Matemática: Números e Operações Básicas
Matemática: Números e Operações Básicas
O sistema de numeração decimal é de base 10, ou seja utiliza 10 algarismos (símbolos) diferentes para representar todos os números.
Formado pelos algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, é um sistema posicional, ou seja, a posição do algarismo no número modifica o
seu valor.
É o sistema de numeração que nós usamos. Ele foi concebido pelos hindus e divulgado no ocidente pelos árabes, por isso, é também
chamado de «sistema de numeração indo-arábico».
Características
- Possui símbolos diferentes para representar quantidades de 1 a 9 e um símbolo para representar a ausência de quantidade (zero).
- Como é um sistema posicional, mesmo tendo poucos símbolos, é possível representar todos os números.
- As quantidades são agrupadas de 10 em 10, e recebem as seguintes denominações:
10 unidades = 1 dezena
10 dezenas = 1 centena
10 centenas = 1 unidade de milhar, e assim por diante
Exemplos
1
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Ordens e Classes
No sistema de numeração decimal cada algarismo representa uma ordem, começando da direita para a esquerda e a cada três ordens
temos uma classe.
Para fazer a leitura de números muito grandes, dividimos os algarismos do número em classes (blocos de 3 ordens), colocando um
ponto para separar as classes, começando da direita para a esquerda.
Exemplos
1) 57283
Primeiro, separamos os blocos de 3 algarismos da direita para a esquerda e colocamos um ponto para separar o número: 57. 283.
No quadro acima vemos que 57 pertence a classe dos milhares e 283 a classe das unidades simples. Assim, o número será lido como:
cinquenta e sete mil, duzentos e oitenta e três.
2) 12839696
Separando os blocos de 3 algarismos temos: 12.839.696
O número então será lido como: doze milhões, oitocentos e trinta e nove mil, seiscentos e noventa e seis.
Fonte:
[Link]
Números Naturais
Os números naturais são o modelo matemático necessário para efetuar uma contagem.
Começando por zero e acrescentando sempre uma unidade, obtemos o conjunto infinito dos números naturais
{1,2,3,4,5,6... . }
- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um antecessor (número que vem antes do número dado).
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente de zero.
a) O antecessor do número m é m-1.
b) O antecessor de 2 é 1.
c) O antecessor de 56 é 55.
d) O antecessor de 10 é 9.
Expressões Numéricas
Nas expressões numéricas aparecem adições, subtrações, multiplicações e divisões. Todas as operações podem acontecer em uma
única expressão. Para resolver as expressões numéricas utilizamos alguns procedimentos:
Se em uma expressão numérica aparecer as quatro operações, devemos resolver a multiplicação ou a divisão primeiramente, na
ordem em que elas aparecerem e somente depois a adição e a subtração, também na ordem em que aparecerem e os parênteses são
resolvidos primeiro.
2
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplo 1 2º) Terá um número infinito de algarismos após a vírgula, mas
10 + 12 – 6 + 7 lembrando que a dízima deve ser periódica para ser número racio-
22 – 6 + 7 nal
16 + 7
23 OBS: período da dízima são os números que se repetem, se
não repetir não é dízima periódica e assim números irracionais, que
Exemplo 2 trataremos mais a frente.
40 – 9 x 4 + 23
40 – 36 + 23
4 + 23
27
Exemplo 3
25-(50-30)+4x5
25-20+20=25
Números Inteiros
Podemos dizer que este conjunto é composto pelos números
naturais, o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Representação Fracionária dos Números Decimais
Este conjunto pode ser representado por: 1ºcaso) Se for exato, conseguimos sempre transformar com o
denominador seguido de zeros.
O número de zeros depende da casa decimal. Para uma casa,
um zero (10) para duas casas, dois zeros(100) e assim por diante.
Subconjuntos do conjunto :
1)Conjunto dos números inteiros excluindo o zero
{0, 1, 2, ...}
Exemplo 2
Seja a dízima 1,1212...
Façamos x = 1,1212...
100x = 112,1212... .
Subtraindo:
100x-x=112,1212...-1,1212...
3
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
99x=111
X=111/99
Intervalo:]-∞,b]
Conjunto:{x ϵ R|x≤b}
Intervalo:[a,+ ∞[
Conjunto:{x ϵ R|x≥a}
Intervalos limitados
Intervalo fechado – Números reais maiores do que a ou iguais a Semirreta direita, aberta, de origem a – números reais maiores
e menores do que b ou iguais a b. que a.
4
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Potenciação Exemplos:
Multiplicação de fatores iguais 96 : 92 = 96-2 = 94
2³=2.2.2=8
Casos
1) Todo número elevado ao expoente 0 resulta em 1.
3) (am)n Potência de potência. Repete-se a base e multiplica-se
os expoentes.
Exemplos:
(52)3 = 52.3 = 56
2) Todo número elevado ao expoente 1 é o próprio número.
Radiciação
Radiciação é a operação inversa a potenciação
Técnica de Cálculo
A determinação da raiz quadrada de um número torna-se mais
fácil quando o algarismo se encontra fatorado em números primos.
6) Toda vez que a base for igual a zero, não importa o valor do Veja:
expoente, o resultado será igual a zero.
64 2
32 2
16 2
8 2
Propriedades
1) (am . an = am+n) Em uma multiplicação de potências de mesma 4 2
base, repete-se a base e soma os expoentes. 2 2
Exemplos: 1
24 . 23 = 24+3= 27
([Link]) .( 2.2.2)= 2.2.2. [Link]= 27 64=[Link].2.2=26
5
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Como é raiz quadrada a cada dois números iguais “tira-se” um
e multiplica.
Exemplo
De modo geral, se 8 2 20 2
4 2 10 2
*
a ∈ R+ , b ∈ R+ , n ∈ N , 2 2 5 5
1 1
Então:
n
a.b = n a .n b
Divisão
6
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplo 15,6 2
15,3 3
5,1 5
1
7
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
5,15,11 3 24 : 6 . 5 = 20
Devemos proceder, agora, como no primeiro caso, simplifican-
5,5,11 5 do o resultado, quando possível:
1,1,11 11
9 20 = 9 + 20 29
1,1,1 + =
24 24 24 24
Mmc(20,30,44)=2².3.5.11=660 3 5 9 20 9 + 20 29
Portanto: + = + = =
1h---60minutos 8 6 24 24 24 24
x-----660
x=660/60=11
Na adição e subtração de duas ou mais frações que têm os
denominadores diferentes, reduzimos inicialmente as frações ao
Então será depois de 11horas que se encontrarão
menor denominador comum, após o que procedemos como no pri-
7+11=18h
meiro caso.
Multiplicação
NÚMEROS FRACIONÁRIOS: REPRESENTAÇÃO E LEITU-
RA, EQUIVALÊNCIA, SIMPLIFICAÇÃO, COMPARAÇÃO, Exemplo 4
OPERAÇÕES (ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO E 2
De uma caixa de frutas, 5 são bananas. Do total de bananas,
DIVISÃO) estão estragadas. Qual é a fração de frutas da caixa que estão
3
estragadas?
Números Fracionários
Adição e Subtração
Representa 4/5 do conteúdo da caixa
Frações com denominadores iguais:
Exemplo 3 2
Jorge comeu 8 de um tablete de chocolate e Miguel 8 desse
mesmo tablete. Qual a fração do tablete de chocolate que Jorge e
Miguel comeram juntos?
