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Matemática: Números e Operações Básicas

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MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

1. Sistema de numeração decimal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01


2. Números naturais: operações (adição, subtração, multiplicação e divisão), expressões numéricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 02
3. Múltiplos e divisores: critérios de divisibilidade, números primos, decomposição em fatores primos, mínimo múltiplo comum e máxi-
mo divisor comum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06
4. Números fracionários: representação e leitura, equivalência, simplificação, comparação, operações (adição, subtração, multiplicação
e divisão) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
5. Números decimais: representação e leitura, transformações (escrita de fração e número decimal), comparação, operações (adição,
subtração, multiplicação e divisão) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 08
6. Sistema monetário brasileiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
7. Sistema de medidas: comprimento, superfície, massa, volume, capacidade e tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
8. Porcentagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
9. Aplicação dos conteúdos acima listados em resolução de problemas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
10. Proposições simples; Proposições compostas; Conectivos (conjunção, disjunção, disjunção exclusiva, condicional e bicondicional);
Valor lógico de proposições e construção de tabelas-verdade; Álgebra proposicional; Equivalências lógicas; Negações dos conectivos
(conjunção, disjunção, disjunção exclusiva, condicional e bicondicional); Tautologia, contradição e contingência; Diagramas lógicos;
Lógica de argumentação. Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; deduzir novas
informações das relações fornecidas e avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações . . . . . . . . . . . . 15
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL. NÚMEROS DECIMAIS: REPRESENTAÇÃO E LEITURA, TRANSFORMAÇÕES (ESCRI-


TA DE FRAÇÃO E NÚMERO DECIMAL), COMPARAÇÃO, OPERAÇÕES (ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO E DIVI-
SÃO)

O sistema de numeração decimal é de base 10, ou seja utiliza 10 algarismos (símbolos) diferentes para representar todos os números.
Formado pelos algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, é um sistema posicional, ou seja, a posição do algarismo no número modifica o
seu valor.
É o sistema de numeração que nós usamos. Ele foi concebido pelos hindus e divulgado no ocidente pelos árabes, por isso, é também
chamado de «sistema de numeração indo-arábico».

Evolução do sistema de numeração decimal

Características
- Possui símbolos diferentes para representar quantidades de 1 a 9 e um símbolo para representar a ausência de quantidade (zero).
- Como é um sistema posicional, mesmo tendo poucos símbolos, é possível representar todos os números.
- As quantidades são agrupadas de 10 em 10, e recebem as seguintes denominações:
10 unidades = 1 dezena
10 dezenas = 1 centena
10 centenas = 1 unidade de milhar, e assim por diante

Exemplos

1
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Ordens e Classes
No sistema de numeração decimal cada algarismo representa uma ordem, começando da direita para a esquerda e a cada três ordens
temos uma classe.

CLASSE DOS CLASSE DOS CLASSE DOS CLASSE DAS


BILHÕES MILHÕES MILHARES UNIDADES SIMPLES
12ª 11ª 10ª 9ª 8ª 7ª 6ª 5ª 4ª 3ª 2ª 1ª
ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem
Centenas Dezenas Unidades Centenas Dezenas Unidades Centenas Dezenas Unidades
de de de de de de de de de Centenas Dezenas Unidades
Bilhão Bilhão Bilhão Milhão Milhão Milhão Milhar Milhar Milhas

Para fazer a leitura de números muito grandes, dividimos os algarismos do número em classes (blocos de 3 ordens), colocando um
ponto para separar as classes, começando da direita para a esquerda.

Exemplos
1) 57283
Primeiro, separamos os blocos de 3 algarismos da direita para a esquerda e colocamos um ponto para separar o número: 57. 283.
No quadro acima vemos que 57 pertence a classe dos milhares e 283 a classe das unidades simples. Assim, o número será lido como:
cinquenta e sete mil, duzentos e oitenta e três.

2) 12839696
Separando os blocos de 3 algarismos temos: 12.839.696
O número então será lido como: doze milhões, oitocentos e trinta e nove mil, seiscentos e noventa e seis.

Fonte:
[Link]

NÚMEROS NATURAIS: OPERAÇÕES (ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO), EXPRESSÕES NUMÉRICAS

Números Naturais
Os números naturais são o modelo matemático necessário para efetuar uma contagem.
Começando por zero e acrescentando sempre uma unidade, obtemos o conjunto infinito dos números naturais

- Todo número natural dado tem um sucessor


a) O sucessor de 0 é 1.
b) O sucessor de 1000 é 1001.
c) O sucessor de 19 é 20.

Usamos o * para indicar o conjunto sem o zero.

{1,2,3,4,5,6... . }

- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um antecessor (número que vem antes do número dado).
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente de zero.
a) O antecessor do número m é m-1.
b) O antecessor de 2 é 1.
c) O antecessor de 56 é 55.
d) O antecessor de 10 é 9.

Expressões Numéricas
Nas expressões numéricas aparecem adições, subtrações, multiplicações e divisões. Todas as operações podem acontecer em uma
única expressão. Para resolver as expressões numéricas utilizamos alguns procedimentos:

Se em uma expressão numérica aparecer as quatro operações, devemos resolver a multiplicação ou a divisão primeiramente, na
ordem em que elas aparecerem e somente depois a adição e a subtração, também na ordem em que aparecerem e os parênteses são
resolvidos primeiro.

2
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplo 1 2º) Terá um número infinito de algarismos após a vírgula, mas
10 + 12 – 6 + 7 lembrando que a dízima deve ser periódica para ser número racio-
22 – 6 + 7 nal
16 + 7
23 OBS: período da dízima são os números que se repetem, se
não repetir não é dízima periódica e assim números irracionais, que
Exemplo 2 trataremos mais a frente.
40 – 9 x 4 + 23
40 – 36 + 23
4 + 23
27

Exemplo 3
25-(50-30)+4x5
25-20+20=25

Números Inteiros
Podemos dizer que este conjunto é composto pelos números
naturais, o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Representação Fracionária dos Números Decimais
Este conjunto pode ser representado por: 1ºcaso) Se for exato, conseguimos sempre transformar com o
denominador seguido de zeros.
O número de zeros depende da casa decimal. Para uma casa,
um zero (10) para duas casas, dois zeros(100) e assim por diante.

Subconjuntos do conjunto :
1)Conjunto dos números inteiros excluindo o zero

{...-2, -1, 1, 2, ...}

2) Conjuntos dos números inteiros não negativos

{0, 1, 2, ...}

3) Conjunto dos números inteiros não positivos

{...-3, -2, -1}


2ºcaso) Se dízima periódica é um número racional, então como
Números Racionais podemos transformar em fração?
Chama-se de número racional a todo número que pode ser ex-
presso na forma , onde a e b são inteiros quaisquer, com b≠0 Exemplo 1
São exemplos de números racionais: Transforme a dízima 0, 333... .em fração
-12/51 Sempre que precisar transformar, vamos chamar a dízima dada
-3 de x, ou seja
-(-3) X=0,333...
-2,333...
Se o período da dízima é de um algarismo, multiplicamos por
As dízimas periódicas podem ser representadas por fração, 10.
portanto são consideradas números racionais. 10x=3,333...
Como representar esses números?
E então subtraímos:
Representação Decimal das Frações 10x-x=3,333...-0,333...
Temos 2 possíveis casos para transformar frações em decimais 9x=3
X=3/9
1º) Decimais exatos: quando dividirmos a fração, o número de- X=1/3
cimal terá um número finito de algarismos após a vírgula.
Agora, vamos fazer um exemplo com 2 algarismos de período.

Exemplo 2
Seja a dízima 1,1212...
Façamos x = 1,1212...
100x = 112,1212... .

Subtraindo:
100x-x=112,1212...-1,1212...

3
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
99x=111
X=111/99

Números Irracionais Intervalo:[a,b]


Conjunto: {x ϵ R|a≤x≤b}
Identificação de números irracionais
– Todas as dízimas periódicas são números racionais. Intervalo aberto – números reais maiores que a e menores que
– Todos os números inteiros são racionais. b.
– Todas as frações ordinárias são números racionais.
– Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.
– Todas as raízes inexatas são números irracionais.
– A soma de um número racional com um número irracional é Intervalo:]a,b[
sempre um número irracional. Conjunto:{xϵR|a<x<b}
– A diferença de dois números irracionais, pode ser um número
racional. Intervalo fechado à esquerda – números reais maiores que a ou
– Os números irracionais não podem ser expressos na forma , iguais a A e menores do que B.
com a e b inteiros e b≠0.

Exemplo: - = 0 e 0 é um número racional.

– O quociente de dois números irracionais, pode ser um núme-


ro racional. Intervalo:{a,b[
Conjunto {x ϵ R|a≤x<b}
Exemplo: : = = 2 e 2 é um número racional.
Intervalo fechado à direita – números reais maiores que a e
– O produto de dois números irracionais, pode ser um número menores ou iguais a b.
racional.

Exemplo: . = = 7 é um número racional.

Exemplo: radicais( a raiz quadrada de um número na- Intervalo:]a,b]


tural, se não inteira, é irracional. Conjunto:{x ϵ R|a<x≤b}

Números Reais Intervalos Ilimitados


Semirreta esquerda, fechada de origem b- números reais me-
nores ou iguais a b.

Intervalo:]-∞,b]
Conjunto:{x ϵ R|x≤b}

Semirreta esquerda, aberta de origem b – números reais me-


nores que b.

Fonte: [Link] Intervalo:]-∞,b[


Conjunto:{x ϵ R|x<b}
Representação na reta
Semirreta direita, fechada de origem a – números reais maiores
ou iguais a A.

Intervalo:[a,+ ∞[
Conjunto:{x ϵ R|x≥a}
Intervalos limitados
Intervalo fechado – Números reais maiores do que a ou iguais a Semirreta direita, aberta, de origem a – números reais maiores
e menores do que b ou iguais a b. que a.

4
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

Intervalo:]a,+ ∞[ 2) (am: an = am-n). Em uma divisão de potência de mesma base.


Conjunto:{x ϵ R|x>a} Conserva-se a base e subtraem os expoentes.

Potenciação Exemplos:
Multiplicação de fatores iguais 96 : 92 = 96-2 = 94

2³=2.2.2=8

Casos
1) Todo número elevado ao expoente 0 resulta em 1.
3) (am)n Potência de potência. Repete-se a base e multiplica-se
os expoentes.

Exemplos:
(52)3 = 52.3 = 56
2) Todo número elevado ao expoente 1 é o próprio número.

4) E uma multiplicação de dois ou mais fatores elevados a um


3) Todo número negativo, elevado ao expoente par, resulta em expoente, podemos elevar cada um a esse mesmo expoente.
um número positivo. (4.3)²=4².3²

5) Na divisão de dois fatores elevados a um expoente, podemos


elevar separados.

4) Todo número negativo, elevado ao expoente ímpar, resulta


em um número negativo.

Radiciação
Radiciação é a operação inversa a potenciação

5) Se o sinal do expoente for negativo, devemos passar o sinal


para positivo e inverter o número que está na base.

Técnica de Cálculo
A determinação da raiz quadrada de um número torna-se mais
fácil quando o algarismo se encontra fatorado em números primos.
6) Toda vez que a base for igual a zero, não importa o valor do Veja:
expoente, o resultado será igual a zero.
64 2
32 2
16 2
8 2
Propriedades
1) (am . an = am+n) Em uma multiplicação de potências de mesma 4 2
base, repete-se a base e soma os expoentes. 2 2

Exemplos: 1
24 . 23 = 24+3= 27
([Link]) .( 2.2.2)= 2.2.2. [Link]= 27 64=[Link].2.2=26

5
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Como é raiz quadrada a cada dois números iguais “tira-se” um
e multiplica.
Exemplo

Observe: Adição e subtração


1 1 1
3.5 = (3.5) = 3 .5 = 3. 5
2 2 2
Para fazer esse cálculo, devemos fatorar o 8 e o 20.

De modo geral, se 8 2 20 2
4 2 10 2
*
a ∈ R+ , b ∈ R+ , n ∈ N , 2 2 5 5
1 1
Então:
n
a.b = n a .n b

O radical de índice inteiro e positivo de um produto indicado é Caso tenha:


igual ao produto dos radicais de mesmo índice dos fatores do radi-
cando. Não dá para somar, as raízes devem ficar desse modo.

