Projeto Pedagógico do Curso de Serviço Social
Projeto Pedagógico do Curso de Serviço Social
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL
Projeto Pedagógico
Curso de Serviço Social
ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR
DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS
Grão-Chanceler
Dom Washington Cruz, CP
Reitor
Prof. Wolmir Therezio Amado
Vice-Reitora
Profa. Olga Izilda Ronchi
Pró-Reitora de Graduação
Profa. Helenides Mendonça
Pró-Reitora de Extensão e Apoio Estudantil
Profa. Sônia Margarida Gomes Sousa
Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Sandra de Faria
Pró-Reitor de Desenvolvimento Institucional
Prof. Eduardo Rodrigues da Silva
Pró-Reitor de Administração
Prof. Daniel Rodrigues Barbosa
Chefe de Gabinete
Prof. Giuseppe Bertazzo
Diretora do Curso:
Profa. Carmen Regina Paro
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO..........................................................................................4
INTRODUÇÃO...............................................................................................7
3. PERFIL PROFISSIONAL................................................................... 16
3.1 Competências e habilidades............................................................ 17
3
APRESENTAÇÃO
5
INTRODUÇÃO
8
• Os pressupostos básicos do projeto de formação profissional;
• Os princípios da formação profissional;
• O eixo epistemológico que fundamenta a concepção do curso;
• A nova lógica curricular – Núcleos de Fundamentação;
• O perfil do profissional que se pretende formar – competências e
habilidades (teórico analítica, ético-política e técnico-operativa);
• Tópicos de Estudo – Disciplinas básicas do curso;
• A operacionalização da proposta/matriz curricular: núcleos, disci-
plinas/ementário;
• Estágio supervisionado e monografia – Política de estágio do SER.
11
de um projeto profissional. A partir dessa compreensão do espaço de
atuação profissional é preciso levar em conta o fato de que nos espaços
ocupacionais coexistem muitas vezes, de forma tensionada, demandas
tradicionais e demandas emergentes.
As demandas tradicionais requerem a criação de novas estratégias
profissionais e são determinadas pela relação entre público e privado e pelo
surgimento de novos modelos de gestão pública e privada e de planejamento
participativo.
As demandas emergentes incorporam novas necessidades sociais que
são mediadas por outros processos sociais, tais como: informatização,
privatização, parcerias entre os setores público o privado, descentralização,
qualidade total, assessoria gerencial, novas articulações com o poder local,
gestão de serviços sociais, financiamentos internacionais, surgimento das
organizações não governamentais-ONGs e de cooperativas geridas por
usuários, planejamento estratégico, e outros.
Em contrapartida, surgem novos fatores como a redução dos
gastos sociais pelo Estado, o crescimento da pobreza, o agravamento da
exclusão social, a segmentação dos serviços sociais, o desemprego estru-
tural. É preciso ressaltar que essas demandas emergentes são expressão
da nova relação entre as esferas pública e privada, no interior dos processos
de produção e reprodução social e de trabalho.
Um requisito indispensável à qualificação do profissional de
Serviço Social está, portanto, em ter conhecimento e domínio dessas novas
mediações, bem como do significado social da profissão historicamente
vinculado ao enfrentamento da questão social.
Isso significa reconhecer a existência de profundas alterações na
formação do mercado, na requalificação profissional, no domínio de um
conjunto de procedimentos técnico-operativos, no redimensionamento
da compreensão da profissão e da formação profissional e na qualificação
dos elementos tidos como constitutivos da profissão, ou seja, objeto,
objetivos, funções e outros. Nesse sentido, a análise das alterações ocor-
ridas no mundo da produção e do trabalho, no Brasil dos anos 90, afeta
o Serviço Social, não apenas através das novas configurações da questão
social, mas, sobretudo, nas condições reais e objetivas de seu trabalho
profissional.
12
Trata-se de consolidar a profissão, com uma direção social con-
struída na pluralidade que não se confunde com a simples coexistência de
projetos diversos, mas, sobretudo, conquistando novos espaços, ampliando
alianças, efetivando novas parcerias. É preciso construir de fato um projeto
coletivo de formação profissional que não se esgota no espaço universi-
tário porque é construído, sobretudo, na relação e no resgate das práticas
profissionais e nas formas e estratégias de organização da categoria.
Outro pressuposto necessário é a análise da universidade em
relação à sua situação atual na sociedade brasileira, sua função histórica,
social e universal, sua legitimidade e autonomia, a indissociabilidade entre
ensino, pesquisa e extensão, a revolução tecnológica e científica.
O suposto é de que a construção e difusão de um saber crítico
está associada à dinâmica social através de um processo interativo, de parcerias
com a sociedade, e de uma relação dialógica com a universidade. A conjun-
tura atual, ao trazer a exigência de uma formação qualificada na área de
recursos humanos para o desenvolvimento da pesquisa científica capaz de
gerar e difundir ciência e tecnologia, coloca a função social da academia
como prioritária e desafiadora. Entende-se que a função da universidade
deve ser o resultado de um projeto coletivo compartilhado com todos os
segmentos que a compõem e alicerçado na vocação histórica e humanística da
instituição, bem como no compromisso social para com a comunidade.
Para tanto, é preciso orientar as atividades-fim da academia
(ensino, pesquisa, extensão) através de ações integradas que efetivamente
promovam o resgate da cidadania de milhares de brasileiros na condição
de excluídos, dando respostas às demandas regionais e locais que refletem
o contexto histórico, social e econômico no qual está inserida.
Nesse sentido, além da habilitação adequada ao exercício
profissional é preciso dar ao estudante de Serviço Social o instrumental
necessário ao desenvolvimento de uma visão crítica da sociedade em
que irá atuar, de modo a permitir que ele possa acompanhar o avanço
cultural, o desenvolvimento científico e tecnológico, as novas demandas
e as transformações que ocorrem no meio social na esfera da produção
e no mundo do trabalho, comprometendo-se com a problemática de seu
tempo.
