Sambas
1. Se alguém perguntar por mim
2. Samba da Benção
3. Cantando eu mando a tristeza embora
4. Corcovado
5. Meditação
Quem acreditou
No amor, no sorriso, na flor
Então sonhou, sonhou
E perdeu a paz
O amor, o sorriso e a flor
Se transformam depressa demais
Quem, no coração
Abrigou a tristeza de ver
Tudo isto se perder
E, na solidão
Procurou um caminho e seguiu
Já descrente de um dia feliz
Quem chorou, chorou
E tanto que seu pranto já secou
Quem depois voltou
Ao amor, ao sorriso e à flor
Então tudo encontrou
Pois a própria dor
Revelou o caminho do amor
E a tristeza acabou
[Link] da alegria
E eu que andava nessa escuridão
De repente foi me acontecer
Me roubou o sono e a solidão
Me mostrou o que eu temia ver
Sem pedir licença, nem perdão
Veio louca pra me enlouquecer
Vou dormir querendo despertar
Pra depois de novo conviver
Com essa luz que veio me habitar
Com esse fogo que faz arder
Me dá medo e vem me encorajar
Fatalmente me fará sofrer
Ando escravo da alegria
Hoje em dia minha gente
Isso não é normal
Se o amor é fantasia
Eu me encontro ultimamente
Em pleno carnaval
7. Tarde em Itapuã
8. Cerrado
9. Samba do Avião
10. Hoje o samba saiu
Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala
Você era a favorita onde eu era mestre-sala
Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua
Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua
Hoje o samba saiu, lá iá, lá iá!
Procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer
O meu samba se marcava na cadência dos seus passos
O meu sono se embalava no carinho dos seus braços
Hoje de teimoso eu passo bem em frente ao seu portão
Pra lembrar que sobra espaço no barraco e no cordão
Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria
Quero que você assista na mais fina companhia
Se você sentir saudade, por favor não dê na vista
Bate palmas com vontade, faz de conta que é turista
1. Foram me chamar
2. Eu vim de Ilha de Maré
3. Sonho meu
Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe, sonho meu
Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe, sonho meu
Vai mostrar esta saudade, sonho meu
Com a sua liberdade (sonho meu)
No meu céu, a estrela guia se perdeu
A madrugada fria só me traz melancolia, sonho meu
Sinto o canto da noite
Na boca do vento
Fazer a dança das flores
No meu pensamento
Traz a pureza de um samba
Sentido, marcado de mágoas de amor
Um samba que mexe o corpo da gente
E o vento vadio, embalando a flor, sonho meu
4. É água do mar, é maré cheia
5. Deixe-me ir, preciso andar
6. A sorrir eu pretendo levar
[Link] tristeza
Dei um aperto de saudade no meu tamborim
Molhei o pano da cuíca com as minhas lágrimas
Dei meu tempo de espera para a marcação e cantei
A minha vida na avenida sem empolgação
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão
Fiz o estandarte com as minhas mágoas
Usei como destaque a tua falsidade
Do nosso desacerto fiz meu samba enredo
No velho som do meu surdo dividi meus versos
Nas platinelas do pandeiro coloquei surdina
Marquei o último ensaio em qualquer esquina
Manchei o verde esperança da nossa bandeira
Marquei o dia do desfile para a quarta-feira
8. Desilusão
9. Coração Leviano
[Link] de Favela
O galo já não canta mais no Cantagalo
A água (já) não corre mais na Cachoeirinha
Menino não pega mais manga na Mangueira
E agora que cidade grande é a Rocinha!
