Estados Físicos e Propriedades da Matéria
Estados Físicos e Propriedades da Matéria
FUNDAMENTAIS
Aprenda sobre Estados Físicos, Mudanças de Estado Físico, Fenômenos, Substâncias Puras,
Misturas e Gráficos.
DEFINIÇÕES INICIAS
A Química pode ser definida como uma ciência que estuda a matéria e suas transformações. Assim,
inicialmente, cabe definir o que seria matéria. A matéria pode ser definida como tudo aquilo que
possui massa e ocupa um lugar no espaço. Sendo assim, um pedaço de ferro é matéria; nós, seres
vivos, somos matéria; e o ar também é matéria, uma vez que também tem massa e volume (mesmo
que dependa do recipiente).
A matéria pode apresentar subdivisões, tais como corpo e objeto. Um corpo pode ser definido como
qualquer porção delimitada da matéria. Assim, corpo humano e uma cadeira podem ser definidos
como corpo. Já o objeto é todo corpo que apresenta função para o homem. A faca, por apresentar a
função de cortar alimentos é denominada um objeto, por exemplo.
OBSERVAÇÃO
A energia cinética está associada ao movimento. No sólido, como as moléculas se encontram mais
organizadas por terem forma e volume definidos, as moléculas têm pouca liberdade de
movimentação. Nos líquidos, essa liberdade é maior, portanto, a energia cinética é maior quando
comparada aos sólidos. Nos gases, por sua vez, como o grau de liberdade é muito grande, a energia
cinética é maior quando comparada aos outros dois estados.
As substâncias podem mudar de estado físico (também chamado de estado de agregação) alterando-
se algumas variáveis tais como temperatura e pressão. Essas mudanças podem:
FENÔNEMOS
Os fenômenos biológicos são aqueles que ocorrem exclusivamente nos seres vivos, sendo um bom
exemplo a respiração. Por fim, os fenômenos físico-químicos.
PROPRIEDADES DA MATÉRIA
As propriedades da matéria podem ser gerais ou específicas. As propriedades gerais são comuns a
todas substâncias. São elas: extensão, inércia, impenetrabilidade, elasticidade, porosidade etc. As
propriedades específicas são particulares de cada substância, podendo ser físicas, como ponto de
fusão e ebulição, por exemplo; químicas, como resistência a oxidação;
ou organolépticas, propriedades relativas aos sentidos, como por exemplo, o sabor (relativo ao
paladar).
DENSIDADE
Uma propriedade específica da matéria que merece destaque, a densidade é definida como a massa
(m) por unidade de volume (V) de uma determinada substância:
d=m/V
Uma substância apresentar maior densidade que outra significa que esta apresenta uma quantidade
maior de massa por unidade de volume.
Exemplo: a densidade do chumbo (11,3 g/cm³) é maior que a do alumínio (2,7 g/cm³)
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
ÁTOMO
ELEMENTO QUÍMICO
Os átomos de mesma identidade são representados por um nome e um símbolo, conjunto este que
representa um elemento químico.
Os átomos não são todos iguais em sua constituição, e, por essa razão, apresentam nomes e
símbolos distintos.
Alotropia
Fenômeno que consiste em um mesmo elemento químico formar mais de uma substância simples.
Exemplo: o carvão, C (grafite), e diamante, C (diamante) são formados pelo elemento carbono, mas
apresentam estruturas completamente diferentes.
Carvão e diamante são formados pelo mesmo elemento químico, o carbono (C).
MOLÉCULA
Exemplo: a molécula de água, H2O, é formada pela união de dois átomos de hidrogênio (H) e um
átomo de oxigênio (O).
Atomicidade
É o número de átomos existentes numa molécula. Uma molécula gás oxigênio, O2, é chamada de
diatômica, pois apresenta atomicidade igual a 2; uma molécula de ozônio, O3, é chamada de
triatômica, pois apresenta atomicidade igual a 3.
SUBSTÂNCIAS PURAS
Uma substância é formada pela união de moléculas, constituindo um sistema de composição química
definida.
SISTEMA
Um sistema pode ser definido como uma porção do universo que está sendo analisado. Os sistemas
podem ser classificados quanto ao número de:
FASES
Porção distinguida a olha nu ou em um microscópio simples. Um sistema que apresenta uma fase é
chamado de monofásico; já um sistema que apresenta duas fases, bifásico, e assim por diante.
COMPONENTES
Cada componente representa uma substância presente num sistema. Em um sistema contendo
apenas água pura, há um único componente. Em um sistema contendo água, areia, sal e gelo, há três
componentes.
TIPOS DE SISTEMAS
MISTURAS
Ao contrário das substâncias puras, as misturas não têm propriedades bem definidas. A água pura
solidifica a 0ºC, mas uma mistura de água e sal se solidifica a uma temperatura abaixo de zero.
OBSERVAÇÃO
Nem todo sistema heterogêneo pode ser classificado como uma mistura. Um sistema
composto de água e gelo, é classificado como heterogêneo. Porém, não se classifica como
mistura, uma vez que gelo é água no estado sólido.
Substância pura: as mudanças de fase ocorrem a uma temperatura constante. Nos gráficos, as
mudanças são representadas por patamares paralelos ao eixo x:
Mistura azeotrópica: a ebulição ocorre a temperatura constante, enquanto a fusão ocorre com
variação de temperatura.
OBSERVAÇÃO
Existem diversos tipos misturas, dentre elas, as misturas formadas por sólidos. Essas misturas sólidas
formam as chamadas ligas metálicas. As ligas metálicas mais comuns no dia-a-dia são:
Aço: constituí de ferro (Fe) e carbono (C). Quando inoxidável, tem-se o acréscimo de cromo e níquel.
O aço inoxidável é muito utilizado em talheres, utensílios de cozinha e decorações.
Ouro: o ouro 18K, por exemplo, é constituído de uma mistura de 75% de ouro, sendo os outros 25%
de prata (Ag) e/ou cobre (Cu).
Amálgama dental: utilizada em restaurações, é composta de mercúrio (Hg), por prata (Ag) e estanho
(Sn).
Sólido – sólido
• Catação: usando a mão ou uma pinça, separam-se os componentes sólidos.
Exemplo: separar areia e ouro: a areia é menos densa e por isso, é arrastada pela água corrente; o
Exemplo: em uma mistura de areia e ferro, ao se passar um ímã, o ferro é atraído por este.
• Peneiração: usada para separar sólidos constituintes de partículas de dimensões diferentes.
granulações.
• Flotação: usa-se a água ou outro líquido para separar sólidos de densidades diferentes, no qual o
mistura se unem formando partículas maiores, como (“flocos”), facilitando a retirada dos mesmos da
mistura.
Sólido – líquido
• Decantação: a fase sólida, por ser mais densa, sedimenta-se, ou seja, deposita-se no fundo do
recipiente. A decantação pode receber o nome de sedimentação para separação sólido – líquido.
• Centrifugação: é uma maneira de acelerar o processo de decantação, utilizando um aparelho
Líquido – líquido
• Decantação: separam-se líquidos imiscíveis com densidades diferentes, utilizando o funil de bromo
Num sistema formado por água e óleo, por exemplo, a água, por ser mais densa, localiza-se na parte
Gás – sólido
• Decantação: a mistura passa através de obstáculos, em forma de “zigue-zague”, onde as partículas
• Filtração: a mistura passa através de um filtro, onde o sólido fica retido. Esse processo é muito
utilizado nas indústrias, principalmente para evitar o lançamento de partículas sólidas na atmosfera.
Exemplo: usada nos aspiradores de pó, onde o sólido é retido (poeira) à medida que o ar é aspirado.
Sólido – sólido
fracionada é usada, nas salinas para a obtenção de sais a partir da água do mar.
Exemplo: a mistura de sal e areia. Colocando-se a mistura em um recipiente com água, o sal irá se
dissolver e a areia se depositar no fundo do recipiente. Assim, para se obter o sal, realiza-se os
seguintes processos: a filtração separa a areia (fase sólida) da água salgada (fase líquida) e com
• Fusão fracionada: serve para separar sólidos, tomando por base seus diferentes pontos de fusão.
Exemplo: as ligas metálicas são formadas pela mistura de vários elementos. Como cada elemento
tem um ponto de fusão diferente, quando a liga é aquecida cada um irá derreter e se separar em uma
temperatura diferente.
• Sublimação: é usada quando um dos sólidos, por aquecimento, sublima, e o outro permanece
sólido.
Sólido – líquido
dissolvido no líquido, o que impede a sua separação por filtração. A maneira mais comum de separar
os componentes desse tipo de mistura está relacionada com as diferenças dos seus pontos de
ebulição (PE).
• Evaporação: a mistura é deixada em repouso ou é aquecida até que o líquido (componente mais
volátil) sofra evaporação. Esse processo apresenta um inconveniente: a perda do componente líquido.
• Destilação simples: a mistura é aquecida em uma aparelhagem apropriada, de tal maneira que o
componente líquido evapora e, a seguir, sofre condensação, sendo recolhido em outro frasco.
• Destilação por arraste: Consiste em separar um sólido ou líquido de baixo ponto de ebulição. A
substância a ser separada é arrastada pelo vapor de outra substância na qual não faz parte da
mistura.
Líquido – líquido
• Destilação fracionada: consiste no aquecimento de misturas, cujos pontos de ebulição (PE) não
sejam próximos. Os líquidos são separados na medida em que cada um dos seus pontos de ebulição
é atingido. Inicialmente, é separado o líquido com menor PE; depois, com PE intermediário e assim
sucessivamente até o líquido de maior PE. A aparelhagem usada é a mesma de uma destilação
Um dos tipos mais comuns de coluna de fracionamento apresenta no seu interior um grande número
de bolinhas de vidro em cuja superfície ocorre condensação dos vapores do líquido menos volátil, ou
seja, de maior ponto de ebulição, que voltam para o balão. Enquanto isso, os vapores do líquido
volátil atravessam a coluna e sofrem condensação fora dela, no próprio condensador, sendo recolhido
diferentes derivados do petróleo. Nesse caso, as colunas de fracionamento são divididas em bandejas
ou pratos.
Gás – Gás
Após a liquefação do ar, a mistura líquida é destilada e o primeiro componente a ser obtido é o N2,
pois apresenta menor PE (-195,8°C); posteriormente, obtém-se o O2, que possui maior PE (-183°C).
• Adsorção: consiste na retenção superficial de gases. É um processo no qual partículas são retidas
Exemplo: o carvão ativo apresenta poros em sua superfície, que o fazem ser um bom adsorvente.
TRATAMENTO DE ÁGUA
A água que utilizamos em nossa residência, até se tornar própria para consumo, passa por uma série
de processos. Em uma estação de tratamento da água, uma das primeiras etapas, chamada
de coagulação (ou floculação), é um processo químico, onde ocorre a adição de sulfato de alumínio
(ou cloreto férrico), chamados de coagulantes, que irá se aderir à impurezas, formando flocos. Em
outras palavras, nessa etapa, aumenta-se o tamanho das partículas a serem retiradas, de maneira a
tornar o processo mais eficiente. O recipiente é agitado, de maneira que as partículas se aglomerem,
maneira a assegurar que toda as impurezas foram removidas, passa-se pelo processo de filtração,
Para finalizar, passa-se pelo processo de cloração, onde se adiciona cloro, de maneira a combater
população.
A última fração da matéria, segundo esses filósofos o “tijolo” fundamental de tudo o que existe, não
poderia mais ser dividida. A essa unidade fundamental chamaram átomo que significa “indivisível”.
A ideia proposta por Demócrito e Leucipo é uma ideia filosófica, ou seja, não tem comprovação
empírica, que ocorre a partir de experimentos. Mas, ainda assim, marcou um momento da História
onde o ser humano demonstrava mais uma vez seu caráter questionador, querendo conhecer tudo ao
seu redor.
MODELO DE DALTON
O primeiro cientista a definir o átomo foi o inglês John Dalton, em 1803. De acordo com o cientista, o
átomo teria as seguintes características:
• Indivisível: não existiriam partículas menores que o átomo. Em outras palavras, o átomo seria uma
partícula fundamental.
• Maciço: o átomo seria totalmente preenchido, não existindo espaço interno vazio.
O modelo de Dalton foi o primeiro a propor uma explicação com base científica para a composição da
matéria. Seu modelo foi adotado como uma maneira de explicar do que é formada a matéria por
quase 100 anos. Mas, devido à algumas inconsistências, permitiu que um novo modelo surgisse, com
uma nova proposta para explicar a composição da matéria.
OBSERVAÇÃO
Por apresentar características similares à uma bola de bilhar (ser maciço, indestrutível e indivisível), o
modelo de Dalton é associado a esse objeto, como um recurso didático.
MODELO DE THOMPSON
Através de diversos experimentos, Thomson foi capaz de inferir sobre a natureza elétrica da matéria a
partir da descoberta do elétron. A partir desse ponto, tem-se o átomo como uma partícula divisível,
diferente do proposto por Dalton.
1º Experimento
Thomson utilizou um instrumento denominado Ampola de Crooks. Essa ampola conteria um gás sob
baixa pressão, ou seja, a vácuo. A partir dela, Thomson observou o aparecimento de um feixe de luz
orientado na direção do ânodo,, o qual nomeou de raios catódicos.
2º Experimento
Para determinar se os raios catódicos possuíam massa, foi colocado um anteparo entre o cátodo e o
ânodo.
Ao aplicar as mesmas condições no experimento anterior, Thomson observou que o anteparo
colocado entre os polos se movimentava. Assim, Thomson foi capaz de concluir que aqueles raios
continham partículas que tinham massa. O que faltava era determinar se essas partículas
apresentavam carga.
3º Experimento
Para a determinação da carga, foram instaladas no tubo duas placas carregadas com cargas opostas
e paralelas. Observe:
Como o feixe sofreu desvio na direção da placa positiva, Thomson inferiu que a carga da partócula
em questão seria negativa.
Esses experimentos foram repetidos inúmeras vezes variando-se alguns fatores: o gás inserido na
ampola e os metais dos eletrodos positivo e negativo. Observou-se o mesmo comportamento,
convergindo para os mesmos resultados. Dessa maneira, Thomson foi capaz de propor a existência
de uma nova partícula na constituição da matéria: o elétron.
• O átomo seria uma esfera maciça e positiva com elétrons, de carga negativo, incrustrados em sua
superfície.
• A matéria seria eletricamente neutra. Porém, Thomson não teria dados empíricos que embasassem
essa característica.
A maior façanha de Thomson foi romper com a ideia de que o átomo seria uma unidade fundamental,
não sendo divisível.
OBSERVAÇÃO
O modelo atômico de Thomson é constantemente comparado a um pudim de passas: os elétrons
seriam as passas, e o pudim em si seria a esfera maciça positiva. Mas, conforme observado acima, o
uso dessa analogia é preocupante, pois os pudins costumam apresentar um “furo” no meio.
MODELO DE RUTHERFORD
• a grande maioria das partículas atravessam a lâmina sem sofrer qualquer desvio; o que indicava que
o átomo apresentava grandes “espaços vazios”.
• apenas algumas partículas desviaram ou até retrocederam. Partindo das observações realizadas,
Rutherford trouxe uma nova proposta de modelo atômico, que apresenta as seguintes características:
• uma enorme região periférica, repleta de espaços vazios, onde encontram-se os elétrons, que
orbitam ao redor desse núcleo;
OBSERVAÇÃO
Dalton, Thomson e Rutherford afi rmavam que a matéria é eletricamente neutra, mas nenhum deles
se aprofundou em investigar essa neutralidade mais a fundo. Por mais que não seja uma informação
muito divulgada, a descoberta dos nêutrons, bem como a neutralidade da matéria, foi explicada por
James Chadwick, em 1932.
Sua experiência consistiu em bombardear uma amostra de berílio com partículas alfa. Nesse
experimento, identificou-se um tipo de radiação, que, após uma série de cálculos matemáticos, James
foi capaz de inferir que essa radiação era formada por nêutrons, que, como comprovado por ele,
apresentavam massa semelhante aos prótons, partículas positivas que constituem o núcleo do átomo.
Como solução deste problema, o físico dinamarquês Niels Bohr trouxe a ideia de quantização da
energia. Para ele, o núcleo do átomo era rodeado de camadas, onde estariam localizados os
elétrons. Essas camadas, também chamadas de órbitas, apresentavam uma quantidade de energia
definida.
Os elétrons estão alocados em cada uma das camadas, com suas energias específicas, orbitando ao
redor do núcleo. Quanto mais afastado desse núcleo, maior a energia.
Os elétrons podem migrar para uma camada de maior energia ao receberem energia. Esse estado,
chamado de excitado, é instável. Sendo assim, os elétrons tendem a retornar para sua camada de
origem, liberando o excesso de energia na forma de luz.
