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Plano de Gerenciamento de Resíduos PGRCC

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PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA

CONSTRUÇÃO CIVIL - PGRCC

La Esmeralda Beach Village


Requerente: SPE MORRO DAS PEDRAS –
EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO LTDA

Janeiro de 2023
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 3

2. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR .............................................................................. 4

3. IDENTIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO TÉCNICA DOS AUTORES DO PLANO DE


GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL ........................................................ 5

4. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL AO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS ........................................... 6

5. DEFINIÇÕES .................................................................................................................... 8

6. CLASSIFICAÇÕES............................................................................................................ 10

7. DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS................................................................................ 13

7.1 IDENTIFICAÇÃO DAS FONTES GERADORAS DE RESÍDUOS E CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A


LEGISLAÇÃO ............................................................................................................................... 13
Jardinagem ................................................................................................................... 14
7.2 SEGREGAÇÃO E ACONDICIONAMENTO INICIAL ........................................................................ 14
7.2.1 Segregação ....................................................................................................... 14
7.2.2 Acondicionamento inicial ................................................................................. 15
7.3 TRANSPORTE INTERNO...................................................................................................... 20
7.4 ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO ........................................................................................ 21
7.5 COLETA E TRANSPORTE EXTERNO ........................................................................................ 24
7.6 REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DOS RESÍDUOS ......................................................................... 26
7.7 DESTINAÇÃO FINAL .......................................................................................................... 28

8. AÇÕES CORRETIVAS E EMERGENCIAIS ........................................................................... 31

8.1 PARALISAÇÃO DA COLETA PÚBLICA DE REJEITOS (CLASSE IIA) .................................................. 31


8.2 ESPALHAMENTO/VAZAMENTO DE RESÍDUOS PERIGOSOS ........................................................ 31

9. INSTRUMENTOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ...................................................... 32

9.1 MEDIDAS DE REDUÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS GERADOS NA OBRA ............................................. 32


9.2 CONSCIÊNCIA AMBIENTAL DENTRO DA OBRA ......................................................................... 33

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10. CONTROLE E REVISÃO DO PGRCC .................................................................................. 34

11. DEFINIÇÃO DE RESPONSABILIDADES E COMPETÊNCIAS ................................................. 35

12. REFERÊNCIAS ................................................................................................................ 36

13. ANEXOS ........................................................................................................................ 40

13.1 ANEXO 01: ART ............................................................................................................. 40

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1. INTRODUÇÃO

O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil (PGRCC) é um


documento que estabelece ações que priorizam a não geração, a redução na geração, à
reutilização, a reciclagem e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos. O plano de
gerenciamento de resíduos sólidos é um dos instrumentos da PNRS e as atividades sujeitas à
elaboração deste documento estão descritas no Art.20 da Lei Federal 12.305/2010.

Este Plano de Gestão de Resíduos da Construção Civil (PGRCC) servirá como diretriz para
a construção do empreendimento multifamiliar misto, proposto pelo SPE MORRO DAS PEDRAS
– EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO LTDA, o imóvel localiza-se no bairro Morro das Pedras, na
Rua Sagrado Coração de Jesus, Florianópolis/SC, terreno com área total de 16.170 m².

O condomínio denominado LA ESMERALDA Beach Village, trata-se de um


empreendimento composto por 359 unidades, sendo 336 unidades residenciais e 23 unidades
comerciais. As unidades residenciais distribuem-se em 04 blocos de 84 apartamentos cada,
entre estes 15 apartamentos no ático e 69 apartamentos nos pavimentos tipo. As unidades
comerciais estão localizadas nos blocos C e D, sendo 07 lojas no bloco C e 16 lojas no bloco D.

A área do terreno compreende 16.170,00 m² e o projeto prevê uma área total a ser
construída de 37.841,69m².

Para a implantação do referido condomínio residencial misto são necessárias obras civis
de fundações, estrutura, alvenaria, instalações prediais, acabamentos e pinturas. Dessa forma,
durante a obra é comum a geração de resíduos sólidos da construção civil, os quais necessitam
de um plano de gerenciamento específico, sabendo que tem classificações e características
distintas dos demais resíduos sólidos.

Cabe mencionar que, ao implantar esse tipo de programa, as construtoras podem


incorporar estes outros benefícios: atendimento aos requisitos legais e dos programas de
certificação; melhora nas condições de limpeza do canteiro, contribuindo para maior
organização da obra, diminuição dos acidentes de trabalho, redução do consumo de recursos
naturais e a consequente redução de resíduos.

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2. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR

A Tabela 1 apresenta os dados de identificação do empreendedor.

Tabela 1. Dados do empreendedor.


Dados do empreendedor
Razão Social SPE MORRO DAS PEDRAS - EMPREENDIMENTO IMOBILIARIO LTDA
CNPJ 13.021.073/0001-01
Rua Sagrado Coração de Jesus, 818, Morro das Pedras, Florianópolis/SC.
Endereço
CEP: 88.066-070

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3. IDENTIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO TÉCNICA DOS AUTORES DO PLANO DE
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

A empresa responsável pela elaboração do PGRCC é a AS Soluções Ambientais &


Engenharia, inscrita no CNPJ: 27.756.665/0001-86 e registro no CREA número 149680-4-SC.

A identificação do profissional responsável pela elaboração do PGRCC e sua respectiva


ART encontra-se apresentadas na Tabela 2. No Anexo 01 segue a ART da engenheira Amanda R.
Schmidt, coordenadora e responsável pelo Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção
Civil.

Tabela 2. Identificação do profissional responsável.


Profissional Qualificação CREA/SC ART
Amanda Rafaela Schmidt Engenheira Ambiental 126680-7 8854133-0

A equipe técnica de apoio é apresentada na Tabela 3.

Tabela 3. Identificação da equipe de apoio.


Profissional Qualificação CREA/SC
Bibiana Pedrazzi Daer Luna Técnica em Meio Ambiente -
Lucas Meneguim Pereira Estudante de Engenharia Ambiental e Sanitária -

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4. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL AO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS

No Quadro 1 estão listados os principais documentos legais aplicáveis à gestão dos


resíduos na atividade de construção civil, bem como as respectivas ementas. Serão
relacionadas também, algumas normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas –
ABNT, que são de grande importância para o gerenciamento de resíduos.

Quadro 1. Legislação aplicável ao gerenciamento de resíduos de atividades da construção civil.


LEGISLAÇÃO FEDERAL APLICÁVEL AO GERENCIAMENTO DOS RCCs
Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções
Lei Federal n° 6.437/1997
respectivas e dá outras providências.
Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de
Lei Federal n° 9.605/1998 condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras
providências.
Altera a Lei n° 9.638, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a
Lei Federal n° 10.165/2000 Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de
formulação e aplicação e dá outras providências.
Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, altera a Lei n° 9.605, de
Lei Federal n° 12.305/2010
12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.
Regulamenta a Lei n° 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a
Política Nacional de Resíduos Sólidos, cria o Comitê Interministerial da
Decreto 7.404/2010 Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para
Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, e dá outras
providências.
RESOLUÇÕES APLICÁVEIS AO GERENCIAMENTO DOS RCCs

Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser


Resolução CONAMA n° 275/2001 adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como
nas campanhas informativas para a coleta seletiva.

Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos


Resolução CONAMA n° 307/2002 resíduos da construção civil, de forma a minimizar os impactos
ambientais.
Altera a Resolução CONAMA n° 307, de 5 de julho de 2002 incluindo o
Resolução CONAMA n° 348/2004
amianto na classe de resíduos perigosos.
Altera o art. 3° da Resolução CONAMA n° 307, de 5 de julho de 2002,
Resolução CONAMA n° 431/2011
estabelecendo nova classificação para o gesso.
Altera os arts.2°, 4°, 6°, °, 9°, 10 e 11 da Resolução CONAMA n° 307, de
Resolução CONAMA n° 448/2012
5 de julho de 2002.
Altera a Resolução CONAMA n° 307, de 5 de julho de 2002, que
Resolução CONAMA n° 469/2015 estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos
resíduos da construção civil.

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NORMAS TÉCNICAS APLICÁVEIS AO GERENCIAMENTO DOS RCCs
Classifica os resíduos sólidos quanto aos riscos potenciais ao meio
NBR 10.004 - Resíduos Sólidos -
ambiente e à saúde pública, para que estes resíduos possam ter
Classificação
manuseio e destinação adequados.

