uma
distribuição de frequência que muito se aproxima da distribuição normal. Por isso, deve-
se trabalhar com um número de amostras significativas.
Exemplo de erros acidentais:
 Inclinação da baliza na hora de realizar a medida;
 Erro de pontaria na leitura de direções horizontais.

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PRECISÃO E ACURÁCIA
A precisão está ligada a repetibilidade de medidas sucessivas feitas em condições
semelhantes, estando vinculada somente a efeitos aleatórios.
A acurácia expressa o grau de aderência das observações em relação ao seu valor
verdadeiro, estando vinculada a efeitos aleatórios e sistemáticos.

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O seguinte exemplo pode ajudar a compreender a diferença entre eles: um jogador de


futebol está treinando cobranças de pênalti. Ele chuta a bola 10 vezes e nas 10 vezes
acerta a trave do lado direito do goleiro. Este jogador foi extremamente preciso. Seus
resultados não apresentaram nenhuma variação em torno do valor que se repetiu 10
vezes. Em compensação sua acurácia foi nula. Ele não conseguiu acertar o gol,
“verdadeiro valor”, nenhuma vez.

Fonte: [Link] (Brandalize)

3. Erros em Topografia
Por melhores que sejam os equipamentos e por mais cuidado que se tome ao proceder um levantamento
topográfico, as medidas obtidas jamais estarão isentas de erros.
Assim, os erros pertinentes às medições topográficas podem ser classificados como:
a) Naturais: são aqueles ocasionados por fatores ambientais, ou seja, temperatura, vento, refração e pressão
atmosféricas, ação da gravidade, etc.. Alguns destes erros são classificados como erros sistemáticos e
dificilmente podem ser evitados. São passíveis de correção desde que sejam tomadas as devidas precauções
durante a medição.
b) Instrumentais: são aqueles ocasionados por defeitos ou imperfeições dos instrumentos ou aparelhos
utilizados nas medições. Alguns destes erros são classificados como erros acidentais e ocorrem ocasionalmente,
podendo ser evitados e/ou corrigidos com a aferição e calibragem constante dos aparelhos.
c) Pessoais: são aqueles ocasionados pela falta de cuidado do operador. Os mais comuns são: erro na leitura
dos ângulos, erro na leitura da régua graduada, na contagem do número de trenadas, ponto visado errado,
aparelho fora de prumo, aparelho fora de nível, etc.. São classificados como erros grosseiros e não devem
ocorrer jamais pois não são passíveis de correção.
É importante ressaltar que alguns erros se anulam durante a medição ou durante o processo de cálculo.
Portanto, um levantamento que aparentemente não apresenta erros, não significa estar necessariamente
correto.

Gabarito: D

(Consulplan – P.M. Cascavel/PR - 2016)

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Com o auxílio de instrumentos é possível determinar todos os ângulos necessários para


cálculos e desenhos utilizados em plantas topográficas. Baseado na relação existente entre
ângulo zenital e vertical, sabendo-se que o ângulo zenital é igual a 55°00’00” defina o valor do
ângulo vertical.
A) 15°00’00”.
B) 35°00’00”.
C) 110°00’00”.
D) 125°00’00”.
E) 145°00’00”.

Comentários

Fonte: [Link] (Brandalize)


4. Grandezas Medidas num Levantamento Topográfico
Segundo GARCIA e PIEDADE (1984) as grandezas medidas em um levantamento topográfico podem ser de dois
tipos: angulares e lineares.
4.1. Grandezas Angulares
São elas:
- Ângulo Horizontal (Hz): é medido entre as projeções de dois alinhamentos do terreno, no plano horizontal.
A figura a seguir exemplifica um ângulo horizontal medido entre as arestas (1 e 2) de duas paredes de uma
edificação. O ângulo horizontal é o mesmo para os três planos horizontais mostrados.

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- Ângulo Vertical (𝜶): é medido entre um alinhamento do terreno e o plano do horizonte. Pode ser ascendente
(+) ou descendente (-), conforme se encontre acima (aclive) ou abaixo (declive) deste plano.
A figura a seguir exemplifica ângulos verticais medidos entre a aresta superior (Parede 1) e inferior (Parede 2)
das paredes de uma edificação e o plano do horizonte. Os ângulos medidos não são iguais e dependem da
posição (altura) do plano do horizonte em relação às arestas em questão.

O ângulo vertical, nos equipamentos topográficos modernos (teodolito e estação total), pode também ser
medido a partir da vertical do lugar (com origem no Zênite ou Nadir), daí o ângulo denominar-se Ângulo Zenital
(V ou Z) ou Nadiral (V’ ou Z’).
A figura abaixo (RODRIGUES, 1979) mostra a relação entre ângulos verticais e zenitais.

[Link]

11.2. Ângulos Verticais


Como descrito anteriormente, a medida dos ângulos verticais, em alguns aparelhos, poderá ser feita da
seguinte maneira:
a) Com Origem no Horizonte
Quando recebe o nome de ângulo vertical ou inclinação, variando de 0º a 90º em direção ascendente (acima
do horizonte) ou (abaixo do horizonte).
b) Com Origem no Zênite ou no Nadir
Quando recebe o nome de ângulo zenital ou nadiral, variando de 0º a 360º.
As relações entre o ângulo zenital e o vertical são as seguintes:

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Gabarito: B

(FGV – Defensoria Pública/MT – 2015)


Para o sistema UTM (Projeção Transversa de Mercator), o meridiano central do fuso 18 é igual
a:
(A) – 57º.
(B) – 63º.
(C) – 69º.
(D) – 75º.
(E) – 81º.

Comentários

Não há uma solução perfeita para se representar a curva em um plano, mas há algumas soluções,
como o sistema de coordenadas geográficas e o sistema UTM.
Abaixo, temos a representação de um ponto pelo sistema de coordenadas geográficas.

[Link]

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A projeção UTM tem como objetivo minimizar todas as deformações de um mapa a níveis toleráveis,
representando-os em um sistema ortogonal. É um sistema universal, isto é, utilizado
internacionalmente para representação da superfície da Terra.
Como em engenharia é fundamental que se adote um sistema de coordenadas ortogonal, a
projeção UTM é a que mais se emprega em mapeamento, em trabalhos científicos, no
planejamento, no projeto básico e no projeto executivo de um empreendimento de Engenharia.
Pois permite um levantamento cartográfico (área de raio maior que 30 km) com significativo
controle de distorções.
No Brasil, o uso da projeção UTM é normalizado para cartas com escalas entre 1:1 000 000 e 1:25
000.
Coordenadas UTM (E, N): é o nome dado aos valores de abcissa (E) e ordenada (N) de um ponto
sobre a superfície da Terra, quando este é projetado sobre um cilindro tangente ao elipsóide de
referência. O cilindro tangencia o Equador, assim dividido em 60 arcos de 6º (60 x 6º = 360º). Cada
arco representa um fuso UTM e um sistema de coordenadas com origem no meridiano central ao
fuso, que para o hemisfério sul, constitui-se dos valores de 500.000m para (E) e 10.000.000m para
(N).
Assim como a Projeção de Mercator, a projeção UTM (Projeção Transversa de Mercator) é uma
projeção cilíndrica. Uma projeção transversa é aquela onde o eixo do cilindro está no plano do
equador. A projeção cilíndrica tem distorção mínima na área próxima ao círculo de
tangência/secância.

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[Link]

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O Sistema UTM utiliza como superfície auxiliar à superfície da Terra um cilindro transverso secante,
aplicado a cada fuso de 6º e que divide a Terra em 60 fusos, numerados a partir do antimeridiano
de Greenwich.

[Link]
[Link]

A figura a seguir mostra um fuso de 6º, o seu meridiano central e o grid de coordenadas UTM.
A origem do sistema UTM se encontra no centro do fuso.
Para o Hemisfério Norte as ordenadas variam de 0 a 10.000 km enquanto para o Hemisfério Sul
variam de 10.000 a 0 km.
As abscissas variam de 500 a 100 km à Oeste do Meridiano Central e de 500 a 700 km a Leste do
mesmo.

[Link]

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[Link]

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[Link]

Resumindo, no sistema UTM (Projeção Transversa de Mercator), o mundo está dividido em 60 fusos,
cada um com 6º (6º x 60= 360º). O Meridiano Central é o que divide o fuso em 2 partes iguais de
3º.
Existe uma fórmula para se calcular o Meridiano Central (MC) a partir do fuso:
MC = -183º + 6F
Logo, usando-se a fórmula acima, temos:
MC = -183º + 6 x 18 = -75º.
[Link] (vídeo do Youtube sobre coordenadas geodésicas)

Gabarito: D

(FGV – Defensoria Pública/MT – 2015)


Considere um terreno com o formato de um triângulo retângulo com área de 16 km2 e lado
AB igual a 4 km, conforme a figura a seguir.

Deseja-se dividir o terreno com uma cerca paralela ao lado AC partindo de um ponto M
integrante do lado AB, de modo que a área da base seja o triplo da área superior.

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Os lados BM e AM dos terrenos divididos são respectivamente iguais a:


(A) 2 km e 2 km.
(B) 1,5 km e 2,5 km.
(C) 1 km e 3 km.
(D) 0,75 km e 3,25 km.
(E) 0,5 km e 3,5 km.

Comentários
Podemos tirar os seguintes dados do enunciado:
A área do triângulo retângulo ABC é de 16 Km2 e sua hipotenusa tem 4 Km. Temos que o dividir,
com uma linha paralela ao cateto AC, de forma que a área da base seja o triplo da área superior.
Logo, temos que:
Ab + As = 16 km², sendo que Ab = 3As
Substituindo o valor de Ab na primeira equação, temos o valor de As:
3As + As = 16 Km²
4As = 16 Km²
As = 4 Km2
Ab = 12 Km2
Fiz um esquema com os dados da questão, nomeando os pontos e os lados dos triângulos:

Temos, acima, 2 triângulos semelhantes: ABC e MBP. Dois triângulos são semelhantes quando
possuem os mesmos ângulos e, sendo assim, os seus lados e áreas são proporcionais. O conceito de
proporcionalidade é o ponto de partida da trigonometria.
Para acharmos a razão da proporcionalidade das áreas basta dividirmos a área do triângulo MBP
pela área do triângulo ABC e vamos achar 1/4.

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Se o menor tem 1/4 da área do maior, e os dois triângulos são semelhantes, então as suas medidas
devem ser 1/2 daquelas do maior (basta tirar a raiz de ¼, pois a unidade de área é Km² e a dos lados
Km).
Portanto, se a hipotenusa do triângulo maior mede 4, então a hipotenusa do menor mede 2. Com
isso, AM = BM = 2.
Vamos aproveitar a questão e relembrar algumas relações trigonométricas, pois, também dava para
resolver dessa forma, porém é bem mais demorada.

(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

Gabarito: A

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(CONSULPLAN – P.M.N. Patos de Minas – 2015)


Analise as afirmativas a seguir.
I. Com auxílio de instrumentos, técnicas de medição, métodos de cálculo e estimativa de
precisão é possível representar de forma gráfica, através de mapas ou plantas, as grandezas e
as informações detalhadas sobre um determinado terreno.
II. O objetivo da topografia é efetuar levantamentos, executando medições de ângulos,
distâncias e desníveis que permitam representar uma porção da superfície terrestre em uma
escala adequada.
III. Em topografia trabalha-se com medidas lineares e angulares realizadas sobre a superfície
da terra e, através desses levantamentos, é possível calcular áreas, volumes e coordenadas.
IV. A NBR 14166 trata de execução de levantamento topográfico.
V. O levantamento topográfico pode ser dividido em planimétrico e altimétrico. A realização
simultânea desses dois tipos de levantamentos dá origem ao chamado levantamento
planialtimétrico.
Estão corretas as afirmativas:
A) I, II, III, IV e V.
B) I, II e III, apenas.
C) I, IV e V, apenas.
D) I, II, III e V, apenas.

Comentários
Todas estão corretas, com exceção da IV, pois a Norma que trata sobre a execução de levantamento
topográfico é a NBR 13133. A NBR 14166 trata sobre a rede de Referência Cadastral Municipal –
Procedimento.
“A Topografia tem por objetivo o estudo dos instrumentos e métodos utilizados para
obter a representação gráfica de uma porção do terreno sobre uma superfície plana”
DOUBEK (1989).
“A Topografia tem por finalidade determinar o contorno, dimensão e posição relativa de
uma porção limitada da superfície terrestre, sem levar em conta a curvatura resultante
da esfericidade terrestre” ESPARTEL (1987).
O objetivo principal é efetuar o levantamento (executar medições de ângulos, distâncias
e desníveis) que permita representar uma porção da superfície terrestre em uma escala
adequada. Às operações efetuadas em campo, com o objetivo de coletar dados para a
posterior representação, denomina-se de levantamento topográfico.
A Topografia pode ser entendida como parte da Geodésia, ciência que tem por objetivo
determinar a forma e dimensões da Terra. Na Topografia trabalha-se com medidas

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(lineares e angulares) realizadas sobre a superfície da Terra e a partir destas medidas são
calculadas áreas, volumes, coordenadas, etc. Além disto, estas grandezas poderão ser
representadas de forma gráfica através de mapas ou plantas. Para tanto é necessário um
sólido conhecimento sobre instrumentação, técnicas de medição, métodos de cálculo e
estimativa de precisão (KAHMEN; FAIG, 1988).
De acordo com BRINKER; WOLF (1977), o trabalho prático da Topografia pode ser dividido
em cinco etapas:
1) Tomada de decisão, onde se relacionam os métodos de levantamento, equipamentos,
posições ou pontos a serem levantados, etc.
2) Trabalho de campo ou aquisição de dados: fazer as medições e gravar os dados.
3) Cálculos ou processamento: elaboração dos cálculos baseados nas medidas obtidas
para a determinação de coordenadas, volumes, etc.
4) Mapeamento ou representação: produzir o mapa ou carta a partir dos dados medidos
e calculados.
5) Locação.
Classicamente a Topografia é dividida em Topometria e Topologia.
A Topologia tem por objetivo o estudo das formas exteriores do terreno e das leis que
regem o seu modelado.
A Topometria estuda os processos clássicos de medição de distâncias, ângulos e desníveis,
cujo objetivo é a determinação de posições relativas de pontos. Pode ser dividida em
planimetria e altimetria.
Tradicionalmente o levantamento topográfico pode ser divido em duas partes: o
levantamento planimétrico, onde se procura determinar a posição planimétrica dos
pontos (coordenadas X e Y) e o levantamento altimétrico, onde o objetivo é determinar a
cota ou altitude de um ponto (coordenada Z). A realização simultânea dos dois
levantamentos dá origem ao chamado levantamento planialtimétrico. A figura 1.1 ilustra
o resultado de um levantamento planialtimétrico de uma área.

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[Link]

Vamos à Norma NBR 13133

1. emprego de métodos para determinar as coordenadas


topográficas de pontos, relacionando-os com os detalhes,
visando à sua representação planimétrica em escala
levantamento topográfico
predeterminada e à sua representação altimétrica por
intermédio de curvas de nível, com equidistância também
predeterminada e/ou com pontos cotados

2. nivelamento

método que objetiva, exclusivamente, a determinação das


levantamento topográfico
alturas, relativas a uma superfície de referência, dos pontos de
altimétrico
apoio e/ou dos pontos de detalhes, pressupondo-se o
conhecimento de suas posições planimétricas, visando à
representação altimétrica da superfície levantada

3. método exploratório do terreno, com a finalidade específica de


levantamento topográfico expedito
seu reconhecimento, sem prevalecerem os critérios de acurácia

4. método planimétrico acrescido da determinação altimétrica do


levantamento topográfico
relevo do terreno e da drenagem natural, incluindo os detalhes
planialtimétrico
que são especificados de acordo com a finalidade

5. levantamento topográfico método que projeta no plano horizontal os detalhes topográficos


planimétrico especificados de acordo com a finalidade

Gabarito: D

(CONSULPLAN – P.M.N. Natividade – 2014)


“Um levantamento planialtimétrico e cadastral consiste numa minuciosa avaliação da área a
ser trabalhada. Enquanto a altimetria registra o grau de declividade do terreno, ilustrando o
desenho com curvas de nível, a planimetria se encarrega de registrar o perímetro e todos os
elementos naturais existentes, como canteiros, caminhos etc. O cadastro, por sua vez, reforça
o mapeamento de forma a locar no desenho tudo que possa existir, como, por exemplo,
luminárias, torneiras, caixas de inspeção, galerias, fiações e encanamentos subterrâneos ou
aéreos, mapeamento da copa das árvores, dos maciços de arbustos, bancos, fontes etc.” O
trecho anterior se refere ao planejamento de projeto:
A) paisagístico.
B) arquitetônico.

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C) de fachadas verdes.
D) de decoração exterior.

Comentários
As 2 alternativas que fazem sentido são a A e a B. Mas, como o enunciado trata de área externa, a
resposta é a alternativa A.
Vamos a seguinte apostila
[Link]

2.2.1 Estudo preliminar


Antes de se desenvolver o projeto propriamente dito, são necessários vários levantamentos: levantamento
planialtimétrico e cadastral; pesquisa popular; e, caracterização edafo-climática.
[Link] - Levantamento planialtimétrico e cadastral
Consiste numa minuciosa avaliação da área a ser trabalhada. Enquanto a altimetria registra o grau de
declividade do terreno, ilustrando o desenho com curvas de nível, a planimetria se encarrega de registrar o
perímetro e todos os elementos naturais existentes, como canteiros, caminhos, etc. O cadastro, por sua vez,
reforça o mapeamento de forma a locar no desenho tudo que possa existir, como por exemplo: luminárias,
torneiras, caixas de inspeção, galerias, fiações e encanamentos subterrâneos ou aéreos, mapeamento da copa
das árvores, dos maciços de arbustos, bancos, fontes, etc. É importante lembrar que: se o levantamento
planialtimétrico e cadastral estiver errado e não reproduzir a realidade local, o projeto paisagístico
automaticamente será falho também.

Gabarito: A

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[Link] 282

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(CONSULPLAN – COMPANHIA BRASILERIA DE TRENS URBANOS – CBTU – 2014)


“Quando o terreno é acidentado ou inclinado, o levantamento _________________ não é
suficiente. O relevo, a variação das alturas, será medido no levantamento _________________
e representado por meio de curvas de nível. A curva de nível é a representação dos pontos de
mesma _________________ em relação a um plano _________________ tomado como
referência.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa
anterior.
(A) altimétrico / planimétrico / altura / vertical
(B) planimétrico / altimétrico / cota / horizontal
(C) geométrico / planimétrico / origem / frontal
(D) topográfico / altimétrico / distância / ortogonal

Comentários
“Quando o terreno é acidentado ou inclinado, o levantamento planimétrico não é
suficiente. O relevo, a variação das alturas, será medido no levantamento altimétrico e
representado por meio de curvas de nível. A curva de nível é a representação dos pontos
de mesma cota em relação a um plano horizontal tomado como referência.”

1.5.2 CURVA DE NÍVEL:


É o lugar geométrico dos pontos de mesma cota, ou seja, são linhas que ligam pontos, na
superfície do terreno, que têm a mesma cota em relação a um plano horizontal. O
princípio básico da representação consiste em seccionar a superfície terrestre por planos
paralelos e eqüidistantes, cujas interseções projetadas ortogonalmente num plano
horizontal irão determinar as curvas de nível.
A Fig. 1.8 mostra o esboço de um morro seccionado por planos horizontais eqüidistantes
de 10m, produzindo as curvas de nível 20, 30, 40 e 50, que estão representadas em planta
na parte inferior da Fig.1.8.

