Imaginário
Enfermagem no adulto e idoso I
(25/09/23)
Reparadora: repouso/sono
Sono
• Tipo de reparação 1. Estado de relaxamento necessário
2. Diminuição da temp. corporal, pressão
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• Reações católicas diminuídas e reações anabólicas aumentadas
• Hormona do crescimento inibida pela privação do sono arterial e frequência cardíaca
3. Estado de imobilidade parcial
Sesta
• Sono curto ou superficial, habitualmente de mins a 1-2h Critérios comportamentais
• Predisposição a ter insónias
• mobilidade nula/ligeira
• olhos fechados
Adormecer
• reposta reduzida a estímulos
• Baixa atividade corporal • reversibilidade
Critérios neurofisiológicos
• Sono é uma componente essencial nos processos • Eletroencefalograma
terapêuticos dos doentes internados e pessoas saudáveis • Eletrooculograma
• Promover, ao máximo, a recuperação e a saúde do doente • Eletromiografia
• Ter em atenção alarmes/iluminação que prejudica o sono dos
doentes
Parâmetros variáveis do sono
Maslow • estado de consciência
• funções cognitivas
• Sono é uma necessidade básica do ser humano, é um processo • atividade elétrica cerebral
universal comum a todas as pessoas • movimentos oculares
• movimentos e posição do corpo
• atividade cardiovascular
Necessidades do sono/repouso são fundamentais para:
• atividade respiratória
1. Qualidade de vida • temperatura
2. Saúde emocional e física
Áreas do tronco cerebral
Fisiologia do sono
1. Sistema reticular de ativação
• Fenómeno cíclico
- 2. Região bulbar de sincronização
• polissonografia
=Y
Movimento rápido dos olhos
REM 25%
Intensa atividade fisiologia
Sono
NREM Relaxamento progressivo
75%
Ciclo do sono
• Adulto dorme cerca de 4-6 ciclos de sono de 60-90min
• Cada ciclo tem 4 etapas de sono NREM e 1 período de REM
Etapa I NREM Etapa II NREM
• Nível de sono mais superficial, dura apenas alguns minutos • Pessoa mais relaxada e menos ciente do ambiente, porém
(1-2) é despertado com facilidade
• Frequência cardíaca, temperatura, respiração e ritmo metabólico • Aprox. 10-20min
basal começam a diminuir
• Pessoa facilmente despertada por estímulos sensoriais,
quando acorda revela sensação de estar a sonhar acordada
Etapa III NREM Etapa IV NREM
• Fase inicial do sono profundo • Fase do sono profundo
• Pessoa dificilmente desperta e raramente se move • De 15-30min
• Aprox. 15-30min • Significativa diminuição da frequência cardíaca e
frequência respiratória
• Muito difícil acordar
• Recuperação e repouso do corpo
• Pessoas privadas desta etapa sentem depressão, mal-
estar, apatia e letargia
Etapa REM
• Mais difícil de ser acordada
• Sono ocorre proeminentemente neste período
• Episódios do movimentos dos olhos, diminuição do tonús
muscular e aumento da atividade autónoma
• Frequência cardíaca, frequência respiratória, tensão arterial e
ritmo metabólico sofrem oscilações
• Dura em média 20min
• Privação deste sono causa irritabilidade e ansiedade
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• Movimentos rápidos oculares
• Miose • Atonia muscular generalizado
• Diminuição da sudação • Predomínio da atividade simpática
NREM REM
• Diminuição da frequência cardíaca • Variabilidade autonómica, na frequência
• Diminuição da tensão arterial cardíaca e frequência respiratória
• Diminuição da temperatura • Aumento da temperatura
• Diminuição global do consumo de oxigénio • Aumento da sudação e do consumo de
• Diminuição do tonús muscular oxigénio
> Predominância do sistema nervoso parassimpático através do > Predominância dos neurotransmissores simpáticos,
neurotransmissor principal, a acetilcolina as catecolaminas (dopamina, adrenalina e
> Ativação dos processos anabólicos, diminuição do catabolismo noradrenalina) - responsáveis pela manutenção da
> Aumento da secreção da hormona de crescimento e da prolactina e vigília
testosterona
> Grande parte da síntese proteica
Funções do sono Sono durante consoante a idade
• Proteção
• Renovação
• Recuperação fisiológica - NREM
