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Introdução à Agricultura em Moçambique

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UNIDADE N° 1: INTRODUÇÃO À AGRICULTURA

Provavelmente, já praticaste ou viste alguém na tua família ou comunidade a realizar actividades


numa machamba. A prática destas actividades recebe o nome de agricultura.
Existem muitas definições para o termo agricultura, porém, para a situação concreta, podemos
definir a agricultura como sendo um conjunto de técnicas usadas para cultivar plantas, com a
finalidade de obter alimentos e matéria-para as indústrias.
Importância sócio-económica da agricultura
Utilizamos diariamente, para diferentes fins, vários produtos de origem vegetal, que só se
conseguem obter praticando a agricultura. Com a utilização destes produtos, percebemos ou
reconhecemos a importância desta actividade.
A agricultura é uma actividade de grande importância sócio-económica, pelas seguintes razões:
 Fornece alimentos para o consumo humano e animal;
 Oferece matéria-prima para as indústrias têxtil, alimentar, automóvel, farmacêutica,
aeronáutica, cosmética etc;
 Proporciona emprego para a população em toda a cadeia de valores; e
 Constitui fonte de obtenção de divisas para o país, através da exportação de produtos
agrícolas e seus derivados.

BREVE HISTORIAL DA AGRICULTURA ( SURGIMENTO E EVOLUÇÃO ATÉ CHEGAR


AO ESTÁGIO ACTUAL)
Há milhões de anos, a terra era habitada por povos primitivos. Estes povos eram nómadas e
viviam com base na caça e recolecção de frutos. Alimentavam-se daquilo que a natureza lhes
oferecia. Mais tarde, devido a factores como, o aumento da população, a escasse de alimentos e a
fixação em certas zonas (sedentarismo), estes povos passaram a produzir o seu próprio alimento,
através do cultivo da terra e criação de animais. Nessa altura, a agricultura era feita com
instrumentos muito rudimentares, tais como: paus endurecidos ao fogo e pedra lascada e mais
tarde passou-se a utilizar a charrua de madeira, puxada inicialmente pelo Homem e depois pela
tracção animal. Pensa-se que a agricultura teria começado há cerca de 10.000 anos, nos vales
férteis dos rios Tigre e Eufrates, na Índia e ao longo do rio Nilo, no Egipto. A partir destas
regiões, esta actividade terá se expandido por todo mundo.

A.
Paus
endurecidos B. Pedra lascada. C.
Tracção animal

PERSPECTIVAS ACTUAIS DA AGRICULTURA EM MOÇAMBIQUE


A situação actual da agricultura em Moçambique pode ser vista em cinco vertentes:
 Ao nível do ambiente social: O governo pretende aumentar a produção e produtividade,
com vista a garantir a segurança alimentar da população, face ao seu actual crescimento.
 Ao nível de tecnologias: O governo está a introduzir novas tecnologias para
melhoramento da produção, através da implementação de sementes melhoradas, adubos
inorgânicos, uso de máquinas para a lavoura, sistemas de rega, variedades resistentes à
seca e pragas, etc.
 Ao nível de serviços de extensão: Estes serviços consistem no envio de técnicos do
Ministério da Agricultura às zonas rurais, para mostrarem e aconselharem os agricultores
do sector familiar sobre o uso de melhores tecnologias, com o objectivo de melhorar a
produção.
 Ao nível de programas de pesquisa: O governo tem fornecido conhecimentos técnicos e
científicos aos camponeses do sector familiar e cooperativo, através de cursos de
formação.
 Ao nível de programas de ajuda: O governo tem estabelecido parcerias com as Nações
Unidas e ONGs, com o objectivo de fornecer assistência técnica aos camponeses, através
do envio de especialistas de países como o Vietname e a China, para a produção do arroz
e do trigo.
SISTEMAS AGRÁRIOS
Sistema agrário ou agro-sistema é um tipo ou modo de produção agro-pecuária, em que se
observa diversos tipos de cultivos ou criações. No nosso país predominam três sistemas agrários
a saber: agricultura de subsistência, agricultura de rendimento e agro-indústria.
 Agricultura de Subsistência: Este tipo de agricultura é praticada pela maioria da
população. É desenvolvida no sector familiar, sua produção apresenta qualidade e
quantidade baixa e destina-se apenas ao consumo familiar. Faz uso de métodos de
trabalho primários ou precários, usa força manual, com recurso à enxada, não tem
sistemas de rega.
 Agricultura de Rendimento: É praticada por pessoas singulares ou por famílias.
Apresenta produtos com qualidade e quantidades melhores que a agricultura de
subsistência. sua produção é dividida entre o consumo e a venda. Usa alguns métodos de
trabalho modernos, parte dos seus trabalhos são mecanizados e apresenta pequenos
sistemas de rega artificial.
 Agro-indústria: É praticada por empresas agrícolas, com objectivos comerciais.
Apresenta produção com qualidade e em quantidades elevadas e destina-se apenas para a
venda ou exportação. Usa métodos de trabalho altamente modernos, todos os trabalhos
são mecanizados e possui custos bastante elevado.

DISTRIBUIÇÃO AGRO-CLIMÁTICA EM MOÇAMBIQUE


Já notaste que no nosso país cada província ou região apresenta um determinado tipo de clima e
solo. Algumas dessas zonas são perfeitas para o cultivo de certas culturas e outras não. As zonas
que apresentam condições perfeitas para certas culturas são chamadas de zonas agro-ecológicas.
Zonas agro-ecológicas → são zonas ou regiões agro-pecuárias homogéneas em termos de clima,
relevo e solos, e que apresentam sistemas de produção semelhantes.
Estas zonas apresentam características naturais específicas, que as torna distintas das outras para
o desenvolvimento de certas actividades agro-pecuárias.
O Instituto Nacional de Investigação Agronómica (INIA) classificou o país em dez zonas agro-
ecológicas:
Região 1
Compreende toda a faixa costeira de Maputo, Gaza e aproximadamente toda a província de
Inhambane até ao rio Save. As precipitações são baixas, a temperatura média oscila entre os 20 a
25°C, os solos são planos, fertilidade marginal boa. CulturasCulturas cultivadas: amendoim,
feijão nhemba, mandioca, milho e feijão jugo, cana-de-açúcar, fruteirás tais como: citrinos,
mangueirás, ananaseiros, mafurreira, cajueiro e coqueiro.
Região 2
Compreende toda a parte central e Norte da Província de Gaza e uma faixa estreita a Oeste da
Província de Inhambane. A época quente e chuvosa vai de Novembro a Março, os solos na sua
maioria arenosos e as culturas mais praticadas são: milho, amendoim, a ervilha, batata-doce,
mandioca e o coqueiro.
Região 3
Compreende a quase totalidade da Província de Manica, e cerca de um quinto da parte central e
interior da Província de Sofala. Não inclui a região montanhosa de Espungabera. Possui
temperaturas altas, precipitações muito baixas, nos meses de Novembro e Fevereiro e solos
arenosos. A mapira, mexoeira e o milho, são as culturas mais predominantes.
Região 4
Compreende as regiões de baixa altitude de Sofala e da Zambézia, próximo da costa e estende-se
até Pebane. As precipitações são altas nos meses de Novembro, as culturas mais cultivadas são: o
milho, a mapira, o amendoim, a batata-doce, a mandioca, o arroz e o algodão.