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(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

Gabarito: B

(CONSULPLAN – P.M. Cantagalo – 2013)


Ao representar o levantamento topográfico de um terreno, foram identificadas inúmeras
elevações formadas por blocos de pedras, sendo a maior delas medindo 18 cm. Sabendo-se
que a escala utilizada nesta representação gráfica é 1:50, determine a verdadeira grandeza da
altura deste bloco.
(A) 9 metros.
(B) 90 metros.
(C) 900 metros.
(D) 9.000 metros.
(E) 90.000 metros.

Comentários
Quando escolhemos uma escala, dividimos o tamanho real por ela, agora, é só fazermos o contrário.

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Como a resposta está em metros, multiplicamos 0,18 m por 50.


A resposta é a alternativa A, nove metros.

(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

Gabarito: A

(CONSULPLAN – P.M. Uberlândia – 2012)


Estudos topográficos são primordiais nas áreas de engenharia e arquitetura, pois antecedem
qualquer outro a nível de planejamento ou anteprojeto. Analise.
• As linhas que estabelecem as divisões políticas ou propriedades.
• A posição geográfica dos acidentes naturais, como das obras executadas e informações sobre
a vegetação.
• O relevo (curvas de nível ou sombreado) ou a indicação das elevações e depressões relativas
do terreno.
As afirmativas anteriores se referem a:
A) mapa topográfico.
B) estudo de zoneamento.
C) mapeamento da cidade.
D) esboço de loteamento.

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E) mapa planimétrico.

Comentários

Mapa topográfico, a única que faz sentido.

O homem sempre necessitou conhecer o meio em que vive, por questões de


sobrevivência, orientação, segurança, guerras, navegação, construção, etc. No princípio
a representação do espaço baseava-se na observação e descrição do meio. Cabe salientar
que alguns historiadores dizem que o homem já fazia mapas antes mesmo de desenvolver
a escrita. Com o tempo surgiram técnicas e equipamentos de medição que facilitaram a
obtenção de dados para posterior representação. A Topografia foi uma das ferramentas
utilizadas para realizar estas medições. (Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)
Mapa Topográfico – é aquele que fornece a elevação das características naturais do
terreno através das curvas de nível, além de fornecer a posição correta destas
características. (Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)
A palavra MAPA é usada genérica e indiscriminadamente como sinônimo das palavras
CARTA e PLANTA (língua portuguesa).
A confusão no Brasil entre as palavras mapa, carta e planta tem origem no uso popular
de documentos cartográficos.
Por comodidade, os usuários passaram a designar todo documento cartográfico por
mapa. Geralmente, a distinção mais usual é feita pela ESCALA de Representação:
 Mapa - escala pequena
 Carta - escala média
 Planta - escala grande
"Mapa é a representação no plano, normalmente em escala pequena, dos aspectos
geográficos, naturais, culturais e artificiais de uma área tomada na superfície de um
corpo celeste, delimitada por elementos físicos ou culturais, destinada aos mais variados
usos."

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Moema Machado
Aula 05

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Vamos à Norma 13133/2021


3.16
carta
representação no plano, em escala média ou grande, dos aspectos artificiais e naturais de uma área tomada
de uma superfície planetária, subdividida em folhas delimitadas por linhas convencionais
3.41
mapa
representação no plano, normalmente em escala pequena, dos aspectos geográficos, naturais, culturais e
artificiais de uma área tomada na superfície de uma figura planetária, delimitada por elementos físicos e
político-administrativos, destinada aos usos temáticos, culturais e ilustrativos

Gabarito: A

(FGV – CÂMARA MUNICIPAL/PE - 2014)

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Moema Machado
Aula 05

Na “leitura” de uma planta com curvas de nível, abstrações geométricas que unem os pontos
que possuem o mesmo nível, o arquiteto identificou linhas mais espaçadas, mais ou menos
retas e paralelas, que representam terreno:
(A) com baixas declividades;
(B) altamente acidentado;
(C) com depressão ou promontório;
(D) pantanoso por falta de clara declividade;
(E) em fundo de vale ou coxilhas.

Comentários
Quanto mais espaçadas as curvas de nível, menor é a declividade, logo a resposta é a alternativa A.

(MILITO, 2009)

Gabarito: A

(FGV – SUDENE/PE - 2013)


Para se determinar o perfil de uma superfície topográfica, considera-se um plano vertical
imaginário cortando esta superfície.
A esse respeito, analise as afirmativas a seguir.
I. A interseção da superfície com o plano é denominada de perfil longitudinal, ao longo do
terreno.
II. Nos perfis longitudinais, para se acentuar o relevo do solo, em desenhos com escala
reduzida, usa-se a escala vertical, normalmente 10 vezes maior que a horizontal.

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III. A seção transversal constitui a interseção da superfície com o plano, sendo perpendicular
ao perfil longitudinal.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

Comentários
Todas estão corretas!

PERFIL LONGITUDINAL
É a representação gráfica do nivelamento. Chama-se perfil de um terreno, segundo
determinada direção, a intersecção da superfície do solo com o plano vertical que passa
pelo alinhamento que define aquela direção.
Isoladamente considerada, essa intersecção constitui o que chamamos de alinhamento,
que materializa, no terreno a direção a seguir nas medições e tem, em geral, a forma de
uma curva sinuosa no sentido vertical.
Se o perfil refere-se ao eixo do caminhamento, é chamado Perfil Longitudinal; se em
direção que atravessa esse eixo, é Perfil Transversal.
Para obtenção do perfil são necessárias distâncias horizontais e diferenças de nível entre
os pontos do terreno.
(...)
Para tal, desenha-se o perfil longitudinal, preferivelmente adotando-se para a escala
horizontal, a mesma que foi adotada na planimetria. Isto facilita a localização dos pontos
de cotas inteiras, na planta. Assim, se esta foi desenhada na escala 1/1000, adota-se esse
valor para a escala horizontal do perfil. E, para a escala vertical do perfil, geralmente 10
vezes maior, 1/100.
(...)
Uma das finalidades do levantamento de um perfil longitudinal é a obtenção de dados
para a locação de rampas de determinada declividade, como para a locação de eixos de
estradas, linhas de condução de água, (canais e encanamentos), obtenção das chamadas
“cotas inteiras”, etc.
Resulta isso, não só no próprio estudo da posição mais conveniente dessas rampas, como
também no movimento de terra necessário (cortes e aterros), em cada ponto da rampa.

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(JUNIOR, 1998)

1.7. TRAÇADO DE PERFIL:


Para se determinar o perfil de uma superfície topográfica, considera-se um plano vertical
imaginário cortando esta superfície. A interseção da superfície com o plano é
denominada de perfil longitudinal (ao longo do terreno) ou seção transversal (perfil
perpendicular ao perfil longitudinal).
Nos perfis longitudinais, para se acentuar o relevo do solo, em desenhos com escala
reduzida, usa-se a escala vertical, normalmente, 10 vezes maior que a horizontal. (Fig.
1.13)

(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

Para finalizar, trago uma outra definição... Não é para confundi-los, mas, sim, para vocês terem
bagagem para interpretar a questão na hora da prova.

Perfis transversais: são cortes verticais do terreno ao longo de uma determinada linha.
Um perfil transversal é obtido a partir da interseção de um plano vertical com o terreno
(figura 15.3). É de grande utilidade em engenharia, principalmente no estudo do traçado
de estradas.

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Um exemplo de perfil é apresentado na figura 15.4.

Durante a representação de um perfil, costuma-se empregar escalas diferentes para os


eixos X e Y, buscando enfatizar o desnível entre os pontos, uma vez que a variação em Y
(cota ou altitude) é menor. Por exemplo, pode-se utilizar uma escala de 1:100 em X e 1:10
em Y.
(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

Gabarito: E

(FGV – SUSAM/AM - 2014)


Uma planta topográfica mostra os acidentes topográficos que nortearão a implantação de um
projeto. A menor distância entre duas curvas de nível consecutivas é denominada:
(A) garganta.
(B) linha de cumeada.
(C) vertente.
(D) linha de talvegue.

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(E) linha de maior declive.

Comentários
A menor distância entre duas curvas de nível consecutivas é denominada linha de maior declive.
Vamos ao livro “Topografia para Arquitetos”
(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

1.6. LINHAS NOTÁVEIS DE UM TERRENO:


Quando se observa uma planta topográfica, é necessário identificar os acidentes
topográficos que determinarão a implantação de um projeto. Estes acidentes estão
mostrados na Fig. 1.12.

Vertente: são as superfícies laterais das elevações ou depressões (são também


chamadas: flancos ou encostas). As partes mais baixas das vertentes chamam-se fraldas.
Linha de talvegue: é a linha que une os pontos mais baixos de uma região (leito dos rios).
As águas das chuvas descem pelas vertentes e se escoam pelos talvegues.
Linha de cumiada: é a que une os pontos mais altos de uma região; divide as águas da
chuva para as vertentes (também chamada: divisor de águas).
Garganta: é a interseção da linha de talvegue com a de cumiada (também chamada:
colo).

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Linha de maior declive: é a menor distância entre duas curvas de nível consecutivas. Para
se determinar a linha de maior declive de uma região, partindo de um ponto qualquer,
liga-se este ponto a um outro pertencente à curva seguinte, desde que possuam a menor
distância entre si, e daí por diante.

Gabarito: E

(FGV – SUDENE/PE - 2013)


O método de Gauss, utilizado para o cálculo no campo da topografia, consiste em:
(A) subdividir a área a ser calculada em figuras geométricas conhecidas, fazendo-se uma
aproximação dos cantos arredondados da figura.
(B) desenhar a figura num papel milimetrado e um quadrado na mesma escala, cuja área seja
conhecida, comparando-se o número de quadrículas desse quadrado com as que compõem a
figura.
(C) utilizar vários softwares que permitem conhecer, automaticamente, a área da figura em
que se está trabalhando.
(D) empregar um processo mecânico através do instrumento planímetro, que consiste em dois
braços articulados em que um fixa o instrumento e o outro percorre o perímetro da figura.
(E) analisar, numericamente, a figura fazendo o cálculo da área pelas coordenadas da própria
figura, não havendo necessidade de se trabalhar graficamente a figura.

Comentários
São os seguintes os métodos de cálculo de área:
 Figuras geométricas
 Pontos
 Desenho eletrônico
 Planímetro
 Gauss
E, cada alternativa, trata de um desses métodos.
(A) Figuras geométricas
(B) Pontos
(C) Desenho eletrônico
(D) Planímetro
(E) Gauss

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Vamos ao livro “Topografia para Arquitetos”


(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

5.1. FIGURAS GEOMÉTRICAS:


Consiste em subdividir a área a ser calculada em figuras geométricas conhecidas:
retângulos, trapézios, círculos, triângulos etc. Deve ser feita uma aproximação dos cantos
arredondados da figura, ora passando por dentro, ora passando por fora da mesma,
buscando um equilíbrio de condições.
Para calcular a área propriamente dita, bastará somar as áreas das diversas figuras que
compõem a figura maior. Cabe ressaltar que na grande maioria das
vezes, o triângulo é o elemento mais utilizado neste método, e a título de recordação, é
lembrado que qualquer triângulo poderá ter a sua área determinada pela seguinte
fórmula:

5.2. PONTOS:
Seja a figura dada, cuja área deseja-se conhecer. Desenha-se a figura num papel
milimetrado. Desenha-se também um quadrado na mesma escala cuja área seja
conhecida. No caso, pode ser um quadrado com 10m de lado (na mesma escala que o
terreno) e 100m² de área. Conta-se quantas quadrículas cabem dentro desse quadrado
cuja área é conhecida e depois conta-se quantas quadrículas cabem dentro da figura.

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A sua área também será conhecida por uma regra de três simples, uma vez que se sabe
quantas quadrículas tem o quadrado e quantas quadrículas cabem na figura:

5.3. DESENHO ELETRÔNICO:


A informática, já há algum tempo, vem facilitando em muito o trabalho dos profissionais.
Na área de desenho, não é diferente. Através de vários softwares podemos conhecer
automaticamente a área da figura em que se está trabalhando. Dentre os vários
disponíveis no mercado, com finalidades diferentes, podem ser citados: Autocad, Micro
Station, Topograph, Data Geosis etc.

5.4. PLANÍMETRO:
É um processo mecânico de determinação de áreas. Ele se utiliza do instrumento que dá
nome ao método, o planímetro. Consiste em dois braços articulados, em que um fixa o
instrumento e o outro se articula livremente, percorrendo todo o perímetro da figura cuja
área se deseja conhecer. Possui também duas peças denominadas tambores, cuja função
é armazenar o número de voltas feitas na engrenagem do instrumento. Por processo
mecânico, então, ele avalia a quantidade de unidades de área que a figura possui. Para
conhecer a área na unidade em que se esteja trabalhando (m², por exemplo), deve-se
fazer uma regra de três utilizando os valores gravados num dos braços do planímetro.
Eles fazem a conversão de uma unidade de área do planímetro em várias outras (m², dm²

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etc.) e em diferentes escalas. Aí é só multiplicar a quantidade de unidades de área


encontrada pelo valor de conversão, e assim tem-se a área da figura.

Fig. 5.3 – Planímetro polar (AMSLER), usado na medida de uma área, com o ponto fixo fora da área. 1.
Ponto fixo; 2. Lupa para acompanhar o contorno da área; 3. Área que está sendo medida; 4. Corpo do
planímetro com as escalas; 5. Braço graduado para variar a escala. Fonte: Borges, 1992.
5.5. GAUSS:
Este método é totalmente numérico, não havendo necessidade de se trabalhar
graficamente sobre a figura. Ele a analisa fazendo o cálculo da área pelas coordenadas
da própria figura. Para entendermos como é feito esse cálculo, será criado um exemplo
em que se desenha a figura cuja área se deseja conhecer, situando-a junto com os eixos
Norte/Este, já que as coordenadas estão amarradas a eles.

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Gabarito: E

(FGV – INEA/RJ - 2013)


O método de levantamento planimétrico que consiste em se fazer uma poligonal aberta ou
fechada no terreno, para se medirem seus ângulos e distâncias, em que os ângulos devem ser
lidos em duas posições (direta e inversa) do aparelho apropriado e as distâncias podem ser
lidas com o distanciômetro, trena ou pela taquiometria, denomina-se:
(A) caminhamento.
(B) coordenada.
(C) interseção.
(D) irradiação.
(E) triangulação.

Comentários
As alternativas da questão são os 5 métodos de levantamento planimétrico descritos no livro
“Topografia para Arquitetos” aos quais trago abaixo.
Vamos ao livro “Topografia para Arquitetos”
(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

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4.1. MÉTODOS DE LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO


ETAPAS: Reconhecimento, Levantamento da Poligonal Básica e Levantamento dos
Detalhes.
Reconhecimento: Consiste em percorrer a região que vai ser trabalhada, selecionando-
se o ponto de partida e os principais vértices da poligonal básica do levantamento.
Levantamento da Poligonal Básica: É a parte de campo do levantamento propriamente
dito, sendo os trabalhos iniciados no ponto de partida escolhido, utilizando-se o método
do caminhamento.
Os elementos que marcam os limites da área (cercas, valas, etc.), assim como os pontos
característicos, são definidos pela medição de ângulos e distâncias. Os ângulos são
obtidos pela diferença das visadas vante (próxima futura) e ré (próxima passada).
Registram-se dados numéricos em caderneta apropriada, denominada caderneta de
campo, e faz-se um croqui do levantamento realizado, anotando-se os detalhes que
interessam. Estes dados depois são transportados para a caderneta de cálculo de
poligonal. Lançam-se poligonais fechadas, com o objetivo de comprovar a precisão do
levantamento.
Levantamento dos Detalhes: É realizado após o fechamento da poligonal básica.
Consiste em lançar uma série de poligonais abertas, interseções ou irradiamentos na área
levantada, partindo de vértices escolhidos na poligonal para obter dados que esclareçam
os detalhes (casas, benfeitorias, estradas, córregos etc.), que se deseja representar em
planta.
Para levantamento dos detalhes, ou mesmo em pequenos levantamentos isolados,
usamos os métodos rápidos ou expeditos, como ordenada, interseção, irradiamento e
triangulação.
4.1.1. DESCRIÇÃO DOS MÉTODOS:
A. CAMINHAMENTO
O método do caminhamento é utilizado fazendo-se uma poligonal aberta ou fechada no
terreno (ver fig. 4.1, exemplo de poligonal fechada com 4 vértices ABCD). Medimos seus
ângulos e distâncias. Os ângulos devem ser lidos em duas posições do aparelho (direta =
CE = círculo à esquerda e inversa = CD = círculo à direita). As distâncias podem ser medidas
com distanciômetro (mais preciso), trena ou pela taqueometria. A medida a trena é
utilizada para distâncias de até 50m. Após esse valor, e até aproximadamente 120m,
pode ser utilizada, com razoável precisão, a taqueometria.

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B. COORDENADA
Consiste em obter, no campo, duas distâncias ortogonais entre si, partindo de um ponto
da poligonal (na falta de teodolito, menor custo).

C. INTERSEÇÃO
É a determinação de um ponto através do cruzamento de duas direções dadas por dois
ângulos, ou por duas distâncias.

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D. IRRADIAÇÃO
É a determinação de um ponto por meio de uma distância e um ângulo, partindo de um
ponto e alinhamento conhecidos.

E. TRIANGULAÇÃO
O triângulo é a figura geométrica que pode ser determinada conhecendo-se as medidas
dos seus três lados, não necessitando, assim, de se medir ângulos. Logo, quando for
realizado um levantamento exclusivamente com medidas lineares, a amarração deste
deverá ser através da triangulação.
Dentro da área que se deseja levantar, escolhem-se pontos que formem, entre eles,
triângulos principais encostados uns aos outros, de modo a abranger toda a região.
Dentro destes triângulos determinam-se triângulos secundários subdividindo os
principais, a fim de permitir a amarração dos detalhes. Desta forma diminui-se a margem
de erros.

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Obs.: Os levantamentos por coordenadas, interseção, irradiação e triangulação não


servem, por si só, para fazer um levantamento topográfico de qualquer área. São
utilizados apenas, e com grande vantagem, como auxiliares do levantamento por
caminhamento.

Gabarito: A

(FGV – INEA/RJ - 2013)


Para se determinar as linhas de off-set (lugar geométrico dos pontos de encontro do talude
com a superfície original d terreno) de um terreno, em que se construirá uma plataforma
retangular horizontal, numa cota específica e, sabendo-se que o intervalo entre as curvas de
níveis é de 1m, que o declive do talude de cota é 1/1 e o do talude de aterro de 2/5, deve-se
considerar que
I. no talude de corte, cujo aclive é 1/1, cada curva de nível vencida representará, para cada 1m
na vertical, o deslocamento de 1m na horizontal.
II. no talude de aterro, com a inclinação de 2/5, adequando-a, proporcionalmente, ao intervalo
das curvas de nível, tem-se que, para cada 1m na vertical, desloca-se 2,5 m na horizontal.
III. sendo a plataforma em retângulo horizontal, as curvas de nível dos seus taludes são retas
transversais aos seus lados, sendo a distância entre estas retas determinada pelos declives dos
taludes de corte e aterro.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

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(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.