NBR 11.174 - Armazenamento de Fixa as condições exigíveis para obtenção das condições mínimas
resíduos classes II - Não inertes e III - necessárias ao armazenamento de resíduos classes II - não inertes e III -
inertes inertes, de forma a proteger a saúde pública e o meio ambiente.

Fixa as condições exigíveis para o armazenamento de resíduos sólidos


NBR 12.235 - Armazenamento de perigosos, de forma a proteger a saúde pública e o meio ambiente.
resíduos sólidos perigosos Aplica-se ao armazenamento de todos e quaisquer resíduos perigosos
classe I, conforme definido na NBR 10.004.

Especifica as condições para o transporte de resíduos, de modo a evitar


NBR 13.221 - Transporte de Resíduos
danos ao meio ambiente e proteger a saúde pública.

Classifica a coleta de resíduos sólidos urbanos dos equipamentos


NBR 13463 - Coleta de resíduos sólidos destinados a esta coleta, dos tipos de sistema de trabalho, do
acondicionamento desses resíduos e das estações de transbordo.

NBR 15.115 - Agregados reciclados de


Execução de camadas de pavimentação - Procedimentos.
resíduos sólidos da construção civil
NBR 15.116 - Agregados reciclados de Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função
resíduos sólidos da construção civil estrutural – Requisitos.

Estabelece os símbolos convencionais e seu dimensionamento, para


NBR 7.500 - Símbolos de risco e
serem aplicados nas unidades de transporte e nas embalagens para
manuseio para o transporte e
indicação dos riscos e dos cuidados a tomar no seu manuseio,
armazenamento de materiais
transporte e armazenamento, de acordo com a carga contida.

LEGISLAÇÃO ESTADUAL APLICÁVEL AO GERENCIAMENTO DOS RCCs


Dispõe sobre a coleta, o recolhimento e o destino final dos resíduos
Lei Estadual n° 11.347/2000 sólidos potencialmente perigosos que menciona, e adota outras
providências.
Dispõe sobre a Política Estadual de Resíduos Sólidos e adota outras
Lei Estadual n° 13.557/2005
providências.
Institui o Código Estadual do Meio Ambiente e estabelece outras
Lei Estadual n° 14.675/2009
providências.
LEGISLAÇÃO MUNICIPAL APLICÁVEL AO GERENCIAMENTO DOS RCCs
Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos
LCM n° 305/2007 resíduos da construção civil no município de Florianópolis e dá outras
providências.
Institui o plano diretor de urbanismo do município de Florianópolis que
LCM n° 482/2014 dispõe sobre a política de desenvolvimento urbano, o plano de uso e
ocupação, os instrumentos urbanísticos e o sistema de gestão.
Fonte: Elaborado pelos autores.

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5. DEFINIÇÕES

Resíduos da construção civil: São os resíduos provenientes de construções, reformas, reparos e


demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de
terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas,
colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico,
vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras,
caliça ou metralha.

Geradores: Pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis por atividades ou


empreendimentos que gerem os resíduos da construção civil.

Transportadores: Pessoas, físicas ou jurídicas, encarregadas da coleta e do transporte dos


resíduos entre as fontes geradoras e as áreas de destinação.

Segregação: Consiste na separação de resíduos no local de sua geração, na área de


armazenamento temporário ou na central de resíduos sólidos, de acordo com as características
físicas, químicas, biológicas e com os riscos envolvidos.

Agregado reciclado: Material granular proveniente do beneficiamento de resíduos de


construção que apresentem características técnicas para a aplicação em obras de edificação, de
infraestrutura, em aterros sanitários ou outras obras de engenharia.

Acondicionamento: Consiste no ato de embalar corretamente os resíduos segregados, em


sacos ou recipientes que evitem vazamentos e resistam às ações de ruptura; prepará-los para a
coleta de forma sanitariamente adequada, como ainda compatível com o tipo e a quantidade
de resíduos.

Coleta: Consiste no translado dos resíduos dos pontos de geração até o local destinado ao
armazenamento temporário ou a apresentação para a coleta externa.

Armazenamento: Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já


acondicionados, em locais próximos aos pontos de geração, visando a coleta dentro do

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estabelecimento, e otimizar o translado entre os pontos geradores e o ponto destinado à
apresentação para coleta externa.

Transporte externo: Consiste na remoção dos resíduos do abrigo de resíduos até a unidade de
tratamento ou destinação final, utilizando técnicas que garantam a preservação da integridade
física das pessoas, da população e do meio ambiente, devendo estar de acordo com as
orientações dos órgãos de limpeza urbana.

Destinação final: Consiste na disposição de resíduos no solo, previamente preparado para


recebê-los, obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e licenciamento em
órgão ambiental competente.

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6. CLASSIFICAÇÕES

Devido à necessidade de atendimento a diversas normas da ABNT, é essencial que os


responsáveis pela execução do PGRCC tenham total conhecimento da classificação dos resíduos
sólidos, proposta pela NBR 10.004/04, que divide os resíduos em três classes: (1) Classe I –
Perigos, (2) Classe IIA – Não Inertes e (3) Classe IIB – Inertes:

1. Resíduo Classe I – Perigoso: Resíduo sólido ou mistura de resíduos sólidos que, em


função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade
e patogenicidade, podem apresentar risco à saúde pública, provocando ou contribuindo
para aumento de mortalidade ou incidência de doenças e/ou efeitos adversos ao meio
ambiente, quando manuseados ou dispostos de forma inadequada.

2. Resíduo Classe IIA – Não Inerte: Resíduo sólido ou mistura de resíduos sólidos que não
se enquadram nas Classes I ou IIB.

3. Resíduo Classe IIB – Inerte: Resíduo sólido ou mistura de resíduos sólidos que,
submetidos ao teste de solubilidade não apresentam nenhum de seus constituintes
solubilizados em concentrações superiores aos padrões definidos.

A Resolução do CONAMA n° 307/2002 estabelece que a reutilização dos resíduos é o


processo de reaplicação de um resíduo, sem transformação do mesmo, e a reciclagem é o
processo de reaproveitamento de um resíduo, após ter sido submetido à transformação.

Através da Resolução do CONAMA n° 307/2002 é estabelecido as diretrizes, critérios e


procedimentos para a gestão e classificação de qualquer resíduo oriundo de construção civil
reciclável ou reutilizável. São definidos também os resíduos de construção civil como os
provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os
resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos,
concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros,
argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc.,
comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha.

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O Quadro 2 apresenta a classificação conforme a Resolução CONAMA 307/2002 dos
resíduos gerados de qualquer construção civil, bem como se são recicláveis ou não recicláveis.

Quadro 2. Identificação e classificação dos resíduos conforme a Resolução CONAMA 307/2002.


CLASSE DESCRIÇÃO TIPO DE RESÍDUO
Resíduos de pavimentação e de outras obras de
infraestrutura, inclusive solos provenientes de
terraplanagem;
Resíduos de componentes cerâmicos (tijolos, blocos,
Resíduos reutilizáveis ou recicláveis telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e
Classe A
como agregados. concreto;
Resíduos oriundos de processo de fabricação e/ou
demolição de peças pré-moldadas em concreto
RECICLÁVEIS

(blocos, tubos, meios fios etc.) produzidas nos


canteiros de obras.
Aço agregado em peças demolidas
Aço (sobra no corte das barras).
Plástico, papel, metais
Resíduos recicláveis para outras Caixas de papelão
Classe B destinações (Redação dada pela
Resolução n° 469/2015). PVC
Madeira
Isopor
Gesso
Resíduos que não foram desenvolvidas
Plásticos (neoprene, plásticos reforçados com fibras
tecnologias ou aplicações (forros em lã de vidro com revestimento em PVC);
economicamente viáveis que permitam
NÃO-RECICLÁVEIS

Classe C Resíduos de colas e vedantes não contendo


a sua reciclagem ou recuperação
solventes orgânicos ou outras substâncias perigosas
(Redação dada pela Resolução n°
(selantes, massa plástica, epóxi).
431/2011).
Resíduos perigosos oriundos do Tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles
processo de construção (Redação dada contaminados oriundos de demolições, reformas e
Classe D
pela reparos de clínicas radiológicas, instalações
Resolução n° 348/2004). industriais e outros.
Fonte: Resolução CONAMA Nº 307/02.

