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Programa de Proteção Respiratória 2021-2022

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PPR

PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA


Vigência: 15/09/2021 A 15/09/2022 Revisão: 01 Em 15/10/21

-P.P.R-
PROGRAMA
DE
PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

VIGÊNCIA DE 15/09/2021 A 15/09/2022


*Alterar em caso de mudança/alteração de alguma legislação que aplique ao assunto.

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INDICE
1. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA ................................................................................................................................ 5
2. REFERÊNCIA NORMATIVA...................................................................................................................................... 6
3. OBJETIVO............................................................................................................................................................... 6
4. IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA ............................................................................. 6
5. REGRAS E RESPONSABILIDADES............................................................................................................................. 7
5.1 RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR ................................................................................................................. 7
5.2 RESPONSABILIDADES DO ADMINISTRADOR ............................................................................................................. 8
5.3 RESPONSABILIDADES DO EMPREGADO ................................................................................................................... 9
5.4 RESPONSABILIDADES DO PRESTADOR DE SERVIÇO ................................................................................................. 9

6. RISCOS RESPIRATÓRIOS ......................................................................................................................................... 9


6.1 AVALIAÇÃO DOS PERIGOS NO AMBIENTE DE TRABALHO .......................................................................................... 10
6.2 AVALIAÇÃO DA ADEQUAÇÃO DO RESPIRADOR À TAREFA , AO USUÁRIO E AO AMBIENTE DE TRABALHO ......................... 11
6.2.1 Adequação à tarefa ............................................................................................................................... 11
6.2.2 Adequação ao usuário ........................................................................................................................... 13
6.2.3 Adequação ao ambiente de trabalho ..................................................................................................... 14
6.2.4 Localização da área de risco .................................................................................................................. 14
6.2.5 Características de desempenho do respirador........................................................................................ 15

7. PROCEDIMENTO PARA A SELEÇÃO DOS RESPIRADORES ...................................................................................... 15


7.1 SELEÇÃO DE RESPIRADORES PARA USO ROTINEIRO ............................................................................................... 15
7.2 SELEÇÃO DE RESPIRADORES PARA USO EM ATM IPVS, ESPAÇOS CONFINADOS OU ATM COM PRESSÃO REDUZIDA ...... 23
7.2.1 Atmosfera IPVS...................................................................................................................................... 23
7.2.2 Respiradores para uso em condições IPVS na pressão atmosférica normal ............................................ 24
7.2.3 Respiradores para uso em espaços confinados ...................................................................................... 24
7.2.4 Respiradores para uso em pressão atmosférica reduzida ....................................................................... 26
7.2.5 Deficiência de oxigênio IPVS envolvendo pressão atmosférica reduzida ................................................. 26
7.2.6 Deficiência de oxigênio não IPVS envolvendo pressão atmosfera reduzida ............................................ 28
7.3 RESPIRADORES PARA FUGA, EMERGÊNCIA E RESGATE .......................................................................................... 28

8. TREINAMENTO .................................................................................................................................................... 29
8.1 TREINAMENTO PARA USUÁRIOS............................................................................................................................ 29
8.2 TREINAMENTO PARA SUPERVISOR E PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA ...................................................................... 30
8.3 TREINAMENTO PARA A PESSOA QUE DISTRIBUI O RESPIRADOR ............................................................................... 31
8.4 TREINAMENTO PARA O CONDUTOR DO ENSAIO DE VEDAÇÃO ................................................................................... 31
8.5 TREINAMENTO PARA FUGA, EMERGÊNCIA E SALVAMENTO....................................................................................... 31
8.6 TREINAMENTO PARA O ADMINISTRADOR ............................................................................................................... 32
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8.7 FREQUÊNCIA ...................................................................................................................................................... 32


8.8 REGISTROS ........................................................................................................................................................ 32

9. ENSAIO DE VEDAÇÃO........................................................................................................................................... 32
9.1 ENSAIOS DE VEDAÇÃO PERMITIDOS ...................................................................................................................... 33
9.2 REQUISITOS DE UM ENSAIO DE VEDAÇÃO .............................................................................................................. 34
9.2.1 Critério de aceitação para um respirador com pressão negativa ............................................................ 35
9.2.2 Critério de aceitação para um respirador com pressão positiva ............................................................. 35
9.3 CONSIDERAÇÕES SOBRE OS ENSAIOS DE VEDAÇÃO ............................................................................................... 37
9.3.1 Capacitação dos usuários de respirador................................................................................................. 37
9.3.2 Número de respiradores ........................................................................................................................ 37
9.3.3 Aceitação pelo usuário .......................................................................................................................... 37
9.3.4 Problemas de vedação e soluções alternativas ...................................................................................... 38
9.3.5 Competência do condutor do ensaio de vedação ................................................................................... 38
9.4 FREQUÊNCIA ...................................................................................................................................................... 38
9.5 REGISTROS ........................................................................................................................................................ 38

[Link] .................................................................................................................................................................... 39
10.1 VERIFICAÇÕES PRELIMINARES ........................................................................................................................... 39
10.2 TROCA DE FILTROS ........................................................................................................................................... 40
10.4 CONHECIMENTOS DO USUÁRIO SOBRE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA ......................................................................... 40
10.5 PERCEPÇÃO DOS CONTAMINANTES .................................................................................................................... 41
10.6 AUMENTO DA RESISTÊNCIA À RESPIRAÇÃO OU REDUÇÃO DA VAZÃO DE AR............................................................. 41
10.7 EMBAÇAMENTO DO VISOR ................................................................................................................................. 41
10.8 DISPOSITIVO DE ALARME ................................................................................................................................... 41
10.9 DANOS NO RESPIRADOR.................................................................................................................................... 41

[Link], HIGIENIZAÇÃO, INSPEÇÃO, MANUTENÇÃO, DESCARTE E GUARDA DE RESPIRADORES ........................ 41


[Link] DO AR/GÁS RESPIRÁVEL PARA RESPIRADORES DE ADUÇÃO ............................................................ 42
[Link]ÃO DO PROGRAMA..................................................................................................................................... 44
[Link] DE REGISTROS ......................................................................................................................... 45
[Link]ÇÕES ......................................................................................................................................................... 45
[Link] QUALITATIVO COM AEROSSOL DE SOLUÇÃO DE BITREX ......................................................................... 50
16.1 PROCEDIMENTOS PARA REALIZAÇÃO DO ENSAIO DE VEDAÇÃO .............................................................................. 50
16.2 KIT DE ENSAIO DE VEDAÇÃO QUE DEVERÁ SER UTILIZADO NA AVALIAÇÃO QUALITATIVA ............................................ 54
16.3 REPETIÇÃO DO ENSAIO DE VEDAÇÃO .................................................................................................................. 54

[Link] DE AÇÕES ................................................................................................................................... 55


[Link] DE FORMULÁRIO DE REGISTRO DO ENSAIO DE VEDAÇÃO .................................................................... 56
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[Link]ÕES E OBSERVAÇÕES ............................................................................................................................ 57


[Link] ALTERADO NESTA REVISÃO ....................................................................................................................... 58

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1. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA

RAZÃO SOCIAL:
PROJETO CLIMA ENGENHARIA E AR-CONDICIONADO

ENDEREÇO: R 15 DE MAIO (LOT JD GLORIA), nº3940 BAIRRO: GLORIA

CIDADE: VARZEA GRANDE ESTADO: MT

C.N.P.J.: 34.703.659/0001-26 CNAE: 71.12-0-00 GRAU DE RISCO: 1


ATIVIDADE
Serviços de engenharia (Dispensada *)
PRINCIPAL:
N° EMPREGADOS
Masculino: 4 Feminino: 00 Total: 4
ATUAIS/PREVISTO:
RESPONSÁVEL DA EMPRESA
PELA IMPLEMENTAÇÃO WESLEY SANT'ANA, CPF: 734.429.761-20
DA(S) MEDIDAS
Segunda a quinta das 07h00 às 17h00min com 1h de intervalo para refeições,
HORÁRIO DE as sextas das 07h00 às 16h00 com 1h de intervalo para refeições
TRABALHO: Todos os dias de trabalho com 15 minutos p/ café da manhã e 15 minutos p/
café da tarde

Identificação da empresa
contratante da PROJETO
MAXIMO ALDANA CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA, CNPJ 03.326.625/0001-
CLIMA 36, CNAE 41.10-7-00GRAU DE RISCO: 1, Rua AMPARO, Nº 315, 269, Baeta Neves, SÃO
BERNARDO DO CAMPO/SP, CEP 09751-350 , CONTATO (11) 9 5487-1024.

Identificação da empresa
contratante da Máximo NEXA RECURSOS MINERAIS S.A., CNPJ.42.416.651/0016-93, CÓDIGO E DESCRIÇÃO
Aldana DA ATIVIDADE ECONÔMICA PRINCIPAL 70.20-4-00 - Atividades de consultoria em
gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica, GRAU DE RISCO 04,
CONTATO (41) 3388-5437, Unidade de Aripuanã/MT

Empresa(s)/Profissional(s)
Responsável(s) pela
Araújo Consultoria Ambiental de Segurança do Trabalho, CNPJ 34.159.208/0001-70,
Elaboração deste CNAE 74.90-1-04 - Atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios
documento: em geral, exceto imobiliários anteriormente, GRAU DE RISCO 1, CONTATO (66) 9 8143-
1894 Responsável(s) Técnico(s):Eng. Seg. Valdete Rodrigues de Araújo Neto, CREA
181691, ART CREA Nº: 1220210161941
LOCAL(S) DA(S) OBRA(S)

Climatização da(s) Unidade(s) Básica(s) de Saúde localizada(s) em Aripuanã/MT, CEP 78.325-000

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1. Rua dos Edis, Bairro Módulo 1, Nº 103


2. Rua Missionário Paulo Leivas Macalão, Bairro Jardim Planalto, S/N;
ENDEREÇOS:
3. Av. E, Esquina com a Rua B, Bairro Vila Operária, S/N, e;
4. Rua das Cerejeiras, S/N, Aeroporto Comandante Amauri Furquim

2. REFERÊNCIA NORMATIVA
• Instrução normativa nº 1, de 11 de abril de 1994 do Ministério do Trabalho e Emprego.
• Programa de Proteção Respiratória – FUNDACENTRO.

3. OBJETIVO
Este documento tem como objetivo auxiliar os profissionais responsáveis pela administração do
Programa de Proteção Respiratória no que abrange a seleção, a utilização e a manutenção corretas
dos Equipamentos de Proteção Respiratória, bem como, prevenir a exposição por inalação de
substâncias perigosas e/ou ar com deficiência de oxigênio. Quando não for possível prevenir a
exposição ocupacional, o controle da exposição adequada deve ser alcançado, tanto quanto
possível, pela adoção de outras medidas de controle que não o uso de EPR. Medidas de controle
de engenharia, tais como, substituição de substâncias por outras menos tóxicas, enclausuramento
ou confinamento da operação e sistema de ventilação local ou geral e medidas de controles
administrativas, como a redução do tempo de exposição, devem ser consideradas. O uso de
Equipamento de Proteção Respiratória é considerado o último recurso na hierarquia das medidas
de controle e deve ser adotado somente após cuidadosa avaliação dos riscos.

4. IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

É importante que o Programa de Proteção Respiratória seja implementado, avaliado e atualizado,


quando necessário, de modo a refletir mudanças nas condições de trabalho que possam afetar a
seleção e o uso do respirador. Para isto, é necessário definir uma estratégia de ação, preparar
materiais de divulgação, formar agentes multiplicadores, estabelecer um cronograma de ações e
prioridades.