A figura abaixo representa o tablete de chocolate. Nela tam-
Representa 2/3 de 4/5 do conteúdo da caixa.
bém estão representadas as frações do tablete que Jorge e Miguel
comeram:
Repare que o problema proposto consiste em calcular o valor
2
de 3 de 4 que, de acordo com a figura, equivale a 8 do total de fru-
5 15
tas. De acordo com a tabela acima, 2 de 4 equivale a 2 . 4 . Assim
3 5 3 5
3/8 2/8 sendo:
2. 4= 8
5/8
3 5 15
3 2 5
Observe que + =
8 8 8 Ou seja:
Portanto, Jorge e Miguel comeram juntos 5 do tablete de cho- 2 2 4 8
8 de 4 = . = 2.4 =
colate. 3 5 3 5 3.5 15
Na adição e subtração de duas ou mais frações que têm deno-
minadores iguais, conservamos o denominador comum e somamos
O produto de duas ou mais frações é uma fração cujo numera-
ou subtraímos os numeradores.
dor é o produto dos numeradores e cujo denominador é o produto
dos denominadores das frações dadas.
8
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Divisão
Duas frações são inversas ou recíprocas quando o numerador 5,32 + 12,5 + 0, 034 = 352 + 125 + 34 =
de uma é o denominador da outra e vice-versa. 100 10 1000
5320 12500 34 17854
Exemplo = + + = = 17, 854
1000 1000 1000 1000
2 3
é a fração inversa de
3 2 Portanto: 5,32 + 12,5 + 0, 034 = 17, 854
1
5 ou 5 é a fração inversa de
1 5
Na prática, a adição e a subtração de números decimais são
obtidas de acordo com a seguinte regra:
Considere a seguinte situação: - Igualamos o número de casas decimais, acrescentando zeros.
4
- Colocamos os números um abaixo do outro, deixando vírgula
Lúcia recebeu de seu pai os dos chocolates contidos em uma embaixo de vírgula.
5
caixa. Do total de chocolates recebidos, Lúcia deu a terça parte para - Somamos ou subtraímos os números decimais como se eles
o seu namorado. Que fração dos chocolates contidos na caixa rece- fossem números naturais.
beu o namorado de Lúcia? - Na resposta colocamos a vírgula alinhada com a vírgula dos
A solução do problema consiste em dividir o total de chocolates números dados.
4
que Lúcia recebeu de seu pai por 3, ou seja, 5 : 3.
1
Por outro lado, dividir algo por 3 significa calcular desse algo. Exemplo
3
2,35 + 14,3 + 0, 0075 + 5
4 1 4
Portanto: : 3 = de
5 3 5 Disposição prática:
2,3500
1 4 1 4 4 1 4 14,3000
Como de = . = . , resulta que 4 : 3 = 0,0075
3 5 3 5 5
3 5 5
5,0000
21,6575
: 3= 4 . 1
1 5 3
9
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
DIVISÃO
Exemplo 1
24 : 0,5 SISTEMA MONETÁRIO BRASILEIRO
Disposição prática: 24,0 0,5 O primeiro dinheiro do Brasil foi à moeda-mercadoria. Durante
40 48 muito tempo, o comércio foi feito por meio da troca de mercado-
0 rias, mesmo após a introdução da moeda de metal.
As primeiras moedas metálicas (de ouro, prata e cobre) chega-
ram com o início da colonização portuguesa. A unidade monetária
de Portugal, o Real, foi usada no Brasil durante todo o período co-
Nesse caso, o resto da divisão é igual à zero. Assim sendo, a lonial. Assim, tudo se contava em réis (plural popular de real) com
divisão é chamada de divisão exata e o quociente é exato. moedas fabricadas em Portugal e no Brasil. O Real (R) vigorou até 07
de outubro de 1833. De acordo com a Lei nº 59, de 08 de outubro
Exemplo 2 de 1833, entrou em vigor o Mil-Réis (Rs), múltiplo do real, como
9,775 : 4,25 unidade monetária, adotada até 31 de outubro de 1942.
Disposição prática: 9,775 4,250 No século XX, o Brasil adotou nove sistemas monetários ou
1 275 2 nove moedas diferentes (mil-réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzeiro,
cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real, real).
Por meio do Decreto-Lei nº 4.791, de 05 de outubro de 1942,
uma nova unidade monetária, o cruzeiro – Cr$ veio substituir o mil-
Nesse caso, o resto da divisão é diferente de zero. Assim sendo, -réis, na base de Cr$ 1,00 por mil-réis.
a divisão é chamada de divisão aproximada e o quociente é apro- A denominação “cruzeiro” origina-se das moedas de ouro (pe-
ximado. sadas em gramas ao título de 900 milésimos de metal e 100 milési-
mos de liga adequada), emitidas na forma do Decreto nº 5.108, de
Se quisermos continuar uma divisão aproximada, devemos 18 de dezembro de 1926, no regime do ouro como padrão mone-
acrescentar zeros aos restos e prosseguir dividindo cada número tário.
obtido pelo divisor. Ao mesmo tempo em que colocamos o primeiro
zero no primeiro resto, colocamos uma vírgula no quociente. O Decreto-Lei nº 1, de 13 de novembro de 1965, transformou
o cruzeiro – Cr$ em cruzeiro novo – NCr$, na base de NCr$ 1,00 por
Cr$ 1.000. A partir de 15 de maio de 1970 e até 27 de fevereiro de
1986, a unidade monetária foi novamente o cruzeiro (Cr$).
Em 27 de fevereiro de 1986, Dílson Funaro, ministro da Fa-
zenda, anunciou o Plano Cruzado (Decreto-Lei nº 2.283, de 27 de
fevereiro de 1986): o cruzeiro – Cr$ se transformou em cruzado –
10
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Cz$, na base de Cz$ 1,00 por Cr$ 1.000 (vigorou de 28 de fevereiro Cruzeiro Novo
de 1986 a 15 de janeiro de 1989). Em novembro do mesmo ano, o Cr$1000 = NCr$1(com centavos) 13.02.1967
Plano Cruzado II tentou novamente a estabilização da moeda. Em O Decreto-Lei nº 1, de 13 de novembro de1965 (D.O.U. de 17
junho de 1987, Luiz Carlos Brésser Pereira, ministro da Fazenda, de novembro de 1965), regulamentado pelo Decreto nº 60.190, de
anunciou o Plano Brésser: um Plano Cruzado “requentado” avaliou 08 de fevereiro de1967 (D.O.U. de 09 de fevereiro de 1967), insti-
Mário Henrique Simonsen. tuiu o Cruzeiro Novo como unidade monetária transitória, equiva-
Em 15 de janeiro de 1989, Maílson da Nóbrega, ministro da lente a um mil cruzeiros antigos, restabelecendo o centavo. O Con-
Fazenda, anunciou o Plano Verão (Medida Provisória nº 32, de 15 selho Monetário Nacional, pela Resolução nº 47, de 08 de fevereiro
de janeiro de 1989): o cruzado – Cz$ se transformou em cruzado de 1967, estabeleceu a data de 13.02.67 para início de vigência do
novo – NCz$, na base de NCz$ 1,00 por Cz$ 1.000,00 (vigorou de 16 novo padrão.
de janeiro de 1989 a 15 de março de 1990).