Assim, pode-se dizer que as principais características do modelo de Bohr, enunciados em seus
postulados, são:
• A transição eletrônica ocorre quando um elétron recebe energia, alcançando o estado excitado, que,
por ser instável, faz com que o elétron retorne ao seu nível de origem, liberando energia no processo.
OBSERVAÇÃO
O modelo atômico de Bohr também é conhecido como modelo de Rutherford-Bohr, uma vez que
Bohr, aluno de Rutherford, trouxe ideias que parecem complementar o modelo de seu mentor. A ideia
constantemente associada a esse modelo é a analogia com o sistema solar, onde o núcleo seria sol,
e os planetas seriam os elétrons, que orbitam ao redor dessa região central, em diferentes “camadas”.
O modelo de Rutherford-Bohr, associado as ideias trazidas por Sommerfeld do átomo realizar
trajetórias elípticas além das circulares, é o modelo atômico mais utilizado atualmente.
Atualmente, o átomo é encarado como um sistema eletricamente neutro, formado basicamente por
prótons, elétrons e nêutrons dispostos da seguinte forma:
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
NÚMERO DE MASSA (A):
A partir desse modelo de átomo, e considerando que os elétrons têm massa desprezível, e que,
assim, a massa do átomo se concentra no seu núcleo, tem-se que:
A=P+N
Cabe considerar que um átomo é definido pelo seu número atômico, Z, que equivale ao número de
prótons presentes em seu núcleo. Assim:
Z=P
Cada tipo de átomo tem o seu número atômico, que é a sua identidade.
Exemplo: o número atômico do nitrogênio é igual a 7 (número de prótons em seu núcleo). Assim,
nenhuma outra espécie química diferente do nitrogênio terá essa quantidade prótons, e, portanto,
esse número atômico.
Sendo o átomo um sistema eletricamente neutro, o número de cargas positivas (prótons) deve ser
igual ao número de cargas negativas (elétrons). Sendo assim, tem-se que:
Z=P=e
ELEMENTO QUÍMICO
ÍONS
Um átomo pode ganhar ou perder elétrons da eletrosfera sem sofrer alterações em seu núcleo,
resultando em partículas denominadas íons.
Quando um átomo ganha elétrons, ele se torna um íon negativo, também chamado ânion.
Exemplo:
17C + 1 e– → 17 C –1
Exemplo:
11Na – 1 e– → 11Na+1
Exemplo:
No entanto, observamos ainda outras representações para os íons, tais como o O-2.
SEMELHANÇAS ATÔMICAS
ISÓTOPOS
São átomos que apresentam o mesmo número de prótons (Z) e diferentes números de massa (A).
Têm propriedades químicas idênticas, porque são variedades de um mesmo elemento.
Exemplo:
ISÓBAROS
Átomos que apresentam o mesmo número de massa (A), mas que possuem diferentes números de
prótons , sendo portanto elementos diferentes.
Exemplo:
ISÓTONOS
Átomos que apresentam o mesmo número de nêutrons (N), mas diferentes números de prótons e de
massa.
Exemplo:
Para verificar o número de átomos do Cl e do Ca, aplica-se a relação A = P + N para ambos. Assim:
ACl = P + N … = N = 37 – 17 = 20
ACa = P + N … = 40 – 20 = 20
ESPÉCIES ISOELETRÔNICAS
São aquelas que possuem o mesmo número de eletróns. Observe que somente um tipo de átomo
pode ser isoeletrônico de um conjunto de íons.
Exemplo:
São regiões do átomo onde os elétrons podem se movimentar sem perder ou ganhar energia. Ao total
são consideradas 7 camadas.
Cada nível de energia comporta um número máximo de elétrons que estão resumidos no quadro
abaixo:
SUBNÍVEL DE ENERGIA
Cada nível energético costuma ser dividido em subníveis, que se diferem pela forma de trajetória de
suas órbitas e pelo número de elétrons que comportam.
Como cada nível energético comporta uma quantidade máxima de elétrons, é possível inferir quais
subníveis estão presentes em cada uma das camadas:
DISTRIBUIÇÃO ELETRÔNICA:
Os elétrons não são distribuídos de forma aleatória nos subníveis. Sua distribuição se dá em ordem
crescente de energia. Preenche-se cada um dos níveis, de acordo com a quantidade de elétrons, até
que se aloque o último elétron, que será o mais energético, chamado de elétron diferenciador.
Para facilitar a distribuição eletrônica, o cientista húngaro Linus Pauling propôs um diagrama,
conhecido como Diagrama da Pauling. Para realizar a distribuição eletrônica a partir dele, basta seguir
as setas:
A distribuição eletrônica será realizada seguindo o diagrama, mas poderá sofrer variações em caso de
íons, onde há perda, no caso dos cátions, ou ganho de elétrons, no caso dos ânions.
Camada de valência: corresponde a camada de maior número, que será o nível mais externo de um
átomo.
ÁTOMO NEUTRO
Para o caso dos átomos neutros, deve-se lembrar que o número de prótons é igual ao número de
elétrons, ou seja, P = e-.
• quando não houver necessidade de completar um subnível, preenchê-lo de acordo com o número de
elétrons que faltam à distribuição.
Exemplos:
ÍONS
No caso dos íons, a distribuição deverá ser feita levando-se em consideração a perda e o ganho de
elétrons.
Exemplos:
Cátions: fazer a distribuição como se fosse de um átomo neutro. Ao final, retirar o número de elétrons
necessários da camada de valência. É importante frisar que nem sempre a camada de valência
coincidirá com o subnível mais energético.
Exemplos:
DISTRIBUIÇÃO EM NÍVEIS
A distribuição eletrônica por níveis de energia é feita a partir da distribuição por subníveis. Neste caso,
basta contar o número de elétrons em cada nível a partir da distribuição por subníveis.
Exemplos:
NÚMEROS QUÂNTICOS
Os átomos encontram-se em orbitais, que podem ser definidos como a região de maior probabilidade
de se encontrar um elétron. Cada elétron tem seu movimento perfeitamente definido por quatro
números quânticos, que revelam a posição e o sentido do movimento do elétron dentro de um átomo.
Segundo o princípio da incerteza de Heisenberg, físico alemão, não é possível determinar com
precisão simultaneamente a posição e a direção e velocidade de um elétron. Sendo assim, os
números quânticos permitem apenas precisar a localização de um elétron dentro de um átomo.
Número quântico principal (n): indica a camada onde o elétron está localizado.
Número quântico secundário (ou azimutal) (l): indica o subnível onde o elétron está localizado.
Número quântico magnético (m ou ml): indica o orbital onde o elétron está localizado. O número
quântico magnético irá assumir valor entre -l e +l.
Cada orbital tem sua forma, que pode ser observada a partir de um sistema de coordenadas
tridimensional (eixos x, y e z).
Observe o exemplo dos orbitais s, p e d abaixo:
Porém, para os nossos estudos, bastará saber o número quântico referente a cada um dos orbitais:
Cada quadrado representa um orbital. Sendo assim, é possível realizar a distribuição eletrônica de
maneira a agrupar cada elétron dentro desses quadrados, que são os orbitais.
Observe que para o preenchimento desse orbital, deve-se considerar a regra de Hund, onde a
distribuição se dará de maneira a primeiro preencher todos os orbitais. Somente depois que o último
orbital do subnível tiver sido semi-preenchido, que se irá colocar os elétrons de maneira a preencher
complemente o orbital.
Número quântico de spin (ms ou s): de forma simplificada, pode-se dizer que indica o a rotação do
elétron em torno do seu próprio eixo. Os valores de ms assumem valores – ½ ou + ½.
Normalmente, por convenção, indica-se a seta para cima como spin negativo, e a seta para baixo,
com spin positivo. Porém, o oposto também pode existir, mas deve ser indicado.
Solução:
A camada de valência é a segunda, logo, n = 2; como o elétron mais energético está localizado no
subnível p, tem-se que l = 1; analisando acima, percebe-se que ml = +1; e, como o elétron encontra-
se com a seta para baixo, tem-se que ms = – ½.
TABELA PERIÓDICA
A tabela periódica dispõe, de maneira sistemática, os elementos químicos conhecidos até o
momento.
Esses elementos químicos são representados pelos seus símbolos, e estão dispostos em ordem
crescente de número atômico. Além disso, a tabela periódica traz algumas informações importante
colunas.
Exemplo: o sódio, Na, está localizado no terceiro período. Logo, apresenta três camadas eletrônicas.
são chamados de semimetais, porém, essa classificação está caindo em desuso e estes elementos
Em verde, tem-se os ametais, e em azul, os gases nobres. O elemento isolado, de cor vermelha, é o
hidrogênio, que não entra em nenhuma dessas classificações, por apresentar características muito
específicas.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
encontram-se no estado sólido (a exceção do mercúrio, Hg, que é líquido a temperatura ambiente).
São maleáveis (formam lâminas), dúcteis (formam fios) e possuem brilho característico. Os metais
Ametais: os ametais não são bons condutores de calor e eletricidade, e não possuem brilho
característico, e não podem ser moldados como os metais. Podem se apresentar nos três estados de
agregação da matéria.
Os elementos podem ser divididos em blocos s, p, d e f, que coincidem com o subnível mais
interna).
camada de valência.
Os períodos são identificados pelo número quântico principal, n, que representa o número de
camadas.
Exemplo:
A distribuição eletrônica também pode ser representada utilizando gases nobres. Para tal, utiliza-se o
gás nobre do período anterior ao elemento que se está fazendo a distribuição, e completa-se com os
Exemplo:
80Hg: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s2 4f14 5d10
O gás nobre do período anterior ao do mercúrio é o o Xe, de número atômico 54. Assim, pode-se
PROPRIEDADES PERIÓDICAS
As propriedades periódicas permitem, a partir da análise da localização de um elemento na tabela
periódica, inferir suas principais características ou tendências. Assim, de maneira geral, pode-se dizer que
as propriedades de físicas e químicas de um elemento químico irão variar de maneira periódica, de acordo
RAIO ATÔMICO
O raio atômico é uma medida definida como a metade da distância entre dois núcleos de um mesmo
tipo de átomo.
De maneira geral, pode-se dizer que quanto maior a quantidade de camadas, maior será o átomo, e
maior será o seu raio. Sendo assim, o raio de um elemento cresce na medida em que se desce ao
Porém, há outro fator importante: o número de prótons no núcleo. Ou seja, quanto maior o número de
prótons em um núcleo, maior a atração destes sob os elétrons, o que faz com que o raio diminua.
Sendo assim, quanto maior o número atômico, menor o raio; e quanto maior a quantidade de
Essa propriedade sofre variação na tabela periódica de acordo com a seguinte tendência:
RAIO IÔNICO
O raio atômico de um átomo sofre alteração ao ocorrer ganho ou perda de elétrons. De maneira geral,
Raio do cátion: quando um átomo perde elétron, a tendência é que a atração do núcleo sobre os
elétrons restantes aumente. Sendo assim, a tendência é que o raio do cátion, em relação ao átomo
neutro, diminua.
Exemplo:
Raio do ânion: quando um átomo ganha um elétron, este, ao se instalar na camada de valência,
acaba aumentando a repulsão entre os elétrons ali já presentes. Sendo assim, a tendência é que o
OBSERVAÇÃO
Quando a comparação for entre íons isoeletrônicos, o que deve ser levado em consideração é a carga
nuclear (número de prótons). Quanto maior for a carga nuclear, maior será a atração do núcleo sobre
Exemplo:
É definido como a energia necessária para se remover um elétron de um átomo isolado, no estado
Quanto maior o raio, maior a facilidade de remover um elétron, uma vez que a atração do núcleo
sobre o elétron é menor. Sendo assim, quanto maior o raio, menor a energia necessária para remover
energias de ionização para remover elétron de um átomo que já teve elétron removido, serão cada
vez maiores.
Vale salientar que os gases nobres apresentam energias de ionização elevada, uma vez que já estão
estáveis.
AFINIDADE ELETRÔNICA
É a energia liberada quando um átomo, isolado e no estado gasoso, recebe um elétron. De maneira
geral, metais terão menor afinidade eletrônica, e ametais, maior afinidade eletrônica. Essa
propriedade não se aplica aos gases nobres, uma vez que já são estáveis.
Quando um átomo apresenta um raio pequeno, há maior facilidade em captar o elétron. E, quando
apresenta um raio grande, há maior dificuldade em captar o elétron. Sendo assim, a periodicidade
ELETRONEGATIVIDADE
É capacidade de um átomo em atrair elétrons em uma ligação química. Assim, quanto menor o raio
atômico, maior a atração do núcleo sobre o elétron compartilhado. Assim, quanto menor o raio, maior
O flúor, 9F, é o elemento mais eletronegativo da tabela. Por ter um raio pequeno, seu núcleo exerce
grande atração nas duas camadas que este átomo apresenta, o que explica sua elevada
eletronegatividade.
OBSERVAÇÃO
A eletronegatividade não é definida para gases nobres, pois estes não tendem a fazer ligação
química. Porém, em 1962, o cientista Neil Bartlet sintetizou o primeiro composto contendo um gás
Isso só foi possível graças a elevada eletronegatividade do flúor. A partir de então, outros compostos,
corrosivo, e pode provocar explosões. Portanto, sua síntese só é realizada em laboratórios com alto
padrão de segurança.
aplica aos gases nobres, uma vez que, por serem estáveis, não perdem elétrons.
OBSERVAÇÃO
Há outras propriedades periódicas, tais como ponto de fusão e ebulição, e densidade. São
propriedades que apresentam maior variação, portanto, é mais difícil de prever tendências:
LIGAÇÕES QUÍMICAS
Os átomos apresentam a tendência de ligarem-se uns aos outros, dando origem às diversas
substâncias químicas. Este fato intrigou muitos cientistas, ainda mais depois da descoberta dos
gases nobres, elementos químicos do grupo 18 da tabela periódica, que existem na natureza de
maneira isolada – sem se ligarem com nenhum outro átomo.
Por existirem isoladamente na natureza, diz-se que estes gases são compostos estáveis. Assim,
surge o questionamento do porquê esses gases, formadores de um pequeno grupo, são estáveis sem
precisarem se ligar à outros, enquanto a grande maioria das substancias químicas é formada pela
ligação entre os mais diversos tipos de elementos.
Surge, então, um dos modelos que busca explicar o porquê dos átomos se ligarem uns aos outros: o
modelo do octeto.
O hidrogênio e o oxigênio se combinam para formar a água; já o gás hélio, um gás de baixa
densidade utilizado em balões, existe na natureza isolado.
MODELO DO OCTETO
O modelo do octeto está relacionado à estabilidade de um gás nobre. Os gases nobres, com exceção
do hélio, que se estabiliza com dois elétrons, apresentam a última camada completamente
preenchida, com oito elétrons.
Assim, a principal ideia do modelo do octeto é que um átomo se liga à outro(s) a afim de alcançar a
estabilidade de um gás nobre, ou seja, oito elétrons na camada de valência. A configuração eletrônica
alcançada, após as ligação(ões) será sempre similar à do gás nobre do mesmo período em que o
elemento se encontra.
Exemplos:
Alguns elementos, em determinadas situações, realizam ligações químicas formando compostos que
não podem ser explicados segundo o modelo do octeto.
O boro , por exemplo, se estabiliza com seis elétrons na camada de valência.
Exemplo: BF3
O CONCEITO DE VALÊNCIA
Um elemento pode ser mono, bi, tri ou tetravalente. O hidrogênio, por exemplo, é monovalente, pois
ao se ligar com outro átomo, é capaz de receber ou compartilhar um elétron.
A valência de um elemento pode ser determinada analisando a camada de valência, a partir de sua
distribuição eletrônica, ou, no caso dos elementos representativos, analisando a localização na tabela.
Exemplos:
O nitrogênio é trivalente, uma vez que necessita de mais três elétrons para alcançar a estabilidade,
segundo o modelo do octeto.
O sódio é monovalente, uma vez que necessita perder um elétron para alcançar a estabilidade.
TIPOS DE LIGAÇÃO
LIGAÇÃO IÔNICA
Neste tipo de ligação ocorre a transferência definitiva de elétrons, que pode ser caracterizada pela
perda de elétrons por uma espécie, e pelo recebimento de elétrons por outra.
Assim, a ligação é formada a partir da atração eletroestática, ou seja, atração entre cargas opostas de
um cátion e de um ânion.
Exemplo: Na formação do cloreto de sódio, sal de cozinha, o sódio perde um elétron, formando o
cátion sódio, Na+, e o cloro ganha um elétron, formando o ânion Cl–.
De maneira geral, pode-se dizer que este tipo de ligação ocorre majoritariamente entre um metal e um
ametal. Porém, uma ligação só pode ser denominada iônica quando a diferença de eletronegatividade
entre os átomos participantes da ligação for maior que 1,7.