Comentários
I. Correta.
II. Correta.
III. Incorreta. Sendo a plataforma em retângulo horizontal, as curvas de nível dos seus taludes
são retas paralelas aos seus lados, sendo a distância entre estas retas determinada pelos
declives dos taludes de corte e aterro.
Vamos ao livro “Topografia para Arquitetos”
(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

6 - TALUDES
Quando se vai construir em terreno movimentado é necessário que se realizem cortes
e/ou aterros nesse terreno, de forma que a plataforma onde se vai locar a construção
seja estável, isto é, que não haja possibilidade de ocorrer escorregamentos ou
desmoronamentos.
Taludes: São as superfícies inclinadas resultantes de um corte ou aterro que servem de
ligação entre a plataforma que se vai executar e a superfície original do terreno, ou seja,
são as superfícies que têm por finalidade servir como sustentação natural para os
movimentos de terra.
Ponto de Off-Set: Ponto de encontro do talude com a superfície original do terreno.
Linha de Off-Set: Lugar geométrico dos pontos de off-set.
6.1. TALUDE DE CORTE:
Quando a construção que se quer executar tem cota menor do que a superfície natural
do terreno faz-se uma escavação que recebe o nome de CORTE. No corte o talude também
é chamado de rampa.

Os declives dos taludes de corte variam de acordo com a natureza do terreno:

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6.2. TALUDE DE ATERRO:


Quando a construção que se quer executar tem cota maior do que a superfície natural do
terreno faz-se um enchimento que recebe o nome de ATERRO. No aterro o talude também
é chamado de saia.

Em geral os taludes de aterro devem ser menos inclinados do que os de corte, pois, em se
tratando de solo colocado, os aterros têm menos estabilidade do que os cortes, onde o
terreno é natural.
Os declives dos taludes de aterro variam, principalmente, de acordo com a altura. Os
valores mais adotados são 1/4, 1/3, 1/2, 2/3. Entretanto, quando sua inclinação for
superior a 1/3 é aconselhável o endentamento do terreno natural para uma melhor
aderência, impedindo assim a formação de uma superfície com tendência de
escorregamento.
6.3. TALUDE DE SEÇÃO MISTA:
Ocorre quando o movimento de terra conjuga corte e aterro.

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6.4. DETERMINAÇÃO DAS LINHAS DE OFF-SET:


As linhas de off-set podem ser determinadas com o auxílio de seções transversais ou
diretamente na planta baixa. Sua determinação é importante na hora de se adotar
medidas tais como: construção de muro de sustentação para um aterro, aumento da área
de domínio, modificação no projeto, construção de pontes, viadutos, etc.
Exemplo:
No terreno dado quer se construir uma plataforma ABCD horizontal, na cota 71 e na
posição em planta. Determinar as linhas de off-set, sabendo-se:

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Declive do talude de corte = 1/1


Declive do talude de aterro = 2/3

Procedimento:
Sendo a plataforma um retângulo horizontal, as curvas de nível dos seus taludes são retas
paralelas aos seus lados. A distância entre essas retas paralelas é determinada pelos
declives dos taludes de corte e aterro.
No talude de corte, cujo declive é 1/1, cada curva de nível vencida pelo talude
representará uma distância de 1m em planta (ou seja, para cada 1m na vertical, desloca-
se 1m na horizontal).
Já no talude de aterro, como a inclinação é 2/3 (para cada 2m na vertical, desloca-se 3m
na horizontal), deverá ser feita uma proporção, adequando a inclinação ao intervalo
vertical das curvas de nível (1m). Ao invés de 2/3 será utilizado 1/1,5 (para cada 1m na
vertical, desloca-se 1,5m na horizontal).

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Gabarito: D

(CESPE – TRT 10ª Região – 2013)


Considere as seguintes informações:
< curvas de nível de um terreno: são linhas de interseção do terreno com planos paralelos ao
solo e equidistantes; < greide (grade): é a linha gráfica que acompanha o perfil do terreno; d =

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declividade (em %) = [DN/DH] × 100, em que DN = diferença de nível; < DH = distância


horizontal.

Considerando as informações acima, julgue os itens seguintes, relativos a topografia e


cartografia.

Na locação de rampas, um ponto do greide acima do ponto correspondente no terreno indica


um aterro.

Comentários

 Rampas – Traçado de Greide

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Uma das finalidades do levantamento de um perfil longitudinal é a obtenção de dados


para a locação de rampas de determinada declividade, como para a locação de eixos de
estradas, linhas de condução de água, (canais e encanamentos), obtenção das chamadas
“cotas inteiras”, etc.
Resulta isso, não só no próprio estudo da posição mais conveniente dessas rampas, como
também no movimento de terra necessário (cortes e aterros), em cada ponto da rampa.
Greide ou “Grade” é a linha que une dois a dois, um certo número de pontos dados num
perfil. É o eixo de uma rampa. Ou a representação da rampa sobre o gráfico do perfil.
Ao se locar um greide sobre o gráfico de um perfil longitudinal, surgem distâncias
verticais entre o ponto por onde passa o greide e o ponto correspondente no terreno. São
as “COTAS VERMELHAS”.
Ao se locar um greide que una diretamente as estacas 0 e 3 do perfil acima, vê-se que:
COTA VERMELHA – distância vertical entre um ponto do greide e o ponto correspondente
no terreno.
COTA VERMELHA POSITIVA (+) - é quando o ponto do greide estiver acima do ponto
correspondente no terreno. Equivale a um Aterro (“por terra”)
COTA VERMELHA NEGATIVA (-) – é quando o ponto do greide estiver abaixo do ponto
correspondente no terreno. Equivale a um Corte (“tirar terra”)
PONTO DE PASSAGEM – é o ponto de transição entre corte e aterro. O ponto do greide
coincide com o ponto do terreno. Não há corte nem aterro, tendo portanto cota vermelha
nula.
Declive do greide: a declive total de um greide é dada pela diferença de nível entre os
seus pontos inicial e final, em relação à distância horizontal compreendida por estes
pontos. Geralmente expresso em %.

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Gabarito: CERTA

Com base na definição de declividade, é correto afirmar que a declividade do ponto A ao ponto
E, mostrada na figura acima, é igual a 43,75%.

Comentários

D%= 235-200/80 x 100= 43,75%


Gabarito: CERTA

Todos os pontos de uma curva de nível têm a mesma elevação, ou cota.

Comentários
Correta!

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Gabarito: CERTA

Sabendo-se que o espaçamento entre as curvas de nível indica a forma do relevo do terreno,
é correto afirmar que quanto maior for esse espaçamento, mais íngreme será o terreno.

Comentários
Sabendo-se que o espaçamento entre as curvas de nível indica a forma do relevo do terreno, é
correto afirmar que quanto menor for esse espaçamento, mais íngreme será o terreno.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 191


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Aula 05

Gabarito: ERRADA

A figura I abaixo mostra que existe uma compensação de terra, enquanto que a figura II mostra
que o volume de corte é maior que o de aterro.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 192


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Aula 05

Comentários
O custo do movimento de terra é significativo em relação ao custo total da uma obra, sendo
necessário o equilíbrio entre volumes de cortes e aterros, com consequente redução de custos de
terraplenagem.
Exemplo prático:

Você foi contratado para executar uma obra.


Após levantamento topográfico, verificou-se que o terreno apresenta moderado desnível.
Por uma imposição do projeto arquitetônico, você não poderá aproveitar esse desnível e
terá que executar a obra sobre terreno plano.
Será necessário estimar uma cota final para o terreno (cota de projeto) de modo a
compensar e reduzir os volumes de corte e aterro, bem como os custos com os serviços
de movimentação de terra.

[Link]

A figura I mostra que existe compensação de terra (OK), mas a figura II mostra que o
volume de corte é igual que o de aterro.

Gabarito: ERRADA

(CESPE – TRT 10ª Região – 2013)


Com relação a cartografia e georreferenciamento, julgue os próximos itens.

As projeções relativas às figuras I e III mostradas abaixo são cônicas, enquanto que a da figura
II é cilíndrica.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 193


[Link] 282

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Aula 05

Comentários
Essa questão já foge um pouco da aula que é de Noções de Topografia, mas, coloquei todas das 50
provas que resolvi.

[Link]

Figura I – Cônica
Figura II – Cilíndrica
Figura III – Plana ou Azimutal Equatorial

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 194


[Link] 282

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Aula 05

[Link]

Site Mundo Educação:


As projeções cartográficas permitem representar a superfície esférica da Terra em um
plano, ou seja, no mapa; elas são a base para a confecção de um mapa, constituindo uma
rede sistemática de paralelos e meridianos, permitindo que esses sejam desenhados.
As representações da superfície terrestre em mapas apresentam algumas distorções. As
diferentes projeções cartográficas foram desenvolvidas com o intuito de minimizar as

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 195


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distorções ocorridas durante a produção de um mapa e, principalmente, fazer com que


essas distorções sejam conhecidas. Mas nenhuma delas é capaz de evitar a totalidade
das deformações.
As principais projeções cartográficas são:
Projeção Cilíndrica: O plano da projeção é um cilindro envolvendo a esfera terrestre. Após
realizada a projeção dos paralelos e meridianos do globo para o cilindro, este é aberto ao
longo de um meridiano, tornando-se um plano sobre o qual será desenhado o mapa.

Projeção Cilíndrica
Projeção Cônica: O plano da projeção é um cone envolvendo a esfera terrestre. Os
paralelos são círculos concêntricos e os meridianos retos convergem para o polo.

Projeção Cônica
Projeção Plana ou Azimutal: O plano da projeção é um plano tangente à esfera terrestre.
Os paralelos são círculos concêntricos e os meridianos retos irradiam-se do polo.

Projeção Plana ou Azimutal

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 196


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Faço uma observação aqui: os meridianos são retos na projeção plana polar, mas, temos
os tipos: equatorial e oblíqua.
Existem também as projeções:
Projeção de Mercator: Conserva os ângulos verdadeiros. Muito utilizada para navegação
marítima e aeronáutica.
Projeção de Peters: Projeção cilíndrica equivalente. Conserva a proporcionalidade das
áreas.
Projeção de Hölzel: Apresenta contorno em elipse proporcionando uma ideia aproximada
da forma esférica da Terra com achatamento dos polos.
Projeção Azimutal Equidistante Polar: O polo norte é o centro do mapa e a partir dele as
distâncias estão em escala verdadeira, bem com os ângulos azimutais.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
[Link]

Vamos ao site do IBGE


[Link]

3 - PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS
A confecção de uma carta exige, antes de tudo, o estabelecimento de um método,
segundo o qual, a cada ponto da superfície da Terra corresponda um ponto da carta e
vice-versa.
Diversos métodos podem ser empregados para se obter essa correspondência de pontos,
constituindo os chamados "sistemas de projeções".
A teoria das projeções compreende o estudo dos diferentes sistemas em uso, incluindo a
exposição das leis segundo as quais se obtêm as interligações dos pontos de uma
superfície (Terra) com os da outra (carta).
São estudados também os processos de construção de cada tipo de projeção e sua
seleção, de acordo com a finalidade em vista.
O problema básico das projeções cartográficas é a representação de uma superfície curva
em um plano. Em termos práticos, o problema consiste em se representar a Terra em um
plano. Como vimos, a forma de nosso planeta é representada, para fins de mapeamento,
por um elipsóide (ou por uma esfera, conforme seja a aplicação desejada) que é
considerada a superfície de referência a qual estão relacionados todos os elementos que
desejamos representar (elementos obtidos através de determinados tipos de
levantamentos).
Podemos ainda dizer que não existe nenhuma solução perfeita para o problema, e isto
pode ser rapidamente compreendido se tentarmos fazer coincidir a casca de uma laranja

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 197


[Link] 282

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Aula 05

com a superfície plana de uma mesa. Para alcançar um contato total entre as duas
superfícies, a casca de laranja teria que ser distorcida. Embora esta seja uma
simplificação grosseira do problema das projeções cartográficas, ela expressa claramente
a impossibilidade de uma solução perfeita (projeção livre de deformações). Poderíamos
então, questionar a validade deste modelo de representação já que seria possível
construir representações tridimensionais do elipsóide ou da esfera, como é o caso do
globo escolar, ou ainda expressá-lo matematicamente, como fazem os geodesistas. Em
termos teóricos esta argumentação é perfeitamente válida e o desejo de se obter uma
representação sobre uma superfície plana é de mera conveniência. Existem algumas
razões que justificam esta postura, e as mais diretas são: o mapa plano é mais fácil de
ser produzido e manuseado.
Podemos dizer que todas as representações de superfícies curvas em um plano envolvem:
"extensões" ou "contrações" que resultam em distorções ou "rasgos". Diferentes técnicas
de representação são aplicadas no sentido de se alcançar resultados que possuam certas
propriedades favoráveis para um propósito específico.
A construção de um sistema de projeção será escolhida de maneira que a carta venha a
possuir propriedades que satisfaçam as finalidades impostas pela sua utilização.
O ideal seria construir uma carta que reunisse todas as propriedades, representando uma
superfície rigorosamente semelhante à superfície da Terra. Esta carta deveria possuir as
seguintes propriedades:
1- Manutenção da verdadeira forma das áreas a serem representadas (conformidade).
2- Inalterabilidade das áreas (equivalência).
3- Constância das relações entre as distâncias dos pontos representados e as distâncias
dos seus correspondentes (equidistância).
Essas propriedades seriam facilmente conseguidas se a superfície da Terra fosse plana ou
uma superfície desenvolvível. Como tal não ocorre, torna-se impossível a construção da
carta ideal, isto é, da carta que reunisse todas as condições desejadas.
A solução será, portanto, construir uma carta que, sem possuir todas as condições ideais,
possua aquelas que satisfaçam a determinado objetivo. Assim, é necessário ao se fixar o
sistema de projeção escolhido considerar a finalidade da carta que se quer construir.
Em Resumo:
As representações cartográficas são efetuadas, na sua maioria, sobre uma superfície
plana (Plano de Representação onde se desenha o mapa). O problema básico consiste em
relacionar pontos da superfície terrestres ao plano de representação. Isto compreende as
seguintes etapas:
1º) Adoção de um modelo matemático da terra (Geóide) simplificado. Em geral, esfera
ou elipsóide de revolução;

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 198


[Link] 282

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2º) Projetar todos os elementos da superfície terrestre sobre o modelo escolhido.


(Atenção: tudo o que se vê num mapa corresponde à superfície terrestre projetada sobre
o nível do mar aproximadamente);
3º) Relacionar por processo projetivo ou analítico pontos do modelo matemático com o
plano de representação escolhendo-se uma escala e sistema de coordenadas.
(...)

3.2 - CLASSIFICAÇÃO DAS PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS

3.2.1 - QUANTO AO MÉTODO


a) Geométricas - baseiam-se em princípios geométricos projetivos. Podem ser obtidos
pela interseção, sobre a superfície de projeção, do feixe de retas que passa por pontos da
superfície de referência partindo de um centro perspectivo (ponto de vista).
b) Analíticas - baseiam-se em formulação matemática obtidas com o objetivo de se
atender condições (características) previamente estabelecidas (é o caso da maior parte
das projeções existentes).

3.2.2 - QUANTO À SUPERFÍCIE DE PROJEÇÃO


a) Planas - este tipo de superfície pode assumir três posições básicas em relação a
superfície de referência: polar, equatorial e oblíqua (ou horizontal) (Figura 2.4).
b) Cônicas - embora esta não seja uma superfície plana, já que a superfície de projeção é
o cone, ela pode ser desenvolvida em um plano sem que haja distorções (Figura 2.5), e
funciona como superfície auxiliar na obtenção de uma representação. A sua posição em

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 199


[Link] 282

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relação à superfície de referência pode ser: normal, transversal e oblíqua (ou horizontal)
(Figura 2.4).
c) Cilíndricas - tal qual a superfície cônica, a superfície de projeção que utiliza o cilindro
pode ser desenvolvida em um plano (Figura 2.5) e suas possíveis posições em relação a
superfície de referência podem ser: equatorial, transversal e oblíqua (ou horizontal)
(Figura 2.4).
d) Polissuperficiais - se caracterizam pelo emprego de mais do que uma superfície de
projeção (do mesmo tipo) para aumentar o contato com a superfície de referência e,
portanto, diminuir as deformações (plano-poliédrica; cone-policônica; cilindro-
policilíndrica).

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 200


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Figura 2.5 - Superfícies de Projeção desenvolvidas em um plano.

Gabarito: ERRADA

Os mapas digitais podem assumir duas formas básicas: vetor e grade. A primeira é formada
por pixels (menor elemento da imagem), e a segunda pode assumir a forma de pontos, linhas
ou polígonos.

Comentários
Os mapas digitais podem assumir duas formas básicas: vetor e grade. A grade é formada por pixels
(menor elemento da imagem), e o vetor pode assumir a forma de pontos, linhas ou polígonos.
[Link]

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Gabarito: ERRADA

O mapeamento sistemático do Brasil é feito na projeção UTM (Universal Transverse Mercator),


que se baseia em um sistema de coordenadas planas, ou coordenadas cartesianas.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 206


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Comentários
Certa, já vimos que é um sistema adotado internacionalmente, inclusive no Brasil, e se baseia em
coordenadas cartesianas.
Trago mais informações abaixo, mas, não percam muito tempo com esse assunto, creio que basta
ter uma ideia.
[Link]

3.3.5 - CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO SISTEMA UTM:


1) O mundo é dividido em 60 fusos, onde cada um se estende por 6º de longitude. Os
fusos são numerados de um a sessenta começando no fuso 180º a 174º W Gr. e
continuando para este. Cada um destes fusos é gerado a partir de uma rotação do cilindro
de forma que o meridiano de tangência divide o fuso em duas partes iguais de 3º de
amplitude (Figura 2.11).
2) O quadriculado UTM está associado ao sistema de coordenadas plano-retangulares,
tal que um eixo coincide com a projeção do Meridiano Central do fuso (eixo N apontando
para Norte) e o outro eixo, com o do Equador. Assim cada ponto do elipsóide de referência
(descrito por latitude, longitude) estará biunivocamente associado ao terno de valores
Meridiano Central, coordenada E e coordenada N.
3) Avaliando-se a deformação de escala em um fuso UTM (tangente), pode-se verificar
que o fator de escala é igual a 1(um) no meridiano central e aproximadamente igual a
1.0015 (1/666) nos extremos do fuso. Desta forma, atribuindo-se a um fator de escala k
= 0,9996 ao meridiano central do sistema UTM (o que faz com que o cilindro tangente se
torne secante), torna-se possível assegurar um padrão mais favorável de deformação em
escala ao longo do fuso. O erro de escala fica limitado a 1/2.500 no meridiano central, e
a 1/1030 nos extremos do fuso (Figura 2.12).
4) A cada fuso associamos um sistema cartesiano métrico de referência, atribuindo à
origem do sistema (interseção da linha do Equador com o meridiano central) as
coordenadas 500.000 m, para contagem de coordenadas ao longo do Equador, e
10.000.000 m ou 0 (zero) m, para contagem de coordenadas ao longo do meridiano
central, para os hemisfério sul e norte respectivamente. Isto elimina a possibilidade de
ocorrência de valores negativos de coordenadas.
5) Cada fuso deve ser prolongado até 30' sobre os fusos adjacentes criando-se assim uma
área de superposição de 1º de largura. Esta área de superposição serve para facilitar o
trabalho de campo em certas atividades.
6) O sistema UTM é usado entre as latitudes 84º N e 80º S.
Além desses paralelos a projeção adotada mundialmente é a Estereográfica Polar
Universal.
- Aplicações: Indicada para regiões de predominância na extensão Norte-Sul entretanto
mesmo na representação de áreas de grande longitude poderá ser utilizada.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 207


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É a mais indicada para o mapeamento topográfico a grande escala, e é o Sistema de


Projeção adotado para o Mapeamento Sistemático Brasileiro.

