Projeto Pedagógico de Relações Internacionais UNESP
Projeto Pedagógico de Relações Internacionais UNESP
2020
1
Sumário
1 Dados institucionais
1.1 Criação 3
1.2 Endereço 3
1.3 Direção 3
1.4 Coordenação do Curso 3
1.5 Departamentos de Ensino vinculados ao Curso de Relações Internacionais 4
2. Resultado da avaliação do curso e do Currículo Vigente 4
3. Projeto Político Pedagógico do Curso de Relações Internacionais 4
3.1 Introdução 4
3.1.1. Objetivos Gerais 7
3.1.2 Perfil do Profissional 7
3.2 Justificativa 9
3.3 Perfil do Egresso 11
3.4 Avaliação 12
3.5 Estrutura Curricular 12
3.5.1 Formas de ingresso, vagas, períodos e regimes de matrícula 13
3.5.2 Estrutura Curricular Proposta 14
3.5.3 Disciplinas Optativas 18
3.5.4 Atividades Acadêmicas Científico-culturais (AACC) 19
3.5.5 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) 20
3.5.6 Estágio Curricular 20
3.5.7 Cumprimento dos Créditos 20
3.5.8 A integralização do curso 21
4. Corpo Docente 21
4.1 Distribuição de disciplinas por Departamento 21
4.2 Docentes a serem contratados 23
5. Corpo Técnico Administrativo 23
6. Previsão de Despesas 24
7. Implementação Curricular 24
7.1 Sequência aconselhada 25
7.2 Quadro de Equivalência 27
8. Ementário 29
2
1 Dados institucionais
1.1 Criação
Universidade Estadual Paulista – criada pela Lei nº 952, de 30 de janeiro de 1976
(Publicada na Secretaria da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 20 de abril
de 1976).
Faculdade Ciências Humanas e Sociais – Unesp Campus de Franca – criada pelo Estatuto da
Unesp, regulamentado pelo Decreto nº 29.720, de 03 de março de (publicado em
03/03/1989) e alterada pela Resolução Unesp nº 37, de 14 de setembro de 2010.
1.2 Endereço
Reitoria
Universidade Estadual Paulista
Rua Quirino de Andrade, 215 - Centro - São Paulo/SP - CEP 01049-010
1.3 Direção
Prof Dr Murilo Gaspardo (Diretor)
Profª Drª Nanci Soares (Vice-Diretora)
3
1.5 Departamentos de Ensino vinculados ao Curso de Relações Internacionais
Departamento de Relações Internacionais
Departamento de História
Departamento de Direito Público
Departamento de Educação, Ciências Políticas e Políticas Públicas
3.1 Introdução
4
foi alterada pela Resolução UNESP 141, de 28 de novembro de 2003, publicada no Diário
Oficial do Estado de 29 de novembro de 2003, pág. 61, seção I. A atual estrutura curricular
foi estabelecida pela Resolução UNESP n. 20, de 20 de abril de 2010.
Quando do pedido da criação do curso de Relações Internacionais em Franca, o
Brasil contava com apenas três cursos de graduação específicos nessa área: o pioneiro, na
Universidade de Brasília – criado em 1974, gozou da particularidade de sua proximidade
com os órgãos governamentais, transformando-se em referência na área –, e dois outros
oferecidos em escolas privadas, pelas Faculdades Estácio de Sá (Rio de Janeiro) e PUC-SP.
Durante o tempo em que tramitava o processo solicitando a criação do curso na
FHDSS, houve um verdadeiro boom de novos cursos de Relações Internacionais no país.
Atribui-se este aumento nos cursos oferecidos a duas conjunturas. Por um lado, a maior
institucionalização dos departamentos de Ciência Política e da pós-graduação, com um
crescimento das linhas de pesquisa relacionadas às Relações Internacionais, bem como um
clima político de maior liberdade interna, de maior estabilidade e integração econômica.
Por outro lado, uma demanda por um profissional de formação mais abrangente e, ao
mesmo tempo, especializado na área internacional. Esta demanda relacionava-se com o
processo de globalização financeira, com a ampliação da inserção internacional do país,
com o aprofundamento dos processos de integração regional, conjunto que se associava a
um maior estreitamento decorrente das redes de informação, dos processos de trabalho, do
aquecimento global e dos problemas ambientais internacionais, dos litígios e processos de
paz, entre tantos outros. Ademais, essa ampliação do número de cursos de graduação em
Relações Internacionais foi ensejada pela política de expansão do ensino superior público
no âmbito federal, implementada durante os governos de Luis Inácio Lula da Silva e Dilma
Rousseff. Entretanto, a partir de 2015 essa tendência alterou-se drasticamente. A adoção de
políticas econômicas restritivas, a estipulação de um exíguo “teto de gastos”, e a adoção de
políticas deliberadamente antieducacionais indicam um cenário menos alvissareiro para os
próximos anos, com o estancamento senão a redução do número de vagas no ensino
superior público.
Os cursos criados nesse meio tempo, todavia, eram bastante diferentes entre si,
ainda que a sua maioria tendesse para uma formação mais próxima do que se avaliava
como demanda do mercado de trabalho.
5
Já no curso de Relações Internacionais da FCHS da UNESP, a proposta sempre foi a
de constituir-se em um curso clássico em humanidades. Optou-se por uma concepção de
curso que visasse uma formação de analista e formulador de políticas internacionais. Esta
orientação decorre de uma concepção que se refere, essencialmente, a um campo do
conhecimento e não a um conjunto de técnicas aplicáveis a sistemas operacionais
associados genericamente ao curso de Comércio Exterior. Além disso, o curso possui
disciplinas sobre o contexto brasileiro para que se possa pensar a inserção do Brasil nas
Relações Internacionais, bem como contribuir para o conhecimento da área a partir de uma
visão do Sul. Para tanto, partiu-se das disciplinas clássicas que compõem as Relações
Internacionais e das Diretrizes Nacionais Curriculares para o curso de graduação em
Relações Internacionais, bacharelado, estabelecida pela Resolução CNE/CES n. 4 de
outubro de 2017. Assim, busca-se atender ao estabelecido pelas Diretrizes Curriculares
sobre a carga horária, as disciplinas dos eixos de formação estruturante, de formação
interdisciplinar e de formação profissional, bem como regulando os demais componentes
curriculares do curso de modo que pudessem atender as exigências da referida Resolução, e
também possibilitar o desenvolvimento de capacidades e habilidades do profissional de
Relações Internacionais.
