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Dicas para Resumos Acadêmicos Eficazes

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O género

resumo escolar/académico

PARA COMEGAR A CONVERSA...

objetivo maior deste material é ajuda-lo a produzir resumos escola-


res/académicos que possam ser considerados bons pelos seus
professores. Para isso, vamos iniciar discutindo algumas ideias que
vocé tem sobre esse tipo de resumo.

1, Leia os resumos a seguir do


artigo A cultura da paz de
L e o n a r d o B o f f ' . M e s m o sem ?}

Ele diz que a cultura dominante se


ainda ter lido o texto men- caracteriza pela vontade de domi-
cionado, assinale o resumo nagdo da natureza e do outro. E
que acredita ser o melhor re- possivel superar a violéncia? Freud
sumo escolar/académico. diz que é impossivel controlar o
instinto de morte. Boff diz que a
evolucdo humana sempre esteve
, regida pela violéncia. Em segundo
lugar, a cultura patriarcal instalou a
dominagao da mulher pelo homem
e que a ldgica de nossa cultura é a
a competicdo. Veja-se, por exemplo, o
?a numero de atos de violéncia contra

2 Artigo disfonivel
no site http:// a mulher em Sado Paulo. Precisamos |

n y e [Link]/. Ultimo acesso em opor a cultura da paz a cultura da


02/2004. Originalmente publicado no
J o m a l do Brasil, 8 de fevereiro de 2002, p. 9. violéncia. Onde buscar as inspiragdes

RESUMO #54
ura da paz? Somos seres socials e c o o p e r a t i v o s , temos Capa.
para a c u l t
cidades de afetividade. O h o m e m p o d e i n t e r v i r no p r o c e s s o de evolucag,
Desde os tempos de César Augusto, OS f i l d s o f o s acham que © cuidadg
é a esséncia do ser humano. G a n d h i , D o m H é l d e r C a m a r a e Luther King

sao figuras que deram exemplo de comportamento [Link] acho que


todos nés devemos lutar pela paz.

Leonardo Boff inicia o artigo ?A cultura da paz? apontandoo f a t o de


que vivemos em uma cultura que se caracteriza fundamentalmente pela
violéncia. Diante disso, o autor levanta a questao da possibilidade de essa

violéncia poder ser superada ou nado. Inicialmente, ele apresenta argu-


mentos que sustentam a tese de que seria impossivel, pois as préprias
caracteristicas psicolégicas humanas e um conjunto de forgas naturais e

sociais refor¢ariam essa cultura da violéncia, tornando dificil sua supera-


¢do. Mas, mesmo reconhecendo o poder dessas forcas, Boff considera
que, nesse momento, € indispensavel estabelecermos uma cultura da paz
contra a da violéncia, pois esta estaria nos levando A extincdo da vida
humana no planeta. Segundo o autor, seria possivel construir essa cul-
tura, pelo fato de que os seres humanos sdo providos de componentes
genéticos que nos permitem sermos sociais, cooperativos, criadores e

dotados de recursos para limitar a violéncia e de que a esséncia do ser


humano seria o cuidado, definido pelo a u t o r como sendo uma rela¢ao
amorosa com a realidade, que poderia levar 4 superacao da violéncia. A ?
partir dessas constatacées, o tedlogo conclui, incitando-nos a despertar
as Potencialidades humanas para a paz, construindo a cultura da paz @

partir de nds mesmos, tomando a Paz como projeto pessoal e coletivo.

No artigo «
'g0 "A cultura da paz?, L e o n a r d o B o f f d e f e n d e a necessidade de
construirmos a cultura da paz a p a r t i: r d e n é s m e s m o s . O a u t o r conside
idera }
We Isso € possivel, - cas:
é
u m a vez q u e o h o m e m d o t a d o d e caracterlsi@?
Beneticas especiais q ue ;
lhe P e r m iet isr i a m v e n c e r a v i o l é n c i a .
. . We

s a],
fa.
ANNA RACHEL MA
CH ADO ELIANE LOUSADA
|
| LILIA SANTOS ABREU-TARDELU
2. Assinale as alternativas que justifiquem a escolha do melhor resumo
dentre os trés que foram dados.

a. (_
) corregdo gramatical e léxico adequado4 situacio escolar /académica;
) selegéo das informagées consideradas importantes pelo leitor e autor do
resumo;
c. (_
) selegao das informagées colocadas como as mais importantes no texto ori-
ginal;
d. ( ) indicagdo de dados sobreo texto resumido, no minimo autore t i t u l o ;
e. ( ) © resumo permite que o professor avalie a compreensio do texto lido,
incluindo a compreensio global, o desenvolvimento das ideias do texto e
a articulagao entre elas;
) apresentaco das ideias principais do texto e de suas relacdes;
) comentarios pessoais misturados as ideias do texto;
) mengao ao autor do texto original em diferentes partes do resumo e de
formas diferentes;
i. ( ) mengao de diferentes agdes do autor do texto original (o autor questiona,
debate, explica...);
j- ( ) texto compreensivel por si mesmo;
k. (_
) cépia de trechos do texto original sem guardar as relacdes estabelecidas pelo
autor ou com relacées diferentes.

PARA CONTINUAR A CONVERSA...

Procure recuperar resumos escolares/académicos que vocé ja fez. Com qual dos
resumos aqui apresentados ele(s) mais se assemelha(m)?

O que vocé ja sabe sobre a escrita de resumos? Converse com seus colegas e troque
seu conhecimento sobre o tema.

Que livros vocé conhece que falam sobre resumo escolar/académico ou explicam
como fazé-lo? Traga a referéncia bibliografica e troque informagées com seus colegas.