Gabarito: CERTA

(CESPE – INPI - pesquisador de arquitetura – 2013)


A respeito da aplicação dos estudos topográficos à arquitetura e ao urbanismo, julgue os itens
de 94 a 99.

Na divisão da topografia, a topometria é o conjunto de métodos empregados para a coleta de


dados e divide-se em planimetria e altimetria. A planimetria trata dos métodos e dos

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 208


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Aula 05

instrumentos empregados para estudo e para representação do relevo do solo no plano


vertical.

Comentários
Claramente, errada, não é mesmo? Planimetria, vem de plano, logo, não faz sentido representar
relevo do solo no plano vertical.
Vamos ao livro “Topografia para Arquitetos”
(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

1.2. DIVISÃO DA TOPOGRAFIA:


A topografia divide-se em:
A . Topologia
B. Topometria
C. Fotogrametria
A. TOPOLOGIA:
É a parte da topografia que estuda as formas exteriores da superfície terrestre e as leis
que regem seu modelado.
B. TOPOMETRIA:
Tem por objetivo o estudo e aplicação dos processos de medidas, com base na geometria
aplicada, onde os ângulos e distâncias são obtidos por instrumentos topográficos. A
topometria divide-se em:
B.1 – Planimetria: consiste na obtenção de ângulos e distâncias horizontais para se
determinar as projeções dos pontos do terreno sobre o plano topográfico. Atua no plano
horizontal, sem levar em consideração o relevo da terra.
B.2 – Altimetria: é a determinação das alturas do relevo do solo. As medidas são
efetuadas num plano vertical.
C. FOTOGRAMETRIA:
Tem por objetivo fotografar pequenos trechos da superfície terrestre para representação
num plano (carta topográfica). A fotogrametria pode ser aérea (aerofotogrametria) ou
terrestre, conforme será visto no capítulo 3.

Gabarito: ERRADA

A relação entre as representações planimétrica e altimétrica abaixo está correta.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 209


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Comentários
Questão, puramente, de observação e está correta.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 210


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Gabarito: CERTA

(CESPE – INPI - pesquisador de arquitetura – 2013)

Apesar de a topografia e a geodésia utilizarem os mesmos equipamentos, e praticamente os


mesmos métodos para mapeamento da superfície terrestre, a primeira mapeia pequenas
porções dessa superfície (raio de até 30 km), enquanto a segunda mapeia grandes porções,
considerando as deformações devidas à forma esférica da Terra.

Comentários
Correta.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 211


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Aula 05

Diferença entre Geodésia e Topografia: a Topografia é muitas vezes confundida com a


Geodésia pois se utilizam dos mesmos equipamentos e praticamente dos mesmos
métodos para o mapeamento da superfície terrestre. Porém, enquanto a Topografia tem
por finalidade mapear uma pequena porção daquela superfície (área de raio até 30km),
a Geodésia, tem por finalidade, mapear grandes porções desta mesma superfície,
levando em consideração as deformações devido à sua esfericidade. Portanto, pode-se
afirmar que a Topografia, menos complexa e restrita, é apenas um capítulo da Geodésia,
ciência muito mais abrangente. (Brandalize)
Vamos ao livro “Topografia para Arquitetos”
(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

1.1. CARTOGRAFIA:
É a parte da engenharia que trata da representação gráfica da superfície terrestre. A
cartografia divide-se em topografia e geodésia.
• GEODÉSIA: é a parte da cartografia que tem por objetivo o estudo da forma e
dimensões da terra. A geodésia, em seus trabalhos, leva em consideração a esfericidade
da terra e a refração do raio visual.
Divide-se em:
Geodésia superior – de cunho meramente científico, estuda a forma e dimensões da terra,
gravimetria e deslocamento dos continentes. Estuda e monitora falhas geológicas que
provocam os terremotos. Utiliza-se de satélite para a obtenção de medidas de precisão.
Geodésia elementar – ou geodésia aplicada, procura determinar, com precisão, a posição
de pontos sobre a superfície terrestre, levando em consideração a sua forma. Fornece,
para a topografia, uma rede de pontos nos quais esta apóia seus levantamentos.
• TOPOGRAFIA: (TOPOS = lugar e GRAFIA = descrição, desenho). Trata da representação
gráfica da superfície terrestre num plano horizontal (plano topográfico) de projeção com
dimensão máxima limitada a 80km, segundo a NBR 13133/94.

Gabarito: CERTA

O levantamento de um polígono percorre o perímetro de uma área, partindo de um ponto


inicial, denominado marco primordial (MP), e retornando a esse ponto, medindo ângulos e
distâncias dos lados que compõem a figura poligonal. Tal levantamento, na maioria das vezes,
é eficaz, pois o polígono formado no levantamento sempre coincide com o contorno das áreas
levantadas.

Comentários

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 212


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Aula 05

Sempre coincide??? Já tem algo errado.

[Link]

7. LEVANTAMENTO POR CAMINHAMENTO OU POLIGONAÇÃO


7.1. Introdução
 O levantamento por poligonação consiste em se percorrer o contorno (perímetro) de
uma área, formando um polígono fechado, saindo de um ponto inicial denominado
marco primordial (MP) e retornando a ele medindo-se os ângulos e as distâncias dos
lados que compõem tal polígono. É um método trabalhoso e preciso que adapta-se
para qualquer tipo e extensão de área. O polígono formado no levantamento não
coincide, na maioria dos casos, com o perímetro da área e para a complementação do
levantamento, associam-se à poligonação outros métodos de levantamento
(irradiação, intersecção, ordenadas) como auxiliares.
 No levantamento de uma poligonal as distâncias podem ser obtidas indiretamente por
taqueometria ou medição eletrônica, ou diretamente utilizando-se a trena. Os ângulos
horizontais (rumos, azimutes, deflexões ou ângulos internos) que poderão ser medidos
diretamente em uma só posição de limbo ou pelo método das direções (com 1,2 ou 3
séries de leituras conjugadas). A metodologia empregada na medição angular e linear
de penderá da classe da poligonal de acordo com a NB-13133.
 Na execução de um levantamento topográfico, em qualquer de suas finalidades, deve-
se ter, as seguintes fases:
a) planejamento, seleção de métodos e aparelhagem;
b) apoio topográfico;
c) levantamento de detalhes;
d) cálculos e ajustes;
e) original topográfico;
f) desenho topográfico; e
g) relatório técnico. Neste capítulo vamos nos ater às 4 primeiras fases.

Gabarito: ERRADA

Se, em um projeto paisagístico desenhado na escala de 1/50, a altura de um prédio for de 20


cm, a verdadeira altura será de 10 metros.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 213


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Aula 05

Comentários
Vamos lá! Se no desenho (papel), não é no CAD, por exemplo, a altura é de 20 cm, temos que
multiplicar esse valor pela escala, ou seja, 50.
20 cm x 50 = 1000 cm
1 m corresponde a 100 cm, logo a altura verdadeira é de 10 metros.
Gabarito: CERTA

Considerando-se que, em dado mapa topográfico, um dos lados da poligonal representado no


papel meça 55 cm e sabendo-se que a escala do desenho equivale a 1:2000, é correto afirmar
que a medida real desse lado do terreno será de 1.100 metros.

Comentários
55 cm x 2000= 110.000 cm, ou seja, 1.100 metros.
Gabarito: CERTA

(CESPE – INPI - pesquisador de arquitetura – 2013)


Com relação à carta solar como instrumental de representação de elementos externos à
topografia, julgue o próximo item.

O funcionamento da carta solar fornece dois ângulos, que serão utilizados para encontrar a
orientação solar em determinado momento do dia. O primeiro ângulo (azimute solar – a) é
marcado em relação ao norte, mostrando a convergência do raio solar. Já o segundo (altura
solar – h), é marcado em relação à superfície, representando a inclinação desse mesmo raio,
conforme ilustrado abaixo.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 214


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Aula 05

Comentários
Muito boa essa questão, pois, vamos aproveitar e relembrar um pouco a aula sobre conforto
térmico, tópico geometria solar.
Vamos ao livro “Topografia para Arquitetos”
(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

2.4. DIAGRAMA SOLAR:


O diagrama solar é um instrumento de grande utilidade nas mãos de um arquiteto, pois
fornece dados importantes do movimento aparente do Sol, em função do eixo Norte-Sul
geográfico (ou verdadeiro).
Para se entender o diagrama solar é preciso conhecer os movimentos de translação e
rotação da Terra (Fig. 2.8).
• Translação: É o movimento da Terra em torno do Sol. A Terra dá uma volta completa
em torno do Sol em um período de 365 dias e 6 horas.
• Rotação: A Terra gira 15o por hora em torno do eixo que passa por seus pólos. Este eixo
tem uma inclinação de 23º 27’ em relação à perpendicular ao plano imaginário formado
por seu movimento de translação. É essa inclinação que origina as estações do ano.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 215


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O diagrama solar representa a trajetória aparente do Sol e é específico para cada latitude
da superfície terrestre. Assim sendo, o diagrama solar do município do Rio de Janeiro é
válido para toda a latitude 22o 54’ Sul.
Os dados obtidos através do diagrama solar são o azimute solar e a altura (ou altitude)
solar (Fig. 2.9).
Azimute solar é o ângulo que a projeção horizontal da direção do Sol forma a partir do
Norte, contado no sentido horário, podendo variar de 0o a 360o. Em qualquer ponto da
superfície terrestre, ao meio-dia o Sol se encontra sobre o eixo Norte-Sul.
Altura Solar é o ângulo vertical que a direção do Sol forma com a sua projeção horizontal.
Nos momentos em que o Sol está nascendo e em que está se pondo a altura solar será
0o.
No estudo da Topografia, a utilização do diagrama solar tem algumas aplicações
específicas, como a determinação do Norte e o levantamento estimado de algumas
distâncias verticais.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 216


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Exemplo:

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 217


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Aula 05

Determinação gráfica do Norte (N) e da altura (h) de um poste, a partir de sua projeção
em planta (P) e de sua sombra (p) no dia 21 de junho às 08 horas.
Azimute solar: 56o Altura solar: 15º

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 218


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Aula 05

Gabarito: CERTA

(CESPE – TJ/RO – 2012)


Assinale a opção correta acerca de curvas de nível e de movimento de terra.
A As distâncias entre as linhas da planta topográfica permitem verificar se o declive do terreno
é muito acentuado ou não.
B Na planta topográfica, para se traçar as curvas de nível denominadas intermediárias, que
são representadas por traços grossos, usa-se como referência a altura média do mar.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 219


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Aula 05

C As curvas de nível constituem a maneira de se representar graficamente a hidrografia e a


vegetação de um terreno.
D Na representação topográfica, é possível que uma linha mestra se cruze com uma linha
intermediária.
E A legislação brasileira admite desmatamento e agricultura em terrenos com declividades
superiores a 45º.

Comentários
Vamos comentar todas!
(A) Certa! Quanto mais distantes, menor é a inclinação do terreno.
(B) Errada. As curvas intermediárias são representadas por traços finos, enquanto que as curvas
mestras, com traços grossos.
(C) Errada. As curvas de nível representam o relevo e, não a hidrografia e a vegetação do terreno.
A título de curiosidade, a batimetria (ou batometria) é a medição da profundidade dos
oceanos, lagos e rios e é expressa cartograficamente por curvas batimétricas que unem
pontos da mesma profundidade com equidistâncias verticais (curvas isobatimétricas), à
semelhança das curvas de nível topográfico. As curvas de nível também não representam a
vegetação de um terreno.
(D) Errada. Na representação topográfica, não é possível que uma linha mestra se cruze com
uma linha intermediária.
(E) Errada. A legislação brasileira não admite desmatamento e agricultura em terrenos com
declividades superiores a 45º.
Vamos ao livro “Topografia para Arquitetos”
(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

1.3. OBJETIVOS DA TOPOGRAFIA:


A Topografia tem por objetivo principal representar o relevo do solo através de plantas
com curvas de nível, apresentando as elevações e depressões existentes no terreno.
Possibilita o cálculo da diferença de nível entre dois pontos e do volume de terra a ser
retirado (corte) ou colocado (aterro) quando da necessidade de se planificar parte de um
terreno. É através da Topografia que se determina o traçado de uma estrada, uma ponte,
uma barragem, um túnel, uma edificação, etc.
1.5.2 CURVA DE NÍVEL:
É o lugar geométrico dos pontos de mesma cota, ou seja, são linhas que ligam pontos, na
superfície do terreno, que têm a mesma cota em relação a um plano horizontal. O
princípio básico da representação consiste em seccionar a superfície terrestre por planos
paralelos e eqüidistantes, cujas interseções projetadas ortogonalmente num plano
horizontal irão determinar as curvas de nível.
• TRAÇADO DE CURVA DE NÍVEL:

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A representação plani-altimétrica de terrenos acidentados se dá através do traçado de


curvas de nível de cotas inteiras, escolhidas em função da natureza do terreno e da escala
em que o mesmo será representado.
Para se traçar curvas de nível, considera-se o intervalo entre dois pontos cotados como
possuindo inclinação constante. Liga-se os dois pontos por um segmento de reta, e daí
basta graduar esta reta como ensinado em geometria, determinando-se os pontos de
cota inteira (Fig. 1.9). Gradua-se de 1 em 1 metro, 2 em 2, 5 em 5, 10 em 10 etc., conforme
a escala do desenho e a declividade e sinuosidade do terreno.
Na prática do desenho topográfico essa graduação é geralmente feita a sentimento. Os
pequenos erros porventura cometidos são perfeitamente desprezíveis, uma vez que a
fidelidade das curvas de nível é muito mais função da escolha dos pontos levantados e
das anotações tomadas no terreno, do que da precisão adotada nos seus traçados.

A representação das curvas de nível deve ser tal que de 5 em 5 curvas elas sejam
desenhadas mais grossas, para melhor leitura da planta.

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6.10. LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA SOBRE O ASSUNTO:


De acordo com o Decreto No 2.677 de 08 de julho de 1980, do município do Rio de Janeiro,
que trata da ocupação e construção de edificações em terrenos acidentados e em
encostas, devem ser obedecidas determinadas condições.
Não podem ser executados cortes e aterros que desfigurem as condições naturais da
encosta ou prejudiquem o aspecto paisagístico do local.
Os cortes e aterros não devem ultrapassar a altura de 3 metros, exceto quando forem
comprovadamente necessários à execução de:
• acessos de pedestres e veículos;

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• obras de contenção indispensáveis à segurança ou à regularização da encosta,


devidamente autorizadas pelo órgão municipal competente.
A Lei No 4.771 de 15 de setembro de 1995 instituiu o Novo Código Florestal, que considera
de Preservação Permanente (PP) as florestas e demais formas de vegetação naturais
situadas:
• no topo de montes, montanhas e serras;
• nas encostas ou parte destas com declividade igual ou superior a 100% (1/1) na linha
de maior declive.

Também são consideradas de Preservação Permanente, quando assim declaradas pelo


poder público, as florestas e demais formas de vegetação natural destinadas a atenuar a
erosão das terras.
O desmatamento total ou parcial de florestas de Preservação Permanente só é admitido
quando for previamente autorizado pelo Poder Executivo Federal, para a execução
necessária de obras, planos, atividades ou projetos de utilidade pública ou de interesse
social.
As aprovações de projetos em áreas de PP só ocorrem em casos:
• que não favoreçam à erosão do solo;
• cuja estrutura não seja ameaçada pela declividade do terreno. Construções em balanço
com projeção em encostas só são aprovadas quando propiciam um bom escoamento, de
forma a amenizar o impacto e a velocidade das águas no solo.

Gabarito: A

(CESPE – TJ/RO – 2012)


A respeito do sistema cartográfico, assinale a opção correta.
A A carta consiste em projetar as superfícies topográficas, com os detalhes nelas existentes,
sobre um plano horizontal — atualmente usam-se recursos digitais.

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B Os acidentes topográficos são obrigatoriamente representados na carta cartográfica.


C No caso de representação de parte da superfície da Terra em um plano (carta ou mapa), é
necessária a utilização de uma projeção cartográfica sem distorções.
D A Carta Internacional do Mundo fornece subsídios para a execução de estudos e análises de
aspectos gerais e estratégicos, exclusivamente no nível continental.
E Carta é a representação no plano, em escala grande, dos aspectos naturais de uma área
tomada de uma superfície.

Comentários
Outra questão sobre cartografia, mas vamos comentar.
(A) Correta.
(B) Errada, não são obrigatórios.
(C) Errada, não existe projeção cartográfica sem distorções. Lembram do exemplo da casca da
laranja?
(D) Errada. A Carta Internacional do Mundo fornece subsídios para a execução de estudos e
análises de aspectos gerais e estratégicos, no nível continental e tem abrangência nacional.
(E) Errada. " Carta é a representação no plano, em escala média ou grande, dos aspectos
artificiais e naturais de uma área tomada de uma superfície planetária, subdividida em folhas
delimitadas por linhas convencionais - paralelos e meridianos - com a finalidade de
possibilitar a avaliação de pormenores, com grau de precisão compatível com a escala."
[Link]

II - REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA
1 - TIPOS DE REPRESENTAÇÃO
1.1 - POR TRAÇO
GLOBO - representação cartográfica sobre uma superfície esférica, em escala pequena,
dos aspectos naturais e artificiais de uma figura planetária, com finalidade cultural e
ilustrativa.
MAPA (Características):
- representação plana;
- geralmente em escala pequena;
- área delimitada por acidentes naturais (bacias, planaltos, chapadas, etc.), político-
administrativos;
- destinação a fins temáticos, culturais ou ilustrativos.
A partir dessas características pode-se generalizar o conceito:
"Mapa é a representação no plano, normalmente em escala pequena, dos aspectos
geográficos, naturais, culturais e artificiais de uma área tomada na superfície de uma

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Figura planetária, delimitada por elementos físicos, político-administrativos, destinada


aos mais variados usos, temáticos, culturais e ilustrativos."
CARTA (Características):
- representação plana;
- escala média ou grande;
- desdobramento em folhas articuladas de maneira sistemática;
- limites das folhas constituídos por linhas convencionais, destinada à avaliação precisa
de direções, distâncias e localização de pontos, áreas e detalhes.
Da mesma forma que da conceituação de mapa, pode-se generalizar:
"Carta é a representação no plano, em escala média ou grande, dos aspectos artificiais e
naturais de uma área tomada de uma superfície planetária, subdividida em folhas
delimitadas por linhas convencionais - paralelos e meridianos - com a finalidade de
possibilitar a avaliação de pormenores, com grau de precisão compatível com a escala."
PLANTA - a planta é um caso particular de carta. A representação se restringe a uma área
muito limitada e a escala é grande, consequentemente o nº de detalhes é bem maior.
"Carta que representa uma área de extensão suficientemente restrita para que a sua
curvatura não precise ser levada em consideração, e que, em consequência, a escala
possa ser considerada constante."

