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Funções Didáticas no Ensino de Física

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UNIVERSIDADE LICUNGO

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

LICENCIATURA EM ENSINO DE FÍSICA

DANIEL JOAQUIM JÚNIOR


DIONÍSIO ILÍDIO
OMAR MUSSA

AS FUNÇÕES DIDÁCTICAS

QUELIMANE
2024
DANIEL JOAQUIM JÚNIOR
DIONÍSIO ILÍDIO
OMAR MUSSA

AS FUNÇÕES DIDÁCTICAS

Trabalho de Didáctica Geral do curso de


licenciatura em Ensino de Fisica a ser
apresentado na Faculdade de Educação.
Docente: Dr. Patia

QUELIMANE
2024
3

1. Introdução
O presente trabalho nos traz uma reflexão sobre principais funções didácticas e o seu papel no
processo de ensino e aprendizagem. As funções didácticas são etapas, fase ou momentos de
aquisição das qualidades necessárias no processo de formação dos alunos. Elas constituem
orientação para o professor poder dirigir o processo de ensino-aprendizagem. Estão
relacionadas entre, pois o seu funcionamento como sistema permite que os resultados duma
determinada fase sirvam de base para as exigências das etapas seguintes. Cada passo de uma
aula corresponde uma função didáctica predominante. Isso significa que a aula é realizada
com mais de uma função didáctica. As funções didácticas desempenham um papel
predominante no decurso do processo de ensino e aprendizagem, uma vez que actuam como
um instrumento que permite que o professor ou educador, esteja consciente dos fundamentos
teóricos da sua área de formação (específicos e pedagógicos), elaborando sua prática; a fim de
transformar o aluno em um sujeito que responda as exigências contemporâneas, como:
analisar, interpretar, avaliar, sintetizar, comunicar, usar diferentes línguas, estabelecer
relações, propor soluções inovadoras para as situações com as que defronta.
4

1.1. Objectivos
1.1.2. Objectivo geral
 Compreender o papel das principais funções didácticas no processo de ensino e
aprendizagem.
1.1.3. Objectivos específicos
 Descrever as principais funções didácticas ~
 Explicar o papel das funções didácticas no processo de ensino e aprendizagem;

2. Metodologia
O trabalho está organizado em páginas, onde foram abordadas deforma detalhada as
actividades propostas. E esta estruturado da seguinte forma: introdução, desenvolvimento,
conclusão e referências bibliográficas.
O método de pesquisa utilizada neste trabalho foi a revisão bibliográfica, realizando-se uma
busca no site Google académico, biblioteca digital de diversas universidades e em livros da
área específicas de conhecimento sobre didáctica geral.
5

3. Funções didácticas
3.1. Conceito de funções didácticas
Para Libânio (1994) “ funções didácticas são movimentos ou passos do processo de ensino e
aprendizagem no decorrer de uma aula ou unidade” (p.175).
Nivagara (2010) refere que:
As funções didácticas são elementos ou partes que constituem a actividade
principal do processo de ensino-aprendizagem, o qual se manifesta na coordenação,
subordinação, e relação destas, de modo a garantir que o PEA se realize de forma eficaz; isto
é, que as várias partes do PEA possam construir uma unidade de conhecimento.

Segundo Piletti (1991), “funções didácticas são orientações para o professor dirigir o processo
completo de aprendizagem e de aquisição de diferentes qualidades (p. 110)
Cada fase ou passo de aula corresponde a uma só função didáctica dominante, embora nesta
mesma fase se regista envolvimento das restantes, com o fim elas asseguraram a eficiência da
assimilação da matéria. Cada função didáctica, como momento ou passo da aula reflecte as
regularidades do processo de ensino e aprendizagem, é proposto o tempo da sua duração,
conteúdo, método dominante, conjunto de meios e forma de ensino inclusive as actividades
concretas dos alunos (Piletti:1991).

