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Modelagem Matemática na Educação Indígena

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MODELAGEM MATEMÁTICA

Ciências Matemáticas e da Natureza

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

Editores: Mônica Cidele da Cruz


Isaías Munis Batista
Waldinéia Antunes de Alcântara Ferreira

Capa: Mandala “Diversidade Cultural”, da artista plástica Judite Malaquias

Diagramação: Layout Gráfica Digital - Cáceres/MT

Revisão Ortográfica: Gráfica e Editora Sanches Ltda

CONSELHO EDITORIAL

Angel Corbera Mori - UNICAMP


Antônio Malheiros – UNEMAT
Carlos Edinei de Oliveira - UNEMAT
Eunice Dias de Paula - SEDUC/CIMI
Jaime José Zitkoski – UFRGS
João Severino Filho - UNEMAT
Lisanil da Conceição Patrocínio Pereira - UNEMAT
Lúcia Helena Alvarez Leite - UFMG
Lucimar Luísa Ferreira – UNEMAT
Maria Aparecida Bergamaschi - UFRGS
Maria Aparecida Rezende - UFMT
Mônica Cidele da Cruz - UNEMAT
Waldinéia Antunes de Alcântara Ferreira - UNEMAT

Online - e - Impresso

CIP – CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO

978-65-00-25135-7

Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário Luiz Kenji Umeno Alencar - CRB1 2037.

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO........................................................................5

UNIDADE 1...............................................................................7
MODELAGEM MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

Modelagem matemática e seu contexto histórico......................8


Síntese de algumas concepções sobre a modelagem matemática
na educação matemática.............................................................. 9
Síntese da modelagem matemática na formação de professores ..
................................................................................................... 11
A modelagem matemática em sala de aula................................ 13
Sobre as atividades propostas neste Caderno Pedagógico......... 15

UNIDADE II............................................................................. 17
ATIVIDADES DE MODELAGEM MATEMÁTICA

1ª Atividade de Modelagem Matemática – Tema: Coronavírus nas


aldeias indígenas........................................................................ 17
2ª Atividade de Modelagem Matemática – Tema: Taxa de natalidade
e mortalidade dos povos indígenas............................................ 21
3ª Atividade de Modelagem Matemática – Tema: Impacto cultural
na alimentação dos povos indígenas.......................................... 23
4ª Atividade de Modelagem Matemática – Tema: Problemas
respiratórios dos povos indígenas em decorrência das queimadas.
.................................................................................................... 26
5ª Atividade de Modelagem Matemática – Tema: Formigas
cortadeiras.................................................................................. 29

REFERÊNCIAS.......................................................................... 32

BIOGRAFIA DOS AUTORES....................................................... 34

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

APRESENTAÇÃO

Prezado(a) acadêmico(a),

É com imenso prazer que iniciamos a escrita deste trabalho


referente à elaboração de mais um Caderno Pedagógico para o ano
letivo de 2021. No entanto, antes de darmos início às discussões,
vale ressaltar que continuamos com o ensino remoto, com o
distanciamento social e mantendo os devidos cuidados sanitários,
pelo agravamento da pandemia, em muitas regiões, causada pelo
Coronavírus (2019-nCoV).
Destacamos a importância do início da vacinação para o uso
emergencial, disponibilizada inicialmente para os profissionais da
saúde, que estão na linha de frente no combate ao Coronavírus,
povos indígenas e idosos. No entanto, sabemos que essas doses
de vacinas, até a presente data da escrita deste trabalho, ainda
são insuficientes para imunizar a todos, e que, diante disso,
continuaremos com o ensino por intermédio deste Caderno
Pedagógico.
Eu, professor Silvio Rogerio Martins, em parceria com o
professor Dr. Adailton Alves da Silva, apresentaremos alguns
aspectos sobre Modelagem Matemática, que é uma das tendências
metodológicas para o ensino de Matemática. Sobre minha
formação, sou graduado em Ciências/Matemática no ano de 2003
pela Universidade do Paraná – UNIPAR, e mestre pelo Programa de
Pós-Graduação Stricto Sensu em Ensino pela Universidade Estadual
do Oeste do Paraná – Unioeste, no ano de 2016. Nesse período em
que cursei o mestrado desenvolvi minha pesquisa voltada para a
Formação Continuada de Professores em Modelagem Matemática
na Educação Matemática.
Atualmente, trabalho com alunos da Educação Básica na Rede
Estadual de Ensino do Estado do Paraná, no município de Foz
do Iguaçu, e também atuo como professor formador/formando2
desde o ano de 2015 com um grupo de 11 professores da

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

Educação Básica, com os quais nos reunimos uma vez por mês para
discutirmos sobre diversos aspectos, tais como planejamento de
aula, currículos, elaboração de atividades, formação continuada
e práticas pedagógicas, todos direcionados ao trabalho com a
Modelagem Matemática em sala de aula.
Contudo, antes de iniciarmos as discussões sobre a
Modelagem Matemática na Educação Matemática, destacamos a
importância da Matemática para a sociedade em geral. E no que
concerne à cultura dos povos indígenas, a Matemática chama
ainda mais a atenção por estar presente em diversos aspectos, os
quais podemos destacar, o formato e organização de suas casas,
contagem do tempo, jogos indígenas, artefatos de trabalhos,
artesanatos, pintura corporal e grafismos, que trazem, em muitas
vezes, as formas geométricas.
Essa riqueza cultural presente no cotidiano dos povos
indígenas pode facilitar o trabalho com as atividades de Modelagem
Matemática em sala de aula, uma vez que essa tendência está
alinhada aos acontecimentos e ao contexto do dia a dia dos alunos.
E é sobre essa tendência da Educação Matemática que iremos
discutir neste Caderno Pedagógico. Para isso, organizamos os
conteúdos de forma sucinta em Unidades: Unidade 1: Modelagem
Matemática na Educação Matemática, e Unidade 2: Atividades de
Modelagem Matemática.