Os aglomerados iônicos apresentam alto ponto de fusão e ebulição, são sólidos a temperatura
ambiente, e, quando em meio aquoso ou fundidos, conduzem corrente elétrica.
Exemplo:
O AlCl3 é um composto formado por um metal e um ametal. Porém, a ligação não será iônica, uma
vez que a diferença de eletronegatividade entre os dois elementos é 1,55, ou seja, menor que 1,7.
LIGAÇÃO COVALENTE
Neste tipo de ligação ocorre o compartilhamento de par(es) de elétrons entre os átomos, uma vez que
estes necessitam receber elétrons para alcançar a estabilidade. Na formação deste par de elétrons,
cada átomo contribui com um elétron para formar o par. Com o compartilhamento de elétrons haverá
a formação de uma molécula, e não mais de um aglomerado iônico.
Exemplo:
Na formação da molécula de água, o oxigênio compartilha um par de elétrons com cada átomo de
hidrogênio.
A ligação covalente é representa por um traço, que indica um par de elétrons. De maneira geral,
pode-se dizer que a ligação covalente ocorre entre ametais, e entre ametais e hidrogênio, cuja
diferença de eletronegatividade é inferior à 1,7.
OBSERVAÇÃO
O ácido fluorídrico é capaz de atacar materiais como o vidro. Sendo assim, seu armazenamento deve
se dar em recipientes de plástico. Sua fórmula molecular e HF, e, apesar da diferença de
eletronegatividade entre o átomo de flúor e de hidrogênio ser maior que 1,7, a ligação é do tipo
covalente.
Este tipo de ligação ocorre com o compartilhamento de um par de elétrons formado por um único
átomo, já estabilizado. Para que este tipo de ligação ocorra, é necessária a presença de par de
elétrons livres (não ligantes).
Exemplo:
Na molécula de SO2 o enxofre já se estabiliza ao compartilhar dois pares de elétron com um dos
átomos de oxigênio. Assim, por estar restando um átomo de oxigênio não estabilizado, o enxofre, por
apresentar par de elétrons livres compartilha um par inteiro com o último oxigênio.
A ligação covalente coordenada também é representada por um traço. Porém, é comum encontrá-la
sendo representada por uma seta.
TIPOS DE REPRESENTAÇÃO
Aglomerados iônicos:
• Íon-fórmula: MgCl2
Compostos covalentes:
• Fórmula molecular: H2
SO4
LIGAÇÃO METÁLICA
Os metais, por apresentarem baixa eletronegatividade, tem tendência a perderem elétrons. Segundo
a teoria do Teoria do Mar de Elétrons, a ligação entre metais ocorre com a perda de elétrons de
valência por partes destes e posterior formação de um “mar de elétrons livres”, que mantém os
átomos metálicos sempre unidos.
Porém, por mais que estejam presos à estrutura metálica, os elétrons apresentam elevada
mobilidade. Por essa razão, os aglomerados metálicos apresentam características específicas, tais
como elevados pontos de fusão e ebulição e elevada condutibilidade elétrica e térmica.
A polaridade também pode estar associada às moléculas em si, o que auxilia na compreensão da
geometria das moléculas, que é a forma como se organizam no espaço, e na compreensão de
propriedades como a solubilidade.
A água e o óleo não serem solúveis pode ser explicada pela polaridade
POLARIDADE DA LIGAÇÃO
Exemplo:
Quando a ligação envolve dois átomos iguais, a diferença de eletronegatividade é nula. Assim, não
ocorre a formação de polos, e a ligação é classificada como apolar.
Exemplo:
H–H
O momento dipolar pode ser diferente de zero, ou igual a zero. Quando é igual a zero, classifica-se a
molécula como apolar.
Exemplo:
μᴿ = 0 molécula apolar
Observe que na molécula de CO2, há duas ligações idênticas, C = O. Assim, os vetores são iguais, e
por isso, se anulam, sendo o momento dipolar resultante igual a 0. Logo, a molécula de CO2 é
classificada como apolar.
Quando o momento dipolar resultante é diferente de zero, classifica-se a molécula como polar.
Exemplo:
SOLUBILIDADE
A partir dessa máxima, entende-se, portanto, que um soluto apolar não se dissolveria em um solvente
polar, e vice-versa.
Exemplos: a água é polar, e assim, não dissolve em óleo, que é a apolar. Mas água se dissolve em
NaCl, pois ambos são polares.
GEOMETRIA MOLECULAR
Essa teoria percebe os pares eletrônicos do átomo central, sendo eles ligantes ou não, como nuvens
eletrônicas que se repelem. Assim, devido à essa força de repulsão, os pares eletrônicos tendem a
manter a maior distância possível. Essa distância se manifesta na forma de ângulos, que acabam por
conferir uma disposição espacial para esses átomos, que é chamada de geometria molecular.
TIPOS DE GEOMETRIA
Linear: apresentam esta geometria todas as moléculas formadas por dois átomos, independente de
quais sejam. Moléculas que apresentam três átomos, sem que o átomo central apresente par de
elétrons livres também irão apresentar geometria linear.
Exemplo:
Angular: apresentam esta geometria todas as moléculas formadas por três átomos, onde o central
possui par de elétrons livres. A geometria tenderia a ser linear, mas, por conta da repulsão, os pares
de elétrons tendem a ficar mais afastados da ligação.
Exemplos:
Trigonal plana: apresentam esta geometria todas as moléculas formadas por quatro átomos, onde o
central não apresenta par de elétrons livres.
Exemplos:
Piramidal: apresentam esta geometria todas as moléculas formadas por quatro átomos, onde o
central apresenta par de elétrons livres.
Exemplos:
Tetraédrica: apresentam esta geometria todas as moléculas formadas por cinco átomo
Exemplos:
Octaédrica: apresentam esta geometria todas as moléculas formadas por sete átomos.
Exemplo:
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando que os átomos ao redor do átomo central sejam iguais, tem-se que:
Nos casos de moléculas apolares onde ao menos um ligante ao redor do átomo central for diferente
dos demais, a molécula será polar.
INTERAÇÕES INTERMOLECULARES
Interações intermoleculares, também chamadas de forças intermoleculares, são forças de atração
entre as moléculas, responsáveis por mantê-las unidas, e, assim, determinar o estado físico em
Basicamente, as forças intermoleculares atuam em moléculas no estado sólido e líquido, uma vez que
no gasoso as moléculas se encontram tão afastadas que as interações são praticamente inexistentes.
substâncias se encontram
Também chamadas de ligações de Van der Waals ou forças de London, são as interações mais
Exemplo: O iodo, I2, é uma molécula apolar. Assim, suas moléculas interagem por dipolo induzido.
Como essa interação é extremamente fraca, cristais de iodo tendem a sublimar, ou seja, passar da
DIPOLO-DIPOLO
Conhecidas também como dipolo permanente, são forças de natureza elétrica, típicas de moléculas
polares. Ocorrem a partir da atração entre a extremidade negativa do dipolo de uma molécula com a
São forças de natureza elétrica de maior intensidade que as do tipo dipolo-dipolo. Ocorrem em
moléculas polares a partir da interação entre hidrogênio de uma molécula, H, com átomos muito
ÍON DIPOLO
É atração que ocorre entre íons e algum polo oriundo de uma molécula polar, que, geralmente, é a
Exemplo: o sal de cozinha, NaCl, quando dissolvido em água, tem a interação de seus íons com os
As forças intermoleculares podem ser agrupadas de acordo com suas intensidades, o que auxilia no
estudo das propriedades das substâncias e no conhecimento dos estados físicos em que as
substâncias se encontram. É importante frisar que sem a ocorrência dessas interações só existiria
Íon dipolo > Ligação de Hidrogênio > Dipolo-dipolo > Dipolo induzido-dipolo induzido
intermoleculares. Pode-se dizer que quanto mais forte a intensidade da interação, mais difícil de ser
rompida, ou seja, maior a demanda energética e, consequentemente maior o ponto de fusão e
ebulição da substância.
O inverso também é válido, ou seja, quanto mais fraca a intensidade da interação intermolecular, mais
fácil de ser rompida, ou seja, menor a demanda energética, e, consequentemente, menor o ponto de
Exemplo: quando uma pedra de gelo passa pelo processo de fusão, a maior parte das ligações de
NÚMEROS DE OXIDAÇÃO
O número de oxidação, ou NOx, pode ser definido como a carga total ou parcial que um átomo
assume em uma ligação química. Os elementos podem ter número de oxidação fixo ou variável.
Nesta última condição, o NOx dos elementos deve ser calculado.
O hidrogênio, quando presente em hidretos, assume NOx negativo igual a 1. O oxigênio, na presença
dos chamados peróxidos, tais como K2O2 ou H2O2, assume NOx igual a -1. Já nos chamados
superóxidos, tais como CaO4 e Na2O4, o oxigênio apresenta NOx igual a -1/2.
Vale ressaltar que substâncias simples, tais como N2, O2, Fe(s), apresentam NOx fixo igual a zero. Já
nos íons simples, tais como S2- e Cl-, o NOx é igual a própria carga do íon.
Exemplo:
Na2CO3
O sódio, Na, pertence ao grupo 1 da tabela periódica. Logo, apresenta NOx igual a +1. Já o oxigênio
apresenta NOx igual a -2. Assim, chamando o NOx do carbono de x e considerando que trata-se de
uma substância neutra, tem-se que:
2(+1) + x + 3(-2) = 0
x=–2+6=+4
Exemplo:
SO42-
O oxigênio apresenta NOx igual a -2. Assim, chamando o NOx do enxofre, S, de x e considerando
que se trata de um íon, tem-se que:
x + 4(-2) = – 2
x=–2+8=+6
Exemplo:
K2Cr2O7
O potássio, K, pertence ao grupo 1 da tabela periódica. Logo, apresenta NOx igual a +1. Já o oxigênio
apresenta NOx igual a -2. Assim, chamando o NOx do cromo de x e considerando que trata se de
uma substância neutra, tem-se que:
2(+1) + 2x + 7(-2) = 0
2x = – 2 + 14
x=+6
O carbono, principal constituinte das moléculas orgânicas pode apresentar diferentes números de
oxidação a depender dos átomos aos quais está ligado. Assim, calcula-se o NOx a partir da
eletronegatividade dos átomos envolvidos.
Exemplo: no composto a seguir, o carbono ligado ao cloro está ligado também à um átomo de
hidrogênio e a dois átomos de carbono:
O cloro é mais eletronegativo que o carbono, logo, considerando apenas essa ligação, o carbono
analisado assume carga +1. O carbono é mais eletronegativo que hidrogênio, logo, considerando
apenas essa ligação, o carbono apresenta NOx igual a -1. Considerando os dois átomos de carbono,
a diferença de eletronegatividade é igual a 0. Assim, o NOx do carbono assinalado é igual a +1 -1, ou
seja, igual a 0.
NOX MÉDIO
Outra maneira de calcular o NOx do carbono nessa molécula é fazendo o NOx da maneira
convencional. Porém, o valor obtido será o NOx médio do carbono, que não necessariamente será
igual ao do obtido individualmente para cada átomo de carbono da molécula.
A fórmula molecular do composto 2-cloro-butano é C4H10Cl. Nesse composto o NOx do carbono será
igual a x, o nox do hidrogênio é igual a +1 e o nox do cloro é igual a -1 (só é diferente de -1 quando há
oxigênio no composto). Considerando-se que a molécula é neutra, tem-se que:
4x + 10(+1) – 1 = 0
4x = – 10 +1
x = – 9/4
Esse valor considera a soma do NOx de todos os átomos de carbono da molécula, dividido por 4. Por
essa razão, chama-se NOx médio.
Exemplo:
Mg(OH)² > Mg²⁺ + 2 OH
As bases são identificadas pela presença do grupo hidroxila ao final da fórmula. Um outro exemplo é
o NaOH, conhecido popularmente como soda cáustica, uma base extremamente corrosiva quando em
altas concentrações. A soda cáustica é utilizada como desentupidor de pias.
As bases são formadas pelo íon hidroxila e por um metal. Existe uma única base não formada por um
metal, que é o NH4OH. Essa base é formada a partir da reação da amônia com a água:
CLASSIFICAÇÕES
QUANTIDADE DE HIDROXILAS
SOLUBILIDADE EM ÁGUA
As bases contendo metais do grupo 1 e o NH4OH são solúveis em água, como por exemplo, NaOH e
LiOH. Já as bases do grupo 2 são solúveis, mas apresentam algumas exceções, tais como Mg(OH)² e
Be(OH)² que são insolúveis. As demais bases são insolúveis.
FORÇA
A força de uma base está relacionada à sua dissociação. Quanto maior a quantidade de íons hidroxila
no meio, mais forte a base. As bases fortes são formadas por metais alcalinos e metais alcalinos
terrosos, com exceção das bases Mg(OH)2 e Be(OH)2, que são insolúveis. As demais bases são
fracas.
Exemplo:
NaOH e Ca(OH)², bases formadas por metais do grupo 1 e 2, respectivamente, são classificadas
como fortes. Já Ni(OH)² e Fe(OH)³, por exemplo, são bases formadas por metais de transição, e,
portanto, são bases classificadas como fracas.
Nomenclatura:
A nomenclatura das bases, quando comparada às demais funções inorgânicas, é mais simples. É
dada por:
Exemplos:
Caso a base seja formada por um metal de número de oxidação variável, deve-se adicionar o número
de oxidação do metal ao final do nome, em romanos.
Exemplos:
Outra nomenclatura viável para as bases é utilizar os sufixos “ico” para indicar a base cujo metal tem
o maior NOx, e “oso” para indicar a base cujo metal tem o menor NOx.
Exemplos:
A partir das ideias de Arrhenius, definiu-se como ácido inorgânico toda substância que, em meio
aquoso, se ioniza, produzindo íons hidrônio, H3O+ ou H+ no meio. Na formação do íon H+, há o
rompimento de ligações covalentes.
Exemplo:
Para fins didáticos, simplifica-se o cátion hidrônio para H+, subentendendo-se que a água participa do
processo:
HCl > H+ + Cl
CLASSIFICAÇÕES
A FORÇA
Nos hidrácidos, são ácidos fortes apenas HCl, HBr e HI. O HF é moderado. Os demais hidrácidos são
fracos.
No caso dos oxiácidos, a força pode ser determinada a partir da diferença do número de oxigênios e
hidrogênios:
X = nº de átomos de O – nº de átomos de H
Assim, se
X = 0, o ácido será fraco;
X = 1, o ácido será moderado;
X ≥ 2, o ácido será forte.
Exemplos:
HClO4:
X = 4 – 1 = 3 ÁCIDO FORTE
H3PO3
X = 3 – 3 = 0 ÁCIDO FRACO
Vale salientar que o ácido carbônico, H2CO3, é uma exceção à esse método, uma vez que é um
ácido instável: ele tende a se decompor em gás carbônico e água. Assim, é classificado como um
ácido fraco.
Nomenclatura:
Hidrácidos:
Exemplos:
Oxiácidos:
O sufixo ICO será utilizado para os ácidos onde o NOx do elemento central for o maior, e o OSO para
os casos onde o NOx do elemento for o menor.
Exemplo:
Há casos onde se faz necessário a utilização de prefixos na nomenclatura, como no caso dos
elementos do grupo 17. Isso ocorre pois esses elementos apresentam quatro números de oxidação
possíveis.
HClO: ácido hipocloroso, pois NOx = +1;
A tabela a seguir, do número de oxidação das famílias, pode ser levada em consideração para auxiliar
no processo de dar nomes:
Certos elementos formam vários oxiácidos que diferem entre si, não pelo NOx do elemento central, e
sim pelo chamado grau de hidratação, que indica a quantidade de água envolvida na formação do
oxiácido. Neste caso, usam-se os prefixos:
Exemplos:
O prefixo orto é opcional, assim: H3PO4 pode ser chamado de ácido fosfórico ou ácido ortofosfórico.
aquoso, se dissocia liberando pelo menos um cátion diferente de H+ e um ânion diferente de OH-.
Exemplo:
Exemplo:
OBSERVAÇÃO
Apesar do nome da reação de formação de sais ser neutralização, nem todo sal terá caráter neutro.
Existem sais que apresentam caráter ácido, e sais que apresentam caráter básico, como é o caso do
carbonato de cálcio. Esse sal é muito utilizado no processo denominado calagem, que consiste na
CLASSIFICAÇÃO
Exemplo: NaBr.
Exemplo: KHSO4
Exemplo: Mg(OH)Cl.
Sal duplo (ou misto): apresenta mais de um tipo de cátion ou ânion em sua estrutura.