[Link]

4 - CARTAS E MAPAS
4.1 - CLASSIFICAÇÃO DE CARTAS E MAPAS

Quanto à natureza da representação:


CADASTRAL - Até 1:25.000
a) GERAL TOPOGRÁFICA - De 1:25.000 até 1:250.000
GEOGRÁFICA - 1:1:000.000 e menores (1:2.500.000, 1:5.000.000
até 1:30.000.000)
b) TEMÁTICA
c) ESPECIAL
4.1.1 - GERAL
São documentos cartográficos elaborados sem um fim específico. A finalidade é fornecer
ao usuário uma base cartográfica com possibilidades de aplicações generalizadas, de
acordo com a precisão geométrica e tolerâncias permitidas pela escala.

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Apresentam os acidentes naturais e artificiais e servem, também, de base para os demais


tipos de cartas.
[Link] - CADASTRAL
Representação em escala grande, geralmente planimétrica e com maior nível de
detalhamento, apresentando grande precisão geométrica. Normalmente é utilizada para
representar cidades e regiões metropolitanas, nas quais a densidade de edificações e
arruamento é grande.
As escalas mais usuais na representação cadastral, são: 1:1.000, 1:2.000, 1:5.000,
1:10.000 e 1:15.000.
Mapa de Localidade - Denominação utilizada na Base Territorial dos Censos para
identificar o conjunto de plantas em escala cadastral, que compõe o mapeamento de uma
localidade (região metropolitana, cidade ou vila).
[Link] - TOPOGRÁFICA
Carta elaborada a partir de levantamentos aerofotogramétrico e geodésico original ou
compilada de outras cartas topográficas em escalas maiores. Inclui os acidentes naturais
e artificiais, em que os elementos planimétricos (sistema viário, obras, etc.) e altimétricos
(relevo através de curvas de nível, pontos colados, etc.) são geometricamente bem
representados.
As aplicações das cartas topográficas variam de acordo com sua escala:
1:25.000 - Representa cartograficamente áreas específicas, com forte densidade
demográfica, fornecendo elementos para o planejamento socio-econômico e bases para
anteprojetos de engenharia. Esse mapeamento, pelas características da escala, está
dirigido para as áreas das regiões metropolitanas e outras que se definem pelo
atendimento a projetos específicos. Cobertura Nacional: 1,01%.
1:50.000 - Retrata cartograficamente zonas densamente povoadas, sendo adequada ao
planejamento socioeconômico e à formulação de anteprojetos de engenharia.
A sua abrangência é nacional, tendo sido cobertos até agora 13,9% do Território
Nacional, concentrando-se principalmente nas regiões Sudeste e Sul do país.
1:100.000 - Objetiva representar as áreas com notável ocupação, priorizadas para os
investimentos governamentais, em todos os níveis de governo- Federal, Estadual e
Municipal.
A sua abrangência é nacional, tendo sido coberto até agora 75,39% do Território
Nacional.
1:250.000 - Subsidia o planejamento regional, além da elaboração de estudos e projetos
que envolvam ou modifiquem o meio ambiente.
A sua abrangência é nacional, tendo sido coberto até o momento 80,72% do Território
Nacional.

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Mapa Municipal: Entre os principais produtos cartográficos produzidos pelo IBGE


encontra-se o mapa municipal, que é a representação cartográfica da área de um
município, contendo os limites estabelecidos pela Divisão Político-Administrativa,
acidentes naturais e artificiais, toponímia, rede de coordenadas geográficas e UTM, etc..
Esta representação é elaborada a partir de bases cartográficas mais recentes e de
documentos cartográficos auxiliares, na escala das referidas bases.
O mapeamento dos municípios brasileiros é para fins de planejamento e gestão territorial
e em especial para dar suporte as atividades de coleta e disseminação de pesquisas do
IBGE.
[Link] - GEOGRÁFICA
Carta em que os detalhes planimétricos e altimétricos são generalizados, os quais
oferecem uma precisão de acordo com a escala de publicação. A representação
planimétrica é feita através de símbolos que ampliam muito os objetos correspondentes,
alguns dos quais muitas vezes têm que ser bastante deslocados.
A representação altimétrica é feita através de curvas de nível, cuja equidistância apenas
dá uma ideia geral do relevo e, em geral, são empregadas cores hipsométricas.
São elaboradas na escala. 1:500.000 e menores, como por exemplo a Carta Internacional
do Mundo ao Milionésimo (CIM).
Mapeamento das Unidades Territoriais: Representa, a partir do mapeamento
topográfico, o espaço territorial brasileiro através de mapas elaborados especificamente
para cada unidade territorial do país.
Produtos gerados:
-Mapas do Brasil (escalas 1:2.500.000,1:5.000.000,1:10.000.000, etc.).
-Mapas Regionais (escalas geográficas diversas).
-Mapas Estaduais (escalas geográficas e topográficas diversas).
4.1.2 - TEMÁTICA
São as cartas, mapas ou plantas em qualquer escala, destinadas a um tema específico,
necessária às pesquisas sócio-econômicas, de recursos naturais e estudos ambientais. A
representação temática, distintamente da geral, exprime conhecimentos particulares
para uso geral.
Com base no mapeamento topográfico ou de unidades territoriais, o mapa temático, é
elaborado em especial pelos Departamentos da Diretoria de Geociências do IBGE,
associando elementos relacionados às estruturas territoriais, à geografia, à estatística,
aos recursos naturais e estudos ambientais.
Principais produtos:
-Cartogramas temáticos das áreas social, econômica territorial, etc.
-Cartas do levantamento de recursos naturais (volumes RADAM).

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-Mapas da série Brasil 1:5.000.000 (Escolar, Geomorfológico, Vegetação, Unidades de


Relevo, Unidades de Conservação Federais).
- Atlas nacional, regional e estadual.
4.1.3 - ESPECIAL
São as cartas, mapas ou plantas para grandes grupos de usuários muito distintos entre
si, e cada um deles, concebido para atender a uma determinada faixa técnica ou
científica. São documentos muito específicos e sumamente técnicos que se destinam à
representação de fatos, dados ou fenômenos típicos, tendo assim, que se cingir
rigidamente aos métodos e objetivos do assunto ou atividade a que está ligado. Por
exemplo: Cartas náuticas, aeronáuticas, para fins militares, mapa magnético,
astronômico, meteorológico e outros.
Náuticas: Representa as profundidades, a natureza do fundo do mar, as curvas
batimétricas, bancos de areia, recifes, faróis, boias, as marés e as correntes de um
determinado mar ou áreas terrestres e marítimas.
Elaboradas de forma sistemática pela Diretoria de Hidrografia e Navegação -DHN, do
Ministério da Marinha. O Sistema Internacional exige para a navegação marítima, seja
de carga ou de passageiros, que se mantenha atualizado o mapeamento do litoral e
hidrovias.
Aeronáuticas: Representação particularizada dos aspectos cartográficos do terreno, ou
parte dele, destinada a apresentar além de aspectos culturais e hidrográficos,
informações suplementares necessárias à navegação aérea, pilotagem ou ao
planejamento de operações aéreas.
Para fins militares: Em geral, são elaboradas na escala 1:25.000, representando os
acidentes naturais do terreno, indispensáveis ao uso das forças armadas. Pode
representar uma área litorânea características topográficas e náuticas, a fim de que
ofereça a máxima utilidade em operações militares, sobretudo no que se refere a
operações anfíbias.
4.2 - CARTA INTERNACIONAL DO MUNDO AO MILIONÉSIMO - CIM
Fornece subsídios para a execução de estudos e análises de aspectos gerais e
estratégicos, no nível continental. Sua abrangência é nacional, contemplando um
conjunto de 46 cartas.
É uma representação de toda a superfície terrestre, na projeção cônica conforme de
LAMBERT (com 2 paralelos padrão) na escala de 1:1.000.000.
A distribuição geográfica das folhas ao Milionésimo foi obtida com a divisão do planeta
(representado aqui por um modelo esférico) em 60 fusos de amplitude 6º, numerados a
partir do fuso 180º W - 174º W no sentido Oeste-Leste (Figura 2.13). Cada um destes
fusos por sua vez está dividido a partir da linha do Equador em 21 zonas de 4º de
amplitude para o Norte e com o mesmo número para o Sul.

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Como o leitor já deve ter observado, a divisão em fusos aqui apresentada é a mesma
adotada nas especificações do sistema UTM. Na verdade, o estabelecimento daquelas
especificações é pautado nas características da CIM.

Gabarito: A

(FCC – TRF 2ª Região – 2012)


A regra básica da geodésia, que deve ser também aplicada à topografia, estabelecendo que
cada ponto novo determinado deve ser amarrado ou relacionado a todos os pontos já
determinados, para que haja uma otimização da distribuição dos erros, é denominada de
(A) rede de referência cadastral.
(B) princípio da vizinhança.
(C) datum.
(D) poligonal.
(E) rede de apoio.

Comentários
(A) Rede de referência cadastral - Rede de apoio básico de âmbito municipal para todos os
serviços que se destinem a projetos, cadastros ou implantação e gerenciamento de obras,
sendo constituída por pontos de coordenadas planialtimétricas, materializados no terreno,
referenciados a uma única origem (Sistema Geodésico Brasileiro - SGB) e a um mesmo
sistema de representação cartográfica, permitindo a amarração e conseqüente incorporação
de todos os trabalhos de topografia e cartografia na construção e manutenção da Planta
Cadastral Municipal e Planta Geral do Município, sendo esta rede amarrada ao Sistema
Geodésico Brasileiro (SGB); fica garantida a posição dos pontos de representação e a
correlação entre os vários sistemas de projeção ou representação. (ABNT, 1998)
(B) É a resposta.
(C) Datum - Datum (plural data), do latim dado, detalhe, pormenor em cartografia refere-se ao
modelo matemático teórico da representação da superfície da Terra ao nível do mar
utilizado pelos cartógrafos numa dada carta ou mapa. Dado existirem vários data em
utilização simultânea, na legenda das cartas está indicado qual o datum utilizado. De uma
forma muito simplificada, datum providencia o ponto de referência a partir do qual a
representação gráfica dos paralelos e meridianos, e consequentemente do todo o resto
que for desenhado na carta, está relacionado e é proporcionado.
[Link]
(D) Poligonal - A poligonal (topográfica) é uma figura geométrica de apoio à coordenação
e levantamento topográfico, que tem como objetivo o transporte de coordenadas de
pontos conhecidos com grande rigor (pontos de apoio), determinando assim as coordenadas

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 229


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dos pontos que a compõem. Este transporte de coordenadas serve também para ligar estes
pontos às redes de coordenadas altimétricas e planimétricas de um país.
As poligonais formam uma figura de apoio capaz de se adaptar a qualquer terreno. São
compostas por um número finito de lados, ligando vários pontos intervisíveis que
representam as estações de onde serão feitas as medições dos ângulos e das distâncias. No
entanto, as poligonais são pouco consistentes relativamente a uma boa precisão de
coordenação, especialmente em áreas bastante extensas.
As poligonais podem classificar-se em três tipos:
 Fechadas - quando têm início e terminam no mesmo ponto de coordenadas conhecidas;
 Amarradas - quando têm início num ponto de coordenadas conhecidas e terminam num
outro ponto também de coordenadas conhecidas;
 Abertas - quando têm início num ponto de coordenadas conhecidas e terminam num
ponto de coordenadas desconhecidas.
Em topografia as poligonais fechadas e amarradas são as de maior interesse, pois são elas
que permitem controlar o erro cometido nas medições e assim compensar o erro da poligonal.
Podemos então dizer que uma poligonal para ter interesse do ponto de vista topográfico
deverá ser possível compensá-la, o que só se consegue se for possível determinar uma
orientação inicial (rumo inicial) e uma orientação final (rumo final).
[Link]

(E) Rede de apoio - o objetivo lato da Topografia é a determinação de coordenadas de pontos.


Essas coordenadas poderão pertencer a referenciais locais ou a referenciais mais gerais,
regionais ou nacionais, dizendo-se, neste último caso, que estão ligadas à rede.
Por usar métodos e técnicas da geometria plana, a Topografia pode operar diretamente sobre
o plano cartográfico, sendo este aquele que resulta da projeção da superfície terrestre num
plano por um determinado sistema de projeção. Por esse motivo, a ligação à rede far-se-á
sempre por intermédio de coordenadas cartográficas, tendo que existir, no local de operação,
um ou mais pontos de coordenadas conhecidas no sistema cartográfico em que se pretende
operar. Esses pontos de apoio são os que constituem a rede geodésica nacional.
A obtenção de coordenadas de pontos ligadas à rede pode ser um objetivo em si mesmo ou
estar ligada a um processo de constituição de uma rede local para apoio a levantamentos
topográficos. Estas redes de apoio topográfico resultam de um adensamento da rede
geodésica, nos locais onde é necessário, usando métodos topográficos. Estes são
triangulações, interseções e estabelecimento de poligonais.
[Link]

Vamos à Norma NBR 13133/2021


3.62
rede de referência cadastral
apoio básico de âmbito municipal para todos os levantamentos destinados a projetos, cadastros ou
implantação de obras, sendo constituído por pontos materializados no terreno com coordenadas
planialtimétricas, referenciados a uma única origem [Sistema Geodésico Brasileiro (SGB)] e a um mesmo

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sistema de representação cartográfica, permitindo a amarração e consequente incorporação de todos os


trabalhos de topografia em um mapeamento de referência cadastral
3.59
princípio da vizinhança
regra básica da geodésia que deve ser aplicada à topografia, estabelecendo que cada ponto novo determinado
deve ser amarrado ou relacionado a todos os pontos vizinhos mais próximos já determinados, para que haja
uma otimização da distribuição dos erros
3.51
poligonal principal
poligonal básica
figura geométrica determinada com os pontos materializados do apoio topográfico
3.52
poligonal secundária
figura geométrica determinada com os pontos materializados do apoio topográfico e apoiada na poligonal
principal

Gabarito: B

(FCC – TRF 2ª Região – 2012)


Nas poligonais de um levantamento topográfico, devem ser inspecionados:
I. aparelhagem e instrumental auxiliar;
II. croquis com a localização dos vértices materializados;
III. comprimento total, comprimento dos lados e número de estações;
IV. conexão ao apoio geodésico e/ou à rede de referência cadastral.
É correto o que consta em:
(A) I, II, III e IV.
(B) II, III e IV, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) II e IV, apenas.
(E) I e IV, apenas.

Comentários
Todas estão certas! A resposta está de acordo com a NBR 13133 antes da sua atualização.
Vamos à NBR 13133/94

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7.3 Nas poligonais devem ser inspecionados:


a) aparelhagem e instrumental auxiliar;
b) croquis com a localização dos vértices materializados;
c) qualidade da materialização e intervisibilidade;
d) comprimento total, comprimento dos lados e número de estações;
e) conexão ao apoio geodésico e/ou à rede de referência cadastral;
f) origem das séries de leituras conjugadas nas medições angulares, o número de séries e o afastamento das
observações das direções em relação ao seu valor médio calculado;
g) comparação das medidas das distâncias na forma recíproca;
h) no cálculo, fechamentos angulares e em coordenadas, após a compensação linear.

Vamos à NBR 13133/2021


6 Inspeção
6.1 Deve ser realizada durante e após a execução do levantamento topográfico uma inspeção com o
objetivo de assegurar o desenvolvimento conforme esta Norma.
6.2 Especificamente, durante o processo, deve ser inspecionado o seguinte:
a) conexão ao apoio geodésico e/ou à rede de referência cadastral;
b) monografias dos vértices materializados da base de referência;
c) instrumental básico e auxiliar;
d) qualidade da materialização e intervisibilidade;
e) poligonais;
f) levantamento de detalhes;
g) nivelamentos;
h) cálculos e respectivos memoriais;
i) precisão das observações;
j) arquivos digitais;
k) peças gráficas;
l) convenções topográficas.

Gabarito: A

(FCC – TRF 2ª Região – 2012)


Considere o desenho abaixo de um Levantamento Topográfico:

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O perfil do terreno representado pelo corte A é:

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Comentários

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Gabarito: A

(FCC – TRF 1ª Região – 2014)


Considere a figura abaixo.

É correto afirmar:
(A) as curvas de nível estão demarcadas com intervalos de 20 em 20 metros.
(B) o ponto 2 assinala um trecho com declive mais forte.
(C) a curva mestra está assinalada com o ponto 1.
(D) o ponto 3 indica um riacho.
(E) as curvas de nível estão incompletas.

Comentários
(A) As curvas de nível estão demarcadas com intervalos de 10 em 10 metros.
(B) A banca considerou incorreta apesar de ser um trecho em aclive acentuado conforme podemos
observar pela proximidade das curvas. O ponto 2 pode estar associado à curva de nível de cota 510
ou a um ponto muito próximo desse.
(C) Errada. A linha em questão está entre duas curvas mestras e representa um rio provavelmente.
Reparem que várias linhas de talvegue ou riachos desembocam nele.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 235


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(D) Certa. Penso que poderia representar também um talvegue, ao longo do qual reúnem-se as
águas vertentes.
(E) Errada. As curvas de nível estão completas.
Gabarito: D

(FCC – MP - Maranhão – 2013)


Em análise a um Levantamento Planialtimétrico, a cota do primeiro ponto é de 469,35 m e a
cota do segundo ponto é 474,13 m, sendo a distância horizontal entre eles de 335,27 m. Pode-
se afirmar, corretamente, que o terreno:
(A) é longitudinal, com relevo levemente ondulado, onde a declividade está entre 3 a 6% e
considerada moderada.
(B) tem relevo plano, onde a declividade é inferior a 3% e considerada fraca.
(C) é transversal, com relevo levemente acidentado, onde a declividade está entre 5 a 10% ou
5 e 10 m.
(D) tem relevo plano, com desníveis iguais ou maiores a 5 m, onde a declividade é igual ou
superior a 5% e, portanto, considerada moderada.
(E) tem relevo levemente ondulado, onde a declividade é igual ou superior a 3% e considerada
moderada.

Comentários
Vamos calcular o desnível vertical primeiro:
Desnível vertical= 474,13 – 469,35= 4,78 m
Sendo a distância horizontal 335,27 m, temos:
Inclinação= 4,78/335,27 x 100= 1,42%
Logo, a declividade é menor que 3% e a resposta é a alternativa (B).
Gabarito: B

(CONSULPLAN – DAMAE - Porto Alegre – 2011)


“Este processo é utilizado para levantamento de pequenas áreas ou, principalmente como
método auxiliar à poligonação, e consiste em escolher um ponto conveniente para instalar o
aparelho, podendo este ponto estar dentro ou fora do perímetro, tomando nota dos azimutes
e distâncias entre a estação do teodolito e cada ponto visado.”
(Castro Jr. Rodolfo M. Topografia: Curso de Engenharia cívil. Vitória, UFES,1998)
Assinale o método de levantamento planimétrico descrito anteriormente.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 236


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A) Método por interseção.


B) Método por caminhamento aberto.
C) Método por caminhamento fechado.
D) Método da visada descendente.
E) Método por irradiação.