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

UNIDADE 1

MODELAGEM MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

Ao iniciarmos este estudo sobre a Modelagem Matemática, é


necessário saber como podemos desenvolver um trabalho com essa
tendência em sala de aula. A Modelagem Matemática possibilita
a intervenção do(a) aluno(a) nos problemas reais do meio social
e cultural em que ele vive, por isso, contribui para sua formação
crítica, uma vez que os problemas propostos por essa tendência
metodológica têm como característica principal trabalhar com
situações do cotidiano, ou seja, trazer para a discussão atividades
que venham ao encontro das questões relacionadas às suas
vivências diárias.
Foi pensando nestas questões do cotidiano do(a) aluno(a)
que abordamos, neste Caderno Pedagógico, um pouco sobre a
Modelagem Matemática, e também apresentamos cinco atividades
que podem ser discutidas e aplicadas em sua comunidade e
contribuir ainda mais com os saberes indígenas.
Assim, podemos inicialmente levantar alguns questionamentos
para refletirmos durante a leitura deste trabalho: Quando surgiu
a Modelagem Matemática? Como é o ensino por meio dessa
tendência? Por que ela é considerada por alguns pesquisadores
como uma forte metodologia? Como trabalhar com a Modelagem
Matemática em sala de aula com os alunos das escolas indígenas?
Como é vista nos cursos de Graduação em Matemática? De que
maneira podemos apresentar essas atividades aos alunos na
Educação Indígena? Essas são questões que tentaremos responder
buscando por aspectos que as contemplem, não necessariamente
seguindo essa ordem em que foram apresentadas, mas que possam
atender aos anseios e inquietações da Educação Indígena escolar.
Na sequência, para que você compreenda um pouco mais sobre
o ensino por meio da Modelagem Matemática, realizaremos uma
breve apresentação sobre o contexto histórico dessa tendência da

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

Educação Matemática no cenário brasileiro.

Modelagem matemática e seu contexto histórico

A Modelagem Matemática vem sendo discutida no cenário


brasileiro desde o final dos anos de 1970 e início dos anos 80 e
também é associada a outras tendências da Educação Matemática,
como, por exemplo, as Tecnologias de Informação e Comunicação,
Etnomatemática e Resolução de Problemas.
No início dos trabalhos com a Modelagem Matemática no
Brasil, destacaram-se os seguintes pesquisadores: “[...] Aristides C.
Barreto, Ubiratan D’Ambrosio, Rodney C. Bassanezi, João Frederico
Mayer, Marineuza Gazzetta e Eduardo Sebastiani” (BIEMBENGUT,
2009, p. 8). Esses pesquisadores iniciaram seus trabalhos na época
com a Modelagem Matemática voltada ao Ensino Superior. Já os
pioneiros dessa tendência na Educação Básica foram Dionísio
Burak e Maria Salett Biembengut.
Esses autores contribuíram de forma significativa para
o desenvolvimento da Modelagem Matemática no Brasil e
motivaram outros professores e pesquisadores a seguirem
nessa mesma direção, dentre os quais podemos destacar: Jonei
Cerqueira Barbosa2 , Ademir Donizeti Caldeira3 e Lourdes Maria
Werle de Almeida4. Autores esses que também contribuíram e
contribuem sobre diversas formas e compreensões referentes à
implementação da Modelagem Matemática em sala de aula.
No entanto, essa tendência passou a ganhar dimensões maiores
a partir do ano de 1999, quando foi realizada a I Conferência
Nacional sobre Modelagem na Educação Matemática (I CNMEM)
promovida pela Universidade Estadual Paulista – UNESP de Rio
Claro com o tema “Modelagem no Ensino de Matemática”.
Outros eventos que também contribuíram para potencializar
ainda mais o ensino da Matemática por meio da Modelagem
Matemática no âmbito nacional foram: o Encontro Nacional de
Educação Matemática – ENEM, que teve início em 1987 e hoje está

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

na sua XIII edição; o Encontro Paranaense de Educação Matemática


– EPREM, que teve início em 1989 e hoje está na sua XV edição; e
o Encontro Paranaense de Modelagem na Educação Matemática –
EPMEM, iniciado no ano de 2004 e que, atualmente, se aproxima
de sua IX edição.
Desde então, a Modelagem Matemática vem se destacando
no âmbito da Educação Matemática e tem alcançado seu
reconhecimento no cenário brasileiro, visto que ela está presente em
diversas pesquisas desenvolvidas e nos principais acontecimentos
direcionados à Educação Matemática, como especificamos nos
encontros, eventos e congressos da área mencionada.
Mas como a atividade de Modelagem Matemática é
compreendida pela comunidade de pesquisa? Sobre essas
compreensões, discorreremos brevemente na sequência.

