0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações3 páginas

Aria

Enviado por

leo.cpvfelipe
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações3 páginas

Aria

Enviado por

leo.cpvfelipe
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Aria

Uma Rouvim um pouco diferente dos outros, com apenas uma asa e
tons que se assemelham a prata ao invés de ouro, nascida na nobre
família Priscus da capital de Fiteros. Syllego Priscus, o patriarca da
família sempre foi conhecido por ser um grande colecionador, muitos
falavam de sua coleção e ele então decidiu-se por expô-la. Criou a
Grande Galeria de Pálios, que veio a se tornar um grande ponto
turístico tanto para os nativos como os estrangeiro, trazendo assim
ainda mais renome e fortuna para a família. Syllego lidava
diariamente com entregas e mercadores oferecendo relíquias e
artefatos, quando um mercador chegou oferecendo um lote de
tesouros vindo de Érimos, mais especificamente do reino fantasma,
isso o encantou pois ainda não possuía nada vindo de lá.

No dia que o lote chegou, ele havia levado sua filha para apresentar o
mais novo membro de sua família, recebeu diversos elogios, dizendo
que sua filha se tornaria muito bela no futuro, seria uma ótima
sucessora para os negócios da família e muito mais. Quando foi
verificar o lote que havia chegado a levou junto e enquanto ele se
distraia extremamente feliz com os novos itens de sua coleção, ela
acabou se interessando vendo seu pai feliz e foi bisbilhotar como
qualquer criança curiosa, e acabou derrubando um pequeno frasco
vazio e se assustando com o barulho, chorou. Quando seu pai
percebeu não sabia se ficava furioso ou acalmava a garota.

Conforme a pequena aria foi crescendo, uma condição especial foi


aparecendo, seu olhos e seu cabelo foram acinzentando, quando se
machucava o sangue que saia não era dourado como o deles,
manchas cinzentas foram surgindo em sua pele, mas acima de tudo
apenas uma de suas asas surgiu e não era branca como o símbolo da
nobreza, a família, em sigilo, a levou a diversos especialista tentado
descobrir o que era isso, mas nenhum deles conseguia entender, a
vergonha de que as outras famílias nobres descobrissem que sua filha
não era normal e que o movimento da galeria diminuísse por boatos
fez com seu pai a prendesse em casa durante a infância, isolada do
mundo exterior, sendo vista como uma aberração pela própria família.
Ela sempre tentava fugir, mas seus pais eram muito rigorosos com a
prisão, mas todos erram e quando sua mãe desatenta esqueceu de
trancar a porta ela fugiu, mas era melhor ter ficado aquele dia.

Era sua primeira vez fora de casa em sabe se lá quantos anos, mas
enquanto ela estava feliz com a liberdade as pessoas ao redor a
olhavam com desprezo, o maior símbolo de orgulho da raça faltava
nela, suas asas não eram bonitas. A comoção atraiu guardas e a
fofoca chegou na galeria de seu pai. Furioso seu pai foi até a guarda
da cidade, dizendo que ela pertencia a ele e que daria um jeito nela,
mas em nenhum momento a chamou de filha, não queria sua
reputação manchada, ele sequer a levou para casa, foram direto para
a ponte que conecta ao continente e mandou atravessar e nunca
mais voltar esquecendo o sobrenome da família dele, a pequena, que
não deveria ter mais eu 7 anos humanos ali, implorava a piedade do
pai, mas não a teve. Ele a golpeou, deixando uma ferida em suas
costas e disse que aquela aberração nunca seria sua filha. Essa ferida
nunca mais se fechou física e psicologicamente.

Ela se sentia abandonada pelo mundo, sozinho para vagar até que
morresse, uma criança nunca conseguiria sobreviver na escuridão sob
a cidade e ela sabia disso, (NÃO SEI SE VAI USAR ESSE PLOT, MAS SE
NÃO USAR, É UMA CRIANÇA, NÃO MUDARIA MUITO) enquanto tentava
sobreviver acabou sendo encontrada por um grupo de criminosos que
a raptaram para ser vendida com escrava. Acabou sendo comprada
por uma nobre casa élfica da capital de Polemitis, a casa de Omorfiell,
a pequena Aria, já não tinha mais vontade de viver, era apenas uma
casca vazia naquele ponto, mas foi lá onde ela reacendeu sua
esperança, foi lá que conheceu Despia e Micha, outras duas crianças
escravas na casa. Despia era uma mestiça de elfo com kemono tigre,
fruto de um estupro e Micha um jovem humano vindo de Érimos, que
foi cegado por ter visto algo que não deveria e vendido por piratas.
Despia era uma garota enérgica que sonhava em se tornar uma
grande heroína quando se libertasse daquele cativeiro, e provaria a
todos que qualquer um pode se tornar grande, até mesmo ela, a
energia dela contaminou Micha que prometeu acompanhá-la nessa
jornada, e os dois vendo o semblante abatido de Aria, enxergaram a
si próprio nela decidiram se aproximar dela e tentar salvá-la da
escuridão.

Durantes os anos sofreram todo tipo maus tratos, mas quando


estavam juntos conseguiam ser felizes, havia outros inúmeros
escravos, era uma família poderosa, o que acabava atraindo muita
atenção, inclusive de um certo grupo de criminosos, a Corrente
Negra, um grupo extremista de ex-escravos que alvejavam famílias
nobres que ainda estavam nesse mercado. E essa família, veio a ser
um alvo, quando atacaram a família, antes libertaram todos os
escravos, mas para eles precisavam cortar o mal pela raiz e
exterminar a família, quando iam matar as crianças, a natureza de
Despia a fez agir, mesmo tendo sofrido na família, não achava certo
matar crianças pelos pecados dos pais, agiu em prol das crianças e
entrou na frente de um golpe que mataria uma delas, Aria e Micha
ficaram desolados e horrorizados presenciando o raio de esperança
na vida deles ser apagado. Ele se enfureceu e tentou ele mesmo
matar a criança élfica, mas foi impedido dessa vez por Aria, que ao
entrar na frente, algo aconteceu daquela ferida deixada por seu pai,
seu sangue jorrou, causando a ela uma dor excruciante e dele um
espinho se formou e golpeando o garoto e ferindo gravemente seu
braço antes mesmo pudesse acerta-la, ele sem ver o que acabou de
discorrer em sua frente acreditou que ela havia intencionalmente o
atacado e sabendo que as duas pessoas nas quais confiava haviam
ficado do lado dos nobres que os subjugaram por tantos anos, sentiu-
se traído e decidiu partir com a Corrente deixando-a para trás em
meio ao caos. Ela ficou completamente perdida com o que havia
acontecido, ela de novo estava sozinha no mundo, mas a esperança
que Despia compartilhava fez com que conseguisse manter a cabeça
erguida e seguir em frente, ela levou o corpo de sua amiga e a
enterrou fora da cidade. E sobre a cova de sua amiga, jurou que
manteria vivo o sonho da amiga e provaria que até mesmo
aberrações com elas seriam capazes de se tornar heroínas e ter
reconhecimento do mundo. Ela poderia não saber o que era aquela
coisa prateada que saiu do seu corpo, mas sabia que deveria estar
relacionado com a condição física dela e a maldição que a assombrou
durante toda a vida, agora poderia ser um artificio para atingir seu
sonho, ela então inicia sua jornada, tornar-se uma grande heroína e
quem sabe encontrar respostas no meio do caminho.

Você também pode gostar