Introdução à Agricultura em Moçambique
Introdução à Agricultura em Moçambique
A.
Paus
endurecidos B. Pedra lascada. C.
Tracção animal
Região 5
Situa-se na região central de Moçambique e inclui os distritos do Norte das Províncias de Sofala
e de Manica e os distritos a Sul da Província de Tete, indo até à fronteira com a Zâmbia. Possui
precipitações moderadas a altas de Novembro a Maio, solos arenosos. EstaEsta região apresenta
uma potencialidade agrícola muito fraca, é uma zona mais pecuária (gado caprino, galinha e
suíno), com alta incidência de doenças de animais. As culturas predominantes nesta zona são:
milho, mexoeira, mandioca, ervilha, caju e algodão.
Região 6
Compreende as áreas com altitude média das províncias da Zambézia, Nampula, Tete, Cabo
Delgado e Niassa. Os solos são de textura variável, a precipitação média anual varia entre 1000 a
1400 mm e ocorre entre Novembro e Março/Abril. As culturas cultivadas são: milho, mandioca,
amendoim, mapira, feijão nhemba, arroz, algodão, tabaco, cana-de-açúcar, girássol, feijão boer,
alho, a cebola e o tomate.
Região 7
Compreende a região da costa litoral, que se estende desde Pebane, na Província da Zambézia até
Quionga, na Província de Cabo Delgado. A precipitação anual varia entre 1000 a 1400 mm,
temperatura média anual 20 a 25°C, apresenta solos arenosos e argilosos, as culturas mais
praticadas são: milho, mapira, mandioca, ervilha, amendoim, caju e algodão e fruteirás como:
mangueirás, papeirás, bananeirás, laranjeirás e limoeiros.
Região 8
É a mais pequena e compreende o planalto de Mueda e parte do distrito de Macomia. As
precipitações oscilam entre os 800 a 1200mm, a temperatura é superior a 25°C, os solos são
arenosos e as culturas cultivadas são: o milho, a mapira, a mandioca, o caju, o tabaco e o
algodão.
Região 9
Compreende as regiões com altitudes acima dos 1000 metros, nomeadamente: os planaltos de
Lichinga, Angonia, Machanga, Marávia, Tsangano, Gurué, Milange, Serra Choa e Espungabera,
Manica, alta Zambézia. Possui chuvas regulares de Dezembro a Março, os solos são em geral
ferrosos e de textura pesada. Praticam-se as seguintes culturas: milho, mapira, ervilha, mandioca
e gergelim.
Região 10
Situa-se nas zonas altas da Zambézia, Niassa, Agónia, Maravia e Manica. As chuvas são
abundantes, a temperatura média varia entre os 15 a 23°C e solos profundos. As culturas
predominantes são: milho, feijão, batata-reno, mexoeira, citrinos, tabaco, trigo, soja, girassol e
algumas fruteirás de clima temperado. A mangueira, bananeirás e papaieirás são as frutíferás
mais populares.
UNIDADE N° 2: CULTURAS ALIMENTARES
1. HORTÍCOLAS (HORTICULTURA)
A horticultura pode ser definida como uma disciplina ou ramo da agricultura que estuda as
técnicas de produção de hortícolas ou hortaliças. Hortícolas por sua vez são plantas herbáceas,
nas quais uma ou mais partes são usadas na alimentação, na sua forma natural (frescos) ou
cozidas e que possuem um ciclo vegetativo curto (menos 4 meses), e são cultivadas geralmente
nas estações secas e frias do ano.
São exemplos de hortícolas as seguintes culturas: couve, alface, tomate, alho, cebola, cenoura,
repolho, abóbora, entre outras.
Classificação das hortícolas segundo o método de produção
As hortícolas pertencentes ao mesmo grupo, partilham em geral o mesmo método de produção e
estão sujeitas a pragas e doenças similares. Assim, podem ser classificadas em:
Hortícolas de folha: esta categoria compreende as culturas que utilizam
principalmente as folhas para o consumo fresco ou cozido. Por exemplo: alface,
repolho, couve, etc.
Cucurbitáceas: são culturas que pertencem a família das cucurbitaceae. Fazem parte
deste grupo: o pepino, a melância, a abóbora, etc.
Legumes: fazem parte da família das leguminosas e são exemplos: o feijão-verde,
ervilha, etc.
Hortícolas tuberosas: são raízes e caules carnudos e ricas em substâncias nutritivas.
Deste grupo destacam-se: cenoura, batata-doce, batata-reno, alho e cebola.
Culturas solenáceas: pertencem a este grupo as culturas de: tomate, beringela e
pimento.
2. LEGUMINOSAS
Leguminosas são plantas cujas sementes ou grãos crescem evolvidas em uma vagem. São
exemplos de leguminosas: o feijão, o amendoim, a soja, a ervilha, a lentilha, etc.
3. TUBÉRCULOS
Tubérculos são raízes ou caules de plantas que se desenvolvem por baixo do solo e são ricos em
substâncias de reserva. Exemplo: mandioca, batata-doce, batata-reno, cenoura, inhame, etc.
