Classes de Palavras e Crase em Português
Classes de Palavras e Crase em Português
O emprego do acento indicativo de crase está plenamente adequado às regras da norma-padrão da língua portuguesa em:
A O gráfico apresenta a diferença entre a variação percentual anual associada às taxas de homicídios registrados e
projetados. A análise feita ano à ano mostra uma expressiva divergência na dinâmica das taxas ao final do período
analisado.
B O segundo canal causal que liga a difusão de armas à homicídios diz respeito a sensação de empoderamento que
a posse da arma gera no indivíduo que se envolve em alguma contenda, seja briga de bar, no trânsito, entre
vizinhos ou outras.
C De acordo com o gráfico, a diferença entre a taxa de homicídios registrados e projetados parece restrita ao nível
e não à tendência das séries. Ainda assim, a contabilização dos homicídios ocultos traz novo sentido à análise
sobre a prevalência de homicídios no Brasil.
D Como se verá à seguir, há uma nova seção na edição deste ano, que trata da violência contra idosos. O tema
ganha destaque porque o Brasil caminha à passos largos no processo de transição demográfica, rumo ao
envelhecimento da população. Daí faz-se mister trazer à tona essa questão.
E Se não fosse a legislação permissiva quanto as armas de fogo, a redução dos homicídios teria sido ainda maior do
que à observada. Com base em um cálculo aproximado, estimamos que se não houvesse o aumento de armas de
fogo em circulação à partir de 2019, teria havido 6.379 homicídios a menos no Brasil.
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Questão 2 Conjunção
A passagem textual que apresenta um desvio de coerência devido ao emprego inadequado do conector em destaque é:
A Diversos indicadores que avaliam o arcabouço regulatório, em nível de país ou em nível de agências regulatórias
estão atualmente disponíveis publicamente e oferecem boa cobertura temporal e entre países e agências.
Entretanto, o indicador de qualidade regulatória, também ali disponível, proposto por Kaufmann, Kraay e
Mastruzzi (2010) e disponibilizado pelo Banco Mundial, é extensamente utilizado na literatura e compila dados
anuais de cerca de duzentos países desde 2002.
B Diversos estudos empíricos têm conseguido êxito em demonstrar a influência de características institucionais e
regulatórias na participação privada de investimentos em infraestrutura nas economias emergentes. Os resultados,
em sua grande maioria, corroboram a teoria institucional, na qual o papel das instituições é primordial para uma
maior participação do setor privado, pois reduz as imperfeições de informação, maximiza incentivos econômicos
e reduz os custos de transação.
C O modelo revelou que, após a crise global de 2008, houve uma quebra estrutural, na qual o arcabouço
regulatório do país emergente em questão adquiriu maior importância para alocação do capital privado em
infraestrutura.
D Apontou, ainda, o efeito da consistência regulatória; ou seja, não apenas o arcabouço regulatório corrente do
país, mas também sua trajetória passada (média móvel do indicador) direcionam a alocação do capital privado,
indicando uma espécie de “memória regulatória” ou “reputação” dos agentes para alocação de seu capital.
E Numa economia que investiu menos de 2% PIB ano em infraestrutura econômica na última década (somando-se
aqui público e privado), tal valor representa uma queda de 30% nos investimentos privados, valor de suma
importância quando se necessita de montantes da ordem de 4 – 5% PIB ano para um crescimento sustentável.
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A passagem textual em que o emprego da expressão em destaque está em DESACORDO com a norma-padrão é:
A A primeira frente, sobre equilíbrio macroeconômico, é condição básica para crescimento econômico e social de
toda economia, afetando principalmente o usuário final, que, em última instância, financia a infraestrutura via tarifas
indexadas à inflação.
B Esse panorama ilustra o senso de urgência do Brasil, o qual precisa aprimorar a eficiência do investimento público
e, ao mesmo tempo, mobilizar o capital privado em escala e ritmo, tendo, portanto, de gerar as condições
necessárias para incentivar substancialmente o investimento privado em infraestrutura.
C O modelo revelou que, após a crise global de 2008, houve uma quebra estrutural, cujo o arcabouço regulatório
do país emergente em questão adquiriu maior importância para alocação do capital privado em infraestrutura.
D O risco institucional mensura o risco regulatório a partir de um enfoque institucional. Trabalhos empíricos recentes
avaliam o papel de variáveis institucionais no risco ou no retorno esperado das empresas, levando-se em conta as
características do ambiente institucional no qual elas operam, além de aspectos específicos da empresa ou do
mercado.
E Os resultados, em sua grande maioria, corroboram a teoria institucional, na qual o papel das instituições é
primordial para uma maior participação do setor privado, pois reduz as imperfeições de informação e os custos
de transação, bem como maximiza incentivos econômicos
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O período no qual o emprego da expressão em destaque está em DESACO RDO com a norma-padrão da língua
portuguesa é:
A A desigualdade se dá de acordo com sua renda ou devido à própria distribuição seletiva dos serviços
educacionais no território, cuja presença é escassa nas regiões mais pobres.
B Por isso, a possibilidade de ser mais, ou menos, cidadão depende, em larga proporção, do ponto do território
onde se está.
C Duas décadas mais tarde, o atual quadro é bem distinto, a partir de um projeto político muito explícito onde o
governo federal cria condições ampliadas para o desenvolvimento local e regional.
D O ensino particular se instala, em geral, em regiões em que a demanda já existe, mas não é suficientemente
atendida pela educação pública e gratuita.
Questão 5 Crase
Sou antropófago. Devoro livros. Quem me ensinou foi Murilo Mendes: livros são feitos com a carne e o sangue dos que os
escreveram. Os hábitos de antropófago determinam a maneira como escolho livros. Só leio livros escritos com sangue.
Depois que os devoro, deixam de pertencer ao autor. São meus porque circulam na minha carne e no meu sangue.
É o caso do conto “O Afogado Mais Bonito do Mundo”, de Gabriel García Márquez. Ele escreveu. Eu li e devorei. Agora é
meu. Eu o reconto.
É sobre uma vila de pescadores perdida em nenhum lugar, o enfado misturado com o ar, cada novo dia já nascendo velho,
as mesmas palavras ocas, os mesmos gestos vazios, os mesmos corpos opacos, a excitação do amor sendo algo de que
ninguém mais se lembrava...
Aconteceu que, num dia como todos os outros, um menino viu uma forma estranha utuando longe no mar. E ele gritou.
Todos correram. Num lugar como aquele até uma forma estranha é motivo de festa. E ali caram na praia, olhando,
esperando. Até que o mar, sem pressa, trouxe a coisa e a colocou na areia, para o desapontamento de todos: era um
homem morto.
Todos os homens mortos são parecidos porque há apenas uma coisa a se fazer com eles: enterrar. E, naquela vila, o
costume era que as mulheres preparassem os mortos para o sepultamento. Assim, carregaram o cadáver para uma casa, as
mulheres dentro, os homens fora. E o silêncio era grande enquanto o limpavam das algas e liquens, mortalhas verdes do
mar.
Mas, repentinamente, uma voz quebrou o silêncio. Uma mulher balbuciou: “Se ele tivesse vivido entre nós, ele teria de ter
curvado a cabeça sempre ao entrar em nossas casas. Ele é muito alto...”.
De novo o silêncio foi profundo, até que uma outra voz foi ouvida. Outra mulher... “Fico pensando em como teria sido a sua
voz... Como o sussurro da brisa? Como o trovão das ondas? Será que ele conhecia aquela palavra secreta que, quando
pronunciada, faz com que uma mulher apanhe uma or e a coloque no cabelo?” E elas sorriram e olharam umas para as
outras.
De novo o silêncio. E, de novo, a voz de outra mulher... “Essas mãos... Como são grandes! Que será que zeram? Brincaram
com crianças? Navegaram mares? Travaram batalhas? Construíram casas? Essas mãos: será que elas sabiam deslizar sobre
o rosto de uma mulher, será que elas sabiam abraçar e acariciar o seu corpo?”
Aí todas elas riram que riram, suas faces vermelhas, e se surpreenderam ao perceber que o enterro estava se transformando
numa ressurreição: sonhos esquecidos, que pensavam mortos, retornavam, cinzas virando fogo, os corpos vivos de novo e
os rostos opacos brilhando com a luz da alegria.
Os maridos, de fora, observavam o que estava acontecendo e caram com ciúmes do afogado, ao perceberem que um
morto tinha um poder que eles mesmos não tinham mais. E pensaram nos sonhos que nunca haviam tido, nos poemas que
nunca haviam escrito, nos mares que nunca tinham navegado, nas mulheres que nunca haviam desejado.
A história termina dizendo que finalmente enterraram o morto. Mas a aldeia nunca mais foi a mesma.
ALVES, R. Sobre como da morte brota a vida. F. de São Paulo. Cotidiano. Disponível em: [Link]
Acesso em: 20 abr. 2023. Adaptado.
Em conformidade com o que prevê a norma-padrão, é obrigatório o uso do acento grave indicativo de crase na palavra
destacada em:
Sou antropófago. Devoro livros. Quem me ensinou foi Murilo Mendes: livros são feitos com a carne e o sangue dos que os
escreveram. Os hábitos de antropófago determinam a maneira como escolho livros. Só leio livros escritos com sangue.
Depois que os devoro, deixam de pertencer ao autor. São meus porque circulam na minha carne e no meu sangue.
É o caso do conto “O Afogado Mais Bonito do Mundo”, de Gabriel García Márquez. Ele escreveu. Eu li e devorei. Agora é
meu. Eu o reconto.
É sobre uma vila de pescadores perdida em nenhum lugar, o enfado misturado com o ar, cada novo dia já nascendo velho,
as mesmas palavras ocas, os mesmos gestos vazios, os mesmos corpos opacos, a excitação do amor sendo algo de que
ninguém mais se lembrava...
Aconteceu que, num dia como todos os outros, um menino viu uma forma estranha utuando longe no mar. E ele gritou.
Todos correram. Num lugar como aquele até uma forma estranha é motivo de festa. E ali caram na praia, olhando,
esperando. Até que o mar, sem pressa, trouxe a coisa e a colocou na areia, para o desapontamento de todos: era um
homem morto.
Todos os homens mortos são parecidos porque há apenas uma coisa a se fazer com eles: enterrar. E, naquela vila, o
costume era que as mulheres preparassem os mortos para o sepultamento. Assim, carregaram o cadáver para uma casa, as
mulheres dentro, os homens fora. E o silêncio era grande enquanto o limpavam das algas e liquens, mortalhas verdes do
mar.
Mas, repentinamente, uma voz quebrou o silêncio. Uma mulher balbuciou: “Se ele tivesse vivido entre nós, ele teria de ter
curvado a cabeça sempre ao entrar em nossas casas. Ele é muito alto...”.
De novo o silêncio foi profundo, até que uma outra voz foi ouvida. Outra mulher... “Fico pensando em como teria sido a sua
voz... Como o sussurro da brisa? Como o trovão das ondas? Será que ele conhecia aquela palavra secreta que, quando
pronunciada, faz com que uma mulher apanhe uma or e a coloque no cabelo?” E elas sorriram e olharam umas para as
outras.
De novo o silêncio. E, de novo, a voz de outra mulher... “Essas mãos... Como são grandes! Que será que zeram? Brincaram
com crianças? Navegaram mares? Travaram batalhas? Construíram casas? Essas mãos: será que elas sabiam deslizar sobre
o rosto de uma mulher, será que elas sabiam abraçar e acariciar o seu corpo?”