Desde a implantação do Projeto Político Pedagógico (PPP) vigente, em 2010, o
Conselho e o colegiado do curso têm se ocupado em analisar a trajetória do curso,
refletindo sobre as dinâmicas pedagógicas e, ademais, atentos à inserção profissional dos
egressos das quatorze turmas já formadas. As Reuniões Pedagógicas anuais permitiram uma
análise mais acurada do curso. Ficaram mais nítidas algumas disfuncionalidades, tais como
disciplinas que mereceriam ser deslocadas na seriação ideal. Ao longo do tempo verificou-se
a carência de algumas disciplinas e a não efetividade de outras, cuja realização muito
distava da sua concepção. A impossibilidade de executar o que se concebera para essas
disciplinas levou o colegiado dos professores da graduação em Relações Internacionais, com
a participação dos estudantes interessados, a extingui-las e substituí-las por outras, cuja
carência havia sido notada.
6
3.1.1. Objetivos Gerais
7
configuram a conjuntura, mas também interferir de forma a conciliar culturas, reduzir
tensões entre beligerantes, transformar perdas em benefícios, diluir conflitos em relações
harmônicas, facilitar a negociação entre adversários, conquistar mercados, em síntese:
otimizar a inserção de interesses no âmbito internacional para o ator que ele assessora, seja
um Estado, uma empresa privada, uma associação (sindicatos e associações profissionais),
organizações da sociedade civil ou organizações internacionais, de cunho multilateral.
A formação do profissional das Relações Internacionais egresso da UNESP-Franca,
embora contemple uma perspectiva mundial, procurará uma especialização principalmente
voltada para a compreensão das relações internacionais na América Latina e, mais
especificamente, na América do Sul, interpretando que é esse o horizonte de projeção
estratégica e da vocação internacionalista da nação brasileira, como claramente expresso no
preâmbulo da sua Constituição. Por outro lado e acorde com a vocação pacifista manifesta
nesse mesmo preâmbulo, o profissional que se deseja formar deverá possuir a consistência
ética, a densidade teórica e a capacidade técnica para atuar em diversos campos, como o
incremento do comércio internacional, a divulgação da cultura brasileira, ações
humanitárias, a resolução de conflitos e a formulação de estratégias orientadas pela
procura da Paz internacional e a isonomia de atores das relações no âmbito internacional,
especialmente na área de interesse do Brasil.
Para estes fins, o projeto pedagógico orienta-se para formar e aperfeiçoar as
seguintes habilidades e competências essenciais:
Domínio da bibliografia teórica e metodológica básica;
Densidade teórica;
Apreensão e atitudes críticas;
Consistência e postura ética;
Capacidade para interpretar a linguagem, os conceitos e os discursos das
Relações Internacionais;
Capacidade de trabalhar em equipe;
Capacidade de negociação;
Postura propositiva;
Capacidade de estimular o diálogo;
Compreensão prioritária das Relações Internacionais na América Latina;
Capacidade para atuar em diversos campos em sintonia com a vocação
pacifista;
Capacidade de formulação de políticas.
8
3.2 Justificativa
9
Geopolítica será substituída por Geografia Política, e serão criadas as disciplinas de Direito
Constitucional e de Métodos Quantitativos em Relações Internacionais, que incluirá a
Estatística em sua ementa.
Em relação ao Eixo de formação voltado à atividade profissional, será criada a
disciplina Laboratório de Relações Internacionais, com o intuito de possibilitar a aplicação
de tecnologias à pesquisa em Relações Internacionais, formulação de estratégias e
prospecção de cenários, práticas de simulações e análise de conjuntura. Além disso, outras
disciplinas da grade curricular também contarão com 1 crédito de aula prática:
- Geografia Política
- Teoria de Relações Internacionais II
- Ações Humanitárias Internacionais e Direitos Humanos
- Integração Regional da América Latina
- Estudos Estratégicos
- Metodologia de Relações Internacionais
- Métodos Quantitativos em Relações Internacionais
- Análise de Política Externa
Além disso, dentro das Atividades Acadêmicas Científico Culturais (AACC) serão
validadas ações realizadas fora do ambiente universitário, como o estágio curricular
opcional e atividades de extensão voltadas ao âmbito profissional, além de outras
atividades. O estágio curricular, que anteriormente era obrigatório, passará a ser opcional e
reconhecido dentro das AACC, que no total, deverão contabilizar 300 horas de carga
horária e 20 créditos. Deste total, 270 horas correspondem a atividades de extensão,
compondo 10% da carga horária total do curso, conforme a Resolução CNE/CES n. 7 de 18
de dezembro de 2018, que estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior
Brasileira. O TCC continua sendo um componente curricular obrigatório e com a mesma
carga horária de 120 horas e 8 créditos. Tanto o TCC como também as AACC são
normatizadas por regulamento próprio aprovado pelo Conselho de Curso de Graduação em
Relações Internacionais (CCGRI).
Esta nova proposta de PPP busca inserir os conceitos e conteúdos das Diretrizes
Nacionais sobre Políticas de Educação Ambiental, Educação em Direitos Humanos,
Educação das Relações Étnico Raciais e Histórias e Culturas Afro-Brasileira, Africana e
10
Indígenas, de modo transversal e interdisciplinar nas disciplinas obrigatórias e optativas do
curso. Ressalta-se a disciplina optativa que será oferecida a partir de 2020 de forma
interdepartamental, intitulada “Questões Étnico-Raciais no Brasil”, em que professores dos
quatro cursos da FCHS ministrarão aulas teóricas e práticas. Além disso, o CCCGRI e o
Departamento de Relações Internacionais têm empreendido esforços para que os docentes
utilizem metodologias de ensino e aprendizagem ativas que estimulem a formação integral
do estudante, por meio de propostas didático-pedagógicas que favoreçam o aprimoramento
de habilidades e competências esperadas do profissional da área e também a integração
entre teoria e prática.
11
– Capacidade de análise crítica das abordagens e teorias das Relações Internacionais
e utilização adequada de teorias e conceitos próprios do campo de Relações Internacionais
e seu uso na análise de situações concretas;
3.4 Avaliação
A Auto-avaliação tem sido feita de forma geral na UNESP por órgãos da Reitoria
(CPA), além da avaliação semestral periódica e obrigatória aos estudantes da graduação e
de conformidade com determinação do CEE em atendimento à LDB. Ademais, o curso de
Relações Internacionais passa por avaliações externas, pois participa periodicamente do
ciclo avaliativo do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) e da avaliação
de cursos, realizados anualmente, pelo Guia de Estudante. O Conselho de Curso realiza
anualmente a reunião pedagógica do curso que conta com a avaliação pelos docentes e
discentes. Portanto, se concretizam, ao longo desses anos, esforços periódicos com o
objetivo de realizar constante e ininterrupta avaliação do curso, com a participação efetiva
também dos discentes.