4. CEREAIS
Creais são plantas que pertencem a família das gramíneas ou mocotiledoneas e que as suas
sementes servem de alimento para o Homem e outros animais. Exemplo: milho, arroz, trigo,
mapira, mexoeira, cevada, etc.
5. RENDIMENTO
Culturas de Rendimento são todas culturas cultivadas com objectivos comerciais ou de
fornecer matéria-prima para as indústrias. Das varias culturas de rendimento, importa destacar as
culturas de: cana sacarina (cana-de-açúcar), girássol, algodão, tabaco, chá, sisal, soja, etc.
CICLO DE VIDA DAS CULTURAS AGRÍCOLAS
Os diferentes ciclos de vida das culturas são anuais, bienais (semi-perene) e perenes.
I. Culturas anuais são aquelas que concluem seu ciclo produtivo, no intervalo máximo de um
ano ou em menos tempo. Por esse motivo, essas culturas também são chamadas de culturas
de ciclo curto. Após a colheita, há necessidade de se realizar o plantio novamente. Por
exemplo: Milho, trigo, alface, repolho, arroz, girassol etc.
As três maiores cultura:
Milho: É cereal extensivamente utilizado como alimento humano ou ração animal, devido às
suas propriedades nutricionais, contendo todos aminoácidos, sem excepções a lisina e o
triptofano.
Trigo: É gramínea, alimento básico usado para fazer farinha e, com está , o pão, e estritamente
como forragem para animais domésticos como feno.
Arroz: É gramínea que alimenta mais a medade da população humana do mundo. É rico em
hidratos de carbono.
II. Culturas seme-perenes ou bienais → são aquelas que o ciclo tem duração acima de 12 até 24
mese. Por exemplo: Mandioca, cana-de-açucar, etc.
III. Culturas perenes → são aquelas que permanecem no campo por vários anos, mas a cada ano
ocorre um ciclo produtivo. Por exemplo: Mamão, algodão, café, etc.
UNIDADE N° 3: REPRODUҪÃO
A vida não se origina espontâneamente. Todos os seres vivos derivam de outros preexistentes, que,
através da reproduҫão, dão, por sua vez, origem a descendentes semelhantes a si próprios.
A reprodução é o processo pelo qual os seres vivos dão origem a outros semelhantes, isto é,
indivíduos (progenitores) geram novos individuos semelhantes a eles (descendentes).
Esta capacidade de perpetuar a espécie atravéz da reproduҫão é a principal caracteristica dos seres
vivos.
A reproduҫão é muito importante porque assegura a continuidade da vida, isto é, cada ser vivo, ao
reproduzir-se, permite que as gerações se sucedam umas as outras.
Tipos de reproduҫão das plantas
As formas de reproduҫão utilizadas pelas plantas, embora variadas, podem ser agrupadas em dois
tipos:
reproduҫão assexuada; e
reprodução sexuada.
1. Reproduҫão assexuada
A reproduҫão assexuada, também chamada multiplicaҫão vegetativa, é um processo realizado sem
fecundaҫão, por meio do qual um único indivíduo origina outro semelhante a si próprio, com as
mesmas caracteristicas genéticas – sexo, cor, tamanho, entre outras. Este processo permite o
surgimento de um grande número de descendentes em pouco tempo.
Importância da reproduҫão assexuada
O Homem utiliza o conhecimento dos processos de reproduҫão assexuada para obter, com grande
facilidade, um grande número de plantas iguais a planta original que possua caracteristicas valiosas
para a agricultura, silvicultura ( cultura de árvores, especialmente espécies fruteiras) ou floricultura.
Na multiplicação vegetativa, as caracteristicas genéticas são conservadas, isto é, os descendentes
são a cópia exacta da planta-mãe. Este facto é vantajoso para o ser humano, porque assim podem-se
obter muitas plantas com as caracteristicas pretendidas.
As técnicas de reproduҫão assexuada mais usadas pelo Homem são: estacaria, mergulhia e enxertia.
2. Reprodução sexuada
Na reproduҫão sexuada os novos individuos surgem da fusão de duas células especializadas,
denominadas gâmetas.
A reprodução sexuada acontece quando o gameta feminino une-se ao gameta masculino. O gameta
nada mais é do que as células reprodutivas das plantas.
A maior parte das plantas possui um conjunto de estruturas reprodutivas masculinas chamado
androceu e um conjunto de estruturas reprodutivas femininas chamado gineceu. No androceu,
encontramos o grão de pólen, que é onde estão as células reprodutivas masculinas dos vegetais. Já
no gineceu está o ovário, que armazena os óvulos, e esses possuem as células reprodutivas
femininas. Quando os grãos de pólen chegam até o gineceu, alcançando o óvulo, acontece a
fecundação.