Exemplo: Cr$ 4.750 (quatro mil, setecentos e cinquenta cru-
Em 15 de março de 1990, Zélia Cardoso de Mello, ministra da zeiros) passou a expressar-se NCr$ 4,75(quatro cruzeiros novos e
Fazenda, anunciou o Plano Collor (Medida Provisória nº 168, de 15 setenta e cinco centavos).
de março de 1990): o cruzado novo – NCz$ se transformou em cru-
zeiro – Cr$, na base de Cr$ 1,00 por NCz$ 1,00 (vigorou de 16 de Cruzeiro
março de 1990 a 28 de julho de 1993). Em janeiro de 1991, a infla- De NCr$ para Cr$ (com centavos) 15.05.1970
ção já passava de 20% ao mês, e o Plano Collor II tentou novamente A Resolução nº 144, de 31 de março de 1970 (D.O.U. de 06 de
a estabilização da moeda. abril de 1970), do Conselho Monetário Nacional, restabeleceu a de-
A Medida Provisória nº 336, de 28 de julho de1993, transfor- nominação Cruzeiro, a partir de 15 de maio de 1970, mantendo o
mou o cruzeiro – Cr$ em cruzeiro real – CR$, na base de CR$ 1,00 centavo.
por Cr$ 1.000,00 (vigorou de 29 de julho de 1993 a 29 de junho de
1994). Exemplo: NCr$ 4,75 (quatro cruzeiros novos e setenta e cinco
Em 30 de junho de 1994, Fernando Henrique Cardoso, ministro centavos) passou a expressar-se Cr$ 4,75(quatro cruzeiros e setenta
da Fazenda, anunciou o Plano Real: o cruzeiro real – CR$ se trans- e cinco centavos).
formou em real – R$, na base de R$ 1,00 por CR$ 2.750,00 (Medida
Provisória nº 542, de 30 de junho de 1994, convertida na Lei nº Cruzeiros
9.069, de 29 de junho de 1995). (sem centavos) 16.08.1984
O artigo 10, I, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, A Lei nº 7.214, de 15 de agosto de 1984 (D.O.U. de 16.08.84),
delegou ao Banco Central do Brasil competência para emitir papel- extinguiu a fração do Cruzeiro denominada centavo. Assim, a im-
-moeda e moeda metálica, competência exclusiva consagrada pelo portância do exemplo, Cr$ 4,75 (quatro cruzeiros e setenta e cinco
artigo 164 da Constituição Federal de 1988. centavos), passou a escrever-se Cr$ 4, eliminando-se a vírgula e os
Antes da criação do BCB, a Superintendência da Moeda e do algarismos que a sucediam.
Crédito (SUMOC), o Banco do Brasil e o Tesouro Nacional desempe-
nhavam o papel de autoridade monetária. Cruzado
A SUMOC, criada em 1945 e antecessora do BCB, tinha por Cr$ 1000 = Cz$1 (com centavos) 28.02.1986
finalidade exercer o controle monetário. A SUMOC fixava os per- O Decreto-Lei nº 2.283, de 27 de fevereiro de 1986 (D.O.U. de
centuais de reservas obrigatórias dos bancos comerciais, as taxas 28 de fevereiro de 1986), posteriormente substituído pelo Decre-
do redesconto e da assistência financeira de liquidez, bem como os to-Lei nº 2.284, de 10 de março de 1986 (D.O.U. de 11 de março de
juros. Além disso, supervisionava a atuação dos bancos comerciais, 1986), instituiu o Cruzado como nova unidade monetária, equiva-
orientava a política cambial e representava o País junto a organis- lente a um mil cruzeiros, restabelecendo o centavo. A mudança de
mos internacionais. padrão foi disciplinada pela Resolução nº 1.100, de 28 de fevereiro
O Banco do Brasil executava as funções de banco do governo, e de 1986, do Conselho Monetário Nacional.
o Tesouro Nacional era o órgão emissor de papel-moeda.
Exemplo: Cr$ 1.300.500 (um milhão, trezentos mil e quinhen-
Cruzeiro tos cruzeiros) passou a expressar-se Cz$ 1.300,50 (um mil e trezen-
1000 réis = Cr$1(com centavos) 01.11.1942 tos cruzados e cinquenta centavos).
O Decreto-Lei nº 4.791, de 05 de outubro de 1942 (D.O.U. de 06
de outubro de 1942), instituiu o Cruzeiro como unidade monetária Cruzado Novo
brasileira, com equivalência a um mil réis. Foi criado o centavo, cor- Cz$ 1000 = NCz$1 (com centavos) 16.01.1989
respondente à centésima parte do cruzeiro. A Medida Provisória nº 32, de 15 de janeiro de 1989 (D.O.U. de
16 de janeiro de 1989), convertida na Lei nº 7.730, de 31 de janeiro
Exemplo: 4:750$400 (quatro contos, setecentos e cinquenta de 1989 (D.O.U. de 01 de fevereiro de 1989), instituiu o Cruzado
mil e quatrocentos réis) passou a expressar-se Cr$ 4.750,40 (quatro Novo como unidade do sistema monetário, correspondente a um
mil setecentos e cinquenta cruzeiros e quarenta centavos) mil cruzados, mantendo o centavo. A Resolução nº 1.565, de 16 de
janeiro de 1989, do Conselho Monetário Nacional, disciplinou a im-
Cruzeiro plantação do novo padrão.
(sem centavos) 02.12.1964
A Lei nº 4.511, de 01de dezembro de1964 (D.O.U. de 02 de de- Exemplo: Cz$ 1.300,50 (um mil e trezentos cruzados e cinquen-
zembro de 1964), extinguiu a fração do cruzeiro denominada centa- ta centavos) passou a expressar-se NCz$ 1,30 (um cruzado novo e
vo. Por esse motivo, o valor utilizado no exemplo acima passou a ser trinta centavos).
escrito sem centavos: Cr$ 4.750 (quatro mil setecentos e cinquenta
cruzeiros).
11
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Cruzeiro
De NCz$ para Cr$ (com centavos) 16.03.1990
A Medida Provisória nº 168, de 15 de março de 1990 (D.O.U. de 16 de março de 1990), convertida na Lei nº 8.024, de 12 de abril de
1990 (D.O.U. de 13 de abril de 1990), restabeleceu a denominação Cruzeiro para a moeda, correspondendo um cruzeiro a um cruzado
novo. Ficou mantido o centavo. A mudança de padrão foi regulamentada pela Resolução nº 1.689, de 18 de março de 1990, do Conselho
Monetário Nacional.
Exemplo: NCz$ 1.500,00 (um mil e quinhentos cruzados novos) passou a expressar-se Cr$ 1.500,00 (um mil e quinhentos cruzeiros).
Cruzeiro Real
Cr$ 1000 = CR$ 1 (com centavos) 01.08.1993
A Medida Provisória nº 336, de 28 de julho de 1993 (D.O.U. de 29 de julho de 1993), convertida na Lei nº 8.697, de 27 de agosto de
1993 (D.O.U. de 28 agosto de 1993), instituiu o Cruzeiro Real, a partir de 01 de agosto de 1993, em substituição ao Cruzeiro, equivalendo
um cruzeiro real a um mil cruzeiros, com a manutenção do centavo. A Resolução nº 2.010, de 28 de julho de 1993, do Conselho Monetário
Nacional, disciplinou a mudança na unidade do sistema monetário.
Exemplo: Cr$ 1.700.500,00 (um milhão, setecentos mil e quinhentos cruzeiros) passou a expressar-se CR$ 1.700,50 (um mil e setecen-
tos cruzeiros reais e cinquenta centavos).
Real
CR$ 2.750 = R$ 1(com centavos) 01.07.1994
A Medida Provisória nº 542, de 30 de junho de 1994 (D.O.U. de 30 de junho de 1994), instituiu o Real como unidade do sistema
monetário, a partir de 01 de julho de 1994, com a equivalência de CR$ 2.750,00 (dois mil, setecentos e cinquenta cruzeiros reais), igual à
paridade entre a URV e o Cruzeiro Real fixada para o dia 30 de junho de 1994. Foi mantido o centavo.
