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Projeto Pedagógico de Relações Internacionais UNESP

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Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP

Faculdade de Ciências Humanas e Sociais


Campus de Franca – SP

Projeto Pedagógico do Curso de


Bacharelado em Relações Internacionais

2020

1
Sumário

1 Dados institucionais
1.1 Criação 3
1.2 Endereço 3
1.3 Direção 3
1.4 Coordenação do Curso 3
1.5 Departamentos de Ensino vinculados ao Curso de Relações Internacionais 4
2. Resultado da avaliação do curso e do Currículo Vigente 4
3. Projeto Político Pedagógico do Curso de Relações Internacionais 4
3.1 Introdução 4
3.1.1. Objetivos Gerais 7
3.1.2 Perfil do Profissional 7
3.2 Justificativa 9
3.3 Perfil do Egresso 11
3.4 Avaliação 12
3.5 Estrutura Curricular 12
3.5.1 Formas de ingresso, vagas, períodos e regimes de matrícula 13
3.5.2 Estrutura Curricular Proposta 14
3.5.3 Disciplinas Optativas 18
3.5.4 Atividades Acadêmicas Científico-culturais (AACC) 19
3.5.5 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) 20
3.5.6 Estágio Curricular 20
3.5.7 Cumprimento dos Créditos 20
3.5.8 A integralização do curso 21
4. Corpo Docente 21
4.1 Distribuição de disciplinas por Departamento 21
4.2 Docentes a serem contratados 23
5. Corpo Técnico Administrativo 23
6. Previsão de Despesas 24
7. Implementação Curricular 24
7.1 Sequência aconselhada 25
7.2 Quadro de Equivalência 27
8. Ementário 29

2
1 Dados institucionais

1.1 Criação
Universidade Estadual Paulista – criada pela Lei nº 952, de 30 de janeiro de 1976
(Publicada na Secretaria da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 20 de abril
de 1976).

Faculdade Ciências Humanas e Sociais – Unesp Campus de Franca – criada pelo Estatuto da
Unesp, regulamentado pelo Decreto nº 29.720, de 03 de março de (publicado em
03/03/1989) e alterada pela Resolução Unesp nº 37, de 14 de setembro de 2010.

Curso de Graduação em Relações Internacionais – atos regulatórios


Modalidade/Habilitação/ênfase: Bacharelado
a) Curso autorizado pela Resolução Unesp 34, de 1o de junho de 2001, publicada no
Diário Oficial do Estado de 2 de junho de 2001, pág. 23, seção I.

b) Estrutura curricular estabelecida pela Resolução Unesp 20, de 1 de abril de 2010,


publicada no Diário Oficial do Estado de 02 de abril de 2010.

c) Reconhecimento pela Portaria CEE/GP 606/17, de 28 de novembro de 2017,


publicada no Diário Oficial do Estado de 29 de novembro de 2017.

1.2 Endereço
Reitoria
Universidade Estadual Paulista
Rua Quirino de Andrade, 215 - Centro - São Paulo/SP - CEP 01049-010

Faculdade de Ciências Humanas e Sociais – Unesp Câmpus de Franca


Av Eufrásia Monteiro Petraglia, 900 – Jardim Petraglia – Franca – SP – CEP 14409-160

1.3 Direção
Prof Dr Murilo Gaspardo (Diretor)
Profª Drª Nanci Soares (Vice-Diretora)

1.4 Coordenação do Curso


Profª Drª Fernanda Mello Sant’Anna (coordenadora)
Prof. Dr. Auguto Zanetti (vice-coordenador)

3
1.5 Departamentos de Ensino vinculados ao Curso de Relações Internacionais
Departamento de Relações Internacionais
Departamento de História
Departamento de Direito Público
Departamento de Educação, Ciências Políticas e Políticas Públicas

2. Resultado da avaliação do curso e do Currículo Vigente

Quadro 1 – Funcionamento do Curso


Curso Anos de funcionamento
2014 2015 2016 2017 2018
V N V N V N V N V N
VAGAS OFERECIDAS 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50
RELAÇÃO CANDIDATO / VAGA 12,9 12,7 14,8 10,6 15,5 10,1 19,5 12,6 15,2 10,6
Nº DE ALUNOS MATRICULADOS 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50
PELO VESTIBULAR
Nº DE ALUNOS TRANSFERIDOS 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0
PARA OUTRAS IE
Nº DE ALUNOS TRANSFERIDOS DE 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
OUTRAS UNIDADES DA UNESP
Nº DE ALUNOS TRANSFERIDOS DE 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
OUTRAS INSTITUIÇÕES
Fonte: Seção Técnica de Graduação da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais. Pasta Registros”, s/n.

3. Projeto Político Pedagógico do Curso de Relações Internacionais

3.1 Introdução

O curso de Graduação em Relações Internacionais da UNESP de Franca foi


implementado, em 2002, na então denominada Faculdade de História, Direito e Serviço
Social (FHDSS), a qual passou a denominar-se Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
(FCHS), em 2010 (Resolução Unesp nº 37, de 14 de setembro DE 2010.). Neste período
quatorze turmas foram formadas, perfazendo um total de 1.032 bacharéis em Relações
Internacionais.
O curso teve aprovada a renovação por cinco anos do reconhecimento em 29 de
novembro de 2017, Portaria CEE/GP n. 606, publicada no Diário Oficial do Estado de São
Paulo de 29 de novembro de 2017. A sua primeira estrutura curricular foi estabelecida
inicialmente pela Resolução UNESP 16, de 15 de março de 2002, publicada no Diário
Oficial do Estado de 16 de março de 2002, pág. 65, seção I. Em 2003, a estrutura curricular

4
foi alterada pela Resolução UNESP 141, de 28 de novembro de 2003, publicada no Diário
Oficial do Estado de 29 de novembro de 2003, pág. 61, seção I. A atual estrutura curricular
foi estabelecida pela Resolução UNESP n. 20, de 20 de abril de 2010.
Quando do pedido da criação do curso de Relações Internacionais em Franca, o
Brasil contava com apenas três cursos de graduação específicos nessa área: o pioneiro, na
Universidade de Brasília – criado em 1974, gozou da particularidade de sua proximidade
com os órgãos governamentais, transformando-se em referência na área –, e dois outros
oferecidos em escolas privadas, pelas Faculdades Estácio de Sá (Rio de Janeiro) e PUC-SP.
Durante o tempo em que tramitava o processo solicitando a criação do curso na
FHDSS, houve um verdadeiro boom de novos cursos de Relações Internacionais no país.
Atribui-se este aumento nos cursos oferecidos a duas conjunturas. Por um lado, a maior
institucionalização dos departamentos de Ciência Política e da pós-graduação, com um
crescimento das linhas de pesquisa relacionadas às Relações Internacionais, bem como um
clima político de maior liberdade interna, de maior estabilidade e integração econômica.
Por outro lado, uma demanda por um profissional de formação mais abrangente e, ao
mesmo tempo, especializado na área internacional. Esta demanda relacionava-se com o
processo de globalização financeira, com a ampliação da inserção internacional do país,
com o aprofundamento dos processos de integração regional, conjunto que se associava a
um maior estreitamento decorrente das redes de informação, dos processos de trabalho, do
aquecimento global e dos problemas ambientais internacionais, dos litígios e processos de
paz, entre tantos outros. Ademais, essa ampliação do número de cursos de graduação em
Relações Internacionais foi ensejada pela política de expansão do ensino superior público
no âmbito federal, implementada durante os governos de Luis Inácio Lula da Silva e Dilma
Rousseff. Entretanto, a partir de 2015 essa tendência alterou-se drasticamente. A adoção de
políticas econômicas restritivas, a estipulação de um exíguo “teto de gastos”, e a adoção de
políticas deliberadamente antieducacionais indicam um cenário menos alvissareiro para os
próximos anos, com o estancamento senão a redução do número de vagas no ensino
superior público.
Os cursos criados nesse meio tempo, todavia, eram bastante diferentes entre si,
ainda que a sua maioria tendesse para uma formação mais próxima do que se avaliava
como demanda do mercado de trabalho.

5
Já no curso de Relações Internacionais da FCHS da UNESP, a proposta sempre foi a
de constituir-se em um curso clássico em humanidades. Optou-se por uma concepção de
curso que visasse uma formação de analista e formulador de políticas internacionais. Esta
orientação decorre de uma concepção que se refere, essencialmente, a um campo do
conhecimento e não a um conjunto de técnicas aplicáveis a sistemas operacionais
associados genericamente ao curso de Comércio Exterior. Além disso, o curso possui
disciplinas sobre o contexto brasileiro para que se possa pensar a inserção do Brasil nas
Relações Internacionais, bem como contribuir para o conhecimento da área a partir de uma
visão do Sul. Para tanto, partiu-se das disciplinas clássicas que compõem as Relações
Internacionais e das Diretrizes Nacionais Curriculares para o curso de graduação em
Relações Internacionais, bacharelado, estabelecida pela Resolução CNE/CES n. 4 de
outubro de 2017. Assim, busca-se atender ao estabelecido pelas Diretrizes Curriculares
sobre a carga horária, as disciplinas dos eixos de formação estruturante, de formação
interdisciplinar e de formação profissional, bem como regulando os demais componentes
curriculares do curso de modo que pudessem atender as exigências da referida Resolução, e
também possibilitar o desenvolvimento de capacidades e habilidades do profissional de
Relações Internacionais.
Desde a implantação do Projeto Político Pedagógico (PPP) vigente, em 2010, o
Conselho e o colegiado do curso têm se ocupado em analisar a trajetória do curso,
refletindo sobre as dinâmicas pedagógicas e, ademais, atentos à inserção profissional dos
egressos das quatorze turmas já formadas. As Reuniões Pedagógicas anuais permitiram uma
análise mais acurada do curso. Ficaram mais nítidas algumas disfuncionalidades, tais como
disciplinas que mereceriam ser deslocadas na seriação ideal. Ao longo do tempo verificou-se
a carência de algumas disciplinas e a não efetividade de outras, cuja realização muito
distava da sua concepção. A impossibilidade de executar o que se concebera para essas
disciplinas levou o colegiado dos professores da graduação em Relações Internacionais, com
a participação dos estudantes interessados, a extingui-las e substituí-las por outras, cuja
carência havia sido notada.