As abelhas oferecem uma grande ajuda nesse tipo de reprodução, pois o pólen, que fica no
androceu, é levado por elas para o gineceu da mesma planta ou de plantas diferentes, permitindo
assim a fecundação.
A reprodução sexuada é caracteristica das plantas com flor, como a mangueira, o abacateiro, a
goiabeira, o limoeiro, o milheiro, a mapira, o tomateiro, o girassol, o feijão, a couve e muitas, outras
espécies.
Importância da reprodução sexuada
A reprodução sexuada é importante porque origina uma descendência que apresenta grande
variabilidade genética, o que permite uma maior adaptação as alterações do meio.
Nas angiospérmicas o gâmeta feminino , óvulo, forma se no ovário, e o gâmeta masculino forma-se
na antera, o grão de pólen.
A parte feminina da flor – constituida por estigma, estilete e ovario, seu conjunto forma carpelo e,
conjunto de carpelos formam gineceu.
PREPARAÇÃO DO SOLO
Preparação do solo é um conjunto de actividades que se realizam antes da sementeira, com vista a
criar condições adequadas para o desenvolvimento saudável das plantas.
Objectivos da Preparação do Solo
A preparação do solo tem os seguintes objectivos:
Melhorar as propriedades físicas do solo;
Incorporar matéria orgânica e adubos minerais;
Controlar pragas;
Eliminar ervas daninhas; e
Facilitar o enraizamento das plantas.
Etapas da Preparação do Solo
Os trabalhos de preparação do solo obedecem a seguinte ordem de etapas: identificação da área,
destronca, lavoura, gradagem, nivelamento ( demarcação) e sulcagem.
1. Identificação da área → é a verificação do espaço físico da área destinada ao cultivo das
culturas.
2. Destronca → consiste no abate e remoção de árvores e arbustos no terreno. Dependendo do tipo
de vegetação e condições existentes, a destronca pode ser feita manualmente ou mecanicamente.
3. Lavoura → é uma operação agrícola que consiste no reviramento do solo pela charrua, tractor ou
manualmente. A profundidade da lavoura depende da cultura que se vai explorar e pode ser de mais
ou menos de 20 cm. A lavoura tem vários objectivos, dos quais podemos destacar:
Tornar o solo mais fofo para receber as raízes das plantas;
Eliminar ervas daninhas;
Aumentar a porosidade e arejamento do solo (melhorara penetração da água e oxigénio no
solo); e
Melhorar a capacidade de retenção da água.
Classificação de lavourasSegundo a profundidade da lavoura:
• Lavouras ligeiras ou superficiais (10 a 12 cm): são geralmente conhecidas por pseudo-lavouras e
realizam-se até profundidades não superiores a 12 cm. Destinam-se a romper a crosta superficial do
solo para facilitar as trocas gasosas e a percolação da água.
• Lavouras médias ou ordinárias (15 a 35 cm): este tipo de lavoura é sobretudo usado para a
preparação de terras destinadas a receber culturas de sistema radicular superficial (cereais).
• Lavouras profundas (30 a 35 cm): por definição, este tipo de lavoura incide sobre o subsolo e
limita-se praticamente à profundidade de 35 cm. Para além deste limite, trata-se de uma operação de
cava funda ou surriba que exige uma aparelhagem especial.
Tipos de charruas
As lavouras são feitas com charruas de aiveca e charruas de disco.
Charrua de aiveca: corta e vira a leiva sempre na mesma pro-fundidade, mesmo havendo
lugares misturados com terra solta e dura ou quando choca com as [Link] uma lavoura
com profundidade uniforme, mas precisa de mais tracção nos solos pesados e duros,
podendo estragar-se em presença de pedras de grande porte. Por isso, são usadas em solos
limpos, sem pedras e raízes, leves, pouco húmidos. As charruas de aiveca podem ser de
tracção animal ou puxadas por um tractor.
Charrua de disco: tem 3 a 4 discos que rodam durante a lavoura. Tem a vantagem de exigir
pouca força de tracção e de saltar por cima das pedras e raízes, evitando, assim, o desgaste
dos discos, mas tem o inconveniente de não realizar uma profundidade constante.
Em Moçambique usa-se mais a charrua de disco para as lavouras com tractor e a de aiveca
Sulco Camalhão
UNIDADE Nº 5: PROPAGAÇÃO DAS PLANTAS
Já notaste que nem todas as plantas reproduzem-se da mesma maneira. Por exemplo, para a
multiplicação da mandioca são usados pedaços dos ramos ou caules, para o milho e o feijão usa-se o
próprio grão. Estas são as diferentes sementes usadas para a propagação das plantas.
A propagação das plantas é uma actividade que se realiza depois da preparação do solo e consiste
em disseminar ou colocar a semente no solo. A propagação pode ser generativa (aquela em que a
multiplicação das plantas é feita por meio de uma semente botânica) ou vegetativa (parte do caule
da planta).