Vocé ja p r o c u r o u pesquisar na biblioteca de sua escola/faculdade para v e r se ha


alguma bibliografia sobre o tema? Vocé j4 pesquisou na Internet?

RESUMO
SECAO 3

Sumariza¢ao:
processo essencial para a producdo
de resumos

PARA COMECAR A CONVERSA...

esta seco, vamos trabalhar com um dos processos mentais essenciais

para a produgao de resumos, o processo de sumarizac4o, que sempre


ocorre durante a leitura, mesmo quando nao p r o d u z i m o s um resumo

oral ou escrito. Esse processo naoé aleatério, mas guia-se por uma

certa légica, que buscaremos identificar nas atividades que seguem


abaixo. Veja os exemplos.

a. No supermercado, Paulo encontrou Margarida, que estava usando um lindo vestido


azul de bolinhas amarelas.

Sumarizagao: Paulo encontrou Margarida.

Informagées excluidas: circunstancias que envolvemo fato (no supermercado),


qualificagdes/descricées de personagens (que estava usando um lindo vestido
de bolinhas amarelas.

- Vocé deve fazer as atividades, pots, do contrdrio, n@o vat aprender e vat tirar nota
baixa,

Sumarizagao: V o c é deve fazer as atividades.

Informacdes excluidas: justificativas para uma afirma¢ado

I Sumarize os periodos abaixo, quando possivel. A medida que for fazendo cada

*xemplo, assinale no quadro o procedimento que vocé utilizou, preenchendo


OS paréntesi ? d
€sis com as letras dos periodos correspondentes.

RESUMOl e s a )
( a ) Apagamento de contetdos facilmente inferiveis a partir de nosso conheci-

mento de mundo.
) Apagamento de sequéncias de express6es que indicam sinonimia ou explicacio.

) Apagamento de exemplos.
) Apagamento das justificativas de uma afirmagao.
) Apagamento de argumentos contra a posi¢ao do autor.
) R e f o r m u l a g d o das i n f o r m a g 6 e s , u t i l i z a n d o t e r m o s m a i s genéricos. (ex: h o -

mem, gato, cachorro ~ m a m i f e r o s )


(_
) Conservagao de todas as informagdes, dado que elas nado sdo resumiveis.

a . Maria era uma pessoa muito boa. Gostava de ajudar as pessoas.


b. Discutiremos a construgao de textos argumentativos, isto é, aqueles textos nos
quais o autor defende determinado ponto de vista por meio do uso de argumen-
tos, procurando convencer 0 leitor da sua posigao.
c. Nd&o corra tanto com seu carro, pois, quando se corre muito, nao é possivel ver

a paisagem e, além disso, o namero de acidentes fatais aumenta com a velocidade.

d. O principal suspeito do assassinato era o marido: era ciumento e nao tinha um


Alibi, dado que afirma ter ficado rodando a casa para ver se a mulher se encon-

trava com o amante.


e. De manhi, lavou a louga, varreu a casa, tirou © po e passou roupa. A tarde, foi
ao banco pagar contas, retirar talao de chequese extrato e, a noite, preparou aula,

corrigiu os trabalhos e elaborou a prova.


£ © Iluminismo ataca as injustigas, a intolerancia religiosa e os privilégios tipicos

do Antigo Regime.
g. A pena de morte tem muitos argumentos a seu favor, mas nada justifica tirar 4

v i d a de nosso semelhante.

h. No resumo de uma narracao, podem-se suprimir as descricdes de lugar, de tempo,


de pessoas ou de objetos, se elas nao sao condigSes necessarias para a realizaca0
da aco. Por exemplo, descrever um homem como ciumento pode ser relevante
e, portanto, essa descricio nao podera ser suprimida, se essaqualidade é qué

determinara que o homem assassine sua esposa. Ja a sua descrigao como alto ¢

m a g r o p o d e r a nesse caso ser s u p r i m i d a .

_
B69) ANNA RACHEL MACHADO| ELIANE LOUSADA | LILIA SANTOS ABREU-TARDELL
2,
Resuma os periodos abaixo ao minimo, pensando que o seu destinatdrio é
o seu profe ssor e que ele vai avaliar a sua compreensio das ideias globais
desses trechos. Use os procedimentos de sumarizagao j4 estudados.

Com a evolucdo polftica da humanidade, dois valores fundamentais


a)
consolidaram o ideal democratico: a liberdade e a igualdade, valores
que foram traduzidos como objetivos maiores dos seres humanos em
todas as épocas. Mas os avangos e as conquistas populares em
direcdo a esses objetivos nem sempre se desenvolveram de forma
pacifica. Guerras, destituicdes e enforcamentos de reis e monarcas,
revolucGes populares e golpes de Estado marcarama t r a j e t é r i a da
humanidade em sua busca de liberdade e igualdade.
(Clovis Brigagéo & Gilberto M. A. Rodrigues. 1988. Globalizagao a olho
nu: 0 mundo conectado. S i o Paulo: Moderna).

b) A cultura indigena é complexa, como a de qualquer outra sociedade.


Seu grande diferencial, porém, que foge a regra geral de todas as
outras, é a n a o existéncia de desniveis e c o n é m i c o s .

Na sociedade indigena nao existem também normas estabelecidas


que confiram a alguém as prerrogativas de mandante ou lider do
nucleo populacional. Aquele que é chamado de cacique nao tem
privilégios de autoridade, tem somente os de conselheiro. Nao é um
escolhido, é ligado, até quando possivel, a uma linhagem lendaria.
E, quando essa condi¢&o desaparece, passa a responder como con-

selheiro da aldeia aquele que pelo ntimero de aparentados alcan¢a


essa posicdo mais respeitada (...).
(O. Villas-Béas. 2000. A arte dos pajés. Impressées sobré o universo espiritual
do indio xinguano. Sido Paulo: Globo. p. 25).

