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A Jornada de Dains: Luz e Trevas

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👱

Historia Dains

ATO 1: Prólogo - Luz da Alvorada

Música Tema: Mozart Ave Verum corpus

Idade: 7 anos de idade.

Historia Dains 1
em um andar da torre, onde tudo era comandado apenas por trevas, existe um
lugar chamado Lux Luminara. Nesse lugar, existe uma familia de sacerdotes e
paladinos influentes e mais poderosas na torre denominada de [desconhecido],
onde eu cresci nesse lugar onde a fé permanecia.

À medida que a Torre se estendia, a escuridão envolvia as extremidades do


andar. Eu, porém, era atraído por essa obscuridade. Longe dos altares e dos
cânticos, eu explorava as vielas sombrias e o que tinha além das barreiras,
onde a luz da igreja lutava para a afastar.

Em uma noite particularmente obscura, eu sai da igreja a noite e fui explorar o


que parecia ser um lugar que era além das barreiras e um pouco solitário,
parecia que tinha algo me chamando para aquele lugar que era um pouco
longe de Lux Luminara. Claro, eu estava longe dos altares e dos cânticos onde
eu era acostumado, mas eu estava de saco cheio dos deveres e queria ser um
pouco livre.

Porém, tudo tinha que ter dado errado de alguma forma, e como eu era criança
não era de se esperar. Logo, quando eu passei além das barreiras existia essa
névoa escura. era um pouco estranha, ela passou a penetrar sobre os meus
olhos e parecia ser um mundo completamente diferente e envolto de
escuridão, porém… quando eu decidi dar meia volta… parece que alguma coisa
estava me puxando e comecei a entrar em desespero pois a luz já não
alcançava meus olhos. Depois de alguns minutos, essa névoa ficou tão densa
que não conseguia mais respirar e esses seres estavam rindo de mim… achei
que fosse morrer naquele momento.

Porém, foi nesse momento que me deparei com uma figura misteriosa, parecia
ser um meio homem, ou uma fera, ele estava envolta em um manto que parecia
absorver a própria escuridão. Essa pessoa tinha me salvado dessa escuridão e
emitia uma aura radiante em sua volta, parecia majestosa assim como um
Deus.

Essa figura era um homem fera, com seus olhos brilhantes como uma estrela,
ele percebeu alguma inquietação em mim. Parecia ser uma pessoa de poucas

Historia Dains 2
palavras, mas ele me disse algo e suas vozes ecoavam como sussurros sobre
um vento noturno: “Fé não é apenas seguir os rituais sob a luz brilhante. A
verdadeira fé é forjada nas sombras, onde os corações são testados e as
escolhas moldam destinos.”

Depois de ter me salvado ele me explicou para não temer a escuridão, mas
para não ser apenas um jovem imprudente que sai sobre as barreiras, toda
aquela escuridão eram pessoas que clamavam por um desespero e se
afundaram e juntaram-se em só uma névoa. Seu dever, assim como todos os
cavaleiros da luz era de alguma forma lutar para espalhar a luz sobre todos os
andares e não deixar o mundo ser envolto em trevas.

A partir disso, passei a enxergar a fé da igreja da luz com uma nova


perspectiva. Mesmo que a influência dele não tenha sido declarada
abertamente, me instigou a buscar mais do que as obrigações formais da
igreja. passei a ler os ensinamentos sagrados algumas vezes mas também tive
a coragem de começar a lutar assim como ele. E talvez, acendendo uma luz
para lutar contra as trevas.

A verdadeira luz não é encontrada apenas em altares, mas também em lugares


escuros onde as almas clamam por esperança, vou lutar por isso e defenderei
os que necessitam.

Ato 2: A Luz Acolhe as Trevas

Musica Tema: Kindred, the Eternal Hunters

Quando completei oito anos, minha vida mudou de uma forma que eu jamais
poderia imaginar. Minha família, conhecida por ser uma das mais influentes em
Lux Luminara, acolheu um novo membro. Meu irmão adotivo, Lysander, fora
resgatado de um lugar repleto de escuridão, uma verdadeira terra de

Historia Dains 3
desolação. Ele era um mistério para todos nós, com seus cabelos e olhos
tingidos de um roxo profundo, que pareciam absorver qualquer luz que os
tocasse.