Como medida preparatória à implantação do Real, foi criada a URV - Unidade Real de Valor - prevista na Medida Provisória nº 434,
publicada no D.O.U. de 28 de fevereiro de 1994, reeditada com os números 457 (D.O.U. de 30 de março de 1994) e 482 (D.O.U. de 29 de
abril de 1994) e convertida na Lei nº 8.880, de 27 de maio de 1994 (D.O.U. de 28 de maio de 1994).
Exemplo: CR$ 11.000.000,00 (onze milhões de cruzeiros reais) passou a expressar-se R$ 4.000,00 (quatro mil reais).
Banco Central (BC ou Bacen) - Autoridade monetária do País responsável pela execução da política financeira do governo. Cuida ainda
da emissão de moedas, fiscaliza e controla a atividade de todos os bancos no País.
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) - Órgão internacional que visa ajudar países subdesenvolvidos e em desenvolvimen-
to na América Latina. A organização foi criada em 1959 e está sediada em Washington, nos Estados Unidos.
Banco Mundial - Nome pelo qual o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) é conhecido. Órgão internacional
ligado a ONU, a instituição foi criada para ajudar países subdesenvolvidos e em desenvolvimento.
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - Empresa pública federal vinculada ao Ministério do Desenvolvi-
mento, Indústria e Comércio Exterior que tem como objetivo financiar empreendimentos para o desenvolvimento do Brasil.
Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para pequenas distâncias. Para medi-
das milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:
Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km
Exemplos de Transformação
1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda divide por 10.
12
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Superfície
A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).
Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes maior que a unidade imedia-
tamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma unidade até a desejada.
UNIDADES DE ÁREA
km 2
hm 2
dam 2
m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2
Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda divide por 100.
Volume
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem volume. Podemos encontrar
sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre outras, mas todos irão possuir volume e capacidade.
UNIDADES DE VOLUME
km 3
hm 3
dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3
Capacidade
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e seus múltiplos e submúltiplos,
unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³
1L=1dm³
UNIDADES DE CAPACIDADE
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l
Massa
Unidades de Capacidade
kg hg dag g g dg cg mg
Quilograma Hectograma Decagrama Grama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,1g 0,01g 0,001
Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg
Tempo
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos
13
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Transformação de unidades
5h 20 minutos 2
Deve-se saber:
1 dia=24horas 1h 20 minutos 2h 40 minutos
1hora=60minutos
1 minuto=60segundos 80 minutos
1hora=3600s 0
14
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas - Operação com conjuntos.
formas: - Cálculos com porcentagens.
- Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geomé-
tricos e matriciais.
- Geometria básica.
- Álgebra básica e sistemas lineares.
- Calendários.
- Numeração.
- Razões Especiais.
- Análise Combinatória e Probabilidade.
Exemplo - Progressões Aritmética e Geométrica.
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula
com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x% RACIOCÍNIO LÓGICO DEDUTIVO
das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível Este tipo de raciocínio está relacionado ao conteúdo Lógica de
para x é igual a Argumentação.
(A) 8.
(B) 15. ORIENTAÇÕES ESPACIAL E TEMPORAL
(C) 10. O raciocínio lógico espacial ou orientação espacial envolvem
(D) 6. figuras, dados e palitos. O raciocínio lógico temporal ou orientação
(E) 12. temporal envolve datas, calendário, ou seja, envolve o tempo.
O mais importante é praticar o máximo de questões que envol-
Resolução vam os conteúdos:
45------100% - Lógica sequencial
X-------60% - Calendários
X=27
RACIOCÍNIO VERBAL
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se to- Avalia a capacidade de interpretar informação escrita e tirar
dos os meninos estiverem gripados, assim apenas 2 meninas estão. conclusões lógicas.
Uma avaliação de raciocínio verbal é um tipo de análise de ha-
bilidade ou aptidão, que pode ser aplicada ao se candidatar a uma
vaga. Raciocínio verbal é parte da capacidade cognitiva ou inteli-
Resposta: C. gência geral; é a percepção, aquisição, organização e aplicação do
conhecimento por meio da linguagem.
Nos testes de raciocínio verbal, geralmente você recebe um
APLICAÇÃO DOS CONTEÚDOS ACIMA LISTADOS EM trecho com informações e precisa avaliar um conjunto de afirma-
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS ções, selecionando uma das possíveis respostas:
A – Verdadeiro (A afirmação é uma consequência lógica das in-
formações ou opiniões contidas no trecho)
Prezado candidato, o tema supracitado foi abordado no B – Falso (A afirmação é logicamente falsa, consideradas as in-
decorrer da matéria. formações ou opiniões contidas no trecho)
C – Impossível dizer (Impossível determinar se a afirmação é
verdadeira ou falsa sem mais informações)
PROPOSIÇÕES SIMPLES; PROPOSIÇÕES COMPOSTAS;
CONECTIVOS (CONJUNÇÃO, DISJUNÇÃO, DISJUNÇÃO ESTRUTURAS LÓGICAS
EXCLUSIVA, CONDICIONAL E BICONDICIONAL); VA- Precisamos antes de tudo compreender o que são proposições.
LOR LÓGICO DE PROPOSIÇÕES E CONSTRUÇÃO DE Chama-se proposição toda sentença declarativa à qual podemos
TABELAS-VERDADE; ÁLGEBRA PROPOSICIONAL; EQUI- atribuir um dos valores lógicos: verdadeiro ou falso, nunca ambos.
VALÊNCIAS LÓGICAS; NEGAÇÕES DOS CONECTIVOS Trata-se, portanto, de uma sentença fechada.
(CONJUNÇÃO, DISJUNÇÃO, DISJUNÇÃO EXCLUSIVA,
CONDICIONAL E BICONDICIONAL); TAUTOLOGIA, CON- Elas podem ser:
TRADIÇÃO E CONTINGÊNCIA; DIAGRAMAS LÓGICOS; • Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor lógi-
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO. ESTRUTURA LÓGICA DE co verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!), portanto,
RELAÇÕES ARBITRÁRIAS ENTRE PESSOAS, LUGARES, não é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:
OBJETOS OU EVENTOS FICTÍCIOS; DEDUZIR NOVAS IN- - Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou ontem?
FORMAÇÕES DAS RELAÇÕES FORNECIDAS E AVALIAR – Fez Sol ontem?
AS CONDIÇÕES USADAS PARA ESTABELECER A ESTRU- - Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
TURA DAQUELAS RELAÇÕES - Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a
televisão.
RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO - Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, am-
Este tipo de raciocínio testa sua habilidade de resolver proble- bíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro
mas matemáticos, e é uma forma de medir seu domínio das dife- do meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1
rentes áreas do estudo da Matemática: Aritmética, Álgebra, leitura
de tabelas e gráficos, Probabilidade e Geometria etc. Essa parte
consiste nos seguintes conteúdos:
15
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada
uma frase, proposição ou sentença lógica.
• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições sim-
ples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P,Q,R, R..., também chamadas letras proposicionais.
ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.
Negação ~ Não p
Conjunção ^ peq
Disjunção Inclusiva v p ou q
Disjunção Exclusiva v Ou p ou q
Condicional → Se p então q
16
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Bicondicional ↔ p se e somente se q
Em síntese temos a tabela verdade das proposições que facilitará na resolução de diversas questões
Exemplo:
(MEC – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA OS POSTOS 9,10,11 E 16 – CESPE)
A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V e F corres-
pondem, respectivamente, aos valores lógicos verdadeiro e falso.
Com base nessas informações e utilizando os conectivos lógicos usuais, julgue o item subsecutivo.
