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Dinâmica de Rotação de Partículas

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Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula

MÓDULO 1 - AULA 7

Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula

Metas
Definir produto vetorial. Apresentar as propriedades do produto vetorial.
Discutir a representação vetorial das grandezas cinemáticas da rotação. De-
finir o momento angular de uma partícula e o torque de uma força. Obter a
lei que descreve a dinâmica de rotação de uma partícula

Objetivos
Esperamos que, ao final desta aula, você seja capaz de:

1. calcular produto vetorial;

2. representar a velocidade e aceleração angular como vetores;

3. calcular o torque de uma força;

4. calcular o momento angular de uma partícula;

5. verificar a Lei da Dinâmica de Rotação para uma partícula. Utilizar


essa lei para obter informações sobre o movimento de uma partícula.

Pré-requisitos
Para ter bom aproveitamento desta aula, é importante que você co-
nheça a cinemática e a dinâmica do movimento circular de uma partícula
apresentados nas Aulas 6 (p.199) e 12 (p.123) da disciplina Física 1A.

Introdução
Você já percebeu, que um corpo extenso ao se deslocar pode transladar, girar
e deformar. Este é o caso de uma ginasta que está se apresentando sobre a
trave, como mostra a Figura 7.1 e o seguinte vídeo do Youtube:
[Link]

215 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B

Figura 7.1: A ginasta translada, gira e deforma ao se apresentar sobre a


trave.
Fonte: “PABLO CARRANZA − [Link]”

Um corpo rígido é um corpo que não deforma. Logo, ele só pode


transladar e girar ao se deslocar .

O movimento do corpo rígido fica completamente determinado quando des-


crevemos a translação do seu centro de massa e o movimento de um dos
seus pontos no Referencial do Centro de Massa. Observe o movimento de
um ponto A do corpo rígido no R.C.M.. Ele é caracterizado pelo seu vetor

posição ~rA , no R.C.M. (ver Figura 7.2 ).
R.C.M. é a abre-
viação de Refe-
rencial do Centro
de Massa

Figura 7.2: Movimento geral de um corpo rígido.

O movimento do ponto A no R.C.M. é um movimento de rotação em torno

CEDERJ 216
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

do centro de massa. Por isso, para decrevê-lo vamos iniciar nesta Aula o
estudo das rotações.
Como um corpo rígido pode ser tratado como um sistema com N partículas,
no limite em que N tende a inifinito, iniciaremos o estudo das rotações ana-
lisando a rotação de uma partícula.

Nesta aula, serão definidos o produto vetorial, o momento angular de uma


partícula e o torque de uma força. Estes conceitos surgem naturalmente,
quando transformamos a Segunda Lei de Newton na Lei da Dinâmica da
Rotação de uma partícula.

Produto vetorial
O estudo das rotações requer conhecimento do produto vetorial de dois
vetores. O produto vetorial ~a × ~b entre os vetores ~a e ~b é o vetor ~c com as
seguintes propriedades:

1. o módulo do vetor ~c é igual a c = [Link]θ, em que a e b são,


respectivamente, os módulos dos vetores ~ a e ~b e θ é o menor
ângulo entre os dois vetores;

2. a direção do vetor ~
c é a direção perpendicular ao plano for-
mado pelos dois vetores, como mosta a Figura 7.3;

3. o sentido do vetor ~c é dado pela regra da mão direita, que con-


siste em colocar o primeiro vetor ( ~ a) do produto vetorial no
dedo indicador, o segundo vetor no dedo médio. O sentido do
produto vetorial é o sentido do polegar da mão direita como
mostra a Figura 7.3.

Figura 7.3: Primeira versão da regra da mão direita para o produto vetorial.

Existe uma segunda versão da regra da mão direita: ela consiste

217 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B

a) do produto vetorial na palma


em colocar o primeiro vetor (~
da mão direita para levá-lo sobre o segundo vetor (~b) pelo
menor ângulo. O sentido do produto vetorial é o sentido do
polegar, como mostra a Figura 7.4.

Figura 7.4: Segunda versão da regra da mão direita para o produto vetorial.

Nesta Aula, nós utilizaremos a primeira versão da regra da mão direita para
encontrar o sentido do produto vetorial.

A produto vetorial ~c1 = ~b × ~a do vetor ~b pelo vetor ~a tem o módulo igual a


c1 = [Link]θ, a direção perpendicular aos dois vetores e o sentido dado pela
regra da mão direita, como mostra a Figura 7.5.

Figura 7.5: Regra da mão direita para o produto vetorial ~b × ~a. Ilustrador
faça esta figura.

Logo, o produto vetorial de ~b por ~a (~c1 = ~b × ~a) é igual a menos o


produto vetorial de ~a por ~b , isto é, ~a × ~b = −~b × ~a. Consequentemente,
o produto vetorial não é comutativo, como o produto de números
reais e o produto escalar dos vetores.

CEDERJ 218
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

Atividade 1
Atende ao Objetivo 1
Baseado no que você leu nesta aula, faça a seguinte questão:
Calcule os seguintes produtos vetoriais:

1. ~a × ~b, em que ~a e ~b tem as mesmas direções;

2. ~a × ~a;

3. ı̂ × ̂, ̂ × k̂ e k̂ × ı̂, em que ı̂, ̂ e k̂ são respectivamente os vetores


unitários dos eixos OX, OY e OZ.

Respostas Comentadas

1. O ângulo entre dois vetores que têm a mesma direção ou é igual a 0o ou


é igual a 180o . Logo, o módulo do produto vetorial |~a × ~b| é nulo, uma
vez que ou [Link](0o ) = 0 ou [Link](180o ) = 0. Por isso, o produto
vetorial destes vetores é nulo, isto é, ~a × ~b = ~0.

2. O módulo do produto vetorial ~a × ~a é nulo porque o ângulo entre dois


vetores iguais é nulo, logo temos que |~a × ~a| = a.a. sen(0o ) = 0.

3. A Figura 7.6 mostra a regra da mão direita aplicada aos produtos


vetoriais ı̂ × ̂, ̂ × k̂ e k̂ × ı̂.

Figura 7.6: Produto vetorial dos vetores unitários dos eixos coordenados.
Ilustrador faça esta figura.

219 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B

O módulo do produto vetorial ı̂ × ̂ é igual a |ı̂|.|̂|.cos(90o ) = 1. Ele


tem a direção do eixo OZ e o sentido do eixo OZ. Logo, ele é igual ao
vetor unitário k̂, isto é, ı̂ × ̂ = k̂.
O módulo do produto vetorial ̂ × k̂ é igual a |̂|.|k̂|.cos(90o ) = 1. Ele
tem a direção do eixo OX e o sentido do eixo OX. Logo, ele é igual ao
vetor unitário ı̂, isto é, ̂ × k̂ = ı̂.
O módulo do produto vetorial k̂ × ı̂ é igual a |k̂.|ı̂|.cos(90o ) = 1. Ele
tem a direção do eixo OY e o sentido do eixo OY . Logo, ele é igual ao
vetor unitário ̂, isto é, k̂ × ı̂ = ̂.