Exemplo: NaK(SO4)
NOMENCLATURA
É possível determinar a nomenclatura de sais é dada em função dos ácidos e bases que os
formaram. Os ácidos irão ser os responsáveis pelo sufixo, enquanto os nomes dos metais (ou cátion
O sufixo pode ser determinado a partir do sufixo do ácido que deu origem ao sal:
Exemplos:
De maneira simplificada e conhecendo-se o nome dos ânions, pode-se nomear sais inorgânicos do
seguinte modo:
Vale ressaltar que, como ocorre com as bases, se o metal formador do sal tiver número de oxidação
variável, o NOx que este metal está assumindo no sal deve ser indicado em números romanos ao
final da nomenclatura.
Exemplo:
Alguns sais também podem apresentar nomes com algumas diferenças. No caso dos sais ácidos,
deve-se utilizar o prefixo hidrogeno indicando a presença de H na fórmula. Já no caso dos sais
Exemplos:
Outra possibilidade para o caso dos sais ácidos é utilizar o prefixo “bi” no lugar de “hidrogeno”; e outra
para o caso dos sais básicos é a palavra “básico” acompanhada do prefixo indicando quantos OH
Exemplos:
Sais hidratados irão apresentar, ao final do nome, o prefixo indicando a quantidade de água contida
seguido de hidratado.
Exemplo:
SOLUBILIDADE
CLASSIFICAÇÕES E NOMENCLATURA
ÓXIDOS BÁSICOS
Apresentam caráter iônico acentuado e reagem com a água produzindo bases. Podem reagir também
com ácidos, produzindo sal e água no processo. No geral, são formados por metais cujo número de
oxidação é igual a +1 e +2 e pelo Bi3+.
Exemplo:
Na2O + H2O ⇾ 2 NaOH
Na2O + HCl ⇾ NaCl + H2O
Nomenclatura:
Exemplo:
Quando o elemento ligado ao oxigênio apresentar mais de um óxido possível, pode-se utilizar prefixos
(mono, di, tri etc.) indicando o número de cada um dos átomos que compõem a fórmula do óxido.
Exemplo:
CuO: monóxido de monocobre
ÓXIDOS ÁCIDOS
Também chamados de anidridos, apresentam caráter covalente acentuado e reagem com água
produzindo ácido. Podem reagir também com bases, produzindo sal e água no processo. No geral,
são formados por metais cujo número de oxidação é igual a +6 e +7, e por ametais.
Exemplos:
Nomenclatura:
A utilização dos sufixos irá ser idêntica à dos ácidos, sendo o sufixo “ico” relativo ao maior número de
oxidação do elemento, e o “oso” ao menor.
Exemplos:
A utilização dos prefixos mono, di, tri etc. também pode ser feita com demais óxidos tais como os
anidridos:
ÓXIDOS ANFÓTEROS
São óxidos que, na presença de ácido forte, atuam como óxidos básicos e na presença de bases
fortes, atuam como óxidos ácidos. No geral, são formados por metais cujo número de oxidação é igual
a +3 e +4, e pelas espécies químicas Zn2+, Pb2+ e Sn2+.
Exemplos: ZnO, Al2O3, SnO, SnO2, PbO, PbO2, Cr2O3, MnO2, Fe2O3.
Nomenclatura
Ambas as possibilidades já descritas podem ser utilizadas para nomear óxidos anfóteros, e, além
delas, é possível a utilização do número de oxidação ao final da nomenclatura.
Exemplo:
Quando um metal forma vários óxidos, é interessante notar que o caráter do óxido passa,
gradativamente, de básico para anfótero e depois para ácido, à medida que o NOx do metal vai
crescendo:
ÓXIDOS NEUTROS
São óxidos que não reagem com a água, nem com outros óxidos.
ÓXIDOS DUPLOS
também chamados de mistos ou salinos, são óxidos que foram formados a partir da reação entre dois
outros óxidos. Apresentam fórmula geral X3O4, onde X é um metal. Nesses óxidos, o metal apresenta
número de oxidação médio igual a +8/3.
Exemplo:
Nomenclatura:
Além da nomenclatura a seguir, também é possível utilizar os sufixos “ico” ou “oso” para nomear
óxidos duplos.
Exemplos:
PERÓXIDOS:
São substâncias que apresentam o oxigênio na forma O-1. Podem ser formados pela ligação entre o
oxigênio e hidrogênio, metais alcalinos e metais alcalinos terrosos.
Nomenclatura:
Exemplos:
São substâncias que apresentam o oxigênio na forma O-1/2. Podem ser formados pela ligação entre
o oxigênio e um metal.
Nomenclatura:
Exemplos:
REAGENTES ⇾ PRODUTOS
Vale ressaltar que é possível que se tenha como reagente apenas uma única substância, assim como
é possível formar apenas um único produto.
A reação de formação da água pode ser representada por uma equação química:
H2 + ½ O2 ⇾ H2O
Observe que, nessa reação, gás hidrogênio e gás oxigênio são reagentes. As moléculas interagem
entre si e se rearranjam, formando a água como produto.
Algumas reações podem apresentar certos símbolos, que podem indicar estados físicos, formação de
precipitados, gases ou até mesmo informar as condições do meio reacional:
Indicação do estado físico: sólido (s); líquido (l); gasoso (g); aquoso (aq) e vapor (v).
Desprendimento de gás: ↑
Precipitação: ↓
Aquecimento: ∆
CLASSIFICAÇÃO DE REAÇÕES
Algumas reações podem ser classificadas de acordo com o tipo e a quantidade de reagentes e
produtos que participam da reação.
SÍNTESE
Também chamada de adição, ocorre quando duas ou mais substâncias reagem, produzindo uma
única substância mais complexa.
Divide-se em:
Total
A2 + B2 → 2 AB
Exemplos:
S + O2 → SO2
H2 + Cl2 → 2 HCl
Parcial
AB + ½B2 → AB2
Exemplos:
CaO + H2 O→ Ca(OH)2
CO + ½ O2→ CO2
ANÁLISE
Também chamada de decomposição, ocorre quando uma substância se divide em duas ou mais
substâncias mais simples.
AB → A + B
Exemplos:
2HgO → 2Hg + O2
H2O2 → H2O + O2
Um exemplo de eletrólise é a formação de sódio metálico e gás cloro, a partir do cloreto de sódio:
SIMPLES TROCA
Também chamada de decomposição, ocorre quando uma substância simples reage com uma
substância composta e “desloca”, desta última, um elemento que irá formar uma nova substância
simples.
A + BC → AC + B
Para que a reação ocorra, A tem que ser mais reativo que B. Dessa maneira, é necessário avaliar a
reatividade das espécies químicas envolvidas em uma reação química para determinar se esta irá ou
não ocorrer. Observe o quadro a seguir
Metais alcalinos > metais alcalinos terrosos > Al, Mn, Zn, Cr, Fe, Ni, Sn, Pb > H > Cu, Hg, Pt, Pd,
Ag, Au
Exemplos:
Fe + 2HCl→ FeCl2 + H2
Como pode-se observar nos casos acima, o ferro é mais reativo que o cobre e o hidrogênio.
DUPLA TROCA
Quando duas substâncias compostas reagem entre si formando outras substâncias compostas
diferentes, devido à permutação de seus elementos ou radicais.
AB + CD → AD + CB
Exemplo:
Uma reação química deve estar correta sob pontos de vista qualitativos e quantitativos. Assim, além
das fórmulas químicas estarem corretas, devemos ter seus respectivos coeficientes corretos.
Sendo assim, acertar os coeficientes (ou balancear)uma reação química é igualar o número total de
átomos de cada elemento nos reagentes (1º membro) e nos produtos (2° membro).
Um dos métodos mais utilizados para o balanceamento de equações químicas é pelo método de
tentativas.
No método das tentativas, segue-se uma ordem de balanceamento em que se inicia pelos metais,
seguido dos ametais, carbono, hidrogênio e, por fim, oxigênio. Na ausência de qualquer um desses
elementos, apenas pula-se para o seguinte, sempre respeitando a ordem:
Metal
Ametal
Carbono
Hidrogênio
Oxigênio
Exemplos
Balancear o O:
Já está correto!
Resolução:
H:
2 Al (OH)3 + 3 H2SO4 → Al2(SO4)3 + 6 H2O
O:
Já está correto!
Resposta:
2 Al (OH)3 + 3H2SO4 → Al2(SO4)3 + 6H2O
• Neutralização total: todos os hidrogênios do ácido são neutralizados pelas hidroxilas da base.
• Neutralização parcial do ácido: nem todos os hidrogênios do ácido são neutralizados, levando a
formação de sais ácidos.
• Neutralização parcial da base: nem todos as hidroxilas da base são neutralizadas, levando a
formação de sais básicos.
Óxidos podem reagir com a água, produzindo ácido ou base, podem reagir com ácidos e bases,
produzindo sal e água e podem reagir entre si, produzindo sal. Quando reagem com a água, tem-se
reações de hidratação; quando reagem produzindo sal, tem-se reações de neutralização.
• Hidratação:
• Neutralização
REAÇÕES DE DESLOCAMENTO
Zn + H2SO4 → ZnSO4 + H2
A água pode reagir com metais alcalinos e com alcalinos terrosos, produzindo bases. Com os demais
metais, a água irá reagir produzindo óxidos. Já com metais nobres, como o ouro, não ocorre reação.
Exemplos:
2 Na + 2H2O → 2 NaOH + H2
Zn + H2O → ZnO + H2
REAÇÕES DE DECOMPOSIÇÃO
Os carbonatos podem ser decompostos, por meio do aquecimento. Nesse processo, produzem óxido
metálico e gás carbônico. Carbonatos formados por metais do grupo 1 não sofrem decomposição.
Exemplos:
Exemplos:
KCl O4 → KCl + 2 O2
Decomposição espontânea
Nesse tipo de decomposição, não há necessidade de aquecimento da substância, pois esta tende a
acontecer espontaneamente.
Exemplos:
REAÇÕES DE OXIRREDUÇÃO
Em toda reação de oxirredução, uma espécie perde elétrons, enquanto outra espécie recebe elétrons. O
número de elétrons perdidos deve ser sempre igual ao número de elétrons recebidos.
A espécie que sofre oxidação é chamada de redutora, ou de agente redutor. Isso porque uma
espécie, ao sofrer oxidação, causa, simultaneamente, a redução da outra espécie. Isso também
vale para a que sofre redução; esta, por sua vez, é chamada de oxidante, ou
de agente oxidante. A explicação para esses nomes é análoga à situação anterior.
Assim, é razoável definir como um agente a substância que contém o elemento que foi reduzido
ou oxidado. Note, portanto, que a definição de agente oxidante/redutor é diferente da definição de
elemento oxidante/redutor.
Exemplos:
Zn + 2 HCl → ZnCl2 + H2
Assim, o Zn sofreu oxidação, e, consequentemente, é o agente redutor. Já o hidrogênio teve seu número
de oxidação reduzido, H+ → H0. Assim, o H sofreu redução, e, consequentemente, o HCl é o agente
redutor.
OBSERVAÇÃO
Observe que nessa reação o ferro atua como agente redutor, sofrendo a oxidação (Fe0 → Fe2+), e
causando a redução do oxigênio (O0 → O2-)
A presença da ferrugem é percebida pela formação de um sólido acobreado, que indica que o ferro
metálico sofreu deterioração.
Nas regiões litorâneas a formação de ferrugem é muito mais comum, em função da elevada concentração
de vapor d’água no ar.
Observe que o número de oxidação do manganês diminuiu, Mn4+ → Mn2+. Assim, o Mn sofreu redução,
sendo, portanto, o MnO2 como agente oxidante. Já o cloro teve seu número de oxidação aumentado em
uma unidade, Cl-1 → Cl0. Assim, o Cl sofreu oxidação, e, consequentemente, o HCl é o agente redutor.
Além do método da tentativa para balanceamento de equações químicas, tem-se também o método redox,
que permite realizar o balanceamento a partir das semirreações de oxidação e redução. Esse método é
muito útil em casos onde balancear pelo método das tentativas se torna mais complexo. Vale frisar que
este método é válido apenas para reações químicas onde ocorre oxirredução.
A seguir, tem-se um passo-a-passo que pode ser seguido para balancear as equações químicas a partir
do método redox:
1. Determinar o NOx dos elementos que participam das reações de redução e oxidação;
Importante frisar que é de suma importância considerar a atomicidade dos elementos, de maneira a
preservar a quantidade de elétrons participantes da reação.
1. Se certificar de que o número de elétrons perdidos pela espécie oxidada é igual ao número de elétrons
ganhos pela espécie reduzida.
2. Inverter os valores de ∆: o calculado para a redução será o coeficiente da espécie oxidada, e o ∆ da
oxidação será o coeficiente da espécie reduzida.
– A inversão deve ocorrer no membro que apresentar maior quantidade de átomos participantes da
oxirredução;
– Se esse número for igual dos dois lados, inverter no membro que possui mais substâncias diferentes.
4. Nos casos de o balanceamento ser exclusivamente para equilibrar as cargas, verificar se as cargas dos
reagentes anulam as dos produtos.
Exemplos:
Observe que, nesse caso, não foi necessário colocar os dois coeficientes no primeiro membro, uma vez
que ajustando um em cada membro, a equação ficou corretamente balanceada. Assim, vale frisar que a
manipulação dos valores de ∆ irá depender caso a caso.
Note que o número de espécies participantes da redução é igual dos dois lados. Logo, irá se posicionar os
valores de ∆ no segundo membro, pois há maior diversidade de substâncias:
Já com relação ao balanceamento de cargas, deve-se atentar para a necessidade do somatório das
cargas ser igual a zero:
Assim, o “3” será o coeficiente do Cu2+, enquanto o “2” será o coeficiente do Al(s):
Note que do lado dos reagentes há um total de carga igual a +6, e do lado dos produtos também igual a
+6. Isso significa que o número de elétrons perdidos e recebidos é igual, o que garante que o
balanceamento foi realizado corretamente.
RELAÇÕES NUMÉRICAS: MASSA ATÔMICA E
MOLECULAR
Na química, é constante a necessidade de se trabalhar com valores numéricos para representar
grandezas tais como a massa de um átomo ou molécula. Como trata-se de entidades não visíveis
a olho nu, inviabilizando a utilização de aparelhos tais como as balanças, cálculos aproximados
são feitos para facilitar a previsão de reações químicas, por exemplo.
Além de grandezas como a massa, pode-se falar também em termos de quantidade de matéria, que é
uma maneira de quantificar o número de átomos ou moléculas presentes em um sistema. Essa
quantificação é facilitada pela grandeza mol.
A unidade de massa atômica (u) esta baseada no isótopo do carbono, e corresponde a 1/12 da massa
de um átomo de carbono (C-12).
O C-12 é o isótopo natural mais abundante do carbono, e foi escolhido como referência em 1962,
sendo utilizado até os dias atuais em todos os países do mundo. É representado pela unidade “u” ou
“u.m.a” (unidade de massa atômica).
Exemplo:
O átomo de sódio apresenta massa atômica igual a 23 u, ou seja, sua massa é 23 x maior que 1u.
Observe:
Exemplo:
Observe a imagem acima, extraída de uma tabela periódica. O número 8 corresponde ao número
atômico, Z. Já o número 16 corresponde à massa. Na maioria das tabelas periódicas, esse número
encontra-se abaixo do elemento.
CÁLCULO DE MASSA ATÔMICA
Sabe-se que praticamente todos os elementos químicos têm isótopos (átomos com o mesmo número
de prótons). Sendo assim, a determinação da massa atômica de um elemento químico é dada pela
média ponderada das massas atômicas e das abundâncias de seus isótopos.
Exemplo:
O elemento cloro é encontrado na natureza na forma dos isótopos Cl35 e Cl37. Sua massa atômica,
utilizando a relação acima, é dada por:
As moléculas são formadas pela união de átomos por meio de ligações químicas. Dessa maneira, a
massa de uma molécula é dada pelo somatório das massas dos átomos.
M·M=ΣM·A
Exemplos:
Cl2
M · M = 2. MA(Cl)
M · M = 2 · 35,5 = 71 u
H2SO3
M · M = 2 · 1 + 32 + 3 · 16 = 82 u
As substâncias hidratadas apresentam moléculas de água em sua rede cristalina, como no caso dos
sais inorgânicos. Apesar da água ser representada na substância procedida de um sinal de
multiplicação, a massa das moléculas de água deve ser somada às da substância em questão, e não
multiplicadas por esta.
Exemplo:
Substâncias hidratadas
CuSO4 · 5 H2O
M · M= MA (Cu) + MA (S) + 4 · MA (O) + 5 · (2· MA (H) + MA (O))
Observe que no sulfato de cobre II há cinco moléculas de água. Sendo assim, tem-se cinco vezes o
valor da massa de uma molécula de água, acrescido da massa do próprio sal, CuSO4.