Região 5
Situa-se na região central de Moçambique e inclui os distritos do Norte das Províncias de Sofala
e de Manica e os distritos a Sul da Província de Tete, indo até à fronteira com a Zâmbia. Possui
precipitações moderadas a altas de Novembro a Maio, solos arenosos. EstaEsta região apresenta
uma potencialidade agrícola muito fraca, é uma zona mais pecuária (gado caprino, galinha e
suíno), com alta incidência de doenças de animais. As culturas predominantes nesta zona são:
milho, mexoeira, mandioca, ervilha, caju e algodão.
Região 6
Compreende as áreas com altitude média das províncias da Zambézia, Nampula, Tete, Cabo
Delgado e Niassa. Os solos são de textura variável, a precipitação média anual varia entre 1000 a
1400 mm e ocorre entre Novembro e Março/Abril. As culturas cultivadas são: milho, mandioca,
amendoim, mapira, feijão nhemba, arroz, algodão, tabaco, cana-de-açúcar, girássol, feijão boer,
alho, a cebola e o tomate.
Região 7
Compreende a região da costa litoral, que se estende desde Pebane, na Província da Zambézia até
Quionga, na Província de Cabo Delgado. A precipitação anual varia entre 1000 a 1400 mm,
temperatura média anual 20 a 25°C, apresenta solos arenosos e argilosos, as culturas mais
praticadas são: milho, mapira, mandioca, ervilha, amendoim, caju e algodão e fruteirás como:
mangueirás, papeirás, bananeirás, laranjeirás e limoeiros.
Região 8
É a mais pequena e compreende o planalto de Mueda e parte do distrito de Macomia. As
precipitações oscilam entre os 800 a 1200mm, a temperatura é superior a 25°C, os solos são
arenosos e as culturas cultivadas são: o milho, a mapira, a mandioca, o caju, o tabaco e o
algodão.
Região 9
Compreende as regiões com altitudes acima dos 1000 metros, nomeadamente: os planaltos de
Lichinga, Angonia, Machanga, Marávia, Tsangano, Gurué, Milange, Serra Choa e Espungabera,
Manica, alta Zambézia. Possui chuvas regulares de Dezembro a Março, os solos são em geral
ferrosos e de textura pesada. Praticam-se as seguintes culturas: milho, mapira, ervilha, mandioca
e gergelim.
Região 10
Situa-se nas zonas altas da Zambézia, Niassa, Agónia, Maravia e Manica. As chuvas são
abundantes, a temperatura média varia entre os 15 a 23°C e solos profundos. As culturas
predominantes são: milho, feijão, batata-reno, mexoeira, citrinos, tabaco, trigo, soja, girassol e
algumas fruteirás de clima temperado. A mangueira, bananeirás e papaieirás são as frutíferás
mais populares.
UNIDADE N° 2: CULTURAS ALIMENTARES
1. HORTÍCOLAS (HORTICULTURA)
A horticultura pode ser definida como uma disciplina ou ramo da agricultura que estuda as
técnicas de produção de hortícolas ou hortaliças. Hortícolas por sua vez são plantas herbáceas,
nas quais uma ou mais partes são usadas na alimentação, na sua forma natural (frescos) ou
cozidas e que possuem um ciclo vegetativo curto (menos 4 meses), e são cultivadas geralmente
nas estações secas e frias do ano.
São exemplos de hortícolas as seguintes culturas: couve, alface, tomate, alho, cebola, cenoura,
repolho, abóbora, entre outras.
Classificação das hortícolas segundo o método de produção
As hortícolas pertencentes ao mesmo grupo, partilham em geral o mesmo método de produção e
estão sujeitas a pragas e doenças similares. Assim, podem ser classificadas em:
 Hortícolas de folha: esta categoria compreende as culturas que utilizam
principalmente as folhas para o consumo fresco ou cozido. Por exemplo: alface,
repolho, couve, etc.
 Cucurbitáceas: são culturas que pertencem a família das cucurbitaceae. Fazem parte
deste grupo: o pepino, a melância, a abóbora, etc.
 Legumes: fazem parte da família das leguminosas e são exemplos: o feijão-verde,
ervilha, etc.
 Hortícolas tuberosas: são raízes e caules carnudos e ricas em substâncias nutritivas.
Deste grupo destacam-se: cenoura, batata-doce, batata-reno, alho e cebola.
 Culturas solenáceas: pertencem a este grupo as culturas de: tomate, beringela e
pimento.

2. LEGUMINOSAS
Leguminosas são plantas cujas sementes ou grãos crescem evolvidas em uma vagem. São
exemplos de leguminosas: o feijão, o amendoim, a soja, a ervilha, a lentilha, etc.
3. TUBÉRCULOS
Tubérculos são raízes ou caules de plantas que se desenvolvem por baixo do solo e são ricos em
substâncias de reserva. Exemplo: mandioca, batata-doce, batata-reno, cenoura, inhame, etc.

4. CEREAIS

Creais são plantas que pertencem a família das gramíneas ou mocotiledoneas e que as suas
sementes servem de alimento para o Homem e outros animais. Exemplo: milho, arroz, trigo,
mapira, mexoeira, cevada, etc.
5. RENDIMENTO
Culturas de Rendimento são todas culturas cultivadas com objectivos comerciais ou de
fornecer matéria-prima para as indústrias. Das varias culturas de rendimento, importa destacar as
culturas de: cana sacarina (cana-de-açúcar), girássol, algodão, tabaco, chá, sisal, soja, etc.
CICLO DE VIDA DAS CULTURAS AGRÍCOLAS
Os diferentes ciclos de vida das culturas são anuais, bienais (semi-perene) e perenes.
I. Culturas anuais são aquelas que concluem seu ciclo produtivo, no intervalo máximo de um
ano ou em menos tempo. Por esse motivo, essas culturas também são chamadas de culturas
de ciclo curto. Após a colheita, há necessidade de se realizar o plantio novamente. Por
exemplo: Milho, trigo, alface, repolho, arroz, girassol etc.
As três maiores cultura:
Milho: É cereal extensivamente utilizado como alimento humano ou ração animal, devido às
suas propriedades nutricionais, contendo todos aminoácidos, sem excepções a lisina e o
triptofano.
Trigo: É gramínea, alimento básico usado para fazer farinha e, com está , o pão, e estritamente
como forragem para animais domésticos como feno.
Arroz: É gramínea que alimenta mais a medade da população humana do mundo. É rico em
hidratos de carbono.
II. Culturas seme-perenes ou bienais → são aquelas que o ciclo tem duração acima de 12 até 24
mese. Por exemplo: Mandioca, cana-de-açucar, etc.
III. Culturas perenes → são aquelas que permanecem no campo por vários anos, mas a cada ano
ocorre um ciclo produtivo. Por exemplo: Mamão, algodão, café, etc.

UNIDADE N° 3: REPRODUҪÃO
A vida não se origina espontâneamente. Todos os seres vivos derivam de outros preexistentes, que,
através da reproduҫão, dão, por sua vez, origem a descendentes semelhantes a si próprios.
A reprodução é o processo pelo qual os seres vivos dão origem a outros semelhantes, isto é,
indivíduos (progenitores) geram novos individuos semelhantes a eles (descendentes).
Esta capacidade de perpetuar a espécie atravéz da reproduҫão é a principal caracteristica dos seres
vivos.
A reproduҫão é muito importante porque assegura a continuidade da vida, isto é, cada ser vivo, ao
reproduzir-se, permite que as gerações se sucedam umas as outras.
Tipos de reproduҫão das plantas
As formas de reproduҫão utilizadas pelas plantas, embora variadas, podem ser agrupadas em dois
tipos:
 reproduҫão assexuada; e
 reprodução sexuada.
1. Reproduҫão assexuada
A reproduҫão assexuada, também chamada multiplicaҫão vegetativa, é um processo realizado sem
fecundaҫão, por meio do qual um único indivíduo origina outro semelhante a si próprio, com as
mesmas caracteristicas genéticas – sexo, cor, tamanho, entre outras. Este processo permite o
surgimento de um grande número de descendentes em pouco tempo.
Importância da reproduҫão assexuada
O Homem utiliza o conhecimento dos processos de reproduҫão assexuada para obter, com grande
facilidade, um grande número de plantas iguais a planta original que possua caracteristicas valiosas
para a agricultura, silvicultura ( cultura de árvores, especialmente espécies fruteiras) ou floricultura.
Na multiplicação vegetativa, as caracteristicas genéticas são conservadas, isto é, os descendentes
são a cópia exacta da planta-mãe. Este facto é vantajoso para o ser humano, porque assim podem-se
obter muitas plantas com as caracteristicas pretendidas.
As técnicas de reproduҫão assexuada mais usadas pelo Homem são: estacaria, mergulhia e enxertia.
2. Reprodução sexuada
Na reproduҫão sexuada os novos individuos surgem da fusão de duas células especializadas,
denominadas gâmetas.
A reprodução sexuada acontece quando o gameta feminino une-se ao gameta masculino. O gameta
nada mais é do que as células reprodutivas das plantas.
A maior parte das plantas possui um conjunto de estruturas reprodutivas masculinas chamado
androceu e um conjunto de estruturas reprodutivas femininas chamado gineceu. No androceu,
encontramos o grão de pólen, que é onde estão as células reprodutivas masculinas dos vegetais. Já
no gineceu está o ovário, que armazena os óvulos, e esses possuem as células reprodutivas
femininas. Quando os grãos de pólen chegam até o gineceu, alcançando o óvulo, acontece a
fecundação.
As abelhas oferecem uma grande ajuda nesse tipo de reprodução, pois o pólen, que fica no
androceu, é levado por elas para o gineceu da mesma planta ou de plantas diferentes, permitindo
assim a fecundação.
A reprodução sexuada é caracteristica das plantas com flor, como a mangueira, o abacateiro, a
goiabeira, o limoeiro, o milheiro, a mapira, o tomateiro, o girassol, o feijão, a couve e muitas, outras
espécies.
Importância da reprodução sexuada
A reprodução sexuada é importante porque origina uma descendência que apresenta grande
variabilidade genética, o que permite uma maior adaptação as alterações do meio.
Nas angiospérmicas o gâmeta feminino , óvulo, forma se no ovário, e o gâmeta masculino forma-se
na antera, o grão de pólen.
A parte feminina da flor – constituida por estigma, estilete e ovario, seu conjunto forma carpelo e,
conjunto de carpelos formam gineceu.