Na linguagem comum e mesmo culta, ética e moral sdo sinénimos.


Assim dizemos: ?Aqui h&4 um problema ético? ou ?um problema
moral?. Com isso emitimos um ju(zo de valor sobre alguma pratica
Pessoal ou social, se boa, se md ou duvidosa.

Mas aprofundando a quest&o, percebemos que ética e moral nao


sdo sinénimos. A ética é parte da filosofia. Considera concep¢ées de

RESUMO
fundo, principios e valores que orientam pessoas e sociedades. Uma
pessoa é ética quando se orienta por princ(pios e conviccées. Dize-
mos, entdo, que tem carater e boa indole. A moral é parte da vida
concreta. Trata da prdtica real das pessoas que se expressam por
costumes, habitos e valores aceitos. Uma pessoa é moral quando age
em conformidade com os costumese valores estabelecidos que po-
dem ser, eventualmente, questionados pela ética. Uma pessoa pode .

ser moral (segue costumes) mas nao necessariamente ética (obedece a

a princfpios).

(http:/ /[Link]/)

CONCLUINDO...

/ Sintetize suas conclusdes sobre o processo de sumarizagao.

PARA CONTINUAR A CONVERSA...

Selecione alguns periodos de textos utilizados em seu curso e sumarize as informa-


d e s contidas em cada periodo de acordo com os procedimentos estudados.

&#\
A N N A RACHEL M A C H A D O| ELIANE LOUSADA |
LILIA SANTOS ABREU-TARDELLI
SECAO 4

A influéncia
dos objetivos na sumarizaca4o

PARA COMEGAR A CONVERSA...

omo vimos nas segées anteriores, podemos sumarizar diferentes tipos


de informagées, provenientes de fontes variadas (acontecimento, fil-
me, CD, livro etc.) e essa sumariza¢4o pode ser materializada em uma
parte de um texto ou em um texto inteiro, em um verdadeiro resumo.
Agora, vamos ver que as informagées provenientes de um mesmo
objeto (no caso, de um texto) podem ser sumarizadas de diferentes formas, de
acordo com a situagao em que
nos e n c o n t r a m o s .

1. Leia 0 t e x t o ao l a d o : Os dois garotos correram até aen- |


t r a d a d a casa.

_ ? Veja, eu disse a vocé que hoje era


um bom dia para brincar aqui ? dis- :
se Eduardo. ? M a m i e nunca esté em 4

casa na quinta-feira ? acrescentou.

Altos arbustos escondiam a entrada

d a casa; os meninos podiam correr no


j a r d i m extremamente bem cuidado.

? Eu nao sabia que sua casa era tao


g r a n d?e disse Marcos.

? E, mas ela est4 mais bonita agora,


desde que meu pai mandou revestir
com pedras essa parede lateral e ©

colocou uma lareira. _

RESUMO
Havia portas na frente e atrds e uma porta lateral que levava a garagem,
que estava vazia, exceto pelas trés bicicletas com marcha guardadas ai.
Eles entraram pela porta lateral. Eduardo explicou que ela ficava sempre
aberta para suas irmas mais novas entrarem e sairem sem dificuldade.

Marcos queria ver a casa... Entaéo, Eduardo comegou a mostra-la pela


sala de estar. Estava recém-pintada, como o resto do primeiro andar.

Eduardo ligou o som: o barulho preocupou Marcos.

? Nao se preocupe, a casa mais préxima esta a meio quilémetro daqui


? gritou Eduardo. Marcos se sentiu mais confortavel ao observar que
nenhuma casa podia ser vista em qualquer direcao além do enorme

Jardim.

A sala de jantar, com toda a porcelana, prata e cristais, nao era lugar
para brincar: os garotos foram para a cozinha, onde fizeram um lanche.

Eduardo disse que nao era para usar o lavabo, porque ele ficara Umido
e mofado, uma vez que o encanamento arrebentara.

? Aqui é onde meu pai guarda suas colecées de selos e moedas raras ?
disse Eduardo, enquanto eles davam uma olhada no escritério. Além do
escritério, havia trés quartos no andar superior da casa.

Eduardo mostrou a Marcos 0 closet de sua mae cheio de roupas e o cofre

trancado onde havia joias. O quarto de suas irmas nao era tdo interes-
sante, exceto pela televisio com o Atari. Eduardo comentou que o melhor
de t u d o era que o banheiro do corredor era seu, desde que um outro
fora construido no quarto de suas irmas. Nao era téo b o n i t o como o
de seus pais, que estava revestido de marmore, mas para ele era a melhor
coisa do mundo (traduzido e adaptado de J. Pitchert & R. Anderson.

?Taking Different Perspectives on a Story?, Journal o f Psychology, 1977, 69,


In: A. Kleiman. 1989. Texto e leitor, Pontes Editores, Campinas).

2. Agora, releia o texto, levantando as caracteristicas mais importantes da casa


descrita, como se vocé fosse pass4-las para trés diferentes destinatarios: pat
um possivel comprador, para um assaltante, para seu professor.

g)
ANNA RACHEL MACHADO |
ELIANE LOUSADA| LILIA SANTOS ABREU-TARDELLI
PARA UM POSSIVEL PARA UM ASSALTANTE PARA SEU PROFESSOR
COMPRADOR DA CASA

3, Compare as informagées selecionadas para cada destinatéario com as de


um colega e discuta o porqué da selecdo feita.

CONCLUINDO...

Sumarizamos de forma diferente, conforme o tipo de destinatario, de acordo com


o que julgamos que ele deve conhecer sobre o objeto sumarizado e de acordo com
o que julgamos ser o objetivo desse destinatario.