Para a correta segregação e acondicionamento dos resíduos gerados, estes devem ser
segregados e acondicionados em contentores padronizados de acordo com a Resolução
CONAMA n° 275/2001, e acrescidos das inscrições com os nomes dos tipos de resíduos (em
preto ou branco, de acordo com a necessidade de contraste com a cor base), conforme
demonstra o Quadro 3.

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Quadro 3. Código de cores para a coleta seletiva de resíduos (Resolução CONAMA Nº 275/2001).
COR DESCRIÇÃO DO TIPO DE RESÍDUO
Papel, papelão e sacos de papel, não contaminados com óleo e
PAPEL
produtos químicos;
PLÁSTICO Plástico, borrachas; garrafas PET, copos descartáveis;
RECICLÁVEIS

VIDRO Vidro não contaminado com óleo e produtos químicos;


Metais, latas e latas de refrigerante, material enferrujado,
METAL sucatas, aço, alumínio, ferro, fios, aço inoxidável, correntes
usadas, grilhões;
MADEIRA Madeira e serragem não contaminada com óleo;
RESÍDUOS ORGÂNICOS Restos de alimentos, cascas de frutas;
RESÍDUOS SERVIÇOS DE SAÚDE Resíduos de enfermaria / ambulatoriais;
NÃO RECICLÁVEIS

RESÍDUOS RADIOATIVOS Baterias para radares, rádio, lítio, alcalinas;


Resíduos gerais não recicláveis ou misturados, contaminados e
RESÍDUOS NÃO RECICLÁVEIS
não passíveis de separação;
Todos os resíduos contaminados com óleo e/ou produtos
RESÍDUOS PERIGOSOS
químicos.
Fonte: Resolução CONAMA Nº 275/01.

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7. DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS

7.1 Identificação das fontes geradoras de resíduos e classificação de acordo com a


legislação

A fase da caracterização dos RCC (resíduos da construção civil) é particularmente


importante no sentido de se identificar e quantificar os resíduos e desta forma planejar
qualitativa e quantitativamente a redução, reutilização, reciclagem e a destinação final
ambientalmente adequada dos resíduos.

O Quadro 4 apresenta os principais tipos de resíduos gerados em diferentes etapas de


construção.

Quadro 4. Geração de resíduos por etapa da construção.


Etapa da construção Principais resíduos gerados
Limpeza do terreno Solos, rochas, vegetação e galhos.
Montagem do canteiro Blocos cerâmicos, concreto (areia e brita) e madeiras.
Resíduos classe A serão gerados na fase de escavação, fundação, reboco,
levantamento de alvenaria, cerâmica, concretagem, contrapiso e
Escavação e fundação peneiramento de areia, gerando resíduos como: tijolos, concreto, telhas,
placas de revestimento, argamassa, solo escavado, rochas, painéis pré-
fabricados arquitetônicos de vedação em concreto armado.
Carpintaria Sobras de fôrma como madeira e serragem, considerados Classe B.
Armação de aço Sobras de ferragens, pertencente a resíduos de Classe A.
Resíduos gerados são de Classe A e B, como: embalagens de cimento e
Estrutura e concreto argamassa, concreto, cintas de concreto para amarração dos blocos, tubos,
isopor, fios, madeira, papel, vidro.
Serão gerados resíduos Classe A e B como: Lajota sextavada; Areia;
Argamassa de cimento; Tubo de PVC; Borracha; Aço galvanizado; Tubo de
vinilfort; Blocos cerâmicos e de concreto; Tijolos; Concreto (laje, soleiras,
Alvenaria, revestimento e
piso); Cimento; Pisos; Argamassa; Papelão, papel e plástico; Isopor;
acabamento
Mangueiras PVC; Cerâmica; Massa; Madeiras; Azulejos; Vidro; Latas.
Resíduos Classe D, como: Primer; Tintas; Solventes; Óleos; Verniz incolor
para madeira; Resina epóxi incolor; Rolo e pincel contaminado.
Na etapa de instalação elétrica (medição, subestação, gerador e shafts)
serão gerados resíduos classe A e B, como: cabos de telefone, mangueiras,
Instalações elétricas e fio de cobre, alvenaria, papel, blocos cerâmicos, PVC, conduítes, metal,
hidrossanitárias entre outros.
Nas instalações hidrossanitárias são gerados resíduos de classe A e B,
como: papel, plástico, blocos cerâmicos, PVC, entre outros.

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Na etapa de jardinagem serão usados terra preta para plantio de vegetação
e módulos vegetados prontos. Além disso, poderão ser utilizadas
Jardinagem
membranas antiraízes e membranas para retenção de nutrientes.

Durante a obra haverá geração de resíduos orgânicos, como sobras de


alimentos, rejeitos, como marmitas sujas, guardanapo usado e papel
Alimentação e higiene
higiênico e resíduos recicláveis, como copo descartáveis, embalagens
limpas de bebidas e alimentos.
Na etapa de limpeza final para entrega da obra serão gerados recipientes
Limpeza final e entrega da obra
de material de limpeza.

Para a estimativa de geração dos RCC´s será utilizado o método indireto que foi
desenvolvido por Pinto (1999), considerando uma geração de 150 kg de resíduo por cada metro
quadrado de área construída. O projeto prevê uma área a ser construída de 37.841,69m²,
totalizando a estimativa de geração de resíduo de construção civil do empreendimento de 5676
ton.

De acordo com Monteiro et al. (2001), a composição média dos materiais de resíduos da
construção civil no Brasil, não considerando o solo extraído durante as escavações, está
apresentada no Quadro 5.

Quadro 5. Composição média dos materiais de resíduos da construção civil no Brasil.


Componentes Porcentagem (%)
Argamassa 63,0
Concreto e Blocos 29,0
Outros 7,0
Orgânicos 1,0
Total 100,0

7.2 Segregação e acondicionamento inicial

7.2.1 Segregação

Esta atividade consiste na separação dos resíduos sólidos entre as classes já definidas,
para que possam ser transportados até o local de armazenamento para a coleta. Nesta etapa os

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resíduos acumulados nas áreas de trabalho são separados pelas equipes responsáveis pela
tarefa e transportados para o recipiente adequado pelo(s) colaborador(es) responsável(eis)
pela limpeza do canteiro. Para isso faz se necessária ao projeto de fluxo de resíduos no canteiro
a ser definido para cada fase de execução da obra.

Segregação é uma das operações fundamentais para permitir o cumprimento dos


objetivos de um sistema de manuseio de resíduos sólidos e consiste em separá-los ou
selecioná-los apropriadamente na própria fonte de geração. Esta atividade possibilita que se
evite a contaminação entre materiais, otimizando o aproveitamento dos materiais recicláveis
ou reutilizáveis.

Uma vez segregados, os resíduos deverão ser adequadamente acondicionados, em


depósitos distintos, para que possam ser aproveitados numa futura utilização no canteiro de
obras ou fora dele, evitando assim qualquer contaminação do resíduo por qualquer tipo de
impureza que inviabilize sua reutilização.

7.2.2 Acondicionamento inicial

O acondicionamento depende do tipo de resíduo, forma de tratamento e/ou disposição


final e tipo de transporte utilizado. Devem ser observados alguns critérios mínimos para a
forma de acondicionamento, como material compatível com os resíduos, estanqueidade,
resistência física a pequenos choques, durabilidade, compatibilidade com os equipamentos de
transporte em termos de forma, volume e peso.

Após a segregação e ao término da tarefa ou do dia de serviço, os RCC devem ser


acondicionados em recipientes estrategicamente distribuídos até que atinjam volumes tais que
justifiquem seu transporte interno para o depósito final de onde sairão para a reutilização,
reciclagem ou destinação definitiva.

Os dispositivos de armazenamento mais utilizados na atualidade são as bombonas,


bags, baias e caçambas estacionárias, que deverão ser devidamente sinalizados informando o

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tipo de resíduo que cada um acondiciona visando a organização da obra e preservação da
qualidade do RCC.