3.2. Principais funções didácticas


Segundo Libânio (20006) “as principais funções didácticas são: Introdução e Motivação,
Mediação e Assimilação, Domínio e Consolidação e controle e Avaliação” (p. 126).
Introdução e Motivação
Libânio (1994) define a introdução como “ a parte da entrada da aula que conduz ao aluno
para estratégias de desenvolvimento, faz-se apresentação do tema, apresentação da questão
chave, apresenta a problematização.
De acordo com Piletti (2004) “Motivação consiste em apresentar a alguém estímulos e
incentivos que possam favorecer determinado tipo de conduta. Consiste em oferecer ao aluno
os estímulos e incentivos apropriados para tomar a aprendizagem mais eficaz.”
Esta função didáctica visa a preparação e introdução da matéria, correspondendo
especificamente ao momento inicial de preparação para o estudo da matéria nova e
compreende actividades interligadas, tais como:
 Preparação prévia do professor;
 Preparação dos alunos;
6

 Introdução da matéria nova;


 Colocação didáctica dos objectivos.
Antes de entrar na sala e iniciar a aula, o professor precisa de se preparar, através de uma
planificação sistemática da aula ou conjunto de aulas.
A preparação sistemática de aulas asseguram a dosagem da matéria a tempo, o esclarecimento
de objectivos a atingir e das actividades que serão realizadas, bem como a preparação dos
meios de ensino adequados.
No inicio da aula, a preparação dos alunos visa criar condições de estudos, mobilização da
atenção, para criar uma atitude favorável ao estudo, organização do ambiente, suscitar
interesse e ligar a matéria nova a anterior.
“A motivação inicial inclui perguntas para averiguar se os conhecimentos anteriores estão
efectivamente consolidados e pronos para o conhecimento novo. Aqui o empenho do
professor esta em estimular o raciocínio dos alunos” (Nérici 1990: 115).
Como foi referido, a introdução do assunto é a ligação da matéria anterior com a matéria
nova. Constitui, desta forma, a ligação entre as noções que os alunos já possuem em relação à
matéria nova, bem como o estabelecimento de vínculos entre a prática quotidiana e o assunto
É importante que os alunos tenham amplas oportunidades de expressar as ideias que já
possuem, pois, criança tem conhecimento tácitos, dos quais são necessariamente conscientes,
até que sejam encorajadas a verbaliza-los
O melhor procedimento para aplicar a introdução é apresentar a matéria como um problema a
ser resolvido. Mediante pergunta, troca de ideia/experiencias, colocação de possíveis
soluções, estabelecimento de relações causa-efeito, os problemas para os alunos na sua vida
pratica. Com isso, vão sendo apontados o conhecimento que é necessário dominar e as
actividades de aprendizagem correspondente.

3.2.1. Tarefa do professor para conseguir a motivação inicial


Para conseguir a motivação inicial o professor deve realizar as seguintes tarefas:
a) Averiguar, através de perguntas, se os conhecimentos anteriores estão efectivamente
disponíveis e prontos para o conhecimento novo. Aqui o empenho do professor está em
estimular o raciocínio dos alunos, instiga-los a emitir opiniões próprias sobre o que
aprenderam, faze-los ligar os conteúdos a coisas ou eventos do quotidiano. A correcção de
trabalho de casa pode tornar-se importante factor de esforço e consolidação. As vezes haverá
necessidade de uma breve revisão (recapitulação) da matéria, ou a rectificação de conceitos
ou habilidades insuficientes assimiladas.
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b) Estabelecer a ligação ente noções que os alunos já possuem com a matéria nova, bem como
estabelecer vínculos entre a prática quotidiana e o assunto. Para isso, o melhor procedimento é
apresentar a matéria como um problema a ser resolvido, embora nem todos assuntos se
prestam a isso. Mediante perguntas, trocas de experiencias, colocações de possíveis soluções,
estabelecimento de relações causa-efeitos, os problemas atinentes ou tema vão-se
encaminhando para se tornarem também problemas para os alunos em suas vidas praticas.
c) Criar ou obter atmosferas propícias para aprendizagem. Para isso é necessário:
 Dar informações sobre o conteúdo da aula;
 Orientar para os objectivos em vista;
 Provocar a curiosidade.
Portanto, para uma efectiva motivação dos alunos no PEA, é fundamental:
 A orientação para objectivos concretos atingíveis pelos alunos, que se encontram na
zona de desenvolvimento próximo;
 A conexão dos motivos da sociedade (representados pelo professor), da turma e de
cada aluno individualmente.

3.2.2. Motivação contínua e final


A motivação permanente ou contínua tem como sua estratégia atingir objectivo de uma tarefa,
de uma aula: atingir o objectivo de uma tarefa/actividade tem uma função motivadora. Por
isso, dada a sua importância dos objectivos na actividade do professor e dos alunos, eles
devem ser recordados e verificados em todas as etapas do ensino.
Os alunos precisam de ser activados logo desde os princípios da aula; igualmente devem
permanecer activos, motivados ao discurso da aula em causa para garantir a manutenção do
nível óptima por muito mais tempo, fazendo permanecer a capacidade de recepção,
assimilação do conteúdo, ao mesmo tempo que fara com que os alunos se inventam nas
actividades em virtude de estarem “despertados”, com alto nível de actividades
neurofisiológica.