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5. REGRAS E RESPONSABILIDADES
Todas as pessoas envolvidas no Programa de Proteção Respiratória devem ser competentes na
sua área de responsabilidade dentro do programa e devem manter seus conhecimentos e
treinamento atualizados, para poderem desenvolver com eficiência suas responsabilidades.

5.1 Responsabilidades do Empregador

O empregador é responsável pelo Programa de Proteção Respiratória. Ele deve:

a) designar um administrador do programa que tenha a responsabilidade delegada para


gerenciar efetivamente o PPR;

b) providenciar recursos adequados e organização para garantir a eficácia contínua do PPR;

c) definir, implementar e documentar o PPR;

d) fornecer o respirador adequado;

e) permitir ao empregado usuário do respirador que deixe a área de risco por qualquer motivo
relacionado com o seu uso. Essas razões podem incluir as seguintes, mas não se limitam a
elas:

• falha no funcionamento do respirador que altere a proteção por ele proporcionada;

• detecção de penetração de ar contaminado dentro do respirador;

• aumento da resistência à respiração;

• grande desconforto devido ao uso do respirador;

• mal-estar sentido pelo usuário do respirador, tais como náusea, fraqueza, tosse, espirro,
dificuldade

• para respirar, calafrio, tontura, vômito, febre;

• lavagem do rosto e da peça facial do respirador (se aplicável), sempre que necessário, para
diminuir a irritação da pele;

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• trocar o filtro ou outros componentes, sempre que necessário;

• descanso periódico em área não contaminada.

f) investigar a causa do mau funcionamento do respirador e tomar providências para saná-la.


Se o defeito for de fabricação, o empregador deverá comunicá-lo ao fabricante e ao órgão
oficial de competência na área de Equipamento de Proteção Individual (EPI);

g) fornecer somente respiradores aprovados, isto é, com Certificado de Aprovação emitido pelo
Ministério do Trabalho, observando que qualquer modificação, mesmo que pequena, pode
afetar de modo significativo o desempenho do respirador e invalidar a sua aprovação.

5.2 Responsabilidades do Administrador

O administrador do PPR é responsável pela efetiva gestão do programa, que inclui:

a) preparação dos procedimentos operacionais escritos para uso correto dos respiradores em
situações de rotina e de emergência;

b) medições, estimativas ou informações atualizadas acerca da concentração do contaminante


na área de trabalho antes de ser feita a seleção do respirador e periodicamente, durante o
seu uso, com a finalidade

c) de garantir que o respirador apropriado esteja sendo utilizado;

d) seleção do respirador apropriado que proporcione proteção adequada para cada


contaminante presente ou potencialmente presente;

e) manutenção de registros e procedimentos escritos de tal maneira que o programa fique


documentado e permita uma avaliação da sua eficácia;

f) providências para que todos os envolvidos conheçam o conteúdo do programa;

g) avaliação anual da eficácia do programa;

h) revisão periódica dos procedimentos escritos;

i) indicação e treinamento de pessoas competentes para o cumprimento de tarefas ou funções


no programa;

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j) atualização de seus conhecimentos e o de seus colaboradores para que possam


desempenhar eficientemente as tarefas relativas ao Programa de Proteção Respiratória.

5.3 Responsabilidades do Empregado

Para que as medidas implantadas surtam efeito, o usuário é responsável, no mínimo, por:
a) usar o respirador fornecido de acordo com as instruções e o treinamento recebido;

b) no caso de uso de respirador com vedação facial, não apresentar pelos faciais (barba,
cavanhaque etc.) que interfiram na selagem do respirador em seu rosto;

c) guardar o respirador, quando não estiver em uso, de modo conveniente para que não se
danifique ou deforme;

d) deixar imediatamente a área contaminada se observar que o respirador não está


funcionando bem e comunicar o defeito à pessoa responsável indicada nos procedimentos
operacionais escritos;

e) comunicar à pessoa responsável qualquer alteração em seu estado de saúde que possa
influir na capacidade de uso seguro do respirador.

5.4 Responsabilidades do Prestador de Serviço

Os prestadores de serviço, a qualquer título, devem cumprir todas as exigências cabíveis relativas
ao uso de respiradores contidos no Programa da contratante. As responsabilidades pelo
fornecimento do respirador adequado, pelo treinamento, pelo ensaio de vedação etc. devem ser
contempladas no contrato de prestação de serviço.

6. RISCOS RESPIRATÓRIOS

A avaliação dos riscos respiratórios é essencial para o processo de seleção e uso do respirador
adequado e deve ser realizada por pessoa competente. A avaliação completa dos riscos inclui três
etapas:

1. avaliação dos perigos no ambiente de trabalho;

2. avaliação da adequação do respirador à exposição;

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3. avaliação da adequação do respirador à tarefa, ao usuário e ao ambiente de trabalho.

A análise dos parâmetros contidos nessas etapas deve ser realizada antes de serem iniciadas as
tarefas, sejam de rotina ou de emergência, e repetida quando as condições de trabalho se
alterarem.

6.1 Avaliação dos perigos no ambiente de trabalho

A avaliação desses perigos deve ser feita obedecendo as seguintes etapas:


a) determinar se existe risco potencial de deficiência de oxigênio. Quando existir, determinar
o nível de oxigênio mais baixo que possa ocorrer em trabalhos de rotina ou em emergência;

b) identificar os contaminantes que possam estar presentes no ambiente de trabalho e seu


estado físico (particulado, gás, vapor). Todas as substâncias utilizadas, produzidas ou
armazenadas, incluindo matérias-primas, impurezas relevantes, produtos finais,
subprodutos e resíduos, devem ser conhecidas através da análise cuidadosa do processo de
trabalho e as informações relativas às propriedades perigosas e à toxicidade dessas
substâncias podem ser obtidas nas Fichas de Informações de Segurança de Produtos
Químicos (FISPQ). Quando o contaminante não puder ser identificado e não existirem
orientações claras, o perigo deve ser considerado desconhecido e a atmosfera deve ser
considerada IPVS. Deve ser verificado também se a pressão de vapor de cada contaminante,
que indica maior ou menor quantidade de vapor gerado por um líquido ou um sólido, é
significativa na máxima temperatura prevista no ambiente de trabalho;

c) determinar se existe óleo presente no caso de contaminantes particulados. Se a presença


de aerossol oleoso é desconhecida, será assumido como existente. Exemplos de atividades
conhecidas por produzirem aerossol oleoso incluem o uso de compressor de ar com
lubrificantes oleosos e a operação de veículos com motor de combustão interna. A presença
de óleo no ar pode ser determinada pelo método NIOSH 5026 (oil mist, mineral);

d) identificar o limite de tolerância, ou qualquer outro limite de exposição, ou estimar a toxidez


dos contaminantes. Verificar se existe concentração IPVS para os contaminantes;

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e) determinar se existem regulamentos ou legislação específica para os contaminantes. Se


existir, a seleção do respirador dependerá desses regulamentos;

f) medir ou estimar a concentração dos contaminantes na condição de exposição ocupacional


mais crítica prevista nas operações de rotina, emergência, resgate ou escape, obedecendo
às boas práticas de Higiene Ocupacional;

g) determinar a possibilidade de ocorrência de condições IPVS;

h) determinar se os contaminantes presentes podem ser absorvidos pela pele, se produzem


sensibilização da pele, se são radioativos, irritantes ou corrosivos para os olhos ou a pele,
carcinogênicos etc.;

i) determinar se são conhecidos os limiares de odor, de paladar ou para a indução de irritação


da pele para os gases e vapores contaminantes.

6.2 Avaliação da adequação do respirador à tarefa, ao usuário e ao ambiente


de trabalho

Além do respirador ser adequado à exposição, ele deve também ser analisado em relação à tarefa,
ao usuário e ao ambiente de trabalho para que ofereça a proteção necessária durante o período
de uso.

6.2.1 Adequação à tarefa


A avaliação da adequação do respirador à tarefa deve considerar os seguintes fatores:
a) Frequência e duração da tarefa

O tempo de permanência na área de risco durante o turno de trabalho deve ser considerado na
escolha de um respirador. Para alguns tipos de respiradores, o tempo máximo de uso e a frequência
de uso podem ser limitados de acordo com o conforto do usuário e a carga de trabalho. Cada tipo
de respirador tem características que o tornam apropriado ou não para uso rotineiro, não rotineiro,
emergências ou resgate. Devem também ser incluídas considerações sobre vida útil dos filtros,
carga e vida útil de baterias e capacidade do reservatório de ar/gás respirável.
b) Nível de esforço físico

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O nível de esforço físico requerido durante o uso do respirador, incluindo o nível máximo previsto,
determina a quantidade de ar/gás respirável demandada pelo usuário. Assim, por exemplo, em
casos de extremo esforço, a autonomia de uma máscara autônoma fica reduzida pela metade ou
mais.

c) Emprego de ferramentas

O emprego de equipamentos para solda para operações de pintura spray e muitos equipamentos
elétricos podem influenciar no desempenho do respirador.

d) Mobilidade

A mobilidade necessária para realização da tarefa pode limitar a escolha do tipo de respirador a
ser utilizado de maneira segura. Espaços confinados requerem considerações especiais.

e) Comunicação

Na escolha de certos tipos de respiradores, deve-se levar em conta o nível de ruído do ambiente
e a necessidade de comunicação do usuário. Falar em voz alta pode provocar deslocamento de
algumas peças faciais. Deve-se levar em conta também necessidades especiais de comunicação,
especialmente para espaços confinados e atmosferas IPVS, onde a comunicação entre o usuário
do respirador e o pessoal de apoio é importante.

f) Vida útil dos filtros

Para a seleção adequada de um respirador purificador de ar, o administrador do programa deve


definir os tipos e as classes de filtros, bem como a frequência de troca destes. Poucos filtros
possuem indicador de fim de vida útil.

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6.2.2 Adequação ao usuário


Para avaliação da adequação do respirador ao usuário, devem ser considerados os seguintes
fatores:

a) Vedação dos respiradores

• Características faciais
Um respirador com vedação facial não deve ser usado por pessoa que apresente irregularidades
na região da face em que será feita a selagem do respirador, como, por exemplo, cicatrizes, rugas
ou dobras profundas, maçãs do rosto exageradas, queixo muito cônico, nariz muito adunco.

• Pelos faciais
Um respirador com peça facial seja de pressão positiva ou negativa, não deve ser usado por
pessoas cujos pelos faciais (barba, bigode, costeletas ou cabelos) possam interferir no
funcionamento das válvulas ou prejudicar a vedação na área de contato com o rosto.

• Uso simultâneo de outros EPIs ou acessórios


O uso de outros Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como capacete ou máscara de solda,
não deve interferir na vedação da peça facial. Quando existir possibilidade de interferência com
outros EPIs, selecionar equipamentos conjugados. Os tirantes dos respiradores com vedação facial
não devem ser colocados ou apoiados sobre hastes de óculos, capacetes e protetores auditivos.
Não devem ser usados gorros ou bonés com abas que interfiram na vedação dos respiradores com
vedação facial. Quando for necessário o uso destes acessórios, colocá-los por cima dos tirantes do
respirador. A cobertura dos respiradores com vedação facial devem estar em contato direto com a
face.
Usuários de respirador não devem utilizar joias ou acessórios na região da face onde será feita a
selagem do respirador.

b) Visão
Quando o usuário precisar usar lentes corretivas, óculos de segurança, protetor facial, máscara de
solda ou outro tipo de proteção ocular ou facial, eles não devem interferir na vedação do respirador.
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Não devem ser usados óculos com tiras ou hastes que passem na área de vedação do respirador
do tipo com vedação facial, seja de pressão negativa ou positiva. Necessidades adicionais para
aumento de visão, como, por exemplo, uso de lupa, microscópio, lente de aumento, devem ser
consideradas também para a escolha do respirador. O uso de lentes de contato somente é
permitido quando o usuário do respirador estiver acostumado ao uso desse tipo de lente e quando
as condições do ambiente (umidade do ar ou calor) não limitarem o seu uso.

c) Conforto
Na seleção de um respirador, devem ser considerados o calor e o frio gerados por ele. Certos
respiradores produzem superfícies quentes ou gás de inalação quente durante o uso, por exemplo,
filtros químicos ou equipamentos com oxigênio gerado quimicamente. Outros respiradores podem
provocar correntes de ar sobre a face do usuário, que poderão esfriar a pele, como nos
purificadores de ar motorizados. Dependendo das condições de uso, aquecimento ou esfriamento
localizado pode representar sobrecarga ou desconforto ao usuário.