Nos primeiros dias, eu observava Lysander com curiosidade. Para mim, ainda
uma criança, ele era um companheiro de brincadeiras e aventuras. Mas
Lysander agia de forma reservada e estranha, como se carregasse um peso
invisível. Aos poucos, ele se acostumou com a nossa família e os ensinamentos
da luz que regiam nossas vidas. A convivência, embora inicialmente marcada
por estranheza, começou a formar laços de fraternidade.

Quando completei dez anos, uma nova revelação veio à tona: fui descoberto
como alguém "Abençoado pela Luz". Esse título me elevava acima dos outros e
me designava como o próximo sucessor da Igreja e um Cavaleiro
representante. Esse reconhecimento trouxe um rigoroso treinamento,
afastando-me do convívio cotidiano com Lysander. A cada dia, eu me
aprofundava nos ensinamentos sagrados, aprendendo a manejar a luz como
uma arma e um escudo.

Enquanto isso, Lysander foi relegado a um papel secundário. Ele se sentia cada
vez mais esquecido, observando de longe enquanto eu brilhava sob a luz da
Igreja. Alimentava um ressentimento silencioso, uma inveja crescente que era
exacerbada pela sensação de abandono. Em seu íntimo, mantinha um segredo
que o corroía: ele era "Abençoado pelas Trevas". As trevas sempre o
chamavam, sussurrando segredos e promessas que ele lutava para ignorar.

O tempo passou e o abismo entre nós só crescia. Eu, imerso em meu


treinamento, começava a perceber a mudança em Lysander. Ele tornava-se
cada vez mais distante e sombrio. Os sussurros das Trevas se intensificavam,
chamando Lysander com uma força irresistível. Ele começou a explorar esses
poderes sombrios em segredo, tentando entender sua verdadeira natureza e o
que significava ser abençoado pelas trevas.

os catorze anos, eu estava prestes a ser oficialmente reconhecido como o


próximo Cavaleiro da Luz. No entanto, uma sombra pairava sobre essa

Historia Dains 4
conquista. Lysander, finalmente sucumbindo aos sussurros, tomou uma
decisão que mudaria tudo. Numa noite escura, ele veio até mim, revelando seu
segredo e sua decisão de seguir o chamado das Trevas. O confronto foi
carregado de emoção; eu tentei persuadi-lo a ficar e lutar contra aquela força
obscura, mas ele estava decidido. Ele acreditava que seu destino estava nas
sombras e que era onde ele realmente pertencia.

"Você não entende, Dains," Lysander disse, seus olhos roxos brilhando com
uma intensidade sombria. "As Trevas me chamam. Este é o meu verdadeiro
caminho."

Eu não podia deixar meu irmão partir sem lutar por ele. "Não vou permitir que
as Trevas te levem," declarei, levantando minha espada que brilhava com a luz
sagrada.

Lysander respondeu, e nossos poderes colidiram. A luta foi feroz, cada golpe
carregado com a força de nossas respectivas bênçãos. No entanto, algo
inesperado aconteceu. Do nada, uma energia obscura e poderosa envolveu
Lysander, como se a própria Deusa das Trevas estivesse intervindo. A força era
esmagadora, e eu fui repelido, caindo ao chão.

"Dains, você não pode me deter. As Trevas são parte de mim," Lysander disse,
sua voz ecoando com uma nova autoridade sombria.

Eu me levantei, ferido e desesperado. "Lysander, por favor, não faça isso,"


supliquei, mas era tarde demais. Ele se virou e começou a caminhar para além
das barreiras de Lux Luminara, desaparecendo na escuridão.

Fiquei lá, com um profundo sentimento de perda e a promessa silenciosa de


que um dia nossos caminhos se cruzariam novamente. A verdadeira fé não é
encontrada apenas em altares, mas também em lugares escuros onde as almas
clamam por esperança. E eu, como Cavaleiro da Luz, jurava lutar por todos
aqueles que necessitavam, mesmo nas trevas mais profundas.

Historia Dains 5
Essa foi a última vez que vi Lysander como meu irmão. Nossa jornada estava
apenas começando, e cada um seguiu seu caminho separado e tinha os seus
objetivos próprios a seguir e o seu destino a ser traçado.