Comentários
(A) Correta.
(B) Errada. Este processo consiste, na medida dos lados sucessivos de uma poligonal e na
determinação dos ângulos que esses lados formam entre si, percorrendo a poligonal, isto é,
caminhando sobre ela.
Método trabalhoso, porém, de grande precisão, o Caminhamento adapta-se a qualquer tipo e
extensão de área, sendo largamente utilizado em áreas relativamente grandes e acidentadas.
Associam-se ao caminhamento, os métodos de irradiação e intersecção como auxiliares. Ele
ainda se divide em:
Aberto ou Tenso: quando constituído de uma linha poligonal apoiada sobre dois pontos
distintos e denominados – um o ponto de origem e o outro, o ponto de fechamento. (JUNIOR,
1998)
(C) Errada. Fechado: quando constituído de um polígono que se apoia sobre um único ponto, o
ponto de origem, com o qual se confunde o ponto de fechamento.
No levantamento por caminhamento as distâncias normalmente são obtidas indiretamente,
isto é, por estadimetria, a não ser quando são pequenas, ocasiões em que se utiliza a trena para
obtê-las. Já os ângulos horizontais podem ser obtidos por dois processos: pelas deflexões, as
quais permitem calcular os azimutes, que é o caso mais comum, ou pelos ângulos internos dos
vértices do polígono.
Com as medições prontas no campo, pode-se determinar os erros acidentais durante o
levantamento tanto nos ângulos como nas distâncias,
os quais serão comparados com os chamados limites de tolerância, isto é,
com os erros máximos permissíveis para os ângulos e para as distâncias. (JUNIOR, 1998)
(D) Não é usado para levantamento planimétrico tendo em vista que serve para calcular diferença
de nível.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 237


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Moema Machado
Aula 05

Do emprego desta equação resultará um valor positivo para a diferença de nível sempre que
visada for descendente e o ponto onde está a mira for mais baixo que aquele onde está
estacionado o instrumento. Em caso contrário (ponto seguinte mais alto que o de estação), ter-
se-á um resultado negativo. (JUNIOR, 1998)
(E) Consiste em, a partir de uma linha de referência conhecida, medir u m ângulo e uma distância.
É semelhante a um sistema de coordenadas polares (figura 9.24). A distância pode ser obtida
utilizando uma trena, distanciômetro eletrônico ou estação total ou obtida por métodos
taqueométricos. Este método é muito empregado no levantamento de detalhes em campo.

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(Veiga, Zanetti, & Faggion, 2007)

Vamos à apostila citada na questão


(JUNIOR, 1998)

 Método por Intersecção:


Chamado assim por fazer a intersecção entre as medidas de dois pontos (duas estações).
Este método se resume em visar da estação A (que chamaremos base) os vértices do
polígono, e ler os azimutes de cada um. Logo depois transporta-se o teodolito para uma
segunda estação B, da qual lê-se pontos já visados por A, lendo-se as deflexões.
Para maior exatidão escolhe-se uma base que pode ser dos lados do polígono, ou então,
um ponto no interior do mesmo. A exatidão do processo depende essencialmente da
escolha da base. Este é o único processo que se emprega quando alguns vértices do
polígono são inacessíveis. Apresenta também a vantagem da rapidez das operações, mas
exige que o polígono seja livre de obstáculos.
Ele pode ser empregado como um levantamento único para uma área ou como auxiliar
no caminhamento, desde que as áreas sejam relativamente pequenas. Como o método
de irradiação não há possibilidade ou controle do erro.

Gabarito: A

(CONSULPLAN – SMTT – Itabaiana – 2010)


Em topografia, assinale como é denominado o levantamento no qual a curvatura da superfície
da Terra é ignorada, e todas as distâncias e ângulos horizontais são admitidos como projetados
sobre um plano horizontal:
A) Taqueometria.

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B) Planta de situação.
C) Altimetria.
D) Planimetria.
E) Fotogrametria.

Comentários
Em topografia, todos os levantamentos desconsideram a curvatura da Terra.
Como o enunciado só fala em distâncias e ângulos horizontais, podemos concluir que se trata de
Planimetria.
Gabarito: D

(CONSULPLAN – P.M. Resende – 2010)


Em levantamentos topográficos, deve-se conhecer os termos empregados. Relacione as
definições aos termos técnicos apresentados:
1. Ângulo de desvio horizontal, medido em sentido horário, de uma posição relativa a uma
direção padrão, como norte ou sul.
2. Procedimento para se determinar a diferença de cota entre dois pontos.
3. Distância vertical acima ou abaixo de um referencial.
4. Elevação de um determinado ponto relativamente a um referencial específico.
5. Corte vertical da superfície do solo efetuado paralelamente a uma linha de levantamento.
( ) Cota.
( ) Perfil.
( ) Elevação.
( ) Azimute.
( ) Nivelamento.
A sequência está correta em:
A) 3, 5, 4, 1, 2
B) 2, 5, 3, 1, 4
C) 4, 2, 3, 1, 5
D) 4, 5, 3, 1, 2
E) 1, 5, 3, 2, 4

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 240


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Comentários
Cota - Procedimento para se determinar a diferença de cota entre dois pontos. 2
Perfil - Corte vertical da superfície do solo efetuado paralelamente a uma linha de levantamento. 5
Elevação - Distância vertical acima ou abaixo de um referencial. 3
Azimute - Ângulo de desvio horizontal, medido em sentido horário, de uma posição relativa a uma
direção padrão, como norte ou sul. 1
Nivelamento - Elevação de um determinado ponto relativamente a um referencial específico. 4
Não gostei muito dessa questão...
Gabarito: B

(CESPE – Banco da Amazônia – 2012)

A figura acima apresenta o corte esquemático de um terreno em que está sendo feito
levantamento topográfico por três profissionais.
Considere que, nessa figura, a distância horizontal (DH) entre os pontos A e B seja dada pela
equação DH = (4 × 20) + 8.35 e que a diferença de nível — a distância vertical entre A e B —
seja de 30 m. A respeito dessas informações, de aspectos referentes a topografia e de temas
correlatos, julgue os itens subsequentes.

A partir do levantamento topográfico feito por meio de estacas e balizas, são assinalados
pontos no terreno com cotas conhecidas. A linha que liga os referidos pontos é denominada
curva de nível.

Comentários

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A linha que liga os pontos de mesma cota é que se denomina curva de nível.
Gabarito: ERRADA

Conforme a Lei de Parcelamento do Solo Urbano, é proibida a ocupação de terreno com perfil
semelhante àquele apresentado acima, salvo quando forem atendidas exigências específicas
das autoridades competentes.

Comentários
Primeiramente, vamos calcular a inclinação do terreno dado no enunciado:
Inclinação= Desnível/distância horizontal= 30/88,35= 34%.
Agora, vamos à Lei 6.766/79: (Lei Federal, 1979)
Art. 3o Somente será admitido o parcelamento do solo para fins urbanos em zonas urbanas, de expansão urbana
ou de urbanização específica, assim definidas pelo plano diretor ou aprovadas por lei municipal. (Redação dada
pela Lei nº 9.785, de 1999)
Parágrafo único - Não será permitido o parcelamento do solo:
I - em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, antes de tomadas as providências para assegurar o
escoamento das águas;
Il - em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem que sejam previamente
saneados;
III - em terrenos com declividade igual ou superior a 30% (trinta por cento), salvo se atendidas exigências
específicas das autoridades competentes;
IV - em terrenos onde as condições geológicas não aconselham a edificação;
V - em áreas de preservação ecológica ou naquelas onde a poluição impeça condições sanitárias suportáveis,
até a sua correção.

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Gabarito: CERTA

A equidistância das curvas de nível está definida pela posição das estacas apresentadas e
depende diretamente das hastes e da trena empregada na triangulação dos pontos.

Comentários
Errada, a equidistância das curvas de nível é vertical, nada tem a ver com o distanciamento das
estacas.
Novamente, vamos ao conceito de curvas de nível:

1.5.2 CURVA DE NÍVEL:


É o lugar geométrico dos pontos de mesma cota, ou seja, são linhas que ligam pontos, na
superfície do terreno, que têm a mesma cota em relação a um plano horizontal. O
princípio básico da representação consiste em seccionar a superfície terrestre por planos
paralelos e eqüidistantes, cujas interseções projetadas ortogonalmente num plano
horizontal irão determinar as curvas de nível.

(Alvarez, Brasileiro, Morgado, & Ribeiro, 2003)

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 243


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Um pouco sobre estaqueamento:

Na direção desejada (em linha reta ou não), faz-se o estaqueamento segundo a


orientação dada pelo operador no Teodolito e medindo-se a distância entre as estacas
diretamente, com a corrente.
Em geral, o espaçamento entre estacas é de 20,00 m; esse espaçamento varia conforme
a precisão requerida pela finalidade a que se destina o serviço. Quanto menor o
espaçamento logicamente deverá se obter um serviço mais preciso. Sempre a distância
horizontal entre duas estacas será representada no gráfico do perfil, por um segmento
reto, o que equivale a admitir ser o declive uniforme nesse trecho do terreno. É evidente
que, se algum acidente aí houver e forem niveladas apenas as duas estacas extremas,
esse acidente não constará do gráfico. O espaçamento usual é de 20,00 m, embora em
alguns casos e conforme a configuração superficial do terreno, use-se 10,00 m ou 30,00
m ou até mesmo 50,00 m entre as estacas.
Além das estacas regularmente espaçadas, de acordo com o espaçamento pré-
estabelecido, comumente há necessidade de se cravar estacas intermediárias, isto é,
situadas entre duas estacas inteiras e que servirão para possibilitar o nivelamento de
pontos importantes aí existentes (elevações ou depressões). Essas estacas intermediárias
são referenciadas, em distância horizontal, à estaca inteira imediatamente anterior.
Assim uma estaca caracterizada pelo número 8 + 12,00, por exemplo, significa que se
localiza entre as estacas 8 e 9 (inteiras) e a 12,00m da estaca 8.
Quando o perfil a ser levantado não for em linha reta, necessário será anotar os ângulos
de deflexão formados pelos trechos retos.
(JUNIOR, 1998)

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Gabarito: ERRADA

(CESPE – ECT –2011)

Projeções azimutais, também denominadas zenitais, são projeções da superfície terrestre


sobre um plano a partir de um ponto de vista. As projeções cilíndricas consistem na projeção
dos paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente desenvolvido
(planificado). Com base nessas informações e nas figuras acima, julgue os itens que se seguem.

Atualmente, dada a evolução da tecnologia, os mapas são obtidos com sensoriamento remoto
a partir de sensores orbitais, o que possibilita uma representação fiel da forma geoide da
Terra.

Comentários
Não existe uma representação fiel da forma geoide da Terra através de mapas.
O planeta terra é um geóide, logo a única forma possível de representar a Terra com perfeição é
através de um globo terrestre, ocorrendo distorções em qualquer tentativa de planificá-lo.
Nenhum mapa consegue representar o planeta de forma perfeita, respeitando suas formas, áreas
e ângulos.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 245


[Link] 282

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Moema Machado
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Uma visão do geóide


Fonte: Knippers, Richard. Perspective view of the globe. In: geometric aspects of mapping. Enschede: International Institute for
Aerospace Survey and Earth Sciences, 2000. Disponível em: <[Link] Acesso em: out. 2002.
Nota: A superfície irregular contida na figura foi exagerada para fins de clareza didática.
[Link]

Gabarito: ERRADA

No planejamento urbano, a aerofotogrametria com a utilização de ortofotos, que corrigem as


distorções, permite a identificação da melhor localização, por exemplo, de uma praça e a
detecção de áreas desocupadas, com precisão e alto grau de detalhamento.

Comentários

O que é Ortofoto
Ortofoto é a foto corrigida de todas as deformações presentes na fotografia aérea,
decorrentes da projeção cônica da fotografia- que dá à foto um aspecto distorcido, como
se a imagem tivesse sido arrastada do centro para as bordas da foto – e das variações do
relevo, que resultam em variação na escala dos objetos fotografados.. A ortofoto eqüivale
geometricamente ao mapa de traço, todos os pontos se apresentam na mesma escala,

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 246


[Link] 282

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podendo seus elementos serem medidos e vetorizados com precisão. É possível medir
distâncias, posições, ângulos e áreas, como num mapa qualquer.
Para obter a ortofoto é preciso converter a imagem original (fotografia aérea), de
projeção cônica, em uma projeção ortogonal, e corrigir as deformações do relevo. Sendo
assim, é necessário que a imagem seja digitalizada, que haja pontos de controle para
orientação e um modelo digital do terreno.
(...)
Quem Usa
Projetos rodoviários, implantação de polidutos, linhas de transmissão, cadastros (rural e
urbano) e estudos ambientais estão entre as principais aplicações das ortofotos
executados pela Engefoto, onde praticamente 80% dos trabalhos de aerofotogrametria
desenvolvidos atualmente pela empresa são associados a esta tecnologia. Usuários
identificam rapidamente novas aplicações, quando apresentados ao produto, como
agregados a perfis horizontais e verticais, caracterização do uso do solo, registro de
sondagens entre outras informações.

Na agricultura de precisão, o uso de ortofoto tem permitido o acompanhamento de


grandes áreas, difíceis de serem percorridas pelo proprietário em toda sua extensão, a
otimização do solo, a observação de qualidades do solo e escolha adequada do cultivo
em cada área. A ortofoto pode ser usada como base cartográfica da atuação das
pulverizadoras e colheitadeiras programadas por GPS. Freqüentemente agricultores que
recorrem à agricultura de precisão, e compram equipamentos com GPS, têm se deparado
com o mesmo problema: a falta de um mapa para orientar a atuação. Os levantamentos
pontuais são precários, é melhor ter em mãos um mapa com toda a área, visualizando os
cultivos e identificando os tipos de solo e declividades de forma georeferenciada.
Projetos de monitoramento ambiental e gestão florestal vem utilizando as imagens na
identificação das espécies de cada área, dos talhões, localização de pragas e doenças
pela diferença de coloração da vegetação, identificação de focos de incêndio e áreas

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propensas à incêndios, observando as propriedades de cada espécie e condições do solo


de cada área.
O uso da ortofoto tem se dado ainda
- no gerenciamento de bacias hidrográficas, para a melhor utilização dos recursos
hídricos, saneamento, geração de energia e controle de poluição;
- em projetos de macrolocalizacão de dutos, estudos de traçado e travessias de impacto
ambiental de oleoduto e gasodutos;
- para estudos de impacto e educação ambiental;
- projetos de transposição de águas fluviais, anteprojetos de barragens, na definição do
eixo de barragem
(...)
A ortofoto apresenta-se como uma solução ideal para as Prefeituras, pois a diversidade
das áreas (fiscais, saúde, educação, obras, jurídica,…) resultam na contratação de bases
com muitas informações, nem sempre utilizadas simultaneamente, assim com as
ortofotos os usuários poderão gradualmente extrair as informações vetoriais de interesse
para os sistemas de informações.
A princípio são demarcadas as ruas, em seguida os lotes e finalmente as construções,
permitindo a identificação de novos loteamentos e atualização do cadastro imobiliário.
O cadastro imobiliário requer a precisão de dados, valores e dimensões. As características
da ortofoto permitem não só a identificação de construções irregulares, como também
medir na própria foto quais são as dimensões, a área e as características da construção
e do terreno, sendo possível identificar elementos de até 30cm. O uso expande-se ainda
para projetos de regularização fundiária, reforma agrária, programas de desapropriação,
parcelamento de lotes e reassentamentos.

No planejamento urbano o uso da ortofoto permite, como a imagem de satélite, a


identificação da melhor localização uma praça, um shopping center, um hospital,
orientação para projetos de arborização das ruas, ou qual o melhor traçado para uma

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 248


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avenida – com a vantagem da precisão de dimensões e um grau maior de detalhamento.


No caso do projeto de uma via, por exemplo, o cliente que optou pela ortofoto tem à sua
disposição o MDT, que pode servir de suporte para todo o processo de projeto e execução
da obra, apresentando detalhadamente as variações do terreno, acidentes e elementos
vizinhos ao seu trajeto. O uso do MDT permite que a via seja construída e visualizada
virtualmente, antes da sua execução, prevendo pequenos desvios e fatores que devem
ser levados em conta na hora da execução.

[Link]

Gabarito: CERTA

A projeção cilíndrica é representada na figura 1 e a projeção azimutal, na figura 2.

Comentários
A projeção cilíndrica é representada na figura 1 e a projeção cônica, na figura 2.

[Link]

Lembrando que a projeção plana, também, é chamada de azimutal.


Gabarito: ERRADA

Na projeção cilíndrica, a mais comumente utilizada, o mapa apresenta pouca deformação.

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[Link] 282

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Comentários
Errada. A escolha da projeção utilizada depende dos objetivos pretendidos. Toda projeção possui
erro! Na projeção cilíndrica, os meridianos e os paralelos são linhas retas que se cortam em ângulos
retos. Nela as regiões polares aparecem muito exageradas. Os mapas-múndi são feitos em
projeções cilíndricas.

Diferentes projeções cartográficas foram desenvolvidas para permitir a representação da


esfericidade terrestre num plano (mapas e cartas), cada uma priorizando determinado
aspecto da representação (dimensão, forma, etc.).
É importante ressaltar que não existe uma projeção cartográfica livre de deformações,
devido à impossibilidade de se representar uma superfície esférica em uma superfície
plana sem que ocorram extensões e/ou contrações.
As projeções cartográficas são classificadas, principalmente, quanto à superfície de
projeção e às propriedades:
— quanto à superfície de projeção: podem ser projeções planas, cônicas ou cilíndricas,
quando forem utilizadas as superfícies de um plano, cone ou cilindro como base para
planificar a esfera.
— quanto às propriedades: podemos minimizar as deformações ocorridas pela
planificação da superfície terrestre no que diz respeito às áreas, aos ângulos ou às
distâncias, mas nunca aos três simultaneamente.

[Link]

Gabarito: ERRADA

Abraço, Profa. Moema Machado

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9 - LISTA DE QUESTÕES
(VUNESP – Prefeitura de Itapevi - 2019)
Um terreno deve ser analisado para se determinar a existência de declividades naturais
maiores que 30%, tendo em vista as restrições ao parcelamento legalmente estabelecidas. As
declividades naturais a serem consideradas podem ser definidas como
(A) a relação entre o desnível de dois pontos quaisquer do terreno e a distância horizontal
entre eles.
(B) a diferença entre a feição natural do terreno e a forma alterada pelo projeto, expressa
como relação percentual.
(C) a relação entre o desnível de dois pontos quaisquer do terreno e a distância direta entre
eles, medida na superfície do terreno.
(D) a relação entre o desnível entre pontos situados em uma linha de declividade natural
máxima e a distância horizontal entre esses pontos.
(E) a relação entre a equidistância vertical entre curvas de nível do levantamento topográfico
e a distância direta entre elas, medida na superfície do terreno.

(VUNESP – Prefeitura de Itapevi - 2019)


Um arquivo contendo a topografia de determinado terreno contém curvas de nível
vetorizadas, geradas por um programa específico de topografia e exportadas para formato
compatível com o programa AutoCAD™. Para que o terreno possa ser modelado
tridimensionalmente no AutoCAD™, é necessário que
(A) todas as curvas de nível sejam movidas para a cota 00,00.
(B) a topografia seja inserida como imagem raster e, em seguida, moldada por meio da
variação da elevação (comando elev).
(C) a variação da coordenada “z” entre curvas de nível do levantamento planialtimétrico
corresponda à sua equidistância vertical.
(D) as polilinhas correspondentes às curvas de nível tenham espessura (thickness) equivalente
à cota de nível em que se encontram os pontos do terreno correspondentes.
(E) as entidades que correspondem a elementos da topografia sejam explodidas (comando
explode) e colocadas em sua respectiva altura por meio do comando thickness.

(VUNESP – Prefeitura de Campinas - 2019)


Para a elaboração de um estudo urbano, foram fornecidos arquivos de ortofotos da área de
projeto. Esse tipo de arquivo
(A) por utilizar uma projeção cônica, evita as distorções características da fotografia aérea.