Raiz quadrada de frações ordinárias Racionalização de Denominadores


Normalmente não se apresentam números irracionais com
1 1 radicais no denominador. Ao processo que leva à eliminação dos
2 2 2 2 2
2 radicais do denominador chama-se racionalização do denominador.
Observe: =  = 1 = 1º Caso: Denominador composto por uma só parcela
3 3 3
32
a na
* *
De modo geral, se a ∈ R+ , b ∈ R , n ∈ N , então: n =
+
b nb
O radical de índice inteiro e positivo de um quociente indicado
é igual ao quociente dos radicais de mesmo índice dos termos do
radicando.
2º Caso: Denominador composto por duas parcelas.
Raiz quadrada números decimais

Devemos multiplicar de forma que obtenha uma diferença de


quadrados no denominador:
Operações

MÚLTIPLOS E DIVISORES: CRITÉRIOS DE DIVISIBILIDA-


Operações DE, NÚMEROS PRIMOS, DECOMPOSIÇÃO EM FATORES
PRIMOS, MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM E MÁXIMO DI-
VISOR COMUM
Multiplicação
Múltiplos
Exemplo Um número é múltiplo de outro quando ao dividirmos o pri-
meiro pelo segundo, o resto é zero.

Divisão

6
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplo 15,6 2
15,3 3
5,1 5
1

Para o mmc, fica mais fácil decompor os dois juntos.


Basta começar sempre pelo menor primo e verificar a divisão
O conjunto de múltiplos de um número natural não-nulo é in-
com algum dos números, não é necessário que os dois sejam divisí-
finito e podemos consegui-lo multiplicando-se o número dado por
veis ao mesmo tempo.
todos os números naturais.
Observe que enquanto o 15 não pode ser dividido, continua
M(3)={0,3,6,9,12,...}
aparecendo.
Divisores
Assim, o mmc (15,24) = 23.3.5 = 120
Os números 12 e 15 são múltiplos de 3, portanto 3 é divisor de
12 e 15.
Exemplo
D(12)={1,2,3,4,6,12}
O piso de uma sala retangular, medindo 3,52 m × 4,16 m, será
D(15)={1,3,5,15}
revestido com ladrilhos quadrados, de mesma dimensão, inteiros,
de forma que não fique espaço vazio entre ladrilhos vizinhos. Os
Observações:
ladrilhos serão escolhidos de modo que tenham a maior dimensão
– Todo número natural é múltiplo de si mesmo.
possível.
– Todo número natural é múltiplo de 1.
Na situação apresentada, o lado do ladrilho deverá medir
– Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos múlti-
plos.
(A) mais de 30 cm.
- O zero é múltiplo de qualquer número natural.
(B) menos de 15 cm.
(C) mais de 15 cm e menos de 20 cm.
Máximo Divisor Comum
(D) mais de 20 cm e menos de 25 cm.
O máximo divisor comum de dois ou mais números naturais
(E) mais de 25 cm e menos de 30 cm.
não-nulos é o maior dos divisores comuns desses números.
Resposta: A.
Para calcular o m.d.c de dois ou mais números, devemos seguir
as etapas:
• Decompor o número em fatores primos 352 2 416 2
• Tomar o fatores comuns com o menor expoente 176 2 208 2
• Multiplicar os fatores entre si.
88 2 104 2
Exemplo: 44 2 52 2
22 2 26 2
15 3 24 2 11 11 13 13
5 5 12 2 1 1
1 6 2
3 3 Devemos achar o mdc para achar a maior medida possível
E são os fatores que temos iguais:25=32
1
Exemplo
15 = 3.5 24 = 23.3 (MPE/SP – Oficial de Promotora I – VUNESP/2016) No aero-
porto de uma pequena cidade chegam aviões de três companhias
O fator comum é o 3 e o 1 é o menor expoente. aéreas. Os aviões da companhia A chegam a cada 20 minutos, da
m.d.c companhia B a cada 30 minutos e da companhia C a cada 44 mi-
(15,24) = 3 nutos. Em um domingo, às 7 horas, chegaram aviões das três com-
panhias ao mesmo tempo, situação que voltará a se repetir, nesse
Mínimo Múltiplo Comum mesmo dia, às:
O mínimo múltiplo comum (m.m.c) de dois ou mais números é (A) 16h 30min.
o menor número, diferente de zero. (B) 17h 30min.
(C) 18h 30min.
Para calcular devemos seguir as etapas: (D) 17 horas.
• Decompor os números em fatores primos (E) 18 horas.
• Multiplicar os fatores entre si
Resposta: E.
Exemplo:
20,30,44 2
15,24 2 10,15,22 2
15,12 2

7
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

5,15,11 3 24 : 6 . 5 = 20
Devemos proceder, agora, como no primeiro caso, simplifican-
5,5,11 5 do o resultado, quando possível:
1,1,11 11
9 20 = 9 + 20 29
1,1,1 + =
24 24 24 24
Mmc(20,30,44)=2².3.5.11=660 3 5 9 20 9 + 20 29
Portanto: + = + = =
1h---60minutos 8 6 24 24 24 24
x-----660
x=660/60=11
Na adição e subtração de duas ou mais frações que têm os
denominadores diferentes, reduzimos inicialmente as frações ao
Então será depois de 11horas que se encontrarão
menor denominador comum, após o que procedemos como no pri-
7+11=18h
meiro caso.

Multiplicação
NÚMEROS FRACIONÁRIOS: REPRESENTAÇÃO E LEITU-
RA, EQUIVALÊNCIA, SIMPLIFICAÇÃO, COMPARAÇÃO, Exemplo 4
OPERAÇÕES (ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO E 2
De uma caixa de frutas, 5 são bananas. Do total de bananas,
DIVISÃO) estão estragadas. Qual é a fração de frutas da caixa que estão
3
estragadas?
Números Fracionários

Adição e Subtração
Representa 4/5 do conteúdo da caixa
Frações com denominadores iguais:

Exemplo 3 2
Jorge comeu 8 de um tablete de chocolate e Miguel 8 desse
mesmo tablete. Qual a fração do tablete de chocolate que Jorge e
Miguel comeram juntos?
A figura abaixo representa o tablete de chocolate. Nela tam-
Representa 2/3 de 4/5 do conteúdo da caixa.
bém estão representadas as frações do tablete que Jorge e Miguel
comeram:
Repare que o problema proposto consiste em calcular o valor
2
de 3 de 4 que, de acordo com a figura, equivale a 8 do total de fru-
5 15
tas. De acordo com a tabela acima, 2 de 4 equivale a 2 . 4 . Assim
3 5 3 5
3/8 2/8 sendo:
2. 4= 8
5/8
3 5 15
3 2 5
Observe que + =
8 8 8 Ou seja:
Portanto, Jorge e Miguel comeram juntos 5 do tablete de cho- 2 2 4 8
8 de 4 = . = 2.4 =
colate. 3 5 3 5 3.5 15
Na adição e subtração de duas ou mais frações que têm deno-
minadores iguais, conservamos o denominador comum e somamos
O produto de duas ou mais frações é uma fração cujo numera-
ou subtraímos os numeradores.
dor é o produto dos numeradores e cujo denominador é o produto
dos denominadores das frações dadas.

Outro exemplo: 2 . 4 . 7 2.4.7 56


Outro Exemplo: = =
3 5 9 3.5.9 135
3 5 7 3+5−7 1
+ − = = Observação: Sempre que possível, antes de efetuar a multipli-
2 2 2 2 2
cação, podemos simplificar as frações entre si, dividindo os nume-
radores e os denominadores por um fator comum. Esse processo de
Frações com denominadores diferentes:
simplificação recebe o nome de cancelamento.
3 5
Calcular o valor de 8 + 6 . Inicialmente, devemos reduzir as fra- 3
21 . 4 . 9 12
ções ao mesmo denominador comum: =
31 5 10 5 25
mmc (8,6) = 24 3 5 = 9 20
+ +
8 6 24 24
24 : 8 . 3 = 9

8
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Divisão
Duas frações são inversas ou recíprocas quando o numerador 5,32 + 12,5 + 0, 034 = 352 + 125 + 34 =
de uma é o denominador da outra e vice-versa. 100 10 1000
5320 12500 34 17854
Exemplo = + + = = 17, 854
1000 1000 1000 1000
2 3
é a fração inversa de
3 2 Portanto: 5,32 + 12,5 + 0, 034 = 17, 854
1
5 ou 5 é a fração inversa de
1 5
Na prática, a adição e a subtração de números decimais são
obtidas de acordo com a seguinte regra:
Considere a seguinte situação: - Igualamos o número de casas decimais, acrescentando zeros.
4
- Colocamos os números um abaixo do outro, deixando vírgula
Lúcia recebeu de seu pai os dos chocolates contidos em uma embaixo de vírgula.
5
caixa. Do total de chocolates recebidos, Lúcia deu a terça parte para - Somamos ou subtraímos os números decimais como se eles
o seu namorado. Que fração dos chocolates contidos na caixa rece- fossem números naturais.
beu o namorado de Lúcia? - Na resposta colocamos a vírgula alinhada com a vírgula dos
A solução do problema consiste em dividir o total de chocolates números dados.
4
que Lúcia recebeu de seu pai por 3, ou seja, 5 : 3.
1
Por outro lado, dividir algo por 3 significa calcular desse algo. Exemplo
3
2,35 + 14,3 + 0, 0075 + 5
4 1 4
Portanto: : 3 = de
5 3 5 Disposição prática:
2,3500
1 4 1 4 4 1 4 14,3000
Como de = . = . , resulta que 4 : 3 = 0,0075
3 5 3 5 5
3 5 5
5,0000
21,6575
: 3= 4 . 1
1 5 3

São frações inversas

Observando que as frações 3 e 1 são frações inversas, pode-


mos afirmar que: 1 3 Multiplicação
Para dividir uma fração por outra, multiplicamos a primeira Vamos calcular o valor do seguinte produto: 2,58 x 3,4.
pelo inverso da segunda. Transformaremos, inicialmente, os números decimais em fra-
4 4 3 4 1 4 ções decimais:
Portanto :3= : = . =
5 5 1 5 3 15 258 34 8772
2,58 x 3,4 = . = = 8,772
4 100 10 1000
Ou seja, o namorado de Lúcia recebeu do total de chocola-
tes contidos na caixa. 15 Portanto 2,58 x 3,4 = 8,772
1
4 8 4 5 5
Outro exemplo: : = . = Na prática, a multiplicação de números decimais é obtida de
3 5 3 82 6 acordo com as seguintes regras:
Observação: - Multiplicamos os números decimais como se eles fossem nú-
3 meros naturais.
2 3 1
Note a expressão: . Ela é equivalente à expressão : . - No resultado, colocamos tantas casas decimais quantas forem
1 2 5 as do primeiro fator somadas às do segundo fator.
3 5
2 3 1 3 5 15
Portanto 1 = : = . = Exemplo: 652,2 x 2,03
2 5 2 1 2
5
Disposição prática:
Números Decimais 652,2 → 1 casa decimal
x 2,03 → 2 casas decimais
Adição e Subtração 19 566
Vamos calcular o valor da seguinte soma: 1 304 4
1 323,966 → 1 + 2 = 3 casas decimais
5,32 + 12,5 + 0, 034
Transformaremos, inicialmente, os números decimais em fra-
ções decimais:

9
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
DIVISÃO

Numa divisão em que: 9,775 4,250 9,775 4,250


1 2750 2, 1 2750 2,3
D é o dividendo 0000
d é o divisor temos: D d D=q.d+r
q é o quociente r q
r é o resto
Acrescentamos um zero Colocamos uma
Numa divisão, o resto é sempre menor que o divisor ao primeiro resto. vírgula no quociente.

Vamos, por exemplo, efetuar a seguinte divisão: 24 : 0,5. Exemplo 3


0,14 : 28
Inicialmente, multiplicaremos o dividendo e o divisor da divi-
são dada por 10. 0,14000 28,00
0000 0,005
24 : 0,5 = (24 . 10) : (0,5 . 10) = 240 : 5
A vantagem de tal procedimento foi a de transformarmos em
número natural o número decimal que aparecia na divisão. Com
isso, a divisão entre números decimais se transforma numa equiva- Exemplo 4
lente com números naturais. 2 : 16

Portanto: 24 : 0,5 = 240 : 5 = 48 20 16


Na prática, a divisão entre números decimais é obtida de acor- 40 0,125
do com as seguintes regras: 80
- Igualamos o número de casas decimais do dividendo e do di- 0
visor.
- Cortamos as vírgulas e efetuamos a divisão como se os núme-
ros fossem naturais.