Deverá acontecer o mais próximo possível dos locais de geração dos resíduos, dispondo-
os de forma compatível com seu volume e preservando a boa organização dos espaços nos
diversos setores da obra. Em alguns casos, os resíduos deverão ser coletados e levados
diretamente para os locais de acondicionamento final.

No Quadro 6 encontram-se sugestões de acondicionamento inicial e acondicionamento


final de acordo com o tipo de resíduo.

Quadro 6. Acondicionamento inicial e acondicionamento final.


Tipos de Resíduos Acondicionamento Acondicionamento final
Blocos de concreto e argamassa Em pilhas formadas próximos aos Preferencialmente em caçambas
locais de geração, nos respectivos estacionárias
pavimentos
Madeiras Em bombonas sinalizadas e Preferencialmente em baias
revestidas internamente por sacos sinalizadas, podendo ser utilizadas
de ráfia (pequenas peças) ou em caçambas estacionárias
pilhas formadas nas proximidades
da própria bombona e dos
dispositivos para transporte
vertical (grandes peças)
Plásticos (sacarias de embalagens, Em bombonas sinalizadas e Em bags sinalizados
aparas de tubulações) revestidas internamente por saco
de ráfia
Papelão (sacos e caixas de Em bombonas sinalizadas e Em bags sinalizados ou em fardos,
embalagens dos insumos utilizados revestidas internamente por saco mantidos ambos em local coberto
durante a obra) e papéis de ráfia, para pequenos volumes.
(escritório) Como alternativa para grandes
volumes: bags ou fardos
Serragem Em sacos de ráfia próximos ao local Baia para acúmulo dos sacos
de geração contendo o resíduo
Solos Eventualmente em pilhas e, Em caçambas estacionárias,
preferencialmente, para imediata preferencialmente separados dos
remoção (carregamento dos resíduos de alvenaria e concreto
caminhões ou caçambas
estacionárias logo após a remoção
dos resíduos de seu local de
origem)
EPS (polietileno expandido) – ex: Quando em pequenos pedaços, Baia para acúmulo dos sacos
isopor colocar em sacos de ráfia. Em contendo o resíduo ou fardos
placas, formar fardos

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Resíduos perigosos presentes em Manuseio com os cuidados Em baias impermeabilizadas
embalagens plásticas e de metal, observados pelos fabricantes do devidamente sinalizadas e para uso
instrumento de aplicação como insumo na ficha de segurança da restrito das pessoas que, durante
broxas, pincéis, trinchas e outros embalagem ou do elemento suas tarefas, manuseiam esse
materiais auxiliares como panos, contaminante do instrumento de resíduo
trapos e estopas trabalho, imediato transporte pelo
usuário para o local de
acondicionamento final
Metais ferrosos/Metais não Em bombonas sinalizadas e Em baias sinalizadas
ferrosos revestidas internamente por sacos
de ráfia ou fardos
EPI’s usados Disposição nos bags para outros Em bags para outros resíduos
resíduos
Resíduo Orgânico Cestos para resíduos com sacos Cestos/contentores para resíduos
plásticos para coleta convencional com sacos plásticos para a coleta
convencional

As bombonas são recipientes plásticos, geralmente na cor azul, com capacidade de 50L
que servem principalmente para depósito inicial de restos de madeira, sacaria de embalagens
plásticas, aparas de tubulações, sacos e caixas de embalagens de papelão, papéis de escritório,
restos de ferro, aço, fiação, arames etc.

Figura 1. Exemplo de bombonas.

Fonte: [Link]

As bags se constituem em sacos de ráfia com quatro alças e com capacidade aproximada
de 1m³. As bags geralmente são utilizadas para armazenamento de serragem, EPS (isopor),
restos de uniformes, botas, tecidos, panos e trapos, plásticos, embalagens de papelão etc.

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Figura 2. Exemplo de bags.

Baias são depósitos fixos, geralmente construídos em madeira, em diversas dimensões


que se adaptam às necessidades de espaço. São mais utilizadas para depósito de restos de
madeira, ferro, aço, arames, EPS, serragem etc.

Figura 3. Exemplo de baia construída em concreto.

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As caçambas estacionárias são recipientes metálicos com capacidade de 3 a 5m³
empregadas no acondicionamento final de blocos de concreto e cerâmico, argamassa, telhas
cerâmicas, madeiras, placas de gesso, solo e etc.

Figura 4. Exemplo de caçamba estacionária.

Com relação aos resíduos similares aos domiciliares gerados no refeitório, vestiário,
salas de engenharia serão acondicionados em contentores comuns, com tampas. Podem
possuir diferentes formatos e devem estar com volume condizente com a geração do tipo de
resíduo. Devem estar sempre no mínimo em 02 tipos: RECICLÁVEIS e NÃO RECICLÁVEIS.

Figura 5. Exemplo de lixeiras para resíduos comuns.

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7.3 Transporte interno

Deve ser atribuição específica dos operários que se encarregarem da coleta dos resíduos
nos pavimentos/compartimentos. Eles ficam com a responsabilidade de trocar os sacos de ráfia
com resíduos contidos nas bombonas por sacos vazios, e, em seguida, de transportar os sacos
de ráfia com os resíduos até os locais de acondicionamento final.

O transporte interno pode utilizar os meios convencionais e disponíveis: transporte


horizontal (carrinhos de mão, giricas, transporte manual) ou transporte vertical (elevador de
carga, grua, condutor de entulho) para posterior depósito em caçamba licenciada. As rotinas de
coleta dos resíduos nos pavimentos devem estar ajustadas à disponibilidade dos equipamentos
para transporte vertical (grua e elevador de carga, por exemplo).

O ideal é que, no planejamento da implantação do canteiro, haja preocupação


específica com a movimentação dos resíduos para minimizar as possibilidades de formação de
“gargalos”. Equipamentos como o condutor de entulho, por exemplo, podem propiciar
melhores resultados, agilizando o transporte interno de resíduos de alvenaria, concreto e
cerâmicos.

As recomendações para transporte interno de cada tipo de resíduo estão no Quadro 7,


do qual foram excluídos alguns resíduos que precisam de acondicionamento final
imediatamente após a coleta.

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Quadro 7. Transporte interno dos resíduos.
Tipos de resíduos Transporte Interno
Blocos de concreto, blocos cerâmicos,
Carrinhos ou giricas para deslocamento horizontal e condutor
argamassas, outros componentes cerâmicos,
de entulho, elevador de carga ou grua para transporte vertical.
concreto, tijolos e assemelhados
Grandes volumes: transporte manual (em fardos) com auxílio
de giricas ou carrinhos, associados a elevador de carga ou
Madeira grua. Pequenos volumes: deslocamento horizontal manual
(dentro dos sacos de ráfia) e vertical com auxílio de elevador
de carga ou grua, quando necessário.
Transporte dos resíduos contidos em sacos, bags ou em fardos
Orgânico, plástico, papelão, papéis, metal,
com o auxílio de elevador de carga ou grua, quando
serragem e EPS
necessário.
Gesso de revestimento, placas acartonadas e Carrinhos ou giricas para deslocamento horizontal e elevador
artefatos de carga ou grua para transporte vertical.
Equipamentos disponíveis para escavação e transporte (pá-
Solos carregadeira, “bobcat” etc.). Para pequenos volumes,
carrinhos e giricas.
Fonte: Elaborado pelos autores.

7.4 Armazenamento temporário

Na escolha do local onde o resíduo vai ficar depositado temporariamente até seu
tratamento e/ou destino final, deve-se levar em consideração que o risco de contaminação
ambiental seja mínimo, o acesso fácil para os equipamentos de transporte e a
impermeabilização do piso seja adequada. O tempo de permanência pode ser diferente para
cada tipo de resíduo, pois depende da quantidade gerada, da forma como será transportado e
o destino que lhe será dado.

A NBR 11.174/1990 - “Armazenamento de resíduos classes II - não inertes e III - inertes -


Procedimento” dispõe que os resíduos devem ser armazenados de maneira a não possibilitar a
alteração de sua classificação e de forma que sejam minimizados os riscos de danos ambientais.

Os resíduos das classes II e III não devem ser armazenados juntamente com resíduos
Classe I, em face de a possibilidade da mistura resultante ser caracterizada como resíduo
perigoso.