3.3. Mediação e Assimilação


Para Nérici (2010) a Mediação e Assimilação é o segundo momento da aula e esta no centro
do processo de ensino-aprendizagem em que se transmite e se assimila a matéria. É uma
função didáctica muito visível dentro processo de ensino e aprendizagem. A função do
professor é de mediar a construção do conhecimento por partes dos alunos.
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Mediação e Assimilação constituem a etapa ou passo da aula, onde se realiza a percepção de


fenómeno ligados ao tema, a formação de conceitos, o desenvolvimento de capacidades
cognitivas de observação, imaginação e raciocínio do aluno. Pode também ser percebida
como sendo o momento da aula, isto é a função didáctica na qual o mediador das orientações,
explicações necessárias, organiza as actividades dos alunos que os possam conduzir a
assimilação activa dos conhecimentos para desenvolver atitudes, convicções, habilidades,
habito, etc.
Portanto, para a realização destas funções didácticas, o professor deve ter em conta algumas
considerações:
 Qual é o nível (de pré-requisitos) dos alunos (depois da reactivação)?
 Quais são os objectivos a atingir?
 Quais são os conteúdos através dos quais os objectivos devem ser atingidos?
 Quais os métodos atreveis dos quais os conteúdos devem ser mediados e os
objectivos atingidos?
 Que meios de ensino serão mais adequados aos alunos, aos objectivos definidos,
ao conteúdo, aos métodos escolhidos e as características do professor, se maneira
a atingir uma assimilação activa por parte dos alunos?
É nesta fase que os alunos devem ter amplas oportunidades de se ocupar e empenhar com a
matéria da aula, de forma activa e colaborativa. A actividade dos alunos (seja individual, aos
pares, ou em grupos) pode ser iniciada ou seguida por uma exposição pelo professor. Desta
forma, os alunos não apenas decoram factos, mas sim adquirem e desenvolvem habilidades
competências. A função do professor é de mediar o processo de construção do conhecimento.
Assim, a figura do professor como transmissor de conhecimento desaparece, para dar lugar a
figura de mediador, facilitador ou orientador, concebendo o aluno como o sujeito da sua
própria aprendizagem.
Entretanto, para que esta função alcance os seus objectivos é importante, do lado do professor,
se ter em conta determinadas considerações, particularmente a interligação entre as categorias
didácticas em acção num PEA (objectivos, meios, conteúdos, método, aluno e professor) e,
sobretudo, questionar-se sobre a realizar actividades necessárias para desencadear as devidas
actividades dos alunos em relação aos objectivos e conteúdos.

3.3.1. Aspectos da função didáctica Mediação e Assimilação


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Mediação: Assimilação:
 Estruturação e organização
Acção dos processos da cognição mediante
lógica e didáctica do
conteúdo, compreendendo: assimilação activa e desenvolvimento do
o Exposição do professor
saber, saber fazer e saber ser e estar,
o A actividade relativamente devendo se assegurar a iniciativa, a
independente dos alunos assimilação consciente e o desenvolvimento
o A elaboração conjunta de potencialidades intelectuais do aluno

Fonte: Nivagara (2010)

3.3.2. Princípios e as fontes do saber na função didáctica Mediação e Assimilação


[Link]. Princípios
O trabalho metódico do professor, essencialmente nessa função didáctica deve favorecer que
os alunos, efectivamente, aprendam. Eis porque, para o efeito, se deduzem dois princípios
fundamentais:
Primeiro principio: a selecção e o emprego de métodos de ensino e aprendizagem, suas
técnicas e variações são determinados basicamente pelas interligações didácticas entre o nível
inicial dos alunos, os objectivos e os conteúdos a mediar. No uso de métodos de ensino e
aprendizagem para a mediação do conteúdo, o professor demonstra sua capacidade criadora,
antes de tudo, explorando exactamente suas potencialidades pedagógicas e suas
particularidades lógicas, e adaptando e acomodando o método, no mais exacto e flexibilidade
possível, a situação didáctico-pedagógica de uma determinada aula (ou de uma determinada
etapa de aula).
Segundo principio: na função didáctica Mediação e Assimilação o professor deve se
concentrar no essencial, isto é, assegurar que os alunos dominem o fundamental exigido pelo
programa e necessário para a aprendizagem do conteúdo seguinte. Isto exige a concentração
dos esforços metódicos nos pontos onde o professor espera os progresso decisivos nos seus
alunos; por exemplo:
 O conhecimento fulcral
 A compreensão dum conceito básico
 O significado de uma nova técnica de trabalho científico.