Ninguém faz mais jura de amor no Juramento
Ninguém vai-se embora do Morro do Adeus
Prazer se acabou lá no Morro dos Prazeres
E a vida é um inferno na Cidade de Deus
Não sou do tempo das armas
Por isso ainda prefiro
Ouvir um verso de samba
Do que escutar som de tiro
Pela poesia dos nomes de favela
A vida por lá já foi mais bela
Já foi bem melhor de se morar
Mas hoje essa mesma poesia pede ajuda
Ou lá na favela a vida muda
Ou todos os nomes vão mudar
2. O mar serenou
O mar serenou quando ela pisou na areia
Quem samba na beira do mar é sereia
O pescador não tem medo
É segredo se volta ou se fica no fundo do mar
Ao ver a morena bonita sambando
Se explica que não vai pescar
Deixa o mar serenar
A lua brilhava vaidosa
De si orgulhosa e prosa com que deus lhe deu
Ao ver a morena sambando
Foi se acabrunhando então adormeceu o sol apareceu
Um frio danado que vinha
Do lado gelado que o povo até se intimidou
Morena aceitou o desafio Sambou
E o frio sentiu seu calor e o samba se esquentou
A estrela que estava escondida
Sentiu-se atraída depois então apareceu
Mas ficou tão enternecida Indagou
A si mesma a estrela afinal será ela ou sou eu
3.Não deixe o samba morrer
4. Cabo, meu pai
O pai me disse que a tradição é lanterna
Vem do ancestral, é moderna
Bem mais que o modernoso
E aí é o meu coração que governa
Na treva é a luz mais eterna
O Todo Mais Poderoso
Também me disse
Com aquele jeito orgulhoso
Que o samba é mais que formoso
Que ninguém lhe passa a perna
É a marola que vira o mar furioso
Netuno misterioso o tesouro das cavernas
A jura é pra quem rezar
A reza é pra quem jurar
A alma pra sempre é do criador
Maré muda com o luar
Futuro é pra quem lembrar
Se é isso que o pai ensinou
Cabô
Cabô, meu pai, cabô, oh
Cabô, meu pai, cabô
5.Tá escrito
Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora
Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora
Às vezes a felicidade demora a chegar
Aí é que a gente não pode deixar de sonhar
Guerreiro não foge da luta e não pode correr
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer
É dia de sol, mas o tempo pode fechar
A chuva só vem quando tem que molhar
Na vida é preciso aprender
Se colhe o bem que plantar
É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar
[Link] aqui o que é
[Link] do Brasil
Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Brasil! Pra mim! Pra mim!
Ô, abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Brasil! Brasil!
Deixa cantar de novo o trovador
À merencória luz da Lua
Toda canção do meu amor
Quero ver essa Dona caminhando
Pelos salões, arrastando
O seu vestido rendado
Brasil! Brasil! Pra mim! Pra mim!
Brasil, terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiscreto
O Brasil, verde que dá
Para o mundo se admirar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Brasil! Pra mim! Pra mim!
Ô! Esse coqueiro que dá coco
Onde eu amarro a minha rede
Nas noites claras de luar
Brasil! Brasil!
Ô! Estas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
E onde a Lua vem brincar
Ô! Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil! Brasil! Pra mim! Pra mim!
[Link] Brasil
As selvas te deram nas noites teus ritmos bárbaros
E os negros trouxeram de longe reservas de pranto
Os brancos falaram de amor em suas canções
E dessa mistura de vozes nasceu o teu canto
Brasil, minha voz enternecida
Já adorou os seus brasões
Na expressão mais comovida
Das mais ardentes canções
Também na beleza desse céu
Onde o azul é mais azul
Na aquarela do Brasil
Eu cantei de norte a sul
Mas agora o teu cantar
Meu Brasil, quero escutar
Nas preces da sertaneja
Nas ondas do rio-mar
Oh, esse rio turbilhão
Entre selvas de rojão
Continente a caminhar
No céu, no mar, na terra
Canta Brasil
Diga! Uh!
[Link] a hora dessa gente bronzeada
[Link] e garantiram que o mundo ia se
acabar
Anunciaram e garantiram
que o mundo ia se acabar;
Por causa disso a minha gente
lá de casa começou a rezar...