A decisão de minha família de adotar Lysander não foi tomada de forma


leviana. Existia uma antiga profecia, conhecida por poucos, que dizia: "Das
trevas surgirá um filho, acolhido pela luz. No final dos tempos, ele trará ruína à
luz que o abrigou." Minha família, ciente dessa profecia, acreditava que acolher
e criar uma criança das trevas poderia mudar seu destino e trazer salvação ao
invés de destruição.

Porque Lysander sentiu inveja do Dains ?


Lysander sentiu uma certa inveja de seu irmão Dains porque, apesar de ser
acolhido pela família, ele sempre se sentiu um outsider. A diferença entre eles
era constantemente reforçada pelo título de "Abençoado pela Luz" que Dains
recebeu, um reconhecimento que elevava Dains a um status especial dentro da
família e da comunidade. Enquanto Dains era treinado e honrado, Lysander era
relegado a um papel secundário, sentindo-se menos valorizado e apreciado. A
inveja de Lysander foi exacerbada pela sua própria bênção sombria, que o
fazia sentir-se incompreendido e isolado, além do conflito interno gerado pelos
sussurros das Trevas que ele ouvia. Assim, mesmo tendo tudo materialmente,
Lysander ansiava pelo reconhecimento e a aceitação que ele via Dains receber,
agravando seu ressentimento e seu sentimento de inadequação.

Porque Lysander não matou Dains ?


Lysander não matou Dains porque, apesar do ressentimento e da inveja, ele
ainda nutria um profundo vínculo fraternal e emocional com seu irmão. Crescer
juntos criou laços difíceis de romper, e Lysander provavelmente lembrava-se
dos momentos de camaradagem e carinho que compartilharam. Além disso, a
decisão de seguir as Trevas e sucumbir aos seus sussurros foi tomada sob
conflito interno e dor, e não pura malícia.

Historia Dains 6
Lysander também pode ter sentido que matar Dains significaria atravessar um
ponto sem retorno, mergulhando completamente nas Trevas e abdicando de
qualquer possibilidade de redenção. Ele sabia que, apesar da sua decisão de
seguir a escuridão, Dains ainda era seu irmão, alguém que ele respeitava e
amava, mesmo que de uma forma complexa e conflitante.

Por fim, a profecia e a influência da Deusa das Trevas podem ter instilado em
Lysander a noção de que o confronto com Dains tinha um propósito maior. Ele
poderia ver a sobrevivência de Dains como uma peça fundamental no destino
que ambos deveriam cumprir, um destino que não terminava com um
fratricídio, mas sim com uma batalha entre luz e trevas.

Ato 3 - O Apagar da Luz

quando eu ainda era um jovem Cavaleiro da Luz empenhado em minha missão,


minhas expedições eram marcadas por um senso de dever e uma fé inabalável
na causa que defendia. Cada campanha era uma oportunidade de levar a luz
aos recantos mais escuros da Torre, onde as trevas ameaçavam prevalecer.

As expedições muitas vezes me levavam além dos limites conhecidos de Lux


Luminara, explorando terrenos perigosos e enfrentando inimigos que se
escondiam nas sombras. Eu liderava bravamente meus companheiros de
armas, inspirando-os com minha determinação e minha devoção à luz. Cada
vitória era um triunfo não apenas para mim, mas para todos aqueles que
acreditavam na causa da igreja da Luz.

No entanto, tudo mudou quando Lysander, meu próprio irmão adotivo,


sucumbiu ao chamado das Trevas. Lux Luminara, outrora um bastião de luz e
esperança, tornou-se palco de uma tragédia indescritível. As trevas que
Lysander trouxera consigo não apenas corromperam a cidade, mas a
destruíram de dentro para fora.

Historia Dains 7
Foi uma noite de terror e desespero. Lysander, agora envolto em um manto de
escuridão que nenhum Cavaleiro da Luz podia penetrar, liderou uma invasão
impiedosa contra Lux Luminara. As muralhas que uma vez brilhavam com a luz
sagrada foram derrubadas pelas forças sombrias que ele convocara. O povo
que eu jurara proteger foi lançado ao caos e à opressão das trevas que agora
dominavam.