Aí todas elas riram que riram, suas faces vermelhas, e se surpreenderam ao perceber que o enterro estava se transformando
numa ressurreição: sonhos esquecidos, que pensavam mortos, retornavam, cinzas virando fogo, os corpos vivos de novo e
os rostos opacos brilhando com a luz da alegria.
Os maridos, de fora, observavam o que estava acontecendo e caram com ciúmes do afogado, ao perceberem que um
morto tinha um poder que eles mesmos não tinham mais. E pensaram nos sonhos que nunca haviam tido, nos poemas que
nunca haviam escrito, nos mares que nunca tinham navegado, nas mulheres que nunca haviam desejado.
A história termina dizendo que finalmente enterraram o morto. Mas a aldeia nunca mais foi a mesma.
ALVES, R. Sobre como da morte brota a vida. F. de São Paulo. Cotidiano. Disponível em: [Link]
Acesso em: 20 abr. 2023. Adaptado.
A reescrita de “Eu li e devorei. Agora é meu. Eu o reconto” (parágrafo 2) que preserva o seu sentido no texto é:
Questão 7 Crase
1. Os oceanos sofrem os efeitos das atividades humanas há milênios. Dejetos e resíduos orgânicos e inorgânicos gerados
por essas atividades são levados para o mar por ventos, chuvas e rios, ou despejados diretamente ali. Os oceanos suportam
toda essa sobrecarga? A resposta vem de análises que constatam sérios danos aos ecossistemas oceânicos: o lixo
marinho, portanto, já é um grave problema ambiental.
2. O lixo de origem humana que entra no mar está presente nas imagens, hoje comuns, de animais emaranhados em
materiais de todo tipo ou que ingeriram ou sufocaram com diferentes itens. Também é conhecida a imensa mancha de lixo
que se acumula no chamado “giro” do oceano Pací co Norte – os giros, existentes em todos os oceanos, são áreas em
torno das quais se deslocam as correntes marinhas. Nas zonas centrais desses giros, as correntes têm baixa intensidade e
quase não há ventos. Os resíduos que chegam ali ficam retidos e se acumulam, gerando enormes “lixões” oceânicos.
3. Detritos orgânicos (vegetais, animais, fezes e restos de alimento) não são considerados lixo marinho, porque em geral se
decompõem rapidamente e se tornam nutrientes e alimentos para outros organismos. As fontes do lixo oceânico são
comumente classi cadas como “marinhas” (descartes por embarcações e plataformas de petróleo e gás) e “terrestres”
(depósitos e descartes incorretos feitos em terra e levados para os rios pelas chuvas e daí para o mar, onde também
chegam carregados pelo vento e até pelo gelo).
4. Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estudo do lixo marinho tem bases cientí cas e envolve, em todo o
mundo, cada vez mais pesquisadores e tomadores de decisão. Todos engajados na luta pela diminuição desse problema
social e ambiental.
5. Os impactos ligados à presença do lixo no mar começaram a ser observados a partir da década de 1950, mas somente
em 1975 foi de nido o termo “lixo marinho”, hoje consagrado. Essa de nição, da Academia Nacional de Ciências dos
Estados Unidos, diz que é lixo marinho todo material sólido de origem humana descartado nos oceanos ou que os atinge
por rios, córregos, esgotos e descargas domésticas e industriais.
6. O número de publicações mundiais, cientí cas e não cientí cas, sobre lixo marinho começou a aumentar a partir da
década de 1980. Esse aumento se deve a três processos: 1) a contínua e crescente substituição, em vários tipos de
utensílios, de materiais naturais pelos sintéticos – estes, como o plástico, resistem por mais tempo à degradação no
ambiente marinho e tendem a se acumular; 2) o baixo custo dos materiais sintéticos, que não incentiva sua reciclagem e
favorece o descarte no ambiente e 3) o aumento, na zona costeira, do número de habitantes e embarcações, que podem
contribuir para o descarte de lixo no ambiente marinho.
7. Mas como evitar que o “lixo nosso de cada dia” chegue ao mar? E como retirar o que já está lá? É nesse ponto que a
conservação marinha e a gestão de resíduos sólidos se encontram e se complementam.
8. Em 2013, realizou-se no Brasil a IV Conferência Nacional de Meio Ambiente, que formalizou 60 propostas sobre o meio
ambiente. Duas enfocam o lixo marinho: a primeira está ligada à redução de impactos ambientais e a segunda é ligada à
educação ambiental, com campanhas educativas de sensibilização sobre as consequências da disposição incorreta do lixo,
com ênfase no ambiente marinho e nos danos causados à população humana.
OLIVEIRA, A. et al. Revista Ciência Hoje, n. 313, v. 53. Rio de Janeiro: SBPC. Abril 2014. Adaptado.
O sinal grave indicativo de crase está empregado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
A As atitudes dos defensores do meio ambiente revelam que eles são favoráveis à projetos que assegurem
a defesa de maior qualidade de vida para todos.
B As pesquisas relativas ao lixo marinho têm sido incentivadas por meio da realização de estudos destinados à
preservar os oceanos.
C Os detritos que resistem, por maior período de tempo, à decomposição nas águas dos oceanos são o petróleo e
os plásticos.
D Os especialistas estão dedicados à realizar pesquisas para elaborar um tipo de plástico que se dissolva ao entrar
em contato com a água salgada dos oceanos.
E Os maiores obstáculos à serem superados, para evitar que o lixo contamine as águas do mar, são os detritos
terrestres carregados pelos rios e pelas chuvas.
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1. Os oceanos sofrem os efeitos das atividades humanas há milênios. Dejetos e resíduos orgânicos e inorgânicos gerados
por essas atividades são levados para o mar por ventos, chuvas e rios, ou despejados diretamente ali. Os oceanos suportam
toda essa sobrecarga? A resposta vem de análises que constatam sérios danos aos ecossistemas oceânicos: o lixo
marinho, portanto, já é um grave problema ambiental.
2. O lixo de origem humana que entra no mar está presente nas imagens, hoje comuns, de animais emaranhados em
materiais de todo tipo ou que ingeriram ou sufocaram com diferentes itens. Também é conhecida a imensa mancha de lixo
que se acumula no chamado “giro” do oceano Pací co Norte – os giros, existentes em todos os oceanos, são áreas em
torno das quais se deslocam as correntes marinhas. Nas zonas centrais desses giros, as correntes têm baixa intensidade e
quase não há ventos. Os resíduos que chegam ali ficam retidos e se acumulam, gerando enormes “lixões” oceânicos.
3. Detritos orgânicos (vegetais, animais, fezes e restos de alimento) não são considerados lixo marinho, porque em geral se
decompõem rapidamente e se tornam nutrientes e alimentos para outros organismos. As fontes do lixo oceânico são
comumente classi cadas como “marinhas” (descartes por embarcações e plataformas de petróleo e gás) e “terrestres”
(depósitos e descartes incorretos feitos em terra e levados para os rios pelas chuvas e daí para o mar, onde também
chegam carregados pelo vento e até pelo gelo).
4. Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estudo do lixo marinho tem bases cientí cas e envolve, em todo o
mundo, cada vez mais pesquisadores e tomadores de decisão. Todos engajados na luta pela diminuição desse problema
social e ambiental.
5. Os impactos ligados à presença do lixo no mar começaram a ser observados a partir da década de 1950, mas somente
em 1975 foi de nido o termo “lixo marinho”, hoje consagrado. Essa de nição, da Academia Nacional de Ciências dos
Estados Unidos, diz que é lixo marinho todo material sólido de origem humana descartado nos oceanos ou que os atinge
por rios, córregos, esgotos e descargas domésticas e industriais.
6. O número de publicações mundiais, cientí cas e não cientí cas, sobre lixo marinho começou a aumentar a partir da
década de 1980. Esse aumento se deve a três processos: 1) a contínua e crescente substituição, em vários tipos de
utensílios, de materiais naturais pelos sintéticos – estes, como o plástico, resistem por mais tempo à degradação no
ambiente marinho e tendem a se acumular; 2) o baixo custo dos materiais sintéticos, que não incentiva sua reciclagem e
favorece o descarte no ambiente e 3) o aumento, na zona costeira, do número de habitantes e embarcações, que podem
contribuir para o descarte de lixo no ambiente marinho.
7. Mas como evitar que o “lixo nosso de cada dia” chegue ao mar? E como retirar o que já está lá? É nesse ponto que a
conservação marinha e a gestão de resíduos sólidos se encontram e se complementam.
8. Em 2013, realizou-se no Brasil a IV Conferência Nacional de Meio Ambiente, que formalizou 60 propostas sobre o meio
ambiente. Duas enfocam o lixo marinho: a primeira está ligada à redução de impactos ambientais e a segunda é ligada à
educação ambiental, com campanhas educativas de sensibilização sobre as consequências da disposição incorreta do lixo,
com ênfase no ambiente marinho e nos danos causados à população humana.
OLIVEIRA, A. et al. Revista Ciência Hoje, n. 313, v. 53. Rio de Janeiro: SBPC. Abril 2014. Adaptado.
Considere os dois períodos do seguinte trecho do parágrafo 1: “Os oceanos sofrem os efeitos das atividades humanas há
milênios. Dejetos e resíduos orgânicos e inorgânicos gerados por essas atividades são levados para o mar por ventos,
chuvas e rios, ou despejados diretamente ali.”
Para transformá-los em um só período, mantendo-se o sentido do trecho original, deve-se empregar a palavra
A mas
B porque
C quando
D embora
E portanto
Questão 9 Conjunção
1. Os oceanos sofrem os efeitos das atividades humanas há milênios. Dejetos e resíduos orgânicos e inorgânicos gerados
por essas atividades são levados para o mar por ventos, chuvas e rios, ou despejados diretamente ali. Os oceanos suportam
toda essa sobrecarga? A resposta vem de análises que constatam sérios danos aos ecossistemas oceânicos: o lixo
marinho, portanto, já é um grave problema ambiental.
2. O lixo de origem humana que entra no mar está presente nas imagens, hoje comuns, de animais emaranhados em
materiais de todo tipo ou que ingeriram ou sufocaram com diferentes itens. Também é conhecida a imensa mancha de lixo
que se acumula no chamado “giro” do oceano Pací co Norte – os giros, existentes em todos os oceanos, são áreas em
torno das quais se deslocam as correntes marinhas. Nas zonas centrais desses giros, as correntes têm baixa intensidade e
quase não há ventos. Os resíduos que chegam ali ficam retidos e se acumulam, gerando enormes “lixões” oceânicos.
3. Detritos orgânicos (vegetais, animais, fezes e restos de alimento) não são considerados lixo marinho, porque em geral se
decompõem rapidamente e se tornam nutrientes e alimentos para outros organismos. As fontes do lixo oceânico são
comumente classi cadas como “marinhas” (descartes por embarcações e plataformas de petróleo e gás) e “terrestres”
(depósitos e descartes incorretos feitos em terra e levados para os rios pelas chuvas e daí para o mar, onde também
chegam carregados pelo vento e até pelo gelo).
4. Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estudo do lixo marinho tem bases cientí cas e envolve, em todo o
mundo, cada vez mais pesquisadores e tomadores de decisão. Todos engajados na luta pela diminuição desse problema
social e ambiental.