Até disseram que o sol ia nascer
antes da madrugada:
Por causa disso nesta noite
lá no morro não se fez batucada
Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei na boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maillot
E o tal do mundo não se acabou...
Chamei um gajo com quem não me dava
e perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
gastei com ele mais de "quinhentão"!
Agora eu soube que o gajo anda
dizendo coisa que não se passou
Vai ter barulho, vai ter confusão
porque o mundo não se acabou...
Anunciaram e garantiram
que o mundo ia se acabar...
[Link] macaco no seu galho
Cho, chuá
Cada macaco no seu galho
Cho, chuá
Eu não me canso de falar
Cho, chuá
O meu galho é na Bahia
Cho, chuá
O seu é em outro lugar
Não se aborreça, moço da cabeça grande
Você vem não sei de onde
Fica aqui, não vai pra lá
Esse negócio da mãe preta ser leiteira
Já encheu sua mamadeira
Vá mamar noutro lugar
[Link] da Bahia
Quem chega na praça Cayru
E olha pra cima, o que é que vê?
Vê o Elevador Lacerda
Que vive a subir e a descer
É o retrato fiel da Bahia
Baiana vendendo alegria
Coisinha gostosa de dendê
(Acarajé ô, ô, ô, ô...)
É o retrato fiel da Bahia
Baiana vendendo alegria
Coisinha gostosa de dendê
Lá na rampa do mercado
Saveirinho abarrotado
Muito fruto em bom-bocado
Tudo bom pra se comer
[Link] valente
Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar
Com o coração
Olha lá!
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente
Mas veja só
A gente sabe
Esse humor
É coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai não
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver na pior
[Link] é não ter a vergonha
10. É hoje
1. Ê baiana
2. Baiana que entra no samba
Baiana que entra no samba e só fica parada
Não canta, não samba, não bole nem nada
Não sabe deixar a mocidade louca
Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira
Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras
E deixa a moçada com água na boca
Baiana que entra no samba e só fica parada
Não canta, não samba, não bole nem nada
Não sabe deixar a mocidade louca
Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira
Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras
E deixa a moçada com água na boca
A falsa baiana quando entra no samba
Ninguém se incomoda
Ninguém bate palma, ninguém abre a roda
Ninguém grita: - ôba
Salve a Bahia, Senhor!
Mas a gente gosta quando uma baiana requebra direitinho
De cima embaixo revira os olhinhos
E diz eu sou filha de São Salvador
3.O samba da minha terra
O samba da minha terra deixa a gente mole
Quando se canta, todo mundo bole
Quando se canta, todo mundo bole
Eu nasci com o samba, no samba me criei
Do danado do samba nunca me separei
Eu nasci com o samba, no samba me criei
Do danado do samba nunca me separei
O samba da minha terra deixa a gente mole
Quando se canta, todo mundo bole
Quando se canta, todo mundo bole
[Link] lá no Morro
Alvorada
Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando
Meus caminhos tão sem vida
E o que me resta é bem pouco
Quase nada, de que ir assim
Vagando numa estrada perdida
[Link] maloca
Se o senhor não está lembrado
Da licença de contar
Que aqui onde agora está
Esse edifício alto
Era uma casa velha um palacete abandonado
Foi aqui seu moço
Que eu, Mato Grosso e o Joca
Construímos nossa maloca
Mais um dia nem quero me lembrar
Veio os homens com as ferramentas
O dono mando derruba
Peguemo' toda' nossas coisas
E fumos pro meio da rua
Apreciar a demolição
Que tristeza que eu sentia
Cada táuba que caia
Doía no coração
Mato Grosso quis gritar
Mas em cima eu falei
Os homens está 'cá razão
Nós arranja outro lugar
Só se conformemos quando o Joca falou
"Deus dá o frio conforme o cobertor"
E hoje nós pega a paia nas grama do jardim
E pra esquecer nós cantemos assim
Saudosa maloca, maloca querida
Que din donde nós passemos dias feliz de nossa vida
Saudosa maloca, maloca querida
Que din donde nós passemos dias feliz de nossa vida
[Link] das 11
[Link] vou pra Maracangália
Eu vou prá Maracangalha
Eu vou!