• Processos cerebrais - REM
• Funções biológicas mais lentas
• Conservação de energia (ausência da contração muscular)
• Restauração das funções cognitivas (aprendizagem, memória) - REM
• Termorregulação cerebral
• Aumento da temperatura corporal - NREM
• Desenvolvimento cerebral - REM
Nº de horas consoante a idade
Fatores que influenciam o sono Distúrbios comuns do sono
• Padrão do sono
Diagnóstico
• Doença/dor
• Medicação • Idade de inicio/duração
• Álcool/estimulantes • Sintomas referidos pelo doente
• Estilo de vida • Sintomas referidos pelo companheiro
• Stress psicológico • Atividades diárias mais perturbados
• Meio ambiente
• Exercício e fadiga Exame objetivo
• Consumo calórico/nutrição • Peso/altura (IMC)
• Alterações hormonais • Perímetro do pescoço e abdómen
• Fossas nasais, orofaringe, morfologia da face
⑪ • Tensão arterial e pulso
Distúrbios primários do sono
• Frequência e padrão respiratório
Dissónias • Sinais de Ins. Respiratória ou Renal, alterações endócrinas
Alterações na quantidade, qualidade ou na distribuição do sono
Exames complementares de diagnóstico
1. Insónias
2. Hipersónias • EOG - eletrooculograma
3. Nacrolépsia (sono profundo em situações random) • EEG - eletroencefalograma
• EMG - eletromiografia do mento
• EMG Min - eletromiografia dos membros inferiores
Parassónias
• Spo2
Acontecimentos comportamentais anormais durante o sono • Pulso
1. Pesadelos • Fluxo oro nasal
2. Terrores noturnos • Ressonar
3. Sonambulismo • Respiração torácica e abdominal
• ECG - eletrocardiograma
⑪ Distúrbios secundários do sono
• Distúrbios do sono devidos a doenças físicas
• Distúrbios do sono relacionados com doenças mentais
• Distúrbios do sono induzidos por determinadas substâncias
Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS)
• Episódios recorrentes e frequentes de apneia ou hipopneia por
obstrução das vias respiratórias associada a um esforço
ventilatório
• Geralmente associada a uma redução da oxigenação
sanguínea
• Mais frequente no sexo masculino; (40-60 anos)
Fatores agravantes
Fatores de Risco Anatómicos
• Obesidade • Drogas
• Hipotitoidismo • Aumento do peso
• Cavidade faringea de pequenas dimensões • Dormir em decúbito dorsal
• Alteração da estrutura orofacial (dimensão e forma); • Congestão nasal
macroglossia, hiperplasia amigdalina, palato pendente, • Fumo
alterações mandibulares • Excesso de cansaço
• Envelhecimento
• Doenças cardiopulmonares associadas (HTA, arritmias,
Sintomas mais característicos angina, enfisema pulmonar e asma)
• Sonolência diurna excessiva
• Sono não reparador/cansaço ao acordar
Tratamento
• Fadiga
• Despertares e acordares frequentes durante o sono • CPAP (Pressão positiva continua nasal)
• Acordar com falta de ar • Auto-CPAP (Pressão com ajuste automático)
• Cefaleias matinais • Próteses de avanço mandíbular
• Boca seca ao acordar • Cirurgia ORL e maxilo-facial
• Enurese, nictúria
• Alterações da memória e humor
• Impotência sexual
• Roncopneia; apneia Perturbações circadiárias
• Trabalho por turnos
Medidas de tratamento gerais
• Disritmia circadiária ou jet lag
• Perda de peso • Síndrome de atraso na fase do sono
• Evitar jantares abundantes • Síndrome de avanço na fase do sono
• Evitar consumo de álcool • Padrão sono-vigília irregular
• Evitar consumo de tabaco • Síndrome do ciclo vigília-sono diferente de 24h
• Higiene do sono
• Posição corporal
Estratégias para uma higiene/controlo do sono
• Estabelecer uma hora regular para deitar e levantar
• Evitar as preocupações quando se tenta conciliar o sono
• Uso de tampões nos ouvidos (casos de roncopneia)
• Cama confortável
• Manter temperatura adequada do ambiente
• Evitar ir dormir com fome ou com o estômago demasiado cheio - evitar
refeições pesadas
• Evitar bebidas com cafeína, excessiva ingestão de líquidos,
drogas estimulantes e excesso de álcool
• Manter peso normal (excesso de peso pode provocar fadiga e
apneia do sono)
• Fazer exercício diário
Cuidados de Enfermagem