No caso do resumo escolar/académico, quem é 0 destinatario do texto?

Qual o objetivo desse leitor destinatario?

Portanto, tendo em vista esse destinatario e esse objetivo, assinale a alternativa


correta:

( ) © leitor j4 conhece o texto e, por isso, nao é necessario dar as informagdes


centrais do texto;
( ) oleitor j4 conhece 0 texto, mas é necessdrio dar as informagGes centrais para
que ele possa avaliar a sua compreensio global do texto.
\
A compreensao global
do texto a ser resumido

PaRA COMEGAR A CONVERSA...

esta secio, comegaremos a enfocar as diferentes fases de producao do


resumo escolar/académico de um texto especifico, comegando por
uma leitura e um estudo detalhado do texto para depois chegar a seu
resumo. Para isso, vamos tomar 0 texto que serviu de base para os
resumos apresentados na Secio I.

1. Passe os olhos pelo texto, seat


buscando i d e n t i f i c a r :

a) o género de texto; . ;
j ; . A cultura dominante, hoje mun-
b ) o meio de circulacao; .

dializada, se estrutura ao redor


) o autor;?
c)
da vontade de poder que se traduz
d)a data de publicagao; por vontade de dominacgao da na-
e) 0 tema; tureza, do outro, dos povos e dos
mercados. Essa é a ldgica dos
?dinossaurdos que criou a cultura do
?
medo e da guerra. Praticamente em
todos os paises as festas nacionais e
? s e u s herdis sdo ligados a feitos de
guerra e de violéncia. Os meios de
eo a comunicacdo levam ao paroxismo a
ae a magnificagao de todo tipo de vio-
we oo léncia, bem simbolizado nos filmes
de Schwarzenegger como o ?Exter-
minador do Futuro?. Nessa cultura

RESUMO
ueiro e O especulador valem mais do que ° |
om!
litar, 0 band
os processos de socializagao formal e i n f o , neta
:
3

el a
>
e o santo. N
fildsofo mediacoes para Uma cultura da paz. E sempre de nove
n i o cria rgunta que, de forma dramatica, Einstein colocoy a :
eu
suscitar a P& perar ou controlar a violéncia? ¢
32: é possivel su
nos idos de 19 ?EF impossivel aos h o m e n s controlar t ,
ponde:
reali sticamente, res Esfaimados pensamos no moinho que t i o
_
|e
Nta.
o insti nto de morte.. s m o r r e r d e f o m e a n t e s d e r e c e b e r a fa, h
rin a?
mente Mm
bi que poderiamo
.
e
Sem detalhar a questa4o, diriamos q u per detras da violéncig fan
oderosas estruturas. A primeira delas é 0 caos se m p r e p
re.
cionam Pp

cosmogénico. Viemos de uma imensa explosio, 90 »


i4g
sente no processo
orta violéncia em t o d a s as suas fases. Sao conh
~ . , nine.
bang. Ea evolugdo comp
cdes em massa, o c o r r i d a s ha milhées qe
cerca de 5 grandes dizima
cidas
Na ultima, ha cerca de 65 milhdes de anos, pereceram tod Os
anos atras.
és reinarem, soberanos, 133 milhdes de anos. A expan.
os dinossauros ap
ambémo s i g n i f i c a d o de ordenar o caos através
sao do universo possul ¢
s e, por isso também, mais harménicas |

de ordens cada vez mais complexa


os violentas. Possivelmente a p r é p r i a inteligéncia nos foi dada para
e men
lhe um s e n t i d o construtivo.
pormos limites a violéncia e conferir-
o lugar, somos herdeiros da cultura patriarcal que instau- |

Em segund
o homem sobre a mulher e criou as instituicées :

rou a dominacao d
canismos de violéncia como o Esta- |

do patriarcado assentadas sobre me


do, as classes, o projeto da tecnociéncia, os proces
sos de producaéo como |
objetivagao da natureza e sua sistematica depredagao.

Em terceiro lugar, essa cultura patriarcal gestou a guerra como forma .

de resolucdo dos conflitos. Sobre esta vasta base se formou a cultura

docapital, hoje globalizada; sua ldgica é a competi¢ao e ndo a cooperagae,


por issO, gera guerras econémicas e politicas e com isso desigualdades, ?

injusticas e violéncias. Todas estas for¢as se articulam estruturalmen t e para


consoli
o l i d a r a c u l t u r a da v i?olénci
o l é n c i a q u e nos d e s u m a n i z a a t o d o s . °

A essa c ultura da violéncia


iolénci h4 que se opor a cultura da paz. Hojel

ela é imperativa.
E imperativ cando,por
perativa, porque as forgas de destruicdo estao amea
todas as partes,
dimos 2 |
art 0 p a c t o s o c i. a l m f n i m o sem o qual regre

B4 ) ANNA RA CHEL
a4 MACH ADO | ELIANE LOUSADA |
LILIA SANTOS ABREU-TARDELU
aiveis de barbarie. E imperativa porque o potencial destrutivo j 4 m o n t a -
do pode ameagar t o d a a biosfera e impossibilitar a continuidade d o
projeto humano. O u l i m i t a m o sa violéncia e fazemos prevalecer o projeto
da paz ou conheceremos, no limite, o destino dos dinossauros.