Eu vou de liforme branco
Eu vou!
Eu vou de chapeu de palha
Eu vou!
Eu vou convidar Anália
Eu vou!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só sem Anália
Mas eu vou!...(3x)
Eu vou só!...(16x)
[Link] que roupa eu vou
Agora vou mudar minha conduta
Eu vou pra luta
Pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com a força bruta
Pra poder me reabilitar
Pois esta vida não está sopa
E eu pergunto: Com que roupa?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
Agora eu não ando mais fagueiro
Pois o dinheiro
Não é fácil de ganhar
Mesmo eu sendo um cabra trapaceiro
Não consigo ter nem pra gastar
Eu já corri de vento em popa
Mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
Eu hoje estou pulando como sapo
Pra ver se escapo
Desta praga de urubu
Já estou coberto de farrapo
Eu vou acabar ficando nu
Meu terno já virou estopa
E eu nem sei mais com que roupa
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
Seu português agora deu o fora
Já foi-se embora
E levou seu capital
Esqueceu quem tanto amou outrora
Foi no Adamastor pra Portugal
Pra se casar com uma cachopa
Mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
[Link] e você, sempre
Logo, logo, assim que puder
Por enquanto 'tá doendo
E quando a saudade quiser me deixar cantar
Vão saber que andei sofrendo
E que agora, longe de mim
Você possa enfim ter felicidade
Nem que faça um tempo ruim
Não se sinta assim
Só pela metade
Ontem demorei pra dormir
'Tava assim, sei lá
Meio passional por dentro
Se eu tivesse o dom de fugir pra qualquer lugar
Ia feito um pé de vento
Sem pensar no que aconteceu
Nada mais é meu
Nem o pensamento
Por falar em nada que é meu
Encontrei o anel que você esqueceu
Aí foi que o barraco desabou
Nessa que meu barco se perdeu
Nele está gravado
Só você e eu
10. Encontro das águas
Sem querer te perdi tentando te encontrar
Por te amar demais sofri, amor
Me senti traído e traidor
Fui cruel sem saber que entre o bem e o mal
Deus criou um laço forte, um nó
E quem viverá um lado só?
A paixão veio assim, afluente sem fim
Rio que não deságua
Aprendi com a dor nada mais é o amor
Que o encontro das águas
Esse amor
Hoje vai pra nunca mais voltar
Como faz o velho pescador
Quando sabe que é a vez do mar
Qual de nós
Foi buscar o que já viu partir
Quis gritar mas segurou a voz
Quis chorar mas conseguiu sorrir?
A paixão veio assim, afluente sem fim
Rio que não deságua
Aprendi com a dor nada mais é o amor
Que o encontro das águas
A paixão veio assim, afluente sem fim
Rio que não deságua
Aprendi com a dor nada mais é o amor
Que o encontro das águas
Quem eu sou
Pra querer
Entender o amor?
[Link] de viagem
Fui de viagem, passei em Barreiras
Fui de viagem, passei em Barreiras
Avisa a meus companheiros
Sou eu, Manoel de Isaías
… Na ida levei tristeza
Na volta trouxe alegria
Passei pela Quixabeira
Mané me deu uma carreira
Que até hoje corria
… E tu não vais como o passarinho
Que fez um ninho e avoou
Voou, voou, voou, voou
Mas eu fiquei sozinho
Sem teu carinho, sem teu amor
… E tu não vais como o passarinho
Que fez um ninho e avoou
Voou, voou, voou, voou
Mas eu fiquei sozinho
Sem teu carinho, sem teu amor
… Oh, meu Santo Amaro
Eu vim lhe conhecer
Eu vim lhe conhecer
Samba, santo-amarense
Pra gente aprender
Pra gente aprender
… Diz, diz, vai
Alo meu Santo Amaro
Eu vim lhe conhecer
Eu vim lhe conhecer
Samba, santo-amarense
Pra gente aprender
Pra gente aprender
[Link]-mar
Dentro do mar tem rio
Dentro de mim tem o quê?