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Moema Machado
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(B) permite medir distâncias, posições, ângulos e áreas, como em um mapa convencional.
(C) somente pode ser obtido a partir de imagens de satélite, as quais são referenciadas a uma
rede GPS.
(D) por conta dos avanços tecnológicos, tem precisão adequada para o desenvolvimento de
projetos até o nível executivo.
(E) apresenta menor grau de detalhamento da informação relativamente a mapas
convencionais.

(VUNESP – Prefeitura de Campinas - 2019)


Para a definição de um projeto, foi fornecido um Modelo Digital do Terreno, sobre o qual serão
feitas as simulações tridimensionais de projeto, também por modelagem digital. Esse tipo de
arquivo
(A) é composto por pixels de imagem, aos quais é associada uma coordenada tridimensional
(x, y, z), o que permite um grau de visualização do terreno próximo do real.
(B) contém uma modelagem tridimensional do terreno e das edificações, permitindo a
produção de maquetes eletrônicas nas quais o projeto poderá ser inserido.
(C) não permite a produção direta de cartas de declividades, por não ser baseado em curvas
de nível equidistantes.
(D) permite calcular volumes de corte e aterro decorrentes do projeto proposto, por meio de
comparação de superfícies.
(E) apresenta elevado grau de detalhamento da informação, decorrente do uso obrigatório
de imagens de satélite.

(FGV – Câmara Municipal de Salvador - 2018)


Método de locação aplicado em obras de grande porte onde são empregados equipamentos
de topografia e uma estrutura de madeira, composta por pontaletes nos quais são pregadas
tábuas ao longo de todo o perímetro da edificação, para posicionar os elementos de obra.
A descrição se refere ao método:
(A) do Gabarito;
(B) da Poligonal;
(C) do Cavalete;
(D) do Esquadro;
(E) da Envoltória.

(Consulplan – TRF 2ª Região - 2017)

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Moema Machado
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“O levantamento planialtimétrico ‘deve retratar a conformação da superfície do terreno, bem


como as dimensões dos lotes, com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados
confiáveis que, interpretados e manipulados corretamente, podem contribuir no
desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação’. Também chamado de
levantamento topográfico, é geralmente apresentado através de desenhos de planta com
curvas de nível e de perfis.”
(Pinto [Link] al, apud Milito, 2009, p. 5.)
Referente a aspectos do levantamento planialtimétrico de terrenos, assinale a alternativa
correta.
A) A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de cotas diferentes e altitudes
diversas de uma superfície qualquer.
B) Quanto mais inclinada for a superfície do terreno, menores serão as distâncias entre as
curvas; quanto menos inclinada, maiores serão as distâncias.
C) No caso de terrenos planos, deve-se verificar se há vielas sanitárias nas divisas laterais do
lote, já que a presença dessas vielas é muito comum nestes casos.
D) Para se conseguir as medidas de lotes de formato irregular com muita profundidade deve-
se incluir junto à medição dos quatro lados, também a medida simples das duas diagonais.

(Consulplan – TRF 2ª Região - 2017)


A topografia é a base para diversos trabalhos de engenharia e arquitetura, na qual o
conhecimento das formas e dimensões do terreno é de suma importância. São exemplos de
aplicação da topografia:
I. Monitoramento de estruturas.
II. Projetos e execução de estradas, pontes, viadutos, túneis e portos.
III. Locação de obras e trabalhos de terraplenagem.
IV. Irrigação e drenagem.
V. Reflorestamentos.
VI. Planejamento urbano.
Estão corretas as alternativas:
A) I, II, III, IV, V e VI.
B) II, III e V, apenas.
C) I, III, IV e V, apenas.
D) II, III, V e VI, apenas.

(Consulplan – P.M. Venda Nova do Imigrante/ES - 2016)

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Moema Machado
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Devido a algumas condições ambientais, instrumentais e pessoais é possível que as medidas


de grandeza (direção, distância e desnível) possam eventualmente apresentar erros durante a
elaboração de levantamentos topográficos. De acordo com o exposto, marque V para as
afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Existe a possibilidade de variação do comprimento de uma trena com a variação da
temperatura.
( ) A maior parte dos erros instrumentais pode ser reduzida adotando técnicas de
verificação/retificação, calibração e classificação.
( ) Os erros podem ser classificados em grosseiros, sistemáticos e aleatórios.
( ) Engano na contagem de lances durante a medição de uma distância com trena é
considerado erro aleatório.
( ) Inclinação da baliza na hora de realizar a medida é considerado erro grosseiro.
( )Erro de pontaria na leitura de direções horizontais é considerado erro aleatório ou acidental.
( ) A precisão está ligada à repetibilidade de medidas sucessivas feitas em condições
semelhantes, estando vinculada somente a efeitos aleatórios.
( ) A acurácia expressa o grau de aderência das observações em relação ao seu valor
verdadeiro, estando vinculada a efeitos aleatórios e sistemáticos.
A sequência está correta em:
A) F, V, F, V, F, F, F, F.
B) V, F, V, F, V, F, V, F.
C) F, F, F, V, V, V, F, V.
D) V, V, V, F, F, V, V, V.

(Consulplan – P.M. Cascavel/PR - 2016)


Com o auxílio de instrumentos é possível determinar todos os ângulos necessários para
cálculos e desenhos utilizados em plantas topográficas. Baseado na relação existente entre
ângulo zenital e vertical, sabendo-se que o ângulo zenital é igual a 55°00’00” defina o valor do
ângulo vertical.
A) 15°00’00”.
B) 35°00’00”.
C) 110°00’00”.
D) 125°00’00”.
E) 145°00’00”.

(FGV – Defensoria Pública/MT – 2015)

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 254


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Para o sistema UTM (Projeção Transversa de Mercator), o meridiano central do fuso 18 é igual
a:
(A) – 57º.
(B) – 63º.
(C) – 69º.
(D) – 75º.
(E) – 81º.

(FGV – Defensoria Pública/MT – 2015)


Considere um terreno com o formato de um triângulo retângulo com área de 16 km2 e lado
AB igual a 4 km, conforme a figura a seguir.

Deseja-se dividir o terreno com uma cerca paralela ao lado AC partindo de um ponto M
integrante do lado AB, de modo que a área da base seja o triplo da área superior.
Os lados BM e AM dos terrenos divididos são respectivamente iguais a:
(A) 2 km e 2 km.
(B) 1,5 km e 2,5 km.
(C) 1 km e 3 km.
(D) 0,75 km e 3,25 km.
(E) 0,5 km e 3,5 km.

(CONSULPLAN – P.M.N. Patos de Minas – 2015)


Analise as afirmativas a seguir.
I. Com auxílio de instrumentos, técnicas de medição, métodos de cálculo e estimativa de
precisão é possível
representar de forma gráfica, através de mapas ou plantas, as grandezas e as informações
detalhadas sobre um

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 255


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Aula 05

determinado terreno.
II. O objetivo da topografia é efetuar levantamentos, executando medições de ângulos,
distâncias e desníveis que
permitam representar uma porção da superfície terrestre em uma escala adequada.
III. Em topografia trabalha-se com medidas lineares e angulares realizadas sobre a superfície
da terra e, através desses levantamentos, é possível calcular áreas, volumes e coordenadas.
IV. A NBR 14166 trata de execução de levantamento topográfico.
V. O levantamento topográfico pode ser dividido em planimétrico e altimétrico. A realização
simultânea desses dois tipos de levantamentos dá origem ao chamado levantamento
planialtimétrico.
Estão corretas as afirmativas:
A) I, II, III, IV e V.
B) I, II e III, apenas.
C) I, IV e V, apenas.
D) I, II, III e V, apenas.

(CONSULPLAN – P.M.N. Natividade – 2014)


“Um levantamento planialtimétrico e cadastral consiste numa minuciosa avaliação da área a
ser trabalhada. Enquanto a altimetria registra o grau de declividade do terreno, ilustrando o
desenho com curvas de nível, a planimetria se encarrega de registrar o perímetro e todos os
elementos naturais existentes, como canteiros, caminhos etc. O cadastro, por sua vez, reforça
o mapeamento de forma a locar no desenho tudo que possa existir, como, por exemplo,
luminárias, torneiras, caixas de inspeção, galerias, fiações e encanamentos subterrâneos ou
aéreos, mapeamento da copa das árvores, dos maciços de arbustos, bancos, fontes etc.” O
trecho anterior se refere ao planejamento de projeto:
A) paisagístico.
B) arquitetônico.
C) de fachadas verdes.
D) de decoração exterior.

(CONSULPLAN – COMPANHIA BRASILERIA DE TRENS URBANOS – CBTU – 2014)


“Quando o terreno é acidentado ou inclinado, o levantamento _________________ não é
suficiente. O relevo, a variação das alturas, será medido no levantamento _________________
e representado por meio de curvas de nível. A curva de nível é a representação dos pontos de

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 256


[Link] 282

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mesma _________________ em relação a um plano _________________ tomado como


referência.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa
anterior.
(A) altimétrico / planimétrico / altura / vertical
(B) planimétrico / altimétrico / cota / horizontal
(C) geométrico / planimétrico / origem / frontal
(D) topográfico / altimétrico / distância / ortogonal

(CONSULPLAN – P.M. Cantagalo – 2013)


Ao representar o levantamento topográfico de um terreno, foram identificadas inúmeras
elevações formadas por blocos de pedras, sendo a maior delas medindo 18 cm. Sabendo-se
que a escala utilizada nesta representação gráfica é 1:50, determine a verdadeira grandeza da
altura deste bloco.
(A) 9 metros.
(B) 90 metros.
(C) 900 metros.
(D) 9.000 metros.
(E) 90.000 metros.

(CONSULPLAN – P.M. Uberlândia – 2012)


Estudos topográficos são primordiais nas áreas de engenharia e arquitetura, pois antecedem
qualquer outro a nível de planejamento ou anteprojeto. Analise.
• As linhas que estabelecem as divisões políticas ou propriedades.
• A posição geográfica dos acidentes naturais, como das obras executadas e informações sobre
a vegetação.
• O relevo (curvas de nível ou sombreado) ou a indicação das elevações e depressões relativas
do terreno.
As afirmativas anteriores se referem a:
A) mapa topográfico.
B) estudo de zoneamento.
C) mapeamento da cidade.
D) esboço de loteamento.
E) mapa planimétrico.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 257


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(FGV – CÂMARA MUNICIPAL/PE - 2014)


Na “leitura” de uma planta com curvas de nível, abstrações geométricas que unem os pontos
que possuem o mesmo nível, o arquiteto identificou linhas mais espaçadas, mais ou menos
retas e paralelas, que representam terreno:
(A) com baixas declividades;
(B) altamente acidentado;
(C) com depressão ou promontório;
(D) pantanoso por falta de clara declividade;
(E) em fundo de vale ou coxilhas.

(FGV – SUDENE/PE - 2013)


Para se determinar o perfil de uma superfície topográfica, considera-se um plano vertical
imaginário cortando esta superfície.
A esse respeito, analise as afirmativas a seguir.
I. A interseção da superfície com o plano é denominada de perfil longitudinal, ao longo do
terreno.
II. Nos perfis longitudinais, para se acentuar o relevo do solo, em desenhos com escala
reduzida, usa-se a escala vertical, normalmente 10 vezes maior que a horizontal.
III. A seção transversal constitui a interseção da superfície com o plano, sendo perpendicular
ao perfil longitudinal.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

(FGV – SUSAM/AM - 2014)


Uma planta topográfica mostra os acidentes topográficos que nortearão a implantação de um
projeto. A menor distância entre duas curvas de nível consecutivas é denominada:
(A) garganta.
(B) linha de cumeada.
(C) vertente.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 258


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(D) linha de talvegue.


(E) linha de maior declive.

(FGV – SUDENE/PE - 2013)


O método de Gauss, utilizado para o cálculo no campo da topografia, consiste em:
(A) subdividir a área a ser calculada em figuras geométricas conhecidas, fazendo-se uma
aproximação dos cantos arredondados da figura.
(B) desenhar a figura num papel milimetrado e um quadrado na mesma escala, cuja área seja
conhecida, comparando-se o número de quadrículas desse quadrado com as que compõem a
figura.
(C) utilizar vários softwares que permitem conhecer, automaticamente, a área da figura em
que se está trabalhando.
(D) empregar um processo mecânico através do instrumento planímetro, que consiste em dois
braços articulados em que um fixa o instrumento e o outro percorre o perímetro da figura.
(E) analisar, numericamente, a figura fazendo o cálculo da área pelas coordenadas da própria
figura, não havendo necessidade de se trabalhar graficamente a figura.

(FGV – INEA/RJ - 2013)


O método de levantamento planimétrico que consiste em se fazer uma poligonal aberta ou
fechada no terreno, para se medirem seus ângulos e distâncias, em que os ângulos devem ser
lidos em duas posições (direta e inversa) do aparelho apropriado e as distâncias podem ser
lidas com o distanciômetro, trena ou pela taquiometria, denomina-se:
(A) caminhamento.
(B) coordenada.
(C) interseção.
(D) irradiação.
(E) triangulação.

(FGV – INEA/RJ - 2013)


Para se determinar as linhas de off-set (lugar geométrico dos pontos de encontro do talude
com a superfície original do terreno) de um terreno, em que se construirá uma plataforma
retangular horizontal, numa cota específica e, sabendo-se que o intervalo entre as curvas de
níveis é de 1m, que o declive do talude de cota é 1/1 e o do talude de aterro de 2/5, deve-se
considerar que

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 259


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I. no talude de corte, cujo aclive é 1/1, cada curva de nível vencida representará, para cada 1m
na vertical, o deslocamento de 1m na horizontal.
II. no talude de aterro, com a inclinação de 2/5, adequando-a, proporcionalmente, ao intervalo
das curvas de nível, tem-se que, para cada 1m na vertical, desloca-se 2,5 m na horizontal.
III. sendo a plataforma em retângulo horizontal, as curvas de nível dos seus taludes são retas
transversais aos seus lados, sendo a distância entre estas retas determinada pelos declives dos
taludes de corte e aterro.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

(CESPE – TRT 10ª Região – 2013)


Considere as seguintes informações:
< curvas de nível de um terreno: são linhas de interseção do terreno com planos paralelos ao
solo e equidistantes; < greide (grade): é a linha gráfica que acompanha o perfil do terreno; d =
declividade (em %) = [DN/DH] × 100, em que DN = diferença de nível; < DH = distância
horizontal.

Considerando as informações acima, julgue os itens seguintes, relativos a topografia e


cartografia.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 260


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Na locação de rampas, um ponto do greide acima do ponto correspondente no terreno indica


um aterro.

Com base na definição de declividade, é correto afirmar que a declividade do ponto A ao ponto
E, mostrada na figura acima, é igual a 43,75%.

Todos os pontos de uma curva de nível têm a mesma elevação, ou cota.

Sabendo-se que o espaçamento entre as curvas de nível indica a forma do relevo do terreno,
é correto afirmar que quanto maior for esse espaçamento, mais íngreme será o terreno.

A figura I abaixo mostra que existe uma compensação de terra, enquanto que a figura II mostra
que o volume de corte é maior que o de aterro.

(CESPE – TRT 10ª Região – 2013)


Com relação a cartografia e georreferenciamento, julgue os próximos itens.

As projeções relativas às figuras I e III mostradas abaixo são cônicas, enquanto que a da figura
II é cilíndrica.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 261


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Os mapas digitais podem assumir duas formas básicas: vetor e grade. A primeira é formada
por pixels (menor elemento da imagem), e a segunda pode assumir a forma de pontos, linhas
ou polígonos.

O mapeamento sistemático do Brasil é feito na projeção UTM (universal transverse mercator),


que se baseia em um sistema de coordenadas planas, ou coordenadas cartesianas.

(CESPE – INPI - pesquisador de arquitetura – 2013)


A respeito da aplicação dos estudos topográficos à arquitetura e ao urbanismo, julgue os itens
de 94 a 99.

Na divisão da topografia, a topometria é o conjunto de métodos empregados para a coleta de


dados e divide-se em planimetria e altimetria. A planimetria trata dos métodos e dos
instrumentos empregados para estudo e para representação do relevo do solo no plano
vertical.

A relação entre as representações planimétrica e altimétrica abaixo está correta.


(CESPE – INPI - pesquisador de arquitetura – 2013)

Apesar de a topografia e a geodésia utilizarem os mesmos equipamentos, e praticamente os


mesmos métodos para mapeamento da superfície terrestre, a primeira mapeia pequenas
porções dessa superfície (raio de até 30 km), enquanto a segunda mapeia grandes porções,
considerando as deformações devidas à forma esférica da Terra.

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O levantamento de um polígono percorre o perímetro de uma área, partindo de um ponto


inicial, denominado marco primordial (MP), e retornando a esse ponto, medindo ângulos e
distâncias dos lados que compõem a figura poligonal. Tal levantamento, na maioria das vezes,
é eficaz, pois o polígono formado no levantamento sempre coincide com o contorno das áreas
levantadas.

Se, em um projeto paisagístico desenhado na escala de 1/50, a altura de um prédio for de 20


cm, a verdadeira altura será de 10 metros.

Considerando-se que, em dado mapa topográfico, um dos lados da poligonal representado no


papel meça 55 cm e sabendo-se que a escala do desenho equivale a 1:2000, é correto afirmar
que a medida real desse lado do terreno será de 1.100 metros.

(CESPE – INPI - pesquisador de arquitetura – 2013)


Com relação à carta solar como instrumental de representação de elementos externos à
topografia, julgue o próximo item.

O funcionamento da carta solar fornece dois ângulos, que serão utilizados para encontrar a
orientação solar em determinado momento do dia. O primeiro ângulo (azimute solar – a) é
marcado em relação ao norte, mostrando a convergência do raio solar. Já o segundo (altura
solar – h), é marcado em relação à superfície, representando a inclinação desse mesmo raio,
conforme ilustrado abaixo.

(CESPE – TJ/RO – 2012)


Assinale a opção correta acerca de curvas de nível e de movimento de terra.
A As distâncias entre as linhas da planta topográfica permitem verificar se o declive do terreno
é muito acentuado ou não.
B Na planta topográfica, para se traçar as curvas de nível denominadas intermediárias, que
são representadas por traços grossos, usa-se como referência a altura média do mar.
C As curvas de nível constituem a maneira de se representar graficamente a hidrografia e a
vegetação de um terreno.
D Na representação topográfica, é possível que uma linha mestra se cruze com uma linha
intermediária.
E A legislação brasileira admite desmatamento e agricultura em terrenos com declividades
superiores a 45º.

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(CESPE – TJ/RO – 2012)


A respeito do sistema cartográfico, assinale a opção correta.
A A carta consiste em projetar as superfícies topográficas, com os detalhes nelas existentes,
sobre um plano horizontal — atualmente usam-se recursos digitais.
B Os acidentes topográficos são obrigatoriamente representados na carta cartográfica.
C No caso de representação de parte da superfície da Terra em um plano (carta ou mapa), é
necessária a utilização de uma projeção cartográfica sem distorções.
D A Carta Internacional do Mundo fornece subsídios para a execução de estudos e análises de
aspectos gerais e estratégicos, exclusivamente no nível continental.
E Carta é a representação no plano, em escala grande, dos aspectos naturais de uma área
tomada de uma superfície.