[Link]. As fontes do saber na função didáctica Mediação e Assimilação


10

Segundo Nivagara:
Os conhecimentos (saber) de todo o homem são tomados de duas fontes: a experiencia directa
(através da observação/ contacto com a realidade) e a indirecta (através de representação
linguísticas: palavras, modelos, meios gráficos, etc.). Também no processo de ensino
aprendizagem, e particularmente na função didáctica Mediação e Assimilação o saber pode
ser medido através de fontes directas e/ou indirectas.
I. Fontes directas – compreendem observações, experiencias, excursões. Deste modo, os
alunos chegam a passar da observação de processo, objectos e fenómenos, da análise de suas
ideias experiencias, a ideias correctas e fundamentadas cientificamente e a conceitos exactos;
II. Fontes indirectas – consistem na exposição oral do professor, utilização de textos do livro
do aluno ou do atlas geográficos, mapas, certeza, esquemas, modelos, exemplo: (do globo
terrestre). A partir das fontes indirectas os alunos partem de conceitos já elaborados, de
representações verbais do professor ou do livro de texto alunos reproduzem mentalmente, isto
é, na sua consciência, o objecto ou fenómeno em estudo e chegam, assim, a novas ideias,
conhecimento, conceitos e compreensão.

3.4. Domínio e Consolidação


De acordo com Nivagara (2010) “A função didáctica Domínio e Consolidação é o momento
da aula em que o aluno realiza varias acções, com o fim de consolidar os conhecimentos
transmitidos e assimilados”(p.187)
“Domínio e Consolidação da informação ao professor sobre como os alunos perceberam a
matéria e quais aspectos precisam de reparo ou de mais explicação” (Libânio, 1994, p.153).
Esta etapa consiste na organização aprimoramento e fixação de conhecimentos por parte dos
alunos, a fim de que estejam disponíveis para orienta-los nas situações concretas de estudo e
de vida. Trata-se, também, de uma etapa em que, em paralelo com os conhecimentos e através
deles, se aprimora a formação de habilidades e hábitos para utilização independente e criadora
dos conhecimentos.
A consolidação de conhecimentos e formação de habilidades e hábitos inclui exercícios, a
recapitulação da matéria, o resumo, a aplicação de conceitos aprendidos para outros
contextos, as tarefas de casa e a sistematização. Entretanto, estes dependem de facto de que os
desenvolvimentos do seu pensamentos independente, do seu raciocínio e da sua actividade
mental. Nesta etapa pretende-se conseguir o aprimoramento do novo saber dos alunos, por
isso, o professor deve criar condições de retenção e compreensão da matéria, através de
exercícios e actividades praticas para solicitar a compreensão.
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3.4.1. Formas metódicas param o Domínio e Consolidação


Para o professor realizar, com os seus alunos, função didácticas Domínio e Consolidação
precisa de certas acções nesse sentido, nomeadamente a repetição, a sistematização, a
exercitação e aplicação. Estas acções, enquanto formas metódicas para a realização do
“domínio e consolidação” ocorrem em todas as etapas do PEA, mas aqui trata-se duna etapa
em que o objectivo directo é a consolidação e domínio dos conteúdos.

I. REPETIÇÃO
O trabalho com a matéria nova fica concluído quando os alunos tiverem assimilado de forma
duradoira e sólida os conhecimentos e capacidades, quando estão disponíveis e prontos para
serem aplicadas nas situações da vida quotidiana.
Nesta passagem do PEA, o professor habilidoso do ponto de vista metódico soluciona varias
tarefas:
 Mediante a repetição reafirma os conhecimentos e capacidades fundamentais;
 Mediante as repetições controla o nível da situação inicial dos alunos;
 Mediante escrito, frontal dos rendimentos) ou a todo o grupo.

II. SISTEMATIZAR-INTEGRAR
Sistematizar é integrar e estruturar logicamente, através de gráficos quadros ou tabelas, dando
a visão de conjunto os conhecimentos, experiencias, as habilidades, etc., apreendidos. Nesse
sentido, sistematizar é continuar o processo cognitivo pela integração dos conhecimentos em
sistemas científicos e, ao mesmo tempo, capacitar os alunos a pensar e atingir de maneira
organizada e sistemática.