13
2. PROPOSTA DE AÇÃO E ATITUDES
15
3. PERFIL DO PROFISSIONAL QUE SE PRETENDE FORMAR
16
voltada para os segmentos excluídos e pauperizados da classe
trabalhadora.
• Ser um profissional aberto à troca de experiência e ao diálogo
com os diferentes segmentos da sociedade voltado para novas
parcerias entre os setores, público e privado.
18
Nesse sentido, a proposta curricular busca explicitar as diretrizes
que deverão fundamentar o eixo do currículo e os núcleos temáticos, a
partir de dimensões:
• Histórica da Profissão;
• Teórico-Metodológica;
• Ética, Política e Filosófica;
• Técnico-Operativa.
A partir dessa compreensão, entende-se que o ponto de partida
para percorrer este caminho exige o redimensionamento da formação
profissional nos tempos de hoje, buscando apreender as novas mediações
e dimensões que perpassam o significado social da profissão.
Ao mesmo tempo, faz-se necessário resgatar a produção histó-
rica e cultural da profissão, fazendo uma releitura crítica de sua trajetória
intelectual, buscando respostas às novas questões postas para o Serviço
Social. Outro aspecto relevante para a estruturação do curso relaciona-se a
necessidade de superar a fragmentação da abordagem histórica e teórico-
metodológica do Serviço Social.
Assim, a estruturação geral do curso sustenta-se no tripé dos
conhecimentos constituídos pelos núcleos de fundamentação da formação
profissional, quais sejam:
a) Núcleo de fundamentos teórico-metodológicos da vida social, que compreende
um conjunto de fundamentos teórico-metodológicos e ético-políticos
para conhecer o ser social como totalidade histórica, fornecendo os
componentes fundamentais para a compreensão da sociedade bur-
guesa, em seu movimento contraditório;
b) Núcleo de fundamentos da formação sócio-histórica da sociedade brasileira
− que remete à compreensão dessa sociedade, resguardando as
características históricas particulares que presidem a sua formação
e desenvolvimento urbano e rural, em suas diversidades regionais e
locais. Compreende, ainda, a análise do significado do Serviço Social
em seu caráter contraditório, no bojo das relações entre as classes
e destas com o Estado, abrangendo as dinâmicas institucionais nas
esferas estatal e privada;
c) Núcleo de fundamentos do trabalho profissional que compreende todos os
elementos constitutivos do Serviço Social como uma especialização
19
do trabalho: sua trajetória histórica, teórica, metodológica e técnica,
os componentes éticos que envolvem o exercício profissional, a pes-
quisa, o planejamento e a administração em Serviço Social e o estágio
supervisionado. Tais elementos encontram-se articulados por meio da
análise dos fundamentos do Serviço Social e dos processos de traba-
lho em que se insere, desdobrando-se em conteúdos necessários para
capacitar os profissionais ao exercício de suas funções, resguardando
as suas competências específicas normatizadas por lei.
22
damentam historicamente o Serviço Social e análise de sua incorporação
nos modos de pensar e atuar da profissão em suas expressões particulares
na Europa, na América do Norte e na América Latina, prioritariamente,
no Brasil. O debate contemporâneo do Serviço Social
• Trabalho e Sociabilidade - Trabalho e relações sociais na sociedade
contemporânea. Divisão social do trabalho. Produção social e valor.
Trabalho assalariado, propriedade e capital, processos de trabalho e
produção da riqueza social. Trabalho e cooperação: o trabalhador cole-
tivo. Trabalho produtivo e improdutivo. A polêmica em torno da crise
da sociedade do trabalho.
• Serviço Social e Processos de Trabalho - O Serviço Social como
especialização do trabalho coletivo. A inserção do Assistente Social nos
processos de trabalho: questão social, políticas e movimentos sociais, a
dinâmica institucional e a formulação de projetos de pesquisa e interven-
ção. Espaços ocupacionais do Serviço Social nas esferas pública e privada.
O Assistente Social como trabalhador, as estratégias profissionais, o
instrumental técnico-operativo e o produto do seu trabalho. Supervisão
do trabalho profissional e estágio.
• Administração e Planejamento em Serviço Social - As teorias or-
ganizacionais e os modelos gerenciais na organização do trabalho e nas
políticas sociais. Planejamento e gestão de serviços nas diversas áreas
sociais. Elaboração, coordenação e execução de programas e projetos
na área de Serviço Social. Funções de administração e planejamento em
órgãos da administração pública, empresas e organizações da sociedade
civil.
• Pesquisa em Serviço Social - Concepção, elaboração e realização de
projetos de pesquisa. A pesquisa quantitativa e qualitativa e seus pro-
cedimentos. Leitura e interpretação de indicadores sócio-econômicos.
Estatística aplicada à pesquisa em Serviço Social.
• Ética Profissional - Os fundamentos ontológicos da dimensão ético-
moral da vida social e suas implicações na ética do Serviço Social. A
construção do ethos profissional: valores e implicações no exercício pro-
fissional. Questões éticas contemporâneas e seus fundamentos teórico-
filosóficos. O Código de Ética na história do Serviço Social brasileiro.