5. Os impactos ligados à presença do lixo no mar começaram a ser observados a partir da década de 1950, mas somente
em 1975 foi de nido o termo “lixo marinho”, hoje consagrado. Essa de nição, da Academia Nacional de Ciências dos
Estados Unidos, diz que é lixo marinho todo material sólido de origem humana descartado nos oceanos ou que os atinge
por rios, córregos, esgotos e descargas domésticas e industriais.
6. O número de publicações mundiais, cientí cas e não cientí cas, sobre lixo marinho começou a aumentar a partir da
década de 1980. Esse aumento se deve a três processos: 1) a contínua e crescente substituição, em vários tipos de
utensílios, de materiais naturais pelos sintéticos – estes, como o plástico, resistem por mais tempo à degradação no
ambiente marinho e tendem a se acumular; 2) o baixo custo dos materiais sintéticos, que não incentiva sua reciclagem e
favorece o descarte no ambiente e 3) o aumento, na zona costeira, do número de habitantes e embarcações, que podem
contribuir para o descarte de lixo no ambiente marinho.
7. Mas como evitar que o “lixo nosso de cada dia” chegue ao mar? E como retirar o que já está lá? É nesse ponto que a
conservação marinha e a gestão de resíduos sólidos se encontram e se complementam.
8. Em 2013, realizou-se no Brasil a IV Conferência Nacional de Meio Ambiente, que formalizou 60 propostas sobre o meio
ambiente. Duas enfocam o lixo marinho: a primeira está ligada à redução de impactos ambientais e a segunda é ligada à
educação ambiental, com campanhas educativas de sensibilização sobre as consequências da disposição incorreta do lixo,
com ênfase no ambiente marinho e nos danos causados à população humana.
OLIVEIRA, A. et al. Revista Ciência Hoje, n. 313, v. 53. Rio de Janeiro: SBPC. Abril 2014. Adaptado.
No trecho “Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estudo do lixo marinho tem bases cientí cas” (parágrafo
4), a expressão destacada veicula a relação de
A causa
B concessão
C conclusão
D condição
E consequência
Questão 10 Crase
O Brasil vive um drama: ao acordar do sonho de uma economia agrária pujante, o país desperta para o pesadelo de ser, pelo
quinto ano consecutivo, o maior consumidor de agrotóxicos do planeta. Balança comercial tinindo; agricultura a todo vapor.
Mas quanto custa, por exemplo, uma saca de milho, soja ou algodão? Será que o preço de tais commodities – que há
tempos são o motor de uma economia primária à la colonialismo moderno – compensa os prejuízos sociais e ambientais
negligenciados nos cálculos do comércio internacional?
"Pergunta difícil”, diz o economista Wagner Soares, do Instituto Brasileiro de Geogra a e Estatística (IBGE). A Bolsa de
Chicago de ne o preço da soja; mas não considera que, para se produzir cada saca, são aplicadas generosas doses de
agrotóxicos que permanecem no ambiente natural – e no ser humano – por anos ou mesmo décadas. “Ao nal das contas,
quem paga pela intoxicação dos trabalhadores e pela contaminação ambiental é a sociedade”, a rma Soares. Em seu
melhor economês, ele garante que as “externalidades negativas” de nosso modelo agrário continuam de fora dos cálculos.
Segundo o economista do IBGE, que estudou propriedades rurais no Paraná, cada dólar gasto na compra de agrotóxicos
pode custar aos cofres públicos 1,28 dólar em futuros gastos com a saúde de camponeses intoxicados. Mas este é um
valor subestimado. A nal, Soares contabilizou apenas os custos referentes a intoxicações agudas. Levando-se em conta os
casos crônicos, acrescidos da contaminação ambiental difusa nos ecossistemas, os prejuízos podem atingir cifras
assustadoramente maiores. “Estamos há décadas inseridos nesse modelo agrário, e estudos mensurando seus reais custos
socioambientais são raros ou inexistentes”, diz.
Seja na agricultura familiar, seja nas grandes propriedades rurais, “os impactos dos agrotóxicos na saúde pública abrangem
vastos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais”, a rma dossiê publicado pela Associação Brasileira de Saúde
Coletiva (Abrasco), entidade que reúne pesquisadores de diversas universidades do país.
Não são apenas agricultores e suas famílias que integram grupos de risco. Todos os milhares de pro ssionais envolvidos no
comércio e na manipulação dessas substâncias são potenciais vítimas. E, além deles, “todos nós, diariamente, a cada
refeição, ingerimos princípios ativos de agrotóxicos em nossos alimentos”, garante uma médica da Universidade Federal do
Ceará (UFC). “Hoje, todo mundo come veneno”, afirma um agricultor.
Produtores e especialistas alinhados ao modelo convencional de produção agrícola insistem: sem agrotóxicos seria
impossível alimentar uma população mundial em constante expansão. Esses venenos seriam, portanto, um mal necessário,
de acordo com esses produtores. Agricultores garantem que não há nenhuma di culdade em produzir alimentos orgânicos,
sem agrotóxicos, para alimentar a população. Segundo eles, “a humanidade domina a agricultura há pelo menos 10 mil anos,
e o modelo imposto no século 20 vem apagando a herança e o acúmulo de conhecimento dos métodos tradicionais.”
Mas a pergunta que não quer calar é: será que um modelo dito “alternativo” teria potencial para alimentar uma população
que, até 2050, deverá chegar a 9 bilhões? Certamente tem muito mais potencial do que o agronegócio que, hoje, não dá
conta nem de alimentar 7 bilhões, retrucam estudiosos. Sistemas de produção descentralizados têm muito mais condições
de produzir e distribuir alimentos em quantidade e qualidade. Precisamos de outra estrutura agrária – baseada em
propriedades menores, com produção diversi cada, privilegiando mercados locais e contemplando a conservação da
biodiversidade. A engenheira agrônoma Flávia Londres assina embaixo e defende que “Monoculturas são grandes desertos
verdes. A agroecologia, portanto, requer uma mudança paradigmática no modelo agrário, que resultaria, na verdade, em
uma mudança cultural”.
KUGLER, H. Revista Ciência Hoje, n. 296, v. 50. RJ: SBPC. set. 2012. Adaptado.
O acento grave indicativo de crase está empregado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, na palavra
destacada em:
A A água consumida pela população apresenta resíduos de agrotóxicos, o que prejudica a vida de todos que à
ingerem, por estar contaminada.
C Os especialistas chegaram à conclusão de que os governos precisam tomar medidas para prevenir os estragos
causados pelos agrotóxicos.
D A valorização do meio ambiente permite aos seus defensores alcançarem os objetivos propostos e se aplica à
diversas situações que envolvem o bem-estar da população.
E Os agricultores responsáveis pelas colheitas de soja foram forçados à adotar práticas para prevenir a ameaça de
redução de suas safras.
Essa questão po ssui co mentário do pro fesso r no site 4 0014 8 4 979
O Brasil vive um drama: ao acordar do sonho de uma economia agrária pujante, o país desperta para o pesadelo de ser, pelo
quinto ano consecutivo, o maior consumidor de agrotóxicos do planeta. Balança comercial tinindo; agricultura a todo vapor.
Mas quanto custa, por exemplo, uma saca de milho, soja ou algodão? Será que o preço de tais commodities – que há
tempos são o motor de uma economia primária à la colonialismo moderno – compensa os prejuízos sociais e ambientais
negligenciados nos cálculos do comércio internacional?
"Pergunta difícil”, diz o economista Wagner Soares, do Instituto Brasileiro de Geogra a e Estatística (IBGE). A Bolsa de
Chicago de ne o preço da soja; mas não considera que, para se produzir cada saca, são aplicadas generosas doses de
agrotóxicos que permanecem no ambiente natural – e no ser humano – por anos ou mesmo décadas. “Ao nal das contas,
quem paga pela intoxicação dos trabalhadores e pela contaminação ambiental é a sociedade”, a rma Soares. Em seu
melhor economês, ele garante que as “externalidades negativas” de nosso modelo agrário continuam de fora dos cálculos.
Segundo o economista do IBGE, que estudou propriedades rurais no Paraná, cada dólar gasto na compra de agrotóxicos
pode custar aos cofres públicos 1,28 dólar em futuros gastos com a saúde de camponeses intoxicados. Mas este é um
valor subestimado. A nal, Soares contabilizou apenas os custos referentes a intoxicações agudas. Levando-se em conta os
casos crônicos, acrescidos da contaminação ambiental difusa nos ecossistemas, os prejuízos podem atingir cifras
assustadoramente maiores. “Estamos há décadas inseridos nesse modelo agrário, e estudos mensurando seus reais custos
socioambientais são raros ou inexistentes”, diz.
Seja na agricultura familiar, seja nas grandes propriedades rurais, “os impactos dos agrotóxicos na saúde pública abrangem
vastos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais”, a rma dossiê publicado pela Associação Brasileira de Saúde
Coletiva (Abrasco), entidade que reúne pesquisadores de diversas universidades do país.
Não são apenas agricultores e suas famílias que integram grupos de risco. Todos os milhares de pro ssionais envolvidos no
comércio e na manipulação dessas substâncias são potenciais vítimas. E, além deles, “todos nós, diariamente, a cada
refeição, ingerimos princípios ativos de agrotóxicos em nossos alimentos”, garante uma médica da Universidade Federal do
Ceará (UFC). “Hoje, todo mundo come veneno”, afirma um agricultor.
Produtores e especialistas alinhados ao modelo convencional de produção agrícola insistem: sem agrotóxicos seria
impossível alimentar uma população mundial em constante expansão. Esses venenos seriam, portanto, um mal necessário,
de acordo com esses produtores. Agricultores garantem que não há nenhuma di culdade em produzir alimentos orgânicos,
sem agrotóxicos, para alimentar a população. Segundo eles, “a humanidade domina a agricultura há pelo menos 10 mil anos,
e o modelo imposto no século 20 vem apagando a herança e o acúmulo de conhecimento dos métodos tradicionais.”
Mas a pergunta que não quer calar é: será que um modelo dito “alternativo” teria potencial para alimentar uma população
que, até 2050, deverá chegar a 9 bilhões? Certamente tem muito mais potencial do que o agronegócio que, hoje, não dá
conta nem de alimentar 7 bilhões, retrucam estudiosos. Sistemas de produção descentralizados têm muito mais condições
de produzir e distribuir alimentos em quantidade e qualidade. Precisamos de outra estrutura agrária – baseada em
propriedades menores, com produção diversi cada, privilegiando mercados locais e contemplando a conservação da
biodiversidade. A engenheira agrônoma Flávia Londres assina embaixo e defende que “Monoculturas são grandes desertos
verdes. A agroecologia, portanto, requer uma mudança paradigmática no modelo agrário, que resultaria, na verdade, em
uma mudança cultural”.
KUGLER, H. Revista Ciência Hoje, n. 296, v. 50. RJ: SBPC. set. 2012. Adaptado.
Considere os dois períodos do seguinte trecho do parágrafo 6: “Esses venenos seriam, portanto, um mal necessário, de
acordo com esses produtores. Agricultores garantem que não há nenhuma di culdade em produzir alimentos orgânicos,
sem agrotóxicos, para alimentar a população”.
Para transformá-los em um só período, mantendo-se o sentido do trecho original, deve-se empregar a palavra
A para
B porque
C quando
D portanto
E entretanto
À moda brasileira
Estou me vendo debaixo de uma árvore, lendo a pequena história da literatura brasileira.
Olavo Bilac! – eu disse em voz alta e de repente parei quase num susto depois que li os primeiros versos do soneto à língua
portuguesa: Última flor do Lácio, inculta e bela / És, a um tempo, esplendor sepultura.