Semente → é toda a porção dos organismos vegetais que sejam capazes de produzir e originar uma
nova planta. A semente classifica-se em botânica e agrícola.
a) Semente botânica é um órgão resultante da reprodução sexuada, isto é, resulta da fecundação
e maturação natural do óvulo da flor. Ex: Milho; feijão; arroz.
b) Semente agrícola é qualquer parte vegetal, que colocado no terreno tem capacidade de
iniciar o desenvolvimento de um novo indivíduo. Ex: Estaca de cana-de-açucar; de
mandioca; tuberculo da batata; rama de batata-doce.
Constituição da semente
As sementes botânicas são constituídas pelo tegumento e pela
amêndoa.
Tegumento (casca) - é a parte externa que envolve e
protege a semente.
Amêndoa – é a parte interna da semente e é constituída
pelo embrião e pelos cotilédones.
O embrião é formado pelas seguintes partes:
Radícula→parte que origina a raiz;
Caulículo→parte que origina o caule;
Gémula/folhas primárias→origina a parte aérea da planta (folhas e
ramos); e
Cotilédones→são pequenas folhas ricas em substâncias nutritivas que alimentam
embrião durante a germinação.
GERMINAÇÃO DA SEMENTE
b) Externos → estão relacionados com o meio ambiente em que a semente será lançada. Os
factores externos compreendem a temperatura,
aeração e humidade.
Humidade – a disponibilidade de água é a primeira condicão para a germinação, pois só quando
as sementes estão bem humedecidas é que a plântula se densevolve completamente.
Temperatura – a temperatura óptima de germinação não é igual para todas as plantas.
Considera-se temperatura óptima de germinação aquela em que o número máximo de sementes
germina, num periodo de tempo mínimo.
Oxigénio – este gás é muito importante para a germinaҫão
porque o crescimento da plântula requer muita energia. Esta
energia é obtida a partir das reservas do embrião, através da
respiraҫão aeróbica. As sementes enterradas a grandes
profundidades ou em solo pouco arejado não conseguem obter a quantidade de oxigénio
necessária e, por essa razão, não germinam.
Tipos de germinação
Germinação epigeia.
GerminaçãoGerminação hipogeiaa.
Germinação epigeia: os cotilédones aparecem para cima do solo durante a germinação e actuam
como as primeiras folhas da nova planta. É o caso das leguminosas (feijão).
Germinação hipogeia: os cotilédones permanecem debaixo da terra durante as fases de
germinação, como mostra a figura abaixo. Fazem parte deste grupo a maior parte das
monocotiledóneas (milho, mapira, mexoeira, etc.
UNIDADE N° 6: SEMENTEIRA
Sementeira é uma operação que se realiza depois da preparação do solo e consiste na distribuição da
semente no solo.
Existem dois tipos de sementeira: directa e indirecta.
1. DIRECTA
É aquela em que as sementes são lançadas num local definitivo, isto é, não se faz o transplante.
Por exemplo: Realiza-se em culturas como o milho, feijão, abóbora, pepino, cenoura, etc. A
sementeira directa pode ser feita a lanço ou em linhas.
Sementeira a lanço
Neste método, as sementes são espalhadas no solo sem ordem e sem respeito ao compasso.
VANTAGENS:
Rapidez na realização do trabalho; e
Cobertura uniforme do solo.
DESVANTAGENS:
Impossibilitar as sachas;
Dificultar o enterramento da semente; e
Maior gasto da semente.
Sementeira em linhas
Neste método, as sementes são colocadas respeitando um certo compasso, isto é, observando a
distância entre as plantas na linha e a distância entre as linhas. A sementeira em linhas também pode
ser feita com máquinas especializadas ou semeadores conectados ao tractor.
Este método tem as seguintes vantagens:
• Regularidade da repartição e de enterramento;
• Facilidade de trabalhos mecanizados;
• Economia da semente; e
• Facilidade no trabalho de cultivo, etc
2. INDIRECTA
É aquela em que as sementes são lançadas num local (alfobre), germinam e depois as plantas são
transplantadas para um local definitivo.
Alfobre é uma pequena parcela de terra, onde as sementes são lançadas, germinam e mais tarde as
plantas são transplantadas para o local definitivo.
Exemplo: Este tipo de sementeira é na maioria das hortícolas como alface, couve, tomate, cebola,
etc
Alfobre
A utilização dos alfobres traz as seguintes vantagens e desvantagens:
Vantagens:
• Redução de cuidados a ter com as plantas jovens devido à redução da área ocupada;
• Facilidade de controlo de pragas e doenças; e
• Menor gasto de sementes;
Desvantagens:
• Danificação das raízes durante o arranque, ou a própria planta; e
• O ciclo vegetativo é maior do que na sementeira directa.
Observação: Para muitas culturas o alfobre é o ponto de partida que marca o futuro da colheita. A
permanência das novas plantas no alfobre é breve entre os 25 a 180 dias, dependendo da espécie da
planta.