A Atividade 1 mostrou que o produto vetorial, se aplicado de


forma cíclica, transforma os vetores da base do sistema de eixos
coordenados entre si, isto é, ı̂ × ̂ = k̂, ̂ × k̂ = ı̂ e k̂ × ı̂ = ̂.

Exemplo 7.1
Mostre que o módulo do produto vetorial ~a ×~b é igual à área do paralelogramo
definido pelos vetores ~a e ~b.
Resolução
A Figura 7.7 mostra o paralelogramo gerado pelos vetores ~a e ~b. A área do
paralelogramo é igual a A = b.h, em que h é a altura do paralelogramo.

Figura 7.7: Paralelogramo construido com os vetores ~a e ~b.

A altura do paralelogramo é igual a h = [Link](θ). Logo, a área do


paralelogramo é igual a A = [Link](θ). Por isso, o módulo do produto
vetorial ~a × ~b, que é [Link](θ), é igual à área do paralelogramo
gerado pelos vetores.

CEDERJ 220
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

Propriedades do produto vetorial


Você vai aprender na disciplina de Geometria Analítica II, que o pro-
duto vetorial tem as seguintes propriedades:

1. ~a × ~b = −~b × ~a;

2. α (~a × ~b) = (α ~a) × ~b = ~a × (α ~b);

3. ~a × (~b + ~c) = ~a × ~b + ~a × ~c.

As propriedades do produto vetorial permitem escrevê-lo em termos


dos vetores unitários ı̂ × ̂, ̂ × k̂ e k̂ × ı̂, uma vez que:

~a × ~b = (ax ı̂ + ay ̂ + az k̂) × (bx ı̂ + by ̂ + bz k̂) ⇒

~a × ~b = ax bx ı̂ × ı̂ + ax by ı̂ × ̂ + ax bz ı̂ × k̂+
+ay bx ̂ × ı̂ + ay by ̂ × ̂ + ay bz ̂ × k̂+
+az bx k̂ × ı̂ + az by k̂ × ̂ + az bz k̂ × k̂ ⇒
~a ×~b = ax by ı̂ × ̂ + ax bz ı̂ × k̂ + ay bx ̂ ×ı̂ + ay bz ̂ × k̂ + az bx k̂ ×ı̂ + az by k̂ × ̂.

A atividade 1 mostrou que ı̂ × ̂ = k̂, ̂ × k̂ = ı̂ e k̂ × ı̂ = ̂. Por isso, o


produto vetorial escrito em termos das componentes dos vetores se reduz a:

~a ×~b = ax by (k̂) + ax bz (−̂) + ay bx (−k̂) + ay bz (ı̂) + az bx (−̂) + az by (−ı̂) ⇒

~a × ~b = (ay bz − az by ) ı̂ − (ax bz − az bx ) ̂ + (ax bz − ay bx ) k̂.


Existe um procedimento que permite lembrar com facilidade o produto ve-
torial em componentes. Ele consiste em calcular o determinante da matriz
3 × 3, em que a primeira linha é formada pelos vetores unitários, a segunda
linha pelas componentes do primeiro vetor do produto vetorial e a terceira
linha pelas componentes do segundo vetor do produto vetorial, isto é, Um algoritmo
  nada mais é do
ı̂ ̂ k̂
que uma re-
~a × ~b = det  ax ay az 
 
ceita que mostra
bx by bz
passo a passo os
O uso do determinante na expressão do produto vetorial representa ape- procedimentos
nas um algoritmo para obtê-lo, uma vez que não é usual se definir matrizes necessários para a
com números reais e vetores. resolução de uma
tarefa.

221 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B
Atividade 2
Atende ao Objetivo 1
Calcule o produto vetorial entre os vetores ~a = 2 ı̂ − 3 ̂ − 4 k̂ e ~b = −5 ı̂ +
6 ̂ − 7 k̂.

Resposta Comentada
O produto vetorial é igual a:

 
ı̂ ̂ k̂
~a × ~b = det  2 −3 −4  .
 

−5 6 −7

Na Figura 7.8 foi desenhado um algoritmo que permite calcular o deter-


minante da matriz que define o produto vetorial. Nele, foram criadas duas
linhas iguais as duas primeiras linhas da matriz, que foram colocadas abaixo
da terceira linha. Foram traçadas diagonais sobre os elementos da matriz
que foram multiplicados.

Figura 7.8: Algoritmo que permite calcular o determinante de uma matriz.

O determinante é a diferença entre a soma dos produtos da direita e a soma


dos produtos da esquerda. A Figura 7.8 mostra que o produto vetorial entre
os vetores ~a e ~b é igual a:

~a × ~b = 21 ı̂ + 12 k̂ + 20 ̂ − (15 k̂ − 24 ı̂ − 14 ̂) = 45 ı̂ + 34 ̂ − 3 k̂.

CEDERJ 222
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

A rotação em torno de um eixo


A rotação em torno de um eixo é uma operação geomética que gira um
ponto por um ângulo θ sobre um círculo, que contém o ponto, tem o centro
no eixo de rotação e é perpendicular ao eixo.
Para caracterizar uma rotação em torno de um eixo é necessário for-
necer a direção do eixo, o módulo do ângulo e o sentido da rotação. Logo,
uma rotação tem módulo, direção e sentido. Por isso, podemos representá-
la geometricamente por um segmento de reta orientado, onde a direção do
segmento de reta é a direção do eixo, o tamanho do segmento é o módulo
do ângulo e o sentido da rotação é dado pela regra da mão direita da
rotação.
A regra da mão direita da rotação consiste em colocar consiste em
colocar o polegar da mão direita na direção do eixo, de tal forma
que a sua ponta aponta no sentido da seta e os outros dedos da mão
direita apontam no sentido da rotação, como mostra a Figura 7.9.

Figura 7.9: Representação simbólica e geométrica de uma rotação em torno


de um eixo fixo.

A representação simbólica de uma rotação 0 θ ~0 é uma letra com


uma seta em cima, colocada entre aspas. As aspas simples são utiliza-
das para diferenciar uma rotação de um vetor. Mostraremos a seguir, que as
rotações não comutam, por isto não são vetores.

Quando aplicamos a um ponto A1 o vetor deslocamento ~s1 e depois o


deslocamento ~s2 , isto é, quando somamos dois deslocamentos ( ~s1 + ~s2 ), o
ponto final é o ponto A3 que é representado pelo deslocamento ~s3 = ~s1 + ~s2 .
Se aplicarmos ao ponto A1 o vetor deslocamento ~s2 e depois o deslocamento
~s1 , isto é, quando somamos dois deslocamentos ( ~s2 +~s1 ) o ponto final também
é o ponto A3 que é representado pelo deslocamento ~s4 = ~s2 + ~s1 .

