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Análise de Casos Clínicos em Psicopatologia

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FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS ESUDA

CURSO DE FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA

Disciplin Psicopatologia Descritiva-fenomenológica


a:

Discente
Segunda :
parte da
Período/
segunda Turno Professor Data
turma
avaliação
7º Noite Ângela Fernandes Baía 03/06/2024

ANÁLISE DE CASOS CLÍNICOS (Identifique as alterações descritas nos quadros clínicos


apresentados abaixo, retirando as frases do texto, colocando as alterações psicopatológicas
correspondentes)

1. Identificação :SAL, feminino, 38 anos, do lar (casada com médico), natural de SP, espírita,
recém-separada, 2 filhos. Queixa Principal: “estourei meu cartão de crédito”. História Clínica:
chegou ao consultório trazida por acompanhante do sexo masculino, encaminhada por um
endocrinologista, para obtenção de parecer médico. Refere não saber exatamente por que
está sendo trazida a um psiquiatra, já que sente-se perfeitamente bem, e que seu problema-
se é que existe- é mais de ordem “psicológica”. O acompanhante- seu companheiro há cerca
de 15 dias-explica que a paciente sempre foi “encantadora” e de personalidade muito vívida,
mas que nos últimos 2 meses tornou-se “irritadiça e agressiva com o (até então) marido- um
médico que chegou a interna-la para investigação clínica”. A história da paciente revela
flutuações esporádicas do humor, atribuídas ora a um casamento infeliz (o então marido
correspondia a sua sexualidade), ora a flutuações hormonais relacionadas “ao ciclo
feminino”. Vez por outra, trancava-se no quarto, com crises de choro inexplicáveis, seguidos
de extrema sonolência. Nos últimos 2 meses, porém, sentia-se livre e feliz, como há muito
não vivia. Sua sexualidade aflorou ainda mais, e teve algumas aventuras conjugais, através
das quais acabou reencontrando seu atual companheiro, optando por abandonar o então
marido- “daí a razão das discussões e da alegada agressividade”. Seus irmãos a condenam
por maus bocados, depois que seu pai a abandonou”. Na última semana, resolveu “apagar
de vez as lembranças do passado triste com o ex- marido e resolveu iniciar uma reforma do
apartamento”. As compras dos muitos materiais necessários para a obra, porém, aliadas às
despesas com o novo guarda-roupas, levaram-na a “estourar o limite do cartão de crédito”.

2. Identificação: CAA, masculino, 48 anos, natural do Ceará, evangélico, casado, 2 filhos


Queixa Principal:“estou perseguido por vozes”. História Clínica: há cerca de 3 meses vem
ouvindo vozes que o acusam pelo “destino” de seu filho mais novo. As vozes repetem
Incessantemente que ele foi “displicente com a educação do filho porque ele próprio é um
homossexual enrustido”. Refere que seu filho mais jovem assumiu-se homossexual
justamente há 3 meses, e que isto repercutiu muito mal na comunidade em que reside e na
igreja que frequenta. Vem se sentindo culpado e preocupado, pois percebe que seus
vizinhos e irmãos da igreja também o consideram “gay”, fato que é agravado por sua
condição de “cozinheiro”. Refere que tem se sentindo muito triste nos últimos 2 anos, e que
sua vida “desmoronou” após a notícia do filho caçula. Conta com vergonha que tem tido
crises de choro, mas que se contém ao máximo para “não dar vexame na frente dos outros,
senão vai complicar ainda mais sua situação”. Recorreu ao pastor quando soube da
“doença” do filho, e novamente quando começou a ser perseguido pelas vozes. O pastor
inicialmente solícito, e o incluiu em uma série de “correntes de oração”, mas depois o
“abandonou”, quando ele começou a procura-lo no meio da noite (o que ocorreu cerca de
meia dúzia de vezes). Deixou de ir à igreja nas últimas semanas porque temia que
percebessem que, para desviar-se das vozes e do sentimento de que também era “gay”,
começou a ter pensamentos obscenos, que agora dominam seu dia ora com mulheres, ora
com homens. Os pensamentos “invadem sua mente, sem que consiga ter controle sobre
eles”. Fica muito nervoso e desgastado com isso, pois sente que todos a sua volta veem o
que ele está pensando. A ansiedade e os pensamentos “demoníacos” surgem do nada, e
vão crescendo até um ponto crítico (que às vezes culmina com crises com choro), e isso lhe
ocasiona tremores e dores de cabeça insuportáveis. Desde que deixou a igreja, seu estado
piorou ainda mais. Não se alimenta e não dorme direito, acordando de madrugada em meio
a pesadelos, sempre de cunho sexual. Tem emagrecido “a olhos vistos”, e verbaliza receio
de que pensem que “pegou AIDS”. Paradoxalmente, não consegue manter relações com sua
esposa: acha que ela também já percebeu suas “tendências”. Refere ainda que já vinha com
certa “diminuição do desejo” há alguns meses. Sempre foi “pessoa equilibrada”, e um “pai e
esposo exemplar”. “Também nunca tinha deixado a desejar como homem”, e “sempre
cumpriu seu papel de marido, até então.

3. Paciente com 16 anos de idade, sexo masculino, mora com os pais e desde os 13 anos
não
frequenta a escola mesmo tendo sido, nos anos precedentes aluno exemplar. Seu
comportamento se tornou impulsivo e agressivo com os colegas, mesmo de modo imotivado.
Nessa ocasião, deixou de alimentar-se em casa, alegando que sua comida estava
envenenada. Trazido pelos pais, pela primeira vez, para tratamento psiquiátrico, ele
demonstrou grave apragmatismo comportamental, urinando e defecando em qualquer lugar,
pornofônico e destruindo objetos. Passa a maior parte do tempo recolhido ou deitado no
chão em seu quarto, ou sentado no vaso sanitário ou olhando-se no espelho com muita
gesticulação.

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