UNIDADE N° 4: ESTUDO DO SOLO


Já notaste que a maior parte das actividades humanas ocorrem no solo e a produção agro-pecuária
não foge desta regra, por isso,o agricultor cultiva as suas culturas sobre o solo.
Solo pode ser definido como uma fina camada da superfície da crosta terrestre, que serve como
meio de crescimento para as plantas. O solo tem a sua origem na rocha-mãe, que sob acção de
agentes do clima, tais como: o frio, o calor, a água e outros, sofre degradação ou destruição lenta e
progressiva, originando partículas mais reduzidas ou pequenas.
Funções do Solo
O solo tem como funções:
 Fixar as raízes das plantas;
 Armazenar água; e
 Nutrientes para as plantas.
Tipos de Solo ou textura do solo
Os solos podem ser classificados de acordo com a quantidade de partículas de: areia, argila e limo.
O que tiver em maior quantidade de qualquer uma daquelas partículas, chamar-se-á: arenoso,
argiloso e limoso.
 Os solos arenosos caracterizam-se por serem leves, mais permeáveis e soltos, mais sujeitos
ao arrastamento pelo vento e pela água. Queimam maior quantidade de matéria orgânica,
não se encharcam e possuem poros grandes, favorecendo o movimento do ar e da água. Os
solos arenosos quando humedecidos não formam bolinhas nem filamentos ao serem
amassados na palma da mão.
 Os solos argilosos são pesados, plásticos, agarram-se às alfaias agrícolas, encharcam-se
facilmente e quando secam ficam duros e racham muito. Os seus poros na sua maioria são
pequenos (micro-poros) e, por isso, são muito porosos, pouco permeáveis, de má drenagem,
pouco arejados e frios. Estes solos formam uma massa plástica quando humedecidos e
amassados na palma da mão. São facilmente moldáveis em filamentos alongados que podem
ser curvados para formarem argolas sem se quebrarem.
 Os solos limosos apresentam características intermédias entre os argilosos e os arenosos.
Quando humedecidos e amassados na palma da mão formam bolinhas e filamentos, mas
quebram quando curvados para formar uma argola.

Arenoso Argiloso Limoso

PREPARAÇÃO DO SOLO
Preparação do solo é um conjunto de actividades que se realizam antes da sementeira, com vista a
criar condições adequadas para o desenvolvimento saudável das plantas.
Objectivos da Preparação do Solo
A preparação do solo tem os seguintes objectivos:
 Melhorar as propriedades físicas do solo;
 Incorporar matéria orgânica e adubos minerais;
 Controlar pragas;
 Eliminar ervas daninhas; e
 Facilitar o enraizamento das plantas.
Etapas da Preparação do Solo
Os trabalhos de preparação do solo obedecem a seguinte ordem de etapas: identificação da área,
destronca, lavoura, gradagem, nivelamento ( demarcação) e sulcagem.
1. Identificação da área → é a verificação do espaço físico da área destinada ao cultivo das
culturas.
2. Destronca → consiste no abate e remoção de árvores e arbustos no terreno. Dependendo do tipo
de vegetação e condições existentes, a destronca pode ser feita manualmente ou mecanicamente.
3. Lavoura → é uma operação agrícola que consiste no reviramento do solo pela charrua, tractor ou
manualmente. A profundidade da lavoura depende da cultura que se vai explorar e pode ser de mais
ou menos de 20 cm. A lavoura tem vários objectivos, dos quais podemos destacar:
 Tornar o solo mais fofo para receber as raízes das plantas;
 Eliminar ervas daninhas;
 Aumentar a porosidade e arejamento do solo (melhorara penetração da água e oxigénio no
solo); e
 Melhorar a capacidade de retenção da água.
Classificação de lavourasSegundo a profundidade da lavoura:
• Lavouras ligeiras ou superficiais (10 a 12 cm): são geralmente conhecidas por pseudo-lavouras e
realizam-se até profundidades não superiores a 12 cm. Destinam-se a romper a crosta superficial do
solo para facilitar as trocas gasosas e a percolação da água.
• Lavouras médias ou ordinárias (15 a 35 cm): este tipo de lavoura é sobretudo usado para a
preparação de terras destinadas a receber culturas de sistema radicular superficial (cereais).
• Lavouras profundas (30 a 35 cm): por definição, este tipo de lavoura incide sobre o subsolo e
limita-se praticamente à profundidade de 35 cm. Para além deste limite, trata-se de uma operação de
cava funda ou surriba que exige uma aparelhagem especial.
Tipos de charruas
As lavouras são feitas com charruas de aiveca e charruas de disco.
 Charrua de aiveca: corta e vira a leiva sempre na mesma pro-fundidade, mesmo havendo
lugares misturados com terra solta e dura ou quando choca com as [Link] uma lavoura
com profundidade uniforme, mas precisa de mais tracção nos solos pesados e duros,
podendo estragar-se em presença de pedras de grande porte. Por isso, são usadas em solos
limpos, sem pedras e raízes, leves, pouco húmidos. As charruas de aiveca podem ser de
tracção animal ou puxadas por um tractor.

 Charrua de disco: tem 3 a 4 discos que rodam durante a lavoura. Tem a vantagem de exigir
pouca força de tracção e de saltar por cima das pedras e raízes, evitando, assim, o desgaste
dos discos, mas tem o inconveniente de não realizar uma profundidade constante.
Em Moçambique usa-se mais a charrua de disco para as lavouras com tractor e a de aiveca

para a tracção animal.


Charrua de aiveca Charrua
de disco
4. Gradagem → é uma operação que se realiza após a lavoura e consiste em destruir os torrões que
se formam após a lavoura. Tem também o objectivo de nivelar os solos. A gradagem pode ser
repetida, sempre que necessário, até que o terreno se mostre devidamente destorroado.
Destorroar – destruir ou eliminar os torrões.
Torrões – são pequenas bolinhas de terra que se formam após a lavoura.
5. O nivelamento ou demarcação → é uma prática que tem como objectivo principal facilitar a
rega por gravidade. Sulcagem é a ultima etapa da preparação do solo e consiste em formar sulcos e
camalhões
6. A sulcagem→ é feita por alfaias chamadas sulcadores. Esta prática é usada geralmente na
sementeira de tubérculos ou quando a rega das culturas é feita por sulcos. A sulcagem tem como
objectivo formar sulcos e camalhões.
Camalhões – trecho ou camada de terra elevada entre dois regos, que é usado para a sementeira.
Sulcos – pequenos canais (valas ou regos), abertos no solo, para a
condução da água durante a rega.