223 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B

Esta é uma das propriedades da soma dos vetores. A soma de dois


vetores é comutativa, isto é, ~
s1 + ~
s2 = ~
s2 + ~
s1 , como mostra a regra
do paralelogramo representada na Figura 7.10.

Figura 7.10: Os deslocamentos são vetores porque a soma de deslocamentos


é comutativa.

Podemos imaginar uma soma de rotações 0 +0 como a aplicação sucessiva


de duas rotações a partir de um ponto de partida. A Figura 7.11 mostra a
soma de rotações 0 θ~10 +0 θ~20 aplicada ao ponto A1 , e a soma de rotações 0 θ~20 +0 θ~10
aplicada ao mesmo ponto A1 . O ponto A1 está sobre o plano XZ. Observe
que, apesar do ponto de partida ser o mesmo (A1 ), as duas somas de rotações
finalizam em pontos diferentes. Os módulos das rotações são iguais a 90o .

Figura 7.11: As rotações não são vetores porque a soma de rotações não é
comutativa , isto é, 0 θ~10 +0 θ~20 6=0 θ~20 +0 θ~10 . Ilustrador fazer esta figura.

CEDERJ 224
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

Observe que o ponto A3 está sobre o plano XY e o ponto A5 está abaixo


do plano XY . As rotações não são vetores porque a soma de rota-
ções não é comutativa , isto é, 0 θ ~0 +0 θ~0 6=0 θ
~0 +0 θ
~0 .
1 2 2 1

Você vai aprender, nas disciplinas avançadas de Mecânica do seu curso


de Física, que as rotações são matrizes unitárias. As matrizes que
representam rotações finitas não são matrizes diagonais. Logo elas não
comutam. Por isso, elas não podem ser tratadas como vetores.
Somente as rotações infinitesimais dθ~ são matrizes diagonais.
Como as matrizes diagonais comutam, elas podem ser
tratadas como vetores.

Uma rotação infinitesimal pode representada da seguinte forma:

dθ~ = dθ n̂,

em que n̂ é o vetor unitário associado à direção da rotação e |dθ| é o módulo


do ângulo da rotação. Nesta representação, se o ângulo dθ for positivo, o
sentido da rotação é definido pelo vetor n̂ de acordo com a regra da mão
direita da rotação, e se o ângulo dθ for negativo, o sentido da rotação é
definido pelo vetor −n̂ de acordo com a regra da mão direita da rotação.

Os vetores velocidade angular e aceleração angular


Quando você estudou a cinemática do movimento circular, você apren-
deu que a velocidade angular era uma grandeza escalar igual a:
∆θ dθ
ω = lim = .
∆t−→0 ∆t dt
Nós vamos redefinir agora a velocidade angular, de tal forma que ela se
dθ~ dθ
torne um vetor, ω
~ = = n̂, em que dθ~ é uma rotação infinitesimal.
dt dt

Observe que com esta definição, a velocidade angular tem a


~
direção e o sentido da rotação infinitesimal dθ.

A definição de aceleração angular também pode ser modificada, de tal


forma que ela se transforme em um vetor. Com a nova definição de velocidade
angular, a aceleração angular é igual a:
d~ω
α
~= .
dt

225 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B
Atividade 3
Atende ao Objetivo 2
Baseado no que você leu nesta aula, faça a seguinte questão:
Na Figura 7.12, a partícula 1 está em movimento circular com velocidade
~v1 e a partícula 2 com velocidade ~v2 , como mostra a Figura 7.12.

Figura 7.12: Trajetórias circulares descritas pelas partículas 1 e 2.

1. Desenhe na Figura 7.12, o vetor velocidade angular e a aceleração an-


gular da partícula 1, no instante representado. Suponha que o módulo
da velocidade angular está aumentando com o tempo, nesse instante.

2. Desenhe na Figura 7.12, o vetor velocidade angular e a aceleração an-


gular da partícula 2, no instante representado. Suponha que o módulo
da velocidade angular está diminuindo com o tempo, nesse instante.

Resposta Comentada

1. O eixo de rotação da partícula 1 é o eixo OZ. Logo, a direção da veloci-


dade angular é a direção do eixo OZ. O sentido da velocidade angular
é igual ao sentido da rotação infinitesimal. O sentido da rotação infini-
tesimal é obtido pela regra da mão direita da rotação. A Figura 7.13
mostra a regra da mão direita da rotação aplicada à partícula 1.

CEDERJ 226
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

De acordo com ela, se os dedos da mão direita forem colocados no sen-


tido do movimento de rotação da partícula, o polegar fornece o sentido
da seta que representa a rotação. Observe na Figura 7.13 que, de
acordo com esta regra, o polegar fica para cima. Consequentemente, o
sentido da velocidade angular é para cima como mostra a Figura 7.13.

Figura 7.13: Os vetores velocidade angular e aceleração angular da partícula


1, quando ela se desloca no sentido anti-horário.

A aceleração angular da partícula 1 tem a direção e o sentido da varia-


ção da velocidade angular d~ω1 . Como a direção da velocidade angular
não muda durante o movimento circular e o módulo da velocidade an-
gular está aumentando, a variação da velocidade angular d~ω1 tem a
direção e o sentido do eixo OZ, como mostra a Figura 7.13. Con-
sequentemente, a aceleração angular da partícula 1 tem a direção e o
sentido do eixo OZ.

2. O eixo de rotação da partícula 2 é o eixo OZ. Logo, a direção da veloci-


dade angular é a direção do eixo OZ. O sentido da velocidade angular
é igual ao sentido da rotação infinitesimal. O sentido da rotação infini-
tesimal é obtido pela regra da mão direita da rotação. A Figura 7.14
mostra a regra da mão direita da rotação aplicada à partícula 2. De
acordo com ela, se os dedos da mão direita forem colocados no sentido
do movimento de rotação da partícula, o polegar fornece o sentido da
seta que representa a rotação. Observe na Figura 7.14 que, de acordo
com esta regra, o polegar fica para baixo. Consequentemente, o sentido
da velocidade angular é para baixo.

227 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B

Figura 7.14: Os vetores velocidade angular e aceleração angular da partícula


2, quando ela se desloca no sentido horário.

A aceleração angular da partícula 2 tem a direção e o sentido da varia-


ção da velocidade angular d~ω2 . Como a direção da velocidade angular
não muda durante o movimento circular e o módulo da velocidade an-
gular está diminuindo, a variação da velocidade angular d~ω2 tem a
direção e o sentido do eixo OZ, como mostra a Figura 7.14. Con-
sequentemente, a aceleração angular da partícula 2 tem a direção e o
sentido do eixo OZ.