23
4.1.2 Matriz curricular 2009/1
Créditos Requisitos
Per. C od. Disciplinas Turma
Prel. Sp Est. Tot Pré Co
SER3101 Fund. Hist. Teór. Met. Serviço Social I 04
SER3001 Serviço Social e Real. Sócio – Hist. Brasil I 04
SER3000 Teoria Política e Serviço Social 04
1º HGS 1003 Teorias Sociológicas 04
LET4101 Língua Portuguesa I 04
Total de créditos no período 20
SER3102 Fund. Hist. Teór. Met. Serviço Social II 04 (SER3201)
SER3300 Capitalismo e Questão Social 04
LET2072 Língua Portuguesa II 04 (LET 4101)
2º SER3201 Matrizes Teóricas p/ o Serviço Social I 04 (SER3102)
SER3002 Serviço Social e Real. Sócio – Hist. Brasil II 04 (SER3001)
Total de créditos no período 20
SER3103 Fund. Hist. Teór. Met. Serviço Social III 04 (SER3102)
SER3202 Matrizes Teóricas p/ o Serviço Social II 04 (SER3201)
SER3301 Política Social e Serviço Social I 04
3º CSA1400 Teoria Econômica 04
FIT 1056 Filosofia e Ciências Sociais Aplicadas 02 02
Total de créditos no período 20
SER3104 Fund. Hist. Teór. Met. Serviço Social IV 04 (SER3103) (SER3203)
SER3203 Matrizes Teóricas p/ o Serviço Social III 04 (SER3104)
SER3302 Política Social e Serviço Social II 04 (SER3301)
4º SER3120 Gestão Social I 04
SER 1003 Ética Profissional 04
SER3310 Oficina Temática I 02
Total de créditos no período 22
SER3105 Fund. Hist. Teór. Met. Serviço Social V 04 (SER3104)
SER3303 Política Social e Serviço Social III 04 (SER3302)
SER3400 Estágio Supervisionado I 04
SER3121 Gestão Social II 04 (SER3120)
5º SER3110 Pesquisa em Serviço Social I 04
SER3106 [Link]ó[Link]. Serviço Social VI 04
Total de créditos no período 24
SER3111 Pesquisa em Serviço Social II 04 (SER3110)
SER3401 Estágio Supervisionado II 04 (SER3400)
SER3304 Política Social e Serviço Social IV 04 (SER3303)
6º SER3130 Serviço Social e Processos de Trabalho I 04
HGS4440 Antropologia Social 04
SER3311 Oficina Temática II 02
Total de créditos no período 22
SER3131 Serviço Social e Processo de Trabalho II 04 (SER3130)
SER3320 Questão Urbana, Rural e Mov. Sociais 04
SER3402 Estágio Supervisionado III 04 (SER3401)
7º SER3140 Monografia I 04
PSI3123 Psicologia Social 04
Total de créditos no período 20
SER3141 Monografia II 04 (SER3140)
JUR1763 Direito e Legislação Social 04
SER1002 Seminário Temático 02
8º Disciplina Optativa* 04
FIT1810 Teo e Ciências Soc. e Humanas Aplicadas 02 02
SER3313 Oficina Temática III 02
Total de créditos no período 20
Total de CR: 168 = 2.520h
Estágio supervisionado em campo: 380 h, divididos em três semestres
Atividades Complementares: 120 h
Total carga horária do curso: 3.020 h
**Disciplinas optativas – Libras (LET1003), Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (SER1010) e Política Social e Seguridade
Social(SER2800).
24
4.2 Ementário e Bibliografia
Segue o ementário das disciplinas de acordo com a periodização
curricular do SER.
1º PERÍODO
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CARDOSO, Franci Gomes e outros – Questão Social: fenômeno vin-
culado a história luta de classes e determinante básico de Serviço Social
como profissão. Serviço Social 6ª Revista do Programa de Pós-Graduação,
Departamento de Serviço Social. UNB, 2000.
PEREIRA, Potyara Amazoneida P. A questão social e as transformações
das políticas sociais: resposta do estado e da Sociedade civil. Ser Social
– Questão Social e Serviço Social. Revista semestral do programa de pós-
graduação em política Social da UnB. Brasília , nº 6 p. 119, jan./jun. 2000
SOUZA, José Herbert de – Como se Faz Análise de Conjuntura – Coleção
Fazer. Editora Vozes, 1991.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ARCOVERDE, Ana Cristina Brito – Questão Social no Brasil e Serviço
Social – Capacitação em Serviço Social e OS Módulo 2. UNB, 2000.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO EM SERVIÇO SOCIAL
(ABESS) Diretrizes gerais para o curso de Serviço Social (com base no
currículo mínimo aprovado em Assembléia Geral Extraordinária de 8 de
novembro de 1996). In.: Cadernos de ABESS n° 7 Edição Especial, São
Paulo, n. 7, p. 5, Nov. 1997.
TAVARES, Maria Augusta da Silva. O debate contemporâneo acerca da
questão social. In.: Serviço Social e Sociedade. São Paulo, ano XXVIII, n.
92, Nov. de 2007. São Paulo, Cortez, 2007.
25
SERVIÇO SOCIAL E REALIDADE SÓCIO-HISTÓRICA DO
BRASIL I
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BORIS, Fausto, A revolução de 1930. Historiografia e história. São Paulo:
Difel, 1971.
IANNI, Octávio. Estado e Planejamento Econômico no Brasil. 4ª ed. Rio
de Janeiro. Civilização Brasileira, 1986
SOUZA, Francisco Martins. Sob a égide do Autoritarismo. In.: Curso de
Introdução ao pensamento político Brasileiro. Unidade IX e X , Brasília:
UnB, 1982.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ALENCAR, Francisco, tal. História da Sociedade Brasileira 2ª ed. Rio de
Janeiro: Ao Livro técnico, 1981; p. 249 a 337.
GORENDER, Jacob. Combate nas trevas. A esquerda brasileira: das
ilusões perdidas à luta armada. São Paulo, Ática, 1987.
IANNI, Octavio. O colapso do Populismo no Brasil. 4ª Ed. Rio Janeiro:
Civilização Brasileira, 1978.
MOORE., Barrington. As origens sociais da ditadura e da democracia.
São Paulo: Martins Fontes, 1983
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
MACHIAVELLI, Niccoló. O Príncipe. Trad. Torveri Guimarães. São
Paulo: Hemes, 1997.
MARX, Karl; ENGELS, F. O Manifesto Comunista. Tradução de Maria
Lúcia Como. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
26
ROUSSEAU, Jean-Jacques. O Contrato Social e outros escritos, 1980.
Tradução de Vicente Sabino Jr. São Paulo: Bushatsky, 1978.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CATANI, Mendes Afrânio. O que é capitalismo. 34ª Ed. São Paulo: Bra-
siliense, 1995.