Exemplo 1
24 : 0,5 SISTEMA MONETÁRIO BRASILEIRO

Disposição prática: 24,0 0,5 O primeiro dinheiro do Brasil foi à moeda-mercadoria. Durante
40 48 muito tempo, o comércio foi feito por meio da troca de mercado-
0 rias, mesmo após a introdução da moeda de metal.
As primeiras moedas metálicas (de ouro, prata e cobre) chega-
ram com o início da colonização portuguesa. A unidade monetária
de Portugal, o Real, foi usada no Brasil durante todo o período co-
Nesse caso, o resto da divisão é igual à zero. Assim sendo, a lonial. Assim, tudo se contava em réis (plural popular de real) com
divisão é chamada de divisão exata e o quociente é exato. moedas fabricadas em Portugal e no Brasil. O Real (R) vigorou até 07
de outubro de 1833. De acordo com a Lei nº 59, de 08 de outubro
Exemplo 2 de 1833, entrou em vigor o Mil-Réis (Rs), múltiplo do real, como
9,775 : 4,25 unidade monetária, adotada até 31 de outubro de 1942.
Disposição prática: 9,775 4,250 No século XX, o Brasil adotou nove sistemas monetários ou
1 275 2 nove moedas diferentes (mil-réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzeiro,
cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real, real).
Por meio do Decreto-Lei nº 4.791, de 05 de outubro de 1942,
uma nova unidade monetária, o cruzeiro – Cr$ veio substituir o mil-
Nesse caso, o resto da divisão é diferente de zero. Assim sendo, -réis, na base de Cr$ 1,00 por mil-réis.
a divisão é chamada de divisão aproximada e o quociente é apro- A denominação “cruzeiro” origina-se das moedas de ouro (pe-
ximado. sadas em gramas ao título de 900 milésimos de metal e 100 milési-
mos de liga adequada), emitidas na forma do Decreto nº 5.108, de
Se quisermos continuar uma divisão aproximada, devemos 18 de dezembro de 1926, no regime do ouro como padrão mone-
acrescentar zeros aos restos e prosseguir dividindo cada número tário.
obtido pelo divisor. Ao mesmo tempo em que colocamos o primeiro
zero no primeiro resto, colocamos uma vírgula no quociente. O Decreto-Lei nº 1, de 13 de novembro de 1965, transformou
o cruzeiro – Cr$ em cruzeiro novo – NCr$, na base de NCr$ 1,00 por
Cr$ 1.000. A partir de 15 de maio de 1970 e até 27 de fevereiro de
1986, a unidade monetária foi novamente o cruzeiro (Cr$).
Em 27 de fevereiro de 1986, Dílson Funaro, ministro da Fa-
zenda, anunciou o Plano Cruzado (Decreto-Lei nº 2.283, de 27 de
fevereiro de 1986): o cruzeiro – Cr$ se transformou em cruzado –

10
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Cz$, na base de Cz$ 1,00 por Cr$ 1.000 (vigorou de 28 de fevereiro Cruzeiro Novo
de 1986 a 15 de janeiro de 1989). Em novembro do mesmo ano, o Cr$1000 = NCr$1(com centavos) 13.02.1967
Plano Cruzado II tentou novamente a estabilização da moeda. Em O Decreto-Lei nº 1, de 13 de novembro de1965 (D.O.U. de 17
junho de 1987, Luiz Carlos Brésser Pereira, ministro da Fazenda, de novembro de 1965), regulamentado pelo Decreto nº 60.190, de
anunciou o Plano Brésser: um Plano Cruzado “requentado” avaliou 08 de fevereiro de1967 (D.O.U. de 09 de fevereiro de 1967), insti-
Mário Henrique Simonsen. tuiu o Cruzeiro Novo como unidade monetária transitória, equiva-
Em 15 de janeiro de 1989, Maílson da Nóbrega, ministro da lente a um mil cruzeiros antigos, restabelecendo o centavo. O Con-
Fazenda, anunciou o Plano Verão (Medida Provisória nº 32, de 15 selho Monetário Nacional, pela Resolução nº 47, de 08 de fevereiro
de janeiro de 1989): o cruzado – Cz$ se transformou em cruzado de 1967, estabeleceu a data de 13.02.67 para início de vigência do
novo – NCz$, na base de NCz$ 1,00 por Cz$ 1.000,00 (vigorou de 16 novo padrão.
de janeiro de 1989 a 15 de março de 1990).
Exemplo: Cr$ 4.750 (quatro mil, setecentos e cinquenta cru-
Em 15 de março de 1990, Zélia Cardoso de Mello, ministra da zeiros) passou a expressar-se NCr$ 4,75(quatro cruzeiros novos e
Fazenda, anunciou o Plano Collor (Medida Provisória nº 168, de 15 setenta e cinco centavos).
de março de 1990): o cruzado novo – NCz$ se transformou em cru-
zeiro – Cr$, na base de Cr$ 1,00 por NCz$ 1,00 (vigorou de 16 de Cruzeiro
março de 1990 a 28 de julho de 1993). Em janeiro de 1991, a infla- De NCr$ para Cr$ (com centavos) 15.05.1970
ção já passava de 20% ao mês, e o Plano Collor II tentou novamente A Resolução nº 144, de 31 de março de 1970 (D.O.U. de 06 de
a estabilização da moeda. abril de 1970), do Conselho Monetário Nacional, restabeleceu a de-
A Medida Provisória nº 336, de 28 de julho de1993, transfor- nominação Cruzeiro, a partir de 15 de maio de 1970, mantendo o
mou o cruzeiro – Cr$ em cruzeiro real – CR$, na base de CR$ 1,00 centavo.
por Cr$ 1.000,00 (vigorou de 29 de julho de 1993 a 29 de junho de
1994). Exemplo: NCr$ 4,75 (quatro cruzeiros novos e setenta e cinco
Em 30 de junho de 1994, Fernando Henrique Cardoso, ministro centavos) passou a expressar-se Cr$ 4,75(quatro cruzeiros e setenta
da Fazenda, anunciou o Plano Real: o cruzeiro real – CR$ se trans- e cinco centavos).
formou em real – R$, na base de R$ 1,00 por CR$ 2.750,00 (Medida
Provisória nº 542, de 30 de junho de 1994, convertida na Lei nº Cruzeiros
9.069, de 29 de junho de 1995). (sem centavos) 16.08.1984
O artigo 10, I, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, A Lei nº 7.214, de 15 de agosto de 1984 (D.O.U. de 16.08.84),
delegou ao Banco Central do Brasil competência para emitir papel- extinguiu a fração do Cruzeiro denominada centavo. Assim, a im-
-moeda e moeda metálica, competência exclusiva consagrada pelo portância do exemplo, Cr$ 4,75 (quatro cruzeiros e setenta e cinco
artigo 164 da Constituição Federal de 1988. centavos), passou a escrever-se Cr$ 4, eliminando-se a vírgula e os
Antes da criação do BCB, a Superintendência da Moeda e do algarismos que a sucediam.
Crédito (SUMOC), o Banco do Brasil e o Tesouro Nacional desempe-
nhavam o papel de autoridade monetária. Cruzado
A SUMOC, criada em 1945 e antecessora do BCB, tinha por Cr$ 1000 = Cz$1 (com centavos) 28.02.1986
finalidade exercer o controle monetário. A SUMOC fixava os per- O Decreto-Lei nº 2.283, de 27 de fevereiro de 1986 (D.O.U. de
centuais de reservas obrigatórias dos bancos comerciais, as taxas 28 de fevereiro de 1986), posteriormente substituído pelo Decre-
do redesconto e da assistência financeira de liquidez, bem como os to-Lei nº 2.284, de 10 de março de 1986 (D.O.U. de 11 de março de
juros. Além disso, supervisionava a atuação dos bancos comerciais, 1986), instituiu o Cruzado como nova unidade monetária, equiva-
orientava a política cambial e representava o País junto a organis- lente a um mil cruzeiros, restabelecendo o centavo. A mudança de
mos internacionais. padrão foi disciplinada pela Resolução nº 1.100, de 28 de fevereiro
O Banco do Brasil executava as funções de banco do governo, e de 1986, do Conselho Monetário Nacional.
o Tesouro Nacional era o órgão emissor de papel-moeda.
Exemplo: Cr$ 1.300.500 (um milhão, trezentos mil e quinhen-
Cruzeiro tos cruzeiros) passou a expressar-se Cz$ 1.300,50 (um mil e trezen-
1000 réis = Cr$1(com centavos) 01.11.1942 tos cruzados e cinquenta centavos).
O Decreto-Lei nº 4.791, de 05 de outubro de 1942 (D.O.U. de 06
de outubro de 1942), instituiu o Cruzeiro como unidade monetária Cruzado Novo
brasileira, com equivalência a um mil réis. Foi criado o centavo, cor- Cz$ 1000 = NCz$1 (com centavos) 16.01.1989
respondente à centésima parte do cruzeiro. A Medida Provisória nº 32, de 15 de janeiro de 1989 (D.O.U. de
16 de janeiro de 1989), convertida na Lei nº 7.730, de 31 de janeiro
Exemplo: 4:750$400 (quatro contos, setecentos e cinquenta de 1989 (D.O.U. de 01 de fevereiro de 1989), instituiu o Cruzado
mil e quatrocentos réis) passou a expressar-se Cr$ 4.750,40 (quatro Novo como unidade do sistema monetário, correspondente a um
mil setecentos e cinquenta cruzeiros e quarenta centavos) mil cruzados, mantendo o centavo. A Resolução nº 1.565, de 16 de
janeiro de 1989, do Conselho Monetário Nacional, disciplinou a im-
Cruzeiro plantação do novo padrão.
(sem centavos) 02.12.1964
A Lei nº 4.511, de 01de dezembro de1964 (D.O.U. de 02 de de- Exemplo: Cz$ 1.300,50 (um mil e trezentos cruzados e cinquen-
zembro de 1964), extinguiu a fração do cruzeiro denominada centa- ta centavos) passou a expressar-se NCz$ 1,30 (um cruzado novo e
vo. Por esse motivo, o valor utilizado no exemplo acima passou a ser trinta centavos).
escrito sem centavos: Cr$ 4.750 (quatro mil setecentos e cinquenta
cruzeiros).

11
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Cruzeiro
De NCz$ para Cr$ (com centavos) 16.03.1990
A Medida Provisória nº 168, de 15 de março de 1990 (D.O.U. de 16 de março de 1990), convertida na Lei nº 8.024, de 12 de abril de
1990 (D.O.U. de 13 de abril de 1990), restabeleceu a denominação Cruzeiro para a moeda, correspondendo um cruzeiro a um cruzado
novo. Ficou mantido o centavo. A mudança de padrão foi regulamentada pela Resolução nº 1.689, de 18 de março de 1990, do Conselho
Monetário Nacional.
Exemplo: NCz$ 1.500,00 (um mil e quinhentos cruzados novos) passou a expressar-se Cr$ 1.500,00 (um mil e quinhentos cruzeiros).

Cruzeiro Real
Cr$ 1000 = CR$ 1 (com centavos) 01.08.1993
A Medida Provisória nº 336, de 28 de julho de 1993 (D.O.U. de 29 de julho de 1993), convertida na Lei nº 8.697, de 27 de agosto de
1993 (D.O.U. de 28 agosto de 1993), instituiu o Cruzeiro Real, a partir de 01 de agosto de 1993, em substituição ao Cruzeiro, equivalendo
um cruzeiro real a um mil cruzeiros, com a manutenção do centavo. A Resolução nº 2.010, de 28 de julho de 1993, do Conselho Monetário
Nacional, disciplinou a mudança na unidade do sistema monetário.

Exemplo: Cr$ 1.700.500,00 (um milhão, setecentos mil e quinhentos cruzeiros) passou a expressar-se CR$ 1.700,50 (um mil e setecen-
tos cruzeiros reais e cinquenta centavos).

Real
CR$ 2.750 = R$ 1(com centavos) 01.07.1994
A Medida Provisória nº 542, de 30 de junho de 1994 (D.O.U. de 30 de junho de 1994), instituiu o Real como unidade do sistema
monetário, a partir de 01 de julho de 1994, com a equivalência de CR$ 2.750,00 (dois mil, setecentos e cinquenta cruzeiros reais), igual à
paridade entre a URV e o Cruzeiro Real fixada para o dia 30 de junho de 1994. Foi mantido o centavo.
Como medida preparatória à implantação do Real, foi criada a URV - Unidade Real de Valor - prevista na Medida Provisória nº 434,
publicada no D.O.U. de 28 de fevereiro de 1994, reeditada com os números 457 (D.O.U. de 30 de março de 1994) e 482 (D.O.U. de 29 de
abril de 1994) e convertida na Lei nº 8.880, de 27 de maio de 1994 (D.O.U. de 28 de maio de 1994).
Exemplo: CR$ 11.000.000,00 (onze milhões de cruzeiros reais) passou a expressar-se R$ 4.000,00 (quatro mil reais).

Banco Central (BC ou Bacen) - Autoridade monetária do País responsável pela execução da política financeira do governo. Cuida ainda
da emissão de moedas, fiscaliza e controla a atividade de todos os bancos no País.

Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) - Órgão internacional que visa ajudar países subdesenvolvidos e em desenvolvimen-
to na América Latina. A organização foi criada em 1959 e está sediada em Washington, nos Estados Unidos.

Banco Mundial - Nome pelo qual o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) é conhecido. Órgão internacional
ligado a ONU, a instituição foi criada para ajudar países subdesenvolvidos e em desenvolvimento.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - Empresa pública federal vinculada ao Ministério do Desenvolvi-
mento, Indústria e Comércio Exterior que tem como objetivo financiar empreendimentos para o desenvolvimento do Brasil.

SISTEMA DE MEDIDAS: COMPRIMENTO, SUPERFÍCIE, MASSA, VOLUME, CAPACIDADE E TEMPO


UNIDADES DE COMPRIMENTO
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para pequenas distâncias. Para medi-
das milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:

mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m

Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km

Exemplos de Transformação
1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m

Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda divide por 10.

12
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Superfície
A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).

Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes maior que a unidade imedia-
tamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma unidade até a desejada.

UNIDADES DE ÁREA
km 2
hm 2
dam 2
m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2

Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²

Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda divide por 100.

Volume
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem volume. Podemos encontrar
sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre outras, mas todos irão possuir volume e capacidade.

UNIDADES DE VOLUME
km 3
hm 3
dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3

Capacidade
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e seus múltiplos e submúltiplos,
unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³

1L=1dm³

UNIDADES DE CAPACIDADE
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

Massa

Unidades de Capacidade
kg hg dag g g dg cg mg
Quilograma Hectograma Decagrama Grama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,1g 0,01g 0,001

Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg

Tempo
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos

13
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Transformação de unidades
5h 20 minutos 2
Deve-se saber:
1 dia=24horas 1h 20 minutos 2h 40 minutos
1hora=60minutos
1 minuto=60segundos 80 minutos
1hora=3600s 0

Adição de tempo 1h 20 minutos, transformamos para minutos :60+20=80minu-


Exemplo: Estela chegou ao 15h 35minutos. Lá, bateu seu recor- tos
de de nado livre e fez 1 minuto e 25 segundos. Demorou 30 minutos
para chegar em casa. Que horas ela chegou?
PORCENTAGEM
15h 35 minutos
1 minutos 25 segundos Porcentagem é uma fração cujo denominador é 100, seu sím-
30 minutos bolo é (%). Sua utilização está tão disseminada que a encontramos
nos meios de comunicação, nas estatísticas, em máquinas de cal-
--------------------------------------------------
cular, etc.
15h 66 minutos 25 segundos
Os acréscimos e os descontos é importante saber porque ajuda
Não podemos ter 66 minutos, então temos que transferir para muito na resolução do exercício.
as horas, sempre que passamos de um para o outro tem que ser na
mesma unidade, temos que passar 1 hora=60 minutos Acréscimo
Então fica: 16h6 minutos 25segundos Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determina-
Vamos utilizar o mesmo exemplo para fazer a operação inversa. do valor, podemos calcular o novo valor apenas multiplicando esse
valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for
Subtração de 20%, multiplicamos por 1,20, e assim por diante. Veja a tabela
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16h6 mi- abaixo:
nutos 25 segundos e saiu de casa às 15h 35 minutos. Quanto tempo
ficou fora?
ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO

11h 60 minutos 10% 1,10

16h 6 minutos 25 segundos 15% 1,15


20% 1,20
-15h 35 min
-------------------------------------------------- 47% 1,47
67% 1,67
Não podemos tirar 6 de 35, então emprestamos, da mesma for-
ma que conta de subtração. Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:
1hora=60 minutos 10 x 1,10 = R$ 11,00

15h 66 minutos 25 segundos Desconto


No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
15h 35 minutos Fator de Multiplicação =1 - taxa de desconto (na forma decimal)
-------------------------------------------------- Veja a tabela abaixo:
0h 31 minutos 25 segundos
DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO
Multiplicação 10% 0,90
Pedro pensou em estudar durante 2h 40 minutos, mas demo-
rou o dobro disso. Quanto tempo durou o estudo? 25% 0,75
34% 0,66
2h 40 minutos 60% 0,40
x2 90% 0,10
----------------------------
4h 80 minutos OU Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:
10 X 0,90 = R$ 9,00
5h 20 minutos
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e
Divisão venda a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
5h 20 minutos : 2 Lucro=preço de venda -preço de custo

14
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas - Operação com conjuntos.
formas: - Cálculos com porcentagens.
- Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geomé-
tricos e matriciais.
- Geometria básica.
- Álgebra básica e sistemas lineares.
- Calendários.
- Numeração.
- Razões Especiais.
- Análise Combinatória e Probabilidade.
Exemplo - Progressões Aritmética e Geométrica.
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula
com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x% RACIOCÍNIO LÓGICO DEDUTIVO
das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível Este tipo de raciocínio está relacionado ao conteúdo Lógica de
para x é igual a Argumentação.
(A) 8.
(B) 15. ORIENTAÇÕES ESPACIAL E TEMPORAL
(C) 10. O raciocínio lógico espacial ou orientação espacial envolvem
(D) 6. figuras, dados e palitos. O raciocínio lógico temporal ou orientação
(E) 12. temporal envolve datas, calendário, ou seja, envolve o tempo.
O mais importante é praticar o máximo de questões que envol-
Resolução vam os conteúdos:
45------100% - Lógica sequencial
X-------60% - Calendários
X=27
RACIOCÍNIO VERBAL
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se to- Avalia a capacidade de interpretar informação escrita e tirar
dos os meninos estiverem gripados, assim apenas 2 meninas estão. conclusões lógicas.
Uma avaliação de raciocínio verbal é um tipo de análise de ha-
bilidade ou aptidão, que pode ser aplicada ao se candidatar a uma
vaga. Raciocínio verbal é parte da capacidade cognitiva ou inteli-
Resposta: C. gência geral; é a percepção, aquisição, organização e aplicação do
conhecimento por meio da linguagem.
Nos testes de raciocínio verbal, geralmente você recebe um
APLICAÇÃO DOS CONTEÚDOS ACIMA LISTADOS EM trecho com informações e precisa avaliar um conjunto de afirma-
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS ções, selecionando uma das possíveis respostas:
A – Verdadeiro (A afirmação é uma consequência lógica das in-
formações ou opiniões contidas no trecho)
Prezado candidato, o tema supracitado foi abordado no B – Falso (A afirmação é logicamente falsa, consideradas as in-
decorrer da matéria. formações ou opiniões contidas no trecho)
C – Impossível dizer (Impossível determinar se a afirmação é
verdadeira ou falsa sem mais informações)
PROPOSIÇÕES SIMPLES; PROPOSIÇÕES COMPOSTAS;
CONECTIVOS (CONJUNÇÃO, DISJUNÇÃO, DISJUNÇÃO ESTRUTURAS LÓGICAS
EXCLUSIVA, CONDICIONAL E BICONDICIONAL); VA- Precisamos antes de tudo compreender o que são proposições.
LOR LÓGICO DE PROPOSIÇÕES E CONSTRUÇÃO DE Chama-se proposição toda sentença declarativa à qual podemos
TABELAS-VERDADE; ÁLGEBRA PROPOSICIONAL; EQUI- atribuir um dos valores lógicos: verdadeiro ou falso, nunca ambos.
VALÊNCIAS LÓGICAS; NEGAÇÕES DOS CONECTIVOS Trata-se, portanto, de uma sentença fechada.
(CONJUNÇÃO, DISJUNÇÃO, DISJUNÇÃO EXCLUSIVA,
CONDICIONAL E BICONDICIONAL); TAUTOLOGIA, CON- Elas podem ser:
TRADIÇÃO E CONTINGÊNCIA; DIAGRAMAS LÓGICOS; • Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor lógi-
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO. ESTRUTURA LÓGICA DE co verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!), portanto,
RELAÇÕES ARBITRÁRIAS ENTRE PESSOAS, LUGARES, não é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:
OBJETOS OU EVENTOS FICTÍCIOS; DEDUZIR NOVAS IN- - Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou ontem?
FORMAÇÕES DAS RELAÇÕES FORNECIDAS E AVALIAR – Fez Sol ontem?
AS CONDIÇÕES USADAS PARA ESTABELECER A ESTRU- - Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
TURA DAQUELAS RELAÇÕES - Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a
televisão.
RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO - Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, am-
Este tipo de raciocínio testa sua habilidade de resolver proble- bíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro
mas matemáticos, e é uma forma de medir seu domínio das dife- do meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1
rentes áreas do estudo da Matemática: Aritmética, Álgebra, leitura
de tabelas e gráficos, Probabilidade e Geometria etc. Essa parte
consiste nos seguintes conteúdos:

15
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada
uma frase, proposição ou sentença lógica.

Proposições simples e compostas


• Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As
proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.

• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições sim-
ples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P,Q,R, R..., também chamadas letras proposicionais.

ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.

Proposições Compostas – Conectivos


As proposições compostas são formadas por proposições simples ligadas por conectivos, aos quais formam um valor lógico, que po-
demos vê na tabela a seguir:

OPERAÇÃO CONECTIVO ESTRUTURA LÓGICA TABELA VERDADE

Negação ~ Não p

Conjunção ^ peq

Disjunção Inclusiva v p ou q

Disjunção Exclusiva v Ou p ou q

Condicional → Se p então q

16
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

Bicondicional ↔ p se e somente se q

Em síntese temos a tabela verdade das proposições que facilitará na resolução de diversas questões

Exemplo:
(MEC – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA OS POSTOS 9,10,11 E 16 – CESPE)

A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V e F corres-
pondem, respectivamente, aos valores lógicos verdadeiro e falso.
Com base nessas informações e utilizando os conectivos lógicos usuais, julgue o item subsecutivo.
A última coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal é igual a

( ) Certo
( ) Errado

Resolução:
P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:

R Q P [P v (Q ↔ R) ]
V V V V V V V V
V V F F V V V V
V F V V V F F V
V F F F F F F V

17
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

F V V V V V F F
F V F F F V F F
F F V V V F V F
F F F F V F V F

Resposta: Certo

Proposição
Conjunto de palavras ou símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de sentido completo. Elas transmitem pensamentos,
isto é, afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou entes.

Valores lógicos
São os valores atribuídos as proposições, podendo ser uma verdade, se a proposição é verdadeira (V), e uma falsidade, se a proposi-
ção é falsa (F). Designamos as letras V e F para abreviarmos os valores lógicos verdade e falsidade respectivamente.
Com isso temos alguns aximos da lógica:
– PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.
– PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre um desses casos, NUNCA
existindo um terceiro caso.

“Toda proposição tem um, e somente um, dos valores, que são: V ou F.”

Classificação de uma proposição


Elas podem ser:
• Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!), portanto, não
é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:
- Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou ontem? – Fez Sol ontem?
- Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
- Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a televisão.
- Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro do
meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1

• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada
uma frase, proposição ou sentença lógica.

Proposições simples e compostas


• Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As
proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.

Exemplos
r: Thiago é careca.
s: Pedro é professor.

• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições
simples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P,Q,R, R..., também chamadas letras proposicionais.

Exemplo
P: Thiago é careca e Pedro é professor.

ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.

Exemplos:
1. (CESPE/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir:
– “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
– A expressão x + y é positiva.
– O valor de √4 + 3 = 7.
– Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
– O que é isto?

Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;

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MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
(C) três proposições;
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições.

Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma sentença lógica.
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando a quantidade
certa de gols, apenas se podemos atribuir um valor de V ou F a sentença).
(E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
Resposta: B.

Conectivos (conectores lógicos)


Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos. São eles:

OPERAÇÃO CONECTIVO ESTRUTURA LÓGICA TABELA VERDADE

Negação ~ Não p

Conjunção ^ peq

Disjunção Inclusiva v p ou q

Disjunção Exclusiva v Ou p ou q

Condicional → Se p então q

19
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

Bicondicional ↔ p se e somente se q

Exemplo:
2. (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbolos (da
linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que apre-
senta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q

Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é repre-
sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma
proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representada pelo símbolo (→).
Resposta: B.

Tabela Verdade
Quando trabalhamos com as proposições compostas, determinamos o seu valor lógico partindo das proposições simples que a com-
põe. O valor lógico de qualquer proposição composta depende UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições simples componentes,
ficando por eles UNIVOCAMENTE determinados.

• Número de linhas de uma Tabela Verdade: depende do número de proposições simples que a integram, sendo dado pelo seguinte
teorema:
“A tabela verdade de uma proposição composta com n* proposições simples componentes contém 2n linhas.”

Exemplo:
3. (CESPE/UNB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da tabela-verdade da propo-
sição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.