Sulco Camalhão
UNIDADE Nº 5: PROPAGAÇÃO DAS PLANTAS
Já notaste que nem todas as plantas reproduzem-se da mesma maneira. Por exemplo, para a
multiplicação da mandioca são usados pedaços dos ramos ou caules, para o milho e o feijão usa-se o
próprio grão. Estas são as diferentes sementes usadas para a propagação das plantas.
A propagação das plantas é uma actividade que se realiza depois da preparação do solo e consiste
em disseminar ou colocar a semente no solo. A propagação pode ser generativa (aquela em que a
multiplicação das plantas é feita por meio de uma semente botânica) ou vegetativa (parte do caule
da planta).
Semente → é toda a porção dos organismos vegetais que sejam capazes de produzir e originar uma
nova planta. A semente classifica-se em botânica e agrícola.
a) Semente botânica é um órgão resultante da reprodução sexuada, isto é, resulta da fecundação
e maturação natural do óvulo da flor. Ex: Milho; feijão; arroz.
b) Semente agrícola é qualquer parte vegetal, que colocado no terreno tem capacidade de
iniciar o desenvolvimento de um novo indivíduo. Ex: Estaca de cana-de-açucar; de
mandioca; tuberculo da batata; rama de batata-doce.
Constituição da semente
As sementes botânicas são constituídas pelo tegumento e pela
amêndoa.
 Tegumento (casca) - é a parte externa que envolve e
protege a semente.
 Amêndoa – é a parte interna da semente e é constituída
pelo embrião e pelos cotilédones.
O embrião é formado pelas seguintes partes:
 Radícula→parte que origina a raiz;
 Caulículo→parte que origina o caule;
 Gémula/folhas primárias→origina a parte aérea da planta (folhas e
ramos); e
 Cotilédones→são pequenas folhas ricas em substâncias nutritivas que alimentam
embrião durante a germinação.

GERMINAÇÃO DA SEMENTE

Germinação é o processo de evolução do embrião contido na semente, passando do estado de vida


latente para a vida activa.
Factores que influenciam na germinação
O processo da germinação pode ser influenciado por vários factores. Estes factores agrupam-se em
factores internos e externos.
a) Internos → dizem respeito a própria semente, a sua organização interna e o estado de
conservação. Os factores internos incluem a boa vitalidade da semente, boa constituição e
maturidade.

b) Externos → estão relacionados com o meio ambiente em que a semente será lançada. Os
factores externos compreendem a temperatura,

aeração e humidade.
 Humidade – a disponibilidade de água é a primeira condicão para a germinação, pois só quando
as sementes estão bem humedecidas é que a plântula se densevolve completamente.
 Temperatura – a temperatura óptima de germinação não é igual para todas as plantas.
Considera-se temperatura óptima de germinação aquela em que o número máximo de sementes
germina, num periodo de tempo mínimo.
 Oxigénio – este gás é muito importante para a germinaҫão
porque o crescimento da plântula requer muita energia. Esta
energia é obtida a partir das reservas do embrião, através da
respiraҫão aeróbica. As sementes enterradas a grandes
profundidades ou em solo pouco arejado não conseguem obter a quantidade de oxigénio
necessária e, por essa razão, não germinam.
Tipos de germinação
 Germinação epigeia.
 GerminaçãoGerminação hipogeiaa.
Germinação epigeia: os cotilédones aparecem para cima do solo durante a germinação e actuam
como as primeiras folhas da nova planta. É o caso das leguminosas (feijão).
Germinação hipogeia: os cotilédones permanecem debaixo da terra durante as fases de
germinação, como mostra a figura abaixo. Fazem parte deste grupo a maior parte das
monocotiledóneas (milho, mapira, mexoeira, etc.

UNIDADE N° 6: SEMENTEIRA
Sementeira é uma operação que se realiza depois da preparação do solo e consiste na distribuição da
semente no solo.
Existem dois tipos de sementeira: directa e indirecta.
1. DIRECTA

É aquela em que as sementes são lançadas num local definitivo, isto é, não se faz o transplante.
Por exemplo: Realiza-se em culturas como o milho, feijão, abóbora, pepino, cenoura, etc. A
sementeira directa pode ser feita a lanço ou em linhas.
Sementeira a lanço
Neste método, as sementes são espalhadas no solo sem ordem e sem respeito ao compasso.
VANTAGENS:
 Rapidez na realização do trabalho; e
 Cobertura uniforme do solo.
DESVANTAGENS:
 Impossibilitar as sachas;
 Dificultar o enterramento da semente; e
 Maior gasto da semente.
Sementeira em linhas
Neste método, as sementes são colocadas respeitando um certo compasso, isto é, observando a
distância entre as plantas na linha e a distância entre as linhas. A sementeira em linhas também pode
ser feita com máquinas especializadas ou semeadores conectados ao tractor.
Este método tem as seguintes vantagens:
• Regularidade da repartição e de enterramento;
• Facilidade de trabalhos mecanizados;
• Economia da semente; e
• Facilidade no trabalho de cultivo, etc
2. INDIRECTA
É aquela em que as sementes são lançadas num local (alfobre), germinam e depois as plantas são
transplantadas para um local definitivo.
Alfobre é uma pequena parcela de terra, onde as sementes são lançadas, germinam e mais tarde as
plantas são transplantadas para o local definitivo.
Exemplo: Este tipo de sementeira é na maioria das hortícolas como alface, couve, tomate, cebola,

etc
Alfobre
A utilização dos alfobres traz as seguintes vantagens e desvantagens:
Vantagens:
• Redução de cuidados a ter com as plantas jovens devido à redução da área ocupada;
• Facilidade de controlo de pragas e doenças; e
• Menor gasto de sementes;
Desvantagens:
• Danificação das raízes durante o arranque, ou a própria planta; e
• O ciclo vegetativo é maior do que na sementeira directa.
Observação: Para muitas culturas o alfobre é o ponto de partida que marca o futuro da colheita. A
permanência das novas plantas no alfobre é breve entre os 25 a 180 dias, dependendo da espécie da
planta.
SELECÇÃO DA ÁREA PARA ALFOBRES
Na selecção da área para o alfobre devem ser consideradas asseguintes condições:
 Localização próxima da fonte de água;
 Solos de boa drenagem;
 Terrenos com pouco declive e sem riscos de inundar;
 Localização perto do lugar definitivo e de preferência o terreno deve ser novo que não tenha
sido muito utilizado.
Preparação do terreno para alfobres
Depois da preparação do solo, que inclui lavoura e gradagem, faz-se o traçado para os canteiros dos
alfobres. Com a ajuda de uma corda e de uma fita métrica, alinham-se os respectivos canteiros com
cerca de largura e comprimento variável. A distância que separa um canteiro do outro pode ser de
0,6 m para facilitar a circulação de pessoas. Completa-se a preparação dos canteiros com uma cava
e nivelamento com ancinhos para incorporar adubos.
Rega do alfobre
Logo após a sementeira, deve fazer-se a primeira rega e continua diariamente consoante a exigência
de cada cultura, espaçando-se as regas depos de algum tempo, 10-15 dias. A rega deve ser realizada
de manhã ou no fim de tarde e quando a temperatura do terreno estiver diminuído, para não afectar
a germinação e o bom desenvolvimento das plantas.
Transplante
Transplante→ é actividades que consiste na retirada ou transferência de uma planta do alfobre para
o local definitivo.
 transplante deve-se realizar quando as plântulas tiverem: 4 a 6 folhas (aproximadamente aos
30 dias de idade);
 Regar o viveiro algumas horas antes do transplante;
 Retirar plântula do viveiro com as raízes juntamente com o solo;
 Pode-se retirar a plântula usando ainda uma bitola ou mesmo enterrando os dedos no solo.

