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Planejamento Estratégico Governamental e PES

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Índice:

[Link]ção.....................................................................................................................................2
2. Objectivos :..................................................................................................................................3
2.1. Geral :....................................................................................................................................3
2.2. Específicos:...........................................................................................................................3
3. Planeamento estratégico..............................................................................................................4
3.1. Tipos de planejamento........................................................................................................4
3.1.1. Planeamento estratégico.....................................................................................................5
3.1.2. Planejamento tático............................................................................................................5
3.1.3. Planejamento operacional..................................................................................................5
3.2. Planeamento estratégico governamental...................................................................................6
3.3. Um método de planeamento governamental para os novos tempos.........................................6
3.4 Planeamento estratégico na perspectiva participativa...............................................................6
3.5. Planeamento estratégico situacional (PES)..............................................................................7
3.6 Momentos de Planeamento estratégico e situacional................................................................9
4. Conclusão:.................................................................................................................................11
5. Bibliografia................................................................................................................................12
[Link]ção

A implementação de planeamento estratégico governamental é crucial para que um Estado possa


conduzir sua trajetória de desenvolvimento de forma eficaz, interagindo de maneira inovadora e
diferenciada com os desafios e oportunidades que se apresentam. Este processo visa estabelecer
uma visão de futuro para o país, alinhando meios e fins de maneira coerente e efetiva. Neste
contexto, surge o Planeamento Estratégico Situacional (PES), um método que reconhece a
dinâmica complexa do jogo social, levando em consideração a interação de atores diversos,
interesses conflitantes e a incerteza do futuro.

Ao longo deste texto, exploraremos os fundamentos do planeamento estratégico governamental,


destacando a importância da abordagem situacional proposta por Carlos Matus. Veremos como o
PES se diferencia do planeamento tradicional, enfatizando a necessidade de constante adaptação
e reflexão diante das condições internas e externas em constante evolução. Além disso,
examinaremos os três elementos-chave do triângulo do governo proposto por Matus: projeto de
governo, capacidade de governar e governabilidade.

Abordaremos também os quatro momentos do PES, desde o momento explicativo, passando pelo
normativo, estratégico, até chegar ao táctico-operacional. Cada fase desse processo é
fundamental para a construção de uma visão de futuro consistente e a efetivação das ações
necessárias para alcançá-la. Este texto busca oferecer uma compreensão abrangente do
planeamento estratégico governamental, destacando sua importância na condução eficiente de
políticas públicas e no enfrentamento dos desafios contemporâneos.
2. Objectivos :

2.1. Geral :

 Compreender o conceito de planeamento estratégico e sua aplicação em diferentes


contextos e analisar a relevância do planeamento estratégico governamental para a
eficiência e eficácia na condução de políticas públicas.

2.2. Específicos:

 Explorar em detalhes o conceito e os fundamentos do planeamento estratégico situacional


(PES).
 Investigar as características distintivas do planeamento estratégico governamental.
 Desdobrar os quatro momentos do PES, desde o explicativo até o táctico-operacional,
destacando suas contribuições para a tomada de decisões estratégicas.
 Proporcionar uma compreensão aprofundada sobre a interação entre os elementos do
triângulo do governo proposto por Carlos Matus: projeto de governo, capacidade de
governar e governabilidade.
3. Planeamento estratégico

Estratégia é um caminho, ou maneira, ou acção formulada e adequada para alcançar,


preferencialmente de maneira diferenciada, as metas, os desafios e os objectivos estabelecidos,
no melhor posicionamento da empresa perante seu ambiente.

Estratégia é a determinação de metas básicas a longo prazo e dos objectivos de uma empresa, e a
adopção das linhas de acção e aplicação dos recursos necessários para alcançar essas metas
(Chandler Jr., 1962, p. 13)

“O planeamento estratégico surgiu em oposição ao planeamento tradicional, que efetuava planos


fixos, determinados. Esses se mostraram ineficientes, ao tentar apreender a realidade de um
único ponto de vista. O relativismo e a visão sistémica foram incorporados ao planeamento, que
passou a ter como premissa uma constante readaptação, baseada na análise dos ambientes interno
e externo. Vários outros factores passaram a ser considerados para se garantir a eficiência do
planeamento.” (Silva, 2006, p. 14).

3.1. Tipos de planejamento

Na consideração dos grandes níveis hierárquicos, podem-se distinguir três tipos de


planejamento:

 Planejamento estratégico;
 Planejamento tático;
 Planejamento operacional.

De forma genérica, podem-se relacionar os tipos de planejamento aos níveis de decisão numa
pirâmpide organizacional.