6
3.1.1. Objetivos Gerais

O objetivo geral do Curso de Relações Internacionais da FCHS/UNESP, em


consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Relações
Internacionais, é formar bacharéis em Relações Internacionais habilitados a compreender
criticamente as “questões internacionais no seu contexto político, econômico, histórico,
geográfico, estratégico, jurídico, cultural e social”. A formação contempla um profissional
graduado capaz de compreender e intervir no debate contemporâneo de forma crítica, que
esteja capacitado para colaborar na formulação de políticas nas mais diversas áreas nas
quais hoje é exigida a presença do internacionalista. Trata-se de formar o profissional capaz
de interpretar a linguagem das relações internacionais, compreender o fenômeno
internacional e, a partir desta compreensão, ser apto a assessorar e atuar em organismos
que operem no âmbito internacional.
A formação deve atender aos padrões de qualidade dos cursos oferecidos pelas
Universidades públicas em geral e pela UNESP em particular. Para tanto, o desejável
equilíbrio entre a formação específica e a visão crítica, bem como da pesquisa e de sua
aplicação, são incentivados desde o primeiro momento do ingresso do estudante no curso
de Relações Internacionais.

3.1.2 Perfil do Profissional

A demanda por este profissional, de características muito diferentes das do


diplomata (porta voz dos interesses do Estado que ele representa) e do formado em
Comércio Exterior (um especialista em gestão comercial), apresenta-se difusa, tendo em
vista a ausência de clareza sobre os marcos de sua atuação. Torna-se imprescindível, pois,
capacitar o graduado para corresponder adequadamente a esta demanda sendo capaz de, a
partir da apreensão crítica dos processos formadores da sua sociedade e da sociedade
internacional, dar respostas para os cenários que se anunciam, proporcionando conteúdo
axiológico, maximizando a economia dos meios, otimizando o alcance das ações e
analisando as possíveis consequências das diferentes decisões que poderão tomar os atores
no âmbito das relações internacionais. Assim, esse profissional será capaz de elaborar
estratégias para não apenas compreender o caminho apontado pelas tendências que

7
configuram a conjuntura, mas também interferir de forma a conciliar culturas, reduzir
tensões entre beligerantes, transformar perdas em benefícios, diluir conflitos em relações
harmônicas, facilitar a negociação entre adversários, conquistar mercados, em síntese:
otimizar a inserção de interesses no âmbito internacional para o ator que ele assessora, seja
um Estado, uma empresa privada, uma associação (sindicatos e associações profissionais),
organizações da sociedade civil ou organizações internacionais, de cunho multilateral.
A formação do profissional das Relações Internacionais egresso da UNESP-Franca,
embora contemple uma perspectiva mundial, procurará uma especialização principalmente
voltada para a compreensão das relações internacionais na América Latina e, mais
especificamente, na América do Sul, interpretando que é esse o horizonte de projeção
estratégica e da vocação internacionalista da nação brasileira, como claramente expresso no
preâmbulo da sua Constituição. Por outro lado e acorde com a vocação pacifista manifesta
nesse mesmo preâmbulo, o profissional que se deseja formar deverá possuir a consistência
ética, a densidade teórica e a capacidade técnica para atuar em diversos campos, como o
incremento do comércio internacional, a divulgação da cultura brasileira, ações
humanitárias, a resolução de conflitos e a formulação de estratégias orientadas pela
procura da Paz internacional e a isonomia de atores das relações no âmbito internacional,
especialmente na área de interesse do Brasil.
Para estes fins, o projeto pedagógico orienta-se para formar e aperfeiçoar as
seguintes habilidades e competências essenciais:
 Domínio da bibliografia teórica e metodológica básica;
 Densidade teórica;
 Apreensão e atitudes críticas;
 Consistência e postura ética;
 Capacidade para interpretar a linguagem, os conceitos e os discursos das
Relações Internacionais;
 Capacidade de trabalhar em equipe;
 Capacidade de negociação;
 Postura propositiva;
 Capacidade de estimular o diálogo;
 Compreensão prioritária das Relações Internacionais na América Latina;
 Capacidade para atuar em diversos campos em sintonia com a vocação
pacifista;
 Capacidade de formulação de políticas.

8
3.2 Justificativa

A proposta de reestruturação curricular visa atender às Diretrizes Nacionais


Curriculares para o curso de graduação em Relações Internacionais, bacharelado (DCN),
regulamentadas pela Resolução CNE/CES no. 4, de 4 de outubro de 2017, bem como as
Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira, Resolução CNE/CES n. 7 de 18
de dezembro de 2018. Pretende-se, portanto, a implementação desta nova proposta de
Projeto Político Pedagógico (PPP) a partir de 2020.
As alterações promovidas também levam em consideração as avaliações de docentes
e discentes do curso sobre o PPP atual e as discussões no âmbito do Fórum de
Coordenadores de curso de Graduação em Relações Internacionais da Associação Brasileira
de Relações Internacionais (ABRI), bem como das reuniões pedagógicas do curso desde a
implementação do PPP de 2010. Trata-se, também, de uma adequação à dinâmica da
realidade do desenvolvimento da área de Relações Internacionais no Brasil e das exigências
normativas dos órgãos governamentais. A promoção dessas alterações tem como princípios
norteadores o compromisso social na formação de profissionais éticos e coerentes com o
ensino público, gratuito e de qualidade.
As DCN estabelecem quatro eixos para os conteúdos básicos do curso: eixo de
formação estruturante, eixo de formação interdisciplinar, eixo de formação profissional e
eixo de formação complementar. As alterações previstas na estrutura curricular incluem a
criação de disciplinas dos Eixos de Formação Estruturante, que não constavam na grade
curricular a saber: Estudos Estratégicos, Análise de Política Externa, além da disciplina de
Teorias da Integração Regional, que visa suprir uma demanda sobre debates e reflexões
teóricas a cerca dos processos regionais de integração, bem como a análise de tais
abordagens em outras partes do mundo como Europa, América do Norte, África, entre
outras. A disciplina de Instituições, Regimes e Organizações Internacionais irá substituir a
denominada como Organizações e Sistemas Internacionais. E a disciplina Política Externa:
Mecanismos de Integração da América Latina será renomeada para Integração Regional da
América Latina, em consonância com o objetivo do curso de priorizar a análise sobre a
América Latina.
Visando se adequar ao Eixo de Formação Interdisciplinar, serão criadas disciplinas
atualmente ausentes nas áreas de Geografia, Direito e Estatística. A disciplina de

9
Geopolítica será substituída por Geografia Política, e serão criadas as disciplinas de Direito
Constitucional e de Métodos Quantitativos em Relações Internacionais, que incluirá a
Estatística em sua ementa.
Em relação ao Eixo de formação voltado à atividade profissional, será criada a
disciplina Laboratório de Relações Internacionais, com o intuito de possibilitar a aplicação
de tecnologias à pesquisa em Relações Internacionais, formulação de estratégias e
prospecção de cenários, práticas de simulações e análise de conjuntura. Além disso, outras
disciplinas da grade curricular também contarão com 1 crédito de aula prática:
- Geografia Política
- Teoria de Relações Internacionais II
- Ações Humanitárias Internacionais e Direitos Humanos
- Integração Regional da América Latina
- Estudos Estratégicos
- Metodologia de Relações Internacionais
- Métodos Quantitativos em Relações Internacionais
- Análise de Política Externa
Além disso, dentro das Atividades Acadêmicas Científico Culturais (AACC) serão
validadas ações realizadas fora do ambiente universitário, como o estágio curricular
opcional e atividades de extensão voltadas ao âmbito profissional, além de outras
atividades. O estágio curricular, que anteriormente era obrigatório, passará a ser opcional e
reconhecido dentro das AACC, que no total, deverão contabilizar 300 horas de carga
horária e 20 créditos. Deste total, 270 horas correspondem a atividades de extensão,
compondo 10% da carga horária total do curso, conforme a Resolução CNE/CES n. 7 de 18
de dezembro de 2018, que estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior
Brasileira. O TCC continua sendo um componente curricular obrigatório e com a mesma
carga horária de 120 horas e 8 créditos. Tanto o TCC como também as AACC são
normatizadas por regulamento próprio aprovado pelo Conselho de Curso de Graduação em
Relações Internacionais (CCGRI).
Esta nova proposta de PPP busca inserir os conceitos e conteúdos das Diretrizes
Nacionais sobre Políticas de Educação Ambiental, Educação em Direitos Humanos,
Educação das Relações Étnico Raciais e Histórias e Culturas Afro-Brasileira, Africana e

10
Indígenas, de modo transversal e interdisciplinar nas disciplinas obrigatórias e optativas do
curso. Ressalta-se a disciplina optativa que será oferecida a partir de 2020 de forma
interdepartamental, intitulada “Questões Étnico-Raciais no Brasil”, em que professores dos
quatro cursos da FCHS ministrarão aulas teóricas e práticas. Além disso, o CCCGRI e o
Departamento de Relações Internacionais têm empreendido esforços para que os docentes
utilizem metodologias de ensino e aprendizagem ativas que estimulem a formação integral
do estudante, por meio de propostas didático-pedagógicas que favoreçam o aprimoramento
de habilidades e competências esperadas do profissional da área e também a integração
entre teoria e prática.

3.3 Perfil do Egresso

O egresso do curso de Relações Internacionais deve estar apto a exercer atividades


com interface internacional nas esferas pública e privada, tais como governos,
universidades, empresas, organizações internacionais, organizações não-governamentais,
consultorias, mercado financeiro, entre outras instituições. Portanto, o curso busca
desenvolver as seguintes competências e habilidades, presentes nas DNC:
- Capacidade de compreensão e análise crítica de questões internacionais complexas
a partir de um olhar interdisciplinar e orientado por uma formação geral, humanística e
ética;
- Capacidade de negociação e resolução de conflitos numa perspectiva intercultural
em uma realidade diversificada e em transformação;
- Capacidade de utilização de novas tecnologias de pesquisa e comunicação aplicada
à área de Relações Internacionais;
- Habilidades interpessoais (consciência social, responsabilidade social e empatia) e
de comunicação e expressão oral em língua portuguesa e línguas estrangeiras;
- Capacidades de planejamento estratégico, formulação de políticas e cenários,
execução e avaliação de Projetos de internacionalização, de cooperação internacional, e
desenvolvimento local, e de instrumentos normativos internacionais;
- Capacidade de pesquisa com a utilização dos métodos quantitativos e qualitativos
para análise das relações internacionais;

11
– Capacidade de análise crítica das abordagens e teorias das Relações Internacionais
e utilização adequada de teorias e conceitos próprios do campo de Relações Internacionais
e seu uso na análise de situações concretas;

3.4 Avaliação

A Auto-avaliação tem sido feita de forma geral na UNESP por órgãos da Reitoria
(CPA), além da avaliação semestral periódica e obrigatória aos estudantes da graduação e
de conformidade com determinação do CEE em atendimento à LDB. Ademais, o curso de
Relações Internacionais passa por avaliações externas, pois participa periodicamente do
ciclo avaliativo do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) e da avaliação
de cursos, realizados anualmente, pelo Guia de Estudante. O Conselho de Curso realiza
anualmente a reunião pedagógica do curso que conta com a avaliação pelos docentes e
discentes. Portanto, se concretizam, ao longo desses anos, esforços periódicos com o
objetivo de realizar constante e ininterrupta avaliação do curso, com a participação efetiva
também dos discentes.