Enade 3 *
Guia do
Estudante 4 5 5 4 4
Avaliação
Externa/CPA B (bom) - - - -
Reconhecimento Portaria
do Curso CEE/GP
606/17
Fonte: Seção Técnica de Graduação da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais. Pasta Registros”, s/n.
* ainda não temos a avaliação refrente ao ano de 2018 do INEP
12
3.5 Estrutura Curricular
Horários de Funcionamento:
13
QUADRO DE CARGA HORÁRIA E CRÉDITOS
Tipo Carga horária Crédito
Disciplinas obrigatórias
2160 144
Disciplinas Optativas
120 8
AACC
300 20
TCC
120 8
Total
2.700 180
* Cada Créditos Corresponde a 15 horas/aula
14
com computadores, servidores e outros equipamentos tecnológicos que permitem a
realização de várias atividades, incluindo a aplicação de tecnologias à pesquisa em Relações
Internacionais. Portanto o conteúdo do eixo profissional ficou condensado em uma única
disciplina, porém as atividades deste eixo também estão presentes no conteúdo de outras
disciplinas já existentes como Teoria de Relações Internacionais II que passam a contar com
créditos de aulas práticas de análise de conjuntura, ou a disciplina de Geografia Política,
que também conta com um crédito de aula prática voltado aos exercícios de simulação.
Outras disciplinas também apresentas conteúdos voltados aos aspectos interculturais,
enfatizados pelas DCN, como a disciplina de Cultura e Linguagem e Antropologia Cultural.
Desta forma, foi possível a criação de outras disciplinas que não estavam presentes
na estrutura curricular preconizadas pelas DCN como a nova disciplina de Estudos
Estratégicos, que também possui um crédito de aula prática voltada à formulação de
estratégias e cenários prospectivos. Além da disciplina específica do eixo de formação
profissional, buscou-se inserir de modo transversal essas atividades nas demais disciplinas
do curso, de modo a valorizar metodologias de ensino e aprendizagem ativas e que
permitam desenvolver as habilidades e competências pretendidas.
Além destas novas disciplinas, foi necessário criar outras como a disciplina de
Geografia Política, em substituição à disciplina de Geopolítica, ampliando as temáticas
voltadas para a relação entre espaço e poder, e incluindo uma disciplina da área de
conhecimento de Geografia, como está estabelecido no eixo interdisciplinar nas DCN. A
Geopolítica não é uma disciplina da área da Geografia sendo, portanto, substituída por
Geografia Política.
Foi criado também Direito Constitucional buscando uma interface mais profunda
com a área do Direito e que é fundamental para a compreensão do Direito Internacional,
ampliando também a discussão sobre o Brasil. Também foi criada a disciplina de Métodos
Quantitativos em Relações Internacionais, incorporando os conteúdos de Estatística do eixo
interdisciplinar conforme as DCN estabelecem.
Do eixo de formação estruturante da área específica das Relações Internacionais
foram criadas disciplinas como a Análise de Política Externa, como estabelecido pelas DCN,
ampliando e aprofundando o conhecimento que permita uma análise mais verticalizada da
disciplina já existente de Política Externa Brasileira. Teorias da Integração Regional
15
também visa um aprofundamento da análise que permita uma compreensão maior da
disciplina agora renomeada de Integração Regional da América Latina (anteriormente
denominada Política Externa: Mecanismos de Integração da América Latina). Essa alteração
do nome da disciplina se faz necessário para não gerar confusão com as demais disciplinas
de Política Externa e a de Teorias de Integração Regional.
Outra disciplina renomeada foi Instituições, Regimes e Organizações
Internacionais, anteriormente denominada de Organizações e Sistemas Internacionais, para
se adequar a nomenclatura presente nas DCN.
Também se propõe a criação de uma disciplina em que foram fundidos os
conteúdos de Regime Internacional de Direitos Humanos e Assistência Humanitária
Internacional, denominada Ações Humanitárias Internacionais e Direitos Humanos, pois os
conteúdos das duas disciplinas fundidas se assemelhavam e repetiam em alguns aspectos, o
que permitiu a sua condensação em uma única disciplina.
A incorporação das AACC também visou se adequar à Resolução CNE/CES n. 7 de
18 de dezembro de 2018 que prevê a incorporação de 10% da carga horária total do curso
para atividades de extensão. Sendo assim, optou-se por destinar das 300 horas de AACC
270 horas dedicadas exclusivamente às atividades de extensão entendidas nas modalidades
de: programas, projetos, cursos e oficinas, eventos e prestação de serviços. As demais 30
horas podem ser validadas como as demais atividades previstas no Regulamento das AACC
(em Anexo) do curso de Relações Internacionais, incluindo o estágio curricular opcional.
Além das normas que regem as disciplinas optativas que serão especificadas, optou-
se por criar um rol de disciplinas optativas no curso em Tópicos Especiais como
recomendado pelas DCN, que visem a discussão de temas específicos mas também
priorizando temas como África, Cultura Africana, Ásia, Questões Étnico-raciais e
interculturais, Cultura dos Povos Indígenas, Educação Ambiental e Direitos Humanos.
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) continua como componente curricular
obrigatório, conforme estabelecido pelas DCN, continuando com a mesma carga horária de
120 horas, e normatizado pelo Regulamento do TCC do curso de Relações Internacionais
que foi recentemente revisado e aprovado no âmbito do Conselho de Curso de Graduação
em Relações Internacionais.
16
Para apresentar a estrutura aqui, dado que o curso não é seriado, optou-se pela
divisão proposta pelas DCN que são divididas em quatro eixos (interdisciplinar,
estruturante, profissional e complementar, sendo este último composto pelas AACC) e uma
linha de formação específica e regional. As disciplinas da linha específica e regional se
referem à proposta e objetivos do curso da UNESP e suas características, inclusive regionais,
que levaram a priorizar o nosso horizonte regional como o Brasil e a América Latina. São
elas:
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Disciplina do Eixo de formação profissional
1) Laboratório de Relações Internacionais
Disciplinas de Especialização
1)Economia Brasileira
2)Política Externa Brasileira
3)Formações Política e Econômica Brasileira
4)Instituições Políticas Brasileiras
5)Teorias de Integração Regional
6)Integração Regional da América Latina
Disciplinas Optativas
Ao final do curso, que pelo tempo ideal será cumprido em quatro anos, o
estudante terá cursado um total de 2.700 horas/aula, divididas em 2.160 horas/aula
dedicadas às disciplinas obrigatórias, 120 às disciplinas optativas, 120 à elaboração do
TCC e 300 horas/aula às AACC.
18
d) disciplinas da Pós-Graduação, segundo Resolução Unesp n.10 de 14 de fevereiro de
2019.
e) Em Instituições estrangeiras, conveniadas ou não com a Unesp, nos termos da Resolução
Unesp nº 73/2014 que regulamenta o Intercâmbio internacional no âmbito da Unesp.