MAAR, Leo Wolfgang. O que é política. Brasiliense, São Paulo, 2002.
SPINDEL, Arnaldo, O que é socialismo. São Paulo: Brasiliense, 1980.
SPINDEL, Arnaldo, O que é comunismo. São Paulo: Brasiliense, 1989.
WELFORT, Francisco (Org.) Os clássicos da política. 13ª Ed. Vol. I, II.
São Paulo: Ática, 1999.
TEORIAS SOCIOLÓGIAS
Estudo das teorias sociais clássicas e contemporâneas, enfatizando
as seguintes categorias: Estado, Sociedade, Estrutura Social, Classes Sociais,
Instituições, Organização e Ideologia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BORDIEU, Pierre. Contrafogos. Tradução de Ruy Jungmann. RJ: Zahar,
1998.
CASTRO, Anna Maria ; DIAS, Edmundo F. Introdução ao pensamento
sociológico. Rio de Janeiro: Eldorado, 1981.
COSTA, Cristina. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. São Paulo:
Moderna, 2005.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
DEMO, P. Sociologia: uma introdução crítica. São Paulo: Atlas, 1986.
_______. Ciências sociais e qualidade. São Paulo: Almed, 1985.
IANNI, O. Estado e sociedade. In: Dialética e capitalismo: ensaio sobre
o pensamento de Marx. Petrópolis: Vozes, 1988.
_______. Teorias da globalização. São Paulo: Civilização Brasileira, 1996.
SADER, Emir (Org.). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado
democrático. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008.
SINGER, Globalização e desemprego: diagnóstico e alternativas. São
Paulo: Contexto, 1999.
27
LÍNGUA PORTUGUESA I
Atividades de textualização: leitura e produção de textos. O texto em suas
dimensões de coerência e correção em suas diversas modalidades. Introdução à
elaboração de textos científicos, observando-se os padrões linguísticos vigentes.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto:
Leitura e redação. São Paulo: Ática, 1990.
MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo: Brasiliense.
(Primeiros Passos).
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que e
completam. São Paulo: Cortez, 1982.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ABREU, Antônio Suarez. Curso de redação. São Paulo: Ática, 2004.
FÁVERO, Leonor Lopes. Coesão e coerência textuais. São Paulo: Ática,
1991.
KOCH, Ingedore Villaça. A coesão textual. 14. Ed. São Paulo: Contexto,
2001.
TRAVAGLIA, Luiz Carlos; KOCH, Ingedore Villaça. A coerência Textual.
10. Ed. São Paulo: Contexto, 2000.
COSTA VAL, Maria da Graça. Redação e textualidade. São Paulo: Martins
Fontes, 1994
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho Científico. 21
ed. São Paulo: Cortez, 2000.
2º PERÍODO
28
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
AGUIAR, A. Geraldo DE. Serviço Social e Filosogia- das Origens à Araxá.
Cortez Ed. S. Paulo, 1982.
CASTRO, Manoel Henrique. História do Serviço Social na América Latina.
Cortez Editora, 1984
NETTO, Jose Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social – São
Paulo: Cortez, 1992.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
KISNERMAN, Natalio. Sete Estudos sobre o S. Social. 3ª Ed. Cortez
Ed. São Paulo, 1980.
MIGUEL, Walderez L. O Serviço Social e a “Promoção do Homem”- um
estudo de ideologia. 3a. Ed. Cortez/UCG. S. Paulo/Goiânia,1989.
YASBECK, Maria Carmelita, A Escola de Serviço Social no Período de
1936 a 1945 – Cadernos da PUC, nº 6, Ed. Cortez, 1980
OLIVEIRA, Maria José. Assistência Social: do Discurso à Prática do S.
Social.Série Didática. Ed. UFSC. Florianópolis, 1989.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
CASTEL, R; Wanderley L. E; Wanderley, Mariângela Belfiore; Desigual-
dade e questão social. São Paulo: EDUC, 2007
IANNI, Octávio. A Sociedade Global. Rio de Janeiro: Civilização Brasi-
leira, 1992.
PASTORINE, Alejandra. A categoria “questão social” em debate. São
Paulo: Cortez,2004
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tora da Universidade Estadual de Campinas.
GENTILI, Pablo at alii. Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Es-
tado democrático. Emir Sader e Pablo Gentili (org). Rio de Janeiro: Paz
e Terra, 1995.
SPOSATI, Aldaíza. Globalização, um novo velho processo. In: DOWBOR
(org). Desafios da globalização. Petrópolis. Rio de Janeiro: Vozes, 1999.
PORTUGUÊS II
Estudo da textualização mediante a leitura e produção de textos
em várias modalidades discursivas para o domínio da teoria e da prática,
dos fatores e dos processos de textualidade, com a observção das normas
gramaticais vigentes.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FLÔRES, Lúcia Locatelli, OLÍMPIO, Lúcia Maria Nassib, CANCELIER,
Natália lobor. Redação, o texto técnico científico e o texto literário. Flo-
rianópolis: Ed. da UFSC, 1994.
GAMA, Reinaldo. Gêneros jornalísticos. São Paulo: Ática. (Série Prin-
cípios).
GAMA, Reinaldo. Jornalismo Cultural. São Paulo: Ática. (Série Princí-
pios).
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa Gramática: teoria e prática. São Paulo:
Atual editora, 1989.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BLIKSTEINO, Izidoro. Técnicas de comunicação escrita. São
Paulo: Ática, 1988. (Série Princípios). CARVALHO, Maria Cecília M.
de (org.). Construindo o saber: técnicas de metodologia científica.
Campinas:Papirus.
FARACO, Carlos Alberto, Tezza, Cristóvão. Prática de texto: língua
portuguesa para nossos estudantes. Petrópolis: Vozes, 1992.
GARCIA, Othon Moacir. Comunicação em prosa moderna: aprenda
a escrever, aprendendo a pensar.
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Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, [Link], Branea.
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LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia
do trabalho científico. São Paulo: Atlas,1992.