Fiquei pensando, mas o poeta disse sepultura?! O tal de Lácio eu não sabia onde cava, mas de sepultura eu entendia bem,
disso eu entendia, repensei baixando o olhar para a terra. Se escrevia (e já escrevia) pequenos contos nessa língua, quer
dizer que era a sepultura que esperava por esses meus escritos?
Fui falar com meu pai. Comecei por aquelas minhas sondagens antes de chegar até onde queria, os tais rodeios que ele ia
ouvindo com paciência enquanto enrolava o cigarro de palha, fumava nessa época esses cigarros. Comecei por perguntar
se minha mãe e ele não tinham viajado para o exterior.
Meu pai xou em mim o olhar verde. Viagens, só pelo Brasil, meus avós é que tinham feito aquelas longas viagens de navio,
Portugal, França, Itália... Não esquecer que a minha avó, Pedrina Perucchi, era italiana, ele acrescentou. Mas por que essa
curiosidade?
Sentei-me ao lado dele, respirei fundo e comecei a gaguejar, é que seria tão bom se ambos tivessem nascido lá longe e
assim eu estaria hoje escrevendo em italiano, italiano! – quei repetindo e abri o livro que trazia na mão: Olha aí, pai, o poeta
escreveu com todas as letras, nossa língua é sepultura mesmo, tudo o que a gente zer vai para debaixo da terra,
desaparece!
Calmamente ele pousou o cigarro no cinzeiro ao lado. Pegou os óculos. O soneto é muito bonito, disse me encarando com
severidade. Feio é isso, lha, isso de querer renegar a própria língua. Se você chegar a escrever bem, não precisa ser em
italiano ou espanhol ou alemão, você cará na nossa língua mesmo, está me compreendendo? E as traduções? Renegar a
língua é renegar o país, guarde isso nessa cabecinha. E depois (ele voltou a abrir o livro), olha que beleza o que o poeta
escreveu em seguida, Amo-te assim, desconhecida e obscura, veja que con ssão de amor ele fez à nossa língua! Tem mais,
ele precisava da rima para sepultura e calhou tão bem essa obscura, entendeu agora? – acrescentou e levantou-se. Deu
alguns passos e ficou olhando a borboleta que entrou na varanda: Já fez a sua lição de casa?
Fechei o livro e recuei. Sempre que meu pai queria mudar de assunto ele mudava de lugar: saía da poltrona e ia para a
cadeira de vime. Saía da cadeira de vime e ia para a rede ou simplesmente começava a andar. Era o sinal, Não quero falar
nisso, chega. Então a gente falava noutra coisa ou ficava quieta.
Tantos anos depois, quando me avisaram lá do pequeno hotel em Jacareí que ele tinha morrido, quei pensando nisso, ah!
se quando a morte entrou, se nesse instante ele tivesse mudado de lugar. Mudar depressa de lugar e de assunto. Depressa,
pai, saia da cama e fique na cadeira ou vá pra rua e feche a porta!
TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá: perdidos e achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p.109-111.
Fragmento adaptado.
Considerando-se a correlação adequada entre tempos e modos verbais, a alternativa que, respeitando a norma-padrão,
completa o período iniciado pelo trecho “A autora também teria sido lida se...” é
À moda brasileira
Estou me vendo debaixo de uma árvore, lendo a pequena história da literatura brasileira.
Olavo Bilac! – eu disse em voz alta e de repente parei quase num susto depois que li os primeiros versos do soneto à língua
portuguesa: Última flor do Lácio, inculta e bela / És, a um tempo, esplendor sepultura.
Fiquei pensando, mas o poeta disse sepultura?! O tal de Lácio eu não sabia onde cava, mas de sepultura eu entendia bem,
disso eu entendia, repensei baixando o olhar para a terra. Se escrevia (e já escrevia) pequenos contos nessa língua, quer
dizer que era a sepultura que esperava por esses meus escritos?
Fui falar com meu pai. Comecei por aquelas minhas sondagens antes de chegar até onde queria, os tais rodeios que ele ia
ouvindo com paciência enquanto enrolava o cigarro de palha, fumava nessa época esses cigarros. Comecei por perguntar
se minha mãe e ele não tinham viajado para o exterior.
Meu pai xou em mim o olhar verde. Viagens, só pelo Brasil, meus avós é que tinham feito aquelas longas viagens de navio,
Portugal, França, Itália... Não esquecer que a minha avó, Pedrina Perucchi, era italiana, ele acrescentou. Mas por que essa
curiosidade?
Sentei-me ao lado dele, respirei fundo e comecei a gaguejar, é que seria tão bom se ambos tivessem nascido lá longe e
assim eu estaria hoje escrevendo em italiano, italiano! – quei repetindo e abri o livro que trazia na mão: Olha aí, pai, o poeta
escreveu com todas as letras, nossa língua é sepultura mesmo, tudo o que a gente zer vai para debaixo da terra,
desaparece!
Calmamente ele pousou o cigarro no cinzeiro ao lado. Pegou os óculos. O soneto é muito bonito, disse me encarando com
severidade. Feio é isso, lha, isso de querer renegar a própria língua. Se você chegar a escrever bem, não precisa ser em
italiano ou espanhol ou alemão, você cará na nossa língua mesmo, está me compreendendo? E as traduções? Renegar a
língua é renegar o país, guarde isso nessa cabecinha. E depois (ele voltou a abrir o livro), olha que beleza o que o poeta
escreveu em seguida, Amo-te assim, desconhecida e obscura, veja que con ssão de amor ele fez à nossa língua! Tem mais,
ele precisava da rima para sepultura e calhou tão bem essa obscura, entendeu agora? – acrescentou e levantou-se. Deu
alguns passos e ficou olhando a borboleta que entrou na varanda: Já fez a sua lição de casa?
Fechei o livro e recuei. Sempre que meu pai queria mudar de assunto ele mudava de lugar: saía da poltrona e ia para a
cadeira de vime. Saía da cadeira de vime e ia para a rede ou simplesmente começava a andar. Era o sinal, Não quero falar
nisso, chega. Então a gente falava noutra coisa ou ficava quieta.
Tantos anos depois, quando me avisaram lá do pequeno hotel em Jacareí que ele tinha morrido, quei pensando nisso, ah!
se quando a morte entrou, se nesse instante ele tivesse mudado de lugar. Mudar depressa de lugar e de assunto. Depressa,
pai, saia da cama e fique na cadeira ou vá pra rua e feche a porta!
TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá: perdidos e achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p.109-111.
Fragmento adaptado.
A palavra que funciona como um mecanismo de coesão textual, retomando um antecedente, em:
B “Não esquecer que a minha avó, Pedrina Perucchi, era italiana”. (parágrafo 5)
D “Sempre que meu pai queria mudar de assunto ele mudava de lugar”. (parágrafo 8)
E “quando me avisaram lá do pequeno hotel em Jacareí que ele tinha morrido”. (parágrafo 9)
À moda brasileira
Estou me vendo debaixo de uma árvore, lendo a pequena história da literatura brasileira.
Olavo Bilac! – eu disse em voz alta e de repente parei quase num susto depois que li os primeiros versos do soneto à língua
portuguesa: Última flor do Lácio, inculta e bela / És, a um tempo, esplendor sepultura.
Fiquei pensando, mas o poeta disse sepultura?! O tal de Lácio eu não sabia onde cava, mas de sepultura eu entendia bem,
disso eu entendia, repensei baixando o olhar para a terra. Se escrevia (e já escrevia) pequenos contos nessa língua, quer
dizer que era a sepultura que esperava por esses meus escritos?
Fui falar com meu pai. Comecei por aquelas minhas sondagens antes de chegar até onde que- ria, os tais rodeios que ele ia
ouvindo com paciência enquanto enrolava o cigarro de palha, fumava nessa época esses cigarros. Comecei por perguntar
se minha mãe e ele não tinham viajado para o exterior.
Meu pai xou em mim o olhar verde. Viagens, só pelo Brasil, meus avós é que tinham feito aquelas longas viagens de navio,
Portugal, França, Itália... Não esquecer que a minha avó, Pedrina Perucchi, era italiana, ele acrescentou. Mas por que essa
curiosidade?
Sentei-me ao lado dele, respirei fundo e comecei a gaguejar, é que seria tão bom se ambos tivessem nascido lá longe e
assim eu estaria hoje escrevendo em italiano, italiano! – quei repetindo e abri o livro que trazia na mão: Olha aí, pai, o poeta
escreveu com todas as letras, nossa língua é sepultura mesmo, tudo o que a gente zer vai para debaixo da terra,
desaparece!
Calmamente ele pousou o cigarro no cinzeiro ao lado. Pegou os óculos. O soneto é muito bonito, disse me encarando com
severidade. Feio é isso, lha, isso de querer renegar a própria língua. Se você chegar a escrever bem, não precisa ser em
italiano ou espanhol ou alemão, você cará na nossa língua mesmo, está me compreendendo? E as traduções? Renegar a
língua é renegar o país, guarde isso nessa cabecinha. E depois (ele voltou a abrir o livro), olha que beleza o que o poeta
escreveu em seguida, Amo-te assim, desconhecida e obscura, veja que con ssão de amor ele fez à nossa língua! Tem mais,
ele precisava da rima para sepultura e calhou tão bem essa obscura, entendeu agora? – acrescentou e levantou-se. Deu
alguns passos e ficou olhando a borboleta que entrou na varanda: Já fez a sua lição de casa?
Fechei o livro e recuei. Sempre que meu pai que- ria mudar de assunto ele mudava de lugar: saía da poltrona e ia para a
cadeira de vime. Saía da cadeira de vime e ia para a rede ou simplesmente começava a andar. Era o sinal, Não quero falar
nisso, chega. Então a gente falava noutra coisa ou ficava quieta.
Tantos anos depois, quando me avisaram lá do pequeno hotel em Jacareí que ele tinha morrido, quei pensando nisso, ah!
se quando a morte entrou, se nesse instante ele tivesse mudado de lugar. Mudar depressa de lugar e de assunto. Depressa,
pai, saia da cama e fique na cadeira ou vá pra rua e feche a porta!
TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá: perdidos e achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p.109-111.
Fragmento adaptado.
O emprego do acento grave em “soneto à língua portuguesa” (parágrafo 2) explica-se a partir do entendimento de que
Olavo Bilac escreveu um soneto
A em língua portuguesa
1 Se a Amazônia perder mais de 20% de sua área para o desmatamento, ela pode se descaracterizar de tal forma que
deixaria de ser uma oresta e se transformaria em área de savana, alertam dois conceituados pesquisadores da área, em um
artigo publicado recentemente. Hoje, o desmatamento acumulado está em 17%.
2 Os cientistas acreditam que as sinergias negativas entre desmatamento, mudanças climáticas e uso indiscriminado de
incêndios orestais indicam um tipping point (ponto crítico), um ponto sem volta, para transformar as partes Sul, Leste e
central da Amazônia em um ecossistema não florestal se o desmatamento chegar a entre 20% e 25%.
3 Os pesquisadores partiram do conceito da “savanização” da Amazônia, que surgiu após a descoberta de que as orestas
interferem no regime de chuvas. Na Amazônia, por exemplo, estima-se que metade das chuvas na região é resultado da
umidade produzida pela evapotranspiração (a transpiração das árvores), que “recicla” as correntes de ar úmido provenientes
do Oceano Atlântico.