Síntese de algumas concepções sobre a modelagem


matemática na educação matemática

Ainda que existam outros autores que discorram sobre


o trabalho com a Modelagem Matemática e que contribuam
significativamente com as pesquisas para o ensino e aprendizagem
dos conteúdos Matemáticos no âmbito da sala de aula e que
poderiam ser apresentados neste texto, salientamos que, neste
momento, elencaremos cinco autores, que têm suas compreensões
acerca da Modelagem Matemática alinhadas ao que pretendemos
discutir neste Caderno Pedagógico.
São eles: Bassanezi (2002), Biembengut (1990, 1997), Burak
(1987, 1992), Barbosa (2001) e Almeida (2004).

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

Quadro 1: Compreensões sobre a Modelagem Matemática na Educação Mate-


mática
Autores Compreensões
Diz que “a modelagem consiste, essencialmente,
Bassanezi na arte de transformar situações da realidade em
(2002, p. 24) problemas matemáticos cujas soluções devem ser
interpretadas na linguagem usual”.
Entende a Modelagem Matemática “como um
processo que envolve a obtenção de um modelo”.
E que “[...] além do conhecimento de matemática,
Biembengut o modelador precisa ter uma dose significativa de
(1997. p, 65) intuição e criatividade para interpretar o contexto,
saber discernir que conteúdo matemático melhor
se adapta [...]”.
Diz que a Modelagem Matemática “constitui-se
em um conjunto de procedimentos cujo objetivo
Burak é estabelecer um paralelo para tentar explicar,
(1992, p. 62) matematicamente, os fenômenos presentes no
cotidiano do ser humano, ajudando-o a fazer
predições e a tomar decisões”.
Discorre que a “modelagem é um ambiente de
Barbosa aprendizagem no qual os alunos são convidados a
(2001, p. 06) indagar e/ou investigar, por meio da matemática,
situações oriundas de outras áreas da realidade”.

Dizem que “o uso da Modelagem Matemática


como alternativa pedagógica na qual fazemos
Almeida uma abordagem, por meio da Matemática, de
e Vertuan uma situação-problema não essencialmente
(2011, p. 27) matemática é denotativo da necessidade de
articulação entre definição, investigação e
resolução.
Fonte: Os autores

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

Ao apresentarmos essas compreensões podemos observar


que, mesmo com diferentes entendimentos sobre a Modelagem
Matemática, os autores alinham um aspecto de utilizar a realidade
do aluno como ponto inicial para desenvolver o trabalho com a
Modelagem Matemática em sala de aula. Assim, é partindo desse
cotidiano, dessas vivências diárias, que consideramos pertinente
e incentivamos o trabalho com atividades dessa tendência na
Educação Indígena.
Mas como a Modelagem Matemática é vista pelos futuros
professores de Matemática? Como essa tendência é apresentada
nos cursos de graduação? Esses são aspectos que iremos discorrer
brevemente neste momento.

Síntese da modelagem matemática na formação de


professores

Segundo Oliveira (2016), na maioria das universidades do nosso


país a disciplina de Modelagem Matemática é pouco ofertada nos
cursos de graduação em Matemática. O que ocorre na maioria dos
cursos é que, quando é ofertada, acontece de maneira isolada,
com carga horária reduzida, e/ou, em muitas vezes, somente na
disciplina de Tendências da Educação Matemática.
Esses aspectos podem estar relacionados à baixa adesão a
atividades de Modelagem Matemática na sala de aula na Rede
de Educação Básica brasileira, uma vez que a falta de contato
com essa tendência na graduação, e até mesmo quando tais
acadêmicos eram alunos na Educação Básica, contribuem para
que os professores não se sintam seguros em inserir Modelagem
Matemática em suas salas de aula.
Mas essa tendência vem conquistando seu espaço, mesmo
que a passos lentos, também para a graduação em Matemática dos
povos indígenas. A Modelagem Matemática vem sendo aplicada
em alguns cursos de Educação Escolar Indígena e também aparece
em alguns trabalhos discutidos em anais de eventos voltados ao
ensino da Matemática dos povos indígenas.
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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

Neste sentido, consideramos pertinente neste momento


trazermos algumas discussões sobre essa tendência da Educação
Matemática para este curso de Graduação mediante o Caderno
Pedagógico aqui apresentado.
Buscamos apresentar de forma clara a vocês, futuros/as
professores/as de Matemática, como podem ser desenvolvidas
no contexto da sala de aula da Educação Indígena atividades
desse cunho. Lembramos que ao apresentarmos essa tendência
metodológica neste Caderno Pedagógico não temos a pretensão
de romper com práticas pedagógicas já instauradas, pois uma
mudança de prática envolve muita reflexão e tempo. A Modelagem
Matemática pode ser mais uma forte alternativa pedagógica, um
pontapé inicial para possíveis mudanças na forma de ensinar
Matemática no contexto das escolas indígenas. Segundo o
Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI),

Recorrer à matemática para analisar e interpretar situações


é um dos aspectos mais importantes da educação matemática.
Buscar estratégias de solução, comparando diferentes
possibilidades, pontos de vista e métodos, é fundamental
para o processo de ensino e aprendizagem. Isto exige, em
primeiro lugar, transformar situações da vida cotidiana em
suporte para o estudo da matemática. Logo acreditamos que a
Modelagem Matemática contempla esses aspectos propostos
pelo RCNEI, quando trabalhada em sala de aula envolvendo os
acontecimentos do dia a dia dos alunos da aldeia (1998, p. 184).