6.2.3 Adequação ao ambiente de trabalho


A avaliação da adequação do respirador ao ambiente de trabalho deve considerar os seguintes
fatores:

a) uso em condições climáticas extremas: condições de temperatura e umidade, aumento ou


diminuição da pressão do ambiente e velocidade do vento onde o respirador será utilizado;

b) perigos não respiratórios: presença de fagulhas, abrasão, compatibilidade eletro-magnética,


enriquecimento de oxigênio etc.

6.2.4 Localização da área de risco


Na seleção do respirador, deve-se levar em conta a localização da área de risco relativamente às
áreas seguras que tenham ar respirável. Isso permite planejar a fuga na ocorrência de uma
emergência, a entrada de pessoas para a realização dos serviços de manutenção ou reparos ou as
operações de resgate.

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6.2.5 Características de desempenho do respirador


Na seleção do respirador devem ser consideradas também as características físicas e funcionais
dos respiradores, bem como suas limitações. O nível de esforço requerido pela atividade, incluindo
o nível máximo previsto, determina a quantidade de ar respirável demandada pelo usuário para a
realização da tarefa. Para os respiradores purificadores de ar é necessário definir o tipo e a
capacidade do filtro químico ou a eficiência mínima do filtro para partículas.

7. PROCEDIMENTO PARA A SELEÇÃO DOS RESPIRADORES

A seleção de um respirador exige o conhecimento de cada operação para determinar os riscos que
possam estar presentes e, assim, selecionar o tipo ou a classe de respirador que proporcione
proteção adequada. O processo de seleção deve ser iniciado somente após a realização da
avaliação dos perigos no ambiente de trabalho, a qual deve ser complementada com as avaliações
dos fatores relativos à tarefa, ao usuário e ao ambiente de trabalho. Devem ser usados somente
respiradores aprovados, isto é, com Certificado de Aprovação emitido pelo Ministério do Trabalho.
Qualquer modificação no respirador feita pelo usuário, mesmo que pequena, pode afetar de modo
significativo o desempenho do respirador e invalida a sua aprovação.

7.1 Seleção de respiradores para uso rotineiro

O respirador adequado ao risco a que o trabalhador está exposto e à atividade exercida deve ser
selecionado por pessoa competente, conforme o seguinte procedimento:

a) se a atmosfera for deficiente em oxigênio, o respirador selecionado dependerá da


porcentagem de O2 e da altitude do local, isto é, da pressão parcial de oxigênio (ppO2) e
da aclimatação do usuário:

a-1) se a concentração de oxigênio for menor que 12,5% ao nível do mar (ppO2 menor
que 95 mmHg), a atmosfera é IPVS e devem ser usados os respiradores indicados nos
itens 6.2.2 e 6.2.5;

a-2) se a concentração de oxigênio for maior que 12,5% ao nível do mar (ppO2 maior que
95 mmHg) e menor que 18% ao nível do mar (ppO2 menor que 137 mmHg), a atmosfera

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não é IPVS e deve ser usado qualquer respirador de adução de ar (ver item 6.2.6). Se,
entretanto, também estiverem presentes contaminantes, deve ser usado respirador de
adução de ar com Fator de Proteção Atribuído (FPA), adequado para estes contaminantes,
selecionado conforme o item (b);

a-3) se a concentração de oxigênio for maior que 18% ao nível do mar (ppO2 maior que
137 mmHg), não há deficiência de oxigênio, continuar no item (b);

Nota: se o ambiente for espaço confinado, consultar o item 6.2.3.

b) se não for possível determinar qual o contaminante potencialmente perigoso que possa
estar presente no ambiente, ou a sua concentração, considerar a atmosfera IPVS. Continuar
no item 6.2. Se o contaminante e a sua concentração forem conhecidos, continuar no item
(c);

c) se não existir limite de exposição ou valores de orientação da exposição ocupacional


disponíveis, e se não puder ser feita a estimativa da toxidez, considerar a atmosfera IPVS e
continuar no item 6.2. Se existir limite de exposição, ou valores de orientação da exposição
ocupacional disponíveis, ou se puder ser feita a estimativa da toxidez, continuar no item
(d);

d) se a concentração medida ou estimada do contaminante for considerada IPVS, continuar no


item 6.2. Se não for IPVS, continuar no item (e);

e) calcular o Fator de Proteção Mínimo Requerido (FPMR), dividindo a concentração medida


ou estimada do contaminante na condição mais crítica de exposição prevista pelo limite de
exposição adequado ou valor de orientação, conforme e-1, e-2 ou e-3. Se o FPMR for menor
que 1, não é necessário o uso de respirador, exceto para aerossóis contendo asbesto(*). Se
o FPMR for maior que 1, continuar no item(g). Se mais de uma substância estiver presente,
ir para o item (f).

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e-1) dividir a concentração média ponderada para o contaminante determinado pelo limite
de exposição aplicável, ou seja, se o limite é para 8 horas, a concentração média
ponderada deve ser para 8 horas; se o limite é para 10 horas, a concentração média
ponderada deve ser para 10 horas.

e-2) se o contaminante possuir valor teto, dividir a concentração máxima de exposição


pelo valor teto.

e-3) se o contaminante possuir limite de curta exposição, dividir a concentração média de


15 ou 30 minutos pelo limite de curta exposição definido para 15 ou 30 minutos,
respectivamente.

f) se mais de uma substância estiver presente, avaliar os efeitos aditivos ou sinérgicos de


exposição em vez de considerar o efeito isolado de cada substância. Para isso, calcular,
inicialmente, o FPMR para cada substância, como indicado em (e). Se as substâncias não
apresentarem efeitos tóxicos similares sobre o mesmo órgão ou sistema (fígado, rim,
sistema nervoso central etc.), considerar, para a seleção do respirador, o maior FPMR
calculado. Se as substâncias apresentarem efeitos tóxicos similares sobre o mesmo órgão
ou sistema, devem ser considerados os efeitos aditivos. Isto é feito utilizando a fórmula:

(Cm/Tm) = (C1/T1) + (C2/T2) + .... + (Cn/Tn)

Onde: C1,2,…,n = concentração de cada substância


T1,2,...,n = seu respectivo limite de exposição
Cm e Tm = concentração e limite de exposição da mistura

Se o valor de (Cm/Tm) for menor que a unidade, não é necessário o uso de respirador. Se a soma
dos quocientes (Ci/Ti) for maior que a unidade, tal valor é o FPMR para a mistura. Continuar em
(g).

g) Com base no Quadro 1 (página 16), selecionar um respirador ou tipo de respirador que
possua FPA maior que o FPMR, considerando, para a escolha final, a adequação do
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respirador ao usuário, à tarefa (o tipo de trabalho a ser realizado, o nível de esforço físico,
a duração e a frequência da tarefa, necessidades quanto à mobilidade, comunicação e visão
etc.) e ao ambiente de trabalho. Se o contaminante for irritante aos olhos ou sua
concentração no local de trabalho for tal que cause dano aos olhos, selecionar um respirador
com peça facial inteira, capuz ou capacete. Se o respirador selecionado for do tipo
purificador de ar, continuar no item (h).

Nota: Informações sobre o potencial irritante das substâncias podem ser obtidas na FISPQ ou em
International Chemical Safety Cards, no site http:// [Link]/niosh/ipcs/

h) se o contaminante for um gás ou vapor, escolher o filtro químico apropriado. As seguintes


condições devem ser satisfeitas simultaneamente:

1) a concentração do contaminante no ambiente deve ser menor que a sua concentração


IPVS; 2) a concentração do contaminante no ambiente deve ser menor que a Máxima
Concentração de Uso (MCU) do filtro, conforme Quadro 2, página 18;

3) o filtro químico deve ser compatível com a peça facial do respirador selecionado em (g);

4) para algumas substâncias ver também o item (i). Se também estiver presente
contaminante do tipo particulado ou se o contaminante for somente do tipo particulado,
continuar no item (j).

Nota: Quando estiverem presentes gases ou vapores e também contaminantes particulados,


devem ser usados filtros combinados (filtro químico + filtro para partículas), observando os critérios
de seleção dos itens (h) a (j).

i) se o contaminante for um gás ou vapor com fracas propriedades de alerta, ou de toxidez


elevada, ou de difícil retenção pelo sorbente, é recomendado, de modo geral, o uso de
respiradores de adução de ar. Se estes não puderem ser usados por causa da inexistência

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de fonte de ar respirável, ou por causa da necessidade de mobilidade do trabalhador, o


respirador purificador de ar poderá ser usado somente quando:

i-1) o filtro químico possuir um indicador confiável de fim de vida útil que alerte o usuário
antes de o contaminante começar a atravessar o filtro; ou

i-2) existir um plano de troca de filtro que se baseie em informações ou dados, tais como
a vida útil do filtro, a dessorção (a não ser que a substituição seja diária), a concentração
esperada e o tempo de exposição, que assegure que os filtros sejam substituídos antes de
atingirem a saturação.

j) se o contaminante for do tipo particulado, a seleção do filtro depende também da presença ou


ausência de partículas oleosas no aerossol. Se o aerossol:

j-1) for mecanicamente gerado (poeiras ou névoas), usar filtro classe P1(*)(**) ou peça
semifacial filtrante para partículas PFF1(*)(**) se o FPMR for menor que 5;

* Se o aerossol contiver asbesto abaixo do limite de exposição, deverá ser utilizado, no mínimo,
peça semifacial com filtro P2 (ou PFF2). Se a concentração de asbesto for igual ou maior que o
limite de exposição, deverá ser selecionado filtro classe P3. Se o aerossol contiver sílica cristalina,
deverá ser selecionado, no mínimo, filtro classe P2 (ou PFF2, se FPMR for menor que 10). Para
substâncias com limite de exposição menor ou igual a 0,05 mg/m3, usar filtro classe P3 (ou PFF3
se FPMR for menor que 10).

** Se o aerossol for oleoso (proveniente de lubrificantes, fluídos de corte, glicerina, veículos com
motor de combustão interna, ar comprimido de compressores lubrificados a óleo etc.), deverá ser
selecionado filtro resistente a óleo. A presença do óleo no ar pode ser determinada pelo método
NIOSH 5026 (oil mist, mineral).

j-2) for mecanicamente gerado (poeiras e névoas) ou termicamente gerado (fumos), usar
filtro classe P2(*)(**) (ou peça semifacial filtrante para partículas PFF2(*)(**) se o FPMR
for menor que 10);

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j-3) for névoa à base de tinta, esmalte ou verniz contendo solvente orgânico, usar filtro
combinado: filtro químico contra vapores orgânicos e filtro para partículas classe P2(*)(**).
Pode-se utilizar filtro da classe P1(*) (**) quando o FPMR for menor que 5;

j-4) for névoa contendo agrotóxico em veículo orgânico, usar filtro combinado: filtro
químico contra vapores orgânicos e filtro para partículas classe P2(*)(**); se o
contaminante for um agrotóxico em veículo água, usar filtro para partículas classe
P2(*)(**) (ou peça semifacial filtrante para partículas PFF2(*)(**), se o FPMR for menor
que 10);

j-5) contiver radionuclídeos, usar filtro classe P3(**) (ou peça semifacial filtrante para
partículas PFF3(**) se o FPMR for menor que 10).