4 Caso perca uma quantidade grande de árvores, a oresta recicla menos chuva, cando mais suscetível a incêndios. O
fogo altera a vegetação, favorecendo o avanço de gramíneas onde antes havia espécies orestais. O resultado desse
processo ecológico é que grandes fragmentos de orestas se transformam em savanas ou cerrados, descaracterizando a
Amazônia como a conhecemos hoje.
5 A primeira estimativa de qual seria o tipping point para a Amazônia virar savana foi feita em um estudo em 2007, e chegou
à conclusão de que esse valor era de 40% de orestas derrubadas. Só que esse estudo avaliou apenas uma variável, o
desmatamento. Segundo um dos autores, quando se consideram outros fatores, como os incêndios orestais e o
aquecimento global, essa margem diminui consideravelmente. Os focos de incêndio têm aumentado. O aquecimento global
já está acontecendo, com um aumento de 1 grau Celsius na temperatura média da Amazônia.
6 De acordo com uma especialista em ciência e Amazônia, a hipótese de savanização precisa ser encarada com
seriedade, porque a oresta amazônica tem resiliência, ela consegue resistir a algum desmatamento. Mas essa possibilidade
não é in nita, chega a um ponto que não tem retorno. Além disso, é preciso considerar a população da região, investindo na
produção com sustentabilidade.
7 Uma das propostas para que se possa evitar o tipping point é o re orestamento. Com esse objetivo, o Brasil se
comprometeu, na Conferência da ONU sobre Clima em Paris, em 2015, a reflorestar 12 milhões de hectares até 2030.
No trecho “ela pode se descaracterizar de tal forma que deixaria de ser uma oresta e se transformaria em área de savana”
(parágrafo 1), os elementos destacados são responsáveis por expressar a ideia de
A adição
B concessão
C condição
D consequência
E temporalidade
1 Se a Amazônia perder mais de 20% de sua área para o desmatamento, ela pode se descaracterizar de tal forma que
deixaria de ser uma oresta e se transformaria em área de savana, alertam dois conceituados pesquisadores da área, em um
artigo publicado recentemente. Hoje, o desmatamento acumulado está em 17%.
2 Os cientistas acreditam que as sinergias negativas entre desmatamento, mudanças climáticas e uso indiscriminado de
incêndios orestais indicam um tipping point (ponto crítico), um ponto sem volta, para transformar as partes Sul, Leste e
central da Amazônia em um ecossistema não florestal se o desmatamento chegar a entre 20% e 25%.
3 Os pesquisadores partiram do conceito da “savanização” da Amazônia, que surgiu após a descoberta de que as orestas
interferem no regime de chuvas. Na Amazônia, por exemplo, estima-se que metade das chuvas na região é resultado da
umidade produzida pela evapotranspiração (a transpiração das árvores), que “recicla” as correntes de ar úmido provenientes
do Oceano Atlântico.
4 Caso perca uma quantidade grande de árvores, a oresta recicla menos chuva, cando mais suscetível a incêndios. O
fogo altera a vegetação, favorecendo o avanço de gramíneas onde antes havia espécies orestais. O resultado desse
processo ecológico é que grandes fragmentos de orestas se transformam em savanas ou cerrados, descaracterizando a
Amazônia como a conhecemos hoje.
5 A primeira estimativa de qual seria o tipping point para a Amazônia virar savana foi feita em um estudo em 2007, e chegou
à conclusão de que esse valor era de 40% de orestas derrubadas. Só que esse estudo avaliou apenas uma variável, o
desmatamento. Segundo um dos autores, quando se consideram outros fatores, como os incêndios orestais e o
aquecimento global, essa margem diminui consideravelmente. Os focos de incêndio têm aumentado. O aquecimento global
já está acontecendo, com um aumento de 1 grau Celsius na temperatura média da Amazônia.
6 De acordo com uma especialista em ciência e Amazônia, a hipótese de savanização precisa ser encarada com
seriedade, porque a oresta amazônica tem resiliência, ela consegue resistir a algum desmatamento. Mas essa possibilidade
não é in nita, chega a um ponto que não tem retorno. Além disso, é preciso considerar a população da região, investindo na
produção com sustentabilidade.
7 Uma das propostas para que se possa evitar o tipping point é o re orestamento. Com esse objetivo, o Brasil se
comprometeu, na Conferência da ONU sobre Clima em Paris, em 2015, a reflorestar 12 milhões de hectares até 2030.
A A modificação ambiental sem limites levou a formação de uma paisagem árida ou até de um deserto
propriamente dito.
B A principal consequência apontada pelos estudiosos a favor do consumo consciente da água é a preservação da
espécie humana.
C O direito ao meio ambiente é coletivo e deve ser garantido a todos para a manutenção das áreas verdes e das
condições climáticas ideais.
D Os cientistas buscam várias soluções para os problemas ambientais, a começar por pesquisas de fatores que
propiciem o surgimento de vários ecossistemas.
E Os rios que desaparecem em períodos de estiagem passam a ter conservação obrigatória, segundo as regras do
novo Código Florestal.
Essa questão po ssui co mentário do pro fesso r no site 4 0014 51527
Questão 17 Conjunção
1 Se a Amazônia perder mais de 20% de sua área para o desmatamento, ela pode se descaracterizar de tal forma que
deixaria de ser uma oresta e se transformaria em área de savana, alertam dois conceituados pesquisadores da área, em um
artigo publicado recentemente. Hoje, o desmatamento acumulado está em 17%.
2 Os cientistas acreditam que as sinergias negativas entre desmatamento, mudanças climáticas e uso indiscriminado de
incêndios orestais indicam um tipping point (ponto crítico), um ponto sem volta, para transformar as partes Sul, Leste e
central da Amazônia em um ecossistema não florestal se o desmatamento chegar a entre 20% e 25%.
3 Os pesquisadores partiram do conceito da “savanização” da Amazônia, que surgiu após a descoberta de que as orestas
interferem no regime de chuvas. Na Amazônia, por exemplo, estima-se que metade das chuvas na região é resultado da
umidade produzida pela evapotranspiração (a transpiração das árvores), que “recicla” as correntes de ar úmido provenientes
do Oceano Atlântico.
4 Caso perca uma quantidade grande de árvores, a oresta recicla menos chuva, cando mais suscetível a incêndios. O
fogo altera a vegetação, favorecendo o avanço de gramíneas onde antes havia espécies orestais. O resultado desse
processo ecológico é que grandes fragmentos de orestas se transformam em savanas ou cerrados, descaracterizando a
Amazônia como a conhecemos hoje.
5 A primeira estimativa de qual seria o tipping point para a Amazônia virar savana foi feita em um estudo em 2007, e chegou
à conclusão de que esse valor era de 40% de orestas derrubadas. Só que esse estudo avaliou apenas uma variável, o
desmatamento. Segundo um dos autores, quando se consideram outros fatores, como os incêndios orestais e o
aquecimento global, essa margem diminui consideravelmente. Os focos de incêndio têm aumentado. O aquecimento global
já está acontecendo, com um aumento de 1 grau Celsius na temperatura média da Amazônia.
6 De acordo com uma especialista em ciência e Amazônia, a hipótese de savanização precisa ser encarada com
seriedade, porque a oresta amazônica tem resiliência, ela consegue resistir a algum desmatamento. Mas essa possibilidade
não é in nita, chega a um ponto que não tem retorno. Além disso, é preciso considerar a população da região, investindo na
produção com sustentabilidade.
7 Uma das propostas para que se possa evitar o tipping point é o re orestamento. Com esse objetivo, o Brasil se
comprometeu, na Conferência da ONU sobre Clima em Paris, em 2015, a reflorestar 12 milhões de hectares até 2030.
O trecho do texto em que se estabelece uma relação lógica de condição entre as ideias, marcada pela presença da palavra
ou expressão destacada, é:
A "Caso perca uma quantidade grande de árvores, a floresta recicla menos chuva, ficando mais suscetível
a incêndios.” (parágrafo 4)
B “quando se consideram outros fatores, como os incêndios florestais e o aquecimento global, essa margem
diminui consideravelmente.” (parágrafo 5 )
C “a hipótese de savanização precisa ser encarada com seriedade, porque a floresta amazônica tem resiliência, ela
consegue resistir a algum desmatamento.” (parágrafo 6)
D “Mas essa possibilidade não é infinita, chega a um ponto que não tem retorno.” (parágrafo 6)
E “Uma das propostas para que se possa evitar o tipping point é o reflorestamento.” (parágrafo 7)
Questão 18 Noções gerais de compreensão e interpretação de texto Pronomes Anaf óricos e Cataf óricos
1 Se a Amazônia perder mais de 20% de sua área para o desmatamento, ela pode se descaracterizar de tal forma que
deixaria de ser uma oresta e se transformaria em área de savana, alertam dois conceituados pesquisadores da área, em um
artigo publicado recentemente. Hoje, o desmatamento acumulado está em 17%.
2 Os cientistas acreditam que as sinergias negativas entre desmatamento, mudanças climáticas e uso indiscriminado de
incêndios orestais indicam um tipping point (ponto crítico), um ponto sem volta, para transformar as partes Sul, Leste e
central da Amazônia em um ecossistema não florestal se o desmatamento chegar a entre 20% e 25%.
3 Os pesquisadores partiram do conceito da “savanização” da Amazônia, que surgiu após a descoberta de que as orestas
interferem no regime de chuvas. Na Amazônia, por exemplo, estima-se que metade das chuvas na região é resultado da
umidade produzida pela evapotranspiração (a transpiração das árvores), que “recicla” as correntes de ar úmido provenientes
do Oceano Atlântico.
4 Caso perca uma quantidade grande de árvores, a oresta recicla menos chuva, cando mais suscetível a incêndios. O
fogo altera a vegetação, favorecendo o avanço de gramíneas onde antes havia espécies orestais. O resultado desse
processo ecológico é que grandes fragmentos de orestas se transformam em savanas ou cerrados, descaracterizando a
Amazônia como a conhecemos hoje.
5 A primeira estimativa de qual seria o tipping point para a Amazônia virar savana foi feita em um estudo em 2007, e chegou
à conclusão de que esse valor era de 40% de orestas derrubadas. Só que esse estudo avaliou apenas uma variável, o
desmatamento. Segundo um dos autores, quando se consideram outros fatores, como os incêndios orestais e o
aquecimento global, essa margem diminui consideravelmente. Os focos de incêndio têm aumentado. O aquecimento global
já está acontecendo, com um aumento de 1 grau Celsius na temperatura média da Amazônia.
6 De acordo com uma especialista em ciência e Amazônia, a hipótese de savanização precisa ser encarada com
seriedade, porque a oresta amazônica tem resiliência, ela consegue resistir a algum desmatamento. Mas essa possibilidade
não é in nita, chega a um ponto que não tem retorno. Além disso, é preciso considerar a população da região, investindo na
produção com sustentabilidade.
7 Uma das propostas para que se possa evitar o tipping point é o re orestamento. Com esse objetivo, o Brasil se
comprometeu, na Conferência da ONU sobre Clima em Paris, em 2015, a reflorestar 12 milhões de hectares até 2030.