Vento, raio e trovão,
as águas do meu querer
Dentro do mar tem rio
Lágrima, chuva, aguaceiro
Dentro do rio, um terreiro
Dentro do terreiro o quê?
Dentro do raio, trovão
Raio logo se vê
Depois da dor, se acende
Tua ausência na canção
Deságua em mim a paixão
No coração, um berreiro
Dentro de você o quê?
Chamas de amor em vão
Um mar de sim e de não
Dentro do mar tem rio
Calmaria e trovão
Dentro de mim tem o quê?
Dentro da dor, a canção
Dentro do guerreiro, a flor
Dama de espada na mão
Dentro de mim tem você, beira-mar
Beira-mar, ê-ê, beira-mar
Cheguei agora, ê-ê, beira-mar
Beira-mar, beira de rio
Ê-ê, beira-mar
[Link]
[Link] da laranjeira
[Link] onde vc mora
[Link] vi mamãe na areia
Vi mamãe na areia, vi mamãe na areia
Eu vi mamãe nas conchinhas do mar, vi mamãe na areia
Vi mamãe na areia, vi mamãe na areia
Eu vi mamãe nas conchinhas do mar, vi mamãe na areia
Aprendi samba-de-roda com mãe preta Benedita
No tempo que o Rio Vermelho tinha peixe Mariquita
E o terreiro Casa Branca, batia na Barroquinha
Quando em Água de Meninos, engenho de cana moia
Quando o terno do Arigofe, reisava na Soledade
E no largo dos Aflitos tinha samba de verdade
Vi mamãe na areia, vi mamãe na areia
Eu vi mamãe nas conchinhas do mar, vi mamãe na areia
Vi mamãe na areia, vi mamãe na areia
Eu vi mamãe nas conchinhas do mar, vi mamãe na areia
Quando preta Pixita vendia, seu quitute gostoso
Com dez tostoes se comprava abano de capim cheiroso
E quando o bonde subia o Bomfim com a procissão
O Charriot ja descia o Taboão
Quando Samuel de Deus no Vapor de Cachoeira
Saudava os Santos de Angola no jogo da Capoeira
[Link] pisada de preto
Traz amor, traz amor,
Traz amor daquele que sabe amar
Traz amor, traz amor,
Traz amor daquele que sabe amar, traz
Pedra pisada de preto
Luso bantu sudanesa
Precipício de beleza
Reconvexa alegria
Ímã de toda utopia
Rima de toda riqueza
Tudo isso com certeza só se vê
Só se vê na Bahia (Bis)
Gente que tira alegria da dor
Do batecum do batente
Todas as cores de gente
Contas de todos os guias
Uma nação diferente
Toda prosa e poesia
Tudo isso finalmente só se vê
Só se Vê Na Bahia
[Link]
[Link]
10. Andar com fé
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Que a fé 'tá na mulher
A fé 'tá na cobra coral
Oh, oh
Num pedaço de pão
A fé 'tá na maré
Na lâmina de um punhal
Oh, oh
Na luz, na escuridão
A fé 'tá na manhã
A fé 'tá no anoitecer
Oh, oh
No calor do verão
A fé 'tá viva e sã
A fé também 'tá pra morrer
Oh, oh
Triste na solidão
Certo ou errado até
A fé vai onde quer que eu vá
Oh, oh
A pé ou de avião
Mesmo a quem não tem fé
A fé costuma acompanhar
Oh, oh
Pelo sim, pelo não