MESQUITA, Roberto Melo. Gramática da língua portuguesa. São
Paulo: Saraiva, 1997.
RUDIO, Franz Victor. Iniciação ao projeto de pesquisa científica.
Petrópolis: Vozes.
RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos
estudos. São Paulo: Atlas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ARON, Raimundo. As Etapas do Pensamento Sociológico. 2ª ed. SP. /
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Ed. Martins Fontes / UnB. 1987.
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mento Sociológico. São Paulo: Abril Cultural, 1978.
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viço Social e Sociedade. Nº 24, Ano VIII, São Paulo: Cortez, Agosto 1987.
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sociais e educação. Serie Ensaios, n.4, Goiânia: UCG, 2006.
CASTRO, Ana Maria de; DIAS, Edmundo F, Introdução ao pensamento
Sociológico. 9ª ed. São Paulo: Moraes, 1992.
DEMO, Pedro. Sociologia, uma introdução crítica. São Paulo: Atlas, 1983.
MARCELINO, C. Nelson. Introdução às Ciências Sociais. 3ª ed., Editora
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SKIDMORE, Thomas. “Uma história do Brasil”, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
SKIDMORE, Thomas E. Brasil: de Getúlio Vargas a Castelo Branco,
1930-1965, 10ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
_______________. Brasil: de Castelo a Tancredo. Rio de Janeiro: Paz e
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CAMPOS, Roberto. Lanterna na Proa. Rio de Janeiro: Topbooks 1994.
KOUTZI, Flavio (org). Nova República: um balanço. São Paulo: L&PM, 1986
3º PERÍODO
FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E
TEÓRICO-METODOLÓGICOS DO SERCIÇO SOCIAL III
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ALMEIDA, Anna Augusta de. Possibilidades e Limites da Teoria do Ser-
viço Social. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1986.
32
CENTRO BRASILEIRO DE COOPERAÇÃO E INTERCAMBIO
DE SERVIÇOS SOCIAIS. Documentos Sumaré, 1978: cientificidade do
serviço social, debates socais. Rio de Janeiro: Agir, 1986.
PAVÃO, Ana Maria Braz. Princípios de Autodeterminação no Serviço
Social: São Paulo, Cortez, 1985.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CASTRO, Grasiela Beatriz. Relação de Ajuda e Serviço Social. São Paulo,
ed. Cortez, 1985.
CARVALHO, Anésia. Metodologia de entrevista, uma abordagem feno-
menológica. Rio de Janeiro, Agir, 1987.
VENÂNCIO, Beatriz Pinto. Uma experiência em cenas, diálogo entre
Serviço Social e o Teatro. Rio de Janeiro, Dois Pontos, 1986.
PETRELLI, Rodolfo. Fenomenologia: teoria, método e pratica. Goiânia:
UCG, 2001.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
WEBER, A ética protestante e o espírito do capitalismo. 4ª ed. São Paulo:
Pioneira, 1985.
WEBER, Economia e Sociedade. Brasília: UNB, 1998.
QUINTANEIRO, Tânia et alii. Um toque de clássicos. Belo Horizonte:
UFMG, 1996.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ARON, Raymond. As Etapas do Pensamento Sociológico. São Paulo:
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1999.
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CAMP (1), outubro de 1993.
________. Metodologia das Ciências Sociais. São Paulo, Cortez/ UNI-
CAMP (2), outubro de 1993.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
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damentos e Historia. 3ª ed. Biblioteca Básica do Serviço Social, v.2, São
Paulo: Cortez, 2007.
COUTINHO, Carlos Nelson. Notas sobre Cidadania e Modernidade. In:
Revista Praia Vermelha, Rio de Janeiro: UFRJ , v1, 1997.
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GUERRA, Yolanda. A Instrumentalidade do Serviço Social. São Paulo:
Cortez, 1995.
SOUZA, Hebert José de. Como se faz análise d conjuntura. 5ª ed., Petró-
polis. Rio de Janeiro: Vozes, 1987
UCG/SER. Projeto político-pedagógico do Curso de Serviço Social.
Goiânia, 2009
__________ Projeto político-pedagógico do Curso de Serviço Social.
Goiânia, 1999.
__________ Caderno de Prática nº III. Goiânia, set.86.
__________ A Política de Estágio no SER. Goiânia, 2001/01
53
MONOGRAFIA I
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ECO, U. Como se faz uma Tese. São Paulo: Perspectivas, 1992.
LAVILLE, Ch. A Construção do Saber. Manual de Metodologia da Pes-
quisa em Ciências Humanas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.
REIMER , RICHTER, Ivoni: Como fazer Trabalhos Acadêmicos, Goiânia
– GO, São Leopoldo: OIKOS, 2007.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
HÜBNER, M. Guia para Elaboração de Monografia e Projetos de Dis-
sertação de Mestrado e Doutorado. São Paulo: Pioneira, 1998.
NALUZ, Cecília ; FERREIRA, Lucimar. Manual para normatização de
monografias 3ª ed. São Luiz:2002.
SALOMON, Delcio Vieira. Como fazer uma monografia. 10ª ed. São
Paulo: Martins Fontes, 2001.
PSICOLOGIA SOCIAL
8º PERÍODO
MONOGRAFIA II
BIBLIOGRAFIA
Fontes bibliográficas compatíveis com a temática desenvolvida pelo estudante.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. 1988
MARTINS, Sérgio Pinto. Direito da Seguridade Social. São Paulo: Atlas,
23ª edição, 2009.
OLIVEIRA, Aristeu. Previdência Social- Legislação. São Paulo: Atlas,6ª
edição,2004.
55
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo:
Malheiros Editores, 35ª edição, 2009.
ALMEIDA, Amador Paes . CLT Comentada. São Paulo: Saraiva,6ª
edição, 2009.
ZAINAGHI, Domingos Sávio. Curso de Legislação Social. São Paulo:
Atlas, 12ª edição, 2009.
MONTORO, André Franco. Introdução à Ciência do Direito. São
Paulo:Editora Revista dos Tribunais, 28ª edição, 2009.