Condições do campo definitivo:

 Evitar a transplantação nas horas de muito calor e baixa humidade;


 Regar imediatamente após a transplantação.
 Regar diariamente até que as plântulas estejam completamente estabelecidas no campo.
Observação: Geralmente, aconselha-se a fazer o transplante em dias nublados e chuvosos, ou no
final da tarde, para evitar que a planta murche e morra, devido ao sol intenso, nos outros períodos
do dia.
Segundo a distribuição entre linhas e entre plantas (compasso), a sementeira pode ser:
Em linhas a distância, em as sementes separadas entre si por distância intermediária, entre as
plantas e entre os sulcos. A quantidade de plantas por área calcula-se de seguinte forma:
Np=A/C×L
Onde: Np → número de plantas.
A→ área total
C→ distância entre plantas
L→ distância entre linhas
Exemplo: Calcule o número de plantas necessárias para uma área de 20 m × 2 m usando o
espaçamento de 15 cm entre linhas e 10 cm entre plantas respectivamente.
DADOS: FÓRMULA/RESOLUÇÃO
A=15 m × 2 m ≈ 30 m Np= A/C×L
L= 15 cm Np= 30 m/ 15 cm × 10 cm
C= 10 cm. Np=30m/ 0,15 m × 0,1 m
Np=? Np=30/0,015
Np= 2000
O número de plantas que entra numa determinada área de 20 m × 2 m são 2000.
UNIDADE N° 4: PRÁTICAS CULTURAIS
Após da sementeira, os agricultores continuam a ir à machamba, para eliminar o capim, regar,
aplicar o estrume e realizar outras actividades. Estas actividades recebem o nome de práticas
culturais.
Práticas culturais ou amanhos culturais → são todos os trabalhos que se realizam depois da
sementeira e antes da colheita e tem como finalidade criar boas condições para o crescimento e
desenvolvimento das plantas.
Exemplo: controlo de ervas daninhas, controlo de pragas e doenças, rega, adubação, desbaste,
drenagem, tutoragem, amontoa, monda, entre outras.
1. Controlo de ervas daninhas ou infestantes
Daninhas ou infestantes são todas as plantas que crescem numa cultura contra vontade do agricultor,
isto é, nascem espontaneamente. Exemplo: Capim ou milho quando germina no canteiro de alface.
Influência das ervas daninhas nas culturas
As ervas daninhas influenciam negativamente no crescimento das culturas por razões tais como:
 Competem com as plantas na utilização da água, nutrientes e luz;
 Reduzem a colheita; e
 Abrigam ou alojam pragas, que depois atacam as culturas.
Métodos de controlo de ervas daninhas
O controlo de ervas daninhas pode ser feito com base em quatro métodos a saber: cultural,
mecânico, físico e químico.
a) Controlo cultural: este método consiste na utilização das características da cultura e do meio
ambiente para aumentar a competitividade da cultura, favorecendo o crescimento e
desenvolvimento das plantas.
Este método engloba técnicas tais como: uso de variedades melhoradas, densidade das plantas,
redução do compasso (distância) entre as plantas e época de plantio.
b) Controlo mecânico: consiste na eliminação de ervas daninhas e pode ser através da: sacha
manual (quando é feita com enxada) e sacha mecânica (quando é feita através de uma
máquina especializada, que pode ser cultivador ou escarificador).
c) Controlo físico: que compreende o fogo e o controlo biológico. O controlo biológico visa
manter baixa a população de plantas daninhas, utilizando agentes patogénicos ou
predadores.
d) Controle químico: consiste na aplicação de herbicidas, que são produtos químicos usados
para o controlo de ervas daninhas.

2. CONTROLO DE PRAGAS E DOENÇAS


Durante o crescimento, as plantas são atacadas por pássaros, ratos e outros organismos ou animais e
doenças que fazem com que elas cresçam mal e produzam pouco.
Métodos de controlo de pragas e doenças
Métodos usados para o seu controlo. Destacam-se 03 (três) métodos de controlo de pragas e
doenças a saber:
a) Método cultural
consiste no controlo de pragas e doenças a partir de medidas de cultivo, tais como: semear em
épocas com menor abundância de pragas, semear em associação com culturas que afugentam certas
pragas, desinfectar o material de trabalho, mergulhar as sementes em água inócua ou tratada,
rotação da cultura, entre outras medidas.
b) Método biológico
Neste método são utilizados inimigos naturais das pragas para o seu controlo.
Por exemplo, uso da vespa Epidinocarsis lopezi para o controlo da cochonilha purverulenta da
mandioca, ou quando o gato é usado para combater o rato.
c) Método químico
Consiste no uso de substâncias químicas chamadas pesticidas. A designação dos pesticidas varia em
função das pragas que controlam, assim, teremos as seguintes designações:
 Fungicidas- controlam fungos;
 Insecticidas- controlam insectos;
 Raticidas-controlam ratos; e
 Herbicidas- controlam ervas daninhas.
Cuidados a ter durante a utilização de pesticidas (pulverização)
Pulverização está operação, consiste na aplicação dos pesticidas para o combate de pragas e
doenças que afectam as culturas.
Para a eficácia da pluverização deve ser realizada em ambientes com pouca ventilação e com
ausência de chuvaou em dias nublados, quando realizada com muito vento haverá desperdício da
calda assim como a desuniformidade da pluverização das plantas.
Os pesticidas são substâncias muito tóxicas e nocivas para a saúde humana, dai que seja importante
que o agricultor tome alguns cuidados, durante e após a sua utilização. Dentre os vários cuidados,
podemos destacar: a utilização de vestuário adequado (luvas, botas, máscaras, etc), evitar fazer a
mistura dos produtos em locais fechados, lavar as mãos e os equipamentos após a sua utilização,
guardar os produtos fora do alcance das crianças, respeitar as recomendações do fabricante, entre
outros cuidados.
2. REGA
A água é um líquido muito precioso e importante para a sobrevivência do Homem e de outros
animais.
Rega é uma aplicação controlada de água numa cultura, sempre que necessário ou quando a água da
chuva não é suficiente para satisfazer as necessidades vitais da planta.
Principais sistemas de rega (Tipos de rega)
Os sistemas de rega mais conhecidos são: rega por gravidade, rega por aspersão, rega gota a gota, e
rega por alongamento.
a) Rega por gravidade
É um sistema em que a água é conduzida por sulcos (canais) abertos no solo. Este tipo de rega é
vantajoso por ser muito económico, porém, é difícil em terrenos com grande declive ou inclinação e

pode causar erosão do solo.


Gravidade
b) Rega por aspersão
Neste sistema, a água é bombeada da fonte e passa através de tubos e depois é distribuída pelas
plantas, através de aspersores em forma de chuva. Para além dos aspersores, a rega pode ser feita
manualmente com a mangueira e regador.
Este sistema tem as seguintes vantagens: economia de água, aplicável em terrenos com grande
inclinação, a distribuição da água é uniforme e não há de erosão do solo. Porém, este tipo de rega

tem a desvantagem de possuir custos muito elevados.


c) Rega gota agota Regador
Tubo aspersor

É um sistema semelhante ao de aspersão, mas a água cai gota a gota em volta da planta, através de
furos (gotejadores) do aspersor.
d) Rega por alagamento ou inundação Gota a gota
Neste tipo de rega, o terreno é encharcado de água, em condições naturais ou artificiais. Tais são os

casos dos arrozais.


Alagamento ou inundação
3. Adubação

A aplicação nas plantas excrementos ou fezes de animais como galinhas, porcos, gado bovino e
outros animais. Esse processo recebe o nome de adubação.
Adubação → é uma operação que consiste em aplicar adubos no solo, com a finalidade de aumentar
a produção e produtividade das plantas.
Tipos de Adubação
A adubação pode ser de fundo ou de cobertura.
Adubação de fundo → é feita antes ou durante a sementeira ou plantação.
Adubação de cobertura → consiste em aplicar adubos durante o crescimento das plantas.
Adubos → são todas as substâncias usadas para fornecer nutrientes que as plantas precisam.
Tipos de Adubos
Existem dois tipos de adubos: adubos orgânicos e inorgânicos.
Adubos orgânicos → são obtidos a partir de organismos (seres vivos) e permitem melhorar as
características físicas, químicas e biológicas do solo, mas são menos ricos em nutrientes.
Ex: Estrume do curral, das galinhas, do porco e o composto orgânico.
Adubos inorgânicos ou minerais →são obtidos industrialmente nas fábricas e tem uma concentração
de nutrientes maior que os orgânicos, mas dificultam a correcção da estrutura do solo. Os adubos
minerais podem ser classificados em simples e compostos.
Simples → quando possuem apenas um dos nutrientes principais: nitrogénio ou azoto (N), fósforo
(P) ou potássio (K), e designam-se respectivamente nitrogenados/azotados, fosfatados e potássicos.
Compostos → quando são compostos por 2 ou 3 dos nutrientes principais (NP, KP, NK ou NPK).
Os adubos mais usados são: NPK e Uréia.