Quadro 2 - Dados das Avaliações Externas


Tipo de 2014 2015 2016 2017 2018
Avaliação/ano

Enade 3 *

Guia do
Estudante 4 5 5 4 4

Avaliação
Externa/CPA B (bom) - - - -

Reconhecimento Portaria
do Curso CEE/GP
606/17

Fonte: Seção Técnica de Graduação da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais. Pasta Registros”, s/n.
* ainda não temos a avaliação refrente ao ano de 2018 do INEP

12
3.5 Estrutura Curricular

3.5.1 Formas de ingresso, vagas, períodos e regimes de matrícula

O curso de graduação em Relações Internacionais da Faculdade de Ciências


Humanas e Sociais (FCHS) – UNESP, campus de Franca, oferece cem vagas, a serem
preenchidas por meio de concurso vestibular, sendo 50 vagas no período vespertino e 50
vagas no período noturno.
As vagas remanescentes são disponibilizadas por meio de um processo de
transferência interna aos estudantes da própria UNESP, seguido de processo de
transferência externa direcionada às demais instituições de ensino superior, seguindo as
normas vigentes que regulam esses processos.
A matrícula no curso é anual, sendo as disciplinas oferecidas semestralmente. A
organização das disciplinas em semestres é compatível com o processo de
internacionalização da Universidade, pois facilita aos estudantes, assim como aos docentes,
a realização de intercâmbio acadêmico.

Horários de Funcionamento:

Tarde: das 13h às 17h - de segunda a sexta-feira


Noite das 19h às 23h - de segunda a sexta-feira

O dia de sábado é considerado letivo conforme previsto no calendário escolar,


podendo ser ministradas aulas de atividades complementares, seminários temáticos, aulas
práticas, bem como, eventualmente, aulas regulares de disciplinas obrigatórias ou
optativas.

Duração da hora/aula: 60 minutos/tarde e noite


Carga horária total do Curso: 2.700 horas

Número de vagas oferecidas, por período:


Tarde: 50 vagas, por ano.
Noite: 50 vagas, por ano.
Tempo mínimo para integralização: 4 (quatro) anos.
Tempo máximo para integralização: 7 (sete) anos.

13
QUADRO DE CARGA HORÁRIA E CRÉDITOS
Tipo Carga horária Crédito

Disciplinas obrigatórias
2160 144
Disciplinas Optativas
120 8
AACC
300 20
TCC
120 8
Total
2.700 180
* Cada Créditos Corresponde a 15 horas/aula

3.5.2 Estrutura Curricular Proposta

A atual proposta de estrutura curricular visa se adequar às DCN alterando a


estrutura presente no Projeto Político Pedagógico do curso de 2010, conforme Resolução
UNESP n. 20 de 01 de abril de 2010. A nova proposta enfatiza cinco pontos centrais: a) a
melhor localização na seriação ideal das disciplinas; b) a extinção de disciplinas; c) a
criação de novas disciplinas; d) a alteração no nome de disciplinas e e) a inclusão das
Atividades acadêmicas científico culturais (AACC) com seu Regulamento próprio. Além
destes cinco pontos, houve o aumento da carga horária total do curso, passando de 2.580
horas para 2.700 horas. Todas as alterações previstas na estrutura curricular apresentada
visam se adequar às DCN. No primeiro ponto pretendeu-se uma melhor articulação entre os
conteúdos das diferentes áreas do conhecimento e uma melhor forma de inserção da
interdisciplinaridade no processo de ensino e aprendizagem. No caso da extinção de
disciplinas foram levadas em consideração as avaliações sobre as mesmas tanto pelos
docentes como também pelos discentes do curso, sendo que algumas disciplinas foram
fundidas com combinação de conteúdos ou simplesmente extintas devido à criação de
novas, consideradas fundamentais pelas DCN e que não estavam presentes na estrutura
curricular anterior.
Como era necessário criar novas disciplinas na estrutura curricular devido às DCN,
optou-se por extinguir as disciplinas de Temas de Análise em Relações Internacionais, que
se referem ao eixo de formação profissional e foram combinadas na disciplina de
Laboratório de Relações Internacionais, ressaltando que o curso conta com um Laboratório

14
com computadores, servidores e outros equipamentos tecnológicos que permitem a
realização de várias atividades, incluindo a aplicação de tecnologias à pesquisa em Relações
Internacionais. Portanto o conteúdo do eixo profissional ficou condensado em uma única
disciplina, porém as atividades deste eixo também estão presentes no conteúdo de outras
disciplinas já existentes como Teoria de Relações Internacionais II que passam a contar com
créditos de aulas práticas de análise de conjuntura, ou a disciplina de Geografia Política,
que também conta com um crédito de aula prática voltado aos exercícios de simulação.
Outras disciplinas também apresentas conteúdos voltados aos aspectos interculturais,
enfatizados pelas DCN, como a disciplina de Cultura e Linguagem e Antropologia Cultural.
Desta forma, foi possível a criação de outras disciplinas que não estavam presentes
na estrutura curricular preconizadas pelas DCN como a nova disciplina de Estudos
Estratégicos, que também possui um crédito de aula prática voltada à formulação de
estratégias e cenários prospectivos. Além da disciplina específica do eixo de formação
profissional, buscou-se inserir de modo transversal essas atividades nas demais disciplinas
do curso, de modo a valorizar metodologias de ensino e aprendizagem ativas e que
permitam desenvolver as habilidades e competências pretendidas.
Além destas novas disciplinas, foi necessário criar outras como a disciplina de
Geografia Política, em substituição à disciplina de Geopolítica, ampliando as temáticas
voltadas para a relação entre espaço e poder, e incluindo uma disciplina da área de
conhecimento de Geografia, como está estabelecido no eixo interdisciplinar nas DCN. A
Geopolítica não é uma disciplina da área da Geografia sendo, portanto, substituída por
Geografia Política.
Foi criado também Direito Constitucional buscando uma interface mais profunda
com a área do Direito e que é fundamental para a compreensão do Direito Internacional,
ampliando também a discussão sobre o Brasil. Também foi criada a disciplina de Métodos
Quantitativos em Relações Internacionais, incorporando os conteúdos de Estatística do eixo
interdisciplinar conforme as DCN estabelecem.
Do eixo de formação estruturante da área específica das Relações Internacionais
foram criadas disciplinas como a Análise de Política Externa, como estabelecido pelas DCN,
ampliando e aprofundando o conhecimento que permita uma análise mais verticalizada da
disciplina já existente de Política Externa Brasileira. Teorias da Integração Regional

15
também visa um aprofundamento da análise que permita uma compreensão maior da
disciplina agora renomeada de Integração Regional da América Latina (anteriormente
denominada Política Externa: Mecanismos de Integração da América Latina). Essa alteração
do nome da disciplina se faz necessário para não gerar confusão com as demais disciplinas
de Política Externa e a de Teorias de Integração Regional.
Outra disciplina renomeada foi Instituições, Regimes e Organizações
Internacionais, anteriormente denominada de Organizações e Sistemas Internacionais, para
se adequar a nomenclatura presente nas DCN.
Também se propõe a criação de uma disciplina em que foram fundidos os
conteúdos de Regime Internacional de Direitos Humanos e Assistência Humanitária
Internacional, denominada Ações Humanitárias Internacionais e Direitos Humanos, pois os
conteúdos das duas disciplinas fundidas se assemelhavam e repetiam em alguns aspectos, o
que permitiu a sua condensação em uma única disciplina.
A incorporação das AACC também visou se adequar à Resolução CNE/CES n. 7 de
18 de dezembro de 2018 que prevê a incorporação de 10% da carga horária total do curso
para atividades de extensão. Sendo assim, optou-se por destinar das 300 horas de AACC
270 horas dedicadas exclusivamente às atividades de extensão entendidas nas modalidades
de: programas, projetos, cursos e oficinas, eventos e prestação de serviços. As demais 30
horas podem ser validadas como as demais atividades previstas no Regulamento das AACC
(em Anexo) do curso de Relações Internacionais, incluindo o estágio curricular opcional.
Além das normas que regem as disciplinas optativas que serão especificadas, optou-
se por criar um rol de disciplinas optativas no curso em Tópicos Especiais como
recomendado pelas DCN, que visem a discussão de temas específicos mas também
priorizando temas como África, Cultura Africana, Ásia, Questões Étnico-raciais e
interculturais, Cultura dos Povos Indígenas, Educação Ambiental e Direitos Humanos.
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) continua como componente curricular
obrigatório, conforme estabelecido pelas DCN, continuando com a mesma carga horária de
120 horas, e normatizado pelo Regulamento do TCC do curso de Relações Internacionais
que foi recentemente revisado e aprovado no âmbito do Conselho de Curso de Graduação
em Relações Internacionais.