MALUF, Sahid. Teoria Geral do Estado. São Paulo : Saraiva, 29ª edição, 2009.
SEMINÁRIO TEMÁTICO
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: 1988.
BRASIL/MDS. Política Nacional de Assistência Social-PNAS.
Brasília: 2004.
ONU. Declaração Universal dos Direitos Humanos, Genebra,
ONU: 1948.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
WANDERLEY, Mariângela Belfiore; OLIVEIRA, Isaura Isoldi de Mello
Castanho E. (orgs.) Trabalho com famílias. Vols. 1 e 2. São Paulo. IEE-
PUC-SP: 2004.
OSÓRIO, Carlos Luiz. Família hoje. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
ENGELS. F. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. Trad.
Leandro Konder, 7ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.
MIOTO, Regina Célia Tomaso. Cuidados sociais dirigidos à família e seg-
mentos vulneráveis. In.: Capacitação em Serviço Social, mod. 4. CFESS-
ABEPSS-CEAD. Brasília: UNB, 2000.
56
DISCIPLINA OPTATIVA
Como disciplina optativa o Departamento oferece para opção do
aluno as seguintes disciplinas: Libras, Desenvolvimento Sustentável e Meio
Ambiente e Seguridade Social.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
TELES, Lemos C. Experiência religiosa e dignidade humana. In: Frag-
mentos de Cultura. v.8, n.2. Goiânia: UCG/IFITEG, 1998.
OLIVEIRA, Irene Dias de. Religião e alteridade: diferença, preconceito e
discriminação. In: Lorenzo Lago, Haroldo Reimer e Valmor da Silva (orgs.).
O sagrado e as construções de mundo: roteiro para as aulas de introdução à
teologia na Universidade. Cadernos de áreas, 20. Goiânia: UCG, 2004.
CORDEIRO, D. Teologias cristãs e paradigmas científicos. In: Fragmentos
de Cultura. v.6, n.21. Goiânia: UCG/IFITEG, 1996.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BERTAZZO, G. As religiões no mundo. In: Fragmentos de Cultura. v. 8,
n. 2. Goiânia: UCG/IFITEG, 1998,
LAGO, L.; REIMER, H.; SILVA, V. (org.) O sagrado e as construções de
mundo. Goiânia: UCG, 2004
AMADO, W.T. Diálogos com a fé. Goiânia: UCG, 2004
BERGER, Peter. Rumor de Anjos, a Sociedade Moderna e a Redescoberta do
Sobrenatural. 2. Ed. Tradução de Waldemar Boff. Petrópolis: Vozes, 1997.
57
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BRASIL. Lei nº 8662. Lei da regulamentação da Profissão. De 7 de Julho
de 1993, que dispõe sobre a profissão de Assistente Social e da outras
providências. Brasília, 1993.
CFESS. Código de Ética profissional. De 13 de março de 1993. Brasília: 1993.
NETTO, José Paulo. A construção do Projeto ético-político do Serviço Social
frente a crise contemporânea. In.: CEAD, mod 1, Brasília: UNB, 1999.
REIS, Marcelo Braz Moraes dos. Notas sobre o Projeto ético-político
do Serviço Social. In:. Coletânea de Leis e Resoluções. 4ª ed. CRESS 7ª
Região, Rio de Janeiro, 2008.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
GUERRA, Yolanda. Instrumentalidade no trabalho do assistente social.
In.: CEAD, mod 4, Brasília: UNB, 2000.
______________. O projeto profissional critica. in:. Serviço Social e
Sociedade n. 91. São Paulo: Cortez, 2007.
58
as desigualdades sociais, a violência e as injustiças sociais. Ao inserir-se
nesta realidade, professores e estudantes que participam dos programas
de extensão, constroem novas tecnologias e metodologias de abordagens
sociais, elaboram estudos sócio-econômicos sobre as condições de vida da
população, problematizam a realidade social e as respostas governamentais
e não-governamentais e propõem políticas públicas. Neste sentido, as ati-
vidades de extensão são espaços para a prática de estágio, possibilitando
a inserção na realidade social e interação com a sociedade.
Ao partir desta articulação entre o ensino - pesquisa - extensão,
o Departamento de Serviço Social compreende que a indissociabilidade
ocorre no cotidiano da vida acadêmica. A relação entre o ensino, a pes-
quisa é mediada pela busca do conhecimento sobre a realidade social.
Por meio da pesquisa, professores e alunos propõem temas de estudos,
cujos objetos são apreendidos dentro de parâmetros e rigor científicos
necessários, verticalizando o conhecimento que retornam aos espaços
das salas de aulas.
5.1 NUPESC
O Núcleo de Pesquisa e Estudo Sociedade e Cidadania, NUPESC
é um órgão que se propõe vivenciar a prática de estudo e pesquisa com o
objetivo de possibilitar intercâmbios para o entendimento das diferentes
expressões da questão social na contemporaneidade. Tem em vista superar
o fracionamento das áreas do conhecimento, ao buscar apreender, critica-
mente, a dinâmica contraditória da realidade em sua totalidade.
A pesquisa deve torna-se, cada dia, mais indissociável das ativida-
des de ensino e extensão, como prática a ser exercida pelas universidades
brasileiras. O desenvolvimento científico e tecnológico e o mercado con-
correncial, impostos pela globalização da economia, demandam a busca
de conhecimentos novos para fazer frente às necessidades emergentes que
a divisão internacional do trabalho impôs.
A UCG apresenta áreas definidas, pela natureza da busca da expli-
cação cientifica, bastante próximas e intercomplementares. Numa época de
crise, a questão social torna-se mais evidente, como desafio e urgência.
