0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações2 páginas

Upcycling: Moda Sustentável e Juventude

Enviado por

jubsanjos897
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações2 páginas

Upcycling: Moda Sustentável e Juventude

Enviado por

jubsanjos897
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

A prática upcycling tem como objetivo se fundir com alguns aspectos, como por

exemplo a economia, moda, a sustentabilidade, reciclagem e a reutilização de


materiais da indústria têxtil. Ligando alguns pontos entre a sustentabilidade e o
upcycling. Segundo Tatiana Massaro {2021, pg 89} “A relação entre sustentabilidade
e moda é recente e tem uma ligação íntima com a vida. Tal aproximação, ocorrida
na virada do século XX para o XXI, pode ser observada na indústria têxtil, na qual
essa conexão é cada vez mais visível. Buscando evidenciar e analisar esses elos, o
artigo que segue, i) inicial e resumidamente retoma as principais transformações
ocorridas neste período, com especial atenção à moda e à sustentabilidade; em
seguida ii) destaca os contextos nos quais contrastantes sistemas da indústria têxtil,
como o fast-fashion e o slow fashion, se estabeleceram; na sequência iii) trata de
iniciativas da moda brasileira conectadas a este escopo sustentável, e, ao final, iv)
apresenta, mais especificamente, a marca Flavia Aranha, que, baseada nesses
preceitos, faz o que nomeia por “roupa viva”, envolvendo nela elementos essenciais
da chamada moda sustentável e a própria relação com a vida.” A principal faixa
etária consumidora de moda atualmente são o publico jovem que
consequentemente são também o público alvo pois a maioria tem acesso a novas
tendências por meio da tecnologia e mídias sociais, um dos ambientes propícios a
propagação de novas tendências é o ambiente escolar. “A influência da
moda/indumentária sobre o cotidiano das culturas juvenis, considerando seu
papel como um símbolo comunicacional, possibilita compreender melhor como
essa forma de comunicação acontece no espaço escolar, especialmente no que se
refere à formação de grupos, ao estabelecimento de relações sociais e à busca do
pertencimento. Assim, o objetivo principal desta pesquisa foi o de compreender a
comunicação nas culturas juvenis, expressa por meio dos símbolos da
moda/indumentária e adereços no ambiente escolar, levando em conta as
questões socioculturais dos alunos, seus diferentes grupos e culturas, que podem
ser comunicados em diferentes espaços na escola, também por meio das formas
simbólicas. Neste sentido, procuramos analisar as questões relacionadas à
juventude na perspectiva de um universo mais amplo, como uma categoria
sociológica e historicamente construída (PAIS, 1993), e assim tentamos dar conta
dos objetivos que propomos para esta investigação. Toda a complexidade inerente à
categoria culturas juvenis pode ser exposta na seguinte pergunta de partida:
quais os significados comunicacionais que subjazem às identidades corporais
provisórias dos jovens no âmbito escolar, expressas na moda/indumentária” (Ms
Antonio Galdino da Costa e Giovanni de Lorenzi Pires 2007, p 4). Com o intuito de
informar e mostrar para o mundo qual e porque o upcycling pode vir a se tornar uma
grande potência no mundo da reutilização/reciclagem, podemos relacionar com o
desperdício e a falta de educação ambiental que deveria se iniciar desde o começo
nas escolas, por esse fator, a reutilização e reciclagem se mostra mais devagar na
sociedade atual. “Entre as alternativas que contribuem para a redução de
impactos ambientais, que pode ser aplicada nos setores: têxtil e de
vestuário, está a logística reversa, onde as roupas em desuso voltam
para as empresas para reforma, ou reciclagem, e/ou destinadas a grupos
comunitários que trabalham aplicando técnicas artesanais, para essas peças
voltarem ao mercado de consumo. Este trabalho se propõe a contribuir para
minimização dos impactos socioambientais gerados pelo hábito de consumo
excessivo de produtos do vestuário ligados a moda.”(Catiane Borsatto, Renan
Isoton, Cíntia Paese Giacomello, 2023, p.3). Dentro da ação de descarte, umas das
dúvidas gerais é como e onde podemos depositar todo o material coletado, na
indústria da moda muitos materiais são descartados incorretamente e diversas
marcas não propagam a sustentabilidade de forma correta “A industrialização trouxe
o consumismo como parte integrante da economia, e a preocupação com o
desenvolvimento sustentável vêm sendo debate dentro das organizações, que
buscam meios de contribuir para o futuro do planeta, visando formas de minimizar
os impactos ambientais e sociais. Nos clusters do segmento têxtil e confecções,
uma das formas de minimizar o impacto ambiental é a adoção da Economia Circular
e, dentre suas práticas, destaca-se o upcycling . Dentre os principais resultados,
destaca-se que a frequência para a prática de upcycling do consumidor está
correlacionada com sua intenção, as condições que o impedem de aderir e a
opinião das pessoas consideradas importantes. Infere-se que há muitas condições
impedidoras para adoção individual da prática, portanto, há uma oportunidade de
crescimento para empresas, principalmente pequenos negócios do segmento têxtil e
confecções que atuam em clusters, em que envolvem não apenas o valor
econômico e social, mas também oportunidades de inclusão de valor ambiental,
tendo em vista o crescimento do mercado com foco em sustentabilidade” (Catiane
Borsatto, Renan Isoton, Cíntia Paese Giacomello, 2023, p.1). Na parte econômica
do processo, todas as fontes geradas são resultado das poucas marcas que aos
poucos vão dando destaque para essa prática, empresas de grande porte de
vestuário, aos poucos criam sua identidade, assim, favorecendo economicamente
um grande setor econômico. “A indústria da moda global impacta significativamente
o meio ambiente, desde a extração de recursos até o descarte de roupas. Com o
aumento populacional projetado para 8,5 bilhões de pessoas até 2030, o consumo
anual de vestuário pode crescer 63%, chegando a 102 milhões de toneladas. Este
aumento exacerbado levanta preocupações sobre a sustentabilidade do planeta.
Moda sustentável, conforme Razzaq et al. (2018), envolve a produção, consumo e
descarte de roupas com impacto mínimo na sociedade, economia e meio ambiente.
O British Fashion Council (2020) destaca a insustentabilidade do modelo atual de
produção e consumo da moda, exigindo uma reorganização urgente do setor devido
aos danos ambientais extensivos. No Reino Unido, cerca de 75% dos 2,35 milhões
de toneladas de roupas descartadas acabam em aterros, com fibras sintéticas não
biodegradáveis e naturais emitindo gases tóxicos ao se decompor (Minh Chau,
2018). Na América Latina, consumidores descartam em média 7 a 9 kg de roupas
por ano, com o Brasil registrando 160 mil toneladas de resíduos têxteis anuais antes
da pandemia (Massi et al., 2021; Recicla Sampa, 2022). O fast fashion acelera esse
descarte, agravando a exaustão ambiental. Fiorin (2020) identifica impactos
socioambientais na produção de vestuário, incluindo estímulo ao consumo,
exploração do trabalho e geração de gases de efeito estufa.” (Natani Aparecida Do
Bem, 2023 pg 16).

Você também pode gostar