E é sobre esses aspectos do contexto escolar que passaremos


a discorrer na próxima seção, tendo como base a Modelagem
Matemática em sala de aula. E todas as discussões e sugestões
que serão apresentadas em relação a essa tendência poderão
ser exploradas também no âmbito da sala de aula na educação
indígena.

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

A modelagem matemática em sala de aula

Um dos grandes desafios para os professores em sala de


aula está direcionado a elaborar estratégias que possam motivar
seus alunos para a aprendizagem dos conteúdos matemáticos. O
que vimos na maioria das vezes são elaborações de problemas
fictícios em que o professor passa na lousa e explica um modelo
de resolução do exercício e os alunos tendem a reproduzi-lo por
diversas vezes, em alguns casos chegando até a exaustão.
Não estamos aqui desmerecendo o ensino tido como
tradicional, entendemos que toda forma de ensinar tem sua
importância. O que estamos tentando dizer é que, às vezes, a falta
de empatia pela Matemática por parte de muitos alunos, sejam
eles da Educação Profissional, Educação do Campo, Educação de
Jovens e Adultos, Educação Indígena, entre outras, pode estar
relacionada à maneira como ela é trabalhada em sala de aula,
como, por exemplo, em muitas vezes fazendo o uso de exercícios
fictícios e descontextualizados.
Assim, compreendemos que a Modelagem Matemática vem
na contramão do ensino tido como tradicional, uma vez que ela
é considerada pela comunidade da Educação Matemática como
uma forte metodologia de ensino que poderá romper com as
concepções que estão impregnadas na sociedade de modo geral
sobre o fato de muitos considerarem as aulas de Matemática
maçantes.
Pesquisas apontam que quando os alunos são indagados
sobre problemas reais do seu cotidiano, esses aspectos acabam
provocando certas inquietações e interesses em buscar solucionar
aquele problema proposto, abrindo possibilidades para discussões,
pesquisas e trocas de experiências com os colegas, tornando assim
a aula mais prazerosa.
Vale ressaltar que não estamos aqui afirmando que todas as
aulas de Matemática precisam ser adaptadas para a implementação
da Modelagem Matemática, mas ela é uma metodologia que

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

pode ser inserida gradativamente nas aulas de Matemática


para potencializar a aprendizagem, tornando o aluno um sujeito
mais ativo e crítico diante das situações-problema, uma vez que
na atividade de Modelagem o(a) professor(a) tem o papel de
orientador(a), ou seja, auxilia e debate com seus/suas alunos(as)
sobre o problema proposto e não como papel de um transmissor
que traz as respostas prontas ou explica um modelo no quadro,
como já mencionamos.
Quando falamos em Modelagem Matemática em sala de
aula, salientamos que não é algo novo somente para o aluno,
muitos professores se sentem inseguros e incomodados em sair
da sua zona de conforto e mudar sua prática pedagógica para
falar e discutir sobre diversos assuntos que, em muitas vezes, se
distanciam do cunho da Matemática.
A Modelagem Matemática não deve ser encarada pelos(as)
professores(as) como uma aula prática ou como justificativa para
iniciar determinado conteúdo, mas sim, como um espaço para
debater sobre problemas reais do seu cotidiano.
Assim, no contexto indígena, podemos explorar a Modelagem
Matemática sobre diversos aspectos segundo o Referencial
Curricular Nacional para Escolas Indígenas, como, por exemplo, o
meio ambiente, reservas florestais, calendário astronômico, fases
da lua e suas influências para medir o tempo, fontes de alimentos
dos rios, queimadas, produção sustentável, pinturas corporais,
território indígena, danças e construção de suas casas entre outras
coisas, buscando sempre soluções partindo do conhecimento dos
conteúdos matemáticos adquiridos pelos(as) alunos(as).
E é sobre estes aspectos de como o(a) professor(a) pode
apresentar as atividades de Modelagem aos seus alunos no âmbito
da Educação Indígena e como ele poderá se sentir mais seguro para
implementar tais atividades em sala de aula que iremos explicitar
a seguir.
As atividades de Modelagem Matemática podem ser
apresentadas aos alunos sobre vários aspectos segundo Barbosa

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

(2001):
• O(a) professor(a) pode trazer uma atividade mais fechada,
elaborada por ele, contendo uma reportagem sobre determinado
assunto do contexto escolar e informações suficientes para que os
alunos possam pesquisar, debater, interpretar e responder com
os colegas em grupo o problema proposto.
• Outra maneira é o(a) professor(a), junto com seus alunos,
debaterem sobre possíveis temas pertinentes ao seu povo e
escolher um do interesse da turma, e, na sequência, formar
pequenos grupos para solucionar o problema levantado em
questão, lembrando que o professor realiza o papel, em todos os
momentos, de orientador nas atividades.
• Um terceiro modo é uma atividade mais aberta, em que o aluno
fica responsável por levantar o problema que esteja acontecendo
em sua comunidade, em sua região, em seu estado, país ou no
mundo, como, por exemplo, os aspectos da pandemia, e explicitar
sobre suas inquietações, e, junto com o professor, elaborar uma
interrogação e, em grupo, pesquisar, debater com os colegas de
sala e apresentar as possíveis soluções.
Essas são algumas das possíveis maneiras de implementações
de uma atividade de Modelagem Matemática. Ressaltamos que
todos os temas apresentados no que se referem ao contexto
indígena podem ser estruturados pelo professor e trabalhados em
sala de aula com os alunos na Educação Indígena.