O número de vagas para cada uma das disciplinas optativas, oferecidas pelos
Departamentos de Ensino do Campus de Franca, será decidido pelo docente responsável
pela mesma, desde que respeitadas as exigências legais e estruturais do Campus. Para todos
os casos em que a demanda for maior do que o número de vagas oferecidas serão
obedecidas, respeitando-se os períodos de matrícula, as seguintes prioridades:
a) os alunos que estiverem cursando o período ideal quando do oferecimento da
disciplina e que ainda não tenham concluído pelo menos uma optativa;
b) os que dela necessitarem para a integralização do curso no semestre (ou ano) de seu
oferecimento;
c) os que estiverem em dependência de disciplina optativa;
d) os alunos do terceiro ano do curso que desejarem antecipar disciplinas e que ainda
não tenham concluído uma optativa;
e) todos os alunos que tenham interesse, respeitando-se a ordem de matrícula.
19
3.5.5 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
20
3.5.8 A integralização do curso
4. Corpo Docente
21
Eduardo Mei RDIDP Teoria Sociológica 4 60
Sociologia das Relações 4 60
Internacionais
Substituto - Relações Comerciais 4 60
Internacionais 4 60
Economia Política Internacional
Total de carga horária do departamento 112 1.680
- - História Moderna 4 60
4 60
- RDIDP História Contemporânea
4 60
- RDIDP História das Américas
4 60
- - Direito Constitucional
- Métodos Quantitativos em 4 60
Relações Internacionais
Total de carga horária do departamento 20 300
22
4.2 Docentes a serem contratados
QUADRO – PREVISÃO DE CONTRATAÇÃO DOCENTE
Titulação Regime Departamento Disciplinas Ano a ser
contratado
Desde o Projeto Político Pedagógico do curso de 2010, vigente até o momento, não
foi contratado o docente previsto para ministrar as disciplinas de Economia Política
Internacional e Relações Comerciais Internacionais. Deste modo, mantemos a necessidade
desta contratação, tendo em vista que essas disciplinas permanecem nesta nova proposta,
inclusive com a exigência das DCN da disciplina de Economia Política Internacional, que é
do eixo de formação estruturante do curso. Sem essa contratação não há como se adequar
às DCN, bem como acarreta um grave prejuízo à pesquisa nesta área estruturante do curso.
23
6. Previsão de Despesas
7. Implementação Curricular
24
7.1 Sequência aconselhada
Ética DERI 4 60
História Moderna DH 4 60
Total 20 300
º
2 semestre ideal (1ª serie ideal)
História Contemporânea DH 4 60
Total 20 300
Total 20 300
Total 20 300
25
5° semestre ideal (3ª série ideal)
Total 20 300
Total 20 300
TCC DERI 4 60
Total 20 300
TCC DERI 4 60
26
AACC - 20 300
TOTAL
Total
AACC 20 300
Ética Ética
27
Disciplinas atuais Disciplinas Propostas
28
8. Ementário
Ementa
A disciplina visa introduzir o estudante no debate acerca da integração regional latino-
americana em perspectiva histórica, política e econômica. Discorre acerca da formação da
América Latina sob efeito da expansão ultramarina europeia; as forças centrípetas e
centrífugas atuantes na região; os movimentos de independência e as tentativas de concerto
regional. Trata ainda das várias perspectivas sob as quais a América Latina é representada
tais como o pós-colonialismo, o neocolonialismo, o decolonialismo e a teoria da
dependência. Examina, finalmente, o processo de integração regional sob o viés dos
organismos regionais aí atuantes (Aladi, Mercosul, IIRSA, Unasul, CAN, ALBA, CELAC,
MCCA, CARICOM, Pacto Andino, Alca, Alba, etc.).
Bibliografia Básica:
ALTMANN, Josette; ROJAS ARAVENA, Francisco & BRIGAGÃO, Clovis – Las paradojas de la
integración em América Latina y el Caribe. Madrid. Siglo XXI, 2008.
LANDER, Edgardo (org) – Colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales.
Perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires: Clacso/UNESCO, 2000.
MIGNOLO, Walter – Histórias locais / projetos globais: colonialidade, saberes subalternos e
pensamento liminar. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.
RIBEIRO, Darcy – As Américas e a civilização. Formação histórica e causas do
desenvolvimento desigual dos povos americanos. Petrópolis: vozes, 1988.
Ementa
A disciplina visa introduzir o estudante no estudo das diversas modalidades de Ações
Humanitárias Internacionais sob o prisma do respeito aos direitos humanos universais.
Discorre acerca das origens históricas dos direitos humanos e da ação humanitária
internacional; examina os fundamentos filosófico-jurídicos dos direitos humanos e do seu
amparo legal. Examina as violações dos direitos humanos e suas causas e as modalidades
de ações paliativas ou reparadoras. São também objetos de estudo da disciplina as missões
de paz, vítimas de guerra, refugiados, tráfico de pessoas, etc.
29
Bibliografia Básica:
CHESTERMAN, Simon – Just war or just peace? Humanitarian intervention and
international law. Oxford and New York: Oxford University Press, 2001.
MOLL, Leandro de Oliveira – Imunidades internacionais: tribunais nacionais ante a
realidade das organizações internacionais. Brasília: FUNAG, 2010. 241 p.
SWINARSKI, Christophe – Direito Internacional Humanitário: como sistema de proteção
internacional da pessoa humana (principais noções e institutos). São Paulo: Revistas de
Tribunais, 1990. 103 p.
VIOTTI, Aurélio R. A. – Ações Humanitárias pelo Conselho de Segurança: Entre a Cruz
Vermelha e Clausewitz. Brasilia: FUNAG, 2004. 180 p.
Ementa
A disciplina visa familiarizar o estudante de Relações Internacionais com os métodos
quantitativos de pesquisa, e uma introdução à Estatística. O objetivo é desenvolver no
estudante a habilidade de ler, analisar, utilizar e criticar os dados quantitativos disponíveis
e relacioná-los às pesquisas qualitativas.
Bibliografia Básica:
BECKER, Howard S. – Métodos de Pesquisa em Ciências Sociais. Trad. Marco Estevão e
Renato Aguiar. São Paulo: Hucitec, 1994
BUSSAB, Wilton O; MORETTIN, Pedro A. – Métodos Quantitativos: Estatística Básica. São
Paulo: Atlas, 1987.
SARTORI, Giovanni – A Política: Lógica e Método nas Ciências Sociais. Trad. Sérgio Bath.
Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1979.
SKOCPOL, Theda. Estados e Revoluções Sociais: Análise comparativa da França, Rússia e
China. Lisboa: Presença, 1979.