Relação entre as grandezas cinemáticas na rotação

A representação vetorial da velocidade angular permite relacionar, no


caso do movimento circular, os vetores posição, velocidade e velocidade an-
gular.

A Figura 7.15 mostra os vetores posição, velocidade e velocidade an-


gular de uma partícula em movimento circular em torno do eixo OZ. O plano
do movimento coincide com o plano OXY e o centro do círculo coincide com
a origem do sistema de eixos coordenados. Na Figura 7.15 também foi
representado o produto vetorial ω ~ × ~r. A direção desse produto vetorial é
a direção da reta perpendicular ao plano definido pelos vetores ω ~ e ~r, que
coincide com a direção do vetor velocidade ~v , e o sentido, que é dado pela
regra da mão direita do produto vetorial, coincide com o sentido do vetor
velocidade. O módulo do produto vetorial ω ~ × ~r é igual ao módulo v da
o
velocidade, uma vez que |~ω × ~r| = ω rsen(90 ) = r ω.

CEDERJ 228
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

~ × ~r. Ilustrador faça esta figura.


Figura 7.15: Produto vetorial ω

Consequentemente, o produto vetorial ω ~ ×~


r tem a mesma dire-
ção, o mesmo sentido e o mesmo módulo do vetor velocidade. Por
isso, ele é igual ao vetor velocidade, isto é,

~ × ~r.
~v = ω (7.1)

A Figura 7.16 mostra os vetores posição, velocidade e velocidade an-


gular de uma partícula em movimento circular em torno do eixo OZ, onde o
centro do círculo C não coincide com a origem O do sistema de eixos coor-
denados.

~ × ~r.
Figura 7.16: Produto vetorial ω

A Figura 7.16 mostra que o vetor velocidade é igual a ~v = ω ~


~ × R,
em que o vetor R~ é o vetor perpendicular ao eixo de rotação que vai do eixo
até a partícula. O vetor posição ~r da partícula pode ser escrito da seguinte
~ + ~z, em que ~z = z k̂. Por isso, temos que:
forma: ~r = R

~ × ~r = ω
ω ~ + ~z) = ω
~ × (R ~ +ω
~ ×R ~ × ~z = ω ~
~ × R.

229 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B

O produto vetorial ω~ ×~z é nulo porque o vetor velocidade angular ω ~ e o vetor ~z


são paralelos, tendo o módulo nulo, uma vez que |~ω × ~z| = |~ω | |~z| sen(0o ) = 0.
Por isso, a velocidade da partícula também é dada pela relação 7.1, isto é,

~ × ~r.
~v = ω

Torque de uma força


Você aprendeu que as forças são as responsáveis pela translação de um
corpo. A pergunta que se coloca agora é "O que faz um corpo girar?". Para
responder esta pergunta vamos analisar o que é necessário fazer para fechar
uma porta. Quando uma porta é fechada, ela gira em torno do eixo vertical
onde ela é fixada. A Figura 7.17 mostra uma porta em que o eixo vertical
é o eixo OZ.

Figura 7.17: Fechando uma porta.

Você sabe, da sua experiência cotidiana, que as forças F~1 e F~2 desenha-
das na Figura 7.17 não são capazes de fechar a porta. Essas forças estão
contidas no plano formado pelo eixo de rotação e pelo vetor posição ~r do
ponto onde a força é aplicada. Ele é denominado plano de rotação. Já a
força F~3 , que é perpendicular ao plano de rotação, fecha a porta.

CEDERJ 230
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

Sua experiência também mostra que é mais fácil fechar a porta quando a
força é aplicada longe do eixo da porta. Por isso, as maçanetas das portas
estão localizadas na extremidade oposta à localização do eixo de rotação da
porta.
A experiência de fechar uma porta nos dá as seguintes informações:

1. a condição necessária para girar uma porta é aplicar uma força sobre
ela. Todavia, esta condição não é suficiente, uma vez que as forças
contidas no plano de rotação da porta não são capazes de girá-la;

2. a grandeza que modifica o estado de rotação da porta, depende da


distância do ponto de aplicação da força ao eixo de rotação, uma vez
que é mais fácil girar a porta, quando a força é aplicada longe do seu
eixo de rotação do que quando ela é aplicada próxima ao eixo.

O estudo da rotação dos corpos mostrou que a grandeza que modi-


fica o estado de rotação de um corpo é o torque ~ τO de uma força.

Na Figura 7.18, o ponto de aplicação da força foi denominado A. O


vetor posição do ponto de aplicação da força F~ foi denominado ~rO . Por
definição, o torque ~τO de uma força F~ em relação a um ponto O é igual a:

~τO = ~rO × F~ .

A unidade do torque de uma força no sistema M KSA é o Joule (J).

Figura 7.18: Torque de uma força.

O sentido do torque foi encontrado com a regra da mão direita do pro-


duto vetorial. É importante ressaltar, que a regra da mão direita do produto
vetorial deve ser aplicada colocando-se os dois vetores no mesmo ponto, como
mostra a Figura 7.18.

231 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B
Atividade 4
Atende ao Objetivo 3
Baseado no que você leu nesta aula, faça a seguinte questão:
A Figura 7.19 mostra uma força F~ aplicada no ponto A. Calcule os módulos
dos toques da força F~ em relação aos pontos O e O0 . Suponha conhecidos o
módulo F da força, a distância d entre os pontos A e O e os ângulo θ entre
as retas AO e AO0 .

Figura 7.19: Torque de uma força F~ em relação aos pontos O e O0 .

Resposta Comentada
A Figura 7.20 mostra que os módulos dos toques da força F~ em relação aos
pontos O e O0 são, respectivamente, iguais a:

|~τO | = |~rO × F~ | = d F sen(θ) e |~τO0 | = |~rO0 × F~ | = |~rO0 | F sen(0o ) = 0.

Figura 7.20: Torque de uma força F~ em relação aos pontos O e O0 .

CEDERJ 232
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

A Atividade 4 mostrou que o torque de uma força depende do


ponto em relação ao qual ele é calculado, o que torna obrigatório
especificar esse ponto.

Atividade 5
Atende ao Objetivo 3
Baseado no que você leu nesta aula, faça a seguinte questão:
A Figura 7.21 mostra a decomposição do vetor posição do ponto A (ponto
de aplicação da força F~ ) nas direções paralela e perpendicular à direção
da força. Mostre que apenas a componente perpendicular do vetor posição
contribui para o torque da força.

Figura 7.21: Componentes vetoriais do vetor posição, paralela e perpendicu-


lar à força F~ .

Resposta Comentada
O torque da força F~ é dado por:

~τO = ~rO × F~ = (~rO⊥ + ~rOk ) × F~ = ~rO⊥ × F~ + ~rOk × F~ = ~rO⊥ × F~ .

A componente do vetor posição paralela à força não contribui para o torque,


porque o produto vetorial entre dois vetores que têm a mesma direção é nulo,
uma vez que |~rOk × F~ | = rOk F sen(0o ) = 0.