Sobre as atividades propostas neste Caderno Pedagógico

Para facilitar estas questões de organização de uma atividade


de Modelagem Matemática sobre os temas sugeridos, passaremos,
neste momento, a apresentar algumas atividades para que
você possa resolver, por intermédio dos seus conhecimentos já
adquiridos sobre o tema, consultando pessoas do seu povo ou
pesquisando, quando possível, na internet.
Informamos que este momento será de grande importância

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

para que você possa se familiarizar com essa metodologia de ensino


e os modos como podemos trabalhar e apresentar as atividades de
Modelagem Matemática no contexto da sala de aula na Educação
Indígena.
Vale ressaltar que, nas atividades que serão desenvolvidas neste
momento, optamos por apresentar trechos de textos, reportagens
e imagens para ilustrá-las com informações matemáticas, valores e
gráficos. Essa forma de apresentação, além de trazer informações
sobre os temas abordados, pode, por meio de discussões e debates,
promover possíveis reflexões, uma vez que esses textos abrem
possibilidades de estudos para além dos conteúdos matemáticos,
visto que estão diretamente ligados aos assuntos de interesse da
comunidade indígena.
Outro aspecto das atividades de Modelagem Matemática é
que, ao final de cada texto, propomos uma ou duas interrogações
por atividade, que deverão ser respondidas descrevendo passo a
passo todo o processo de resolução, apresentando cuidadosamente
todos os levantamentos e cálculos que foram utilizados, e se achar
necessário, os resultados podem ser apresentados por meio de
gráficos ou tabelas.
Para orientá-lo(a) sobre o trabalho com as atividades que
propomos, apresentaremos a seguir uma atividade de Modelagem
Matemática resolvida, para ilustrar os possíveis passos que você
poderá seguir durante a resolução das atividades. Além disso, se
possível, você poderá conversar com o seu professor e com os
seus colegas de classe e debater sobre as soluções das atividades
propostas.

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

UNIDADE II

ATIVIDADES DE MODELAGEM MATEMÁTICA

1ª Atividade de Modelagem Matemática – Tema: Coronavírus


nas aldeias indígenas

O texto a seguir traz algumas informações sobre a mortalidade


e sobre a taxa de contaminação por covid-19 entre os povos
indígenas:

Trechos retirados do texto de Deutsche Welle (11/12/2020)

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

O primeiro caso de covid-19 entre os povos indígenas,


confirmado em 8 de abril, foi o de uma mulher de 20 anos, do
povo Kokama, na região do Alto Rio Solimões, no Amazonas,
que trabalhava como agente indígena de saúde.
A infecção ocorreu depois de um médico da Sesai (Secretaria
Especial de Saúde Indígena), órgão do Ministério da Saúde
responsável pelo atendimento nas terras indígenas, passar as
férias em São Paulo e voltar àquela região em 25 de março para
atender aos indígenas, segundo o relatório da Apib.
O número de mortes de indígenas, atualizado até 4ª feira
(9/dez./2020), é contabilizado pelo Comitê Nacional pela Vida
e Memória Indígena, criado pela Apib (Articulação dos Povos
Indígenas do Brasil). A entidade lançou nessa 5ª feira (10 dez.)
um relatório sobre como a covid-19 vem afetando os povos
originários.
A pandemia da covid-19 provocou até o momento a morte
de 889 indígenas e a contaminação de 41.250 integrantes de
161 dos 305 povos originários que vivem no Brasil. A taxa de
mortalidade entre a população indígena [...] é 16% superior à
mortalidade geral no Brasil pela doença [...].

(Fonte: [Link]
-19-entre-indigenas-e-16-maior-dw/)

18
MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

Problema proposto

A) Levando em consideração o crescimento médio dos casos de


contaminação pela covid-19 na população indígena, apresentados
no texto anterior, em quanto tempo, aproximadamente, o número
de casos poderá chegar em 50 mil contaminados?

Possível solução para a questão A

* Para a resolução da atividade, pensamos, num primeiro


momento, em fazer uma média diária de contaminação com os
dados que foram fornecidos no texto;
* De acordo com o texto, o 1º caso foi registrado no dia 08 de
abril de 2020, e a pesquisa foi publicada com data do dia 09 de
dezembro de 2020, num intervalo de 8 meses. Certo? Consideramos
cada mês com 30 dias, obtemos um total de 240 dias (8 meses
vezes 30 dias = 240 dias);
* Podemos pegar o total de contaminados deste período de
oito meses, que foi de 41.250 indígenas, e dividir pelo número de
dias, para fazer uma média diária;
* Logo, temos 41.250 indígenas contaminados dividido por 240
dias, isso gerou uma média, aproximadamente, de 172 indígenas/
dia (41.250: 240 = 171, 875);
* Para fazer a previsão de quanto tempo o valor de contaminados
poderá chegar em 50 mil, optamos por realizar o cálculo pela
diferença, ou seja, 50.000 – 41.250 = 8.750 indígenas;
* Assim, temos o total de 8.750 indígenas que poderão ser
contaminados para atingir o valor de 50 mil. E ao dividirmos este
valor de 8.750 pela média diária de contaminação, que é de 172,
chegamos em 50,8 dias (8.750: 172 = 50,872...);
* Logo, se a média diária for mantida, em aproximadamente
51 dias o número de indígenas contaminados por covid-19 poderá
chegar em 50 mil, aproximadamente, no final do mês de janeiro
de 2021.