O n d e b u s c a r as i n s p i r a g 6 e s p a r a a c u l t u r a d a paz? M a i s q u e i m p e -

rativos voluntaristicos, € o préprio Processo antropogénico a nos


fornecer indicagGes objetivas e seguras. A singularidade d o 1% de carga

genética que nos separa dos primatas superiores reside no fato de que
nés, 2 distingdo deles, somos seres sociais e cooperativos. Ao lado de
estruturas de agressividade, temos capacidades de afetividade, com-pai-
xao, solidariedade e amorizacdo. Hoje é urgente que desentranhemos tais
forcas para conferir rumo mais benfazejo a histéria. Toda protelacdo é
insensata.
Cd

8 | O ser h u m a n o é o unico ser que pode intervir nos processos da


natureza e copilotar a marcha da evolugao. Ele foi criado criador.
Dispde de recursos de reengenharia da violéncia mediante processos
civilizatérios de contengdo e uso de racionalidade. A competitividade
continua a valer mas no sentido do melhor e nao de destruicdo do
outro. Assim todos ganham e nado apenas um.

ty Ha m u i t o que filésofos da estatura de M a r t i n Heidegger, resgatando


uma antiga tradicdo que remonta aos tempos de César Augusto,
veem no cuidado a esséncia d o ser humano. Sem c u i d a d o ele nao vive

nem sobrevive. T u d o precisa de cuidado para continuar a existir. Cuidado


representa uma relagdo amorosa para coma realidade. Onde vige cuida-
do de uns para com os outros desaparece o medo, origem secreta de
toda violéncia, c o m o analisou Freud. A cultura da paz comeca quando
se cultiva a meméria e o exemplo de figuras que representam o cuidado
€ a vivéncia da dimensao de generosidade que nos habita, como Gandhi,
Dom Hélder Camara e Luther King e outros. Importa fazermos as revo-
lugSes moleculares (Guattari), comegando p o r nés mesmos. Cada um
estabelece c o m o Pprojeto pessoal e coletivo a paz enquanto método e
enquanto meta, paz que resulta dos valores da cooperagao, do cuidado,
da com-paixao e d a amorosidade, vividos cotidianamente.

Artigo disponivel no site [Link] acesso em 18/02/


2004. Originalmente publicado no Jornal do Brasil em 8 de fevereiro de 2002, p. 9.

RESUMO
?

2. Leia essa pequena biografia do autor do texto. Baseando-se nos dados da


biografia e no titulo do texto, responda:
Como vocé acha que o autor vai abordar o tema? Qual serd sua posico?

LeonardoB o f f (1938-) é tedlogo e um dos principais formuladores da teo-


logia da libertacdo, além de conferencista requisitado internacionalmente.
E professor emérito de ética, de filosofia da religido e de ecologia na Univer-
sidade Estadual do Riod e Janeiro. Dedica-se atualmente ao tema da ecolo-
gia e espiritualidade com vistas a construgao de uma ecodemocracia inte-
gradora e planetdria. Escreveu mais de 60 livros nas areas de teologia, espi-
ritualidade, ecologia, filosofia, antropologia e mistica, dentre eles: A oragdo
de Sao Francisco. Uma mensagem de paz para o mundo atual; O destino do homem e do
mundo; Ecologia ?grito da Terra, grito dos povos; Sdo Francisco de Assis: ternura evigor.

3. Agora, vocé jd pode reler o texto atentamente, buscando detectar as


ideias colocadas pelo autor como sendo as mais relevantes, grifando-as
e verificando se suas hipdéteses sobre o texto se confirmam ou nio.

Procedimentos de compreensdo de vocabulario

Assinale os procedimentos que vocé usou para compreender algumas das pala-
vras ou partes mais dificeis do texto, exemplificando cada caso.
( ) p r o c u r a r no dicionario;

( _ ) procurar a explicacdo da palavra no préprio texto, antes ou depois dela;


( ) ver como a palavra é formada: sufixos, prefixos etc.;
( __)
outros:

O queé processo antropogénico? C o m o se pode deduzir seu significado a partir


de indices do texto? ( 7 pardgrafo)

Que palavras se relacionam com a palavra voluntaristico, que s i o da mesma fami-


lia? ( 7 pardgrafo)

O que significa imperativos voluntaristicos?


a

C o m o vocé pode descobrir o seu s i g n i f i c a d o ?

O r eee

ANNA RACHEL MACHADO | ELIANE LOUSADA | LILIA SANTOS ABREU-TARDELLI


4. Leia o primeiro pardgrafo e faca as atividades.

a. Resuma com suas préprias palavras o fato inicialmente constatado pelo autor.

_?__ e e

b. Dé os exemplos que o autor da para comprovar que o fato é verdadeiro.

c. Levante a questdo queo autor vai discutir a partir da constatagdo desse fato.
Sublinhe-a no texto.

5. Que respostas séo dadas a essa pergunta por Freud e pelo préprio autor?
Tente verificar se as duas e s t o explicitas no texto ou se alguma delas pode
ser inferida a partir do que é exposto. Indique 0(s) pardgrafo(s) em que essas
respostas sdo dadas explicita ou implicitamente. Complete o quadro.

~ P O

6. Releia os paragrafos 2, 3 e 4 e responda.

a. O autor apresenta trés argumentos que podem ser usados para justificar a ideia
de que é impossivel chegarmos 4 cultura da paz. Quais sao as expresses que
indicam essa enumerag4o de argumentos?

b. Quais s o os trés argumentos introduzidos por essas expressdes? Resuma-os

com suas proprias palavras.

7. Releia o sexto paragrafo e responda.

nes uo
|
a) Quais sio os argumentos usados pelo autor para justificar sya afirm
5 da
ppaz
a z ée pin O de
ltura
absol

que a construgao da cultura da


absolutamente necessariq?

i
| b) Qual é 0 conectivo que introduz esses argumentos?

2
8. Leia o sétimo, 0 oitavo e o nono pardgrafos.

a. Que pergunta o autor faz? Sublinhe-a no texto.

TTT
b. Qual é 0 objetivo dessa pergunta?