Ementa
A disciplina visa introduzir os estudantes nos estudos estratégicos e de defesa em
perspectiva teórica e histórica. Apresenta um panorama da história da guerra; as teorias da
30
guerra e da estratégia e debruça-se sobre as relações entre política e estratégia e da
estratégia com a economia, a tecnologia, o direito, etc., bem como da estratégia com os
aparatos militar e repressivo nas sociedades contemporâneas.
Bibliografia Básica:
ARON, R. – Pensar la Guerra, Clausewitz. volumes 1 e 2. Brasília, Editora Universidade de
Brasilia, 1986.
BEAUFRE, A. – Introducción a la Estrategia. Buenos Aires: Ed. Struhart & Cia., 1982.
MEI, Eduardo e SAINT-PIERRE, H. L. (orgs.) – Paz e guerra: Defesa e segurança entre as
nações. São Paulo: Edunesp, 2013.
RAMONET, I. – Guerras del Siglo XXI. Nuevos miedos, nuevas amenazas. Bs. As.,
Mondadori, 2002.
Ementa
Conceitos e instrumentos analíticos básicos de Teoria da Constituição. Formação
constitucional brasileira. A Constituinte de 1988 e o papel da constituição na democracia
brasileira. Introdução à Argumentação Constitucional: argumentos constitucionais e casos
importantes decididos pelo Supremo Tribunal Federal de 1988 para cá. Interface entre o
direito constitucional e o regime internacional dos direitos humanos. Evolução histórica dos
direitos humanos e o seu amparo na Constituição brasileira de 1988.
Bibliografia Básica:
BOBBIO, Norberto – A era dos direitos. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. Rio de
Janeiro: Campus, nova edição.
COMPARATO, Fábio Konder – A afirmação histórica dos direitos humanos. São Paulo:
Saraiva, 2008.
PIOVESAN, Flávia (coord.) – Direitos humanos, globalização econômica e integração
regional: desafios do Direito Constitucional Internacional. São Paulo: Max Limonad, 2002.
728p.
SANTOS, Boaventura de Sousa – Se Deus fosse um activista dos direitos humanos.
Coimbra: Ed. Almedina. 2013.
31
Disciplina: Instituições, Regimes e Organizações Internacionais
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h
Ementa
A disciplina visa a apresentar o debate acerca de Instituições, Regimes e Organizações
Internacionais em perspectiva crítica. Examina os seus fundamentos teóricos e os seus
aspectos políticos e organizacionais. Trata da atuação das Instituições, Regimes e
Organizações Internacionais, sua eficácia prática e suas limitações.
Bibliografia Básica:
Araujo, Luis I. A. – Das organizações internacionais. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2002.
Herz, Mônica, Hoffmann, Andrea Ribeiro e Tabak, Jana – Organizações internacionais:
história e práticas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
Karns, Margaret P. and Mingst, Karen A. – International Organizations. The Politics and
Processes of Global Governance. [Link]. Boulder: Lynne Rienner, 2010.
Seitenfus, Ricardo A. S. – Manual das organizações internacionais. Porto Alegre : Livraria
do Advogado, 2012.
Ementa
A disciplina tem por objetivo discutir as perspectivas da integração regional a partir dos
seus conceitos centrais e introduzir as diversas abordagens teóricas para analisar os
principais processos de integração regional no mundo. São tópicos a serem examinados:
por que integrar-se e como integrar-se; a estrutura e o desenho institucional; a soberania e
o princípio da supranacionalidade; o Direito da Integração ou Comunitário, entre outros.
Processos de Integração na África, na Ásia e na Europa.
Bibliografia Básica:
HAAS, Ernst. The Uniting of Europe: political, social and economic forces. Stanford:
Stanford University Press, 1958.
32
HURRELL, Andrew. “O ressurgimento do regionalismo na política mundial”. Contexto
Internacional, vol. 17, no. 1, jan-jun 1995, pp. 23-59.
Ementa
A disciplina busca analisar as relações entre o espaço e poder a partir da Geografia Política.
São introduzidos os conceitos centrais de território, espaço, territorialidade, entre outros, os
principais autores e perspectivas teóricas. É apresentada a Geopolítica e seus pensadores.
São analisados temas importantes da Geografia Política como a migração, fronteiras, meio
ambiente, energia, etc. É discutida a categoria de espaço nas Relações Internacionais e a
“armadilha territorial” a partir de uma abordagem crítica.
Bibliografia Básica:
COSTA, W. M. Geografia Política e Geopolítica: discursos sobre o território e o poder. São
Paulo: Hucitec / EdUSP, 1992.
Ementa
A disciplina faz uma introdução aos estudos de Análise de Política Externa (APE) a partir de
uma revisão histórica do surgimento e evolução da APE, as suas principais abordagens
33
analíticas e metodológicas. Política Doméstica e Política Internacional. O processo
decisório. Modelo racional. Modelo organizacional. Modelo de política burocrática. Jogos
de dois níveis. Análise cognitiva. Regimes políticos e conteúdo de política externa. O papel
da análise de discurso na política externa. Análise interpretativa. Matriz para a análise do
planejamento estratégico em política externa. As questões transnacionais na Política
Externa.
Bibliografia Básica:
Neack, Laura; Hey, Jeanne A.K; Haney, Patrick J. Foreingn Policy Analysis Continuity and
Change in its Second Generation; New Jersey: Prentice Hall College Div; 1 edition, 1995.
HUDSON, V. (2012). The History and Evolution of FPA. In: SMITH, S., HADFIELD, A., DUNNE, T. (Eds). Foreign
Policy: Theories, Actors, Cases. Oxford University Press, p. 13-35.
LOGGINS, J. A. (2009). Simulating the Foreign Policy Decision Making Process in the
Undergraduate Classroom. PS: Political Science and Politics.
MILNER, H. (1997). Interest, Institutions and Information: Domestic Politics and
International Relations. Princeton: Princeton University Press.
SALOMÓN, M. e PINHEIRO, L. Análise de Política Externa e Política Externa Brasileira:
trajetória, desafios e possibilidades de um campo de estudos. Revista Brasileira de Política
Internacional. V. 56, n. 1, 2013, p. 40-59.
Ementa
Essa disciplina é composta por atividades práticas voltadas à formação profissional dos
estudantes e a aplicação de tecnologias às pesquisas em Relações Internacionais. Análise de
Conjuntura. Formulação de Estratégias e elaboração de cenários prospectivos. Práticas de
simulação e simulações históricas. Projetos de cooperação internacional e
internacionalização.
Bibliografia Básica:
CRUZ, V. C. S. Teoria e método na análise de conjuntura. Educação e Sociedade, 2000.
Oliveira, D. P. K. Planejamento Estratégico. São Paulo: Atlas, 2007.