OBSERVAÇÃO
Para calcular a massa de moléculas orgânicas representadas por meio da fórmula de bastão, é
necessário determinar, previamente, sua fórmula molecular, para depois então calcular sua massa.
Observe a fórmula de bastão do isoctano, um dos constituintes da gasolina:
Sabendo-se que a valência do carbono é igual a quatro, e que cada “ponto” representa um átomo de
carbono, tem-se que a fórmula molecular do isoctano é C8H18. A partir das massas atômicas do
carbono (C = 12 u) e do hidrogênio (H = 1 u) tem-se que:
O mol é uma grandeza química que permite quantizar entidades químicas, ou seja, moléculas,
átomos, íons ou partículas. Em outras palavras, o mol permite quantizar a matéria.
Por meio de experimentos, o químico Avogadro determinou que 1 mol é equivalente à 6,02 · 1023
entidades químicas (átomos, moléculas, íons etc.). Por essa razão, o valor número de 1 mol é
conhecido como número do Avogadro (N).
N = 6,02 · 10²³
Exemplo:
Exemplo:
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
Resolução:
02. A quantidade de mols existentes em 1,5 . 10²⁴ moléculas de ácido fosfórico (H³PO⁴) é igual a :
Dados: N = 6 . 10²³
a) 0,5
b) 1,0
c) 1,5
d) 2,0
e) 2,5
Resolução:
MASSA MOLAR
A massa molar é a massa de de um átomo ou de uma molécula representada em gramas por mol.
Matematicamente, concluiu-se que 1u ≈ 1g/mol. Logo, pode-se dizer que a massa molar é
numericamente igual à massa molecular de uma molécula ou à massa atômica, no caso dos átomos.
Exemplo:
A massa atômica do enxofre, S, é igual a 32 u. Sendo assim, sua massa molar é igual a 32 g/mol.
A massa molecular do dióxido de carbono, CO2, é igual a 44 u. Sendo assim, sua massa molar é
igual a 44 g/mol.
EXERCÍCIO RESOLVIDO
a) 3,33 . 10²⁴
b) 5,56
c) 3,33 . 10⁻²⁴
d) 6,02 . 10²³
e) 4,38 . 10²⁴
Resolução: A
x ___ 1000g
x = 33,44 . 10²³
x = 3,3 . 10²⁴
VOLUME MOLAR
É o volume ocupado por 1mol de qualquer gás ou vapor a uma dada temperatura e pressão.
Resolução:
Dado que a massa molar do O2 = 2 · 16 = 32 g/mol e que 1 mol de qualquer gás, nas CNTP,
corresponde a 22,4 L, tem-se que
96 g ___ x
96 · 22,4 = 32 x
x = 67,2 L
OBSERVAÇÃO
Como o problema envolvia massa e volume, a utilização da grandeza mol só se fez necessária para
organizar as
informações.
Há situações em que os gases não se encontram nas CNTP. Nesses casos, utiliza-se a equação de
Clayperon, que é definida como:
PV = nRT
Onde
P = pressão (atm)
V = volume (L)
n = número de mols
R = 0,082 atm . L.
mol-1 . K.-1 (constante dos gases)
T = temperatura (K)
OBSERVAÇÃO
Lembre-se que há uma relação que permite a conversão da temperatura de Celsius para Kelvin:
Tᴷ = Tᶜ + 273
de
TK = temperatura expressa em Kelvin;
VOLUME MOLAR
É o volume ocupado por 1 mol de qualquer gás ou vapor a uma dada temperatura e pressão.
Cabe ressaltar que o volume molar pode apresentar um valor diferente de acordo com as condições
de temperatura e pressão em que o gás se encontra.
Assim, é razoável admitir que o volume molar é diretamente proporcional à quantidade de matéria, ou
seja, ao número de mols de gases presentes. Dessa forma, tem-se que:
K = V/N
Onde K representa a constância da relação entre V, que é o volume, e n, que é o número de mols.
Isso reflete a ideia de que volumes iguais de gases diferentes, uma mesma temperatura e pressão,
irão apresentar iguais quantidade de matéria.
Isso quer dizer que, à temperatura de 0 K e sob pressão de 1 atm, 1 mol de qualquer gás irá ocupar
um volume de 22,4 L. Ou seja, pode-se dizer que nessas condições, 6·10²³ átomos de gás Hélio (He)
irão ocupar um volume de 22,4 L, da mesma maneira que 6·10²³ moléculas de CO2 irão ocupar este
mesmo volume nestas mesmas condições.
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Resolução:
Dado que a massa molar do O² = 2 · 16 = 32 g/mol e que 1 mol de qualquer gás, nas CNTP,
corresponde a 22,4 L, tem-se que 1 mol O²___ 32 g ___ 22,4 L
96 g ___ x
96 · 22,4 = 32 x
x = 67,2 L
96 · 22,4 = 32 x
x = 67,2 L
Há situações em que os gases não se encontram nas CNTP. A equação de Clapeyron é utilizada
quando as condições em que o gás se encontra diferem das CNTP, ou seja, quando a temperatura é
diferente de 273 K e a pressão é diferente de 1 atm.
É definida como:
PV = nRT
Onde
P = pressão (atm)
V = volume (L)
n = número de mols
T = temperatura (K)
OBSERVAÇÃO
Lembre-se que há uma relação que permite a conversão da temperatura de Celsius para Kelvin:
Tᴷ = Tᶜ + 273
Onde
OBSERVAÇÃO
A pressão de um gás pode ser representada a partir de diferentes unidades. As mais comuns e suas
respectivas
conversões para atm são:
101325 Pa = 1 atm
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
02. (UFC) As pesquisas sobre materiais utilizados em equipamentos esportivos são direcionadas em
função dos mais diversos fatores. No ciclismo, por exemplo, é sempre desejável minimizar o peso das
bicicletas, para que se alcance o melhor desempenho do ciclista. Dentre muitas, uma das alternativas
a ser utilizada seria inflar os pneus das bicicletas com o gás hélio, He, por ser bastante leve e inerte à
combustão. A massa de hélio, necessária para inflar um pneu de 0,4 L de volume, com a pressão
correspondente a 6,11 atm, a 25 °C, seria:
a) 0,4 g
b) 0,1 g
c) 2,4 g
d) 3,2 g
e) 4,0 g
Resolução: A
P·V=n·R·T
6,11 · 0,4 = n · 0,082 · (25 + 273)
n = 0,1 mol
m = n · MM
m = 0,1 · 4 = 0,4 g
03. (PUCCAMP) A massa molar de um gás que possui densidade da ordem de 0,08 g/L a 27 °C e 1
atm é, aproximadamente,
Solução: D
P·V=n·R·T
P · V = m/MM · R · T
P · MM = d · R · T
Logo:
1 · MM= 0,08 · 0,082 · 298
MM = 1,95 g/mol = 2 g/mol
Antoine Lavoisier determinou, experimentalmente, que em um sistema fechado, a soma das massas
dos reagentes (antes da reação ocorrer) será igual à soma da massa dos produtos (após ocorrida a
reação).
mʳᵉᵃᵍᵉⁿᵗᵉˢ = mᵖʳᵒᵈᵘᵗᵒˢ
A lei de Lavoisier é constantemente atribuída à uma frase baseada em suas ideias: “Na natureza nada
se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
Vale ressaltar que a lei de Lavoisier só é válida em sistemas fechados, uma vez que os gases
tenderiam a escapar caso este fosse aberto.
Isto faria com que suas massas não fossem contabilizadas, impossibilitando a igualdade entre as
massas dos reagentes e dos produtos.
Exemplos:
208,5 g = 208,5 g
LEI DE PROUST (LEI DAS PROPORÇÕES DEFINIDAS)
Louis Proust, um químico francês, verificou que ao se realizar diversos experimentos referentes a uma
mesma reação variando a quantidade de reagentes, a quantidade de produto formada também varia,
de maneira proporcional.
Exemplos:
H2 + ½ O2 → H2O
2 g + 16 g = 18 g
4 g + 32 g = 36 g
Observe que ao dobrar a massa de H2 a massa das demais substâncias também dobraram.
Dois gases, sob as mesmas condições de temperatura e pressão, apresentam entre si uma proporção
entre os seus volumes em números inteiros e pequenos.
1L 3L 2L
3L 9L 6L
Observe que ao se triplicar o volume de N2(g) os volumes dos demais gases também triplicam.
TIPOS DE FÓRMULAS
As fórmulas químicas expressam informações sobre as substâncias, tais como o percentual de cada
átomo na estrutura, a proporção mínima inteiro de cada tipo de átomo presentes na substância e a
quantidade exata de átomos existentes em uma molécula.
É a fórmula que indica a porcentagem em massa de cada elemento que compõe a substância.
Exemplo:
C2H6O
MM = (2 · 12) + (6 · 1) + (16 · 1) = 46 g/mol
46 g ___ 100%
24 g ___ x
x = 52,17 %
46 g __ 100%
6 g ___ y
y = 13,04 %
z = 34,79 %
Fórmula centesimal:
É a fórmula que indica a proporção mínima inteira em números de mols de cada elemento na
substância.
Note que para determinar a fórmula mínima do eteno, dividiu-se os números referentes a atomicidade
pelo maior número inteiro possível, de maneira que os números resultantes permanecessem inteiros.
Nos casos onde o resto da divisão for um número decimal, deve-se multiplicar todos os números pelo
menor número inteiro possível, de maneira a tornar o número decimal um número inteiro.
EXERCÍCIO RESOLVIDO
01. Sabendo-se que uma determinada substância é formada por 40% em massa de C, 6,6% em
massa de hidrogênio e
53,4% em massa de oxigênio, determine sua fórmula mínima.
Resolução:
Dado que C = 12 u; H = 1 u; e O = 16 u, tem-se que
C = 40%/12 = 3,3
H = 6,6%/1 = 6,6
O = 53,4%/16 = 3,3
Para se achar o número mínimo inteiro, divide-se todos os valores encontrados pelo menor valor.
C = 40%/12 = 3,3/3,3 = 1
H = 6,6%/1 = 6,6/3,3 = 2
O = 53,4%/16 = 3,3/3,3 = 1
CH²O
FÓRMULA MOLECULAR
É a fórmula que apresenta a quantidade exata de átomos existentes em uma molécula. A fórmula
molecular pode ser calculada a partir da fórmula mínima. Para tal, é preciso conhecer-se a massa
molar da substância em questão.
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
02. Sabendo-se que a massa molar da substância que possui fórmula mínima (CH²O)ⁿ vale 180 g/mol,
determina sua fórmula molecular.
Resolução:
O n é o número inteiro que foi o divisor na obtenção da fórmula mínima. Assim, deve-se multiplicar a
massa molar de cada átomo na fórmula (respeitando a atomicidade) por n, e então igualar à massa
molar da molécula:
12 . n + 2 .
n + 16 .
n = 180
12n + 2n + 16n = 180
30n = 180
n=6
Substituindo n temos:
(CH²O)ⁿ = (CH²O)⁶
Em um problema estequiométrico, é possível relacionar não apenas reagentes com produtos, mas
também reagentes com reagentes, e produtos com produtos. Para que esteja relação se dê de
maneira correta, é preciso que a equação química seja corretamente balanceada.
Etapas:
3. Escrever a relação em mols das substâncias envolvidas a partir dos coeficientes estequiométricos
provenientes da equação química
1ª linha: relações em mols entre os participantes do problema estequiométrico. Esta etapa não é
obrigatória, porém, auxilia na resolução do problema.
• Se o problema estiver envolvendo quantidade de entidades químicas (átomo, molécula, íons), utilizar
a constante do Avogadro (6,02.10²³).
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. Qual o volume, em litros (L), de CO²⁽ᵍ⁾ obtido, nas CNTP, quando são queimados 690g de
C²H⁶O?
Resolução:
1. Toda reação de queima envolve a reação do combustível com um comburente, o O², produzindo
CO² e H²O, no caso de combustão completa. Sendo assim:
2. As substâncias envolvidas no processo são C²H⁶O e CO², logo, tem – se a primeira linha,
estabelecida a partir das proporções estequiométricas retiradas da equação química:
3. No problema, a unidade relacionada ao C²H⁶O é massa. Logo, substitui-se 1 mol pela massa molar
desse composto:
4. No caso do CO², está em volume, logo, converte-se mol para volume. Como está nas CNTP, o
volume de 1 mol de
qualquer gás é igual a 22,4 L. Logo:
46 g ____ 2 . 22,4 L
O problema envolve determinar qual o volume de CO²(x) que será obtido a partir da queima de 460 g
de C²H⁶O. Logo, tem-se as três linhas da regra de três, onde apenas as duas últimas serão utilizadas
para os cálculos:
460g ___ x
Multiplicando cruzado, tem-se que x = 448 L.
02. Determine a quantidade moléculas de HI que são produzidas quando 0,1 mol de H² reage com
quantidade suficiente de I².
Resolução:
Nos processos químicos, é comum os produtos formados a partir de uma reação química não serem
obtidos na quantidade esperada. Isso pode ocorrer devido à presença de impurezas; ocorrência de
reações paralelas, levando à formação de produtos indesejados; perdas de produto durante a reação
devido a más condições reacionais, como temperatura inadequada; dentre outros fatores.
Quando isso ocorre, diz-se que o rendimento da reação não foi de 100%.
Pode-se definir rendimento como a razão entre a massa que é obtida (m) e a massa que seria obtida
caso a reação fosse completa, com rendimento de 100% (m’):
Exemplo:
Qual a massa de sal produzida quando se coloca para reagir 4,9 g de H2SO4 com hidróxido de sódio
suficiente?
Considere rendimento de 50%.
Resolução:
2. Monta-se a regra de três, a partir da relação em mols das substâncias envolvidas no processo:
4,9 g ___ x
x = 7,1 g de Na2SO4
3. Porém, como o rendimento não foi de 100%, e sim de 50%, deve-se calcular a quantidade real de
produto obtida:
m ___ 50%
m = 3,55g de Na2SO4
Exemplo:
O ácido etanoico reage com o metanol segundo a reação química representada abaixo:
Sabendo-se que 0,25 mol de ácido reagiu completamente com o metanol para formar 13,875 g do
éster. Determine o rendimento da reação.
Resolução:
1 mol ___ 74 g
x = 18,5 g de C3H6O2
A massa de 18,5 g seria produzida caso o rendimento da reação fosse de 100%. Como a massa real
obtida foi de 13,875 g, pode-se calcular o rendimento da reação:
13,875 g ___ y %
y = 75%
Nas indústrias, onde se faz necessário que as reações ocorram com o máximo de eficiência possível,
faz-se uso da estequiometria para calcular a quantidade de reagente necessário para se produzir
determinada quantidade de produto desejada.
ESTEQUIOMETRIA – PUREZA E REAÇÕES
CONSECUTIVAS
Aprenda sobre Estequiometria envolvendo reagente impuro.
Em alguns dos casos envolvendo impurezas, tem-se como informação o grau de pureza do reagente,
que indica a porcentagem de amostra que de fato reage (ou seja, que está pura).
Para resolução de problemas envolvendo pureza, utiliza-se o mesmo método estudado para o caso
geral. A diferente é que o cálculo da quantidade de amostra pura que irá reagir deve ser feito antes da
resolução da regra de três.
Assim, deve-se:
Há casos onde a resolução do problema se dará de maneira inversa, sendo a pureza determinada ao
final.
Exemplo:
A partir da decomposição de 180 g de calcário (CaCO3) com 90% de pureza, determine a massa de
CO2 produzida
Resolução:
1. Primeiro, deve-se calcular a quantidade de CaCO3 que realmente reage, ou seja, a quantidade de
amostra pura:
x ___ 90 %
Observando-se o resultado obtido, percebe-se que, das 180 g iniciais, apenas 162 g correspondem a
CaCO3, sendo a diferença (18 g) referente a impurezas.
2. Agora que se conhece a quantidade de CaCO3 que realmente irá reagir, monta-se a regra de três,
utilizando as etapas do caso geral:
100 g ___ 44 g
162 g ___ y
y = 71,28 g de CO2
Exemplo:
Ao se queimar 18 g de uma amostra de carvão (C) foram produzidos 13,2 g de CO2. Determine a
massa de amostra pura desse carvão.
Resolução:
1 C + 1 O2 → 1CO2
12 g ___ 44 g
x ___ 13,2 g
x = 3,6 g de C
Observe que a massa de 13,2 g foi obtida. Logo, é um dado confiável, ao contrário das 18 g de
carvão, uma vez que esse valor representa a massa de carbono acrescida da massa das impurezas
impurezas. A partir da regra de três, obteve-se a quantidade de carbono que realmente estava
presente na amostra. Assim:
18 g ___ 100%
3,6 g ___ P
P = 20%
Nos tipos de problemas envolvendo mais de uma reação química, precisa-se considerar todas as
etapas antes de iniciar a resolução.