Quadro 1 Fatores de Proteção Atribuídos (FPA)(a)

* Se o aerossol contiver asbesto abaixo do limite de exposição, deverá ser utilizado, no mínimo,
peça semifacial com filtro P2 (ou PFF2). Se a concentração de asbesto for igual ou maior que o
limite de exposição, deverá ser selecionado filtro classe P3. Se o aerossol contiver sílica cristalina,

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deverá ser selecionado, no mínimo, filtro classe P2 (ou PFF2, se FPMR for menor que 10). Para
substâncias com limite de exposição menor ou igual a 0,05 mg/m3, usar filtro classe P3 (ou PFF3
se FPMR for menor que 10).

** Se o aerossol for oleoso (proveniente de lubrificantes, fluídos de corte, glicerina, veículos com
motor de combustão interna, ar comprimido de compressores lubrificados a óleo etc.), deverá ser
selecionado filtro resistente a óleo. A presença do óleo no ar pode ser determinada pelo método
NIOSH 5026 (oil mist, mineral).

Observações sobre o Quadro 1:


(a) o FPA só é válido quando o respirador é utilizado conforme as recomendações contidas no
Programa de Proteção Respiratória (seleção correta, ensaio de vedação, treinamento, política da
barba etc.) e com a configuração constante em seu Certificado de Aprovação. O FPA não é aplicável
para respiradores de fuga.

(b) inclui as peças um quarto facial e semifacial reutilizável e a peça semifacial filtrante (PFF).

(c) para respiradores com peça facial inteira aprovados somente no ensaio de vedação qualitativo,
o FPA é igual a 10.

(d) o FPA é 1000 para respiradores com cobertura das vias respiratórias que cobrem a face, a
cabeça e se estendem até os ombros e também para capuzes considerados com vedação facial
(possuem uma peça semifacial em seu interior).

(e) inclui capacete, protetor facial etc.

(f) para respiradores com peças semifaciais reutilizáveis com, no mínimo, filtro P2 ou para peça
semifacial filtrante, no mínimo, PFF2, o FPA é 10. Para respiradores com peças semifaciais
reutilizáveis com filtro P1 ou para a PFF1, o FPA é 5. Para respiradores com peça um quarto facial,
o FPA é 5, independentemente da classe do filtro para partículas.

(g) para respiradores com peça facial inteira, o FPA é 100 somente quando equipado com, no
mínimo, filtro P2. Não se deve utilizar filtro P1 com esse tipo de respirador.

(h) não se deve utilizar filtros classe P1 com esse tipo de respirador.

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(i) não se deve utilizar peça um quarto facial com esse tipo de respirador.

(j) os FPA apresentados são de respiradores com filtros P3 ou sorbentes (cartuchos químicos
pequenos, médios ou grandes). Com filtros classe P2, deve-se usar FPA 100, devido às limitações
do filtro.

(k) a máscara autônoma de demanda sem pressão positiva não deve ser usada para combate a
incêndio ou situações IPVS.

Nota: Para combinação de respiradores, como, por exemplo, respirador de linha de ar comprimido
equipado com um filtro purificador de ar na peça facial, o FPA a ser utilizado é o do respirador que
está em uso.

Quadro 2 Máxima concentração de uso de um filtro químico(a)

Observações sobre o Quadro 2:


a) a máxima concentração de uso de um respirador em situação rotineira que incorpore filtro
químico, para um dado gás ou vapor, deve ser:

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• menor que o valor IPVS;

• menor que o valor indicado neste Quadro para o referido gás ou vapor;

• menor que o produto FPA do respirador purificador utilizado x limite de exposição.

Dos três valores obtidos, o que for menor.

b) não usar contra vapores orgânicos ou gases ácidos com fracas propriedades de alerta, ou
que geram alto calor de reação com o conteúdo do cartucho.

c) para alguns gases ácidos e vapores orgânicos, esta concentração máxima de uso é mais
baixa.

d) (d) 1 mL/m3 = 1 ppm

7.2 Seleção de respiradores para uso em atm IPVS, espaços confinados ou atm
com pressão reduzida

7.2.1 Atmosfera IPVS


Um local é considerado IPVS quando:
a) o contaminante presente ou a sua concentração é desconhecida; ou

b) a concentração do contaminante é maior que a concentração IPVS; ou

c) é um espaço confinado com teor de oxigênio menor que o normal (20,9% em volume ao
nível do mar ou ppO2 = 159 mmHg), a menos que a causa da redução do teor de oxigênio
seja devidamente monitorada e controlada; ou

d) é um espaço confinado não avaliado; ou

e) o teor de oxigênio é menor que 12,5% ao nível do mar (ppO2 menor que 95 mmHg); ou

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f) para um indivíduo aclimatado ao nível do mar, a pressão atmosférica do local é menor que
450 mmHg (equivalente a 4.240 m de altitude) ou qualquer combinação de redução na
porcentagem de oxigênio ou

g) redução na pressão que leve a uma pressão parcial de oxigênio menor que 95 mmHg.

7.2.2 Respiradores para uso em condições IPVS na pressão atmosférica


normal
Os respiradores que devem ser usados em condições IPVS provocadas pela presença de
contaminantes tóxicos ou pela redução do teor de oxigênio, como descrito nas condições em 6.2.1,
são a máscara autônoma de demanda com pressão positiva, com peça facial inteira, ou o respirador
de linha de ar comprimido de demanda com pressão positiva, com peça facial inteira, combinado
com cilindro auxiliar para fuga. Enquanto o trabalhador estiver no ambiente IPVS, uma pessoa, no
mínimo, deve estar de prontidão em um local seguro, com o equipamento adequado, pronto para
entrar e efetuar o resgate se for necessário. Deve ser mantida comunicação contínua (visual, voz,
telefone, rádio ou outro sinal conveniente) entre o trabalhador que entrou na atmosfera IPVS e o
que está de prontidão. Enquanto permanecer na área IPVS, o usuário deve estar com cinturão de
segurança e cabo (linha de vida) que permitam a sua remoção em caso de necessidade. Podem
ser usados também outros recursos no lugar do cinturão e do cabo para resgate, desde que
equivalentes.

7.2.3 Respiradores para uso em espaços confinados


Espaço confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua
que possua meios limitados de entrada e saída e cuja ventilação existente seja insuficiente para
remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.
Geralmente é um espaço fechado, como uma câmara, tanque, silo, poço, galeria de esgoto, uma
pequena sala com acesso limitado e com troca de ar inadequada. O espaço confinado não precisa
ser necessariamente fechado em todos os lados. Nele, pode-se criar perigo à vida por causa:

a) de liberação súbita de substâncias perigosas em altas concentrações;

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b) de ocorrência de deficiência de oxigênio por causa do aumento da concentração de gases


asfixiantes ou não;

c) pelo simples ato de respirar das pessoas presentes. Os trabalhos em espaços confinados
devem obedecer à Norma Regulamentadora (NR) 33.

A porcentagem de oxigênio em um espaço confinado pode aumentar perigosamente em operações


como as que utilizam maçaricos do tipo oxi-gás, com risco de explosão.
Os espaços confinados são a causa de numerosas mortes e de sérias lesões. Qualquer espaço
confinado com menos que 20,9% de oxigênio, portanto, deve ser considerado IPVS, a menos que
a causa da redução do teor de oxigênio seja conhecida e controlada. Esta restrição é imposta
porque qualquer redução do teor de oxigênio é, no mínimo, uma prova de que o local não é
adequadamente ventilado.
Pode ser permitida a entrada sem o uso de respiradores em espaço confinado que contenha de
19,5% (ppO2 = 148 mmHg) até 20,9% (ppO2 = 159 mmHg) em volume de oxigênio ao nível do
mar e que não contenha contaminantes tóxicos acima do limite de exposição somente quando:

a) forem tomadas as precauções detalhadas na NR33;

b) for conhecida e entendida a causa da redução do teor de oxigênio;

c) se tem certeza de que não existem áreas mal ventiladas nas quais o teor de oxigênio possa
estar abaixo da referida faixa.

Não se conhecendo a causa do baixo teor de oxigênio, ou se ela não for controlada, a atmosfera
do espaço confinado deve ser considerada IPVS e somente deverá ser utilizada a máscara
autônoma de demanda com pressão positiva, com peça facial inteira ou um respirador de linha de
ar comprimido de demanda com pressão positiva, com peça facial inteira combinado com cilindro
auxiliar para fuga.

Se a atmosfera em espaços confinados for controlada, a seleção dos respiradores deve ser
realizada conforme o item 6.1.

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7.2.4 Respiradores para uso em pressão atmosférica reduzida


Como o parâmetro responsável pelo transporte de oxigênio dos pulmões para o sangue é a pressão
parcial de oxigênio (ppO2), deve-se considerar esta grandeza física e a aclimatação do trabalhador
para definir se uma dada condição de deficiência de oxigênio é perigosa ou não ao trabalhador e
não somente a porcentagem de oxigênio.
O Quadro 3 mostra que, mesmo mantendo a concentração de oxigênio no ar em 20,9%, quando
a pressão atmosférica é reduzida, a ppO2 pode atingir valores muito baixos, levando o trabalhador
a uma condição de asfixia. Por isso, quando são realizados trabalhos em pressão atmosférica
reduzida, deve-se exprimir a concentração de oxigênio em termos de pressão parcial de oxigênio
e não em porcentagem em volume. A seleção do respirador adequado para pessoas aclimatadas
ao nível do mar deve ser realizada conforme o Quadro 3.

7.2.5 Deficiência de oxigênio IPVS envolvendo pressão atmosférica


reduzida
Quando a pressão parcial de oxigênio de um dado ambiente é igual ou menor que 95 mmHg, a
situação deve ser considerada IPVS. Essa condição de deficiência de oxigênio pode ser causada
pela redução do teor de oxigênio abaixo de 20,9%, pela redução da pressão atmosférica até 450
mmHg (equivalente a uma altitude de 4240 m) ou pela combinação da diminuição da porcentagem
de oxigênio e da pressão atmosférica. O Quadro 3 indica, na última coluna, as condições nas quais
deve ser usada, por pessoa aclimatada ao nível do mar, a máscara autônoma de demanda com
pressão positiva, com peça facial inteira ou respirador de linha de ar comprimido, de demanda com
pressão positiva, com peça facial inteira, combinado com cilindro auxiliar para fuga.