De forma resumida, o planejamento estratégico relaciona-se com objetivos de longo prazo e com
estratégias e ações para alcançá-los que afetam a empresa como um todo, enquanto o
planejamento tático relaciona-se a objetivos de mais curto prazo e com estratégias e ações que,
geralmente, afetam somente parte da empresa.
3.1.1. Planeamento estratégico

O planejamento estratégico é o processo administrativo que proporciona sustentação


metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa, visando ao
otimizado grau de interação com os fatores externos - não controláveis - e atuando de form a
inovadora e diferenciada. O planejamento estratégico é, normalmente, de responsabilidade dos
níveis mais altos da empresa e diz respeito tanto à formulação de objetivos quanto à seleção dos
cursos de ação a serem seguidos para sua consecução, levando em conta as condições externas e
internas à empresa e sua evolução esperada. Também considera as premissas básicas que a
empresa, como um todo, deve respeitar para que o processo estratégico tenha coerência e
sustentação decisória.

3.1.2. Planejamento tático

Tem por objetivo otimizar determ inada área de resultado e não a empresa como um todo.
Portanto, trabalha com decomposições dos objetivos, estratégias e políticas estabelecidos no
planejamento estratégico.

O planejamento tático é desenvolvido pelos níveis organizacionais intermediários, tendo como


principal finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução de objetivos
previamente fixados, segundo uma estratégia predeterminada, bem como as políticas orientativas
para o processo decisório da empresa.

3.1.3. Planejamento operacional

O planejamento operacional pode ser considerado como a formalização, principalmente através


de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas.
Portanto, nesta situação temse, basicamente, os planos de ação ou planos [Link]
planejamentos operacionais correspondem a um conjunto de partes homogêneas do planejamento
tático.

3.2. Planeamento estratégico governamental


O planeamento estratégico governamental, doravante PEG, diz respeito à capacidade que o
Estado tem em construir, criativamente e interactivamente com a sociedade, uma visão de futuro
do país e de si mesmo, concatenando meios e fins suficientes e necessários para sua execução.

O planeamento estratégico governamental é um conjunto de referenciais teóricos, processos


administrativos, aplicação de ferramentas e técnicas organizacionais que objectivam definir uma
visão de futuro de médio e longo prazo, bem como as principais instituições e processos que
asseguram coerência e efectividade entre meios e fins para o seu alcance.

3.3. Um método de planeamento governamental para os novos tempos

Para fazer frente a tais situações, Carlos Matus avaliou criticamente a sua própria experiência
como planeador (Ilpes/Cepal, assessoramento a inúmeros países, ministro do Planeamento do
Chile, durante o Governo Allende), encarando realisticamente os processos de governar,
principalmente devido ao fracasso dos governantes imbuídos de altos propósito e portadores de
generosos programas de transformação nacional.

A partir de agudas reflexões e da concepção de novos conceitos, de um novo marco teórico


referencial, de novos métodos e técnicas, produziu (entre os anos 1970 e 1990 do século XX)
uma poderosa síntese : o planeamento estratégico situacional.

Matus entende o processo de governar como um jogo social dinâmico e complexo, cuja
complexidade decorre da existência de atores sociais criativos (não meros agentes com
comportamento previsível), com diferentes interesses e na presença de conflitos variados (José &
Ronaldo, 2014,p.19 ).

E o tempo da acção é o presente. Planear passa a ser o cálculo que precede e preside a acção; ou
colocar conhecimento e informação a serviço da decisão sobre como, com quem, onde e quando
agir para realizar os objectivos maiores do plano.

3.4 Planeamento estratégico na perspectiva participativa

O planeamento estratégico na perspectiva participativa envolve a colaboração ativa de várias


partes interessadas no processo de formulação e implementação da estratégia organizacional.
Isso pode incluir funcionários, clientes, fornecedores e outros parceiros relevantes. A abordagem
participativa busca reunir insights e conhecimentos diversos para criar estratégias mais
abrangentes e sustentáveis, promovendo um maior engajamento e comprometimento com os
objetivos da organização.

Na perspectiva participativa do planeamento estratégico, as organizações buscam envolver uma


ampla gama de partes interessadas no processo de formulação e implementação da estratégia.
Isso inclui não apenas os líderes e gestores da organização, mas também funcionários de todos os
níveis hierárquicos, clientes, fornecedores, comunidade local e outras partes interessadas
relevantes.

Essa abordagem reconhece que diferentes grupos têm perspectivas, experiências e


conhecimentos únicos que podem contribuir para uma estratégia mais robusta e bem-sucedida.
Ao incorporar essas diversas vozes, o planeamento estratégico participativo pode resultar em
uma maior compreensão dos desafios enfrentados pela organização, bem como em soluções mais
criativas e eficazes.