SELECÇÃO DA ÁREA PARA ALFOBRES
Na selecção da área para o alfobre devem ser consideradas asseguintes condições:
Localização próxima da fonte de água;
Solos de boa drenagem;
Terrenos com pouco declive e sem riscos de inundar;
Localização perto do lugar definitivo e de preferência o terreno deve ser novo que não tenha
sido muito utilizado.
Preparação do terreno para alfobres
Depois da preparação do solo, que inclui lavoura e gradagem, faz-se o traçado para os canteiros dos
alfobres. Com a ajuda de uma corda e de uma fita métrica, alinham-se os respectivos canteiros com
cerca de largura e comprimento variável. A distância que separa um canteiro do outro pode ser de
0,6 m para facilitar a circulação de pessoas. Completa-se a preparação dos canteiros com uma cava
e nivelamento com ancinhos para incorporar adubos.
Rega do alfobre
Logo após a sementeira, deve fazer-se a primeira rega e continua diariamente consoante a exigência
de cada cultura, espaçando-se as regas depos de algum tempo, 10-15 dias. A rega deve ser realizada
de manhã ou no fim de tarde e quando a temperatura do terreno estiver diminuído, para não afectar
a germinação e o bom desenvolvimento das plantas.
Transplante
Transplante→ é actividades que consiste na retirada ou transferência de uma planta do alfobre para
o local definitivo.
transplante deve-se realizar quando as plântulas tiverem: 4 a 6 folhas (aproximadamente aos
30 dias de idade);
Regar o viveiro algumas horas antes do transplante;
Retirar plântula do viveiro com as raízes juntamente com o solo;
Pode-se retirar a plântula usando ainda uma bitola ou mesmo enterrando os dedos no solo.
É um sistema semelhante ao de aspersão, mas a água cai gota a gota em volta da planta, através de
furos (gotejadores) do aspersor.
d) Rega por alagamento ou inundação Gota a gota
Neste tipo de rega, o terreno é encharcado de água, em condições naturais ou artificiais. Tais são os
A aplicação nas plantas excrementos ou fezes de animais como galinhas, porcos, gado bovino e
outros animais. Esse processo recebe o nome de adubação.
Adubação → é uma operação que consiste em aplicar adubos no solo, com a finalidade de aumentar
a produção e produtividade das plantas.
Tipos de Adubação
A adubação pode ser de fundo ou de cobertura.
Adubação de fundo → é feita antes ou durante a sementeira ou plantação.
Adubação de cobertura → consiste em aplicar adubos durante o crescimento das plantas.
Adubos → são todas as substâncias usadas para fornecer nutrientes que as plantas precisam.
Tipos de Adubos
Existem dois tipos de adubos: adubos orgânicos e inorgânicos.
Adubos orgânicos → são obtidos a partir de organismos (seres vivos) e permitem melhorar as
características físicas, químicas e biológicas do solo, mas são menos ricos em nutrientes.
Ex: Estrume do curral, das galinhas, do porco e o composto orgânico.
Adubos inorgânicos ou minerais →são obtidos industrialmente nas fábricas e tem uma concentração
de nutrientes maior que os orgânicos, mas dificultam a correcção da estrutura do solo. Os adubos
minerais podem ser classificados em simples e compostos.
Simples → quando possuem apenas um dos nutrientes principais: nitrogénio ou azoto (N), fósforo
(P) ou potássio (K), e designam-se respectivamente nitrogenados/azotados, fosfatados e potássicos.
Compostos → quando são compostos por 2 ou 3 dos nutrientes principais (NP, KP, NK ou NPK).
Os adubos mais usados são: NPK e Uréia.
NPK
O adubo NPK é uma composição de nutrientes essenciais para o crescimento saudável das plantas.
A sigla NPK representa os três elementos-chave da tabela periódica presentes nesse tipo de adubos:
rica em potássio e considerada bem prática, uma vez que pode ser usada também no cultivo
hidropônico, indicada especialmente para horta
Quando aplicar o NPK
NPK, geralmente é recomendado aplicar o adubo antes do início do crescimento activo da planta,
para que os nutrientes estejam prontamente disponíveis quando a planta mais precisar dele.
Como aplicar o NPK
A aplicação do adubo NPK pode ser feita de diferentes maneiras, como aplicação superficial ao
redor das plantas, a incorporação ao solo antes do plantio ou aplicação via irrigação. De modo geral,
é necessário ter cuidado para que o adubo químico não fique em contacto direto com as raízes e
caule para evitar a queima dessas estruturas. É importante distribuir o adubo de maneira uniforme
para evitar concentrações excessivas em determinada área.
URÉIA
Uréia é o fertilizante sólido com a maior quantidade de nitrogênio, representa na forma de grânulos
brancos, em sua composição varia entre 44% a 46%. Ele é responsável por manter o crescimento e
o desenvolvimento saudável de raízes, caules e folhas.
TÉCNICAS DE CULTIVO
Contribuem para um bom crescimento das plantas. Dentre elas, destacam-se o desbaste, amontoa,
monda, tutoragem, retancha, escarificação e poda.