Quadro 3 Efeitos combinados: altitude e porcentagem de oxigênio. Respiradores recomendados

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Observações sobre o Quadro 3:

a. De demanda com pressão positiva e peça facial inteira.

b. Um ambiente (não confinado) deve ser considerado como deficiente de oxigênio quando a
concentração deste gás é menor que 18% (ppO2 menor que 137 mmHg). Os respiradores
purificadores de ar somente devem ser usados quando a concentração de oxigênio no
ambiente estiver acima deste valor. Abaixo deste valor, devem ser utilizados os respiradores
de adução de ar. A NR 33 estabelece para um espaço confinado o valor de 19,5% (ppO2 =
148 mmHg) no lugar dos 18%. Abaixo deste valor, desde que não IPVS, devem ser utilizados
os respiradores de adução de ar.

c. A ppO2 = 95 mmHg, que dita a necessidade de máscara autônoma de demanda com pressão
positiva, com peça facial inteira, ou respirador de linha de ar combinado com cilindro auxiliar,
exige que o usuário seja saudável. Deve ser levada em consideração qualquer condição clínica
que afete desfavoravelmente a tolerância individual à redução do teor de O2. Para esses
indivíduos, é maior a ppO2 a partir da qual é necessário o uso dos respiradores indicados.
Esta é uma decisão médica.
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d. (e) Observe que em 3.030 m e acima desta altitude, qualquer respirador de adução de ar
que forneça ar com 20,9% de oxigênio não consegue atingir a ppO2 de 122 mmHg e assim
evitar os sintomas: aumento da frequência respiratória e do batimento cardíaco, diminuição
da atenção e do raciocínio e redução da coordenação motora. Portanto, nestes casos, deve-
se escolher um respirador do tipo de adução de ar que forneça oxigênio enriquecido ou
máscara autônoma de circuito fechado. A 3.030 m de altitude, por exemplo, deve-se usar ar
com no mínimo 23% de O2 e a 4.240 m o ar deve conter 27% de O2 (ppO2 = 122 mmHg).

7.2.6 Deficiência de oxigênio não IPVS envolvendo pressão atmosfera


reduzida
Um ambiente aberto com pressão parcial de oxigênio entre 95 e 137mmHg deve ser considerado
atmosfera com deficiência de oxigênio não IPVS. Esse ambiente pode afetar de modo adverso
pessoas com baixa tolerância a níveis reduzidos de oxigênio ou pessoas não aclimatadas
desempenhando tarefas que requeiram grande acuidade mental ou tarefas muito pesadas. Nestas
condições, com a finalidade de atenuar esses efeitos, devem-se usar respiradores de adução de
ar, conforme indicado na penúltima coluna do Quadro 3. Deve ser levada em consideração
qualquer condição médica adversa que afete a tolerância de um indivíduo a níveis reduzidos de
oxigênio. Para esses indivíduos, pode ser recomendável o uso de respiradores de adução de ar a
partir de pressão parcial de oxigênio mais elevada que o valor indicado (137 mmHg). Esta decisão
deve ser tomada durante o exame médico que antecede a atribuição da tarefa.

Se contaminantes estiverem presentes no ambiente deficiente de oxigênio, o respirador de adução


de ar deve ser selecionado de acordo com o item 6.1.

7.3 Respiradores para fuga, emergência e resgate

Para escape de atmosferas IPVS, onde os contaminantes tenham sido identificados e a sua
concentração tenha sido antecipadamente prevista, pode-se usar um respirador de adução de ar
com FPA adequado. Um respirador do tipo purificador de ar também pode ser usado, desde que a
concentração do contaminante seja inferior à MCU do filtro, o FPA do respirador seja adequado e
se tenha a certeza de que o filtro não vá saturar durante a fuga. Quando a atmosfera é considerada
IPVS porque as condições são desconhecidas, somente devem ser usados os respiradores de

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adução de ar indicados para a situação IPVS (a máscara autônoma de demanda com pressão
positiva, com peça facial inteira ou um respirador de linha de ar comprimido de demanda com
pressão positiva, com peça facial inteira, combinado com cilindro auxiliar para fuga). Existem
respiradores especificamente aprovados para fuga.

8. TREINAMENTO

Com a finalidade de garantir o sucesso no uso dos respiradores, os usuários, o supervisor, a pessoa
que distribui o respirador, o condutor do ensaio de vedação, o administrador do programa e as
equipes de emergência e salvamento devem receber treinamento adequado e reciclagem
periódica. O treinamento deve ser realizado por um profissional com experiência e treinamento
apropriados. O conteúdo e a frequência do treinamento devem ser compatíveis com a
complexidade do respirador e com a extensão dos riscos à vida/saúde a que o usuário está exposto.

8.1 Treinamento para usuários

Para garantir o uso correto do respirador adequado, todo usuário deve receber treinamento que
inclua, no mínimo, os seguintes itens, quando aplicável:

• as medidas de controle coletivo e administrativo adotadas e a necessidade do uso de respiradores


para proporcionar a proteção adequada;

• o motivo de ter sido escolhido aquele tipo de respirador contra aquele risco respiratório;

• os perigos, os riscos e as consequências da não utilização do respirador de modo correto;

• o funcionamento, as características e as limitações do respirador selecionado,

incluindo a vida útil dos filtros e os respiradores utilizados em situações de emergência;

• realização de exercícios práticos referentes à colocação e ao uso dos respiradores, à verificação


da vedação na colocação, bem como explicações acerca da necessidade do ensaio de vedação;

• as consequências da omissão do uso;

• a influência da vedação no FPA;

• realização de exercícios práticos com o objetivo de familiarizar o usuário com a inspeção, a


manutenção, a higienização e a guarda dos respiradores;
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• os procedimentos a serem obedecidos em caso de emergência e o uso de respiradores em


situação de fuga;

• as normas e os regulamentos sobre o uso de respiradores;

• a necessidade de informar ao supervisor qualquer problema que tenha ocorrido consigo ou com
seus colegas de trabalho devido ao uso do respirador.

8.2 Treinamento para supervisor e profissionais de segurança

O profissional que tem a responsabilidade de acompanhar a realização do trabalho de uma ou mais


pessoas usuárias de respirador deve receber treinamento adequado que inclua, no mínimo, os
seguintes temas:

• conhecimentos básicos sobre práticas de proteção respiratória;

• regulamentos e legislação relativos à seleção e ao uso dos respiradores;

• critérios para a seleção dos respiradores usados pelas pessoas que estão sob sua supervisão;

• treinamento de usuários de respiradores;

• verificação de vedação, ensaio de vedação e distribuição dos respiradores;

• as consequências da omissão do uso;

• a influência da vedação no FPA;

• inspeção dos respiradores;

• uso e monitoramento do uso de respiradores;

• manutenção, descarte, higienização e guarda dos respiradores;

• natureza e extensão dos riscos respiratórios a que as pessoas que estão sob sua supervisão
poderão ficar expostas com a omissão do uso do respirador;

• reconhecimento e resolução dos problemas decorrentes do uso de respiradores.

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8.3 Treinamento para a pessoa que distribui o respirador

A pessoa indicada para distribuir os respiradores deve receber treinamento a fim de garantir que
o trabalhador receba o respirador adequado para a tarefa, conforme definido nos procedimentos
operacionais escritos.

8.4 Treinamento para o condutor do ensaio de vedação

O condutor do ensaio deve receber treinamento dos seguintes itens, quando aplicável:
• seleção do respirador adequado à exposição e ao usuário;

• inspeção dos respiradores e habilidade para identificar aqueles com manutenção precária;

• habilidade para colocar corretamente a cobertura das vias respiratórias no rosto e realizar a
verificação de vedação;

• habilidade para reconhecer um respirador com vedação precária;

• propósito e aplicabilidade dos ensaios de vedação, as diferenças entre eles e o uso correto dos
métodos qualitativos e quantitativos;

• finalidade dos exercícios do protocolo;

• preparação das peças faciais que serão ensaiadas;

• realização da checagem das peças faciais e do equipamento de ensaio;

• capacidade e limitações do equipamento de teste;

• condução correta do ensaio seguindo o método escolhido;

• problemas que podem surgir durante a realização do teste e como preveni-los e corrigi-los;

• interpretação dos resultados do ensaio;

• informações que devem ser registradas.

8.5 Treinamento para fuga, emergência e salvamento

Equipes de emergência, como brigadas de incêndio e salvamento, devem ser criadas pelo
empregador e treinadas quanto ao uso de respiradores.

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Deve ser estabelecido um programa conveniente de treinamento que inclua a simulação da(s)
emergência(s) para assegurar a eficiência e a familiaridade com o uso de respiradores pelos
membros da equipe.

Em áreas em que possam ocorrer situações de emergência devidas a riscos potenciais, os usuários
de respirador de fuga deverão ser treinados quanto ao seu uso. As pessoas que não realizam
tarefas nessas áreas, ou os visitantes, devem receber instruções breves sobre o seu uso, inclusive
quanto à verificação de vedação.

Para estas pessoas, não são obrigatórios o treinamento detalhado, a realização de ensaio de
vedação e o exame médico requeridos para os usuários.

8.6 Treinamento para o administrador

O programa de treinamento para o administrador do PPR deve incluir os temas especificados nos
itens 7.1 a 7.5, porém em um nível mais elevado.

8.7 Frequência

Todo usuário deve receber treinamento inicial, que deverá se repetir, no mínimo, a cada 12 meses.

8.8 Registros

O administrador do programa deve guardar registros de treinamento de cada usuário, nos quais
constem: nome e assinatura do usuário; nome do instrutor; data; local; tipo e conteúdo do
treinamento recebido; tipo(s) de respirador(es) para o(s) qual(is) o treinamento foi direcionado; e
o resultado da avaliação (se realizada).

9. ENSAIO DE VEDAÇÃO

A avaliação da vedação adequada de um respirador no rosto de cada usuário é parte essencial de


um Programa de Proteção Respiratória.

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Todo usuário de respirador com vedação facial deve ser submetido a um ensaio de vedação par
determinar se o respirador selecionado se ajusta bem ao seu rosto. Os sem vedação facial não são
submetidos a este ensaio.

As coberturas das vias respiratórias com vedação facial (peça um quarto facial, peça semifacial
filtrante, peça semifacial, peça facial inteira e capuz com peça semifacial em seu interior) somente
proporcionarão proteção adequada se vedarem de modo satisfatório a face do usuário, isto é, se
forem aprovadas nos ensaios de vedação.

É importante que o ensaio de vedação seja realizado antes do primeiro uso do respirador e seja
conduzido por pessoa competente e experiente, com conhecimentos de proteção respiratória. O
condutor do ensaio não pode ser apenas um operador do equipamento indicado no protocolo.

O resultado do ensaio de vedação deve ser usado, entre outros parâmetros, na seleção de tipo,
modelo e tamanho de respirador para cada usuário.

9.1 Ensaios de vedação permitidos

Os ensaios de vedação podem ser qualitativos ou quantitativos. Os qualitativos somente são


indicados para as peças um quarto facial, semifacial e semifacial filtrante. Os ensaios quantitativos
se aplicam a todas as peças mencionadas anteriormente e também à peça facial inteira e ao capuz
com peça semifacial em seu interior. Se não for possível realizar o ensaio de vedação quantitativo
em respiradores com peça facial inteira por ausência do equipamento necessário, o ensaio de
vedação qualitativo é aceitável. Neste caso, porém, o respirador com peça facial inteira somente
poderá ser utilizado quando o FPMR for menor que 10.

O ensaio de vedação qualitativo deve ser feito em uma sala, fora da área de risco, onde o condutor
do ensaio dispersa um agente químico no ar, ao redor do rosto do usuário, e observa as suas
respostas enquanto realiza exercícios padronizados. O respirador que vai ser ensaiado deve estar
com filtro que retenha o agente de teste, de modo que, se o usuário detectar cheiro ou sabor
enquanto realiza os exercícios, é porque a peça facial não está vedando suficientemente e deve
ser procurado outro tamanho, modelo ou formato de respirador. Para a realização deste ensaio,
são aceitos quatro agentes de teste: sacarina, bitrex (benzoato de denatonium), acetato de

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isoamila (óleo de banana – vapor orgânico com cheiro de banana) e “fumaça” irritante (cloreto
estânico).