A última coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal é igual a
( ) Certo
( ) Errado
Resolução:
P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:
R Q P [P v (Q ↔ R) ]
V V V V V V V V
V V F F V V V V
V F V V V F F V
V F F F F F F V
17
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
F V V V V V F F
F V F F F V F F
F F V V V F V F
F F F F V F V F
Resposta: Certo
Proposição
Conjunto de palavras ou símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de sentido completo. Elas transmitem pensamentos,
isto é, afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou entes.
Valores lógicos
São os valores atribuídos as proposições, podendo ser uma verdade, se a proposição é verdadeira (V), e uma falsidade, se a proposi-
ção é falsa (F). Designamos as letras V e F para abreviarmos os valores lógicos verdade e falsidade respectivamente.
Com isso temos alguns aximos da lógica:
– PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.
– PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre um desses casos, NUNCA
existindo um terceiro caso.
“Toda proposição tem um, e somente um, dos valores, que são: V ou F.”
• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada
uma frase, proposição ou sentença lógica.
Exemplos
r: Thiago é careca.
s: Pedro é professor.
• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições
simples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P,Q,R, R..., também chamadas letras proposicionais.
Exemplo
P: Thiago é careca e Pedro é professor.
ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.
Exemplos:
1. (CESPE/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir:
– “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
– A expressão x + y é positiva.
– O valor de √4 + 3 = 7.
– Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
– O que é isto?
Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;
18
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
(C) três proposições;
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições.
Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma sentença lógica.
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando a quantidade
certa de gols, apenas se podemos atribuir um valor de V ou F a sentença).
(E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
Resposta: B.
Negação ~ Não p
Conjunção ^ peq
Disjunção Inclusiva v p ou q
Disjunção Exclusiva v Ou p ou q
Condicional → Se p então q
19
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Bicondicional ↔ p se e somente se q
Exemplo:
2. (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbolos (da
linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que apre-
senta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é repre-
sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma
proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representada pelo símbolo (→).
Resposta: B.
Tabela Verdade
Quando trabalhamos com as proposições compostas, determinamos o seu valor lógico partindo das proposições simples que a com-
põe. O valor lógico de qualquer proposição composta depende UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições simples componentes,
ficando por eles UNIVOCAMENTE determinados.
• Número de linhas de uma Tabela Verdade: depende do número de proposições simples que a integram, sendo dado pelo seguinte
teorema:
“A tabela verdade de uma proposição composta com n* proposições simples componentes contém 2n linhas.”
Exemplo:
3. (CESPE/UNB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da tabela-verdade da propo-
sição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.
Resolução:
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.
• Contradição: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), F (falsidades). A contradição é a negação da Tauto-
logia e vice versa.
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma contradição, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma contradição, quaisquer que sejam
as proposições P0, Q0, R0, ...
• Contingência: possui valores lógicos V e F ,da tabela verdade (última coluna). Em outros termos a contingência é uma proposição
composta que não é tautologia e nem contradição.
20
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplos:
4. (DPU – ANALISTA – CESPE) Um estudante de direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda, na qual
identificava, por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e as vinculava por meio de sentenças (proposições).
No seu vocabulário particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira, independentemente das valorações de P e Q como verdadeiras ou falsas.
( ) Certo
( ) Errado
Resolução:
Considerando P e Q como V.
(V→V) ↔ ((F)→(F))
(V) ↔ (V) = V
Considerando P e Q como F
(F→F) ↔ ((V)→(V))
(V) ↔ (V) = V
Então concluímos que a afirmação é verdadeira.
Resposta: Certo.
Equivalência
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes, quando mesmo possuindo estruturas lógicas diferentes, apresentam a mesma
solução em suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposições P(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) são ambas TAUTOLOGIAS, ou então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.
Exemplo:
5. (VUNESP/TJSP) Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre.
(C) João é rico, e Maria não é pobre.
(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.
Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples. Para tal, trocamos o conectivo
por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:
21
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Resposta: B.
Leis de Morgan
Com elas:
– Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo menos uma é falsa
– Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivalendo a afirmar que ambas são falsas.
ATENÇÃO
As Leis de Morgan exprimem que NEGAÇÃO CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO
transforma: DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO
CONECTIVOS
Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos.
ATENÇÃO: Sentenças interligadas pelo conectivo “e” possuirão o valor verdadeiro somente quando todas as sentenças, ou argumen-
tos lógicos, tiverem valores verdadeiros.
22
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Ele pode ser “inclusivo”(considera os dois casos) ou “exclusivo”(considera apenas um dos casos)
Exemplo:
R: Paulo é professor ou administrador
S: Maria é jovem ou idosa
No primeiro caso, o “ou” é inclusivo,pois pelo menos uma das proposições é verdadeira, podendo ser ambas.
No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois somente uma das proposições poderá ser verdadeiro
Observe que uma subjunção p→q somente será falsa quando a primeira proposição, p, for verdadeira e a segunda, q, for falsa.
23
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Conectivo “Se e somente se” (↔)
Se p e q são duas proposições, a proposição p↔q1 é chamada bijunção ou bicondicional, que também pode ser lida como: “p é con-
dição necessária e suficiente para q” ou, ainda, “q é condição necessária e suficiente para p”.
Considere, agora, a seguinte bijunção: “Irei à praia se e somente se fizer sol”. Podem ocorrer as situações:
1. Fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade)
2. Fez sol e não fui à praia. (Eu menti)
3. Não fez sol e fui à praia. (Eu menti)
4. Não fez sol e não fui à praia. (Eu disse a verdade). Sua tabela verdade:
Observe que uma bicondicional só é verdadeira quando as proposições formadoras são ambas falsas ou ambas verdadeiras.
ATENÇÃO: O importante sobre os conectivos é ter em mente a tabela de cada um deles, para que assim você possa resolver qualquer
questão referente ao assunto.
Em resumo:
Exemplo:
(PC/SP - DELEGADO DE POLÍCIA - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbolos (da
linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que apre-
senta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é repre-
sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma
proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representada pelo símbolo (→).
Resposta: B
CONTRADIÇÕES
São proposições compostas formadas por duas ou mais proposições onde seu valor lógico é sempre FALSO, independentemente do
valor lógico das proposições simples que a compõem. Vejamos:
A proposição: p ^ ~p é uma contradição, conforme mostra a sua tabela-verdade:
24
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplo:
(PEC-FAZ) Conforme a teoria da lógica proposicional, a propo-
sição ~P ∧ P é:
(A) uma tautologia. Propriedades
(B) equivalente à proposição ~p ∨ p. • Reflexiva:
(C) uma contradição. – P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
(D) uma contingência. – Uma proposição complexa implica ela mesma.
(E) uma disjunção.
• Transitiva:
Resolução: – Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
Montando a tabela teremos que: Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
P ~p ~p ^p – Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R
V F F
Regras de Inferência
V F F • Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas
F V F de proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em ou-
tras palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de propo-
F V F sições verdadeiras já existentes.
Como todos os valores são Falsidades (F) logo estamos diante Regras de Inferência obtidas da implicação lógica
de uma CONTRADIÇÃO.
Resposta: C
Exemplo:
• Modus Ponens
Observe:
- Toda proposição implica uma Tautologia:
25
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
• Modus Tollens Vejamos algumas formas:
- Todo A é B.
- Nenhum A é B.
- Algum A é B.
- Algum A não é B.
• Teorema
P(p,q,r,..) ⇒ Q(p,q,r,...) se e somente se P(p,q,r,...) → Q(p,q,r,...)
Observe que:
→ indica uma operação lógica entre as proposições. Ex.: das
proposições p e q, dá-se a nova proposição p → q.
⇒ indica uma relação. Ex.: estabelece que a condicional P →
Q é tautológica.