16
Para apresentar a estrutura aqui, dado que o curso não é seriado, optou-se pela
divisão proposta pelas DCN que são divididas em quatro eixos (interdisciplinar,
estruturante, profissional e complementar, sendo este último composto pelas AACC) e uma
linha de formação específica e regional. As disciplinas da linha específica e regional se
referem à proposta e objetivos do curso da UNESP e suas características, inclusive regionais,
que levaram a priorizar o nosso horizonte regional como o Brasil e a América Latina. São
elas:

Disciplinas do eixo de formação interdisciplinar:


1)Antropologia Cultural
2)Cultura e Linguagem
3)Direito Constitucional
4)Ética
5)Filosofia Política
6)História da América
7)Teoria Sociológica
8)Metodologia de Relações Internacionais
9)Filosofia da Ciência
10) Geografia Política
11) Métodos Quantitativos em Relações Internacionais
12) Economia Política
13) Economia Internacional

Disciplinas do eixo de formação estruturante


1)Ciência Política
1)Direito Internacional
2)Economia Política Internacional
3)História Moderna (História das Relações Internacionais)
4)História Contemporânea (História das Relações Internacionais)
5)Introdução às Relações Internacionais
6)Instituições, Regimes e Organizações Internacionais
7)Análise de Política Externa
8)Estudos Estratégicos
9)Teoria das Relações Internacionais I
10) Teoria das Relações Internacionais II
11) Teoria Política
12) Segurança Internacional e Resolução de Conflitos
13) Ações Humanitárias Internacionais e Direitos Humanos
14) Relações Comerciais Internacionais
15) Sociologia das Relações Internacionais

17
Disciplina do Eixo de formação profissional
1) Laboratório de Relações Internacionais

Disciplinas de Especialização
1)Economia Brasileira
2)Política Externa Brasileira
3)Formações Política e Econômica Brasileira
4)Instituições Políticas Brasileiras
5)Teorias de Integração Regional
6)Integração Regional da América Latina

Disciplinas Optativas

- Tópicos Especiais em Relações Internacionais I


- Tópicos Especiais em Relações Internacionais II

Demais componentes curriculares:

1) Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)


2) Atividades Acadêmicas Científico Culturais (AACC)

Ao final do curso, que pelo tempo ideal será cumprido em quatro anos, o
estudante terá cursado um total de 2.700 horas/aula, divididas em 2.160 horas/aula
dedicadas às disciplinas obrigatórias, 120 às disciplinas optativas, 120 à elaboração do
TCC e 300 horas/aula às AACC.

3.5.3 Disciplinas Optativas

No âmbito da estrutura curricular proposta para o curso, as disciplinas optativas


totalizam 120 horas de carga horária total, denominadas de Tópicos Especiais em Relações
Internacionais I e II. As disciplinas optativas poderão ser cursadas:
a) entre as oferecidas pelo Departamento de Relações Internacionais;
b) entre as várias disciplinas dos outros Cursos do Campus de Franca, desde que haja vaga,
obedecendo os dispositivos legais;
c) entre as disciplinas dos Cursos de Graduação oferecidos por outras Instituições de Ensino
Superior Pública, nos termos da Resolução de Intercâmbio Nacional – Resolução Unesp nº
01/2018;

18
d) disciplinas da Pós-Graduação, segundo Resolução Unesp n.10 de 14 de fevereiro de
2019.
e) Em Instituições estrangeiras, conveniadas ou não com a Unesp, nos termos da Resolução
Unesp nº 73/2014 que regulamenta o Intercâmbio internacional no âmbito da Unesp.
O número de vagas para cada uma das disciplinas optativas, oferecidas pelos
Departamentos de Ensino do Campus de Franca, será decidido pelo docente responsável
pela mesma, desde que respeitadas as exigências legais e estruturais do Campus. Para todos
os casos em que a demanda for maior do que o número de vagas oferecidas serão
obedecidas, respeitando-se os períodos de matrícula, as seguintes prioridades:
a) os alunos que estiverem cursando o período ideal quando do oferecimento da
disciplina e que ainda não tenham concluído pelo menos uma optativa;
b) os que dela necessitarem para a integralização do curso no semestre (ou ano) de seu
oferecimento;
c) os que estiverem em dependência de disciplina optativa;
d) os alunos do terceiro ano do curso que desejarem antecipar disciplinas e que ainda
não tenham concluído uma optativa;
e) todos os alunos que tenham interesse, respeitando-se a ordem de matrícula.

3.5.4 Atividades Acadêmicas Científico-culturais (AACC)

As AACC equivalem às Atividades Complementares presentes nas DCN e são


componentes curriculares que visam o reconhecimento de habilidades, competências e
conhecimentos dos estudantes adquiridos no ambiente escolar ou fora dele, incluindo o
estágio curricular, atividades culturais, transversais e de interdisciplinaridade, bem como
atividades de extensão e monitoria. A carga horária total das AACC são 300 horas, sendo
que 270 horas correspondem às atividades de extensão, visando se adequar à Resolução
CNE/CES n. 7 de 18 de dezembro de 2018, que estabelece que 10% da carga horária do
curso deve corresponder às atividades de extensão, e 30 horas para as demais atividades,
incluindo o estágio curricular, que são normatizadas pelo Regulamento das AACC do Curso
de Relações Internacionais (ver Anexo). As atividades de extensão correspondem às
modalidades de programas, projetos, cursos e oficinas, eventos e prestação de serviços.

19
3.5.5 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)

Como estabelece as DCN o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um componente


curricular obrigatório, cujas normas sobre procedimentos, mecanismos de avaliação,
diretrizes técnicas e modalidades estão dispostas no Regulamento de TCC do curso de
Relações Internacionais. A Comissão de TCC, no âmbito do Conselho de Curso, é a
responsável por receber os TCCs e aprovar as bancas, bem como propor revisões e
alterações no Regulamento. O TCC possui carga horária de 120 horas contabilizando 8
créditos.

3.5.6 Estágio Curricular

O estágio curricular é um componente curricular opcional voltado para a


consolidação dos desempenhos profissionais, contabilizado como AACC, com 1 crédito para
cada 15 horas. As demais normatizações estão no Regulamento do Estágio Curricular e das
AACC do curso de Relações Internacionais.

3.5.7 Cumprimento dos Créditos

O curso de Relações Internacionais optou pela matrícula por disciplina e não


instituiu nenhum pré ou co-requisito, apenas aconselhando os estudantes a cumprirem uma
sequência ideal. Em situação ideal, a partir do 3º ano do curso, conforme a Legislação, o
discente poderá cumprir em disciplinas até 24 créditos semestrais, desde que respeitado o
tempo mínimo de 4 anos para a integralização do Curso. Pode exceder, portanto, 4 créditos
dos 20 já computados na série ideal. Os alunos transferidos, os que tiverem dependências e
aqueles que revalidarem créditos provenientes de intercâmbio nacional ou internacional
poderão, a critério do Conselho de Curso, cumprir, além dos 20 créditos, mais 16 créditos
em disciplinas para alcançar a série ideal. Os alunos terão autorização para matricularem-
se em disciplinas fora da série ideal, desde que haja vagas e seja obedecido o limite de
créditos por semestre.

20
3.5.8 A integralização do curso

A formação em Relações Internacionais pode ser concluída, de forma integral, em no


mínimo 4 e no máximo 6 anos. O aluno poderá ultrapassar o tempo mínimo de 4 anos em
até 3 anos, desde que não tenha integralizado todas as disciplinas. Assim que integralizar as
disciplinas, o aluno disporá de apenas um ano (obedecendo o limite de 7 anos) para
concluir as demais atividades como AACC e TCC.

4. Corpo Docente

4.1 Distribuição de disciplinas por Departamento

Quadro de Docentes do Departamento de Relações Internacionais (DERI)


Docente Regime Disciplinas Créditos CH
de
Trabalho
Elizabete Sanches Rocha RDIDP Antropologia Cultural 4 60
Cultura e Linguagem 4 60

Héctor Luis Saint-Pierre RDIDP Segurança Internacional 4 60


Estudos Estratégicos 4 60
Suzeley Kalil Mathias RDIDP Ciência Política 4 60
Metodologia das Relações 4 60
Internacionais
Samuel Alves Soares RDIDP Teoria de Relações 4 60
Internacionais I
Teoria de Relações 4 60
Internacionais II
Paula Regina de Jesus RDIDP Economia Brasileira 4 60
Pinsetta Pavarina Economia Internacional 4 60
Augusto Zanetti RTC Política Externa Brasileira 4 60
Integração Regional 4 60
Albério Neves Filho RDIDP Economia Política 4 60
Tópicos Avançados em 4 60
Relações Internacionais I
Gabriel Cepaluni RDIDP Análise de Política Externa 4 60
Tópicos Avançados em 4 60
Relações Internacionais II
Regina Cláudia Laisner RDIDP Formação Política e Econômica 4 60
do Brasil
Teoria Política 4 60
Fernanda Mello Sant’Anna RDIDP Geografia Política 4 60
Introdução às Relações 4 60
Internacionais
Marcelo Passini Mariano RDIDP Integração Regional da 4 60
América Latina
Laboratório de Relações 4 60
Internacionais
Luis Alexandre Fuccille RDIDP Instituições, Regimes e 4 60
Organizações Internacionais
Ações Humanitárias 4 60
Internacionais e Direitos
Humanos

21
Eduardo Mei RDIDP Teoria Sociológica 4 60
Sociologia das Relações 4 60
Internacionais
Substituto - Relações Comerciais 4 60
Internacionais 4 60
Economia Política Internacional
Total de carga horária do departamento 112 1.680

Quadro de Docentes do Departamento de História (DH)


Regime
Docente de Disciplinas Créditos CH
Trabalho

- - História Moderna 4 60

4 60
- RDIDP História Contemporânea
4 60
- RDIDP História das Américas

Total de carga horária do departamento 12 180

Quadro de Docentes do Departamento de Direito Público (DDPb)


Regime
Docente de Disciplinas Créditos CH
Trabalho

Daniel Damásio RDIDP Direito Internacional 4 60

4 60
- - Direito Constitucional

Total de carga horária do departamento 8 120

Quadro de Docentes do Departamento de Educação, Ciências Sociais e Políticas Públicas


(DECSPP)
Docente Regime Disciplinas Créditos CH
de
Trabalho
Helio Alexandre da Silva RDIDP Ética 4 60
Filosofia da Ciência 4 60
Gustavo Pedroso RDIDP Filosofia Política 4 60

Rita Ap de Cássia Biason RDIDP Instituições Políticas Brasileiras 4 60

- Métodos Quantitativos em 4 60
Relações Internacionais
Total de carga horária do departamento 20 300

22
4.2 Docentes a serem contratados
QUADRO – PREVISÃO DE CONTRATAÇÃO DOCENTE
Titulação Regime Departamento Disciplinas Ano a ser
contratado

Doutor RDIDP DERI Economia Política Internacional e 2020


Relações Comerciais
Internacionais

Desde o Projeto Político Pedagógico do curso de 2010, vigente até o momento, não
foi contratado o docente previsto para ministrar as disciplinas de Economia Política
Internacional e Relações Comerciais Internacionais. Deste modo, mantemos a necessidade
desta contratação, tendo em vista que essas disciplinas permanecem nesta nova proposta,
inclusive com a exigência das DCN da disciplina de Economia Política Internacional, que é
do eixo de formação estruturante do curso. Sem essa contratação não há como se adequar
às DCN, bem como acarreta um grave prejuízo à pesquisa nesta área estruturante do curso.