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Além do depósito para armazenamento temporário dos resíduos sugere-se a colocação
de alguns contentores especiais com cores de acordo com a Resolução do CONAMA 275/2001
nos locais de maior geração do resíduo especificado para melhor eficiência na segregação,
acondicionamento e armazenamento temporário destes resíduos.

É indispensável que a central temporária de resíduos esteja dimensionada de forma


condizente com a geração do tipo de resíduo em obra, podendo alterar de tamanho e forma,
de acordo com a necessidade. Deve ser um local identificado e protegido, quando necessário,
para que os resíduos possam ser segregados de forma adequada e posteriormente
encaminhado para a destinação ambientalmente adequada.

De acordo com a Resolução do CONAMA 275/2001 os resíduos perigosos gerados,


principalmente os contaminados com óleo e tintas gerados, devem ser acondicionados em
contentores da cor laranja. A NBR 12.235/1992 dispõe que os contêineres e/ou tambores para
armazenamento temporário dos resíduos perigosos devem ser armazenados,
preferencialmente, em áreas cobertas, bem ventiladas, e os recipientes devem ser colocados
sobre base de concreto ou outro material (bacia de contenção) que impeça a lixiviação e
percolação de substâncias para o solo e águas subterrâneas.

Os contêineres e/ou tambores devem ser devidamente rotulados de modo a possibilitar


uma rápida identificação dos resíduos armazenados, e ainda devem estar sempre fechados,
exceto por ocasião da manipulação dos resíduos, seja adição ou remoção (Figura 6).

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Figura 6. Exemplos de contentores laranja para armazenamento dos resíduos perigosos.

Os contentores serão armazenados em local coberto, com piso concretado, com


contenção. Não haverá sistema de drenagem e tratamento para possíveis vazamentos.

Caso ocorra vazamento de efluente, deverá ser recolhido por empresa devidamente
licenciada e encaminhado para empresa com licença para destinação do resíduo.

Outros resíduos perigosos, gerados principalmente no departamento de elétrica, como


lâmpadas fluorescentes deverão ser guardadas preferencialmente na própria embalagem do
produto ou em envoltas em papelão para evitar a fragmentação. Estas lâmpadas deverão ser
armazenadas de maneira cuidadosa na em contêineres (contentores) laranjas até seu
recolhimento para destino final. As pilhas e baterias também serão armazenas
temporariamente em tambores laranja até seu destino final (Figura 7).

Figura 7. Modelos de coletores de pilhas e baterias, e lâmpadas usadas.

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7.5 Coleta e transporte externo

As empresas responsáveis pelo transporte externo e destinação final dos resíduos da


obra devem ser devidamente licenciadas para tal função. O transporte deverá ser feito por
meio de equipamento adequado, em boas condições de conservação, de forma que não
permita vazamento ou derramamento do resíduo em locais públicos. Os materiais
transportados devem estar protegidos de intempéries.

A coleta dos resíduos e sua remoção do canteiro devem ser feitas de modo a conciliar
alguns fatores, a saber:

• Compatibilização com a forma de acondicionamento final dos resíduos na obra;


• Minimização dos custos de coleta e remoção;
• Possibilidade de valorização dos resíduos;
• Adequação dos equipamentos utilizados para coleta e remoção aos padrões definidos
em legislação.

No Quadro 8 estão apresentadas algumas empresas localizadas na região de


Florianópolis, que são aptas para a coleta, transporte e destinação correta dos resíduos.

Quadro 8. Empresas licenciadas.


Empresa CNPJ Endereço Licença Ambiental
LAO 1407/2020, LAO
Av. Ivo Luchi, 729 - Distrito 1408/2020, LAO 4477/2022 e
Brooks Ambiental 03.938.048/0001-33 Industrial, Palhoça - SC, 88133- LAO 4518/2022
300; Fone: (48) 3344-1515 – Coleta e transporte resíduos
perigosos
Qd 7 lt 6, Avenida das indústrias, LAC 2029/2020,
Ecoeficiência LAC 467/2020,
05.608.332/0001-77 s/n, São José - SC, 88107-240
Soluções Ambientais LAC 1030/2019
Fone: (48) 3343-1810
R. Emília Knaben da Silveira, 209 - LAO 1794/2019 - Transporte
PRS Entulhos Ltda Pte. do Imaruim, Palhoça - SC, rodoviário de produtos
05.727.740/0001-48
EPP 88130-810 perigosos, resíduos perigosos
Fone: (48) 3242-4175 ou rejeitos perigosos
Rod. Armando Calil Bulos, 2612 -
Vargem Grande, Florianópolis - LAO 5635/2019 – Transporte
ARGAILHA Ltda EPP 01.113.719/0001-00
SC, 88058-000
Fone: (48) 3266-0660
R. João Grumiche, 1509 - Roçado, LAO 723/2019 - Transporte de
Almeida Comércio 04.910.399/0001-07
São José - SC, 88108-100 resíduos industriais classe IIA

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Empresa CNPJ Endereço Licença Ambiental
Atacadista de Fone: (48) 3259-4444 e IIB
Resíduos de Papel e
Papelão Ltda
Fonte: Elaborado pelos autores.

A coleta dos resíduos sólidos domiciliares poderá ser realizada pela Companhia
Melhoramentos da Capital – COMCAP, disponibilizando-os nos dias e horários preestabelecidos.
Não deverão manter resíduos acumulados nos contentores em dias que não ocorrem coletas.

• Coleta convencional 6 vezes por semana;


• Coleta seletiva 2 vezes por semana;
• Coleta de orgânicos 2 vezes por semana.

Os resíduos sólidos serão armazenados em contentores, devidamente identificados,


visando a destinação ambientalmente adequada dos resíduos, conforme apresentado no
exemplo da Figura 8.

Figura 8. Exemplo de contentor externo e identificações.

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7.6 Reutilização e reciclagem dos resíduos

Deve haver atenção especial sobre a possibilidade da reutilização de materiais ou


mesmo a viabilidade econômica da reciclagem dos resíduos no canteiro, evitando sua remoção
e destinação.

O correto manejo dos resíduos no interior do canteiro permite a identificação de


materiais reutilizáveis, que geram economia tanto por dispensarem a compra de novos
materiais como por evitar sua identificação como resíduo e gerar custo de remoção.

O Quadro 9 menciona alguns materiais ou resíduos com possibilidade de reutilização e


cuidados exigidos.

Quadro 9. Cuidados e procedimentos em alguns tipos de resíduos.


Tipos de Material ou Resíduos Cuidados requeridos Procedimento

Manter as peças empilhadas,


Painéis de madeira Retirada das peças, mantendo-as
organizadas e disponíveis o mais
provenientes da desforma de separadas dos resíduos
próximo possível dos locais de
lajes, pontaletes, sarrafos, etc. inaproveitáveis.
reaproveitamento.
Segregação imediatamente após Formar pilhas que podem ser deslocadas
Blocos de concreto e cerâmicos
a sua geração, para evitar para utilização em outras frentes de
parcialmente danificados
descarte. trabalho.
Planejar execução da obra
Identificar eventual necessidade
compatibilizando fluxo de geração e
Solo do aproveitamento na própria
possibilidade de estocagem e
obra para reaterros.
reutilização.

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Fonte: Elaborado pelos autores.

Em relação à reciclagem em canteiro dos resíduos de alvenaria, concreto e cerâmicos,


devem ser examinados os seguintes aspectos:

• Volume e fluxo estimado de geração;


• Investimento e custos para a reciclagem (equipamento, mão-de-obra, consumo de
energia etc.);
• Tipos de equipamentos disponíveis no mercado e especificações;
• Alocação de espaços para a reciclagem e formação de estoque de agregados;
• Possíveis aplicações para os agregados reciclados na obra;
• Controle tecnológico sobre os agregados produzidos;
• Custo dos agregados naturais;
• Custo da remoção dos resíduos.

A decisão por reciclar resíduos em canteiro somente poderá ser tomada após o exame
cuidadoso dos aspectos acima relacionados e uma análise da viabilidade econômica e
financeira. A madeira pode ser reutilizada ou disponibilizada a terceiros.

No Quadro 10 é possível verificar as formas de reutilização de resíduos a serem gerados


em diversas fases da obra.

Quadro 10. Identificação dos resíduos por etapas da obra e possível reaproveitamento.