Inferências
• Regra do Silogismo Hipotético Tais proposições afirmam que o conjunto “A” está contido no
conjunto “B”, ou seja, que todo e qualquer elemento de “A” é tam-
bém elemento de “B”. Observe que “Toda A é B” é diferente de
“Todo B é A”.
26
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Em síntese:
Resolução:
Temos um quantificador particular (alguns) e uma proposição
do tipo conjunção (conectivo “e”). Pede-se a sua negação.
Resolução:
Se a afirmação é falsa a negação será verdadeira. Logo, a nega-
ção de um quantificador universal categórico afirmativo se faz atra-
vés de um quantificador existencial negativo. Logo teremos: Pelo
menos um professor não é psicólogo.
Resposta: E
27
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
• Equivalência entre as proposições Vejamos a tabela abaixo as proposições categóricas:
Basta usar o triângulo a seguir e economizar um bom tempo na
resolução de questões.
TIPO PREPOSIÇÃO DIAGRAMAS
TODO
A
AéB
Exemplo:
(PC/PI - ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL - UESPI) Qual a negação NENHUM
lógica da sentença “Todo número natural é maior do que ou igual E
AéB
a cinco”?
(A) Todo número natural é menor do que cinco.
Existe pelo menos um elemento que
(B) Nenhum número natural é menor do que cinco.
pertence a A, então não pertence a B, e
(C) Todo número natural é diferente de cinco.
vice-versa.
(D) Existe um número natural que é menor do que cinco.
(E) Existe um número natural que é diferente de cinco.
Resolução:
Do enunciado temos um quantificador universal (Todo) e pede-
-se a sua negação.
O quantificador universal todos pode ser negado, seguindo o
esquema abaixo, pelo quantificador algum, pelo menos um, existe
ao menos um, etc. Não se nega um quantificador universal com To- Existe pelo menos um elemento co-
dos e Nenhum, que também são universais. mum aos conjuntos A e B.
Podemos ainda representar das seguin-
ALGUM tes formas:
I
AéB
Diagramas lógicos
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários proble-
mas. É uma ferramenta para resolvermos problemas que envolvam
argumentos dedutivos, as quais as premissas deste argumento po-
dem ser formadas por proposições categóricas.
28
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Resolução:
Vamos chamar de:
Cinema = C
Casa de Cultura = CC
Teatro = T
Analisando as proposições temos:
- Todo cinema é uma casa de cultura (B) existe teatro que não é casa de cultura. – Errado, pelo mes-
mo princípio acima.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro. – Errado,
a primeira proposição já nos afirma o contrário. O diagrama nos
afirma isso
29
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
• Como saber se um determinado argumento é mesmo váli-
do?
Para se comprovar a validade de um argumento é utilizando
diagramas de conjuntos (diagramas de Venn). Trata-se de um mé-
todo muito útil e que será usado com frequência em questões que
pedem a verificação da validade de um argumento. Vejamos como
funciona, usando o exemplo acima. Quando se afirma, na premissa
P1, que “todos os homens são pássaros”, poderemos representar
essa frase da seguinte maneira:
Resposta: E
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de propo-
sições iniciais redunda em outra proposição final, que será conse-
quência das primeiras. Ou seja, argumento é a relação que associa
um conjunto de proposições P1, P2,... Pn , chamadas premissas do
argumento, a uma proposição Q, chamada de conclusão do argu-
mento.
Argumentos Válidos
Dizemos que um argumento é válido (ou ainda legítimo ou bem
construído), quando a sua conclusão é uma consequência obrigató- Será sempre assim a representação gráfica de uma sentença “Ne-
ria do seu conjunto de premissas. nhum A é B”: dois conjuntos separados, sem nenhum ponto em co-
mum.
Exemplo: Tomemos agora as representações gráficas das duas premissas
O silogismo... vistas acima e as analisemos em conjunto. Teremos:
P1: Todos os homens são pássaros.
P2: Nenhum pássaro é animal.
Q: Portanto, nenhum homem é animal.
30
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Comparando a conclusão do nosso argumento, temos:
NENHUM homem é animal – com o desenho das premissas será que podemos dizer que esta conclusão é uma consequência necessá-
ria das premissas? Claro que sim! Observemos que o conjunto dos homens está totalmente separado (total dissociação!) do conjunto dos
animais. Resultado: este é um argumento válido!
Argumentos Inválidos
Dizemos que um argumento é inválido – também denominado ilegítimo, mal construído, falacioso ou sofisma – quando a verdade das
premissas não é suficiente para garantir a verdade da conclusão.
Exemplo:
P1: Todas as crianças gostam de chocolate.
P2: Patrícia não é criança.
Q: Portanto, Patrícia não gosta de chocolate.
Este é um argumento inválido, falacioso, mal construído, pois as premissas não garantem (não obrigam) a verdade da conclusão.
Patrícia pode gostar de chocolate mesmo que não seja criança, pois a primeira premissa não afirmou que somente as crianças gostam de
chocolate.
Utilizando os diagramas de conjuntos para provar a validade do argumento anterior, provaremos, utilizando-nos do mesmo artifício,
que o argumento em análise é inválido. Comecemos pela primeira premissa: “Todas as crianças gostam de chocolate”.
Analisemos agora o que diz a segunda premissa: “Patrícia não é criança”. O que temos que fazer aqui é pegar o diagrama acima (da
primeira premissa) e nele indicar onde poderá estar localizada a Patrícia, obedecendo ao que consta nesta segunda premissa. Vemos
facilmente que a Patrícia só não poderá estar dentro do círculo das crianças. É a única restrição que faz a segunda premissa! Isto posto,
concluímos que Patrícia poderá estar em dois lugares distintos do diagrama:
1º) Fora do conjunto maior;
2º) Dentro do conjunto maior. Vejamos:
Finalmente, passemos à análise da conclusão: “Patrícia não gosta de chocolate”. Ora, o que nos resta para sabermos se este argumen-
to é válido ou não, é justamente confirmar se esse resultado (se esta conclusão) é necessariamente verdadeiro!
- É necessariamente verdadeiro que Patrícia não gosta de chocolate? Olhando para o desenho acima, respondemos que não! Pode
ser que ela não goste de chocolate (caso esteja fora do círculo), mas também pode ser que goste (caso esteja dentro do círculo)! Enfim, o
argumento é inválido, pois as premissas não garantiram a veracidade da conclusão!
31
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
2º) Utilizando tabela-verdade: esta forma é mais indicada quando não for possível resolver pelo primeiro método, o que ocorre quan-
do nas premissas não aparecem as palavras todo, algum e nenhum, mas sim, os conectivos “ou” , “e”, “” e “↔”. Baseia-se na construção
da tabela-verdade, destacando-se uma coluna para cada premissa e outra para a conclusão. Este método tem a desvantagem de ser mais
trabalhoso, principalmente quando envolve várias proposições simples.
3º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos e considerando as premissas verdadeiras.
Por este método, fácil e rapidamente demonstraremos a validade de um argumento. Porém, só devemos utilizá-lo na impossibilidade
do primeiro método.
Iniciaremos aqui considerando as premissas como verdades. Daí, por meio das operações lógicas com os conectivos, descobriremos o
valor lógico da conclusão, que deverá resultar também em verdade, para que o argumento seja considerado válido.
4º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos, considerando premissas verdadeiras e conclusão falsa.
É indicado este caminho quando notarmos que a aplicação do terceiro método não possibilitará a descoberta do valor lógico da con-
clusão de maneira direta, mas somente por meio de análises mais complicadas.
Em síntese:
Exemplo:
Diga se o argumento abaixo é válido ou inválido:
(p ∧ q) → r
_____~r_______
~p ∨ ~q
Resolução:
-1ª Pergunta) O argumento apresenta as palavras todo, algum ou nenhum?