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

Apresentamos apenas um dos possíveis caminhos que os


alunos poderão seguir para chegar ao resultado. Porém, eles
também poderão conseguir resolver o problema proposto fazendo
uma média aritmética mensal e não diária, ou até mesmo, realizar
uma estimativa por meio de uma progressão de crescimento, entre
outras possibilidades.
Vale ressaltar que essa é uma característica da atividade de
Modelagem Matemática, cabendo ao professor o cuidado de não
apresentar previamente um modelo de resolução no quadro, para
que não tenha um único caminho a ser seguido pelos alunos.
Resolvemos, neste primeiro momento, o problema proposto
na primeira alternativa. Na sequência, dando continuidade ao
tema covid-19, propomos outra discussão para que você possa
escrever sobre o enfrentamento dessa doença em sua aldeia.

B) Sabemos que os povos indígenas se esforçam para preservar


seus saberes culturais e repassá-los de gerações em gerações.
Diante dessa afirmação, elabore um texto descrevendo alguns
procedimentos característicos da cultura de seu povo indígena que
você considera que contribui para o enfrentamento da covid-19,
juntamente com as medidas sanitárias estabelecidas pelo sistema
de saúde (10 linhas aproximadamente).

Observação importante sobre as atividades propostas

Das quatro atividades a seguir, você pode escolher para


responder apenas duas, as quais estiverem mais relacionadas
ao seu cotidiano ou as duas que mais te chamarem atenção. As
outras duas atividades são opcionais, ou seja, não são obrigatórias,
mantêm-se como reflexão dos temas, no entanto, elas podem
ser utilizadas como proposta de atividade a ser desenvolvida
futuramente com seus alunos no âmbito da sala de aula.

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MODELAGEM MATEMÁTICA
Ciências Matemáticas e da Natureza

2ª Atividade de Modelagem Matemática – Tema: Taxa de


natalidade e mortalidade dos povos indígenas

O texto a seguir traz informes sobre o crescimento da população


indígena e discute resumidamente sobre outros aspectos dos
povos indígenas no Brasil.

Trechos retirados do texto: Estrutura etária, natalidade e


mortalidade do povo indígena Xavante, de Mato Grosso, Amazônia,
Brasil

Até meados da década de setenta, acreditava-se ser


inevitável o desaparecimento dos povos indígenas no Brasil,
uma vez que sua população continuava a decrescer, vitimada
por epidemias, conflitos interétnicos, dentre outros. No
entanto, surpreendendo as expectativas mais alarmantes, a
partir dos anos oitenta, consolidou-se um quadro de reversão
da tendência de declínio demográfico.
Atualmente, a taxa de crescimento da população indígena
é, em média, de 3,5% ao ano, superando a taxa nacional de
1,6% para a população geral.
Conforme apontado por Santos e Coimbra Jr., a despeito
dessa intensa dinâmica, o perfil demográfico e epidemiológico
dos povos indígenas no Brasil continua muito pouco conhecido,
o que decorre da exiguidade de investigações, da ausência de
inquéritos regulares, assim como da precariedade dos sistemas
de informações sobre morbidade e mortalidade. Além disso,
qualquer discussão sobre a demografia e o processo saúde/
doença dos povos indígenas precisa levar em consideração a
enorme sociodiversidade existente. São aproximadamente
duzentas etnias, falantes de centenas de línguas distintas, que
têm experiências de interação com a sociedade nacional as mais
diversas. Há desde alguns poucos grupos ainda relativamente
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isolados na Amazônia, até outros com significativas parcelas de


suas populações vivendo em centros urbanos nas mais diversas
regiões do país.
(Fonte: [Link]
d=S1413-81232010000700058)

Resolva o problema

A) Levando em consideração a taxa de natalidade do seu


povo (de sua aldeia) nos últimos dez anos, qual foi o percentual
de crescimento ou decrescimento? Seguindo nessa mesma
direção, qual será, aproximadamente, o número de pessoas
vivendo em sua aldeia no ano de 2030?
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3ª Atividade de Modelagem Matemática – Tema: Impacto


cultural na alimentação dos povos indígenas

O texto a seguir explicita sobre algumas questões da mudança


na alimentação de alguns povos indígenas e relata que essa
alteração está relacionada, entre outras coisas, ao contato com os
não indígenas e também com outras tribos.