Nos métodos quantitativos, o vazamento de ar entre a peça facial e o rosto é quantificado, não
importando a resposta subjetiva do usuário. Os métodos aceitos são aqueles que utilizam:

a. instrumento para a medida da concentração da substância empregada no ensaio (por


exemplo, aerossol de cloreto de sódio, de óleo de milho ou de outras substâncias);
b. contador de núcleos de condensação de aerossóis do próprio ambiente (CNC) – por
exemplo, o PortaCount – dentro e fora do respirador;
c. instrumento para o controle de outra grandeza, como, por exemplo, da pressão negativa
(CNP) dentro da peça facial (por exemplo, o instrumento Dynatech Nevada Fit Tester 3000).

9.2 Requisitos de um ensaio de vedação

Antes da realização do ensaio de vedação, o usuário deve ser treinado quanto ao modo correto de
colocar o respirador, bem como ser instruído quanto à finalidade do ensaio e dos procedimentos
que serão realizados. O modo correto de colocar o respirador deve incluir a verificação de vedação
que consiste em um ensaio rápido feito pelo próprio usuário para verificar se o respirador se adapta
bem ao seu rosto ou se, após aprovado no ensaio, ele está colocado corretamente. Esta verificação
deve ser realizada antes do ensaio de vedação e também antes do usuário entrar na área de risco
ou após reajustar o respirador em seu rosto e não substitui o ensaio de vedação.

O ensaio não deve ser realizado em candidatos ao uso de respiradores portadores de pelos faciais
presentes na zona de vedação entre a peça facial e a pele.

Todos os respiradores com vedação facial, independentemente do modo de operação (demanda,


fluxo contínuo, pressão positiva etc.), inclusive as máscaras autônomas, devem ser testados no
modo pressão negativa. Isto pode ser conseguido convertendo temporariamente o respirador de
pressão positiva em um de pressão negativa, seja pelo uso de filtro apropriado ou pelo uso de um
respirador purificador de ar sem pressão positiva com cobertura das vias respiratórias idêntica.
Nos respiradores do tipo sem vedação facial não são realizados ensaios de vedação.

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Os respiradores com vedação facial para fuga ou emergência também devem ser submetidos ao
ensaio de vedação.

O ensaio de vedação deve ser realizado com a pessoa equipada com todos os EPIs usados durante
a realização do seu trabalho e que possam interferir na vedação: óculos, protetor facial, máscara
de solda etc. O respirador deve ser ensaiado com o filtro químico da mesma classe (se aplicável),
que será usado na realização da tarefa, junto com um filtro para partículas (se aplicável) definido
no procedimento do ensaio de vedação adotado.

Os respiradores utilizados por mais de uma pessoa nos ensaios de vedação devem ser limpos e
higienizados antes de serem usados por pessoas diferentes.

9.2.1 Critério de aceitação para um respirador com pressão negativa


Quando o ensaio de vedação utilizado for qualitativo, somente devem ser considerados aprovados
os respiradores nos quais o usuário não detectou o agente de teste durante a realização dos
exercícios especificados.

Se o ensaio de vedação utilizado for quantitativo, o valor do fator global de vedação para os
respiradores de pressão negativa com peça um quarto facial e semifacial reutilizáveis e peça
semifacial filtrante, que se pretende fornecer ao usuário, deve ser, no mínimo, 100 e, para os com
peça facial inteira, 500.

Os ensaios qualitativos são capazes de garantir um fator global de vedação de 100. Quando para
um respirador for exigido um fator global de vedação maior que 100, como é o caso dos
respiradores com peça facial inteira, devem ser utilizados os métodos quantitativos.

9.2.2 Critério de aceitação para um respirador com pressão positiva


O ensaio de vedação dos respiradores com pressão positiva tem por finalidade detectar
vazamentos porventura existentes que possam diminuir o nível de proteção desses respiradores e
também, no caso das máscaras autônomas, diminuir a sua autonomia.

O ensaio de vedação dos respiradores de adução de ar com pressão positiva e dos purificadores
de ar motorizados, ambos com peça semifacial reutilizável, pode ser feito pelos métodos

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qualitativos ou quantitativos, mas deve ser sempre realizado operando o respirador no modo
“pressão negativa”. Os respiradores com peça facial inteira devem ser submetidos ao ensaio
quantitativo, operando o respirador no modo “pressão negativa”.

Quando o ensaio de vedação adotado for qualitativo, o respirador de pressão positiva deve ser
convertido temporariamente em um respirador de pressão negativa com filtro apropriado ou ser
usada uma peça facial idêntica de um respirador purificador de ar, com a mesma superfície de
vedação e formato que a peça facial do respirador de pressão positiva que será ensaiado.

Quando o ensaio de vedação adotado for quantitativo, a peça facial modificada ou substituída,
como descrito no parágrafo anterior, deve permitir a colocação de uma sonda dentro dela, na zona
respiratória, entre o nariz e a boca. Para a colocação temporária da sonda, pode ser usado também
um adaptador. A sonda e o adaptador geralmente são fornecidos pelo fabricante do equipamento
de teste.

Qualquer modificação na peça facial do respirador com a finalidade de permitir a realização do


ensaio de vedação deve ser removida completamente após o ensaio, de modo que o respirador
fique novamente nas mesmas condições nas quais obteve o Certificado de Aprovação.

Quando a cobertura das vias respiratórias com vedação facial de um respirador de pressão positiva
for modificada (por exemplo, retirada a traqueia e colocado um filtro apropriado) para a realização
do ensaio de vedação:

• a modificação não deverá afetar a vedação normal do respirador;

• a modificação não deverá alterar significativamente o seu peso ou provocar um deslocamento


significativo do seu centro de gravidade;

• a peça facial modificada deverá ser testada preliminarmente na cabeça de manequim ou


equivalente para verificar vazamentos;

• a peça facial modificada somente deverá ser usada durante a realização do ensaio de vedação.

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O fator global de vedação mínimo aceitável para os respiradores de pressão positiva com peça
semifacial é 100 e, para os com peça facial inteira e capuz com peça semifacial em seu interior, é
500.

9.3 Considerações sobre os ensaios de vedação

9.3.1 Capacitação dos usuários de respirador


O candidato ao uso do respirador deve ser previamente treinado, mostrando, no ensaio de
vedação, competência em inspecionar, colocar e ajustar o respirador, assim como em realizar a
verificação de vedação. O condutor do ensaio pode orientar e alertar o usuário quanto a não
conformidades durante estas etapas, mas não intervir diretamente na colocação e no ajuste do
respirador na face do usuário.

9.3.2 Número de respiradores


É praticamente impossível que um só tamanho e modelo de respirador se adapte bem a todos os
tipos e tamanhos de faces de um grupo de pessoas.

É aconselhável ter à disposição um número apropriado de tamanhos e modelos para que seja
escolhido o mais adequado para cada pessoa.

Se o candidato tiver que usar mais de um tipo de respirador com vedação facial, o ensaio de
vedação deverá ser feito com cada um deles.

9.3.3 Aceitação pelo usuário


O conforto do usuário é um fator importante na aceitação de um respirador.

Outros fatores que influem na aceitação são: resistência à respiração, interferência no campo
visual, dificuldade de comunicação e peso do respirador. A aceitação de um dado modelo de
respirador pelo usuário deve ser levada em conta na seleção do respirador, uma vez que isso pode
influir no uso correto, evitando a ocorrência de omissão de uso. Se o ensaio de vedação mostrar
que a vedação é satisfatória com dois ou mais modelos de respirador, a escolha final deve ser do
usuário.

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9.3.4 Problemas de vedação e soluções alternativas


Pode ser difícil alcançar uma vedação aceitável de um respirador com vedação facial no rosto de
uma pessoa com características faciais que prejudiquem a sua selagem, tais como: cicatriz, ossos
da face excessivamente protuberantes, fronte côncava, rugas profundas na face, ausência de
dente ou uso de dentadura.
Se não for possível conseguir vedação satisfatória com um respirador com vedação facial,
recomenda-se:

• fornecer à pessoa um respirador do tipo que não exija vedação perfeita na face (capacete ou
capuz), mas que possua FPA apropriado para o risco previsto;

• transferir a pessoa para outra atividade que não exija o uso de respirador.

9.3.5 Competência do condutor do ensaio de vedação


O ensaio de vedação deve ser conduzido por pessoa competente que tenha conhecimento
adequado e recebido instruções e treinamentos conforme o item 7.4.

9.4 Frequência

O ensaio de vedação deve ser realizado para cada usuário de respirador com vedação facial, no
mínimo, uma vez a cada 12 meses e deve ser repetido toda vez que o usuário apresentar uma
alteração de condição que possa interferir na vedação, como, por exemplo, alteração de 10% ou
mais da massa corpórea, aparecimento de cicatriz na área de vedação, alteração na arcada
dentária (perda de dente, próteses etc.), cirurgia reconstrutiva etc.

9.5 Registros

Os registros escritos dos ensaios de vedação devem conter, no mínimo, as seguintes


informações:

• identificação da empresa;

• data do ensaio;

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• nome e assinatura do usuário;

• nome do condutor do ensaio;

• ensaios de vedação adotados pela empresa e indicação do método utilizado no ensaio, incluindo
o critério de aprovação/reprovação;

• equipamento e instrumentação usados para a realização do ensaio;

• calibração, manutenção e reparos dos equipamentos e instrumentos usados, quando aplicável;

• identificação completa do respirador ensaiado (modelo, tamanho, fabricante, material);

• resultado do ensaio de vedação (aprovado/reprovado), incluindo o fator de vedação obtido


(quando o ensaio é quantitativo);

• ações corretivas no caso do ensaio de vedação ter falhado;

• características individuais que interferem na vedação (uso de óculos, dentadura, cicatrizes,


verrugas etc.).

10. USO
10.1 Verificações preliminares

Os respiradores somente devem ser utilizados sem qualquer modificação e de acordo com as
instruções do fabricante. Os usuários devem fazer a inspeção preliminar no respirador antes do
uso, seguindo as instruções recebidas no treinamento e fornecidas pelo fabricante.

A inspeção preliminar inclui (quando aplicável):

a) a confirmação da integridade do respirador (estado dos tirantes, das válvulas, da superfície


de selagem no rosto, guarnições etc.);
b) a confirmação de que os filtros são do tipo e da classe selecionados, se estão fixados
corretamente, se estão em bom estado e se estão dentro do prazo de validade e da vida
útil no caso dos respiradores purificadores de ar;
c) a confirmação de que a pressão e a vazão de operação estão corretas nos respiradores de
adução de ar;

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d) no caso dos respiradores com vedação facial, a confirmação de que a selagem no rosto é
aceitável pela realização da verificação de vedação pelo teste de pressão positiva ou
negativa
e) a confirmação de que a vazão de operação dos respiradores purificadores de ar motorizados
é maior ou igual à vazão mínima especificada no manual de operação e se as outras
condições estabelecidas pelo fabricante estão sendo atendidas.

O respirador somente deve ser utilizado se todas as verificações realizadas antes do uso forem
satisfatórias.

10.2 Troca de filtros

Os filtros para partículas ou químicos devem ser substituídos de acordo com a frequência definida
pelo administrador do programa ou quando o indicador do fim de vida útil do filtro alertar. Os
filtros usados aos pares devem ser substituídos ao mesmo tempo. Os filtros repostos devem ser
do mesmo tipo e classe que os previstos na seleção do respirador.

A percepção das propriedades de alerta pelo usuário não deve ser tomada como critério principal
para definir a frequência de troca dos filtros. O administrador do programa deve ser informado
caso alguns trabalhadores detectem odor ou sinais de irritação antes do tempo de troca definido
para que sejam reavaliados o tempo de troca, a concentração de exposição, a umidade relativa, a
taxa de trabalho etc.