Resolução:
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.

Conceitos de Tautologia , Contradição e Contigência


• Tautologia: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), V (verdades).
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma tautologia, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma tautologia, quaisquer que sejam
as proposições P0, Q0, R0, ...

• Contradição: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), F (falsidades). A contradição é a negação da Tauto-
logia e vice versa.
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma contradição, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma contradição, quaisquer que sejam
as proposições P0, Q0, R0, ...

• Contingência: possui valores lógicos V e F ,da tabela verdade (última coluna). Em outros termos a contingência é uma proposição
composta que não é tautologia e nem contradição.

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MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplos:
4. (DPU – ANALISTA – CESPE) Um estudante de direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda, na qual
identificava, por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e as vinculava por meio de sentenças (proposições).
No seu vocabulário particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.

Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira, independentemente das valorações de P e Q como verdadeiras ou falsas.
( ) Certo
( ) Errado

Resolução:
Considerando P e Q como V.
(V→V) ↔ ((F)→(F))
(V) ↔ (V) = V
Considerando P e Q como F
(F→F) ↔ ((V)→(V))
(V) ↔ (V) = V
Então concluímos que a afirmação é verdadeira.
Resposta: Certo.

Equivalência
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes, quando mesmo possuindo estruturas lógicas diferentes, apresentam a mesma
solução em suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposições P(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) são ambas TAUTOLOGIAS, ou então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.

Exemplo:
5. (VUNESP/TJSP) Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre.
(C) João é rico, e Maria não é pobre.
(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.

Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples. Para tal, trocamos o conectivo
por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:

21
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

Resposta: B.

Leis de Morgan
Com elas:
– Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo menos uma é falsa
– Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivalendo a afirmar que ambas são falsas.

ATENÇÃO
As Leis de Morgan exprimem que NEGAÇÃO CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO
transforma: DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO

CONECTIVOS
Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos.

OPERAÇÃO CONECTIVO ESTRUTURA LÓGICA EXEMPLOS


Negação ~ Não p A cadeira não é azul.
Conjunção ^ peq Fernando é médico e Nicolas é Engenheiro.
Disjunção Inclusiva v p ou q Fernando é médico ou Nicolas é Engenheiro.
Disjunção Exclusiva v Ou p ou q Ou Fernando é médico ou João é Engenheiro.
Condicional → Se p então q Se Fernando é médico então Nicolas é Engenheiro.
Bicondicional ↔ p se e somente se q Fernando é médico se e somente se Nicolas é Engenheiro.

Conectivo “não” (~)


Chamamos de negação de uma proposição representada por “não p” cujo valor lógico é verdade (V) quando p é falsa e falsidade (F)
quando p é verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto daquele de p. Pela tabela verdade temos:

Conectivo “e” (˄)


Se p e q são duas proposições, a proposição p ˄ q será chamada de conjunção. Para a conjunção, tem-se a seguinte tabela-verdade:

ATENÇÃO: Sentenças interligadas pelo conectivo “e” possuirão o valor verdadeiro somente quando todas as sentenças, ou argumen-
tos lógicos, tiverem valores verdadeiros.

Conectivo “ou” (v)


Este inclusivo: Elisabete é bonita ou Elisabete é inteligente. (Nada impede que Elisabete seja bonita e inteligente).

22
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

Conectivo “ou” (v)


Este exclusivo: Elisabete é paulista ou Elisabete é carioca. (Se Elisabete é paulista, não será carioca e vice-versa).

• Mais sobre o Conectivo “ou”


– “inclusivo”(considera os dois casos)
– “exclusivo”(considera apenas um dos casos)
Exemplos:
R: Paulo é professor ou administrador
S: Maria é jovem ou idosa
No primeiro caso, o “ou” é inclusivo,pois pelo menos uma das proposições é verdadeira, podendo ser ambas.
No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois somente uma das proposições poderá ser verdadeira

Ele pode ser “inclusivo”(considera os dois casos) ou “exclusivo”(considera apenas um dos casos)

Exemplo:
R: Paulo é professor ou administrador
S: Maria é jovem ou idosa

No primeiro caso, o “ou” é inclusivo,pois pelo menos uma das proposições é verdadeira, podendo ser ambas.
No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois somente uma das proposições poderá ser verdadeiro

Conectivo “Se... então” (→)


Se p e q são duas proposições, a proposição p→q é chamada subjunção ou condicional. Considere a seguinte subjunção: “Se fizer sol,
então irei à praia”.
1. Podem ocorrer as situações:
2. Fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade)
3. Fez sol e não fui à praia. (Eu menti)
4. Não fez sol e não fui à praia. (Eu disse a verdade)
5. Não fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade, pois eu não disse o que faria se não fizesse sol. Assim, poderia ir ou não ir à praia).
Temos então sua tabela verdade:

Observe que uma subjunção p→q somente será falsa quando a primeira proposição, p, for verdadeira e a segunda, q, for falsa.

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MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Conectivo “Se e somente se” (↔)
Se p e q são duas proposições, a proposição p↔q1 é chamada bijunção ou bicondicional, que também pode ser lida como: “p é con-
dição necessária e suficiente para q” ou, ainda, “q é condição necessária e suficiente para p”.
Considere, agora, a seguinte bijunção: “Irei à praia se e somente se fizer sol”. Podem ocorrer as situações:
1. Fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade)
2. Fez sol e não fui à praia. (Eu menti)
3. Não fez sol e fui à praia. (Eu menti)
4. Não fez sol e não fui à praia. (Eu disse a verdade). Sua tabela verdade:

Observe que uma bicondicional só é verdadeira quando as proposições formadoras são ambas falsas ou ambas verdadeiras.

ATENÇÃO: O importante sobre os conectivos é ter em mente a tabela de cada um deles, para que assim você possa resolver qualquer
questão referente ao assunto.

Ordem de precedência dos conectivos:


O critério que especifica a ordem de avaliação dos conectivos ou operadores lógicos de uma expressão qualquer. A lógica matemática
prioriza as operações de acordo com a ordem listadas:

Em resumo:

Exemplo:
(PC/SP - DELEGADO DE POLÍCIA - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbolos (da
linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que apre-
senta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q

Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é repre-
sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma
proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representada pelo símbolo (→).
Resposta: B

CONTRADIÇÕES
São proposições compostas formadas por duas ou mais proposições onde seu valor lógico é sempre FALSO, independentemente do
valor lógico das proposições simples que a compõem. Vejamos:
A proposição: p ^ ~p é uma contradição, conforme mostra a sua tabela-verdade:

24
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

Exemplo:
(PEC-FAZ) Conforme a teoria da lógica proposicional, a propo-
sição ~P ∧ P é:
(A) uma tautologia. Propriedades
(B) equivalente à proposição ~p ∨ p. • Reflexiva:
(C) uma contradição. – P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
(D) uma contingência. – Uma proposição complexa implica ela mesma.
(E) uma disjunção.
• Transitiva:
Resolução: – Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
Montando a tabela teremos que: Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
P ~p ~p ^p – Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R
V F F
Regras de Inferência
V F F • Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas
F V F de proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em ou-
tras palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de propo-
F V F sições verdadeiras já existentes.
Como todos os valores são Falsidades (F) logo estamos diante Regras de Inferência obtidas da implicação lógica
de uma CONTRADIÇÃO.
Resposta: C

A proposição P(p,q,r,...) implica logicamente a proposição Q(p,-


q,r,...) quando Q é verdadeira todas as vezes que P é verdadeira.
Representamos a implicação com o símbolo “⇒”, simbolicamente
temos:

P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...). • Silogismo Disjuntivo


ATENÇÃO: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente distin-
tos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um conec-
tivo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação lógica
que pode ou não existir entre duas proposições.

Exemplo:

• Modus Ponens

Observe:
- Toda proposição implica uma Tautologia:

- Somente uma contradição implica uma contradição:

25
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
• Modus Tollens Vejamos algumas formas:
- Todo A é B.
- Nenhum A é B.
- Algum A é B.
- Algum A não é B.

Onde temos que A e B são os termos ou características dessas


proposições categóricas.

• Classificação de uma proposição categórica de acordo com


o tipo e a relação
Elas podem ser classificadas de acordo com dois critérios fun-
damentais: qualidade e extensão ou quantidade.
– Qualidade: O critério de qualidade classifica uma proposição
categórica em afirmativa ou negativa.
– Extensão: O critério de extensão ou quantidade classifica
uma proposição categórica em universal ou particular. A classifica-
Tautologias e Implicação Lógica ção dependerá do quantificador que é utilizado na proposição.

• Teorema
P(p,q,r,..) ⇒ Q(p,q,r,...) se e somente se P(p,q,r,...) → Q(p,q,r,...)

Entre elas existem tipos e relações de acordo com a qualidade


e a extensão, classificam-se em quatro tipos, representados pelas
letras A, E, I e O.

• Universal afirmativa (Tipo A) – “TODO A é B”


Teremos duas possibilidades.

Observe que:
→ indica uma operação lógica entre as proposições. Ex.: das
proposições p e q, dá-se a nova proposição p → q.
⇒ indica uma relação. Ex.: estabelece que a condicional P →
Q é tautológica.

Inferências

• Regra do Silogismo Hipotético Tais proposições afirmam que o conjunto “A” está contido no
conjunto “B”, ou seja, que todo e qualquer elemento de “A” é tam-
bém elemento de “B”. Observe que “Toda A é B” é diferente de
“Todo B é A”.

• Universal negativa (Tipo E) – “NENHUM A é B”


Tais proposições afirmam que não há elementos em comum
Princípio da inconsistência entre os conjuntos “A” e “B”. Observe que “nenhum A é B” é o mes-
– Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a implicação lógica mo que dizer “nenhum B é A”.
p ^ ~p ⇒ q Podemos representar esta universal negativa pelo seguinte dia-
– Assim, de uma contradição p ^ ~p se deduz qualquer propo- grama (A ∩ B = ø):
sição q.

A proposição “(p ↔ q) ^ p” implica a proposição “q”, pois a


condicional “(p ↔ q) ^ p → q” é tautológica.

Lógica de primeira ordem


Existem alguns tipos de argumentos que apresentam proposi-
ções com quantificadores. Numa proposição categórica, é impor-
tante que o sujeito se relacionar com o predicado de forma coeren- • Particular afirmativa (Tipo I) - “ALGUM A é B”
te e que a proposição faça sentido, não importando se é verdadeira Podemos ter 4 diferentes situações para representar esta pro-
ou falsa. posição:

26
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Em síntese:

Essas proposições Algum A é B estabelecem que o conjunto “A”


tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto “B”. Con- Exemplos:
tudo, quando dizemos que Algum A é B, presumimos que nem todo (DESENVOLVE/SP - CONTADOR - VUNESP) Alguns gatos não
A é B. Observe “Algum A é B” é o mesmo que “Algum B é A”. são pardos, e aqueles que não são pardos miam alto.
Uma afirmação que corresponde a uma negação lógica da afir-
• Particular negativa (Tipo O) - “ALGUM A não é B” mação anterior é:
Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as três (A) Os gatos pardos miam alto ou todos os gatos não são par-
representações possíveis: dos.
(B) Nenhum gato mia alto e todos os gatos são pardos.
(C) Todos os gatos são pardos ou os gatos que não são pardos
não miam alto.
(D) Todos os gatos que miam alto são pardos.
(E) Qualquer animal que mia alto é gato e quase sempre ele é
pardo.

Resolução:
Temos um quantificador particular (alguns) e uma proposição
do tipo conjunção (conectivo “e”). Pede-se a sua negação.

O quantificador existencial “alguns” pode ser negado, seguindo


o esquema, pelos quantificadores universais (todos ou nenhum).
Logo, podemos descartar as alternativas A e E.
Proposições nessa forma: Algum A não é B estabelecem que o A negação de uma conjunção se faz através de uma disjunção,
conjunto “A” tem pelo menos um elemento que não pertence ao em que trocaremos o conectivo “e” pelo conectivo “ou”. Descarta-
conjunto “B”. Observe que: Algum A não é B não significa o mesmo mos a alternativa B.
que Algum B não é A. Vamos, então, fazer a negação da frase, não esquecendo de
que a relação que existe é: Algum A é B, deve ser trocado por: Todo
• Negação das Proposições Categóricas A é não B.
Ao negarmos uma proposição categórica, devemos observar as Todos os gatos que são pardos ou os gatos (aqueles) que não
seguintes convenções de equivalência: são pardos NÃO miam alto.
– Ao negarmos uma proposição categórica universal geramos Resposta: C
uma proposição categórica particular.
– Pela recíproca de uma negação, ao negarmos uma proposição (CBM/RJ - CABO TÉCNICO EM ENFERMAGEM - ND) Dizer que a
categórica particular geramos uma proposição categórica universal. afirmação “todos os professores é psicólogos” e falsa, do ponto de
– Negando uma proposição de natureza afirmativa geramos, vista lógico, equivale a dizer que a seguinte afirmação é verdadeira
sempre, uma proposição de natureza negativa; e, pela recíproca, (A) Todos os não psicólogos são professores.
negando uma proposição de natureza negativa geramos, sempre, (B) Nenhum professor é psicólogo.
uma proposição de natureza afirmativa. (C) Nenhum psicólogo é professor.
(D) Pelo menos um psicólogo não é professor.
(E) Pelo menos um professor não é psicólogo.