Um dos métodos utilizados para se resolver um problema envolvendo reações consecutivas envolve
as seguintes etapas:
Há casos onde a resolução do problema se dará de maneira inversa, sendo a pureza determinada ao
final.
Exemplo:
S(s) + O2(g)→SO2(g)
SO2(g) + ½ O2(g)→SO3(g)
SO3(g) + H2O(l)→H2SO4(aq)
Resolução:
1. Encontrar a equação global somando-se as três equações, e “cortar” as substâncias iguais que
aparecem em lados opostos, respeitando as devidas quantidades em mol.
2. Observando a equação global obtida, pode-se perceber que a mesma se encontra balanceada.
Logo, pode-se passar para a resolução conforme as etapas para o caso geral:
Dados: massa molar S = 32 g/mol
32 g ___ 1 mol
320 g ___ n
n = 10 mols de H2SO4
EXERCÍCIO RESOLVIDO
01. A floculação é uma das fases do tratamento de águas de abastecimento público e consiste na
adição de óxido de cálcio e sulfato de alumínio à água. As reações correspondentes são as que
seguem:
b) 68 g
c) 28 g
d) 56 g
e) 84 g
Resolução: B
Como o Ca(OH)² produzido na primeira etapa está sendo utilizado na segunda etapa como reagente
com coeficiente igual a 3, deve-se multiplicar a primeira reação por 3. Fazendo isso, garante-se que o
que está sendo produzido na primeira reação está sendo utilizado na segunda. Importante frisar que
todas as substâncias, reagentes e produtos, devem ser multiplicados igualmente, de maneira a
conservar a proporção estequiométrica:
O problema fornece um dado sobre o óxido de cálcio e pergunta a quantidade de sulfato de cálcio,
CaSO⁴ , formada. Assim, tem-se que
Sabendo que a massa molar do CaO é igual a 56 g/mol e a massa de CaSO⁴ é igual a 136 g/mol, e
simplificando as proporções em mol, fica-se com:
56 g ___ 136 g
28 g ____ m ➞ m = 68 g
Entretanto, se o gás em questão estiver fora das CNTP, ou seja, tiver sofrido uma transformação em
uma temperatura diferente de 273 K ou pressão diferente de 1 atm, deve-se utilizar a equação geral
dos gases perfeitos.
P.V=n.R.T
Onde:
p = pressão (atm)
V = volume (litros)
n = número de mols
R = constante dos gases = 0,082 atm · L · mol-1 · K-1
T = temperatura em Kelvin (K)
De maneira geral, pode-se dizer que os problemas envolvendo gases fora das CNTP podem ser
resolvidos da seguinte forma:
Exemplo:
Dada a reação:
Resolução:
1. Transformar o volume de CO²⁽ᵍ⁾ em número de mols:
PV = nRT
n= PV/RT
n = 1.492/0,082.300
n = 20 mols de CO²⁽ᵍ⁾
x ___ 20 mols
x = 730 g de HCl
EXERCÍCIO RESOLVIDO
01. (UFSJ) O funcionamento dos airbags dos automóveis baseia-se na utilização de uma reação
química que produz uma grande quantidade de gás. Uma reação que tem sido considerada
ultimamente é:
Usando essa reação, considerando R = 0,08 L · atm/K·mol e desprezando o sólido formado, o número
de mols de carbono necessário para encher um airbag de 40 L a 1,2 atm e 27º será
a) 4,8
b) 1,4
c) 2,0
d) 5,0
Resolução: B
Primeiro, deve-se calcular o número de mols de gás produzido nas condições de pressão e
temperatura fornecidas:
Em seguida, a partir relação estequiométrica entre o carbono e a soma total do número de mols de
gases formados, determina-se a quantidade de matéria de C necessária para que se encha um air
bag de 2 L:
x = 1,4 mols.
Na maioria dos casos, como o rendimento não é de 100%, adiciona-se mais reagente do que o
necessário para garantir que a quantidade de produto desejada seja de fato produzida. Isso porque,
como vimos, as reações não apresentam 100% de rendimento; em uma situação real, sempre
ocorrem perdas no processo.
Na resolução de problemas envolvendo excesso tratamos todas as reações químicas como ideais,
considerando que todo o reagente presente irá reagir completamente. Mas, nas situações reais, em
laboratório e indústrias, diversos fatores podem fazer com que a reação não ocorra como o ideal;
dentre eles, destacam-se impureza de reagentes, imprecisão de medidas, temperatura e pressão não
adequadas, entre outros.
Nos laboratórios e indústrias, diversos fatores podem levar as reações químicas a não
ocorrerem de forma ideal.
Na resolução dos problemas envolvendo excesso, considera-se a situação ideal, ou seja, todo o
reagente presente irá ser consumido, gerando a quantidade máxima de produto.
Para as reações que apresentam reagentes em excesso, o método de resolução é diferente, sendo
necessário identificar o reagente em excesso para não encontrar resultados equivocados. Isso
porque, se considerarmos o excesso, obteremos como resultado uma quantidade de produto superior
à quantidade realmente obtida.
• Reagente limitante: é aquele que reage completamente. Sendo assim, ao final da reação, sua
quantidade no sistema é igual a zero.
• Reagente em excesso: é aquele que não reage por completo, por sua quantidade estar acima da
necessária para a reação ocorrer. Sendo assim, ao final da reação, sua quantidade no sistema é
maior que zero.
Uma maneira de identificar se um problema envolve excesso de reagentes é observar se estão sendo
fornecidos os dados de mais de um reagente participante da reação. Sendo este o caso, utiliza-se o
seguinte método para resolução do problema:
3. montar uma tabela, contendo os estágios “início”, “reação” e “final” onde serão relacionados os
dados, em mols, de todas as substâncias participantes da reação.
A+B⇾C+D
Observe que a tabela apresenta quatro colunas a serem preenchidas com a quantidade em mols
referentes aos reagentes A e B e aos produtos C e D.
Onde:
I ⇾ início da reação (dado relativos aos reagentes); Como a reação ainda não ocorreu e por isso não
há produtos, essa linha só é preenchida para os reagentes.
E⇾ final da reação. Nessa linha, os valores obtidos não podem ser menores que zero. Os valores
obtidos para os produtos e para o reagente em excesso devem ser maiores que zero, e para o
reagente limitante deve ser igual a zero.
Exemplo:
Determine a massa de sal que pode ser obtida quando 392 g de H2SO4 reagem completamente com
160 g de NaOH.
Resolução:
Observe que o problema forneceu dados de dois reagentes, logo, desconfia-se que há de reagente
em excesso. Por isso, vamos transformar os dados fornecidos em número de mols:
MM H2SO4 = 98 g/mol
MM NaOH = 40 g/mol
Repare que a primeira linha foi preenchida a partir dos dados fornecidos pelo enunciado da questão.
Como a proporção é de um mol de H2SO4 para dois mols de NaOH, ou seja, 1:2, tem-se que a base
irá reagir completamente, enquanto, dos 4 mols de ácido, apenas 2 irão de fato reagir. Assim, tem-se
que:
Repare que na segunda linha da tabela o sinal de menos ( – ) indica que o reagente foi consumido,
enquanto o sinal de mais ( + ) indica que o reagente foi formado.
Com o quadro devidamente preenchido, pode-se calcular a quantidade, atenta-se para o solicitado na
questão. Pedia-se a quantidade de sal formada, ou seja, a quantidade de Na2SO4 produzida.
Convertendo o número de mols de Na2SO4 para massa, tem-se que:
EXÉRCICIO RESOLVIDO
Assinale, entre as opções abaixo, aquela que indica o número máximo de mols de S que pode ser
formado quando se faz reagir 5 mols de H²S com 2 mols de SO²:
a) 3
b) 4
c) 6
d) 7,5
e) 15
Resolução:
Considerando a proporção entre os reagentes como 2:1, nota-se que o reagente H²S está em
excesso:
SOLUÇÕES
Dispersão é todo sistema no qual uma determinada substância distribui-se, uniformemente, em
outra que está em maior quantidade. A substância em menor quantidade é chamada de disperso
e a de maior quantidade dispersante.
As dispersões se dividem em três casos: soluções, coloides e suspensões, que se diferem de acordo
com o tamanho das partículas:
Nesse módulo, o enfoque será nas soluções, bem como em suas principais características.
SOLUÇÕES
São misturas de duas ou mais substâncias que apresentam aspecto uniforme, ou seja, formam um
sistema homogêneo.
Solvente: substância capaz de dissolver a outra, e que normalmente está em maior quantidade;
Soluto: substância que irá ser dissolvida, e que normalmente está em menor quantidade.
Exemplo:
Solução de NaCl (sal de cozinha) dissolvido em água. A água está em maior quantidade e dissolve o
sal de cozinha; portanto, é o solvente. Já o sal de cozinha, que está sendo dissolvido, é o soluto.
OBSERVAÇÃO
A água é considerada o solvente universal, pois é utilizada como solvente no preparo da maioria das
soluções.
De acordo com o estado de agregação em que soluto e solvente se encontram, as soluções podem
constituir um sistema sólido, líquido ou gasoso:
SÓLIDAS
Exemplo:
LÍQUIDAS
Pelo menos um dos componentes deve estar em estado líquido na temperatura ambiente.
Exemplo:
GASOSAS
Exemplo:
CLASSIFICAÇÕES
As soluções podem ser classificadas de acordo com:
Soluções diluídas
Exemplo:
Soluções concentradas
Exemplo:
Vale ressaltar que este conceito é meramente comparativo, não sendo definidas faixas onde a
solução pode ser considerada diluída ou concentrada. Assim, uma solução contendo 2 g de sal em 1
L de água, pode ser considerada concentrada quando comparada a uma solução contendo 1 g em 1 L
de água.
A natureza do soluto
São aquelas em que as partículas dispersas são moléculas, ou seja, a dissolução destas não forma
íons.
As moléculas são eletricamente neutras e, por isso, soluções moleculares não conduzem corrente
elétrica.
Exemplo:
A presença de um campo elétrico, gerado pela diferença de potencial, gera uma corrente que permite
a movimentação dos íons.
Durante o processo de ionização, as moléculas de água aglomeram-se em torno dos íons, num
processo conhecido por solvatação. Isto impede o reagrupamento espontâneo dos íons.
Exemplo:
O coeficiente de solubilidade pode ser definido como a máxima quantidade de soluto que dissolve-se
em um padrão de solvente, a uma determinada temperatura.
Exemplo:
Em outras palavras, pode-se dizer que para cada 100 g de H2O é possível dissolver uma quantidade
máxima de 20 g de A.
CURVA DE SOLUBILIDADE
Exemplo:
Exemplo:
Considere que m é igual a massa de soluto, e C.S representa o coeficiente de solubilidade. A partir da
relações entre estes, pode-se classificar as soluções de acordo com a quantidade de soluto presente.
Solução Insaturada
Quando a massa de soluto dissolvida, a uma dada temperatura, é menor que o coeficiente de
solubilidade, diz-se que a solução está insaturada.
Quando a quantidade de soluto exceder o coeficiente de solubilidade, o solvente não será mais capaz
de dissolver o soluto em excesso, e haverá a formação de precipitado, também chamado de corpo de
fundo. Nesses casos, classifica-se essa solução como saturada com corpo de fundo.
Solução Supersaturada
Por meio do aquecimento de uma solução saturada com corpo de fundo, dissolve-se o excesso de
soluto, tornando a solução homogênea. Nesse caso, como a massa dissolvida ultrapassou o
coeficiente de solubilidade, tem-se uma solução supersaturada.
A solução supersaturada é instável, e qualquer perturbação ao sistema, mínima que seja, fará com
que ela se torne uma solução saturada com corpo de fundo novamente.
Exemplo:
Considere um sal hipotético que apresenta, a 20 °C, coeficiente de solubilidade igual a 10 g / 100 g de
água. Acerca desse sal, pode-se dizer que:
TIPOS DE DISSOLUÇÃO
X: na medida em que a temperatura aumenta, sua solubilidade diminui, logo, trata-se de uma
DISSOLUÇÃO EXOTÉRMICA.
Y: na medida em que a temperatura aumenta, sua solubilidade aumenta, mesmo que discretamente.
Logo, trata-se de uma DISSOLUÇÃO ENDOTÉRMICA.
Z: na medida em que a temperatura aumenta, sua solubilidade aumenta, logo, trata-se de uma
DISSOLUÇÃO ENDOTÉRMICA.
EXERCÍCIO RESOLVIDO
a) um sistema homogêneo.
b) um sistema heterogêneo.
c) apenas uma solução insaturada.
d) apenas uma solução saturada.
e) uma solução supersaturada.
Resolução: B
A partir da análise do gráfico, observa-se que a 20 ºC, é possível dissolver cerca de 35 g de nitrato de
potássio em 100 g de água. Logo, a adição de 50 g de sal em 100 g de água fará com que se forme
uma solução saturada com corpo de fundo. Como uma solução saturada com corpo de fundo
apresenta duas fases, conclui-se que o sistema será heterogêneo.
02. (UEL) A 10 °C a solubilidade do nitrato de potássio é de 20,0 g/100 g H²O. . Uma solução
contendo 18,0 g de nitrato de potássio em 50,0 g de água a 25 °C é resfriada a 10 °C.
a) 1,00
b) 5,00
c) 9,00
d) 10,0
e) 18,0
Resolução: D
A solubilidade do KNO³ é de 20,0 g/100 g H²O, à 10 ºC. Logo, em 50 g de água será possível
dissolver :
Isso significa que, a 10 ºC, só será possível dissolver 10 g de KNO³ em 50 g de água. Como no caso
a massa a ser dissolvida é maior do que 10 g, ocorrerá a formação de precipitado, que terá massa de
18 – 10 = 8 g.
CONCENTRAÇÃO COMUM
Exemplo:
Determine a concentração, em g/L, de uma solução apresenta 200 mL de volume e 2,0 g de sal.
Resolução:
C = 10 g/L
A partir da fórmula de molaridade é possível obter uma nova relação. Sabendo que n = massa
comum/massa molar, tem-se que:
1 . n = m/MM
2 . M = n/V
Exemplo:
Determine a molaridade de uma solução que contém 9,8 g de H2SO4 em 100 ml de solução.
Resolução:
Utilizando-se a relação M = m/MM x V é possível obter o valor de M. Dado que a massa molar do
H2SO4 é igual a 98 g/mol e utilizando-se os dados fornecidos tem-se que:
M = m/MM x V
M = 9,8/98 x 0,1
M = 1mol/L
PORCENTAGEM
Essa relação também pode ser expressa a partir do título mássico, que também representa as
relações entre a massa de soluto e de solução, porém, de maneira é adimensional. Essa relação é
expressa por:
Exemplo:
Exemplo:
Apesar de apresentar fórmula similar à concentração comum, a densidade não é uma unidade de
concentração, já que considera a massa de toda a solução, e não apenas do soluto. Além disso, uma
de suas unidades mais comuns é expressa em g/mL, diferente da concentração comum, que é
representada em g/L.
Expressa quantas partes do soluto existem em um milhão (ou em um bilhão) de partes da solução.
Esse tipo de unidade é utilizado para expressar concentrações de ambientes onde as soluções são
extremamente diluídas, sendo difícil fazer o cálculo do todo.
Partes por milhão (ppm): quantidade de soluto, presente em 10⁶ gramas de solução.
A unidade de ppm e ppb pode ser expressa em termos de massa ou volume, desde que sejam iguais
para soluto e solução.
Exemplo:
A água de um rio apresenta a concentração de 10 ppm em massa de cobre. Significa que a cada 1 g
da água deste rio contém 10 µg de cobre.
Algumas relações podem ser feitas entre as diferentes unidades de concentração. São elas:
Dado que:
isolando m em (2),
m = M . MM . V
Substituindo m em (1),
C = M . MM . V/V
C = MM · M
C=T.d ou MM . M = T . d
Onde d = g/ml, MM = g/mol
C = g/L
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. (IFSUL) A água de uso doméstico deve apresentar uma concentração de íons fluoreto igual a 5,0 ·
10⁻⁵ mol L.