( _ ) Introduzir os argumentos do autora favor da ideia de que é possivel

construir uma cultura da paz.


(__) Introduzir argumentos contrarios a ideia de que é possivel construir uma
cultura da paz.
( ) Introduzir exemplos da cultura dominante.

c. A partir de sua compreensdo do texto inteiro, como podemos reformular essa

p e r g u n t a em f o r m a afirmativa?

d. Assinale a frase que melhor exprime e generaliza os dois primeiros argumen-


tos que sustentam a ideia de que é possivel construir uma cultura da paz.

( ) Oser humano tem 1% de carga genética que o separa dos primatas superiores.
( ) O ser humano tem, geneticamente, condicdes biolégicas que favorecem
a socializagao, a cooperacao e a criacdo, diferentemente dos animais.

| ( ) O ser humanoé 0 tinico ser que pode intervir nos processos da nature74
e influir na marcha da evolucio.
° . e
e. A s s i n a l e a f r a s e q u e m e l h o r e x p r i m e e g e n e r a l i z a 0 t e r c e i r o a r g u m e n t o q

s u s t e n t a a i d e i a d e q u e é p o s s i v e l c o n s t r u i r u m a c u l t u r a d a paz.
g relagae
( ) Heidegger considera que a esséncia do ser humano é 0 cuidado,
amorosa com a realidade.
( ) A c u l t u r a da paz c o m e g a q u a n d o c u l t i v a m o s f i g u r a s c o m o Gandhi, Do

H é l d e r C a m a r a e L u t h e rK i n g . .
ef
gsencia do s
( ) D o ponto de vista filoséfico, podemos considerar que 4 ©
ncia.
humano é 0 cuidado, que pode nos levar a vencer a violé

TARDELL
}.
A N N A RACHEL M A C H A D O |
ELIANE L O U S A D A | L I L I A S A N T O S ABREU
f, Releia a conclusdo mais geral a que o autor chega e indique qual é 0 seu
objetivo maior como texto.
( _ ) Levar o leitor a ter consciéncia dos processos da constituigao humana.
(_
construir um projeto pessoal e coletivo para colaborar
) Levar o leitor a

com a paz no mundo.


( ) Levaro leitor a cultuar heréis como Gandhi, Dom Hélder Camara e
Martin Luther King,
(_
) Levaro leitor a se conscientizar de que a paz é possivel

CONCLUINDO...

A primeira etapa para se escrever um bom resumo é compreender o texto que sera
resumido. Auxilia essa compreensdo 0 conhecimento sobre 0 autor, sua posi¢ao
ideolégica, seu posicionamento tedrico etc. Tambémé preciso detectar as ideias que
o autor coloca como sendo as mais relevantes, buscando, sobretudo quando se

tratar de géneros argumentativos (como artigos de jornal ou artigos cientificos),


identificar

/ a questdo que é discutida;


/ a posicdo (tese) que o autor rejeita;
v a posicao (tese) que o autor sustenta;
/ os argumentos que sustentam ambas as posicées e
Y aconclusiao f i n a l do autor.

PARA CONTINUAR A CONVERSA...

Procure outros artigos em jornais ou revistas cientificas e busque lé-los, utilizando


as instrugdes dadas nesta secao.

RESUMO
A localizagao e explicitacao
das relac6es entre
as ideias mais relevantes do texto

PARA COMEGAR A CONVERSA...


seguir, vamos trabalhar com a organizagao global do texto e com as
relagdes entre as ideias centrais, pois, no resumo, devemos mostrar
essa organiza¢ao e reproduzir claramente essas relacges, tais como se
encontram no texto original.

1. De acordo com as respostas dadas na segao anterior, complete o esquema abaixo.

Questao

Posigao contraria 4 do autor


Posicao d o a u t o r

~ ~

C e ee l ?i e

~ ~ -

Conclusio

) ANNA RACHEL MACHADO |


ELIANE LOUSADA |
LILIA SANTOS ABREU-TARDELLI
No esquema construfdo, por enquanto, vocé tem apenas as ideias mais rele-
vantes. Entretanto, no resumo, como ja foi dita, devemos manter as relacdes
que o autor estabelece entre elas (de exemplificacdo, de causa/consequéncia,
de explicacHo, de conclusao etc.). Uma das formas de indicar essas relagdes
é o uso de conectivos ou organizadores textuais. Assim, utilize os conectivos
abaixo para completar os sete quadros destacados no esquema, explicitando
essas relagdes. Se necessdrio, retorne ao texto.

Porque, portanto,
mas

Escolha outros conectivos que possam substituir os trés conectivos do


item anterior, para indicar:
- argumentos ou justificativas:
- conclusées:
- teses contrarias uma a outra:

Agora, complete a tabela que segue com outros conectivos sugeridos no quadro.
anto ? ? assim ? entretanto ? - uma vez que ? ?
Logo ? ja que ? no ent
e a apesar de ? contudo ?
todavia ? pelo fato d ? devido ?
e ? como ? p o r isso ? porém ? assim sendo
isso posto ? ainda qu

Conectivos que intro-


Conec tivos que indicam Conectivos que introdu-
duzem argumentos,
contraste entre ideias ou| zem concl u s d e s
justificativas, causas
argumentos contrarios

um s6 periodo. Estabeleca as relagdes de dife-


5. Una as duas oragdes em
conectivos adequados. Siga © exemplo a.
rentes f o r m a s usando os
a. Paulo faltou a aula . Ele estava doente.

Paulo faltou a aula porque estava doente.