Resolução:
Se a afirmação é falsa a negação será verdadeira. Logo, a nega-
ção de um quantificador universal categórico afirmativo se faz atra-
vés de um quantificador existencial negativo. Logo teremos: Pelo
menos um professor não é psicólogo.
Resposta: E

27
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
• Equivalência entre as proposições Vejamos a tabela abaixo as proposições categóricas:
Basta usar o triângulo a seguir e economizar um bom tempo na
resolução de questões.
TIPO PREPOSIÇÃO DIAGRAMAS

TODO
A
AéB

Se um elemento pertence ao conjunto A,


então pertence também a B.

Exemplo:
(PC/PI - ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL - UESPI) Qual a negação NENHUM
lógica da sentença “Todo número natural é maior do que ou igual E
AéB
a cinco”?
(A) Todo número natural é menor do que cinco.
Existe pelo menos um elemento que
(B) Nenhum número natural é menor do que cinco.
pertence a A, então não pertence a B, e
(C) Todo número natural é diferente de cinco.
vice-versa.
(D) Existe um número natural que é menor do que cinco.
(E) Existe um número natural que é diferente de cinco.

Resolução:
Do enunciado temos um quantificador universal (Todo) e pede-
-se a sua negação.
O quantificador universal todos pode ser negado, seguindo o
esquema abaixo, pelo quantificador algum, pelo menos um, existe
ao menos um, etc. Não se nega um quantificador universal com To- Existe pelo menos um elemento co-
dos e Nenhum, que também são universais. mum aos conjuntos A e B.
Podemos ainda representar das seguin-
ALGUM tes formas:
I
AéB

Portanto, já podemos descartar as alternativas que trazem


quantificadores universais (todo e nenhum). Descartamos as alter-
nativas A, B e C.
Seguindo, devemos negar o termo: “maior do que ou igual a
cinco”. Negaremos usando o termo “MENOR do que cinco”.
Obs.: maior ou igual a cinco (compreende o 5, 6, 7...) ao ser
negado passa a ser menor do que cinco (4, 3, 2,...).
Resposta: D

Diagramas lógicos
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários proble-
mas. É uma ferramenta para resolvermos problemas que envolvam
argumentos dedutivos, as quais as premissas deste argumento po-
dem ser formadas por proposições categóricas.

ATENÇÃO: É bom ter um conhecimento sobre conjuntos para


conseguir resolver questões que envolvam os diagramas lógicos.

28
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

- Algum teatro é casa de cultura


ALGUM
O
A NÃO é B

Perceba-se que, nesta sentença, a aten-


ção está sobre o(s) elemento (s) de A que
não são B (enquanto que, no “Algum A é
B”, a atenção estava sobre os que eram B,
ou seja, na intercessão).
Temos também no segundo caso, a dife-
rença entre conjuntos, que forma o con-
junto A - B
Visto que na primeira chegamos à conclusão que C = CC
Exemplo: Segundo as afirmativas temos:
(GDF–ANALISTA DE ATIVIDADES CULTURAIS ADMINISTRAÇÃO (A) existem cinemas que não são teatros- Observando o último
– IADES) Considere as proposições: “todo cinema é uma casa de diagrama vimos que não é uma verdade, pois temos que existe pelo
cultura”, “existem teatros que não são cinemas” e “algum teatro é menos um dos cinemas é considerado teatro.
casa de cultura”. Logo, é correto afirmar que
(A) existem cinemas que não são teatros.
(B) existe teatro que não é casa de cultura.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro.
(D) existe casa de cultura que não é cinema.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema.

Resolução:
Vamos chamar de:
Cinema = C
Casa de Cultura = CC
Teatro = T
Analisando as proposições temos:
- Todo cinema é uma casa de cultura (B) existe teatro que não é casa de cultura. – Errado, pelo mes-
mo princípio acima.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro. – Errado,
a primeira proposição já nos afirma o contrário. O diagrama nos
afirma isso

- Existem teatros que não são cinemas

(D) existe casa de cultura que não é cinema. – Errado, a justifi-


cativa é observada no diagrama da alternativa anterior.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema. – Cor-
reta, que podemos observar no diagrama abaixo, uma vez que todo
cinema é casa de cultura. Se o teatro não é casa de cultura também
não é cinema.

29
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
• Como saber se um determinado argumento é mesmo váli-
do?
Para se comprovar a validade de um argumento é utilizando
diagramas de conjuntos (diagramas de Venn). Trata-se de um mé-
todo muito útil e que será usado com frequência em questões que
pedem a verificação da validade de um argumento. Vejamos como
funciona, usando o exemplo acima. Quando se afirma, na premissa
P1, que “todos os homens são pássaros”, poderemos representar
essa frase da seguinte maneira:

Resposta: E

LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de propo-
sições iniciais redunda em outra proposição final, que será conse-
quência das primeiras. Ou seja, argumento é a relação que associa
um conjunto de proposições P1, P2,... Pn , chamadas premissas do
argumento, a uma proposição Q, chamada de conclusão do argu-
mento.

Observem que todos os elementos do conjunto menor (ho-


mens) estão incluídos, ou seja, pertencem ao conjunto maior (dos
pássaros). E será sempre essa a representação gráfica da frase
“Todo A é B”. Dois círculos, um dentro do outro, estando o círculo
menor a representar o grupo de quem se segue à palavra TODO.
Na frase: “Nenhum pássaro é animal”. Observemos que a pa-
lavra-chave desta sentença é NENHUM. E a ideia que ela exprime é
de uma total dissociação entre os dois conjuntos.
Exemplo:
P1: Todos os cientistas são loucos.
P2: Martiniano é louco.
Q: Martiniano é um cientista.

O exemplo dado pode ser chamado de Silogismo (argumento


formado por duas premissas e a conclusão).
A respeito dos argumentos lógicos, estamos interessados em
verificar se eles são válidos ou inválidos! Então, passemos a enten-
der o que significa um argumento válido e um argumento inválido.

Argumentos Válidos
Dizemos que um argumento é válido (ou ainda legítimo ou bem
construído), quando a sua conclusão é uma consequência obrigató- Será sempre assim a representação gráfica de uma sentença “Ne-
ria do seu conjunto de premissas. nhum A é B”: dois conjuntos separados, sem nenhum ponto em co-
mum.
Exemplo: Tomemos agora as representações gráficas das duas premissas
O silogismo... vistas acima e as analisemos em conjunto. Teremos:
P1: Todos os homens são pássaros.
P2: Nenhum pássaro é animal.
Q: Portanto, nenhum homem é animal.

... está perfeitamente bem construído, sendo, portanto, um


argumento válido, muito embora a veracidade das premissas e da
conclusão sejam totalmente questionáveis.

ATENÇÃO: O que vale é a CONSTRUÇÃO, E NÃO O SEU CON-


TEÚDO! Se a construção está perfeita, então o argumento é válido,
independentemente do conteúdo das premissas ou da conclusão!

30
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Comparando a conclusão do nosso argumento, temos:
NENHUM homem é animal – com o desenho das premissas será que podemos dizer que esta conclusão é uma consequência necessá-
ria das premissas? Claro que sim! Observemos que o conjunto dos homens está totalmente separado (total dissociação!) do conjunto dos
animais. Resultado: este é um argumento válido!

Argumentos Inválidos
Dizemos que um argumento é inválido – também denominado ilegítimo, mal construído, falacioso ou sofisma – quando a verdade das
premissas não é suficiente para garantir a verdade da conclusão.

Exemplo:
P1: Todas as crianças gostam de chocolate.
P2: Patrícia não é criança.
Q: Portanto, Patrícia não gosta de chocolate.

Este é um argumento inválido, falacioso, mal construído, pois as premissas não garantem (não obrigam) a verdade da conclusão.
Patrícia pode gostar de chocolate mesmo que não seja criança, pois a primeira premissa não afirmou que somente as crianças gostam de
chocolate.
Utilizando os diagramas de conjuntos para provar a validade do argumento anterior, provaremos, utilizando-nos do mesmo artifício,
que o argumento em análise é inválido. Comecemos pela primeira premissa: “Todas as crianças gostam de chocolate”.

Analisemos agora o que diz a segunda premissa: “Patrícia não é criança”. O que temos que fazer aqui é pegar o diagrama acima (da
primeira premissa) e nele indicar onde poderá estar localizada a Patrícia, obedecendo ao que consta nesta segunda premissa. Vemos
facilmente que a Patrícia só não poderá estar dentro do círculo das crianças. É a única restrição que faz a segunda premissa! Isto posto,
concluímos que Patrícia poderá estar em dois lugares distintos do diagrama:
1º) Fora do conjunto maior;
2º) Dentro do conjunto maior. Vejamos:

Finalmente, passemos à análise da conclusão: “Patrícia não gosta de chocolate”. Ora, o que nos resta para sabermos se este argumen-
to é válido ou não, é justamente confirmar se esse resultado (se esta conclusão) é necessariamente verdadeiro!
- É necessariamente verdadeiro que Patrícia não gosta de chocolate? Olhando para o desenho acima, respondemos que não! Pode
ser que ela não goste de chocolate (caso esteja fora do círculo), mas também pode ser que goste (caso esteja dentro do círculo)! Enfim, o
argumento é inválido, pois as premissas não garantiram a veracidade da conclusão!

Métodos para validação de um argumento


Aprenderemos a seguir alguns diferentes métodos que nos possibilitarão afirmar se um argumento é válido ou não!
1º) Utilizando diagramas de conjuntos: esta forma é indicada quando nas premissas do argumento aparecem as palavras TODO, AL-
GUM E NENHUM, ou os seus sinônimos: cada, existe um etc.

31
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
2º) Utilizando tabela-verdade: esta forma é mais indicada quando não for possível resolver pelo primeiro método, o que ocorre quan-
do nas premissas não aparecem as palavras todo, algum e nenhum, mas sim, os conectivos “ou” , “e”, “” e “↔”. Baseia-se na construção
da tabela-verdade, destacando-se uma coluna para cada premissa e outra para a conclusão. Este método tem a desvantagem de ser mais
trabalhoso, principalmente quando envolve várias proposições simples.
3º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos e considerando as premissas verdadeiras.
Por este método, fácil e rapidamente demonstraremos a validade de um argumento. Porém, só devemos utilizá-lo na impossibilidade
do primeiro método.
Iniciaremos aqui considerando as premissas como verdades. Daí, por meio das operações lógicas com os conectivos, descobriremos o
valor lógico da conclusão, que deverá resultar também em verdade, para que o argumento seja considerado válido.
4º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos, considerando premissas verdadeiras e conclusão falsa.
É indicado este caminho quando notarmos que a aplicação do terceiro método não possibilitará a descoberta do valor lógico da con-
clusão de maneira direta, mas somente por meio de análises mais complicadas.

Em síntese:

Exemplo:
Diga se o argumento abaixo é válido ou inválido:

(p ∧ q) → r
_____~r_______
~p ∨ ~q

Resolução:
-1ª Pergunta) O argumento apresenta as palavras todo, algum ou nenhum?
A resposta é não! Logo, descartamos o 1º método e passamos à pergunta seguinte.
- 2ª Pergunta) O argumento contém no máximo duas proposições simples?
A resposta também é não! Portanto, descartamos também o 2º método.
- 3ª Pergunta) Há alguma das premissas que seja uma proposição simples ou uma conjunção?

32
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
A resposta é sim! A segunda proposição é (~r). Podemos optar F = É noite
então pelo 3º método? Sim, perfeitamente! Mas caso queiramos A argumentação parte que a conclusão deve ser (V)
seguir adiante com uma próxima pergunta, teríamos: Lembramos a tabela verdade da condicional:
- 4ª Pergunta) A conclusão tem a forma de uma proposição
simples ou de uma disjunção ou de uma condicional? A resposta
também é sim! Nossa conclusão é uma disjunção! Ou seja, caso
queiramos, poderemos utilizar, opcionalmente, o 4º método!
Vamos seguir os dois caminhos: resolveremos a questão pelo
3º e pelo 4º métodos.