Tipos de resíduos Possível reutilização fora


Possível reutilização no canteiro
possivelmente gerados do canteiro

Limpeza do terreno Solos Reaterro Aterros


Blocos cerâmicos, concreto
Base de piso, enchimentos Fabricação de agregados
Montagem do (areia, brita)
canteiro Formas/escoras/travamento/
Madeiras Lenha
(gravatas)
Solos Reaterro Aterros
Fundações
Rochas Jardinagem, muros de arrimo -
Concreto (areia, brita) Base de piso, enchimentos Fabricação de agregados
Superestrutura
Madeira Cercas, portões Lenha

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Tipos de resíduos Possível reutilização fora
Possível reutilização no canteiro
possivelmente gerados do canteiro

Sucata de ferro, fôrmas


Reforço para contrapiso Reciclagem
plásticas
Blocos cerâmicos, blocos de Base de piso, enchimentos,
Fabricação de agregados
Alvenaria concreto, argamassa argamassas
Papel, plástico - Reciclagem
Instalações Blocos cerâmicos Base de piso, enchimentos Fabricação de agregados
Hidrossanitárias PVC, PPR - Reciclagem
Blocos cerâmicos Base de piso, enchimentos Fabricação de agregados
Instalações elétricas Conduites, mangueira, fio de
- Reciclagem
cobre
Reboco
Argamassa Argamassa Fabricação de agregados
Interno/Externo
Pisos e azulejos cerâmicos - Fabricação de agregados
Revestimentos Piso laminado de madeira,
- Reciclagem
papel, papelão, plástico
Forro de gesso Placas de gesso acartonado Readequação em áreas comuns -
Tintas, seladoras, vernizes,
Pinturas - Reciclagem
textura
Madeiras - Lenha
Coberturas
Cacos de telhas - -
Fonte: VALOTTO, 2007, adaptado LIMA (2009).

7.7 Destinação final

São processos que alteram as características, composição ou propriedades do resíduo


de forma a torná-lo menos tóxico, reduzir seu volume ou destruí-lo totalmente. Para aqueles
resíduos que não podem ser evitados, a reutilização industrial ou a venda para recuperar como
matéria-prima deve ser priorizada. Caso algum resíduo não consiga ser tratado e se mesmo
após o tratamento ele tiver que ser disposto, aí então serão usados locais apropriados para
essa disposição, que são os aterros. Os aterros são construídos de forma adequada para
receberem resíduos que não podem ter outra destinação (BIDONE; POVINELLI, 1999).

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As soluções para a destinação dos resíduos devem combinar compromisso ambiental e
viabilidade econômica, garantindo a sustentabilidade e as condições para a reprodução da
metodologia pelos construtores.

Os fatores determinantes na designação de soluções para a destinação dos resíduos são


os seguintes:

I. Possibilidade de reutilização ou reciclagem dos resíduos nos próprios canteiros;


II. Proximidade dos destinatários para minimizar custos de deslocamento;
III. Conveniência do uso de áreas especializadas para a concentração de pequenos volumes
de resíduos mais problemáticos, visando à maior eficiência na destinação.

No Quadro 11 são definidos destinações e cuidados aos mais diversos resíduos gerados
durante a construção do Residencial Multifamiliar Misto no bairro Morro das Pedras,
Florianópolis/SC.

Quadro 11. Destinação final aos resíduos da construção civil.


Tipos de resíduos Cuidados Requeridos Destinação
Blocos de concreto, blocos Privilegiar soluções de Áreas de transbordo e triagem, áreas para
cerâmicos, argamassas, destinação que envolvam reciclagem ou aterros de resíduos da construção
outros componentes a reciclagem dos resíduos, civil licenciadas pelos órgãos competentes; os
cerâmicos, concreto, tijolos de modo a permitir seu resíduos classificados como classe A (blocos,
e assemelhados aproveitamento como telhas, argamassas e concreto em geral) podem
agregado. ser reciclados para uso em pavimentos e
concretos sem função estrutural.
Plásticos (embalagens, Máximo aproveitamento Empresas, cooperativas ou associações de coleta
aparas de tubulações) dos materiais contidos e a seletiva que comercializam ou reciclam estes
limpeza da embalagem. resíduos.
Papelão (sacos e caixas de Proteger das intempéries. Empresas, cooperativas ou associações de coleta
embalagens) e papéis seletiva que comercializam ou reciclam estes
(escritório) resíduos.
Metal (ferro, aço, fiação Não há. Empresas, cooperativas ou associações de coleta
revestida, arames) seletiva que comercializam ou reciclam estes
resíduos.
Serragem e madeira Ensacar e proteger de Reutilização dos resíduos em superfícies
intempéries. impregnadas com óleo para absorção e secagem,
produção de briquetes (geração de energia),
venda a empresas que utilizam caldeiras.
Gesso em placas Proteger de intempéries. É possível a reciclagem pelo fabricante ou
acartonadas empresas de reciclagem.

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Tipos de resíduos Cuidados Requeridos Destinação
Gesso de revestimento e Proteger de intempéries. É possível o aproveitamento pela indústria
artefatos gesseira e empresas de reciclagem.
Solo Examinar a caracterização Desde que não estejam contaminados, destinar a
prévia dos solos para pequenas áreas de aterramento ou em aterros
definir destinação. de resíduos da construção civil, ambos
devidamente licenciados pelos órgãos
competentes.
Telas de fachada e de Não há. Possível reaproveitamento para confecção de
proteção bags e sacos ou até mesmo por recicladores de
plástico.
EPS (poliestireno expandido Confinar, evitando Possível destinação para empresas, cooperativas
– ex: isopor) dispersão. ou associações de coleta seletiva que
comercializam, reciclam ou aproveitam para
enchimentos.
Materiais, instrumentos e Maximizar a utilização dos Encaminhar para aterros licenciados para
embalagens contaminadas materiais para a redução recepção de resíduos perigosos ou
por resíduos perigosos (Ex: dos resíduos a descartar. coprocessamento (fornos de cimento) –
embalagens plásticas e de aproveitamento como combustível no processo
metal, instrumentos de de fabricação de cimento.
aplicação como broxas,
pincéis, trinchas e outros
materiais auxiliares como
panos, trapos, estopas
Fonte: Elaborado pelos autores.

Salienta-se que toda vez que um resíduo perigoso for movimentado para seu destino
final, a carga deve ser acompanhada pelo manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) e
Certificado de Destinação Final (CDF).

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8. AÇÕES CORRETIVAS E EMERGENCIAIS

As ações corretivas e emergenciais são um conjunto de ações que almejam controlar,


minimizar e erradicar quaisquer danos ao meio ambiente e ao patrimônio.

8.1 Paralisação da Coleta Pública de Rejeitos (Classe IIA)

Em caso de paralisação da coleta de rejeitos e orgânicos, deve-se manter estes


acondicionados em sacos plásticos, armazená-los temporariamente de forma adequada, nas
respectivas baias ou locais protegidos da proliferação de vetores e doenças e das intempéries.

8.2 Espalhamento/Vazamento de Resíduos Perigosos

A área em que ocorreu o sinistro deverá ser isolada, os funcionários responsáveis pelos
procedimentos de contenção e remoção do resíduo deverão estar equipados com seus
respectivos EPI’s. Inicialmente se deve conter o vazamento utilizando serragem ou qualquer
outro material absorvente, não reativo. Ademais, faz-se imprescindível encontrar a fonte de
vazamento e realizar a manutenção necessária para evitar sua continuidade.

Deve-se coletar o resíduo derramado e material contaminado e acondicioná-los de


forma adequada, utilizando sacos plásticos resistentes ou outro tipo de recipiente não reativo.
Posteriormente, armazená-lo junto aos resíduos sólidos contaminados, em coletores
específicos. Por fim, contatar empresa terceirizada para coletar, transportar e providenciar a
destinação correta aos resíduos gerados.