(FCC – TRF 2ª Região – 2012)


A regra básica da geodésia, que deve ser também aplicada à topografia, estabelecendo que
cada ponto novo determinado deve ser amarrado ou relacionado a todos os pontos já
determinados, para que haja uma otimização da distribuição dos erros, é denominada de
(A) rede de referência cadastral.
(B) princípio da vizinhança.
(C) datum.
(D) poligonal.
(E) rede de apoio.

(FCC – TRF 2ª Região – 2012)


Nas poligonais de um levantamento topográfico, devem ser inspecionados:
I. aparelhagem e instrumental auxiliar;
II. croquis com a localização dos vértices materializados;
III. comprimento total, comprimento dos lados e número de estações;
IV. conexão ao apoio geodésico e/ou à rede de referência cadastral.
É correto o que consta em:
(A) I, II, III e IV.
(B) II, III e IV, apenas.
(C) I e II, apenas.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 264


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(D) II e IV, apenas.


(E) I e IV, apenas.

(FCC – TRF 2ª Região – 2012)


Considere o desenho abaixo de um Levantamento Topográfico:

O perfil do terreno representado pelo corte A é:

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 265


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(FCC – TRF 1ª Região – 2014)


Considere a figura abaixo.

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É correto afirmar:
(A) as curvas de nível estão demarcadas com intervalos de 20 em 20 metros.
(B) o ponto 2 assinala um trecho com declive mais forte.
(C) a curva mestra está assinalada com o ponto 1.
(D) o ponto 3 indica um riacho.
(E) as curvas de nível estão incompletas.

(FCC – MP - Maranhão – 2013)


Em análise a um Levantamento Planialtimétrico, a cota do primeiro ponto é de 469,35 m e a
cota do segundo ponto é 474,13 m, sendo a distância horizontal entre eles de 335,27 m. Pode-
se afirmar, corretamente, que o terreno:
(A) é longitudinal, com relevo levemente ondulado, onde a declividade está entre 3 a 6% e
considerada moderada.
(B) tem relevo plano, onde a declividade é inferior a 3% e considerada fraca.
(C) é transversal, com relevo levemente acidentado, onde a declividade está entre 5 a 10% ou
5 e 10 m.
(D) tem relevo plano, com desníveis iguais ou maiores a 5 m, onde a declividade é igual ou
superior a 5% e, portanto, considerada moderada.
(E) tem relevo levemente ondulado, onde a declividade é igual ou superior a 3% e considerada
moderada.

(CONSULPLAN – DAMAE - Porto Alegre – 2011)


“Este processo é utilizado para levantamento de pequenas áreas ou, principalmente como
método auxiliar à poligonação, e consiste em escolher um ponto conveniente para instalar o
aparelho, podendo este ponto estar dentro ou fora do perímetro, tomando nota dos azimutes
e distâncias entre a estação do teodolito e cada ponto visado.”
(Castro Jr. Rodolfo M. Topografia: Curso de Engenharia cívil. Vitória, UFES,1998)
Assinale o método de levantamento planimétrico descrito anteriormente.
A) Método por interseção.
B) Método por caminhamento aberto.
C) Método por caminhamento fechado.
D) Método da visada descendente.
E) Método por irradiação.

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 267


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(CONSULPLAN – SMTT – Itabaiana – 2010)


Em topografia, assinale como é denominado o levantamento no qual a curvatura da superfície
da Terra é ignorada, e todas as distâncias e ângulos horizontais são admitidos como projetados
sobre um plano horizontal:
A) Taquemetria.
B) Planta de situação.
C) Altimetria.
D) Planimetria.
E) Fotogrametria.

(CONSULPLAN – P.M. Resende – 2010)


Em levantamentos topográficos, deve-se conhecer os termos empregados. Relacione as
definições aos termos técnicos apresentados:
1. Ângulo de desvio horizontal, medido em sentido horário, de uma posição relativa a uma
direção padrão, como norte ou sul.
2. Procedimento para se determinar a diferença de cota entre dois pontos.
3. Distância vertical acima ou abaixo de um referencial.
4. Elevação de um determinado ponto relativamente a um referencial específico.
5. Corte vertical da superfície do solo efetuado paralelamente a uma linha de levantamento.
( ) Cota.
( ) Perfil.
( ) Elevação.
( ) Azimute.
( ) Nivelamento.
A sequência está correta em:
(A) 3, 5, 4, 1, 2
(B) 2, 5, 3, 1, 4
(C) 4, 2, 3, 1, 5
(D) 4, 5, 3, 1, 2
(E) 1, 5, 3, 2, 4
(F)
(CESPE – Banco da Amazônia – 2012)

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 268


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A figura acima apresenta o corte esquemático de um terreno em que está sendo feito
levantamento topográfico por três profissionais.
Considere que, nessa figura, a distância horizontal (DH) entre os pontos A e B seja dada pela
equação DH = (4 × 20) + 8.35 e que a diferença de nível — a distância vertical entre A e B —
seja de 30 m. A respeito dessas informações, de aspectos referentes a topografia e de temas
correlatos, julgue os itens subsequentes.

A partir do levantamento topográfico feito por meio de estacas e balizas, são assinalados
pontos no terreno com cotas conhecidas. A linha que liga os referidos pontos é denominada
curva de nível.

Conforme a Lei de Parcelamento do Solo Urbano, é proibida a ocupação de terreno com perfil
semelhante àquele apresentado acima, salvo quando forem atendidas exigências específicas
das autoridades competentes.

A equidistância das curvas de nível está definida pela posição das estacas apresentadas e
depende diretamente das hastes e da trena empregada na triangulação dos pontos.

(CESPE – ECT –2011)

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 269


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Projeções azimutais, também denominadas zenitais, são projeções da superfície terrestre


sobre um plano a partir de um ponto de vista. As projeções cilíndricas consistem na projeção
dos paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente desenvolvido
(planificado). Com base nessas informações e nas figuras acima, julgue os itens que se seguem.

Atualmente, dada a evolução da tecnologia, os mapas são obtidos com sensoriamento remoto
a partir de sensores orbitais, o que possibilita uma representação fiel da forma geoide da
Terra.

No planejamento urbano, a aerofotogrametria com a utilização de ortofotos, que corrigem as


distorções, permite a identificação da melhor localização, por exemplo, de uma praça e a
detecção de áreas desocupadas, com precisão e alto grau de detalhamento.

A projeção cilíndrica é representada na figura 1 e a projeção azimutal, na figura 2.

Na projeção cilíndrica, a mais comumente utilizada, o mapa apresenta pouca deformação.

Parabéns guerreiros

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10 – GABARITO

1. D 19. E 37. CERTA

2. C 20. E 38. A

3. B 21. A 39. A

4. D 22. D 40. B

5. A 23. CERTA 41. A

6. B 24. CERTA 42. A

7. A 25. CERTA 43. D

8. D 26. ERRADA 44. B

9. B 27. ERRADA 45. A

10. D 28. ERRADA 46. D

11. A 29. ERRADA 47. B

12. D 30. CERTA 48. ERRADA

13. A 31. ERRADA 49. CERTA

14. B 32. CERTA 50. ERRADA

15. A 33. CERTA 51. ERRADA

16. A 34. ERRADA 52. CERTA

17. A 35. CERTA 53. ERRADA

18. E 36. CERTA 54. ERRADA

Arquitetura para Concursos - Curso Regular 271


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11 - ANEXO – NOÇÕES DE LEVANTAMENTO ARQUITETÔNICO E


URBANÍSTICO
Os levantamentos arquitetônico, urbanístico e topográfico fazem parte da fase do levantamento de
dados para o projeto, sendo essencial à concepção do produto. Já a locação de obras é a operação
inversa ao levantamento, o produto do projeto é implantado no terreno.
O levantamento arquitetônico envolve as medidas da edificação, assim como de seus elementos,
como esquadrias, e suas características. Pode, também, englobar a localização dos pontos de
instalações, e outros diversos aspectos a depender do objetivo do mesmo que pode ser diverso:
regularização de imóveis, coleta de dados para projetos complementares de instalações prediais,
as built, projetos de reformas e ampliações de edificação, projeto de restauração, etc. Um bom
levantamento capta a quantidade necessária de dados para que os demais projetos baseados neles
possam ser desenvolvidos com eficácia.
O levantamento urbanístico envolve a infraestrutura existente, o mobiliário urbano, a morfologia
urbana, condições socioeconômicas, vegetação, etc. Tais dados servem de base para o projeto
urbano.

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Abaixo, trago trechos interessantes do artigo “TECNOLOGIAS DE ESCANEAMENTO A LASER E


ENGENHARIA REVERSA APLICADAS AO PATRIMÔNIO CULTURAL URBANO E ARQUITETÔNICO:
LEVANTAMENTO MÉTRICO + MODELAGEM VIRTUAL + FOTOGRAFIA + MAQUETE PERFILADA POR
USINAGEM”
A prática do Levantamento Arquitetônico e Urbanístico é milenar. Os mapas dos tempos remotos
nada mais são do que levantamentos topográficos e plantas baixas que indicam as dimensões e
localizações, tanto dos elementos naturais quanto construtivos outrora existentes. Na
contemporaneidade, não somente o conceito de Patrimônio Cultural se ampliou, mas como também
o seu mercado, os instrumentos de preservação utilizados e os recursos que estes demandam. Novas
tecnologias - como os ambientes virtuais e o LaserScanning - revolucionaram o trabalho do Arquiteto
e Urbanista na proteção da memória coletiva. Entretanto, alguns recursos remotos continuam a ser
utilizados com sucesso. As metodologias de levantamento mais simples requerem equipamentos
pouco complexos, como trenas, clinômetros e bússolas. Este tipo de levantamento, utilizado desde
o final do século XIX no mapeamento de cavernas, tornou-se o padrão adotado pelos espeleólogos
até a atualidade, dimensionando as galerias através da medição de ângulos e distâncias entre bases
topográficas espalhadas no percurso dos condutos.
(...)
A Estação Total revolucionou a topografia no final do último século. Consiste no acoplamento de um
distanciômetro à um teodolito eletrônico. Da Estação é emitido um feixe de raios laser
infravermelhos que, ao refletirem num prisma colocado na distância que se deseja medir, retorna
novamente para a Estação. Nesta, através do cálculo do tempo de retorno, com base na velocidade
da luz, ficam memorizadas as medidas de cada ponto referência onde o refletor for posicionado.
Posteriormente estes dados permitirão o processamento de mapas planimétricos e altimétricos com
precisão de milímetros. A localização geográfica da Estação Total se dá com a utilização de outro
equipamento complementar: o GPS — Global Positioning System. Através da trilateração espacial,

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localizando instantaneamente três satélites e aplicando as Leis de Kepler, os GPSs são capazes de
precisar, em centímetros, qualquer ponto sobre a superfície do planeta.
(...)
Um outro poderoso auxiliar dos arquitetos e urbanistas consiste no levantamento fotográfico.
Através da fotografia torna-se possível, fora do campo, estabelecer medidas faltantes, conferir
valores levantados, bem como determinar pormenores impossíveis de serem mensurados in loco,
seja por sua inacessibilidade, seja pela riqueza de detalhes que apresenta. Utilizando-se lentes que
causam pouca distorção visual [3], bem como calculando as alterações provocadas pela perspectiva
através do ponto de fuga e ponto do observador, torna-se possível avaliar com precisão considerável
todas as dimensões de um espaço.
Este método, largamente utilizado no Projeto Tiradentes — Inventário do Patrimônio Edificado da
UFMG [4], gerou excelente levantamento, especialmente da fachada do Fórum da cidade, que
possuía elementos decorativos ecléticos cujo levantamento convencional — por croquis e trena
rígida - não produziria resultados satisfatórios, além de requerer muito tempo e vários retornos para
ajustes. Assim, fotografamos minuciosamente os detalhes da edificação, retirando de cada um deles
uma ou duas medidas de referência que pudessem fornecer a escala verdadeira. Em seguida, as
melhores fotografias, com menos distorções, foram inseridas no AutoCAD, onde se desenhou por
cima da imagem os ornamentos mais rebuscados. Finalmente, a partir da escala de referência
colocou-se o desenho na escala real, por meio dos comandos scale e align. Como resultado temos
um levantamento apropriadamente detalhado e preciso.
A fotografia deve ser considerada, porém, não apenas elemento intermediário do levantamento,
como também produto final, possuindo larga vantagem documental em relação aos desenhos
bicolores, cuja função primeira reside no fornecimento de dados métricos. Através da marcação de
bases de fotografias seqüenciais, posteriormente trabalhadas em softwares de design gráfico como
Adobe Photoshop, conseguimos visadas panorâmicas com pouca distorção do objeto fotografado.
Através desta metodologia de montagem digital obtivemos uma visada ampla do conjunto da
Fazenda do Candonga, em Guanhães. A curta distância entre a fachada da fazenda e as demais
construções e árvores do entorno não permitia a obtenção de uma fotografia geral de sua sede,
sendo, portanto, a montagem digital imprescindível neste caso.

A descoberta e controle do laser provocaram grandes saltos tecnológicos em diversas áreas do


conhecimento. Na engenharia e arquitetura, o escaneamento a laser de fachadas revolucionou a
forma de se registrar informações topográficas e construtivas de detalhe. Scanners a laser (Laser
Scanner — LS) podem capturar 12.000 pontos por segundo ou mais, sem a necessidade de refletores.

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Registram não somente as dimensões, mas como também a localização espacial, cor e textura do
objeto alvo. O sistema requer pouco tempo de processamento dos dados a posteriori e uma equipe
de execução mínima. Por fim, o escaneamento a laser resulta, ao mesmo tempo, no levantamento
fotográfico, métrico/dimensional e num modelo virtual de altíssima precisão. Trata-se, portanto, de
uma fotografia tridimensional metrificada. A maquete eletrônica, uma vez manipulada nos
softwares dedicados, gera inúmeros mapas em diversos formatos. Além do modelo digital, a
tecnologia LS poderia ainda originar maquetes reais perfeitas, a partir de recursos de Engenharia
Reversa (ER). Entende-se ER como o processo de criar dados de projeto em engenharia assim como
coordenadas cartesianas, superfícies e desenhos ortográficos a partir de peças existentes, que
servem de mapa para o perfilamento em resina da maquete física do edifício escaneado.
No Brasil os levantamentos arquitetônicos e urbanísticos exibem baixa precisão e detalhamento,
gerando na maioria das vezes registros com muitas lacunas.
Depois dessa introdução, vamos focar mais no levantamento topográfico que é o mais cobrado. Fiz
essa introdução, pois, no edital, a banca foi mais ampla, falando em levantamento arquitetônico e
urbanístico.

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Modelo Virtual gerado à partir do Escaneamento à laser da Av. Bernardo Monteiro.


Levantamento: MAPTEK - FONTE - da autora.

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12 - BIBLIOGRAFIA
ABNT. (1994). Execução de levantamento topográfico. NBR 13133. Rio de Janeiro.
ABNT. (1998). Rede de Referência Cadastral. NBR 14166. Rio de Janeiro.
Alvarez, A. A., Brasileiro, A., Morgado, C., & Ribeiro, R. T. (2003). TOPOGRAFIA PARA ARQUITETOS.
Rio de Janeiro: Booklink Publicações Ltda.
Borges, A. d. (s.d.). Topografia aplicada à Engenharia Civil - Volume 1. Editora Blucher.
Brandalize, M. C. (s.d.). Apostila de Topografia - PUC/PR Engenharia Civil.
Corrêa, I. C. (2012). Topografia Aplicada à Engenharia Civil. Porto Alegre.
IBGE. (1998). NOÇÕES BÁSICASDE CARTOGRAFIA. Rio de Janeiro.
JUNIOR, R. M. (1998). TOPOGRAFIA - CURSO DE ENGENHARIA CIVIL UFES. VITÓRIA.
Lei Federal. (1979). Lei 6.766/1979. . Brasil.
MILITO, J. A. (2009). TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS.
SENAI. (2009). APOSTILA DE TOPOGRAFIA.
UFBA. (2011). Teoria dos erros em medições. Bahia.
Veiga, L. A., Zanetti, M. A., & Faggion, P. L. (2007). FUNDAMENTOS DE TOPOGRAFIA.
Zeiske, K. (2000). Simplificando o Levantamento Topográfico. Switzerland, Suíça: Leica Geosystems
AG.

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Common questions

Com tecnologia de IA

Map projections like Mercator and Peters are utilized for specific purposes based on their unique properties. The Mercator projection is often used for navigation because it preserves angles and shapes over small areas, making it useful for marine charts and certain types of aeronautical charts. However, its drawback is that it distorts size, particularly near the poles, exaggerating the size of land masses like Greenland relative to continents near the equator . On the other hand, the Peters projection seeks to present equal-area maps, accurately depicting the size of land masses, which is important for visualizing global economic or geographic data . Despite this, it distorts shapes, making areas near the equator narrow and elongated . Both projections are chosen based on the need to prioritize either shape or area accuracy, with trade-offs in the aspect not prioritized.

GNSS technology offers advantages over conventional methods in topographic surveys by facilitating faster data acquisition and providing high positional accuracy with relative or differential techniques. It reduces manual intervention and the dependence on weather conditions, allowing for data collection over larger areas efficiently .

The transformation of geodetic altitude to normal altitude in GNSS-based leveling should consider official models for accuracy. This involves using quasi-geoidal information or conversion models published by geodetic authorities. Ensuring accuracy demands accounting for the altitudinal difference between geodetic and normal surfaces, critical for meaningful application in topographical surveys .

Technical reports in topographic surveys serve to document the survey process, results, and analysis, providing a comprehensive record for future reference. They must contain details like the survey objective, execution period, methodology, accuracy obtained, instruments used, and calculations. This ensures transparency and aids in evaluating survey quality and applicability .

Inaccuracies in a topographic survey can compromise objectives by leading to errors in the design and execution of projects based on this data. For instance, incorrect elevation data or feature placement can result in flawed constructions or unsuitable site selection. Maintaining required accuracy is crucial, especially for projects needing precise spatial information to meet safety and operational standards .

The survey's purpose dictates detail point quantity because the level of detail required varies with the intended use. More detailed points are necessary for purposes requiring fine precision, such as construction or engineering projects. The survey accuracy must align with its purpose, where significant points may require higher precision, calculated through coordinates rather than graphical interpretation .

The choice of projection system critically affects cartographic accuracy and representation because it involves balancing between different projection properties such as conformality, equivalence, and equidistance. Each system has inherent distortions due to projecting a curved surface onto a flat plane. Therefore, the selection depends on which property aligns with the map's purpose, implying that no projection can simultaneously maintain shape, area, and distance accurately .

The primary methods for implementing planimetric topographic support are using GNSS technology or conventional methods. For GNSS, this involves relative or differential methods where one or more known coordinate stations provide support to points being determined. For conventional methods, the process requires linking to two or more intervisible points transported from a geodetic network or official networks associated with it. Both methods demand precision propagation from defining vertices to the installed support points .

Contour lines represent terrain features by linking points of equal elevation, effectively illustrating the terrain's surface shape. They allow for visualization of the terrain's undulations, providing critical data for elevation differences and aiding in calculating landform variations. Such representation helps to determine features like slopes, depressions, and elevation points .

When performing topographic leveling without a quasi-geoidal model, level operations should connect to official geodetic reference networks (RRNN) or be based on potential numbers derived from gravimetric observations. If RRNN availability is lacking, one must study the region's mass distribution through gravimetric studies or quasi-geoidal model analysis to ensure meeting topographic survey accuracy .

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