Resolução pelo 3º Método


Considerando as premissas verdadeiras e testando a conclusão
verdadeira. Teremos:
- 2ª Premissa) ~r é verdade. Logo: r é falsa! A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª falsa,
- 1ª Premissa) (p ∧ q)r é verdade. Sabendo que r é falsa, utilizando isso temos:
concluímos que (p ∧ q) tem que ser também falsa. E quando uma O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então Fernando
conjunção (e) é falsa? Quando uma das premissas for falsa ou am- estava estudando. // B → ~E
bas forem falsas. Logo, não é possível determinamos os valores Iniciando temos:
lógicos de p e q. Apesar de inicialmente o 3º método se mostrar 4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A → ~B
adequado, por meio do mesmo, não poderemos determinar se o = V – para que o argumento seja válido temos que Quando chove
argumento é ou NÃO VÁLIDO. tem que ser F.
3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema (V).
Resolução pelo 4º Método // C → B = V - para que o argumento seja válido temos que Maria
Considerando a conclusão falsa e premissas verdadeiras. Tere- vai ao cinema tem que ser V.
mos: 2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C → ~D
- Conclusão) ~p v ~q é falso. Logo: p é verdadeiro e q é verda- = V - para que o argumento seja válido temos que Quando Cláudio
deiro! sai de casa tem que ser F.
Agora, passamos a testar as premissas, que são consideradas 5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove (V).
verdadeiras! Teremos: // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está estudando pode
- 1ª Premissa) (p∧q)r é verdade. Sabendo que p e q são ver- ser V ou F.
dadeiros, então a primeira parte da condicional acima também é 1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V
verdadeira. Daí resta que a segunda parte não pode ser falsa. Logo:
r é verdadeiro. Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria foi ao
- 2ª Premissa) Sabendo que r é verdadeiro, teremos que ~r é cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou F); pois temos
falso! Opa! A premissa deveria ser verdadeira, e não foi! dois valores lógicos para chegarmos à conclusão (V ou F).
Resposta: Errado
Neste caso, precisaríamos nos lembrar de que o teste, aqui no
4º método, é diferente do teste do 3º: não havendo a existência si- (PETROBRAS – TÉCNICO (A) DE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO
multânea da conclusão falsa e premissas verdadeiras, teremos que JÚNIOR – INFORMÁTICA – CESGRANRIO) Se Esmeralda é uma fada,
o argumento é válido! Conclusão: o argumento é válido! então Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo, então Monarca
é um centauro. Se Monarca é um centauro, então Tristeza é uma
Exemplos: bruxa.
(DPU – AGENTE ADMINISTRATIVO – CESPE) Considere que as Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo
seguintes proposições sejam verdadeiras. (A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo.
• Quando chove, Maria não vai ao cinema. (B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema. (C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro.
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio. (D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada
• Quando Fernando está estudando, não chove. (E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo.
• Durante a noite, faz frio.
Resolução:
Tendo como referência as proposições apresentadas, julgue o Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Trizteza não é
item subsecutivo. bruxa, considerando ela como (V), precisamos ter como conclusão
Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando. o valor lógico (V), então:
( ) Certo (4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo (F)
( ) Errado →V
(3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um centauro
Resolução: (F) → V
A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas as pre- (2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma bruxa(F)
missas chegamos a uma conclusão. Enumerando as premissas: →V
A = Chove (1) Tristeza não é uma bruxa (V)
B = Maria vai ao cinema
C = Cláudio fica em casa Logo:
D = Faz frio Temos que:
E = Fernando está estudando Esmeralda não é fada(V)

33
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Bongrado não é elfo (V)
Monarca não é um centauro (V)
Como a conclusão parte da conjunção, o mesmo só será verdadeiro quando todas as afirmativas forem verdadeiras, logo, a única que
contém esse valor lógico é:
Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
Resposta: B

LÓGICA MATEMÁTICA QUALITATIVA


Aqui veremos questões que envolvem correlação de elementos, pessoas e objetos fictícios, através de dados fornecidos. Vejamos o
passo a passo:

01. Três homens, Luís, Carlos e Paulo, são casados com Lúcia, Patrícia e Maria, mas não sabemos quem ê casado com quem. Eles tra-
balham com Engenharia, Advocacia e Medicina, mas também não sabemos quem faz o quê. Com base nas dicas abaixo, tente descobrir o
nome de cada marido, a profissão de cada um e o nome de suas esposas.
a) O médico é casado com Maria.
b) Paulo é advogado.
c) Patrícia não é casada com Paulo.
d) Carlos não é médico.

Vamos montar o passo a passo para que você possa compreender como chegar a conclusão da questão.
1º passo – vamos montar uma tabela para facilitar a visualização da resolução, a mesma deve conter as informações prestadas no
enunciado, nas quais podem ser divididas em três grupos: homens, esposas e profissões.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos
Luís
Paulo
Lúcia
Patrícia
Maria

Também criamos abaixo do nome dos homens, o nome das esposas.

2º passo – construir a tabela gabarito.


Essa tabela não servirá apenas como gabarito, mas em alguns casos ela é fundamental para que você enxergue informações que ficam
meio escondidas na tabela principal. Uma tabela complementa a outra, podendo até mesmo que você chegue a conclusões acerca dos
grupos e elementos.

HOMENS PROFISSÕES ESPOSAS


Carlos
Luís
Paulo

3º passo preenchimento de nossa tabela, com as informações mais óbvias do problema, aquelas que não deixam margem a nenhuma
dúvida. Em nosso exemplo:
- O médico é casado com Maria: marque um “S” na tabela principal na célula comum a “Médico” e “Maria”, e um “N” nas demais
células referentes a esse “S”.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos
Luís
Paulo
Lúcia N
Patrícia N
Maria S N N

34
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
ATENÇÃO: se o médico é casado com Maria, ele NÃO PODE ser casado com Lúcia e Patrícia, então colocamos “N” no cruzamento
de Medicina e elas. E se Maria é casada com o médico, logo ela NÃO PODE ser casada com o engenheiro e nem com o advogado (logo
colocamos “N” no cruzamento do nome de Maria com essas profissões).
– Paulo é advogado: Vamos preencher as duas tabelas (tabela gabarito e tabela principal) agora.
– Patrícia não é casada com Paulo: Vamos preencher com “N” na tabela principal
– Carlos não é médico: preenchemos com um “N” na tabela principal a célula comum a Carlos e “médico”.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos N N
Luís S N N
Paulo N N S N
Lúcia N
Patrícia N
Maria S N N

Notamos aqui que Luís então é o médico, pois foi a célula que ficou em branco. Podemos também completar a tabela gabarito.
Novamente observamos uma célula vazia no cruzamento de Carlos com Engenharia. Marcamos um “S” nesta célula. E preenchemos
sua tabela gabarito.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos N S N
Luís S N N
Paulo N N S N
Lúcia N
Patrícia N
Maria S N N

HOMENS PROFISSÕES ESPOSAS


Carlos Engenheiro
Luís Médico
Paulo Advogado

4º passo – após as anotações feitas na tabela principal e na tabela gabarito, vamos procurar informações que levem a novas conclu-
sões, que serão marcadas nessas tabelas.
Observe que Maria é esposa do médico, que se descobriu ser Luís, fato que poderia ser registrado na tabela-gabarito. Mas não vamos
fazer agora, pois essa conclusão só foi facilmente encontrada porque o problema que está sendo analisado é muito simples. Vamos con-
tinuar o raciocínio e fazer as marcações mais tarde. Além disso, sabemos que Patrícia não é casada com Paulo. Como Paulo é o advogado,
podemos concluir que Patrícia não é casada com o advogado.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos N S N
Luís S N N
Paulo N N S N
Lúcia N
Patrícia N N
Maria S N N

Verificamos, na tabela acima, que Patrícia tem de ser casada com o engenheiro, e Lúcia tem de ser casada com o advogado.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos N S N
Luís S N N
Paulo N N S N

35
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

Lúcia N N S
Patrícia N S N
Maria S N N

Concluímos, então, que Lúcia é casada com o advogado (que é Paulo), Patrícia é casada com o engenheiro (que e Carlos) e Maria é
casada com o médico (que é Luís).
Preenchendo a tabela-gabarito, vemos que o problema está resolvido:

HOMENS PROFISSÕES ESPOSAS


Carlos Engenheiro Patrícia
Luís Médico Maria
Paulo Advogado Lúcia

Exemplo:
(TRT-9ª REGIÃO/PR – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC) Luiz, Arnaldo, Mariana e Paulo viajaram em janeiro, todos
para diferentes cidades, que foram Fortaleza, Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades para onde eles viajaram, sabe-se que:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
− Mariana viajou para Curitiba;
− Paulo não viajou para Goiânia;
− Luiz não viajou para Fortaleza.

É correto concluir que, em janeiro,


(A) Paulo viajou para Fortaleza.
(B) Luiz viajou para Goiânia.
(C) Arnaldo viajou para Goiânia.
(D) Mariana viajou para Salvador.
(E) Luiz viajou para Curitiba.

Resolução:
Vamos preencher a tabela:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N
Arnaldo N
Mariana
Paulo

− Mariana viajou para Curitiba;

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N N
Arnaldo N N
Mariana N N S N
Paulo N

− Paulo não viajou para Goiânia;

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N N
Arnaldo N N
Mariana N N S N
Paulo N N

− Luiz não viajou para Fortaleza.

36
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador Aplicando temos:


x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Agora, se escrevermos da for-
Luiz N N N ma ∀ (x) ∈ N / x + 2 = 5 ( lê-se: para todo pertencente a N temos x
Arnaldo N N + 2 = 5), atribuindo qualquer valor a x a sentença será verdadeira?
A resposta é NÃO, pois depois de colocarmos o quantificador,
Mariana N N S N
a frase passa a possuir sujeito e predicado definidos e podemos jul-
Paulo N N gar, logo, é uma proposição lógica.

Agora, completando o restante: • Quantificador existencial (∃)


Paulo viajou para Salvador, pois a nenhum dos três viajou. En- O símbolo ∃ pode ser lido das seguintes formas:
tão, Arnaldo viajou para Fortaleza e Luiz para Goiânia

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N S N N
Arnaldo S N N N
Mariana N N S N
Exemplo:
Paulo N N N S “Algum matemático é filósofo.” O diagrama lógico dessa frase
é:
Resposta: B

Quantificador
É um termo utilizado para quantificar uma expressão. Os quan-
tificadores são utilizados para transformar uma sentença aberta ou
proposição aberta em uma proposição lógica.

QUANTIFICADOR + SENTENÇA ABERTA = SENTENÇA FECHADA


O quantificador existencial tem a função de elemento comum.
Tipos de quantificadores A palavra algum, do ponto de vista lógico, representa termos co-
muns, por isso “Algum A é B” possui a seguinte forma simbólica: (∃
• Quantificador universal (∀) (x)) (A (x) ∧ B).
O símbolo ∀ pode ser lido das seguintes formas:
Aplicando temos:
x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Escrevendo da forma (∃ x) ∈
N / x + 2 = 5 (lê-se: existe pelo menos um x pertencente a N tal que x
+ 2 = 5), atribuindo um valor que, colocado no lugar de x, a sentença
será verdadeira?
A resposta é SIM, pois depois de colocarmos o quantificador,
Exemplo: a frase passou a possuir sujeito e predicado definidos e podemos
Todo homem é mortal. julgar, logo, é uma proposição lógica.
A conclusão dessa afirmação é: se você é homem, então será
mortal. ATENÇÃO:
Na representação do diagrama lógico, seria: – A palavra todo não permite inversão dos termos: “Todo A é B”
é diferente de “Todo B é A”.
– A palavra algum permite a inversão dos termos: “Algum A é
B” é a mesma coisa que “Algum B é A”.