A Atividade 5 mostrou que o torque de uma força só depende


da componente do vetor posição perpendicular à direção da força.
Esta componente é denominada, usualmente, "braço da avalanca
da força".

233 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B
Atividade 6
Atende ao Objetivo 3
A Figura 7.22 mostra a decomposição da força F~ nas direções paralela e
perpendicular à direção do vetor posição do ponto A, em relação ao ponto O.
Mostre que apenas a componente da força F~ perpendicular ao vetor posição
do ponto de aplicação, contribui para o torque da força em relação ao ponto
O.

Figura 7.22: Componentes vetoriais da força F~ perpendicular e paralela ao


vetor posição do ponto de aplicação da força.

Resposta Comentada
O torque da força F~ é dado por:

~τO = ~rO × F~ = ~rO × (F~⊥ + F~k ) = ~rO × F~⊥ .

A componente da força paralela ao vetor posição do ponto de aplicação da


força não contribui para o torque, porque o produto vetorial entre dois vetores
que têm a mesma direção é nulo, uma vez que |~r × F~k | = r Fk sen(0o ) = 0.

A Atividade 6 mostrou que o torque de uma força só depende


da componente da força perpendicular à direção do vetor posição
do ponto de aplicação da força.
As Atividades 5 e 6 mostraram que o torque de uma força em
relação a um ponto O pode ser escrito das seguintes formas:

~
τO = ~ ~ ou ~
rO × F τO = ~ ~ ou ~
rO⊥ × F ~⊥ .
rO × F
τO = ~

CEDERJ 234
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

O momento angular de uma partícula e a Lei


da Dinâmica de Rotação de uma partícula
O movimento de translação de uma partícula é descrito pela Segunda
Lei de Newton, que pode ser escrita das seguintes formas:

d~p
m ~a = F~resultante ou = F~resultante .
dt
A descrição do movimento de uma partícula é determinada pelas condições
iniciais do movimento e pela Segunda Lei de Newton. Isto se aplica a qual-
quer movimento da partícula, inclusive ao movimento circular.

No movimento circular de uma partícula, as grandezas ci-


néticas relevantes são os vetores posição, velocidade angular ω ~ e
aceleração angular α ~ . Reescreveremos, então, a Segunda Lei de Newton,
de forma a torná-la mais adequada ao estudo das rotações. Com esta finali-
dade, calcularemos o torque da força resultante que atua na partícula, já que
são os torques das forças que modificam o seu movimento de rotação.
d~p
~r × F~resultante = ~r × . (7.2)
dt
O lado esquerdo a equação 7.2 pode ser reescrito, uma vez que:

d(~r × p~) d~r d~v d~v m d~v d~p


= × (m ~v ) + m ~r × = m ~v ×~v + m ~r × = ~r × = ~r × .
dt dt dt dt dt dt
Por isso, o torque da força resultante se reduz a:

d(~r × p~) d~`


~r × F~resultante = = ⇒
dt dt
d~`
= ~r × F~resultante , (7.3)
dt

em que ~` = m ~r × ~v é denominado momento angular da partícula. A unidade


do momento angular no sistema de unidades M KSA é J.s.

A equação 7.3 é a equação que descreve a dinâmica da rotação


de uma partícula. Ela mostra que o momento angular se conserva
quando o torque da força resultante é nulo.

235 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B
Exemplo 7.2
A Figura 7.23 mostra uma partícula com massa m que está em movimento
circular com velocidade angular ω~ = ωz k̂, ωz > 0. A coordenada z do centro
do círculo foi denominada zC , como mostra a Figura 7.23.

Figura 7.23: Cálculo do momento angular de uma partícula.

1. Calcule o momento angular da partícula em relação ao centro do círculo


C. Projete o vetor momento angular da partícula em relação ao centro
do círculo C na direção da velocidade angular e encontre o seu valor.

2. Calcule o momento angular da partícula em relação à origem dos eixos


coordenados. Projete o vetor momento angular da partícula em relação
à origem dos eixos coordenados, na direção da velocidade angular e
encontre o seu valor.

Expresse os seus reultados em função de ωz , m, R, zC e dos vetores unitários


R̂, θ̂ e k̂ representados na figura 7.23.

Resolução

1. O momento angular da partícula em relação ao centro do círculo é


~`C = ~rC × ~v , em que ~rC é o vetor posição da partícula em relação ao
ponto C. O momento angular ~`C é perpendicular ao plano formado
pelos vetores ~rC e ~v . Por isso, ele tem a direção do eixo OZ. O seu
sentido é dado pela regra da mão direita do produto vetorial, como
mostra a Figura 7.24.

CEDERJ 236
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

Figura 7.24: Momento angular de uma partícula em relação ao ponto C.

Logo, ele tem a direção e o sentido positivo do eixo OZ. O módulo do


vetor momento angular é dado por:

`C = m rC v sen(90o ) = m R v.

Como no movimento circular, o módulo da velocidade é igual a v =


ωz R, o momento angular em relação ao ponto C é igual a:

~`C = m R R ωz k̂ = m R2 ωz k̂.

Neste caso, o momento angular e a sua projeção na direção da veloci-


dade angular são iguais. Eles são paralelos à velocidade angular, uma
vez que:
~`C = ~`Cz = m R2 ωz k̂ = m R2 ω
~.

2. O momento angular da partícula em relação à origem do sistema de


eixos coordenados é ~`O = ~rO × ~v , em que ~rO é o vetor posição da
partícula em relação ao ponto O como mostra a Figura 7.25.

Figura 7.25: Momento angular de uma partícula em relação ao ponto O.

237 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B

O momento angular ~`O é perpendicular ao plano formado pelos vetores


~rO e ~v . Por isso, ele não é paralelo à velocidade angular. O sentido do
momento angular é dado pela regra da mão direita do produto vetorial,
como mostra a Figura 7.25.

Para calcular o momento angular, vamos escrever o vetor posição ~rO e


a velocidade da partícula em termos dos vetores unitários R̂, θ̂ e k̂.
A Figura 7.25 mostra que o vetor posição e o vetor velocidade da
partícula são, respectivamente, iguais a ~rO = R R̂ + zC k̂ e ~v = R ω θ̂.
Logo, temos que:
~`O = m (R R̂ + zC k̂) × (R ωz θ̂) = m R2 ωz R̂ × θ̂ + m zC R ωz k̂ × θ̂.

A Figura 7.26 exemplifica como calcular os produtos vetoriais entre


os vetores unitários R̂, θ̂ e k̂.

Figura 7.26: Produtos vetoriais entre os unitários R̂, θ̂ e k̂.