Patton, B. On teaching negotiation. In: Teaching negotiation: ideas and innovations.
Cambridge: MA, PON Books, 2000.
34
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica 0h
Ementa
O curso consiste no percurso de alguns tópicos destinados a auxiliar o aluno na
compreensão de questões teóricas e metodológicas da História da Moderna bem como em
sua aplicação a uma temática específica, a colonização e o imperialismo, com o objetivo de
compreender as relações internacionais modernas.
Bibliografia Básica:
ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1985.
HOBSBAWM, Eric J. Nações e nacionalismo desde 1780. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
LESSA, A. C. História das Relações Internacionais: a Pax Brittanica e o mundo do século
XIX. Petrópolis-RJ: Vozes, 2008.
Ementa
O curso consiste no percurso de alguns tópicos destinados a auxiliar o aluno na
compreensão da História Contemporânea bem como em sua aplicação a uma temática
específica da globalização, as grandes guerras do século XX, as lutas pela libertação
nacional, entre outras, com o objetivo de analisar as relações internacionais
contemporâneas.
Bibliografia Básica:
ARRIGUI, G. O longo século XX. São Paulo: Ed. UNESP, 1997.
SARAIVA, J. F. S. (org). Relações Internacionais contemporâneas: da sociedade
internacional do século XIX à era da globalização. São Paulo: Saraiva, 2008.
VAISSE, M. A. As Relações Internacionais desde 1945. Lisboa: Edições 70, 2009.
35
Disciplina: História da América
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica 0h
Ementa
O foco principal deste curso é o estudo da história da América, após a construção
dos Estados-nação até a década de 1980, aproximadamente, no âmbito das políticas
externas dos países que compõem o continente. Para tanto, é necessário privilegiar a
análise de eventos históricos específicos – como os processos de independência e as
revoluções do século XX – tendo como fundamento o cenário das relações internacionais.
Bibliografia Básica:
AGGIO, Alberto. LAHUERTA, Milton. Pensar o século XX. Problemas políticos e historia
nacional na America Latina. São Paulo: Unesp, 2003.
HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. O breve século XX (1914-1991). 2ª edição. São Paulo: Cia das Letras, 1995
PECEQUILO, Cristina Soreanu. A política externa dos Estados Unidos. 2 ed. Porto Alegre:
Editora UFRGS, 2005.
ROUQUIÉ, Alain. O Estado militar na América Latina. São Paulo: Editora Alfa-Omega,
1984.
Ementa
A disciplina ‘Economia Brasileira’ faz parte de um conjunto de disciplinas complementares à
Ciência Política, que é base para o curso de Relações Internacionais da FCHS. Diante deste
entendimento, o conteúdo a ser abordado na disciplina tem por objetivo familiarizar o
estudante com os principais eventos econômicos ocorridos no Brasil, que contribuem para a
delimitação da inserção do país no mundo contemporâneo. A disciplina foca-se em
elementos que caracterizam o desenvolvimento econômico do Brasil e para tanto pretende
fornecer elementos básicos para compreensão da realidade passada, das transformações
ocorridas e das consequências no presente. Ao final da disciplina o estudante deverá ter
condições de analisar a realidade econômica brasileira, em visão retrospectiva e
prospectiva. De posse de argumentos econômicos, ainda que de maneira resumida, o
estudante estará capacitado para promover a leitura e compreensão de trabalhos e artigos
desenvolvidos na área econômica, podendo embasar e expor suas opiniões e avaliações de
maneira oportuna e confortável.
36
Bibliografia Básica:
ABREU, M.P. (org.) A ordem do progresso: cem anos de política econômica republicana,
1889-1989. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
BIELSCHOWSKY, R. Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do
desenvolvimentismo. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000.
GIAMBIAGI, F.; VILLELA, A.; CASTRO, L.B. de; HERMANN, J. (org.) Economia brasileira.
São Paulo: Campus, 2004.
SEN, A. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
Ementa
As vertentes metodológicas em Relações Internacionais e seu significado; Abordagens
teóricas clássicas da Sociologia e das Relações Internacionais; Tendências contemporâneas
da Sociologia das Relações Internacionais.
Bibliografia Básica:
CLAUSEWITZ, Carl von — “O que é Guerra?” In: Idem, Da Guerra.
SCHUTZ, Alfred —El problema de la realidad social. Buenos Aires: Amorrortu, 2008.
WEBER, Max — Economia e Sociedade.
WOOD, Ellen Meiksins e FOSTER, John Bellamy (orgs.) — Em defesa da história: marxismo e pós modernismo.
(tradução: Ruy Jungmann). Rio de Janeiro, RJ : Jorge Zahar, 1999.
Ementa
Analisar a história da Política Externa Brasileira (PEB), a inserção do Brasil nas relações
internacionais e os principais temas da PEB.
Bibliografia Básica:
ALBUQUERQUE, J. A. Guilhon (Org.)(1996b). Sessenta anos de política externa brasileira (1930- 1990). Vol.2:
Diplomacia para o Desenvolvimento. São Paulo, NUPRI-USP/Cultura Editores Associados.
37
CASTRO, Flávio Mendes de Oliveira (1983). História da Organização do Ministério das
Relações Exteriores. Brasília, Ed. UNB.
FONSECA JR, Gélson & CASTRO, Sérgio H.N. (Orgs.)(1994). Temas de política externa
brasileira II. Rio de Janeiro, Paz e Terra/IPRI.
Ementa
Teorias em economia política internacional: clássicas, ortodoxas e heterodoxas. Objeto da
disciplina. Relações Estado, economia e sociedade. Modelos políticos e econômicos. Síntese
neoclássica. Modelos de equilíbrio geral. Modelo IS LM. Instabilidade do capitalismo.
Keynesianismo. Monetarismo. Novas tendências em teoria EPI. Teorias econômicas e crises
da economia capitalista mundial contemporânea.
Bibliografia Básica:
COUTINHO, M. MARX: Notas sobre a teoria do capital. 1997.
COX, R. Approaches to World Order. Cambridge Studies in International Relations. 1996.
HOBSBAWM, E. A Era dos Extremos. O breve século XX. 1914-1991. Companhia das Letras.
1996.
HOBSON, J. Imperialism. A study. Introduction; Parte II, chap. 1. NY James Pott &
Company, 1902.
38
Ementa
Esta disciplina constitui-se como espaço de reflexão crítica sobre os fundamentos básicos da
Antropologia como ciência. Enfatiza as abordagens teóricas contemporâneas. Subsidia a
discussão de questões candentes como Cultura e Identidade, diversidade social, imaginário,
etc. Trata da multireferencialidade e transdisciplinaridade no século XXI.