Se, ao fim de um dia, uma pessoa toma 6,0 litros dessa água, qual a massa de fluoreto, em
miligramas, que essa pessoa ingeriu?
a) 1,8
b) 2,6
c) 5,7
d) 11,4
e) 20,3
Resolução: C
Deseja-se determinar a massa de fluoreto ingerida, e tem-se como dados a concentração molar e o
volume da solução. Dessa maneira, a melhor relação a ser utilizada para determinar a massa é:
Assim, faz-se necessário conhecer a massa molar do flúor, que é igual a 19 g/mol:
5 . 10⁻⁵ = m / 19 . 6
m = 5 . 10⁻⁵ . 19 . 6
m = 570 . 10⁻⁵ g
Para converte g para mg, deve-se multiplicar o valor encontrando por 1000, ou seja, 10³
m = 570 . 10⁻²
m = 5,7 mg
02. (FATEC) Para se obter meio litro de uma solução aquosa de cloreto de sódio 0,9% (soro
fisiológico) são necessários x gramas do sal. O valor numérico de x é, aproximadamente.
a) 0,45
b) 0,9
c) 4,5
d) 9,0
e) 45
Resolução: C
A concentração foi fornecida em porcentagem massa/ massa. Apesar do enunciado não deixar isso
claro, nos casos onde o tipo de porcentagem não é informado, considera-se que é em massa. Sendo
assim, pela porcentagem, pode-se que há 0,9 g de cloreto de sódio em 100 g de solução. Como a
densidade da água é igual a 1 g/mL, pode-se dizer
que o volume em questão é de 100 ml. Assim:
Representa a divisão do número de mols, de soluto ou de solvente, pelo número de mols total da
solução.
É importante observar que o valor de X se encontra no intervalo 0 < X < 1 e que a soma das frações
molares do soluto e do solvente devem equivaler ao todo, ou seja, a 1.
MOLALIDADE (W)
Exemplo:
DILUIÇÃO
É importante frisar que apesar do aumento da massa da solução ocorrer, a de soluto permanece
constante ao final do processo de diluição.
Sendo assim, a quantidade de mols de soluto permanece constante antes e após da solução:
nⁱⁿⁱᶜⁱᵃˡ = nᶠⁱⁿᵃˡ
n=M·V
Relação semelhante pode ser pensada em termos de concentração comum, cuja expressão que
relaciona o antes e depois de uma diluição, em termos de concentração em g/L é:
Para determinar a concentração final de uma solução formada pela mistura de duas ou mais soluções
sem a ocorrência de reação química, utiliza-se a seguinte expressão:
C¹ . V¹ + C² . V² = Cᶠⁱⁿᵃˡ . Vᶠⁱⁿᵃˡ
M¹ . V¹ + M² . V² = Mᶠⁱⁿᵃˡ . Vᶠⁱⁿᵃˡ
Exemplo:
Determine a concentração da solução final formada a partir da mistura de uma solução de NaOH
contendo:
Note que a concentração de cada solução está sendo dada indiretamente, pois tem-se como dados a
massa e o volume de cada uma das soluções. Sendo assim:
C1 = 40 g/L; C2 = 60 g/L
Como se tratam de duas soluções que apresentam o mesmo soluto (NaOH), utiliza-se a relação:
C¹ . V¹ + C² . V² = Cᶠⁱⁿᵃˡ . Vᶠⁱⁿᵃˡ
(40 . 1) + (60 . 1) = Cᶠⁱⁿᵃˡ . 2
Cᶠⁱⁿᵃˡ = 50g/L
Quando se mistura dois solutos diferentes utiliza-se a relação de diluição, para cada um dos solutos:
Exemplo:
Determine a concentração de cada uma das substâncias presentes na solução após a mistura de uma
solução 0,1 M de NaOH e 0,2 M de C12H22O11:
Note que a mistura está ocorrendo entre solutos diferentes. Sendo assim, a concentração final será
calculada individualmente, considerando a variação de volume. É importante atentar para o fato da
possibilidade do soluto sofrer ionização/dissociação, porque assim as espécies resultantes em
solução serão íons, e suas concentrações devem ser calculadas levando em consideração a
proporção estequiométrica.
Assim:
[NaOH]
0,1 . 1 = Mᶠⁱⁿᵃˡ . 2
Note que, como o NaOH é um eletrólito forte, irá se dissociar em íons Na⁺ e OH⁻:
[C¹²H²²O¹¹]
0,2 . 1 = Mᶠⁱⁿᵃˡ . 2
Como o C¹²H²²O¹¹ é uma substância molecular, não se ioniza nem dissocia. Sendo assim:
01. (ESPCEX) Em uma aula prática de química, o professor forneceu a um grupo de alunos 100 mL
de uma solução
aquosa de hidróxido de sódio de concentração 1,25 mol · L⁻¹. Em seguida solicitou que os alunos
realizassem um
procedimento de diluição e transformassem essa solução inicial em uma solução final de
concentração 0,05 mol · L⁻¹. Para obtenção da concentração final nessa diluição, o volume de água
destilada que deve ser adicionado é de
a) 2.400 mL
b) 2.000 mL
c) 1.200 mL
d) 700 mL
e) 200 mL
Resolução: A
A concentração inicial da solução era de 1,25 mol/L, e o volume era igual a 100 mL. Deseja-se
alcançar, por meio do processo de diluição, uma concentração de 0,05 mol/L. Para determinar a
quantidade de água a ser adicionada, utiliza-se a seguinte relação:
M¹ . V¹ = M² . V²
V² = 2500 mL
Esse valor indica que o volume final da solução será igual a 2500 mL. Assim, o volume de água
adicionado é igual a
2500 – 100 = 2400 mL.
02. Um aluno distraído misturou 0,3 L de uma solução de ácido clorídrico 1 mol · L⁻¹ com 0,1 L de Hcl
2 mol . L⁻¹. Ao perceber o erro, ele decidiu adicionar água para reestabelecer a concentração de 1 mol
. L⁻¹ . O volume de H²O adicionado a mistura, e em mL, igual a
a) 75
b) 100
c) 125
d) 500
e) 650
Resolução: B
A mistura realizada é entre solutos de mesma natureza, ambos correspondem à ácido clorídrico. A
união dessas
duas soluções resultará em uma nova solução e uma nova concentração:
M¹ . V¹ + M² . V² = Mᶠⁱⁿᵃˡ . Vᶠⁱⁿᵃˡ
Essa solução resultante, de concentração 1,25 mol/L, não era a desejada. Com o objetivo de
reestabelecer a concentração de 1 mol/L, o aluno terá que fazer uma diluição, de maneira a reduzir
essa concentração: de 1,25 mol/L para 1 mol/L:
M¹ . V¹ = M². V²
1,25 = 0,4 = 1 . V²
V² = 0,5 L
Sendo assim, o volume de água adicionado deverá ser 0,5 – 0,4 = 0,1 L = 100 mL
Por apresentarem esta relação estequiométrica, torna-se possível determinar informações tais como a
concentração de soluções desconhecidas.
A operação que permite determinar concentrações desconhecidas a partir da adição de uma solução
de concentração conhecida com a ocorrência de uma reação química entre um ácido e uma base
chama-se titulação.
A titulação é feita pela reação entre um ácido e uma base, onde a concentração de um deles é
conhecida e a do outro não. Conhecida uma das concentrações, adiciona-se lentamente, sobre a
solução que se deseja determinar a concentração, o líquido contendo a solução de concentração
conhecida. A partir do volume de solução utilizado, é possível determinar a concentração da solução
de concentração desconhecida.
A titulação ocorre na presença de um indicador ácido-base, que será o responsável por indicar o
ponto em que a reação terminou, a partir da mudança de coloração da solução. Esse ponto é
chamado de ponto de equivalência.
A titulação também pode ser realizada pela adição da solução de concentração desconhecida sob a
solução de concentração conhecida.
Para realizar a titulação, é necessário conhecer: a concentração de uma das soluções; o volume da
solução desconhecida e o volume da solução conhecida. A partir dessas informações, será possível
calcular a concentração da solução desconhecida.
OBSERVAÇÃO
Para que o cálculo da concentração esteja correto, a equação química precisa estar corretamente
balanceada.
Exemplo:
Suponha que se deseja descobrir a concentração de uma solução de HCl partindo-se de um volume
de 25 mL. Para tal, dispõe-se de uma solução 0,1 M de NaOH. Sabe-se que foram necessários 10 mL
de NaOH para completa neutralização. Com base no exposto, determine a concentração do ácido.
Resolução:
M=n/V
n = M/ V = 0,1 . 0,01 L
A partir da proporção estequiométrica (1:1) entre o ácido e a base, tem-se que o número de mols de
HCl neutralizados foi igual a 10-³. Sendo assim:
Mᴬ . Vᴬ . Xᴬ = Mᴮ . Vᴮ e Xᴮ
EXÉRCICIOS RESOLVIDOS
01. Neutraliza-se 50 mL de solução aquosa de hidróxido de sódio 0,10 mol/L com 50 mL de solução
aquosa de ácido clorídrico 0,10 mol/L Nessa reação, há formação de água. As espécies Na+ e Cl- são
íons espectadores.
Admitindo como desprezível a expansão de volume como resultado dessa reação, a concentração de
Cl- em quantidade de matéria (mol/L) na solução resultante é aproximadamente igual a:
a) 0,05
b) 0,10
c) 0,14
d) 0,18
e) 0,20
Resolução: A
Primeiro, deve-se calcular a quantidade de mols que irão reagir:
Como a proporção de ácido e de base, e de sal, é de 1:1:1, conclui-se que todo a base presente é
neutralizada por toda a base presente.
Para calcular a concentração de íons Cˡ⁻, leva-se em consideração que o sal formado se dissocia:
[Cl⁻] = 50 . 10⁻³
a) 0,10 mol/L
b) 0,05 mol/L
c) 0,010 mol/L
d) 1,0 mol/L
e) 0,5 mol/L
Resolução: D
Note pela fórmula do NaOH que este apresenta um íon hidroxila, OH-, enquanto o H²SO⁴ apresenta
dois íons H+. Ou seja, Xᴬ = 2; Xᴮ = 1.
Assim:
Mᴬ . Vᴬ . Xᴬ = Mᴮ . Vᴮ . Xᴮ
1,18 . 21,2 . 2 = Mᴮ . 50 . 1
Mᴮ = 1 mol/L
PROPRIEDADES COLIGATIVAS
As propriedades coligativas são propriedades observadas em uma solução com a adição de um
soluto não volátil na mesma. A presença desse soluto não-volátil faz com que a solução
apresente propriedades distintas da solução contendo apenas o soluto de início.
Essas propriedades independem da natureza do soluto, dependendo apenas da quantidade de
partículas presentes em solução.
TIPOS DE SOLUÇÃO
Exemplo:
Exemplo:
1 mol de NaCl irá resultar em 2 mols de partículas em solução, sendo 1 mol de Na+ e 1 mol de Cl–:
PRESSÃO DE VAPOR
A pressão de vapor pode ser entendida como uma medida de volatilidade. Quanto maior a pressão de
vapor, mais volátil é a substância; e quanto menor, menos volátil.
OBSERVAÇÃO
Para que um líquido entre em ebulição é preciso que a pressão de vapor se iguale com a pressão
ambiente. Assim, quanto menor for a pressão de vapor, maior o ponto de ebulição da substância.
Vale observar que, mudando-se a pressão de vapor, altera-se também o ponto de ebulição da
solução.
A pressão de vapor das substâncias irá depender do tipo de ligação intermolecular que as moléculas
desta exercem entre si.
Observe que o NaCl, por ser uma substancia iônica, apresenta maior ponto de ebulição, e portanto,
menor pressão de vapor.
Já o álcool, por apresentar interações intermoleculares do tipo ligação de hidrogênio, apresenta ponto
de ebulição alto (porém, menor que o de substancia iônicas). Assim, sua pressão de vapor é maior
que a do cloreto de sódio.
Por fim, o éter, por apresentar um tipo de interação intermolecular mais fraca que as demais (dipolo-
dipolo) irá apresentar maior pressão de vapor.
OBSERVAÇÃO
Temperatura: Quanto maior a temperatura de um líquido, maior será sua facilidade em evaporar.
Com isso, a pressão de vapor aumenta.
Natureza das interações: Quanto mais fracas as interações intermoleculares que mantém as
moléculas de um líquido unidas, maior será sua pressão de vapor, já que seu grau de evaporação
será maior.
TONOSCOPIA
É a diminuição da pressão de vapor pela adição de um soluto não volátil. Quanto maior a quantidade
de partículas dissolvidas, menor a pressão de vapor.
EBULIOSCOPIA
É a elevação do ponto de ebulição pela adição de um soluto não volátil. Essa propriedade é
decorrente da tonoscopia, uma vez que a adição de soluto não volátil ocasiona uma diminuição na
pressão de vapor – aumentado, consequentemente, o ponto de ebulição.
Exemplo: a adição de cloreto de sódio à água faz com que a ebulição da mesma ocorra acima de
100 ºC. As partículas decorrentes da dissociação do sal (Na+ e Cl-) retém as moléculas de água,
dificultando a vaporização.
Cabe frisar que, quanto maior a concentração, maior a quantidade de partículas em solução,
aumentando o efeito ebulioscópico.
CRISPOCOPIA
É a diminuição da temperatura de congelamento de um líquido pela adição de um soluto não volátil.
As partículas dispersas em solução dificultam o processo de congelamento.
Exemplo: a adição de sal grosso ao gelo diminui o ponto de congelamento da água. Isso é útil
quando se deseja fazer com que bebidas imersas no gelo resfriem mais rapidamente.
OBSERVAÇÃO
Em países muito frios ou muito quentes é indicado que as pessoas adicionem à água dos radiadores
(responsáveis pela refrigeração de motores) uma substância chamada aditivo. Os radiadores são
usados como resfriadores dos motores. Os aditivos são solutos não voláteis, e ao serem adicionados
à água, alteram suas propriedades. Em países quentes, o aditivo faz com que o seu ponto de ebulição
da água aumente, o que retarda a sua ebulição. Em países muito frios, a presença do aditivo faz com
que se reduza o ponto de congelamento, impedindo que a água congele.
PRESSÃO OSMÓTICA
A pressão osmótica (π) é a pressão externa necessária para que se evite a ocorrência do fenômeno
de osmose. Qualitativamente, a pressão osmótica (π) pode ser definida como:
π=M⋅R⋅T⋅i
Onde:
T = temperatura (K)
i = fator de Van’t Hoff, que é igual ao número de mols de partículas em solução. Em soluções
moleculares, o valor de i será sempre igual a 1.
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
a) C, A, B.
b) B, A, C.
c) A, B, C.
d) C, B, A.
Resolução: B
A solução B é molecular, logo, não sofre dissociação/ ionização. Ou seja, se a concentração é 0,1
mol/L, serão formados 0,1 mol de partículas.
Quanto maior o número de partículas em solução, maior o efeito ebulioscópico, ou seja, maior a
temperatura de ebulição. Sendo assim, em termos de temperatura de ebulição, tem-se: C > A > B,
uma vez que há, respectivamente, 0,3 mols, 0,2 mols e 0,1 mols de partículas em solução,
respectivamente.
02. (UECE) A purificação da água através do processo de osmose é citada, em 1624, na obra Nova
Atlântida, de Francis Bacon (1561-1626). A dessalinização de uma solução de sulfato de alumínio
pelo processo citado acima ocorre utilizando-se uma membrana semipermeável. Considerando a
concentração em quantidade de matéria da solução 0,4 mol/L, 0 admitindo-se o sal totalmente
dissociado e a temperatura de 27 ºC, a diferença da pressão osmótica que se estabelece entre os
lados da membrana no equilíbrio, medida em atmosferas, é
a) 39,36.
b) 49,20.
c) 19,68.
d) 29,52.
Resolução: B
Antes de aplicar na fórmula, deve-se levar em consideração que o sulfato de alumínio é um composto
iônico, e sofrerá dissociação em meio aquoso:
Al²(SO⁴)³⁽ˢ⁾ ➝ 2 Al³⁺ (aq) + 3 SO4²⁻(aq)
1 mol 2 mol 3 mol
Note que após a dissociação foram formados 5 mols de partículas em solução. Logo, tem-se que i =
5.
π=i⋅M⋅R⋅T
π = 5 ⋅ 0,4 ⋅ 0,082 ⋅ (273 + 27)
π = 49,20 atn
CINÉTICA QUÍMICA 1
Cinética química é o ramo da físico-química que estuda a velocidade das reações, bem como os
fatores que interferem diretamente na velocidade. Mas, para que uma reação química aconteça, é
preciso que haja contato e afinidade química entre os reagentes.
Além do contato e afinidade, também é necessária uma orientação favorável na colisão entre as
moléculas de reagente, e uma determinada energia, chamada energia de ativação, deve ser atingida
para que a reação de fato ocorra, o que se inicia após a formação do complexo ativado.
Energia de ativação: é a energia mínima necessária para que a reação inicie, ou seja, para que se
inicie a formação do complexo ativado.