10.4 Conhecimentos do usuário sobre proteção respiratória

O usuário deve conhecer os riscos respiratórios a que está exposto, o motivo do uso do respirador,
o significado do fator de proteção atribuído, a importância da vedação adequada do respirador na
face, as consequências da omissão de seu uso, a necessidade da sua manutenção correta e deve
ser capaz de identificar quando o respirador não está mais proporcionando o nível de proteção
previsto.

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10.5 Percepção dos contaminantes

O usuário deve deixar imediatamente a área contaminada quando perceber sinais de que o
respirador não está funcionando bem, tais como sentir sabor, cheiro ou irritação provocada pelos
agentes químicos presentes no ambiente de trabalho.

10.6 Aumento da resistência à respiração ou redução da vazão de ar

O usuário deve abandonar a área contaminada e adotar as ações corretivas indicadas no


treinamento quando perceber dificuldade para respirar em função do entupimento do filtro ou do
mau funcionamento do respirador.

10.7 Embaçamento do visor

O embaçamento do visor pode indicar redução da vazão em alguns tipos de respiradores. Se esta
ocorrência não estiver prevista na operação normal do respirador, o usuário deve abandonar a
área contaminada e adotar as ações corretivas indicadas no treinamento.

10.8 Dispositivo de alarme

O usuário deve abandonar a área contaminada e adotar as ações corretivas indicadas no


treinamento quando o dispositivo de alarme do respirador (se existente) avisar.

10.9 Danos no respirador

O usuário deve abandonar a área perigosa quando detectar danos no respirador.

11. LIMPEZA, HIGIENIZAÇÃO, INSPEÇÃO, MANUTENÇÃO, DESCARTE E GUARDA DE


RESPIRADORES
O PPR da empresa deve incluir, se aplicável, procedimentos escritos sobre:

a) descontaminação dos respiradores;


b) limpeza e higienização;
c) inspeção;
d) manutenção de rotina e reparos;

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e) descarte;
f) guarda e estocagem.

Os pormenores desses procedimentos dependem da complexidade do respirador em uso. Devem


ser preparados por pessoa competente, de acordo com as instruções do fabricante e as exigências
legais.

12. QUALIDADE DO AR/GÁS RESPIRÁVEL PARA RESPIRADORES DE ADUÇÃO

O ar/gás utilizado nos respiradores de adução de ar deve ser respirável e o sistema de suprimento
deve ser capaz de supri-lo a todos os usuários, na quantidade e pressão requeridas durante o uso
e no abandono da área.

A qualidade do ar/gás respirável deve ser verificada regularmente por pessoas competentes

Qualidade do ar comprimido
A qualidade do ar comprimido gasoso respirável, utilizado nas máscaras autônomas e nos
respiradores de linha de ar comprimido, deve satisfazer, no mínimo, aos requisitos indicados no
Quadro 4.

Quadro 4 Qualidade do ar respirável (de acordo com a norma ABNT NBR 12543)

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Observações sobre o Quadro 4

1) o termo atm (atmosférico) indica o teor de oxigênio normalmente presente no ar


atmosférico; os valores numéricos indicam os limites de oxigênio para o ar sintético.

2) a umidade relativa do ar comprimido pode variar de acordo com o uso a que se destina,
desde saturado até muito seco. O ponto de orvalho do ar respirável das máscaras
autônomas, usadas em condições extremamente frias, deve ser tal que impeça a
condensação e o congelamento do vapor de água e deve estar abaixo de -45,6º C (63 ppm)
ou estar 5,6° C abaixo da mínima temperatura esperada na sua utilização. Se for necessário
especificar um limite para a umidade, ele deve ser expresso em termos da temperatura de
orvalho ou concentração em ppm (v/v). O ponto de orvalho deve ser expresso em °C, na
pressão absoluta de 101 kPa (760 mmHg).

3) para ar sintético, quando o O2 e o N2 forem produzidos por liquefação de ar, este requisito
não necessita de verificação.

4) não requerido para ar sintético quando o componente N2 for previamente analisado e


satisfizer o The United States Pharmacopeia/National Formulary (USP-NF)¹.

5) não requerido para ar sintético quando o componente O2 for produzido por liquefação do
ar e satisfizer as especificações da UnitedStates Pharmacopeia (USP).

6) o ar pode ter um ligeiro odor, porém, se for pronunciado, é impróprio para consumo. Não
existe procedimento para medir o odor. Ele é verificado cheirando-se o ar que escoa da
linha em baixa vazão. Não colocar o nariz na frente do jato de ar que sai da válvula, mas,
sim, cheirar o ar recolhido entre as mãos colocadas em forma de concha.

Nota: Os sistemas que utilizam compressores de ar, lubrificados ou não, devem possuir
monitoramento contínuo de monóxido de carbono e alarme.

Nota: O administrador do programa deve guardar os registros das verificações da qualidade do


ar/gás respirável e as medidas corretivas adotadas, se houver.

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13. REVISÃO DO PROGRAMA

O programa, por mais abrangente que seja, terá pouco valor se não for mantido e executado
conforme planejado. Além de ter o seu desenvolvimento acompanhado, ele deve ser avaliado
anualmente para verificar se:

a) os procedimentos contidos no programa atendem aos requisitos dos regulamentos legais


vigentes aplicáveis;

b) o que está sendo executado reflete os procedimentos operacionais escritos.

O administrador do programa deve providenciar sua revisão de modo a garantir que o Programa
de Proteção Respiratória esteja sendo efetivamente executado e que as falhas ou deficiências
detectadas durante a avaliação do programa sejam corrigidas.

A situação encontrada durante a avaliação do PPR deve ser documentada, inclusive os planos de
ação para correção das falhas observadas, bem como os prazos para sua correção.

Os elementos do programa devem ser reavaliados quando houver alterações nas condições do
ambiente de trabalho ou das atividades desenvolvidas.

Para ser objetiva, a avaliação do Programa de Proteção Respiratória deve ser realizada por pessoa
conhecedora do assunto, não ligada ao programa. A lista de pontos a serem verificados deve ser
preparada e atualizada, quando necessário, e deve abranger:

a) administração do programa;

b) treinamento;

c) avaliação médica;

d) ensaios de vedação;

e) monitoramento das exposições ocupacionais;

f) seleção e distribuição do respirador;

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g) monitoramento do uso;

h) manutenção, inspeção, limpeza e higienização dos respiradores;

i) fontes e qualidade de ar/gás respirável;

j) guarda dos respiradores;

k) procedimentos para emergência;

l) problemas especiais;

m) ações e cronograma.

14. ARQUIVAMENTO DE REGISTROS

O administrador do programa deve guardar os registros dos tópicos do PPR para demonstrar sua
implementação efetiva e também para uso durante a revisão do programa.

Esses registros devem ser mantidos por um período adequado, de acordo com a toxicidade e a
latência das doenças associadas aos contaminantes existentes no local de trabalho e, ao menos,
durante o período mínimo requerido pela legislação.

15. DEFINIÇÕES

Aerossol: suspensão de partículas sólidas ou líquidas no ar. O mesmo que aerodispersóide.

Ar respirável: ar adequado para a respiração. Deve obedecer aos requisitos especificados na Norma
Brasileira ABNT/NBR – 12543.

Atmosfera perigosa: atmosfera que contém um ou mais contaminantes em concentração superior


ao Limite de Exposição, ou que é deficiente de oxigênio.

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Capuz: componente de um equipamento de proteção respiratória que envolve a cabeça e o


pescoço, podendo cobrir parte dos ombros. Utiliza ar respirável em quantidade suficiente para
evitar a penetração de contaminantes.

Cobertura das vias respiratórias: parte do respirador que cobre as vias respiratórias do usuário.
Pode ser uma peça facial, capacete, capuz, blusão, roupa inflável ou conjunto bocal.

Cobertura das vias respiratórias com vedação facial: tipo de cobertura das vias respiratórias
projetada para proporcionar vedação completa na face. A peça semifacial (inclusive a quarto facial
e a peça semifacial filtrante) cobre o nariz e a boca; a facial inteira cobre o nariz, a boca e os olhos.

Cobertura das vias respiratórias sem vedação facial: tipo de cobertura das vias respiratórias
projetada para proporcionar vedação parcial na face. Não cobre o pescoço e os ombros, podendo
ou não proporcionar proteção da cabeça contra impacto e penetração.

Contaminante: agente químico ou biológico, em suas diversas formas (gases, vapores,


aerodispersóides), presente em um determinado ambiente que tenha algum potencial de causar
efeito adverso direto ou indireto a um sistema biológico, dependendo de sua concentração no
ambiente.

Ensaio de vedação: ensaio realizado com a finalidade de avaliar a vedação de um respirador


específico no rosto de um dado indivíduo.

Ensaio de vedação qualitativo: ensaio do tipo aprova/reprova baseado na resposta sensorial à


substância utilizada no ensaio.

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Fator de Proteção Atribuído: nível mínimo de proteção respiratória que se espera alcançar no local
de trabalho, para uma porcentagem especificada de usuários treinados, proporcionado por um
respirador apropriado (ou classe de respirador) em bom estado e ajustado corretamente no rosto,
usado durante todo o tempo que o usuário permanece na área contaminada.

Fator de Proteção Requerido: quociente entre a concentração do contaminante no ambiente e o


seu limite de exposição.

Fator de Vedação: medida quantitativa de vedação obtida no uso de um dado respirador por um
dado indivíduo. Por exemplo, o quociente entre a concentração da substância utilizada no ensaio,
fora e dentro do respirador, enquanto são executados exercícios especificados.

Filtro: parte do equipamento de proteção respiratória, destinado a purificar o ar inalado.

Filtro Mecânico: filtro destinado a reter partículas em suspensão no ar. Pode ser de classe P1, P2
ou P3, conforme a ABNT/NBR 13697/96.

Filtro Químico: filtro destinado a reter gases e vapores contidos no ar. Pode ser da classe FBC,
classe 1, classe 2 ou classe 3, conforme ABNT/NBR 13696/96.

Fumos: aerodispersóides, gerados termicamente, constituídos por partículas sólidas formadas por
condensação de vapores, em geral após volatilização de substância fundida (por exemplo, solda),
frequentemente acompanhada de reação química, tal como a oxidação.

Gás: substância que nas condições normais de pressão e temperatura está no estado gasoso.

Higienização: remoção de contaminantes e inibição da ação de agentes causadores de infecções


ou doenças.

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IPVS (Imediatamente Perigoso à Vida ou à Saúde): condição considerada imediatamente perigosa


à vida ou à saúde. Refere-se a exposição respiratória aguda, que supõe uma ameaça direta de
morte ou consequências adversas irreversíveis à saúde, imediatas ou retardadas, ou exposição
aguda aos olhos que impeça a fuga da atmosfera perigosa.

Máscara autônoma: equipamento de proteção respiratória no qual o usuário transporta o próprio


suprimento de ar respirável, ou oxigênio, o qual é independente da atmosfera ambiente.

Névoa: aerodispersóide, gerado mecanicamente, constituído por partículas líquidas formadas pela
ruptura mecânica de um líquido.

Peça facial: parte do equipamento de proteção respiratória que cobre as vias respiratórias,
podendo, ou não, proteger os olhos.

Peça facial inteira: peça facial que cobre a boca e o nariz, e se apoia sob o queixo.

Peça semifacial: peça facial que cobre a boca e o nariz, e se apoia sob o queixo.

Peça semifacial filtrante (PFF): peça facial constituída, parcial ou totalmente, de material filtrante.
O mesmo que máscara descartável. Pode ser classe PFF1, PFF2 ou PFF3, conforme ABNT/NBR
13698/96.