Amontoa é uma operação agrícola que consiste em amontoar e juntar terra ao redor da planta, com
o objectivo de melhorar a estabilidade da planta, facilitar a absorção de nutrientes e o
desenvolvimento das raízes.
Esta prática é comum na cultura de tubérculos (mandioca, batata reno, batata doce, etc).
Desbaste é uma técnica agrícola que consiste em diminuir a densidade ou número de plantas que
estejam em excesso, ou que não tenham um desenvolvimento harmonioso ou saudável. Esta técnica
é frequente na cultura do milho.
Monda é uma prática cultural que consiste em eliminar as ervas daninhas com as mãos e é típica da
cultura do arroz.
Tutoramento consiste em colocar estacas (tutores) ao lado da planta, com a finalidade de manter a
verticalidade da planta e evitar que os frutos toquem no chão, correndo risco de contaminação e
apodrecimento. Esta prática é feita na cultura do tomateiro.
Escarificação é a operação realizada superficialmente com objetivo de melhorar aeração do solo e a
infiltração da água.
Sacha Prática que consiste na eliminação das ervas daninhas ou infestantes com recurso a um
instrumento, como o caso da enxada, sachadelas, etc.
Retancha é uma técnica que tem como objectivo substituir plantas mortas ou não germinadas,
numa dada cultura.
Poda consiste em eliminar alguns ramos com algum dos diversos problemas de má formação, com
o objectivo de proporcionar um equilíbrio fisiológico egarntir desenvolvimento de quantidade e
qualidade dos frutos. A poda é muito utilizada na fruticultura.
Distinguem-se quatro tipos de poda, nomeadamente: poda de formação, de frutificação, de
saneamento e de regeneração.
A poda de formação tem o objectivo de dar uma forma à planta, que facilite a colheita no futuro.
A poda de frutificação visa preparar a planta para uma melhor frutificação.
A poda de saneamento destina-se a eliminar ramos mal formados, inúteis ou doentes, para melhorar
a produção em quantidade e qualidade dos frutos.
Poda de regeneração tem em vista renovar as plantas velhas ou abandonadas.
Ipmp
Constituição Funções
Funҫões da raíz
As raízes desemprnham três funҫões muito importantes:
Fixaҫão → fixam a planta no solo;
Absorҫão → absorvem do solo a água e os sais minerais que permitem as plantas fabricar os
seus próprios alimentos;
Reserva → armazenam substâncias de reserva que as plantas utilizam quando não
conseguem resproduzir alimento suficiente, devido às condições adversas do meio ou
quando dão origem a novas plantas.
Classificação da raíz
Quando a situação:
Subterrâneas → quando estão enterradas no solo. Exemplo: cajueiro, mandioqueira.
Aquáticas → quando se encontram dentro da água, não possuem pêlos absorventes.
Exemplo:nenúfar
Aéreas → quando nascem ao longo do caule, ou outras partes da planta, permitindo a sua
fixação nos muros, paredes ou árvores. Exemplo: hera
Quando a consistência:
Herbáceas → se são tenras (fácil de cortar), com pouca consistência e podem ser cortadas
facilmente com a unha. Por exemplo: cenoura e beterraba.
Lenhosas → se são rígidas, pouco flexiveis e bastante duras, semelhantes a lenha. Por
exemplo: acácia e laranjeira.
Quando a forma:
Aprumadas → se apresentam uma raízprincipal mais desenvolvida do que as raízes
secundárias, mais finas, que partem dela. Por exemplo: couve, mangueira e limoeiro.
Aprumada tuberculosa → se a raíz principal é muito espessa, contendo substâncias de
reserva. Por exemplo: cenoura, beterraba e nabo.
Fasciculadas → quando constituidas por um feixe de raízes de tamanho e forma
semelhante, com aspecto de cabeleira. Por exemplo: milho, mapira, trigo e coqueiro.
Fasciculada tuberculosa → quando apresenta um feixe de raízes espessas com substâncias
de reserva. Por exemplo: mandioca.
Importância da raíz:
Para alimentação;
Matéria-prima nas indústrias;
Fabricação de remédios;
Combate a erosão; e Fertilização do solo.
2. Morfologia do caule
Caule→a parte da planta ligada à raiz, e da qual se desenvolvem os ramos e as folhas.
Constituição do caule
O caule é constituído por: gema apical ou gomo terminal; nó; entre nó e gema lateral ou gomo axial.
Constituição Funções
Funções do caule:
Suporte→suporta os ramos, as folhas, flores e os frutos, colocando-os na melhor posição para a luz
do sol e facilitar o mecanismo de reprodução e dispersão de sementes.
Transporte→transporta a seiva bruta desde a raíz até as folhas e a seiva elaborada das folhas a todas
as partes da planta.
Reserva→há caules que armazenam água ou substâncias de reserva, permitindo a sobrevivência da
planta, quando as condições do ambiente não são favoráveis.