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9. INSTRUMENTOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

9.1 Medidas de redução de resíduos sólidos gerados na obra

Cabe a equipe de administração da obra bem como do departamento de planejamento


da empresa, antes da tomada de qualquer medida diante da reciclagem e ou reaproveitamento
de resíduos, considerem medidas de minimização de resíduos como as principais relacionadas
neste item:

• Elaboração de projetos com medidas que evitem o desperdício de insumos como tijolos,
cerâmicas, granitos etc.;
• Aquisição de materiais que minimizem a geração de resíduos;
• Promoção do controle de aplicação de argamassa;
• Definição de um profissional que desempenhe a função de auditor de qualidade onde
deverá acompanhar os parâmetros de qualidade da construção de um empreendimento
sendo que estes parâmetros contemplem itens como desperdício em obra;
• O controle de materiais junto ao almoxarifado da obra deve ser minucioso e eficaz a fim
de evitar o desperdício destes. O projeto de layout padrão de almoxarifados e
programas informatizados de controle de estoques colaboram com a eficiência deste
controle;
• Aperfeiçoamento e flexibilidade de projeto;
• Seleção adequada de materiais, considerando, inclusive, o aumento da vida útil dos
diferentes componentes e da estrutura dos edifícios;
• Capacitação de recursos humanos;
• Utilização de ferramentas adequadas;
• Melhoria da condição de estoque e transporte;
• Medidas de controle de disposição;
• Campanhas educativas.

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9.2 Consciência ambiental dentro da obra

Toda a equipe deverá ser responsável pelo gerenciamento de seu resíduo gerado junto
à sua frente de serviço sendo a equipe sujeita a penalidades administrativas caso esta ação não
seja devidamente realizada.

Fica a critério da obra a venda ou doação de resíduos recicláveis (papel, plástico,


madeira e ferro). No caso da venda destes resíduos ressalta-se que o valor obtido deverá ser
destinado para o bem-estar dos colaboradores ou em algum projeto social que venha beneficiá-
los. No caso da doação deverá sempre ser feita uma consulta junto à Comissão de
Responsabilidade Social da empresa uma vez que a mesma está apta para a indicação da
instituição de caridade há quem deve receber o material.

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10. CONTROLE E REVISÃO DO PGRCC

O acompanhamento do PGRCC permite avaliar a quantidade de resíduos gerados, falhas


na gestão dos resíduos, identificação de pontos de desperdícios, variedade de resíduos, custo
de manejo, etc.

Sendo assim, é recomendado que fosse realizado o acompanhamento periódico do


PGRCC através do registro fotográfico das situações encontradas bem como o preenchimento
de planilhas referentes aos resíduos. Sugerem-se os modelos apresentados nos Quadro 12 e
Quadro 13.

Quadro 12. Proposta de planilha para controle e avaliação do PGRCC.


Condição dos
Condição da Segregação
contentores (saturado, Periodicidade da Coleta Informações
(Boa, média, ruim)
vazio, etc.)

Quadro 13. Proposta de planilha para controle de resíduos.


Tipo de Quantidade Data da
Empresa Coletora Destinação Final Observações
Resíduo de Resíduo Coleta

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11. DEFINIÇÃO DE RESPONSABILIDADES E COMPETÊNCIAS

A responsabilidade de implantação do projeto é da obra como um todo, principalmente


dos membros que constituem a administração, que além da tarefa de participar das atividades
envolvidas a obra também tem o papel de orientar seus colaboradores. Assim sendo, toda a
equipe de administração de obra (engenheiro, mestre de obra, encarregado administrativo,
estagiários e técnicos de segurança do trabalho) participa ativamente do programa, para que
este atinja seus objetivos e que possa sempre ser melhorado a partir da gestão coletiva do
programa.

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12. REFERÊNCIAS

AGPYAN, V. . ... [et al.]. Diagnóstico e Combate à Geração de Resíduos na Produção de Obras da
Construção de Edifícios: uma abordagem progressiva. São Paulo: Universidade de São Paulo.
Escola Politécnica. Departamento de Engenharia de Construção Civil, 2004.
ÂNGULO, S. C. . ... [et al.]. Caracterização de Agregados de Resíduos de Construção e Demolição
Separados por Líquidos Densos. São Paulo: Universidade de São Paulo. Escola Politécnica.
Departamento de Engenharia de Construção Civil, 2004.
ÂNGULO, S. C. ... [et al.]. Desenvolvimento Sustentável e a Reciclagem de Resíduos na
Construção. São Paulo: Universidade de São Paulo. Escola Politécnica. Departamento de
Engenharia de Construção Civil, s. d.
ÂNGULO, S. C. ... [et al.]. Metodologia de Caracterização de Resíduos da Construção e
Demolição. São Paulo: Universidade de São Paulo. Escola Politécnica. Departamento de
Engenharia de Construção Civil, 2003.
AGPYAN, V. . ... [et al.]. Sobre a Necessidade de Metodologia de Pesquisa e Desenvolvimento
para a Reciclagem. São Paulo: Universidade de São Paulo. Escola Politécnica. Departamento de
Engenharia de Construção Civil, s. d.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE LIMPEZA PÚBLICA E RESÍDUOS ESPECIAIS. Panorama
dos Resíduos Sólidos no Brasil. São Paulo, 2004.
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10004: Resíduos sólidos –
Classificação. Rio de Janeiro, 2004.
NBR 15112: Resíduos da construção civil e resíduos volumosos – Áreas de transbordo e triagem
– Diretrizes para projeto, implantação e operação. Rio de Janeiro, 2004.
NBR 15116: Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Utilização em
pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos. Rio de Janeiro, 2004.
MONTEIRO, J. H. P. [et al.]. Manual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos. Rio de
Janeiro: IBAM, 2001. p 25.
Manual da Construção Sustentável. Goiânia, 2007.
NBR 10004 In: MONTEIRO, J. H. P. ... [et al.]. Manual de Gerenciamento Integrado de Resíduos
Sólidos. Rio de Janeiro: IBAM, 2001. P 26.
BIDONE, F. R. A. (coordenador). Reaproveitamento de Materiais Provenientes de Coletas
Especiais. São Carlos: RiMa, 2001.
BRASIL. Lei nº 10.257: Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece
diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Brasília, 2001.

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RESOLUÇÃO CONAMA Nº 307 de 05 de julho de 2002. Dispõe sobre Gestão dos Resíduos da
Construção Civil.
BIDONE, F.R.A.; POVINELLI, J; Conceitos Básicos de Resíduos Sólidos. São Carlos; Caixa
Econômica Federal; 1999.
CNTL/SENAI, Manual de Implantação de Produção mais Limpa em Edificações –2006.
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10004 – Resíduos Sólidos – Classificação.
2004
ÂNGULO SC. Caracterização de agregados de resíduos de construção e demolição reciclados e a
influência de suas características no comportamento de concretos. 2005. 236p. Tese
(Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo.
AZEVEDO GOD, Kiperstock A e Moraes LRS, 2006. Resíduos da construção civil em Salvador: os
caminhos para uma gestão sustentável. Engenharia Sanitária e Ambiental, 11 (1), 62-72p.
BALKWASTE – Disponível em: <[Link] Acesso
em: 24 de janeiro de 2011.
BERGSDAL H, Bohne RA e Brattebo H, 2007. Projection of construction and demolition waste in
Norway. Journal of Industrial Ecology, 3 (11), 27 – 39p.
BRASIL. Nacional de Meio Ambiente – CONAMA. Resolução nº 237, de 19 de dezembro de
1997. Diretrizes sobre licenciamento ambiental; competência da União, Estados e Municípios;
listagem de atividades sujeitas a licenciamento; Estudos Ambientais, Estudos de Impactos
Ambientais e Relatório de Impacto Ambiental. Brasília: MMA/ CONAMA: 1997.
BRASIL. Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA. Resolução nº 307, de 05 de julho de
2002. Diretrizes e procedimentos para gestão dos resíduos da construção. Brasília: MMA/
CONAMA, 2002.
CAMARGO LGBC. O setor elétrico brasileiro e sua normatização contemporânea. 2005. 82p.
Dissertação (Bacharelado em Direito). Universidade Católica de Santos, Centro de Ciências
Jurídicas e Sociais Aplicadas, Santos.
CAPRA F. O Ponto de Mutação. 26ª edição. São Paulo: Cultrix, 2006, 447p.
CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Disponível em: [Link]
Acesso em: 06 de fevereiro de 2011.
COUTO NETO AG. Construção Civil Sustentável: avaliação da apliacação do modelo de
Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil do SINDUSCON-MG em um canteiro de obras –
um estudo de caso. 2007. 89p. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais,
Minas Gerais.
DIAS MO. Otimização do problema de gerenciamento regional e integrado de resíduos sólidos
utilizando o alogarítmo Luus-Jaakola. 2008. 83p. Dissertação (Mestrado) – Universidade
Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