Vᴹ = ∆quantidade / ∆tempo
CONCENTRAÇÃO
Para que uma reação química ocorra, é necessário que as moléculas de reagentes se choquem em
uma posição favorável. Esse choque é chamado de efetivo. É razoável prever, então, que quanto
maior a quantidade de moléculas, maior a velocidade da reação. Assim, quanto maior a concentração,
maior a quantidade de moléculas, e maior a possibilidade de se obter choques efetivos:
SUPERFÍCIE DO CONTATO
É a área exposta para que os reagentes se encontrem realizando um choque efetivo. Assim, quanto
maior a superfície de contato, maior a chance dos reagentes se encontrarem, ampliando a
probabilidade de um choque efetivo:
TEMPERATURA
O aumento da temperatura provoca o aumento da energia cinética, o que faz com que as moléculas
fiquem mais agitadas, aumentando o movimento das partículas. Assim, a probabilidade das moléculas
se encontrarem é maior, e consequentemente, maior será a chance de ocorrerem choques efetivos.
CATALISADOR
É uma substância química capaz de reduzir a energia de ativação de uma reação, ao propor um
caminho energeticamente mais favorável, ou seja, de menor energia. Os catalisadores participam da
reação, mas não são consumidos no processo.
A consequência da redução da energia de ativação faz com que a reação ocorra mais rapidamente.
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. (IFCE) Um aluno, ao organizar os materiais de sua pesquisa em um laboratório químico, não
observou e deixou em um mesmo armário placas de zinco junto com solução aquosa de ácido
clorídrico. Tal fato pode levar à ocorrência da seguinte reação:
Resolução: D
Resolução: A
VM = Δ concentração / Δ tempo
CINÉTICA QUÍMICA 2
Aprenda sobre a Lei da Velocidade e Ordem de uma Reação.
LEI DA VELOCIDADE
A velocidade de uma reação química é diretamente proporcional ao produto das concentrações dos
reagentes, sendo estas concentrações elevada a ordem da reação em relação à cada um dos
reagentes.
Além disso, a velocidade também está relacionada à uma constante, k, chamada constante de
proporcionalidade, que é específica para cada reação química e depende apenas da temperatura.
De forma geral, a lei da velocidade para a reação A + B → C + D pode ser expressa por
v = k ⋅ [A]x ⋅ [B]y
Onde
v = velocidade da reação
k = constante da proporcionalidade
[ ] = concentração dos reagentes (mol/L)
x e y = expoentes determinados experimentalmente.
ORDEM DA REAÇÃO
Ordem zero: quando a velocidade não sofre alteração coma variação da concentração de um
reagente. Isto quer dizer que o reagente em questão não interfere na velocidade da reação.
Primeira ordem: quando a velocidade é diretamente proporcional à concentração. Logo, o expoente
é igual a 1. Uma reação ser de primeira ordem em relação à um determinado reagente quer dizer por
exemplo, que se dobrarmos a concentração desse reagente, a velocidade da reação também irá
dobrar.
Além disso, pode-se determinar a ordem da reação, que é determinada pela soma dos expoentes dos
reagentes.
Reações elementares: ocorrem em uma única etapa. A ordem da reação em relação a cada
reagente é numericamente igual aos coeficientes estequiométricos da reação.
Exemplo:
v = k[H²]¹ ⋅ [I²]
Reações não elementares: ocorrem em mais de uma etapa, sendo a etapa lenta a determinante da
velocidade. A ordem da reação em relação aos reagentes é determinada experimentalmente.
Exemplo:
Para determinar a ordem de cada reagente, é feita a comparação entre dois experimentos, onde a
concentração do reagente que se deseja determinar a ordem varia de um experimento para outro,
enquanto a concentração dos demais reagentes permanece constante. Deve-se realizar este
procedimento com todos os reagentes da reação: enquanto o que se deseja analisar deve ter sua
concentração alterada, a dos demais devem permanecer constante. Assim, será possível verificar
qual a influencia de cada um dos reagentes sobre a velocidade da reação.
Experimento 2 e 3: [A] se mantém constante, enquanto a [B] dobra. Como a velocidade também
dobra, a ordem de [B] é igual a 1.
Experimento 1 e 2: [B] se mantém constante, enquanto [A] dobra. Como a velocidade quadriplica, a
ordem de [A] é igual a 2.
v = k[A]² ⋅ [B]¹
Nos casos onde o reagente for aquoso, considera-se que este apresenta grau de liberdade
semelhante ao estado gasoso.
Exemplo:
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. (IFSUL) Os veículos emitem óxidos de nitrogênio que destroem a camada de ozônio. A reação em
fase gasosa ocorre em duas etapas:
a) v = k[O³][NO²]
b) v = k[NO²][NO³]
c) v = k[O²][NO³]
d) v = k[N²O⁵]
Resolução: A
Quando a reação é não elementar, ou seja, quando ocorre em mais de uma etapa, os coeficientes da
expressão da velocidade são determinados pelos coeficientes estequiométricos dos reagentes da
etapa lenta.
Assim:
1 O³ + 1 NO² ➞ 1 O² + 1 NO³
v = k[O³]¹ . [NO²]¹
02. (UEPA) De um modo geral, a ordem de uma reação é importante para prever a dependência de
sua velocidade em relação aos seus reagentes, o que pode influenciar ou até mesmo inviabilizar a
obtenção de um determinado composto.
Sendo assim, os dados da tabela abaixo mostram uma situação hipotética da obtenção do composto
“C”, a partir dos reagentes “A” e “B”.
A partir dos dados da tabela acima, é correto afirmar que a reação: A + B → C, é de:
Resolução: A
Note que neste intervalo (1-3), a concentração de A dobra, enquanto a velocidade quadruplica. Sendo
assim, a ordem da reação em relação a A é igual a 2.
Note que neste intervalo (1-2), a concentração de B dobra, enquanto a velocidade permanece
constante, ou seja, não sofre alteração. Isso significa que a ordem da reação em relação a B é igual a
0.
A expressão da velocidade para esta reação é: v = k [A]² ⋅ [B]⁰, ou seja, v = k [A]². Assim, pode-se
concluir que a reação é de 2ª ordem em relação a “A” e de ordem zero em relação a “B”.
QUÍMICA AMBIENTAL
Os avanços tecnológicos vem causando um desequilíbrio na relação dos seres humanos com a
natureza, acarretando em sérias consequências ao meio ambiente. Dentre eles, destacam-se a
chuva ácida, o aquecimento global, o “buraco” na camada de ozônio e o problema do lixo.
CHUVA ÁCIDA
A atmosfera é composta basicamente por nitrogênio (71%), oxigênio (28%) e outros gases (1%), tais como
argônio (Ar) e gás carbônico (CO2 ), além de vapor d’água (H2 O).
Nos locais onde há um certo nível de poluição, sobretudo em centros urbanos e industriais, outras
substâncias passam a integrar o ar atmosférico, tais como os anidridos sulfúrico e sulforoso, SO3 e SO2 ;
monóxido de nitrogênio e dióxido de nitrogênio, NO e NO2 ; fuligem (C); por exemplo.
Dentre as substâncias citadas, os óxidos são aqueles que irão causar o problema ambiental denominado
chuva ácida.
Uma das consequências da chuva ácida é a corrosão de monumentos à base de calcário
Naturalmente, a chuva já apresenta caráter ácido devido à presença de CO2 na atmosfera. O CO2 reage
com a água presente na atmosfera produzindo ácido carbônico (H2 CO3 ). A presença desse ácido, que é
fraco, faz com que o pH da chuva esteja na faixa de 5,6 (o que torna água levemente ácida) devido à sua
ionização.
Essa reação é representada por um equilíbrio, uma vez que o ácido carbônico é instável:
CO2 + H2 O ⇌ H2 CO3
O dióxido de enxofre é oxidado pelo oxigênio presente na atmosfera, levando a formação de SO3 , que,
em contato com a água, forma ácido sulfúrico, H2 SO4 .
SO2 + O2 → SO3
SO3 + H2 O → H2 SO4
Já a formação de NO2 se dá a partir da ação de raios e descargas elétricas sobre os gases nitrogênio e
hidrogênio:
N2 + O2 → 2 NO
2 NO + O2 → 2 NO2
Além dos gases citados, o aumento da emissão de CO2 pela queima de combustíveis fósseis também tem
contribuído para o aumento da acidez da água da chuva.
A atividade industrial é uma das responsáveis pelo aumento da emissão de SO² na atmosfera
• Destruição de lavouras, o que gera impacto na economia e aumento dos preços de produtos.
Impacto sobre a fauna e flora é um dos problemas causados pela chuva ácida
A estimativa é que o homem lance na atmosfera cerca de 100 milhões de toneladas de SO2 e 70 milhões
de toneladas de óxidos nítricos por ano. A principal forma de combater o problema da chuva ácida é
reduzir a emissão de combustíveis fósseis.
EFEITO ESTUFA
O efeito estufa é um fenômeno natural, responsável por manter a temperatura média da Terra, permitindo
a existência da vida. Sem esse fenômeno, a vida tal como conhecemos, não existiria.
O planeta Terra é constantemente atingindo por radiação infravermelha (IV) presente nos raios solares. A
Terra, por sua vez, tenderia a irradiar toda essa energia de volta para a superfície, mas não o faz devido a
presença da atmosfera, composta de gases denominados estufa. Assim, a radiação tem dificuldade em
voltar ao espaço.
Os gases estufa absorvem parte dessa radiação, retendo-a. Dessa maneira, a superfície recebe energia,
ficando mais quente do que estaria sem a presença desses gases na atmosfera. Os principais gases
estufa são gás carbônico, CO2 , vapor d’água, H2O, e metano, CH4 . Na verdade, todo gás que é emitido
a atmosfera e que tenha a capacidade de absorver radiação, pode atuar como um gás estufa.
Sem o efeito estufa, a Terra teria uma temperatura média de 10ºC, o que inviabilizaria a existência de vida.
Assim, o efeito estufa é um fenômeno natural e imprescindível a vida. O grande problema, é que, devido a
atividade antrópica, o efeito vem sendo intensificado, causando o problema ambiental denominado
aquecimento global.
AQUECIMENTO GLOBAL
Quando há excesso de emissão de gases estufa mais energia é retida a partir da radiação, o que leva à
um maior aquecimento da Terra. A tendência, com o passar dos anos, é o que efeito estufa se intensifique
cada vez mais, levando ao aumento da temperatura média da Terra.
O efeito estufa tem se intensificado pelo aumento da emissão de gases estufa na atmosfera, devido à
ação antrópica.
Gases que intensificam o efeito estufa:
• Gás Carbônico (CO2) → É emitido via fontes naturais como respiração, decomposição de plantas
e animais e queimadas das florestas, e fontes não naturais como queima de combustíveis fósseis,
desmatamento e queima da biomassa.
• Metano (CH4) → é o segundo gás de importância na “estufa gasosa”. As principais fontes são
arrozais, pântanos, gás natural e queima da biomassa. A permanência do metano na atmosfera é
cerca de 10 anos, mas em termos de aquecimento, esse gás é 20 vezes mais potente que o CO2 .
• Clorofluorcarbonetos (CFC’s) → São grupos de componentes produzidos artificialmente, formado
por moléculas de metano ou etano com a substituição de hidrogênio por átomos de cloro e flúor.
Os principais são CCl3 F e CClF2 . Esse gás era muito utilizado em aerossóis e em sistemas de
refrigeração, por exemplo. A potência dos CFCs como gás-estufa é 10 mil vezes maior que o CO2 .
• Hexafluoreto de Enxofre (SF6) → Esse gás tem potencial estufa cerca de 25 mil vezes maior que
o CO2 e tempo de vida médio de 2 anos. É utilizado como isolante em instalações elétricas,
transformadores e cabos subterrâneos.
O aquecimento global, por causar o aumento da temperatura média da Terra, tem como
consequência:
• Derretimento das calotas polares, causando o aumento dos níveis dos oceanos, podendo provocar
inundações em cidades e alagamentos em ilhas;
• A seca poderá tornar a terra árida e imprópria para o cultivo, afetando a produção de alimentos; poderá
ocorrer também o fenômeno da (desertificação);
• A falta de chuva poderá causar esgotamento das hidrelétricas, afetando a disponibilidade de energia
elétrica;
• Maior incidência de câncer de pele na população, causado pelo aumento da radiação incidente.
Tendo em vista os inúmeros problemas causados pela intensificação do efeito estufa, percebe-se
a importância de minimizar o impacto desse fenômeno, e o caminho é a redução da emissão de
gases estufa na atmosfera pela atividade antrópica, reduzindo a queima de combustíveis fósseis,
por exemplo.
CAMADA DE OZÔNIO
A camada de ozônio é uma fina camada contendo gás ozônio, O3, localizada, na estratosfera, e é
a responsável por absorver uma quantidade significativa de radiação ultravioleta, radiação esta
nociva aos seres vivos.
A destruição dessa camada a partir de atividades humanas veio crescendo ao longo dos anos
pela emissão de gases pouco reativos que apresentam cloro, chamados de CFC’s, o que fez com
que estes se acumulassem na baixa atmosfera. Quando os CFC’s entram em contato com a
estratosfera, sofrem ação dos raios ultravioleta, o que leva à formação de radicais livres.
OBSERVAÇÃO
Cl + O3 → ClO + O2
ClO + O → Cl + O2
O3 + O → 2 O2
Essa reação, por ser irreversível, faz com que o ozônio atacado pelo oxigênio nascente não
possa ser recuperado, contribuindo para a destruição da camada de ozônio.
Os CFCs são extremamente nocivos, pois um único radical livre de cloro é capaz de destruir
cerca de 100 mil moléculas de ozônio. A destruição gradual da camada de ozônio faz com que
esta vá perdendo a sua função de filtrar a radiação UV, radiação nociva aos seres vivos.
A destruição das moléculas de ozônio pode ser evidenciada em imagens de satélites pela
presença de um buraco, o que justifica a utilização do termo “buraco” na camada de ozônio.
Conforme esse buraco vai aumentando, mais radiação UV consegue chegar na Terra, levando à
inúmeros problemas, tais como aumento da incidência de câncer na população, danos ao sistema
imunológico, impacto na cadeia alimentar ocasionado pela redução da atividades dos
fitoplânctons, dentre outros.
OBSERVAÇÃO
Com o objetivo de estabelecer ações que visam reduzir a emissão de substâncias que contribuem
para a destruição da camada de ozônio, criou-se o Protocolo de Montreau, um tratado
internacional que teve início em 1 de janeiro de 1989. Desde então, este protocolo tem sido bem-
sucedido, uma vez que a emissão de gases que danificam a camada de ozônio tem reduzido com
o passar dos anos. Caso os países cumpram com suas promessas, estima-se que será possível
reduzir o problema do buraco na camada de ozônio, alcançando a dimensão que este
apresentava na década de 80.
O PROBLEMA DO LIXO
Na natureza, como colocado por Lavoisier, nada se perde, tudo se transforma. O mesmo ocorre
com o lixo. Lixo pode ser definido como todo resíduo sólido que não tem mais valor. Mas nem
todo lixo é inútil, e se destinado corretamente, pode ser reutilizado ou reaproveitado, evitando
uma série de problemas ambientais.
O lixo formado por resíduos provenientes de matéria orgânica se decompõe pela ação de micro-
organismos. Assim tem sido durante muito tempo, onde o nosso lixo orgânico servia de alimento
para outras formas de vida, sendo o ciclo natural do lixo. Porém, com a crescente
industrialização, resíduos de origem não natural tem sido cada vez mais comuns, tornando o lixo
um problema.
Os avanços tecnológicos exigem cada vez mais a utilização de matéria prima – aumentando a
quantidade de lixo gerada e afetando seriamente o meio ambiente. Essa atitude mostra que a
sociedade moderna rompeu com o ciclo natural do lixo. Por essa razão, é preciso adotar novas
soluções para lidar com o lixo gerado, diminuindo o impacto do seu descarte ao planeta.
• enchentes;
• degradação do ambiente;
• doenças.
• Reciclagem;
• Redução do consumo desenfreado;
Uma das soluções para a redução de lixo gerador de matéria orgânica é a produção de biogás.
Bactérias fermentadoras de matéria orgânica produzem gás metano e dióxido de carbono, uma
mistura que constitui um gás inflamável, que pode ser utilizado como combustível: o biogás.
Esse processo ocorre naturalmente nos aterros e lixos. Mas, se realizado artificialmente, é capaz
de produzir biogás, uma fonte energética renovável e limpa ou seja, um biocombustível.
OBSERVAÇÃO
Alguns materiais são considerados resíduos perigosos aos seres humanos por apresentarem
metais pesados, tais como chumbo, cádmio, mercúrio e níquel. Esses produtos são tóxicos pois
podem se acumular nos tecidos. Esse acúmulo provoca sérias alterações no organismo, atingindo
os sistemas nervoso e imunológico, podendo causar distúrbios genéticos (mutação), que pode
levar ao aparecimento de cânceres.
Exemplos de materiais que podem representar lixos perigosos são pilhas, bateria e lâmpadas
fluorescentes.