Como Paulo estava doente, faltou 4 aula.
Pelo fato de estar doente, Paulo faltou a aula.
RESUMO &
SECAO 7

Mencao ao a u t o r
do texto resumido

PARA COMEGAR A CONVERSA...

m resumo é um texto sobre outro texto, de outro autor, e isso deve


ficar sempre claro, mencionando-se frequentemente o seu autor,
para evitar que o leitor tome como sendo nossas as ideias que, de
fato, s i o do autor do texto resumido.

1. Releia o Resumo 2 da Secdo 1. Circule no texto as diferentes maneiras


usadas para se referir ao autor.

2. A partir do que fez no exercicio anterior, tire sua concluséo e complete


OS espacos.

Geralmente, iniciamos 0 resumo com o do autor.


Ao longo do resumo, podemos nos referir ao autor utilizando ,

3. Complete as lacunas do texto seguinte, fazendo mengio ao autor de diferentes


formas.

Saturno nos Trépicos, de Moacyr Scliar (Companhia das letras; 274 pp.; 29
reais) ? Em seu novo livro, 0 ?gaticho Moacyr Scliar deixa
a ficgao de lado e investe em outra de suas especialidades: 0 ensaio. Saturno
nos Trépicos é um estudo sobre a melancolia, e custou cinco anos de pesquisa
ao escritor. N4o se trata de uma obra dificil: ao contrario, sua linguagem é

s e m p r e acessivel e e n v o l v e n t e . enfoca o tema em varios m o m e n -

R E S U M O|
tos histéricos. Fala da Idade Média dos tempos da peste negra e da Renascenca
dos grandes avancos cientificos. Mas seu objetivo é, sobretudo, compreende;
a melancolia 4 moda brasileira e tragar uma historia dela. ey,
minaa cultura nacional desde os primeiros tempos até o século K X ? tratan-
do de personagens como Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, e Macunaima, de

Mario de Andrade.

4. Releia o Resumo | da Secio | e verifique de que f o r m a o autor do


resumo se refere ao autor do texto original. Aponte os principais proble-
mas que vocé pode observar.

CONCLUINDO...

Sintetize suas conclusdes para evitar os problemas discutidos.

e e e

P A R A C O N T I N U A R A CONVERSA...

Procure diferentes tipos de resumos ou de resenhas em jornais e revistas e faga um


levantamento das diferentes formas de se mencionar os autores dos objetos que sao
resumidos.

ANNA RACHEL MACHADO |


|
ELIANE LOUSADA LILIA SANTOS ABREU-TARDELL!
SECAO 8

Atribuigado de atos
ao a u t o r d o t e x t o r e s u m i d o

PARA COMEGAR A CONVERSA...

© resumo, o autor do texto original aparece como se estivesse

realizando varios tipos de atos, que, frequentemente, nao e s t o


explicitados no texto original. Vocé é que tem de interpretar esses
atos usando o verbo adequado. Observe esse fendmeno, fazendo as
atividades que seguem.

1. Relacione os verbos abaixo com os atos que indicam:


( _ ) define, classifica, enumera, argumenta.
( ) incita, busca levar a
( ) afirma, nega, acredita, duvida
( ) aborda, trata de
( ) enfatiza, ressalta
a. posicionamento do autor em relacdo 4 sua crenga na verdade do que é dito
b. _indicago do contetido geral
c. organizacao das ideias do texto
d. indicagao de relevancia de uma ideia do texto
e. a c o do autor em relacio ao leitor

2. Agora, releia o Resumo 2 da Segio | e grife com dois tragos os verbos que
indicam os diferentes tipos de atos que sao atribuidos ao autor.

3. Explique os significados dos seguintes verbos encontrados no Resumo 2 em


telagao a esses atos:
a. inicia:
b. conclui:
c. incitando-nos:

RESUMO
s utilizados para indica,
plo em que destacamos 0S verbo
4. Observe o exem mido. Em seguida, leia os trechog
r do texto resu
diferentes atos do a u t o os verbos maj,
esumos correspon dentes com
e preencha os espa¢os dos r
e os do quadro abaixo.
adequados, dentr
classificar ? carac-
ar ? ? enumerar ?
1 ? d e s c r e v e r ? ? elenc
apontar ? defini al

i
revizat __. dar caracteristicas ?? exemplificar ? dar exemplos contrapor ? | ?

confrontar ? - comparar ?? opor ? d i f e r e n c i a r ? comegar - ? iniciar ? intro-


finalizar ? t e r m i n a r ? c o n c l u i r ? - pensar ? acreditar
duzir ? - desenvolver ? questionar ? criticar ? descrever ?
? pensar ? julgar ? afirmar ? negar ?
narrar ? relatar ? e x p l i c a r ? expor r ?
comp rovar ? eprovar
?

e eat¢
? defender a tese
? argumentar ? dar argumentos ? justificar ?_?
d a r justi icativas ? apresentar
? mostrar ? t r a t a r de ? abordar ? discorrer ? esclarecer ? convidar ?

sugerir ? incitar ? levar a

Um amigo me disse:
? N&o guarde nada para uma ocasiao especial. Cada dia que se vive é

urna ocasido especial.

Ainda estou pensando nestas palavras... j 4 mudaram minha vida. Agora


estou lendo mais e limpando menos. Sento-me no terraco admiro a ¢€

vista sem preocupar-me com as pragas. Passo mais tempo com minha
familia e menos tempo no trabalho. Compreendi que a vida deve ser uma
fonte de experiéncias a desfrutar, ndo para sobreviver. Ja nao guardo
nada. Uso meus copos de cristal todos os dias. Coloco uma roupa nova
para ir ao supermercado, se me da vontade. Ja ndo guardo meu melhor
perfume para ocasi6es especiais, uso-o quando tenho vontade.
(Mensagem distribufda por e-mail)

O autor relata o que um amigo lhe disse e mostra como as palavras desse
amigo influenciaram sua vida, elencando diversas acdes de seu cotidiano
que ele realiza de forma diferente.