5. Corpo Técnico Administrativo


Tipo Quantidade/Nome Cargo/ função Descrição de atividades
Secretário do Pedro Vinícius de Oliveira Assistente Secretariar o Conselho de
Conselho de Curso Administrativo I Curso de Graduação
de Graduação em
Relações
Internacionais
Supervisora da Orlinéya Maciel Assistente Supervisionar as atividades
Seção de Graduação Guimarães Administrativo/ administrativas relacionadas
aos cursos de graduação
Supervisora
Funcionário da Pedro Vinícius de Oliveira Assistente Realizar as atividades
Seção de Administrativo administrativas relacionadas ao
Graduação, curso de Relações
responsável pelo Internacionais
curso de Relações
Internacionais
Secretária do Vânia Siqueira Leão Assistente Secretariar o Departamento
Departamento de Administrativo (DERI), reuniões. TCC e AACC
Relações
Internacionais
Funcionário Hygor Pedrosa Andrian Assistente Realizar encaminhamento,
responsável pelo Administrativo controle e acompanhamento da
Setor de Estágio em realização das atividades de
Relações estágio profissional
Internacionais

23
6. Previsão de Despesas

Não há previsão de despesas para contratação de servidores técnicos.


Quanto à contratação docente, ressaltamos que esse concurso já foi demandado
desde 2007, e previsto no PPP de 2010, ainda que se apresentassem argumentos relevantes
(caso processos 1348/2007 e 1349/2007), neste caso não foi autorizada sequer a
contratação de professor substituto. Este quadro foi agravado com a suspensão de
contrações em 2014. Ressaltamos que a contratação de um docente para as disciplinas de
Economia Política Internacional e Relações Comerciais Internacionais, visa uma área
fundamental do eixo estruturante do curso, conforme estabelecido pelas DCN. Para que
exista a adequação da estrutura curricular de acordo com as DCN é fundamental a
contratação deste docente.
As disciplinas optativas previstas nos PPP do curso somente são atendidas pelo
empenho do corpo docente em ampliar a sua carga horária em aulas, além das 8 horas
semanais recomendadas pelo Departamento. Ressaltamos a necessidade desta contratação
tendo em vista o número de docentes no Departamento de Relações Internacionais e a
quantidade de horas/aula, que em 2018 foi de 11,15h por docente. O número elevado de
horas/aula compromete às demais atividades dos docentes, como a pesquisa, a extensão, as
atividades administrativas, bem como as orientações de pesquisa, publicações entre outras.
Além disso, estão afastados pela reitoria dois docentes que já têm tempo para
aposentadoria, além de outros dois (desde 2013 e 2018), e mais um docente terá tempo
para se aposentar em 2021. Mesmo a contratação de substitutos ou bolsistas de Doutorado,
a despeito de sua dedicação e competência individual em sala de aula, causa graves
prejuízos à pesquisa (de área do eixo estruturante do curso) e à extensão universitária que
tanto dignificam a UNESP, além de sobrecarregar os demais docentes nas atividades
administrativas, compondo as instâncias de gestão permanentes e provisórias.

7. Implementação Curricular

A implantação do Currículo será feita gradativamente, a partir dos ingressantes do


ano em que o Projeto for aprovado, previsto para o ano letivo 2020.

24
7.1 Sequência aconselhada

Disciplina Departamento Créditos Carga horária

1º semestre ideal (1ª serie ideal)

Ciência Política DERI 4 60

Ética DERI 4 60

História Moderna DH 4 60

Filosofia Política DERI 4 60

Introdução às Relações Internacionais DERI 4 60

Total 20 300
º
2 semestre ideal (1ª serie ideal)

Direito Constitucional DIPb 4 60

Formação Política e Econômica do Brasil DERI 4 60

História Contemporânea DH 4 60

Teoria Sociológica DERI 4 60

Cultura e Linguagem DERI 4 60

Total 20 300

3º semestre ideal (2ª serie ideal)

Direito Internacional DIPb 4 60

Economia Política DERI 4 60

Teoria Política DERI 4 60

Teoria das Relações Internacionais I DERI 4 60

Instituições Políticas Brasileiras DECSPP 4 60

Total 20 300

4º semestre ideal (2ª serie ideal)

Economia Internacional DERI 4 60

Filosofia da Ciência DECSPP 4 60

Metodologia das Relações Internacionais DERI 4 60

Teoria das Relações Internacionais II DERI 4 60

Geografia Política DERI 4 60

Total 20 300

25
5° semestre ideal (3ª série ideal)

Economia Brasileira DERI 4 60

Sociologia das Relações Internacionais DERI 4 60

História das Américas DH 4 60

Análise de Política Externa DERI 4 60

Teorias de Integração Regional DERI 4 60

Total 20 300

6° semestre ideal (3ª série ideal)

Instituições, Regimes e Organizações


DERI 4 60
Internacionais

Ações Humanitárias Internacionais e Direitos


DERI 4 60
Humanos

Política Externa Brasileira DERI 4 60

Economia Política Internacional DERI 4 60

Métodos Quantitativos em Relações


DECSPP 4 60
Internacionais

Total 20 300

7º semestre ideal (4ª serie ideal)

Antropologia Cultural DERI 4 60

Estudos estratégicos DERI 4 60

Integração Regional da América Latina DERI 4 60

Optativa – Tópicos Especiais em Relações


DERI 4 60
Internacionais I

TCC DERI 4 60

Total 20 300

8º semestre ideal (4ª serie ideal)

Laboratório de Relações Internacionais DERI 4 60

Segurança Internacional DERI 4 60

Relações Comerciais Internacionais DERI 4 60

Optativa – Tópicos Especiais em Relações


DERI 4 60
Internacionais II

TCC DERI 4 60

26
AACC - 20 300

TOTAL

Total

Disciplinas Obrigatórias 144 2.160

Disciplinas Optativas 8 120

Trabalho de Curso 8 120

AACC 20 300

TOTAL Carga horária do Curso 180 2.700

7.2 Quadro de Equivalência


Disciplinas atuais Disciplinas Propostas

Disciplinas atuais Antropologia Cultural Antropologia Cultural


que se mantiveram
Ciência Política Ciência Política

Relações Comerciais Internacionais Relações Comerciais Internacionais

Cultura e Linguagem Cultura e Linguagem

Direito Internacional Direito Internacional

Economia Brasileira Economia Brasileira

Economia Internacional Economia Internacional

Economia Política Economia Política

Ética Ética

Filosofia Política Filosofia Política

Instituições Políticas Brasileiras Instituições Políticas Brasileiras

História da América História da América

Introdução às Relações Internacionais Introdução às Relações Internacionais

Metodologia das Relações Internacionais Metodologia das Relações Internacionais

Segurança Internacional e Resolução de Segurança Internacional e Resolução de


Conflitos Conflitos
Política Externa Brasileira Política Externa Brasileira

Economia Política Internacional Economia Política Internacional


Sociologia das Relações Internacionais Sociologia das Relações Internacionais

27
Disciplinas atuais Disciplinas Propostas

Filosofia da Ciência Filosofia da Ciência

Teoria das Relações Internacionais I Teoria das Relações Internacionais I


Teoria das Relações Internacionais II Teoria das Relações Internacionais II

Teoria Política Teoria Política


Teoria Sociológica Teoria Sociológica

Formação Política e Econômica do Brasil Formação Política e Econômica do Brasil

Disciplinas extintas Organizações e Sistemas Internacionais Instituições, Regimes e Organizações


ou renomeadas Internacionais
História das Relações Internacionais História Contemporânea

História Moderna e Contemporânea História Moderna


Assistência Humanitária Internacional Ações Humanitárias Internacionais e Direitos
Humanos

Temas de Análise em Relações Internacionais: Análise de Política Externa


Temas Contemporâneos em Relações
Internacionais

Política Externa: Mecanismos de Integração Integração Regional da América Latina


da América Latina
Política Internacional Métodos Quantitativos em Relações
Internacionais
Regime Internacional dos Direitos Humanos Direito Constitucional

Temas de Análise em Relações Internacionais: Laboratório de Relações Internacionais


Práticas de Simulações

Temas de Análise em Relações Internacionais: Teorias de Integração Regional


Análise de Conjuntura Internacional

Temas de Análise em Relações Internacionais: Estudos Estratégicos


Formulações de Estratégias
Geopolítica Geografia Política
Optativa I Tópicos Especiais em Relações Internacionais
I
Optativa II Tópicos Especiais em Relações Internacionais
II
Optativa III ---

28
8. Ementário

Disciplina: INTEGRAÇÃO REGIONAL DA AMÉRICA LATINA


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 45h
Carga horária Pratica: 15h

Ementa
A disciplina visa introduzir o estudante no debate acerca da integração regional latino-
americana em perspectiva histórica, política e econômica. Discorre acerca da formação da
América Latina sob efeito da expansão ultramarina europeia; as forças centrípetas e
centrífugas atuantes na região; os movimentos de independência e as tentativas de concerto
regional. Trata ainda das várias perspectivas sob as quais a América Latina é representada
tais como o pós-colonialismo, o neocolonialismo, o decolonialismo e a teoria da
dependência. Examina, finalmente, o processo de integração regional sob o viés dos
organismos regionais aí atuantes (Aladi, Mercosul, IIRSA, Unasul, CAN, ALBA, CELAC,
MCCA, CARICOM, Pacto Andino, Alca, Alba, etc.).

Bibliografia Básica:
ALTMANN, Josette; ROJAS ARAVENA, Francisco & BRIGAGÃO, Clovis – Las paradojas de la
integración em América Latina y el Caribe. Madrid. Siglo XXI, 2008.
LANDER, Edgardo (org) – Colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales.
Perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires: Clacso/UNESCO, 2000.
MIGNOLO, Walter – Histórias locais / projetos globais: colonialidade, saberes subalternos e
pensamento liminar. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.
RIBEIRO, Darcy – As Américas e a civilização. Formação histórica e causas do
desenvolvimento desigual dos povos americanos. Petrópolis: vozes, 1988.

Disciplina: Acões Humanitárias Internacionais e Direitos Humanos


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 45h
Carga horária Pratica 15h

Ementa
A disciplina visa introduzir o estudante no estudo das diversas modalidades de Ações
Humanitárias Internacionais sob o prisma do respeito aos direitos humanos universais.
Discorre acerca das origens históricas dos direitos humanos e da ação humanitária
internacional; examina os fundamentos filosófico-jurídicos dos direitos humanos e do seu
amparo legal. Examina as violações dos direitos humanos e suas causas e as modalidades
de ações paliativas ou reparadoras. São também objetos de estudo da disciplina as missões
de paz, vítimas de guerra, refugiados, tráfico de pessoas, etc.