Se, de um lado, vive-se um momento histórico em que os mais
diversos setores da sociedade passam a sentir como inadiável a necessidade
59
de um projeto de desenvolvimento para o País, de outro, as questões so-
ciais não superadas na radicalidade de sua origem (a despeito de todo um
crescimento produtivo e da tecnologia disponível), como o descompasso
entre as conquistas sociais institucionais e a economia vigente, os conflitos
sociais no campo e na cidade, a explosão do descontentamento popular já
expresso pela violência urbana e rural, a avalanche de corrupções e tráficos
de diferentes matrizes estão presentes em diversos níveis do Estado, como
da sociedade civil, como se tudo e todos estivessem mergulhados no caos;
a sobreposição da política monetária sobre as políticas sócias, levando
ao desmonte destas, enfim as lutas pelas conquistas de direitos sociais,
pela constituição de uma sociedade justa. Tudo isso sintetiza aspectos
conjunturais e estruturais, tornando aquelas questões em acontecimentos
inquestionáveis, que necessitam de resolutividade, dentre outras, pela via
política e pela pesquisa cientifica.
Os movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos, correntes
da opinião pública e setores governamentais mostram-se preocupados
com os rumos da questão social. Variam as denominações e aspectos,
mais ou menos urgentes para uns e para outros, mas a questão social é
denominador comum para todos.
A universidade brasileira não pode ficar omissa diante dessa pro-
blemática. E a Universidade Católica de Goiás, locus de estudos e produção
de saber, enfrenta o desafio de se colocar na procura do conhecimento
dessas temáticas, em seu aspecto interdisciplinar, articulando suas várias
preocupações científicas, de forma a organizar mais um Núcleo de Estudo
e Pesquisa dirigindo-se para as questões, aqui colocadas.
Sabe-se bem que se modernizam a economia e o aparelho estatal.
Também, sabe-se que, simultaneamente, as expressões da questão social
e as conquistas políticas aparecem cindidas. A própria cultura, em sentido
lato, também, mostra-se bloqueada, ou pouco estimulada. A mesma nação,
industrializada e moderna, revela-se com a mesma estrutura social, em
diferentes períodos históricos. Esta, desde a constituição do País como
nação, se produz, até a atualidade, marcada por um modelo de crescimento
econômico, globalizado, centralizador e excludente concentrador da renda,
assentada das desigualdades sociais, coexistindo com a exploração crescente
da força de trabalho, incluindo a escravidão do trabalho infantil.
60
Talvez se possa dizer que esse desencontro entre a sociedade e a
economia seja um dos segredos da prosperidade dos negócios. As expansões
do capital beneficiam-se das condições adversas sob as quais os trabalhadores
são obrigados a produzir, no campo e na cidade. Os mesmos indicadores eco-
nômicos da modernização alimentam-se dos indicadores sócias da sociedade
de classes. Os setores sociais dominantes têm sua base na exploração dos
excluídos. Em outros termos, a mesma sociedade que fabrica a prosperidade
econômica, fabrica as desigualdades que constituem a questão social.
Ao ter por esteio o fundamento criador, a Universidade Católica
de Goiás vê toda a relevância de suas unidades de saber (departamentos e
institutos), envolvidos com a questão social, para propor a criação de um
Núcleo de Estudos e Pesquisas, voltado para o entendimento explicativo e
uma prática interventiva em face da Sociedade, do Estado e Cidadania.
Analisar as suas estruturais da problemática social, os movimentos
da sociedade na busca de garantias das condições de cidadania, as ações
do Estado na implementação das políticas sociais, é um ato desafiador
para um Núcleo que se ocupa em estudar e pesquisar, colocando sua
produção a serviço dos interesses da maioria da população. Ao lado disso,
construir soluções alternativas ao buscar, dentro dos limites conjunturais
e estruturais, a superação dos problemas sociais é função primordial de
uma Universidade que faz do compromisso com a melhoria da qualidade
de vida da população brasileira, o eixo fundador de suas atividades.
Nesse sentido, a Universidade Católica de Goiás, através de seu
Departamento de Serviço Social, pretende articular departamentos e
institutos para organizar, implantar, e implementar o Núcleo de Estudos
e Pesquisas: Estado, Sociedade e Cidadania, voltado a desenvolver as se-
guintes linhas de pesquisa e temáticas especificas:
61
6.1 A POLÍTICA DE ESTÁGIO NO SER
Em acordo com as Diretrizes Curriculares da ABEPSS/1996, a
Lei n. 11.788/2008, a Resolução CFESS n. 533/2008, o estágio supervi-
sionado em Serviço Social deve ser desenvolvido durante o processo de
formação, a partir do desdobramento das matérias e seus componentes
curriculares, concomitante ao período letivo escolar.
O estágio supervisionado é um componente curricular que se
configura a partir da inserção do estudante no espaço sócio-institucional,
objetivando capacitá-lo para o exercício profissional.
O estágio é sempre curricular e conforme Lei 11.788 de 25.09.2008
e Resolução CFESS nº 533 de 29.09. 2008, pode ser:
• Obrigatório – aquele que visa a atender às exigências do conteúdo
programático do curso, desenvolvido em campos de estágio selecionados
e supervisionados, de acordo com a legislação vigente, com as normas
gerais da UCG e em consonância com as organizações e critérios es-
tabelecidos pelo curso.
• Não obrigatório – aquele desenvolvido como atividade opcional,
acrescida carga horária regular e obrigatória. O Estágio curricular
não obrigatório é uma atividade acadêmica de caráter opcional e de
natureza complementar à formação acadêmico-profissional do aluno
e deve seguir as normas emanadas da legislação específica, da Política
de Estágio e dos documentos normativos da UCG. O Estágio Curri-
cular não-obrigatório no SER organiza-se, buscando: a ampliação do
espaço pedagógico na formação acadêmico-profissional dos estudantes:
a inserção do estudante na vida econômica, política e sócio cultural a
práxis no processo ensino aprendizagem. Constituem-se em campos
de atuação para o Estágio Curricular não obrigatório, dentre outros
espaços de diversas instituições públicas e privadas, movimentos sociais,
organizações governamentais e não governamentais, institutos, progra-
mas e projetos de extensão da UCG. Somente os alunos regularmente
matriculados no curso de Serviço Social poderão efetivar esse estágio.