No texto, a palavra ou expressão a que se refere o termo destacado está explicitada entre colchetes em:
A “O resultado desse processo ecológico é que grandes fragmentos de florestas se transformam em savanas ou
cerrados” (parágrafo 4) [fogo]
B “Segundo um dos autores, quando se consideram outros fatores, como os incêndios florestais e o aquecimento
global, essa margem diminui consideravelmente.” (parágrafo 5) [40% de florestas derrubadas]
C “a hipótese de savanização precisa ser encarada com seriedade, porque a floresta amazônica tem resiliência, ela
consegue resistir a algum desmatamento.” (parágrafo 6) [resiliência]
D “Mas essa possibilidade não é infinita, chega a um ponto que não tem retorno.” (parágrafo 6) [savanização]
E “Com esse objetivo, o Brasil se comprometeu, na Conferência da ONU sobre Clima em Paris, em 2015, a
reflorestar 12 milhões de hectares até 2030.” (parágrafo 7) [tipping point]
Essa questão po ssui co mentário do pro fesso r no site 4 0014 51506
Questão 19 Crase
A crase é o fenômeno da contração de duas vogais iguais, e essa contração é marcada pelo acento grave.
A frase em que a colocação do pronome destacado NÃO obedece aos ditames da norma-padrão é:
A Feliz é quem se dá o direito de estar bem.
O pronome oblíquo átono está colocado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
A Me surpreende a história de vida de Braille.
Questão 23 Crase
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o sinal indicativo de crase está corretamente empregado em:
C Braille não foi reconhecido até que se consolidasse à oficialização de seu método.
Em “No ano seguinte, foi apresentado ao mundo, na Exposição Internacional de Paris, por ordem do imperador Napoleão
III (1808-1873), que programou ainda uma série de concertos de piano com ex-alunos de Braille” (parágrafo 7), a palavra em
destaque apresenta o mesmo sentido que em:
1 Desde a infância, estamos sujeitos à in uência de nosso meio social, por intermédio da família, da escola, dos amigos, dos
meios de comunicação de massa. Ao nascer, o homem já se defronta com um conjunto de regras, normas e valores aceitos
em seu grupo social. As palavras “ética” e “moral” indicam costumes acumulados — conjunto de normas e valores dos
grupos sociais em um contexto.
2 A ética é um conjunto de princípios e disposições cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe como uma
referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar cada vez mais humana. Ela
pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana. Mas ela não é um
conjunto de verdades xas, imutáveis. A ética se move historicamente, se amplia e se adensa. Para entendermos como isso
acontece na história da humanidade, basta lembrarmos que, um dia, a escravidão foi considerada "natural".
3 Ética é o que diz respeito à ação quando ela é re etida, pensada. A ética preocupa-se com o certo e com o errado, mas
não é um conjunto simples de normas de conduta como a moral. Ela promove um estilo de ação que procura re etir sobre
o melhor modo de agir que não abale a vida em sociedade e não desrespeite a individualidade dos outros.
4 As empresas precisam desenvolver-se de tal forma que a conduta ética de seus integrantes, bem como os valores e
convicções primários da organização, se tornem parte de sua cultura. Assim, a ética vem sendo vista como uma espécie de
requisito para a sobrevivência das empresas no mundo moderno e pode ser de nida como a transparência nas relações e a
preocupação com o impacto das suas atividades na sociedade.
5 Muitos exemplos poderiam ser citados de empresas que estão começando a valorizar e a alertar seus funcionários sobre
a ética. Algumas empresas já implantaram, inclusive, um comitê de ética, o qual se destina à proteção da imagem da
companhia. É preciso, portanto, que haja uma conscientização da importância de uma conduta ética ou mesmo a
implantação de um código de ética nas organizações, pois a cada dia que passa a ética tem mostrado ser um dos caminhos
para o sucesso e para o bem comum, agregando valor moral ao patrimônio da organização.
6 O Código de Ética é um instrumento de realização dos princípios, da visão e da missão da empresa. Serve para orientar as
ações de seus colaboradores e explicitar a postura social da empresa em face dos diferentes públicos com os quais
interage. É da máxima importância que seu conteúdo seja re etido nas atitudes das pessoas a que se dirige e encontre
respaldo na alta administração da empresa, que, tanto quanto o último empregado contratado, tem a responsabilidade de
vivenciá-lo.
7 As relações com os funcionários, desde o processo de contratação, desenvolvimento pro ssional, lealdade mútua,
respeito entre chefes e subordinados, saúde e segurança, propriedade da informação, assédio pro ssional e sexual,
alcoolismo, uso de drogas, entre outros, são aspectos que costumam ser abordados em um Código de Ética. Cumprir
horários, entregar o trabalho no prazo, dar o seu melhor ao executar uma tarefa e manter a palavra dada são exemplos de
atitudes que mostram aos superiores e aos colegas que o funcionário valoriza os princípios éticos da empresa ou da
instituição.
8 O Código também pode envolver situações de relacionamento com clientes, fornecedores, acionistas, investidores,
comunidade vizinha, concorrentes e mídia. O Código de Ética pode estabelecer ações de responsabilidade social dirigidas
ao desenvolvimento social de comunidades vizinhas, bem como apoio a projetos de educação voltados ao crescimento
pessoal e pro ssional de jovens carentes. Também pode fazer referência à participação da empresa na comunidade, dando
diretrizes sobre as relações com os sindicatos, outros órgãos da esfera pública, relações com o governo, entre outras.
9 Portanto, conclui-se que o Código de Ética se fundamenta em deveres para com os colegas, clientes, pro ssão,
sociedade e para consigo próprio.
MARTINS, Rosemir. UFPR, 2003. Disponível em: [Link] Acesso em: 16 nov. 2022. Adaptado.
No trecho “É preciso, portanto, que haja uma conscientização da importância de uma conduta ética” (parágrafo 5), a
palavra destacada expressa a ideia de
A alternância
B causa
C condição
D conclusão
E contradição
2 A ética é um conjunto de princípios e disposições cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe como uma
referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar cada vez mais humana. Ela
pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana. Mas ela não é um
conjunto de verdades xas, imutáveis. A ética se move historicamente, se amplia e se adensa. Para entendermos como isso
acontece na história da humanidade, basta lembrarmos que, um dia, a escravidão foi considerada "natural".
3 Ética é o que diz respeito à ação quando ela é re etida, pensada. A ética preocupa-se com o certo e com o errado, mas
não é um conjunto simples de normas de conduta como a moral. Ela promove um estilo de ação que procura re etir sobre
o melhor modo de agir que não abale a vida em sociedade e não desrespeite a individualidade dos outros.
4 As empresas precisam desenvolver-se de tal forma que a conduta ética de seus integrantes, bem como os valores e
convicções primários da organização, se tornem parte de sua cultura. Assim, a ética vem sendo vista como uma espécie de
requisito para a sobrevivência das empresas no mundo moderno e pode ser de nida como a transparência nas relações e a
preocupação com o impacto das suas atividades na sociedade.
5 Muitos exemplos poderiam ser citados de empresas que estão começando a valorizar e a alertar seus funcionários sobre
a ética. Algumas empresas já implantaram, inclusive, um comitê de ética, o qual se destina à proteção da imagem da
companhia. É preciso, portanto, que haja uma conscientização da importância de uma conduta ética ou mesmo a
implantação de um código de ética nas organizações, pois a cada dia que passa a ética tem mostrado ser um dos caminhos
para o sucesso e para o bem comum, agregando valor moral ao patrimônio da organização.
6 O Código de Ética é um instrumento de realização dos princípios, da visão e da missão da empresa. Serve para orientar as
ações de seus colaboradores e explicitar a postura social da empresa em face dos diferentes públicos com os quais
interage. É da máxima importância que seu conteúdo seja re etido nas atitudes das pessoas a que se dirige e encontre
respaldo na alta administração da empresa, que, tanto quanto o último empregado contratado, tem a responsabilidade de
vivenciá-lo.
7 As relações com os funcionários, desde o processo de contratação, desenvolvimento pro ssional, lealdade mútua,
respeito entre chefes e subordinados, saúde e segurança, propriedade da informação, assédio pro ssional e sexual,
alcoolismo, uso de drogas, entre outros, são aspectos que costumam ser abordados em um Código de Ética. Cumprir
horários, entregar o trabalho no prazo, dar o seu melhor ao executar uma tarefa e manter a palavra dada são exemplos de
atitudes que mostram aos superiores e aos colegas que o funcionário valoriza os princípios éticos da empresa ou da
instituição.
8 O Código também pode envolver situações de relacionamento com clientes, fornecedores, acionistas, investidores,
comunidade vizinha, concorrentes e mídia. O Código de Ética pode estabelecer ações de responsabilidade social dirigidas
ao desenvolvimento social de comunidades vizinhas, bem como apoio a projetos de educação voltados ao crescimento
pessoal e pro ssional de jovens carentes. Também pode fazer referência à participação da empresa na comunidade, dando
diretrizes sobre as relações com os sindicatos, outros órgãos da esfera pública, relações com o governo, entre outras.
9 Portanto, conclui-se que o Código de Ética se fundamenta em deveres para com os colegas, clientes, pro ssão,
sociedade e para consigo próprio.
MARTINS, Rosemir. UFPR, 2003. Disponível em: [Link] Acesso em: 16 nov. 2022. Adaptado.
No texto, a circunstância apresentada pela palavra ou expressão em destaque está corretamente explicitada, entre
colchetes, em:
A Em breve os estudantes de tecnologia terão a oportunidade de adquirir informações sobre moral e ética em suas
aulas. [dúvida]
C O bom relacionamento entre os participantes da instituição era esperado pelo gerente por ser tão satisfatório o
ambiente de trabalho. [causa]
E O modo de agir dos empresários é responsável pela importância de sua instituição, uma vez que eles é que
gerenciam efetivamente os meios econômicos. [afirmação]
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Questão 27 Uso da próclise Uso da mesóclise nclise euf ônica e enf ática
1 Desde a infância, estamos sujeitos à in uência de nosso meio social, por intermédio da família, da escola, dos amigos, dos
meios de comunicação de massa. Ao nascer, o homem já se defronta com um conjunto de regras, normas e valores aceitos
em seu grupo social. As palavras “ética” e “moral” indicam costumes acumulados — conjunto de normas e valores dos
grupos sociais em um contexto.
2 A ética é um conjunto de princípios e disposições cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe como uma
referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar cada vez mais humana. Ela
pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana. Mas ela não é um
conjunto de verdades xas, imutáveis. A ética se move historicamente, se amplia e se adensa. Para entendermos como isso
acontece na história da humanidade, basta lembrarmos que, um dia, a escravidão foi considerada "natural".
3 Ética é o que diz respeito à ação quando ela é re etida, pensada. A ética preocupa-se com o certo e com o errado, mas
não é um conjunto simples de normas de conduta como a moral. Ela promove um estilo de ação que procura re etir sobre
o melhor modo de agir que não abale a vida em sociedade e não desrespeite a individualidade dos outros.
4 As empresas precisam desenvolver-se de tal forma que a conduta ética de seus integrantes, bem como os valores e
convicções primários da organização, se tornem parte de sua cultura. Assim, a ética vem sendo vista como uma espécie de
requisito para a sobrevivência das empresas no mundo moderno e pode ser de nida como a transparência nas relações e a
preocupação com o impacto das suas atividades na sociedade.
5 Muitos exemplos poderiam ser citados de empresas que estão começando a valorizar e a alertar seus funcionários sobre
a ética. Algumas empresas já implantaram, inclusive, um comitê de ética, o qual se destina à proteção da imagem da
companhia. É preciso, portanto, que haja uma conscientização da importância de uma conduta ética ou mesmo a
implantação de um código de ética nas organizações, pois a cada dia que passa a ética tem mostrado ser um dos caminhos
para o sucesso e para o bem comum, agregando valor moral ao patrimônio da organização.