29
Bibliografia Básica:
CHESTERMAN, Simon – Just war or just peace? Humanitarian intervention and
international law. Oxford and New York: Oxford University Press, 2001.
MOLL, Leandro de Oliveira – Imunidades internacionais: tribunais nacionais ante a
realidade das organizações internacionais. Brasília: FUNAG, 2010. 241 p.
SWINARSKI, Christophe – Direito Internacional Humanitário: como sistema de proteção
internacional da pessoa humana (principais noções e institutos). São Paulo: Revistas de
Tribunais, 1990. 103 p.
VIOTTI, Aurélio R. A. – Ações Humanitárias pelo Conselho de Segurança: Entre a Cruz
Vermelha e Clausewitz. Brasilia: FUNAG, 2004. 180 p.

Disciplina: Métodos Quantitativos em Relações Internacionais


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 45h
Carga horária Pratica 15h

Ementa
A disciplina visa familiarizar o estudante de Relações Internacionais com os métodos
quantitativos de pesquisa, e uma introdução à Estatística. O objetivo é desenvolver no
estudante a habilidade de ler, analisar, utilizar e criticar os dados quantitativos disponíveis
e relacioná-los às pesquisas qualitativas.

Bibliografia Básica:
BECKER, Howard S. – Métodos de Pesquisa em Ciências Sociais. Trad. Marco Estevão e
Renato Aguiar. São Paulo: Hucitec, 1994
BUSSAB, Wilton O; MORETTIN, Pedro A. – Métodos Quantitativos: Estatística Básica. São
Paulo: Atlas, 1987.
SARTORI, Giovanni – A Política: Lógica e Método nas Ciências Sociais. Trad. Sérgio Bath.
Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1979.
SKOCPOL, Theda. Estados e Revoluções Sociais: Análise comparativa da França, Rússia e
China. Lisboa: Presença, 1979.

Disciplina: Estudos Estratégicos


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 45h
Carga horária Pratica 15h

Ementa
A disciplina visa introduzir os estudantes nos estudos estratégicos e de defesa em
perspectiva teórica e histórica. Apresenta um panorama da história da guerra; as teorias da

30
guerra e da estratégia e debruça-se sobre as relações entre política e estratégia e da
estratégia com a economia, a tecnologia, o direito, etc., bem como da estratégia com os
aparatos militar e repressivo nas sociedades contemporâneas.

Bibliografia Básica:
ARON, R. – Pensar la Guerra, Clausewitz. volumes 1 e 2. Brasília, Editora Universidade de
Brasilia, 1986.
BEAUFRE, A. – Introducción a la Estrategia. Buenos Aires: Ed. Struhart & Cia., 1982.
MEI, Eduardo e SAINT-PIERRE, H. L. (orgs.) – Paz e guerra: Defesa e segurança entre as
nações. São Paulo: Edunesp, 2013.
RAMONET, I. – Guerras del Siglo XXI. Nuevos miedos, nuevas amenazas. Bs. As.,
Mondadori, 2002.

Disciplina: Direito Constitucional


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica 0h

Ementa
Conceitos e instrumentos analíticos básicos de Teoria da Constituição. Formação
constitucional brasileira. A Constituinte de 1988 e o papel da constituição na democracia
brasileira. Introdução à Argumentação Constitucional: argumentos constitucionais e casos
importantes decididos pelo Supremo Tribunal Federal de 1988 para cá. Interface entre o
direito constitucional e o regime internacional dos direitos humanos. Evolução histórica dos
direitos humanos e o seu amparo na Constituição brasileira de 1988.

Bibliografia Básica:
BOBBIO, Norberto – A era dos direitos. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. Rio de
Janeiro: Campus, nova edição.
COMPARATO, Fábio Konder – A afirmação histórica dos direitos humanos. São Paulo:
Saraiva, 2008.
PIOVESAN, Flávia (coord.) – Direitos humanos, globalização econômica e integração
regional: desafios do Direito Constitucional Internacional. São Paulo: Max Limonad, 2002.
728p.
SANTOS, Boaventura de Sousa – Se Deus fosse um activista dos direitos humanos.
Coimbra: Ed. Almedina. 2013.

31
Disciplina: Instituições, Regimes e Organizações Internacionais
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
A disciplina visa a apresentar o debate acerca de Instituições, Regimes e Organizações
Internacionais em perspectiva crítica. Examina os seus fundamentos teóricos e os seus
aspectos políticos e organizacionais. Trata da atuação das Instituições, Regimes e
Organizações Internacionais, sua eficácia prática e suas limitações.

Bibliografia Básica:
Araujo, Luis I. A. – Das organizações internacionais. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2002.
Herz, Mônica, Hoffmann, Andrea Ribeiro e Tabak, Jana – Organizações internacionais:
história e práticas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
Karns, Margaret P. and Mingst, Karen A. – International Organizations. The Politics and
Processes of Global Governance. [Link]. Boulder: Lynne Rienner, 2010.
Seitenfus, Ricardo A. S. – Manual das organizações internacionais. Porto Alegre : Livraria
do Advogado, 2012.

Disciplina: Teorias da Integração Regional


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica 0h

Ementa
A disciplina tem por objetivo discutir as perspectivas da integração regional a partir dos
seus conceitos centrais e introduzir as diversas abordagens teóricas para analisar os
principais processos de integração regional no mundo. São tópicos a serem examinados:
por que integrar-se e como integrar-se; a estrutura e o desenho institucional; a soberania e
o princípio da supranacionalidade; o Direito da Integração ou Comunitário, entre outros.
Processos de Integração na África, na Ásia e na Europa.
Bibliografia Básica:
HAAS, Ernst. The Uniting of Europe: political, social and economic forces. Stanford:
Stanford University Press, 1958.

NYE, Joseph S. “Comparing common markets: a revised neofuncionalist model”. In:


Lindberg, L. N. and Scheingold, S. A. (eds.). Regional integration: theory and research.
Cambridge, MA: Harvard University Press.

32
HURRELL, Andrew. “O ressurgimento do regionalismo na política mundial”. Contexto
Internacional, vol. 17, no. 1, jan-jun 1995, pp. 23-59.

MALAMUD, Andrés. “Presidential diplomacy and the institutional underpinnings of


Mercosur: an empirical examination”. Latin American Research Review, vol. 40, nº 1.
February 2005.

Disciplina: Geografia Política


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 45h
Carga horária Pratica 15h

Ementa
A disciplina busca analisar as relações entre o espaço e poder a partir da Geografia Política.
São introduzidos os conceitos centrais de território, espaço, territorialidade, entre outros, os
principais autores e perspectivas teóricas. É apresentada a Geopolítica e seus pensadores.
São analisados temas importantes da Geografia Política como a migração, fronteiras, meio
ambiente, energia, etc. É discutida a categoria de espaço nas Relações Internacionais e a
“armadilha territorial” a partir de uma abordagem crítica.
Bibliografia Básica:
COSTA, W. M. Geografia Política e Geopolítica: discursos sobre o território e o poder. São
Paulo: Hucitec / EdUSP, 1992.

FONT, J. N.; RUFÍ, J. V. Geopolítica, identidade e globalização. São Paulo: Annablume,


2006.

NOGUEIRA, João Pontes. Notas sobre a contribuição da Teoria Crítica à problematização do


espaço nas Relações Internacionais. Contexto Internacional. Rio de Janeiro: PUC-Rio, v. 22,
n. 2, 2000, p. 387-429.

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência


universal. São Paulo: Record, 2008.

Disciplina: Análise de Política Externa


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 45h
Carga horária Pratica 15h

Ementa
A disciplina faz uma introdução aos estudos de Análise de Política Externa (APE) a partir de
uma revisão histórica do surgimento e evolução da APE, as suas principais abordagens

33
analíticas e metodológicas. Política Doméstica e Política Internacional. O processo
decisório. Modelo racional. Modelo organizacional. Modelo de política burocrática. Jogos
de dois níveis. Análise cognitiva. Regimes políticos e conteúdo de política externa. O papel
da análise de discurso na política externa. Análise interpretativa. Matriz para a análise do
planejamento estratégico em política externa. As questões transnacionais na Política
Externa.
Bibliografia Básica:
Neack, Laura; Hey, Jeanne A.K; Haney, Patrick J. Foreingn Policy Analysis Continuity and
Change in its Second Generation; New Jersey: Prentice Hall College Div; 1 edition, 1995.
HUDSON, V. (2012). The History and Evolution of FPA. In: SMITH, S., HADFIELD, A., DUNNE, T. (Eds). Foreign
Policy: Theories, Actors, Cases. Oxford University Press, p. 13-35.

LOGGINS, J. A. (2009). Simulating the Foreign Policy Decision Making Process in the
Undergraduate Classroom. PS: Political Science and Politics.
MILNER, H. (1997). Interest, Institutions and Information: Domestic Politics and
International Relations. Princeton: Princeton University Press.
SALOMÓN, M. e PINHEIRO, L. Análise de Política Externa e Política Externa Brasileira:
trajetória, desafios e possibilidades de um campo de estudos. Revista Brasileira de Política
Internacional. V. 56, n. 1, 2013, p. 40-59.

Disciplina: Laboratório de Relações Internacionais


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 15h
Carga horária Pratica 45h

Ementa
Essa disciplina é composta por atividades práticas voltadas à formação profissional dos
estudantes e a aplicação de tecnologias às pesquisas em Relações Internacionais. Análise de
Conjuntura. Formulação de Estratégias e elaboração de cenários prospectivos. Práticas de
simulação e simulações históricas. Projetos de cooperação internacional e
internacionalização.
Bibliografia Básica:
CRUZ, V. C. S. Teoria e método na análise de conjuntura. Educação e Sociedade, 2000.
Oliveira, D. P. K. Planejamento Estratégico. São Paulo: Atlas, 2007.
Patton, B. On teaching negotiation. In: Teaching negotiation: ideas and innovations.
Cambridge: MA, PON Books, 2000.

Disciplina: História Moderna

34
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica 0h

Ementa
O curso consiste no percurso de alguns tópicos destinados a auxiliar o aluno na
compreensão de questões teóricas e metodológicas da História da Moderna bem como em
sua aplicação a uma temática específica, a colonização e o imperialismo, com o objetivo de
compreender as relações internacionais modernas.
Bibliografia Básica:
ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1985.
HOBSBAWM, Eric J. Nações e nacionalismo desde 1780. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
LESSA, A. C. História das Relações Internacionais: a Pax Brittanica e o mundo do século
XIX. Petrópolis-RJ: Vozes, 2008.