Trechos retirados do texto: Alimentação e nutrição indígena

As mudanças alimentares entre povos indígenas são


geralmente descritas com base no contraste entre os quadros
“pré” e “pós-contato” com não indígenas, concentrando-se no
impacto da adoção de novas práticas sobre seus perfis de saúde.
As descrições tendem a retratar um padrão pré-contato estático,
posteriormente “corrompido” pelos hábitos introduzidos. No
entanto, isso corresponde a uma simplificação da realidade. É
preciso lembrar que nenhuma sociedade fica “congelada” ao
longo do tempo, mas que vai se modificando gradualmente. A
cultura de um povo e tudo o que ela inclui – a alimentação, por
exemplo – é dinâmica, passa por modificações, mas nem por
isso deixa de ser a cultura daquele povo.
Assim, mesmo antes dos encontros com não indígenas, as
culturas indígenas já se modificavam, inclusive porque várias
delas mantinham contatos entre si. Pensar na alimentação
indígena como algo estável e livre de modificações até que
houvesse o contato com os colonizadores, quando então
se modificou por completo, é um engano. A descrição de
um conjunto de práticas alimentares tradicional, estático e
totalmente vulnerável aos hábitos trazidos por não indígenas
não faz jus à riqueza de ideias que, como vimos, orienta a
alimentação indígena. E nem devemos pensar que novos
alimentos e hábitos são incorporados pelos nativos de qualquer
maneira, simplesmente porque lhes são apresentados ou

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porque a cultura indígena é mais “frágil” ou “fraca”.


A partir do contato entre povos, observa-se a introdução de
elementos que vão de novos itens alimentares até novas formas
de preparo e consumo. É importante lembrar que a adoção de
novas práticas alimentares não acontece sem a mediação da
população, isto é, sem que as ideias e valores que permeiam
seu cotidiano “filtrem” o processo de mudanças, adotando os
elementos que lhes parecem mais adequados.

(Fonte: [Link]

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Resolva o problema

A) Faça um levantamento dos 10 produtos alimentares mais


utilizados para a preparação das refeições em sua aldeia. Desses
produtos selecionados, quantos por cento, aproximadamente,
é extraído ou produzido 100% em seu território (aldeia)?
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4ª Atividade de Modelagem Matemática – Tema: Problemas


respiratórios dos povos indígenas em decorrência das
queimadas

As duas imagens a seguir trazem algumas informações sobre


as queimadas ocorridas recentemente em nosso país, apresentam
algumas informações sobre os indígenas mais suscetíveis às
doenças e mostram, graficamente, o aumento de internações em
decorrência das queimadas.

Figura 1: Retirada do texto – Fumaça de incêndios impulsiona internações de


indígenas

Fonte:[Link]
styles/imagem-grande/public/nsa/prancheta_1-[Link]?itok=rY-
qWtL4Y

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Figura 2: Retirada do texto – Fumaça de incêndios impulsiona internações de


indígenas

Fonte: [Link]
styles/imagem-grande/public/nsa/prancheta_6-[Link]?itok=Izj-
FLUQY

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Resolva os problemas

A) Com base nas informações contidas nas duas imagens,


em que são apresentadas as idades e a porcentagem dos povos
indígenas mais suscetíveis a internações em consequência das
queimadas, qual a quantidade, aproximadamente, de pessoas de
sua aldeia que pertencem à idade de maior risco?
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B) Que percentual elas representam do total da população de


sua aldeia?
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5ª Atividade de Modelagem Matemática – Tema: Formigas


cortadeiras

Apresentamos, no texto a seguir, de maneira sucinta, algumas


informações sobre o controle das formigas cortadeiras. Salientamos
que elas são consideradas um problema que vem atingindo ao
longo dos anos plantações em diversas regiões no país. Contudo,
neste momento, vamos limitar as discussões das atividades ao
controle especificamente no território indígena.

Trechos extraídos do texto: Formigas Cortadeiras: Aprenda a


Controlar!

As formigas cortadeiras, Atta spp. (saúvas) e Acromyrmex


spp. (quenquéns), possuem ampla distribuição geográfica e
são consideradas as principais pragas dos reflorestamentos
no Brasil, devido ao elevado número de colônias por área, ao
grande número de indivíduos por colônia, à grande voracidade
e à sua presença constante nos plantios florestais.
Tanto as saúvas (Atta spp.) quanto as quenquéns
(Acromyrmex spp.) causam sérios danos às plantas devido ao
corte de folhas, brotos e cachos.
A atividade das formigas é prejudicial em qualquer fase do
ciclo das plantas, porém o dano é maior na fase de formação,
quando paralisa temporariamente seu crescimento e, por isso,
temos de fazer controle das formigas.

Controle da formiga cortadeira

Acredita-se que alguns dos princípios da filosofia do manejo


integrado de pragas não se aplicam para formigas cortadeiras
de modo geral, pelas particularidades ecofisiológicas,
comportamentais e reprodutivas desses insetos eussociais.
Um dos princípios básicos do MIP é a determinação da

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menor densidade populacional que causa prejuízo econômico,


o nível de dano econômico, necessário para a tomada de
decisão para adoção ou não de medidas de controle.

Controle de Cultura

A utilização de culturas armadilhas, como gergelim, capim


braquiarão, mamona ou batata-doce, que pode apresentar
efeitos tóxicos ou repelir as formigas cortadeiras, é considerado
um método cultural.
Essas culturas podem ser plantadas na borda das culturas
principais, podendo servir também como alimento alternativo.
A aração e gradagem do solo são considerados métodos de
controle cultural por alguns autores.