III. EXERCITAÇÃO
Em didáctica a “exercitação” refere-se a repetições de acções com o objectivo de desenvolver
capacidade e habilidades. Todos os processos físicos e psíquicos, ou seja, todas as
capacidades e habilidades do homem necessitam de exercitação para a sua formação,
aperfeiçoamento e fixação: observar, analisar, concluir, aplicar, aprender, perceber, etc.,
inclusive o próprio exercitar deve ser exercitado, treinado.
Exercícios fazem os alunos penetrar mais profundamente na matéria. Assim, a exercitação é a
execução repetida de actividade (desenvolvimento de acções) com o objectivo do seu
contínuo aperfeiçoamento e a mecanização parcial das habilidades e hábitos. Para além de ter
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importância na formação de capacidade, a exercitação tem, indirectamente, como objectivo a


fixação e aprofundamento de conhecimentos: a exercitação está em estreita relações com as
repetições, e ambas criam condições importante para a aplicação dos conhecimento e
capacidade.

IV. APLICAÇÃO
A aplicação é o “coração” do processo de ensino e aprendizagem e a etapa superior do
aumento e desenvolvimento de capacidades através da resolução de problemas e tarefas em
situações análogas e novas.
A função didáctica mais importante da aplicação é o desenvolvimento da capacidade para
trabalhar livremente com os conhecimentos e capacidades; e, ainda, com aplicação se atinge
uma reafirmação e uma profunda consciencialização dos conhecimentos. Por isso, podemos
concluir que a aplicação se destaca no PEA pelas seguintes características:
 Os conhecimentos e as capacidades têm que ser actualizadas e transformados em
novas relações ou situações;
 Os conhecimentos e capacidades, em relocações, tem que ser manejados
independemente;
 Mediante a aplicação se estabelece uma união directa ou indirecta entre a teoria e a
prática.

3.5. Controle e avaliação


Estas etapas permitem o acompanhamento de todo o processo de ensino aprendizagem e
formar ao mesmo tempo a conclusão das unidades do ensino. O professor pode dirigir
efectivamente o processo de ensino-aprendizagem e conhecer permanentemente o grau das
dificuldades dos alunos na compreensão da matéria. Este controle vai construir, também, em
acompanhar o PEA avaliando as actividades do professor e do aluno em função dos
objectivos definidos.
Através do controlo e avaliação, o professor pode providenciar e, se necessário, rectificar,
suplementar ou mesmo reorganizar a aprendizagem.
“Avaliação é uma reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho escolar tanto do professor
como dos alunos” (Quist 200, p.96).
Esta função consiste em acompanhar todo o processo de ensino-aprendizagem, avaliando-se
as actividades do professor e dos alunos, em função dos objectivos definidos. Avalia-se, no
entanto, o nível atingido, identificam-se os problemas ou dificuldades que existem e propõem-
13

se, no fim, medidas para a sua superação. As dificuldades do processo de ensino-


aprendizagem podem ser de vários motivos. Elas podem ser ocasionadas por má definição ou
formulação dos objectivos, conteúdos e métodos de ensino, por uma reflexão inadequada ou
má criação de condições concretas, por má qualidade de trabalho dos professores ou dos
alunos, ou mesmo por má qualidade do trabalho dos dirigentes da educação.
Pela avaliação é possível saber-se se a aprendizagem esta a efectuar-se conforme o previsto
ou não é, ao mesmo tempo, permite ao professor certificar-se sobre o que o aluno aprendeu e,
então, saber que rumo dar aos trabalhos das novas (se é para repetir, ou prosseguir
dependendo da situação vivida no momento quanto ao saber, saber fazer e saber ser-estar dos
alunos).

3.5.1. Formas Metódicas para o Controlo e Avaliação


No PEA podem e devem ser realizadas continuamente a avaliação diagnostica, formativa e
sumativa.