Disciplina: História Contemporânea


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica 0h

Ementa
O curso consiste no percurso de alguns tópicos destinados a auxiliar o aluno na
compreensão da História Contemporânea bem como em sua aplicação a uma temática
específica da globalização, as grandes guerras do século XX, as lutas pela libertação
nacional, entre outras, com o objetivo de analisar as relações internacionais
contemporâneas.
Bibliografia Básica:
ARRIGUI, G. O longo século XX. São Paulo: Ed. UNESP, 1997.
SARAIVA, J. F. S. (org). Relações Internacionais contemporâneas: da sociedade
internacional do século XIX à era da globalização. São Paulo: Saraiva, 2008.
VAISSE, M. A. As Relações Internacionais desde 1945. Lisboa: Edições 70, 2009.

35
Disciplina: História da América
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica 0h

Ementa
O foco principal deste curso é o estudo da história da América, após a construção
dos Estados-nação até a década de 1980, aproximadamente, no âmbito das políticas
externas dos países que compõem o continente. Para tanto, é necessário privilegiar a
análise de eventos históricos específicos – como os processos de independência e as
revoluções do século XX – tendo como fundamento o cenário das relações internacionais.

Bibliografia Básica:
AGGIO, Alberto. LAHUERTA, Milton. Pensar o século XX. Problemas políticos e historia
nacional na America Latina. São Paulo: Unesp, 2003.
HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. O breve século XX (1914-1991). 2ª edição. São Paulo: Cia das Letras, 1995

PECEQUILO, Cristina Soreanu. A política externa dos Estados Unidos. 2 ed. Porto Alegre:
Editora UFRGS, 2005.
ROUQUIÉ, Alain. O Estado militar na América Latina. São Paulo: Editora Alfa-Omega,
1984.

Disciplina: Economia Brasileira


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica 0h

Ementa
A disciplina ‘Economia Brasileira’ faz parte de um conjunto de disciplinas complementares à
Ciência Política, que é base para o curso de Relações Internacionais da FCHS. Diante deste
entendimento, o conteúdo a ser abordado na disciplina tem por objetivo familiarizar o
estudante com os principais eventos econômicos ocorridos no Brasil, que contribuem para a
delimitação da inserção do país no mundo contemporâneo. A disciplina foca-se em
elementos que caracterizam o desenvolvimento econômico do Brasil e para tanto pretende
fornecer elementos básicos para compreensão da realidade passada, das transformações
ocorridas e das consequências no presente. Ao final da disciplina o estudante deverá ter
condições de analisar a realidade econômica brasileira, em visão retrospectiva e
prospectiva. De posse de argumentos econômicos, ainda que de maneira resumida, o
estudante estará capacitado para promover a leitura e compreensão de trabalhos e artigos
desenvolvidos na área econômica, podendo embasar e expor suas opiniões e avaliações de
maneira oportuna e confortável.

36
Bibliografia Básica:
ABREU, M.P. (org.) A ordem do progresso: cem anos de política econômica republicana,
1889-1989. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
BIELSCHOWSKY, R. Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do
desenvolvimentismo. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000.
GIAMBIAGI, F.; VILLELA, A.; CASTRO, L.B. de; HERMANN, J. (org.) Economia brasileira.
São Paulo: Campus, 2004.
SEN, A. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

Disciplina: Sociologia das Relações Internacionais


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
As vertentes metodológicas em Relações Internacionais e seu significado; Abordagens
teóricas clássicas da Sociologia e das Relações Internacionais; Tendências contemporâneas
da Sociologia das Relações Internacionais.
Bibliografia Básica:
CLAUSEWITZ, Carl von — “O que é Guerra?” In: Idem, Da Guerra.
SCHUTZ, Alfred —El problema de la realidad social. Buenos Aires: Amorrortu, 2008.
WEBER, Max — Economia e Sociedade.
WOOD, Ellen Meiksins e FOSTER, John Bellamy (orgs.) — Em defesa da história: marxismo e pós modernismo.
(tradução: Ruy Jungmann). Rio de Janeiro, RJ : Jorge Zahar, 1999.

Disciplina: Política Externa Brasileira


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
Analisar a história da Política Externa Brasileira (PEB), a inserção do Brasil nas relações
internacionais e os principais temas da PEB.

Bibliografia Básica:
ALBUQUERQUE, J. A. Guilhon (Org.)(1996b). Sessenta anos de política externa brasileira (1930- 1990). Vol.2:
Diplomacia para o Desenvolvimento. São Paulo, NUPRI-USP/Cultura Editores Associados.

37
CASTRO, Flávio Mendes de Oliveira (1983). História da Organização do Ministério das
Relações Exteriores. Brasília, Ed. UNB.

FONSECA JR, Gélson & CASTRO, Sérgio H.N. (Orgs.)(1994). Temas de política externa
brasileira II. Rio de Janeiro, Paz e Terra/IPRI.

LINHARES, Maria Yedda Leite (1965). “Desenvolvimento e política internacional”. Política


Externa Independente, No.2.

Disciplina: Economia Política Internacional


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
Teorias em economia política internacional: clássicas, ortodoxas e heterodoxas. Objeto da
disciplina. Relações Estado, economia e sociedade. Modelos políticos e econômicos. Síntese
neoclássica. Modelos de equilíbrio geral. Modelo IS LM. Instabilidade do capitalismo.
Keynesianismo. Monetarismo. Novas tendências em teoria EPI. Teorias econômicas e crises
da economia capitalista mundial contemporânea.
Bibliografia Básica:
COUTINHO, M. MARX: Notas sobre a teoria do capital. 1997.
COX, R. Approaches to World Order. Cambridge Studies in International Relations. 1996.
HOBSBAWM, E. A Era dos Extremos. O breve século XX. 1914-1991. Companhia das Letras.
1996.
HOBSON, J. Imperialism. A study. Introduction; Parte II, chap. 1. NY James Pott &
Company, 1902.

Disciplina: Antropologia Cultural


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

38
Ementa
Esta disciplina constitui-se como espaço de reflexão crítica sobre os fundamentos básicos da
Antropologia como ciência. Enfatiza as abordagens teóricas contemporâneas. Subsidia a
discussão de questões candentes como Cultura e Identidade, diversidade social, imaginário,
etc. Trata da multireferencialidade e transdisciplinaridade no século XXI.
Bibliografia Básica:
CAMARGO, Julia Faria & SENHORAS, Elói Martins (orgs.). A crítica pós-moderna/pós-
estruturalista nas relações internacionais. Boa Vista: Editora da UFRR, 2010.
CONNOR, Steven. Cultura pós-moderna; introdução às teorias do contemporâneo. São
Paulo: Loyola, 1992.
ECO, Umberto. Apocalípticos e integrados. São Paulo: Perspectiva, 1970.
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

Disciplina: Segurança Internacional E Resolução De Conflitos


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
Compreender a relevância dos estudos de segurança no cenário político internacional a
partir de um apanhado da literatura acadêmica pertinente. Avaliar o campo dos estudos
estratégicos e suas correntes teóricas e articular tal conhecimento com dados empíricos.
Discutir os principais conceitos no campo da segurança internacional e reconhecer o papel
dos atores envolvidos. Localizar o debate contemporâneo sobre resolução de conflitos.
Analisar a nova dinâmica acadêmica de securitização e segurança socialmente construída.
Bibliografia Básica:
BAYLIS, John (2001). “The Continuing Relevance of Strategic Studies in the Post-Cold War
[Link] Studies, Vol.1, No.2 (spring 2001), pp 1-14
BETTS, Richard K. “Should Strategic Studies Survive”.World Politics 50.1 The Johns
Hopkins University Press 1997.
BRIGAGAO, Clóvis; PROENÇA Jr., Domício. Panorama brasileiro de paz e segurança. São
Paulo;Hucitec; rio de janeiro: Fundação Konrad Adenauer, 2004.
BUZAN, Barry; Waever, Ole & Wilde, Jaap de (1998). “Security: A New Framework for
Analysis”.London, Lynne Rienner Publishers.

39
Disciplina: Relações Comerciais Internacionais
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
Sistema comercial mundial pré e pós-guerra. Instituições internacionais do comércio.
Crises, tensões e marcos regulatórios. A situação exportadora dos países periféricos. Nova
ordem comercial mundial. Organismos econômicos internacionais. Organização do
comércio internacional. Fluxos comerciais. Análise de tendências comerciais.
Bibliografia Básica:
Thomas Oatley (2011), International Political Economy.

Krugman, Paul R. (1996), Ricardo's difficult idea.

Rodrik, Dani. (2015), Economics rules: Why economics works, when it fails, and how to tell
the difference. OUP Oxford.

Michael Barnett and Martha Finnemore (2004), Rules for the World.

Disciplina: Ciência Política


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
As teorias clássicas de formação do poder estatal; a relação entre público e privado;
diferentes formas de poder e poder político; a formação do Estado moderno; regimes
políticos, sistemas e formas de governo; a formação do Parlamento e da cidadania; conflito
e a ordem social; o debate liberal e o debate socialista na edificação do Estado; a política
interna e externa no Estado moderno; burocracia e administração pública.
Bibliografia Básica:
ARON, R. 1990. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo : UnB/Martins Fontes.
BOBBIO, N. 1994. Liberalismo e democracia. 5ª ed. São Paulo : Brasiliense.
WEBER, M. 1993. Ciência e Política: duas vocações. São Paulo : Cultrix.

Disciplina: Direito Internacional


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

40
Ementa
O Direito Internacional como produto da organização do Sistema Internacional e sua
função no estabelecimento do diálogo e da paz. Atores Internacionais e os Direitos na
formação da Sociedade Internacional.
Bibliografia Básica:
AGA KHAN, S. Legal problems relating to refugees and displaced persons. 149 RCADI,
1976.

SILVA, Roberto Luiz. Direito internacional público. [Link]. Belo Horizonte: Del Rey, 2002.

TRINDADE, Antonio Augusto Cançado. A proteção internacional dos direitos humanos:


fundamentos jurídicos e instrumentos básicos. São Paulo: Saraiva, 1991.

Disciplina: Introdução Às Relações Internacionais


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
Visão geral das Relações Internacionais. Fundamentos da disciplina. Atualidade e atuação
do profissional em Relações Internacionais. Embasamento para a continuidade dos estudos
na área.
Bibliografia Básica:
DOUGHERTY, James E. and PFALTZGRAFF, Robert L. Relações Internacionais: as teorias em confronto. Lisboa:
Gradiva, 2003.

FONSECA JR., Gelson. A legitimidade e outras questões internacionais. Poder e Ética entre
as Nações. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.