Além disso, a participação activa das partes interessadas no processo de planeamento estratégico
pode aumentar o comprometimento e a motivação para implementar a estratégia. Quando as
pessoas se sentem ouvidas e valorizadas, estão mais propensas a apoiar as decisões estratégicas e
trabalhar em prol dos objetivos organizacionais.

Em resumo, o planeamento estratégico na perspectiva participativa pode ser uma ferramenta


poderosa para promover o engajamento das partes interessadas, aumentar a qualidade das
decisões estratégicas e fortalecer a implementação da estratégia organizacional

3.5. Planeamento estratégico situacional (PES)

Matus (1993) apresentou o PES - Planeamento Estratégico Situacional, como uma alternativa ao
planeamento tradicional. Tem como características: o subjectivismo, em que cada indivíduo tem
sua interpretação dos fatos mediante suas crenças, experiências e posição no jogo social; a
elaboração de planos e propostas a partir de problemas e a incerteza sobre o futuro, como
possível prever, mas impossível predizer.

Matus defende que as acções de planeamento estão inseridas em um contexto que ultrapassa o
cenário e atores do presente, para ele: planejar é tentar submeter o curso dos acontecimentos à
vontade humana, não deixar que nos levem e devemos tratar de ser condutores de nosso próprio
futuro, trata-se de uma reflexão pela qual o administrador público não pode planejar
isoladamente, esta se referindo a um processo social, no qual realiza um ato de reflexão, que
deve ser coletivo, ou seja, planeja quem deve atuar como indutor do projeto. (Matus,1993, p.13)

O planeamento estratégico situacional (PES): pode ser resumido como sendo o sistema que
suporta o agir no presente (do dirigente) com direccionalidade, rumo a situação do objectivo.
Para governar com êxito (realizar o que prometeu) é necessário conseguir, permanentemente, o
manejo equilibrado de três variáveis-chave: projecto de governo, a capacidade de governar e a
governabilidade, que compõem o que Matus chama de triângulo do governo. (José & Ronaldo,
2014, p.20)

Projecto do governo: é o propositivo do programa que um governo e seu partido (ou coligação)
se comprometem a realizar.

Capacidade de governar: é a capacidade do governante e sua equipa (capacidade intelectual,


firmeza ideológica, experiencia, conhecimento instrumental), as capacidades institucionais, a
organização do aparato técnico-administrativo, as informações disponíveis, os métodos de
planeamento.

Governabilidade: entende se como sendo o maior ou o menor controle de recursos (políticos,


económicos, cognitivos, organizacionais) necessários para realizar os objectivos pretendidos e
enfrentar os problemas que se apresentem.

Assim definidos, percebe-se que essas três variáveis inter-relacionam-se continuamente,


influenciando se mutuamente.

Quem tem capacidade de governo selecciona problemas (o projecto) com base em acurada
analise, estabelece objectivos com precisão e viabilidade inicial, construindo governabilidade
progressiva.

Um projecto de governo mal desenhado refarte baixa capacidade de governo, que, por sua vez,
pode conduzir a redução dos recursos sob controle do governante (que ira para o controle de
outros actores sócias).
Elevada capacidade de governo permite a realização do projecto de governo, trazendo consigo
um acumulo de recursos de poder (governabilidade), e possibilitando a implementação de
transformações mais avançadas.

Governar exige, portanto, o competente e eficaz uso de diferentes recursos escassos


(económicos, financeiros, políticos, organizacionais, de informação, de conhecimento, de
popularidade, de tempo etc.), mas não igualmente escassos ao mesmo tempo e nem igualmente
necessários nas mesmas porções, para enfrentar os vários problemas que se apresentam,
buscando solucioná-los na perspectiva adoptada no projecto de governo.

3.6. Momentos de Planeamento estratégico e situacional

O PES concebe o processo de planear organizado em quatro momentos:

 M1 = MOMENTO EXPLICATIVO (foi, é, tende a ser)


 M2 = MOMENTO NORMATIVO - PRESCRITIVO (deve ser)
 M3 = MOMENTO ESTRATÉGICO (pode ser do deve ser)
 M4 = MOMENTO TÁTICO OPERACIONAL (fazer, avaliar, recalcular e fazer)

O momento explicativo é o equivalente ao diagnóstico no planeamento normativo. Parte-se da


compreensão de que um Actor Social possui ―problemas e é a partir deles que deve explicar
situacionalmente a realidade.

Deve-se montar um ‘‘fluxograma’’ onde o (s) problema (s) seleccionado (s) é (são) decomposto
(s) em suas causas, descritores e consequências para o Actor Social que o está explicando,
segundo seus valores, objectivos e conduta. As causas dos problemas podem ser decompostas em
toda sua complexidade, constituindo elas mesmos subproblemas (Detoni, 2008).