Bibliografia Básica:
CAMARGO, Julia Faria & SENHORAS, Elói Martins (orgs.). A crítica pós-moderna/pós-
estruturalista nas relações internacionais. Boa Vista: Editora da UFRR, 2010.
CONNOR, Steven. Cultura pós-moderna; introdução às teorias do contemporâneo. São
Paulo: Loyola, 1992.
ECO, Umberto. Apocalípticos e integrados. São Paulo: Perspectiva, 1970.
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
Ementa
Compreender a relevância dos estudos de segurança no cenário político internacional a
partir de um apanhado da literatura acadêmica pertinente. Avaliar o campo dos estudos
estratégicos e suas correntes teóricas e articular tal conhecimento com dados empíricos.
Discutir os principais conceitos no campo da segurança internacional e reconhecer o papel
dos atores envolvidos. Localizar o debate contemporâneo sobre resolução de conflitos.
Analisar a nova dinâmica acadêmica de securitização e segurança socialmente construída.
Bibliografia Básica:
BAYLIS, John (2001). “The Continuing Relevance of Strategic Studies in the Post-Cold War
[Link] Studies, Vol.1, No.2 (spring 2001), pp 1-14
BETTS, Richard K. “Should Strategic Studies Survive”.World Politics 50.1 The Johns
Hopkins University Press 1997.
BRIGAGAO, Clóvis; PROENÇA Jr., Domício. Panorama brasileiro de paz e segurança. São
Paulo;Hucitec; rio de janeiro: Fundação Konrad Adenauer, 2004.
BUZAN, Barry; Waever, Ole & Wilde, Jaap de (1998). “Security: A New Framework for
Analysis”.London, Lynne Rienner Publishers.
39
Disciplina: Relações Comerciais Internacionais
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h
Ementa
Sistema comercial mundial pré e pós-guerra. Instituições internacionais do comércio.
Crises, tensões e marcos regulatórios. A situação exportadora dos países periféricos. Nova
ordem comercial mundial. Organismos econômicos internacionais. Organização do
comércio internacional. Fluxos comerciais. Análise de tendências comerciais.
Bibliografia Básica:
Thomas Oatley (2011), International Political Economy.
Rodrik, Dani. (2015), Economics rules: Why economics works, when it fails, and how to tell
the difference. OUP Oxford.
Michael Barnett and Martha Finnemore (2004), Rules for the World.
Ementa
As teorias clássicas de formação do poder estatal; a relação entre público e privado;
diferentes formas de poder e poder político; a formação do Estado moderno; regimes
políticos, sistemas e formas de governo; a formação do Parlamento e da cidadania; conflito
e a ordem social; o debate liberal e o debate socialista na edificação do Estado; a política
interna e externa no Estado moderno; burocracia e administração pública.
Bibliografia Básica:
ARON, R. 1990. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo : UnB/Martins Fontes.
BOBBIO, N. 1994. Liberalismo e democracia. 5ª ed. São Paulo : Brasiliense.
WEBER, M. 1993. Ciência e Política: duas vocações. São Paulo : Cultrix.
40
Ementa
O Direito Internacional como produto da organização do Sistema Internacional e sua
função no estabelecimento do diálogo e da paz. Atores Internacionais e os Direitos na
formação da Sociedade Internacional.
Bibliografia Básica:
AGA KHAN, S. Legal problems relating to refugees and displaced persons. 149 RCADI,
1976.
SILVA, Roberto Luiz. Direito internacional público. [Link]. Belo Horizonte: Del Rey, 2002.
Ementa
Visão geral das Relações Internacionais. Fundamentos da disciplina. Atualidade e atuação
do profissional em Relações Internacionais. Embasamento para a continuidade dos estudos
na área.
Bibliografia Básica:
DOUGHERTY, James E. and PFALTZGRAFF, Robert L. Relações Internacionais: as teorias em confronto. Lisboa:
Gradiva, 2003.
FONSECA JR., Gelson. A legitimidade e outras questões internacionais. Poder e Ética entre
as Nações. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
41
Ementa
A política sob ordenação ontológica e teológica. A alma e a cidade. (principalmente os
estóicos). A modernidade: política ou filosofia moral como ciência. Isolar a razão de Estado
para o benefício dos súditos ou cidadãos, assim a violência justificada. O direito natural
moderno: representação política e individualismo. De quem a soberania? Como constituir o
soberano? As Luzes: a) natureza e princípio dos regimes político, b) democracia direta pela
vontade geral, c) o juízo político particular e universal, a política para a comunidade
humana. A razão e o Estado.
Bibliografia Básica:
ARISTÓTELES. Política. In : Col. Os Pensadores. Trad. Therezinha Monteiro Deutsch e Baby
Abrão. São Paulo : Nova Cultural, 1999.
BECKER, E. “Rousseau e as relações internacionais na modernidade”. In: Cadernos de ética e filosofia política, n. 16,
jan/2011, p. 13-32.
LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo. In : Col. Os pensadores. Trad. E. Jacy
Monteiro. São Paulo : Abril Cultural, 1973.
Ementa
Desenvolvimento do campo científico da Sociologia. A sociologia e a compreensão das
Relações Internacionais
Bibliografia Básica:
ARON, Raymond – Etapas do pensamento sociológico. [Tradução de Sergio Bath]. 4a Edição. São Paulo: Martins
Fontes, 1995.
DURKHEIM, Émile – Émile Durkheim: Sociologia. SP: Ática, 1984. [Coletânea organizada
por José Albertino Rodrigues – Coleção “Grandes Cientistas Sociais”.]
42
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h
Ementa
Formação política e econômica subjugada do Brasil, sob o olhar de seus primeiros
intérpretes. Os sucessores e o avanço do debate sobre a subordinação. Perspectivas da
dependência.
Bibliografia Básica:
FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil, Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1964.
PRADO JR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo Colônia. 7 ed. São Paulo: Brasiliense,
1963.
VIANA, Oliveira. Populações Meridionais do Brasil, 7 ed., Belo Horizonte: Itatiaia: Niterói:
Ed. da Universidade Federal Fluminense, 1987.
Disciplina: Ética
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h
Ementa
Estudo histórico das teorias éticas acerca da paz e da guerra. Pacifismo. Guerra Justa.
Argumentos teológicos e seculares. Análise crítica do uso ideológico do critério moral sobre
os conflitos armados. A filosofia da guerra de Clausewitz. O primado dos fins políticos. A
crítica da moralidade da razão de Estado. Análise das teorias contemporâneas de ética
internacional e política de paz da ONU. Intervenções humanitárias e guerra preventiva.
Bibliografia Básica:
ARISTÓTELES – Ética a Nicômaco. [Coleção Os Pensadores]. [Trad. William D. Ross]. São
Paulo, Abril cultural, 1973.