O vetor R̂ × θ̂ tem a direção e o sentido do vetor unitário k̂ e módulo


unitário, já que |R̂ × θ̂| = |R̂| |θ̂| sen(90o ) = 1. Por isso, temos que
R̂ × θ̂ = k̂.
O vetor θ̂ × k̂ tem a direção e o sentido do vetor unitário R̂ e módulo
unitário, já que |θ̂ × k̂| = |θ̂| |k̂| sen(90o ) = 1. Por isso, temos que
θ̂ × k̂ = R̂.
O vetor k̂ × R̂ tem a direção e o sentido do vetor unitário θ̂ e módulo
unitário, já que |k̂ × R̂| = |k̂| |R̂| sen(90o ) = 1. Por isso, temos que
k̂ × R̂ = θ̂.

Logo, temos que:

R̂ × θ̂ = k̂, θ̂ × k̂ = R̂ e k̂ × R̂ = θ̂.

Consequentemente, o momento angular da partícula em relação ao


ponto O é igual a:
~`O = m R2 ωz R̂ × θ̂ + m zC R ωz k̂ × θ̂ = m R2 ωz k̂ − m zC R ωz R̂.

CEDERJ 238
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

Por isso, o vetor momento angular da partícula, em relação ao ponto


O, projetado na direção da velocidade angular é paralelo à velocidade
angular e igual a ~`Oz = m R2 ω
~.

Os resultados obtidos são válidos também para o caso em que ωz é negativo.

O Exemplo 7.2 mostrou que quando uma partícula está em mo-


vimento circular, a componente vetorial do vetor momento angular
em relação a um ponto do eixo de rotação, na direção da velocidade
angular é paralela à velocidade angular e igual a:

~
`k = m R 2 ω
~ =Iω
~,

em que R é a distância da partícula ao eixo de rotação e I = m R2


é denominado momento de inércia da partícula. Logo, essa com-
ponente vetorial do momento angular não depende da localização
do ponto no eixo de rotação.

Quando uma partícula está em movimento circular, a Lei da


Dinâmica de Rotação de uma Partícula fornece a sua aceleração
angular da partícula, uma vez que:

d~`k d(I ω
~) d~ω
= =I ~ = ~τresultantek ⇒
=Iα
dt dt dt
~
τresultantek
α
~ = . (7.4)
I
A equação 7.4 mostra que o momento de inércia I de uma partícula
mede a inércia que uma partícula oferece à mudança da sua veloci-
dade angular, uma vez que para o mesmo valor do torque da força
resultante, a maior aceleração angular está associada ao menor
valor do momento de inércia.

239 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B
Atividade 7
Atende ao Objetivo 4
Baseado no que você leu nesta aula, faça a seguinte questão:
A Figura 7.27 mostra o vetor posição de uma partícula em relação ao ponto
O e a sua decomposição nas direções paralela e perpendicular à velocidade da
partícula. Mostre que apenas a componente perpendicular do vetor posição
contribui para o momento angular da partícula em relação ao ponto O.

Figura 7.27: Decomposição do vetor posição nas direções perpendicular e


paralela à velocidade da partícula.

Resposta Comentada
O momento angular da partícula em relação ao ponto O é dado por:

~`O = ~rO × ~v = (~rO⊥ + ~rOk ) × ~v = ~rO⊥ × ~v + ~rOk × ~v = ~rO⊥ × ~v .

A componente do vetor posição paralela à velocidade não contri-


bui para o momento angular, porque o produto vetorial entre dois
vetores que têm a mesma direção é nulo, uma vez que |~rOk × ~v | =
|~rOk | |~v | sen(0o ) = 0.

CEDERJ 240
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

Atividade 8
Atende ao Objetivo 4
Baseado no que você leu nesta aula, faça a seguinte questão:
A Figura 7.28 mostra o vetor velocidade de uma partícula e a sua decom-
posição nas direções paralela e perpendicular ao vetor posição da partícula
em relação ao vetor posição O. Mostre que apenas a componente perpen-
dicular do vetor velocidade contribui para o momento angular da partícula,
em relação ao ponto O.

Figura 7.28: Decompoisção do vetor velocidade da partícula nas direções


perpendicular e paralela ao seu vetor posição.

Resposta Comentada
O momento angular da partícula em relação ao ponto O é dado por:

~`O = ~rO × ~v = ~rO × (~v⊥ + ~vk ) = ~rO × ~v⊥ .

A componente da velocidade paralela ao vetor posição da partícula não con-


tribui para o momento angular porque o produto vetorial entre dois vetores
que têm a mesma direção é nulo, uma vez que |~r × ~vk | = r vk sen(0o ) = 0.

As Atividades 7 e 8 mostraram que o momento angular da partícula


em relação a um ponto O pode ser escrito das seguintes formas:

~
`O = ~ v ou ~
rO × ~ `O = ~ v ou ~
rO⊥ × ~ rO × ~
`O = ~ v⊥ .

241 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B
Atividade 9
Atende aos Objetivos 3 e 4
Baseado no que você leu nesta aula, faça a seguinte questão:
Uma partícula com massa m = 1 kg se desloca com velocidade constante
~v0 = (4 ı̂) m/s. No instante t = 0, a partícula se encontra na posição ~r0 =
(2 ̂) m, como mostra a Figura 7.29.

Figura 7.29: Condições iniciais do movimento da partícula.

1. Escreva o vetor posição da partícula ~r(t) em relação à origem O do


sistema de eixos coordenados, como função do tempo. Desenhe na
Figura 7.29 o vetor ~r(t1 ), em que t1 > 0.

2. Calcule o momento angular da partícula ~`O (t) em relação à origem O


do sistema de eixos coordenados, como função do tempo. Desenhe na
Figura 7.29 o vetor ~`O (t1 ), em que t1 > 0.

3. Escreva o vetor posição da partícula ~rB (t) em relação a um ponto B


com coordenadas (0, 2, 0) (em metros), como função do tempo. Desenhe
na Figura 7.29 o vetor ~rB (t1 ), em que t1 > 0.

4. Calcule o momento angular da partícula ~`B (t) em relação ao ponto B,


como função do tempo.

CEDERJ 242
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

Respostas Comentadas

1. Como a partícula está se deslocando com velocidade constante ~v0 , ela


está em movimento retilíneo uniforme. Logo, o seu vetor posição é
dado por: ~r(t) = ~r0 + ~v0 t = 2 ̂ + 4 ı̂ t. O vetor ~r(t1 ) foi desenhado na
Figura 7.30.

Figura 7.30: Vetor posição e vetor momento angular da partícula em relação


ao ponto O no instante t1 .

2. O momento angular da partícula ~`O (t) em relação à origem O do sis-


tema de eixos coordenados é dado por :
~`O (t) = m ~r(t) × ~v (t) = (~r0 + ~v0 t) × ~v0 = (2 ̂ + 4 ı̂ t) × (4 ı̂) = (−8 k̂) J.s

243 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B

O momento angular da partícula é constante. Ele foi desenhado na


Figura 7.30. Observe que ele só depende da componente do vetor
posição da partícula perpendicular à velocidade da partícula, como foi
demonstrado anteriormente.