NYE JR, Joseph S. Compreender os conflitos internacionais. Lisboa: Gradiva, 2002.

Disciplina: Filosofia Política


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

41
Ementa
A política sob ordenação ontológica e teológica. A alma e a cidade. (principalmente os
estóicos). A modernidade: política ou filosofia moral como ciência. Isolar a razão de Estado
para o benefício dos súditos ou cidadãos, assim a violência justificada. O direito natural
moderno: representação política e individualismo. De quem a soberania? Como constituir o
soberano? As Luzes: a) natureza e princípio dos regimes político, b) democracia direta pela
vontade geral, c) o juízo político particular e universal, a política para a comunidade
humana. A razão e o Estado.
Bibliografia Básica:
ARISTÓTELES. Política. In : Col. Os Pensadores. Trad. Therezinha Monteiro Deutsch e Baby
Abrão. São Paulo : Nova Cultural, 1999.
BECKER, E. “Rousseau e as relações internacionais na modernidade”. In: Cadernos de ética e filosofia política, n. 16,
jan/2011, p. 13-32.

LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo. In : Col. Os pensadores. Trad. E. Jacy
Monteiro. São Paulo : Abril Cultural, 1973.

Disciplina: Teoria Sociológica


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
Desenvolvimento do campo científico da Sociologia. A sociologia e a compreensão das
Relações Internacionais
Bibliografia Básica:
ARON, Raymond – Etapas do pensamento sociológico. [Tradução de Sergio Bath]. 4a Edição. São Paulo: Martins
Fontes, 1995.

DURKHEIM, Émile – Émile Durkheim: Sociologia. SP: Ática, 1984. [Coletânea organizada
por José Albertino Rodrigues – Coleção “Grandes Cientistas Sociais”.]

MARX, Karl – O Capital: critica da economia política. [Tradução de Reginaldo Sant'anna].


RJ: Ed Civilizacao Brasileira, 1980.

Disciplina: Formação Política e Econômica do Brasil


Carga Horária: 60 h

42
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
Formação política e econômica subjugada do Brasil, sob o olhar de seus primeiros
intérpretes. Os sucessores e o avanço do debate sobre a subordinação. Perspectivas da
dependência.
Bibliografia Básica:
FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil, Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1964.
PRADO JR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo Colônia. 7 ed. São Paulo: Brasiliense,
1963.
VIANA, Oliveira. Populações Meridionais do Brasil, 7 ed., Belo Horizonte: Itatiaia: Niterói:
Ed. da Universidade Federal Fluminense, 1987.
Disciplina: Ética
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
Estudo histórico das teorias éticas acerca da paz e da guerra. Pacifismo. Guerra Justa.
Argumentos teológicos e seculares. Análise crítica do uso ideológico do critério moral sobre
os conflitos armados. A filosofia da guerra de Clausewitz. O primado dos fins políticos. A
crítica da moralidade da razão de Estado. Análise das teorias contemporâneas de ética
internacional e política de paz da ONU. Intervenções humanitárias e guerra preventiva.
Bibliografia Básica:
ARISTÓTELES – Ética a Nicômaco. [Coleção Os Pensadores]. [Trad. William D. Ross]. São
Paulo, Abril cultural, 1973.
CLAUSEWITZ, Carl von – Da guerra. [Trad. Maria Teresa Ramos]. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

DELBOS, Victor – La philosophie practique de Kant. Paris: P.U.F., 1969.

Disciplina: Cultura E Linguagem


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

43
Ementa
A linguagem – dialógica por excelência – como mediadora das e nas relações sociais e
culturais. Linguagem, ideologia e a legitimação de identidades culturais. A distância entre
fato e acontecimento. A formação da nacionalidade a partir da concepção dialógica entre
identidade e alteridade. A equação cultura/poder. O trinômio cultura, linguagem e
identidade apresenta um indissociável e intercambiável campo de reflexões acerca do
fenômeno social. A partir desta concepção torna-se possível pensar as relações sociais e
culturais sob uma ótica dialógica, ou seja, cultura, linguagem e identidade se configuram
como conceitos interdependentes e interdisciplinares, na medida em que um engendra o
outro em um processo infinito de construção de verdades ideologicamente direcionadas
pelos diferentes grupos sociais, capazes de legitimar diversas formas de poder.
Bibliografia Básica:
BANN, S. As invenções da História: ensaios sobre a representação do passado. Trad. de
Flávia Villas-Boas. São Paulo: Edunesp, 1994.
FREYRE. G. Casa Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime da
economia patriarcal. Rio de Janeiro: Record, 1997.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956.

Disciplina: Teoria Das Relações Internacionais I


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica 0h

Ementa
Teoria e questões metodológicas. Níveis de análise e atores principais. As raízes teóricas das
relações internacionais: da antiguidade ao século XIX. A escola clássica das relações
internacionais: Realismo, Liberalismo. Marxismo.
Bibliografia Básica:
ARON, Raymond. Paz e Guerra entre as Nações. Brasília: Editora da Universidade de
Brasília, 2002. Introdução. p. 47-66
BALDWIN, David (ed.). "Neoliberalism, Neorealism, and World Politics". Neorealism and
Neoliberalism: The Contemporary Debate. New York: Columbia University Press, 1993.
Introdução.
BATTISTELA, Dario. Théories des relations internationales. 2 édition. Paris: Presses de
Sciences Po, 2006.
Disciplina: Economia Política
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h

44
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
Teoria e pensamento econômico modernos. Síntese neoclássica. Modelos de equilíbrio geral
IS LM. Instabilidade do capitalismo. Keynesianismo. Ortodoxia e Heterodoxia.
Monetarismo. Novas tendências em teoria econômica. Teoria econômica e crises.
Bibliografia Básica:
Arrighi, G. 1996. O Longo Século XX.* Ed. Contraponto. Ed. UNESP.
Belluzzo, L.G. 1987. Valor e Capitalismo*. Ed. Bienal.
Cornwall. J. & Cornwall. W. 2001. Capitalist development in the twentieth century*.
Cambridge. Un. Press.

Disciplina: Instituições Políticas Brasileiras


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
O Pensamento Político Brasileiro: as grandes interpretações. Sistema Eleitoral Brasileiro:
regras, problemas e funcionamento; Partidos Políticos no Brasil: estruturação, ideologia e
processos decisórios.
Bibliografia Básica:
BOBBIO, N. ; MATTEUCCI, N. ; PASQUINO, G. Dicionário de Política. Brasília: Ed.
Universidade de Brasília, 1994. v.1 e 2
CARVALHO, J.M. Mandonismo, Coronelismo, Clientelismo: uma discussão conceitual.
DADOS – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v.40, n. 2, 1997, p. 229-250.
PRADO Jr., C. Formação do Brasil Contemporâneo. 23ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2004.

Disciplina: Teoria Política


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

45
Ementa
As grandes vertentes da teoria política da segunda metade do século XX; A política como
teoria e método de compreensão da realidade internacional; O pensamento político
contemporâneo e os temas clássicos: liberdade X igualdade.
Bibliografia Básica:
ENGELS, F. Do socialismo utópico ao socialismo científico. 6ª ed. São Paulo: Global editora,
1984.
FERNANDES, Florestan. Lênin: política. São Paulo: Ática, 1978. Coleção Grandes Cientistas
Sociais.
FUKUYAMA, F. O fim da História e o último homem. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.
Disciplina: Filosofia Da Ciência
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

Ementa
Noções filosóficas sobre a ciência e outros tipos de conhecimento. Estrutura e
desenvolvimento do conhecimento científico. Recuperação histórica do surgimento do
conhecimento científico. Questões epistemológicas do conhecimento científico: a
fundamentação moderna da ciência. Avaliação das relações entre técnica e ciência à luz do
impacto político-social da industrialização capitalista. Discussão crítica do papel da ciência
na atualidade, destacando o problema da neutralidade científica: ideologia, epistemologia e
ética. Estabelecimento dos vínculos ideológicos entre o saber e poder e suas referências
ético-valorativas.
Bibliografia Básica:
ALVES, Ruben. Filosofia da Ciência. São Paulo: Brasiliense, 1985.

BUNGE, Mário. Ciência e desenvolvimento. São Paulo: Itatiaia/Edusp, 1980.


CHALMERS, Alan. A fabricação da ciência. São Paulo: Ed. Unesp, 1994.

Disciplina: Teoria Das Relações Internacionais II


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 45h
Carga horária Pratica 15h

46
Ementa
As teorias neo-clássicas. A diversificação paradigmática das Teorias das Relações
Internacionais nos anos 60 e 70. O debate "científicos" versus tradicionais. O debate inter-
paradigmático dos anos 80 e 90. Teorias em debate no início do século XXI.
Bibliografia Básica:
BULL, Hedley. A Sociedade Anárquica. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2002.
COX, Robert. “Social Forces, States and World Orders: Beyond International Relations
Theory”. Millenium: Journal of International Studies: 10 (2), 1981, pp. 126-155.
KEOHANE, Robert. After Hegemony: cooperation and discord in the world political
economy.
Disciplina: Metodologia Da Relações Internacionais
Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 45h
Carga horária Pratica 15h

Ementa
Os fundamentos da pesquisa científica em relações internacionais. A lógica do processo de
pesquisa. As fases para a elaboração de um projeto. A formulação de um problema de
pesquisa.
Bibliografia Básica:
CERVO, A.; BERVIAN, Pedro A.; DA SILVA, R. "Fases da Elaboração da Pesquisa" in
Metodologia Científica. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.
ECO, Umberto. "Que é uma tese e para que serve" in Como Se Faz Uma Tese. São Paulo:
Editora Perspectiva, 1989.
HALLIDAY, Fred. "Introdução: a importância do 'internacional' " in Repensando as Relações
Internacionais. Porto Alegre: Ed. da Universidade/UFRGS, 1999.

Disciplina: Economia Internacional


Carga Horária: 60 h
Carga horária Teórica: 60h
Carga horária Pratica: 0h

47
Ementa
Sistema monetário internacional passado e recente. Crise, ajuste e reestruturação
produtiva. Ciclo financeiro. Efeitos sobre políticas econômicas nacionais. Desempenhos
econômicos em economia mundial globalizada. Nova ordem internacional.
Bibliografia Básica:
ALMEIDA, A. Internacionalização de empresas brasileiras. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
BAUMANN, R.; GONÇALVES, R. Economia internacional: teoria e experiência brasileira.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
CARBAUGH, R.J. Economia internacional. São Paulo: Thomson, 2004.

48

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