6 O Código de Ética é um instrumento de realização dos princípios, da visão e da missão da empresa. Serve para orientar as
ações de seus colaboradores e explicitar a postura social da empresa em face dos diferentes públicos com os quais
interage. É da máxima importância que seu conteúdo seja re etido nas atitudes das pessoas a que se dirige e encontre
respaldo na alta administração da empresa, que, tanto quanto o último empregado contratado, tem a responsabilidade de
vivenciá-lo.
7 As relações com os funcionários, desde o processo de contratação, desenvolvimento pro ssional, lealdade mútua,
respeito entre chefes e subordinados, saúde e segurança, propriedade da informação, assédio pro ssional e sexual,
alcoolismo, uso de drogas, entre outros, são aspectos que costumam ser abordados em um Código de Ética. Cumprir
horários, entregar o trabalho no prazo, dar o seu melhor ao executar uma tarefa e manter a palavra dada são exemplos de
atitudes que mostram aos superiores e aos colegas que o funcionário valoriza os princípios éticos da empresa ou da
instituição.
8 O Código também pode envolver situações de relacionamento com clientes, fornecedores, acionistas, investidores,
comunidade vizinha, concorrentes e mídia. O Código de Ética pode estabelecer ações de responsabilidade social dirigidas
ao desenvolvimento social de comunidades vizinhas, bem como apoio a projetos de educação voltados ao crescimento
pessoal e pro ssional de jovens carentes. Também pode fazer referência à participação da empresa na comunidade, dando
diretrizes sobre as relações com os sindicatos, outros órgãos da esfera pública, relações com o governo, entre outras.
9 Portanto, conclui-se que o Código de Ética se fundamenta em deveres para com os colegas, clientes, pro ssão,
sociedade e para consigo próprio.
MARTINS, Rosemir. UFPR, 2003. Disponível em: [Link] Acesso em: 16 nov. 2022. Adaptado.
O pronome oblíquo átono em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
A A conduta ética deve ser desenvolvida nas empresas por seus funcionários, para que conservem-se solidários
com seus colegas de trabalho, o que é vantajoso para a organização.
B No último congresso de profissionais de educação, consideramos a discussão sobre ética tão motivadora que
decidimos que, no próximo ano, incluiremo-la nos currículos escolares.
C Desde que implantou-se o código de ética em sua organização, aquela empresa obteve resultados
surpreendentes no mercado, uma vez que foi atingida a valorização de todos os envolvidos.
E Para promover o uso de novas tecnologias pelos funcionários que se dedicam à informática, precisamos
incentivá-los constantemente com aumentos salariais.
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1 Desde a infância, estamos sujeitos à in uência de nosso meio social, por intermédio da família, da escola, dos amigos, dos
meios de comunicação de massa. Ao nascer, o homem já se defronta com um conjunto de regras, normas e valores aceitos
em seu grupo social. As palavras “ética” e “moral” indicam costumes acumulados — conjunto de normas e valores dos
grupos sociais em um contexto.
2 A ética é um conjunto de princípios e disposições cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe como uma
referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar cada vez mais humana. Ela
pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana. Mas ela não é um
conjunto de verdades xas, imutáveis. A ética se move historicamente, se amplia e se adensa. Para entendermos como isso
acontece na história da humanidade, basta lembrarmos que, um dia, a escravidão foi considerada "natural".
3 Ética é o que diz respeito à ação quando ela é re etida, pensada. A ética preocupa-se com o certo e com o errado, mas
não é um conjunto simples de normas de conduta como a moral. Ela promove um estilo de ação que procura re etir sobre
o melhor modo de agir que não abale a vida em sociedade e não desrespeite a individualidade dos outros.
4 As empresas precisam desenvolver-se de tal forma que a conduta ética de seus integrantes, bem como os valores e
convicções primários da organização, se tornem parte de sua cultura. Assim, a ética vem sendo vista como uma espécie de
requisito para a sobrevivência das empresas no mundo moderno e pode ser de nida como a transparência nas relações e a
preocupação com o impacto das suas atividades na sociedade.
5 Muitos exemplos poderiam ser citados de empresas que estão começando a valorizar e a alertar seus funcionários sobre
a ética. Algumas empresas já implantaram, inclusive, um comitê de ética, o qual se destina à proteção da imagem da
companhia. É preciso, portanto, que haja uma conscientização da importância de uma conduta ética ou mesmo a
implantação de um código de ética nas organizações, pois a cada dia que passa a ética tem mostrado ser um dos caminhos
para o sucesso e para o bem comum, agregando valor moral ao patrimônio da organização.
6 O Código de Ética é um instrumento de realização dos princípios, da visão e da missão da empresa. Serve para orientar as
ações de seus colaboradores e explicitar a postura social da empresa em face dos diferentes públicos com os quais
interage. É da máxima importância que seu conteúdo seja re etido nas atitudes das pessoas a que se dirige e encontre
respaldo na alta administração da empresa, que, tanto quanto o último empregado contratado, tem a responsabilidade de
vivenciá-lo.
7 As relações com os funcionários, desde o processo de contratação, desenvolvimento pro ssional, lealdade mútua,
respeito entre chefes e subordinados, saúde e segurança, propriedade da informação, assédio pro ssional e sexual,
alcoolismo, uso de drogas, entre outros, são aspectos que costumam ser abordados em um Código de Ética. Cumprir
horários, entregar o trabalho no prazo, dar o seu melhor ao executar uma tarefa e manter a palavra dada são exemplos de
atitudes que mostram aos superiores e aos colegas que o funcionário valoriza os princípios éticos da empresa ou da
instituição.
8 O Código também pode envolver situações de relacionamento com clientes, fornecedores, acionistas, investidores,
comunidade vizinha, concorrentes e mídia. O Código de Ética pode estabelecer ações de responsabilidade social dirigidas
ao desenvolvimento social de comunidades vizinhas, bem como apoio a projetos de educação voltados ao crescimento
pessoal e pro ssional de jovens carentes. Também pode fazer referência à participação da empresa na comunidade, dando
diretrizes sobre as relações com os sindicatos, outros órgãos da esfera pública, relações com o governo, entre outras.
9 Portanto, conclui-se que o Código de Ética se fundamenta em deveres para com os colegas, clientes, pro ssão,
sociedade e para consigo próprio.
MARTINS, Rosemir. UFPR, 2003. Disponível em: [Link] Acesso em: 16 nov. 2022. Adaptado.
O acento grave indicativo de crase está empregado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
A A conclusão dos projetos da empresa, durante o ano de 2020, foi realizada à custa de muito empenho por parte
dos empreendedores e dos funcionários especializados.
B A preocupação da empresa com os funcionários destinados à catalogar os arquivos de maior importância justifica
os altos valores a eles atribuídos.
C A valorização da ética em uma instituição é uma oportunidade de integrar todos os funcionários nos mesmos
objetivos e se aplica à diversas situações por que passa toda a organização.
D O conjunto de valores, individuais ou coletivos, que orienta as relações sociais deve garantir o cumprimento
daquilo que é esperado por toda à comunidade
E Os indivíduos estabelecem a principal meta de suas vidas, a fim de alcançar à realização de seus sonhos ao final
de seu percurso.
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1 Desde a infância, estamos sujeitos à in uência de nosso meio social, por intermédio da família, da escola, dos amigos, dos
meios de comunicação de massa. Ao nascer, o homem já se defronta com um conjunto de regras, normas e valores aceitos
em seu grupo social. As palavras “ética” e “moral” indicam costumes acumulados — conjunto de normas e valores dos
grupos sociais em um contexto.
2 A ética é um conjunto de princípios e disposições cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe como uma
referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar cada vez mais humana. Ela
pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana. Mas ela não é um
conjunto de verdades xas, imutáveis. A ética se move historicamente, se amplia e se adensa. Para entendermos como isso
acontece na história da humanidade, basta lembrarmos que, um dia, a escravidão foi considerada "natural".
3 Ética é o que diz respeito à ação quando ela é re etida, pensada. A ética preocupa-se com o certo e com o errado, mas
não é um conjunto simples de normas de conduta como a moral. Ela promove um estilo de ação que procura re etir sobre
o melhor modo de agir que não abale a vida em sociedade e não desrespeite a individualidade dos outros.
4 As empresas precisam desenvolver-se de tal forma que a conduta ética de seus integrantes, bem como os valores e
convicções primários da organização, se tornem parte de sua cultura. Assim, a ética vem sendo vista como uma espécie de
requisito para a sobrevivência das empresas no mundo moderno e pode ser de nida como a transparência nas relações e a
preocupação com o impacto das suas atividades na sociedade.
5 Muitos exemplos poderiam ser citados de empresas que estão começando a valorizar e a alertar seus funcionários sobre
a ética. Algumas empresas já implantaram, inclusive, um comitê de ética, o qual se destina à proteção da imagem da
companhia. É preciso, portanto, que haja uma conscientização da importância de uma conduta ética ou mesmo a
implantação de um código de ética nas organizações, pois a cada dia que passa a ética tem mostrado ser um dos caminhos
para o sucesso e para o bem comum, agregando valor moral ao patrimônio da organização.
6 O Código de Ética é um instrumento de realização dos princípios, da visão e da missão da empresa. Serve para orientar as
ações de seus colaboradores e explicitar a postura social da empresa em face dos diferentes públicos com os quais
interage. É da máxima importância que seu conteúdo seja re etido nas atitudes das pessoas a que se dirige e encontre
respaldo na alta administração da empresa, que, tanto quanto o último empregado contratado, tem a responsabilidade de
vivenciá-lo.
7 As relações com os funcionários, desde o processo de contratação, desenvolvimento pro ssional, lealdade mútua,
respeito entre chefes e subordinados, saúde e segurança, propriedade da informação, assédio pro ssional e sexual,
alcoolismo, uso de drogas, entre outros, são aspectos que costumam ser abordados em um Código de Ética. Cumprir
horários, entregar o trabalho no prazo, dar o seu melhor ao executar uma tarefa e manter a palavra dada são exemplos de
atitudes que mostram aos superiores e aos colegas que o funcionário valoriza os princípios éticos da empresa ou da
instituição.
8 O Código também pode envolver situações de relacionamento com clientes, fornecedores, acionistas, investidores,
comunidade vizinha, concorrentes e mídia. O Código de Ética pode estabelecer ações de responsabilidade social dirigidas
ao desenvolvimento social de comunidades vizinhas, bem como apoio a projetos de educação voltados ao crescimento
pessoal e pro ssional de jovens carentes. Também pode fazer referência à participação da empresa na comunidade, dando
diretrizes sobre as relações com os sindicatos, outros órgãos da esfera pública, relações com o governo, entre outras.
9 Portanto, conclui-se que o Código de Ética se fundamenta em deveres para com os colegas, clientes, pro ssão,
sociedade e para consigo próprio.
MARTINS, Rosemir. UFPR, 2003. Disponível em: [Link] Acesso em: 16 nov. 2022. Adaptado.
No trecho “a conduta ética de seus integrantes, bem como os valores e convicções primários da organização” (parágrafo
4), a expressão destacada veicula a relação lógica de
A adição
B concessão
C conclusão
D explicação
E temporalidade
Questão 30 Crase
1 - Os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (lixo eletroeletrônico) são, por de nição, produtos que têm
componentes elétricos e eletrônicos e que, por razões de obsolescência (perspectiva ou programada) e impossibilidade de
conserto, são descartados pelos consumidores. Os exemplos mais comuns são televisores e equipamentos de informática
e telefonia, mas a lista inclui eletrodomésticos, equipamentos médicos, brinquedos, sistemas de alarme, automação e
controle.