Nos casos em que a componente perpendicular do vetor posição é cons-


tante, é mais simples calcular o momento angular do sistema com a
seguinte expressão: ~`O = m ~r⊥ × ~v = (2 ̂) × (4 ı̂) = (−8 k̂) J.s.

3. O vetor posição da partícula ~rB (t), em relação a um ponto B, é a


componente do vetor posição ~r(t) paralelo à velocidade da partícula,
como mostra a Figura 7.30. Logo, ele é dado por: ~rB (t) = ~rk = 4 ı̂ t.
Ele foi desenhado na Figura 7.30 no instante t1 .

4. O momento angular da partícula ~`B (t) em relação ao ponto B é dado


por: ~`B = m ~rB (t) × ~v (t) = m ~rk × ~v0 = ~0.

A Atividade 9 ressalta o fato de que até as partículas que não


giram têm momento angular. Todavia, quando uma partícula não
gira, é sempre possível encontrar um ponto em relação ao qual o
seu momento angular é nulo.

Atividade 10
Atende aos Objetivos 3, 4 e 5
Baseado no que você leu nesta aula, faça a seguinte questão:
Um projétil de massa m é lançado com uma velocidade de módulo v0 que
faz um ângulo θ0 com a direção horizontal, como mostra a Figura 7.31.
Tomando o ponto de lançamento O como origem do sistema de eixos coorde-
nados, calcule o momento angular do projétil em relação ao ponto O, como
função do tempo. Calcule o torque da força resultante em relação ao mesmo
d~`O
ponto, e verifique se = ~r × F~resultante . Resolva o problema no referencial
dt
da Terra, considerado inercial. Despreze as forças que o ar exerce sobre o
projétil. Considere conhecidos a massa m, v0 , θ0 e o módulo g da aceleração
da gravidade.

CEDERJ 244
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

Figura 7.31: Condições iniciais do movimento do projétil.

Resposta Comentada
A força resultante que atua sobre o projétil é o seu peso m ~g . Logo, pela
Segunda Lei de Newton temos que: m ~a = m ~g ⇒ ~a = ~g . Por isso, o vetor
posição e o vetor velocidade do projétil são, respectivamente, iguais a:

~g t2
~r(t) = ~v0 t + e ~v = ~v0 + ~g t.
2
Os vetores posição e velocidade do projétil foram desenhados na Figura 7.32.

O momento angular do projétil em relação ao ponto O é igual a:


2
~`O = m ~r × ~v = m (~v0 t + ~g t ) × (~v0 + ~g t) ⇒
2
2 2
~`O = m (~v0 × ~g t2 + ~g t × ~v0 ) = m ~v0 × ~g t ⇒
2 2
2 2
~`O = m (v0x ı̂ + v0y ̂) × (−g ̂) t = −m v0x g k̂ t ⇒
2 2
2
~`O = −m v0 cos(θ0 ) g t k̂.
2

245 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B

Figura 7.32: Momento angular da partícula e torque da força peso.

O torque da força resultante é igual a:


~g t2
τ~O = ~r × (m ~g ) = (~v0 t + ) × (m ~g ) = m ~v0 × ~g t ⇒
2
~τO = m (v0x ı̂ + v0y ̂) × (−g ̂) t = −m v0 cos(θ0 ) g t k̂ .

A derivada temporal do momento angular é igual a:

d~`0 t2
 
d
= −m v0 cos(θ0 ) g k̂ = −m v0 cos(θ0 ) g k̂ t = ~τO .
dt dt 2

O Exemplo 7.2 e Atividade 9 mostraram que o momento angular depende


do ponto em relação ao qual ele é calculado. Além disso, ficou claro, que exis-
tem pontos onde ele tem uma expressão mais simples: no caso do Exemplo
7.2 é o centro do círculo C e no caso da Atividade 9 é o ponto B. Por isso,
antes de resolver um problema que envolva o momento angular, é
importante encontrar o ponto em relação ao qual a resolução do
problema fica mais simples.

CEDERJ 246
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

Um exemplo da simplificação da resolução de um problema pela escolha


conveniente do ponto em relação ao qual se calcula o momento angular é o
exemplo das forças centrais.

Forças centrais e a conservação do momento angular


Força central é uma força que só depende da distância r entre
o ponto (A) em que se encontra uma partícula e um ponto fixo (O),
e que tem a direção da reta (OA) que une esses pontos. O ponto
fixo (O) é chamado de centro da força. No caso em que o ponto O coincide
com a origem do sistema de eixos coordenados, a força central tem a direção
do vetor posição da partícula e pode ser escrita como F~ (~r) = Fr (r) r̂, como
mostra a Figura 7.33.

Figura 7.33: Representação da força central F~ (r) que atua em uma partícula
localizada no ponto A, quando o centro da força coincide com a origem O
dos eixos coordenados.

Logo, o torque de uma força central em relação à origem do sistema de


eixos coordenados é nulo, uma vez que:
~τ = ~r × F~ = r r̂ × Fr r̂ = ~0.
Por isso, no caso em a força resultante que atua na partícula é uma
força central, o momento angular da partícula em relação ao centro
da força se conserva, já que:
d~`
= ~r × F~resultante = ~0 ⇒ ~` = ~`0 .
dt
Os vetores ~r e ~v definem um plano denominado plano do movimento.
Em geral, o plano do movimento modifica quando a partícula se desloca.

247 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B

Como o momento angular de uma partícula em relação à origem do


sistema de eixos coordenados é igual a ~` = m ~r × ~v , o momento angular da
partícula é perpendicular ao plano do movimento. Desta forma podemos
dizer que, quando o momento angular da partícula em relação à
origem do sistema de eixos coordenados é constante, sua direção é
constante e o plano do movimento não modifica. Por isso, quando
existe conservação do momento angular, o movimento da partícula
ocorre em um plano.
Um exemplo conhecido de força central é a força gravitacional que o Sol
exerce sobre os planetas. Neste caso, a força resultante que atua nos planetas
é aproximadamente a força gravitacional do Sol. Logo, os momentos angula-
res dos planetas são constantes. Consequentemente, as órbitas dos planetas
são planas. Vamos aplicar juntos este conhecimento nas próximas atividades?

Atividade 11
Atende aos Objetivos 3, 4 e 5
Baseado no que você leu nesta Aula, faça a seguinte questão:
A Figura 7.34 mostra a Terra no afélio e no periélio. Quando ela está no
afélio (posição em que está mais afastada do Sol) no dia 21 de junho, a sua
distância ao Sol é de 1,52 .1011 m e sua velocidade orbital é de 2,93 .104 m/s.

Figura 7.34: Planeta Terra no afélio e no periélio.