Minha batalha para salvar Lux Luminara foi feroz e desesperada. Lutei lado a
lado com meus irmãos de armas, mas estávamos em desvantagem contra a
escuridão que Lysander trouxera. O brilho da cidade, um símbolo de esperança
para tantos, foi engolido pelas sombras da traição e da perdição.

Quando finalmente nos encontramos face a face em meio às ruínas de Lux


Luminara, o cenário era desolador. As chamas das casas destruídas ainda
ardiam ao nosso redor, e a fumaça obscurecia o céu noturno que outrora fora
claro. Lysander, agora irreconhecível sob a influência das trevas, olhou para
mim com olhos que não refletiam mais o irmão que eu conhecia.

"Lysander..." murmurei, minha voz misturando-se ao crepitar do fogo e ao


vento carregado de cinzas.

Ele sorriu de maneira sombria, seus olhos roxos brilhando com uma luz que
não era luz. "Dains, você sempre foi cego para a verdade. As trevas são
poderosas. Elas são inevitáveis."

Minha espada tremia em minha mão, não apenas pela exaustão da batalha,
mas pela dor de ver meu próprio irmão perdido para a escuridão. "Você traiu
tudo o que acreditávamos, Lysander. Você traiu a nossa família."

Ele balançou a cabeça lentamente, como se lamentasse algo que eu não


conseguia entender. "Não há família na luz ou na escuridão, Dains. Apenas
forças além de nossa compreensão."

Historia Dains 8
E assim, os últimos vestígios de minha esperança desapareceram quando
enfrentei meu irmão em um confronto que não podia vencer. A espada de
Lysander encontrou uma brecha em minha defesa enfraquecida pela dor e pela
perda. Caí de joelhos, vendo a figura de Lysander se afastar lentamente,
desaparecendo nas sombras que agora dominavam Lux Luminara.

Desde aquele dia, minha jornada mudou. Não mais como um jovem idealista,
mas como um guerreiro marcado pela traição e pela amargura da derrota. Cada
passo que eu dava era uma promessa silenciosa de vingança e redenção,
buscando restaurar não apenas a cidade que uma vez amamos, mas também a
alma perdida de meu irmão.

Ato 4 - O Lobo de Luz

Musica-Tema: Zack Hemsey - “Vengeance”

A destruição de Lux Luminara me deixou em ruínas. Eu tinha perdido tudo:


minha família, meus amigos, e a cidade que eu jurara proteger. A culpa e o
desespero me consumiam, mas no meio dessas trevas, uma nova chama se
acendeu dentro de mim: a chama da vingança.

Dos vinte aos vinte e três anos, tornei-me um forasteiro, vagando entre os
reinos da luz e os domínios das trevas. Minha fúria era implacável, minha
determinação inabalável. As pessoas começaram a sussurrar sobre um
guerreiro solitário, um Lobo de Luz, cuja aura brilhante poderia ser vista a
quilômetros de distância. Onde quer que eu fosse, as trevas recuavam,
temendo a força que eu carregava.

A jornada não foi fácil. Enfrentei criaturas das trevas que eu nunca poderia ter
imaginado em meus piores pesadelos. Cada batalha era uma prova de minha
resistência e fé. A luz dentro de mim queimava com uma intensidade feroz,
guiando-me através da escuridão. Em alguns lugares, eu era visto como um

Historia Dains 9
monstro, um ser de luz cujo brilho era cegante e cuja fúria era devastadora. Em
outros, eu era a esperança encarnada, o salvador que trazia a luz em meio ao
desespero.

Por onde eu passava, deixava um rastro de luz, iluminando os caminhos e


reacendendo a fé nas pessoas. Os rumores se espalhavam: um cavaleiro de
luz, um lobo solitário, cuja raiva contra as trevas era tão intensa que até as
sombras tremiam em sua presença. Alguns me temiam, acreditando que eu era
um presságio de destruição. Outros me seguiam, vendo em mim uma chance
de redenção e salvação.

Minhas viagens me levaram a confrontar os líderes das trevas, aqueles que


espalhavam a escuridão e o caos. Cada vitória era um passo mais perto de
meu objetivo final: encontrar Lysander e acabar com sua tirania. A raiva que
sentia por ele era um fogo que nunca se apagava, alimentando minha busca
incessante.