2 - Obsolescência programada é a decisão intencional de fabricar um produto que se torne obsoleto ou não funcional após
certo tempo, para forçar o consumidor a comprar uma nova geração desse produto. Já a obsolescência perspectiva é uma
forma de reduzir a vida útil de produtos ainda funcionais. Nesse caso, são lançadas novas gerações com aparência
inovadora e pequenas mudanças funcionais, dando à geração em uso aspecto de ultrapassada, o que induz o consumidor à
troca.
3 - O lixo eletroeletrônico é mais um desa o que se soma aos problemas ambientais da atualidade. O consumidor raramente
re ete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos, preocupando-se em satisfazer suas necessidades.
A nal, eletroeletrônicos são tidos como sinônimos de melhor qualidade de vida, e a explosão da indústria da informação é
uma força motriz da sociedade, oferecendo ferramentas para rápidos avanços na economia e no desenvolvimento social. O
mundo globalizado impõe uma constante busca de informações em tempo real, e a sua interação com novas tecnologias
traz maiores oportunidades e benefícios, segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU). Tudo isso exerce um
fascínio irresistível para os jovens.
4 - Dois aspectos justi cam a inclusão dos eletroeletrônicos entre as preocupações da ONU: as vendas crescentes, em
especial nos mercados emergentes (inclusive o Brasil), e a presença de metais e substâncias tóxicas em muitos
componentes, trazendo risco à saúde e ao meio ambiente. Segundo a ONU, são gerados hoje 150 milhões de toneladas de
lixo eletroeletrônico por ano, e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade três a cinco vezes maior que a do lixo
urbano.
AFONSO, J. C. Revista Ciência Hoje, n. 314, maio 2014. São Paulo: SBPC. Disponível em:
[Link] Adaptado.
O acento grave indicativo de crase está empregado de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa na palavra
destacada em:
A A falta de incentivo direto a setores destinados à reciclar o lixo é um entrave para solucionar o problema urbano.
B A indústria brasileira de informática cresce à uma taxa de 20% a 25% ao ano, superior ao que acontece em média
no mundo todo.
C As empresas fabricantes de eletrodomésticos precisam se adequar à regras mais justas em relação ao mercado
consumidor.
D O efeito dos fatores climáticos sobre o lixo eletrônico leva à liberação de componentes tóxicos nas águas, na
atmosfera e no solo.
E Os países desenvolvidos multam os fabricantes por produtos que têm vida útil reduzida, o que os torna temerosos
à leis mais severas.
Essa questão po ssui co mentário do pro fesso r no site 4 0010528 57
Questão 31 Conjunção
1 - Os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (lixo eletroeletrônico) são, por de nição, produtos que têm
componentes elétricos e eletrônicos e que, por razões de obsolescência (perspectiva ou programada) e impossibilidade de
conserto, são descartados pelos consumidores. Os exemplos mais comuns são televisores e equipamentos de informática
e telefonia, mas a lista inclui eletrodomésticos, equipamentos médicos, brinquedos, sistemas de alarme, automação e
controle.
2 - Obsolescência programada é a decisão intencional de fabricar um produto que se torne obsoleto ou não funcional após
certo tempo, para forçar o consumidor a comprar uma nova geração desse produto. Já a obsolescência perspectiva é uma
forma de reduzir a vida útil de produtos ainda funcionais. Nesse caso, são lançadas novas gerações com aparência
inovadora e pequenas mudanças funcionais, dando à geração em uso aspecto de ultrapassada, o que induz o consumidor à
troca.
3 - O lixo eletroeletrônico é mais um desa o que se soma aos problemas ambientais da atualidade. O consumidor raramente
re ete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos, preocupando-se em satisfazer suas necessidades.
A nal, eletroeletrônicos são tidos como sinônimos de melhor qualidade de vida, e a explosão da indústria da informação é
uma força motriz da sociedade, oferecendo ferramentas para rápidos avanços na economia e no desenvolvimento social. O
mundo globalizado impõe uma constante busca de informações em tempo real, e a sua interação com novas tecnologias
traz maiores oportunidades e benefícios, segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU). Tudo isso exerce um
fascínio irresistível para os jovens.
4 - Dois aspectos justi cam a inclusão dos eletroeletrônicos entre as preocupações da ONU: as vendas crescentes, em
especial nos mercados emergentes (inclusive o Brasil), e a presença de metais e substâncias tóxicas em muitos
componentes, trazendo risco à saúde e ao meio ambiente. Segundo a ONU, são gerados hoje 150 milhões de toneladas de
lixo eletroeletrônico por ano, e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade três a cinco vezes maior que a do lixo
urbano.
AFONSO, J. C. Revista Ciência Hoje, n. 314, maio 2014. São Paulo: SBPC. Disponível em:
[Link] Adaptado.
No trecho do 3º parágrafo “segundo estudo da Organização das Nações Unidas”, a palavra destacada expressa ideia de
A condição
B concessão
C conformidade
D causalidade
E temporalidade
1 - Os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (lixo eletroeletrônico) são, por de nição, produtos que têm
componentes elétricos e eletrônicos e que, por razões de obsolescência (perspectiva ou programada) e impossibilidade de
conserto, são descartados pelos consumidores. Os exemplos mais comuns são televisores e equipamentos de informática
e telefonia, mas a lista inclui eletrodomésticos, equipamentos médicos, brinquedos, sistemas de alarme, automação e
controle.
2 - Obsolescência programada é a decisão intencional de fabricar um produto que se torne obsoleto ou não funcional após
certo tempo, para forçar o consumidor a comprar uma nova geração desse produto. Já a obsolescência perspectiva é uma
forma de reduzir a vida útil de produtos ainda funcionais. Nesse caso, são lançadas novas gerações com aparência
inovadora e pequenas mudanças funcionais, dando à geração em uso aspecto de ultrapassada, o que induz o consumidor à
troca.
3 - O lixo eletroeletrônico é mais um desa o que se soma aos problemas ambientais da atualidade. O consumidor raramente
re ete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos, preocupando-se em satisfazer suas necessidades.
A nal, eletroeletrônicos são tidos como sinônimos de melhor qualidade de vida, e a explosão da indústria da informação é
uma força motriz da sociedade, oferecendo ferramentas para rápidos avanços na economia e no desenvolvimento social. O
mundo globalizado impõe uma constante busca de informações em tempo real, e a sua interação com novas tecnologias
traz maiores oportunidades e benefícios, segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU). Tudo isso exerce um
fascínio irresistível para os jovens.
4 - Dois aspectos justi cam a inclusão dos eletroeletrônicos entre as preocupações da ONU: as vendas crescentes, em
especial nos mercados emergentes (inclusive o Brasil), e a presença de metais e substâncias tóxicas em muitos
componentes, trazendo risco à saúde e ao meio ambiente. Segundo a ONU, são gerados hoje 150 milhões de toneladas de
lixo eletroeletrônico por ano, e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade três a cinco vezes maior que a do lixo
urbano.
AFONSO, J. C. Revista Ciência Hoje, n. 314, maio 2014. São Paulo: SBPC. Disponível em:
[Link] Adaptado.
No trecho do 2º parágrafo “fabricar um produto que se torne obsoleto ou não funcional após certo tempo, para forçar o
consumidor a comprar uma nova geração desse produto”, a palavra destacada pode ser substituída, mantendo-se a mesma
circunstância, pela expressão
A de modo a
B por causa de
C na condição de
D apesar de
E em vez de
Questão 33 Crase
Maria José
1 - Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino e apanhava de
um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que marcava o gol. Dei uma pedrada no outro
e acabei com a briga por milagre.
2 - Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais do próximo,
estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comungava todos os dias, ingressou na Ordem
Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que havia recebido, menina-e-moça, das mãos do
pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguidor um ladrão, para espanto de meus cinco anos.
3 - Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não se
importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos.
4 - ratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou-me a ler as
primeiras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me aos contos de
Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que havia decorado quando menina;
discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros
envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o
amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe
o que será”.
5 - Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo.
6 - Terna e rme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou às
vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina religiosa,
compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela a echa e o alvo das
criaturas.
7 - Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia; acabava
dizendo que doía um pouco, por delicadeza.
8 - Capaz de longos jejuns e abstinências, já no nal da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana, passar do
bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar com alegria o prato
exótico.
9 - Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que era preciso
se fazer violência para entrar no reino celeste.
10 - Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir para o céu.
Santi cara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem me amava e
perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de revólver na mão.
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, o uso do acento grave indicativo da crase é obrigatório na palavra
destacada em:
Maria José
1 - Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino e apanhava de
um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que marcava o gol. Dei uma pedrada no outro
e acabei com a briga por milagre.
2 - Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais do próximo,
estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comungava todos os dias, ingressou na Ordem
Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que havia recebido, menina-e-moça, das mãos do
pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguidor um ladrão, para espanto de meus cinco anos.
3 - Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não se
importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos.
4 - ratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou-me a ler as
primeiras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me aos contos de
Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que havia decorado quando menina;
discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros
envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o
amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe
o que será”.
5 - Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo.
6 - Terna e rme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou às
vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina religiosa,
compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela a echa e o alvo das
criaturas.
7 - Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia; acabava
dizendo que doía um pouco, por delicadeza.
8 - Capaz de longos jejuns e abstinências, já no nal da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana, passar do
bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar com alegria o prato
exótico.
9 - Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que era preciso
se fazer violência para entrar no reino celeste.
10 - Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir para o céu.
Santi cara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem me amava e
perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de revólver na mão.
Em que frase o verbo irregular destacado está empregado de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa?
E Quando entrava numa briga, ela sempre intervia em meu favor. (verbo INTERVIR)
Questão 35 Conjunção
Maria José
Paulo Mendes Campos
1 - Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino e apanhava de
um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que marcava o gol. Dei uma pedrada no outro
e acabei com a briga por milagre.
2 - Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais do próximo,
estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comungava todos os dias, ingressou na Ordem
Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que havia recebido, menina-e-moça, das mãos do
pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguidor um ladrão, para espanto de meus cinco anos.
3 - Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não se
importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos.
4 - ratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou-me a ler as
primeiras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me aos contos de
Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que havia decorado quando menina;
discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros
envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o
amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe
o que será”.
5 - Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo.
6 - Terna e rme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou às
vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina religiosa,
compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela a echa e o alvo das
criaturas.
7 - Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia; acabava
dizendo que doía um pouco, por delicadeza.
8 - Capaz de longos jejuns e abstinências, já no nal da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana, passar do
bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar com alegria o prato
exótico.
9 - Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que era preciso
se fazer violência para entrar no reino celeste.
10 - Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir para o céu.
Santi cara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem me amava e
perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de revólver na mão.
No trecho do parágrafo 3 “já não se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos
filhos e netos”, a conjunção mas pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
A caso
B portanto
C logo
D porque
E porém
Respostas:
1 C 2 A 3 C 4 C 5 A 6 C 7 C 8 B 9 B 10 C 11 E
12 E 13 C 14 C 15 D 16 A 17 A 18 B 19 A 20 B 21 A 22 C
23 E 24 A 25 D 26 E 27 E 28 A 29 A 30 D 31 C 32 A 33 A
34 D 35 E