Poeira: aerodispersóide, gerado mecanicamente, constituído por partículas sólidas formadas por
ruptura mecânica de um sólido.

Respirador: equipamento que visa a proteção do usuário contra a inalação de ar contaminado ou


de ar com deficiência de oxigênio. O mesmo que máscara ou equipamento de proteção respiratória.

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Respirador aprovado: equipamento considerado bom, após ensaio que comprove o atendimento
aos requisitos mínimos exigidos pela norma correspondente. Deve possuir o Certificado de
Aprovação.

Respirador de ar natural: respirador de adução de ar cuja peça facial inteira é conectada, através
de uma traqueia, a uma mangueira de ar, de comprimento limitado, pela qual o ar atmosférico
ambiente é conduzido, pela depressão provocada durante a inalação, até as vias respiratórias do
usuário e liberado ao ambiente por válvula de exalação.

Respirador de demanda sem pressão positiva: respirador de adução de ar no qual o ar respirável


é admitido à peça facial somente quando a pressão dentro dela se torna negativa, em relação ao
ambiente, devido à inalação.

Respirador de demanda com pressão positiva: respirador de adução de ar no qual o ar respirável


é admitido à peça facial somente quando a pressão dentro dela é reduzida pela inalação, mas
permanecendo sempre positiva em relação ao ambiente.

Respirador de fluxo contínuo: respirador de adução de ar no qual o ar respirável é admitido de


modo contínuo à cobertura das vias respiratórias.

Respirador de linha de ar comprimido: respirador de adução de ar no qual o ar respirável provém


de um compressor ou de cilindros.

Respirador de pressão negativa: respirador no qual a pressão, dentro da cobertura das vias
respiratória, fica negativa, em relação ao ambiente externo, durante a inalação.

Respirador de pressão positiva: respirador no qual a pressão, dentro da cobertura das vias
respiratórias, é normalmente positiva em relação ao ambiente externo, durante a inalação.

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Usuário: indivíduo que usa equipamento de proteção respiratória independentemente da natureza


da sua relação de trabalho com quem o forneceu.
Vapor: fase gasosa de uma substância que existe normalmente no estado líquido ou sólido, na
condição ambiente de temperatura e de pressão.

Verificação da vedação: ensaio realizado pelo usuário com a finalidade de verificar se o respirador
está adaptado corretamente no rosto.

16. ENSAIO QUALITATIVO COM AEROSSOL DE SOLUÇÃO DE BITREX

O ensaio de vedação com solução de “Bitrex” (benzoato de denatonium) segue os mesmos


procedimentos e usa capuz e nebulizadores idênticos aos utilizados no ensaio com solução de
sacarina.

O” Bitrex”, por causa do gosto amargo, é empregado como agente provocador de aversão de sabor
em líquidos domésticos e remédios, com a finalidade de evitar que as crianças os bebam.

Antes de iniciar o ensaio, o usuário deve receber informações completas sobre todo o ensaio de
acuidade do paladar, bem como sobre todos os procedimentos do ensaio de vedação.

16.1 Procedimentos para realização do ensaio de vedação

a) Ensaio de acuidade de paladar

O ensaio de acuidade do paladar é realizado com a finalidade de determinar se o usuário consegue


detectar o sabor do Bitrex.

1. Para realizar o ensaio de acuidade de paladar e o ensaio de vedação, deve-se usar um capuz

que cubra a cabeça e os ombros. O capuz deve ter diâmetro aproximado de 30 cm, altura de 40
cm

e pelo menos a parte frontal livre para não interferir nos movimentos da cabeça do usuário quando
estiver utilizando o respirador durante o ensaio de vedação.

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2. Na frente do capuz, na altura do nariz e da boca do usuário, deve existir um orifício com diâmetro
aproximado de 20 mm para acomodar o bico nebulizador.

3. Durante o ensaio de acuidade de paladar, o usuário deve colocar o capuz e respirar com a boca
ligeiramente aberta, com a língua estendida.

4. Usando um nebulizador (DeVilbiss Modelo 40 para inalação de medicamentos ou equivalente),


a pessoa que conduz o ensaio deve nebulizar a solução de Bitrex para o ensaio preliminar, dentro
do capuz, não diretamente na boca ou nariz do usuário.

Este nebulizador deve estar identificado perfeitamente, para poder ser distinguido do usado com
solução para o ensaio de vedação.

5. A solução para o ensaio de acuidade é preparada dissolvendo-se 13,5 mg de Bitrex em 100 mL


de solução aquosa de cloreto de sódio a 5% (5 g de cloreto de sódio puro dissolvidos em 95 mL

de água destilada).

6. Para gerar o aerossol, o bulbo do nebulizador deverá ser apertado firmemente, de modo que
uma parede do bulbo encoste-se à outra e deixe o bulbo se expandir totalmente. Com a finalidade
de poupar o condutor do ensaio, o uso de nebulizador com atuador elétrico é permitido.

7. Dar 10 bombeadas rapidamente e perguntar à pessoa que está com o capuz se está sentindo o
gosto do Bitrex. Se o usuário sentir o gosto amargo, parar o ensaio de acuidade e anotar o número
10 (dez), independentemente do número de bombeadas em que ele percebeu o sabor.

8. Se com dez bombeadas a resposta for negativa, bombear rapidamente mais 10 vezes e repetir
a pergunta. Se sentir o gosto do Bitrex, parar o ensaio de acuidade e anotar o número 20 (vinte),
independentemente do momento em que ele acusou o sabor.

9. Se a segunda resposta for negativa, bombear rapidamente mais 10 vezes e repetir a pergunta.
Se sentir o gosto do Bitrex, parar o ensaio de acuidade e anotar o número 30 (trinta),
independentemente

do momento em que ele acusou o sabor.

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10. A pessoa que conduz o ensaio deve anotar o número de bombeadas necessárias para conseguir
uma resposta positiva.

11. Se, com 30 bombeadas (parágrafo 10), o usuário não sentir o sabor do Bitrex, o ensaio de
vedação com Bitrex não pode ser usado com ela.

12. Se o usuário conseguir sentir o sabor, deve-se pedir a ele que procure se lembrar dele, porque
vai ser usado no ensaio de vedação.

13. Usando corretamente o nebulizador, 1 mL da solução no nebulizador é suficiente para realizar


o ensaio de acuidade.

14. Pelo menos a cada quatro horas, lavar bem o nebulizador com água, secá-lo e enchê-lo
novamente.

b) “Ensaio de vedação” no respirador escolhido

1. Pelo menos 15 minutos antes de efetuar o ensaio de vedação, a pessoa não deve comer, beber
(água pura é permitida) ou mascar goma.

2. O capuz empregado no ensaio é o mesmo utilizado no ensaio de acuidade.

3. O usuário deve colocar o capuz quando já estiver usando o respirador equipado com filtro para
partículas classe P1 ou superior ou uma peça semifacial filtrante classe PFF1 ou superior.

4. Usar um segundo nebulizador, igual ao primeiro, para nebulizar a solução dentro do capuz. Deve
estar marcado de modo visível para distingui-lo do usado durante o ensaio de acuidade de paladar.

5. Preparar a solução para o ensaio de vedação dissolvendo 337,5mg de Bitrex em 200 mL de


solução aquosa morna de cloreto de sódio a 5% (10 g de cloreto de sódio puro em 190 mL de
água destilada).

6. A pessoa deve respirar com a boca ligeiramente aberta, com a língua ligeiramente para fora, e
ficar atenta à percepção do sabor amargo do Bitrex.

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7. Colocar o bico do nebulizador no orifício do capuz e nebulizar a solução para o ensaio de


vedação, usando a mesma técnica empregada no ensaio de acuidade de paladar e o mesmo
número de bombeadas necessárias para obter a resposta naquele ensaio (10, 20 ou 30
bombeadas). Com a finalidade de poupar o condutor do ensaio, o uso de nebulizador com atuador
elétrico é permitido.

8. Após gerar o aerossol, o usuário deve iniciar a execução dos exercícios.

9. Para manter uma concentração de aerossol adequada durante este ensaio, dar, a cada 30
segundos, a metade do número de bombeadas utilizadas no ensaio de sensibilidade de paladar (5,
10 ou 15).

10. O usuário deve avisar ao condutor do ensaio o instante em que sentir o gosto amargo do
Bitrex. Se não perceber o sabor, o respirador está aprovado. Os resultados devem ser registrados
em formulário que contenha, no mínimo, o nome e a assinatura do usuário, data do ensaio,
observações (uso de óculos, presença de cicatrizes etc.), características do respirador (fabricante,
modelo, tamanho etc.) e o nome do condutor do ensaio. Os formulários devem ser arquivados.

11. Se o gosto do Bitrex for detectado, a vedação não foi satisfatória, deve-se procurar outro
respirador, os procedimentos recomeçados, inclusive o ensaio de acuidade de paladar.

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16.2 kit de ensaio de vedação que deverá ser utilizado na avaliação qualitativa

16.3 Repetição do ensaio de vedação

O ensaio de vedação deve ser repetido toda vez que o usuário apresentar alteração de condição
que possa interferir na vedação facial, como, por exemplo, aparecimento de cicatriz na área de
vedação, alteração na arcada dentária (perda de dente, próteses), cirurgia reconstrutiva, etc.

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17. CRONOGRAMA DE AÇÕES

2021 2022
AÇÕES

MAR
NOV

AGO
OUT

ABR
MAI
JUN
DEZ

JAN
FEV
SET

SET
JLH
Elaborar o Programa de Proteção Respiratória
– PPR
Realizar treinamento quanto ao uso e
conservação de Equipamento de Proteção
Individual – Respiratório
Realizar Ensaio de Vedação levando em
consideração todos os modelos de
respiradores utilizados na empresa
Realizar treinamento de PPR – Programa de
Proteção Respiratória
Renovar o Programa de Proteção Respiratório
- PPR – levando em consideração o ensaio de
vedação realizado.

Previsto
Realizado

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18. MODELO DE FORMULÁRIO DE REGISTRO DO ENSAIO DE VEDAÇÃO

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19. CONCLUSÕES E OBSERVAÇÕES

• Este Programa de Proteção Respiratório-PPR, foi elaborado por Valdete Rodrigues de


Araújo Neto, Engenheiro de Segurança do Trabalho, CREA 181691, CONTENDO
58 PÁGINAS, sendo necessário atualizar sempre que houver alterações significativas no
processo de trabalho e quando forem realizados os ensaios de vedação conforme
cronograma deste documento.
• Que todos os funcionários usem os EPI´s necessário/obrigatórias.
• Que o empregador adote e oriente os colaboradores a tomarem os cuidados necessários
para se protegerem de níveis de gases acima dos limites de tolerância e de poeira total
apontado nas análises gravimétricas do LTCAT.

ARIPUANÃ/MT
15 de setembro de 2021

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20. ITENS REVISADOS

Revisão Data Alteração Observação(es)


00 15/09/2021 Elaboração do documento. N/A
01 15/10/2021 Introdução da Assinatura do responsável N/A
pela empresa

VALDETE RODRIGUES Assinado de forma digital por


VALDETE RODRIGUES DE ARAUJO
DE ARAUJO NETO:08841269600
NETO:08841269600 Dados: 2021.10.15 11:29:20 -04'00'

Valdete Rodrigues de Araújo Neto WESLEY SANT'ANA,


Eng. Ambiental e de Seg. do Trabalho CPF: 734.429.761-20
CREA 181691 (Responsável pela Projeto e Clima)
ART CREA Nº: 1220210161941
(Responsável pela Elaboração)

ARIPUANÃ/MT
15 de outubro de 2021

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Araújo Consultoria Ambiental e de Segurança do Trabalho
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