A carga horária deve prever compatibilidade entre as horas de estudo
e o período mínimo para o aluno participar do estágio curricular não
obrigatório.
62
A política de estágio do curso de graduação em Serviço Social na
UCG, norteia-se pelos seguintes critérios:
• Os campos de estágio serão aprovados pela Congregação e oficializados
por meio de convênios com a UCG, e encaminhados pela coordenação
de estágio, em parceria com a ETG/PROEX;
• O estágio tem a duração de 3 semestres consecutivos com a carga horária mí-
nima de 8 horas/semanais, O aluno poderá trocar de campo de estágio 1 vez,
logo após o encerramento do primeiro semestre de prática de estágio;
• O estágio curricular obrigatório ocorrerá em movimentos sociais,
órgãos públicos, empresas públicas e/ou privadas, organizações não-
governamentais, programas e centros de extensão da UCG (institutos
e outros que atendam aos critérios aprovados pela Congregação do
Departamento e pela Resolução CFESS n. 533/2008;
• O Estágio envolve atividades cujos objetos, entre outros são: o proces-
so de aprendizagem e a inserção na prática profissional, garantindo: a
investigação e análise da realidade; a elaboração de planos, programas e
projetos de atuação, execução, avaliação e sistematização do estágio;
• A supervisão de estágio constitui uma ação educativa permeada por uma
relação pedagógica. A ação supervisora baseia-se numa sequência de
ações, com sentido e uma direção orientadas por um plano de estágio.
Ela se desdobra em supervisão acadêmica e profissional. A supervisão
acadêmica será exercida por professores do Departamento e a pro-
fissional por assistentes sociais dos campos de estágio, devidamente
cadastrados no CRESS – 19ª Região;
• O estágio será precedido pela disciplina Oficina Temática I, que tem o propósito
de apresentar e discutir os espaços sócio-ocupacionais do assistente social.
• O Estágio será orientado pelas disciplinas de Estágio Supervisionado
I, II e III, com 4 créditos cada.
• A Coordenação de Estágio terá a responsabilidade de garantir a ofi-
cialização da relação entre Departamento e Instituições/Campos de
Estágios, organizar fóruns e seminários de Estágio, com o objetivo de
socializar, avaliar e articular as atividades de Estágio Supervisionado.
63
6.2 ELABORAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO DO TRABALHO
DE CONCLUSÃO DO CURSO
A Monografia é uma exigência curricular para a obtenção do grau
de bacharel em Serviço Social e deve ser entendida como um momento de
síntese e expressão da totalidade da formação profissional. É o trabalho
no qual o “aluno sistematiza o conhecimento resultante de indagações
preferencialmente geradas a partir da experiência de estágio. Esse processo
realiza-se dentro dos padrões e exigências metodológicas e acadêmico-
cientifícas. Portanto, a monografia como trabalho científico, é elaborada
sob orientação de um professor e avaliada por banca examinadora” (Di-
retrizes Curriculares do Curso de Serviço Social, 1999).
O trabalho monográfico objetiva, portanto, possibilitar ao(a) es-
tudante de Serviço Social a construção de síntese do processo de apren-
dizagem na dimensão do ensino, da pesquisa e da extensão, mediante
a revisão dos fundamentos teórico-metodológicos, éticos-políticos e
técnico-operativos da formação profissional.
A Monografia no Serviço Social é uma produção acadêmico-
científica de caráter didático- pedagógica apresentada ao final do curso e
elaborada individualmente. Ela deve abordar um tema específico relacio-
nado à realidade social, vinculado, preferencialmente, às experiências de
estágio e, ao objeto de estudo definido em estreita consonância com o
campo profissional, ao qual deve ser dado tratamento em profundidade
e alcance, com coerência teórica, lógica de raciocínio, clareza na elabora-
ção da redação e rigor científico, segundo as normas de organização do
trabalho científico.
As Monografias devem ser vinculadas às temáticas da realidade
sócio-histórica brasileira. O recorte analítico do objeto de estudo deve
privilegiar a formação e o exercício da profissão de Serviço Social, sobre-
tudo nos diferentes campos de estágio, ao ter como parâmetro as linhas
de pesquisa do Núcleo de Pesquisa em Estado, Sociedade e Cidadania –
NUPESC/ SER: Teoria Social e Serviço Social; Política Social, Movimentos
Sociais e Cidadania.
Entende-se que a construção monográfica é um processo que
implica o envolvimento do estudante no desenvolvimento de suas habili-
64
dades de pesquisa, reflexão, síntese e produção intelectual. Portanto, uma
atividade construída num processo formativo. As disciplinas Pesquisa em
Serviço Social I e II vinculam-se diretamente a Monografia, pois, devem
possibilitar a elaboração de projetos de pesquisa que aproximem os estu-
dantes de seus respectivos temas. Ao final desse processo os estudantes
apresentarão para a Banca Examinadora sua monografia para avaliação. As
monografias são avaliadas conforme os seguintes aspectos acadêmicos: a
relevância do tema para o Serviço Social; a capacidade de construção do
trabalho e sintonia com o tema; a coerência da escolha dos autores em
relação ao tema/objeto de estudo proposto; a capacidade de trabalhar
com autores para apreender e analisar o tema/objeto de estudo; atenção
quanto à referência bibliográfica, às citações e à precisão da linguagem;
capacidade de expor e discutir o conteúdo da monografia, demonstran-
do familiaridade com o objeto, ou seja: transitar pelo conteúdo da obra
com desenvoltura e com argumentação sólida e demonstrar capacidade
de responder as questões levantadas pela Banca, em relação ao trabalho
elaborado e apresentado.
COORDENADORA DO CURSO
Carmen Regina Paro
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10. ESPAÇO FÍSICO
O curso de Serviço Social encontra-se instalado no Campus I,
área I, da PUC Goiás, com salas disponibilizadas nos blocos “F” e “G”,
laboratórios nos blocos “A” e “G” e biblioteca central.
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