Finalmente, meu caminho levou-me de volta às ruínas de Lux Luminara, o lugar


onde tudo começou. Lá, entre as sombras da cidade destruída, encontrei-me
face a face com meu irmão. O confronto que se seguiu foi inevitável, uma
batalha entre luz e trevas, entre esperança e desespero.

"Dains," Lysander disse, sua voz sombria ecoando pelas ruínas. "Você ainda
não entende, não é? A escuridão é inevitável. Eu apenas abracei meu destino."

"Não vou permitir que as trevas prevaleçam, Lysander," respondi, minha voz
firme, mas carregada de tristeza. "Você pode ter destruído Lux Luminara, mas
nunca destruirá a luz que ela representa."

"Você sempre foi o favorito," ele respondeu, um sorriso amargo no rosto.


"Sempre a esperança, sempre o salvador. Mas a verdade é que a luz não pode
existir sem a escuridão. E agora, você verá o verdadeiro poder das trevas."

Historia Dains 10
A batalha que se seguiu foi intensa e brutal. Nossos poderes colidiram, a luz
contra a escuridão. Cada golpe era uma expressão de nossos destinos
entrelaçados, cada movimento uma luta por aquilo em que acreditávamos. No
final, eu estava exausto, ferido, mas minha determinação não havia diminuído.

No auge do combate, senti uma presença divina. Uma força avassaladora


tomou conta de mim, reacendendo minha força interior. Meus olhos, antes
cinzas, brilharam com um tom dourado intenso, e uma aura de luz emanava de
mim, iluminando todo o campo de batalha. O próprio Deus da Luz parecia estar
ao meu lado. Lysander tremeu de medo diante desse poder avassalador.

"Dains, você pode brilhar o quanto quiser, mas as trevas sempre prevalecerã́ o,"
Lysander disse, sua voz carregada de uma estranha resignação. No entanto,
havia uma nota de medo em seu tom, algo que eu nunca tinha ouvido antes.

"Eu vou continuar lutando," respondi, levantando-me com dificuldade.


"Enquanto houver luz em mim, as trevas nunca prevalecerão."

Com um golpe final, minha espada, agora brilhando com a luz divina, cortou
através das defesas de Lysander, deixando uma cicatriz profunda em seu peito
e decepando seu braço. Lysander caiu de joelhos, ferido mortalmente.

Ele olhou para mim, uma mistura de ódio e respeito em seus olhos roxos. "Você
nunca vencerá de mim, irmão," disse ele, sua voz fraca. "Mas lembre-se, as
trevas sempre voltam."

Antes que eu pudesse responder, ele se ergueu com esforço e se desvaneceu


nas sombras, sua figura desaparecendo na escuridão. Eu fiquei lá, nas ruínas
de Lux Luminara, sentindo o peso da minha missão. A jornada de vingança não
tinha terminado. O Lobo de Luz continuaria a vagar, levando a luz onde quer
que as trevas tentassem se esconder. A guerra entre a luz e a escuridão estava
longe de acabar, mas eu estava pronto para continuar lutando, iluminando o
caminho para aqueles que ainda acreditavam na esperança.

Historia Dains 11
Ato 5 - Guerra Final

Após a destruição de Lux Luminara e o embate brutal com Lysander, minha


vida tomou um rumo definido pela vingança e pela determinação de erradicar
as trevas de uma vez por todas. Durante um ano, preparei-me para a guerra
que todos acreditavam ser a "Final", mesmo sabendo, no fundo, que o ciclo de
luz e trevas nunca realmente terminaria.

Treinei arduamente, fortalecendo minha aura de luz de uma forma que até os
mais experientes cavaleiros da Igreja da Luz consideravam impossível. Meu
poder não era mais apenas meu; era uma extensão do próprio Deus da Luz.
Minha presença era avassaladora, e a luz que emanava de mim podia ser vista
a quilômetros de distância, brilhando como um farol de esperança em meio à
escuridão.