CLASSIFICAÇÃO DO CAULE
Quando a situação:
Aéreos → Partem do solo e elevam-se mais ou menos verticalmente no ar ou estão deitados
à superfície do solo. Exemplo: Mafurreira
Subterrâneos → Quando se encontram enterrados no solo. Exemplo cebola
Aquáticos → Quando se encontram mergulhados na água. Exemplo Nenúfar
Quando a consistência:
Herbáceos → Normalmente frágeis, podem quebrar-se entre os dedos. Exemplo: feijoeiro
Lenhosos → Normalmente duros e resistentes. Exemplo: cajueiro
Carnudo → Geralmente acumulam substâncias de reserva. Exemplo: batata-reno
Quando a forma:
Tronco → Caule lenhoso, de forma cónica, mais grosso na base do que em cima e com
ramos a partir de certa altura.- Exemplo: acácia
Espique → Caule lenhoso, de forma cilíndrica, sem ramos e com folhas de grandes
dimensões na parte superior. Exemplo: coqueiro
Colmo → Caule aéreo lenhoso, de forma cilíndrica, com nós muito saliente sem intervalos
regulares. Podem serocos, como o bambu, ou cheios. Exemplos:milho, cana de açúcar
Tubérculo → Caule subterrâneo, carnudo, de forma mais ou menos esférica e sem escamas.
Exemplo: batata-doce.
Bolbo → Caule subterrâneo, carnudo de forma esférica ou globosa e com escamas-
Exemplo: cebola
Rizoma → Caule subterrâneo, carnudo e de forma elipsoide ou alongada horizontalmente.
Exemplo: bananeira
Quando a posição:
Erectos → Quando saem do solo verticalmente. Exemplo: papaeira.
Rastejantes ou prostrados → Quando se arrastam ou estão deitados no solo. Exemplo:
aboboreira.
Trepadore → Quando conseguem manter-se erectos agarrando-se a um qualquer suporte
por meio de órgãos [Link]: videira
Volúveis → Quando conseguem manter-se erectos, enrolando-se noutros caules ou em
estacas-Exemplo:ervilheira, fejoeiro
Tipos de caule:
3. Morfologia da folha
Folha é o orgão da planta originado nas gemas situada nos nós do caule ou nas suas ramificações.
Têm, normalmente cor verde, por possuirem uma substância chamada clorofila. Esta substância
permite a planta fabricar o seu próprio alimento, ultilizando a luz solar. Além disso, é através das
folhas que a planta realiza trocas gasosas com o ambiente.
As folhas das plantas apresentam uma grande variedade de formas, mas a organização básica é
semelhante em todas.
As folhas podem ser aéreas, aquáticas ou subterrâneas, conforme se desenvolvam no ar, na água ou
no interior do solo.
Constituição da folha
Folha completa é contituida por bainha, pecíolo e limbo. Se lhe faltar uma ou mais partes, chama-se
folha incompleta, de que são exemplos, entre outras, a folha do milho, sem pecíolo.
A bainha é a porção da folha que envolve uma parte do caule, une o pecíolo ao caule.
O pecíolo é a parte alongada normalmente de forma cilíndrica, que liga o limbo à bainha.
Olimbo é, geralmente, a parte mais larga e importante das folhas. Na sua superfície encontram-se
pequenos orifícios, visíveis somente ao microscópio, chamados estomas. É através deles que a
planta rea xliza as trocas gasosas com o meio ambiente.
Observando o limbo de uma folha, percebemos que ele é todo riscado por nervuras que contêm os
vasos condutores de seiva bruta e seiva elaborada.
No limbo distinguem-se:
Apágina superior→voltada para a luz;
Apágina inferior→voltada para o solo;
Amargem→linha que delimita o limbo;
As nervuras→espécie de cordões por onde passam os vasos que transportam substâncias dentro das
folhas.
Funções da folha
As folhas desempenham diversas funções muito importantes, tais como:
Respiração: é através de aberturas muito pequenas, os estomas, exitentes nas folhas, que as plantas
efectuam as trocas gasosas com exterior. As folhas libertam o oxigénio que os seres vivos
necessitam.y
Transpiração: é através das folhas que as plantas perdem vapor de água para o meio externo. Faz-se
principalmente pelos estomas e pêlos, embora a planta transpire, de facto, por toda a superficie
exposta ao ar.
Gutação: é a saida de àgua para o meio externo, sob a forma liquida.
Fotossíntese: é a principal função das folhas. Consiste na sintese de alimentos a partir da matéria-
prima obtida do ar e do solo. São as folhas com clorofila que captam a luz do sol, o dióxido de
carbono e a água, produzindo substâncias orgânicas e libertando o oxigénio para a atmosfera.
Outras funҫões muito distintas são a de defesa – por meio de espinhos – e a de reserva- algumas
folhas, como as da cebola, acumulam substâncias de reserva, tal como certas raízes e caules.
Classificaҫão das folhas
As folhas podem classificar-se segundo várias carecteristicas:
Quando a constituição:
As folhas simples são aquelas em que o limbo não é dividido.