A resposta é não! Logo, descartamos o 1º método e passamos à pergunta seguinte.
- 2ª Pergunta) O argumento contém no máximo duas proposições simples?
A resposta também é não! Portanto, descartamos também o 2º método.
- 3ª Pergunta) Há alguma das premissas que seja uma proposição simples ou uma conjunção?
32
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
A resposta é sim! A segunda proposição é (~r). Podemos optar F = É noite
então pelo 3º método? Sim, perfeitamente! Mas caso queiramos A argumentação parte que a conclusão deve ser (V)
seguir adiante com uma próxima pergunta, teríamos: Lembramos a tabela verdade da condicional:
- 4ª Pergunta) A conclusão tem a forma de uma proposição
simples ou de uma disjunção ou de uma condicional? A resposta
também é sim! Nossa conclusão é uma disjunção! Ou seja, caso
queiramos, poderemos utilizar, opcionalmente, o 4º método!
Vamos seguir os dois caminhos: resolveremos a questão pelo
3º e pelo 4º métodos.
33
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Bongrado não é elfo (V)
Monarca não é um centauro (V)
Como a conclusão parte da conjunção, o mesmo só será verdadeiro quando todas as afirmativas forem verdadeiras, logo, a única que
contém esse valor lógico é:
Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
Resposta: B
01. Três homens, Luís, Carlos e Paulo, são casados com Lúcia, Patrícia e Maria, mas não sabemos quem ê casado com quem. Eles tra-
balham com Engenharia, Advocacia e Medicina, mas também não sabemos quem faz o quê. Com base nas dicas abaixo, tente descobrir o
nome de cada marido, a profissão de cada um e o nome de suas esposas.
a) O médico é casado com Maria.
b) Paulo é advogado.
c) Patrícia não é casada com Paulo.
d) Carlos não é médico.
Vamos montar o passo a passo para que você possa compreender como chegar a conclusão da questão.
1º passo – vamos montar uma tabela para facilitar a visualização da resolução, a mesma deve conter as informações prestadas no
enunciado, nas quais podem ser divididas em três grupos: homens, esposas e profissões.
3º passo preenchimento de nossa tabela, com as informações mais óbvias do problema, aquelas que não deixam margem a nenhuma
dúvida. Em nosso exemplo:
- O médico é casado com Maria: marque um “S” na tabela principal na célula comum a “Médico” e “Maria”, e um “N” nas demais
células referentes a esse “S”.
34
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
ATENÇÃO: se o médico é casado com Maria, ele NÃO PODE ser casado com Lúcia e Patrícia, então colocamos “N” no cruzamento
de Medicina e elas. E se Maria é casada com o médico, logo ela NÃO PODE ser casada com o engenheiro e nem com o advogado (logo
colocamos “N” no cruzamento do nome de Maria com essas profissões).
– Paulo é advogado: Vamos preencher as duas tabelas (tabela gabarito e tabela principal) agora.
– Patrícia não é casada com Paulo: Vamos preencher com “N” na tabela principal
– Carlos não é médico: preenchemos com um “N” na tabela principal a célula comum a Carlos e “médico”.
Notamos aqui que Luís então é o médico, pois foi a célula que ficou em branco. Podemos também completar a tabela gabarito.
Novamente observamos uma célula vazia no cruzamento de Carlos com Engenharia. Marcamos um “S” nesta célula. E preenchemos
sua tabela gabarito.
4º passo – após as anotações feitas na tabela principal e na tabela gabarito, vamos procurar informações que levem a novas conclu-
sões, que serão marcadas nessas tabelas.
Observe que Maria é esposa do médico, que se descobriu ser Luís, fato que poderia ser registrado na tabela-gabarito. Mas não vamos
fazer agora, pois essa conclusão só foi facilmente encontrada porque o problema que está sendo analisado é muito simples. Vamos con-
tinuar o raciocínio e fazer as marcações mais tarde. Além disso, sabemos que Patrícia não é casada com Paulo. Como Paulo é o advogado,
podemos concluir que Patrícia não é casada com o advogado.
Verificamos, na tabela acima, que Patrícia tem de ser casada com o engenheiro, e Lúcia tem de ser casada com o advogado.
35
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Lúcia N N S
Patrícia N S N
Maria S N N
Concluímos, então, que Lúcia é casada com o advogado (que é Paulo), Patrícia é casada com o engenheiro (que e Carlos) e Maria é
casada com o médico (que é Luís).
Preenchendo a tabela-gabarito, vemos que o problema está resolvido:
Exemplo:
(TRT-9ª REGIÃO/PR – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC) Luiz, Arnaldo, Mariana e Paulo viajaram em janeiro, todos
para diferentes cidades, que foram Fortaleza, Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades para onde eles viajaram, sabe-se que:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
− Mariana viajou para Curitiba;
− Paulo não viajou para Goiânia;
− Luiz não viajou para Fortaleza.
Resolução:
Vamos preencher a tabela:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
36
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
Quantificador
É um termo utilizado para quantificar uma expressão. Os quan-
tificadores são utilizados para transformar uma sentença aberta ou
proposição aberta em uma proposição lógica.
37
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
– Algum animal é cavalo ou Algum cavalo é um animal. 3. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VUNESP/2017)
– Se é cavalo, então é um animal. Uma indústria produz regularmente 4500 litros de suco por dia. Sa-
Nesse caso, nossa resposta é toda cabeça de cavalo é cabeça be-se que a terça parte da produção diária é distribuída em caixi-
de animal, pois mantém a relação de “está contido” (segunda forma nhas P, que recebem 300 mililitros de suco cada uma. Nessas condi-
de conclusão). ções, é correto afirmar que a cada cinco dias a indústria utiliza uma
Resposta: B quantidade de caixinhas P igual a
(A) 25000.
(CESPE) Se R é o conjunto dos números reais, então a proposi- (B) 24500.
ção (∀ x) (x ∈ R) (∃ y) (y ∈ R) (x + y = x) é valorada como V. (C) 23000.
(D) 22000.
Resolução: (E) 20500.
Lemos: para todo x pertencente ao conjunto dos números reais
(R) existe um y pertencente ao conjunto dos números dos reais (R) 4. (UNIRV/GO – AUXILIAR DE LABORATÓRIO – UNIRV-
tal que x + y = x. GO/2017) Uma empresa farmacêutica distribuiu 14400 litros de
– 1º passo: observar os quantificadores. uma substância líquida em recipientes de 72 cm3 cada um. Sabe-se
X está relacionado com o quantificador universal, logo, todos que cada recipiente, depois de cheio, tem 80 gramas. A quantidade
os valores de x devem satisfazer a propriedade. de toneladas que representa todos os recipientes cheios com essa
Y está relacionado com o quantificador existencial, logo, é ne- substância é de
cessário pelo menos um valor de x para satisfazer a propriedade. (A) 16
– 2º passo: observar os conjuntos dos números dos elementos (B) 160
x e y. (C) 1600
O elemento x pertence ao conjunto dos números reais. (D) 16000
O elemento y pertence ao conjunto os números reais.
– 3º passo: resolver a propriedade (x+ y = x). 5. (MPE/GO – OFICIAL DE PROMOTORIA – MPEGO/2017)
A pergunta: existe algum valor real para y tal que x + y = x? João estuda à noite e sua aula começa às 18h40min. Cada aula tem
Existe sim! y = 0. duração de 45 minutos, e o intervalo dura 15 minutos. Sabendo-se
X + 0 = X. que nessa escola há 5 aulas e 1 intervalo diariamente, pode-se afir-
Como existe pelo menos um valor para y e qualquer valor de mar que o término das aulas de João se dá às:
(A) 22h30min
x somado a 0 será igual a x, podemos concluir que o item está cor-
(B) 22h40min
reto.