Na Torre da Luz, fui reconhecido como uma lenda. Outros guerreiros treinavam
sob minha supervisão, inspirados pela minha força e pela minha missão. A
cada dia, sentia-me mais conectado com a essência divina da luz, como se o
próprio Deus estivesse ao meu lado, guiando meus passos e fortalecendo
minha espada.

Enquanto isso, sabia que Lysander também se fortalecia. A derrota que ele
sofreu o marcou profundamente. Perdendo um braço na batalha, ele substituiu
o membro perdido por um braço feito de puras trevas. Esse novo apêndice era
uma manifestação física do poder sombrio que ele controlava, mas as
cicatrizes da luz ainda queimavam sobre ele, lembrando-o constantemente de
nossa batalha e da dor que a luz podia infligir. Era um símbolo de sua
determinação de nunca esquecer e nunca perdoar.

Durante esse ano, as trevas também cresceram em poder. Lysander, conhecido


como o Falcão Negro, tornou-se um símbolo de desesperança e medo. Seu
poder, já grande, agora era amplificado por sua dor e sua raiva. As trevas
respondiam ao seu chamado com mais intensidade do que nunca, e os reinos
da luz sentiam a pressão crescente de sua influência.

Historia Dains 12
Finalmente, o dia da batalha chegou. O campo de batalha estava coberto por
uma penumbra inquietante, um lugar onde a luz e as trevas se encontrariam
para decidir o destino do mundo. Eu avancei, minha aura de luz iluminando o
caminho, enquanto do outro lado, Lysander emergia das sombras, seu braço de
trevas pulsando com poder sombrio.

"Dains, chegamos ao momento que determinará o destino de tudo," ele disse,


sua voz fria e calculada. "Você não entende? Tudo culminou para esse destino,
a profecia sempre esteve certa e o filho das Trevas que sou eu irá prevelecer e
tudo retornará para o inicio de tudo, onde não havia maldade e nem bontade,
apenas Trevas”

"Não vou permitir que as trevas prevaleçam, Lysander," respondi, minha voz
firme, mas carregada de uma raiva profunda. "Você pode ter destruído tudo,
mas nunca completamente enquanto eu prevalecer e continuar vivo, enquanto
a Luz nunca se apagar eu sempre irei a reancender e levantar novamente."

Nosso confronto foi monumental. A luz e as trevas colidiram com uma força
que fez o próprio chão tremer. Cada golpe trocado era carregado de uma
intensidade que transcendia o físico, atingindo nossas próprias essências.
Minha espada brilhava com uma luz divina, enquanto o braço de trevas de
Lysander era uma manifestação de pura escuridão.

A batalha foi feroz e implacável, cada movimento um reflexo de nossas


convicções e do destino que nos aguardava. Golpes poderosos e rápidas
evasões, cada um tentando superar o outro. A luz e as trevas se entrelaçavam
em uma dança mortal, iluminando e obscurecendo o campo de batalha em
flashes alternados de brilho e sombra.

"Você pode brilhar o quanto quiser, Dains," Lysander disse, sua voz ecoando
com uma resignação sombria. "Mas eu sempre irei ganhar Dains, eu sempre
irei vencer e quando acabar aqui eu irei corromper toda a Torre."

Historia Dains 13
"Enquanto houver luz em mim, as trevas nunca prevalecerão," respondi, meu
corpo exausto, mas minha determinação inabalável.

No clímax da batalha, ambos reunimos nossas forças para um golpe final. A


energia de nossa colisão iluminou o campo de batalha em uma explosão
cegante, a luz e as trevas se confrontando em um ponto culminante de poder.

Lysander, com sua força sombria, parecia se encher de ódio. No entanto,


mesmo diante disso, ele avançou. Seu braço de trevas brilhou com uma
energia maligna enquanto desferia seu golpe final. Eu me preparei, canalizando
toda a luz que podia reunir sobre em mim e a minha espada.

Nossos ataques se encontraram, e tudo se tornou um clarão ofuscante. Meu


último vislumbre foi do rosto de Lysander, marcado pela dor e pela
determinação sombria.

Depois disso, lembro-me apenas de abrir os meus olhos e sentir que estava
deitado sobre uma grama e o barulho de passaros, e me levantei e vi o
caminho para uma cidade próxima, o lugar era o Tutorial.

Historia Dains 14

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