NN A RACHEL MACHADO |
ELIANE LOUSADA | LILIA SANTOS ABREU-TARDELL!
as d e
Em 1 9 4 8 e e m 1 9 7 6 , as N a c d e s U n i d a s p r o c l a m a r a m extensas list
a da h u m a n i d a d e s6 t e m o direito
direitos humanos, mas a imensa m a i o r i
jamais proclamado
de ver, ouvir e calar. Que tal comegarmos a exercer 0
os f i x a r o
direito de sonhar? Que tal delirarmos um pouquinho? Vam
olhar num ponto além da in famia para adivinhar outro mundo possivel:
? o a r e s t a r d livre d o v e n e n o q u e n a o v i e r d o s m e d o s h u m a n o s e d a s

humanas paixdes;

? nas ruas, os automéveis seréo esmagados pelos cdes;

? aS pessoas ndo serdo dirigidas pelos automéveis, nem p r o g r a m a d a s


pelo computador, nem compradas pelo supermercado e nem olhadas

pelo televisor.
(Eduardo Galeano, Férum Social Mundial 2001. Caros Amigos 0 1 / 2 0 0 0 )

O autor ( ) a contradi¢ao entre a existéncia de extensas listas


de direitos h u m a n o s e o f a t o de a m a i o r i a d a h u m a n i d a d e n a o t e r
nenhum. Diante disso, ( _ _ _ _ _ _ _ ) 0 leitor a sonhar com um mundo
) algumas das caracteristicas desse mundo.
possivel e (

Ha trés tipos de jornalistas:

1) 0 reporter, que escreve o que viu;


2) o repérter interpretativo, que escreve O que viu e o que ele acha que
isso significa;
3) 0 especialista, que escreve a respeito do significado daquilo que naov i u .
(adaptado de Elio Gaspari, Folha de [Link], 13/09/1998)

Resumo*do*treche

O autor ( ) os jornalistas em trés tipos. a

RESUMO
As vezes ainda se ouve por af alguém dizendo que sexo sem a m o r N o d4
Soa um tanto ingénua a alegacdo, meio fora de tempo, como um simca
chambord atrasando o trafego. Amor, 0 que é isso? Coisa mais anos
50... (...) O que se quer dizer, quase sempre, ndo € que sexo precisa de
amor, mas que sexo precisa de narrativa.

( E u g é n i o Bucci, O m e l o d r a m a e a g e n i e , Folha de [Link], 2 4 / 0 2 / 2 0 0 2 )

O autor ( ) a a f i r m a g a o c o r r e n t e de q u e sexo sem a m o r

nao da; questiona-a (ironicamente) e ( ) © seu sentido.

(...) E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor. (...)

O a m o r tem j a r d i m , cerca, projeto. O sexo invade t u d o . Sexo € contra


a lei, no fundo de t u d o . O a m o r depende de nosso desejo, é uma

constru¢do que criamos. Sexo néo depende de nosso desejo; nosso desejo
é que € t o m a d o por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre
sem tesdo. O sexo € um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma
espécie de gratidao a posteriori pelos prazeres do sexo.
(Arnaldo Jabor, A m o r atrapalha o sexo. O Estado de S. Paulo, 29/08/2002)

a C e e recho:

O autor ( _ _ _ _ ) sexo e amor,( ) as caracteristicas de cada um.

Chat, pra q u e m nao sabe, é u m lugar onde fica uma porcao de chatos,
t o d o s com pseudénimos ( h o m e m diz que é mulher e mulher vira homem)

a te perguntar: vocé esta ai? (Mario Prata, Chats e chatos pela Internet.
O Estado de S. Paulo, 02/12/1998)

ANNA RACHEL MACHADO |


ELIANE LOUSADA| LILIA SANTOS ABREU-TARDELLI
As obras mais significativas no c a m p o da e c o n o m i a f o r a m redigidas por
especialistas de outras 4reas. A d a m Smith, p o r exemplo, tido c o m o o ?pai
da economia?, era um professor de filosofia moral.

O autor ( _ _ _ _ _ _ ) que as obras mais importantes da e c o n o m i a sao


feitas por especialistas de outras areas, ( ) com Adam Smith.

Perfodo de férias

O inicio do ano escolar no més de fevereiro merece ser revogado, voltan-


do a antiga praxe de comego das aulas em margo. O carnaval geralmente
cai em fevereiro e interrompe as aulas recém-iniciadas. O verdo escaldante
torna as aulas penosas e com baixo rendimento. Finalmente, as férias
escolares comandam grande parte das férias dos trabalhadores. E as
férias destes s i o motor do turismo, atividade geradora de empregos e
riqueza para o Pals. (...) Portanto, ha grande vantagem para todos na
transferéncia do infcio das aulas para o més de margo.

O autor (________??s???__) a tese de que as aulas devem voltar a


comecar em marco, ( _ _ _ _ . _ ? ? = ?+) so: Seguintes argumentos: o
fato de que o carnaval n o r m a l m e n t e cai em fevereiro, o f a t o de que o
calor é forte e prejudica as aulas e o f a t o de que as férias dos trabalha-
dores, coincidindo com as escolares, s i o benéficas para a economia.

RESUMO we
CONCLUINDO...

Escreva aqui suas conclusdes sobre 0 que vocé estudou nesta se¢4o

PARA CONTINUAR A CONVERSA...

Procure resumos (ou resenhas) de livros em jornais e revistas, levante os verbos

usados para indicar atos do autore classifique-os de acordo com seu significado.

= RACHEL MACHADO | ELIANE LOUSADA| LILIA SANTOS ABREU-TARDELLI


85) tieo f l a i n fot

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