[Link]. Avaliação diagnostica


A avaliação diagnóstica realiza – se no início do curso, do ano lectivo, do semestre, da
unidade ou dum novo tema. No esquema abaixo, podemos observar o que este tipo de
avaliação pretende verificar e qual é a utilidade que se pode fazer com os resultados deste tipo
de avaliação:
Avaliação diagnóstica

Identifica alunos Constata deficiências Constata


com padrão aceitável em termos de prés particularidades dos
de conhecimentos requisitos alunos

Encaminha os que Individualiza a


Propõe actividades
têm padrão aceitável o ensino
com vista a
para novas
superação de
aprendizagens
deficiências

[Link]. Avaliação contínua ou formativa


Este tipo de avaliação realiza – se continuamente ao longo das aulas. Também tem uma
função formativa, uma vez que dá a conhecer ao professor e ao aluno se os objectivos estão a
14

ser alcançados, identifica os obstáculos que estão a comprometer a aprendizagem, a razão de


ser desses obstáculos, permitindo assim estabelecer estratégias que ajudem os alunos e os
professores a ultrapassar as dificuldades detectadas. Esquematicamente, temos:

Avaliação
contínua/formativa

Função Controladora

Identifica obstáculos
Informa se os
que estão a Localiza
objectivos estão ou
comprometer a deficiências
não a ser alcançados
aprendizagem

REPLANIFICAÇÃO

Fonte: Piletti (1990)

[Link] Avaliação sumativa


No fim de uma determinada etapa de aprendizagem (unidade, trimestre, semestre, ano ou
curso) chegou o momento de se medir a distância a que o aluno ficou das metas pré –
estabelecidas, ou seja, avaliar se os objectivos traçados foram ou não alcançados pelos alunos.
Esta distância é quantificada, isto é, classificada. A função desta avaliação é, pois, emitir um
juízo de valor final.
Mas classificar pressupõe que haja um critério de como fazer uma comparação com o que está
a ser classificado num determinado quadro de referência, e no nosso caso temos a escala de
valores, de notas, surgindo daí as classificações de Muito Bom, Bom, Suficiente, Medíocre e
Mau. Contudo, a avaliação sumativa para além de função de classificar pode também assumir
a função formativa e orientadora do percurso de aprendizagem na medida em que será um
instrumento de balanço que permitirá:
I. Ajudar o professor a:
 Decidir da possibilidade de passar ou não para uma nova unidade didáctica.
 Medir a posição de cada aluno, tendo em conta os objectivos estabelecidos na
planificação e toda a evolução que o aluno foi evidenciando.
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 Decidir da possibilidade de os alunos transitarem para o ano seguinte, apoiando-se


também, como é óbvio, em todas as informações recebidas sobre aluno.
 Constatar se porventura houve falha no seu próprio trabalho, identificar as causas, a
fim de as ultrapassar posteriormente.
II. Ajudar o aluno a:
 Realizar um esforço de síntese, isto é, de descoberta das relações entre as diferentes
partes do programa do ensino.
 Criar certos hábitos de trabalho independente.
 Consciencializar o grau de consecução dos objectivos atingidos após um período de
trabalho.

4. Conclusão
Ao fim do trabalho, pode-se concluir que a pesquisa realizada ampliou o conhecimento a
respeito das principais funções didácticas e sua relevância no processo de ensino e
aprendizagem. Percebe-se que cada fase ou passo da aula corresponde a uma só função
16

didáctica dominante, embora nesta mesma fase se regista envolvimento das restantes, com o
fim elas assegurarem a eficiência da assimilação da matéria. Cada função didáctica, como
momento ou passo da aula que reflecte as regularidades do processo ensino e aprendizagem, é
proposto o tempo da sua duração, conteúdo, método dominante, conjunto de meios e formas
de ensino inclusive as actividades concretas dos alunos. As funções didácticas descrevem as
etapas de uma aula, em termos das finalidades pedagógicas. Cada etapa do processo de
ensino-aprendizagem tem uma função pedagógica e elas estão estreitamente interligadas.
Este trabalho foi muito importante para o aperfeiçoamento de competências de investigação,
selecção e organização de informação.

BIBLIOGRAFIA
Nivagara, D. (2010).Didáctica Geral: aprender a ensinar; Rio de Janeiro
Pilleti, C. (1991), Didáctica Geral. São Paulo: ed. Ática.
Libanio, J (1994). Didáctica. Brasil, São Paulo: Cortez. Editora.
17

Nérici, E. Introdução a Didáctica Geral, 16ª Edição, São Paulo, Brasil: Editora Atlas, S.1991
Quist, D. (2007). Método do Ensino Primário: Manual do Professor. Maputo, Editora
Nacional de Moçambique.
PILETTI, Claudino. Didáctica Geral. 23ª Ed., São Paulo, Ática, 2001

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