As folhas compostas, por sua vez, apresentam o limbo dividido em pequenas porções chamadas de
folíolos. Podemos encontrar paripinulada, imparipinulada e digitada, no digitada (palmada)
encontramos pentafoliada e trifoliada.
Paripinulada→folha composta, cujos folíolos são ligados aos pares, possuindo dois folíolos
terminal.
Imparipinulada→folha composta, cujos folíolos são ligados aos pares, que terminam por um folíolo
ímpar.
Bifoliada→dois folíolos unidos em único pecíolo.
Trifoliada→três _______ _______ ___ _____ _______.
pentafoliada→cinco___ _______ ___ _____ _______
Recompostas - Quando os folíolos são divididos em outros folíolos.
Quanto à forma:
Elípticas- em forma de elipse;
Lanceoladas- em forma de ponta de lança;
Sagitadas – em forma de seta;
Aciculares – em forma de agulha; delgadas e agudas;
Lineares – estreitas e compridas;
Arredondadas – de contorno quase circular;
Ovais – em forma oval.
5 - Quanto à nervação
Uninérveas→com uma só nervura;
Palminerveas→se existem várias nervuras principais partindo da base do limbo;
Paralelinérveas→com várias nervuras paralelas;
Peninérveas→se só existem uma nervura principal e as ramificações partem dela.
[Link] da flor
A flor é um órgão da planta que estárelacionada com a reprodução sexuada.
I-Órgãos de suporte
Pedúnculo ou péque suporta a flor.
Receptáculo,parte final alargada do pedúnculo,onde se inserem as peças florais.
II- Órgãos de proteção
Cálice,formado pelas sépalas,geralmente de cor verde;por vezes, encontram se à volta de pequenas
folhaschamadas brácteas.
Corola,formada pelas pétalas, geralmente coloridas.
O conjunto das sépalas e da pétalas denomina se perianto.
As flores que não têm perianto chamam se nuas.n
3.Órgãos de reprodução
Androceu- órgão sexual masculino da flor. Ė composto por estames,situados no interior da corola.
Cada estame é formado por:
-Antera,onde se produzem os grãos de pó[Link] a antera amadurece, liberta os grãos de pólen
para o exterior.
-Filete - um tubo delgado,no cimo do qual está situada a antera.
- Gineceu, órgão sexual feminino da flor. Ė composto por um ou maiscarpelos.
Cada carpelo é formado porː ue
-Ovário, uma parte dilatada na base do carpelo onde nascem os óvulos;
- Estigma, uma abertura situada na parte superior do carpelo que possui uma substância pegajosa
onde os grãos de pólen ficam presos, depois de transportados pelo vento, pelos insectos ou por
outros animais;
-Estilete, um tubo estreito que liga o ovário ao estigma.
As flores que não apresentam, ao mesmo tempo, todos os órgãos acima referidos chamam se
incompletas.
As flores,em relação aos órgãos reprodutores, podem serː y n,
-Masculinas, se só têm estames; B ,n
-Femininas, se só têm carpelos;
-Monóicas, se têm estames e carpelos na mesma flor
Classificação da flor
A classificação das flores é feita tendo em conta o modo como elas se encontram dispostas, umas
em relação as outras.
1- Inflorescência é a parte da planta onde se localizam as flores.
A inflorescência pode ser terminal, quando as flores se nascem nas extremidades, ou axial, quando
as flores nascem nas axilas das folhas.
2- Quando a inflorescência
-Solitária: quandohá uma única flor na extremidade do pedúnculo. Por exemplo: rosa, violeta e
gérberia.
-Grupada- quando existem várias flores no mesmo pedúnculo, chamado eixo. Os pedúnculos que
sustentam cada uma das flores da inflorescência chamam-se pedicelos.
A inflorescência agrupada pode apresentar duas(2) formas:
Definida ou cimeira– quando o eixo principal termina numa flor. O eixo ramifica-se abaixo da
flor, originando um ou mais ramos.
Indefinida- quando as flores se dispõem de forma variada, ao longo de um eixo central. A
inflorescência indefinida pode ainda subdividir-se de acordo com a disposição das flores.
3- Quanto ao número de peças florais
-Dímeras-quando as peças florais são em número de duas.
-Trimeras-quando as peças florais são em número de três ou múltiplo de três.
-Tetrâmeras - quando as peças florais são em número de quatro ou múltiplo de quatro.
- Pentâmeras-quando as peças florais são em número de cinco ou múltiplo de cinco.
[Link] do fruto
6. Morfologia da semente
Funções da semente
Tegumento ou casca, que envolve e protege a semente origina-se a partir do tecido que envolvia o
óvulo;
Amêndoa, constituída pelo embrião, a partir do qual se desenvolverá a nova planta, e pelas
reservas nutritivas, que a nova planta utilizara enquanto não for capaz de produzir o seu próprio
alimento. As reservas nutritivas estão armazenadas nos cotilédones.