NPK
O adubo NPK é uma composição de nutrientes essenciais para o crescimento saudável das plantas.
A sigla NPK representa os três elementos-chave da tabela periódica presentes nesse tipo de adubos:

nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). ,


NPK
Cada componente do fertilizante NPK exerce uma função:
 nitrogênio (N) é o responsável pelo crescimento e desenvolvimento de raízes, caules e
folhas. A planta absorve, ainda no começo da vida, a maior parte do nitrogênio de que
precisa e o armazena em seus tecidos de crescimento. Ele é recomendado para estimular a
brotação e o enfolhamento e é ótimo para folhagens e gramados.
 fósforo (P) é fundamental na formação da clorofila e aumenta a capacidade da planta para
absorver os elementos férteis do solo, uma vez que age no desenvolvimento radicular. Ele
tem papel essencial na qualidade dos frutos e maturação das sementes, devendo ser mais
utilizado em culturas com o objetivo de criação de raízes, aumento de floradas e frutificação
e produção de sementes.
 potássio (K), contribui na formação de tubérculos e rizomas, fortalece os tecidos vegetais e
ainda aumenta a resistência contra a seca.
Quantidade de NPK por planta:
Os adubos NPK têm diferentes fórmulas, com quantidades variadas dos nutrientes e que devem ser
utilizados de acordo com a necessidade de cada planta. Por exemplo, podem-se encontrar várias
opções disponíveis, tais como: NPK 04-14-08, NPK 08-08-08, NPK 10-10-10, NPK 15-15-15, 20-
20-20, NPK 20-10-10, NPK 20-05-20 e NPK 25-25-25.
Os fertilizantes NPK mais conhecidos são:
NPK 4-14-8 (quatro partes de nitrogênio, 14 partes de fósforo e oito partes de potássio): ideal para
espécies que produzem flores e frutos, como hibisco, azaleias, violetas e cítricos. Os fabricantes
dizem que essa formulação é ideal para ser aplicada no momento do plantio e no preparo do solo
devido ao seu alto teor de fósforo;
NPK 10-10-10 (partes iguais dos três elementos): essa fórmula é destinada a espécies que não
florescem e não produzem frutos, como as samambaias. Também é ideal para plantas já formadas e
pode ser usada em flores, folhagens, hortaliças e frutíferas;
NPK 15-15-20 (15 partes de nitrogênio, 15 partes de fósforo e 20 partes de potássio): essa fórmula é

rica em potássio e considerada bem prática, uma vez que pode ser usada também no cultivo
hidropônico, indicada especialmente para horta
Quando aplicar o NPK
NPK, geralmente é recomendado aplicar o adubo antes do início do crescimento activo da planta,
para que os nutrientes estejam prontamente disponíveis quando a planta mais precisar dele.
Como aplicar o NPK
A aplicação do adubo NPK pode ser feita de diferentes maneiras, como aplicação superficial ao
redor das plantas, a incorporação ao solo antes do plantio ou aplicação via irrigação. De modo geral,
é necessário ter cuidado para que o adubo químico não fique em contacto direto com as raízes e
caule para evitar a queima dessas estruturas. É importante distribuir o adubo de maneira uniforme
para evitar concentrações excessivas em determinada área.

URÉIA
Uréia é o fertilizante sólido com a maior quantidade de nitrogênio, representa na forma de grânulos
brancos, em sua composição varia entre 44% a 46%. Ele é responsável por manter o crescimento e
o desenvolvimento saudável de raízes, caules e folhas.

Quanto menos nitrogênio, menor será o vigor do que você plantar em


seu solo. A consequência disso é que as folhas começam a amarelar,
além da haver redução do crescimento, tanto da parte aérea quanto
das raízes.
Além disso, a falta de nitrogênio influência no tamanho dos frutos e na
queda da produtividade do que foi plantado. Nesse contexto, a Uréia é
um excelente repositor desse elemento, garantindo vitalidade e
desenvolvimento sustentável para as suas culturas.
A Uréia é utilizada em diversas culturas como milho, feijão
Ao aplicá-la em solo molhado, a uréia acaba evaporando, já que ela
reage com a água presente no solo ou no substrato.
O que evitar na hora de aplicar a uréia
Mesmo com todos os benefícios que descrevemos, o fertilizante uréia
não dispensa alguns cuidados básicos relacionados à sua
manipulação. Por isso, podemos fazer algumas recomendações
importantes na hora de utilizá-la:
 Durante a aplicação da uréi,não fume, coma ou beba. Deixe para fazer isso depois;
 Não aspire nem fique perto da poeira que vem do fertilizante;
 Evite contacto direto do produto com a pele e os olhos;
 Utilize luvas, máscara e outros equipamentos de proteção na hora de aplicá-la;
 Não a utilize em locais sem ventilação.
Como armazer o produto
Tome cuidado com o armazenamento do fertilizante, uma vez que o produto é corrosivo e precisa
fica em um local seco para que não ofereça riscos. Por isso, busque um ambiente seco e de baixa
temperatura e boa ventilação.

TÉCNICAS DE CULTIVO
Contribuem para um bom crescimento das plantas. Dentre elas, destacam-se o desbaste, amontoa,
monda, tutoragem, retancha, escarificação e poda.
Amontoa é uma operação agrícola que consiste em amontoar e juntar terra ao redor da planta, com
o objectivo de melhorar a estabilidade da planta, facilitar a absorção de nutrientes e o
desenvolvimento das raízes.
Esta prática é comum na cultura de tubérculos (mandioca, batata reno, batata doce, etc).
Desbaste é uma técnica agrícola que consiste em diminuir a densidade ou número de plantas que
estejam em excesso, ou que não tenham um desenvolvimento harmonioso ou saudável. Esta técnica
é frequente na cultura do milho.
Monda é uma prática cultural que consiste em eliminar as ervas daninhas com as mãos e é típica da
cultura do arroz.
Tutoramento consiste em colocar estacas (tutores) ao lado da planta, com a finalidade de manter a
verticalidade da planta e evitar que os frutos toquem no chão, correndo risco de contaminação e
apodrecimento. Esta prática é feita na cultura do tomateiro.
Escarificação é a operação realizada superficialmente com objetivo de melhorar aeração do solo e a
infiltração da água.
Sacha Prática que consiste na eliminação das ervas daninhas ou infestantes com recurso a um
instrumento, como o caso da enxada, sachadelas, etc.
Retancha é uma técnica que tem como objectivo substituir plantas mortas ou não germinadas,
numa dada cultura.
Poda consiste em eliminar alguns ramos com algum dos diversos problemas de má formação, com
o objectivo de proporcionar um equilíbrio fisiológico egarntir desenvolvimento de quantidade e
qualidade dos frutos. A poda é muito utilizada na fruticultura.
Distinguem-se quatro tipos de poda, nomeadamente: poda de formação, de frutificação, de
saneamento e de regeneração.
A poda de formação tem o objectivo de dar uma forma à planta, que facilite a colheita no futuro.
A poda de frutificação visa preparar a planta para uma melhor frutificação.
A poda de saneamento destina-se a eliminar ramos mal formados, inúteis ou doentes, para melhorar
a produção em quantidade e qualidade dos frutos.
Poda de regeneração tem em vista renovar as plantas velhas ou abandonadas.