Controle mecânico

Em sauveiros jovens (até 4 meses de idade), onde a rainha


ainda está a poucos centímetros da superfície, um método
simples e eficiente de se acabar com o sauveiro é a escavação
e morte da rainha.
A aração do terreno antes do plantio funciona da mesma
maneira, podendo matar a rainha. Porém essas táticas não
funcionam em sauveiros mais velhos.
Outro método, bastante antigo, utilizado é o de proteção
das copas das árvores, que consiste em utilizar tiras cobertas
de graxa ou vaselina amarradas no tronco das árvores.
Pode-se também utilizar gel adesivo ao redor do tronco
ou anéis com água. Esses métodos visam evitar o acesso
das formigas às folhas, mas são praticamente inviáveis em
plantações extensas.

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Controle Químico

O uso de produtos químicos é o método mais eficaz para


eliminar as formigas cortadeiras. Somente as colônias das
saúvas muito jovens podem ser destruídas mecanicamente,
por meio de escavação.

(Fonte: [Link]

Resolva o problema

A) O texto traz alguns produtos orgânicos, mecânicos e


químicos para o combate às formigas cortadeiras. Em sua aldeia,
quando utilizados alguns desses produtos, como é feito o cálculo
para saber qual a quantidade adequada de produto que deve
ser utilizado em um formigueiro? Explique, registrando todos os
passos e também os procedimentos matemáticos utilizados.
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REFERÊNCIAS

ALMEIDA, L. M. W. de. Modelagem Matemática e formação de


professores. In: Encontro Nacional de Educação Matemática, 8.,
2004, Recife. Anais... Recife: Sociedade Brasileira de Educação
Matemática, 2004.

ALMEIDA, L. M. W.; VERTUAN, R. E. Discussões sobre “como fazer”


modelagem matemática na sala de aula. Práticas de modelagem
matemática na educação matemática, 2011.

BARBOSA, J. C. Modelagem Matemática: concepções e


experiências de futuros professores. 2001. 253 f. Tese (Doutorado
em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências
Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2001.

BASSANEZI, R. C. Ensino-aprendizagem com modelagem


matemática: uma nova estratégia. São Paulo: Contexto, 2002.

BIEMBENGUT, M. S. Modelação matemática como método de


ensino-aprendizagem de matemática em cursos de 1º e 2º graus.
Dissertação de mestrado – UNESP, São Paulo: 1990.

______. Doutorado em Engenharia de Produção e Sistemas, pela


Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC – SC: 1997.

BIEMBENGUT, M. S.; MARTINS, R. Mapeamento dos programas


curriculares de Modelagem Matemática dos Cursos de Formação
de Educadores de Matemática (licenciaturas) do Brasil. Centro, v.
11, p. 01-11, 2009.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular


nacional para as escolas indígenas. Brasília, DF, 1998.

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BURAK, D. Modelagem Matemática: uma metodologia alternativa


para o ensino da Matemática na 5ª série. 1987. 186 f. Dissertação
(Mestrado em Educação Matemática) Instituto de Geociências e
Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 1987.
______. Modelagem Matemática: ações e interações no processo
de ensino-aprendizagem. Campinas: FE/UNICAMP, 1992 (Tese de
Doutorado). p. 460.

OLIVEIRA, W. P. Modelagem Matemática nas Licenciaturas em


Matemática das Universidades Estaduais do Paraná. 2016. 154 f.
Dissertação (Mestrado) – Curso de Pós-graduação Stricto Sensu em
Educação, Sociedade, Estado e Educação, Universidade Estadual
do Oeste do Paraná, Cascavel, 2016.

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BIOGRAFIA DOS AUTORES

Silvio Rogerio Martins possui graduação


em Ciências/Matemática pela Universidade
Paranaense – UNIPAR (2003) e mestrado em
Ensino pela Universidade Estadual do Oeste
do Paraná – UNIOESTE (2016). Atualmente é
professor pela Secretaria de Educação do Estado
do Paraná – SEED. Tem experiência na área de
Matemática, com ênfase em Modelagem Matemática, atuando
principalmente nos seguintes temas voltados à pesquisa e espaços
de Formação Continuada de professores. Participa, desde 2015,
das discussões do grupo de pesquisa: Formação de Professores
de Ciências e Matemática – FOPECIM – da UNIOESTE, na linha de
pesquisa Tendências, Modelagem Matemática e Fenomenologia.
Email: sylvio.r@[Link]

Adailton Alves da Silva formado em


Matemática. Mestre e Doutor em Educação
Matemática. Professor adjunto da Faculdade
de Ciências Exatas e Tecnológicas – FACET/
UNEMAT e da Faculdade Indígena Intercultural –
FAINDI/UNEMAT. Tem experiência em Educação
Básica, Superior e Educação Escolar Indígena.
Pesquisador dos Grupos de Pesquisa: Grupo de Estudo e Pesquisa
em Etnomatemática – Unesp/CNPq. Rio Claro – SP e Warã – Grupo
de Estudos e Pesquisa em Educação Etnomatemática – Unemat/
CNPq. Vinculado aos Mestrados PPGECM, ProfMat e coordenador
do PPGECII – Unemat – Barra do Bugres – MT. E-mail: adailtonbbg@
[Link]

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Isaías Munis Batista
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SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO...............................................
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APRESENTAÇÃO
Prezado(a) acadêmico(a),
É com imenso prazer que inici
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Educação Básica, com os quais nos reunimos uma vez por mês para 
di
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Ao iniciarmos
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Educação Matemática no cenário brasileiro.
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na sua XIII edição; o Encontro Paranaense de Educação Matemática 
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Quadro 1: Compreensões sobre a Modelagem Matemática na Educação

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