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ELETROBRAS – Centrais Elétricas Brasileiras – Disponível em:
[Link] Acesso em 02 de
fevereiro de 2011.
ELETROBRAS FURNAS – Disponível em: [Link] Acesso em 05 de fevereiro
de 2011.
ESIN T e Cosgun N, 2007. A study conducted to red1uce construction waste generation in
Turkey. Building and Environment, 42, 1667-1674p.
FATTA D. et al, 2003. Generation and management of construction and demolition waste in
Greece – an existing challenge. Resources, Conservation and Reycling, 40, 81-91p.
INOJOSA FCP. Gestão de resíduos de construção e demolição: a Resolução CONAMA 307/02 no
Distrito Federal. 2010. 225p. Dissertação (Mestrado) – Universidade de Brasília, Centro de
Desenvolvimento Sustentável, Brasília.
KARTAM N, Al-Mutairi N, Al-Ghusain I e Al-Humoud J, 2004. Environmental management of
construction and demolition waste in Kuwait. Waste Management, 24, 1049-1059p.
KATZ R e Baum H, 2011. A novel methodology to estimate the evolution of construction waste
in construction sites. Waste Management, 31, 353-358p.
MARIANO LS. Gerenciamento de resíduos da construção civil com reaproveitamento estrutural:
estudo de caso de uma obra com 4.000 m2. 2008. 108p. Dissertação (Mestrado) – Universidade
Federal do Paraná, Curitiba.
PINTO TP. Metodologia para a gestão diferenciada de resíduos sólidos da construção urbana.
1999. 189p. Tese (Doutorado) – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Departamento
de Engenharia de Construção Civil, São Paulo.
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SANCHES MCG. Valoração do serviço de destinação final dos resíduos gerados pela indústria da
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Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília, Brasília.
SANTOS AR. Metodologia científica: a construção do conhecimento. 7ª edição, Rio de Janeiro:
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SCHNEIDER DM. Deposições irregulares de resíduos da construção civil na cidade de São Paulo.
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Sinduscon-SP. Tarcísio de Paula Pinto (coordenador). São Paulo: Obra Limpa – I&T e SindusCon-
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SINDUSCON/ MG e SENAI/ MG. Gerenciamento de resíduos sólidos da construção civil. Belo
Horizonte: SINDUSCON/ MG, 2008.
SOLIS-GUZMÁN J et al, 2009. A Spanish model for quantification and management of
construction waste. Waste Management, 29, 2542-2548p.
SOUZA UEL, Paliari JC, Andrade AC, Agopyan V. Perda de materiais nos canteiros de obra: A
quebra do mito. Qualidade na construção, SINDUSCON-SP, ano II, nº 13, p.10-15, 1998.
TAM VWY, 2008. On the effectiveness in implementing a waste-management-plan method in
construction. Waste Management, 28, 1072-1080p.
WEISLEDER S e Nassari D – Construction and demolition waste management in Germany.
COWAN – Construction Waste Management in Sri Lanka, 2006. Disponível em:
[Link]
GONÇALVES, Gustavo Henrique Vital; SILVA, Luiz Paulo da; MARQUES NETO, José da Costa.
GERAÇÃO DE RESÍDUOS DE SISTEMA PREDIAL DE ELETRICIDADE EM HABITAÇÕES POPULARES.
In: XIII CONGRESSO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE DE POÇOS DE CALDAS, 2016, Poços de
Caldas. Anais [...] . Poços de Caldas: 2016. p. 1-8.

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13. ANEXOS

13.1 Anexo 01: ART

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ANEXO 01: ART

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Anotação de Responsabilidade Técnica - ART CREA-SC ART OBRA OU SERVIÇO
Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977 25 2023 8854133-0
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina Inicial
Individual
1. Responsável Técnico
AMANDA RAFAELA SCHMIDT
Título Profissional: Engenheira Ambiental RNP: 2513119355
Registro: 126680-7-SC

Empresa Contratada: AS SOLUCOES AMBIENTAIS & ENGENHARIA EIRELI EP Registro: 149680-4-SC

2. Dados do Contrato
Contratante: GRUPO OAD INCORPORAÇÕES LTDA CPF/CNPJ: 41.576.487/0001-32
Endereço: RODOVIA FRANCISCO MAGNO VIEIRA Nº: 4397
Complemento: oka Bairro: CAMPECHE
Cidade: FLORIANOPOLIS UF: SC CEP: 88065-000
Valor: R$ 8.000,00 Ação Institucional:
Contrato: Celebrado em: Vinculado à ART: Tipo de Contratante:

3. Dados Obra/Serviço
Proprietário: SPE MORRO DAS PEDRAS - EMPREENDIMENTO IMOBILI CPF/CNPJ: 13.021.073/0001-01
Endereço: RUA SAGRADO CORACAO DE JESUS Nº: 818
Complemento: Bairro: MORRO DAS PEDRAS
Cidade: FLORIANOPOLIS UF: SC CEP: 88066-070
Data de Início: 05/06/2023 Previsão de Término: 05/07/2023 Coordenadas Geográficas:
Finalidade: Código:

4. Atividade Técnica
Coordenação Da Mitigação [Link]. Estudo Da Gestão Ambiental
Coordenação de serviços na área da Engenharia Ambiental
Dimensão do Trabalho: 1,00 Unidade(s)
Elaboração
Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil
Dimensão do Trabalho: 1,00 Unidade(s)
Estudo Da Gestão Ambiental
Gestão Ambiental
Dimensão do Trabalho: 1,00 Unidade(s)
Elaboração Do Monitoram. Ambiental
Ruídos e Vibrações - Não Ocupacionais
Dimensão do Trabalho: 1,00 Unidade(s)
Elaboração
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
Dimensão do Trabalho: 1,00 Unidade(s)
Estudo Impacto Ambiental Estudo
Hidrografia
Dimensão do Trabalho: 1,00 Unidade(s)
Elaboração
Geoprocessamento
Dimensão do Trabalho: 1,00 Unidade(s)

5. Observações
Coordenação e participação na elaboração de EAS, PGA, Memorial resíduos, declaração riscos, para implantação do condomínio multifamiliar Las Piedras - Fase IV localizado no Morro das Pedras, Floripa

6. Declarações
. Acessibilidade: Declaro, sob as penas da Lei, que na(s) atividade(s) registrada(s) nesta ART não se exige a observância das regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas de
acessibilidade da ABNT, na legislação específica e no Decreto Federal n. 5.296, de 2 de dezembro de 2004.

7. Entidade de Classe 9. Assinaturas


ACEAMB - 55 Declaro serem verdadeiras as informações acima.
FLORIANOPOLIS - SC, 05 de Julho de 2023
8. Informações Assinado de forma digital por AMANDA
AMANDA RAFAELA RAFAELA SCHMIDT:07203188906
DN: c=BR, o=ICP-Brasil, ou=32057011000102,
. A ART é válida somente após o pagamento da taxa.
Situação do pagamento da taxa da ART em 05/07/2023: TAXA DA ART A PAGAR
SCHMIDT:0720318 ou=Secretaria da Receita Federal do Brasil -
RFB, ou=RFB e-CPF A1, ou=(EM BRANCO),
ou=videoconferencia, cn=AMANDA RAFAELA
8906 SCHMIDT:07203188906
Dados: 2023.07.05 00:47:24 -03'00'
Valor ART: R$ 96,62 | Data Vencimento: 17/07/2023 | Registrada em:
Valor Pago: | Data Pagamento: | Nosso Número:
AMANDA RAFAELA SCHMIDT
. A autenticidade deste documento pode ser verificada no site [Link]/art. 072.031.889-06
. A guarda da via assinada da ART será de responsabilidade do profissional e do
contratante com o objetivo de documentar o vínculo contratual.
. Esta ART está sujeita a verificações conforme disposto na Súmula 473 do STF,
na Lei 9.784/99 e na Resolução 1.025/09 do CONFEA.

[Link] falecom@[Link] Contratante: GRUPO OAD INCORPORAÇÕES LTDA


Fone: (48) 3331-2000 Fax: (48) 3331-2107 41.576.487/0001-32

Janeiro de 2023 
 
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