Primeiro objetivo é ajudar o utente a obter um sono noturno reparador As intervenções de Enfermagem visão a promoção do bem-estar,
controlar as alterações físicas e manter um ambiente tranquilo e
Principais diagnósticos de Enfermagem sossegado
• Alteração do padrão do sono Intervenções de Enfermagem
• Fadiga
1. Atuação sobre o doente
Outros diagnósticos de Enfermagem
• Controlar a dor de forma eficaz e cedo
• Alterações do processo de pensamento • Falar com doente acerca das suas possíveis preocupações
• Alteração na capacidade para enfrentar as situações de uma e medos
forma eficaz • Encontrar posição mais cómoda para o doente dormir
• Padrão respiratório ineficaz • Facilitar as rotinas do sono
• Déficit de conhecimentos relativamente às práticas de • Transmitir ao doente que nos preocupa o seu sono
higiene do sono
• Alto risco de lesão 2. Atuação sobre o ambiente
• Promover atmosfera onde seja possível o descanso,
minimizando estímulos, reduzindo a intensidade da luz,
retirar sons, facilitar a intimidade
Sono no Idoso
• Conhecer hábitos de sono do doente
Alterações com o envelhecimento • Retirar todo o equipamento não necessário na enfermaria
• Ajustar alarmes de monitores
• Aumento do período que se está n cama
• Aumento do número de vezes
3. Atuação sobre o pessoal de Enfermagem
• Diminuição do tempo total de sono noturno
• Pessoas sentem-se menos satisfeitas com o sono • Distinguir entre atividades fundamentais e não
• Destas tendem a tornar-se mais frequentes fundamentais
• Reorganizar cuidados
• Informar toda a equipa sobre a importância de não
Origem dos problemas de sono no idoso
interromper o sono
• Doenças físicas
• Uso correto de sedativos e conhecimento sobre os seus
• Doenças mentais
efeitos
• Medicações, abuso/mau uso do álcool; hipnóticos
• Má higiene do sono
Fatores que levam o idoso a apresentar queixas de alterações
no sono
• Diminuição da capacidade de dormir • Causas iatrogénicas
• Aumento dos problemas respiratórios durante o sono • Causas ambientais adversas
• Aumento da atividade mioclónica durante o sono
• Mudanças da fase do sono
• Perturbações neuropsiquiáteicas como depressão e
demência
• Dor e limitações da mobilidade
• Hábitos errados de sono
• Refluxo gastroesofágico
Avaliação de idosos com queixas relacionadas com o sono
1. Avaliar características do sono
• Tempo necessário para adormecer
• Padrão de cochilos
• Horário de deitar/acordar
• Mudanças recentes no padrão do sono
• Tempo total de sono
• História prévia de problemas de sono/tratamento
• Número e duração dos despertares noturnos
• História de roncopneia, apneia, atividade motora anormal
• Qualidade do sono
• Grau de alerta diurno
3. Avaliar o impacto dos problemas
2. Excluir fatores externos potenciais
• Duração dos distúrbios do sono
• Uso de medicamentos, álcool, cafeína • Grau do prejuízo funcional dos sintomas
• Dieta • Tipo de sono restabelecedor
• Níveis de atividades, padrão de exercício
• Presença de sintomas ou disfunções de outros órgãos 4. Realizar exame físico completo
ou sistemas
5. Observar o idoso durante o sono
• Evidência de situações desencadeado tás de stress
• Higiene geral do sono
• Sono diurno
Medidas não farmacológicas para prevenir e tratar distúrbios de sono no idoso
Controlo de estímulos Educação para higiene do sono
• Estabelecer horário e rotinas para deitar/acordar • Evitar consumo de bebidas com cafeína
• Evitar a permanência na cama quando acordado • Evitar tabaco
• Dormir o número de horas suficientes para se sentir • Evitar álcool
restabelecido
• Manter rotina diária bem estruturada
• Tomar medicação
• Reduzir o peso
Relaxamento muscular
Restringir ingestão hídrica antes de dormir
• Refeição noturno leve • Realizar exercícios de relaxamento muscular progressivo
• Manter temperatura confortável, nível de ruído baixo imediatamente antes de deitar
e luminosidade adequada • Manter rituais de dormir
• Terapia cognitiva para insónias
• Treinar o controlo de pensamentos perturbadores que ocorrem
ao deitar