Forma simbólica dos quantificadores


Todo A é B = (∀ (x) (A (x) → B).
Algum A é B = (∃ (x)) (A (x) ∧ B).
Nenhum A é B = (~ ∃ (x)) (A (x) ∧ B).
Algum A não é B= (∃ (x)) (A (x) ∧ ~ B).
ATENÇÃO: Todo homem é mortal, mas nem todo mortal é ho-
mem. Exemplos:
A frase “todo homem é mortal” possui as seguintes conclusões: Todo cavalo é um animal. Logo,
1ª) Algum mortal é homem ou algum homem é mortal. (A) Toda cabeça de animal é cabeça de cavalo.
2ª) Se José é homem, então José é mortal. (B) Toda cabeça de cavalo é cabeça de animal.
(C) Todo animal é cavalo.
A forma “Todo A é B” pode ser escrita na forma: Se A então B. (D) Nenhum animal é cavalo.
A forma simbólica da expressão “Todo A é B” é a expressão (∀
(x) (A (x) → B). Resolução:
Observe que a palavra todo representa uma relação de inclusão A frase “Todo cavalo é um animal” possui as seguintes conclu-
de conjuntos, por isso está associada ao operador da condicional. sões:

37
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
– Algum animal é cavalo ou Algum cavalo é um animal. 3. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VUNESP/2017)
– Se é cavalo, então é um animal. Uma indústria produz regularmente 4500 litros de suco por dia. Sa-
Nesse caso, nossa resposta é toda cabeça de cavalo é cabeça be-se que a terça parte da produção diária é distribuída em caixi-
de animal, pois mantém a relação de “está contido” (segunda forma nhas P, que recebem 300 mililitros de suco cada uma. Nessas condi-
de conclusão). ções, é correto afirmar que a cada cinco dias a indústria utiliza uma
Resposta: B quantidade de caixinhas P igual a
(A) 25000.
(CESPE) Se R é o conjunto dos números reais, então a proposi- (B) 24500.
ção (∀ x) (x ∈ R) (∃ y) (y ∈ R) (x + y = x) é valorada como V. (C) 23000.
(D) 22000.
Resolução: (E) 20500.
Lemos: para todo x pertencente ao conjunto dos números reais
(R) existe um y pertencente ao conjunto dos números dos reais (R) 4. (UNIRV/GO – AUXILIAR DE LABORATÓRIO – UNIRV-
tal que x + y = x. GO/2017) Uma empresa farmacêutica distribuiu 14400 litros de
– 1º passo: observar os quantificadores. uma substância líquida em recipientes de 72 cm3 cada um. Sabe-se
X está relacionado com o quantificador universal, logo, todos que cada recipiente, depois de cheio, tem 80 gramas. A quantidade
os valores de x devem satisfazer a propriedade. de toneladas que representa todos os recipientes cheios com essa
Y está relacionado com o quantificador existencial, logo, é ne- substância é de
cessário pelo menos um valor de x para satisfazer a propriedade. (A) 16
– 2º passo: observar os conjuntos dos números dos elementos (B) 160
x e y. (C) 1600
O elemento x pertence ao conjunto dos números reais. (D) 16000
O elemento y pertence ao conjunto os números reais.
– 3º passo: resolver a propriedade (x+ y = x). 5. (MPE/GO – OFICIAL DE PROMOTORIA – MPEGO/2017)
A pergunta: existe algum valor real para y tal que x + y = x? João estuda à noite e sua aula começa às 18h40min. Cada aula tem
Existe sim! y = 0. duração de 45 minutos, e o intervalo dura 15 minutos. Sabendo-se
X + 0 = X. que nessa escola há 5 aulas e 1 intervalo diariamente, pode-se afir-
Como existe pelo menos um valor para y e qualquer valor de mar que o término das aulas de João se dá às:
(A) 22h30min
x somado a 0 será igual a x, podemos concluir que o item está cor-
(B) 22h40min
reto.
(C) 22h50min
Resposta: CERTO
(D) 23h
(E) Nenhuma das anteriores

EXERCÍCIOS 6. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO ADMINISTRATIVO-


FGV/2017) Quando era jovem, Arquimedes corria 15km em
1h45min. Agora que é idoso, ele caminha 8km em 1h20min.
1. (IPRESB/SP - ANALISTA DE PROCESSOS PREVIDENCIÁ- Para percorrer 1km agora que é idoso, comparado com a época
RIOS- VUNESP/2017) Uma gráfica precisa imprimir um lote de em que era jovem, Arquimedes precisa de mais:
100000 folhetos e, para isso, utiliza a máquina A, que imprime 5000 (A) 10 minutos;
folhetos em 40 minutos. Após 3 horas e 20 minutos de funciona- (B) 7 minutos;
mento, a máquina A quebra e o serviço restante passa a ser fei- (C) 5 minutos;
to pela máquina B, que imprime 4500 folhetos em 48 minutos. O (D) 3 minutos;
tempo que a máquina B levará para imprimir o restante do lote de (E) 2 minutos.
folhetos é
(A) 14 horas e 10 minutos. 7. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO ADMINISTRATIVO-
(B) 14 horas e 05 minutos. FGV/2017) Lucas foi de carro para o trabalho em um horário de
(C) 13 horas e 45 minutos. trânsito intenso e gastou 1h20min. Em um dia sem trânsito intenso,
(D) 13 horas e 30 minutos. Lucas foi de carro para o trabalho a uma velocidade média 20km/h
(E) 13 horas e 20 minutos. maior do que no dia de trânsito intenso e gastou 48min.
A distância, em km, da casa de Lucas até o trabalho é:
2. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VUNESP/2017) (A) 36;
Renata foi realizar exames médicos em uma clínica. Ela saiu de sua (B) 40;
casa às 14h 45 min e voltou às 17h 15 min. Se ela ficou durante uma (C) 48;
hora e meia na clínica, então o tempo gasto no trânsito, no trajeto (D) 50;
de ida e volta, foi igual a (E) 60.
(A) 1/2h.
(B) 3/4h. 8. (EMDEC - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO JR – IBFC/2016)
(C) 1h. Carlos almoçou em certo dia no horário das 12:45 às 13:12. O total
(D) 1h 15min. de segundos que representa o tempo que Carlos almoçou nesse dia
(E) 1 1/2h. é:
(A) 1840
(B) 1620
(C) 1780
(D) 2120

38
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
9. (ANP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESGRANRIO/2016) 14. (EMBASA – ASSISTENTE DE LABORATÓRIO – IBFC/2017)
Um caminhão-tanque chega a um posto de abastecimento com Um marceneiro possui duas barras de ferro, uma com 1,40 metros
36.000 litros de gasolina em seu reservatório. Parte dessa gasolina de comprimento e outra com 2,45 metros de comprimento. Ele pre-
é transferida para dois tanques de armazenamento, enchendo-os tende cortá-las em barras de tamanhos iguais, de modo que cada
completamente. Um desses tanques tem 12,5 m3, e o outro, 15,3 pedaço tenha a maior medida possível. Nessas circunstâncias, o to-
m3, e estavam, inicialmente, vazios. tal de pedaços que o marceneiro irá cortar, utilizando as duas de
Após a transferência, quantos litros de gasolina restaram no ferro, é:
caminhão-tanque? (A) 9
(A) 35.722,00 (B) 11
(B) 8.200,00 (C) 12
(C) 3.577,20 (D) 13
(D) 357,72
(E) 332,20 15. No sistema monetário brasileiro, há moedas de 1, 5, 10,
25 e 50 centavos de real, além da moeda de 1 real. De quantas for-
10. (DPE/RR – AUXILIAR ADMINISTRATIVO – FCC/2015) mas diferentes podemos juntar 40 centavos de real com apenas 4
Raimundo tinha duas cordas, uma de 1,7 m e outra de 1,45 m. Ele moedas?
precisava de pedaços, dessas cordas, que medissem 40 cm de com- (A) 1
primento cada um. Ele cortou as duas cordas em pedaços de 40 cm (B) 2
de comprimento e assim conseguiu obter (C) 3
(A) 6 pedaços. (D) 4
(B) 8 pedaços. (E) 5
(C) 9 pedaços.
(D) 5 pedaços. 16. No Brasil, o sistema monetário adotado é o decimal. Por
(E) 7 pedaços. exemplo:
205,42 reais = (2 × 102 + 0 × 101 + 5 × 100 + 4 × 10-1 + 2 ×
11. (PREFEITURA DE SALVADOR /BA - TÉCNICO DE NÍVEL 10-2) reais Suponha que em certo país, em que a moeda vigente
SUPERIOR II - DIREITO – FGV/2017) Em um concurso, há 150 can-
é o “mumu”, o sistema monetário seja binário. O exemplo seguin-
didatos em apenas duas categorias: nível superior e nível médio.
te mostra como converter certa quantia, dada em “mumus”, para
Sabe-se que:
reais: 110,01 mumus = (1 × 22 + 1 × 21 + 0 × 20 + 0 × 2-1 + 1 × 2-2)
• dentre os candidatos, 82 são homens;
reais = = 6,25 reais Com base nessas informações, se um brasileiro
• o número de candidatos homens de nível superior é igual ao
em viagem a esse país quiser converter 385,50 reais para a moeda
de mulheres de nível médio;
local, a quantia que ele receberá, em “mumus”, é:
• dentre os candidatos de nível superior, 31 são mulheres.
(A) 10 100 001,11.
O número de candidatos homens de nível médio é (B) 110 000 001,1.
(A) 42. (C) 110 000 011,11.
(B) 45. (D) 110 000 111,1.
(C) 48. (E) 111 000 001,11.
(D) 50.
(E) 52.
GABARITO
12. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA
- MSCONCURSOS/2017) Raoni, Ingrid, Maria Eduarda, Isabella e
José foram a uma prova de hipismo, na qual ganharia o competidor 1. Resposta: E.
que obtivesse o menor tempo final. A cada 1 falta seriam incremen- 3h 20 minutos-200 minutos
tados 6 segundos em seu tempo final. Ingrid fez 1’10” com 1 falta, 5000-----40
Maria Eduarda fez 1’12” sem faltas, Isabella fez 1’07” com 2 faltas, x----------200
Raoni fez 1’10” sem faltas e José fez 1’05” com 1 falta. Verificando a x=1000000/40=25000
colocação, é correto afirmar que o vencedor foi:
(A) José Já foram impressos 25000, portanto faltam ainda 75000
(B) Isabella 4500-------48
(C) Maria Eduarda 75000------x
(D) Raoni X=3600000/4500=800 minutos
800/60=13,33h
13. (MPE/GO – OFICIAL DE PROMOTORIA – MPEGO /2017) 13 horas e 1/3 hora
Em um determinado zoológico, a girafa deve comer a cada 4 horas, 13h e 20 minutos
o leão a cada 5 horas e o macaco a cada 3 horas. Considerando
que todos foram alimentados às 8 horas da manhã de domingo, é
correto afirmar que o funcionário encarregado deverá servir a ali-
mentação a todos concomitantemente às:
(A) 8 horas de segunda-feira.
(B) 14 horas de segunda-feira.
(C) 10 horas de terça-feira.
(D) 20 horas de terça-feira.
(E) 9 horas de quarta-feira.

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MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
2. Resposta: C. [Link]: E.
Como ela ficou 1hora e meia na clínica o trajeto de ida e volta 1,7m=170cm
demorou 1 hora. 1,45m=145 cm
170/40=4 resta 10
3. Resposta: A. 145/40=3 resta 25
4500/3=1500 litros para as caixinhas 4+3=7
1500litros=1500000ml
1500000/300=5000 caixinhas por dia 11. Resposta: B.
5000.5=25000 caixinhas em 5 dias 150-82=68 mulheres
Como 31 mulheres são candidatas de nível superior, 37 são de
4. Resposta: A. nível médio.
14400litros=14400000 ml Portanto, há 37 homens de nível superior.
82-37=45 homens de nível médio.

12. Resposta: D.
Como o tempo de Raoni foi 1´10” sem faltas, ele foi o vencedor.
200000⋅80=16000000 gramas=16 toneladas
13. Resposta: D.
5. Resposta: B. Mmc(3, 4, 5)=60
5⋅45=225 minutos de aula 60/24=2 dias e 12horas
225/60=3 horas 45 minutos nas aulas mais 15 minutos de in- Como foi no domingo às 8h d amanhã, a próxima alimentação
tervalo=4horas será na terça às 20h.
18:40+4h=22h:40
14. Resposta: B.
6. Resposta: D.
1h45min=60+45=105 minutos 140 2 245 5
15km-------105
1--------------x 70 2 49 7
X=7 minutos 35 5 7 7
1h20min=60+20=80min
7 7 1
8km----80
1-------x 1
X=10minutos
A diferença é de 3 minutos Mdc=5.7=35
140/35=4
7. Resposta: B. 245/35=7
V------80min Portanto, serão 11 pedaços.
V+20----48
Quanto maior a velocidade, menor o tempo(inversamente) 15. B

16. B

80v=48V+960 ANOTAÇÕES
32V=960
V=30km/h
______________________________________________________
30km----60 min
x-----------80 ______________________________________________________

______________________________________________________

______________________________________________________
60x=2400
X=40km ______________________________________________________

______________________________________________________
8 Resposta: B.
12:45 até 13:12 são 27 minutos ______________________________________________________
27x60=1620 segundos
______________________________________________________
9. Resposta: B.
1m³=1000litros ______________________________________________________
36000/1000=36 m³
36-12,5-15,3=8,2 m³x1000=8200 litros ______________________________________________________

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