Determine a velocidade orbital da Terra no periélio (posição mais próxima


do Sol), cerca de seis meses após o afélio, quando a sua distância ao Sol é
1,47 .1011 m.

CEDERJ 248
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

Resposta Comentada
A força resultante que atua na Terra durante o seu movimento de translação
em torno do Sol é, aproximadamente, igual a força gravitacional que o Sol
exerce sobre a Terra, como mostra a Figura 7.35.

Figura 7.35: a) Órbita da Terra e torque da força gravitacional em relação


ao Sol; b) momento angular da Terra em relação ao Sol, quando a Terra está
no afélio; c) momento angular da Terra em relação ao Sol, quando a Terra
está no periélio.

Como força gravitacional do Sol é uma força central, o torque dela em relação
ao Sol é nulo, uma vez que o módulo do torque é igual a:
|~τS | = r FG sen(180o ) = 0.
Por isso, o momento angular da Terra em relação ao Sol é constante, isto é,
~`S (t) = ~`S (0). Consequentemente, temos que:
~`S (t1 ) = ~`S (t2 ) ⇒ m ~r1 × ~v1 = m ~r2 × ~v2 ⇒ r1 .v1 .sen(90o ) k̂ = r2 .v2 .sen(90o ) k̂ ⇒

r1 .v1 (1,52 · 1011 m).(2,93 .104 m/s)


r1 .v1 = r2 .v2 ⇒ v2 = = = 3,03 .104 m/s.
r2 1,47 .1011 m
(7.5)

249 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B

As direções e os sentidos dos momentos angulares da Terra no afélio e no


periélio, em relação ao Sol, foram obtidas aplicando-se a regra da mão di-
reita do produto vetorial aos vetores, posições e velocidades desenhados na
Figura 7.35.

Exemplo 7.3
A Segunda Lei de Kepler afirma que "O raio vetor que liga um planeta ao
Sol descreve áreas iguais em tempos iguais. (lei das áreas)". Demonstre a
Segunda Lei de Kepler.

Resolução
A Figura 7.36 mostra a área varrida pelo vetor posição no intervalo de
tempo dt.

Figura 7.36: Área varrida pelo raio vetor que une a Terra e o Sol.

O módulo do produto vetorial ~r × d~r é a área do paralelogramo gerado


pelos vetores ~r e d~r. Por isso, a área gerada pelo vetor posição do planeta é
|~r × d~r|
dada por: dA = .
2
Como a força gravitacional do Sol é uma força central, o momento angular
do planeta em relação ao Sol é constante. Logo, temos que:

~`S = m ~r × ~v ⇒ ~r × d~r = C
~ ⇒ ~r × d~r = C
~ dt ⇒
dt
|~r × d~r| C dt C ∆t
dA = = ⇒A= .
2 2 2
Consequentemente, o vetor posição do planeta varre áreas iguais em tempo
iguais.

CEDERJ 250
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

Conclusão
Nesta Aula, iniciamos o estudo das rotações com foco nos movimentos
de corpos extensos que transladam, girarm e deformam, como é o exemplo
de uma gisnasta que se desloca sobre uma trave.
Abordamos os conceitos de momento angular de uma partícula e torque de
uma força. Obteve a Lei da Dinâmica da Rotação de uma partícula, que
afirma que a sua rotação é modificada pelo torque da força resultante.

Resumo
O produto vetorial ~a ×~b entre os vetores ~a e ~b é o vetor ~c que tem as seguintes
características:

1. o módulo do vetor ~c é igual a c = [Link]θ, em que a e b são, respec-


tivamente, os módulos dos vetores ~a e ~b e θ é o menor ângulo entre os
dois vetores;

2. a direção do vetor ~c é a direção perpendicular ao plano formado pelos


dois vetores;

3. o sentido do vetor ~c é dado pela regra da mão direita, que consiste em


colocar o primeiro vetor (~a) do produto vetorial no dedo indicador, o
segundo vetor no dedo médio. O sentido do produto vetorial é o sentido
do polegar da mão direita como mostra a Figura 7.37.

Figura 7.37: Primeira versão da regra da mão direita para o produto vetorial.

251 CEDERJ
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula


sica1B

Existe uma segunda versão da regra da mão direita: ela consiste em


colocar o primeiro vetor (~a) do produto vetorial na palma da mão direita
para levá-lo sobre o segundo vetor (~b) pelo menor ângulo. O sentido do
produto vetorial é o sentido do polegar, como mostra a Figura 7.38.

Figura 7.38: Segunda versão da regra da mão direita para o produto vetorial.

O produto vetorial tem as seguintes propriedades:

1. ~a × ~b = −~b × ~a;

2. α (~a × ~b) = (α ~a) × ~b = ~a × (α ~b);

3. ~a × (~b + ~c) = ~a × ~b + ~a × ~c.

Por definição, o momento angular de uma partícula em relação a um ponto


A é igual a ~`A = m ~rA × ~v , em que ~rA é o vetor posição da partícula em
relação ao ponto A.

A velocidade angular é um vetor que tem a direção e o sentido da rotação


infinitesimal, isto é,
dθ~ dθ
ω
~ = = n̂,
dt dt
em que dθ~ é uma rotação infinitesimal. A aceleração angular é um vetor dado
d~ω
por: α
~= .
dt

CEDERJ 252
Aula 7 - Dinâmica de rotação de uma partícula
MÓDULO 1 - AULA 7

A componente vetorial do momento angular de uma partícula em movimento


circular com velocidade angular ω
~ , na direção dessa velocidade é:

~`k = m R2 ω
~,

em que R é a distância da partícula ao eixo de rotação.

Por definição, o torque ~τB de uma força F~ em relação a um ponto B é igual


a ~τB = ~rB × F~ , em que ~rB é o vetor posição do ponto de aplicação da força
em relação ao ponto B.

A variação temporal do momento angular de uma partícula é igual ao torque


da força resultante que atua sobre ela, isto é,

d~`
= ~r × F~resultante .
dt
Esta é a equação que descreve a dinâmica da rotação de uma partícula. Ela
mostra que o momento angular se conserva quando o torque da força resul-
tante é nulo.

Informações sobre a próxima aula


Na próxima aula a Lei da Dinâmica de Rotação obtida para uma partícula
será generalizada para um sistema de partículas e para um corpo rígido.

Referências bibliográficas
ALMEIDA, Maria Antonieta Teixeira; PAULA, Bruno Salazar. Física 1A.
v.1, 1. ed. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj, 2014.

NUSSENZVEIG, Herch Moysés. Curso de Física básica I: mecânica. 3. ed.


São Paulo: Edgard Blücher, 1981.

GÓMEZ, Jorge J. Delgado; FRENSEL, Kátia Rosenvald; Santo, Nadir do


Espírito Santo; Geometria Analítica II : [Link]. Rio de Janeiro: Fundação
CECIERJ, 2009.

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