O momento normativo é o desenho do deve ser, nossa definição de como deve ser a realidade.
Aqui o mais importante é estabelecer objectivos em função de cada problema ou grupo de
problemas. Este é o momento da manifestação da intencionalidade do Actor Social, de sua
vontade de mudar as coisas, actuando sobre a raiz dos seus problemas.
A situação objectivo deve ser precisa em relação aos problemas e elementos destacados no
modelo explicativo da situação inicial. Outro aspecto do momento normativo é a construção de
cenários, que se constituem de exercícios para imaginar diferentes possibilidades de acção.

No momento estratégico é chegada a hora de analisar a viabilidade das operações que foram
desenhadas nos momentos anteriores, essas operações podem ser conflitivas do ponto de vista
político, muito exigentes do ponto de vista económico, ou demandante de tecnologia de elevada
complexidade. Nesse momento, deve-se verificar se há contradições entre os objectivos (análise
de coerência), se os recursos, tecnologias e organização estão disponíveis (análise de
afectibilidade) e se é possível contornar os obstáculos políticos (análise de viabilidade) (PAIM,
2006). Todas essas reflexões devem ter por objetivo construir viabilidade para as propostas de
solução elaboradas no momento normativo.

O momento táctico-operacional é o momento da acção, onde os planos são recalculados e


aprimorados conforme as circunstâncias, garantindo a continuidade do processo sem romper com
os outros três momentos e a ação diária (Huertas, 1996).

Para Matus (1996) o plano se completa na acção, nunca antes. Somente a acção muda a realidade
e este agir faz parte do plano. Não é etapa posterior. Este é momento de execução do plano sob
uma determinada gerência e organização do trabalho, com prestação de contas, supervisão,
acompanhamento e avaliação. É o momento de monitorar as operações e avaliar continuamente.

A implementação de qualquer plano situacional demanda o que Matus chamou de sistema de


direcção estratégica. Um conjunto de subsistemas, cada qual responsável por cuidar de
dimensões cruciais – constitutivas da complexidade de se tentar conduzir o jogo social para fins
específicos, a situação-objectivo apontada como desejável pelo plano.

4. Conclusão:
Em conclusão, a análise do planeamento estratégico, com foco especial no seu papel
governamental e na abordagem situacional proposta por Carlos Matus, revela a importância
crucial desse processo na gestão eficaz de políticas públicas. Ao longo deste texto, exploramos
os objectivos gerais e específicos, buscando compreender as nuances do planeamento
estratégico, tanto em sua aplicação tradicional quanto na esfera governamental.

Destacamos a relevância do planeamento estratégico situacional (PES) como uma abordagem


dinâmica e adaptativa, capaz de lidar com a complexidade inerente ao jogo social. A visão
proposta por Matus, baseada nos quatro momentos do PES, fornece um guia abrangente, desde a
análise explicativa até a implementação tática-operacional, proporcionando uma compreensão
holística e interativa do processo.

Ao adentrar no contexto do planeamento estratégico governamental, enfatizamos a necessidade


de construir uma visão de futuro alinhada aos objectivos do Estado, envolvendo a sociedade de
forma criativa e interactiva. O triângulo do governo, composto pelo projeto de governo,
capacidade de governar e governabilidade, surge como uma estrutura vital para o sucesso desse
empreendimento, evidenciando a inter-relação dinâmica entre esses elementos.

Assim, concluímos que o planeamento estratégico governamental, fundamentado na perspectiva


situacional, não apenas proporciona uma visão clara de médio e longo prazo, mas também
oferece um guia flexível para a tomada de decisões em um cenário em constante evolução. Ao
abraçar a adaptabilidade e promover a participação, essa abordagem emerge como uma
ferramenta valiosa para os gestores públicos enfrentarem os desafios contemporâneos e
moldarem o futuro de maneira proactiva e eficiente.

5. Bibliografia:
Chandler Jr., A. D. (1962). Strategy and Structure: Chapters in the History of the Industrial
Enterprise. MIT Press.

Silva, L. O. (2006). Planeamento Estratégico Governamental: Uma análise do processo de


formulação nas organizações públicas. Editora Saraiva.

Matus, C. (1993). Planificación estratégica situacional: hacia la construcción de un modelo de


planificación. Fondo Editorial Ilpes.

Lück, H., & Costa, F. L. (2000). Gestão estratégica de organizações públicas. Editora Vozes.

Oliveira, D. P. R. (2011). Planejamento estratégico: conceitos, metodologia e práticas. Atlas.

Dalmau, M. B. L. (2005). Planeamento estratégico para organizações do terceiro setor.


Qualitymark Editora.

Silva, R. D. G. (2016). Planeamento Estratégico Governamental: Teoria e Prática. Saraiva


Educação

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