(C) 22h50min
Resposta: CERTO
(D) 23h
(E) Nenhuma das anteriores
38
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
9. (ANP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESGRANRIO/2016) 14. (EMBASA – ASSISTENTE DE LABORATÓRIO – IBFC/2017)
Um caminhão-tanque chega a um posto de abastecimento com Um marceneiro possui duas barras de ferro, uma com 1,40 metros
36.000 litros de gasolina em seu reservatório. Parte dessa gasolina de comprimento e outra com 2,45 metros de comprimento. Ele pre-
é transferida para dois tanques de armazenamento, enchendo-os tende cortá-las em barras de tamanhos iguais, de modo que cada
completamente. Um desses tanques tem 12,5 m3, e o outro, 15,3 pedaço tenha a maior medida possível. Nessas circunstâncias, o to-
m3, e estavam, inicialmente, vazios. tal de pedaços que o marceneiro irá cortar, utilizando as duas de
Após a transferência, quantos litros de gasolina restaram no ferro, é:
caminhão-tanque? (A) 9
(A) 35.722,00 (B) 11
(B) 8.200,00 (C) 12
(C) 3.577,20 (D) 13
(D) 357,72
(E) 332,20 15. No sistema monetário brasileiro, há moedas de 1, 5, 10,
25 e 50 centavos de real, além da moeda de 1 real. De quantas for-
10. (DPE/RR – AUXILIAR ADMINISTRATIVO – FCC/2015) mas diferentes podemos juntar 40 centavos de real com apenas 4
Raimundo tinha duas cordas, uma de 1,7 m e outra de 1,45 m. Ele moedas?
precisava de pedaços, dessas cordas, que medissem 40 cm de com- (A) 1
primento cada um. Ele cortou as duas cordas em pedaços de 40 cm (B) 2
de comprimento e assim conseguiu obter (C) 3
(A) 6 pedaços. (D) 4
(B) 8 pedaços. (E) 5
(C) 9 pedaços.
(D) 5 pedaços. 16. No Brasil, o sistema monetário adotado é o decimal. Por
(E) 7 pedaços. exemplo:
205,42 reais = (2 × 102 + 0 × 101 + 5 × 100 + 4 × 10-1 + 2 ×
11. (PREFEITURA DE SALVADOR /BA - TÉCNICO DE NÍVEL 10-2) reais Suponha que em certo país, em que a moeda vigente
SUPERIOR II - DIREITO – FGV/2017) Em um concurso, há 150 can-
é o “mumu”, o sistema monetário seja binário. O exemplo seguin-
didatos em apenas duas categorias: nível superior e nível médio.
te mostra como converter certa quantia, dada em “mumus”, para
Sabe-se que:
reais: 110,01 mumus = (1 × 22 + 1 × 21 + 0 × 20 + 0 × 2-1 + 1 × 2-2)
• dentre os candidatos, 82 são homens;
reais = = 6,25 reais Com base nessas informações, se um brasileiro
• o número de candidatos homens de nível superior é igual ao
em viagem a esse país quiser converter 385,50 reais para a moeda
de mulheres de nível médio;
local, a quantia que ele receberá, em “mumus”, é:
• dentre os candidatos de nível superior, 31 são mulheres.
(A) 10 100 001,11.
O número de candidatos homens de nível médio é (B) 110 000 001,1.
(A) 42. (C) 110 000 011,11.
(B) 45. (D) 110 000 111,1.
(C) 48. (E) 111 000 001,11.
(D) 50.
(E) 52.
GABARITO
12. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA
- MSCONCURSOS/2017) Raoni, Ingrid, Maria Eduarda, Isabella e
José foram a uma prova de hipismo, na qual ganharia o competidor 1. Resposta: E.
que obtivesse o menor tempo final. A cada 1 falta seriam incremen- 3h 20 minutos-200 minutos
tados 6 segundos em seu tempo final. Ingrid fez 1’10” com 1 falta, 5000-----40
Maria Eduarda fez 1’12” sem faltas, Isabella fez 1’07” com 2 faltas, x----------200
Raoni fez 1’10” sem faltas e José fez 1’05” com 1 falta. Verificando a x=1000000/40=25000
colocação, é correto afirmar que o vencedor foi:
(A) José Já foram impressos 25000, portanto faltam ainda 75000
(B) Isabella 4500-------48
(C) Maria Eduarda 75000------x
(D) Raoni X=3600000/4500=800 minutos
800/60=13,33h
13. (MPE/GO – OFICIAL DE PROMOTORIA – MPEGO /2017) 13 horas e 1/3 hora
Em um determinado zoológico, a girafa deve comer a cada 4 horas, 13h e 20 minutos
o leão a cada 5 horas e o macaco a cada 3 horas. Considerando
que todos foram alimentados às 8 horas da manhã de domingo, é
correto afirmar que o funcionário encarregado deverá servir a ali-
mentação a todos concomitantemente às:
(A) 8 horas de segunda-feira.
(B) 14 horas de segunda-feira.
(C) 10 horas de terça-feira.
(D) 20 horas de terça-feira.
(E) 9 horas de quarta-feira.
39
MATEMÁTICA / RACIOCÍNIO LÓGICO
2. Resposta: C. [Link]: E.
Como ela ficou 1hora e meia na clínica o trajeto de ida e volta 1,7m=170cm
demorou 1 hora. 1,45m=145 cm
170/40=4 resta 10
3. Resposta: A. 145/40=3 resta 25
4500/3=1500 litros para as caixinhas 4+3=7
1500litros=1500000ml
1500000/300=5000 caixinhas por dia 11. Resposta: B.
5000.5=25000 caixinhas em 5 dias 150-82=68 mulheres
Como 31 mulheres são candidatas de nível superior, 37 são de
4. Resposta: A. nível médio.
14400litros=14400000 ml Portanto, há 37 homens de nível superior.
82-37=45 homens de nível médio.
12. Resposta: D.
Como o tempo de Raoni foi 1´10” sem faltas, ele foi o vencedor.
200000⋅80=16000000 gramas=16 toneladas
13. Resposta: D.
5. Resposta: B. Mmc(3, 4, 5)=60
5⋅45=225 minutos de aula 60/24=2 dias e 12horas
225/60=3 horas 45 minutos nas aulas mais 15 minutos de in- Como foi no domingo às 8h d amanhã, a próxima alimentação
tervalo=4horas será na terça às 20h.
18:40+4h=22h:40
14. Resposta: B.
6. Resposta: D.
1h45min=60+45=105 minutos 140 2 245 5
15km-------105
1--------------x 70 2 49 7
X=7 minutos 35 5 7 7
1h20min=60+20=80min
7 7 1
8km----80
1-------x 1
X=10minutos
A diferença é de 3 minutos Mdc=5.7=35
140/35=4
7. Resposta: B. 245/35=7
V------80min Portanto, serão 11 pedaços.
V+20----48
Quanto maior a velocidade, menor o tempo(inversamente) 15. B
16. B
80v=48V+960 ANOTAÇÕES
32V=960
V=30km/h
______________________________________________________
30km----60 min
x-----------80 ______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
60x=2400
X=40km ______________________________________________________
______________________________________________________
8 Resposta: B.
12:45 até 13:12 são 27 minutos ______________________________________________________
27x60=1620 segundos
______________________________________________________
9. Resposta: B.
1m³=1000litros ______________________________________________________
36000/1000=36 m³
36-12,5-15,3=8,2 m³x1000=8200 litros ______________________________________________________
40