CLAUSEWITZ, Carl von – Da guerra. [Trad. Maria Teresa Ramos]. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
43
Ementa
A linguagem – dialógica por excelência – como mediadora das e nas relações sociais e
culturais. Linguagem, ideologia e a legitimação de identidades culturais. A distância entre
fato e acontecimento. A formação da nacionalidade a partir da concepção dialógica entre
identidade e alteridade. A equação cultura/poder. O trinômio cultura, linguagem e
identidade apresenta um indissociável e intercambiável campo de reflexões acerca do
fenômeno social. A partir desta concepção torna-se possível pensar as relações sociais e
culturais sob uma ótica dialógica, ou seja, cultura, linguagem e identidade se configuram
como conceitos interdependentes e interdisciplinares, na medida em que um engendra o
outro em um processo infinito de construção de verdades ideologicamente direcionadas
pelos diferentes grupos sociais, capazes de legitimar diversas formas de poder.
Bibliografia Básica:
BANN, S. As invenções da História: ensaios sobre a representação do passado. Trad. de
Flávia Villas-Boas. São Paulo: Edunesp, 1994.
FREYRE. G. Casa Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime da
economia patriarcal. Rio de Janeiro: Record, 1997.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956.
Ementa
Teoria e questões metodológicas. Níveis de análise e atores principais. As raízes teóricas das
relações internacionais: da antiguidade ao século XIX. A escola clássica das relações
internacionais: Realismo, Liberalismo. Marxismo.
Bibliografia Básica:
ARON, Raymond. Paz e Guerra entre as Nações. Brasília: Editora da Universidade de
Brasília, 2002. Introdução. p. 47-66
BALDWIN, David (ed.). "Neoliberalism, Neorealism, and World Politics". Neorealism and
Neoliberalism: The Contemporary Debate. New York: Columbia University Press, 1993.
Introdução.
BATTISTELA, Dario. Théories des relations internationales. 2 édition. Paris: Presses de
Sciences Po, 2006.
Disciplina: Economia Política
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
44
Carga horária Pratica: 0h
Ementa
Teoria e pensamento econômico modernos. Síntese neoclássica. Modelos de equilíbrio geral
IS LM. Instabilidade do capitalismo. Keynesianismo. Ortodoxia e Heterodoxia.
Monetarismo. Novas tendências em teoria econômica. Teoria econômica e crises.
Bibliografia Básica:
Arrighi, G. 1996. O Longo Século XX.* Ed. Contraponto. Ed. UNESP.
Belluzzo, L.G. 1987. Valor e Capitalismo*. Ed. Bienal.
Cornwall. J. & Cornwall. W. 2001. Capitalist development in the twentieth century*.
Cambridge. Un. Press.
Ementa
O Pensamento Político Brasileiro: as grandes interpretações. Sistema Eleitoral Brasileiro:
regras, problemas e funcionamento; Partidos Políticos no Brasil: estruturação, ideologia e
processos decisórios.
Bibliografia Básica:
BOBBIO, N. ; MATTEUCCI, N. ; PASQUINO, G. Dicionário de Política. Brasília: Ed.
Universidade de Brasília, 1994. v.1 e 2
CARVALHO, J.M. Mandonismo, Coronelismo, Clientelismo: uma discussão conceitual.
DADOS – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v.40, n. 2, 1997, p. 229-250.
PRADO Jr., C. Formação do Brasil Contemporâneo. 23ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2004.
45
Ementa
As grandes vertentes da teoria política da segunda metade do século XX; A política como
teoria e método de compreensão da realidade internacional; O pensamento político
contemporâneo e os temas clássicos: liberdade X igualdade.
Bibliografia Básica:
ENGELS, F. Do socialismo utópico ao socialismo científico. 6ª ed. São Paulo: Global editora,
1984.
FERNANDES, Florestan. Lênin: política. São Paulo: Ática, 1978. Coleção Grandes Cientistas
Sociais.
FUKUYAMA, F. O fim da História e o último homem. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.
Disciplina: Filosofia Da Ciência
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h
Ementa
Noções filosóficas sobre a ciência e outros tipos de conhecimento. Estrutura e
desenvolvimento do conhecimento científico. Recuperação histórica do surgimento do
conhecimento científico. Questões epistemológicas do conhecimento científico: a
fundamentação moderna da ciência. Avaliação das relações entre técnica e ciência à luz do
impacto político-social da industrialização capitalista. Discussão crítica do papel da ciência
na atualidade, destacando o problema da neutralidade científica: ideologia, epistemologia e
ética. Estabelecimento dos vínculos ideológicos entre o saber e poder e suas referências
ético-valorativas.
Bibliografia Básica:
ALVES, Ruben. Filosofia da Ciência. São Paulo: Brasiliense, 1985.
46
Ementa
As teorias neo-clássicas. A diversificação paradigmática das Teorias das Relações
Internacionais nos anos 60 e 70. O debate "científicos" versus tradicionais. O debate inter-
paradigmático dos anos 80 e 90. Teorias em debate no início do século XXI.
Bibliografia Básica:
BULL, Hedley. A Sociedade Anárquica. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2002.
COX, Robert. “Social Forces, States and World Orders: Beyond International Relations
Theory”. Millenium: Journal of International Studies: 10 (2), 1981, pp. 126-155.
KEOHANE, Robert. After Hegemony: cooperation and discord in the world political
economy.
Disciplina: Metodologia Da Relações Internacionais
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 45h
Carga horária Pratica 15h
Ementa
Os fundamentos da pesquisa científica em relações internacionais. A lógica do processo de
pesquisa. As fases para a elaboração de um projeto. A formulação de um problema de
pesquisa.
Bibliografia Básica:
CERVO, A.; BERVIAN, Pedro A.; DA SILVA, R. "Fases da Elaboração da Pesquisa" in
Metodologia Científica. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.
ECO, Umberto. "Que é uma tese e para que serve" in Como Se Faz Uma Tese. São Paulo:
Editora Perspectiva, 1989.
HALLIDAY, Fred. "Introdução: a importância do 'internacional' " in Repensando as Relações
Internacionais. Porto Alegre: Ed. da Universidade/UFRGS, 1999.
47
Ementa
Sistema monetário internacional passado e recente. Crise, ajuste e reestruturação
produtiva. Ciclo financeiro. Efeitos sobre políticas econômicas nacionais. Desempenhos
econômicos em economia mundial globalizada. Nova ordem internacional.
Bibliografia Básica:
ALMEIDA, A. Internacionalização de empresas brasileiras. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
BAUMANN, R.; GONÇALVES, R. Economia internacional: teoria e experiência brasileira.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
CARBAUGH, R.J. Economia internacional. São Paulo: Thomson, 2004.
48