Ipmp

UNIDADE N° 5: MORFOLOGIA DA PLANTA


As plantas são compostas por diferentes estruturas que garantem sua fixação, nutrição,
disseminação e hidratação. O estudo de cada uma dessas partes é chamado de morfologia vegetal e
abrange a compreensão das características das raíz, caule, folha, flores, e fruto.
[Link] da raiz
Raíz → É órgão das plantas que serve para a fixação e absorção de alimentos.
Constituiҫão da raíz
As raízes não são todas iguais. Por isso, vamos considerar uma raíz tipica, isto é, uma raíz que
apresenta todos os elementos caracteristicos deste orgão.
Raíz é constituído por: coifa; zona de crescimento ou de alongamento; zona pilosa ou dos pêlos
absorventes; zona de ramificação e colo.

Constituição Funções

Coifa Estrutura que cobre a extremidade da raíz,


protegendo-a á medida que ela se enterra
no solo.
Zona de crescimento Local onde se encontram muitas células
ou de alongamento em divisão, o que a faz raíz aumentar em
comprimento.
Zona pilosa ou dos Zona onde se encontram pêlos muitos
pêlos absorventes pequenos através dos quais se faz a
absorção da água e dos sais minerais.
Zona de ramificação Local onde a raíz se ramifica, originando
raízes segundárias, menos desenvolvidas
do que a principal. Em conjunto fixam a
planta ao solo.
Colo Zona de separação entre a raíz e o caule.

Funҫões da raíz
As raízes desemprnham três funҫões muito importantes:
 Fixaҫão → fixam a planta no solo;
 Absorҫão → absorvem do solo a água e os sais minerais que permitem as plantas fabricar os
seus próprios alimentos;
 Reserva → armazenam substâncias de reserva que as plantas utilizam quando não
conseguem resproduzir alimento suficiente, devido às condições adversas do meio ou
quando dão origem a novas plantas.
Classificação da raíz
Quando a situação:
 Subterrâneas → quando estão enterradas no solo. Exemplo: cajueiro, mandioqueira.
 Aquáticas → quando se encontram dentro da água, não possuem pêlos absorventes.
Exemplo:nenúfar
 Aéreas → quando nascem ao longo do caule, ou outras partes da planta, permitindo a sua
fixação nos muros, paredes ou árvores. Exemplo: hera
Quando a consistência:
 Herbáceas → se são tenras (fácil de cortar), com pouca consistência e podem ser cortadas
facilmente com a unha. Por exemplo: cenoura e beterraba.
 Lenhosas → se são rígidas, pouco flexiveis e bastante duras, semelhantes a lenha. Por
exemplo: acácia e laranjeira.
Quando a forma:
 Aprumadas → se apresentam uma raízprincipal mais desenvolvida do que as raízes
secundárias, mais finas, que partem dela. Por exemplo: couve, mangueira e limoeiro.
 Aprumada tuberculosa → se a raíz principal é muito espessa, contendo substâncias de
reserva. Por exemplo: cenoura, beterraba e nabo.
 Fasciculadas → quando constituidas por um feixe de raízes de tamanho e forma
semelhante, com aspecto de cabeleira. Por exemplo: milho, mapira, trigo e coqueiro.
 Fasciculada tuberculosa → quando apresenta um feixe de raízes espessas com substâncias
de reserva. Por exemplo: mandioca.

Importância da raíz:
Para alimentação;
Matéria-prima nas indústrias;
Fabricação de remédios;
Combate a erosão; e Fertilização do solo.
2. Morfologia do caule
Caule→a parte da planta ligada à raiz, e da qual se desenvolvem os ramos e as folhas.
Constituição do caule
O caule é constituído por: gema apical ou gomo terminal; nó; entre nó e gema lateral ou gomo axial.

Constituição Funções

Gema apical ou gomo terminal Responsável pelo crescimento em altura da planta

Nó Lugar onde saem as flores ou ramificação do caule

Entre nó Região que ficam dois nó


Gema lateral ou gomo axial Produz as folhas ou novos ramos

Funções do caule:
Suporte→suporta os ramos, as folhas, flores e os frutos, colocando-os na melhor posição para a luz
do sol e facilitar o mecanismo de reprodução e dispersão de sementes.
Transporte→transporta a seiva bruta desde a raíz até as folhas e a seiva elaborada das folhas a todas
as partes da planta.
Reserva→há caules que armazenam água ou substâncias de reserva, permitindo a sobrevivência da
planta, quando as condições do ambiente não são favoráveis.
CLASSIFICAÇÃO DO CAULE
Quando a situação:
 Aéreos → Partem do solo e elevam-se mais ou menos verticalmente no ar ou estão deitados
à superfície do solo. Exemplo: Mafurreira
 Subterrâneos → Quando se encontram enterrados no solo. Exemplo cebola
 Aquáticos → Quando se encontram mergulhados na água. Exemplo Nenúfar
Quando a consistência:
 Herbáceos → Normalmente frágeis, podem quebrar-se entre os dedos. Exemplo: feijoeiro
 Lenhosos → Normalmente duros e resistentes. Exemplo: cajueiro
 Carnudo → Geralmente acumulam substâncias de reserva. Exemplo: batata-reno
Quando a forma:
 Tronco → Caule lenhoso, de forma cónica, mais grosso na base do que em cima e com
ramos a partir de certa altura.- Exemplo: acácia
 Espique → Caule lenhoso, de forma cilíndrica, sem ramos e com folhas de grandes
dimensões na parte superior. Exemplo: coqueiro
 Colmo → Caule aéreo lenhoso, de forma cilíndrica, com nós muito saliente sem intervalos
regulares. Podem serocos, como o bambu, ou cheios. Exemplos:milho, cana de açúcar
 Tubérculo → Caule subterrâneo, carnudo, de forma mais ou menos esférica e sem escamas.
Exemplo: batata-doce.
 Bolbo → Caule subterrâneo, carnudo de forma esférica ou globosa e com escamas-
Exemplo: cebola
 Rizoma → Caule subterrâneo, carnudo e de forma elipsoide ou alongada horizontalmente.
Exemplo: bananeira
Quando a posição:
 Erectos → Quando saem do solo verticalmente. Exemplo: papaeira.
 Rastejantes ou prostrados → Quando se arrastam ou estão deitados no solo. Exemplo:
aboboreira.
 Trepadore → Quando conseguem manter-se erectos agarrando-se a um qualquer suporte
por meio de órgãos [Link]: videira
 Volúveis → Quando conseguem manter-se erectos, enrolando-se noutros caules ou em
estacas-Exemplo:ervilheira, fejoeiro
Tipos de caule:

3. Morfologia da folha
Folha é o orgão da planta originado nas gemas situada nos nós do caule ou nas suas ramificações.
Têm, normalmente cor verde, por possuirem uma substância chamada clorofila. Esta substância
permite a planta fabricar o seu próprio alimento, ultilizando a luz solar. Além disso, é através das
folhas que a planta realiza trocas gasosas com o ambiente.
As folhas das plantas apresentam uma grande variedade de formas, mas a organização básica é
semelhante em todas.
As folhas podem ser aéreas, aquáticas ou subterrâneas, conforme se desenvolvam no ar, na água ou
no interior do solo.
Constituição da folha
Folha completa é contituida por bainha, pecíolo e limbo. Se lhe faltar uma ou mais partes, chama-se
folha incompleta, de que são exemplos, entre outras, a folha do milho, sem pecíolo.
A bainha é a porção da folha que envolve uma parte do caule, une o pecíolo ao caule.
O pecíolo é a parte alongada normalmente de forma cilíndrica, que liga o limbo à bainha.
Olimbo é, geralmente, a parte mais larga e importante das folhas. Na sua superfície encontram-se
pequenos orifícios, visíveis somente ao microscópio, chamados estomas. É através deles que a
planta rea xliza as trocas gasosas com o meio ambiente.
Observando o limbo de uma folha, percebemos que ele é todo riscado por nervuras que contêm os
vasos condutores de seiva bruta e seiva elaborada.
No limbo distinguem-se:
Apágina superior→voltada para a luz;
Apágina inferior→voltada para o solo;
Amargem→linha que delimita o limbo;
As nervuras→espécie de cordões por onde passam os vasos que transportam substâncias dentro das
folhas.

Funções da folha
As folhas desempenham diversas funções muito importantes, tais como:
Respiração: é através de aberturas muito pequenas, os estomas, exitentes nas folhas, que as plantas
efectuam as trocas gasosas com exterior. As folhas libertam o oxigénio que os seres vivos
necessitam.y
Transpiração: é através das folhas que as plantas perdem vapor de água para o meio externo. Faz-se
principalmente pelos estomas e pêlos, embora a planta transpire, de facto, por toda a superficie
exposta ao ar.
Gutação: é a saida de àgua para o meio externo, sob a forma liquida.
Fotossíntese: é a principal função das folhas. Consiste na sintese de alimentos a partir da matéria-
prima obtida do ar e do solo. São as folhas com clorofila que captam a luz do sol, o dióxido de
carbono e a água, produzindo substâncias orgânicas e libertando o oxigénio para a atmosfera.
Outras funҫões muito distintas são a de defesa – por meio de espinhos – e a de reserva- algumas
folhas, como as da cebola, acumulam substâncias de reserva, tal como certas raízes e caules.
Classificaҫão das folhas
As folhas podem classificar-se segundo várias carecteristicas:
Quando a constituição:
As folhas simples são aquelas em que o limbo não é dividido.
As folhas compostas, por sua vez, apresentam o limbo dividido em pequenas porções chamadas de
folíolos. Podemos encontrar paripinulada, imparipinulada e digitada, no digitada (palmada)
encontramos pentafoliada e trifoliada.
Paripinulada→folha composta, cujos folíolos são ligados aos pares, possuindo dois folíolos
terminal.
Imparipinulada→folha composta, cujos folíolos são ligados aos pares, que terminam por um folíolo
ímpar.
Bifoliada→dois folíolos unidos em único pecíolo.
Trifoliada→três _______ _______ ___ _____ _______.
pentafoliada→cinco___ _______ ___ _____ _______
Recompostas - Quando os folíolos são divididos em outros folíolos.
Quanto à forma:
Elípticas- em forma de elipse;
Lanceoladas- em forma de ponta de lança;
Sagitadas – em forma de seta;
Aciculares – em forma de agulha; delgadas e agudas;
Lineares – estreitas e compridas;
Arredondadas – de contorno quase circular;
Ovais – em forma oval.
5 - Quanto à nervação
Uninérveas→com uma só nervura;
Palminerveas→se existem várias nervuras principais partindo da base do limbo;
Paralelinérveas→com várias nervuras paralelas;
Peninérveas→se só existem uma nervura principal e as ramificações partem dela.

[Link] da flor
A flor é um órgão da planta que estárelacionada com a reprodução sexuada.
I-Órgãos de suporte
Pedúnculo ou péque suporta a flor.
Receptáculo,parte final alargada do pedúnculo,onde se inserem as peças florais.
II- Órgãos de proteção
Cálice,formado pelas sépalas,geralmente de cor verde;por vezes, encontram se à volta de pequenas
folhaschamadas brácteas.
Corola,formada pelas pétalas, geralmente coloridas.
O conjunto das sépalas e da pétalas denomina se perianto.
As flores que não têm perianto chamam se nuas.n
3.Órgãos de reprodução
Androceu- órgão sexual masculino da flor. Ė composto por estames,situados no interior da corola.
Cada estame é formado por:
-Antera,onde se produzem os grãos de pó[Link] a antera amadurece, liberta os grãos de pólen
para o exterior.
-Filete - um tubo delgado,no cimo do qual está situada a antera.
- Gineceu, órgão sexual feminino da flor. Ė composto por um ou maiscarpelos.
Cada carpelo é formado porː ue
-Ovário, uma parte dilatada na base do carpelo onde nascem os óvulos;
- Estigma, uma abertura situada na parte superior do carpelo que possui uma substância pegajosa
onde os grãos de pólen ficam presos, depois de transportados pelo vento, pelos insectos ou por
outros animais;
-Estilete, um tubo estreito que liga o ovário ao estigma.
As flores que não apresentam, ao mesmo tempo, todos os órgãos acima referidos chamam se
incompletas.
As flores,em relação aos órgãos reprodutores, podem serː y n,
-Masculinas, se só têm estames; B ,n
-Femininas, se só têm carpelos;
-Monóicas, se têm estames e carpelos na mesma flor

O esquema abaixo mostra os diferentes tipos de flores

Classificação da flor
A classificação das flores é feita tendo em conta o modo como elas se encontram dispostas, umas
em relação as outras.
1- Inflorescência é a parte da planta onde se localizam as flores.
A inflorescência pode ser terminal, quando as flores se nascem nas extremidades, ou axial, quando
as flores nascem nas axilas das folhas.
2- Quando a inflorescência
-Solitária: quandohá uma única flor na extremidade do pedúnculo. Por exemplo: rosa, violeta e
gérberia.
-Grupada- quando existem várias flores no mesmo pedúnculo, chamado eixo. Os pedúnculos que
sustentam cada uma das flores da inflorescência chamam-se pedicelos.
A inflorescência agrupada pode apresentar duas(2) formas:
 Definida ou cimeira– quando o eixo principal termina numa flor. O eixo ramifica-se abaixo da
flor, originando um ou mais ramos.
Indefinida- quando as flores se dispõem de forma variada, ao longo de um eixo central. A
inflorescência indefinida pode ainda subdividir-se de acordo com a disposição das flores.
3- Quanto ao número de peças florais
-Dímeras-quando as peças florais são em número de duas.
-Trimeras-quando as peças florais são em número de três ou múltiplo de três.
-Tetrâmeras - quando as peças florais são em número de quatro ou múltiplo de quatro.
- Pentâmeras-quando as peças florais são em número de cinco ou múltiplo de cinco.

[Link] do fruto

O fruto é constituído pelo pericarpo e pela semente.

O pericarpo provém da parede do ovário. É constituído por três (3) camadas:


 Epicarpo, a camada mais externa, que pode ser lisa, rugosa ou com pêlos e a qual chamamos
casca.
 Mesocarpo, a parte do meio, geralmente carnuda e sumarenta, que nós comemos;
 Endocarpo, a camada que encerra as sementes.

Classificação dos frutos


Os frutos tem todos a mesma função, mas apresentam variações entre si, no que
respeita a cor ou a outros aspectos. Assim, podem classificar-se segundo diversos critérios.
Quanto a consistência:
 Carnudos, quando o mesocarpo se torna carnudo, como, por exemplo, a manga.
 Secos, quando o pericarpo éduro e seco, como, por exemplo, a vagem, o coco.
Quanto ao número de semente:
 Monospérmico- se tem uma só semente, como, por exemplo, a abacate;
 Polispérmico- se tem várias sementes, como, por exemplo, o maracujá.

6. Morfologia da semente
Funções da semente

As funções principais da semente são:

 Dar continuidade a espécie.


Em muitos casos, a semente éo meio de sobrevivência das plantas. Sendo protegida por um
invólucro resistente, a sementesuporta condições adversas do ambiente que a própria planta não
suportaria, resistindo períodos desfavoráveis ao crescimento.
 Realizar a disseminação da espécie - éfavorecida quer pela sua enorme produção, quer existência
de algumas estruturas desenvolvidas ao longo do seu processo evolutivo, que facilitam o seu
transporte por animais, incluindo o Homem, pelo vento e pela água.
Constituição da semente

Uma semente madura dicotiledónea é constituída por:

 Tegumento ou casca, que envolve e protege a semente origina-se a partir do tecido que envolvia o
óvulo;
 Amêndoa, constituída pelo embrião, a partir do qual se desenvolverá a nova planta, e pelas
reservas nutritivas, que a nova planta utilizara enquanto não for capaz de produzir o seu próprio
alimento. As reservas nutritivas estão armazenadas nos cotilédones.

O embrião, ou eixo embrionário, encontra-se preso aos cotilédones, é composto


por três partes;
 Radícula, situada na parte inferior do eixo embrionário e da qual resultara a raíz;
 Caulículo, que vai originar o caule é a parte do meio do eixo embrionário;
 Gémulaouplúmula, na parte superior do eixo embrionário, onde se originarão as primeiras

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